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PRÉ-CLÍNICA: DENTÍSTICA P1 
Ewelyn de Freitas Farias 
1- PROFESSOR FÁBIO HERMANN 
 
AULA 1 
 
Nomenclatura e classificação de cavidades 
● Cavidade: natural: cárie, trauma, desgaste. 
● Preparo cavitário: cavidade preparada, com brocas, cortes. 
● Restauração: restaura a forma do dente, a função e estética dele. 
Cavidade dentária 
● Porção dentária ausente, estrutura removida. 
● Etiológica: cárie, desgaste. 
● Artificial: preparo cavitário. 
Preparo cavitário 
● Necessário para: 
○ Remover tecido cariado, contaminado; 
○ Adequar o remanescente dental para uma boa adaptação da                 
restauração; 
○ Criar espaço para o material restaurador para não afetar a oclusão. 
Denominações das cavidades 
a) De acordo com o número de faces envolvidas 
● Simples: afeta 1 face. 
● Composta: afeta duas faces. 
● Complexa: afeta três faces ou mais. 
● Nomenclatura: 
○ Oclusal, mesial -> simples; 
○ Mesiodistal, mesioclusal -> composta; 
○ Mesioclusodistal, mesioclusomesial -> complexa. 
Componentes das cavidades 
● Paredes: nome da face, nome da face para a qual a parede está voltada. 
○ Limites internos da cavidade. 
● Paredes laterais/circundantes: todas da cavidade, com exceção do assoalho da                   
cavidade, a parede de fundo. 
● Paredes circundantes: mesial, vestibular, distal, cervical/gengival, incisal ou               
oclusal. 
● Paredes de fundo: do assoalho da cavidade. 
○ Pulpar: perpendicular ao eixo longitudinal do dente, lateral à polpa. 
○ Axial: paralela ao eixo longitudinal do dente, lateral à polpa. 
● Ângulos: união de paredes. 
Ângulos 
● Tipos: 
○ Diedro: união de duas paredes; 
○ Triedro: união de três paredes; 
○ Cavossuperficial: contorno, margem da cavidade. 
1- Diedro:  
● 1° grupo: união de duas paredes circundantes. 
● 2° grupo: união de uma parede circundante e uma de fundo. 
● 3° grupo: união de duas paredes de fundo. 
● Recebe o nome das paredes que o formam: 
○ Gengivolingual: 1° grupo; 
○ Vestíbuloaxial: 2° grupo; 
○ Axiopulpar: 3° grupo. 
2- Triedro 
● Recebem o nome das paredes que o formam. 
○ Ex: vestibuloclusolingual. 
● Exceções: classe III na proximal dos dentes anteriores, ângulos voltados para a                       
incisal e que são chamados de diedro incisal ou triedro incisal. 
3- Cavossuperficial 
● Divide a parte interna da externa da cavidade, é a margem, o contorno da                           
cavidade. 
As cavidades são divididas de acordo com as faces que acometem 
● Cada face é chamada de caixa. 
● Ex: lesão MOD -> caixa mesial, caixa oclusal, caixa distal. 
● Dá precisão à localização da cavidade. 
A- Classificação de Black 
● Classificou em cinco classes as lesões mais prevalentes conforme as suas                     
localizações. 
1- Classe I 
● Em cicatrículas e fissuras. 
● Na oclusal de molares e pré-molares. 
● ⅔ oclusais da vestibular de molares inferiores. 
● ⅔ oclusais da palatina de molares superiores. 
● Palatina de incisivos superiores na região de cíngulo. 
2- Classe II 
● Nas faces proximais de pré-molares e molares. 
● Classe I só para oclusal, se a lesão atingir alguma face proximal também, a                           
lesão será considerada apenas como classe II. 
3- Classe III 
● Proximal de dentes anteriores, sem atingir o ângulo, restrita a face proximal. 
4- Classe IV 
● Face proximal de dentes anteriores com remoção do ângulo incisal. 
● Comum em trauma. 
5- Classe V 
● Em vestibular e lingual, palatina de todos os dentes, no terço cervical, em                         
superfície lisa. 
● Diferente da classe I, que acomete terço oclusal e em regiões não lisas. 
Classificação complementar à Black 
● Classe I de Sockwell: cavidades em cicatrículas e fissuras, cavidade de ponto na                         
vestibular de dentes anteriores. 
● Classe VI de Simon/Simon e Howard: em bordas incisais e pontas de cúspide. 
● Essas lesões são as mais incomuns do que as classificadas por Black. 
B- Classificação de Mount e Hume (1997) 
● Classificação para restaurações adesivas. 
● Classifica a cavidade de acordo com o local e tamanho: 
○ Site: local; 
○ Size: tamanho. 
● Menos usada que a de Black. 
Site 
● Classe I 
○ Em sulcos e fossas oclusais. 
○ Em bordas incisais. 
○ Em sulco vestibular de molares inferiores, na palatina de molares                   
superiores. 
● Classe II 
○ Em proximais de anteriores e posteriores. 
● Classe III 
○ Terço gengival, faces vestibulares e linguais, lesões cervicais. 
○ Lesão radicular. 
Size 
● Classe I 
○ Abertura mínima, sulco. 
● Classe II 
○ Abertura média, não perde cúspide. 
● Classe III 
○ Abertura larga, com comprometimento de cúspide. 
● Classe IV 
○ Cavidade ampla, maior perda estrutural, perda de cúspide ou incisal. 
● Nomenclatura: 
○ Cavidade 2.1 - lesão proximal pequena; 
○ Cavidade 2.4 - lesão proximal ampla. 
C- Classificação de Conceição 
● Tipo I 
○ Na oclusal de molares e pré-molares. 
○ Não envolve cúspide. 
○ Com envolvimento parcial de cúspide. 
● Tipo II 
○ Proximal de molares e pré-molares. 
○ Sem envolvimento da crista: 
■ Vestibulolingual: broca entra por vestibular e sai por palatina ou                   
lingual. 
■ Túnel: para preservar a crista marginal, inicia na faceta e preserva a                       
crista marginal. 
■ Acesso direto: quando não tem dente proximal, se entra pela lateral. 
○ Com envolvimento da crista: 
■ Microcavidade: se entra na crista marginal. 
■ Composta. 
■ Complexa. 
● Tipo III 
○ Em proximal de dentes anteriores sem acometer o ângulo incisal. 
● Tipo IV 
○ Em proximais de dentes anteriores com comprometimento do ângulo                 
incisal. 
● Tipo V 
○ Vestibular e lingual ou palatina de todos os dentes em toda a face, não só                             
na cervical.  
 
