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O Sistema de Emergências Médicas A Cadeia de Sobrevivência Aspectos legais e Éticos nos atendimentos de emergência Sistema de emergências médicas • Conjunto de ações coordenadas • De âmbito extra-hospitalar, hospitalar e inter-hospitalar. Resultam: • Da intervenção ativa e dinâmica dos vários componentes do sistema de saúde nacional • De modo a possibilitar uma atuação rápida, eficaz e com economia de meios em situações de emergência médica. • Compreende toda a atividade de urgência/emergência, nomeadamente o sistema de socorro pré-hospitalar, o transporte, a receção hospitalar e a adequada referenciação do doente urgente/emergente. Definições: Emergência - Constatação médica de condições de agravo a saúde que impliquem sofrimento intenso ou risco iminente de morte, exigindo, portanto, tratamento médico imediato. Urgência- Ocorrência imprevista de agravo a saúde com ou sem risco potencial a vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata. Atendimento pré-hospitalar Envolve todas as ações efetuadas com o paciente, antes da chegada dele ao ambiente hospitalar. Compreende, portanto, três etapas: 1. assistência ao paciente na cena (no local da ocorrência) 2. transporte do paciente até o hospital 3. chegada do paciente ao hospital Envolve importantes fatores que dão maior segurança e garantia de sobrevivência: Atendimento precoce Qualificado Encaminhamento rápido e seguro para centros de tratamento definitivo Atitudes que modificam os resultados no socorro das vítimas de PCR • Pedir ajuda acionando de imediato o sistema de emergência médica; • Iniciar de imediato manobras de SBV de qualidade; • Aceder à desfibrilação tão precocemente quanto possível, sempre que indicado Os 5 elos da cadeia de sobrevivência do adulto 1. Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do sistema de resposta de urgência/emergência 2. Ressuscitação cardiopulmonar precoce, com ênfase nas compressões torácicas 3. Rápida desfibrilação 4. Suporte Avançado de Vida eficaz 5. Cuidados pós-PCR integrado Os 5 elos da cadeia de sobrevivência pediátrica Em crianças normalmente PCR decorre de insuficiência respiratória e choque Elo → trabalhar com prevenção e identificação precoce 1. Prevenção da PCR 2. RCP precoce de alta qualidade 3. Rápido acionamento do Sistema de Urgência/Emergência 4. Suporte Avançado de Vida Eficaz 5. Cuidados pós-PCR integrados Pontos Principais no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) Identificação da situação ✓ Emergência ou Urgência? Qualidade e habilidade no atendimento Acionamento rápido das equipes de salvamento Atualmente: Atuação Integrada ao Corpo de Bombeiros, no serviço Resgate-Grau 193 Integração com SAMU Central 192 SAMU - Avaliação e decisão sobre os pedidos que necessitem atendimento de saúde, tanto traumáticos como clínicos, assim como aqueles que lidem com pacientes/vítimas graves. Interlocução com a rede de saúde e definição e preparo da unidade que receberá o paciente/vítima. Central 193 Corpo de bombeiros - Avaliação e decisão sobre os pedidos de socorro que necessitem resgate, salvamento, combate a incêndios e trabalhos com eventos onde ocorram riscos ambientais, e riscos físico- químicos que necessitem equipe especializada na sua abordagem. Centro 190 Polícia militar - Avaliação e decisão sobre os pedidos que necessitem atuação policial, proteção ao indivíduo ou coletividade ou que necessitem de segurança. SAMU - Serviço de Atendimento Móvel às Urgências Atendimento precoce e transporte adequado, rápido e resolutivo às vítimas acometidas por agravos à saúde de natureza: Clínica, cirúrgica, gineco-obstétrica, traumática e psiquiátricas Atendimento rápido e no transporte de vítimas de intoxicação exógena, de queimaduras graves, de maus-tratos, tentativas de suicídio, acidentes/traumas, casos de