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PORTUGUÊS PARA CONCURSOS 
| APOSTILA 2017 – Prof. Eli Castro 
 
 
 
CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
1 
 
OS: 0112/1/17-Gil 
CONCURSO: MPU 
 
ASSUNTO: 
00. Apresentação...................................................................................................................01 
01. Interpretação de textos. .................................................................................................02 
02. Classes de palavras. .........................................................................................................21 
03. Regência Verbal e Nominal. ............................................................................................35 
04. Crase. ...............................................................................................................................60 
05. Concordância Verbal. ......................................................................................................69 
06. Concordância Nominal. ...................................................................................................82 
07. Pontuação. .......................................................................................................................88 
08. Significação das Palavras...............................................................................................105 
09. Sintaxe da Oração e do Período. ...................................................................................109 
10. Uso do “PORQUE”. ........................................................................................................130 
11. Funções do SE. ...............................................................................................................131 
12. Vozes verbais. ................................................................................................................134 
13. Acentuação gráfica. .......................................................................................................138 
14. Exercícios finais FCC. .....................................................................................................147 
15. Dicas de viagem..............................................................................................................151 
16. SLIDES.............................................................................................................................154 
 
00. Apresentação 
 
Esta apostila foi idealizada com o propósito de fazer com 
que você consiga estudar sozinho e com o máximo de 
rendimento. Procure ler com atenção as dicas, as 
observações e, principalmente, não deixe de fazer todos os 
exercícios que aqui aparecem. 
 
Desejo toda a sorte do mundo a você. E tenha sempre em 
mente que estudar, agora, é um trabalho. Por isso, não 
chegue tarde, não falte, não durma em serviço e sempre 
procure bater metas. Assim, o sucesso é só uma questão de 
tempo. Sincero abraço! 
Eli Castro. 
 
******** 
Esta apostila está fundamentada nas seguintes gramáticas: 
Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso 
Cunha & Lindley Cintra; Nova Gramática da Língua 
Portuguesa, de Evanildo Bechara; Novíssima Gramática da 
Língua Portuguesa, de Domingos Paschoal Cegalla, 
Gramática para Concursos, de Marcelo Rosenthal e A 
Gramática para concursos, de Fernando Pestana. Das cinco, 
sugiro a última, uma vez que ela é rica em exercícios e traz 
base teórica na medida certa. Também sugiro a aquisição 
do Dicionário Houaiss, o melhor disponível no mercado. 
 
******* 
Eli Castro é graduado pela Universidade Estadual do Ceará 
(UECE) com licenciatura em Língua Portuguesa, Literatura e 
Língua Espanhola. Foi professor de espanhol do Núcleo de 
Línguas da UECE entre os anos de 2002 e 2005. É mestre em 
Literatura Brasileira Contemporânea pela Universidade 
Federal do Ceará (UFC), onde foi professor substituto entre 
os anos de 2008 e 2010. É professor dos principais cursinhos 
preparatórios para concursos em Fortaleza. Leciona, 
também, em cursos de pós-graduação em faculdades 
particulares. Atualmente, prepara projeto de doutorado 
com fortes inclinações para a psicanálise e a filosofia da 
linguagem. 
 
 
 
 
 
PORTUGUÊS PARA CONCURSOS 
| APOSTILA 2017 – Prof. Eli Castro 
 
 
 
CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
2 
 
OS: 0112/1/17-Gil 
01. Interpretação de textos 
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Altíssima. 
Muitas vezes, até as questões de gramática dependem da 
interpretação do texto lido. 
 
DICA: Resolva o máximo de questões que você puder. Se 
você resolver três questões por dia, em um mês você estará 
muito mais atento e menos vulnerável a perder questões, 
de um certo modo, simples. 
 
DICA DE ESTUDO: Leia, com bastante atenção, a técnica 
que apresento na sequencia. Não subestime esse tema. 
Muitos alunos pensam que, para se sair bem nas questões 
de interpretação, basta fazer uma boa leitura. Isso não é 
verdade. Há mais coisas que envolvem o gesto de 
interpretar um texto que se encontra numa prova de 
concurso. Há detalhes sutis nos enunciados e nos próprios 
itens. O texto, curiosamente, é o menos perigoso de todos 
os elementos que envolvem a interpretação. 
 
POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Alta. Às vezes, 
metade da prova é de interpretação de textos. Por isso, 
esse assunto não pode ser deixado de lado. 
STATUS: Em sala e com o professor. 
 
■ ENTENDENDO O QUE É INTERPRETAR TEXTOS PARA 
UMA PROVA DE CONCURSO. 
O que é interpretar um texto? Como se deve 
proceder quando se está diante de um conjunto de ideias 
arquitetadas em parágrafos? A interpretação seria um 
procedimento igual, sempre, independente do texto e da 
situação em que está inserido o leitor? Antes de responder 
a essas interessantes perguntas, comecemos por uma 
delimitação inevitável: quando se está numa situação de 
prova, não se interpreta apenas o texto, mas tudo aquilo 
que o envolve e o evidencia. Estou querendo dizer que, 
numa prova de concurso, não basta ler atentamente o 
texto que ali se encontra, mas sim considerar que os 
enunciados das questões e os itens (A, B, C, D e E) também 
fazem parte do processo interpretativo. Dessa forma, o 
candidato deve ter a consciência de que seu êxito nas 
questões de interpretação depende fundamentalmente da 
triangulação representada a seguir: 
 Texto 
 
 
 
 
 Enunciado Itens 
 
É com base nessa dinâmica que o candidato pode 
chegar a uma conclusão satisfatória. 
Vamos agora explorar esse triângulo de forma 
mais aprofundada. Comecemos pela ponta da figura: o 
texto. Sugiro, ao ler pela primeira vez o texto da prova, que 
você fique atento a tudo, que se desligue do mundo a sua 
volta e entre no mundo do texto. Se possível, grife, circule 
ou faça qualquer outra marcação quando vir algo que lhe 
chame a atenção, algo inusitado ou alguma coisa que você 
não tenha entendido direito. Esse procedimento faz com 
que o candidato ganhe tempo, já que não precisará mais 
ficar procurando aquela palavra esquisita ou expressão 
importante que acabara de ler. 
Continuemos, agora, com a parte de baixo da 
figura: o enunciado. Ler e interpretar o enunciado de uma 
questão é fundamental. Contudo, esse sucesso depende de 
um simples procedimento: encontre o “comando” da 
questão. Chamo “comando” determinada palavra ou 
expressão que, disfarçadamente ou não,orienta o 
candidato a encontrar o item correto. O “comando”, não 
sendo encontrado ou simplesmente esquecido ─ ou mesmo 
abandonado pelo candidato ─, pode trazer vários prejuízos. 
Por isso, sugiro que você grife o “comando” e não se 
desligue dele um só instante. Assim, sempre que terminar a 
leitura de um item, volte ao “comando” para, só depois, 
começar a leitura do próximo item. Repita esse 
procedimento até o item “E”. Dessa maneira, você terá 
indicativos muito mais satisfatórios para julgar uma 
questão. 
Vamos fazer, agora, um pequeno teste. Você lerá, 
em seguida, alguns enunciados extraídos de provas reais. 
No final deste capítulo, há as respostas. Seu objetivo é 
identificar e grifar os “comandos” de cada um deles. 
Boa sorte. 
01- A analogia estabelecida pelo autor entre a importância 
do computador e a da primeira Revolução Industrial 
deriva do fato de que, em ambos os casos... (FCC). 
 
02- Nessa carta aberta, Einstein demonstra acreditar que a 
ONU... (FCC). 
 
03- O único elemento que não faz parte da estratégia 
argumentativa do texto lido é... (Funrio). 
 
04- Marque a paráfrase do texto de Darcy Ribeiro isenta 
de erros (ESFAF). 
 
05- Assinale a opção que apresenta inferência coerente 
com as ideias do texto (Esaf). 
 
06- É correto deduzir das afirmações do texto que (FCC). 
PORTUGUÊS PARA CONCURSOS 
| APOSTILA 2017 – Prof. Eli Castro 
 
 
 
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OS: 0112/1/17-Gil 
07- De acordo com o texto II, a única palavra que NÃO 
pertence ao campo semântico de “camelô” é... 
(Funrio). 
08- A afirmação que está no título do texto faz referência 
ao fato de que, para o autor, (FCC). 
Supondo que você já tenha ido conferir as 
respostas, vale a pena insistir um pouco mais nesses 
segundo momento do triângulo. Às vezes, sentimos grande 
dificuldade em interpretar os enunciados por conta de 
determinadas palavras ou expressões que não são de uso 
comum em nosso cotidiano. É o caso, por exemplo, de 
palavras como “inferir”, “aferir”, “subjacente”, “antitético”, 
“coesão”, “nexo”, “léxico”, “lexical”; e de expressões como 
“campo semântico”, “elemento anafórico”, “elemento 
catafórico”, dentre outras. Por esse motivo, é fundamental 
que você saiba o que significa cada uma dessas palavras ou 
expressões. Abaixo, coloco - de forma resumida - o 
significado das que citei anteriormente. 
1. Inferir: concluir a partir de indícios textuais; é uma 
espécie de dedução mais elaborada, em que você usa 
até as suas experiências de vida para realizá-la. 
2. Depreender: embora signifique a mesma coisa que 
“inferir”, em provas, esse verbo acaba sendo utilizado 
de maneira um pouco diferente. Depreender é, na 
visão de muitas bancas, colher (coletar) o que está no 
texto. Só que essa coleta não é simples (óbvia), é 
como se você precisasse de uma lupa para enxergar 
aquilo que está bem escondido no texto. Depreender 
é, portanto, um tipo específico de inferência. 
3. Aferir: pôr em confronto; investigar as diferenças; 
examinar a fundo. 
4. Subjacente: aquilo que fica por baixo; ou, que vem de 
baixo. 
5. Antitético: que conclui ou encerra antítese, ou seja, 
contrariedade. 
6. Coesão: ligação entre os elementos dos um texto. 
7. Nexo: algumas organizadoras, como a Conesul, usam 
essa palavra como sinônimo de conjunção. 
8. Léxico: conjunto de palavras de determinada língua. 
Ou seja, quando uma questão envolver essa palavra, 
pense logo num dicionário, já que é lá que estão as 
palavras do léxico da língua portuguesa. 
9. Campo lexical: que vem do léxico. 
10. Campo semântico: cada contexto comunicativo exige 
um tipo de campo semântico (ou território de 
sentido). Nele, as palavras assumem significados 
próprios. Por exemplo: ao se pensar em fazer um 
churrasco, uma série de palavras surgirá para compor 
esse “campo”: carne, sal grosso, cerveja, festa, brinde, 
família, amigos, música etc. Já para a palavra 
concurso, outro grupo de palavras aparece: prova, 
apostila, questões, aula, professor, estudo, disciplina 
etc. Ou seja: campo semântico é um espaço virtual 
para o qual um grupo afim de palavras converge. 
11. Elemento anafórico: consideremos a seguinte texto 
“Lula não virá mais a Fortaleza, pois o Presidente está 
muito atarefado. Sua viagem à capital cearense fica 
adiada para o segundo semestre”. Note que 
“Presidente” e “Capital cearense” retomam, ou seja, 
fazem referência aos termos Lula e Fortaleza. Assim, 
diz-se que estamos diante de elementos anafóricos, já 
que eles - sem promover repetição - “apontam” para 
palavras que já foram mencionadas. É o que 
chamamos de anáfora. 
12. Elemento catafórico: usa o mesmo princípio do 
anafórico, só que, em vez de “apontar” para trás, 
“aponta” para frente. Por exemplo: “Ele disse que 
nunca mais voltaria ali, Fortaleza”. Note que o 
elemento gramatical “ali” faz referência ao termo que 
surge imediatamente após. Daí termos uma catáfora. 
 
Há outras muitas palavras que podem surgir ao 
longo dos enunciados. Sua postura, agora, é procurar saber 
o que elas significam para que sua interpretação seja 
plausível. Tenha sempre consigo um bom dicionário. 
Bom, já estamos quase no fim desse capítulo. A 
última parte do triângulo que nos falta é da dos itens. 
Talvez seja esta a parte mais complicada do processo de 
interpretação, uma vez que ela é a que costuma tirar a 
concentração dos candidatos com mais frequência. Por 
qual seria o motivo? Isso ocorre porque, geralmente, o 
candidato se desliga do “comando”. Lembre-se sempre de 
que seu objetivo é ligar o item correto ou o falso ao que 
propõe o enunciado da questão. E, para que isso funcione 
bem, sugiro que você descarte os itens “podres” o quanto 
antes. O que são itens “poderes”? São aqueles que 
destoam muito do “comando” da questão. Normalmente, 
eles fogem ao assunto do texto, usam palavras generalistas 
como “apenas”, “tudo”, “nada”, “somente”, “jamais” etc., 
trazem comentários cheios de palavras bonitas ou de 
efeito, ou, finalmente, dizem uma verdade sobre o texto, 
mas uma verdade que não é a que a questão deseja saber. 
Muita atenção para este último caso! 
Por fim, um último esclarecimento sobre 
interpretação é inevitável: se você tiver sido um bom leitor 
ao longo de sua carreira escolar e acadêmica, suas chances 
são bem significativas, e crescem mais ainda quando você 
segue as dicas dadas acima. Por outro lado, se seu contato 
com a leitura não tiver sido dos mais satisfatórios, sugiro 
que você estude mais, resolva mais exercícios e não tenha 
PORTUGUÊS PARA CONCURSOS 
| APOSTILA 2017 – Prof. Eli Castro 
 
 
 
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OS: 0112/1/17-Gil 
medo de ler. Somente a prática dirigida e orientada pode 
fazer com que você, em pouco tempo, recupere o tempo 
perdido. 
Boa sorte! 
Eli castro. 
RESPOSTAS DO TESTE 
01- analogia / deriva do 
02- demonstra 
03- estratégia argumentativa 
04- paráfrase 
05- inferência 
06- deduzir 
07- campo semântico 
08- faz referência a 
 
EXERCÍCIOS DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS. 
 
EXERCÍCIOS 01 
 
 
TEXTO I 
 
Os anônimos 
 
Na história de Branca de Neve, a rainha má consulta o seu 
espelho e pergunta se existe no reino uma beleza maior do 
que a sua. Os espelhos de castelo, nos contos de fada, são 
um pouco como certa imprensa brasileira, muitas vezes 
dividida entre as necessidades de bajular o poder e de 
refletir a realidade.O espelho tentou mudarde assunto, mas 
finalmente respondeu: “Existe”. Seu nome: Branca de Neve. 
 
A rainha má mandou chamar um lenhador e instruiu-o a 
levar Branca de Neve para a floresta, matá-la, desfazer-se 
do corpo e voltar para ganhar sua recompensa. Mas o 
lenhador poupou Branca de Neve. Toda a história depende 
da compaixão de um lenhador sobre o qual não se sabe 
nada. Seu nome e sua biografia não constam em nenhuma 
versão do conto. A rainha má é a rainha má, claramente um 
arquétipo, e os arquétipos não precisam de nome. O 
Príncipe Encantado, que aparecerá no fim da história, 
também não precisa. É um símbolo reincidente, talvez nem 
a Branca de Neve se dê ao trabalho de descobrir seu nome. 
Mas o personagem principal da história, sem o qual a 
história não existiria e os outros personagens não se 
tornariam famosos, não é símbolo de nada. Ele só entra na 
trama para fazer uma escolha, mas toda a narrativa fica em 
suspenso até que ele faça a escolha certa, 
pois se fizer a errada não tem história. O lenhador 
compadecido representa dois segundos de livre-arbítrio que 
podem desregular o mundo dos deuses e dos heróis. Por 
isso é desprezado como qualquer intruso e nem aparece nos 
créditos. 
 
Muitas histórias mostram como são os figurantes anônimos 
que fazem a história, ou como, no fim, é a boa consciência 
que move o mundo. Mas uma das pessoas do grupo em que 
conversávamos sobre esses anônimos discordou dessa tese, 
e disse que a entrada do lenhador simbolizava um problema 
da humanidade, que é a dificuldade de conseguir 
empregados de confiança, que façam o que lhes for pedido. 
 
(Adaptado de Luiz Fernando Verissimo, Banquete com os deuses) 
 
1. O autor do texto considera que, em muitas histórias, 
certos personagens anônimos 
 
(A) revestem-se de um caráter eminentemente 
simbólico, ainda que secundário para o 
desenvolvimento da trama. 
(B) representam a desordem do acaso, entendido 
este como o destino que os deuses escolhem 
para a história humana. 
(C) equiparam-se a símbolos reincidentes, como o 
Príncipe, para melhor sublinharem o 
ensinamento de uma fábula. 
(D) têm crucial relevância para a história, ainda que 
relegados à obscuridade de transitórios 
figurantes. 
(E) tornam-se irrelevantes depois de seu 
desempenho, na sequência de eventos 
independentes de sua participação. 
 
2. O autor do texto levanta a seguinte hipótese para 
justificar o modo pelo qual personagens como o 
lenhador são anônimos em muitas histórias: eles 
seriam vistos como responsáveis por 
 
(A) uma escolha pessoal e independente, que não 
deixa de afrontar uma instância superior já 
estabelecida. 
(B) atos de subversão e anarquia, dado que, para 
atender a vontade dos deuses, ignoram a dos 
homens. 
(C) decisões éticas basicamente preocupadas em 
conciliar a justiça terrena e a vontade divina. 
(D) uma escolha irracional, justificável pela precária 
condição cultural que os caracteriza. 
(E) uma reação de tal modo imprevisível que 
impossibilita uma sequência lógica de eventos. 
 
3. Deve-se deduzir do texto que a razão pela qual os 
arquétipos não precisam de nome é que 
 
(A) seu papel, tal como o do lenhador, já está 
estabelecido pelo Destino. 
(B) sua importância, como a do lenhador, é casual, 
servindo para acentuar o realismo da narrativa. 
(C) sua significação, tal como a do Príncipe 
Encantado, já está estabelecida pela tradição das 
histórias. 
PORTUGUÊS PARA CONCURSOS 
| APOSTILA 2017 – Prof. Eli Castro 
 
 
 
CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
5 
 
OS: 0112/1/17-Gil 
(D) sua função, tal como a da imprensa, é oscilar 
entre a necessidade pública e o interesse 
privado. 
(E) sua relevância, tal como a da rainha má, está em 
representar uma rápida indecisão. 
 
4. Considerando-se o contexto, traduz-se 
adequadamente o sentido de um elemento do texto 
em: 
 
(A) dividida entre as necessidades (1º parágrafo) 
__
 
açodada pelos desejos. 
(B) de bajular o poder e de refletir a realidade (1º 
parágrafo) 
__ 
de cortejar a instância superior e 
obliterar o real. 
(C) Toda a história depende da compaixão (2º 
parágrafo) 
__ 
toda a narrativa suscita um 
compadecimento. 
(D) É um símbolo reincidente (2º parágrafo) 
__ 
simboliza uma reiteração. 
(E) só entra na trama para fazer uma escolha (2º 
parágrafo) 
__ 
não participa do enredo senão para 
assumir uma opção. 
 
 
 
TEXTO II 
 
Pós-11/9 
 
Li que em Nova York estão usando “dez de setembro” como 
adjetivo, significando antigo, ultrapassado. Como em: “Que 
penteado mais dez de setembro!”. O 11/9 teria mudado o 
mundo tão radicalmente que tudo o que veio antes – 
culminando com o day before [dia anterior], o último dia 
das torres em pé, a última segunda-feira normal e a 
véspera mais véspera da História – virou preâmbulo. 
Obviamente, nenhuma normalidade foi tão afetada quanto 
o cotidiano de Nova York, que vive a psicose do que ainda 
pode acontecer. Os Estados Unidos descobriram um 
sentimento inédito de vulnerabilidade e reorganizam suas 
prioridades para acomodá-las, inclusive sacrificando alguns 
direitos de seus cidadãos, sem falar no direito de cidadãos 
estrangeiros não serem bombardeados por eles. Protestos 
contra a radicalíssima reação americana são vistos como 
irrealistas e anacrônicos, decididamente “dez de setembro”. 
 
Mas fatos inaugurais como o 11/9 também permitem às 
nações se repensarem no bom sentido, não como 
submissão à chantagem terrorista, mas para não perder a 
oportunidade do novo começo, um pouco como Deus – o 
primeiro autocrítico – fez depois do Dilúvio. Sinais de 
revisão da política dos Estados Unidos com relação a Israel 
e os palestinos são exemplos disto. E é certo que nenhuma 
reunião dos países ricos será como era até 10/9, pelo 
menos por algum tempo. No caso dos donos do mundo, não 
se devem esperar exames de consciência mais profundos ou 
atos de contrição mais espetaculares, mas o 
instinto de sobrevivência também é um caminho para a 
virtude. 
 
O horror de 11/9 teve o efeito paradoxalmente contrário de 
me fazer acreditar mais na humanidade. A questão é: o que 
acabou em 11/9 foi prólogo, exatamente, de quê? Seja o 
que for, será diferente. Inclusive por uma questão de moda, 
já que ninguém vai querer ser chamado de “dez de 
setembro” na rua. 
 
(Luis Fernando Verissimo, O mundo é bárbaro) 
 
5. Já se afirmou a respeito de Luis Fernando Verissimo, 
autor do texto aqui apresentado: "trata-se de um 
escritor que consegue dar seriedade ao humor e 
graça à gravidade, sendo ao mesmo tempo 
humorista inspirado e ensaísta profundo". 
Essa rara combinação de planos e tons distintos pode 
ser adequadamente ilustrada por meio destes 
segmentos do texto: 
 
I. Que penteado mais dez de setembro! e Os 
Estados Unidos descobriram um sentimento 
inédito de vulnerabilidade. 
II. Um pouco como Deus – o primeiro autocrítico – 
fez depois do Dilúvio e o instinto de sobrevivência 
também é um caminho para a virtude. 
III. Fatos inaugurais como o 11/9 também permitem 
às nações se repensarem e não se devem esperar 
exames de consciência mais profundos. 
Em relação ao texto, atende ao enunciado desta 
questão o que se transcreve em 
 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, apenas. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I e III, apenas. 
(E) II, apenas. 
 
6. Considerando-se o contexto, traduz-se 
adequadamente o sentido de um segmento em: 
 
(A) significando antigo, ultrapassado (1º parágrafo) 
__
 conotando nostálgico, recorrente. 
(B) reorganizam suas prioridades para acomodá-las 
(1º parágrafo) 
__ 
ratificam suas metas para as 
estabilizarem.(C) atos de contrição mais espetaculares (2º 
parágrafo) 
__ 
demonstrações mais grandiosas de 
arrependimento. 
(D) teve o efeito paradoxalmente contrário (2º 
parágrafo) 
__ 
decorreu de uma irônica 
contradição. 
(E) foi prólogo, exatamente, de quê? (3º parágrafo) 
__ 
a que mesmo serviu de pretexto? 
 
PORTUGUÊS PARA CONCURSOS 
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OS: 0112/1/17-Gil 
7. Ao comentar a tragédia de 11 de setembro, o autor 
observa que ela 
 
(A) foi uma espécie de prólogo de uma série de 
muitas outras manifestações terroristas. 
(B) exigiria das autoridades americanas a adoção de 
medidas de segurança muito mais drásticas que 
as então vigentes. 
(C) estimularia a população novaiorquina a tornar 
mais estreitos os até então frouxos laços de 
solidariedade. 
(D) abriu uma oportunidade para que os americanos 
venham a se avaliar como nação e a trilhar um 
novo caminho. 
(E) faria com que os americanos passassem a 
ostentar com ainda maior orgulho seu decantado 
nacionalismo. 
 
TEXTO III 
 
Os homens-placa 
 
Uma cabeleira cor-de-rosa ou verde, um nariz de palhaço, 
luvas de Mickey gigantescas, pouco importa. Eis que surge 
numa esquina, e replica-se em outras dez, o personagem 
mais solitário de nossas ruas, o homem-placa das novas 
incorporações imobiliárias. Digo homem-placa, não porque 
ele seja vítima do velho sistema de ficar ensanduichado 
entre duas tábuas de madeira anunciando remédios ou 
espetáculos de teatro, nem porque, numa versão mais 
recente, amarrem-lhe ao corpo um meio colete de plástico 
amarelo para avisar que se compra ouro ali por perto. Ele é 
homem-placa porque sua função é mostrar, a cada 
encruzilhada mais importante do caminho, a direção certa 
para o novo prédio de apartamentos que está sendo 
lançado. 
 
Durante uma época, a prática foi encostar carros 
velhíssimos, verdadeiras sucatas, numa vaga de esquina, 
colocando o anúncio do prédio em cima da capota. O efeito 
era ruim, sem dúvida. Como acreditar no luxo e na distinção 
do edifício Duvalier, com seu espaço gourmet e seu 
depósito de vinho individual, se todo o sonho estava 
montado em cima de um 
Opala 74 cor de tijolo com dois pneus no chão? 
 
Eliminaram-se os carros-placa, assim como já pertencem ao 
passado os grandes lançamentos performáticos do mercado 
imobiliário. A coisa tinha, cerca de dez anos atrás, 
proporções teatrais. Determinado prédio homenageava a 
Nova York eterna: mocinhas eram contratadas para se 
fantasiarem de Estátua da Liberdade, com o rosto pintado 
de verde, a tocha de plástico numa mão, o folheto colorido 
na outra. Ou então era o Tio Sam, eram Marilyns e 
Kennedys, que ocupavam a avenida Brasil, a Nove de Julho, 
as ruas do Itaim. 
 
Esses homens e mulheres-placa não se comparam sequer 
ao guardador de carros, que precisa impor certa presença 
ao cliente incauto. Estão ali graças à sua inexistência social. 
Só que sua função, paradoxalmente, é a de serem vistos; 
um cabelo azul, um gesto repetitivo apontando o caminho 
já bastam. 
 
(Adaptado de: Marcelo Coelho, www.marcelocoelho.folha. 
blogspot.uol.com) 
 
 
8. Os homens e mulheres-placa, no desempenho de sua 
função, evidenciam o paradoxo 
 
(A) da reduzida eficácia que esse antigo e bem-
sucedido recurso publicitário obtém nos dias 
atuais. 
(B) de se preservar o romantismo do passado na 
utilização de uma técnica moderna de 
comunicação. 
(C) de se chamar a atenção para a ostensiva 
presença pública de quem está imerso no 
anonimato. 
(D) da teimosa insistência dos empreendedores 
financeiros numa anacrônica tática de vendas. 
(E) da resignação com que fazem de seus próprios 
corpos matéria de propaganda imobiliária. 
 
9. Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. Destituídos de qualquer qualidade pessoal, os 
homens- placa, em sua função mais recente, 
funcionam como meros sinalizadores físicos da 
localização dos negócios. 
II. No terceiro parágrafo, as referências à Estátua 
da Liberdade, Marilyns e Kennedys mostram 
como a propaganda se vale de imagens 
estereotipadas para incutir prestígio em certos 
produtos. 
III. A despersonalização a que se submetem os 
homens e mulheres-placa só não é maior do que 
a que sofre um guardador de carros. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em 
 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, somente. 
(C) I e III, somente. 
(D) II e III, somente. 
(E) II, somente. 
 
10. Considerando-se o contexto, traduz-se 
adequadamente o sentido de um segmento em: 
 
(A) replica-se em outras dez (1º parágrafo) 
__ 
contesta-se em dez outras. 
(B) incorporações imobiliárias (1º parágrafo) 
__ 
admissões de imóveis. 
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(C) lançamentos performáticos (3º parágrafo) 
__ 
propulsões cuidadosas. 
(D) impor certa presença (4º parágrafo) 
__ 
submeter 
a aparência. 
(E) graças à sua inexistência social (4o parágrafo) 
__ 
devido à falta de sua identidade pública. 
 
11. O autor justifica a afirmação O efeito era ruim, sem 
dúvida, (2o parágrafo) mostrando 
 
(A) o contrassenso de se anunciar um produto 
sofisticado por meio de um recurso grosseiro. 
(B) o modesto resultado financeiro que se obtém 
pela publicidade apoiada em homens-placa. 
(C) a ineficácia de uma propaganda sofisticada 
voltada para uma clientela de pouco poder 
aquisitivo. 
(D) a impossibilidade de se tentar exaltar 
simultaneamente aspectos contraditórios de um 
produto. 
(E) o pífio resultado obtido por quem busca valorizar 
o que é barato por meio de recursos baratos. 
 
12. No 3º parágrafo, o autor se vale da expressão A coisa 
referindo-se, precisamente, 
 
(A) à eliminação mais que justificável dos carros-
placa. 
(B) ao prestígio inconteste dos mais antigos recursos 
publicitários. 
(C) às características teatrais dos carros-placa. 
(D) aos desempenhos teatrais das campanhas 
imobiliárias. 
(E) ao inesperado crescimento do mercado 
imobiliário. 
 
 
TEXTO IV 
 
Graças à espantosa explosão de teoria e prática da 
informação, novos avanços científicos foram se traduzindo 
numa tecnologia que não exigia qualquer compreensão dos 
usuários finais. O resultado ideal era um conjunto de botões 
que requeria apenas apertar-se no lugar certo para ativar 
um procedimento, sem demandar maiores contribuições 
das qualificações e inteligência limitadas e inconfiáveis do 
ser humano médio. 
 
A cobrança nos caixas de supermercado na década de 1990 
tipificava essa eliminação do elemento humano. Não exigia 
do operador mais que reconhecer as cédulas e moedas do 
dinheiro local. Um scanner automático traduzia o código de 
barras do artigo num preço, somava todos os preços, 
deduzia o total da quantia entregue pelo cliente, e dizia ao 
operador quanto dar de troco. O procedimento para 
assegurar essas atividades se baseia numa combinação de 
maquinaria sofisticada e programação elaborada. Contudo, 
a menos que alguma coisa desse errado, esses milagres de 
tecnologia científica não exigiam mais que um mínimo de 
atenção e uma capacidade um tanto maior de concentrada 
tolerância ao tédio. 
 
Para fins práticos, a situação do operador de caixa do 
supermercado representava a norma humana de fins do 
século XX; não precisamos entender nem modificar os 
milagres da tecnologiacientífica de vanguarda, mesmo que 
saibamos, ou julguemos saber, o que está acontecendo. 
Outra pessoa o fará ou já fez por nós. Pois, ainda que nos 
suponhamos especialistas num ou noutro campo 
determinado, diante da maioria dos outros produtos diários 
da ciência e tecnologia somos leigos ignorantes sem 
compreender nada. Assim, a ciência, através do tecido 
saturado de tecnologia da vida humana, demonstra 
diariamente seus milagres ao mundo. É indispensável e 
onipresente. 
 
E, no entanto, o século XX não se sentia à vontade com a 
ciência que fora a sua mais extraordinária realização, e da 
qual dependia. O progresso das ciências naturais se deu 
contra um fulgor, ao fundo, de desconfiança e medo. 
 
A desconfiança e o medo da ciência eram alimentados por 
alguns sentimentos: o de que a ciência era incompreensível; 
o de que suas consequências tanto práticas quanto morais 
eram imprevisíveis e provavelmente catastróficas; o de que 
ela acentuava o desamparo do indivíduo e solapava a 
autoridade. 
Tampouco devemos ignorar o sentimento de que, na 
medida em que a ciência interferia na ordem natural das 
coisas, era inerentemente perigosa. Os primeiros dois 
sentimentos eram partilhados tanto por cientistas quanto 
leigos, os dois últimos pertenciam basicamente aos de fora. 
 
(Adaptado de: Eric Hobsbawm. Era dos extremos. Trad. Marcos Santarrita. 
São Paulo: Cia. das Letras, 2006, p. 509-512) 
 
 
13. Segundo o texto, 
 
(A) os grandes avanços provenientes das ciências 
naturais no século XX foram acompanhados pelo 
temor e pela suspeita de que malefícios 
poderiam deles advir. 
(B) a tecnologia das máquinas substitui a mão de 
obra humana em diversos setores, causando, 
entre outras consequências desastrosas, o 
desemprego. 
(C) em termos morais, o avanço da tecnologia 
trouxe consequências negativas, pois a ciência é 
desprovida de ética e é preocupante o uso que 
se faz dela. 
(D) um dos obstáculos que impedem um maior 
desenvolvimento da ciência até os dias de hoje 
configura-se na crença de que devemos seguir as 
leis da natureza para não corrermos riscos. 
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(E) ainda que possuam conhecimentos específicos 
de outras áreas, os que têm pouca familiaridade 
com a tecnologia e não a compreendem devem 
ficar para trás em um mercado competitivo 
como o dos dias atuais. 
 
14. O segmento em que o autor NÃO exprime opinião 
pessoal ou posicionamento crítico é: 
 
(A) Graças à espantosa explosão de teoria e prática 
da informação, novos avanços científicos foram 
se traduzindo numa tecnologia que não exigia 
qualquer compreensão dos usuários finais. 
(B) O procedimento para assegurar essas atividades 
se baseia numa combinação de maquinaria 
sofisticada e programação elaborada. 
(C) ... diante da maioria dos outros produtos diários 
da ciência e tecnologia somos leigos ignorantes 
sem compreender nada. 
(D) ...esses milagres de tecnologia científica não 
exigiam mais que um mínimo de atenção e uma 
capacidade um tanto maior de concentrada 
tolerância ao tédio. 
(E) ...requeria apenas apertar-se no lugar certo para 
ativar um procedimento, sem demandar maiores 
contribuições das qualificações e inteligência 
limitadas e inconfiáveis do ser humano médio. 
 
15. Graças à espantosa explosão de teoria e prática da 
informação, novos avanços científicos foram se 
traduzindo numa tecnologia que não exigia qualquer 
compreensão dos usuários finais. 
Identificam-se nas frases acima, respectivamente, 
 
(A) causa e consequência. 
(B) hipótese seguida de conclusão. 
(C) afirmação e concessão. 
(D) argumentação e ressalva. 
(E) temporalidade e finalidade. 
 
 
TEXTO V 
 
Nosso currículo escolar devia dedicar mais tempo e atenção 
à anatomia e à fisiologia, para que as crianças se 
formassem com conhecimentos mínimos sobre o 
funcionamento do organismo. Não admitimos que nossos 
filhos estudem em colégio que não lhes ensine informática. 
Fazemos questão que se familiarizem com os 
computadores, sem os quais serão atropelados pela 
concorrência do futuro, mas aceitamos que ignorem a 
organização básica da estrutura da qual dependerão para 
respirar até o dia da morte. Houvesse mais interesse em 
despertar no aluno a curiosidade de decifrar como funciona 
essa máquina maravilhosa, que a evolução fez chegar até 
nós depois de 3,5 bilhões de anos de competição e seleção 
natural, desde pequenos trataríamos o corpo com mais 
respeito e sabedoria e não daríamos ouvidos a teorias 
estapafúrdias, a superstições, ao obscurantismo e à 
pseudociência que faz a alegria dos charlatães. 
 
A medicina é um ramo da biologia, ciência que se propõe a 
estudar os seres vivos e as leis que os regem, não é domínio 
da crença; não é religião. O organismo humano é a 
estrutura mais complexa que conhecemos - alguns o 
consideram mais complexo do que o próprio Universo. 
Estudar os mecanismos responsáveis pela circulação e 
oxigenação do sangue, pela digestão dos nutrientes, ter 
uma ideia de como ocorrem as principais reações 
metabólicas e aprender que nosso corpo é uma máquina 
que se aperfeiçoa com o movimento é a melhor forma de 
evitar que ele nos deixe no meio da estrada. 
 
Num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia, o 
ensino de ciências deve começar na pré-escola. Aprendendo 
desde cedo, as crianças incorporarão o pensamento 
científico à rotina de suas vidas e descobrirão belezas e 
mistérios inacessíveis aos que desconhecem os princípios 
segundo os quais a natureza se organizou. 
 
(Adaptado de: Drauzio Varella. A ignorância e o corpo. FSP, 18/06/2011, 
p.E 20) 
 
 
16. A principal conclusão do autor, no texto, é a de que 
 
(A) pessoas supersticiosas tendem a se angustiar 
com alegações infundadas. 
(B) o ensino de informática é imprescindível na 
atualidade e deve começar cedo. 
(C) teorias científicas de credibilidade questionável 
deveriam ser banidas da mídia. 
(D) o ensino da biologia tem maior importância na 
vida escolar do que o da informática. 
(E) o conhecimento dos mecanismos que comandam 
o corpo deve ser incentivado desde cedo na 
escola. 
 
17. Leia atentamente o que se afirma abaixo: 
 
I. Houvesse mais interesse em despertar no aluno a 
curiosidade de decifrar como funciona essa 
máquina maravilhosa, que a evolução fez chegar 
até nós depois de 3,5 bilhões de anos de 
competição e seleção natural, desde pequenos 
trataríamos o corpo com mais respeito e 
sabedoria... 
Infere-se do segmento acima que os cuidados 
com o próprio corpo melhoram à medida que 
aumenta o domínio sobre o seu funcionamento. 
II. Fazemos questão que se familiarizem com os 
computadores, sem os quais serão atropelados 
pela concorrência do futuro, mas aceitamos que 
ignorem a organização básica da estrutura da 
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OS: 0112/1/17-Gil 
qual dependerão para respirar até o dia da 
morte. 
Identifica-se entre as frases acima hipótese 
seguida de confirmação. 
III. ...belezas e mistérios inacessíveis aos que 
desconhecem os princípios segundo os quais a 
natureza se organizou. 
O segmento acima está reescrito com outras 
palavras, mantendo-se a correção, a lógica e, em 
linhas gerais, o sentido original em: Apenas os 
que são capazes de julgar as leis que organizam 
a natureza, com suas belezase mistérios, pode 
se familiarizar com ela. 
 
Está correto o que consta em: 
 
(A) II e III, apenas. 
(B) I e III, apenas. 
(C) II, apenas. 
(D) I, apenas. 
(E) I, II e III. 
EXERCÍCIO 02 
 
De volta à Antártida 
 
A Rússia planeja lançar cinco novos navios de pesquisa 
polar como parte de um esforço de US$ 975 milhões para 
reafirmar a sua presença na Antártida na próxima década. 
Segundo o blog Science Insider, da revista Science, um 
documento do governo estabelece uma agenda de 
prioridades para o continente gelado até 2020. A principal 
delas é a reconstrução de cinco estações de pesquisa na 
Antártida, para realizar estudos sobre mudanças climáticas, 
recursos pesqueiros e navegação por satélite, entre outros. 
A primeira expedição da extinta União Soviética à Antártida 
aconteceu em 1955 e, nas três décadas seguintes, a 
potência comunista construiu sete estações de pesquisa no 
continente. A Rússia herdou as estações em 1991, após o 
colapso da União Soviética, mas pouco conseguiu investir 
em pesquisa polar depois disso. O documento afirma que 
Moscou deve trabalhar com outras nações para preservar a 
“paz e a estabilidade” na Antártida, mas salienta que o país 
tem de se posicionar para tirar vantagem dos recursos 
naturais caso haja um desmembramento territorial do 
continente. 
 
(Pesquisa Fapesp, dezembro de 2010, no 178, p. 23) 
 
1. A principal delas é a reconstrução de cinco estações 
de pesquisa na Antártida, para realizar estudos sobre 
mudanças climáticas, recursos pesqueiros e 
navegação por satélite, entre outros. 
 
O segmento grifado na frase acima tem sentido 
 
(A) adversativo. 
(B) de consequência. 
(C) de finalidade. 
(D) de proporção. 
(E) concessivo. 
 
2. Em “paz e a estabilidade”, na última frase do texto, o 
emprego das aspas 
 
(A) indica que esse segmento é transcrição literal do 
documento do governo russo mencionado no 
início do texto. 
(B) sugere a desconfiança do autor do artigo com 
relação aos supostos propósitos da Rússia de 
manter a paz na Antártida. 
(C) revela ser esse o principal objetivo do governo 
russo ao reconstruir estações de pesquisa na 
Antártida que datam do período soviético. 
(D) aponta para o sentido figurado desses vocábulos, 
que não devem ser entendidos em sentido 
literal, como o constante dos dicionários. 
(E) justifica-se pela sinonímia existente entre paz e 
estabilidade, o que torna impensável a existência 
de uma sem a outra. 
 
3. Há exemplos de palavras ou expressões empregadas 
no texto para retomar outras já utilizadas sem repeti-
las literalmente, como ocorre em: 
 
I. O continente gelado / a Antártida 
II. Moscou / a Rússia 
III. A revista Science / o blog Science Insider 
IV. A potência comunista a União Soviética Atende 
corretamente ao enunciado da questão o que 
está em 
 
(A) I e III, apenas. 
(B) I e IV, apenas. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I, II e IV, apenas. 
(E) I, II, III e IV 
 
Atenção: As questões de números 4 a 6 referem-se ao 
texto abaixo. 
 
Quando eu sair daqui, vamos começar vida nova numa 
cidade antiga, onde todos se cumprimentam e ninguém nos 
conheça. Vou lhe ensinar a falar direito, a usar os diferentes 
talheres e copos de vinho, escolherei a dedo seu guarda-
roupa e livros sérios para você ler. Sinto que você leva jeito 
porque é aplicada, tem meigas mãos, não faz cara ruim 
nem quando me lava, em suma, parece uma moça digna 
apesar da origem humilde. Minha outra mulher teve uma 
educação rigorosa, mas mesmo assim mamãe nunca 
entendeu por que eu escolhera justamente aquela, entre 
tantas meninas de uma família distinta. 
 
(Chico Buarque. Leite derramado, São Paulo, Cia. das Letras, 2009, p. 29) 
 
 
 
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4. Leia atentamente as afirmações abaixo sobre o texto. 
 
I. Ao expressar o desejo de viver numa cidade 
“onde todos se cumprimentam e ninguém nos 
conheça”, o narrador incorre numa evidente e 
insolúvel contradição. 
II. A afirmação de que a “outra mulher teve uma 
educação rigorosa” é reafirmação, por contraste, 
de que aquela a quem o narrador se dirige não a 
teve, o que já estava implícito no propósito de 
“lhe ensinar a falar direito, a usar os diferentes 
talheres e copos de vinho etc.”. 
III. Ao dizer que sua interlocutora “parece uma 
moça digna apesar da origem humilde”, o 
narrador sugere, por meio da concessiva, que a 
dignidade não costuma ser característica 
daqueles cuja origem é humilde. 
 
Está correto o que se afirma em 
 
(A) I, II e III. 
(B) II e III, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) I e II, apenas. 
(E) II, apenas. 
 
5. ... escolherei a dedo seu guarda-roupa e livros sérios 
para você ler. 
A expressão grifada na frase acima pode ser 
substituída, sem prejuízo para o sentido original, por: 
 
(A) pessoalmente. 
(B) de modo incisivo. 
(C) apontando. 
(D) entre outras coisas. 
(E) cuidadosamente 
 
Minha outra mulher teve uma educação rigorosa, mas 
mesmo assim mamãe nunca entendeu por que eu escolhera 
justamente aquela, entre tantas meninas de uma família 
distinta. 
 
6. O verbo grifado na frase acima pode ser substituído, 
sem que se altere o sentido e a correção originais, e o 
modo verbal, por: 
 
(A) escolheria. 
(B) havia escolhido. 
(C) houvera escolhido. 
(D) escolhesse. 
(E) teria escolhido. 
 
 
Atenção: As questões de números 7 a 10 referem-se ao 
texto abaixo. 
 
 
Cartão de Natal 
 
Pois que reinaugurando essa criança 
pensam os homens 
reinaugurar a sua vida 
e começar novo caderno, 
fresco como o pão do dia; 
pois que nestes dias a aventura 
parece em ponto de voo, e parece 
que vão enfim poder 
explodir suas sementes: 
que desta vez não perca esse caderno 
sua atração núbil para o dente; 
que o entusiasmo conserve vivas 
suas molas, 
e possa enfim o ferro 
comer a ferrugem 
o sim comer o não. 
João Cabral de Melo Neto 
 
 
7. No poema, João Cabral 
 
(A) critica o egoísmo, e manifesta o desejo de que na 
passagem do Natal as pessoas se tornem 
generosas e façam “o sim comer o não”. 
(B) demonstra a sua aversão às festividades 
natalinas, pois “nestes dias a aventura parece em 
ponto de voo”, mas depois a rotina segue como 
sempre. 
(C) critica “a atração núbil para o dente” daqueles 
que transformam o Natal em uma apologia ao 
consumo e se esquecem do seu caráter religioso. 
(D) observa com otimismo que o Natal é um 
momento de renovação em que os homens se 
transformam para melhor e fazem o “ferro comer 
a ferrugem”. 
(E) manifesta a esperança de que o Natal traga, de 
fato, uma transformação, e que, ao contrário de 
outros natais, seja possível “começar novo 
caderno”. 
 
8. É correto perceber no poema uma equivalência entre 
 
(A) ferrugem e aventura. 
(B) dente e entusiasmo. 
(C) caderno e vida. 
(D) sementes e pão do dia. 
(E) ferro e atração núbil. 
 
9. Pois que reinaugurando essa criança 
O segmento grifado acima pode ser substituído, no 
contexto, por: 
(A) Mesmo que estejam. 
(B) Apesar de estarem. 
(C) Ainda que estejam. 
(D) Como estão. 
(E) Mas estão. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
10. “que desta vez não perca esse caderno”. 
Com a frase acima o poeta 
 
(A) alude a uma impossibilidade. 
(B) exprime um desejo.(C) demonstra estar confuso. 
(D) revela sua hesitação. 
(E) manifesta desconfiança. 
 
 
EXERCÍCIO 03 
 
Um circo e um antipalhaço 
 
Em 1954, numa cidadezinha universitária dos Estados 
Unidos, vi “o maior circo do mundo”, que continua a ser o 
sucessor do velho Barnum & Bailey, velho conhecido dos 
meus primeiros dias de estudante nos Estados Unidos. Vi 
então, com olhos de adolescente ainda um tanto menino, 
maravilhas que só para os meninos têm plenitude de 
encanto. Em 1954, revendo “o maior circo do mundo”, 
confesso que, diante de certas façanhas de acrobatas e 
domadores, senti-me outra vez menino. 
 
O monstro – porque é um circo-monstro, que viaja em três 
vastos trens – chegou de manhã a Charlottesville e partiu à 
noite. Ao som das últimas palmas dos espectadores juntou-
se o ruído metálico do desmonte da tenda capaz de abrigar 
milhares de pessoas, acomodadas em cadeiras em forma 
de x, quase iguais às dos teatros e que, como por mágica, 
foram se fechando e formando grupos exatos, tantas 
cadeiras em cada grupo logo transportadas para outros 
vagões de um dos trens. E com as cadeiras, foram sendo 
transportadas para outros vagões jaulas com tigres; e 
também girafas e elefantes que ainda há pouco pareciam 
enraizados ao solo como se estivessem num jardim 
zoológico. A verdade é que quem demorasse uns minutos 
mais a sair veria esta mágica também de circo: a do próprio 
circo gigante desaparecer sob seus olhos, sob a forma de 
pacotes prontos a seguirem de trem para a próxima cidade. 
 
O gênio de organização dos anglo-americanos é qualquer 
coisa de assombrar um latino. Arma e desarma um circo 
gigante como se armasse ou desarmasse um brinquedo de 
criança. E o que o faz com os circos, faz com os edifícios, as 
pontes, as usinas, as fábricas: uma vez planejadas, erguem-
se em pouco tempo do solo e tomam como por mágica 
relevos monumentais. 
 
Talvez a maior originalidade do circo esteja no seu palhaço 
principal. Circo norte-americano? Pensa-se logo num 
palhaço para fazer rir meninos de dez anos e meninões de 
quarenta com suas piruetas e suas infantilidades. 
 
O desse circo – hoje o mais célebre dos palhaços de circo – 
é uma espécie de antipalhaço. Não ri nem sequer sorri. Não 
faz uma pirueta. Não dá um salto. Não escorrega uma única 
vez. Não cai esparramado no chão como os clowns 
convencionais. Não tem um ás de copas nos fundos de suas 
vestes de palhaço. 
 