AULA 2  
 
Princípios de preparo cavitário 
● Etapas interrelacionadas para o preparo. 
● Temos que respeitar as características do material restaurador. 
● Tem a guia de racionalização dos preparos. 
● Não removemos só o foco da lesão, mas também a área sombreada da lesão. 
● 1° barreira física para chegar na dentina cariada: esmalte. 
○ Brocas: corte. 
○ Ponta diamantada: desgaste. 
● Alta rotação: para tecidos mais duros, pois remove mais facilmente o tecido. 
● Baixa rotação: para tecidos menos duros, mais para mais próximo da polpa. 
● Alta temperatura no dente: 
○ Pode gerar inflamação inflamatória na polpa; 
○ Queima a dentina, prejudicando a adesividade com o material                 
restaurador depois. 
○ Se usa a refrigeração com água para evitar o aquecimento do dente e                         
efeitos prejudiciais. 
● Como a dentina cariada é muito mole, não se usa ponta diamantada, pois não                           
conseguiríamos lixá-la. 
○ Melhor a broca, pois tem lâmina e corta, mas sempre com baixa rotação e                           
movimentos intermitentes para evitar o aquecimento do dente. 
○ A baixa rotação também não tem a refrigeração, dando um campo seco,                       
tornando a dentina mais fácil de ser removida. 
○ Melhor brocas esféricas, pois toca uma maior área de superfície. 
● Broca pequena: mais fácil de perfurar a polpa. 
● Maior: mais segura, a mais aconselhada e também entra em contato com uma                         
área maior. 
○ Broca compatível com a cavidade: a maior que cabe na cavidade. 
● O instrumental manual para remover a dentina é o escavador/colher/cureta de                     
dentina. 
○ Tem ponta ativa, removendo “lascas” de dentina. 
● Se inicia com o escavador para sentir a dentina e depois pode se utilizar a                             
broca. 
○ Escavador mais para dentina mais mole, e a broca na dentina infectada,                       
masum pouco mais consistente. 
● A dentina desmineralizada fica abaixo da infectada e é mais consistente,                     
podendo ser mantida. 
Etapas do preparo cavitário 
1- Remover o esmalte 
● O quanto abrir: o mínimo possível, mas que tenha acesso à dentina cariada. 
○ Com alta rotação e broca. 
2- Remoção da dentina cariada 
● Com escavador de dentina. 
● Com baixa rotação e broca esférica. 
3- Preparo concluído 
● Com cavossuperficial em tecido hígido. 
● Dentina resistente, sem ser removida. 
Características do preparo cavitário 
● Dependem de: 
○ Material restaurador; 
○ Técnica de restauração; 
○ Acesso e extensão da lesão; 
○ Remanescente dental. 
● Amálgama: sua retenção é mecânica, assim as paredes vestibular e lingual                     
devem convergir para oclusal para retê-lo. 
● Resina: formato mais arredondado, pois a resina tem adesão. 
○ Sem muito formato específico para colocá-la. 
● Material indireto: cavidade expulsiva, paredes indiretas para o material sair e                     
entrar da cavidade para os ajustes. 
Histórico dos preparos 
1- Black (1908) 
● Estudou e organizou protocolos restauradores. 
● Cárie como uma doença rampante, descontrolada, pois não se tinha muito                     
conhecimento sobre a sua etiopatogenia. 
● Princípio da extensão preventiva: 
○ Remover todas as áreas suscetíveis à cárie. 
○ Face oclusal: sulcos, fossas, cicatrículas e fissuras. 
○ Extensão proximal subgengival. 
○ Preparos amplos no sentido vestibulo-lingual, istmo de ½ a ⅓ da D.I. 
○ Ação preventiva, se removia as áreas suscetíveis à cárie e se colocava                       
amálgama para evitar a doença. Hoje não se faz mais restaurações                     
preventivas, mas se previne a doença cárie. 
● Teorias que suportam a oposição à técnica de Black: 
a- Resistência do remanescente - Mondelli (1980) 
● Realizou testes de resistência à fratura em dentes com preparos de istmo de ½,                           
⅓ e ¼. 
○ Cavidades: O, MO, MOD, por exemplo. 
● Viu que quanto maior o istmo, maior o risco de fratura. Se o preparo                           
comprometer as cristas, reduz mais ainda a resistência. 
● Abertura ampla e envolvimento das cristas comprometem a resistência do                   
dente. 
● Preparos alternativos - Amquest (1973), Crockett (1975). 
○ Afim de se reduzir o uso do amálgama e o tamanho do preparo. 
2- Mudança dos princípios restauradores - Buonocore (1955), Bowen (1963) 
● Uso de materiais adesivos, unindo a restauração ao dente, preservando mais                     
dente hígido. 
● Uso de ácidos, condicionantes. 
● Gera um reforço do remanescente dental. 
● Compreensão da doença cárie: 
○ Conhecimento da etiopatogenia; 
○ Crescimento da utilização do flúor; 
○ Conhecida como uma doença tratável; 
○ Paradigma de promoção de saúde. 
Princípios gerais do preparo cavitário 
1- Forma de contorno 
● Define a área de superfície do dente a ser respeitada. 
● Margens sinuosas, sem ângulos agudos. 
● Deve englobar toda a área da lesão. 
● Margens em tecido hígido. 
○ O ângulo cavossuperficial para boa adesão deve estar em tecido hígido. 