afogamento, de choque elétrico, acidentes com produtos perigosos e em casos de crises hipertensivas, problemas cardiorrespiratórios, trabalhos de parto no qual haja risco de morte para a mãe e/ou o feto, bem como na transferência inter-hospitalar de doentes com risco de morte. Mediante o envio de veículos tripulados por equipe capacitada. Atendimento Especializado dos Bombeiros Serviço de Guarda Vidas Combate a incêndios florestais Salvamento aquático Resgate em altura Resgate em montanha Intervenção em incidentes com produtos perigosos; tais como: gases, inflamáveis, substâncias tóxicas etc. Vistorias técnicas das condições de segurança em edificações, estádios, ou qualquer outro local de grande concentração de público Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar Modalidades de APH – aspectos éticos Suporte básico de vida Compreende ao atendimento prestado a uma vítima de mal súbito ou trauma Visa à manutenção de seus sinais vitais e à preservação da vida Visa evitar o agravamento das lesões existentes, até que uma equipe especializada possa transportá-la ao hospital e oferecer um tratamento definitivo. Noções básica do SBV ➢ Compressões torácicas ➢ Via aérea ➢ Respiração ➢ Desfibrilação Suporte avançado de vida Caracteriza-se pela realização de procedimentos invasivos de suporte ventilatório e circulatório, como, por exemplo: ✓ Intubação orotraqueal ✓ Acesso venoso ✓ Administração de medicamentos. Geralmente, o suporte avançado é prestado por equipe composta por médico e enfermeiro. Conflitos éticos São enfrentados por todos os prestadores de cuidados Quais são as dificuldades encontradas no APH? ✓ Distâncias dos recursos demandados ✓ Falta de informações sobre cuidados médicos ✓ Demora em solicitar ajuda ✓ Chegada em cenários de crimes ✓ Falta de espaço para a equipe trabalhar Conflitos éticos – legislação do exercício da enfermagem Representa um importante instrumento que poderá resguardar a tomada de decisão diante de situações da práxis profissional. Lei 7.498/1986 regulamenta o exercício profissional da enfermagem. Artigo 11 – O Enfermeiro exerce todas as atividades de Enfermagem, cabendo-lhe: I – privativamente: ✓ Cuidados diretos de Enfermagem a pacientes graves com risco de vida; ✓ Cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas. RESOLUÇÃO COFEN 311/2007 Aprova a Reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem PROIBIÇÕES Art. 26 – Negar assistência de enfermagem em qualquer situação que se caracterize como urgência ou emergência. ✓ Negligência: Consiste na inação, inércia, passividade ou omissão, entendendo que é negligente quem, podendo ou devendo agir de determinado modo, por indolência ou preguiça mental, não age ou se comporta de modo diverso. ✓ Imperícia: Reveste-se da falta de conhecimento ou de preparo técnico ou habilidade para executar determinada atribuição. Expondo o cliente a riscos e com a possibilidade de acometimento danoso à integridade física ou moral. ✓ Imprudência: Decorre da ação açodada, precipitada e sem a devida precaução. É imprudente quem expõe o cliente a riscos desnecessários ou que não se esforça para minimizá-los Alteração do local do crime • Todo local de acidente é potencialmente local de crime e alvo de investigação, razão pela qual deve ser preservado para a análise e perícia e apuração, pela autoridade policial de responsabilidade penal • Pena: detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses • O local poderá ser alterado em casos previstospor lei. Atendimento básico ao Politraumatizado Imobilizações Transporte Atendimento adequado das vítimas de trauma REMOÇÃO E RESGATE DE VÍTIMAS Como regra básica, não se deve mover uma vítima do local do acidente até que todo o processo de remoção tenha sido devidamente organizado. No entanto a remoção deverá ser feita se: Houver perigo de incêndio ou incêndio; Houver materiais