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EXCELENTÍSSIMO SENHOR (A) DOUTOR(A) JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA, SUCESSÕES E ORFÃOS DA COMARCA DE SALVADOR – BAHIA. MARCELO DIAS MONSTAGNO, brasileiro, natural de São Paulo – SP, casado, autônomo, filho de Maria Nirce Dias e Reinaldo Montagno, carteira de identidade nº 0241023737 SSP-SP, CPF nº 035988434-29, residente e domiciliado na Avenida São Rafael, Alameda Bosque Imperial, bloco 2, apt 501, São Marcos, CEP 41250-579, Salvador- Ba, e LICIA FERNANDA LACERDA DA PAZ, brasileira, natural de Salvador – Ba, casada, autônoma, filha de Eunice Benedita Bezerra Lacerda e Francisco Pires da Paz, carteira de identidade nº 0947235400, CPF nº 00623073552, residente e domiciliada na Rua do Rosário 14, São Marcos, CEP 41250-505, Salvador – Ba, vêm perante Vossa Excelência, por meio de seu advogado abaixo assinados, munido por instrumento de procuração anexo, propor a seguinte: AÇÃO DE DIVÓRCIO CONSENSUAL COM ALTERAÇAO DE NOME Pelos fatos e fundamentos que passa a expor: I – DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Inicialmente é necessário destacar que os requerentes declaram não possuir, no momento, condições financeiras para arcas com as despesas processuais e honorários advocatícios, sem que desse modo prejudiquem as condições de subsistência sua e de sua família, visto que ambos são autônomos e não possuem salário fixo. Desta feita, requer a concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos dos artigos 98 do CPC, bem como art. 5º, inciso LXXIV, da CF/88. II – DOS FATOS Os requerentes se casaram no dia 28/12/2007, em regime de comunhão parcial de bens. Durante a constância do casamento não adquiriram bens. Tiveram um filho, Tiago da Paz Montagno, menor impúbere, nascido no dia 28/01/2008 (certidão de nascimento em anexo). Relatam que encontram-se separados de fato há 5 anos e que nesse tempo o menor está sob a guarda do pai, o qual arca com todas as despesas relacionadas a este, sem que haja restrições à visitas da mãe. Ambas as partes vivem com seus respectivos pais e não possuem trabalho fixo, exercendo atividades autônomas. Relata ainda a requerente que deseja reaver seu nome de solteira. Os requerentes manifestam a livre e consciente vontade pela dissolução da sociedade conjugal, sendo inviável a reconciliação. III- DO DIREITO Do Divórcio Os conjugues, por livre e espontânea vontade, pretendem dissolver a sociedade conjugal, através de Divórcio Direto Consensual, previsto tanto na Lei 6.515/77, quando no art 226, §6º da CF/88, que versam sobre a dissolubilidade do casamento civil pelo divórcio ainda este último, quanto a independência de comprovação da separação de fato. Ante a inexistência real de vinculo matrimonial entre as partes, que já se encontram separadas, não se vê mais sentido em permanecerem na existente sociedade conjugal, razão pela qual buscam a extinção da mesma. Da guarda e alimentos do menor Como já relatado, os requerentes possuem um filho menor, que atualmente mora com o pai e é mantido pelo mesmo. O menor Tiago da Paz Montagno ficará sob aguarda de seu pai, tendo sua mãe o direito/dever de permanecer com o filho em dias e horários mais convenientes à criança, não sendo limitado a quantidade de visitas, ressalvando datas de extrema relevância emocional, em especial aniversários e datas comemorativas familiares , em que a preferência se dará à parte a quem está data está vinculada. Quanto aos alimentos, o requerente/pai consente em arcar com todas as custas em relação ao menor, eximindo a mãe da obrigação de prestar alimentos. Da alteração do nome Com a dissolução do casamento por meio do divórcio a cônjuge LICIA FERNANDA LACERDA DA PAZ voltará a ser solteira, sendo assim a parte requer voltar a usar seu nome de solteira, como disposto no art. 1.578, do Código Civil. “Art.1578. § 1º O cônjuge inocente na ação de separação judicial poderá renunciar, a qualquer momento, ao direito de usar o sobrenome do outro.” IV- DOS PEDIDOS Diante o exposto, REQUER: A concessão dos benefícios da justiça gratuita, nos termos do art. 5º, LXXIV, XXXV, da Constituição Federal, c/c arts.98 e 99 do Código de Processo Civil, por não ter condições de arcar com os custos processuais; Que seja julgado procedente o pedido para decretar o divórcio do casal, com fulcro no art. 226, §6º c/c o art. 1571 do código civil. A expedição de mandado para averbação do registro civil do nome da requerente, que retornará a utilizar o nome de solteira. D) A intimação do ministério público, tendo em vista o interesse do incapaz, com base no art. 178, II do CPC. E) Protestam provar o alegado por todos os meios de provas em direito admitido. Dá-se a causa o valor de R$ Nestes termos, pede deferimento. Salvador/BA, data. advogado OAB/UF