O que faz quase do princípio ao fim das funções do circo é 
olhar para a multidão com uns olhos, uma expressão, uns 
modos tão tristes que ninguém lhe esquece a tristeza do 
clown diferente de todos os outros clowns. Trata-se na 
verdade de uma audaciosa recriação da figura de palhaço 
de circo. E o curioso é que, impressionando os adultos, 
impressiona também os meninos que talvez continuem os 
melhores juízes de circos de cavalinhos. 
 
Audaciosa e triunfante essa recriação. Pois não há quem 
saia do supercirco, juntando às suas impressões das 
maravilhas de acrobacia, de trabalhos de domadores de 
feras, de equilibristas, de bailarinas, de cantores, de 
cômicos, a impressão inesperada da tristeza desse 
antipalhaço que quase se limita a olhar para a multidão 
com os olhos mais magoados deste mundo. 
 
FREYRE, Gilberto. In: Pessoas, Coisas & Animais. São 
Paulo: Círculo do Livro. Edição Especial para MPM Propaganda, 
1979. p. 221-222. (Publicado originalmente em O 
Cruzeiro, Rio de Janeiro, seção Pessoas, coisas e animais, 
em 8 jul. 1956). Adaptado. 
 
 
1. A palavra monstro (início do 2º parágrafo) aplicada a 
circo deve-se ao fato de este 
(A) possibilitar um deslocamento rápido. 
(B) provocar som alto devido ao desmonte das 
tendas. 
(C) ser capaz de preencher três vagões. 
(D) proporcionar o transporte das cadeiras 
misturadas aos animais. 
(E) ter possibilidade de se mudar até mesmo de 
abrigar um zoológico. 
 
2. Os trechos de “Em 1954 [...] menino” ( 1º parágrafo 
inteiro) e “O gênio de organização [...] 
monumentais.” (3º parágrafo inteiro) caracterizam-
se, quanto ao tipo de texto predominante, por 
serem, respectivamente 
(A) descrição e narração 
(B) narração e argumentação 
(C) narração e descrição 
(D) argumentação e descrição 
(E) argumentação e narração 
 
3. Pela leitura do segundo parágrafo, pode-se perceber 
que o material com que é basicamente feita a 
estrutura da tenda é 
(A) metal 
(B) madeira 
(C) plástico 
(D) lona 
(E) tijolo 
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4. Analise as afirmações abaixo sobre o desmonte do 
circo após o espetáculo. 
 
I – O circo era mágico pois desaparecia literalmente 
num piscar de olhos. 
II – O desmonte do circo era tão organizado que 
parecia um truque de mágica. 
III – Apenas alguns minutos eram necessários para 
desmontar todo o circo. 
 
É correto APENAS o que se afirma em 
 
(A) I 
(B) II 
(C) III 
(D) I e III 
(E) II e III 
 
5. A partir do conhecimento do que é um palhaço, 
infere-se que um antipalhaço age da seguinte 
maneira: 
(A) ri e faz rir. 
(B) expressa sua depressão. 
(C) não tem talento para ser palhaço. 
(D) expressa tristeza. 
(E) veste-se de palhaço. 
 
 
EXERCÍCIO 04 
 
A velhice na sociedade industrial 
 
A sociedade rejeita o velho, não oferece nenhuma 
sobrevivência à sua obra, às coisas que ele realizou e que 
fizeram o sentido de sua vida. Perdendo a força de 
trabalho, ele já não é produtor nem reprodutor. Se a posse 
e a propriedade constituem, segundo Sartre, uma defesa 
contra o outro, o velho de uma classe favorecida defende-
se pela acumulação de bens. Suas propriedades o 
defendem da desvalorização de sua pessoa. 
Nos cuidados com a criança, o adulto “investe” para o 
futuro, mas em relação ao velho age com duplicidade e má 
fé. A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer 
convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens, afastá-lo delicada 
mas firmemente dos postos de direção. Que ele nos poupe 
de seus conselhos e se resigne a um papel passivo. Veja-se 
no interior das famílias a cumplicidade dos adultos em 
manejar os velhos, em imobilizá-los com cuidados “para o 
seu próprio bem”. Em privá-los da liberdade de escolha, em 
torná-los cada vez mais dependentes, “administrando” sua 
aposentadoria, obrigando-os a sair do seu canto, a mudar 
de casa (experiência terrível para o velho) e, por fim, 
submetendo-os à internação hospitalar. Se o idoso não 
cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a 
força. 
Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no 
asilo em que foram abandonados pelos seus? Quando se 
vive o primado da mercadoria sobre o homem, a idade 
engendra desvalorização. A racionalização do trabalho, que 
exige cadências cada vez mais rápidas, elimina da indústria 
os velhos operários. Nas épocas de desemprego, os velhos 
são especialmente discriminados e obrigados a rebaixar sua 
exigência de salário e aceitar empreitas pesadas e nocivas à 
saúde. Como no interior de certas famílias, aproveita-se 
deles o braço servil, mas não o conselho. 
 
(Adaptado de Ecléa Bosi, Memória e sociedade) 
 
 
1. A seguinte formulação resume, conceitualmente, o 
argumento central do texto: 
 
(A) Que ele nos poupe de seus conselhos e se resigne 
a um papel passivo. 
(B) Suas propriedades o defendem da desvalorização 
de sua pessoa. 
(C) Quando se vive o primado da mercadoria sobre o 
homem, a idade engendra desvalorização. 
(D) Veja-se no interior das famílias a cumplicidade 
dos adultos em manejar os velhos, em imobilizá-
los com cuidados “para o seu próprio bem”.(E) Quantos anciãos não pensam estar 
provisoriamente no asilo em que foram 
abandonados pelos seus? 
 
2. Atente para as seguintes afirmações: 
 
I. No primeiro parágrafo, ao empregar a expressão 
à sua obra, a autora está-se referindo às 
propriedades acumuladas pelo velho da classe 
mais favorecida. 
II. No segundo parágrafo, o contexto permite 
entender que o termo “investe”, entre aspas, 
está empregado na acepção que lhe conferem os 
economistas. 
III. No terceiro parágrafo, a expressão 
racionalização do trabalho identifica o rigor com 
que se planeja e se operacionaliza a produção 
industrial. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em: 
 
(A) I, II e III. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II, apenas. 
(E) II e III, apenas. 
 
3. Depreende-se da leitura do texto que, na sociedade 
industrial, a sabedoria acumulada pelos velhos 
 
(A) vale apenas quando eles ainda mostram aptidão 
para trabalhar. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
(B) é menosprezada porque não se costuma 
considerá-la produtiva. 
(C) é cultuada com a mesma complacência com que 
se vê a criança. 
(D) é bem acolhida somente quando eles pertencem 
à classe abastada. 
(E) vale apenas quando eles assumem um papel 
passivo na família. 
 
4. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente 
o sentido de um segmento do texto em: 
(A) o defendem da desvalorização de sua pessoa // 
subestimam seu prestígio pessoal. 
(B) age com duplicidade e má fé // porta-se ora com 
isenção, ora com justiça. 
(C) Que ele nos poupe de seus conselhos // Que seja 
parcimonioso em suas recomendações. 
(D) especialmente discriminados // particularmente 
depreciados. 
(E) empreitas pesadas // cargos de máxima 
responsabilidade. 
 
 
EXERCÍCIO 05 
 
Bolsa-Floresta 
 
Quando os dados do desmatamento de maio saíram 
esta semana da gaveta da Casa Civil, onde ficaram 
trancados por vários dias, ficou-se sabendo que maio foi 
igual ao abril que passou: perdemos de floresta mais uma 
área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Ao ritmo de 
um Rio por mês, o Brasil vai pondo abaixo a maior floresta 
tropical. No Amazonas, visitei uma das iniciativas para 
tentar deter a destruição. 
O Estado do Amazonas é o que tem a floresta mais 
preservada. O número repetido por todos é que lá 98% da 
floresta estão preservados, 157 milhões de hectares, 1/3 da 
Amazônia brasileira. A Zona Franca garante que uma parte 
do mérito lhe cabe, porque criou alternativa de emprego e 
renda para a população do estado. Há quem acredite que a 
pressão acabará chegando ao Amazonas depois de 
desmatados os estados mais acessíveis. 
João Batista Tezza, diretor técnico-científico da 
Fundação Amazonas Sustentável, acha que é preciso 
trabalhar duro na prevenção do desmatamento. Esse é o 
projeto da Fundação que foi criada pelo governo, mas não 
é governamental, e que tem a função de implementar o 
Bolsa-Floresta, uma transferência de renda para pessoas 
que vivem perto das áreas de preservação estadual. A idéia 
é que elas sejam envolvidas no projeto de preservação e 
que recebam R$ 50 por mês, por família, como uma forma 
de compensação pelos serviços que prestam. [...] 
Tezza é economista e acha que a economia é que 
trará a solução: 
— A destruição ocorre porque existem incentivos 
econômicos; precisamos criar os incentivos da proteção. 
[...] 
Nas áreas próximas às reservas estaduais, estão 
instaladas 4.000 famílias e, além de ganharem o Bolsa-
Floresta, vão receber recursos para a organização da 
comunidade. 
— Trabalhamos com o conceito dos serviços 
ambientais prestados pela própria floresta em pé e as 
emissões evitadas pela proteção contra o desmatamento. 
Isso é um ativo negociado no mercado voluntário de 
redução das emissões — diz Tezza. 
Atualmente a equipe da Fundação está dedicada a 
um trabalho exaustivo: ir a cada uma das comunidades, 
viajando dias e dias pelos rios, para cadastrar todas as 
famílias. A Fundação trabalha mirando dois mapas. Um 
mostra o desmatamento atual, que é pequeno. Outro 
projeta o que acontecerá em 2050 se nada for feito. 
Mesmo no Amazonas, onde a floresta é mais preservada, os 
riscos são visíveis. Viajei por uma rodovia estadual que liga 
Manaus a Novo Airão. À beira da estrada, vi áreas 
recentemente desmatadas, onde a fumaça ainda sai de 
troncos queimados. [...] 
LEITÃO, Miriam. In: Jornal O Globo. 19 jul. 2008. (adaptado) 
 
1. Bolsa-Floresta, título do texto, é o nome dado a 
um(a) 
 
(A) recurso adotado por empresas privadas para que 
a população dê suporte aos projetos de 
desmatamento. 
(B) mensalidade destinada aos moradores das 
cercanias de áreas de preservação por sua ajuda. 
(C) medida social para apoio às populações da 
floresta, que não têm de onde obter 
sobrevivência. 
(D) doação governamental regular feita às pessoas 
que moram na floresta, como se fosse uma bolsa 
de estudos. 
(E) ajuda realizada por organizações não 
governamentais para que a população de baixa 
renda possa se manter melhor. 
 
2. A expressão em destaque no trecho “Quando os 
dados do desmatamento de maio saíram esta 
semana da gaveta ...” (primeiro parágrafo) pode ser 
adequadamente substituída, sem alteração do 
sentido, por 
 
(A) foram finalmente examinados. 
(B) foram apresentados às autoridades. 
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(C) foram tirados da situação de abandono. 
(D) encaminharam-se ao setor técnico. 
(E) chegaram ao conhecimento público. 
 
3. No 2º parágrafo, o mérito da Zona Franca na 
preservação florestal do estado do Amazonas deve-
se ao fato de ter 
 
(A) oferecido oportunidades de ganho para a 
população, afastando-a do desmatamento. 
(B) atraído compradores de todas as partes do Brasil 
com o seu comércio florescente. 
(C) criado uma área de comércio de bens livres de 
impostos, o que favoreceu novas aquisições para 
a população. 
(D) feito a promoção do desenvolvimento 
econômico da região, melhorando sua 
contribuição para o PIB brasileiro. 
(E) aberto o mercado interno nacional para a 
entrada de produtos estrangeiros de alta 
tecnologia. 
 
4. “No Amazonas, visitei uma das iniciativas para tentar 
deter a destruição.” (primeiro parágrafo). Tal 
iniciativa é a(o) 
 
(A) manutenção da Zona Franca. 
(B) criação do Bolsa-Floresta. 
(C) expansão de 1/3 da Amazônia. 
(D) preservação da floresta. 
(E) comprometimento do governo estadual. 
 
5. Com a leitura do parágrafo que contém a oração 
“porque criou alternativa de emprego e renda para a 
população do estado.” (segundo parágrafo) pode-se 
inferir que, no texto, a outra alternativa seria 
 
(A) buscar outra fonte de renda. 
(B) desmatar a floresta. 
(C) emigrar para outro estado. 
(D) trabalhar na Zona Franca. 
(E) ser funcionário público. 
 
 
EXERCÍCIO 06 
 
O futuro do nosso petróleo 
 
A recente confirmação da descoberta, anunciada 
inicialmente em 2006, de reservas expressivas de petróleo 
leve de boa qualidade e gás na Bacia de Santos é uma 
notícia auspiciosa para todos os brasileiros. A possibilidade 
técnica de extrair petróleo a mais de 6 mil metros de 
profundidade eleva o prestígio que a Petrobras já detém, 
com reconhecido mérito, no restrito clubedas mega-
empresas mundiais de petróleo e energia, onde é vista 
como a pequena, mas muito respeitada, irmã. [...] 
O Brasil tem uma grande oportunidade à frente, por 
dois motivos. Mais do que com dificuldades de exploração 
e de extração, o mundo sofre com a falta de capacidade de 
refino moderno, para produzir derivados com baixos teores 
de enxofre e aromáticos. Ao mesmo tempo, confirma-se 
em nosso hemisfério a cruel realidade de que as reservas 
de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, se estão 
esgotando. Isso sem contar o natural aumento da demanda 
argentina por gás. Estas reservas têm sido, até agora, a 
grande fonte de suprimento de resinas termoplásticas para 
toda a região, sendo cerca de um terço delas destinado ao 
Brasil. A delimitação do Campo de Tupi e outros adjacentes 
na Bacia de Santos vem em ótima hora, quando estes dois 
fantasmas nos assombram, abrindo, ao mesmo tempo, 
novas oportunidades. O gás associado de Tupi, na 
proporção de 15% das reservas totais, é úmido e rico em 
etano, excelente matéria-prima para a petroquímica. 
Queimá-lo em usinas térmicas para gerar eletricidade ou 
para uso veicular seria um enorme desperdício. 
Outra oportunidade reside em investimentos 
maciços em capacidade de refino. O mundo está sedento 
por gasolina e diesel especiais, mais limpos, menos 
poluentes. O maior foco desta demanda são os Estados 
Unidos, que consomem 46% de toda a gasolina do planeta, 
mas esta é uma tendência que se vem espalhando como 
fogo em palha. O Brasil ainda tem a felicidade de dispor de 
etanol de biomassa produzido de forma competitiva, que 
pode somar-se aos derivados de petróleo para gerar 
produtos de alto valor ambiental. 
(Adaptado de Plínio Mario Nastari. O Estado de S. Paulo, Economia, B2, 28 
de dezembro de 2007) 
 
 
1. “Queimá-lo em usinas térmicas para gerar 
eletricidade ou para uso veicular seria um enorme 
desperdício”. (final do 2o parágrafo). A opinião do 
articulista no segmento transcrito acima se justifica 
pelo fato de que 
 
(A) na Argentina, além de haver aumento da 
demanda por petróleo, as reservas de gás 
encontram-se em processo de esgotamento. 
(B) os Estados Unidos são os maiores consumidores 
da gasolina produzida no planeta, tendência que 
ainda vem aumentando. 
(C) as possibilidades técnicas de extração de 
petróleo a mais de 6 mil metros de profundidade 
ampliam o prestígio mundial da Petrobras. 
(D) as reservas recém-descobertas na Bacia de 
Santos contêm gás de excelente qualidade para a 
indústria petroquímica. 
(E) o Brasil dispõe de etanol de biomassa que, 
somado aos derivados de petróleo, diminui a 
poluição do meio ambiente. 
 
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2. “O Brasil tem uma grande oportunidade à frente, por 
dois motivos”. (início do 2º parágrafo). Ocorre no 
contexto a retomada da afirmativa acima na frase: 
 
(A) Mais do que com dificuldades de exploração e de 
extração ... 
(B) ... para produzir derivados com baixos teores de 
enxofre e aromáticos. 
(C) Estas reservas têm sido, até agora, a grande 
fonte de suprimento de resinas termoplásticas 
para toda a região ... 
(D) Estas reservas têm sido, até agora, a grande 
fonte de suprimento de reservas termoplásticas... 
(E) A delimitação do Campo de Tupi e outros 
adjacentes na Bacia de Santos vem em ótima 
hora, quando estes dois fantasmas nos 
assombram... 
 
3. “Isso sem contar o natural aumento da demanda 
argentina por gás”. (2o parágrafo) O pronome 
grifado substitui corretamente, considerando-se o 
contexto, 
 
(A) as dificuldades de exploração e extração de 
petróleo. 
(B) o esgotamento das reservas argentinas de gás. 
(C) a produção de derivados com baixos teores de 
enxofre e aromáticos. 
(D) a grande oportunidade comercial que o Brasil 
tem pela frente. 
(E) a exportação de gás da Argentina para o Brasil. 
 
4. O emprego das vírgulas assinala a ocorrência de uma 
ressalva em: 
 
(A) ....onde é vista como a pequena, mas muito 
respeitada, irmã. 
(B) ... que a Petrobras já detém, com reconhecido 
mérito, no restrito clube... 
(C) ... de que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao 
sul de Buenos Aires, se estão esgotando. 
(D) ... abrindo, ao mesmo tempo, novas 
oportunidades. 
(E) O gás associado de Tupi, na proporção de 15% 
das reservas totais, é úmido e rico em etano... 
 
 
EXERCÍCIO 07 
 
Riscos da advocacia invadida 
 
Tanto quanto se saiba, a polícia tem praticado 
entradas forçosas em escritórios de advocacia, apreendido 
papéis e praticado outras violências. A versão oficial diz que 
as chamadas invasões não existem, pois se trata de 
ingressos autorizados por ordem judicial para fins 
determinados, relativos a investigações na apuração de 
responsabilidades graves. 
A regra essencial a esse respeito é, porém, a da 
inviolabilidade do escritório do advogado. Sou advogado, 
além de jornalista e, portanto, parte interessada. Por isso, 
limitarei as anotações cabíveis estritamente aos campos da 
Constituição e da lei vigente, sem qualquer extrapolação. 
Comecemos pelo inciso 6 do artigo 5o da Carta Magna, o 
qual afirma ser “livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer”. A advocacia exige qualificações 
específicas, na Carta Magna e na Lei no 8.906/94, 
consistentes no diploma do bacharel em ciências jurídicas, 
no registro profissional na Ordem dos Advogados, depois 
da aprovação no Exame da Ordem. 
Não é possível o exercício da profissão advocatícia se 
o cliente não tiver confiança absoluta em que as 
informações e os documentos passados a seu advogado 
sejam invioláveis. Nem será possível se o advogado puder 
ser constrangido a informar fatos relativos a seu cliente. 
O sigilo do médico e o do sacerdote têm força igual à 
do sigilo do advogado. Daí dizer a Lei n
o
 8.906/94, no inciso 
19 do artigo 7º, ser direito deste profissional recusar-se a 
depor como testemunha, mesmo quando autorizado pelo 
constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo 
profissional. Se não pode depor, mesmo em juízo, imagine-
se a gravidade de ver apreendido, em seu escritório, 
documento que implique em responsabilidade de seu 
cliente. 
Tem havido, porém, escritórios que aceitam ser sede 
de empresas de seus clientes, designando locais, em seu 
espaço interno, para esse efeito. Em outros casos, o 
advogado é diretor de empresa, não se encontrando no 
exercício da profissão. São alternativas diversas das que 
tipificam a atividade profissional, não garantidas pela 
Constituição e pelas leis, quanto à inviolabilidade. Fora daí, 
invadir o escritório e apreender documentos físicos ou 
eletrônicos é abuso de direito, que a jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal tem considerado geradora de 
prova ilícita. 
 
(Walter Ceneviva, Folha de S. Paulo, 07/05/2005) 
 
 
1. O autor do texto manifesta-se contra práticas 
policiais 
 
(A) a que falta o respaldo básico de uma ordem 
judicial explícita. 
(B) de respaldo ético indiscutível, já que amparadas 
por determinação judicial. 
(C) que ferem direito garantido, inerente a toda 
prática profissional. 
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(D) em que há abuso da autoridade e extrapolação 
de uma ordem judicial.(E) em que se ignora direito já reconhecido pela 
jurisprudência. 
 
2. Considere as seguintes afirmações: 
 
I. Quanto à sua inviolabilidade, o direito ao sigilo 
de médicos e de sacerdotes é garantido no inciso 
19 do artigo 7o da Lei no 8.906/94 e deveria, 
segundo o autor, ser estendido à prática 
advocatícia. 
II. Para provar sua imparcialidade no tratamento da 
questão central de seu texto, o autor recusa-se a 
se valer de argumentos próprios à sua 
qualificação profissional. 
III. Segundo o autor, a garantia de inviolabilidade do 
escritório de advocacia deixa de existir quando 
seu espaço for utilizado para o exercício de 
atividades outras. 
 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma 
APENAS em 
 
(A) III. 
(B) II e III. 
(C) II. 
(D) I e II. 
(E) I. 
 
3. No segundo parágrafo, lê-se: “Por isso, limitarei as 
anotações cabíveis estritamente aos campos da 
Constituição e da lei vigente, sem qualquer 
extrapolação”. 
Deve-se entender que a expressão sublinhada na 
frase remete diretamente a uma informação já 
explicitada no contexto: 
 
(A) a versão oficial nega as entradas forçosas. 
(B) o autor se declara parte interessada na questão 
de que trata. 
(C) o autor está em pleno exercício de seu ofício de 
jornalista. 
(D) a advocacia exige sempre qualificações 
específicas. 
(E) os dispositivos legais já citados são inequívocos. 
 
4. “Não é possível o exercício da advocacia se o cliente 
não tiver confiança em que as informações passadas 
a seu advogado sejam invioláveis”. 
 
A frase continuará formalmente correta caso se 
substituam as expressões sublinhadas, 
respectivamente, por: 
 
(A) alimentar a desconfiança em que // 
compartilhadas de seu 
(B) presumir de que // confiadas ao seu 
(C) suspeitar de cujas // confidenciadas com seu. 
(D) não supuser que // reveladas a seu. 
(E) não confiar de que // transmitidas a seu. 
 
 
EXERCÍCIOS 08 
 (Padrão CESPE) 
 
Compreensão e interpretação de textos. 
 
► SEDU / ES (2010) “O grande fenômeno da primeira 
década do século XXI na economia mundial foi a ascensão 
da China como protagonista de primeira grandeza na 
produção e nas finanças,com consequências marcantes 
para o resto do mundo. Para o Brasil, a influência mais 
direta deu-se por meio das exportações de commodities, 
que cresceram a ponto de a China ter-se tornado, em 2009, 
o maior mercado para as empresas brasileiras. 
 
O impacto da demanda chinesa nos preços das matérias-
primas foi talvez o principal fator da notável transformação 
das contas externas brasileiras, o que, por sua vez, abriu 
caminho para o crescimento. Uma eventual mudança para 
pior no quadro da expansão chinesa seria danosa para a 
economia global e para o Brasil em particular. A China foi o 
caso mais marcante de superação da crise de 2008, porque 
conseguiu crescer 8,7% no ano passado, enquanto o resto 
do mundo patinhava”. 
 
Folha de S.Paulo, Editorial, 2/3/2010 (com adaptações). 
 
01- Depreende-se das informações do texto que o 
crescimento da economia brasileira foi influenciado 
pelas importações de matérias-primas realizadas pela 
China. 
 
 
► SEDU / ES (2010) “Passados os tremores do sismo, a dor 
da perda de 230 mil mortos, enterrados muitos em valas 
comuns, a vida no Haiti precisa continuar”. 
 
02- Pelos sentidos do texto, a palavra “sismo” significa 
sinistro, tragédia. 
 
 
► SEDU / ES (2010) “Em decorrência da proliferação 
desenfreada do consumismo nas metrópoles, aconteceu 
nos últimos anos aumento sensível do acúmulo de lixo 
urbano, também chamado de lixo caseiro. Em inúmeros 
casos, a situação resulta da falta de princípios elementares 
de educação e do desconhecimento de mínimas noções de 
higiene”. 
 
03- A palavra “proliferação” está sendo empregada com o 
sentido de liberação. 
 
 
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04- Com o emprego da palavra “consumismo”, confere-se 
à ideia de consumo a noção de exagero. 
 
► “O exercício do poder ocorre mediante múltiplas 
dinâmicas, formadas por condutas de autoridade, de 
domínio, de comando, de liderança, de vigilância e de 
controle de uma pessoa sobre outra, que se comporta com 
dependência, subordinação, resistência ou rebeldia. Tais 
dinâmicas não se reportam apenas ao caráter negativo do 
poder, de opressão, punição ou repressão, mas também ao 
seu caráter positivo de disciplinar, controlar, adestrar, 
aprimorar. O poder em si não existe, não é um objeto 
natural. O que há são relações de poder heterogêneas e em 
constante transformação. O poder é, portanto, uma prática 
social constituída historicamente. 
 
Na rede social, as dinâmicas de poder não têm barreiras ou 
fronteiras: nós as vivemos a todo momento. 
Consequentemente, podemos ser comandados, 
submetidos ou programados em um vínculo, ou podemos 
comandá-lo para a realização de sua tarefa, e, assim, 
vivermos um novo papel social, que nos faz complementar, 
passivamente ou não, as regras políticas da situação em 
que nos encontramos”. 
 
Maria da Penha Nery. Vínculo e afetividade: caminhos das relações 
humanas. São Paulo: Ágora, 2003, p. 108-9 (com adaptações) 
 
 
05- A preposição “mediante” (início do texto) estabelece 
relação de movimento entre “exercício do poder” e 
“múltiplas dinâmicas”. 
 
06- É correto concluir, a partir da argumentação do texto, 
que o poder é dinâmico e que há múltiplas formas de 
sua realização, com faces heterogêneas, positivas ou 
negativas; além disso, ele afeta todos que vivem em 
sociedade, tanto os que a ele se submetem, quanto os 
que a ele resistem. 
 
07- De acordo com a argumentação do texto, o poder 
“não é um objeto natural” porque é criado 
artificialmente nas relações de opressão social. 
 
08- Na organização da textualidade, é coerente 
subentender-se a noção de possibilidade, antes da 
forma verbal “vivermos”, inserindo-se “podermos”. 
 
 
EXERCÍCIO 09 
(Padrão CESPE) 
 
 
TEXTO I 
 
Bandos de homens armados perpetram anualmente 450 
roubos a bancos e carros-fortes no Brasil. Tais episódios 
põem em risco a vida de clientes, agentes de segurança e 
policiais, mas o prejuízo financeiro é relativamente 
pequeno para as instituições. Para os bancos, a maior 
ameaça está embutida nos serviços prestados pela Internet 
ou por outros meios eletrônicos. As perdas resultantes de 
assaltos são de 50 milhões de reais anuais. Já os crimes 
cujas armas são os computadores devem, em 2010, ser 
responsáveis por perdas de 900 milhões de reais, dezoito 
vezes mais que nos assaltos convencionais. 
 
Os crimes eletrônicos proliferam porque oferecem pouco 
risco aos bandidos, e as autoridades têm dificuldade de 
puni-los. O Código Penal não prevê os crimes virtuais. 
Quando são presos, os criminosos respondem geralmente 
por estelionato, cuja pena máxima é de cinco anos de 
cadeia. Se fossem condenados por assalto a banco, eles 
poderiam ser punidos com até quinze anos de prisão. Por 
causa dessas vantagens, há de 100 a 150 quadrilhas virtuais 
em atividade no país. Para reverter esse quadro, a 
Federação Brasileira de Bancos tenta convencer o 
Congresso Nacional a criar uma legislação específica para 
punir os delitos eletrônicos, semelhante àquela adotada há 
nove anos pela União Europeia. 
 
André Vargas. Assalto.com.br. In: Veja, 24/11/2010 (com adaptações). 
 
 
1- Afirma-se, no texto, que os crimes eletrônicos 
ocorrem cada vez mais amiúde, porque a falta de 
legislação específica favorece os bandidos. 
 
2- Infere-se do texto que, embora seja uma das maisavançadas e democráticas do mundo, a legislação 
brasileira não tem acompanhado o avanço do crime 
virtual no país. 
 
3- De acordo com o texto, os assaltos à mão armada são 
menos nocivos à população e aos bancos do que os 
assaltos eletrônicos. 
 
4- Segundo o texto, o risco de uma pessoa ser vítima de 
assalto na Internet é maior do que o de ela ser 
assaltada em uma agência bancária. 
 
05- O vocábulo “perpetram” (1ª linha do texto) poderia 
ser substituído por cometem, sem que isso 
acarretasse prejuízo semântico ou sintático ao texto. 
 
 
TEXTO II 
 
No Brasil, um exame, ainda que superficial, da questão da 
segurança pública revela que há um crescimento contínuo 
da criminalidade e da violência, principalmente nas regiões 
metropolitanas e nas periferias das grandes cidades do 
país, e que o sistema judiciário e, em particular, a polícia 
têm se mostrado ineficazes para o enfrentamento da 
questão. 
 
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18 
 
OS: 0112/1/17-Gil 
Especialmente nas áreas urbanas do país, a sensação de 
medo e insegurança tem sido experimentada como grave 
problema público devido à expectativa de que qualquer 
pessoa pode-se tornar vítima de crime em qualquer ponto 
das cidades e em qualquer momento de sua vida cotidiana. 
 
Nesse cenário caótico de insegurança, um dos temas 
frequentemente levantados é a necessidade de 
profissionalizar a polícia brasileira como recurso para 
capacitá-la para o desempenho mais eficiente, mais 
responsável e mais efetivo na condução da ordem e da 
segurança públicas. 
 
Não obstante nas últimas duas décadas se terem verificado 
inovações na área da formação profissional, poucas 
iniciativas lograram sucesso no sentido de implementar 
mudanças efetivas nas práticas e nos procedimentos 
dominantes. A atividade policial mostra-se inscrita em um 
padrão de desempenho que se traduz não só na ineficácia 
dos resultados, mas que se reveste de aspectos 
suplementares, relacionados, fundamentalmente, à forma 
de atuação predominantemente violenta e arbitrária da 
polícia, permanecendo como desafio à sociedade 
contemporânea brasileira. Salvo raríssimas exceções, as 
propostas para reformulação da formação profissional da 
polícia no país não incorporaram o debate sobre o modelo 
profissional a ser adotado pela polícia e as metodologias 
práticas de intervenção para a realização das tarefas 
cotidianas que envolvem a manutenção da ordem e da 
segurança públicas. 
 
Paula Poncioni. O modelo policial profissional e a formação profissional 
do futuro policial nas academias de polícia do estado do Rio de Janeiro. 
In: Sociedade e Estado, vol. 20, n.o 3. Brasília, set.-dez./2005. Internet: 
<www.scielo.br> (com adaptações). 
 
 
06- De acordo com o texto, os sistemas judicial e policial 
brasileiros têm sido inoperantes no que tange ao 
aumento da criminalidade. 
 
07- Segundo o texto, a vulnerabilidade da população com 
relação à exposição à violência urbana confere ao 
problema da criminalidade o caráter de problema 
público de alta gravidade 
 
08- Infere-se do texto que uma atuação renovada e eficaz 
da polícia deve envolver atitudes menos violentas. 
 
09- Conforme a autora, a necessidade de 
profissionalização da polícia brasileira advém do 
aumento do número de crimes nas grandes cidades e 
nas periferias do país. 
 
10- O texto afirma que poucas iniciativas de mudança no 
setor policial foram bem-sucedidas, conquanto tenha 
havido alterações na formação profissional policial nos 
decêndios mais recentes. 
EXERCÍCIOS 10 
(Padrão ESAF) 
 
1- (CGU 2008-Técnico de finanças e controle) Assinale a 
opção incorreta em relação às ideias do texto. 
 
Com a passagem da manufatura para a indústria, a 
produtividade do trabalho humano deu um grande 
salto, provocando uma larga dispensa de mão-de-
obra. Legiões de trabalhadores desempregados 
alargavam o mar dos excluídos. Para muitos deles, a 
máquina passou a ser vista como a grande inimiga. E 
surgiram explosivas campanhas de quebra-máquinas. 
Até que as ideias se ajustaram na campanha 
internacional pela jornada de oito horas de trabalho, 
como uma forma de estabelecer um novo equilíbrio 
entre a produtividade-hora e a jornada diária de 
trabalho, atenuando os rigores da exploração 
capitalista. Com altos e baixos e à custa de sangue e 
mortes, a chamada “semana inglesa”, com as 48 horas 
semanais, terminou se impondo em todo o mundo. 
 
Na década de 70 as centrais sindicais europeias, ante 
os novos patamares de produtividade do trabalho, 
acompanhadas das ondas de demissão, levantaram a 
bandeira da jornada de 35 horas semanais, sob o lema 
de “trabalhar menos para trabalharem todos”. Na 
década de 80 a reivindicação foi assimilada. E no 
Brasil, a Constituição de 1988 acompanhou a 
tendência, consagrando a jornada de 44 horas 
semanais. Daquela época até agora, a produtividade 
continuou avançando com a telemática, a 
bioengenharia, a robótica, a informática e as novas 
formas de organização e gerenciamento da força de 
trabalho. E as demissões continuaram se alargando 
em todo o mundo, ampliando os contingentes do 
chamado exército industrial de reserva. 
 
(Marcelo Mário de Melo, Jornal do Commercio(PE), 31/01/2008.) 
 
a) O advento da máquina na indústria provocou 
uma grande onda de desemprego, pois a 
produtividade do trabalho aumentou exigindo 
menos mão-de-obra. 
b) A chamada “semana inglesa”, com jornada de 48 
horas semanais, foi uma conquista dos 
trabalhadores alcançada com muita luta. 
c) Os ajustes para manter a semana de trabalho em 
torno de 44 horas garantiram o decréscimo das 
demissões e o pleno emprego no mundo 
ocidental. 
d) A Constituição brasileira de 1988, 
acompanhando a tendência mundial, consagrou 
a jornada semanal de trabalho de 44 horas. 
e) Para assegurar emprego para mais 
trabalhadores, as centrais sindicais europeias, a 
partir da década de 70, defenderam a jornada 
semanal de 35 horas. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
02- (CGU 2008-Técnico de finanças e controle) Assinale a 
asserção incorreta a respeito da organização das 
ideias do texto, seus sentidos e elementos linguísticos. 
 
Seriam os furtos inconhos da espécie humana? Isso 
mesmo que deu para entender: inconhos, frutos que 
nascem pegados a outros. O trocadilho furtos/frutos 
saiu-me sem querer. Peço desculpas e repito a 
pergunta: nasceria o furto inconho, acoplado, pegado 
à espécie humana? 
Sim, porque as coisas que vemos aí, das mais humildes 
funções aos mais altos escalões, sugerem que o furto 
seja tão necessário quanto o oxigênio para a 
sobrevivência de nossa espécie. 
(Eduardo Almeida Reis. “Furtos inconhos”,Correio Braziliense, 
10/1/2008, p. 6) 
 
a) Há segmentos no texto em que o autor se dirige 
diretamente ao leitor. 
b) Ao explicar o significado de “inconhos”, o autor 
está acionando a função metalinguística da 
linguagem. 
c) Ocorre também trocadilho em: Na vida tudo 
passa, até uva passa. 
d) Iniciar texto com pergunta, como acontece nesse 
texto, é um recurso estilístico que desobriga o 
autor de responder, deixando ao leitor o 
processamento mental da resposta. 
e) Ocorre comparação de igualdade no texto. 
 
 
03- ESAF 2012 (Engenheiro de incêndios florestais) 
 
Sabe-se muito pouco dos rumos que as grandescidades tomarão nas próximas décadas. Muitas vezes 
nem se prevê a dinâmica metropolitana do próximo 
quinquênio. Mesmo com a capacitação e o preparo 
dos técnicos dos órgãos envolvidos com a questão 
urbana, há variáveis independentes que interferem 
nos planos e projetos elaborados pelos legislativos e 
encaminhados ao Executivo. Logicamente não se 
prevê o malfadado caos urbano, mas ele pode ensejar 
que o país se adiante aos eventos e tome medidas 
preventivas ao desarranjo econômico, que teria 
consequências nefastas. Para antecipar-se, o Brasil 
tem condições propícias para criar think tanks ou, em 
tradução livre, usinas de ideias ou institutos de 
políticas públicas. Essas instituições podem antecipar-
se ao que poderá surgir no horizonte. Em outras 
palavras, deseja-se o retorno ao planejamento urbano 
e regional visando o bem-estar da sociedade. Medidas 
nessa direção podem (e devem) estar em consonância 
com a projeção de tendências e mesmo com a 
antevisão de demandas dos destinatários da gestão 
urbana – os cidadãos, urbanos ou não. 
(Adaptado de Aldo Paviani, Metróples em expansão e o futuro. 
Correio Braziliense, 8 de dezembro, 2011) 
 
Infere-se da argumentação do texto que: 
 
a) os técnicos dos órgãos envolvidos com a questão 
urbana deveriam ser mais capacitados para 
realizar os projetos encaminhados ao Executivo. 
b) a dinâmica metropolitana altera-se a cada 
quinquênio, seguindo variáveis que devem 
constar dos planos e projetos de cada período 
legislativo. 
c) institutos de políticas públicas teriam como 
tarefa o planejamento urbano e regional, 
antecipando-se a um possível desarranjo 
econômico. 
d) o caos urbano que poderá afetar as grandes 
cidades nos próximos anos terá o desarranjo 
econômico como uma de suas piores 
consequências. 
e) as demandas crescentes dos habitantes das 
grandes cidades contrastam com a baixa 
demanda dos cidadãos não urbanos. 
 
04- ESAF 2010 (Fiscal de rendas) 
 
 A Eurostat, o organismo da União 
Europeia encarregado da elaboração de estatísticas 
econômicas, mostrou que, em abril, nada menos que 
101 entre cada 1.000 cidadãos em atividade na área 
do euro (16 países) não conseguiram encontrar 
ocupação remunerada. É a pior situação em 12 anos. 
 Reduzir tudo a efeito natural da atual crise 
é simplismo. Flagelos assim são como os desastres de 
avião: sempre têm múltiplas causas. O crescente 
desemprego no mundo rico foi acentuado pela crise, 
mas é bem mais do que isso. É o resultado de algumas 
degradações acumuladas nas últimas décadas: perda 
de competitividade da indústria, rápido 
envelhecimento da população, custo elevado da mão 
de obra, falta de reformas políticas e econômicas. 
 Paradoxalmente, a crise do desemprego 
tende a se acentuar pelos fatores que pretendiam 
atenuar seu impacto. Assim como a antecipação da 
aposentadoria pretendia abrir vagas aos mais jovens, 
mas tudo o que produziu foi a deterioração das 
finanças dos sistemas previdenciários, os mecanismos 
de seguro social vêm ajudando a criar enormes 
rombos, que, por sua vez, atiram as finanças públicas 
ao endividamento e à insolvência (e não apenas à falta 
de liquidez), como parece ser o caso da Grécia e talvez 
o de Portugal e Espanha. E aí chegamos a uma 
situação em que os instrumentos de defesa do 
emprego criam mais desemprego. 
 
(Celso Ming, O Estado de S. Paulo, 2/6/2010) 
 
 
 
 
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OS: 0112/1/17-Gil 
Em relação às ideias do texto, assinale a opção 
correta. 
 
a) Há 12 anos, a situação na União Europeia 
apresentava desemprego muito maior que as 
taxas atuais. 
b) A crise econômica atual começou a provocar o 
desemprego na área do euro. 
c) O rápido envelhecimento da população contribui 
para diminuir as taxas de desemprego na União 
Europeia. 
d) A antecipação da aposentadoria e a abertura de 
vagas para os mais jovens fortaleceram os 
sistemas previdenciários. 
e) Medidas que pretendiam atenuar o impacto da 
crise do desemprego resultaram em mais 
desemprego. 
 
05- ESAF 2010 (Agente da fazenda) 
 
 A informação do Instituto Brasileiro de 
Planejamento Tributário sobre a arrecadação de 
impostos no país, através do instrumento denominado 
Impostômetro, é mais um elemento de transparência 
da democracia brasileira. É bom para o país que 
instituições independentes façam este tipo de 
acompanhamento do poder público. Mas seria 
importante, também, que os próprios governos 
mantivessem constante atualização pública do que 
arrecadam e gastam, para que os cidadãos se sintam 
efetivamente representados pelos governantes que 
elegem. O sistema de impostos é a maneira histórica 
com que o poder público, no país e no mundo, 
arrecada recursos para sustentar-se, para promover 
os serviços essenciais e para investir em obras de sua 
responsabilidade. Neste sentido, o sistema é 
imprescindível, integrando de maneira fundamental a 
estruturação do Estado e da sociedade. 
 Assim, numa sociedade organizada, pagar imposto 
faz parte dessa espécie de contrato social que garante 
ao país o funcionamento adequado, a promoção da 
saúde, da segurança e da educação e a manutenção 
das instituições e dos poderes. O controle social dos 
gastos públicos e a fiscalização dos cidadãos em 
relação ao uso adequado dos recursos são questões 
básicas para a qualidade do crescimento do país. 
 
(Zero Hora, RS, Editorial, 28/7/2010) 
 
Em relação às ideias do texto, assinale a inferência 
correta. 
 
a) O Instituto Brasileiro de Planejamento é uma 
instituição oficial pública. 
b) O acompanhamento do poder público por 
instituições independentes prejudica o 
desenvolvimento do País, porque elas têm seus 
próprios interesses. 
c) A qualidade do crescimento do país está 
relacionada com o controle social dos gastos 
públicos realizado pelos cidadãos. 
d) Se os governos mantivessem informações 
disponíveis sobre seus gastos e sua arrecadação, 
a administração fi caria prejudicada. 
e) O sistema de impostos é dispensável para a 
estruturação do Estado e da sociedade. 
 
06- ESAF 2010 (Agente de trabalhos de engenharia) 
 
 A última reforma tributária entrou em vigor em 
1967, com a implantação do Imposto sobre Circulação 
de Mercadorias (ICM) e do Imposto sobre Produtos 
Industrializados (IPI). A Constituição de 1988 manteve 
as características essenciais do sistema e transformou 
o ICM em ICMS, com a inclusão de alguns serviços em 
sua base de incidência. 
 Eram impostos mais modernos e mais funcionais 
que os anteriores. Mas com o tempo o sistema foi 
desfigurado. A guerra fiscal distorceu as decisões de 
investimento. Os tributos, acrescidos de várias 
contribuições, passaram a pesar excessivamente sobre 
os investimentos e a atrapalhar as exportações. A 
tributação tornou-se incompatível com uma economia 
cada vez mais integrada globalmente. Com a abertura 
da economia, as empresas mudaram e tomaram o 
caminho da competitividade. O setor público mudou 
muito menos, apesar das políticas de ajustes e de 
reformas adotadas com sucesso a partir dos anos 90. 
 
(O Estado de S. Paulo, 26/5/2010) 
 
Em relação às ideias do texto, assinale a opção 
correta. 
 
a) A Constituição de 1988 implantou o Imposto 
sobre Circulação de Mercadorias e o Imposto 
sobre Produtos Industrializados. 
b) O sistema de impostos criado na última reforma 
tributária sofreu alterações em 1988 e depois foi 
deturpado. 
c) As exportações foram beneficiadas pelos 
investimentos que ficaram livres de grande parteda tributação. 
d) A economia globalizada se beneficiou do sistema 
de tributação moderno que foi implantado no 
País e que vigora desde 1988. 
e) O setor público acompanhou as transformações 
das empresas em direção à competitividade, 
atualizando-se rapidamente. 
 
 
 
 
 
 
 
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OS: 0112/1/17-Gil 
GABARITO EXERCÍCIO 01 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
D A C E B C D C B E 
 
11 12 13 14 15 16 17 
A D A B A E D 
 
 
GABARITO EXERCÍCIO 02 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
C A D B E B E C D B 
 
GABARITO EXERCÍCIO 03 
01 02 03 04 05 
C B A B D 
 
GABARITO EXERCÍCIO 04 
01 02 03 04 
C E B D 
 
GABARITO EXERCÍCIO 05 
01 02 03 04 05 
B E A B B 
 
GABARITO EXERCÍCIO 06 
01 02 04 04 
D E B A 
 
GABARITO EXERCÍCIO 07 
01 02 03 04 
E A B D 
 
GABARITO EXERCÍCIO 08 
01 02 03 04 05 06 07 08 
C E E C E C E E 
 
GABARITO EXERCÍCIO 09 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
C E E E C C C C E C 
 
GABARITO EXERCÍCIOS 10 
01 02 03 04 05 06 
C D C E C B 
 
 
 
 
 
 
02. Classes de Palavras 
 
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Mais para alta 
do que para baixa. Tema recorrente. Mas, vamos entender 
como é essa recorrência. Você sabe que é nessa aula que 
voltamos ao ensino fundamental (mais precisamente, 
voltamos à 5ª série, hoje, 6º ano). Bom, naquela época 
você tinha que saber que um substantivo tinha inúmeras 
classificações: se tal substantivo é simples ou composto, 
primitivo ou derivado, concreto ou abstrato etc. O mesmo 
vale para os adjetivos, pronomes, numerais, dentre outros, 
que apresentam inúmeras classificações. A questão é: se a 
organizadora é CESPE, FCC, ESAF, FUNRIO ou CESGRANRIO, 
por exemplo, não é necessário que você se entupa de 
classificações e mais classificações. Não perca tempo com 
isso. Essas organizadoras costumam cobrar o assunto em 
questão de maneira inteligente, reflexiva, levando em 
conta o texto e o contexto. Por isso, foque nos conceitos. 
Ou seja: você tem que saber diferenciar, com competência, 
um substantivo de um pronome; não confundir um verbo 
com um substantivo, dentre outros. 
DICA: Quanto mais desconhecida for a organizadora do 
seu concurso, mais há a possibilidade de ser cobrado um 
conteúdo bem ao estilo da 5ª série. Por exemplo, o CBI 
Concursos exige, frequentemente, questões de separação 
silábica; o IMPARH adora querer saber se o coletivo de 
“formigas” é mesmo “correição” etc. Logo, aconselho que 
você procure conhecer a organizadora desconhecida e 
adequar-se a ela. 
 
DICA DE ESTUDO: Se você é um concurseiro de primeira 
viagem e já não estuda Português há bastante tempo, 
sugiro que você dê uma atenta lida nos conceitos básicos 
desse assunto. Ou seja, se você nem mesmo se lembra o 
que é um pronome, é melhor, antes de começar a resolver 
as questões, “amarrar” os conceitos para que você não os 
confunda mais tarde. Por isso, é bom ter uma gramática ao 
seu lado sempre. 
 
POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Para nível 
fundamental, no mínimo, duas (isso numa prova de 10 
questões); para nível médio, no máximo, uma (isso numa 
prova de 15 a 20 questões); e para nível superior a 
possibilidade é quase zero. 
 
STATUS: Em casa e com leitura individual. 
 
■ AS CLASSES DE PALAVRAS 
 
Qualquer idioma necessita de palavras para que a 
comunicação se estabeleça. Quando essas palavras se 
organizam para formar um texto, adquirem significações 
específicas: nomear seres, indicar características, 
qualidades, fazer conexões etc. De acordo com essas 
significações, as palavras da língua portuguesa estão 
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agrupadas em dez classes, denominadas classes de 
palavras ou classes gramaticais, a saber: substantivo, 
artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, 
preposição, conjunção e interjeição. 
 