perigosos ou explosivos; O local do acidente oferecer perigo a vítima ou ao socorrista; A ambulância não puder chegar ao local. POLITRAUMATIZADO – EMERGENCIA CLÍNICA Exemplo: ataque cardíaco → iniciar RCP → Quando for necessário remover uma vítima, a velocidade de remoção dependerá do motivo, tal como: Remoção de emergência: afastar a vítima da área o mais rápido possível; Remoção sem emergência: Se a vítima precisar ser removida para ter acesso a um veículo. Considere criteriosamente as lesões antes e durante a movimentação. TRANSPORTE DE ACIDENTADOS • Evitar que o transporte inadequado, provoque lesões mais graves no acidentado! Primeiros Socorros • Cuidado especial com a vítima inconsciente • Imobilizar o pescoço antes do transporte, utilizando o colar cervical • Movimentar a vítima em bloco, impedindo particularmente movimentos bruscos do pescoço e do tronco • Colocar em prancha de madeira • Encaminhar para atendimento hospitalar TRANSPORTE DE ACIDENTADOS Uma Pessoa - De Apoio • Passe o seu braço em torno da cintura da vítima e o braço da vítima ao redor de seu pescoço. Uma Pessoa - Nas costas • Dê as costas para a vítima, passe os braços dela ao redor de seu pescoço, incline-a para frente e levante-a. Duas Pessoas – Cadeirinha • Faça a cadeirinha conforme abaixo. • Passe os braços da vítima ao redor do seu pescoço e levante a vítima. Duas pessoas - Segurando pelas extremidades • Uma segura a vítima pelas axilas, enquanto a outra, segura pelas pernas abertas. • Ambas devem erguer a vítima simultaneamente. Três Pessoas 1° segura a cabeça e costas 2° cintura e a parte superior das coxas 3° segura a parte inferior das coxas e pernas • Os movimentos das três pessoas devem ser simultâneos, para impedir deslocamentos da cabeça, coluna, coxas e pernas. Quatro Pessoas • Semelhante ao de três pessoas • A quarta pessoa imobiliza a cabeça da vítima impedindo qualquer tipo de deslocamento. PRIMEIROS SOCORROS EM LESÃO DE COLUNA • Manter a vítima agasalhada e imóvel • Não mexer nem deixar ninguém tocar na vítima até a chegada de socorro (conforme situação) • Não virar a vítima • Observar a respiração e estar pronto para iniciar a respiração boca a boca se necessário NA FALTA DE SOCORRO: • Transportar o paciente em maca • Evitar abalos no transporte, para não agravar as lesões • Imobilizar com coleiras as lesões no pescoço • Deite a vitima em decúbito dorsal, colocando por baixo do pescoço e cintura, um travesseiro ou toalha dobrada, de forma que se eleve AFOGAMENTO É a aspiração de líquido causada por submersão ou imersão. O termo aspiração refere-se à entrada de líquido nas vias aéreas (traquéia, brônquios ou pulmões), e não deve ser confundido com “engolir água” TIPOS DE ACIDENTES NA ÁGUA Síndrome de Imersão (vulgarmente conhecida como "choque térmico") É um acidente desencadeado por uma súbita exposição á água mais fria que o corpo, levando a uma arritmia cardíaca que poderá levar a síncope ou a parada cardiorrespiratória. Parece que esta situação pode ser evitada se molharmos a face e a nuca antes de mergulhar. Hipotermia A exposição da vítima à água fria reduz a temperatura normal do corpo humano, podendo levar a perda da consciência com afogamento secundário ou até uma arritmia cardíaca com parada cardíaca e consequente morte. Todas as vítimas afogadas têm hipotermia Classificação do Afogamento Quanto ao tipo de Água • Afogamento em água Doce: piscinas, rios, lagos ou tanques. • Afogamento em água Salgada: mar. • Afogamento em água salobra: encontro de água doce com o mar. • Afogamento em outros líquidos: tanque de óleo ou outro material e outros. Classificação do Afogamento Quanto á Causa do Afogamento • Afogamento Primário: quando não existem indícios de uma causa do afogamento. • Afogamento Secundário: quando existe alguma causa que tenha impedido a vítima de se manter na superfície da água: Drogas (36,2%) (mais frequente o álcool), convulsão, traumatismos, doenças cardíacas e/ou pulmonares, acidentes de mergulho e outras Classificação do Afogamento Quanto a Gravidade Resgate Vítima resgatada viva da água que não apresenta tosse ou espuma na boca e/ou nariz - pode ser liberada no local do acidente sem necessitar de atendimento médico após avaliação do socorrista, quando consciente. Todos os casos podem apresentar hipotermia, náuseas, vômitos, distensão abdominal, tremores, cefaleia (dor de cabeça), mal-estar, cansaço, dores musculares, dor no tórax, diarreia e outros sintomas inespecíficos. Afogamento Pessoa resgatada da água que apresenta evidências de aspiração de líquido: tosse, ou espuma na boca ou nariz - deve ter sua gravidade avaliada no local do incidente, receber tratamento adequado e acionar se necessário uma equipe médica (suporte avançado de vida). Sinais de uma vítima já se afogando • Expressão facial assustada ou desesperada • Perdendo o pé na água perto de uma corrente de retorno - afunda e volta a flutuar em pé; • Onda encobre o rosto da vítima que olha para a areia; • Nada, mas não sai do lugar; • Nada contra a força da correnteza; • Vítima que nada em pé sem bater as pernas; • Vítima com o cabelo caindo na face; • Vítima batendo os braços na água sem deslocamento. SBV Dentro da Água & Parada Respiratória • Só deve ser realizada com 2 socorristas sem material ou com um socorrista com material de flutuação. • Em casos de inconsciência, um sustenta a vítima e o outro abre as vias aéreas e checa a respiração. • Em caso de ausência de respiração realiza ventilações boca-a-boca. Esta medida evita a progressão da parada respiratória (grau 5) para uma PCR (grau 6). • Caso haja retorno da ventilação, o socorrista resgata a vítima até a área seca, observando a cada minuto se a vitima continua respirando. • Caso não obtenha sucesso no retorno da ventilação, considere que a vitima esta em PCR e resgate o mais rápido possível a área seca para uma completa ressuscitação cardiopulmonar. Técnica para resgate e imobilização da coluna cervical sem equipamento • Com a vítima voltada com a face para água – emborcada - coloque suas duas mãos por baixo das axilas e prossiga até que elas alcancem a face na altura das orelhas. • Fixe bem suas mãos na cabeça da vítima e levante a vítima de encontro ao seu tórax procurando manter a cabeça e o pescoço alinhados. • Procure posicionar a vítima de forma que sua face fique fora da água e mantenha a vítima contrária as ondas que possam vir, virando se necessário a cada onda. • Transporte á vítima arrastando as pernas e o quadril dentro da água até a areia. • Ao chegar na areia, posicione a vítima paralela a água com o seu lado direito voltado para o mar. Mantendo a coluna cervical e torácica reta coloque a vítima sentada. • O socorrista deve estar por trás da vítima mantendo a coluna cervical e torácica alinhadas. • Retire a mão esquerda da face da vítima e apoie por trás da cabeça/pescoço (nuca) de forma que o cotovelo se apoie no dorso. • Desloque-se lateralmente de forma que suascostas se voltem para o mar. • Retire então a mão direita e apoie no queixo e tórax alinhando os dois. • Desta forma deite então a vítima como um só bloco na areia Ressuscitação no Campo ◆ Segurança do socorrista ◆ Proteger coluna espinal ◆ Realizar ABCs ◆ Indicar RCP Manobra de Heimlich somente se houver obstrução de via aérea IGUAL PARA ÁGUA SALGADA MORDIDAS E PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS Mordida de animal RAIVA - hidrofobia Doença infecciosa aguda e fatal, causada por um vírus que se alastra pelo sistema nervoso central e se multiplica nas glândulas de saliva, dali sendo eliminado. Transmissão - mordida – lambida; Considerar para o animal contaminado: Alteração de comportamento; Mordida: Cuidados com o local & hospital Mordida humana