○ Diferente da parede pulpar, quando houver possibilidade de exposição                 
pulpar. Nela, se preserva o tecido que puder e se garante um bom                         
vedamento marginal. 
● A forma do contorno depende da extensão do tecido cariado. 
● Formas: ponta, linha, shotgun. 
● Princípios: não se faz a extensão preventiva, buscando sempre se preservar a                       
maior quantidade de estruturas hígidas. 
● Esmalte socavado: oco, sem suporte da dentina, mais friável, mais                   
comprometedor do amálgama. 
○ Não deve ser removido, pois está hígido, apenas da suporte à ele com                         
resina e ionômero. 
● Técnica para fazer: 
○ Uso de alta rotação para romper o esmalte sobre a lesão. 
○ Alta rotação sempre refrigerada. 
○ Pode ser feita com broca ou ponta diamantada. 
○ O ponto de início deve ser o centro da lesão. 
2- Forma de resistência 
● Forma dada à cavidade para que as estruturas remanescentes e restauração                     
resistem às forças mastigatórias e oclusão. 
● Exemplo: 
○ Maior preservação de dente. 
○ Ângulos internos arredondados: para dissipar as forças mastigatórias e                 
da oclusão. 
○ Não se deve deixar esmalte socavado: sem suporte dentina. 
3- Forma de retenção 
● Forma e estratégia dada à cavidade para fazer com que a cavidade retenha a                           
restauração e evite seu deslocamento. 
○ Forma, adesividade e o material apropriado interferem na forma de                   
retenção. 
● Depende de: 
○ Material restaurador; 
○ Remanescente dental; 
○ Uso de adesivos. 
● Tipos: 
○ Cavidade autorretentiva: amálgama. 
○ Retenção adicional: canaleta, caixa, desgaste adicional.  
■ Amálgama. 
○ Pinos intradentinários: quase em desuso. 
■ Os de vidro são mais usados em dentes tratados                 
endodonticamente. 
○ Adesividade: com adesivos. 
4- Forma de conveniência 
● Etapa que permite o preparo da cavidade e a realização da restauração, o                         
acesso para o preparo e restaurar. 
● Ex: 
○ Isolamento absoluto; 
○ Grampos retratores; 
○ Elásticos de afastamento: forma mediata. 
5- Remoção de tecido cariado:  
● Visa remover todo o tecido cariado que permaneça após as fases prévias do                         
preparo. 
● Exceções: 
a- Cárie muito incipiente: o contorno já libera o tecido cariado. 
b- Se a lesão for muito grande e estiver aberta: se remove primeiro a dentina cariada                               
e depois se faz o contorno do esmalte. 
● Identificação de dentina cariada, lesão ativa: 
○ Amarelada, marrom claro; 
○ Aspecto úmido; 
○ Consistência amolecida, não resistente. 
● Lesão inativa: 
○ Escura, castanho, preta. 
○ Aspecto mais seco. 
○ Consistência coriácea (de couro). 
■ Pequena resiliência, sem ser totalmente dura, apenas algumas são                 
duras como a dentina normal. 
● Técnica para ver a lesão de cárie:  
○ Campo seco, bem iluminado. 
○ Sentir a dentina com sonda ou escavador. 
○ Critério: dureza, consistência. 
● Para remover tecido cariado: 
○ Campo seco; 
○ Broca esférica e baixa rotação; 
○ Broca de tamanho compatível com a lesão; 
○ Colher de dentina como manual. 
● Remoção da dentina tem como objetivos: 
○ Remover a dentina cariada e infectada; 
○ Diminuir a contaminação da cavidade; 
○ Proteger a polpa; 
○ Condições favoráveis para o material restaurador atuar bem. 
● Remoção total x remoção parcial de dentina: 
○ Deve-se remover toda a dentina desorganizada e infectada, exceto                 
quando houver risco de exposição pulpar na parede de fundo. 
■ Mais em pacientes mais jovens. 
■ Pode se colocar hidróxido de cálcio para proteger a polpa. 
■ Deixar a dentina reacional/terciária/esclerótica. 
6- Acabamento das paredes de esmalte 
● Remover irregularidades e prismas de esmalte socavado junto ao                 
cavossuperficial. 
● Melhora o vedamento marginal. 
● Pode ser feito com cinzel, recortador, broca, ponta diamantada. 
7- Limpeza da cavidade 
● Remoção dos detritos do preparo. 
● Amálgama: se mantém a smear layer/lama dentinária, pois ela ajuda a vedar a                         
cavidade. 
● No caso das resinas, deve-se remover a lama dentinária. 
● Lama dentinária: é uma camada fina que fica aderida à dentina, com partículas                         
orgânicas, inorgânicas, óleo das peças, sangue. Ela não é removida com                     
substâncias neutras, mas sim com ácidos. É uma sujeira microscópica. 
● Tipos de lama dentinária: 
○ Smear on: aquela fora dos túbulos dentinários. 
○ Smear in: dentro fora dos túbulosdentinários. 
● Cimento ionômero de vidro: necessário remover a smear on. 
● Limpeza para materiais não adesivos: água de cal, clorexidina 2%, água                     
oxigenada 3%. 
● Limpeza para materiais adesivos: ácidos desmineralizantes, ácido poliacrílico a                 
25% (remove a smear on), monômeros ácidos (se integra à lama), ácido fosfórico                         
30% a 40% (tira toda a lama). 
● Sempre tentar preservar a ponte de esmalte. 
● Cunha e matriz protegendo o dente vizinho na remoção com a alta rotação. 
 