1 - SUBSTANTIVOS 
São as palavras que dão nome aos seres e às coisas em 
geral. 
Como identificá-los em um texto? Os substantivos, em tese, 
virão sempre acompanhados de um determinante (artigo, 
pronome, numeral, adjetivo e/ ou locução adjetiva). Leia o 
poema baixo: 
SONETO DA FIDELIDADE 
(Vinicius de Moraes) 
De tudo, ao meu amor serei atento 
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 
Que mesmo em face do maior encanto 
Dele se encante mais meu pensamento. 
Quero vivê-lo em cada vão momento 
E em seu louvor hei de espalhar meu canto 
E rir meu riso e derramar meu pranto 
Ao seu pesar ou seu contentamento. 
E assim quando mais tarde me procure 
Quem sabe a morte, angústia de quem vive 
Quem sabe a solidão, fim de quem ama 
Eu possa lhe dizer do amor (que tive): 
Que não seja imortal, posto que é chama 
Mas que seja infinito enquanto dure. 
■ CLASSIFICAÇÃO TRADICIONAL DOS SUBSTANTIVOS 
Comum: 
Indica um nome genérico, aberto e sem história no 
contexto. 
Exemplos.: criança, rio, cidade, mesa etc. 
 
Próprio: 
É aquele que particulariza uma coisa ou um ser. Os 
substantivos próprios têm uma história no contexto. 
Exemplos: Lula, Tietê, Recife, Juiz de Fora, Gramado, 
Fortaleza, Audi, Pão de Açúcar, Heineken etc. 
 
Concreto: 
Indica seres reais ou imaginários, de existência 
independente de outros seres. 
Exemplos: Casa, bruxa, Saci, cobra, livros, Deus etc. 
 
- Abstrato: 
Indica seres ou coisas que dependem de outros seres ou de 
outras coisas para existir. 
Exemplos: ódio, solidão, beleza, medo, pavor, salto, 
trapaça etc. 
 
 Coletivo: 
Indica uma multiplicidade de coisas ou seres de uma 
mesma espécie. 
Exemplos: antologia (de livros), conselho (de membros de 
associações, de parlamentares, de classe etc.), horda (de 
bandidos, de bárbaros), banca (de examinadores) etc. 
 
Substantivos coletivos x Concordância verbal. 
Quando um substantivo coletivo apresenta valor partitivo, 
nossa banca pode envolvê-lo numa questão de 
concordância verbal. Fique atento. 
Ex.: 
- Bando de bactérias................................o corpo da criança. 
(invadiu / invadiram). 
- A multidão de torcedores........................ a conquista do 
título. (comemorava / comemoravam). 
Com quais verbos vamos preencher as lacunas acima? 
Resposta: com todos. Nesses casos, o verbo pode 
concordar com o núcleo, ou com a expressão 
especificadora. Fui claro? Espero que sim! 
 
2 – ARTIGOS 
São as palavras que acompanham os substantivos, 
modificando-os ou determinando-os, isto é, indicando 
gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou 
plural). 
 
■ OS ARTIGOS PODEM SER: 
Definidos: o, a, os, as. 
Os definidos dão ao leitor uma ideia precisa do substantivo. 
Assim, ele é capaz de saber quem é o elemento 
determinado, mesmo que o texto não o cite anteriormente. 
Exemplo: 
- Não houve aula de matemática ontem, mas o professor 
mandou um aviso pelo Facebook. (Sabe-se quem é o 
professor). 
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OS: 0112/1/17-Gil 
 Indefinidos: um, uma, uns, umas. 
Os indefinidos dão ao leitor uma ideia vaga e imprecisa do 
substantivo.Assim, ele não é capaz de detalhar as 
características do elemento textual. Sabe, apenas, algo 
genérico. 
Exemplo: 
- Não houve aula de matemática ontem, mas um 
coordenador mandou um aviso pelo Facebook. (Não se 
sabe quem é o coordenador, também não se consegue 
apresentar detalhes sobre o aviso). 
 
Situação especial 
Há vezes em que o artigo indefinido funciona de maneira 
diferente. Ele não é impreciso nem vago, mas preciso 
demais, carregado de muitas informações históricas. Tal 
uso é dependente do contexto, e sua utilização é tática. 
Exemplo: 
Contexto: Num bar, duas amigas bebem e conversam. Em 
um determinado momento, uma delas diz: 
- Joana, não olhe agora! Mas uma pessoa acabou de 
chegar! 
Embora o artigo seja indefinido, ele não é impreciso. 
 
Os artigos definidos são parecidos com outras palavras 
que pertencem a classes diferentes. Fique atento! 
a) Não confundir os artigos definidos com os pronomes 
oblíquos. 
 
-Aquele fato o motivou. (pronome) 
[o = representa algo ou alguém citado no texto] 
 
-Ele não citou o motivo de sua demissão. (artigo) 
[o = é o determinante de “motivo”] 
 
-Nunca a encontrava em casa. (pronome) 
[a = representa algo ou alguém citado no texto] 
 
- Encontrava-se a moça em casa. (artigo) 
[ a = é o determinante de “moça”] 
 
b) Não confundir os artigos definidos com os pronomes 
demonstrativos. 
 
- O que....= aquilo que ou aquele que 
- Os que....= aqueles que 
- A que....= aquela que 
- As que....= aquelas que 
 
 
Exemplos: 
 
- Quase todos os alunos saíram; os que ficaram tinham 
dúvidas. 
 
- O que mais admiro em você é a sinceridade. 
 
- Não sei se o que houve foi proposital. 
 
- Mulheres são exigentes; as que não são devem ter valores 
diferenciados. 
 
b) O indefinido “uma” x Crase. 
 
-O jovem fez referência a uma nova fase de sua vida. 
 
-O jovem saiu à uma hora. 
 
-O jovem saiu há uma hora. 
Detalhe: A frase “O jovem saiu há uma hora atrás” está 
errada, pois se nota pleonasmo vicioso. 
 
C) Artigo “a” x Preposição “a”. 
 
-O jornal divulgou a notícia. 
 
-O jornal se referia a notícias recentes. 
 
-A advogada obedece a um código ético. 
 
-A advogada escreveu a petição. 
 
Dica: substitua A por ESTA. Se a frase fizer sentido, o A 
será artigo. Se não, será preposição. 
 
 
3 – ADJETIVOS 
São palavras que caracterizam os seres e as coisas em geral, 
podendo expressar qualidade, estado, modo de ser, 
aparência etc. Os adjetivos sempre orbitam a “atmosfera” 
do substantivo. Portanto, onde há substantivos, há grande 
chance de se notar, no mínimo, um adjetivo. 
Ex.: combativo, mau, amargurado, arrogante, tristíssimo 
etc. 
 
■ GRAU DO ADJETIVO 
O grau comparativo estabelece uma comparação entre dois 
ou mais seres, uma vez apresentado sob a seguinte forma: 
A) Comparativo de igualdade: 
- Lucas é tão extrovertido quanto seu irmão. 
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- Tuas palavras são tão cativantes como as de minha mãe. 
 
B) Comparativo de inferioridade: 
 Este livro é menos complexo (do) que a Bíblia. 
 
C) Comparativo de superioridade: 
A proposta do engenheiro é mais sensata (do) que a do 
arquiteto. 
Detalhe: todos os “do” entre parênteses (do) são facultativos 
 
Observação: 
As formas analíticas representadas por “mais bom”, “mais 
mau”, “mais grande” e “mais pequeno” apenas devem ser 
utilizadas quando se comparam duas características de um 
mesmo ser. 
Exemplos: 
 
- Pedro é mais bom (do) que esforçado. 
- O garoto é mais mau (do) que esperto. 
- Aquele cão é mais pequeno (do) que bravo. 
- Teu quarto é mais grande (do) que ventilado. 
 
Detalhe: todos os “do” entre parênteses (do) também são 
facultativos 
 
4 – NUMERAIS 
São palavras que quantificam, ordenam, multiplicam ou 
fracionam o substantivo: 
Os numerais podem ser: 
Cardinais: Indicam uma quantidade determinada de seres. 
Exemplos: um, dois, três... 
Ordinais: Indicam a ordem (posição) que o ser ou a coisa 
ocupa numa série. Exemplos: primeiro, segundo, terceiro... 
Multiplicativos: Expressam ideia de multiplicação, 
indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada. 
Exemplos: dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, Sêxtuplo, 
Sétuplo, Óctuplo, Nônuplo, Décuplo, Undécuplo e 
Duodécuplo. 
Fracionário: Expressa ideia de divisão, indicando em 
quantas partes a quantidade foi dividida. Exemplo: um 
meio, um terço, dois quartos, dois quintos...etc. 
Obs.: Ambos e Ambas são considerados numerais duais. 
Numerais x Concordância verbal 
a- Já...............(são/é) duas horas da tarde. 
b- Acontece que, no meu relógio,............................ 
(marca/marcam) uma e meia. 
c- Acontece que, no meu relógio,............................ 
(marca/marcam) 13:30h. 
d- ..............(É/São) meio-dia e meia. 
e- .........................(Resta/Restam) 15 minutos de jogo. 
f- 1,5% não.....................(sabe/sabem) em quem votar. 
g- 10% não .................................(resolve/resolvem) os 
problemas da população. 
h- 51% .............................(decide/decidem) uma eleição. 
RESPOSTAS 
a- são, b- marca, c- marcam, d- É, e- Restam, f- sabe, g- 
resolvem, h- decidem. 
 
5 – PRONOMES 
Palavras que acompanham ou substituem o substantivo. Os 
pronomes apoiam os substantivos ou evitam a repetição 
deles dentro do texto. 
Os pronomes podem ser: 
- Pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele, ela, nós, vós, 
eles, elas). 
 
Como podem cair nas provas: 
 
a) Nunca podem ocupar lugar de objeto. 
- Os amigos viram ela ontem. (frase errada) 
- Os amigos viram-na ontem. (frase certa). 
- Os amigos a viram ontem. (também certa, pois a posição 
do pronome é facultativa: antes ou depois do verbo). 
 
b) Quando sujeitos, não podem ser preposicionados. 
- Não era o momento dele abandonar o futebol. (frase 
errada). 
- Não era o momento de ele abandonar o futebol. (frase 
certa). 
 
- Pronomes pessoais do caso oblíquo (me, mim, comigo, te, 
ti, contigo, o, a, lhe, se, si, consigo, nos, conosco, vos, 
convosco, os, as, lhes). 
Como podem cair nas provas: 
 
a) Não aceitam ser trocados com os pronomes retos 
quando antecedidos de preposição: 
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- Entre eu e você há uma grande amizade. (frase errada) 
- Entre mim e você há uma grande amizade. (frase certa) 
- Pronomes possessivos: meu(s), minha (s), teu(s), tua(s), 
seu(s), sua(s), nosso(s), nossa(s), vosso(s), vossa(s), dele(s), 
dela(s). 
 
Como podem cair nas provas: 
 
a) Exceto “dele(a)(s)”, todos os demais possessivos 
femininos no singular permitem, quando há situação 
de crase, a sua facultatividade. 
- Ele disse tudo à minha família. (a minha família) 
- Pronomes demonstrativos: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), 
aquele(s), aquela(s), isto, isso, aquilo, tal. 
 
Como podem cair nas provas: 
 
a) Alguns desses pronomes podem desempenhar o papel 
de retomar /sinalizar palavras ou ideias no texto. 
Chamamos esse papel de anafórico (referência para 
trás) e catafórico (referência para frente). 
- As crianças da classe média têm um futuro mais promissor 
do que os filhos de pais das classes menos favorecidas, 
porque àquelas sedão oportunidades que se negam a 
estes. 
 
a) àquelas: refere-se ao núcleo “crianças”. 
b) estes: refere-se ao núcleo “filhos”. 
 
- O novo projeto do Governo deseja punir os políticos e 
assessores envolvidos no novo escândalo. Estes, inclusive, 
já receberam uma comunicação formal, enquanto aqueles 
ainda estão sob investigação. 
 
a) estes: refere-se a ao núcleo “assessores”. 
b) aqueles: refere-se ao núcleo “políticos”. 
 
- O STF condenou José Dirceu e demais envolvidos em 
escândalos. Esses políticos, contudo, não estão nem um 
pouco interessados no que pensa o povo sobre essa 
questão. 
 
a) Esses políticos: refere-se aos núcleos “Genoíno” e 
“envolvidos”. 
 
- Após a CPI, o único político punido foi este: nenhum. 
(para frente) 
a) este: refere-se ao núcleo “nenhum”. 
- A manifestação também recebeu maciço apoio da 
comunidade acadêmica. Isso, contudo, não foi 
suficiente para que as propostas fossem atendidas. 
Detalhe: O pronome “isso” retoma uma ideia (um 
processo), e não uma palavra ou expressão isolada do 
texto. 
- Pronomes indefinidos: algum, alguma, nenhum, nenhuma, 
todo(s), toda(s), muitos, muitas, pouco, pouca, certa, certo, 
tanta, tanto, vários, diversos, bastante, ninguém, nada, 
tudo, cada, algo, alguém, qualquer, quaisquer, 
determinado, determinada, outro, outra etc. 
 
Como podem cair nas provas: 
 
a) Quase todos esses pronomes impedem que o artigo 
“a” apareça antes de si. Essa condição neutraliza, 
quase em 100%, as chances de ocorrer crase diante de 
pronomes indefinidos. Os pronomes “outra(s)”, 
“várias” e “diversas” são os raros que aceitam crase. 
- Isso diz respeito a toda mulher. 
- Ele disse tudo a cada professora. 
- O jornal fez menção à outra pessoa. 
- Pronomes interrogativos: que, quem, qual, quanto. 
Como podem cair em provas: 
 
a) Nossa banca pode pedir, em relação ao pronome 
“que”, para você mudar a ordem dos elementos da 
frase. Na primeira ordem, teríamos o seguinte: 
- O que você viu ontem? 
- De que ele gosta mais? 
- Para que eu fiz isso? 
Na segunda ordem, teríamos o seguinte: 
- Você viu ontem o quê? 
- Ele gosta mais de quê? 
- Eu fiz isso para quê? 
Obs.: Note que os acentos circunflexos são obrigatórios na 
segunda ordem. 
 
b) Às vezes, é difícil reconhecer o pronome interrogativo 
como sujeito, objeto direto ou indireto. 
- Quem fez essa bagunça? Sujeito: “Quem”. 
- Esse homem viu quem ontem à noite? “Quem” é objeto 
direto. 
- Aquela moça gosta de quem? “de quem” é objeto 
indireto. 
- Pronomes relativos: que, quem, onde e cujo(a)(s). 
Como podem cair em provas: 
a) Lembre-se de que o pronome QUE pode ser 
transformado em o qual, os quais, a qual e as quais. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
- Os livros de Machado de Assis, que são muito bem 
conceituados, têm um bom preço. 
 
Obs.: “que” refere-se a “livros”. 
 
- Os livros de Machado de Assis, os quais são muito bem 
conceituados, têm um bom preço. 
 
- Os cientistas analisaram a proposta que foi recusada pelos 
políticos. 
 
Obs.: “que” refere-se a “proposta”. 
 
- Os cientistas analisaram a proposta a qual foi recusada 
pelos políticos. 
 
 
b) O pronome ONDE só se refere a um lugar: rio, praça, 
casa, bolso, quintal etc. 
 
FRASES CORRETAS 
- Ele conheceu a praça onde havia muitas barracas com 
comidas exóticas. 
 
Obs.: Onde = em que = no qual, na qual, nos quais, nas 
quais. 
- Ele conheceu a praça em que havia muitas barracas com 
comidas exóticas. 
- Ele conheceu a praça na qual havia muitas barracas com 
comidas exóticas. 
FRASES COMPARADAS 
- Ele se deparou com um momento onde mudou tudo. 
(frase errada) 
- Ele se deparou com um momento em que mudou tudo. 
(frase correta) 
- O jogo onde todos os atletas cansaram foi uma porcaria. 
(frase errada) 
- O jogo em que todos os atletas cansaram foi uma 
porcaria. (frase correta) 
 
Obs.: O “onde” está indevido porque os seus referentes não 
são palavras indicativas de lugar. 
 
c) O pronome QUEM sempre se refere a uma pessoa e 
sempre é preposicionado. 
- Esta é a mulher por quem o meu amigo se apaixonou. 
- O professor a quem ele se referiu faltou ontem. 
- Nós vimos o médico de quem o enfermeiro falou mal. 
Obs.: É totalmente correto substituir QUEM por QUE (o 
qual, os quais, a qual, as quais), mas a frase vai ficar muito 
esquisita (aparentemente errada, mas não estará), é bom 
avisar. 
 
d) O pronome CUJO(A)(S) estabelece relação de posse e 
não pode ser trocado pelo QUE. 
- Os livros cujas capas estavam rasgadas eram raros. 
- A mulher cuja preocupação é cuidar dos filhos tem o 
respeito de todos. 
 
As frases abaixo estão completamente erradas: 
- Os livros cujas as capas estavam rasgadas eram raros. 
- A mulher cuja é preocupada com os filhos tem o respeito 
de todos. 
- As ideias cuja nos ensinam as coisas fortalecem o homem. 
- Pronomes de tratamento: Vossa Santidade, Vossa 
Magnificência, Vossa Excelência etc. 
 
Pronomes de Tratamento 
 
Pronomes 
de 
tratamento 
Abreviatura 
Singular 
Abrevia-
tura 
Plural 
Usados para: 
Você V. VV. 
Usado para um 
tratamento íntimo, 
familiar. 
Senhor, 
Senhora 
Sr., Sr.ª 
Srs., 
Srª.s 
Pessoas com as quais 
mantemos um certo 
distanciamento mais 
respeitoso 
Vossa 
Senhoria 
V. S.ª V. Sª.s 
Pessoas com um grau de 
prestígio maior. 
Usualmente, os 
empregamos em textos 
escritos, como: 
correspondências, ofícios, 
requerimentos, etc. 
Vossa 
Excelência 
V. Ex.ª V. Ex.ªs 
Usados para pessoas com 
alta autoridade, como: 
Presidente da República, 
Senadores, Deputados, 
Embaixadores, etc. 
 
Vossa Eminência V. Em.ª V. Em.ªs Usados para Cardeais. 
Vossa Alteza V. A. V V. A A. Príncipes e duques. 
Vossa Santidade V.S. - Para o Papa. 
Vossa 
Reverendíssima 
V. 
Rev.mª 
V. 
Rev.mªs 
Sacerdotes e 
Religiosos em geral. 
Vossa Paternidade V. P. VV. PP. 
Superiores de Ordens 
Religiosas. 
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Vossa 
Magnificência 
V. 
Mag.ª 
V. 
Mag.ªs 
Reitores de 
Universidades 
Vossa Majestade V. M. 
V V. M 
M. 
Reis e Rainhas. 
 
06. Verbos 
Sem dúvida, é a classe gramatical mais complexa de todas. 
Rica em variações, usos, substituições, irregularidades, 
significações etc., é a classe que iremos analisar ao longo do 
nosso curso; ou seja, não para por aqui, até porque seria 
uma grande injustiça. Portanto, o que iremos investigar, 
agora, é apenas uma amostra dessa classe tão versátil. 
 
Definição 
Palavra que indica ação, estado ou fenômeno da natureza. 
 
 
 
Exemplos: 
- Os médicos deixaram o hospital bem cedo. (ação) 
- A Bovespa especula que tais ações podem cair. (ação) 
- O tema “verbos” é complexo. (qualidade) 
- A cidade parece calma. (estado) 
 
Modos verbais 
Os verbos do português têm modos. Os modos indicam os 
valores semânticos que podem ser notados em cada verbo. 
Vamos a eles: 
 
a) Indicativo: Manifesta uma certeza da ação ou do estado 
que manifesta o verbo. O leitor não dúvidas de que aquela 
ação esteja ocorrendo, tenha ocorrido ou venha a ocorrer. 
- Ontem, Marcela fez um belo jantar. 
- João sempre joga futebol depoisda aula. 
- Nós nunca faltávamos a nenhuma reunião de pais. 
- No fim do ano, eles farão uma grande festa. 
 
b) Subjuntivo: Manifesta uma ação incerta, duvidosa ou 
mesmo hipotética. Agora, o leitor não está mais seguro 
quanto à ação verbal; tudo é dúvida. 
- Quero que o livro desperte a atenção dos alunos. (Será 
que vai despertar? É uma hipótese) 
- Se eu fizesse uma requisição, eles poderiam me atender. 
(Eu farei a requisição? Talvez sim, talvez não) 
- Quando vocês decidirem, estaremos à disposição. 
(Quando eles vão decidir? Não se sabe.) 
 
c) Imperativo: Manifesta uma ordem, um conselho, um 
pedido, uma advertência ou uma súplica. Agora, o sujeito 
da ação é orientado a fazer algo. 
- Leve este livro até sua mãe, meu filho. 
- Nunca mais faça isso, seu mentiroso!!! 
- Rapaz, deixe essa vida de farras! 
- Gente, fiquemos em pé para saudar o diretor! 
 
 TEMPOS VERBAIS 
Presente do indicativo 
O presente indica um fato que ocorre no momento 
do enunciado, não necessariamente no momento 
cronológico atual. Não tem desinência fixa. 
- O Brasil vive um momento decisivo: o repúdio à 
corrupção. (ação presente, mas em curso neste momento) 
 
- Nós, concurseiros, sempre estudamos bastante. (ação 
rotineira no presente). 
 
- Quando Cabral chega ao Brasil, vê que o nosso povo é 
bem diferente do dele. 
 (a ação é passada, mas dita como se fosse presente). 
 
Infinitivo Falar comer abrir sair 
Eu Falo como abro saio 
Tu Falas comes abres Sais 
Você, ele, ela Fala come abre Sai 
Nós falamos comemos abrimos Saímos 
Vós Falais comeis abris Saís 
Vocês, eles, elas Falam comem abrem Saem 
 
PRETÉRITOS 
Perfeito 
O pretérito perfeito indica uma ação totalmente realizada, 
que iniciou e terminou no passado. Não tem desinência. 
- Na Idade Média, os padres escreveram leis duras ao 
cristão. 
- Ontem, todos foram ao cinema e se emocionaram. 
- Há dez minutos, postei um artigo sobre verbos. 
Obs.: “Ação” não significa, necessariamente, ação física. 
 
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Infinitivo Falar comer abrir Sair 
Eu Falei comi Abri Saí 
Tu Falaste comeste abriste Saíste 
Você, ele, ela Falou comeu abriu Saiu 
Nós falamos comemos abrimos Saímos 
Vós falastes comestes abristes Saístes 
Vocês, eles, elas falaram comeram abriram Saíram 
Imperfeito 
O pretérito imperfeito indica uma ação que iniciou no 
passado, mas que ainda não terminou. As desinências são –
VA e –IA. 
- Hoje cedo, eu preparava os convites, quando tive que 
sair. (ação interrompida bruscamente no passado) 
- Na década passada, os brasileiros comiam menos carne 
do que hoje. (ação iniciada, mas não finalizada em sua 
totaalidade no passado). 
Infinitivo Falar comer Abrir sair 
Eu Falava comia abria saía 
Tu falavas comias abrias Saías 
Você, ele, ela Falava comia abria Saía 
Nós falávamos comíamos abríamos Saíamos 
Vós faláveis comíeis abríeis Saíeis 
Vocês, eles, elas falavam comiam abriam saíam 
Mais-que-perfeito 
O pretérito mais-que-perfeito indica uma ação passada que 
começou no passado distante e terminou no passado. 
Geralmente, na oração, existe um outro verbo que está 
flexionado no passado, servindo para saber de qual 
pretérito (perfeito ou imperfeito) que é o passado, senão, 
não há necessidade do uso (já que não haveria um passado 
do passado). Desinência: –RA. 
- Quando deixamos o chalé, notamos que nosso filho caçula 
esquecera um de seus brinquedos no quarto. 
- O jovem fizera tudo para ser feliz. 
Detalhe: as formas do pretérito mais-que-perfeito podem 
ser substituídas por HAVER ou TER + PARTICÍPIO. 
 
 
Infinitivo Falar comer abrir Sair 
Eu Falara comera abrira Saíra 
Tu Falaras comeras abriras Saíras 
Você, ele, ela Falara comera abrira Saíra 
Nós faláramos comêramos abríramos saíramos 
Vós faláreis comêreis abríreis Saíreis 
Vocês, eles, 
elas 
falaram comeram abriram Saíram 
FUTUROS 
Futuro do presente 
O futuro do presente indica ações convictas (ou seja, 
certas) que acontecerão em relação ao presente, já que 
este permite tal certeza. É um tempo meio “prepotente”, 
meio “já ganhou”. Desinências: -RÁ ou -RE. 
- No fim do ano, ele comprará aquele carro. 
- Amanhã, resolveremos este problema. 
Infinitivo Falar Comer abrir Sair 
Eu Falarei Comerei abrirei Sairei 
Tu Falarás Comerás abrirás Sairás 
Você, ele, ela Falará Comerá abrirá Sairá 
Nós falaremos comeremos abriremos sairemos 
Vós falareis Comereis abrireis Saireis 
Vocês, eles, 
elas 
Falarão Comerão abrirão Sairão 
Futuro do pretérito 
O futuro do pretérito (ou condicional) inidica ações futuras 
em relação ao passado. Desinência: -RIA. 
- Caso Pedro chegasse cedo, resolveria esse problema. 
(Contexto: quem falou a frase espera ainda a chegada de 
Pedro; ou seja, a ação ainda não aconteceu, é uma ação 
futura). 
Também serve para indicar ações hipotéticas ou irreais. 
- O Brasil jamais seria goleado por time algum nesta Copa. 
(Contexto: o Brasil ainda não havia enfrentado a 
Alemanha). 
 
 
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Infinitivo Falar comer abrir Sair 
Eu Falaria comeria abriria Sairia 
Tu Falarias comerias abririas Sairias 
Você, ele, 
ela 
falaria comeria abriria Sairia 
Nós 
falaríam
os 
comería-
mos 
abriríamos sairíamos 
Vós falaríeis comeríeis abriríeis sairíeis 
Vocês, eles, 
elas 
falariam comeriam abririam Sairiam 
 
 
7. ADVÉRBIO: 
Classe que exprime valor circunstancial, podendo modificar 
um verbo, um adjetivo, ou um advérbio. 
Exemplo 1: Choverá amanhã - Advérbio de tempo. 
O termo grifado, no caso, sob uma análise sintática, é um 
adjunto adverbial, modificando um verbo intransitivo, de 
sentido pleno, que no caso é o verbo "chover". 
Exemplo 2: Será um divórcio tão complicado! - Advérbio de 
intensidade. 
O termo grifado, neste caso, “modifica” (torna mais 
“encorpado”) o adjetivo complicado. 
Exemplo 3: Aquele foi um planejamento tão 
criteriosamente estudado! - Advérbio de intensidade. 
O termo grifado, neste caso, modifica o advérbio 
criteriosamente. 
Classificação de alguns dos advérbios: 
- LUGAR (aqui, ali, lá, acolá, acima, abaixo, dentro, fora, 
longe, perto etc.). 
Ex.: Ele dormiu aqui ontem. 
- TEMPO (ontem, hoje, amanhã, cedo, tarde, ainda, agora). 
Ex.: Amanhã, sairemos cedo. 
- MODO (bem, mal, melhor, pior, assim, velozmente e 
quase todos terminados em -mente). 
Ex.: Ela deixou a sala de aula bem. 
- INTENSIDADE (muito, pouco, mais, menos, bastante, 
intensamente etc.). 
Ex.: Ele estudou muito. 
- DÚVIDA (talvez, acaso, provavelmente, quiçá etc.). 
Ex.: Talvez eu vá com você. 
- AFIRMAÇÃO (Sim, certamente, realmente). 
Ex.: Certamente sairemos hoje. 
- NEGAÇÃO (não, nunca, jamais) 
Ex.: Nunca menospreze seus amigos. 
- DE INCLUSÃO: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, 
também. 
Ex.: Emocionalmente o indivíduo TAMBÉM amadurece 
durante a adolescência. 
- CONFORMIDADE (conforme, segundo, consoante). 
Ex.: Conforme o jornal, gasolina sofrerá redução. 
Algumas locuções adverbiais. 
- CAUSA 
Ex.: As pessoas não saíram de casa por conta do frio. 
 
- FINALIDADE 
Ex.: Estudava para a prova. 
 
- INSTRUMENTO 
Ex.: Feriu-secom o bisturi. 
 
- COMPANHIA 
Ex.: Saiu com os amigos. 
 
- CONCESSÃO (se bem que, muito embora, apesar disso, a 
despeito de, malgrado etc.) 
Ex. Malgrado o tempo ruim, todos foram à praia. 
 
 
8. PREPOSIÇÃO: 
Palavra invariável, que liga dois termos. São elas: a, ante, 
após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, 
por, sem, sob, sobre, trás, durante etc. 
As preposições não têm, em si, sentido independente. 
Porém, podem “parasitar” significados dos contextos. 
- João falou a Pedro. 
- João falou ante Pedro. 
- João falou após Pedro. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
- João falou com Pedro. 
- João falou contra Pedro. 
- João falou de Pedro. 
- João falou em Pedro. 
- João falou para Pedro. 
- João falou perante Pedro. 
- João falou por Pedro. 
- João falou sem Pedro. 
- João falou sobre Pedro. 
 
9. CONJUNÇÃO: 
Conjunção é a palavra cuja função é ligar termos ou 
orações, atribuindo, muitas vezes, valores semânticos às 
frases. Portanto, as conjunções podem ou não manifestar 
sentido. Detalhe: às vezes, a conjunção apresenta mais de 
uma palavra; quando isso acontece, chamamos locução 
conjuntiva. 
 
Conjunções ou locuções que manifestam sentidos. 
a) Coordenativas 
b) Adverbiais 
 
O que cai mais em provas? 
Na maioria das vezes, pede-se ao candidato para 
reconhecer as conjunções, seus valores semânticos e se 
certas trocas são possíveis. 
 
Vamos, primeiro, ver as conjunções ou locuções 
coordenativas mais importantes: 
1) Aditivas: e, nem, não só...mas também (não 
somente...como também etc.) 
- O prefeito fez a licitação, e resolveu logo os problemas da 
população carente. 
- O prefeito não só fez a licitação, mas também resolveu 
logo os problemas da população carente. 
 
2) Adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, 
entretanto, não obstante, em contrapartida. 
- O prefeito fez a licitação, mas não resolveu os problemas 
da população carente. 
 
As demais conjunções coordenativas são as seguintes: 
alternativas (ou...ou; seja...seja; ora...ora; quer...quer), 
conclusivas (portanto, logo, por conseguinte) e explicativas 
(porque, pois, que). 
 
Vamos, agora, ver as conjunções ou locuções adverbiais 
mais importantes: 
A) Causais: introduzem relação de causa e se combinam 
com uma ideia de consequência. As conjunções e locuções 
mais importantes são as seguintes: já que, como, pois que, 
na medida em que, uma vez que, visto que, sendo que, 
dado que, porquanto. 
- Já que os médicos iniciaram uma pesada greve, as 
unidades de saúde vivem um verdadeiro caos. 
 
B) Concessivas: introduzem relação de contradição, 
oposição. As conjunções e locuções mais importantes são 
as seguintes: ainda que, mesmo que, embora, posto que, se 
bem que, em que pese, malgrado, a despeito de, não 
obstante, conquanto. 
- Ainda que todos os médicos tenham entrado em uma 
pesada greve, as unidades de saúde resistem bravamente. 
 
As conjunções que não manifestam sentido são as 
integrantes. 
- Os médicos não notaram que as unidades de saúde 
estavam precisando deles. 
- Eles não viram se tudo aquilo era mesmo verdade. 
 
 
10. INTERJEIÇÃO: 
Palavra que procura expressar sentimentos, emoções. Ih! 
Oh! Viva! Psiu! Aleluia! 
EXERCÍCIOS 01 
01- Em: “Trata-se da construção de uma alternativa à 
lógica dominante, ao ajustamento de todas as 
sociedades...” (L.32-33) 
 
No trecho acima há: 
 
a) quatro adjetivos 
b) três adjetivos 
c) dois adjetivos 
d) um adjetivo 
e) nenhum adjetivo 
 
02- Assinale a frase em que os termos destacados estão 
corretamente empregados. 
 
a) Promoveu um evento grandioso em setembro 
deste ano onde gastou uma fortuna. 
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b) O meu engenheiro é um cidadão em cuja 
capacidade podemos confiar. 
c) Certificou a seus superiores no Ministério de que 
a Comissão de Licitações estava prestes a pedir 
demissão. 
d) Prefiro ficar sozinho do que perdoar os que me 
deixaram neste estado deplorável de 
dependência física. 
 
Obs.: Para um melhor entendimento dessa questão e da 
próxima, sugiro que você consulte a tabela de 
PRONOMES RELATIVOS, no final dessa bateria de 
exercícios, na seção CURIOSIDADES SOBRE AS 
CLASSES DE PALAVRAS. 
 
 
03- Assinale a opção em que é possível substituir, de 
acordo com a norma culta, a expressão grifada pela 
palavra “onde”. 
 
a) O cinema em que nos encontramos passa bons 
filmes. 
b) Vejo você às 11 horas, quando iremos almoçar. 
c) Se o tempo melhorar, então vamos à praia. 
d) A situação que ele criou não é aceitável. 
e) Lembrei-me do tempo no qual íamos junto 
trabalhar. 
 
04- João e Maria 
 
Agora eu era o herói 
E o meu cavalo só falava inglês 
A noiva do cowboy 
Era você 
Além das outras três 
Eu enfrentava os batalhões 
Os alemães e seus canhões 
Guardava o meu bodoque 
E ensaiava um rock 
Para as matinês 
(...) 
Não, não fuja não 
Finja que agora eu era o seu brinquedo 
Eu era o seu pião 
O seu bicho preferido 
Sim, me dê a mão 
A gente agora já não tinha medo 
No tempo da maldade 
Acho que a gente nem tinha nascido 
 (Chico Buarque e Sivuca). 
 
I. Nos versos Agora eu era o herói e A gente agora 
já não tinha medo, o uso do advérbio agora 
mostra-se inadequado, pois os verbos 
conjugados no pretérito imperfeito designam 
fatos transcorridos no tempo passado. 
II. Em Finja que agora eu era o seu brinquedo e Sim, 
me dê a mão, os verbos grifados estão 
flexionados no mesmo modo. 
III. Substituindo-se a expressão a gente pelo 
pronome nós nos versos A gente agora já não 
tinha medo e Acho que a gente nem tinha 
nascido, a forma verbal resultante, sem alterar o 
contexto, será teríamos. 
 
Está correto o que se afirma em 
 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) II, apenas. 
e) I, apenas. 
 
Obs.: Para um melhor entendimento dessa questão, 
sugiro que você revise o tema MODOS VERBAIS. 
Lembre-se de que modo verbal é totalmente 
diferente de tempo verbal. 
 
05- “À evidência imposta, que presume que a única forma 
aceitável de organização de uma sociedade é a 
regulação pelo mercado, podemos opor a proposta de 
organizar as sociedades e o mundo a partir do acesso 
para todos aos direitos fundamentais.” 
 
As ocorrências da palavra QUE no trecho acima são 
classificadas como: 
 
a) conjunção integrante e conjunção integrante. 
b) pronome relativo e conjunção integrante. 
c) pronome relativo e pronome relativo. 
d) conjunção subordinativa e conjunção 
subordinativa. 
e) conjunção integrante e pronome relativo. 
 
Obs.: Para um aprofundamento dessa questão, sugiro que 
você vá aos capítulos FUNÇÕES DO “QUE” e 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS. 
06- “Com o real, os brasileiros redescobriram o valor do 
dinheiro e das coisas.”; a frase a seguir em que a 
preposição com tem o mesmo valor semântico da 
ocorrência sublinhada é: 
 
a) Com a chuva, todas as ruas ficaram alagadas. 
b) Os turistas encontraram-se com os amigos no 
aeroporto. 
c) Todos saímos com os amigos recém-chegados. 
d) Com quem eles viajaram nós não vimos. 
e) Brigaram com os adversáriosdurante horas. 
 
07- Em “Ninguém atinge a perfeição alicerçado na busca 
de valores materiais, nem mesmo os que consideram 
tal atitude um privilégio dado pela existência”, os 
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pronomes destacados no período acima classificam-
se, respectivamente, como: 
 
a) indefinido - demonstrativo - relativo - 
demonstrativo 
b) indefinido - pessoal oblíquo - relativo - indefinido 
c) de tratamento - demonstrativo - indefinido - 
demonstrativo 
d) de tratamento - pessoal oblíquo - indefinido - 
demonstrativo 
e) demonstrativo - demonstrativo - relativo - 
demonstrativo 
 
08- Na frase "As negociações estariam meio abertas só 
depois de meio período de trabalho", as palavras 
destacadas são, respectivamente: 
 
a) adjetivo, adjetivo 
b) advérbio, advérbio 
c) advérbio, adjetivo 
d) numeral, adjetivo 
e) numeral, advérbio 
 
Obs.: Para um melhor entendimento dessa questão, 
sugiro que você vá ao capítulo CONCORDÂNCIA 
NOMINAL e leia, com atenção, a parte que fala das 
palavras “bastante”, “meio”, “caro” e “barato”. 
 
09- Na frase: "Passaram dois homens a discutir, um a 
gesticular e o outro com a cara vermelha", o termo a 
está empregado, sucessivamente, como: 
 
a) artigo, preposição preposição 
b) pronome, preposição, artigo 
c) preposição, preposição, artigo 
d) preposição, pronome, preposição 
e) preposição, artigo, preposição 
 
Obs.: Não cabe o uso de acento grave nas duas primeiras 
evidências de “a”, uma vez que, na sequência de tais 
palavras, há dois verbos. 
 
10- Observe o período a seguir: "Podem acusar-me: estou 
com a consciência tranquila". Os dois pontos do 
período acima poderiam ser substituídos por vírgula, 
explicando-se o nexo entre as duas orações pela 
conjunção: 
 
a) portanto 
b) e 
c) como 
d) pois 
e) embora 
 
Obs.: para um melhor entendimento, sugiro que você vá 
ao capítulo PONTUAÇÃO e leia, com cuidado, o uso 
de vírgulas em Orações Coordenadas. 
11- Assinale a alternativa cuja relação é incorreta: 
 
a) Sorria às crianças que passavam - pronome 
relativo 
b) Declararam que nada sabem - conjunção 
integrante 
c) Que manifestação alegre foi a sua - advérbio de 
intensidade 
d) Que enigmas há nesta vida - pronome adjetivo 
indefinido 
e) Uma ilha que não consta no mapa - conjunção 
coordenativa explicativa 
 
Obs.: Para um melhor entendimento, sugiro que você vá 
ao capítulo “FUNÇÕES DO QUE”. 
 
12- Há três substantivos em: 
 
a) “... com sérias dificuldades financeiras.” 
b) “... não conseguiu prever nem a crise econômica 
atual.” 
c) “... vai tornar inúteis arquivos e bibliotecas.” 
d) “... o site precisa da confirmação e do endosso 
do ‘impresso’,” 
e) “Muitos dos blogs e sites mais influentes...” 
GABARITO 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
D B A D B A A C C D 
 
11 12 
E D 
 
 CURIOSIDADES SOBRE AS CLASSES DE PALAVRAS 
Algumas curiosidades sobre os substantivos: 
Palavras masculinas: 
 o ágape (refeição dos primitivos cristãos); 
 o anátema (excomungação); 
 o axioma (premissa verdadeira); 
 o caudal (cachoeira); 
 o carcinoma (tumor maligno); 
 o champanha, clã, clarinete, contralto, coma, 
diabete/diabetes (Fem classificam como gênero 
vacilante); 
 o diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno); 
 o herpes, hosana (hino); 
 o jângal (floresta da Índia); 
 o lhama; 
 o praça (soldado raso); 
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OS: 0112/1/17-Gil 
 o proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como 
gênero vacilante); 
 o suéter, tapa (FeM classificam como gênero 
vacilante); 
 o teiró (parte de arma de fogo ou arado); 
 o telefonema, trema, vau (trecho raso do rio). 
 
Palavras femininas: 
 a abusão (engano); 
 a alcíone (ave doa antigos); 
 a aluvião, araquã (ave); 
 a áspide (reptil peçonhento); 
 a baitaca (ave); 
 a cataplasma, cal, clâmide (manto grego); 
 a cólera (doença); 
 a derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto); 
 a filoxera (inseto e doença); 
 a gênese, guriatã (ave); 
 a hélice (FeM classificam como gênero vacilante); 
 a jaçanã (ave); 
 a juriti (tipo de aves); 
 a libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino); 
 a sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa); 
 a usucapião (FeM classificam como gênero vacilante); 
 a xerox (cópia). 
 
Gênero vacilante: 
 acauã (falcão); 
 inambu (ave); 
 laringe, personagem (Ceg. fala que é usada 
indistintamente nos dois gêneros, mas que há 
preferência de autores pelo masculino); 
 víspora. 
 
Alguns femininos: 
 abade - abadessa; 
 abegão (feitor) - abegoa; 
 alcaide (antigo governador) - alcaidessa, alcaidina; 
 aldeão - aldeã; 
 anfitrião - anfitrioa, anfitriã; 
 beirão (natural da Beira) - beiroa; 
 besuntão (porcalhão) - besuntona; 
 bonachão - bonachona; 
 bretão - bretoa, bretã; 
 cantador - cantadeira; 
 cantor - cantora, cantadora, cantarina, cantatriz; 
 castelão (dono do castelo) - castelã; 
 catalão - catalã; 
 cavaleiro - cavaleira, amazona; 
 charlatão - charlatã; 
 coimbrão - coimbrã; 
 cônsul - consulesa; 
 comarcão - comarcã; 
 cônego - canonisa; 
 czar - czarina; 
 deus - deusa, déia; 
 diácono (clérigo) - diaconisa; 
 doge (antigo magistrado) - dogesa; 
 druida - druidesa; 
 elefante - elefanta e aliá (Ceilão); 
 embaixador - embaixadora e embaixatriz; 
 ermitão - ermitoa, ermitã; 
 faisão - faisoa (Cegalla), faisã; 
 hortelão (trata da horta) - horteloa; 
 javali - javalina; 
 ladrão - ladra, ladroa, ladrona; 
 felá (camponês) - felaína; 
 flâmine (antigo sacerdote) - flamínica; 
 frade - freira; 
 frei - sóror; 
 gigante - giganta; 
 grou - grua; 
 lebrão - lebre; 
 maestro - maestrina; 
 maganão (malicioso) - magana; 
 melro - mélroa; 
 mocetão - mocetona; 
 oficial - oficiala; 
 padre - madre; 
 papa - papisa; 
 pardal - pardoca, pardaloca, pardaleja; 
 parvo - párvoa; 
 peão - peã, peona; 
 perdigão - perdiz; 
 prior - prioresa, priora; 
 mu ou mulo - mula; 
 rajá - rani; 
 rapaz - rapariga; 
 rascão (desleixado) - rascoa; 
 sandeu - sandia; 
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 sintrão - sintrã; 
 sultão - sultana; 
 tabaréu - tabaroa; 
 varão - matrona, mulher; 
 veado - veada; 
 vilão - viloa, vilã. 
 
Substantivos em -ÃO e seus plurais: 
 alão - alões, alãos, alães; 
 aldeão - aldeãos, aldeões; 
 capelão - capelães; 
 castelão - castelãos, castelões; 
 cidadão - cidadãos; 
 cortesão - cortesãos; 
 ermitão - ermitões, ermitãos, ermitães; 
 escrivão - escrivães; 
 folião - foliões; 
 hortelão - hortelões, hortelãos; 
 pagão - pagãos; 
 sacristão - sacristães; 
 tabelião - tabeliães; 
 tecelão - tecelões; 
 verão - verãos, verões; 
 vilão - vilões, vilãos; 
 vulcão - vulcões, vulcãos. 
 
Algunssubstantivos que sofrem metafonia no plural: 
abrolho, caroço, corcovo, 
corvo, coro, despojo, 
destroço, escolho, esforço, 
estorvo, forno, forro, 
fosso, imposto, jogo, 
miolo, poço, porto, 
posto, reforço, rogo, 
socorro, tijolo, toco, 
torno, torto, troco. 
 
Substantivos só usados no plural: 
anais, antolhos, arredores, arras (bens, penhor), calendas 
(1º dia do mês romano), cãs (cabelos brancos), cócegas, 
condolências, damas (jogo), endoenças (solenidades 
religiosas), esponsais (contrato de casamento ou noivado), 
esposórios (presente de núpcias), exéquias (cerimônias 
fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, manes (almas), 
matinas (breviário de orações matutinas), núpcias, óculos, 
olheiras, primícias (começos, prelúdios), pêsames, vísceras, 
víveres etc., além dos nomes de naipes. 
 
Coletivos: 
 alavão - ovelhas leiteiras; 
 armento - gado grande (búfalos, elefantes); 
 assembleia (parlamentares, membros de associações); 
 atilho - espigas; 
 baixela - utensílios de mesa; 
 banca - de examinadores, advogados; 
 bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios; 
 bando - aves, ciganos, crianças, salteadores; 
 boana - peixes miúdos; 
 cabido - cônegos (conselheiros de bispo); 
 cáfila - camelos; 
 cainçalha - cães; 
 cambada - caranguejos, malvados, chaves; 
 cancioneiro - poesias, canções; 
 caterva - desordeiros, vadios; 
 choldra, joldra - assassinos, malfeitores; 
 chusma - populares, criados; 
 conselho - vereadores, diretores, juízes militares; 
 conciliábulo - feiticeiros, conspiradores; 
 concílio - bispos; 
 canzoada - cães; 
 conclave - cardeais; 
 congregação - professores, religiosos; 
 consistório - cardeais; 
 fato - cabras; 
 feixe - capim, lenha; 
 junta - bois, médicos, credores, examinadores; 
 girândola - foguetes, fogos de artifício; 
 grei - gado miúdo, políticos; 
 hemeroteca - jornais, revistas; 
 legião - anjos, soldados, demônios; 
 malta - desordeiros; 
 matula - desordeiros, vagabundos; 
 miríade - estrelas, insetos; 
 nuvem - gafanhotos, pó; 
 panapaná - borboletas migratórias; 
 penca - bananas, chaves; 
 récua - cavalgaduras (bestas de carga); 
 renque - árvores, pessoas ou coisas enfileiradas; 
 réstia - alho, cebola; 
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 ror - grande quantidade de coisas; 
 súcia - pessoas desonestas, patifes; 
 talha - lenha; 
 tertúlia - amigos, intelectuais; 
 tropilha - cavalos; 
 vara - porcos. 
 
Substantivos compostos: 
Os substantivos compostos formam o plural da seguinte 
maneira: 
 sem hífen formam o plural como os simples 
(pontapé/pontapés); 
 caso não haja caso específico, verifica-se a 
variabilidade das palavras que compõem o substantivo 
para pluralizá-los. São palavras variáveis: substantivo, 
adjetivo, numeral, pronomes, particípio. São palavras 
invariáveis: verbo, preposição, advérbio, prefixo; 
 em elementos repetidos, muito parecidos ou 
onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-
ticos, tique-taques, corre-corres, pingue-pongues); 
 com elementos ligados por preposição, apenas o 
primeiro se flexiona (pés-de-moleque); 
 são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-
duques, grã-cruzes, bel-prazeres); 
 só variará o primeiro elemento nos compostos 
formados por dois substantivos, onde o segundo limita 
o primeiro elemento, indicando tipo, semelhança ou 
finalidade deste (sambas-enredo, bananas-maçã) 
 nenhum dos elementos vai para o plural se formado 
por verbos de sentidos opostos e frases substantivas 
(os leva-e-traz, os bota-fora, os pisa-mansinho, os bota-
abaixo, os louva-a-Deus, os ganha-pouco, os diz-que-
me-diz); 
 compostos cujo segundo elemento já está no plural 
não variam (os troca-tintas, os salta-pocinhas, os 
espirra-canivetes); 
 palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia por 
ser substantivo. Caso represente o verbo guardar, não 
pode variar (guardas-noturnos, guarda-chuvas). 
_____________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________ 
03. Regência Verbal e Nominal 
 
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Muito alta. 
Acredito que saber a regência dos principais verbos 
exigidos em provas é fundamental. É a partir desse tema 
que você resolverá questões não só de regência, como 
também de crase, sintaxe, funções do QUE e do SE etc. Ou 
seja, se há um assunto que você deve dar atenção especial, 
não tenha dúvidas de que é Regência verbal e nominal. 
DICA: Como você nunca saberá todas as regências da 
Língua Portuguesa (até mesmo porque ninguém as sabe), 
sugiro que leia com muita atenção aquilo que chamo de 
“Regências clássicas”. Elas aparecem com muita frequência 
em provas. Quanto às demais, só há uma dica: ler e, se 
possível, perguntar-se: esse verbo é intransitivo ou 
transitivo indireto? Fazendo, de vez em quando, esse 
exercício simples você, lentamente, armazenará um banco 
de dados muito importante para ser utilizado na hora da 
prova. 
DICA DE ESTUDO: Se você não sabe se o verbo TAL é 
intransitivo ou transitivo indireto, procure o dicionário. Lá 
no verbete sempre há, também, esse tipo de informação. 
Senão vejamos o diz o Dicionário Houaiss sobre o verbo 
AVANÇAR: 
1- Intransitivo: ir para adiante; adiantar-se. 
Ex.: avançaram para o litoral 
 
2- Transitivo direto: fazer mover para frente; adiantar. 
Ex.: o jogador de xadrez avançou o rei 
 
3- Transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo: 
fazer progredir ou progredir. 
Exs.: Avançamos o projeto no último mês. 
A turma avançou em química. 
Estas obras não avançam. 
 
