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O Sistema de Emergências Médicas 
A Cadeia de Sobrevivência 
Aspectos legais e Éticos nos atendimentos de emergência 
Sistema de emergências médicas 
• Conjunto de ações coordenadas 
• De âmbito extra-hospitalar, hospitalar e inter-hospitalar. Resultam: 
• Da intervenção ativa e dinâmica dos vários componentes do sistema 
de saúde nacional 
• De modo a possibilitar uma atuação rápida, eficaz e com economia de 
meios em situações de emergência médica. 
• Compreende toda a atividade de urgência/emergência, 
nomeadamente o sistema de socorro pré-hospitalar, o transporte, a 
receção hospitalar e a adequada referenciação do doente 
urgente/emergente. 
 
Definições: 
Emergência - Constatação médica de condições de agravo a saúde que 
impliquem sofrimento intenso ou risco iminente de morte, exigindo, portanto, 
tratamento médico imediato. 
Urgência- Ocorrência imprevista de agravo a saúde com ou sem risco potencial 
a vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata. 
Atendimento pré-hospitalar 
Envolve todas as ações efetuadas com o paciente, antes da chegada dele ao 
ambiente hospitalar. 
Compreende, portanto, três etapas: 
1. assistência ao paciente na cena (no local da ocorrência) 
2. transporte do paciente até o hospital 
3. chegada do paciente ao hospital 
 Envolve importantes fatores que dão maior segurança e garantia de 
sobrevivência: 
 Atendimento precoce 
 Qualificado 
 Encaminhamento rápido e seguro para centros de tratamento definitivo 
Atitudes que modificam os resultados no socorro das vítimas de PCR 
• Pedir ajuda acionando de imediato o sistema de emergência médica; 
• Iniciar de imediato manobras de SBV de qualidade; 
• Aceder à desfibrilação tão precocemente quanto possível, sempre que 
indicado 
 
 
Os 5 elos da cadeia de sobrevivência do adulto 
1. Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do sistema de resposta 
de urgência/emergência 
2. Ressuscitação cardiopulmonar precoce, com ênfase nas compressões 
torácicas 
3. Rápida desfibrilação 
4. Suporte Avançado de Vida eficaz 
5. Cuidados pós-PCR integrado 
 
Os 5 elos da cadeia de sobrevivência pediátrica 
 Em crianças normalmente PCR decorre de insuficiência respiratória e 
choque 
 Elo → trabalhar com prevenção e identificação precoce 
1. Prevenção da PCR 
2. RCP precoce de alta qualidade 
3. Rápido acionamento do Sistema de Urgência/Emergência 
4. Suporte Avançado de Vida Eficaz 
5. Cuidados pós-PCR integrados 
 
Pontos Principais no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) 
 Identificação da situação 
✓ Emergência ou Urgência? 
 Qualidade e habilidade no atendimento 
 Acionamento rápido das equipes de salvamento 
Atualmente: 
 Atuação Integrada ao Corpo de Bombeiros, no serviço Resgate-Grau 
193 
 Integração com SAMU 
Central 192 SAMU - Avaliação e decisão sobre os pedidos que necessitem 
atendimento de saúde, tanto traumáticos como clínicos, assim como 
aqueles que lidem com pacientes/vítimas graves. 
Interlocução com a rede de saúde e definição e preparo da unidade que 
receberá o paciente/vítima. 
Central 193 Corpo de bombeiros - Avaliação e decisão sobre os pedidos 
de socorro que necessitem resgate, salvamento, combate a incêndios e 
trabalhos com eventos onde ocorram riscos ambientais, e riscos físico-
químicos que necessitem equipe especializada na sua abordagem. 
Centro 190 Polícia militar - Avaliação e decisão sobre os pedidos que 
necessitem atuação policial, proteção ao indivíduo ou coletividade ou que 
necessitem de segurança. 
SAMU - Serviço de Atendimento Móvel às Urgências 
 Atendimento precoce e transporte adequado, rápido e resolutivo às 
vítimas acometidas por agravos à saúde de natureza: 
 Clínica, cirúrgica, gineco-obstétrica, traumática e psiquiátricas 
 Atendimento rápido e no transporte de vítimas de intoxicação exógena, 
de queimaduras graves, de maus-tratos, tentativas de suicídio, 
acidentes/traumas, casos de afogamento, de choque elétrico, acidentes 
com produtos perigosos e em casos de crises hipertensivas, problemas 
cardiorrespiratórios, trabalhos de parto no qual haja risco de morte para a 
mãe e/ou o feto, bem como na transferência inter-hospitalar de doentes 
com risco de morte. 
 Mediante o envio de veículos tripulados por equipe capacitada. 
Atendimento Especializado dos Bombeiros 
 Serviço de Guarda Vidas 
 Combate a incêndios florestais 
 Salvamento aquático 
 Resgate em altura 
 Resgate em montanha 
 Intervenção em incidentes com produtos perigosos; tais como: gases, 
inflamáveis, substâncias tóxicas etc. 
 Vistorias técnicas das condições de segurança em edificações, estádios, 
ou qualquer outro local de grande concentração de público 
 Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar 
Modalidades de APH – aspectos éticos 
Suporte básico de vida 
 Compreende ao atendimento prestado a uma vítima de mal súbito ou 
trauma 
 Visa à manutenção de seus sinais vitais e à preservação da vida 
 Visa evitar o agravamento das lesões existentes, até que uma equipe 
especializada possa transportá-la ao hospital e oferecer um tratamento 
definitivo. 
Noções básica do SBV 
➢ Compressões torácicas 
➢ Via aérea 
➢ Respiração 
➢ Desfibrilação 
 