 
2- PROFESSOR LUCAS 
 
AULA - 3 
 
Preparos cavitários para classes I e II para amálgama 
● O amálgama é composto por: prata, mercúrio, estanho. 
● A fase gama-2 é prejudicial para a resistência do material, por isso, se adiciona                           
cobre e zinco, afim de reduzir a fase gama 2 e aumentar a resistência. 
● A forma do preparo cavitário que dá a adesão, retendo o amálgama de forma                           
mecânica. 
Classe I 
1- Localização: 
○ Molares e pré-molares: ⅔ oclusais, em cicatrículas e fissuras. 
○ Antigamente, em região de cíngulo de dentes anteriores era comum ver a                       
utilização de amálgama. 
○ Aquelas lesões oclusais linguais ou palatinas, mas não nas proximais. 
2- Instrumentos para preparo: 
● Pontas diamantadas tronco cônicas invertidas. 
○ Base menor que o topo, formando uma cavidade retentiva. 
● Condensadores, brunidores, esculpidores. 
● Pontas multilaminadas para o acabamento. 
● Pontas de borracha para amálgama para polimento. 
○ Abrasividade crescente das cores das borrachas: azul < verde < marrom. 
3- Forma de preparo 
● Paredes vestibular e lingual convergentes para oclusal, pois isso o uso do                       
instrumento cônico invertido. 
● Evitar o comprometimento das paredes circundantes, deve se evitar o                   
alargamento das paredes, apenas seguir o sulco principal. 
● As paredes proximais não participam da retentividade, por risco de fratura                     
devido à disposição de seus prismas de esmalte, não se faz elas convergentes. 
● Vestibular e lingual devem convergir para oclusal, as proximais devem divergir                     
entre si para oclusal. 
● Parede de fundo deve ser plana, paralela à oclusal, não pode ter                       
irregularidades. 
● Todas as paredes devem ser lisas, aumentando a resistência para o suporte do                         
amálgama e proteção do dente. 
4- Etapas do preparo 
a- Abertura e contorno:  
● Seguindo o sulco principal com o instrumento tronco cônico invertido. 
b- Resistência ao preparo:  
● Ajuste das margens, tornando-as convergentes para a retenção. 
c- Remoção do tecido cariado: 
● Broca com baixa rotação ou escavador de dentina. 
d- Limpeza da cavidade: 
● Importante para a retenção. 
● A prata do amálgama é Ag​+ e a hidroxiapatita de cálcio do dente tem Ca​+ por                               
isso se usa o flúor ou o adesivo para impedir a repulsão de cargas opostas                             
entre dente e o amálgama. 
○ O adesivo não é para colar o amálgama ao dente, apenas para diminuir                         
as forças de repulsão das cargas iguais das superfícies. 
● O ácido cria microporosidades no esmalte para que o adesivo entre, formando                       
os tags. 
● Dentina não deve ser condicionada por mais de 15 segundos para que seu                         
colágeno não colabore, pois isso também se aplica primer. 
● Adesivo aplicado ativamente para penetrar, forma a camada híbrida com a                     
restauração. 
5- Etapas para o preparo do amálgama 
a- Condensação 
● Comparar o amálgama com condensadores na cavidade. 
● Começar com o instrumento na vertical e quando chegar no ângulo                     
cavossuperficial, realizar a condensação com movimentos laterais. 
b- Pré-brunimento 
● Remover o excesso de amálgama, dar a estrutura inicial. 
c- Escultura 
● Se faz as vertentes da estrutura, esculpimento final. 
d- Brunimento final 
● Acabamento para dar mais brilho e diminuir o mercúrio. 
● O acabamento é após 24 horas, com as pontas diamantadas e brocas. 
Classe II 
● Cavidade que acomete a proximal de pré-molares e molares. 
● Evitar inclinar o instrumento, pois pode deixar as paredes não convergentes                     
para oclusal. Inclinar um pouco apenas nas paredes proximais, deixando-as                   
divergentes. 
● Tem a parede cervical/gengival da proximal acometida, sem rebaixar a parede                     
pulpar até a cervical. Entre a cervical e a pulpar tem a parede axial. 
● Caixa de aprofundamento nas proximais. 
● Usar matriz metálica e cunha para proteger o dente vizinho. 
● A cervical deve ser plana. 
● A axial deve ser inclinada para oclusal, convergindo para suportar as forças                       
mastigatórias e oclusais. 
● Base da cavidade maior que o topo deve ser a forma do preparo cavitário. 
● Função da cunha e matriz: evitar que o extravasamento do material. 
● Condensação: se adiciona material até nivelar a altura da proximal até a                       
pulpar e depois até o cavossuperficial para a condensação. 
Slot horizontal 
● Mesmo conceito, mas mais conservador, pendendo-se menos tecido hígido. 
● Caixa feita abaixo do ponto de contato dos dentes, preservando a crista                       
marginal. 
● O instrumento entra horizontalmente. 
Slot vertical 
● Lesão no ponto de contato, ocorrendo o comprometimento da crista marginal,                     
mas sem acometer o sulco principal. 
● A retenção do amálgama é mecânica, com preparo retentivo. 
 
AULA 4 - RESTAURAÇÃO DE AMÁLGAMA 
Prof. Thaís 
Vantagens 
● Maior resistência ao desgaste, semelhante ao esmalte. 
○ Não desgasta o dente antagonista. 
○ Não desgasta tanto quanto a resina. 
● Expandiu seu uso no século XIX com Black, sendo o material restaurador mais                         
utilizado até 1960. 
● Baixo custo; sendo prático e rápido. 
● Indicações:  
○ Classes I e II; 
○ Cavidades de média extensão; 
○ Quando há pouco comprometimento estético; 
● Não pode ser utilizado nas classes IV, pois a cavidade não é retentiva. 
● Limitações: pelo menos 1,5 mm de espessura para ter boa resistência à fratura;                         
ausência de adesão ao dente; retirada de mais dente hígido para fazer a sua                           
cavidade retentiva; uso de mercúrio é tóxico. 
● Quanto mais próximo do esmalte, mais acinzentado deixa o dente. 
● O mercúrio orgânico é o mais tóxico, sendo mais absorvido. Na odontologia,                       
utilizamos o mercúrio metálico, que é menos tóxico. 
○ Mais perigoso quando inalamos ele. 
○ Uso crônico e manipulação contínua podem causar cansaço, depressão,                 
perda de memória. 
Cuidados 
● Usar máscara, evitar derramamento, limpar bem antes da esterilização para                   
não contaminar outros materiais, jaleco de manga longa. 
● Um instrumento sujo pode penetrar a mucosa e gerar uma tatuagem por                       
amálgama. 
○ Gerando uma lesão macular, lesão iatrogênica, aparecendo nas               
radiografias devido à constituição metálica do amálgama. 
Protocolo clínico 
1- Verificação dos contatos oclusais 
● Verificar as marcações no dente antagonista e deixar a restauração menor do                       
que a marcação, ou maior. O que não pode é deixar ocluir na junção                           
dente-amálgama, pois o amálgama é friável. 
● Limpar bem e ver os contatos. 
2- Anestesia 
3- Isolamento absoluto 
● Não é imprescindível, é preferível. 
● Materiais: fio dental, tiras de lixa metálica (para amálgama), tira de poliéster                       
(resina); caneta de marcador, lençol de borracha, arcode Young, perfurador de                       
Ainsworth, lubrificante à base de água, grampos, pinça de Palmer, sugador,                     
tesoura reta. 
● Preparo da boca: profilaxia, passar o fio dental entre os dentes, se houver algo,                           
usar a lixa. 
● Sempre o arco voltado para a frente, a marca fica para fora. 
● Se isola o 2° dente depois daquele que se quer trabalhar até o canino do lado                               
oposto. 
Grampo  Usos  Características 
200 a 205  Molares  Grampos com asa 
206 a 209  Pré-molares  Grampos com asa 
210 e 211  Dentes anteriores  Grampos com asa 
2012 R  Para retração gengival  Para o lado direito 
212 L  Para retração gengival  Para lado esquerdo 
● Marcação do lençol: marcar os quatro quadrantes. 
○ Sobre a incisal ou oclusal de cada dente, se estica um pouco o lençol e se                               
marca um ponto bem no centro dessas faces para ser perfurado. 
4- Retirada da dentina cariada 
5- Preparo cavitário 
Proteção pulpar 
● Utiliza-se verniz, hidróxido de cálcio, CIV, amálgama com camada híbrida,                   
amálgama adesivo (com camada adesiva). 
● Quanto maior o tempo de agitação, menor o tempo de presa. 
● Consistência granulosa: aumentar o tempo de agitação. 
● A condensação é para compactar bem o amálgama, reduzindo a porosidade e                       
o excesso de mercúrio, preenchendo com excesso para adaptação do ângulo                     
cavossuperficial. 
● Usa-se matriz e cunha para classe II. 
● Com condensador menor, depois o maior. 
 