4- Transitivo indireto: estender-se, expandir-se, alongar-
se; alastrar-se 
Ex.: O avarandado avança sobre a praia 
 
 
POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Para nível 
fundamental, no máximo, duas (isso numa prova de 10 a 15 
questões); para nível médio, de duas a quatro (isso numa 
prova de 15 a 20 questões); e para nível superior a 
possibilidade é parecida com a do nível médio, o que muda 
é o grau de dificuldade das questões. 
 
STATUS: Em sala e com o professor. 
 
1. REGÊNCIA VERBAL 
 
Sem dúvida, o assunto que mais ajudará você a resolver 
importantes questões das principais bancas de concursos 
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públicos do país. É que o tema “regência verbal” funciona 
como uma espécie de “porta de acesso” a vários raciocínios 
gramaticais. Mas quais questões, especificamente, você 
poderia resolver? Vamos a elas: 
 
a) Todas as de regência verbal (o que é óbvio); 
b) Muitas das de crase (quase todas, sem exagero); 
c) Muitas das de análise sintática: sujeito, objeto direto, 
objeto indireto etc. 
d) Muitas das de vozes verbais; 
e) Muitas das de orações subordinadas substantivas; 
f) Muitas das de funções do “QUE”; 
g) Algumas das de funções do “SE”; 
h) Algumas das de concordância verbal; 
i) Algumas das de interpretação de texto.O conceito de Regência Verbal. 
Ocorre quando o termo regente (um verbo) se liga 
ao seu termo regido (o complemento verbal) por meio de 
uma preposição ou não. Aqui, é fundamental o 
conhecimento das transitividades verbais. Os verbos 
podem assumir as seguintes transitividades: 
a) Verbo transitivo direto (vtd) 
b) Verbo transitivo indireto (vti) 
c) Verbo transitivo direto e indireto / bitransitivo (vtdi) 
d) Verbo intransitivo (vi) 
Mas, para que você descubra a que transitividade 
pertence um verbo, é necessário que utilize um simples 
procedimento para identificar se o verbo pede ou não 
preposição. A seguir, você verá aquilo que eu chamo de 
“Aplicativo”. É com ele que você descobre que tipo de 
complemento o verbo regerá. 
 
 
 
 
 
 Quem + Verbo + Verbo → Algo ou Alguém 
 
 
 
 
 
Instalando o “Aplicativo”. 
 
1. Deposite o verbo envolvido na questão onde há a 
palavra VERBO. 
 
2. Leia a sequência completa da ferramenta (do LADO A ao 
LADO B), repetindo o verbo duas vezes. 
 
3. Se a leitura se efetivar de forma rápida e imediata 
(direta) até o LADO B (e você não precisar usar 
nenhuma preposição do quadrado abaixo), o verbo é 
transitivo direto. 
Ex.: Quem estuda + estuda algo ou alguém. 
Logo, ESTUDAR é VTD (não rege preposição, apenas um 
objeto, que é direto) 
 
Ex.: O técnico estudava as jogadas adversárias. 
 
4. Caso haja uma pausa na leitura e a exigência de 
preposição por parte do verbo, este será transitivo 
indireto. 
 
Ex.: Quem crê + crê EM algo ou crê EM alguém. 
Logo, CRER é VTI (rege preposição EM; tem-se, logo, um 
objeto indireto) 
 
Ex.: Os cristãos creem na vida eterna. 
 
5. Dependendo do verbo, o movimento pode ser duplo, o 
que gera verbos bitransitivos. 
 
Ex.: Quem diz + diz algo A alguém. 
Logo, DIZER é VTDI (regendo dois objetos: o primeiro 
sem preposição [objeto direto] e o segundo com 
preposição [objeto indireto]). 
 
Ex.: Nós dissemos a verdade aos nossos pais. 
 
6. Agora, se a leitura nem precisar chegar ao ALGO ou ao 
ALGUÉM, o verbo deve ser interpretado como 
intransitivo. 
Ex.: Quem existe + existe. 
Logo, EXISTIR é VI (não rege preposição, nem pede 
complemento) 
 
Ex.: Fantasmas existem? 
 
 
CONTUDO, CUIDADO! 
Algumas frases podem induzir você a interpretar certas 
estruturas de forma errada, a saber: 
- A criança dormiu ø. 
- A criança dormiu ao entardecer. 
 - A criança dormiu de sapatos. 
- A criança dormiu em casa. 
- A criança dormiu para esperar o natal. 
- A criança dormiu com os pais. 
- A criança dormiu por duas horas. 
 
 
Conclusões 
a) Nem tudo que é introduzido por preposição é 
objeto indireto; 
b) Quando o verbo exige a preposição, tem-se um 
objeto indireto. 
c) Quando o verbo aceita a preposição, tem-se um 
adjunto adverbial. 
 
A, DE, EM, PARA, COM, POR, 
CONTRA. 
LADO 
A 
LADO 
B 
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Detalhe: as expressões em destaque continuam sendo 
adjuntos adverbiais. 
 
MAIS UM CUIDADO! 
Alguns verbos se parecem muito com VTD’Is, mas não o 
são. 
- A criança riscou o livro do pai. 
- A criança entregou o livro ao pai. 
 
Nas frases acima, os dois verbos são bitransitivos? Antes de 
responder, veja as construções a seguir: 
 
- A criança riscou [ ] do pai. 
- A criança entregou [ ] ao pai. 
 
Conclusão 
 
Só o segundo é VTDI, pois o complemento “ao pai”, de fato, 
está ligado ao verbo, ou seja, complementa o sentido do 
verbo “entregar”. Já o termo “do pai” se liga ao nome 
“livro” (e manifesta ideia de posse), cumprindo papel de 
adjunto adnominal. 
 
 
Testando o “aplicativo” 
Vamos fazer um teste agora? Use o aplicativo e descubra 
as transitividades dos verbos abaixo e transcreva os seus 
possíveis objetos: 
 
Só para lembrar: 
 
 Tipo de Verbo Exigência 
VTD Objeto Direto (OD) 
VTI Objeto Indireto (OI) 
VTDI OD / OI 
VI Ø 
Obs.: “Ø” quer dizer que não vai aparecer nem OD nem OI 
na frase. 
 
a) O carro amassou o portão da casa. 
Amassar: _______________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
b) O aluno prepotente ridicularizava os colegas novatos. 
Ridicularizar: __________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
c) Alguém votou no Enéias? 
Votar: ___________________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
d) A oposição discordou do governo. 
Discordar: __________________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
e) Não se bate em mulher. 
Bater: __________________________ 
Objeto: _______________________ 
 
f) Ao final do expediente, o funcionário bateu o ponto. 
Bater: ______________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
g) O filho confiava muito no pai. 
Confiar: _____________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
h) A moça triste confiou seus segredos a suas amigas 
mais íntimas. 
Confiar: ______________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
i) O pai ensina tudo aos seus filhos. 
Ensinar: _____________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
j) O aluno atirou um giz na professora. 
Atirar: __________________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
 
 
Obs. 01: as regências não são fixas. 
Obs.02: leve em conta o contexto de cada frase. 
Obs.: os verbos intransitivos têm sentido cheio, 
completo, 100%. O que surgir a mais é só “um 
extra”, ou seja, um Adjunto Adverbial (ou 
complemento circunstancial), que chamo de 
“10%”. 
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k) Nosso lutador quebrou a cara do americano. 
Quebrar: _______________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
l) Carro, às vezes, quebra. 
Quebrar: _______________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
m) Brasileiro sofre! 
Sofrer: _______________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
n) O jogador sofreu uma entrada desleal. 
Sofrer: _____________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
o) O rapaz acabou o namoro. 
Acabar: ________________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
p) O rapaz acabou com o namoro. 
Acabar: _____________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
q) O namoro acabou. 
Acabar: _____________________ 
Objeto/Complemento verbal: ___________________ 
 
 
CONCLUSÕES INEVITÁVEIS 
 
01- O aplicativo funciona. 
02- Os verbos se adaptam aos seus contextos de uso. 
03- Os verbos podem ter mais de uma transitividade 
(regência). 
 
 
EXERCÍCIOS PRÁTICOS 
 
Antes de entrar no tema Regência Verbal, é importante 
que conheçamos os complementos verbais: o Objeto 
Direto e o Objeto Indireto. 
 
Objeto direto: complemento (raramente introduzido por 
preposição*) que cumpre o papel de tornar a frase mais 
detalhada. Sua ausência faz com que o verbo se torne 
intransitivo. 
 
 
 
 
Ex.: 
a) O Brasil estabeleceu as novas metas. 
Sobre as frases acima, use C para certo e E para errado. 
( ) A estrutura “asnovas metas” complementa os 
sentidos do verbo “estabelecer”. 
( ) Caso o conjunto “as novas” fosse suprimido, a 
correção gramatical da oração seria mantida. 
( ) Em “a”, se substituíssemos “O Brasil” por “No Brasil,”, 
os sentidos originais da frase seriam alterados. 
 
b) Os alunos, na semana passada, questionaram o reitor. 
 
Sobre as frases acima, use C para certo e E para errado. 
( ) A expressão “na semana passada” não complementa 
os sentidos do verbo. 
( ) Caso a frase “b” fosse reescrita da seguinte maneira a 
correção gramatical e os sentidos originais seriam 
mantidos: “O reitor, na semana passada, os alunos o 
questionaram”. 
( ) O deslocamento de “na semana passada” para o fim 
da frase descartaria o uso de uma vírgula depois de 
“reitor”. 
 
c) Ontem o Pentágono confirmou que o corpo de Bin 
Laden foi lançado no Mar da Arábia. 
( ) A expressão “que o corpo de Bin Laden foi lançado no 
Mar da Arábia” funciona como complemento direto 
oracional do verbo “confirmar”. 
( ) Há dois sujeitos simples e explícitos. 
( ) O segundo sujeito sofre a ação verbal; é, portanto, 
paciente. 
( ) “Ontem” poderia estar seguido de uma vírgula, já que 
se trata de um adjunto adverbial deslocado. 
 
d) Alunos e professores da USP vêm criticando as novas 
propostas. 
Sobre as frases acima, use C para certo e E para errado. 
( ) O sintagma “da USP” particulariza “Alunos e 
professores”, já que se refere a eles. 
( ) A expressão “da USP” poderia estar entre vírgulas sem 
que os sentidos originais fossem alterados. 
( ) A expressão “as novas propostas” complementa os 
sentidos do verbo principal da locução “vêm 
criticando”. 
( ) O deslocamento de “da USP” para depois de 
“propostas” mantém os sentidos originais do período. 
 
*Aqui, referimo-nos ao objeto direto preposicionado. 
 
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Objeto indireto: complemento (introduzido sempre por 
uma preposição) que cumpre o papel de tornar a frase 
mais detalhada. Sua ausência também faz com que o verbo 
se torne intransitivo. 
 
Ex.: 
a) A oposição opta por esticar desgaste político do 
ministro. 
Sobre as frases acima, use C para certo e E para errado. 
( ) Ao deslocarmos “A oposição” para o fim da frase, os 
sentidos e a correção gramatical serão preservados 
desde que ajustes de maiúsculas e minúsculas sejam 
realizados. 
( ) Em “a”, “por esticar desgaste político do ministro” 
funciona como complemento indireto oracional de 
“opta”. 
( ) A substituição de “por” por “em” mantém a correção 
gramatical do período. 
 
 
b) A morte do terrorista interessa, principalmente, aos 
americanos. 
Sobre as frases acima, use C para certo e E para errado. 
( ) A substituição de “interessa” por “agrada” 
compromete a correção gramatical do período. 
( ) As vírgulas que isolam “principalmente” poderiam ser 
suprimidas sem causar erro gramatical. 
( ) “aos americanos” não é complemento verbal de 
“interessa”. 
 
c) Obama assistiu, de casa, à operação que matou Bin 
Laden. 
Sobre as frases acima, use C para certo e E para errado. 
( ) O verbo “assistir” está empregado no sentido de 
“ver”, “presenciar”. 
( ) A supressão do acento grave de “à operação” mantém 
a correção gramatical, mas altera, muito 
provavelmente, os sentidos originais da frase. 
( ) A substituição de “assistiu” por “ viu”, e “matou” por 
“assassinou” mantém os sentidos e correção 
gramatical. 
( ) A expressão “que matou Bin Laden” restringe o 
significado do substantivo “operação”. 
 
d) Estudos anteriores concentravam-se nos homens. 
Sobre as frases acima, use C para certo e E para errado. 
( ) A supressão do pronome “se” implica modificações na 
originalidade da frase. 
( ) Em “d”, o deslocamento da partícula “se” para antes 
do verbo provocaria erro gramatical. 
 
e) A maioria dos professores não crê em programas 
educacionais revolucionários. 
Sobre as frases acima, use C para certo e E para errado. 
( ) Em “e”, “em programas educacionais revolucionários” 
complementa os sentidos do verbo “crer”. 
 
RESPOSTAS DAS FRASES SOBRE OBJETO DIRETO 
A) C C C 
B) C C C 
C) C C C C 
D) C E C E/C 
 
RESPOSTAS DAS FRASES SOBRE OBJETO INDIRETO 
A) C C E 
B) E C E 
C) C C E C 
D) C E 
E) C 
 
 
Verbos que exigem dois complementos (bitransitivos) 
 
- A prefeitura prefere investir em festas natalinas a 
recuperar os hospitais da cidade. 
 
- O SUS vem oferecendo, gratuitamente, diagnóstico da 
diabete, acompanhamento e medicação, nas unidades de 
saúde, aos pacientes. 
 
- Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, lembrou aos 
jornalistas que a aprovação final do texto depende do aval 
da presidente Dilma Rousseff. 
 
Verbos que não pedem complemento 
 
Intransitivos 
 
São aqueles cuja significação não exige a presença de 
complementos. São chamados, também, de verbos de 
sentido completo. 
 
- As milícias existem desde a década de 1980. 
 
- Caem os juros em Abril. 
 
- Já Nina diz ter ido ao banheiro e encontrado duas 
estudantes conversando, sem a presença de fiscais. “Elas 
pararam quando cheguei, mas, quando viram que não era 
um fiscal, continuaram conversando”, disse. 
 
- O resultado do concurso saiu. 
 
- Acabaram as férias. 
 
Verbos que (pelo contexto) NÃO pedem complemento ou 
mudam seus complementos 
 
Às vezes, o contexto é tão específico e dinâmico que alguns 
complementos verbais são dispensáveis. Assim sendo, a 
predicação original do verbo deverá ser modificada para 
acompanhar a semântica da frase. Logo, um verbo que 
originalmente é transitivo indireto, por exemplo, pode ser 
reconfigurado para intransitivo. 
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- O filme não agradou. (Originalmente VTI; agora, VI). 
 
- No Natal, as pessoas gastam muito. (Originalmente VTD; 
agora, VI). 
 
- A Rádio Eldorado divulgou que a prova do Enem será 
refeita. (Originalmente VTDI; agora, VTD). 
 
- O candidato só falou aos sindicalistas depois da reunião. 
(Originalmente VTDI; agora, VTI). 
 
- Os órgãos vitais já não respondem. (Originalmente VTDI; 
agora, VI). 
 
 
Verbos de ligação 
 
Os verbos de ligação são aqueles cuja função é conectar o 
sujeito a uma qualificação. A estrutura qualificadora 
cumprirá a função sintática de Predicativo do Sujeito. Logo, 
esses verbos servem para indicar estados ou qualidades do 
sujeito. São estes: 
 
- Ser, estar, permanecer, ficar, andar (= estar), viver (= 
estar), tornar-se, continuar, parecer. 
 
Detalhe 01: Esses verbos não podem ser usados no 
“aplicativo”, pois não têm transitividade. Você, deve, 
portanto, memorizá-los como verbos de ligação. 
Combinado? 
 
Detalhe 02: Verbos de ligação não têm, nunca, objeto 
direto ou mesmo indireto. 
 
Exemplos: 
 
- O país permanece abalado. 
 
- Parecem inúteis as medidas do governo. 
 
- Tornou-se delicada a situação do prefeito. 
 
- O clima, depois da reunião, ficou pesado. 
 
- O atleta anda muito preocupado. 
 
 
Verbos supostamente de ligação 
 
São aqueles que, pela morfologia (pela aparência), 
lembram verbos de ligação. Contudo, não conseguem dar 
ao sujeito qualificação alguma. 
 
Ex.: 
- Os senadores ainda estão em Fortaleza. 
- As vítimaspermanecem no local do acidente. 
- A caneta ficou na gaveta. 
Note que “em Fortaleza”, “no local do acidente” e “na 
gaveta” indicam ideia de lugar, e não de estado. Logo, são 
Adjuntos Adverbiais de lugar. Quando isso ocorre, o verbo 
não pode mais ser considerado de ligação. Ele deverá ser 
reconfigurado e, assim, assume o caráter de verbo 
intransitivo. 
 
 
REGÊNCIAS CLÁSSICAS 
 
As regências clássicas são aquelas que devem ser 
memorizadas por você. Por quê? Simplesmente porque elas 
caem em provas, só por isso. Fechado? 
 
 
1 – AGRADAR/DESAGRADAR (Duas possibilidades) 
 
Sentido 1: Causar agrado, ser agradável (VTI). 
Preposição exigida: a 
Exemplo: Estes projetos já não agradam aos alunos. 
 
Sentido 2: Acariciar; mimar (VTD). 
Preposição exigida:  
Exemplo: Ele agradava o pelo do animal. 
 
 
2 – ASPIRAR (Duas possibilidades) 
 
Sentido 1: Desejar, pretender, ter como objetivo (VTI). 
Preposição exigida: a 
Exemplo: O homem aspirava a este posto de trabalho. 
 
Sentido 2: Sorver, respirar (VTD). 
Preposição exigida:  
Exemplo: Aspire seu carro uma vez por semana. 
 
 
3 – ASSISTIR (Quatro possibilidades) 
 
Sentido 1: Ajudar, auxiliar (VTD) ou (VTI). 
Preposição:  ou “a”. 
Exemplo: Os pais assistem os filhos desde cedo. 
Exemplo: Os pais assistem aos filhos desde cedo. 
 
Sentido 2: Presenciar, ver (VTI). 
Preposição exigida: a 
Exemplo: Eu assisti a uma cena degradante. 
Exemplo: Vamos assistir ao jogo do Brasil. 
 
Sentido 3: Morar, ter residência ou fixar-se (VI). 
 
Exemplo: Ele assiste em Fortaleza. 
Exemplo: A loja de tintas assiste na avenida João Pessoa. 
Os dois exemplos acima estão corretos e dizem, 
semanticamente, a mesma coisa. 
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Ou seja, para concursos (que seguem a tradição), “em 
Fortaleza” e “na avenida João Pessoa” NÃO são objeto 
indireto, mas sim ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR (também 
chamado de LOCATIVO ou mesmo COMPLEMENTO 
CIRCUNSTANCIAL). 
 
Sentido 4: Ter direito; Caber (VTI). 
Preposição: a 
Exemplo: Este é um direito que assiste a todo trabalhador. 
 
 
4 - CHEGAR 
 
Sentido: Atingir o término do movimento de ida ou vinda 
(VI). 
Preposição exigida: Ø 
 
Um porém: este verbo costuma ser acompanhado de uma 
expressão introduzida por “A”. Tal expressão NÃO é o 
objeto indireto, mas sim o ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR, 
também conhecido como locativo ou complemento 
circunstancial. 
 
 Exemplo: 
- Ele chegou ao colégio cedo. 
 - Minha filha nunca chegava cedo ao trabalho. 
 
Obs.: É errada a construção que usa a preposição EM para 
indicar o adjunto adverbial de lugar. Assim, em “Ele 
chegou em casa” é, para a gramática tradicional, um erro. 
A forma correta é “Ele chegou a casa”. Detalhe: não se usa 
crase em “a casa”, pois não está especificada. Caso 
estivesse, aí teria: “Ele chegou à casa das primas”. 
Fechado? Muito bem! 
 
 
5 – IR 
Sentido: Deslocar-se de um lugar para outro (VI). 
 
Obs.: Esse verbo costumeiramente vem acompanhado de 
um complemento circunstancial, o qual poderá ser 
introduzido ou por “a” ou por “para”. 
 
- Para: Quando há intenção de permanecer, de fixar 
residência. 
 
Ex.: Ele ia para Belém no fim deste ano. 
- A: Quando há intenção de não se demorar, de não fixar 
residência. 
 
Ex.: Ele irá a Sobral no próximo mês. 
 
6 – MORAR 
Sentido: Ter habitação ou residência, habitar (VI). 
Preposição: Ø 
Exemplos: 
 
- Moro em Porto Alegre desde os sete anos. 
- Nunca morei só. 
 
Obs.: “em Porto Alegre” é adjunto adverbial de lugar e, 
“desde os sete anos”, é de tempo. 
 
 
7 - NAMORAR 
Sentido: Cortejar, desejar(VTD). 
Preposição:  
Exemplos: 
- Janaina namora seu primo desde a época do colégio. 
 
- Depois da estressante festa do casamento, os noivos não 
namoraram. 
 
 
8 – OBEDECER/DESOBEDECER 
Sentido: Submeter-se à vontade de alguém (VTI). 
Preposição: a 
 
Exemplo: O atleta obedeceu às orientações do técnico. 
Exemplo: O cão obedecia ao dono. 
 
 
9 – PAGAR (Também com AVISAR, DIZER, REVELAR, 
INFORMAR etc.). 
Sentido: Satisfazer dívida, encargo etc. 
De acordo com a tradição gramatical é: Transitivo Direto e 
Indireto. 
 
Exemplos: 
- Paguei a consulta (vtd). 
- Paguei ao médico (vti). 
- Paguei a consulta ao médico (vtdi). 
 
 
10 - PISAR 
Sentido: Pôr os pés sobre, humilhar, moer (VTD). 
 
Exemplos: 
 
Não pise o tapete da sala. 
Ele sempre pisava os seus adversários. 
O chef pisava as especiarias para compor o tempero. 
 
 
11 – PREFERIR 
Sentido: Dar primazia a (VTDI). 
 
Preposição: a 
 
Exemplo: O governador preferiu investir em novas escolas 
a recuperar a penitenciária da cidade. 
Exemplo: Eu prefiro caju a goiaba. 
Exemplo: Ele prefere Raul Seixas a Lobão. 
 
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12 – QUERER 
Sentido 1: Ter afeto, amar, estimar (VTI). 
Preposição: a 
Exemplo: 
 
- Os pais querem bem aos filhos. 
 
Sentido 2: Ter posse (VTD). 
Preposição:  
Exemplo: Ele só queria diversão. 
 
 
13 – VISAR 
 
Sentido 1: Almejar, ter em vista, objetivar (VTI). 
Preposição: a. 
Exemplo: Aqueles jovens profissionais visam a fins nobres. 
 
Sentido 2: Ver, dar visto (VTD). 
Preposição:  
Exemplo: A professora visou a tarefa da aluna. 
 
 
14- IMPLICAR 
 
Sentido 1: Provocar, acarretar: VTD. 
Exemplo: Essa decisão deve implicar mudanças 
significativas. 
 
Obs.: alguns gramáticos consideram o verbo “implicar”, no 
sentido de “provocar”, VTI, regendo a preposição EM. Tal 
ideia não é consensual. 
 
Ex.: O depoimento implicou na descoberta dos fatos. 
 
Sentido 2: Envolver (alguém ou a si mesmo) em 
complicação: VTDI, regendo preposição “em”. 
 
Exemplo: O depoimento que prestou implicava Fulano na 
fraude. 
 
Sentido 3: Ser incompatível; não estar de acordo: VTI, 
regendo preposição “com”. 
 
Exemplo: Tal atitude implica com as normas prescritas. 
 
 
OUTRAS REGÊNCIAS 
 
ABDICAR 
 
Pode significar renunciar, desistir. Pode ser um verbo 
intransitivo, transitivo direto ou transitivo indireto. 
 Exemplo: 
- O príncipe abdicou. (VI) 
- Não abdicarei das minhas ideias. (VTI) 
 
AGRADECER 
 
Pode aparecer como transitivo direto, transitivo indireto e 
transitivo direto e indireto. 
 
Exemplo: 
- Agradeci as flores. (VTD) 
- Agradeci aos diretores. (VTI) 
- Agradeci o presente ao amigo. (VTDI) 
 
 
CHAMAR 
 
Será transitivo direto no sentido de convidar, convocar. 
 
Exemplo: 
 
- Nós chamamos todos os presentes. 
 
No sentido denominar há 4 construções possíveis: 
- Eles chamaram o político de ladrão. ( transitivo direto); 
- Eles chamaram o político ladrão. (transitivo direto); 
- Eles chamaram ao político de ladrão. (transitivo indireto); 
- Eles chamaram ao político ladrão. (transitivo indireto). 
 
Obs.: todas as formas acima estão corretas e dizem a 
mesma coisa. 
 
CUSTAR 
 
- No sentido de ser custoso, ser difícil será transitivo 
indireto. 
 
Exemplo: 
Aquela difícil meta custou ao governo. 
 
- No sentido de acarretar será transitivo direto e indireto. 
 Exemplo: 
A insensatez custou a ele os bens. 
 
ESQUECER 
LEMBRAR 
 
Serão transitivos diretos se não forem pronominais. 
 
Exemplo: 
- Esqueci o nome da rua. 
- Lembrei um caso antigo.Serão transitivos indiretos se forem pronominais. 
 
Exemplo: 
- Esqueci-me do nome da rua. 
- Lembrei-me de um caso antigo. 
 
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43 
 
OS: 0112/1/17-Gil 
PRECISAR 
 
No sentido de marcar com precisão é transitivo direto. 
Exemplo: 
- Ele precisou a hora e o local da consulta. 
No sentido de necessitar é transitivo indireto. 
 
Exemplo: 
- Nós precisamos de bons políticos. 
 
 
OUTRAS REGÊNCIAS 
 
Transitivos diretos: 
Ver (algo, alguém ou alguma coisa) * 
Enxergar 
Cortar 
Controlar 
Pular 
Comer 
Arranhar 
Arar 
Roer 
Trair 
Colar 
Diagramar 
Confeccionar 
Demolir 
Exonerar 
Reescrever 
Pintar 
Flexionar 
Irritar 
Ferver 
Temperar 
Instruir 
Substituir 
Etc. 
 
* O conteúdo dos parênteses se repete para cada um dos 
verbos citados na lista. 
 
Transitivos Indiretos: 
Abusar (de) 
Aludir (a) 
Assistir (a) 
Anuir (a) 
Aprazer (a) 
Ansiar (por) 
Agradar (a) 
Atirar (a, em, contra) 
Bater (em) [= espancar] 
Contentar-se (com, de, em) 
Cuidar (de) 
Cogitar (de, em) 
Conspirar (contra) 
Carecer (de) 
Crer (em) 
Confiar (em) 
Contribuir (para) 
Gostar (de) 
Interessar (a) 
Lutar (contra) 
Lembrar-se (de) 
Obedecer (a) 
Obstar (a) 
Perdoar (a) 
Presidir (a) 
Precisar (de) 
Querer (a) 
Recorrer (a) 
Repugnar (a) 
Residir (em) 
Zombar (de) 
Interessar-se (por) 
Referir-se (a) 
Contentou-se (com, em) 
Preocupar-se (com, em) 
Etc. 
 
Bitransitivos 
Revelar (algo A alguém) 
Dizer (algo A alguém) 
Fornecer (algo A alguém) 
Prevenir (Alguém DE algo) 
Familiarizar (Alguém COM algo) 
Ceder (algo A alguém) 
Dar (algo A alguém) 
Perdoar (algo A alguém) 
Ensinar (algo A alguém) 
Prometer (algo A alguém) 
Narrar (algo A alguém) 
Preferir (algo A alguém) 
Doar (algo A alguém) 
Propor (algo A alguém) 
Proporcionar (algo A alguém) 
Atribuir (algo A alguém) 
etc. 
 
Intransitivos 
Sair 
Existir 
Chorar 
Descansar 
Dormir 
Morrer 
Deitar 
Tremer 
Chover 
Nevar 
Trovejar 
Garoar 
Pensar 
Etc. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
EXERCÍCIOS 01 
01- FCC: “Mas o mundo globalizado também assiste a um 
ininterrupto e crescente sistema de produção...”. 
 
O mesmo tipo de regência, tal como está empregado 
o verbo grifado acima, encontra-se na frase: 
 
a) A sociedade mundial resultante do processo de 
padronização não tem propriamente uma cultura 
global a ela vinculada, que possa distingui-la. 
b) As práticas cotidianas dos povos, elementos de 
distinção entre eles, recebem novos ingredientes 
que maculam a pureza cultural de cada nação. 
c) Por haver predomínio de certos hábitos e 
comportamentos, é que o inglês tornou-se uma 
espécie de língua global. 
d) Observa-se, atualmente, que tem havido mais 
consciência das diferenças e maior respeito pela 
especificidade de cada um. 
e) Muitos críticos do processo de globalização 
discordam de seus possíveis benefícios, 
comparando-os a situações perversas para 
pessoas e povos. 
 
02- TRE (MA – 2009) CESPE: Em “Sem a teoria da 
evolução, a moderna biologia, incluindo a medicina e 
a biotecnologia, simplesmente não faria sentido. O 
enigma reside na relutância, quase um mal-estar, que 
suas ideias causam entre um vasto contingente de 
pessoas, algumas delas fervorosamente religiosas, 
outras nem tanto”. 
( ) A forma verbal “reside” (2º período do texto) 
tem sentido completo. 
( ) A forma verbal “causam” (2º período do texto) 
não tem sentido completo. 
 
03- FCC: “Todos os anos o Brasil perde com o tráfico uma 
quantia financeira incalculável...” (final do texto) 
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de 
complemento do verbo grifado acima é: 
a) Grupos de preocupação ecológica investem na 
proteção aos recursos naturais do país. 
b) Compete à Justiça a aplicação de penalidades aos 
traficantes de animais silvestres, nos termos da 
lei. 
c) O comércio de animais silvestres é prática ilegal, 
reprovada por toda a sociedade. 
d) Animais silvestres transportados sem o devido 
cuidado acabam morrendo. 
e) Pesquisadores destacam a necessidade de maior 
proteção aos recursos naturais do país. 
 
04- FCC: “Todo lugar-comum, porém, tem um alicerce na 
realidade ou nos sentimentos humanos ...”. (1º 
parágrafo) 
 
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de 
complemento que o grifado acima é: 
 
a) ...ele é um dos nossos instintos básicos. 
b) ....realidade que cresce a passos largos ... 
c) ... situações que conduziram a isso ... 
d) ... as famílias encolheram drasticamente ... 
e) ... fator que acrescenta ansiedade ... 
 
05- CESPE (2010) “A pobreza é um dos fatores mais 
comumente responsáveis pelo baixo nível de 
desenvolvimento humano e pela origem de uma série 
de mazelas, algumas das quais proibidas por lei ou 
consideradas crimes. É o caso do trabalho infantil. A 
chaga encontra terreno fértil nas sociedades 
subdesenvolvidas, mas também viceja onde o 
capitalismo, em seu ambiente mais selvagem, obriga 
crianças e adolescentes a participarem do processo de 
produção”. 
( ) O emprego de preposição em "a participarem" 
é exigido pela regência da forma verbal 
"obriga". 
06- CESPE: “Nas últimas décadas, o aumento dos índices de 
criminalidade e a atuação de organizações criminosas 
transnacionais colocaram a segurança pública entre as 
principais preocupações da sociedade e do Estado 
brasileiros. A delinquência e a violência criminal 
afetam, em maior ou menor grau, toda a população, 
provocando apreensão e medo na sociedade, e 
despertando o sentimento de descrença em relação às 
instituições estatais responsáveis pela manutenção da 
paz social”. 
( ) Estaria gramaticalmente correto o emprego da 
preposição “a” antes de "toda a população" - a 
toda a população - visto que a forma verbal 
"afetam" apresenta dupla regência. 
07- CESPE: “Tendo como principal propósito a interligação 
das distantes e isoladas províncias com vistas à 
constituição de uma nação-Estado verdadeiramente 
unificada, esses pioneiros da promoção dos 
transportes no país explicitavam firmemente a sua 
crença de que o crescimento era enormemente 
inibido pela ausência de um sistema nacional de 
comunicações e de que o desenvolvimento dos 
transportes constituía um fator crucial para o 
alargamento da base econômica do país”. 
( ) A preposição em "de que o desenvolvimento" é 
exigida pela regência da palavra "crença". 
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OS: 0112/1/17-Gil 
08- CESGRANRIO: Assinale a opção que apresenta a 
regência verbal incorreta, de acordo com a norma 
culta da língua: 
 
a) Os brasileiros aspiram a uma vida mais 
confortável. 
b) Obedeceu rigorosamente o horário do 
planejamento. 
c) O rapaz assistiu à demolição do prédio. 
d) O fazendeiro agrediu o funcionário sem 
necessidade. 
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, 
ao lucro pretendido. 
 
09- UECE: O “Que” devidamente empregado só não seria 
regido de preposição na opção: 
 
a) O cargo ............................. aspiro depende de 
concurso.b) A situação....................... passei foi bem difícil. 
c) Rui é o orador...................... mais admiro. 
d) O jovem ................... te referiste foi reprovado. 
e) Ali está o abrigo ....................... necessitamos. 
 
13- CESGRANRIO: “Foram inúmeros os problemas 
________ nos defrontamos e inúmeras as experiências 
________ passamos. 
 
De acordo com a norma culta da língua, completam a 
frase, respectivamente, 
 
a) que e em que. 
b) que e de que. 
c) de que e por que. 
d) com que e por que. 
e) com que e em que. 
 
10- FGV: “A crise imobiliária nos Estados Unidos revela o 
papel que o superendividamento exerce...”. 
 
Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho 
destacado acima, não se manteve adequação à norma 
culta. Ignore as alterações de sentido. 
 
a) a que o superendividamento se refere 
b) de que o superendividamento lembra 
c) a que o superendividamento procede 
d) a que o superendividamento prefere 
e) de que o superendividamento se queixa 
12- CESPE: “Em razão da complexidade, da amplitude e do 
poderio das redes criminosas transnacionais, a 
solução para a criminalidade depende de decisões 
político-econômico-sociais e, concomitantemente, de 
ações preventivas e repressivas de órgãos estatais. 
Nesse contexto, as operações de inteligência são 
instrumentos legais de que dispõe o Estado na busca 
pela manutenção e proteção de dados sigilosos”. 
( ) A preposição "de" empregada antes de "que" é 
exigência sintática da forma verbal "dispõe"; 
portanto, sua retirada implicaria prejuízo à 
correção gramatical do período. 
GABARITO EXERCÍCIOS 01 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E F/V E E V F V B C D 
 
11 12 
B V 
 
EXERCÍCIOS 02 
01- ESAF (Denit: analista em infraestrutura e transporte 
2012) “Coisas espantosas acontecem conosco, a cada 
segundo, pelo simples fato de existirmos. Agora 
mesmo, enquanto escrevo – ou enquanto você lê –, 
fatos fantásticos e dramáticos se desenrolam dentro 
de nós. Células se reproduzem aos milhões. Bando de 
bactérias percorrem nossas vias interiores, 
procurando encrenca. Nossos sucos se encontram e se 
misturam em alquimias inacreditáveis. E giramos em 
torno do Sol, que, por sua vez, se desloca pelo espaço, 
em alta velocidade, cuspindo fogo”. 
(Verissimo, Luis Fernando. Orgias. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 
1989, p.80-1, Adaptado). 
( ) No segmento “percorrem nossas vias interiores” o 
termo “nossas vias interiores” expressa uma 
circunstância de lugar do verbo intransitivo 
“percorrem”. 
( ) Na oração “e se misturam em alquimias 
inacreditáveis”, conforme faculta a regência, o 
complemento do verbo “misturar” poderia ser 
introduzido pela preposição “com”. 
02- ESAF (Denit: analista em infraestrutura e transporte 
2012) Assinale a opção correta a respeito do período 
“Tem um personagem de Voltaire que um dia 
descobre, encantado, que falou em prosa toda a sua 
vida, sem saber”. 
( ) O sentido com que foi empregada a forma verbal 
“Tem” possibilitaria, sem que houvesse alteração do 
sentido do período, a seguinte organização dos 
termos da primeira oração: Voltaire tem um 
personagem. 
03- Padrão ESAF/CESPE - Nos itens a seguir, são 
apresentados trechos adaptados de jornal de grande 
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OS: 0112/1/17-Gil 
circulação. Julgue-os quanto à regência de verbos e de 
nomes. Marque o que não apresentar erro. 
a) Mais de 1 bilhão de moradores das cidades 
enfrentarão de uma grave escassez de água em 2050 
na medida em que o aquecimento global piorar os 
efeitos da urbanização, indicou um estudo nesta 
segunda-feira. 
b) A escassez ameaça o saneamento em algumas das 
cidades de mais rápido crescimento no mundo, 
particularmente na Índia, mas também representa 
riscos para à vida silvestre caso as cidades bombeiem 
água de fora, afirma o artigo publicado nas Atas da 
Academia Nacional de Ciências (PNAS). 
c) O estudo concluiu que, se continuarem as atuais 
tendências de urbanização, em meados deste século, 
em torno de 990 milhões de moradores de cidades 
viverão com menos de 100 litros diários de água cada 
um ─ mais ou menos a quantidade necessária para 
encher uma banheira ─, quantidade que, segundo os 
autores, é a mínima necessária. 
d) Além disso, mais 100 milhões de pessoas não terão 
água para beber, cozinhar, limpar, tomar banho e ir no 
banheiro. "Não tomem os números como um destino. 
São o sinal de um desafio", disse o principal autor do 
estudo, Rob McDonald. 
 e) Atualmente, cerca de 150 milhões de pessoas estão 
abaixo do patamar dos 100 litros de uso diário. A casa 
de um americano médio gasta 376 litros por dia por 
pessoa, apesar do uso real variar dependendo da 
região, disse McDonald. Mas o mundo está 
experimentando de mudanças sem precedentes no 
nível urbano, à medida que as populações rurais de 
Índia, China e outras nações em desenvolvimento 
mudam-se para as cidades 
Correio Braziliense, 01/ 04/ 11 (Com adaptações) 
 
04- ESAF (Denit: analista em infraestrutura e transporte 
2012) “Restam os pedestres, em sua humilde 
visibilidade, para nos lembrar de que as cidades foram 
feitas para as pessoas”. 
 
( ) Seriam mantidos o sentido original do período e a 
correção gramatical se o último período do texto fosse 
reescrito da seguinte forma: Restam os pedestres que, 
em sua humilde visibilidade, lembram-nos que cidades 
foram construídas para pessoas. 
 
 
GABARITO EXERCÍCIOS 02 
01 02 03 04 
EE E C E 
 
EXERCÍCIOS 03 
01- CESPE (Câmara dos deputados 2012) “Quando 
possível, os teoremas e teorias mais belos são 
também os mais simples: dadas duas ou mais 
explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais 
simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de 
Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo 
inglês do século XIV”. 
 
( ) No trecho “um teólogo inglês do século XIV” (R .13), 
que serve como aposto apresentador de informações 
acerca de William de Ockham, o artigo indefinido 
poderia ser omitido sem que se prejudicasse a 
correção gramatical do texto. 
02- CESPE (Câmara dos deputados 2012) “O problema da 
linguagem é inseparável do conteúdo essencial 
daquilo que se quer comunicar, quando não se visa 
apenas a informar, mas também a fornecer modelos e 
diretivas de ação. A linguagem de um código não se 
dirige a meros espectadores, mas se destina antes aos 
protagonistas prováveis da conduta regulada”. 
( ) No trecho “não se visa (...) a informar (...) a fornecer”, 
o elemento “a”, em ambas as ocorrências, poderia ser 
omitido sem que isso trouxesse prejuízo à correção 
gramatical do texto. 
03- CESPE (Câmara dos deputados 2012) “Diferentes 
autores apresentam de maneiras diversas as 
características que deve ter a lei bem feita. Em geral, 
todos concordam que é mister conciliar cinco 
qualidades essenciais da linguagem legislativa, a 
saber: simplicidade, precisão, clareza, concisão e 
correção”. 
 
( ) A ausência do artigo “as” imediatamente antes de 
“cinco qualidades essenciais da linguagem legislativa” 
permite inferir a possibilidade de a linguagem 
legislativa ser caracterizada por outras qualidades 
essenciais não mencionadas. 
04- (CESPE 2010 Ministério do Planejamento) “Naquele 
final de década de sessenta, no entanto, o jovem 
arquiteto interessava-se menos por torres que 
escalavam os céus do que por estruturasabandonadas 
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OS: 0112/1/17-Gil 
na periferia e por sistemas subterrâneos da cidade. 
Em vez de construir, seu projeto era ‘cortar’ edifícios 
ou ‘desfazer espaços’”. 
 
( ) O uso da forma não pronominal “interessar”, 
retirando-se o pronome de “interessava-se”, 
preservaria a correção gramatical e a coerência 
textual, desde que fosse empregada a preposição “a” 
antes de “o jovem arquiteto”, escrevendo “ao jovem 
arquiteto interessava”. 
05- (CESPE 2013 Serpro) “O novo milênio ― designado 
como era do conhecimento, da informação ―é 
marcado por mudanças de relevante importância e 
por impactos econômicos, políticos e sociais. Em 
épocas de transformações tão radicais e abrangentes 
como essa, caracterizada pela transição de uma era 
industrial para uma baseada no conhecimento, 
aumenta-se o grau de indefinições e incertezas”. 
( ) Estariam mantidos a correção gramatical e os sentidos 
do texto se, na oração “aumenta-se o grau de 
indefinições e incertezas”, a forma verbal estivesse 
flexionada no plural, desde que suprimida a partícula 
“-se”. 
06- (CESPE MPU 2013) “A regra da igualdade não consiste 
senão em quinhoar desigualmente aos desiguais na 
medida em que se desigualam. Nessa desigualdade 
social, proporcionada à desigualdade natural, é que se 
acha a verdadeira lei da igualdade”. 
( ) A oração “quinhoar desigualmente aos desiguais na 
medida em que se desigualam” exerce a função de 
complemento indireto da forma verbal “consiste”. 
 
GABARITO EXERCÍCIO 03 
01 02 03 04 05 06 
C C C E E C 
 
 
EXERCÍCIOS 04 
01- CESPE (Câmara dos deputados 2012) “Escrevi uma 
carta aos meus concidadãos, pedindo-lhes que me 
dissessem francamente o que consideravam que fosse 
política, e dispensando-os de citar Aristóteles, 
Maquiavelli, Spencer, Comte (...)”. 
( ) Por terem como referente a palavra “concidadãos”, os 
pronomes empregados em “pedindo-lhes” e 
“dispensando-os” poderiam ser intercambiados, sem 
prejuízo para os sentidos e a correção gramatical do 
texto. 
02- CESPE (Câmara dos deputados 2012) “ ‘Na hierarquia 
dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em 
importância e gravidade ao da educação.’ (...) Escrito 
há 80 anos, o enunciado do Manifesto dos Pioneiros 
da Educação Nova continua tão atual quanto em 
1932”. 
( ) Mantém-se a correção gramatical do primeiro período 
ao se considerar a forma verbal ‘sobreleva’ como 
transitiva direta, com a seguinte reescrita: nenhum 
sobreleva em importância e gravidade o da educação. 
 
03- CESPE ( PF 2012) “Essa discrição é apresentada como 
um progresso: os povos civilizados não executam seus 
condenados nas praças. Mas o dito progresso é, de 
fato, um corolário da incerteza ética de nossa cultura. 
Reprimimos em nós desejos e fantasias que nos 
parecem ameaçar o convívio social. Logo, frustrados, 
zelamos pela prisão daqueles que não se impõem as 
mesmas renúncias. Mas a coisa muda quando a pena 
é radical, pois há o risco de que a morte do culpado 
sirva para nos dar a ilusão de liquidar, com ela, o que 
há de pior em nós”. 
 ( ) Considerando-se a dupla regência do verbo “impor” e 
a presença do pronome “mesmas”, seria facultado o 
emprego do acento indicativo de crase na palavra “as” 
da expressão “as mesmas renúncias”. 
04- CESPE ( PF 2012) 
“Considerai no mistério 
dos humanos desatinos, 
e no polo sempre incerto 
dos homens e dos destinos! 
Por sentenças, por decretos, 
pareceríeis divinos: 
e hoje sois, no tempo eterno, 
como ilustres assassinos. 
 
 
Ó soberbos titulares, 
tão desdenhosos e altivos! 
Por fictícia autoridade, 
vãs razões, falsos motivos, 
inutilmente matastes: 
— vossos mortos são mais vivos; 
e, sobre vós, de longe, abrem 
grandes olhos pensativos. 
Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio 
de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8 
 
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OS: 0112/1/17-Gil 
( ) Os trechos “Por sentenças, por decretos” (v .29) e 
“Por fictícia autoridade, vãs razões, falsos motivos” ( 
v.35-36) exercem função adverbial nas orações a que 
pertencem e ambos denotam o meio empregado na 
ação representada pelo verbo a que se referem. 
 
GABARITO EXERCÍCIO 04 
01 02 03 04 
E C E E 
 
COMPLEMENTOS VERBAIS X USO DE PRONOMES 
OBLÍQUOS 
Para que você inicie esta segunda pare do assunto, é 
importante (para não dizer fundamental) que você conheça 
o funcionamento dos pronomes enquanto elementos que 
representam complementos verbais (ou seja, os objetos 
diretos e os indiretos). Portanto, iniciemos com esta tabela: 
o, a, os, as terão função de OD. 
lhe, lhes terão função de OI. 
me, te, se, nos, vos podem ter função de OD ou OI. 
 
Exemplos com problemas: 
- A equipe médica salvou-lhe. 
- A jovem não o obedecia naquela época. 
- O rapaz lhe ama. 
 
Exemplos corrigidos: 
- A equipe médica salvou-____. 
- A jovem não _____ obedecia naquela época. 
- O rapaz ____ ama. 
 
Portanto, frases como “O professor viu-lhe na rua” não 
obedecem ao padrão culto da língua, porque não podemos 
associar a um verbo transitivo direto (ver) o pronome LHE. 
QUANDO USAR LO, LA, LOS e LAS? 
- Se verbos terminam em R, S ou Z. 
- E se os pronomes o, a, os ou as devem surgir na 
posição de ênclise. 
 
FAÇA O SEGUINTE: 
- Retire a dita consoante final. 
- Coloque um hífen. 
- E acrescente “L” ao pronome que o contexto 
pedir. 
Exemplos: 
- Trouxemos os livros ontem. 
- Trouxemo-los ontem. 
 
- Fiz todas as compras hoje. 
- Fi-las hoje. 
 