Suporte avançado de vida 
 Caracteriza-se pela realização de procedimentos invasivos de suporte 
ventilatório e circulatório, como, por exemplo: 
✓ Intubação orotraqueal 
✓ Acesso venoso 
✓ Administração de medicamentos. 
 Geralmente, o suporte avançado é prestado por equipe composta por 
médico e enfermeiro. 
Conflitos éticos 
 São enfrentados por todos os prestadores de cuidados 
Quais são as dificuldades encontradas no APH? 
✓ Distâncias dos recursos demandados 
✓ Falta de informações sobre cuidados médicos 
✓ Demora em solicitar ajuda 
✓ Chegada em cenários de crimes 
✓ Falta de espaço para a equipe trabalhar 
 
 Conflitos éticos – legislação do exercício da enfermagem 
 Representa um importante instrumento que poderá resguardar a tomada 
de decisão diante de situações da práxis profissional. 
Lei 7.498/1986 regulamenta o exercício profissional da enfermagem. 
Artigo 11 – O Enfermeiro exerce todas as atividades de Enfermagem, 
cabendo-lhe: I – privativamente: 
✓ Cuidados diretos de Enfermagem a pacientes graves com risco de vida; 
✓ Cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam 
conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões 
imediatas. 
RESOLUÇÃO COFEN 311/2007 
Aprova a Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de 
Enfermagem 
PROIBIÇÕES 
Art. 26 – Negar assistência de enfermagem em qualquer situação que se 
caracterize como urgência ou emergência. 
 
✓ Negligência: 
Consiste na inação, inércia, passividade ou omissão, entendendo que é 
negligente quem, podendo ou devendo agir de determinado modo, por 
indolência ou preguiça mental, não age ou se comporta de modo diverso. 
✓ Imperícia: 
Reveste-se da falta de conhecimento ou de preparo técnico ou habilidade 
para executar determinada atribuição. Expondo o cliente a riscos e com a 
possibilidade de acometimento danoso à integridade física ou moral. 
✓ Imprudência: 
Decorre da ação açodada, precipitada e sem a devida precaução. 
É imprudente quem expõe o cliente a riscos desnecessários ou que não se 
esforça para minimizá-los 
Alteração do local do crime 
• Todo local de acidente é potencialmente local de crime e alvo de 
investigação, razão pela qual deve ser preservado para a análise e 
perícia e apuração, pela autoridade policial de responsabilidade penal 
• Pena: detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses 
• O local poderá ser alterado em casos previstospor lei. 
 
Atendimento básico ao Politraumatizado 
Imobilizações 
Transporte 
Atendimento adequado das vítimas de trauma 
REMOÇÃO E RESGATE DE VÍTIMAS 
Como regra básica, não se deve mover uma vítima do local do acidente até 
que todo o processo de remoção tenha sido devidamente organizado. 
No entanto a remoção deverá ser feita se: 
 Houver perigo de incêndio ou incêndio; 
 Houver materiais perigosos ou explosivos; 
 O local do acidente oferecer perigo a vítima ou ao socorrista; 
 A ambulância não puder chegar ao local. 
POLITRAUMATIZADO – EMERGENCIA CLÍNICA 
Exemplo: ataque cardíaco → iniciar RCP 
→ Quando for necessário remover uma vítima, a velocidade de remoção 
dependerá do motivo, tal como: 
 Remoção de emergência: afastar a vítima da área o mais rápido 
possível; 
 Remoção sem emergência: Se a vítima precisar ser removida para ter 
acesso a um veículo. 
Considere criteriosamente as lesões antes e durante a movimentação. 
TRANSPORTE DE ACIDENTADOS 
• Evitar que o transporte inadequado, provoque lesões mais graves no 
acidentado! 
Primeiros Socorros 
• Cuidado especial com a vítima inconsciente 
• Imobilizar o pescoço antes do transporte, utilizando o colar cervical 
• Movimentar a vítima em bloco, impedindo particularmente movimentos 
bruscos do pescoço e do tronco 
• Colocar em prancha de madeira 
• Encaminhar para atendimento hospitalar 
TRANSPORTE DE ACIDENTADOS 
Uma Pessoa - De Apoio 
• Passe o seu braço em torno da cintura da vítima e o braço da vítima ao 
redor de seu pescoço. 
Uma Pessoa - Nas costas 
• Dê as costas para a vítima, passe os braços dela ao redor de seu 
pescoço, incline-a para frente e levante-a. 
 