AULA 5 - SISTEMAS ADESIVOS 
 
Adesão aos tecidos dentários 
● No início a adesão era restrita ao esmalte. 
● Buonocore, 1955: estudos sobre a adesão. 
● As resinas não tem uma característica pré-estabelecida para preparos                 
cavitários, preservando mais dente hígido. 
● Fusayama, 1980: condicionamento da dentina. 
Materiais e interações 
● Adesão química: por forças de valências primárias e secundárias. 
● Adesão mecânica: aprisionamento físico do material na cavidade. 
Ângulo de contato 
● Interfere na capacidade de molhamento/escoamento. 
● Maior ângulo: líquido mais viscoso, menor molhamento. 
● Melhor escoamento: 
○ Sólido que permite o escoamento; 
○ Líquido que escoe bem. 
● Sólido tem sua energia livre de superfície. 
○ Maior energia livre de superfície: melhor escoamento. 
○ Sempre favorece a união de dois pontos. 
● Líquido: tensão superficial. 
○ Reduz seu molhamento. 
○ Menor tensão superficial = maior molhamento. 
Adesão ao esmalte 
1- Condicionamento ácido: 
● Faz desmineralização parcial; 
● Maior energia livre de superfície; 
● Torna o esmalte mais “rugoso”, com microporosidades, aumentando a                 
capacidade de molhamento, reduzindo o ângulo de contato; 
● Feito com ácido fosfórico 37%; 
● Por 30 segundos. 
2- Adesivo. 
3- Fotopolimerização. 
4- Adesivo. 
● Bem consolidado a sua boa adesão. 
Adesão à dentina 
● Material mais orgânico que o esmalte. 
○ 20% água; 30% colágeno e 50% mineral. 
● Tem túbulos com tecido nervoso. 
● Ainda há desafios para a consagração da adesão em dentina. 
● A dentina varia sua formatação conforme a altura. 
○ Dentina mais profunda: maior quantidade de túbulos, mais permeável; 
○ Dentina mais superficial: menos túbulos, menos permeável, menos dentina                 
peritubular. 
Lama dentinária 
● Camada superficial de restos do preparo, sobre a dentina, varia de 1 a 5 wm,                             
tem uma fraca união à dentina, sendo uma barreira para a penetração do                         
sistema adesivo. 
● Ácidos condicionantes são usados para remover essa lama dentinária. 
● O ácido, na dentina, remove proteínas, sobrando água e colágeno. 
1- Condicionamento ácido: 
● Remove a lama dentinária e os smear plugs. 
● Dissolve parcialmente a dentina peri e intertubular. 
● Exposição de fibras colágenas. 
● Menor a sua energia livre de superfície. 
2- Primer: 
● Monômeros dissolvidos com solvente. 
● Aumenta a energia livre de superfície. 
● Tem uma parte hidrofílica e outra hidrófoba. 
Fatores relacionados e material para a sua aplicação 
● Controle da umidade: a presença de umidade é importante para auxiliar na                       
infiltração nos agentes resinosos desmineralizados. A água sustenta as fibras                   
colágenas, tendo o primer hidrofílico. 
● Secar a dentina colaba as fibras colágenas. 
● A dentina não pode ser seca, já o esmalte deve estar bem seco. 
● O primer substitui a água pelo adesivo quando é autocondicionante. 
● Nunca contaminar o processo adesivo. 
○ Usar sempre isolamento absoluto. 
● A água é essencial para a infiltração dos agentes resinosos na zona                       
desmineralizada. 
3- Adesivo/resina fluida: 
● Levado ao interior dos túbulos com a ajuda do primer e após, polimerização                         
para a formação de TAGS de resina. 
● Após o primer, secá-lo bem. 
● Camada híbrida: condicionamento ácido -> desmineralização parcial ->               
aplicação de adesivo para infiltrar no que foi desmineralizado. 
○ Ácido resistente. 
○ Formado por: tags resinosos + dentina desmineralizada. 
● O tag resinoso não significa uma melhor adesão, o que interfere é a sua                           
relação com as fibras colágenas. 
● Problema: o adesivo penetra todo o tecido desmineralizado, deixando o                   
colágeno e água expostos, que podem degradar e gerar falhas. 
○ Sistema adesivo autocondicionante: o que ele vai condicionando, já vai                   
colocando o primer, tendo menor área sem adesivo. 
○ O primer ácido não remove a lama dentinária, apenas a envolve,                     
participando da adesão. 
1- Condicionamento ácido total/de 3 passos 
● Ácidos fosfórico a 37%. 
● Primer. 
● Adesivo. 
● Não ultrapassar 15 segundos na dentina. 
● Começar pelo esmalte, quando der 15 segundos, iniciar a dentina. 
● Lavar pelo menos pelo tempo de condicionamento. 
2- Secar 
● Secar bem o esmalte e deixar a dentina úmida. 
3- Primer 
● Aplicação ativa por 30 segundos, fazendo o primer penetrar o que foi                       
desmineralizado. 
4- Adesivo 
● Não precisa ser aplicado ativamente. 
● Deixar uma espessura menor, aumentando a resistência, pois aumentar a                   
espessura o torna mais sensível à fratura dele mesmo. 
● Evitar jato de ar no adesivo evitando espalhar e incorporar cor. 
Fotoativar 
● Por aproximadamente 40 segundos. 
● Mais próximo do material restaurador. 
● Importante para a longevidade. 
Sistemas adesivos totais de 2 passos 
● Ácido + primer com adesivo. 
● Mais barato que o de três passos. 
● Condicionar, passar uma camada ativa, mais uma camada não ativa. 
● A simplificação reduz o tempo clínico e a sensibilidade técnica. 
● Aplica-se o ácido com o primer, não se lava, e seca bem. 
● Autocondicionantes podem ser usados em cavidades mais profundas, pois                 
desmineraliza menos para perto da polpa. 
● Resistência de união imediata não relacionada à longevidade. 
 