- Ele gosta de criticar esses atores. 
- Ele gosta de criticá-los. 
QUANDO USAR NOS, NAS, NO e NAS? 
Se você tiver os pronomes O, A, OS e AS ligados a verbos 
com finais nasais, faça assim: 
- Acrescente a letra “N” ao pronome para indicar 
nasalização. 
Ex.: O treinador propõe as mudanças antes do jogo. 
 O treinador propõe-nas antes do jogo. 
Ex.: Levaram as alunas depois da aula. 
 Levaram-nas à depois da aula. 
DETLAHE: A gramática diz que, toda vez que um verbo for 
flexionado na 1ª pessoa do plural e tiver que usar, 
encliticamente, o pronome NOS o “S” do final do verbo 
deverá ser suprimido. Assim: 
 
- Vimos + nos perdidos = Vimo-nos perdidos. 
- Encontramos + nos na festa = Encontramo-nos na festa. 
 
 
 COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos 
(me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao 
verbo. 
Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do 
verbo (próclise), no meio do verbo (mesóclise) e depois do 
verbo (ênclise). 
 
 PRÓCLISE 
Usamos a próclise nos seguintes casos: 
(a) Com palavras negativas: não, nunca, jamais, nada, 
ninguém, nem etc. 
- Nada me perturba. 
- Ninguém se mexeu. 
- Jamais me afastarei daqui. 
- Ela nem se importou com meus problemas. 
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Ou seja, seriam ERRADAS as seguintes construções:- Nada perturba-me. 
- Ninguém mexeu-se. 
- Jamais afastar-me-ei daqui. 
- Ela nem importou-se com meus problemas. 
(b) Com conjunções ou locuções subordinativas: quando, 
se, porque, que, conforme, embora, ainda que, já que, 
quanto etc. 
- Quando se trata de boa comida, ele é um especialista. 
- É necessário que a deixe em casa. 
- Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos 
amigos sinceros. 
Ou seja, seriam ERRADAS as seguintes construções: 
- É necessário que deixe-a em casa. 
- Embora encontre-me com problemas, estou indo bem no 
trabalho. 
 
(c) Advérbios: só, apenas, muito, pouco, cedo, tarde, ali, 
aqui, também etc. 
- Aqui se tem paz. 
- Sempre me dediquei aos estudos. 
- Talvez o veja na escola. 
OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o 
advérbio) deixa de atrair o pronome. 
- Aqui, trabalha-se. 
- Ontem, revelei-lhe toda a verdade. 
 
(d) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos. 
Um lembrete: 
- Relativos: que, quem, onde. 
- Demonstrativos: este, esta, aquele, aquilo, esse, tal etc. 
- Indefinidos: tudo, nada, algo, ninguém, alguém, qualquer 
etc. 
 
- Exemplos: 
- Alguém te ligou bem cedo. (indefinido) 
- A pessoa que me chamou era minha amiga. (relativo) 
- Isso nos traz muita felicidade. (demonstrativo) 
 
(e) Em frases interrogativas. 
- Quanto me cobrará pela tradução? 
 
(f) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem 
desejo). 
- “Macacos me mordam!” 
- Deus te abençoe, meu filho! 
 
(g) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM. 
- Em se plantando tudo dá. 
- Em se tratando de beleza, ela é a campeã. 
 
CASOS FACULTATIVOS 
(a) Diante de substantivos quando funcionam como 
sujeito: 
- Os alunos se aproximaram. 
- Os alunos aproximaram-se. 
 
(b) Diante de pronomes retos: 
- Ela me disse tudo. 
- Ela disse-me tudo. 
 
(c) Diante de pronomes de tratamento. 
- Vossa Senhoria te perguntou algo? 
- Vossa Senhoria perguntou-te algo? 
 
(d) Quando houver conjunções coordenativas (exceto as 
aditivas Nem, Não só...mas também e companhia e todas 
as alternativas): 
- O homem chegou e se dirigiu a mim imediatamente. 
- O homem chegou e dirigiu-se a mim imediatamente. 
- Eu cheguei cedo, mas me barraram na entrada. 
- Eu cheguei cedo, mas barraram-me na entrada. 
 
 MESÓCLISE 
Usada quando o verbo estiver no futuro do presente ou no 
futuro do pretérito. 
- Convidar-me-ão para a festa. 
- Convidar-me-iam para a festa. 
- Revelar-lhe-ei meus segredos. 
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Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória. 
- Não me convidarão para a festa. 
- Algo te levará a um bom destino. 
 
 ÊNCLISE 
Regra básica: a ênclise será sempre obrigatória no início de 
período. 
- Amo-te muito, meu amor! 
- Dá-me mais um pouco de vinho? 
- Comprei-o no mês passado. 
 
Outros casos: 
a) Com o verbo no imperativo afirmativo: 
- Alunos, comportem-se. 
 
b) Com o verbo no gerúndio: 
- Saiu rapidamente, deixando-nos a sós por alguns 
instantes. 
 
c) Com o verbo no infinitivo impessoal: 
- Contar-lhe tudo é fundamental. 
 
 COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS 
Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + 
infinitivo, gerúndio ou particípio. 
 
AUXILIAR + INFINITIVO: se não houver palavra atrativa, o 
pronome oblíquo virá antes do verbo principal, depois do 
verbo auxiliar ou depois do verbo principal. 
- A polícia nos deseja revelar a verdade. 
- A polícia deseja-nos revelar a verdade. 
- A polícia deseja revelar-nos a verdade. 
 
AUXILIAR + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver 
palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo 
principal, depois do verbo auxiliar ou depois do verbo 
principal. 
- As crianças me vêm perguntando muitas coisas. 
- As crianças vêm-me perguntando muitas coisas. 
- As crianças vêm perguntando-me muitas coisas. 
 
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes 
do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. 
 
Infinitivo 
- A polícia não nos deseja revelar a verdade. 
- A polícia não deseja revelar-nos a verdade. 
 
Gerúndio 
- As crianças agora me vêm perguntando muitas coisas. 
- As crianças agora vêm perguntando-me muitas coisas. 
 
AUXILIAR + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar sempre 
depois do verbo auxiliar, nunca depois do particípio. Se 
houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do 
verbo auxiliar. 
- O preso lhe havia contado a verdade. 
- O preso havia-lhe contado a verdade. 
 
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá 
SOMENTE antes do verbo auxiliar. 
- O preso jamais lhe havia contado a verdade. 
 
Para as perguntas de 01 a 28 você deverá assinalar 
com “C “ o que estiver correto e com “I” os incorretos: 
01) ( ) O presente é a bigorna onde se forja o futuro. 
(próclise) 
02) ( ) Nossa vocação molda-se às necessidades. (ênclise) 
03) ( ) Se não fosse a chuva, acompanhar-te-ia. (mesóclise) 
04) ( ) Macacos me mordam! 
05) ( ) Caro amigo, muito lhe agradeço o favor... 
06) ( ) Ninguém socorreu-nos naqueles momentos difíceis. 
07) ( ) As informações que se obtiveram, chocavam-se 
entre si. 
08) ( ) Quem te falou a respeito do caso? 
09) ( ) Não foi trabalhar porque machucara- se na véspera. 
10) ( ) Não só me trouxe o livro, mas também me deu 
presente. 
11) ( ) Ele chegou e perguntou-me pelo filho. 
12) ( ) Em se tratando de esporte, prefere futebol. 
13) ( ) Vamos, amigos, cheguem-se aos bons. 
14) ( ) O torneio iniciar-se-á no próximo Domingo. 
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15) ( ) Amanhã dizer-te-ei todas as novidades. 
16) ( ) Os alunos nos surpreendem com suas tiradas 
espirituosas. 
17) ( ) Os amigos chegaram e me esperam lá fora. 
18) ( ) O torneio iniciará-se no próximo domingo. 
19) ( ) Ele tinha oferecido-lhe as explicações. 
20) ( ) Convido-te a fazeres-lhes, essa gentileza. 
21) ( ) Para não falar- lhe, resolveu sair cedo. 
22) ( ) É possível que o leitor nos não creia. 
23) ( ) A turma quer-lhe, fazer uma surpresa. 
24) ( ) A turma havia convidado-o para sair. 
25) ( ) Ninguém podia ajudar-nos naquela hora. 
26) ( ) Algumas haviam-nos contado a verdade. 
27) ( ) Todos se estão entendendo bem. 
28) ( ) As meninas não tinham-nos convidado para sair. 
 
29) Assinale a frase com erro de colocação pronominal: 
 
a) Tudo se acaba com a morte, menos a saudade. 
b) Com muito prazer, se soubesse, explicaria-lhe tudo. 
c) João tem-se interessado por suas novas atividades. 
d) Ele estava preparando-se para o vestibular de Direito. 
 
30) Assinale a frase com erro de colocação pronominal: 
 
a) Tudo me era completamente indiferente. 
b) Ela não me deixou concluir a frase. 
c) Este casamento não deve realizar-se. 
d) Ninguém havia lembrado-me de fazer as reservas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
C C C C C I C C I C 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
C C C C I C C I I I 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
C C C I C I I I B D 
 
EXERCÍCIOS 05 
01- FCC: em “Ajudamosa criar essa nova arma no intuito de 
impedir que os inimigos tivessem acesso antes de nós 
a essa nova arma”. 
Valendo-se do emprego de pronomes, estará correta a 
seguinte reconstrução da frase acima: 
 
a) Ajudamos a criar-lhe no intuito de impedir eles 
de acessarem antes de nós essa nova arma. 
b) Ajudamos a criá-la no intuito de lhes impedir o 
acesso dos inimigos a essa nova arma antes de 
nós. 
c) Ajudamo-la a criar no intuito de impedir-lhes que 
eles tivessem acesso à ela antes de nós. 
d) Ajudamos a criá-la no intuito de impedir que eles 
tivessem acesso a ela antes de nós. 
e) Ajudamos a criá-la no intuito de os impedir de 
acessar-lhe antes de nós 
 
02- CESGRANRIO: Assinale a frase em que está usado 
indevidamente um dos pronomes seguintes: o, lhe. 
 
a) Não lhe agrada semelhante providência? 
b) A resposta do professor não o satisfez. 
c) Ana o ajudou na semana passada. 
d) O poeta assistiu-a nas horas amargas, com 
extrema dedicação. 
e) Vou visitar-lhe na próxima semana. 
 
03- FCC: “Maquiavel escreveu um tratado político, e a 
potência de análise desse tratado político permite 
considerar esse tratado político como um texto que 
efetivamente revela os mecanismos do poder, embora 
sempre haja quem julgue indevassáveis esses 
mecanismo do poder, pois todos os políticos buscam 
dissimular esses mecanismo do poder”. 
 
Evitam-se as viciosas repetições do período acima 
substituindo-se os segmentos sublinhados, 
respectivamente, por 
 
a) cuja potência de análise / considerá-lo / os julgue 
indevassáveis / dissimulá-los. 
b) em cuja potência de análise / o considerar / lhes 
julgue indevassáveis / os dissimular. 
c) cuja a potência de análise / considerá-lo / julgue-
os indevassáveis / dissimular-lhes. 
d) que a potência de análise / considerar-lhe / os 
julgue indevassáveis / dissimulá-los. 
e) de cuja potência de análise / lhe considerar / os 
julgue indevassáveis / lhes dissimular. 
 
04- FCC: “A palavra progresso frequenta todas as bocas, 
todas pronunciam a palavra progresso, todas 
atribuem a essa palavra sentidos mágicos que elevam 
essa palavra ao patamar dos nomes miraculosos”. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
Evitam-se as repetições viciosas da frase acima 
substituindo- se os elementos sublinhados, na ordem 
dada, por: 
 
a) a pronunciam - lhe atribuem - a elevam 
b) a pronunciam - atribuem-na - elevam-na 
c) lhe pronunciam - lhe atribuem - elevam-lhe 
d) a ela pronunciam - a ela atribuem - lhe elevam 
e) pronunciam-na - atribuem-na - a elevam 
 
05- FCC: “O editorial foi considerado um desrespeito à 
soberania de Cuba, trataram a soberania de Cuba 
como uma questão menor, pretenderam reduzir a 
soberania de Cuba a dimensões risíveis, como se os 
habitantes do país não tivessem construído a 
soberania de Cuba com sangue, suor e lágrimas”. 
 
Evitam-se as viciosas repetições acima substituindo-se 
os segmentos sublinhados, respectivamente, por 
 
a) trataram a ela / reduzir-lhe / a tivessem 
construído. 
b) trataram-na / reduzi-la / a tivessem construído. 
c) a trataram / a reduziram / tivessem-na construído. 
d) trataram-lhe / reduziram-lhe / lhe tivessem 
construído. 
e) trataram-na / reduziram-lhe / lhe tivessem 
construído. 
 
06- FCC (Metrô São Paulo) A substituição do elemento 
grifado pelo pronome correspondente, com os 
necessários ajustes no segmento, foi realizada 
corretamente em: 
 a) que pretende construir máquinas multifuncionais 
= que lhes pretende construir 
b) que desejam limpar seu carpete = que desejam o 
limpar 
c) precisa processar dados coletados = precisa 
processá-los. 
d) que busque uma caneca = que busque-a. 
e) requerem um grande conjunto de habilidades = 
requerem-nas. 
 
 
GABARITO EXERCÍCIOS 02 
 
01 02 03 04 05 06 
D E A A B C 
 
2. REGÊNCIA NOMINAL 
Estuda as relações em que os nomes – 
substantivos, adjetivos e advérbios – exigem complemento 
para que os sentidos da frase fiquem estabilizados. Essa 
relação entre o nome e seus complementos é estabelecida 
pela presença de preposição e gera uma função sintática 
chamada Complemento Nominal. 
 
Exemplos: 
1- Reconheceu o respeito ---------- a + o trabalhador. 
2- O aluno saiu confiante ---------- em + a aprovação. 
3- Votou favoravelmente ------------a + a paz. 
 
 
Observação: Existem nomes que admitem mais de uma 
preposição; comportamento absolutamente normal. 
 
Exemplo: 
Tenha amor a seus filhos. 
Renato não morria de amor por Paula. 
 
NOMES QUE ADVÊM DE VERBOS 
 
1- Ele avançou 200 metros. 
1.1- O avanço de 200 metros ocorreu em seguida. 
 
 
2- O convidado gostou do que foi oferecido pelo chef 
árabe. 
2.1- O gosto pela gastronomia árabe é comum no Brasil. 
 
 
3- O motorista atrasou o ônibus. 
3.1- O atraso do ônibus foi causado pelo motorista. 
 
 
4- Ele não confia em você. 
4.1- A confiança em Deus é fundamental. 
 
Obs.: Perceba que, em quase todos os casos, quando o 
verbo transformou-se em nome, a regência foi alterada. 
Portanto, atenção a esses movimentos. 
 
► A seguir veremos a relação de alguns nomes e as suas 
preposições mais usuais: 
 
a 
acessível, adequado, alheio, análogo, apto, 
avesso, benéfico, cego, conforme, desatento, 
desfavorável, desleal, equivalente, fiel, grato, 
guerra, hostil, idêntico, inerente, nocivo, 
obediente, odioso, oposto, peculiar, pernicioso, 
próximo (de), superior, surdo (de), visível. 
de 
amante, amigo, ansioso, ávido, capaz, cobiçoso, 
comum, contemporâneo, curioso, devoto, 
diferente, digne, dotado, duro, estreito, fértil, 
fraco, inocente, menor, natural, nobre, 
orgulhoso, pálido, passível, pobre, pródigo (em), 
temeroso, vazio, vizinho. 
com afável, amoroso, aparentado, compatível, 
conforme, cruel, cuidadoso, descontente, 
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furioso (de), ingrato, liberal, misericordioso, 
orgulhoso, parecido (a), rente (a, de). 
contra desrespeito, manifestação, queixa. 
em 
constante, cúmplice, diligente, entendido, 
erudito, exato, fecundo, fértil, fraco (de), forte, 
hábil, indeciso, lento, perito, sábio, último (de, 
a), único. 
entre convênio, união. 
para 
apto, bom, essencial, incapaz, inútil, pronto 
(em), útil 
para 
com 
afável, amoroso, capaz, cruel, intolerante, 
orgulhoso 
Por 
ansioso, querido (de), responsável, respeito (a, 
de) 
Sobre dúvida, influência, triunfo. 
 
 
EXERCÍCIOS 01 
01- CESPE: “Floresta nacional, floresta estadual e municipal: 
é uma área com uma cobertura florestal de espécies 
predominantemente nativas e tem como objetivo 
básico o uso múltiplo sustentável dos recursos 
florestais de florestas nativas. É uma área de posse e 
domínio públicos”. 
( ) O vocábulo "públicos" está no plural por se tratar 
de caso de regência nominal. 
Obs.: O detalhe dessa questão consiste numa 
“pegadinha”. 
02- CESPE: “Hipermodernidade é o termo usado para 
denominar a realidade contemporânea, caracterizada 
pela cultura do excesso, do acréscimo sempre 
quantitativo de bens materiais, de coisas consumíveis 
e descartáveis”. 
( ) A repetição da preposição “de” em "do 
acréscimo", "de bens materiais" e "de coisas" 
indica que esses termos são empregados,no 
texto, como complementos de "cultura", 
vocábulo que tem como primeiro complemento 
"do excesso". 
Obs.: Uma boa leitura é fundamental para resolver essa 
questão. 
03- CESPE: Com base no texto abaixo, julgue a questão a 
seguir. 
 
O Brasil tem 24,8 milhões de pessoas consideradas 
aptas para trabalhar. Mas, nesse universo, há cerca de 
5,5 milhões de pessoas condenadas a ficar fora do 
mercado de trabalho, tal como ele se apresenta hoje, 
visto que lhes falta a essencial qualificação. Para estes, 
20% da força de trabalho, resta tentar ganhar o pão 
de cada dia fazendo bicos o trabalhos regulares, 
porém de baixa exigência e, portanto, com ganhos 
ínfimos. 
 
Esses números estão em trabalho recentemente 
divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas 
Aplicadas (IPEA), no qual se revela que outros 653 mil 
trabalhadores, no topo da pirâmide do preparo 
profissional, igualmente tenderão a ficar batendo de 
porta em porta em busca de colocação. Para eles, em 
razão da crise mundial, fecharam-se postos de 
trabalho, pois suas empresas preferiram liberar mão 
de obra qualificada, reduzir gastos — esses 
profissionais são os de mais altos salários — e esperar 
a tempestade passar. E ela ainda não passou. 
 
Em outras áreas, porém, como construção civil, 
comércio e hotelaria, o estudo do IPEA revela que já 
se faz sentir a falta de profissionais por motivo 
semelhante ao causado pela crise. A recuperação 
econômica, que ocorreu com velocidade espantosa 
em áreas como a de construção, não deixou espaço e 
tempo para que se preparasse tanta gente, em 
número e qualidade, para atender à demanda, 
especialmente no Sudeste e no Sul do país, onde se 
constroem mais moradias e obras de infraestrutura 
alimentadas por programas habitacionais, pelas 
eleições e, como não poderia deixar de ser, pelo 
futebol, que terá o Brasil como sede da Copa do 
Mundo em 2014. Casas, saúde, transportes, 
saneamento e iluminação implicarão investimentos 
superiores a R$ 1 trilhão, conforme anunciado pelo 
governo em março. Para este ano, o crescimento 
econômico deve gerar 2 milhões de vagas, dizem as 
estimativas oficiais. 
Hélio Terra. Trabalho há e haverá. In: 
O Estado de S.Paulo, 4/4/2010 (com adaptações) 
 
Acerca da regência nominal e verbal empregada no 
texto, assinale a opção correta. 
 
a) A substituição do termo “aptas” (1º parágrafo) 
por “capazes” manteria o sentido original, mas 
não a correção gramatical do período. 
b) Na oração “visto que lhes falta a essencial 
qualificação” (1º parágrafo), o verbo não exige 
complemento indireto. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
c) No trecho “por motivo semelhante ao causado 
pela crise” (3º parágrafo), o elemento “ao” pode 
ser corretamente substituído por “com o”. 
d) O uso do sinal indicativo de crase em “para 
atender à demanda” (3º parágrafo) ocorre por 
conta da existência de regência nominal no 
período. 
e) A inserção da preposição “em” imediatamente 
após a forma verbal “implicarão” (3º parágrafo) 
não acarreta prejuízo ao sentido nem à estrutura 
sintática do período. 
 
04- FCC: “A ocupação do cerrado por agricultores 
provenientes de outras áreas ...” (3º parágrafo) 
O mesmo tipo de regência assinalado acima SÓ NÃO 
se configura no segmento grifado em: 
 
a) graças ao investimento em novas tecnologias. 
b) nas condições de vida de milhões de brasileiros 
c) o ingresso de centenas de milhões de pessoas. 
d) a expansão do comércio. 
e) por uma combinação de ações políticas e 
empresariais. 
 
Obs.: Uma dica para você não perder a paciência ao 
resolver essa questão é perceber que nem todos os 
nomes advêm das mesmas classes de palavras. 
Vimos isso no início da aula. Volte um pouco, faça 
uma nova leitura. 
 
GABARITO 01 
 
01 02 03 04 
F F A B 
 
 
EXERCÍCIOS 02 
 
01- A sentença em que o verbo pegar apresenta-se com o 
mesmo sentido e integra a mesma construção 
sintática com que é usado em “ele pegou um balde 
grande de plástico,” é: 
 
a) Os alunos pegam facilmente tudo o que é 
ensinado. 
b) Pegar um bom emprego é o objetivo de todos. 
c) Pegou do irmão a mania de fazer coleção de 
figurinhas. 
d) Pegou no que era seu, deu adeus e foi embora. 
e) Pegou sem cuidado o copo e deixou-o quebrar 
 
02- Assinale a opção em que a regência do verbo 
destacado difere da dos demais. 
 
a) “...tal fato exige de nós a capacidade de 
atuarmos em áreas...”. 
b) “O sentir faz a ponte entre o pensar e o agir”. 
c) “... essa atitude consequentemente nos leva ao 
aprendizado”. 
d) “alguém perguntou a um velho se ele tinha 
crescido naquela cidade”. 
e) “...é esse ensinamento que nos ensina a resposta 
do velho sábio”. 
 
03- O verbo destacado NÃO é impessoal em: 
 
a) Fazia dias que aguardava a sua transferência 
para o setor de finanças. 
b) Espero que não haja empecilhos à minha 
promoção. 
c) Fez muito frio no dia da inauguração da nova 
filial. 
d) Já passava das quatro horas quando ela chegou. 
e) Embora houvesse acertado a hora, ele chegou 
atrasado. 
 
04- Em relação à regência nominal, em qual das frases a 
seguir a preposição empregada NÃO está 
ADEQUADA? 
 
a) A partir daí, estava apto para ajudar alguém. 
b) Ele, então, estava sedento por um futuro melhor. 
c) Não seja inconstante em suas decisões. 
d) Na vida, todos nós somos passíveis a equívocos. 
e) Temeroso de um resultado negativo, não seguiu 
sua intuição. 
 
05- Em relação à regência nominal, em qual das frases a 
seguir a preposição empregada NÃO está 
ADEQUADA? 
 
a) Aquele personagem é destituído de 
complexidade. 
b) O vigilante estava atento a tudo que passava a 
sua volta. 
c) O homem ficou grato com todos os que o 
ajudaram. 
d) Aquele soldado foi cruel para com o preso. 
e) Não houve a correta adaptação ao clima frio da 
Europa. 
 
06- Assinale a opção em que a preposição destacada 
constitui caso de regência nominal. 
 
a) “ele precisava se adaptar rapidamente a uma 
nova situação...”. 
b) “acho que ele deve saber se comunicar com a 
equipe...”. 
c) “ele deve ter capacidade de negociação são 
características extras...”. 
d) “Para chegar a esta conclusão foram analisados 
três fatores:”. 
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CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
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OS: 0112/1/17-Gil 
e) “Então, que tal começar a exercitar a linguagem? 
Faz bem para você e para aqueles com quem se 
relaciona”. 
 
07- Marque o item que contempla incorreto uso de 
regência verbal. 
 
a) O homem chamou o político de corrupto. 
b) Ele chamou ao amigo de covarde. 
c) Nós lhe chamamos crápula. 
d) O jovem anuiu ao professor. 
e) O belo projeto do governo implicou em esforço 
da população. 
 
08- Marque o item que contempla incorreto uso de 
regência verbal. 
 
a) Vimos o filme mencionado pela crítica. 
b) Os protestantes só queriam a atenção de todos 
os presentes. 
c) Os políticos não se lembram o que fazem com o 
dinheiro público. 
d) O palestrante esqueceu tudo que ia dizer 
naquela apresentação. 
e) A Igreja dos Milagres assiste na Avenida Dom 
Pedro. 
 
 
GABARITO 02 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 
E B E D C C E C 
 
PRONOMES RELATIVOS E O USO DE PREPOSIÇÕES 
Observe a seguinte oração: 
 
- As ideias que o professor acreditavaeram controversas. 
 
Note que, aparentemente, o período não apresenta falhas; 
auditivamente, tudo parece estar bem. Contudo, sabendo 
que a regência do verbo acreditar pede a preposição “em”, 
fica mais claro que a construção não obedece à norma 
culta. 
 
Em situações como esta, é necessário antecipar a 
preposição para antes do pronome relativo QUE. Assim: 
 
- As ideias em que o professor acreditava eram 
controversas. 
 
Essa nova construção obedece à norma culta e também 
poderia ser reescrita da seguinte forma: 
 
- As ideias nas quais o professor acreditava eram 
controversas. 
 
As duas últimas construções estão corretas, ao passo que a 
primeira apresenta erro gramatical. 
 
 
PRONOMES RELATIVOS 
 
Como já sabemos, os pronomes substituem os nomes. 
Assim, no lugar de “Ana” em Ana recebeu um comunicado, 
poderíamos escrever Ela recebeu um comunicado. Contudo, 
Ela não é um pronome relativo, mas sim um pronome 
pessoal do caso reto. 
 
Os pronomes relativos, além de mais complexos, são mais 
decisivos no momento da redação de um texto. Os mais 
utilizados em provas de concurso são os seguintes: QUE (o 
qual, a qual, as quais....), QUEM, ONDE e CUJ-. Esses 
pronomes seguem uma rigorosa disciplina quanto à sua 
referência e uso. 
 
Vejamos: 
 
Pronome Referência 
QUE (a qual....) A um termo (substantivo comum ou 
próprio) anterior a ele. 
QUEM A um termo (substantivo comum ou 
próprio), na condição de Ser Humano, 
anterior a ele. 
ONDE A um termo (substantivo comum ou 
próprio) que indique lugar, também 
anterior a ele. 
CUJO(A)(S) A um termo (substantivo comum ou 
próprio) anterior a ele, mas que 
estabelece concordância com seu 
termo posterior, que também será um 
substantivo. 
 
 
Exercícios reflexivos 01 
 
Agora, vamos fazer um exercício prático! 
 
a) A ideia ________ que ele discordou é antiga. 
b) O livro ________ que o aluno concordou trazia cenas 
fortes. 
c) As médicas ________ quem o paciente se referiu 
estavam cansadas. 
d) Os policiais ________ quem o povo duvidou não eram 
culpados. 
e) Os ensinamentos ________ que ele disseminava 
tinham fundamento. 
f) As cidades ________ onde ele viveu são fascinantes. 
g) As pousadas________ onde ele dormiu recebiam 
muitos turistas. 
h) O restaurante ________ onde o homem foi só servia 
pratos franceses. 
i) Os livros _____ cujas páginas ele se referiu sumiram. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
j) A aluna _____ cujos cadernos foram roubados estava 
revoltada. 
k) As personagens _____ cuja genialidade muitos 
discordam eram as mais queridas pelo povo. 
 
 
RESPOSTAS 
 
a b c d E f g h i j k 
de com a de Ø Ø Ø a a ø de 
 
Ou então, 
 
a) A ideia ________ a qual ele discordou é antiga. 
b) O livro ________ o qual o aluno concordou trazia 
cenas fortes. 
c) As médicas ____que / ____ as quais o paciente se 
referiu estavam cansadas. 
d) Os policiais ____ que/ ____os quais o povo duvidou 
não eram culpados. 
e) Os ensinamentos ____ os quais ele disseminava 
tinham fundamento. 
f) As cidades _____ que/ ____ as quais ele viveu são 
fascinantes. 
g) As pousadas____ que/____as quais ele dormiu 
recebiam muitos turistas. 
h) O restaurante ___ que/____ o qual o homem foi só 
servia pratos franceses. 
i) Os livros ____ cujas páginas estavam resgadas 
sumiram. 
j) Os políticos _____ cujos programas o povo acredita 
estão mortos. 
k) As personagens _____ cuja força muitos admiram 
eram as mais queridas. 
 
 
RESPOSTAS 
 
a b c d e f g h i j k 
de com a de ø em em a ø em ø 
 
 
 
EXERCÍCIOS REFLEXIVOS 02 
 
► Leia, reflita e constate se há a necessidade de 
preposição antes dos pronomes relativos a seguir. Depois, 
confira as respostas. 
 
01- As cidades brasileiras _______ que receberam novas 
propostas de crescimento tinham boa reputação. 
 
02- Os esforços da população ______ que o ministro se 
reportou antes das eleições valeram muito. 
03- A imagem daquela população ______ que o ministro 
se reportou antes das eleições demonstrou que ela é, 
de fato, atuante. 
04- As notícias _____ que os eleitores, de fato, 
necessitavam ainda não foram tão alvissareiras. 
 
05- O homem maduro, _______ quem ela se apaixonou, 
era, na verdade, cheio de problemas. 
 
06- As muitas pessoas ______ quem o político dizia se 
dedicar precisavam demasiado de ajuda. 
 
07- As ruas do bairro ______ onde ela morou no passado 
eram cheias de crianças. 
 
08- A antiga cidade chilena _______ onde meu amigo foi 
produzia bons vinhos. 
 
09- O prédio novo ______ onde os computadores foram 
roubados tinha péssima segurança. 
 
10- O prédio novo ______ onde os computadores foram 
levados tinha péssima segurança. 
 
11- Aceitei o perfume_____ cuja fragrância não gostei 
somente por educação. 
 
12- Quem matou o hábito das cartas foi o telefone,____ 
cujo reinado trouxe muitas mudanças. 
 
RESPOSTAS 
 
01- Ø 
02- A 
03- A 
04- DE 
05- POR 
06- A 
07- Ø 
08- A ou PARA 
09- DE 
10- DE ou PARA 
11- DE 
12- Ø 
EXERCÍCIOS 01 
01- Está correto o emprego de ambos os elementos 
sublinhados em: 
 
a) O autor se pergunta por que haveriam de ser 
cruéis os animais que aspiram à propagação da 
espécie. 
b) Quando investigamos o porquê da suposta 
crueldade animal, parece de que nos 
esquecemos da nossa efetiva crueldade. 
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c) À lagarta, de cujo ventre abriga os ovos da vespa, 
só caberá assistir ao martírio de sua própria 
devoração. 
d) Se a ideia de compaixão é puramente humana, 
não há porque imputarmos nos animais qualquer 
traço de crueldade. 
e) Os bichos a cujos atribuímos atos cruéis não 
fazem senão lançar-se na luta pela sobrevivência. 
 
02- Está correto o emprego do elemento sublinhado na 
frase: 
 
a) Os restos de esperanças socialistas, por cujas o 
autor já demonstrara simpatia, misturam-se a 
outras convicções. 
b) Os impulsos missionários, de que o autor não se 
mostra carente, poderiam levá-lo a combater a 
fome do mundo. 
c) As propostas políticas, de cuja falta sentiu Mario 
Capanna, eram, na verdade, inúmeras e 
contrastantes. 
d) As posições dos jovens manifestantes, das quais 
o autor se congratulou, eram as mais díspares 
possíveis. 
e) As ruas de Gênova, aonde se fixaram grupos de 
manifestantes, ganharam uma nova animação. 
 
03- “... tema que faz com que em certas ocasiões ...” 
(último parágrafo) 
A lacuna que deverá ser corretamente preenchida 
pela expressão grifada acima está em: 
 
a) O mercado editorial de autoajuda, ......... abrange 
várias categorias, cresce a olhos vistos em todo o 
mundo. 
b) O conteúdo dos livros de autoajuda, ......... os 
leitores acreditam, serve de inspiração para o 
sucesso na vida e na carreira profissional. 
c) Os leitores estão convictos .......... essas 
publicações serão a inspiração para uma vida 
mais harmônica e feliz. 
d) Os livros de autoajuda procuram conduzir as 
pessoas a obterem com tenacidade tudo aquilo 
........ sonham. 
e) A literatura de autoajuda constitui, no momento, 
os meios ........ as pessoasrecorrem para viver 
melhor. 
 
04- Está correto o emprego do elemento sublinhado em: 
 
a) O Príncipe é um símbolo reincidente, a cujo 
nome pessoal talvez nem mesmo a Branca de 
Neve tenha conhecimento. 
b) A necessidade de bajular o poder é um vício de 
que muita gente da imprensa não consegue se 
esquivar. 
c) A trama com a qual o personagem anônimo 
participa jamais seria a mesma sem o seu 
concurso. 
d) Em dois segundos o lenhador tomou uma 
decisão na qual decorreria toda a trama já 
conhecida de Branca de Neve. 
e) Os figurantes anônimos muitas vezes são 
responsáveis por uma ação em que irão 
depender todas as demais. 
 
05- “A diferença é que eles viviam em comunhão com o 
mundo...” (final do texto) 
 
A frase cuja lacuna estará corretamente preenchida 
pela palavra grifada acima é: 
 
a) As hipóteses ........ que a humanidade teve sua 
origem na África já foram comprovadas por 
cientistas. 
b) As armas ......... que os homens primitivos se 
defendiam dos perigos eram feitas de materiais 
encontrados na natureza. 
c) Ossos de animais serviam ......... que os nossos 
ancestrais reproduzissem as melodias percebidas 
nos sons da natureza. 
d) São inúmeras as cavernas ......... que se 
encontraram desenhos primitivos, as chamadas 
pinturas rupestres. 
e) Instrumentos foram criados pelo homem de 
modo ......... que ele conseguisse reproduzir os 
sons ouvidos no mundo exterior. 
 
06- As expressões de que e com que preenchem 
corretamente, nessa ordem, as lacunas da frase: 
 
a) O prestígio ...... o texto de Maquiavel desfruta 
até hoje é merecido, pois é um tratado político 
...... muitos têm muito a aprender. 
b) As qualidades morais ...... muitos estavam 
habituados a considerar como tais foram 
substituídas pelas políticas, no tratado ...... 
Maquiavel tornou uma obra basilar. 
c) Os valores abstratos ...... muita gente costuma 
cultuar não tinham, para Maquiavel, qualquer 
aplicação ...... pudesse se valer na análise da 
política. 
d) O adjetivo maquiavélico, ...... muitos utilizam 
para denegrir o caráter de alguém, ganhou uma 
acepção ...... costumam discordar os cientistas 
políticos. 
e) A leitura de O Príncipe, ...... muita gente até hoje 
se entrega, interessa a todos ...... se sintam 
envolvidos na lógica da política. 
 
07- “Mas o mundo globalizado também assiste a um 
ininterrupto e crescente sistema de produção...”. 
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O mesmo tipo de regência, tal como está empregado 
o verbo grifado acima, encontra-se na frase: 
 
a) A sociedade mundial resultante do processo de 
padronização não tem propriamente uma cultura 
global a ela vinculada, que possa distingui-la. 
b) As práticas cotidianas dos povos, elementos de 
distinção entre eles, recebem novos ingredientes 
que maculam a pureza cultural de cada nação. 
c) Por haver predomínio de certos hábitos e 
comportamentos, é que o inglês se tornou uma 
espécie de língua global. 
d) Observa-se, atualmente, que tem havido mais 
consciência das diferenças e maior respeito pela 
especificidade de cada um. 
e) Muitos críticos do processo de globalização 
discordam de seus possíveis benefícios, 
comparando-os a situações perversas para 
pessoas e povos. 
 
08- Está adequado o emprego de ambos os elementos 
sublinhados na frase: 
a) A obsolescência e o anacronismo, atributos nos 
quais os americanos manifestam todo seu 
desprezo, passaram a se enfeixar com a 
expressão dez de setembro. 
b) O estado de psicose, ao qual imergiram tantos 
americanos, levou à adoção de medidas de 
segurança em cuja radicalidade muitos 
recriminam. 
c) A sensação de que o 11/9 foi um prólogo de algo 
ao qual ninguém se arrisca a pronunciar é um 
indício do pasmo no qual foram tomados tantos 
americanos. 
d) Não é à descrença, sentimento com que nos 
sentimos invadidos depois de uma tragédia, é na 
esperança que queremos nos apegar. 
e) Fatos como os de 11/9, com que ninguém espera 
se deparar, são também lições terríveis, de cujo 
significado não se deve esquecer. 
 
 
GABARITO 01 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 
A B D B B A E E 
 
EXERCÍCIOS 02 
(Cespe MPU 2010 Técnico) “O corte de 125 mil empregos 
em junho indica que a esperança de gradual retomada do 
crescimento do mercado de trabalho no curto prazo era 
prematura e não deverá se concretizar. As razões para esse 
estancamento encontram-se no comportamento do polo 
dinâmico da economia mundial, os países emergentes, cujo 
desenvolvimento econômico começou a desacelerar — 
ainda que a partir de taxas exuberantes de expansão”. 
01- No trecho “cujo desenvolvimento econômico (...) 
expansão”, identifica-se relação de causa e 
consequência entre a construção sintática destacada 
com travessão e a oração que a antecede. 
 
(Cespe MPU 2010 Técnico) “Para a maioria das pessoas, os 
assaltantes, assassinos e traficantes que possam ser 
encontrados em uma rua escura da cidade são o cerne do 
problema criminal. Mas os danos que tais criminosos 
causam são minúsculos quando comparados com os de 
criminosos respeitáveis, que vestem colarinho branco e 
trabalham para as organizações mais poderosas”. 
02- A correção gramatical e a coerência do texto seriam 
preservadas se a oração “que possam ser encontrados 
em uma rua escura da cidade” estivesse entre 
vírgulas. 
 
(Cespe Banco do Brasil 2010) “A rede de atendimento aos 
“famintos de felicidade” tornou-se um negócio rendoso, e 
os usuários, para mantê-la, exigem mais exploração dos 
que já são superexplorados. Quem vive permanentemente 
na infelicidade não pode olhar o outro como alguém com 
quem possa ou deva preocupar-se. O sentimento íntimo de 
quem padece é de que o mundo lhe deve alguma coisa, e 
não de que ele deva qualquer coisa ao mundo”. 
03- A substituição da preposição “com”, exigida pelo 
verbo “preocupar-se”, pela preposição “em” 
preservaria a coerência do texto e o respeito às 
normas gramaticais. 
 
(Cespe MPU 2010 Analista) “Inovar é recriar de modo a 
agregar valor e incrementar a eficiência, a produtividade e 
a competitividade nos processos gerenciais e nos produtos 
e serviços das organizações. Ou seja, é o fermento do 
crescimento econômico e social de um país. Para isso, é 
preciso criatividade, capacidade de inventar e coragem 
para sair dos esquemas tradicionais. Inovador é o indivíduo 
que procura respostas originais e pertinentes em situações 
com as quais ele se defronta. É preciso uma atitude de 
abertura para as coisas novas, pois a novidade é 
catastrófica para os mais céticos”. 
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04- O segmento “as quais” remete a “situações” e, por 
isso, admite a substituição pelo pronome “que”; no 
entanto, nesse contexto, tal substituição provocaria 
ambiguidade. 
 
(Cespe 2010 Ministério do Planejamento) “Naquele final 
de década de sessenta, no entanto, o jovem arquiteto 
interessava-se menos por torres que escalavam os céus do 
que por estruturas abandonadas na periferia e por sistemas 
subterrâneos da cidade. Em vez de construir, seu projeto 
era “cortar” edifícios ou “desfazer espaços”. Matta Clark 
interessava-se pela situação paradoxal de um contextourbano em que conviviam modernização e abandono”. 
05- As relações gramaticais e textuais em que ocorre a 
expressão “em que” permitem sua substituição no 
texto, tanto por “onde” como por “no qual”, sem se 
prejudicar a coerência e a correção do texto. 
 
(Cespe 2011 Ministério das Comunicações) “Essa 
abordagem “objetal” levanta um problema específico no 
plano da memória. Não seria ela fundamentalmente 
reflexiva, como nos inclina a pensar a prevalência da forma 
pronominal: lembrar-se de alguma coisa é, de imediato, 
lembrar-se de si? Entretanto, insistimos em colocar a 
pergunta “o quê?” antes da pergunta “quem?”, a despeito 
da tradição filosófica, cuja tendência foi fazer prevalecer o 
lado egológico da experiência mnemônica”. 
06- O pronome “cuja” introduz explicação acerca de 
“tradição filosófica”. 
 
(Cespe 2011 Ministério das Comunicações) “As tecnologias 
digitais, segundo Pierre Lévy, “surgiram com a 
infraestrutura do ciberespaço, novo espaço de 
comunicação, de sociabilidade, de organização e de 
transação, mas também novo mercado da informação e do 
conhecimento”. O ciberespaço abre caminhos para a 
cibercultura, pela qual a produção e a disseminação de 
informações são pautadas pelo dispositivo de comunicação 
todos-todos”. 
07- A expressão “pela qual” poderia ser corretamente 
substituída por “por que”, o que conferiria mais 
clareza ao texto, já que evitaria repetição — “pela” ( 
da expressão “pela qual” ) e “pelo” (depois de 
“pautados”). 
 
08- (TJ Rio de Janeiro 2012) “O restaurante Reis, ......... o 
poeta era assíduo frequentador, ficava no velho centro 
do Rio”. 
 Preenche corretamente a lacuna da frase acima: 
(A) de cujo. 
(B) em que. 
(C) o qual. 
(D) no qual. 
(E) de que. 
 
09- (TRE São Paulo 2012) Está correto o emprego de 
ambos os elementos sublinhados na frase: 
 (A) A argumentação na qual se valeu o ministro 
baseava-se numa analogia em cuja pretendia 
confundir função técnica com função política. 
(B) As funções para cujo desempenho exige-se alta 
habilitação jamais caberão a quem se promova 
apenas pela aclamação do voto. 
(C) Para muitos, seria preferível uma escolha 
baseada no consenso do voto do que a 
promoção pelo mérito onde nem todos confiam. 
 (D) A má reputação de que se imputa ao 
"assembleísmo" é análoga àquela em que se 
reveste a "meritocracia". 
 (E) A convicção de cuja não se afasta o autor do 
texto é a de que a adoção de um ou outro 
critério se faça segundo à natureza do caso. 
 
10- (TRT 11ª Região 2012) Está correto o emprego da 
expressão sublinhada em: 
 
(A) Os dicionários são muito úteis, sobretudo para 
bem discriminarmos o sentido das palavras em 
cujas resida alguma ambiguidade. 
(B) O texto faz menção ao famoso caso das cotas, 
pelas quais muitos se contrapuseram por 
considerá-las discriminatórias. 
(C) Por ocasião da defesa de políticas afirmativas , 
com as quais tantos aderiram, instaurou-se um 
caloroso debate público. 
(D) Um dicionário pode oferecer muitas surpresas, 
dessas em que não conta quem vê cada palavra 
como a expressão de um único sentido. 
(E) Esclarece-nos o texto as acepções da palavra 
discriminação, pela qual se expressam ações 
inteiramente divergentes. 
 
GABARITO EXERCÍCIOS 02 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E E E E C C E E B E 
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04. Crase 
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. Raras são 
as provas que não trazem, direta ou indiretamente, uma 
questão sobre o tema Crase. Por isso, prepare-se. 
 
DICA: Lembre-se de que Crase tem tudo a ver com 
Regência. Ou seja, olho atento no dicionário e nas regências 
que nós denominamos de clássicas. De todas as 
organizadoras, o CESPE é a que, de maneira mais reflexiva e 
inteligente, cobra esse assunto. Nessa organizadora, o texto 
é profundamente decisivo. Às vezes, só pela leitura dá para 
julgar, de maneira coerente, uma questão do CESPE. 
 
DICA DE ESTUDO: Procure não se agarrar, devotamente, 
aos famosos e velhos “bizus” sobre o tema. Pouca gente 
fala isso, mas “bizus” também falham. Um “bizu” é apenas 
uma dica, ele não concentra todo o assunto. Portanto, use 
“bizus” com muita parcimônia. 
 
POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Para nível 
fundamental, a possibilidade é razoável; para nível médio, 
no máximo, uma (isso numa prova de 15 a 20 questões); e 
para nível superior a possibilidade sobe para duas 
questões, e o grau de dificuldade é bem maior do que do 
médio. 
 
 
TEORIA 
 
O uso do acento grave é produto da fusão de duas vogais 
idênticas: a + a = à (fusão). O primeiro “a” é uma 
preposição, e o segundo “a” é um artigo. 
 
Em geral, só ocorre crase diante das seguintes situações: 
 
ANTES DURANTE DEPOIS 
VTI SUB.FEM. 
VTDI AQUILO, AQUELE(A)(S) 
NOME A QUAL, AS QUAIS 
 
Obs.: todos os substantivos, adjetivos e advérbios são 
NOMES. 
 
Detalhando a tabela acima: 
 
ANTES Preposição FUSÃO artigo DEPOIS 
VTI A à A Sub.fem. 
VTDI A à A 
-quilo 
-quele(a)(s) 
NOME A à 
a 
as 
- qual 
- quais 
 
 
 
 
 
DICA!!! 
 
ALGUNS NOMES QUE REGEM A PREPOSIÇÃO “A”. 
 
Acessível (a) Habilitado (a) (em) (para) 
Acostumado (a) (com) Habituado (a) 
Adaptação (a) Hino (a) 
Afeição (a) Homenagem (a) 
Aliado (a) Horror (a) 
Atentado (a) Hostil (a) (com) (contra) 
(em) (para com) 
Apto (a) (para) Idêntico (a) 
Oposto (a) Imune (a) 
Brinde (a) Infiel (a) 
Comum (a) Insensível (a) 
Dedicado (a) Leal (a) 
Contrário (a) Obediente (a) 
Desrespeito (a) (contra) Nojo (a) (de) 
Disposto (a) Necessário (a) (para) 
Dedicado (a) Nocivo (a) 
Essencial (a) (em) (para) Propício (a) 
Estranho (a) Parecido (a) (com) 
Favorável (a) Relativo (a) 
Gratidão (a) (por) (para) 
(com) 
Superior (a) 
Guerra (a) Vinculado (a) (com) (entre) 
 
 
Na prática, teremos o seguinte: 
 
Grupo 01 
 
01- Todos os alunos se referiam......... .......... apresentação 
do fim de semana. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
02- A mãe deu atenção ........ .......... filha mais nova. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
03- O direito .......... ........... justiça deve ser buscado a 
todo custo. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
 
 
 
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OS: 0112/1/17-Gil 
04- Essa proposta é nociva ......... .........comunidade 
indígena. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
05- O deputado votou favoravelmente ......... ..........pena 
de morte. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
 
Grupo 02 
 
01- O aluno recorreu........ .........-quele fato da semana 
passada. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
02- A equipe dará continuidade....... .......-quela discussão 
do último congresso. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem.( ) ou 
Pronome ( ). 
 
03- São todos indiferentes ........ ........-quilo que magoa a 
humanidade. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
04- A propaganda, ........ ........ qual os alunos assistiram, 
não era ofensiva. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
05- As medidas, ....... ........ quais os políticos não aderiram, 
são importantíssimas. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
 
 
 
06- A iniciativa ........ .........qual o empresário era atento 
poderia lhe render muito dinheiro. 
 
Antes Depois 
Verbo ( ) ou 
Nome ( ) 
Sub. Fem. ( ) ou 
Pronome ( ). 
 
OBSERVAÇÃO: 
As formas craseadas “à qual” e “às quais” podem ser 
substituídas por “a que”, sem crase. 
 
Grupo 03 
 
Em alguns casos, um “à” ou um “às” é equivalente a 
“àquele(a)(s)”. Nesses casos, o substantivo feminino fica 
implícito no texto. 
 
01- A novela que ele viu é semelhante à que passou nos 
anos de 1980. 
[A novela que ele viu é semelhante àquela que passou 
nos anos de 1980]. 
 
02- Suas ideias são idênticas às do meu pai. 
[Suas ideias são idênticas àquelas do meu pai]. 
 