Boca humana – imensa variedade de bactérias > possibilidade de infecção do que os outros animais de sangue quente; Procedimento Sem sangramento profuso: ▪ Lavar água e sabão – 5 a 10 min. ▪ Não esfregar – hematoma; Com sangramento profuso: ▪ Enxágue o ferimento em água corrente; ▪ Conter sangramento – pressão direta; ▪ Cobrir com compressa seca; ▪ Procurar SME; Acidentes com Serpentes Peçonhentas Classificação: Peçonhentas conseguem inocular seu veneno no corpo da vítima. Não peçonhentas COBRAS PEÇONHENTAS → Jararacá → Cascavél → Surucucu → Coral ▪ Grau da toxicidade da picada depende: ▪ Potência, ▪ Quantidade de veneno injetado ▪ Tamanho da pessoa atingida. Os acidentes com serpentes no Brasil, tem maior incidência com as seguintes espécies: ▪ Bothrops, Crotalus, Micrurus e Lachesis ▪ 88,2% Bothrops (Jararaca) ▪ 8,2% Crotalus (Cascavel) ▪ 2,9% Lachesis (Surucucu) ▪ 0,7% Micrurus (Coral) Sinais indicadores dor intensa - gradativamente; marcas das presas – 1 ou 2 pontos separados; inchaço – 5 min; hematomas – bolhas de sangue – 6 a 10 h; taquicardia; fraqueza e visão turva; náuseas, vômito, suor, fraqueza, salivação intensa, dificuldade de engolir – falar; dispnéia. O que fazer? • mantenha a pessoa tranquila; • mantenha o local da mordida abaixo do nível do coração; • Hidrate a vítima com goles de água se consciente; • compressas de água fria ou gelo retardam os efeitos do veneno. • afastar vítima e curiosos da cobra - cobras podem morder mais de 1 vez; • solicite SME - SE POSSÍVEL CARREGE A VÍTIMA o que não fazer? • capturar a cobra – pelos sinais e sintomas e região geográfica do ocorrido – pode-se identificar a espécime; • não dê álcool, sedativo ou aspirina • não passe substâncias como: folhas, pó de café, couro de cobra; • nunca faça cortes ou incisões; • não faça torniquetes (garrotes) • não deixe que a vítima corra ou ande ARANHAS Importância Médica no Brasil ▪ aranha marrom, viúva negra, armadeira Locais de risco: Interior das casas - adaptação ambiente urbano - facilidade encontrar alimento – baratas Terrenos abandonados / caixas abandonadas / áreas silvestres Sinais e Sintomas ▪ Dor de intensidade variável ▪ Vermelhidão com edema e bolha ▪ Coceira local ▪ Erupções e lesões na pele ▪ Febre, vômito,sudorese, taquicardia, convulsão, agitação, visão turva ▪ Dor nas articulações ▪ Alterações nos SSVV Procedimento • Capturar aranha para confirmar o tipo • Limpe local com água e sabão • Coloque gelo na mordida para aliviar a dor e retardar o efeito do veneno • Monitore SSVV e nível de consciência • Ativar SME imediatamente • Manter em repouso • Antídoto ACIDENTES COM ESCORPIÕES Características: Possuem abdomen projetado - cauda curva, terminando em um ferrão venenoso; Habitat: campos, plantações, serrados e matas ralas, podem se adaptar em domicílios, habitando muros, porões, tijolos... São animais de hábito noturno. Os escorpiões são seres que só picam quando se sentem ameaçados. Quadro clínico A gravidade depende: • Espécie e tamanho do escorpião, a quantidade de veneno inoculado, a massa corporal do acidentado e a sensibilidade do paciente ao veneno. Influem em na evolução: • Diagnóstico precoce, o tempo decorrido entre a picada e a administração do soro e a manutenção das funções vitais. Com base nas manifestações clínicas, os acidentes podem ser inicialmente classificados como: • Leves: apresentam apenas dor no local da picada e parestesias. • Moderados: dor intensa no local da picada e manifestações sistêmicas do tipo sudorese discreta, náuseas, vômitos ocasionais, taquicardia, taquipnéia e hipertensão leve. • Graves: sinais e sintomas acima + sudorese profusa, vômitos incoercíveis, salivação excessiva, alternância de agitação com prostração, bradicardia, insuficiência cardíaca, EAP, choque, convulsões e coma. Os óbitos estão relacionados a complicações como EAP e choque. APH o