AULA 6 - RESINA COMPOSTA 
 
Tensões 
● Tração: tensão de alongamento/esticar. 
● Compressão: tensão de encurtar/comprimir. 
● Cisalhamento: mover o corpo por sua superfície, fricção. 
● Dentes posteriores sofrem principalmente com forças de compressão. 
● Dentes anteriores sofrem principalmente com forças de cisalhamento. 
Deformação 
● Elástica: reversível, o material volta ao seu estado inicial. 
● Plástica: irreversível, o material não volta ao seu estado inicial. 
Forças mecânicas de carregamento 
● Estático: carga aumentada lentamente. 
● Dinâmica: carga aumentada rapidamente. 
● Repetidamente: força colocada diversas vezes, fadiga. 
Módulo de elasticidade/Rigidez 
● É a rigidez do material. 
● Omaterial que absorve mais tensão se deforma mais, é o polímero. 
○ Quanto mais absorve tensão e se deforma, menos tensão chega no dente. 
● Módulo de elasticidade (E)=tensão/deformação. 
○ A deformação é inversamente proporcional ao módulo de elasticidade. 
● Alto módulo de elasticidade significa que o material é mais rígido. 
Limite de proporcionalidade 
● Proporção entre tensão e deformação. 
● Após ele, ocorre a deformação plástica. 
Polímeros 
● Formados por diferentes componentes. 
● Produção na produção térmica de radicais livres pela fotoiniciação para                   
ocorrer a polimerização. 
● Formado por hidrocarbonetos principalmente. 
● Ligação insaturada: quando o átomo não se liga ao número máximo de                       
elétrons que suporta. 
● Estrutura insaturada é mais fácil de se ligar. 
● Estrutura: 
○ Linear: mais flexível. 
○ Reticulada: mais rígida. 
● Tipos de polimerização: poliadição. 
Poliadição 
● Monômeros com ligações insaturadas se unem a partir de iniciadores. 
1- Início/indução 
● Gera radicais livres. 
● Gera energia externa. 
● Exemplo de iniciadores: 
○ Peróxido de benzoíla. 
○ Canforoquinona. 
● Por calor e químico. 
● O peróxido de benzoíla se divide na ligação O-O, gerando dois grupos de                         
átomos com radicais livres (têm elétrons sem par). 
○ Rompe ligações duplas ou triplas, sobrando um radical livre. 
● A canforoquinona consegue reagir com a luz do fotopolimerizador e romper                     
ligações insaturadas, liberando radicais livres para a polimerização. 
● Propagação: crescimento linear da cadeia, união dos monômeros. 
○ Rápido. 
● Término: estrutura mais rígida. 
● Quanto maior a quantidade de monômero, maior a contração. 
Resina composta em dentes posteriores 
Técnica 
● Direta: restauração sobre o dente, feita em uma só sessão. 
● Indireta: se faz a moldagem e se envia para o laboratório, depois cimenta a                           
peça. 
● Semidireta: preparo para receber a restauração, moldagem, vazamento,               
confecção da peça no consultório e cimentação, em uma só sessão. 
Classificação das cavidades devido a localização em dentes posteriores 
1-Tipo I: 
● Sem envolvimento de cúspide ou com envolvimento parcial. 
2- Tipo II: 
● Sem envolvimento da crista marginal: 
○ Acesso direto 
○ Por vestibular lingual. 
○ Cavidade tipo túnel (preserva a crista). 
● Com envolvimento da crista marginal: 
○ Slot vertical: 
■ Composta 
■ MO, DO. 
○ Complexa: envolve mais de três faces. 
■ Atinge cúspide, MOD. 
3- Tipo V. 
Indicação para restaurações diretas 
● Cárie na oclusal, cárie na proximal, cárie nas proximal e oclusal, cáries em                         
superfícies livres. 
● Vantagens:  
○ Preparo conservador, acesso à lesão. 
○ Estética melhor. 
○ Reforço da estrutura dental remanescente. 
○ Facilidade de preparo. 
○ Menos custo quando comparada às restaurações indiretas. 
■ Sem gasto do laboratório. 
■ Em uma só sessão. 
● Limitações: 
○ Sensibilidade técnica. 
○ Polimento. 
○ Dificuldade de fazer o isolamento absoluto 
○ Extensão da área. 
○ Pode ocorrer manchamento superficial. 
● Diagnóstico:  
○ Localização e extensão. 
○ Expectativa do paciente quanto à estética e a longevidade. 
○ Hábitos nocivos químicos e físicos. 
○ Oclusão. 
○ Pode manchar superficialmente. 
Seleção de materiais e técnica 
Localização da 
cavidade 
Extensão  Técnica  Resina 
Oclusal  Sem comprometer 
cúspide 
Direta  Microhíbrida/nanoparticu
lada/nanohíbrida 
Oclusal  Com 
comprometimento 
de cúspide 
Direta  Microhíbrida/nanoparticu
lada/nanohíbrida 
Proximal/Tipo II  Sem comprometer 
cúspide 
Direta  Microhíbrida/nanoparticu
lada/nanohíbrida 
Proximal/Tipo II  Com 
comprometimento 
de cúspide 
Direta  Microhíbrida/nanoparticu
lada/nanohíbrida 
Envolvendo cúspide, 
MOD, VL 
Composta  Direta  Microhíbrida/nanoparticu
lada/nanohíbrida 
Envolvendo cúspide,  Complexa  Direta/Indireta  Microhíbrida/nanoparticu
MOD, VL  lada/nanohíbrida 
● Se a lesão for muito profunda, em que a cunha empurre a matriz para o dente,                               
pode se fazer a técnica indireta. 
● As microparticuladas podem ser utilizadas nas lesões VL, pois têm uma menor                       
resistência ao desgaste, mas são mais estéticas. 
● Deve-se manter a maior quantidade de dente hígido possível. 
○ Pode manter o esmalte socavado. 
○ Tirar apenas o necessário para o acesso ao canal e a sua visualização. 
Proteção do complexo dentina-polpa 
● Hibridização: adesivo, reforço para formar um corpo. 
● Cavidades profundas: cimento de ionômero de vidro pode ser utilizada no                     
interior. 
Protocolo clínico para cavidades tipo I 
1- Anestesia; 
2- Seleção da cor; 
3- Verificar os contatos oclusais; 
4- Preparo do dente; 
5- Isolamento; 
6- Limpeza da cavidade; 
7- Adesivo; 
8- Inserção da resina composta; 
9- Ajuste oclusal; 
10- Acabamento e polimento. 
Seleção da cor 
● Dentes: policromáticos. 
● Resina: monocromática. 
● Estratificação natural: 
○ Dentina é mais opaca, maior croma. 
○ Esmalte mais translúcido. 
● Matiz: cor. 
● Croma: saturação da cor, quantidade de pigmento. 
● Valor/luminosidade: reflexão de luz. 
○ Maior valor: branco. 
○ Menor valor: preto. 
● Seleção mais simples do que nos dentes anteriores. 
● Antes do isolamento, pois depois o dente fica mais branco e opaco após a                           
secagem. 
Verificação dos contatos oclusais 
● Máxima intercuspidação, posição mais posterior da mandíbula, lateralidade,               
protrusão, relação cêntrica. 
● Tirar os pontos de contato com o dente antagonista na interface                     
resina-adesivo. 
● Ângulos internos arredondados. 
● Formato mais ovóide. 
● Brocas usadas: 245 e 330. 
● Com baixa rotação, curetas para remover o tecido cariado. 
● Pontas diamantadas: para a remoção da restauração. 
Abertura 
● Abertura menor no esmalte do que na dentina, devido à forma de propagação                         
da cárie. 
● Dentina mais externa: infectada. 
● Dentina mais interna: contaminada. 
○ Remover as duas se não houver risco de exposição pulpar, se houver o                         
risco, remover apenas a dentina infectada. 
● Preparo sem bisel, sem desgastar as faces do cavossuperficial. evitando                   
camadas muito finas de resina. 
○ Pode ser feito em dentes anteriores. 
Inserção da resina composta 
● Técnica: estratificação natural, minimizar a contração por polimerização. 
● Fase pré-gel: contração compensada pela capacidade de deformação ->                 
período intermediário da polimerização. 
● No término, qualquer contração pode gerar fraturas. 
○ Menor absorção das forças, aumentando a transmissão das forças para                   
o dente. 
Fatores que podem afetar a interface adesiva 
● Estresse de contração de polimerização. 
● Técnica incremental diminui o estresse de polimerização. 
● Fator C = superfícies da resina aderidas ao dente/superfícies da resina não                       
aderidas ao dente. 
● Maior fator C : maior estresse de polimerização. 
○ Resina aderida a mais paredes. 
Inserção classe I 
● Estratificação natural. 
● Quanto mais profundo na cavidade, maior o tempo de fotopolimerização. 
● Evitar a união de cúspides. 
● Incrementos até 2 mm. 
Ajuste oclusal 
● Após a inserção, fazer o ajuste para ter o mesmo padrão oclusal inicial. 
 