 
Grupo 04: as três “meninas rebeldes”. 
 
Nesse grupo, as palavras “casa”, “terra” e “distância” só 
receberão o acento grave se estiverem especificadas. 
 
Sem especificação, fica assim: 
 
- Pedro não voltou a casa. 
- Depois de dias, o jangadeiro voltou a terra. 
- Eles namoram a distância. 
 
Mas, se estiverem com especificação, recebem o acento: 
- Pedro não voltou à casa dos amigos da faculdade. 
- Depois de dias, o jangadeiro voltou à terra de seus 
colonizadores. 
- Eles namoram à distância de 400 km. 
 
 CUIDADO: 
- Se o verbo (o antes) não exigir ou sugerir a preposição 
“a”, não ocorrerá crase, ainda que os vocábulos estejam 
especificados. 
- O arquiteto projetou a casa dos meus pais. 
- O náufrago cultivou a terra dos ingleses, onde esteve 
perdido por meses. 
- O agente de trânsito calculou a distância de 8 km entre 
um carro e outro. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
Obs.: esse mesmo procedimento também pode ser notado 
para o nome de certos lugares. 
Ex.: 
- O jovem foi a São Paulo. 
- O jovem foi à São Paulo da 25 de março. 
- A turista irá a Londres. 
- A turista irá à Londres dos famosos chás. 
- Nossa equipe ia à China. 
 
 DICA: 
 
Volta de NÃO há crase. 
Volta da HÁ crase. 
 
Porém... 
- O jovem conheceu a Paris dos belos vinhos. (não há crase, 
pois o verbo “conhecer” é VTD). 
 
CASOS FACULTATIVOS 
1 . Antes de pronomes possessivos femininos no SINGULAR: 
Ex.: Ele disse tudo à minha amiga. (a minha amiga) 
Ex.: Convém à tua família enfrentar esse problema. (a tua) 
Ex.: Ele disse tudo à minha professora e à tua mãe. (a 
minha / a tua). 
 
 
PORÉM, há um caso de obrigatoriedade: 
Ex.: O professor recorreu à minha tese e à tua. 
Ex.: Isso diz respeito à tua vida e à nossa. 
(As últimas evidências são obrigatórias). 
 
2. Antes de nomes próprios femininos: 
 
Ex.: O porteiro comunicou o ocorrido a Patrícia. (à Patrícia) 
 
 
Obs. 1: Se o nome próprio feminino estiver especificado, 
dando a entender que tal pessoa é única (e/ou que haja 
intimidade entre os interlocutores), o acento grave será 
obrigatório. 
 Ex.: O porteiro comunicou o ocorrido à Patrícia do 4º 
andar. 
*Veja que há, no mínimo, duas moradoras de nome Patrícia 
nesse condomínio. Contudo, o texto refere-se apenas à do 
4º andar 
Obs. 2: se a mulher for historicamente famosa, não ocorre 
crase. 
Ex.: O jornal dedicou um caderno especial a Clarice 
Lispector. 
 
3. Depois da preposição ATÉ. 
 
Ex.: O turista inglês irá até a barraca dos peixes. (até à 
barraca dos peixes) 
 
CASOS ESPECIAIS 
 
a) Ocorre, obrigatoriamente, crase nas locuções 
adjetivas, adverbiais, conjuntivas e prepositivas com 
núcleo substantivo. 
 
- O barco à vela ia muito longe no mar. (locução 
adjetiva) 
- A criança sempre comia à vontade na casa dos 
avós. (locução adverbial) 
- Deixou a capital do país às sete horas. (locução 
adverbial) 
- À medida que o tempo passa, mais experientes 
ficamos. (locução conjuntiva) 
- Ele está à espera de um grande amor. (locução 
prepositiva). 
 
Outros exemplos de locuções craseadas: 
 
à tarde, à chave, à noite, à escuta, à direita, à deriva, às 
claras, às avessas, às escondidas, às moscas, à toa, à revelia, 
à beça, à luz, à esquerda, à larga, às vezes, às ordens, às 
ocultas, às turras, à beira de, à sombra de, à exceção de, à 
força de à frente de, à imitação de, à procura de, à 
semelhança de, à proporção que, à medida que, à zero 
hora, à uma hora, às duas horas, às oito e meia etc. (e todas 
as horas precisas). 
 
 
b) Caso a locução não tenha núcleo feminino, não 
ocorrerá crase: 
 
- Ele sempre mata a sangue-frio. 
- O quarto cheirava a óleo de cozinha. 
- Ando muito a pé. 
- Use sal e pimenta a gosto. 
- O quarto cheirava a perfume barato. 
 
c) Ocorrerá crase quando a locução “à moda (de)” ou “à 
maneira (de)” estiver implícita: 
 
- Pedro se vestia à Augustinho Carrara. 
- Ele costumava sair das reuniões à francesa. 
- Adoro peixada à cearense. 
 
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 CASOS PROIBITIVOS 
 
01- Antes de substantivos masculinos: 
- Ele cheirava a vinho. 
- Use sal a gosto. 
 
02- Antes de artigos indefinidos, principalmente o 
“uma”: 
- Dedico a minha vida a uma pessoa especial. 
- O homem se referia a um caso de agressão. 
 
03- Antes de pronomes pessoais do caso reto, 
especialmente o ELA: 
- Nós dedicamos nossa atenção a ela. 
 
04- Diante de santas e Nossa Senhora: 
 
- Ele tem devoção a Santa Helena. 
- Minhas orações são dedicadas a Nossa Senhora. 
 
05- Antes do pronome interrogativo “quem”: 
- Você disse isso tudo a quem mais? 
 
06- Antes de pronomes demonstrativos: 
- Não me refiro a esta questão. 
- Ele só queria se dedicar a isto: um novo amor em 
sua vida. 
 
Exceção: os pronomes demonstrativos aquilo, aquele(a)(s), 
mesma(s), própria(s) e tal podem receber acento grave. 
 
 
07- Antes de pronomes indefinidos: 
- Essa criança não obedece a ninguém. 
- Só não dê essa atenção toda a qualquer um que 
surja em sua vida. 
 
Detalhe: os pronomes demonstrativos só são estes: 
 
algum, alguma, nenhum, nenhuma, todo(s), toda(s), 
muitos, muitas, pouco(s), pouca(s), demais, certa, certo, 
tanta(s), tanto(s), vários, diversos, bastante, ninguém, 
nada, tudo, cada, algo, alguém, qualquer, quaisquer, 
determinado(s), determinada(s), outro(s), outra(s). 
 
 
Exceção: 
 
Os pronomes indefinidos pouca(s), muitas, demais, outra(s) e 
várias podem receber acento indicativo de crase quando houver, 
claro, contexto para a fusão de preposição mais artigo. 
- De uma geração à outra, tudo pode mudar. 
 
08- Antes de verbos, principalmente os no infinitivo: 
- O jovem dedica sua vida a buscar novas 
experiências. 
 
09- Entre palavras repetidas, componentes de uma 
expressão: 
- A médica analisouo remédio gota a gota. 
- Li página a página o romance de Machado de 
Assis. 
 
Caso as palavras repetidas não façam parte de uma 
expressão, há amplas possibilidades de crase: 
- O jovem pai deu mais vida à vida de seus filhos. 
 
10- Quando o substantivo feminino estiver no plural e a 
preposição surgir sozinha: 
- Ele ofereceu livros a pessoas carentes. 
- Esse tema remonta a situações complexas do 
nosso país. 
 
11- Antes de pronomes de tratamento: 
- Isso diz respeito a Vossa Excelência. 
- Não negaria nada a você. 
 
 
 CASOS ESPECIAIS 
 
a) Enquadramento de horas, páginas, dias da semana 
etc. 
 
Enquadramento impreciso “....de....a....” 
Enquadramento preciso “.....da...à.....” ou 
“...das....às.....”. 
 
- Li de dez a vinte páginas daquele livro. (impreciso) 
- Li da décima à vigésima pagina daquele livro. (preciso) 
- Ela estuda de cinco a oito horas por dia. (impreciso) 
- Ela estuda das cinco às oito horas, todos os dias. (preciso) 
 
b) Não ocorre crase quando o paralelismo sintático não 
exigir do substantivo feminino o artigo (situação 
muito rara): 
- O comentário do turista remete a parques, a estádio, a 
praias e a noitada desta cidade. 
Ou seja, 
- O comentário do turista remete a Ø parques, a Ø 
estádio, a Ø praias e a Ø noitada desta cidade. 
- O comentário do turista remete a Ø parques, Ø estádio, 
Ø praias e Ø noitada desta cidade. (construção também 
correta). 
Ou seja, para ocorrer crase, basta usar os artigos antes 
de TODOS substantivos. 
- O comentário do turista remete aos parques, ao 
estádio, às praias e à noitada desta cidade. 
 
 
 
 
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OS: 0112/1/17-Gil 
EXERCÍCIOS 01 
 
01- CEPSE: “O desinteresse pela política e a descrença no 
voto são registrados como mera “escolha”, sequer 
como desobediência civil ou protesto. A consagração 
da alienação política como um direito legal interessa 
aos conservadores, reduz o peso da soberania popular 
e desconstitui o sufrágio como universal”. 
( ) Ao se substituir o trecho "aos conservadores" 
por à parcela inovadora da sociedade, o uso do 
acento indicativo de crase será obrigatório. 
 
02- ESAF: Assinale a opção que preenche corretamente as 
lacunas do texto. 
Para incentivar o cumprimento dos Objetivos de 
Desenvolvimento do Milênio no Brasil, o presidente 
Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Prêmio ODM BRASIL. 
A iniciativa do governo federal em conjunto com o 
Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e 
o Programa das Nações Unidas para o 
Desenvolvimento (PNUD) vai selecionar e dar 
visibilidade __1___ experiências em todo o país que 
estão contribuindo para o cumprimento dos Objetivos 
de Desenvolvimento do Milênio (ODM), como __2__ 
erradicação da extrema pobreza e __3__ redução da 
mortalidade infantil. Os ODM fazem parte de um 
compromisso assumido, perante __4__ Organização 
das Nações Unidas, por 189 países de cumprir __5__ 
18 metas sociais até o ano de 2015. 
(Em Questão, Subsecretaria de Comunicação 
Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da 
República, n. 390, Brasília, 06 de janeiro de 2006) 
 
a) a – à – à –a – às 
b) as – a – a –à – as 
c) às – à – a –à – às 
d) a – a – a –a – as 
e) a – a – a –à – às 
 
03- CESGRANRIO: O item em que há crase é: 
 
a) Responda a todas as perguntas. 
b) Avise a moça que chegou a encomenda. 
c) Volte sempre a esta casa. 
d) Dirija-se a qualquer caixa. 
e) Entregue o pedido a alguém na portaria. 
 
04- CESPE: “O Decreto n.º 3.298/1999 considera apoios 
especiais a orientação, a supervisão e as ajudas 
técnicas que auxiliem ou permitam compensar uma 
ou mais limitações funcionais motoras, sensoriais ou 
mentais da pessoa com deficiência. Adaptar provas é 
tornar acessível o seu conteúdo, que é o mesmo para 
todos os candidatos, de tal forma que o candidato 
com deficiência possa se apropriar do inteiro teor das 
questões formuladas e, ao mesmo tempo, ter 
condições de proceder à resposta à formulação”. 
( ) O emprego do sinal indicativo de crase, nas duas 
ocorrências, em “ter condições de proceder à 
resposta à formulação”, justifica-se pela regência 
de “proceder”, que exige emprego de preposição 
“a”, e da presença de artigo definido feminino 
precedendo os substantivos “resposta” e 
“formulação”. 
 
05- FCC: Opção que preenche corretamente as lacunas: 
“O gerente dirigiu-se ....... sua sala e pôs-se ....... falar 
....... todas as pessoas convocadas”. 
a) à, à, à 
b) a, à, à 
c) à, a, a 
d) a, a, à 
e) à, a, à 
 
06- CESPE: “Conquanto o desenvolvimento dos meios de 
comunicação tenha tornado absolutamente frágeis os 
limites que separavam o público do privado, assiste-se 
hoje a uma nova tendência de politização e 
visibilidade do privado, com a estruturação de novas 
relações familiares, bem como à privatização do 
público”. 
 
( ) O uso do sinal indicativo da crase em "à 
privatização" mostra que o conectivo "bem 
como" introduz um segundo complemento ao 
verbo assistir. 
 
DICA: “Conquanto” é conjunção concessiva, mesma coisa 
que “Embora”. 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 
V D B F C V 
 
EXERCÍCIOS 02 
 
01- Qual das alternativas completa corretamente os 
espaços vazios? 
 
I- "Ele não quis reconhecer, mas preferia esta vida 
insossa em casa humilde.......... outra de barão”. 
II- "Habituara-se ....... boa vida, tendo de tudo, 
regalada." 
III- "Os adultos são gente crescida que vive sempre 
dizendo pra gente fazer isso e não fazer ....... ." 
 
a) àquela, aquela, aquilo 
b) do que àquela, àquela, àquilo 
c) àquela, àquela, aquilo 
d) aquela, àquela, aquilo 
e) do que aquela, aquela, aquilo 
 
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OS: 0112/1/17-Gil 
02- Assinale a opção incorreta com relação ao emprego 
do acento indicativo de crase: 
 
a) O pesquisador deu maior atenção àquela cidade 
menos privilegiada. 
b) Este resultado estatístico complementa àquela 
opinião exposta. 
c) Mesmo atrasado, o recenseador compareceu 
àquela entrevista. 
d) A verba aprovada destina-se somente àquelas 
cidades interioranas. 
e) Ele não costuma se referir àquilo que aconteceu 
no passado. 
 
03- Analise as sentenças abaixo e, depois, faça o que se 
pede: 
 
1- Quero agradecer àquela advogada a atenção 
dispensada. 
2- Refiro-me aquilo que houve na aula passada. 
3- Não dei importância àquilo que foi mencionado 
pelo André. 
4- Foi ele quem escreveu àquele e-mail. 
5- O jornal anunciou aquela notícia que todos 
esperavam. 
Estão corretos, segundo a norma culta, os 
itens: 
a) 1, 2 e 3 somente. 
b) 1, 3 e 5 somente. 
c) 1, 3 e 4 somente. 
d) Somente 1. 
e) Somente 3. 
 
PADRÃO CESPE: “Segundo preceituam diversos 
documentos bioéticos, éticos e, em alguns países, até 
normas legais, qualquer voluntário tem que ser 
informado sobre os possíveis riscos que a experiência, 
à qual será submetido, poderá acarretar, para 
somente depois dar seu aceite; porém, se 
considerarmos o desnivelamento sócio-educacional da 
população, veremos que é no mínimo dúbia a plena 
capacidade de entendimento dos voluntários sobre a 
experiência à qual será submetido”. 
 
04- A ocorrência de crase em à qual (nas duas evidências) 
ocorre pelas seguintesrazões: primeiro, a estrutura 
será submetido é fornecedora de preposição A; e, 
segundo, o pronome relativo a qual, cuja referência é 
feita à palavra experiência, disponibiliza o artigo A em 
sua composição original. 
 
05- Ainda sobre a ocorrência de crase do texto acima, é 
correto afirmar que, caso substituíssemos o conjunto 
à qual (também nas duas possibilidades) por à que os 
sentido bem como a correção gramatical seriam 
mantidos. 
 
GABARITO 
 
1 2 3 4 5 
C B B V F 
 
EXERCÍCIOS 03 
01- CESPE: “A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), 
órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência 
(SISBIN), deve assumir a missão de centralizar, 
processar e distribuir dados e informações 
estratégicas para municiar os órgãos policiais 
(federais, estaduais e municipais) nas ações de 
combate ao crime organizado. Além disso, a ABIN é 
responsável por manter contato com os serviços de 
inteligência parceiros, para favorecer a troca de 
informações e a cooperação multilateral”. 
 ( ) A substituição da expressão "ao crime 
organizado" por à criminalidade alteraria o 
sentido original do texto, mas não prejudicaria a 
correção gramatical do período. 
 
02- CESPE: “Assim, os dilemas inerentes à convivência 
entre democracias e serviços de inteligência exigem a 
criação de mecanismos eficientes de vigilância e de 
avaliação desse tipo de atividade pelos cidadãos e(ou) 
seus representantes”. 
( ) O uso do sinal indicativo de crase no trecho "os 
dilemas inerentes à convivência" não é 
obrigatório. 
 
03- CESPE: “A ocultação, pela indústria do asbesto 
(amianto), dos perigos representados por seus 
produtos provavelmente custou tantas vidas quanto 
as destruídas por todos os assassinatos ocorridos nos 
Estados Unidos da América durante uma década 
inteira; e outros produtos perigosos, como o cigarro, 
também provocam, a cada ano, mais mortes do que 
essas”. 
( ) No segmento "quanto as destruídas" o emprego 
do acento grave é facultativo, visto que o termo 
"quanto" rege complemento com ou sem a 
preposição “a”. 
 
04- CESPE: “Essa análise permite, ainda, abordar um outro 
ponto: a caracterização dos grupos em função de sua 
representação social. Isto quer dizer que é possível 
definir os contornos de um grupo, ou, ainda, distinguir 
um grupo de outro pelo estudo das representações 
partilhadas por seus membros sobre um dado objeto 
social. Graças a essa reciprocidade entre uma 
coletividade e sua teoria, esta é um atributo 
fundamental na definição de um grupo”. 
( ) Já que a estrutura sintática exige a preposição 
“a”, a ausência de sinal indicativo da crase em "a 
essa reciprocidade" mostra que, por causa da 
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OS: 0112/1/17-Gil 
presença do pronome demonstrativo "essa", o 
artigo não é aí usado. 
 
05- FCC: Leia atentamente as orações abaixo e, em 
seguida, faça o que se pede: 
 
I - Em relação a renda familiar, o emprego intensivo 
de mão-de-obra não é a melhor solução. 
II - Desde a última década, sinistros presságios 
atormentavam-lhe a mente. 
III - Os investidores americanos, habituados à 
lentidão do ritmo inflacionário, conseguem 
acumular fortuna. 
 
De acordo com a norma culta: 
a) todos os períodos estão corretos 
b) nenhum dos três períodos está correto 
c) estão corretos os períodos I e II 
d) estão corretos os períodos II e III 
e) somente o período III está correto 
 
06- CESGRANRIO: Na frase: "O pacote econômico tende a 
satisfazer as exigências do mercado", substituindo-se 
satisfazer por satisfação, tem-se a forma correta: 
 
a) tende à satisfação as exigências do mercado. 
b) tende a satisfação das exigências do mercado. 
c) tende a satisfação das exigências ao mercado. 
d) tende a satisfação às exigências do mercado. 
e) tende à satisfação das exigências do mercado. 
 
07- FCC: “Uma floresta secundária apresenta, segundo 
estudo recente, biodiversidade semelhante ...... da 
floresta original, embora haja especialistas que 
contestam o fato de que as matas de segunda geração 
evoluam de modo ...... garantir as condições ideais de 
sobrevivência ...... cada uma das espécies”. 
 
As lacunas da frase acima estarão corretamente 
preenchidas, respectivamente, por 
a) a - à - à 
b) à - a - à 
c) à - a - a 
d) a - à - a 
e) à - à - a 
Obs.: O detalhe dessa questão é lembrar que crase pode 
ocorrer em palavras elididas (ou seja, apagadas). 
 
08- FCC: Os objetivos ...... que se propunham os 
idealizadores da Declaração dos Direitos Humanos 
referiam-se ...... criação de situações favoráveis de 
vida ...... mais diversas populações do planeta. 
As lacunas da frase acima estarão corretamente 
preenchidas, respectivamente, por:,,,, 
 
a) a - a - às 
b) à - à – as 
c) à - à – às 
d) à - a - as 
e) a - à – às 
 
Obs.: Lembre-se de que adjetivos não neutralizam crase. 
Tipo: “Eu fui à mais antiga praia da cidade”. 
 
09- FCC: Justificam-se ambas as ocorrências do sinal de 
crase em: 
 
a) Na entrevista que concedeu à TV, a juíza 
recorreu à uma frase de Disraeli. 
b) A frase à que se reportou a juíza diz respeito à 
distinções éticas. 
c) Faltam audácia e iniciativa à quem deveria 
propor-se às ações afirmativas. 
d) Não se abra àqueles inescrupulosos o campo 
favorável à impunidade. 
e) A comunidade dos justos assiste à obrigação de 
dar combate à tal ousadia. 
 
10- ESAF: Marque o item que preenche de forma correta 
as lacunas do texto seguinte: 
“Institucionalizada ___ partir das lutas 
antiabsolutistas, no século 18, e da expansão dos 
movimentos constitucionalistas, no século 19, ___ 
democracia representativa foi consolidada ao longo 
de um processo histórico marcado pelo 
reconhecimento de três gerações de direitos 
humanos: os relativos ___ cidadania civil e política, os 
relativos ___ cidadania social e econômica e os 
relativos ___ cidadania "pós-material", que se 
caracterizam pelo direito ___ qualidade de vida, ___ 
um meio ambiente saudável, ___ tutela dos interesses 
difusos e ao reconhecimento da diferença e da 
subjetividade”. 
 
(Baseado em Mário Antônio Lobato de Paiva em 
www.ambitojurídico.com.br) 
 
a) a, à, à, a, à, à, a, a 
b) a, a, à, à, à, à, a, à 
c) à, a, a, à, à, a, a, à 
d) à, a, a, à, à, à, a, à 
e) a, à, à, a, à, à, a, à 
 
Obs.: Uma boa leitura, entendendo o conjunto das ideias, 
resolve suas dúvidas. 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
V F F V D E C E D B 
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EXERCÍCIOS 04 
01- CESPE: “E, enquanto os latifúndios de mais de mil 
hectares ─ 3% do total das propriedades rurais do 
Brasil ─ ocupam 57% agriculturáveis, 4,8 milhões de 
famílias sem-terra estão à espera de chão para 
plantar”. 
( ) O emprego do sinal indicativo de crase na 
expressão "à espera" é obrigatório; portanto, sua 
retirada acarretaria prejuízo ao sentido do texto. 
 
Obs.: Mesmo que você não perceba, quando se retira 
acendo grave de expressões como “à vontade” ou 
“às vezes” os sentidos serão alterados ou 
danificados. 
 
02. Assinale a opção em que o A sublinhado nas duas 
frases deve receber acento grave indicativo de crase: 
 
a) Fui a Lisboa receber o prêmio. / Paulo começou a 
falarem voz alta. 
b) Pedimos silêncio a todos. Pouco a pouco, a praça 
central se esvaziava. 
c) Esta música foi dedicada a ela. / Os romeiros 
chegaram a Bahia. 
d) Saiu, às escondidas, da casa do amigo. / O carro 
entrou a direita da rua. 
e) Todos a aplaudiram. / Escreva a redação a tinta. 
Obs.: Aqui você usar aquela conhecida dica: 
 
03- Observe as alternativas e assinale a que não contiver 
erro em relação à crase: 
 
a) Rabiscava todos os seus textos à lápis para depois 
escrevê-los à máquina. 
b) Sem dúvida que, com novos óculos, ele veria a 
distância do perigo, aquela hora do dia. 
c) Referia-se com ternura ao menino, afeto às 
meninas e, com respeito, a várias pessoas menos 
íntimas. 
d) Àquela distância, os carros só poderiam bater; não 
obedeceram as regras do trânsito. 
e) Fui à Maceió provar um sururu à região. 
 
04- Assinale a frase gramaticalmente correta: 
 
a) O papa caminhava à passo firme. 
b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz. 
c) Chegou à noite, precisamente as 10 horas. 
d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas. 
e) Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora a nada. 
 
Obs.: Note que, no último item, há presença de paralelismo 
sintático. 
 
 
05- De acordo com a norma padrão culta, a única frase 
incorreta é: 
 
a) Partirei daqui à uma hora. 
b) O teste visa à esta qualidade do produto. 
c) Ele vive à margem da comunidade. 
d) O funcionário foi chamado às pressas pelo diretor. 
e) Deixou a cidade à procura de um ideal. 
 
06- O acento grave, indicador de crase, está empregado 
incorretamente em: 
 
a) Tal lei se aplica, necessariamente, à mulheres de 
índole violenta. 
b) As novelas, às quais assisti, problematizam a 
questão da droga. 
c) Entregou as chaves da loja àquele senhor que nos 
desacatou na praça. 
d) O delegado disse ao prefeito e aos vereadores que 
estava à procura dos foragidos. 
e) O bom atendimento às pessoas pobres deve ser 
prioridade da nova administração. 
Obs.: Se você vir uma “a” e, depois, uma palavra feminina 
no plural, nunca haverá crase. Lembre-se! 
Quem volta DE Não há crase 
Quem volta DA Há crase 
 
07- Assinale a frase que pode ser completada por Há - a - 
à, nessa ordem: 
 
a) ....... tempos não ....... via, mas sempre estive ....... 
espera de um encontro. 
b) Aqui, ....... beira do rio, ....... muitos anos, existiu 
....... casa-grande do engenho. 
c) Em resposta ....... essa solicitação, só posso dizer 
que não ....... vaga ........ disposição. 
d) Fiz ver, ....... quem de direito, que não ....... 
possibilidades de atender ....... solicitação. 
e) ....... esperança de obtermos, ....... custa de muito 
empenho, ....... vaga de segurança. 
 
Obs.: “Haver” pode assumir valor de “existir” e de “fazer”, 
indicando tempo decorrido (ou seja, tempo 
passado). 
08- O uso da crase está incorreto está em: 
 
a) Chegaram a argumentar cara à cara que não 
aceitariam sugestões. 
b) Já demos nossa contribuição à associação 
beneficente do bairro. 
c) À custa de sacrifício, os estudantes conseguiram 
ser aprovados. 
d) Transmita àqueles jovens nossa mensagem de 
esperança no futuro. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
e) Esta construção é igual à que meu primo construiu 
na periferia. 
 
09- Preencha a sequência da melhor forma possível. “O 
fenômeno ....... que aludi é visível ....... noite e ....... 
olho nu”. 
 
a) a - a - a 
b) a - à - à 
c) a - à - a 
d) à - a - à 
e) à - à – a 
 
10- Assinalar a alternativa em que está correto o uso da 
crase: 
 
a) Tenho um carro à álcool e outro à gasolina. 
b) Os turistas ficaram um bom tempo à contemplar a 
praia. 
c) Escreva sempre à tinta, nunca à lápis. 
d) Andávamos às escuras, à procura dos índios. 
e) Aquela expedição esteve à andar pelas selvas 
durante muito tempo. 
 
11- Assinale a frase na qual a palavra não deve receber o 
acento indicativo de crase: 
 
a) Os apelos a internacionalização da Amazônia 
ganham contornos de avalanche. 
b) Toda manhã, a qualquer hora, depois de ler o 
jornal do dia, fico pensando na vida. 
c) Aquela hora morta da madrugada, todos estavam 
recolhidos ao leito. 
d) Muitas das reivindicações dos sindicatos 
trabalhistas são semelhantes as da classe patronal. 
e) Os petroleiros apresentaram ao Ministro uma 
pauta de reivindicações igual a que haviam 
divulgado no ano anterior. 
 
Obs.: Note que, antes de “da” (item d) e “que” (item e) 
notam-se as respectivas palavras subentendidas 
“reivindicações” e “pauta” (ambas femininas). 
 
 
GABARITO 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 
V D C D B A A A C D B 
Exercícios 05 
01- CESPE: “A tintura do alecrim-pimenta é um 
medicamento fitoterápico, ou seja, produzido 
exclusivamente de matéria-prima ativa vegetal. O 
líquido, obtido após a maceração das folhas e o 
descanso em uma solução com álcool, é indicado para 
muitas aflições”. 
( ) A correção gramatical do texto seria mantida se, 
no trecho "após a maceração" fosse empregado 
acento indicativo de crase, dado que a expressão 
nominal está antecedida da palavra "após", a 
qual faculta o uso desse acento. 
 
02- CESPE: “Assim, os dilemas inerentes à convivência 
entre democracias e serviços de inteligência exigem a 
criação de mecanismos eficientes de vigilância e de 
avaliação desse tipo de atividade pelos cidadãos e(ou) 
seus representantes”. 
( ) O uso do sinal indicativo de crase no trecho "os 
dilemas inerentes à convivência" não é 
obrigatório. 
 
03- PADRÃO CESPE: “Em dezembro de 2010, no auge da 
perseguição ao Wikileaks, os EUA conseguiram tirá-lo 
do ar. O site acabou voltando, mas, motivado por esse 
episódio, um grupo de hackers e piratas quer tomar 
uma medida radical: criar uma rede alternativa, que 
seria imune às autoridades. O projeto é encabeçado 
pelo sueco Peter Sunde, que tem motivos para isso - é 
dono do site Pirate Bay, que vive na mira da polícia”. 
 
Revista Superinteressante (Com adaptações) 
 
 
Com relação às estruturas linguísticas, assinale a 
opção correta. 
 
a) Uma maneira correta de reescrever a estrutura 
“...quer tomar uma medida radical:...” seria da 
seguinte forma: “...quer tomar à medida radical 
de...”. 
b) A ocorrência de crase na estrutura “às 
autoridades” é, conforme as regras gramaticais, 
facultativa e, por isso, poderíamos escrevê-la 
assim: “a autoridades”. 
c) A ocorrência de crase em “às autoridades” é 
obrigatória porque a estrutura verbal reclama a 
presença de preposição e “autoridades” é 
substantivo feminino que aceita artigo “as”. 
d) Caso substituíssemos a expressão “na mira da 
polícia” por “à mercê da polícia”, as regras 
gramaticais seriam respeitadas bem como os 
sentidos originais seriam preservados. 
e) Embora os sentidos fossem levemente alterados 
(sem que houvesse prejuízo ao texto), seria 
correto gramaticalmente escrever “a 
autoridades” no lugar de “às autoridades”. 
Obs.: Volte aos casos facultativos e confirme quais 
elementos gramaticais permitem uso ou não de 
crase. 
 
04- PADRÃO CESPE: “Segundo o inglês Jack Challoner, 
autor de diversos livros sobre história da ciência, entre 
eles 1.001 invenções que mudaram o mundo 
(Sextante), recém-lançado no Brasil, embora toda 
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invenção tenha a sua importância, algumas mudaram 
mais os rumos do mundo por serem essenciais em 
momentos específicos. “Se você estiver no banheiro e 
precisa se limpar, o motor a vapor ou a roda não tem 
a mínima importância. Naquele momento, a maior 
invenção do mundo é o papel higiênico, algo bem 
mais simples”, exemplifica o escritor em entrevista ao 
Correio. 
A análise de Challoner mostra que não é porque algo 
foi criado há muito tempo e seu uso acabou 
extremamente banalizado que ele deixa de ser 
importante. A cola, ele lembra, foi desenvolvida pelos 
egípcios há cerca de 6 mil anos. 
(...) 
As primeiras versões, feitas à base de cera de abelha, 
serviam para colar as tábuas dos barcos. “Os humanos 
inventam coisas há milhares de anos, e as espécies 
anteriores ao homem, há mais tempo ainda. Mesmo 
assim, ao pensarmos em invenções, logo imaginamos 
realizações do último século”, afirma Challoner. “Isso 
acontece porque o mundo muda muito mais rápido do 
que antes. As novas invenções chamam mais a 
atenção do que aquilo que foi feito há séculos”, 
completa”. 
Correio Braziliense (Com adaptações) 
 
Com relação às estruturas linguísticas, assinale a 
opção correta. 
 
a) O uso de acento indicado de crase em “a”, antes 
de “sua” é facultativo, já que existe a presença 
de pronome possessivo feminino. 
b) As expressões “a vapor” e “a roda” não recebem 
acento indicador de crase por tratarem de 
expressões gramaticais cuja classificação é igual à 
que surge na frase a seguir: “O petroleiro 
cheirava a gás”. 
c) O uso de acento grave na expressão “à base de” 
justifica-se pela mesma razão que ocorre tal 
fenômeno na sentença a seguir: “Aquela criança 
está à margem da civilidade humana”. 
d) O verbo “há”, depois de “coisas”, poderia ser 
substituído por “à cerca de” sem que a correção 
gramatical bem como os sentidos textuais 
fossem comprometidos. 
e) O uso de crase em “a” (último período) é 
facultativo. 
 
Obs.: Adjuntos adverbiais (que se relacionam com verbos, 
adjetivos e até advérbios) são diferentes de adjuntos 
adnominais (que se relacionam com substantivos). 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 
F F E C 
 
 
05. Concordância Verbal 
 
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. Raras são 
as provas que não trazem uma questão sobre o tema 
Concordância Verbal. Atenção! 
 
DICA: Não é possível estudar Concordância Verbal sem 
saber a classificação de todos os tipos de sujeito. Perceba 
que, ao encontrar o sujeito do período ou do parágrafo, 
você fica muito perto de acertar a flexão do verbo. Por isso, 
sugiro que comecemos essa jornada pelo tema Sujeito. 
 
DICA DE ESTUDO: As regras são muitas, mas você não 
precisa tentar memorizar todas. Algumas são muito 
restritas ao universo do vestibular ou são comuns apenas a 
textos literários, os quais figuram menos nas provas. 
 
POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Para nível 
fundamental, a possibilidade é razoável (uma questão); 
para nível médio, no mínimo, uma (isso numa prova de 15 a 
20 questões); e, para nível superior, a possibilidade é igual 
à do nível médio, o grau de dificuldade é que será maior. 
 
STATUS: Em sala e com o professor. 
 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
Assunto sempre presente nas provas de concursos, a 
concordância verbal se destaca por sua regularidade. Nesse 
assunto, um problema é evidente: a quantidade de regras. 
Numa conta genérica, que leva em consideração apenas a 
regra isolada, sem avaliar, contudo, as variações que 
decorrem do contexto, podemos contabilizar mais de vinte. 
No entanto, as bancas costumam “girar em círculos”, 
abordando, ano a ano, as mesmas situações. Nessa 
segunda conta, temos um número muito menor: oito. Já 
que o nosso objetivo é passar, sugiro que você dê 
prioridade às regras que vamos apresentar agora, as 
chamadas, por mim, de regras de “primeiro escalão”. Num 
segundo plano, apresento as que fazem parte do “segundo 
escalão”, que têm menos probabilidade de aparecer em 
provas. Por fim, colocarei as do “terceiro escalão”, que são 
mui raras, mas bastante excêntricas. 
 
Princípio 
Em regra, na concordância verbal, quem dita as regras do 
jogo é o sujeito. Ou seja, será o sujeito o termo sintático 
responsável pelo “movimento” do verbo. “Movimento” 
quer dizer, na linguagem da gramática, flexão verbal. O 
verbo sofre seis (06) flexões: três no singular e três no 
plural. Em provas de concurso, entretanto, as flexões que 
dominam são as da terceira do singular e as da terceira do 
plural, ou seja, as bancas costumam exigir apenas duas 
flexões. Assim, o que elas mais gostam de fazer é pedir ao 
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candidato para avaliar se um verbo pode sair do singular e 
ir para o plural (ou vice e versa). 
Exemplo: 
- O movimento das comunidades passou a ditar as regras 
daquele município. 
( ) A substituição de “passou a ditar” por “passaram a 
ditar” mantém a correção gramatical. 
 
1º ESCALÃO DE REGRAS 
 
1- Somente o núcleo do sujeito é capaz de “acionar” 
(flexionar) o verbo ou a locução verbal. 
 
Ex.: A atividade dos novos funcionários americanos 
motivou os atletas locais. 
Ex.: Os projetos da nova equipe do governo podem causar 
polêmica. 
 
CONSTRUÇÕES ERRADAS 
 
Ex.: A atividade dos novos funcionários americanos 
motivaram os atletas locais. 
Ex.: Os projetos da nova equipe do governo pode causar 
polêmica. 
 
 
2- É comum que o sujeito seja distanciado do verbo ou 
da locução verbal com o propósito de confundir o 
candidato. 
 
Ex.: O conceito, defendido amplamente em livros populares 
de condicionamento físico na última década, dita que 
o ato de exercitar-se com o estômago vazio força o 
corpo a buscar combustível nos depósitos de gordura 
acumulada. 
 
Ex.: Após anos de revisão de pesquisas sobre o assunto, um 
relatório publicado nesse ano em dois importantes 
jornais americanos concluiu que o corpo queima 
basicamente a mesma quantidade de gordura, 
desconsiderando se você se alimentou ou não antes 
do exercício. 
 
3- É comum que o sujeito seja deslocado (daí a frase 
fica na “ordem indireta”) para o meio ou o fim do 
período a fim de confundir o candidato. 
 
Ex.: Embora remonte aos hábitos das sociedades mais 
violentas do passado, a pena de talião ainda goza de 
prestígio entre cidadãos que se dizem civilizados. 
 
Ex.: Demonstram como se formaram os primeiros 
agrupamentos humanos os vestígios que a ciência 
estuda para tentar recompor os hábitos de nossos 
ancestrais. 
 
 
CUIDADO!!!! 
Se o sujeito for composto, o verbo poderá concordar com o 
núcleo mais próximo ou ir para o plural. 
Nível básico: 
- Saiu o pai e a mãe. 
- Saíram o pai e a mãe. 
Nível avançado: 
- Embora remonte aos hábitos das sociedades mais 
violentas do passado, a pena de Talião e a justiça com as 
próprias mãos ainda têm prestígio entre cidadãos que 
se dizem civilizados. 
 
- Embora remontem aos hábitos das sociedades mais 
violentas do passado, a pena de Talião e a justiça com as 
próprias mãos ainda têm prestígio entre cidadãos que 
se dizem civilizados. 
 
4- Quando o sujeito for uma oração, lembre-se de que o 
verbo fica, obrigatoriamente, na 3ª pessoa do 
singular. 
 
Ex.: Malhar de estômago vazio não ajuda a queimar 
gordura, diz estudo. 
 
Sujeito: “Malhar de estômago vazio”. 
 
Obs.: mesmo que haja dois ou três verbos no 
infinitivo, a regra do sujeito oracionalpermanece. 
 
Ex.: Estudar muitas horas por dia e cuidar da dieta 
exige muita força e muita fé. 
 
 
CUIDADO!!!!!! 
- O estudar e o cuidar exigem muita força e muita fé. 
Obs.: agora, o sujeito tem base nominal, pois “estudar” e 
“cuidar” são substantivos. 
 
Ex.: Cabe aos candidatos, segundo dizem os especialistas, 
organizar um horário satisfatório de estudos. 
 
Sujeito: “organizar um horário satisfatório de estudos”. 
 
5- Quando o sujeito estiver representado pelo pronome 
relativo “que”, concorde com o termo ao qual o 
pronome se refere. 
 
Ex.: O estudioso apresentou os detalhes que fazem toda a 
diferença na hora de estudar. 
 
(O estudioso apresentou os detalhes. Que fazem toda 
a diferença na hora da prova). 
 
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Ex.: Grande foi a comoção que, depois de muitas horas 
passadas e discutidas, revelou as verdadeiras facetas 
daquela instituição. 
 
Ex.: A economia brasileira foi uma das que sofreu com a 
crise mundial. 
 
Ex.: A economia brasileira foi uma das que sofreram com a 
crise mundial. 
 
 
6- Quando a oração não tem sujeito, o verbo é 
chamado de impessoal e fica sem “comando”; por 
isso, permanecerá na 3ª pessoa singular (e raras 
vezes no plural). 
 
Ex.: Havia muitas dificuldades naquela escola. 
 
Ex.: Grandes palestras houve no auditório da universidade. 
 
O verbo EXISTIR, contudo, é pessoal e passa, 
automaticamente, a ter sujeito. Ou seja, o objeto direto 
do verbo HAVER será, portanto, o sujeito do verbo 
EXISTIR. 
- Existiam muitas dificuldades naquela escola. 
- Grandes palestras existiram no auditório da universidade. 
 
Ex.: Faz trinta dias que o edital saiu. 
 
Ex.: Neva na serra gaúcha. 
 
Ex.: Chove muito em Londres. 
 
 
As raras vezes em que o verbo impessoal vai para o 
PLURAL!!! 
- Muitos flocos bonitos nevavam naquela cidade europeia. 
- Choviam péssimas notícias nos jornais. 
- Eram seis horas quando a polícia chegou. 
 
 
7- Quando o sujeito estiver na voz passiva sintética, 
tenha muita atenção. 
 
Nível básico: 
 
Ex.: Dominou-se o suspeito rapidamente. 
 
(O suspeito foi dominado rapidamente). 
 
 
Nível avançado: 
 
Ex.: Organizam-se, no nosso atual século, num mesmo 
movimento, as resistências ao poder, a constituição 
de si e o diagnóstico do presente. 
 
(As resistências ao poder, a constituição de si e o 
diagnóstico do presente, num mesmo movimento, no 
nosso século atual, são organizados). 
 
 
CUIDADO!!!!!! 
 
Quando o verbo (VTI, VI ou VL) vem acompanhado do 
pronome “se”, funcionando como índice de 
indeterminação do sujeito, o verbo SEMPRE FICARÁ na 
terceira pessoa do singular: 
 
- Pouco se discordou dos depoimentos prestados ontem. 
 
- Sempre se sofre muito no Brasil, pois a corrupção é 
implacável. 
 
- Assiste-se a um novo momento cultural no Brasil. 
 
- Era-se desconfiado naquela cidade. 
 
 
8- Quando o sujeito formado por expressão partitiva, 
percentual ou fracionária. 
 
Para termos que indiquem ideia partitiva ou fracionária, 
quando possuírem adjunto adnominal pluralizado, 
admitirão que o verbo vá para o plural ou fique no singular. 
 
Ex.: 
- A maioria dos médicos quis a greve. 
- A maioria dos médicos quiseram a greve. 
 
- A menor parte dos testes revelou impropriedades no 
sistema. 
- A menor parte dos testes revelaram impropriedades no 
sistema. 
 
Caso a palavra partitiva vier encabeçada por uma 
porcentagem, a concordância também se dará com o 
número percentual ou com o adjunto. 
 
Ex.:. 
 
- 30% da empresa receberam críticas. 
- 30% da empresa recebeu críticas. 
 
- 1,8% dos brasileiros pedia a intervenção militar. 
- 1,8% dos brasileiros pediam a intervenção militar. 
 
DETALHE: de 0,0% até 1,9% significa SINGULAR. De 2,0% 
até o infinito, PLURAL. 
 
Caso não haja adjunto no plural, a concordância se dará 
normalmente com o número percentual. 
 
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Ex.: 
- 25% chegaram aos seus objetivos. 
- 1,6% desistiu da prova. 
 
ATENÇÃO: Caso surja o artigo “OS” (ou outro 
determinante, como ESSES, ESTES, AQUELES) antes dos 
percentuais, o verbo irá, OBRIGATORIAMENTE, para o 
PLURAL. 
 
 
Ex.: Os 10% da comunidade requereram novas eleições. 
 
Ex.: Esses 15% da pesquisa não representam muita coisa. 
 
 
Caso o sujeito seja formado por um numeral em forma de 
fração, concorde com o numerador ou com o adjunto. 
 
Ex.: 
- ¼ dos alunos não entregou (entregaram) o trabalho. 
- 2/6 da cidade questionaram (questionou) a prefeitura. 
 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
01- FCC 2016 Prefeitura de Campinas - As regras de 
concordância estão plenamente respeitadas em: 
 
(A) A professora procurou fazer com que os alunos 
entendessem que eram possíveis encontrar muitas 
maneiras de falar a mesma língua. 
(B) A professora explicou que, embora exista diferenças 
na maneira como se falam nas diferentes regiões do 
Brasil, todos falamos português. 
(C) O sotaque e o vocabulário do gaúcho se mostrava 
muito diferente do português falado na escola, o que 
despertou a curiosidade dos colegas. 
(D) Na sala de aula, houve uma pequena parte dos alunos 
que não compreendeu por que o novo colega falava 
“tu” em vez de “você”. 
(E) Explicando que o povo do Sul e o do Sudeste falava a 
mesma língua, a professora buscou convencer os 
alunos de que não se deveriam zombar do colega 
gaúcho. 
 
 
02- CESPE 2016 DPU - “O surgimento de lides 
provenientes das inúmeras formas de relação jurídica 
então existentes — e o chamamento da jurisdição 
para resolver essas contendas — já dava início a 
situações em que constantemente as partes se viam 
impossibilitadas de arcar com os possíveis custos 
judiciais das demandas”. 
( ) Seria mantida a correção gramatical do período caso a 
forma verbal “dava” fosse flexionada no plural, 
escrevendo-se davam. 
03- (CCV- UFC 2011 / UNILAB) Assinale a alternativa cujo 
verbo grifado admite, no contexto, outra 
concordância, conforme a norma gramatical. 
 
A) “...isso fez com que a maioria das pessoas ‘tomasse’ a 
ciência como um ‘deus’”. 
B) “...muitas ainda acreditam que a Ciência e a 
Tecnologia provocam...”. 
C) “O conhecimento científico e tecnológico, (...), é uma 
forma que a ciência encontrou para manipular...”. 
D) “Ao mesmo tempo em que a ciência ultrapassou os 
seus limites de bondade”. 
E) “...a escassa reflexão sobre a forma e o modelo do 
conhecimento produzido traz algumas consequências 
negativas...”. 
 
04- (CCV- UFC 2014 / Técnico administrativo) Assim como 
“haver” em “Isto porque a gente havia que fabricar os 
nossos brinquedos” foi empregado corretamente, o 
verbo destacado igualmente correto está na 
alternativa: 
 
A) Haviam duas estátuas representando os heróis da 
guerra. 
B) Havia participado da guerra soldados ainda muito 
jovens. 
C) Sempre deverão haver soldados dispostos a defender 
a pátria. 
D) Soldados bem treinados sempre se houveram bem 
nas batalhas. 
E) Podem haver inúmeras guerras, mas a humanidade 
permanecerá. 
 
GABARITO DO TESTE 
 
01 02 03 04 
E D A D 
 
 
 
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 01 ( Padrão CESPE) 
 
01- Na oração "Há vinte meses que o Decreto foirevogado", a forma verbal "Há" poderia ser 
corretamente substituída por Faziam. 
 
02- Na oração "Segue anexa a nota editorial", foi atendida 
regra de concordância nominal, visto que o adjetivo 
"anexa" está no feminino para concordar com a 
expressão no feminino "a nota editorial", que exerce a 
função de sujeito da oração. 
 
03- “Estudos e o senso comum mostram que a carga 
genética exerce forte influência nas características 
pessoais às quais damos o nome de talento”. 
 
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CURSO PRIME ALDEOTA – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208. 2222 
CURSO PRIME CENTRO – Av. do Imperador, 1068 – Centro – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2220 
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OS: 0112/1/17-Gil 
► A flexão de plural em "mostram" deve-se à concordância 
com o sujeito composto por dois termos; se qualquer um 
desses termos fosse retirado, o verbo deveria ir para o 
singular para que as regras de concordância da norma culta 
fossem respeitadas. 
 
04- “ Da combinação entre velocidade, persistência, 
relevância, precisão e flexibilidade surge a noção 
contemporânea de agilidade, transformada em 
principal característica de nosso tempo. Uma agilidade 
que vem se tornando lugar comum, se não na vida 
prática das organizações, pelo menos nos discursos. 
Empresas, governos, universidades, exércitos e 
indivíduos querem ser ágeis”. 
 
►A forma verbal "surge" poderia, sem prejuízo gramatical 
para o texto, ser flexionada no plural, para concordar com 
"velocidade, persistência, relevância, precisão e 
flexibilidade". 
 
05- “Não direi, senhores, que a obra chegou à perfeição, 
nem que lá chegue tão cedo. Os meus pupilos não são 
os solários de Campanela ou os utopistas de Morus; 
formam um povo recente, que não pode trepar de um 
salto ao cume das nações seculares”. 
 
► A forma verbal "formam" está flexionada na terceira 
pessoa do plural para concordar com a ideia de coletividade 
que a palavra "povo" expressa. 
 
06- “A recuperação econômica dos países desenvolvidos 
começou perigosamente a perder fôlego. A reação dos 
indicadores de atividade na zona do euro, que já não 
eram robustos ou mesmo convincentes, é agora algo 
semelhante à paralisia. Os Estados Unidos da América 
cresceram a uma taxa superior a 3% em 12 meses, 
mas a maioria dos analistas aposta que a economia 
americana perderá força no segundo semestre”. 
 