Duas Pessoas – Cadeirinha 
• Faça a cadeirinha conforme abaixo. 
• Passe os braços da vítima ao redor do seu pescoço e levante a vítima. 
Duas pessoas - Segurando pelas extremidades 
• Uma segura a vítima pelas axilas, enquanto a outra, segura pelas 
pernas abertas. 
• Ambas devem erguer a vítima simultaneamente. 
Três Pessoas 
1° segura a cabeça e costas 
2° cintura e a parte superior das coxas 
3° segura a parte inferior das coxas e pernas 
• Os movimentos das três pessoas devem ser simultâneos, para impedir 
deslocamentos da cabeça, coluna, coxas e pernas. 
Quatro Pessoas 
• Semelhante ao de três pessoas 
• A quarta pessoa imobiliza a cabeça da vítima impedindo qualquer tipo 
de deslocamento. 
PRIMEIROS SOCORROS EM LESÃO DE COLUNA 
• Manter a vítima agasalhada e imóvel 
• Não mexer nem deixar ninguém tocar na vítima até a chegada de 
socorro (conforme situação) 
• Não virar a vítima 
• Observar a respiração e estar pronto para iniciar a respiração boca a 
boca se necessário 
NA FALTA DE SOCORRO: 
• Transportar o paciente em maca 
• Evitar abalos no transporte, para não agravar as lesões 
• Imobilizar com coleiras as lesões no pescoço 
• Deite a vitima em decúbito dorsal, colocando por baixo do pescoço e 
cintura, um travesseiro ou toalha dobrada, de forma que se eleve 
 
AFOGAMENTO 
É a aspiração de líquido causada por submersão ou imersão. 
O termo aspiração refere-se à entrada de líquido nas vias aéreas (traquéia, 
brônquios ou pulmões), e não deve ser confundido com “engolir água” 
TIPOS DE ACIDENTES NA ÁGUA 
Síndrome de Imersão (vulgarmente conhecida como "choque térmico") 
É um acidente desencadeado por uma súbita exposição á água mais fria que o 
corpo, levando a uma arritmia cardíaca que poderá levar a síncope ou a parada 
cardiorrespiratória. Parece que esta situação pode ser evitada se molharmos a 
face e a nuca antes de mergulhar. 
Hipotermia 
A exposição da vítima à água fria reduz a temperatura normal do corpo 
humano, podendo levar a perda da consciência com afogamento secundário ou 
até uma arritmia cardíaca com parada cardíaca e consequente morte. Todas as 
vítimas afogadas têm hipotermia 
Classificação do Afogamento 
Quanto ao tipo de Água 
• Afogamento em água Doce: piscinas, rios, lagos ou tanques. 
• Afogamento em água Salgada: mar. 
• Afogamento em água salobra: encontro de água doce com o mar. 
• Afogamento em outros líquidos: tanque de óleo ou outro material e 
outros. 
Classificação do Afogamento 
Quanto á Causa do Afogamento 
• Afogamento Primário: quando não existem indícios de uma causa do 
afogamento. 
• Afogamento Secundário: quando existe alguma causa que tenha 
impedido a vítima de se manter na superfície da água: Drogas (36,2%) 
(mais frequente o álcool), convulsão, traumatismos, doenças cardíacas 
e/ou pulmonares, acidentes de mergulho e outras 
Classificação do Afogamento 
Quanto a Gravidade 
 