AULA 7 - RESINAS 
 
● Compósito: mistura de diferentes componentes. 
○ Matriz orgânica: Bis-GMA, relacionada à contração de polimerização do                 
material. 
○ Matriz inorgânica: carga, não atua na contração de polimerização. 
○ Modificadores de cor: pigmentos inorgânicos (óxidos metálicos) para darcor e opacidade ao material. 
○ Sistema iniciador/ativador: os dimetacrilatos polimerizam por reação de               
adição. 
■ Resinas quimicamente ativadas. 
■ Resinas fotoativadas. 
● Maior viscosidade do material: maior quantidade de carga que pode ser                     
incorporada, melhorando a resistência, diminuindo a solubilidade e diminuindo                 
a contração. 
A contração de polimerização depende 
● Do peso molecular dos monômeros: maior peso gera uma menor contração,                     
devido a menor quantidade de ligações que fazem. 
● Reatividade do monômero: quanto mais reativo, mas ligações vai fazer,                   
aumentando a contração. 
● Inibidores: 
○ Aumenta a vida útil da resina; 
○ Exemplo: hidroquinona. 
○ Diminui a polimerização da resina em luz ambiente. 
● Quanto maior a viscosidade:  
○ Maior quantidade de carga; 
○ Pior acabamento e lisura superficial; 
○ Mais opaca é o material. 
Carga 
● Deixa as restaurações mais opacas, permitindo ver recidiva e adaptação. 
Silano/agente de união 
● Liga a matriz à carga. 
● Dá maior resistência ao desgaste, evitando a exposição de matriz sem carga. 
● Aumenta as tensões de contração de polimerização. 
● Passível de hidrólise. 
Tipos de resinas de acordo com o tamanho das partículas de carga 
● Microparticulada: 
○ Estética; 
○ Boa lisura e brilho; 
○ Não indicada para dentes posteriores, face palatina de dentes anteriores; 
○ Menor resistência mecânica. 
● Nanohíbrida: 
○ Mais utilizadas; 
○ Possuem boas propriedades mecânicas e de lisura; 
○ Pode ser utilizada para dentes posteriores e anteriores. 
● Nanoparticuladas. 
Resina Bulkfill 
● Pode se utilizar incrementos maiores do que 2 mm. 
● Possui maior controle da tensão superficial de polimento. 
○ Tem moduladores de polimerização. 
● Tem fotoiniciadores específicos, facilitando a chegada de luz na parte mais                     
profunda do incremento maior. 
○ Ou que ela seja mais translúcida para chegar luz do fotopolimerizador                     
até a parte mais profunda. 
a- Bulk fill flow: 
● Base para resina convencional, menor quantidade de carga, mais translúcida. 
● Boa base para restaurações classe I e II. 
Radiopacidade 
● Facilita a visualização radiográfica da resina. 
○ Podemos ver desadaptações, recidivas de cárie. 
● As resinas microparticuladas têm uma maior passagem de luz. 
● As microhíbridas tem partículas maiores, diminuindo a passagem de luz. 
● Pigmentos brancos são usados para deixar a dentina mais opaca. 
Protocolo clínico para restaurações classe II com resinas compostas 
1- Anestesia 
2- Escolher a cor 
3- Verificação dos contatos oclusais 
4- Pré-encunhamento e preparo do dente 
5- Isolamento do campo 
6- Limpar a cavidade 
7- Colocar a matriz  
8- Sistema adesivo 
9- Inserção da resina composta 
10- Ajuste oclusal 
11- Acabamento  
12- Polimento 
● Pré-encunhamento: 
○ Protege o dente vizinho. 
○ Dá o ponto de contato. 
● Deve se usar o recortador de margem para deixar a parede lisa e retirar os                             
prismas de esmalte que poderiam gerar fendas com a resina composta. 
● Pode se usar resina para fazer a parede proximal. 
○ Fazemos com uma espessura pequena, ocorrendo uma menor contração. 
Materiais para o preparo de contorno 
● Pré-encunhamento. 
● Contact pro. 
● Matriz metálica parcial + anel metálico + cunha. 
Encunhamento 
● Vértice da cunha sempre voltada para o ponto de contato. 
● Inserir de lingual para vestibular. 
○ Exceto entre o primeiro e o segundo molar inferior, em que podemos                       
inserir de vestibular para palatina. 
Contact pro 
● Sempre empurrar contra a matriz. 
Após inserir a resina 
● Ver os contatos oclusais. 
● Fazer o acabamento e o polimento. 
Amelogen plus/ultradent 
● Há 8 cores para dentina, 3 para esmalte, mais três de efeito e 1 opaca. 
2350 XT/3M Espe 
● Há 4 tipos de resinas: 
○ Dentina; 
○ Corpo; 
○ Esmalte; 
○ Translúcido. 
● Dentina é usada em menor quantidade, mais em terço apical, já a resina de                           
corpo é a mais usada, a de esmalte recobre e a translúcida faz a parte da                               
borda incisal e sua opalescência. 
 