► Se o verbo da oração "mas a maioria dos analistas 
aposta" estivesse flexionado no plural - apostam -, o 
período estaria incorreto, visto que, de acordo com a 
prescrição gramatical, a concordância verbal, em estrutura 
dessa natureza, deve ser feita com o termo "maioria". 
 
07- “Assim, distintas teorias políticas e econômicas, 
fundadas em diferentes ideologias do humano, 
enfatizam um aspecto ou outro dessa dualidade, seja 
reclamando uma subordinação dos interesses 
individuais aos interesses sociais, ou, ao contrário, 
afastando o ser humano da unidade de sua 
experiência cotidiana. Além disso, cada uma das 
ideologias em que se fundamentam essas teorias 
políticas e econômicas constitui uma visão dos 
fenômenos sociais e individuais que pretende firmar-
se em uma descrição verdadeira da natureza 
biológica, psicológica ou espiritual do humano”. 
► Na concordância com "cada uma das ideologias", a 
flexão de plural em "fundamentam" reforça a ideia de 
pluralidade de "ideologias"; mas estaria gramaticalmente 
correto e textualmente coerente enfatizar "cada uma", 
empregando-se o referido verbo no singular. 
 
08- “O movimento da vida passa a ser uma efervescência 
constante e as mudanças a ocorrer em ritmo quase 
esquizofrênico, determinando os valores fugidios de 
uma ordem temporal marcada pela efemeridade. 
Como tentativas de acompanhar essa velocidade 
vertiginosa que marca o processo de constituição da 
sociedade hipermoderna, surge a flexibilidade do 
mundo do trabalho e a fluidez das relações 
interpessoais”. 
 
► A forma verbal "surge" está flexionada no singular 
porque estabelece relação de concordância com o conjunto 
das ideias que compõem a oração anterior. 
14- “Em consonância com essa visão do desenvolvimento, 
a expansão da capacidade humana pode ser descrita 
como a característica central do desenvolvimento. O 
conceito de “capacidade” de uma pessoa pode ser 
encontrado em Aristóteles, para quem a vida de um 
indivíduo pode ser vista como uma sequência de 
coisas que ele faz e que constituem uma sucessão de 
funcionamentos. A capacidade refere-se às 
combinações alternativas de funcionamentos a partir 
das quais uma pessoa pode escolher”. 
 
► A flexão de plural em "constituem" mostra que o 
pronome "que" (anterior ao verbo) concorda em número 
com "coisas"; mas seria igualmente correto e coerente 
usar-se aí a flexão de singular, constitui, caso em que o 
pronome concordaria com "sequência". 
 
10- “Entre outros exemplos, citemos a formação da 
consciência moral, das modalidades de controle de 
pulsões e afetos numa dada civilização, ou o dinheiro 
e tempo. A cada um deles correspondem maneiras 
pessoais de agir e sentir, um habitus social que o 
indivíduo compartilha com outros e que se integra na 
estrutura de sua personalidade”. 
 
► A flexão de plural em "correspondem" mostra que, pela 
concordância, se estabelece a coesão com "maneiras"; mas 
seria igualmente correto e coerente estabelecer a coesão 
com "cada um", enfatizando este termo pelo uso do verbo 
no singular: corresponde. 
 
 
GABARITO 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E C E E E E E E C E 
 
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EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 02 
(Padrão CESPE) 
 
TEXTO I 
 
“Um governo, ou uma sociedade, nos tempos modernos, 
está vinculado a um pressuposto que se apresenta como 
novo em face da Idade Antiga e Média, a saber: a própria 
ideia de democracia. Para ser democrático, deve contar, a 
partir das relações de poder estendidas a todos os 
indivíduos, com um espaço político demarcado por regras e 
procedimentos claros”. 
 
01- O desenvolvimento das ideias demonstra que a flexão 
de singular em “deve” estabelece relações de coesão 
e de concordância gramatical com o termo 
“democracia”. 
 
 
 
TEXTO II 
 
 “O governo garante que não faltarão recursos para as 
obras de infraestrutura. As favelas ocupadas dispunham de 
cerca de 827 milhões de reais do Programa de Aceleração 
do Crescimento para obras de saneamento e outras 
intervenções urbanas. Também foram anunciados a 
construção de 19 escolas, obras de contenção de encostas 
e um programa habitacional orçado em 144 milhões de 
reais, entre outras medidas”. 
 
02- A substituição de “foram anunciados” por “foi 
anunciado” manteria a correção gramatical do texto. 
TEXTO III 
 
“Por um lado, congestionamentos crônicos, queda da 
mobilidade e da acessibilidade, degradação das condições 
ambientais e altos índices de acidentes de trânsito já 
constituem problemas graves em muitas cidades 
brasileiras”. 
 
 
03- A forma verbal “constituem” está flexionada na terceira 
pessoa do plural para concordar com “problemas 
graves”. 
 
 
TEXTO IV 
 
“Contraposto aos sucessivos recordes de 
congestionamentos nas grandes cidades brasileiras, esse 
resultado expõe as fragilidades de um modelo de 
desenvolvimento e urbanização que privilegia o transporte 
motorizado individual, prejudica a mobilidade e até a 
produtividade das pessoas. O carro, no entanto, não é o 
único vilão”. 
 
04- O trecho “o transporte motorizado individual” poderia, 
semprejuízo à coerência da argumentação, ser 
substituído por os transportes motorizados 
individuais; contudo, para se preservar a correção 
gramatical do texto, seria necessário flexionar a forma 
verbal “prejudica” na terceira pessoa do plural, 
escrevendo-se prejudicam. 
 
 
TEXTO V 
 
“A Bike será, quando entrar em linha de montagem, uma 
sucessora do Fusca. Tem a mesma conjugação de linhas 
curvas. Encarna a próxima geração do meio de transporte 
ao mesmo tempo racional, popular e simpático. Como tal, 
apresentou-se oficialmente ao público, semanas atrás, em 
uma feira de automóveis na China. 
 
Ela é elétrica. Carrega-se até em bateria de automóvel. 
Dobrável como um contorcionista de circo, cabe no 
compartimento do estepe, no fundo do porta-malas”. 
05- Preservam-se a correção gramatical e as relações de 
coerência entre os argumentos do texto ao se inserir a 
forma verbal “É” no período sintático iniciado por 
“Dobrável”, escrevendo-se “É dobrável”. 
 
 
TEXTO VI 
 
“A evidência surgiu com a análise das informações colhidas 
pela sonda Lcross da agência espacial norte-americana. Os 
cientistas apresentam quatro hipóteses para explicar a 
presença de água na Lua. Ela pode ter chegado ao satélite a 
bordo de cometas, astros formados por gelo e poeira”. 
 
06- A substituição de “apresentam” por “têm 
apresentado” mantém a correção gramatical do texto. 
 
 
TEXTO VII 
 
“O medo tem raízes profundas na alma dos seres. Radica-se 
no inconsciente e é objeto constante da pesquisa científica, 
com destaque para a psicanálise”. 
 
07- Em “Radica-se”, o pronome indica que o sujeito é 
indeterminado. 
 
TEXTO VIII 
 
“Durante a realização das provas, o chefe da sala, 
verificando que Roberto não tinha condições para a escrita 
cursiva, solicitou a presença do coordenador para orientá-
lo quanto à exigência dos procedimentos de identificação 
desse candidato. O coordenador orientou-o, dizendo que a 
folha de respostas e a folha de frequência poderiam ficar 
em branco, sem a assinatura do candidato e sem a 
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transcrição da frase, e que a ocorrência deveria ser relatada 
na ata de sala”. 
08- Estaria mantida a correção gramatical do texto se, em 
“a folha de respostas e a folha de frequência 
poderiam ficar em branco” , a forma verbal 
“poderiam” fosse substituída pelo singular poderia, 
estabelecendo-se a concordância com o termo mais 
próximo. 
 
 
TEXTO IX 
 
Quase dois terços da área sob risco de desertificação no 
Brasil estão na caatinga, que já teve, a exemplo do cerrado, 
aproximadamente metade de sua extensão, que é de 
826.000 km², destruída. 
 
09- Preserva-se a correção gramatical do período 
substituindo-se a forma verbal “estão” pelo singular 
“está”. 
 
 
TEXTO X 
 
“Mantido por contribuições das empresas associadas, o 
CIEE lançou o Guia Prático para Entender a Nova Lei do 
Estágio, com respostas a mais de 30 perguntas acerca das 
mudanças e normas mais importantes. Entre elas, 
destacam-se a limitação da jornada diária para seis horas, a 
obrigatoriedade de pagamento do auxílio-transporte, a 
concessão do recesso obrigatório de 30 dias após um ano 
de estágio e o limite máximo de dois anos de permanência 
em uma mesma empresa”. 
 
10- A concordância verbal permaneceria igualmente 
correta se, em lugar de “destacam-se”, fosse 
empregada a forma “destaca-se”. 
 
 
TEXTO XI 
 
“Veja o que ocorre nos Estados Unidos da América. O país 
dispõe das melhores universidades do mundo, detém 
metade dos cientistas premiados com o Nobel e registra 
mais patentes do que todos os seus concorrentes diretos 
somados. Ainda assim, só um em cada dois norte 
americanos acredita que o homem possa ser produto de 
milhões de anos de evolução”. 
 
11- O plural de “detém” grafa-se “deteem”. 
 
12- Os sujeitos de “detém” e de “registra” são 
indeterminados. 
 
13- Levando-se em conta o contexto, o verbo “acredita” 
poderia concordar com a ideia de plural que a frase dá 
a entender que exista, escrevendo-se “acreditam”. 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E E E E C C E E C C 
 
11 12 13 
E E E 
 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 03 
(padrão UECE, CESGRANRIO, FUNRIO, IMPARH) 
 
01. Indique a opção correta, no que se refere à 
concordância verbal, de acordo com a norma culta: 
 
a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da 
prova. 
b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha. 
c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem 
aqui. 
d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou. 
e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo. 
 
02. Assinale a frase em que há erro de concordância 
verbal: 
 
a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade. 
b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da 
imigração. 
c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada. 
d) Deve existir problemas nos seus documentos. 
e) Choveram papéis picados nos comícios. 
 
03. Assinale a opção em que há concordância 
inadequada: 
 
a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução 
para o problema. 
b) A maioria dos conflitos foram resolvidos. 
c) Deve haver bons motivos para a sua recusa. 
d) De casa à escola é três quilômetros. 
e) Nem uma nem outra questão é difícil. 
 
04- Em todas as alternativas, o termo em negrito exerce 
a função de sujeito, exceto em: 
 
a) Quem sabe de que será capaz a mulher de seu 
sobrinho? 
b) Raramente se entrevê o céu nesse aglomerado 
de edifícios. 
c) Amanheceu um dia lindo, e por isso todos 
correram às piscinas. 
d) Era somente uma velha, jogada num catre preto 
de solteiros. 
e) É preciso que haja muita compreensão para com 
os amigos. 
 
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05- O “se” é índice de indeterminação do sujeito na 
frase: 
 
a) Não se ouvia o sino. 
b) Assiste-se a espetáculos degradantes. 
c) Alguém se arrogava o direito de gritar. 
d) Perdeu-se um cão de estimação. 
e) Não mais se falsificará tua assinatura. 
 
06- Indique o único segmento que apresenta 
concordância verbal condizente com as normas do 
português padrão: 
 
a) O funcionamento dos dois hemisférios cerebrais 
são necessários tanto para as atividades 
artísticas como para as científicas. 
b) As diferentes divisões e subdivisões a que se 
submetem a área de ciências humanas provocam 
uma indesejável pulverização de domínios do 
conhecimento. 
c) Normalmente, a aplicação de métodos 
quantitativos e exatos acaba por distorcer as 
linhas de raciocínio em ciências humanas. 
d) Uma das premissas básicas do conjunto de 
assunções teóricas e epistemológicas do trabalho 
que ora vêm a lume é a concepção da Arte como 
uma entre as muitas formas por meio das quais o 
conhecimento humano se expressa. 
e) Não existem fórmulas precisas ou exatas para 
avaliar uma obra de arte, não existe um padrão 
de medida ou quantificação, tampouco podem 
haver modelos rígidos pré-estabelecidos. 
 
07- O verbo deve ir para o plural em: 
 
 a) Organizou-se em grupos de quatro. 
 b) Atendeu-se a todos os clientes. 
 c) Faltava um banco e uma cadeira. 
 d) Pintou-se as paredes de verde. 
 e) Já faz mais de dez anos que o vi. 
 
08- O verbo certo no singular está em:a) Procurou-se as mesmas pessoas 
 b) Registrou-se os processos 
 c) Respondeu-se aos questionários 
 d) Ouviu-se os últimos comentários 
 e) Somou-se as parcelas 
 
09- Assinale a alternativa correta quanto à concordância 
verbal: 
 
a) Soava seis horas no relógio da matriz quando eles 
chegaram. 
b) Apesar da greve, diretores, professores, 
funcionários, ninguém foram demitidos. 
c) José chegou ileso a seu destino, embora 
houvessem muitas ciladas em seu caminho. 
d) Fomos nós quem resolvemos aquela questão. 
e) O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que 
ampara sua petição. 
 
15- A concordância verbal está correta na alternativa: 
 
a) Ela o esperava já faziam duas semanas. 
b) Na sua bolsa haviam muitas moedas de ouro. 
c) Eles parece estarem doentes. 
d) Devem haver aqui pessoas cultas. 
e) Todos parecem terem ficado tristes. 
 
11- Assinale a incorreta: 
a) Dois reais é pouco para se divertir. 
b) Nem tudo são sempre tristezas. 
c) Quem fez isso foram vocês. 
d) Era muito árdua a tarefa que os mantinham juntos. 
e) Quais de vós ainda tendes paciência? 
 
12- É provável que ....... vagas na academia, mas não ....... 
pessoas interessadas: são muitas as formalidades a 
....... cumpridas. 
 
a) hajam - existem - ser 
b) hajam - existe - ser 
c) haja - existem - serem 
d) haja - existe - ser 
e) hajam - existem – serem 
 
13- Complete as lacunas: ........ de exigências! Ou será que 
não ....... os sacrifícios que ....... por sua causa? 
 
 a) Chega - bastam - foram feitos 
 b) Chega - bastam - foi feito 
 c) Chegam - basta - foi feito 
d) Chegam - basta - foram feitos 
e) Chegam - bastam - foi feito 
 
 
Gabarito 
 
01 02 03 04 05 06 07 
C D D D B C D 
08 09 10 11 12 13 
C D C D C A 
 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 04 
(padrão UECE, CESGRANRIO, FUNRIO, IMPARH) 
 
01- Coloque C ou I nos parênteses, conforme esteja 
correta ou incorreta a concordância verbal. 
( ) Surgiu, na semana do evento, um novo 
problema, dois processos e duas críticas 
construtivas. 
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( ) Surgiram, na semana do evento, um novo 
problema, dois processos e duas críticas 
construtivas. 
( ) O homem do campo e da cidade mantém 
diferenças flagrantes entre si. 
( ) Os povos andinos e sua cultura, assim diz a 
tradição, contém muita riqueza. 
 
Assinale a sequência correta. 
 
a) I – C – C ─ C 
b) I – C – I─ C 
c) I – I – C ─ 
d) C – I – I ─ I 
e) C – C – C ─ I 
 
02- Coloque C ou I nos parênteses, conforme esteja 
correta ou incorreta a concordância verbal. 
 
( ) Brasileiros ou americanos devem concorrer a 
prêmio em abril. 
( ) Um líquido perigoso retém as finas camadas de 
gordura das veias. 
( ) Colesterol ou açúcar pode ser o novo vilão da 
obesidade, dizem cientistas. 
( ) Pode-se questionar o novo sistema do banco 
privado. 
 
Assinale a sequência correta. 
 
a) I – C – C ─ C 
b) I – C – I─ C 
c) C – I – C ─ C 
d) C – I – I─ I 
e) C – C – I─ I 
 
03- Assinale a opção que apresenta ERRO de concordância 
verbal, segundo o registro culto e formal da língua. 
 
a) Eu, ela e João vamos ao parque no fim de 
semana. 
b) Tu e elas trabalharíeis nos fins de semana? 
c) Tu, ela e vocês formáveis uma grande equipe. 
d) Eu e vocês deveríeis deixar logo a cidade. 
e) Tu e ela vão cumprir todas as metas. 
 
04- Assinale a opção que apresenta ERRO de concordância 
verbal. 
 
a) Nem os alunos nem os professores porão seus 
registros à mostra. 
b) Talvez, um e outro assunto serão discutidos. 
c) É certo que um e outro assunto será discutido. 
d) Nem a vida nem a morte podem mudar a força 
do amor. 
e) Um ou outro candidato serão avaliados pelos 
jornalistas. 
05- Assinale a opção que apresenta ERRO de concordância 
verbal. 
 
a) 2/5 da cidade quis o plebiscito. 
b) Somente 1/3 da comunidade acadêmica 
requereu novos livros para a biblioteca. 
c) Grande parte dos impostos não são revertidos à 
comunidade. 
d) Somente 40% do estoque mantiveram-se bem 
armazenados. 
e) Somente os 0,98% da comunidade saldou suas 
dívidas. 
 
06- Assinale a opção que apresenta ERRO de concordância 
verbal. 
a) Mais de um torcedor invadiu o gramado. 
b) Fomos nós quem requereu o aumento do salário. 
c) Foste tu quem arrumaste a bancada dos livros? 
d) Foste tu quem arrumou a bancada dos livros? 
e) Foi eu quem questionou a equipe de médicos. 
 
07- Assinale a opção que apresenta ERRO de concordância 
verbal. 
a) Os assuntos principais da reunião foi Fernando 
Pessoa. 
b) Cem mil reais era pouco para ele. 
c) Já são uma e meia da manhã. 
d) Hoje são 20 de abril. 
e) Tudo eram vantagens para a empresa. 
 
08- Assinale a opção que apresenta ERRO de concordância 
verbal, segundo o registro culto e formal da língua. 
 
a) Necessita-se de novos programas de qualidade 
de vida. 
b) A pressão, a ansiedade e a tensão muscular, tudo 
prejudicava a saúde do trabalhador. 
c) Os Estados Unidos contrataram profissionais 
especializados em comunicação. 
d) Já fazem três meses que ele se adaptou a uma 
nova realidade profissional. 
e) Cada um dos profissionais do RH deve saber 
administrar o seu estresse. 
 
09- Assinale a opção que apresenta ERRO de concordância 
verbal, segundo o registro culto e formal da língua. 
 
a) Necessita-se de novos programas de qualidade 
de vida. 
b) A pressão, a ansiedade e a tensão muscular, tudo 
prejudicava a saúde do trabalhador. 
c) Os Estados Unidos contrataram profissionais 
especializados em comunicação. 
d) Já fazem três meses que ele se adaptou a uma 
nova realidade profissional. 
e) Cada um dos profissionais do RH deve saber 
administrar o seu estresse. 
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10- Considere as frases abaixo. 
 
I – Há amigos de infância de quem nunca nos 
esquecemos. 
II – Deviam existir muitos funcionários 
despreparados; por isso, talvez, existissem 
discordâncias entre os elementos do grupo. 
 
Substituindo-se em I o verbo “haver” por “existir” e 
em II o verbo existir por haver, a sequência correta é 
 
a) existem, devia haver, houvesse. 
b) existe, devia haver, houvessem. 
c) existe, devia haver, houvesse. 
d) existem, deviam haver, houvesse. 
e) existe, deviam haver, houvessem. 
 
11- De acordo com a norma, o verbo pode ficar, 
indiferentemente, no singular ou no plural na frase 
da alternativa 
 
a) Precisa-se (ou precisam-se) de funcionários 
dedicados 
b) Perceberam-se (ou percebeu-se) os detalhes da 
cidade 
c) Cada um dos brasileiros cuidará (ou cuidarão) do 
país. 
d) Vendem-se (ou vende-se) frutas no mercado de 
nacional. 
e) A maioria dos brasileiros pratica (ou praticam) 
esporte. 
 
12- Assinale a alternativa em que a reescritura do trecho 
“’Dos entrevistados, 84% afirmaram sentir raiva 
enquanto dirigem. Pessoas que tinham mais tempo de 
habilitação e dirigiam com maior frequência cometiam 
mais erros e eram mais agressivas’, diz Cláudia.” 
mantém a correção gramatical e não compromete o 
sentido original. 
 
a) A maioria dos entrevistados afirmou que senteraiva enquanto dirige. Pessoas mais experientes 
na condução de veículos automotivos cometem 
mais erros e são mais agressivas. 
b) 84% dos entrevistados afirmou que sentem raiva 
enquanto dirigem. Pessoas, que tinham mais 
tempo de habilitação e dirigiam com maior 
frequência, cometiam mais erros e eram mais 
agressivas. 
c) Dos entrevistados, 84% afirmou que sentem 
raiva enquanto dirigem. Pessoas que tinham 
mais tempo de habilitação e dirigiam com mais 
frequência cometiam mais erros e eram mais 
agressivas. 
d) Dos entrevistados, 84% afirmou que sente raiva 
enquanto dirige. Pessoas com mais tempo de 
habilitação e que dirigiam com mais frequência, 
cometiam mais erros e eram mais agressivas. 
e) A maior parte dos entrevistados afirmou que 
sente raiva enquanto dirigem. Pessoas que 
dirigiam com mais tempo de habilitação 
frequentemente cometiam mais erros. 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E C D E E E C D D A 
11 12 
E A 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 05 (Padrão FUNDAÇÃO CARLOS 
CHAGAS) 
 
 
Itens aparentemente corretos. 
 
- Devem-se ressaltar, nos meios de comunicação, a 
constância com que promovem abusos, na exploração 
da cultura popular. (Forma verbal correta: Deve-se 
ressaltar) 
 
- Restam das festas, dos ritos e dos artesanatos da 
cultura popular pouco mais que um resistente núcleo de 
práticas comunitárias. (Forma verbal correta: Resta) 
 
- Produzem-se nas pequenas células comunitárias, a 
despeito das pressões da cultura de massa, lento e 
seguro dinamismo de cultura popular. (Forma verbal 
correta: Produz-se) 
 
- Não sensibilizavam aos possíveis interessados em 
apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles velhos 
carros-placa. (Forma verbal correta: sensibiliza) 
 
- Destinam-se aos homens-placa um lugar visível nas ruas 
e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a 
visibilidade social. (Forma verbal correta: Destina-se) 
 
- O motivo simples de tantos atos supostamente cruéis, 
que tanto impressionaram o autor quando criança, só 
anos depois se esclareceram. (Forma verbal correta: se 
esclareceu) 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (BATERIA I) 
 
01- Quanto à concordância verbal, está inteiramente 
correta a frase: 
 
a) Devem-se ressaltar, nos meios de comunicação, 
a constância com que promovem abusos, na 
exploração da cultura popular. 
b) Nem mesmo um pequeno espaço próprio 
querem conceder à cultura popular os que a 
exploram por interesses estritamente 
econômicos. 
c) Restam das festas, dos ritos e dos artesanatos da 
cultura popular pouco mais que um resistente 
núcleo de práticas comunitárias. 
d) Muita gente acredita que se devem imputar aos 
turistas a responsabilidade por boa parte desses 
processos de falseamento da cultura popular. 
e) Produzem-se nas pequenas células comunitárias, 
a despeito das pressões da cultura de massa, 
lento e seguro dinamismo de cultura popular. 
 
 
02- A concordância verbal e nominal está inteiramente 
correta em: 
 
a) A redução da emissão de partículas poluentes 
pelo escapamento dos carros é uma das metas 
que devem ser atingidas pelos órgãos 
responsáveis pela organização do trânsito nas 
grandes cidades. 
b) Em cidades maiores, inúmeros moradores, para 
fugir da violência e do estresse urbano, se 
mudou para condomínios fechados próximos e 
passou a depender de carro para seus 
deslocamentos. 
c) O planejamento urbano das grandes e médias 
cidades nem sempre acompanharam os 
deslocamentos de grandes contingentes da 
população, que depende de transporte coletivo 
para ir e vir do trabalho diariamente. 
 d) O número de automóveis nos países 
desenvolvidos costumam ser mais elevados, mas 
nessas cidades existe bons sistemas de 
transporte coletivo e as pessoas usam seus 
carros apenas para viagens e passeios de fins de 
semana. 
e) No caso das regiões metropolitanas brasileiras, é 
necessário os investimentos na expansão de 
sistemas integrados de transporte coletivo, para 
desestimular o uso de veículos particulares no 
dia a dia das cidades. 
 
 
 
 
03- Para cumprimento das normas de concordância 
verbal, será necessário CORRIGIR a frase: 
 
a) Atribui-se aos esquemas de construção das 
fábulas populares a capacidade de 
representarem profundos anseios coletivos. 
b) Reserva-se a pobres camponeses, nas fábulas 
populares, a possibilidade de virem a se tornar 
membros da realeza. 
c) Aos desejos populares de ascensão social 
correspondem, em algumas das fábulas 
analisadas, a transformação de pobres em 
príncipes. 
d) Prosperam no fundo do inconsciente coletivo 
incontáveis imagens, pelas quais se traduzem 
aspirações de poder e de justiça. 
e) Não cabe aos leitores abastados avaliar, em 
quem é pobre, a sensatez ou o descalabro das 
expectativas alimentadas. 
 
04- A concordância verbal e nominal está inteiramente 
correta em: 
 
a) Presume-se que já tenha sido extinto muitas 
espécies da fauna e da flora com a destruição de 
enormes extensões de florestas. 
b) Os desequilíbrios no ecossistema de uma floresta 
pode pôr em risco a sobrevivência de certas 
espécies de plantas. 
c) Deve valer para todos os países as medidas de 
segurança a ser tomada em relação à 
preservação de florestas. 
d) Para a restauração de áreas ocupadas por 
atividades agrícolas, é observado os tipos de uso 
do solo e as características do entorno para 
traçar o projeto de ação. 
e) Projetos desenvolvidos por especialistas 
mostram que é possível conciliar restauração de 
florestas nativas com o manejo sustentável de 
seus recursos naturais. 
 
05- As normas de concordância verbal estão plenamente 
observadas na frase: 
 
a) Há frases que se repete à exaustão e que, 
exatamente por isso, passam a soar como se 
constituíssem cada uma delas uma verdade 
incontestável. 
b) Frases sempre haverão que, à força de se 
repetirem ao longo do tempo, acabam sendo 
tomadas como verdades absolutas. 
c) Quando a muitas pessoas interessam dar crédito 
a frases feitas e lugares-comuns, há o risco de se 
cristalizar falsos juízos. 
d) O hábito da repetição mecânica de frases feitas e 
lugares-comuns acabam por nos conduzirem à 
fixação de muitos preconceitos. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
e) Cabe aos indivíduos mais conscientes combater o 
chavão e o lugar-comum, para que não se 
percam de vista os legítimos valores sociais. 
 
GABARITO 
01 02 03 04 05 
B A C E E 
 
 
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (BATERIA II) 
 
01. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-
se numa forma do singular para preencher de modo 
correto a lacuna da frase: 
a) Jamais ...... (satisfazer) as crianças aquele tipo de 
resposta convencional às perguntas essenciais que 
elas formulam. 
b) Como ...... (poder) ocorrer ao professor respostas 
exatas para um questionário irrespondível? 
c) Não ...... (dever) envergonhar a ninguém as 
lacunas do conhecimento humano sobre os 
mistérios do universo. 
d) A aflição a que ....... (levar) um cientista tais 
perguntas é a mesma que perturba as crianças. 
e) Quanto às questões que a mais ninguém ...... 
(conseguir) incomodar, ou já encontraram 
resposta ou não eram essenciais.02. Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente 
correta é: 
a) Entre as questões essenciais, que a todo cientista 
deve importar, estão as que se prendem à origem 
e ao destino do ser humano. 
b) Não houvesse outras razões, bastaria a 
propriedade das perguntas que lhe dirigiu o 
público para fazê-lo sentir-se um professor 
privilegiado. 
c) Só é dado alimentarem a curiosidade e a 
insatisfação ao cientista que não abdica de fazer as 
perguntas fundamentais. 
d) Diante do interesse que representavam cada uma 
das perguntas que lhe cabiam responder, o 
professor sentiu-se um privilegiado. 
e) O autor considerou um privilégio o fato de o 
interrogarem, com perguntas tão instigantes, 
aquele público curioso que encontrou na escola. 
 
03. Quanto à concordância verbal, está inteiramente 
correta a seguinte frase: 
a) De diferentes afirmações do texto podem-se 
depreender que os atos de grande violência não 
caracterizam apenas os animais irracionais. 
b) O motivo simples de tantos atos supostamente 
cruéis, que tanto impressionaram o autor quando 
criança, só anos depois se esclareceram. 
c) Ao longo dos tempos tem ocorrido incontáveis 
situações que demonstram a violência e a 
crueldade de que os seres humanos se mostram 
capazes. 
d) A todos esses atos supostamente cruéis, 
cometidos no reino animal, aplicam-se, acima do 
bem e do mal, a razão da propagação das espécies. 
e) Depois de paralisadas as lagartas com o veneno 
das vespas, advirá das próprias entranhas o 
martírio das larvas que as devoram 
inapelavelmente. 
 
04. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-
se numa forma do plural para preencher 
corretamente a lacuna da frase: 
 
a) Não se ...... (atribuir) às lagartas a crueldade dos 
humanos, por depositarem os ovos no interior das 
vespas. 
b) O que ...... (impelir) os animais a agirem como 
agem são seus instintos herdados, e não uma 
intenção cruel. 
c) Não se ...... (equiparar) às violências dos machos, 
competindo na vida selvagem, a radicalidade de 
que é capaz um homem enciumado. 
d) ...... (caracterizar-se), em algumas espécies 
animais, uma modalidade de violência que 
interpretamos como crueldade. 
e) ...... (ocultar-se) na ação de uma única vespa os 
ditames de um código genético comum a toda a 
espécie. 
 
05. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-
se numa forma do singular para preencher 
corretamente a lacuna da frase: 
 
a) Há muito não se ...... (tolerar) atitudes arrogantes 
como a do editorial da revista britânica. 
b) É natural que ...... (ferir) o orgulho do povo cubano 
as exortações publicadas na revista britânica. 
c) Os pesquisadores não ...... (haver) de se ofender, 
caso os termos do editorial da revista fossem 
menos prepotentes. 
d) Foi precisa a argumentação de que se ...... (valer) 
os pesquisadores latino-americanos em sua réplica 
ao editorial. 
e) Aos países ricos não ...... (competir) tomar 
decisões que afetem a soberania dos países em 
desenvolvimento. 
 
06. Para que se respeite a concordância verbal, será 
preciso corrigir a frase: 
a) Têm havido dúvidas sobre a capacidade do sistema 
de saúde cubano. 
b) Têm sido levantadas dúvidas sobre a capacidade 
do sistema de saúde cubano. 
c) Será que o sistema de saúde cubano tem suscitado 
dúvidas sobre sua eficácia? 
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d) Que dúvidas têm propalado os adversários de 
Cuba sobre seu sistema de saúde? 
e) A quantas dúvidas tem dado margem o sistema de 
saúde de Cuba? 
 
07. As normas de concordância verbal estão plenamente 
respeitadas na frase: 
a) Já faz muitos séculos que se vêm atribuindo à 
palavra progresso algumas conotações mágicas. 
b) Deve-se ao fato de usamos muitas palavras sem 
conhecer seu sentido real muitos equívocos 
ideológicos. 
c) Muitas coisas a que associamos o sentido de 
progresso não chega a representarem, de fato, 
qualquer avanço significativo. 
d) Se muitas novidades tecnológicas houvesse de ser 
investigadas a fundo, veríamos que são 
irrelevantes para a melhoria da vida. 
e) Começam pelas preocupações com nossa casa, 
com nossa rua, com nossa cidade a tarefa de 
zelarmos por uma boa qualidade da vida. 
 
08. As normas de concordância verbal estão plenamente 
atendidas na frase: 
a) Fosse porcas, arruelas, parafusos, tudo o que não 
tivesse aplicação imediata era remetido à “bacia 
das almas.” 
b) O fato é que muita gente, tal como ocorre com o 
pai no referido texto da Internet, têm a tendência 
de alimentar preconceitos contra os poetas. 
c) Atira-se à “bacia das almas” as tranqueiras que 
não parecem úteis, e que talvez nunca de fato os 
sejam. 
d) Costumam-se atribuir às expressões evocativas e 
nostálgicas o sentido poético que advém de tudo o 
que nos fala do passado. 
e) Ao filho não pareceu coerente que expressões tão 
sugestivas fossem criadas justamente por quem 
tinha por hábito desancar os poetas. 
 
09. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-
se numa forma do plural para preencher de modo 
correto a lacuna da frase: 
a) ...... (acabar) por mais nos favorecer o que foi 
esquecido do que todas as coisas de que 
costumamos nos lembrar. 
b) ......-se (costumar) atribuir às nossas memórias 
uma vantagem que, para o autor do texto, elas 
não propiciam. 
c) A ninguém ...... (dever) limitar essas expectativas, 
criadas pela memória que cristaliza a 
personalidade. 
d) ......-se (sedimentar) nos processos da nossa 
memória o perfil de uma personalidade a que nos 
obrigamos a ser fiéis. 
e) À força dos nomes próprios ...... (corresponder), 
pelas razões expostas no texto, a força de 
estreitamento do espaço que há numa gaiola. 
 
10. A concordância verbo-nominal está inteiramente 
correta na frase: 
a) No século XX, a produção em massa permitiu que 
objetos, antes de posse restrita a reis, fossem 
acessíveis a toda a população. 
b) Sempre existiu colecionadores de objetos, que 
exerce maior poder de atração sobre pessoas 
quanto mais estranho ele é. 
c) No século XIX, foi dividido as áreas temáticas da 
ciência, surgindo então os colecionadores 
especializados em reunir um único tipo de objetos. 
d) Permaneceu imutável por séculos as razões que 
levam algumas pessoas a colecionar objetos, 
algumas delas de gosto duvidoso. 
e) O costume de enviar marinheiros pelo mundo para 
encontrar objetos exóticos mudaram a paisagem 
de alguns países e modernizaram a Europa. 
 
11. As normas de concordância verbal estão plenamente 
respeitadas na frase: 
a) Compreenda-se as lições de O Príncipe não como 
exercícios de cinismo, mas como exemplos de 
análises a que não se devem furtar toda gente 
interessada na lógica do poder, seja para exercê-
lo, seja para criticá-lo. 
b) A problemática divisão da Itália em principados, 
que tanto preocupavam Maquiavel, fizeram com 
que ele se dedicasse à ciência política, em cujos 
fundamentos espelha-se, até hoje, aqueles que se 
preocupam com o poder. 
c) Integrava as qualidades morais a da virtude, 
tomada num sentido essencialmente religioso, até 
que Maquiavel, recusando esse plano de valores 
em que a inseriam, deslocou seu sentido para o 
campo da política. 
d) Todas as acepções de virtude, até o momento em 
que surgiu Maquiavel, compunha-se no campo da 
moral e da religião, e estendia-se à esfera da 
política, como se tudo fosse essencialmente um 
mesmo fenômeno. 
e) Nunca faltaram aos “príncipes” de ontem, de hoje 
e de sempre a ambição desmedida pelo poder e 
pela glóriapessoal, mas couberam a poucos 
discernir as sutilezas da política, em que 
Maquiavel foi um mestre. 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 
A B E E E A A E C A C 
 
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06. Concordância Nominal 
 
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: De razoável 
para baixa. Nem todas as organizadoras simpatizam com 
esse tema. CESPE, FCC e ESAF, por exemplo, fazem pouco 
caso do assunto em questão. Já CESGRANRIO, IMPARH, 
UECE, FGV, CONESUL, dentre outras, costumam, com 
frequência, exigir esse assunto. 
 
DICA: É na Concordância nominal que precisamos, 
principalmente, dos conceitos sintáticos de Adjunto 
adnominal, Predicativo do sujeito e Predicativo do objeto. 
Caso você não faça a mínima ideia do que sejam tais 
sintagmas, é necessário revisar tais conceitos o quanto 
antes. 
 
DICA DE ESTUDO: Como as regras não são muitas, você 
logo se familiarizará com quase todas. A fim de que você as 
memorize o quanto antes, faça bastantes exercícios. É só 
uma questão de prática. 
 
POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Razoável para todos 
os níveis (no máximo uma questão). 
STATUS: Em sala e com o professor (dependendo da 
banca, o status pode mudar). 
 
 REGRA GERAL: 
 
O adjetivo e as palavras adjetivas (artigo, numeral 
e pronome) concordam em gênero e número com o 
substantivo a que se refere. 
 
Ex.: As minhas revistas novas estão no quarto. 
 
No exemplo acima, percebe-se que as palavras 
adjetivas (as, minhas e novas) referem-se ao substantivo 
revistas, concordando com ele. 
 
 1º. Caso: 
Quando o adjetivo é posposto a vários 
substantivos do mesmo gênero, ele vai para o plural ou 
concorda com o substantivo mais próximo. 
 
Ex.: O tamarindo e o limão azedos (azedo) parecem bons. 
 
 2º. Caso: 
Se os substantivos forem de gêneros diferentes, o 
adjetivo pode ir para o plural masculino ou pode concordar 
com o substantivo mais próximo. 
Ex.: 
 
O tamarindo e a laranja azedos (azeda) estavam em falta no 
mercado. 
 
A cidade, o hospital, a lanchonete e o bar antigo(antigos) 
foram varridos pelo temporal. 
 
 
 3º. Caso: 
 
Quando o adjetivo posposto funciona como 
predicativo, vai obrigatoriamente para o plural. 
 
Ex.: 
 
O limão e a laranja são azedos. 
 
A cidade, o hospital, a lanchonete e o bar estão devastados. 
 
 
 
 REGRAS ESPECÍFICAS 
 
► Adjetivo anteposto aos substantivos: 
 
 1º. Caso: 
 
Quando o adjetivo vem anteposto aos 
substantivos, concorda, preferencialmente, com o mais 
próximo.
1
 
 
Ex.: 
 
Ele era dotado de extraordinária coragem e talento. 
 
No hospital, percebi a cansada médica e enfermeiros. 
 
 2º. Caso: 
Quando o adjetivo anteposto funciona como 
predicativo, pode concordar com o substantivo mais 
próximo ou pode ir para o plural. 
Ex.: 
 
Estavam desertos a casa e o barraco. 
 
Estava deserta a casa e o barraco. 
► Um só substantivo e mais de um adjetivo: 
 
1ª . Possibilidade: 
 
Ex.: O produto conquistou o mercado europeu e o 
americano. 
 
 O substantivo fica no singular e repete-se o artigo. 
 
 
1 Aqui existe uma grande divergência entre os gramáticos Evanildo 
Becharra e Celso Cunha. Para o primeiro, os adjetivos antepostos a vários 
substantivos podem concordar com o mais próximo ou com todos os 
substantivos pela lei da soma. Exemplo: Lerei interessante (interessantes) 
livro e jornal. Já para o segundo, a concordância, nesta situação, só 
ocorrerá com o mais próximo. Exemplo: Comprei novo carro e casa. 
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2ª . Possibilidade: 
 
Ex.: O produto conquistou os mercados europeu e 
americano. 
 
O substantivo vai para o plural e não se repete o artigo. 
 
- Esse autor aderiu à escrita clássica, à moderna e à 
contemporânea. 
- Esse autor aderiu às escritas clássica, moderna e 
contemporânea. 
 
- O país desenvolveu a cultura da leitura e a do estudo. 
- O país desenvolveu as culturas da leitura e do estudo. 
 
- Ele fez menção à Presidenta do Brasil e à da Argentina. 
- Ele fez menção às Presidentas do Brasil e da Argentina. 
 
 
 OUTROS CASOS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL: 
 
 1º. Caso: 
 
A palavra Bastante: 
 
- Função adjetiva: Variável - refere-se a substantivo. 
 
- Função adverbial: Invariável - refere-se a verbo, adjetivo e 
a advérbio. 
 
Ex.: 
Ele tem bastantes livros (substantivo). 
Havia bastantes pessoas na rua. 
 
Eles conversaram (verbo) bastante ontem. 
 
As moças são bastante inteligentes (adjetivo). 
Nosso país tem bastantes estados (substantivo). 
 
Eles estudam (verbo) bastante. 
 
Vanessa e Melissa são bastante simpáticas (adjetivo). 
 
 
DICA: quando o a palavra BASTANTE for um adjetivo (o que 
significará, sempre, volume, quantidade), permitirá as 
seguintes trocas: 
 
Nosso país tem bastantes estados. 
(Nosso país tem muitos estados). 
 
Na rua, havia bastantes pessoas elegantes. 
(Na rua, havia muitas pessoas elegantes). 
 
Vi bastante gente educada. 
(Vi muita gente educada). 
 
Obs.: 
 
- Nessa regra, podemos incluir ainda as seguintes palavras: 
meio, muito, pouco, caro, barato, longe. Só variam se 
acompanhar o substantivo. 
 
 
 2º. Caso: 
 
Palavras como: quite, obrigado, anexo (incluso ou 
apenso), obrigado, mesmo, próprio, leso e incluso são 
adjetivos. Devem, portanto, concordar com o nome a que 
se referem. 
 
Ex.: 
Nós estamos quites com o serviço militar. 
 
Ela mesma fez o café. 
 
Leve estes documentos anexos até a sala do diretor. 
 
 
Obs.: A expressão "em anexo" é invariável. 
 
Ex.: As cartas seguem em anexo. 
 
 
 3º. Caso: 
 
Se nas expressões: "é proibido", "é bom", "é 
preciso" e "é necessário", o sujeito não vier antecipado de 
artigo, tanto o verbo de ligação quanto o predicativo ficam 
invariáveis. 
 
Ex.: 
 
É proibido  entrada. 
 
 Estudar é preciso. 
 
 
Entretanto: Se o sujeito dessas expressões vier 
determinado por artigo, numeral ou pronome (femininos, 
no singular ou no plural), tanto o verbo de ligação quanto o 
predicativo variam para concordar com o sujeito. 
 
Ex.: 
 
É proibida a entrada de jovens menores de 35 anos neste 
local. 
 
A meia entrada é necessária aos estudantes. 
 
 
 
 
 
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 4º. Caso: 
 
Palavras invariáveis: 
- Menos. 
- A olhos vistos (expressão). 
- Em anexo. 
- A sós. 
- Azul-marinho. 
- Monstro (na condição de adjetivo). 
- Alerta. 
- Todo (em termos compostos). 
- Mediante. 
- Tirante. 
- Pseudo. 
- Salvo (significando exceto, afora). 
 
Ex.: 
- Salvo aquelas poucas palavras, a palestra foi um desastre. 
- Agora estou com menos fome. 
- Os candidatos estão alerta. 
- O homem ficou a sós com os seus problemas. 
- As pseudo-médicas foram localizadas pela polícia. 
- Aquela foi uma partida monstro. 
- As mulheres todo-poderosas deixaram a sala cedo. 
 
 
 5º Caso: 
Nasexpressões "o mais ... possível" e "os mais ... 
possíveis" , o adjetivo "possível"concorda com o artigo que 
inicia a expressão. 
 
Exs: 
Tinha um carro o mais veloz possível. 
Seus carros eram os mais velozes possíveis. 
São alunos o mais estudiosos possível. 
São alunos os mais estudiosos possíveis. 
 
 
 6º Caso: Haja vista/ Hajam vista 
 
Evanildo Bechara afirma: “a construção natural e 
mais frequente da expressão haja vista, com o valor de 
“veja” ou “por exemplo”, é ter invariável o verbo, qualquer 
que seja o número do substantivo seguinte” (p. 565 de 
Moderna Gramática da Língua Portuguesa, 1999). 
 
Ex.: Ele foi sempre muito dedicado à família, haja vista o 
quanto era dedicado aos filhos. 
 
Para Marcelo Rosenthal ”o termo serve para 
exemplificação. Caso o exemplificado esteja no singular, o 
verbo somente poderá estar no singular; caso o elemento 
exemplificado esteja no plural, o verbo tanto poderá vir no 
singular como no plural”. (p. 437 de Gramática para 
concursos, 2007). 
 
Ex.: O repórter era mesmo competente, haja (hajam) vista 
seus últimos trabalhos. 
DICA: Como é um caso polêmico, prefira usar a estrutura 
com o verbo sempre no singular “haja vista”. Fazendo 
assim, você nunca estará errando. 
 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01 
 
TEXTO 1 
"Nenhum trabalhador recebeu a dose de radiação acima do 
estipulado pelo Japão, de 250 millisieverts, que iria 
restringir a exposição dos funcionários de emergência", 
disse a AIEA nesta sexta-feira. 
No mês passado, dois funcionários de Fukushima foram 
levados ao hospital depois que seus pés e mãos foram 
expostos a 175 millisiverts quando eles pisaram em água 
contaminada. Eles se recuperaram bem”. 
Folha de São Paulo (Com adaptações) 
 
 
01- O adjetivo “expostos” concorda com os termos “pés” 
e “mãos”; contudo, seria correto gramaticalmente 
estabelecer vínculo sintático com o termo mais 
próximo, escrevendo-se “expostas”. 
 
02- O pronome “seus” poderia, segundo prescrevem as 
normas gramaticais, concordar somente com o termo 
mais próximo “pés”, mesmo que este estivesse no 
singular. Esse procedimento, entretanto, 
comprometeria os sentidos textuais. 
 
03- Embora os sentidos textuais fossem gravemente 
alterados, seria correto gramaticalmente escrever, em 
vez de “a dose de radiação”, “a pseudadose de 
radiação”, o que agora significaria falsa dose de 
radiação. 
 
 
TEXTO 2 
 
“Definida como uma combinação de ilusões paranoicas, 
alucinações sensoriais e diminuição das funções cognitivas, 
a esquizofrenia é fruto de muitas combinações genéticas e 
de fatores ambientais. Gage diz que, devido à variedade e à 
complexidade dos sintomas, ela é uma das doenças 
mentais que mais desafiam os cientistas”. 
 
Correio braziliense (Com adaptações) 
 
04- A palavra “muitas” poderia, sem comprometer os 
sentidos nem a correção gramatical, ser substituída 
por “bastantes”. 
 
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85 
 
OS: 0112/1/17-Gil 
05- O vocábulo “definida” poderia ir para o plural a fim de 
que estabelecesse coesão com “ilusões paranoicas, 
alucinações sensoriais e diminuição das funções 
cognitivas”. 
 
 
TEXTO 3 
 
“Universidades virtuais, palestras de graça com 
especialistas do mundo todo, professores on-line para tirar 
dúvidas. Mais parece uma escola do futuro, mas é realidade 
cada vez mais frequente na internet. A web oferece 
diversas possibilidades para o estudante aproveitar os 
livros e as horas preciosas na rede. As aulas gratuitas, por 
exemplo, são uma boa opção para quem quer resumir 
conteúdo já visto, aprofundar um assunto ou se aventurar 
em aprender”. 
 
Correio braziliense (Com adaptações) 
 
06- A expressão “haja vista”, que significa “por exemplo” ou 
“veja”, poderia surgir depois “aulas gratuitas”, desde 
que a segunda vírgula fosse suprimida. 
 
07- O vocábulo “Mais”, início do segundo período, poderia 
ser substituído por “Mas” ou “Entretanto”, sem que os 
sentidos originais fossem alterados. 
 
08- O adjetivo “preciosas” poderia ser substituído por 
“preciosos”; mas, se assim fosse feito, os sentidos 
originais seriam alterados. 
 
 
TEXTO 4 
 
“Ler cansa. Cansa porque envolve esforço, tempo e 
concentração. Hoje, com todas as facilidades da vida 
moderna, muitos leem somente quando obrigados: na 
escola, para o vestibular, na faculdade ou para se 
manterem atualizados profissionalmente. Poucos leem por 
prazer. Menos ainda os que escrevem por prazer. Segundo 
Schopenhauer, a maioria dos escritores "vivem da literatura 
e não para a literatura". Raras são as vezes que ambas são 
exercidas pelo mesmo homem. Enquanto muitos preferem 
gastar energias e recursos raros em festas, divertimentos 
ou prazeres fugazes, A arte de escrever mostra como gastar 
as mesmas energias e recursos com a literatura e obter 
retorno”. 
 