Resgate 
Vítima resgatada viva da água que não apresenta tosse ou espuma na boca 
e/ou nariz - pode ser liberada no local do acidente sem necessitar de 
atendimento médico após avaliação do socorrista, quando consciente. 
Todos os casos podem apresentar hipotermia, náuseas, vômitos, distensão 
abdominal, tremores, cefaleia (dor de cabeça), mal-estar, cansaço, dores 
musculares, dor no tórax, diarreia e outros sintomas inespecíficos. 
Afogamento 
Pessoa resgatada da água que apresenta evidências de aspiração de líquido: 
tosse, ou espuma na boca ou nariz - deve ter sua gravidade avaliada no local 
do incidente, receber tratamento adequado e acionar se necessário uma 
equipe médica (suporte avançado de vida). 
Sinais de uma vítima já se afogando 
• Expressão facial assustada ou desesperada 
• Perdendo o pé na água perto de uma corrente de retorno - afunda e volta 
a flutuar em pé; 
• Onda encobre o rosto da vítima que olha para a areia; 
• Nada, mas não sai do lugar; 
• Nada contra a força da correnteza; 
• Vítima que nada em pé sem bater as pernas; 
• Vítima com o cabelo caindo na face; 
• Vítima batendo os braços na água sem deslocamento. 
 
SBV Dentro da Água & Parada Respiratória 
• Só deve ser realizada com 2 socorristas sem material ou com um 
socorrista com material de flutuação. 
• Em casos de inconsciência, um sustenta a vítima e o outro abre as vias 
aéreas e checa a respiração. 
• Em caso de ausência de respiração realiza ventilações boca-a-boca. Esta 
medida evita a progressão da parada respiratória (grau 5) para uma PCR 
(grau 6). 
• Caso haja retorno da ventilação, o socorrista resgata a vítima até a área 
seca, observando a cada minuto se a vitima continua respirando. 
• Caso não obtenha sucesso no retorno da ventilação, considere que a 
vitima esta em PCR e resgate o mais rápido possível a área seca para 
uma completa ressuscitação cardiopulmonar. 
Técnica para resgate e imobilização da coluna cervical sem equipamento 
 
• Com a vítima voltada com a face para água – emborcada - coloque suas 
duas mãos por baixo das axilas e prossiga até que elas alcancem a face 
na altura das orelhas. 
• Fixe bem suas mãos na cabeça da vítima e levante a vítima de encontro 
ao seu tórax procurando manter a cabeça e o pescoço alinhados. 
• Procure posicionar a vítima de forma que sua face fique fora da água e 
mantenha a vítima contrária as ondas que possam vir, virando se 
necessário a cada onda. 
• Transporte á vítima arrastando as pernas e o quadril dentro da água até 
a areia. 
• Ao chegar na areia, posicione a vítima paralela a água com o seu lado 
direito voltado para o mar. Mantendo a coluna cervical e torácica reta 
coloque a vítima sentada. 
• O socorrista deve estar por trás da vítima mantendo a coluna cervical e 
torácica alinhadas. 
• Retire a mão esquerda da face da vítima e apoie por trás da 
cabeça/pescoço (nuca) de forma que o cotovelo se apoie no dorso. 
• Desloque-se lateralmente de forma que suascostas se voltem para o mar. 
• Retire então a mão direita e apoie no queixo e tórax alinhando os dois. 
• Desta forma deite então a vítima como um só bloco na areia 
Ressuscitação no Campo 
◆ Segurança do socorrista 
◆ Proteger coluna espinal 
◆ Realizar ABCs 
◆ Indicar RCP 
Manobra de Heimlich somente se houver obstrução de via aérea 
IGUAL PARA ÁGUA SALGADA 
 