Manter o paciente calmo o Manutenção dos sinais vitais ▪ Lavar bem o local com água corrente e fazer compressas frias com água ou gelo. ▪ Não coloque nada sobre o local. o Manter em repouso o Ir imediatamente ao hospital ▪ Na maioria das vezes pode ser tratado em casa INSETOS Quando atacado procurar proteger cabeça, face e pescoço Sinais e sintomas o Prurido; inchaço Gerais •hipo ou hipertermia e sudorese profusa. Digestivas: •náuseas, vômitos, sialorréia e, mais raramente, dor abdominal e diarréia. Cardiovasculares: •arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque. Respiratórias: •taquipnéia, dispnéia e edema pulmonar agudo. Neurológicas: •agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores. CHOQUE ANAFILÁTICO (reação alérgica grave) - quanto MAIS RÁPIDO o surgimento dos sintomas mais grave será a reação Procedimento ▪ pessoas alérgicas a picadas de insetos devem utilizar “ALERTA DE SAÚDE” ▪ Abelhas ➔ únicos insetos - deixam ferrão e bolsa de veneno ▪ Retirar ferrão e bolsa de veneno ▪ Lave local para prevenir infecção ▪ Coloque gelo para reduzir a absorção do veneno e aliviar a dor ▪ Observe a vítima a cada 30’ ▪ Chame o SME ou transporte até o hospital Envenenamentos e Intoxicações por Substâncias Exógenas: Ingestão de veneno, drogas e álcool Toxico - Tóxico ou veneno é qualquer substância que afeta a saúde ou causa a morte por sua ação química quando interage com o organismo. Intoxicação - Emergência médica caracterizada por distúrbios funcionais do organismo humano causados pela interação com substâncias tóxicas de quaisquer naturezas. VIAS DE INGRESSO 1. Ingestão: → deglutição de substâncias químicas 2. Inalação: → aerossóis, pós, fumaças, gases 3. Absorção: → através do contato direto da pele com certas substâncias 4. Injeção: → inoculada no organismo humano através de peçonhas ou seringas. Principais substancias envolvidas em casos de intoxicação 1. Medicamentos: Antidepressivos, estimulantes, analgésicos, xaropes 2. Produtos de limpeza doméstica: Cera, lustra-móveis, detergentes, desinfetantes, etc. 3. Cosméticos: Esmalte, acetona, talcos 4. Plantas venenosas: Espirradeira, comigo-ninguém-pode Outros: alimentos contaminados, chumbo e drogas injetáveis. ABUSO DE DROGAS ESTIMULANTES ❑ produz excitação, sinais vitais aumentados, fala rápida, boca seca, pupilas dilatadas, sudorese e longos períodos sem dormir. Exemplos: Anfetaminas, a cafeína, a cocaína, drogasantiasmáticas, crack; DEPRESSORES ❑ Provocam lentidão, sonolência, falta de coordenação motora adequada, fala desarticulada. ❑ Sinais vitais diminuídos, frequentemente a ponto de uma emergência. ❑ Incluem os sedativos, os barbitúricos e os anticonvulsionantes. Exemplos: Diazepan, lorax, fenobarbital, placidil. ALUCINÓGENOS ✓ Pulsação rápida, pupilas dilatadas e face úmida. ✓ “Vêem coisas", "ouvem vozes ou sons" que não existem ✓ Têm pouca noção de tempo e não reconhecem o ambiente. ✓ Fala da vítima não tem sentido ✓ Sinais de ansiedade e medo. ✓ Alguns mostram-se agressivos enquanto outros tendem a fugir. Exemplos: LSD, cogumelos. SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS VOLÁTEIS ✓ Perda temporária de contato com a realidade, coma. ✓ Sentimento de "entorpecimento" ou "formigamento" dentro da cabeça, queixas de enxaqueca. ✓ Membranas oral e nasal edemaciadas. ✓ Face úmida e pulsação acelerada. ✓ Odor químico na respiração, pele ou roupas da vítima. Exemplos: acetona, esmalte, colas de sapateiro, éter, gasolina. SINAIS E SINTOMAS GERAIS 1. Queimaduras ao redor da boca; hálito com odor característico de substâncias químicas; 2. Sialorréia, sudorese; 3. Presença de substâncias químicas no ambiente, no corpo ou nas vestes da vítima; 4. Alterações de frequência e qualidade da respiração; 5. Alterações de frequência e qualidade de pulso; 6. Alterações nas pupilas; 7. Dor abdominal; náuseas; vômitos; 8. Diarreia; 9. Hemorragias digestivas; 10. Distúrbios visuais; 11. Tosse; 12. Reações na pele: coceiras, pruridos, ardência, queimaduras químicas, aumento de temperatura, marcas de picadas; 13. Confusão mental, inconsciência; 14. Convulsões; 15. Parada respiratória ou cardiorrespiratória. ABUSO DE ÁLCOOL SINAIS E SINTOMAS 1. Odor de álcool no hálito da vítima ou em suas vestes (certifique-se de que não é hálito cetônico, apresentado pelo diabético). 