 
09- A palavra “somente” poderia ser substituída por “sós”, 
sem que os sentidos bem como a correção gramatical 
fossem comprometidos. 
 
10- “Poucos” permitiria troca equivalente semântica e 
sintaticamente por “Raros” ou “Raras”. 
 
11- Por estabelecer vínculo sintático com “muitos”, 
“obrigados” fica, obrigatoriamente, no masculino 
plural. 
12- O vocábulo “Menos” não permite, em hipótese 
alguma, variação tanto de gênero quanto de número. 
 
13- As palavras “ambas” e “exercidas” estão no feminino 
plural para estabelecerem vínculo nominal com a 
elidida palavra “pessoas”. 
 
14- Levando em conta que os sentidos serão alterados, 
seria, entretanto, possível substituir “ambas’ por 
“extras”, o que continuaria respeitando o padrão culto 
da língua. 
 
15- A estrutura “Cansa porque envolve esforço, tempo e 
concentração” permitiria a seguinte reescritura sem 
que os sentidos nem a correção gramatical fossem 
comprometidos: “Cansa porque é necessário esforço, 
tempo e concentração”. 
 
16- Caso antecipássemos o adjetivo “raros” ao fragmento 
“...energias e recursos...”, a única construção que 
respeitaria os padrões da norma culta e preservaria os 
sentidos originais seria: “...raras energias e 
recursos...”. 
 
 
TEXTO 5 
 
“A vitória da sociedade burguesa e industrial estabeleceu o 
papel crucial do trabalho no mundo moderno. Quem não 
trabalha é visto, muito comumente, como vagabundo ou 
desocupado. Diferentemente dos aristocratas e nobres, 
para quem o trabalho era atividade de menor valor e 
reservada para a plebe e para os escravos”. 
 
17- Seria possível e correto gramaticalmente reescrever o 
início to texto da seguinte forma: “A vitória das 
sociedades burguesa e industrial...”. 
 
18- Caso substituíssemos “muito” por “bastante” a 
correção gramatical não seria comprometida. 
 
19- A substituição de “reservada” por “reservado” não 
altera os sentidos originais do texto. 
 
 
TEXTO 6 
 
“O primeiro período do pensamento grego toma a 
denominação substancial de período naturalista, porque a 
nascente especulação dos filósofos é instintivamente 
voltada para o mundo exterior, julgando-se encontrar aí 
também o princípio unitário de todas as coisas; e toma, 
outrossim, a denominação cronológica de período pré-
socrático, porque precede Sócrates e os sofistas, que 
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marcam uma mudança e um desenvolvimento autônomose, por conseguinte, o começo de um novo período na 
história do pensamento grego. Esse primeiro período tem 
início no alvor do VI século a.C., e termina dois séculos 
depois, mais ou menos, nos fins do século V”. 
 
 
20- Caso substituíssemos o vocábulo “instintivamente” 
pela expressão “ instintiva e”, continuaria havendo 
respeito às normas de concordância. Contudo, os 
sentidos originais seriam alterados. 
 
21- O adjetivo “autônomos” poderia estar grafado no 
singular, sem que houvesse desrespeito às normas 
gramaticais. 
 
22- Na oração "Segue anexa a nota editorial", foi atendida 
a regra de concordância nominal, visto que o adjetivo 
"anexa" está no feminino para concordar com a 
expressão no feminino "a nota editorial", que exerce a 
função de sujeito da oração. 
 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E C E C E E E E E E 
 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
C C E E C E C C C C 
 
21 22 
C C 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 02 
(Padrão UECE, IMPARH, FCC, CESGRANRIO, FGV). 
 
 
01. A frase em que a concordância nominal está correta é: 
 
a) A vasta plantação e a casa grande caiados há 
pouco tempo eram o melhor sinal da prosperidade 
familiar. 
b) Eles, com ar entristecidos, dirigiram-se ao salão 
onde se encontravam as vítimas do acidente. 
c) Não lhe pareciam útil aquelas plantas esquisitas 
que ele cultivava na sua pacata e linda chácara do 
interior. 
d) Quando foi encontrado, ele apresentava feridos a 
perna e o braço direitos, mas estava totalmente 
lúcido. 
e) Esses livro e caderno não são meus, mas poderão 
ser importante para a pesquisa que estou fazendo. 
 
02. Todas as alternativas, abaixo, estão corretas quanto à 
concordância nominal, exceto: 
 
a) Conserve limpos as mãos e os pés. 
b) O jovem, ao completar dezenove anos, deve estar 
quite com o serviço militar. 
c) As edições extras dos jornais sempre trazem 
notícias interessantes. 
d) No café da manhã deste hotel, servem-se geléia e 
pão torradinhos. 
e) Deste lado da rua há menos casas, por isso 
precisamos ficar mais alerta. 
 
03. Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância 
nominal: 
 
a) Os torcedores traziam, em cada mão, bandeira e 
flâmula amarela. 
b) Um e outro aplicador indecisos desistiram do 
negócio. 
c) Tinha as mãos e o rosto coloridos de púrpura. 
d) Escolheste ótima ocasião e lugar para o churrasco. 
e) Ele estava com o braço e a cabeça quebradas. 
 
04. Quanto à redação das frases a seguir, assinale a que 
estiver errada: 
 
a) Ao voltar do passeio, encontrou o portão e a 
janela arrombados. 
b) Os cavalarianos desfilavam com porte e garbo 
altivos. 
c) O aluno destacava-se pelo raciocínio e 
objetividade aguçados. 
d) Não podemos concordar com tantas máquinas e 
artifícios bélicos. 
e) Belos poesias e discursos marcaram o 
encerramento do ano letivo. 
 
05. Assinale a alternativa errada no que diz respeito ao 
atendimento à norma culta: 
 
a) O escritor e o mestre alemães admiravam o belo 
quadro. 
b) Estudaram o idioma francês e o espanhol. 
c) O ministro e os deputados alagoanos votaram 
contra o projeto. 
d) As opiniões e argumentos expostos não agradaram 
à plateia. 
e) Considero fácil as questões e testes propostos na 
prova. 
 
06. Está perfeitamente correta a concordância nominal 
apenas na frase: 
 
a) Eles se moviam meios cautelosos. 
b) O relógio da igreja bateu meio-dia e meio. 
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c) Seus argumentos eram sempre o mais pertinentes 
possíveis. 
d) Os resultados falam por si só. 
e) Chegada a sua hora e a sua vez, intimidou-se. 
 
07. “Fazia ............................... elogios, embora as 
saudações fossem agora ........................ enfáticas para 
uns e talvez ............................... evasivas para outros”. 
A opção que completa corretamente as lacunas da 
frase acima é: 
 
a) bastante / menos / meio; 
b) bastantes / menas / meia; 
c) bastante /menos / meia; 
d) bastantes / menas / meio; 
e) bastantes / menos / meio. 
 
08. Assinale a alternativa que preencha corretamente os 
espaços em branco: 
"Ainda ............................ furiosa, mas com 
..................................... violência, proferia injúrias 
..................................... para escandalizar os mais 
arrojados." 
a) meia – menas – bastantes; 
b) meia – menos – bastantes; 
c) meio – menos – bastante; 
d) meio – menos – bastantes; 
e) meia – menas – bastantes. 
 
09. Assinale a alternativa em que há erro de concordância 
nominal: 
a) Com opinião e propostas claras desfez as dúvidas 
que pairavam sobre a questão. 
b) Tenho por mentirosos o réu e seu cúmplice. 
c) Por que os namorados preferem andar só, 
detestando as companhias? 
d) Sua atitude, seu olhar, seu gesto suspeito chamou 
a atenção da polícia. 
e) Não temos razões bastantes para impugnar sua 
candidatura. 
 
10. Assinale a alternativa em que a concordância nominal 
está de acordo com a norma culta. 
a) A moça mesmo me disse que andava meia 
aborrecida com a vida. 
b) O Presidente visitou as novas instalações da 
escola. Sua Excelência estava bem disposto e bem-
humorado. 
c) A declaração de bens foi mandada anexo ao 
processo, pode verificar. 
d) Sabemos que é necessário a paciência da mãe para 
suportar manha de criança. 
e) Consegui comprar o que queria: um carro zero e 
um terreno próximos à praia. 
 
 
11. Assinale a alternativa cuja redação não está de acordo 
com a norma culta. 
a) Todos, parentes, amigos e vizinhos permaneceram 
juntos. 
b) Seguem inclusas as certidões solicitadas. 
c) As alunas foram ao teatro juntas com o professor 
de Educação Artística. 
d) Patrícia e Luís, esquecidos de si próprios, cuidavam 
da filha. 
e) Muito obrigados ficamos a você, por acompanhar-
nos ao local do vestibular. 
 
12. Preencha as lacunas das frases abaixo. 
 
Vocês estão ............................. com a tesouraria. 
As janelas ................................... abertas deixavam 
entrar a leve brisa. 
Vai .......................... à presente a relação dos livros 
solicitados. 
As matas foram ................................. danificadas pelo 
fogo. 
É ...................... a entrada de animais. 
 
A alternativa contendo a sequência verdadeira, de 
cima para baixo, é: 
a) quite – meia – anexa – bastantes – proibida; 
b) quites – meia – anexa – bastantes – proibida; 
c) quite – meio – anexo – bastante – proibido; 
d) quites – meio – anexa – bastante – proibida; 
e) quites – meio – anexo – bastante – proibido. 
 
13. Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância. 
 
a) No calor, água é bom para refrescar. 
b) Deficiências de verbas não é o suficiente para 
desencorajar novas atividades técnicocientíficas. 
c) Sambistas os mais brilhantes possível participaram 
dos desfiles. 
d) Houve atitudes o mais belas possível. 
e) Houve atitudes as mais belas possíveis. 
 
14. Assinale a alternativa em que a frase está 
gramaticalmente correta quanto à concordância 
nominal. 
a) Eles estão só. 
b) Não gostei dos seus ternos azul-celestes. 
c) Pimenta não é bom, mas no momento é prato 
propício. 
d) Vendeu duas meia entradas para o teatro. 
e) Só as meninas estão meias sonolentas. 
 
15. Assinale a alternativa incorreta quanto à concordância 
nominal: 
a) Foram previstas grandes safras para o próximo 
ano. 
b) O juiz deu por terminada a audiência e foi para aoutra sala. 
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c) Todas as estatísticas que comprovam meus 
argumentos estão anexas a esta monografia. 
d) Não revele tais segredos. Ainda é necessário essa 
discrição. 
e) Entretidos com seus brinquedos, Guido e suas 
irmãs nem olharam para mim. 
 
16. Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado, 
segundo a norma gramatical, poderia igualmente 
aparecer flexionado em outro gênero. 
a) "... permite que uns meninos boêmios e esquisitos 
toquem música [...] nas suas missas." 
b) "... começa a [...] abrir novas portas e janelas." 
c) "... e também pelas minhas leituras e opiniões." 
d) "... nós apegávamos a tesouros e pompas 
terrenos." 
e) "Esse é o caso de muitos escritores e pensadores 
católicos..." 
 
17. Todas as alternativas estão corretas quanto à 
concordância nominal, exceto em: 
 
a) Todos os executivos da empresa optaram por 
champanha francês. 
b) Homens e mulheres sindicalizados reivindicavam 
segurança no trabalho. 
c) É proibido entrada de pessoas não identificadas 
naquele recinto. 
d) O garimpeiro comemorou a descoberta de 
quinhentas gramas de ouro. 
e) Durante o debate, a plenária permaneceu meio 
silenciosa. 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 
D D E E E E E D C 
10 11 12 13 14 15 16 17 
B C D C C D D D 
 
______________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________
________________________________________________ 
07. Pontuação 
 
RELEVÂNCIA DO ASSUNTO EM PROVAS: Alta. Em quase 
todas as provas esse tema é abordado. No CESPE, na FCC e 
na ESAF a abordagem é bem reflexiva, ou seja, essas 
organizadoras costumam usar o sistema de pontuação do 
texto da própria prova, e questionam a justificativa para se 
ter ou não uma vírgula, um ponto, uma travessão etc. Elas 
também propõem trocas de vírgulas, por travessões, por 
exemplo; podem também querer que você note a mudança 
de sentido quando certas vírgulas são suprimidas; ou 
podem propor reconstruções no próprio texto a fim de que 
você julgue se estão ou não respeitando a norma culta. Já 
CESGRANRIO, UECE, IMPARH, FGV, CONESUL, dentre 
outras, são menos reflexivas: usam, com mais freqência, 
frases soltas e fora de contexto, o que prejudica muito a 
avaliação do candidato. 
 
DICA: Aproveite esse assunto para relembrar ou 
sedimentar conceitos extremamente complexos, como o de 
Aposto (tanto o explicativo como o enumerativo), Adjuntos 
Adverbiais, Orações subordinadas (tanto as adjetivas como 
as adverbiais), Oração intercalada etc. Caso você deseje dar 
uma conferida nesses conceitos antes, não é nada mal; pelo 
contrário, só quem ganha é você. 
 
DICA DE ESTUDO: Depois de passar por esse assunto, 
procure (sempre que estiver lendo qualquer texto) justificar 
certos sinais de pontuação. Como a vírgula é o sinal mais 
complexo e versátil (por isso é o mais cobrado em provas), 
tente (sozinho mesmo) apresentar justificativas coerentes 
para aquela vírgula que está lá no artigo que você está 
lendo enquanto espera sua vez na fila do banco. Dá para 
realizar esse reflexivo exercício com os outros sinais de 
pontuação. Se eu fosse você, seguia essa dica. Fazendo esse 
exercício, você ainda ganhará muito na leitura, você 
aprenderá a ler melhor, logo, terá mais facilidades com as 
questões de interpretação de texto. Veja como é proveitosa 
essa aula! 
 
POSSIBILIDADE DE CAIR NA PROVA: Considerável para 
todos os níveis (mínimo de duas questões por prova). 
 
STATUS: Em sala e com o professor. 
 
 
 APRESENTAÇÃO 
 
Em qualquer língua, existem certos recursos – como pausa, 
melodia, entonação e até mesmo, silêncio – que só estão 
presentes na oralidade. Na forma escrita da linguagem, no 
intuito de substituir tais recursos, usamos os sinais de 
pontuação. Estes são também usados para destacar 
palavras, expressões ou orações e esclarecer o sentido de 
frases, a fim de dissipar qualquer tipo de ambiguidade. 
 
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TEORIA DA PONTUAÇÃO 
 
 
1. VÍRGULA: REGRA BÁSICA 
 
S + V + C + Adj. Adv. 
 
Não se usa uma unidade de vírgula entre: 
 
 
a) O sujeito e o verbo. 
 
b) O verbo e o complemento. 
 
Exemplos errados: 
 
- A redução da emissão de partículas poluentes pelo 
escapamento dos carros, é uma das metas que devem ser 
atingidas pelos órgãos responsáveis pela organização do 
trânsito nas grandes cidades. 
 
- A antiga cidade do sul da Polinésia, recebeu bem os 
turistas. 
 
- Uns saem, lutam e vencem; já outros, ficam, acomodam-
se e fracassam. 
 
- O Brasil ainda não definiu, seus novos rumos. 
 
Exemplos problemáticos 
 
- Seus novos rumos, o Brasil ainda não definiu. (VÍRGULA 
POLÊMICA!!!) 
 
- Seus novos rumos, o Brasil ainda não os definiu. (VÍRGULA 
POLÊMICA!!!) 
 
 
É, entretanto, possível (em determinados contextos) usar 
uma unidade de vírgula entre: 
 
c) O complemento e o adjunto adverbial, ainda que 
este esteja em sua posição padrão. 
 
Exemplos possíveis: 
 
- O resultado saiu à tarde. 
- O resultado saiu, à tarde. (uso enfático) 
- Eu vou estudar só sem você. 
- Eu vou estudar só, sem você. (uso para mudar o sentido) 
 
 
VÍRGULA: REGRAS ESPECÍFICAS 
Emprega-se a vírgula (uma breve pausa): 
a) para separar os elementos mencionados numa relação: 
- Aquela sala é grande, arejada, iluminada e bem decorada. 
Obs.: os elementos de uma lista sempre pertencem à 
mesma classe gramatical e têm a mesma função sintática. 
- O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de 
jantar, área de serviço e dois banheiros. 
A pontuação abaixo também está correta: 
- O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de 
jantar, área de serviço, dois banheiros. 
A pontuação abaixo, contudo, está incorreta: não se usa “, 
e” para concluir listas. 
- O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de 
jantar, área de serviço, e dois banheiros. 
- O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de 
jantar, área de serviço e dois banheiros. 
b) para isolar o vocativo: 
 
- Cristina, venha aqui agora! 
- O que acontece, Ricardo, é que você não escuta ninguém! 
- Preciso de ajuda, Deus! 
 
 
c) para isolar o aposto: 
 
- Alex Atala, um dos maiores chefs do mundo, é um 
brasileiro apaixonado por sua cultura. 
 
Variações quanto ao posicionamento do aposto 
explicativo. 
 
- É um brasileiro apaixonado por sua cultura Alex Atala, um 
dos maiores chefs do mundo. 
 
- Um dos maiores chefs do mundo, Alex Atala é um 
brasileiro apaixonado por sua cultura. 
Variações quanto à pontuação. 
 
- Alex Atala ― um dos maiores chefs do mundo ― é um 
brasileiro apaixonado por sua cultura. 
 
- Alex Atala (um dos maiores chefs do mundo) é um 
brasileiro apaixonado por sua cultura. 
 
- É um brasileiro apaixonado por sua cultura Alex Atala ― 
um dos maiores chefs do mundo. 
 
- É um brasileiro apaixonado por sua culturaAlex Atala (um 
dos maiores chefs do mundo). 
 
É um brasileiro apaixonado por sua cultura Alex Atala: um 
dos maiores chefs do mundo. 
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d) para isolar palavras e expressões explicativas (a saber, 
por exemplo, isto é, ou melhor, aliás, além disso etc.): 
 
- Seus estudos eram muito empíricos, isto é, baseavam-se 
em um critério de observação. 
 
- Pedro e Karina viajaram para a Europa, aliás, para a África. 
 
 
e) para isolar o adjunto adverbial antecipado: 
 
Lembrete: o que temos abaixo é uma mera especulação 
com base nos gabaritos das bancas CESPE e FCC, pois 
nenhum gramático ousa resolver tal imbróglio. 
REALIDADE A: 
1 2 
Adjuntos com até dois termos podem ser interpretados 
pelo CESPE ou pela FCC como de pequena extensão. Assim 
sendo, a banca vê as vírgulas ou a vírgula como 
facultativa(s). 
REALIDADE B: 
1 2 3 
Adjuntos com até três termos podem ser interpretados 
pelo CESPE ou pela FCC como de grande extensão. Assim 
sendo, as bancas podem interpretar as vírgulas ou a 
vírgula como obrigatória(s). 
"No ano de 2007, eu estava à frente da 28ª DP, investigava 
a atuação da milícia naquele local e recebi, via disque-
denúncia, três informes sobre a possibilidade de um 
atentado que seria feito contra a minha pessoa", disse o 
investigador. 
- À tarde, todos assistiram ao jogo do Brasil. 
 
f) para isolar os adjuntos adverbiais: 
 
- A multidão foi, aos poucos, avançando para o palco 
principal. 
 
- Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelo 
próprio gerente. 
 
 
g) para isolar, nas datas, o nome do lugar: 
 
- Fortaleza, 22 de maio de 2015. 
- Paris, 13 de dezembro de 2015. 
 
h) para isolar as orações coordenadas2: 
 
- O médico chegou cedo e começou logo o expediente. 
 
- Ele já enganou várias pessoas, logo não é digno de 
confiança. 
 
- Na manhã de hoje, houve um novo deslizamento de terra, 
mas, segundo o coordenador da Defesa Civil de Santos, a 
queda do bloco não modificou a questão da segurança do 
local.3 
 
- Não compareci ao trabalho ontem, pois estava doente. 
 
(Obs.: Veja que a estrutura “,pois” poderia ser substituída 
por dois-pontos). 
 
- Cheguei bem cedo ao estádio; não vi, entretanto, a 
apresentação do hino nacional. 
 
(Obs.: Não se esqueça de que, nesse caso, as vírgulas que 
envolvem a conjunção “entretanto” são obrigatórias 
porque a conjunção está posposta ao verbo VER. Sempre 
que a conjunção estiver posposta ao verbo, uso obrigatório 
de duas vírgulas). 
 
 
CONJUNÇÕES X PONTUAÇÃO 
CONJUNÇÕES LEVES (VERSÃO I) 
 
____________________ , e _____________________ 
Ou _________________ , ou ___________________ 
____________________ , mas___________________ 
____________________, pois__________________ 
____________________, porque________________ 
____________________, que___________________ 
CONJUNÇÕES LEVES (VERSÃO II) 
 
____________________; e _____________________ 
Ou _________________; ou ___________________ 
____________________; mas___________________ 
____________________; pois_______________ 
____________________; porque________________ 
____________________; que___________________ 
 
 
 
 
2 Aqui existe uma pequena polêmica. Para alguns gramáticos, a vírgula 
antes das conjunções coordenadas (principalmente a E) é obrigatória. 
Entretanto, gramáticos renomados, como Evanildo Bechara e Celso Cunha 
discordam dessa opinião. Para Bechara “A vírgula pode ser usada para 
separar orações coordenadas aditivas ainda que sejam iniciadas pela 
conjunção E, proferida com pausa” ( Moderna Gramática da Língua 
Portuguesa, p.609). Para Cunha, a vírgula antes do E só aparecerá se os 
sujeitos das duas orações forem diferentes. 
3
 Para Bechara e Cunha é possível, antes de conjunções 
adversativas, usar também o PONTO-E-VÍRGULA quando há a 
intenção de realçar o contraste entre as duas orações. 
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OS: 0112/1/17-Gil 
Cuidado com a conjunção “e”: 
 
a) O homem chegou e fez logo o seu serviço. 
 
Para os gramáticos é proibida, pois os sujeitos das duas 
orações são iguais. Contudo, o CESPE já interpretou como 
facultativa. 
 
b) O tempo muda tudo, e as pessoas buscam, às vezes, o 
seu melhor. 
 
 
Para a maioria dos gramáticos é obrigatória, pois os 
sujeitos das orações são diferentes. Contudo, o CESPE já 
interpretou como facultativa. 
 
c) O amor colocou tudo em desordem no coração do 
homem, e estava feliz. 
 
Vírgula obrigatória, pois a conjunção “e” tem valor de 
“mas”. 
 
d)O Brasil venceu a Copa, e todos foram às ruas 
comemorar. 
 
Vírgula obrigatória, pois a conjunção “e” tem valor de 
“portanto”. 
 
e) A conjunção “e” nunca fica entre vírgulas: 
 
- O time jogou bem, e, depois de muitas tentativas, fez o 
gol. 
 
Obs.: quem está entre vírgulas é o adjunto adverbial 
“depois de muitas tentativas”. 
 
 
 
CONJUNÇÕES PESADAS (VERSÃO I) 
____________________, porém________________ 
____________________, contudo_______________ 
____________________, todavia _______________ 
____________________, entretanto_____________ 
____________________, no entanto_____________ 
____________________, em contrapartida_______ 
____________________, todavia________________ 
____________________, portanto_______________ 
____________________, logo__________________ 
____________________, assim_________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONJUNÇÕES PESADAS (VERSÃO II) 
 
(Essa versão somente será possível quando a conjunção 
estiver deslocada do verbo ou do sujeito). 
 
____________________, porém,________________ 
____________________, contudo,_______________ 
____________________, todavia, _______________ 
____________________, entretanto,____________ 
____________________, no entanto,____________ 
____________________, em contrapartida,______ 
____________________, todavia,_______________ 
____________________, portanto,______________ 
____________________, logo,_________________ 
____________________, assim,________________ 
 
 
CONJUNÇÕES PESADAS (VERSÃO III) 
 
____________________; porém________________ 
____________________; contudo_______________ 
____________________; todavia _______________ 
____________________; entretanto_____________ 
____________________; no entanto_____________ 
____________________; em contrapartida_______ 
____________________; todavia________________ 
____________________; portanto_______________ 
____________________; logo__________________ 
____________________; assim_________________ 
 
 
CONJUNÇÕES PESADAS (VERSÃO IV) 
 
____________________. Porém,________________ 
____________________. Contudo,______________ 
____________________. Todavia, ______________ 
____________________. Entretanto,____________ 
____________________. No entanto,____________ 
____________________. Em contrapartida,______ 
____________________. Todavia,_______________ 
____________________. Portanto,______________ 
____________________. Logo,_________________ 
____________________. Assim,________________ 
 
 
i) para indicar a elipse de um elemento da oração: 
 
Obs.: Elipse quer dizer apagamento. 
 
- Foi um grande escândalo. Às vezes gritava; outras, 
estrebuchava como um animal. 
 
- O europeu costuma bebervinho em suas refeições; o sul-
americano, refrigerante. 
 
 
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j) após a saudação em correspondência (social e 
comercial): 
 
- Atenciosamente, 
- Respeitosamente, 
 
 
k) para isolar as orações adjetivas explicativas: 
 
A) Explicativas: com vírgula(s), mas sem subentendidos. 
 
B) Restritivas: sem vírgula(s), mas com subentendidos. 
 
i- Sofre na vida o homem que não reconhece seus erros. 
 
(Apenas os homens que não reconhecem seus erros 
sofrem). 
 
ii- Sofre na vida o homem, que não reconhece seus erros. 
 
(Todos os homens sofrem na vida). 
 
- Michel Temer, que é a Presidente do Brasil, não virá a 
Fortaleza no fim do ano. 
 
- Os médicos, que nem sempre tratam bem os pacientes, 
receberam um “não” do Conselho Regional de Medicina 
quanto ao aumento de salário. 
 
- Por ser fã de águas profundas e de grandes 
deslocamentos, esse gigantesco bicho, que pode chegar a 2 
toneladas, dá muito trabalho para ser estudado. 
 
- Fortaleza, onde há muitos concurseiros, é referência 
quando se fala em aprovação. 
 
- O homem, cujo destino fatal é morte, mistifica a vida para 
suportá-la. 
 
l) para isolar orações intercaladas: 
 
- A maior invenção do mundo, exemplifica o escritor em 
entrevista ao jornal, é o papel higiênico. 
 
- Não lhe posso, respondi secamente, garantir nada. 
 
2. PONTO 
 
 Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o 
término de um frase declarativa de um período simples ou 
composto. 
 Desejo-lhe uma feliz viagem. 
 
 A casa, quase sempre fechada, parecia 
abandonada, no entanto tudo no seu interior era 
conservado com primor. 
 O ponto é também usado em quase todas as 
abreviaturas, por exemplo: fev. = fevereiro, hab. = 
habitante, rod. = rodovia. 
 
 O ponto que é empregado para encerrar um texto 
escrito recebe o nome de ponto final. 
 
 
3. PONTO-E-VÍRGULA 
 
Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma 
pausa maior do que a da vírgula, praticamente uma pausa 
intermediária entre o ponto e a vírgula. Geralmente, 
emprega-se o ponto-e-vírgula para: 
 
a) separar orações coordenadas cujo sentido anterior deve 
ser enfatizado: 
 
- Ele chegou adiantado, como de costume; por isso 
presenciou a cena desde o começo. 
- A maioria dos alunos passou de ano; porém não houve a 
tradicional festa de formatura. 
 
 
b) num trecho longo, onde já existam vírgulas, para 
enunciar pausa mais forte. 
 
- Destacam-se, na Conjuração Mineira, Joaquim José da 
Silva Xavier, alcunhado Tiradentes; o poeta Claudio Manoel 
da Costa, autor do poema épico Vila Rica; o poeta Tomás 
Antônio Gonzaga, autor de Marília de Dirceu; o 
desembargador Inácio Alvarenga Peixoto; e o padre Luis 
Viera da Silva, em cuja biblioteca se reuniam os conjurados. 
 
Veja que, sem os sinais de ponto e vírgula, a frase ficaria 
muito desorganizada. 
 
- Destacam-se, na Conjuração Mineira, Joaquim José da 
Silva Xavier, alcunhado Tiradentes, o poeta Claudio Manoel 
da Costa, autor do poema épico Vila Rica, o poeta Tomás 
Antônio Gonzaga, autor de Marília de Dirceu, o 
desembargador Inácio Alvarenga Peixoto e o padre Luís 
Viera da Silva, em cuja biblioteca se reuniam os conjurados. 
 
 
- Vamos formar três equipes: João, Paulo e Carlos 
pertencem ao grupo azul; Maria, Jorge e Rute, ao 
vermelho; e Otávio, Andréa e Lucas, ao branco. 
 
c) separar vários itens de uma enumeração: 
 
 Art. 206. O ensino será ministrado com base nos 
seguintes princípios: 
 I - igualdade de condições para o acesso e 
permanência na escola; 
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 II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e 
divulgar o pensamento, a arte e o saber; 
 III - pluralismo de ideias e de concepções, e 
coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
 IV - gratuidade do ensino em estabelecimentos 
oficiais. 
 
(Constituição da República Federativa do Brasil) 
 
 
4. DOIS-PONTOS 
 
 Os dois-pontos são empregados para: 
 
a) uma enumeração: 
 
- Comprou dois presentes: um livro e uma camiseta regata. 
 
Obs.: Veja que, se os dois-pontos fossem substituídos por 
vírgula, os sentidos originais seriam alterados, mas a 
correção gramatical seria preservada. 
 
b) uma citação: 
 
- Visto que ela nada declarasse, o marido indagou: 
― Afinal, o que houve? 
 
- Irritada, Dilma declarou: “Não há crise no Brasil”. 
 
 
c) um esclarecimento: 
 
- Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir 
Pedro. Não porque o amasse, mas para magoar Lucila. 
 
Observe que os dois-pontos são também usados 
na introdução de exemplos, notas ou observações. 
 
- Parônimos são vocábulos diferentes na significação e 
parecidos na forma. Exemplos: ratificar/retificar, 
censo/senso, descriminar/discriminar etc. 
 
- Nota: A preposição per, considerada arcaica, somente é 
usada na frase de per si (= cada um por sua vez, 
isoladamente). 
NOTA 
A invocação em correspondência (social ou 
comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou de 
vírgula: 
 Querida amiga: 
Prezados senhores, 
 
 
 
 
5. PONTO DE INTERROGAÇÃO 
 O ponto de interrogação é empregado para indicar 
uma pergunta direta, ainda que esta não exija resposta: 
 
 O criado pediu licença para entrar: 
- O senhor não precisa de mim? 
- Não obrigado. A que horas janta-se? 
- Às cinco, se o senhor não der outra ordem. 
- Bem. 
- O senhor sai a passeio depois do jantar? de carro 
ou a cavalo? 
 - Não. 
 (José de Alencar) 
 
 
6. PONTO DE EXCLAMAÇÃO 
 
 O ponto de exclamação é empregado para marcar 
o fim de qualquer enunciado com entonação exclamativa, 
que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro, 
indignação etc. 
 
 - Viva o meu príncipe! Sim, senhor... Eis aqui um 
comedouro muito compreensível e muito repousante, 
Jacinto! 
 - Então janta, homem! 
(Eça de Queiroz) 
 
NOTA 
O ponto de exclamação é também usado com 
interjeições e locuções interjetivas: 
 Oh! 
 Valha-me Deus! 
 
 
7. RETICÊNCIAS 
 
As reticências são empregadas para: 
 
a) assinalar interrupção do pensamento: 
 
- Bem, eu retiro-me, que sou prudente. Levo a consciência 
de que fiz o meu dever. Mas o mundo saberá... 
 (Júlio Dinis) 
 
 
b) indicar passos que são suprimidos de um texto: 
Assim, só aparece aos nossos olhos uma verdade que seria 
riqueza, fecundidade, força doce e insidiosamente 
universal. E ignoramos, em contrapartida, a vontade de 
verdade, como prodigiosa maquinaria destinada a excluir 
todos aqueles [...]. 
(FOUCAULT: A ordem dos discursos). 
 
 
c) marcar aumento de emoção: 
 - As palavras únicas de Teresa, em resposta àquela carta, 
significativa da turvação do infeliz, foram estas: "Morrerei, 
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Simão, morrerei. Perdoa tu ao meu destino... Perdi-te... 
Bem sabes que sorte eu queria dar-te... E morro, porque 
não posso, nem poderei jamaisresgatar-te. 
 (Camilo Castelo Branco) 
 
8. ASPAS 
 
As aspas são empregadas: 
 
a) antes e depois de citações textuais: 
- Roulet afirma que "o gramático deveria descrever a língua 
em uso em nossa época, pois é dela que os alunos 
necessitam para a comunicação quotidiana". 
 
b) para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias e 
expressões populares ou vulgares: 
 
- O "lobby" para que se mantenha a autorização de 
importação de pneus usados no Brasil está cada vez mais 
descarado. 
 
- Depois daquele encontro, ele saiu “queimado” da reunião. 
 
- Com a chegada da polícia, os três suspeitos "puxaram o 
carro" rapidamente. 
 
c) para realçar uma palavra ou expressão: 
 
- Ele reagiu impulsivamente e lhe deu um "não" sonoro. 
- Muitos pensam que “Democracia” é um fenômeno global. 
 
 
9. TRAVESSÃO 
 
Emprega-se o travessão para: 
 
a) indicar a mudança de interlocutor no diálogo: 
 
 ― Que gente é aquela, seu Alberto? 
 ― São japoneses. 
 ― Japoneses? E... é gente como nós? 
 ― É. O Japão é um grande país. A única diferença é que 
eles são amarelos. 
 ― Mas, então não são índios? 
 
 (Ferreira de Castro) 
 
b) colocar em relevo certas palavras ou expressões: 
 
Um novo livro ─ muito bem comentado pela crítica ─ foi 
lançado na livraria do centro. 
 
Um grupo de turistas estrangeiros ― todos muito ruidosos 
― invadiu o saguão do hotel no qual estávamos 
hospedados. 
 
10. PARÊNTESES 
 
Os parênteses são empregados para: 
 
a) destacar num texto qualquer explicação ou comentário: 
 
- Além dos bombeiros e da Defesa Civil, trabalham no 
resgate equipes do Instituto Geológico (IG) e Instituto de 
Pesquisas Tecnológicas (IPT), do governo de São Paulo, e a 
Polícia Civil do Guarujá (litoral de SP). 
 
 
b) isolar orações intercaladas com verbos declarativos, em 
substituição à vírgula e aos travessões: 
 
- Afirma-se (não se prova) que é muito comum o 
recebimento de propina para que os carros apreendidos 
sejam liberados sem o recolhimento das multas. 
 
 
PONTUAÇÃO EM EXERCÍCIOS 
 
01- (MANAUPREV FCC 2015) Atente para as frases abaixo 
sobre a pontuação do texto. 
 
I. No segmento 
 
“Uma revista de vanguarda reúne algumas dessas 
representações, desde uma tapeçaria persa do século 
IV, onde aparece a palmeira heráldica, até Chirico, o 
criador da árvore genealógica do sonho, e dá a tudo 
isso o título: Decadência da Árvore”. (3º parágrafo), a 
vírgula pode ser corretamente suprimida, uma vez que 
é seguida da conjunção aditiva "e". 
 
II. No segmento 
 
“Grave e solitário, o tronco vive num estado de 
impermeabilidade ao som, a que os humanos só 
atingem por alguns instantes e através da tragédia 
clássica. Não logramos comovê-lo, comunicar-lhe 
nossa intemperança. Então, incapazes de trazê-lo à 
nossa domesticidade, consideramo-lo um elemento da 
paisagem, e pintamo-lo”. (2º parágrafo), o ponto final 
pode ser corretamente substituído por ponto e 
vírgula, feita a alteração entre maiúscula e minúscula. 
 
III. No segmento 
 
“Já em Picasso a árvore se torna raríssima, e a 
aventura humana seduz mais o pintor do que o fundo 
natural em que ela se desenvolve”. (3º parágrafo), o 
acréscimo de uma vírgula imediatamente após 
"pintor" acarretaria a separação equivocada do verbo 
e seu complemento. 
 
 
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Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I e II. 
(B) III. 
(C) II. 
(D) II e III. 
(E) I. 
 
02- (TRE PIAUÍ CESPE 2016) A correção e a coerência do 
texto Elegibilidade dos analfabetos:...seriam 
mantidas caso 
 
A) a vírgula que sucede o nome “voto” fosse substituída 
por ponto, com a devida alteração de maiúscula e 
minúscula. 
“Durante o período colonial, os analfabetos tinham 
direito ao voto, ainda que mitigado e suprimido, por 
meio do processo chamado voto ‘cochichado’. Nesse 
caso, as intenções de voto de um analfabeto eram 
ouvidas por terceiros letrados”. 
 
B) se eliminasse a vírgula empregada logo após o 
vocábulo “Saraiva”. 
“Contudo, foi somente ao final do Império que esse 
direito foi totalmente retirado dos brasileiros 
analfabetos por meio do Decreto n.º 3.029/1881, a 
chamada Lei Saraiva, que instituiu um censo literário 
nos termos propostos por Rui Barbosa à época”. 
 
C) o ponto que sucede o nome “país” fosse substituído 
por vírgula, com a devida alteração de maiúscula e 
minúscula. 
“Por sua vez, a elegibilidade, que constitui o direito de 
ser votado, em nenhuma oportunidade foi reconhecida 
aos analfabetos na história breve de nosso país. Pelo 
contrário, pouco se discute e pouco se discutiu sobre 
tal direito, e, reiteradamente, o tema vem sendo 
esquecido no processo de consumação de uma 
cidadania plena, com acesso a todos os direitos de 
participação política”. 
 
 
D) se inserisse uma vírgula logo após o vocábulo 
“nacional”. 
“A discussão sobre a participação dos analfabetos na 
vida política nacional remonta aos tempos do Brasil 
colônia e se mantém durante a formação da sociedade 
brasileira e os processos de reconhecimento de direitos 
e de visibilidade social das diferentes parcelas sociais 
anteriormente excluídas do processo democrático”. 
 
E) se inserisse uma vírgula logo após o vocábulo 
“colônia”. 
“A discussão sobre a participação dos analfabetos na 
vida política nacional remonta aos tempos do Brasil 
colônia e se mantém durante a formação da sociedade 
brasileira e os processos de reconhecimento de direitos 
e de visibilidade social das diferentes parcelas sociais 
anteriormente excluídas do processo democrático”. 
 
03- (CETREDE 2015) Indique o período INCORRETO em 
relação ao uso da vírgula. 
 
(A) A vida, meus amigos, é um mergulho na bruma. 
(B) Um touro, um búfalo e um cavalo, devem ter 
feito esse estrago. 
(C) O homem velho, aborrecido, afastou-se devagar. 
(D) No chão, vários objetos quebrados. 
(E) A casa, onde morava, era linda. 
 
04- (TRE PERNAMBUCO CESPE 2016) A correção 
gramatical e o sentido original do texto Aspectos 
polêmicos das novas regras... seriam mantidos caso 
fosse inserida vírgula imediatamente após 
 
A) “recebido”. 
“Antes da edição da Res.-TSE n.º 23.432/2014, a Res.-
TSE n.º 21.841/2004 disciplinava os processos de 16 
prestação de contas dos partidos políticos e a tomada 
de contas especial, sendo esta última um 
procedimento administrativo de controle, de caráter 
excepcional, instaurado contra os partidos políticos 
que, tendo recebido recursos oriundos do Fundo 
Partidário, não apresentassem suas contas ou não 
comprovassem a aplicação regular dos recursos após 
trânsito em julgado da decisão que julgasse as contas 
irregulares ou as considerasse não prestadas”. 
 
B) “decisão”. 
“...dos recursos após trânsito em julgado da decisão 
que julgasse as contas irregulares ou as considerasse 
não prestadas”. 
 
C) “recursos”. 
“Haja vista as disposições contidas na 25 Res.-TSE n.º 
21.841/2004, no processo de prestação de contas 
partidárias, apreciava-se a regularidade da captação e 
dos gastos dos recursos sem a aferição de eventual 
responsabilidade do ordenador de despesas incumbido 
de controlar a gestão das finanças”. 
 
D) “também”. 
“A obrigatoriedade de prestação de contas 
anualmente é imposta aos partidos políticos e 
encontra-se disciplinada na Lei n.º 9.096/1995, 
também conhecida como Lei dos Partidos Políticos, 
que trata das finanças e da contabilidadedos partidos 
políticos”. 
 
E) “políticos”. 
“Antes da edição da Res.-TSE n.º 23.432/2014, a Res.-
TSE n.º 21.841/2004 disciplinava os processos de 
prestação de contas dos partidos políticos e a tomada 
de contas especial, sendo esta última um 
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OS: 0112/1/17-Gil 
procedimento administrativo de controle, de caráter 
excepcional, instaurado 
 
05- (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CESPE 2015 NÍVEL 
MÉDIO) 
“ ‘O preconceito linguístico é um equívoco, e tão 
nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, 
especialista no assunto, dizer que o brasileiro não sabe 
português é um dos mitos que compõem o preconceito 
mais presente na cultura brasileira: o linguístico’. 
 
A redação acima poderia ter sido extraída do editorial 
de uma revista, mas é parte do texto O oxente e o ok, 
primeiro lugar na categoria opinião da 4.ª Olimpíada 
de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, realizada 
pelo Ministério da Educação em parceria com a 
Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas 
em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC)”. 
 
( ) Os trechos “especialista no assunto”, “o linguístico” e 
“primeiro lugar na categoria opinião da 4.ª Olimpíada 
de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro” exercem a 
mesma função sintática, a de aposto. 
 
06- (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CESPE 2015 NÍVEL 
SUPERIOR) 
“A tendência é que, à medida que esse mercado se 
desenvolva no Brasil, aumentem as oportunidades nos 
próximos anos. Em momentos de incerteza econômica, 
buscar soluções para aumentar a produtividade é uma 
escolha certeira para sobreviver e prosperar: nesse 
sentido, as empresas brasileiras estão fazendo o dever 
de casa”. 
 
( ) Preservam-se as relações sintáticas e a correção 
gramatical entre as orações ao substituir o sinal de 
dois-pontos por ponto e vírgula ou vírgula. 
 
07- (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CESPE 2015 NÍVEL 
SUPERIOR) 
“Se observarmos as nações desenvolvidas, 
verificaremos que elas se destacam em termos de 
produtividade total dos fatores, ou seja, são países 
que tornaram as economias mais eficientes e 
produtivas e contam não só com a eficácia das 
máquinas e dos equipamentos de seu parque 
industrial, mas também com o acesso a insumos mais 
sofisticados e adequados, com mão de obra bem 
educada e formada, infraestrutura adequada e custos 
justos de transação”. 
 
( ) Para a retomada de ideias na organização das orações 
do texto, admite-se, após “fatores”, a substituição da 
vírgula por ponto e vírgula. 
 
 
 
08- (TJ DF SERVIDOR CESPE 2015) 
“O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para 
isso. Enquanto cientistas e governos buscam novas 
fontes de energia sustentáveis, faça sua parte aqui no 
TJDFT” 
 
( ) A vírgula empregada logo depois de “sustentáveis” é 
obrigatória, e sua supressão prejudicaria a correção 
gramatical do texto. 
 
 
09- (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CESPE 2015 NÍVEL 
MÉDIO) 
“Os juízes que se deparam com o tema dos conflitos 
familiares e da violência doméstica assistem a 
situações de violência extrema, marcadas pelo abuso 
das relações de afeto e parentesco, pela deslealdade 
nas relações íntimas de afeto e confiança. A violência 
doméstica exclui e segrega os integrantes da família, 
pois as vítimas são muitas vezes consideradas 
responsáveis pelas agressões que sofrem. É a mulher 
agredida quem “gosta de apanhar”, é a criança 
espancada quem “provoca” os pais. Obviamente os 
membros da família ficam apavorados diante da 
possibilidade da agressão e da exclusão e temem pela 
própria vida quando dependem da família para 
sobreviver emocional ou materialmente. Assim, todos 
são atingidos pela agressão a um deles dirigida”. 
 
( ) No primeiro parágrafo, as aspas foram empregadas em 
trechos que reproduzem discursos de outras pessoas, 
e não da autora do texto. 
 
 
10- (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CESPE 2015 NÍVEL 
MÉDIO) 
“Estação do ano mais aguardada pelos brasileiros, o 
verão não é sinônimo apenas de praia, corpos à 
mostra e pele bronzeada”. 
 
( ) Seria mantida a correção gramatical do período caso o 
fragmento “Estação do ano mais aguardada pelos 
brasileiros” fosse deslocado e inserido, entre vírgulas, 
após “verão”, feitos os devidos ajustes de maiúsculas 
e minúsculas. 
 
11- (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CESPE 2015 NÍVEL 
MÉDIO) 
“O calor extremo provocado por massas de ar quente 
― fenômeno comum nessa época do ano, mas 
acentuado na última década pelas mudanças 
climáticas ― traz desconfortos e riscos à saúde. Não 
se trata somente de desidratação e insolação. Um 
estudo da Faculdade de Saúde Pública de Harvard 
(EUA), o maior a respeito do tema feito até o 
momento, mostrou que as temperaturas altas 
aumentam hospitalizações por falência renal, 
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OS: 0112/1/17-Gil 
infecções do trato urinário e até mesmo sepse, entre 
outras enfermidades”. 
 
( ) O emprego da vírgula após “momento” explica-se por 
isolar o adjunto adverbial, que está anteposto ao 
verbo, ou seja, deslocado de sua posição padrão. 
 
12- (SABESP FCC 2014 ANALISTA) 
Com respeito à pontuação, considere as seguintes 
afirmações. 
 
I- No segmento 
“A praça, aliás, era já uma herdeira pobre da ágora, 
da praça ateniense, que não foi lugar do footing ou da 
conversa mole, mas da decisão política. A ágora era 
praça no sentido forte, onde as questões cruciais da 
coletividade eram debatidas e decididas”, pode-se 
suprimir a vírgula colocada imediatamente após ágora 
sem prejuízo para o sentido e a correção. 
 
II. Na frase 
“Já a rua é caminho de ida sem volta; fica-se na praça, 
anda-se na rua. Vai-se, sai-se”, o ponto e vírgula após 
“volta” pode ser substituído por dois-pontos, sem 
prejuízo para o sentido e a correção. 
 
III. Na frase 
“Continuam existindo elos fortes, os da intimidade, do 
amor, da grande amizade. Mas os elos que se abrem 
para o social mudaram de natureza”, a vírgula 
colocada imediatamente após fortes pode ser 
substituída por um travessão, sem prejuízo para o 
sentido e a correção. 
 
 Está correto o que se afirma APENAS em: 
 
(A) I e III. 
(B) III. 
(C) I e II. 
(D) II. 
(E) II e III. 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
C E B C C C C C C C 
11 12 
E E 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 01 (Padrão CESPE) 
 
01- “Na Grécia antiga, a arrogância (Hybris) era o maior de 
todos os pecados, aquele que não tinha remissão. Os 
deuses não o perdoavam porque, para eles, escondia 
o mais nefasto dos desejos: o de se igualar aos 
próprios deuses”. 
 
► Por introduzir uma explicação, o sinal de dois-pontos ( 
após “desejos”) admite a substituição pelo sinal de vírgula 
seguido de uma oração subordinada iniciada por “que era”. 
02- “O grande fenômeno da primeira década do século XXI 
na economia mundial foi a ascensão da China como 
protagonista de primeira grandeza na produção e nas 
finanças, com consequências marcantes para o resto 
do mundo. Para o Brasil, a influência mais direta deu-
se por meio das exportações de commodities, que 
cresceram a ponto de a China ter-se tornado, em 
2009, o maior mercado para as empresas brasileiras”. 
 
► O emprego de vírgula logo após “commodities” (2º 
período) justifica-se por isolar oração explicativa 
subsequente. 
 
03- “A Semana