 
MORDIDAS E PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS 
Mordida de animal 
RAIVA - hidrofobia 
Doença infecciosa aguda e fatal, causada por um vírus que se alastra pelo 
sistema nervoso central e se multiplica nas glândulas de saliva, dali sendo 
eliminado. 
Transmissão - mordida – lambida; 
Considerar para o animal contaminado: 
Alteração de comportamento; 
Mordida: Cuidados com o local & hospital 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mordida humana 
Boca humana – imensa variedade de bactérias 
> possibilidade de infecção do que os outros animais de sangue quente; 
Procedimento 
Sem sangramento profuso: 
▪ Lavar água e sabão – 5 a 10 min. 
▪ Não esfregar – hematoma; 
 Com sangramento profuso: 
▪ Enxágue o ferimento em água corrente; 
▪ Conter sangramento – pressão direta; 
▪ Cobrir com compressa seca; 
▪ Procurar SME; 
Acidentes com Serpentes Peçonhentas 
Classificação: 
Peçonhentas conseguem inocular seu veneno no corpo da vítima. 
Não peçonhentas 
COBRAS PEÇONHENTAS 
→ Jararacá 
→ Cascavél 
→ Surucucu 
→ Coral 
▪ Grau da toxicidade da picada depende: 
▪ Potência, 
▪ Quantidade de veneno injetado 
▪ Tamanho da pessoa atingida. 
Os acidentes com serpentes no Brasil, tem maior incidência com as 
seguintes espécies: 
▪ Bothrops, Crotalus, Micrurus e Lachesis 
▪ 88,2% Bothrops (Jararaca) 
▪ 8,2% Crotalus (Cascavel) 
▪ 2,9% Lachesis (Surucucu) 
▪ 0,7% Micrurus (Coral) 
Sinais indicadores 
 dor intensa -  gradativamente; 
 marcas das presas – 1 ou 2 pontos separados; 
 inchaço – 5 min; 
 hematomas – bolhas de sangue – 6 a 10 h; 
 taquicardia; 
 fraqueza e visão turva; 
 náuseas, vômito, suor, fraqueza, salivação intensa, dificuldade de 
engolir – falar; 
 dispnéia. 
O que fazer? 
• mantenha a pessoa tranquila; 
• mantenha o local da mordida abaixo do nível do coração; 
• Hidrate a vítima com goles de água se consciente; 
• compressas de água fria ou gelo retardam os efeitos do veneno. 
• afastar vítima e curiosos da cobra - cobras podem morder mais de 1 
vez; 
• solicite SME - SE POSSÍVEL CARREGE A VÍTIMA 
o que não fazer? 
• capturar a cobra – pelos sinais e sintomas e região geográfica do 
ocorrido – pode-se identificar a espécime; 
• não dê álcool, sedativo ou aspirina 
• não passe substâncias como: folhas, pó de café, couro de cobra; 
• nunca faça cortes ou incisões; 
• não faça torniquetes (garrotes) 
• não deixe que a vítima corra ou ande 
ARANHAS 
Importância Médica no Brasil 
▪ aranha marrom, viúva negra, armadeira 
Locais de risco: 
 Interior das casas - adaptação ambiente urbano - facilidade encontrar 
alimento – baratas 
 Terrenos abandonados / caixas abandonadas / áreas silvestres 
 
Sinais e Sintomas 
▪ Dor de intensidade variável 
▪ Vermelhidão com edema e bolha 
▪ Coceira local 
▪ Erupções e lesões na pele 
▪ Febre, vômito,sudorese, taquicardia, convulsão, agitação, visão turva 
▪ Dor nas articulações 
▪ Alterações nos SSVV 
Procedimento 
• Capturar aranha para confirmar o tipo 
• Limpe local com água e sabão 
• Coloque gelo na mordida para aliviar a dor e retardar o efeito do veneno 
• Monitore SSVV e nível de consciência 
• Ativar SME imediatamente 
• Manter em repouso 
• Antídoto 
 
 
 
ACIDENTES COM ESCORPIÕES 
Características: 
Possuem abdomen projetado - cauda curva, terminando em um ferrão 
venenoso; 
Habitat: campos, plantações, serrados e matas ralas, podem se adaptar em 
domicílios, habitando muros, porões, tijolos... 
São animais de hábito noturno. 
Os escorpiões são seres que só picam quando se sentem ameaçados. 
 
 
 