2. Falta de equilíbrio e incoordenação motora. 3. Fala desarticulada e com inabilidade para manter a conversação. 4. Rubor, suor e queixa de calor. 5. Vômito ou náuseas. TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 1. Garantir a segurança pessoal durante o atendimento; 2. Remover a vítima do local de risco; 3. Avaliar a vítima e tratar os problemas encontrados em ordem de prioridade; 4. Verificar se a situação exige transporte imediato ao hospital ou se é possível aguardar Unidade de Suporte Avançado no local; 5. Remover roupas que estejam contaminadas; Nos casos de contato de substâncias químicas com a pele, remover irrigando continuamente com água limpa ou soro fisiológico 6. Prevenir a hipotermia; 7. Verificar se há a necessidade de restringir a vítima; 8. Vítimas inconscientes que não sofreram trauma devem ser posicionadas e transportadas em posição de recuperação; 9. Vítimas conscientes, apresentando dificuldade respiratória, devem ser posicionadas e transportadas na posição semi-sentada; 10. Transporte junto com a vítima: resto de substâncias, recipientes e aplicadores de drogas ou vômito EMERGÊNCIAS RELACIONADAS AO FRIO Hipotermia ▪ Temperatura interna baixa; ▪ O organismo não está produzindo calor na mesma proporção que perde; Sinais e Sintomas ▪ Alteração do estado mental ▪ Tremores ▪ Abdome frio ▪ Baixa temperatura Tipos de hipotermia ▪ Hipotermia profunda ▪ Vítima fria sem tremer; ▪ Necessita calor externo para recobrar a temperatura; ▪ Hipotermia branda ▪ Temperatura interna acima de 32ºC; ▪ Tremedeira; ▪ Fala não compreensível; ▪ Lapso de memória; ▪ Descoordenação; Procedimento ▪ Impeça a perda de calor; ▪ Remova a vítima do frio; ▪ Envolva a vítima em cobertor incluindo a cabeça; ▪ Troque roupa molhada por seca; ▪ Não mobilize a vítima; O reaquecimento deve ser feito em ambiente hospitalar Emergência Relacionada ao Calor INSOLAÇÃO Ação direta dos raios solares Causas → Relacionadas ao mau resfriamento do corpo. → Excesso de atividade física em ambiente quente Exposição solar prolongada utilizando roupas inadequadas Procedimento ▪ SME; ▪ Remova vítima para local fresco; ▪ Retire todas as roupas da vítima; ▪ Mantenha cabeça e ombros ligeiramente elevados; ▪ Minimizar danos graves resfriando a vítima: ▪ Borrifar água e abanar Desidratação pelo calor ▪ Transpiração acentuada; ▪ Temperatura corporal normal ou ligeiramente elevada; Atinge trabalhadores e atletas que não ingerem líquido ao exercer tarefas em ambiente quente. Sinais e Sintomas ▪ Sede forte – náuseas e vômitos ▪ Fadiga ▪ Cefaleia ▪ Câimbras musculares ▪ Lábios e boca seca ▪ Alterações na urina: cor e volume Procedimentos para desidratação pelo calor ▪ Remova vítima para local fresco ▪ Dê água para vítima beber(20’) ▪ Bebida isotônica ▪ Eleve as pernas da vítima ▪ Retire todas as roupas da vítima ▪ Borrifar água e abanar ▪ Aguarde 30’, sem êxito = SME QUEIMADURAS Lesão causada por ação de calor ou de outras radiações sobre o organismo. Provocam: intensa dor local, podem causar choque e levar a vítima à morte Os seguintes agentes podem causar queimaduras: ▪ Líquidos ferventes ▪ Contato direto com chama ▪ Sólidos superaquecidos ▪ Vapores quentes ▪ Substâncias químicas ▪ Radiações infravermelhas e ultravioletas naturais ▪ eletricidade. PRIMEIRO GRAU Camadas superficiais da pele: Epiderme Características ▪ Vermelhidão ▪ Inchaço moderado ▪ Flacidez ▪ Dor Recuperação em 1 