 
Quadro clínico 
 
A gravidade depende: 
• Espécie e tamanho do escorpião, a quantidade de veneno inoculado, a 
massa corporal do acidentado e a sensibilidade do paciente ao veneno. 
Influem em na evolução: 
• Diagnóstico precoce, o tempo decorrido entre a picada e a 
administração do soro e a manutenção das funções vitais. 
Com base nas manifestações clínicas, os acidentes podem ser 
inicialmente classificados como: 
• Leves: apresentam apenas dor no local da picada e parestesias. 
• Moderados: dor intensa no local da picada e manifestações sistêmicas 
do tipo sudorese discreta, náuseas, vômitos ocasionais, taquicardia, 
taquipnéia e hipertensão leve. 
• Graves: sinais e sintomas acima + sudorese profusa, vômitos 
incoercíveis, salivação excessiva, alternância de agitação com 
prostração, bradicardia, insuficiência cardíaca, EAP, choque, convulsões 
e coma. Os óbitos estão relacionados a complicações como EAP e 
choque. 
APH 
o Manter o paciente calmo 
o Manutenção dos sinais vitais 
▪ Lavar bem o local com água corrente e fazer compressas frias com 
água ou gelo. 
▪ Não coloque nada sobre o local. 
o Manter em repouso 
o Ir imediatamente ao hospital 
▪ Na maioria das vezes pode ser tratado em casa 
INSETOS 
Quando atacado procurar proteger cabeça, face e pescoço 
Sinais e sintomas 
o Prurido; inchaço 
Gerais
•hipo ou hipertermia e sudorese profusa.
Digestivas: 
•náuseas, vômitos, sialorréia e, mais raramente, dor abdominal e diarréia.
Cardiovasculares: 
•arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e 
choque.
Respiratórias: 
•taquipnéia, dispnéia e edema pulmonar agudo.
Neurológicas: 
•agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores.
CHOQUE ANAFILÁTICO (reação alérgica grave) - quanto MAIS 
RÁPIDO o surgimento dos sintomas mais grave será a reação 
Procedimento 
▪ pessoas alérgicas a picadas de insetos devem utilizar “ALERTA DE 
SAÚDE” 
▪ Abelhas ➔ únicos insetos - deixam ferrão e bolsa de veneno 
▪ Retirar ferrão e bolsa de veneno 
▪ Lave local para prevenir infecção 
▪ Coloque gelo para reduzir a absorção do veneno e aliviar a dor 
▪ Observe a vítima a cada 30’ 
▪ Chame o SME ou transporte até o hospital 
Envenenamentos e Intoxicações por Substâncias Exógenas: 
Ingestão de veneno, drogas e álcool 
Toxico - Tóxico ou veneno é qualquer substância que afeta a saúde ou 
causa a morte por sua ação química quando interage com o organismo. 
Intoxicação - Emergência médica caracterizada por distúrbios funcionais 
do organismo humano causados pela interação com substâncias tóxicas de 
quaisquer naturezas. 
VIAS DE INGRESSO 
1. Ingestão: 
→ deglutição de substâncias químicas 
2. Inalação: 
→ aerossóis, pós, fumaças, gases 
3. Absorção: 
→ através do contato direto da pele com certas substâncias 
4. Injeção: 
→ inoculada no organismo humano através de peçonhas ou seringas. 
Principais substancias envolvidas em casos de intoxicação 
1. Medicamentos: 
Antidepressivos, estimulantes, analgésicos, xaropes 
2. Produtos de limpeza doméstica: 
Cera, lustra-móveis, detergentes, desinfetantes, etc. 
3. Cosméticos: 
Esmalte, acetona, talcos 
4. Plantas venenosas: 
Espirradeira, comigo-ninguém-pode 
Outros: alimentos contaminados, chumbo e drogas injetáveis. 
 
ABUSO DE DROGAS 
ESTIMULANTES 
❑ produz excitação, sinais vitais aumentados, fala rápida, boca seca, 
pupilas dilatadas, sudorese e longos períodos sem dormir. 
 Exemplos: Anfetaminas, a cafeína, a cocaína, drogasantiasmáticas, crack; 
 DEPRESSORES 
❑ Provocam lentidão, sonolência, falta de coordenação motora adequada, 
fala desarticulada. 
❑ Sinais vitais diminuídos, frequentemente a ponto de uma emergência. 
❑ Incluem os sedativos, os barbitúricos e os anticonvulsionantes. 
 Exemplos: Diazepan, lorax, fenobarbital, placidil. 
 ALUCINÓGENOS 
✓ Pulsação rápida, pupilas dilatadas e face úmida. 
✓ “Vêem coisas", "ouvem vozes ou sons" que não existem 
✓ Têm pouca noção de tempo e não reconhecem o ambiente. 
✓ Fala da vítima não tem sentido 
✓ Sinais de ansiedade e medo. 
✓ Alguns mostram-se agressivos enquanto outros tendem a fugir. 
Exemplos: LSD, cogumelos. 
 SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS VOLÁTEIS 
✓ Perda temporária de contato com a realidade, coma. 
✓ Sentimento de "entorpecimento" ou "formigamento" dentro da cabeça, 
queixas de enxaqueca. 
✓ Membranas oral e nasal edemaciadas. 
✓ Face úmida e pulsação acelerada. 
✓ Odor químico na respiração, pele ou roupas da vítima. 
Exemplos: acetona, esmalte, colas de sapateiro, éter, gasolina. 
SINAIS E SINTOMAS GERAIS 
1. Queimaduras ao redor da boca; hálito com odor característico de 
substâncias químicas; 
2. Sialorréia, sudorese; 
3. Presença de substâncias químicas no ambiente, no corpo ou nas vestes 
da vítima; 
4. Alterações de frequência e qualidade da respiração; 
5. Alterações de frequência e qualidade de pulso; 
6. Alterações nas pupilas; 
7. Dor abdominal; náuseas; vômitos; 
8. Diarreia; 
9. Hemorragias digestivas; 
10. Distúrbios visuais; 
11. Tosse; 
12. Reações na pele: coceiras, pruridos, ardência, queimaduras químicas, 
aumento de temperatura, marcas de picadas; 
13. Confusão mental, inconsciência; 
14. Convulsões; 
15. Parada respiratória ou cardiorrespiratória. 
ABUSO DE ÁLCOOL 
SINAIS E SINTOMAS 
1. Odor de álcool no hálito da vítima ou em suas vestes (certifique-se de 
que não é hálito cetônico, apresentado pelo diabético). 
2. Falta de equilíbrio e incoordenação motora. 
3. Fala desarticulada e com inabilidade para manter a conversação. 
4. Rubor, suor e queixa de calor. 
5. Vômito ou náuseas. 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
1. Garantir a segurança pessoal durante o atendimento; 
2. Remover a vítima do local de risco; 
3. Avaliar a vítima e tratar os problemas encontrados em ordem de 
prioridade; 
4. Verificar se a situação exige transporte imediato ao hospital ou se é 
possível aguardar Unidade de Suporte Avançado no local; 
5. Remover roupas que estejam contaminadas; 
Nos casos de contato de substâncias químicas com a pele, remover 
irrigando continuamente com água limpa ou soro fisiológico 
6. Prevenir a hipotermia; 
7. Verificar se há a necessidade de restringir a vítima; 
8. Vítimas inconscientes que não sofreram trauma devem ser posicionadas 
e transportadas em posição de recuperação; 
9. Vítimas conscientes, apresentando dificuldade respiratória, devem ser 
posicionadas e transportadas na posição semi-sentada; 
10. Transporte junto com a vítima: resto de substâncias, recipientes e 
aplicadores de drogas ou vômito 
EMERGÊNCIAS RELACIONADAS AO FRIO 
Hipotermia 
▪ Temperatura interna baixa; 
▪ O organismo não está produzindo calor na mesma proporção que perde; 
Sinais e Sintomas 
▪ Alteração do estado mental 
▪ Tremores 
▪ Abdome frio 
▪ Baixa temperatura 
Tipos de hipotermia 
▪ Hipotermia profunda 
▪ Vítima fria sem tremer; 
▪ Necessita calor externo para recobrar a temperatura; 
▪ Hipotermia branda 
▪ Temperatura interna acima de 32ºC; 
▪ Tremedeira; 
▪ Fala não compreensível; 
▪ Lapso de memória; 
▪ Descoordenação; 
Procedimento 
▪ Impeça a perda de calor; 
▪ Remova a vítima do frio; 
▪ Envolva a vítima em cobertor incluindo a cabeça; 
▪ Troque roupa molhada por seca; 
▪ Não mobilize a vítima; 
O reaquecimento deve ser feito em ambiente hospitalar 
 