semana sem marcas ou cicatrizes PROCEDIMENTOS ▪ Esfrie a área acometida em água limpa e fria ou cubra com compressas úmidas para reduzir a dor entre 10 e 45 minutos; ▪ Aplique hidratante (diminui o prurido e a descamação); ▪ Manter o membro elevado; SEGUNDO GRAU Atinge todas as camadas da pele (derme, hipoderme e subcutâneo) Características ▪ Tecido úmido ▪ Formação de bolhas ▪ Inchaço ▪ Dor intensa ▪ Vasos capilares danificados PROCEDIMENTOS • Resfrie rapidamente o local com água ou compressas frias por 5 minutos; • Seque as bordas com delicadeza procurando não romper as bolhas; • Procure ajuda médica; • Nunca Perfure Bolhas TERCEIRO GRAU Atinge todos as camadas da pele e gordura e músculo podendo atingir o osso Características: ▪ Pele com característica de couro ▪ Não é dolorosa Remoção do tecido morto e enxertia PROCEDIMENTOS • Retire da vítima roupas, anéis , etc, que estiverem próximo à área queimada • Resfrie rapidamente o local com água ou compressas frias • Verifique a respiração, se necessário faça respiração artificial • Cubra o local com pano úmido e limpo • Procure ajuda médica imediatamente A área queimada tende a inchar. Havendo anéis e outros adornos na área da queimadura,eles podem agir como um "garrote", dificultando a circulação sanguínea (isquemia). Nunca aplique medicamentos ▪ Base de óleo ▪ Pasta de dente ▪ Manteiga ▪ Ovos ▪ Pomada ▪ Algodão ▪ Ou qualquer outro produto CHOQUE ELÉTRICO Gravidade da lesão depende: o Intensidade o Tipo de corrente elétrica (direta, alternada) o Voltagem o Superfície corporal atingida o Duração do contato PROCEDIMENTOS o Garanta a segurança: Desligue o fio da tomada, o disjuntor ou a chave geral o Acione bombeiros o Avalie ABC o Suspeite de lesão de coluna e cabeça o Envolva em cobertas o SME Emergências Cardiovasculares: → Hipertensão Arterial Sistêmica → Ataque Cardíaco → Acidente Vascular Encefálico (AVE) Comoidentificar e procedimentos HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Caracterizada pela elevação súbita da pressão arterial a níveis superiores ao considerado normal TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 1. Realizar a análise primária e secundária 2. Tratar os problemas em ordem de prioridade, chamar resgate 3. Manter a vítima em repouso absoluto na posição mais confortável: sentado ou semi-sentado. 4. Afrouxar as vestes 5. Prestar apoio psicológico 6. Se possível monitor PA 7. Oxigenioterapia se necessário EMERGENCIAS CARDIOVASCULARES IAM /Ataque Cardíaco ▪ É um dano causado ao músculo cardíaco, devido uma redução ou a falta de suprimento sanguíneo em uma determinada área do coração. Angina ▪ É o fluxo insuficiente de sangue oxigenado no miocárdio, contudo é reversível. SINAIS E SINTOMAS Dor intensa: precordial, epigástrica, em MSD/E, mandíbula; ▪ Sudorese fria; ▪ Náuseas e vômitos; ▪ Palidez; ▪ Dispnéia; ATENDIMENTO ▪ Tranquilizar a vítima; ▪ Realizar avaliação primária; ▪ Manter repouso absoluto; ▪ Colher a história; ▪ Observar sinais vitais, se P e R ausentes, iniciar PCR; ▪ Chamar ajuda; ▪ Encaminhar ao serviço especializado; ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (AVE) OU DERRAME É uma lesão cerebral decorrente de uma deficiência do fluxo sanguíneo devido à obstrução ou a ruptura de artérias que nutrem o cérebro. ▪ Causas: HAS, Hipercolesterolemia, DM, tabagismo e Doença cardíaca. ▪ Sintomatologia: alteração do nível de consciência, cefaléia, fala incoerente, paresia, alteração na visão, náuseas e vômitos e convulsão ATENDIMENTO ▪ Realizar avaliação primária ▪ Avaliação do nível de consciência e escala de Cincinnati, e marcar o horário do início dos sintomas; ▪ Ter cuidado com a coluna cervical, na suspeita de traumatismo; ▪ Verificar SSVV; ▪ Transportar rapidamente, para o serviço especializado; Escala de Cincinnati : 1) queda facial; 2) queda do braço/fechar os olhos; 3) fala anormal