Emergência Relacionada ao Calor 
INSOLAÇÃO 
Ação direta dos raios solares 
Causas 
→ Relacionadas ao mau resfriamento do corpo. 
→ Excesso de atividade física em ambiente quente 
Exposição solar prolongada utilizando roupas inadequadas 
Procedimento 
▪ SME; 
▪ Remova vítima para local fresco; 
▪ Retire todas as roupas da vítima; 
▪ Mantenha cabeça e ombros ligeiramente elevados; 
▪ Minimizar danos graves resfriando a vítima: 
▪ Borrifar água e abanar 
Desidratação pelo calor 
▪ Transpiração acentuada; 
▪ Temperatura corporal normal ou ligeiramente elevada; 
Atinge trabalhadores e atletas que não ingerem líquido ao exercer tarefas em 
ambiente quente. 
Sinais e Sintomas 
▪ Sede forte – náuseas e vômitos 
▪ Fadiga 
▪ Cefaleia 
▪ Câimbras musculares 
▪ Lábios e boca seca 
▪ Alterações na urina: cor e volume 
Procedimentos para desidratação pelo calor 
▪ Remova vítima para local fresco 
▪ Dê água para vítima beber(20’) 
▪ Bebida isotônica 
▪ Eleve as pernas da vítima 
▪ Retire todas as roupas da vítima 
▪ Borrifar água e abanar 
▪ Aguarde 30’, sem êxito = SME 
QUEIMADURAS 
Lesão causada por ação de calor ou de outras radiações sobre o 
organismo. 
Provocam: intensa dor local, podem causar choque e levar a vítima à 
morte 
Os seguintes agentes podem causar queimaduras: 
▪ Líquidos ferventes 
▪ Contato direto com chama 
▪ Sólidos superaquecidos 
▪ Vapores quentes 
▪ Substâncias químicas 
▪ Radiações infravermelhas e ultravioletas naturais 
▪ eletricidade. 
 
PRIMEIRO GRAU 
Camadas superficiais da pele: Epiderme 
Características 
▪ Vermelhidão 
▪ Inchaço moderado 
▪ Flacidez 
▪ Dor 
Recuperação em 1 semana sem marcas ou cicatrizes 
PROCEDIMENTOS 
▪ Esfrie a área acometida em água limpa e fria ou cubra com compressas 
úmidas para reduzir a dor entre 10 e 45 minutos; 
▪ Aplique hidratante (diminui o prurido e a descamação); 
▪ Manter o membro elevado; 
SEGUNDO GRAU 
Atinge todas as camadas da pele (derme, hipoderme e subcutâneo) 
Características 
▪ Tecido úmido 
▪ Formação de bolhas 
▪ Inchaço 
▪ Dor intensa 
▪ Vasos capilares danificados 
PROCEDIMENTOS 
• Resfrie rapidamente o local com água ou compressas frias por 5 
minutos; 
• Seque as bordas com delicadeza procurando não romper as bolhas; 
• Procure ajuda médica; 
• Nunca Perfure Bolhas 
TERCEIRO GRAU 
Atinge todos as camadas da pele e gordura e músculo podendo atingir o osso 
Características: 
▪ Pele com característica de couro 
▪ Não é dolorosa 
Remoção do tecido morto e enxertia 
PROCEDIMENTOS 
• Retire da vítima roupas, anéis , etc, que estiverem próximo à área 
queimada 
• Resfrie rapidamente o local com água ou compressas frias 
• Verifique a respiração, se necessário faça respiração artificial 
• Cubra o local com pano úmido e limpo 
• Procure ajuda médica imediatamente 
A área queimada tende a inchar. Havendo anéis e outros adornos na 
área da queimadura,eles podem agir como um "garrote", dificultando a 
circulação sanguínea (isquemia). 
Nunca aplique medicamentos 
▪ Base de óleo 
▪ Pasta de dente 
▪ Manteiga 
▪ Ovos 
▪ Pomada 
▪ Algodão 
▪ Ou qualquer outro produto 
CHOQUE ELÉTRICO 
Gravidade da lesão depende: 
o Intensidade 
o Tipo de corrente elétrica (direta, alternada) 
o Voltagem 
o Superfície corporal atingida 
o Duração do contato 
PROCEDIMENTOS 
o Garanta a segurança: Desligue o fio da tomada, o 
disjuntor ou a chave geral 
o Acione bombeiros 
o Avalie ABC 
o Suspeite de lesão de coluna e cabeça 
o Envolva em cobertas 
o SME 
Emergências Cardiovasculares: 
→ Hipertensão Arterial Sistêmica 
→ Ataque Cardíaco 
→ Acidente Vascular Encefálico (AVE) 
Comoidentificar e procedimentos 
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 
Caracterizada pela elevação súbita da 
pressão arterial a níveis superiores ao 
considerado normal 
 
 
 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
1. Realizar a análise primária e secundária 
2. Tratar os problemas em ordem de prioridade, chamar resgate 
3. Manter a vítima em repouso absoluto na posição mais confortável: 
sentado ou semi-sentado. 
4. Afrouxar as vestes 
5. Prestar apoio psicológico 
6. Se possível monitor PA 
7. Oxigenioterapia se necessário 
EMERGENCIAS CARDIOVASCULARES 
IAM /Ataque Cardíaco 
▪ É um dano causado ao músculo cardíaco, devido uma redução ou a falta 
de suprimento sanguíneo em uma determinada área do coração. 
Angina 
▪ É o fluxo insuficiente de sangue oxigenado no miocárdio, contudo é 
reversível. 
SINAIS E SINTOMAS 
Dor intensa: precordial, epigástrica, em MSD/E, mandíbula; 
▪ Sudorese fria; 
▪ Náuseas e vômitos; 
▪ Palidez; 
▪ Dispnéia; 
ATENDIMENTO 
▪ Tranquilizar a vítima; 
▪ Realizar avaliação primária; 
▪ Manter repouso absoluto; 
▪ Colher a história; 
▪ Observar sinais vitais, se P e R ausentes, iniciar PCR; 
▪ Chamar ajuda; 
▪ Encaminhar ao serviço especializado; 
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (AVE) OU DERRAME 
É uma lesão cerebral decorrente de uma deficiência do fluxo sanguíneo 
devido à obstrução ou a ruptura de artérias que nutrem o cérebro. 
▪ Causas: HAS, Hipercolesterolemia, DM, tabagismo e Doença cardíaca. 
▪ Sintomatologia: alteração do nível de consciência, cefaléia, fala 
incoerente, paresia, alteração na visão, náuseas e vômitos e convulsão 
 
ATENDIMENTO 
▪ Realizar avaliação primária 
▪ Avaliação do nível de consciência e escala de Cincinnati, e marcar o 
horário do início dos sintomas; 
▪ Ter cuidado com a coluna cervical, na suspeita de traumatismo; 
▪ Verificar SSVV; 
▪ Transportar rapidamente, para o serviço especializado; 
 
Escala de Cincinnati : 1) queda facial; 2) queda do braço/fechar os olhos; 3) fala 
anormal

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