AULA 8 - RESTAURAÇÕES EM DENTES ANTERIORES 
 
● Maior exigência do que a restauração em dentes posteriores. 
● Resina composta é a de escolha, pois restabelece: 
○ Forma; 
○ Função; 
○ Estética; 
○ Resistência; 
○ Preservação do dente hígido. 
● Utiliza sistema adesivo. 
Classe III 
● Acomete proximal de dentes anteriores, sem acometer o ângulo incisal. 
● Etiologia: cárie -> lesão proximal -> envolvimento de dentina. 
● Diagnóstico: 
○ Exame clínico; 
○ Radiografia; 
○ Fio dental nas faces proximais; 
○ Transiluminador; 
○ Afastamento dental. 
1- Acesso direto/afastamento dental 
● Preservação de estrutura dental sadia. 
● Mantém os contatos oclusais. 
● Mantém o esmalte vestibular. 
2- Acesso por palatina 
● Preserva a face vestibular. 
● Sem resina na área estética. 
● Método mais utilizado. 
3- Acesso por vestibular 
● Última opção. 
● Em lesões envolvendo a face vestibular. 
● Substrato de resistência deficiente. 
● Apinhamento dental. 
Protocolo clínico para restaurações em classe III 
1- Anestesia 
2- Profilaxia 
3- Marcação dos contatos oclusais 
● Com o papel articulado e pinça de Miller. 
● Evitar a oclusal na interface resina-adesivo. 
4- Seleção de cores 
● Matriz: cor base. 
● Croma: saturação. 
● Valor: luminosidade. 
○ Inversamente proporcional ao croma. 
● Escala VITA: 
Classificação  Matiz  Croma  Valor  Prevalência 
A  Marrom/bege  1-4  1 é mais clara 
que a 4 
60-80% 
B  Amarela  1-4  1 é mais clara 
que a 4 
20% 
C  Cinza  1-4  1 é mais clara 
que a 4 
5% 
D  Avermelhado/li
lás 
1-4  1 é mais clara 
que a 4 
5% 
● O croma 1: maior valor e menor croma. 
● Croma 4: menor valor e maior croma. 
● Translucidez/opacidade: 
○ O que o material transmite de luz. 
○ Varia conforme o grau de dispersão da luz. 
○ Materiais mais opacos para dentina. 
○ Intermediário: de corpo. 
○ Esmalte: mais translúcido. 
● No bordo incisal há opalescência. 
○ Reflexão e refração seletiva do esmalte. 
○ Ondas menores (azul): são refletidas. 
○ Ondas maiores (laranja): são absorvidas. 
○ Possível fazer opalescência com a dentina de efeito, pois é bem                     
translúcida. 
● Cores especiais: 
○ Resina de efeito: 
■ Amarela (y); 
■ Azul (b); 
■ Clear, neutra. 
○ Resina de valor: 
■ Maior valor: mais branca. 
■ Menor valor: mais acinzentada. 
● Fluorescência: absorção de energia UV seguida da emissão em um                   
comprimento de onda maior (branco -> azulado). 
● Técnica para selecionar a cor: 
○ Selecionar a matiz: comparando com a cervical do dente, onde há um                       
maior croma. 
○ Testar a variação do croma nos diferentes terços e partes dentários. 
○ Definir o valor adequado. 
○ Avaliar a translucidez incisal. 
○ Sempre sem isolamento, com o dente hidratado e com luz natural. 
○ Mapa cromático: distribuição das cores no dente. 
5- Seleção do tipo de resina 
● Para a palatina não se usa resina microparticulada, mas microhíbrida,                   
nanohíbrida, nanoparticulada, pois têm maior resistência. 
6- Isolamento absoluto 
7- Afastamento dental 
8- Proteger o dente vizinho. 
9- Preparo cavitário. 
● Acesso/forma de contorno. 
○ Com pontas diamantadas de 1011 a 1014, com alta rotação. 
○ Abertura pelas faces proximais. 
● Remoção do tecido cariado. 
○ Com brocas esféricas em baixa rotação. 
○ Com escavadores de dentina. 
○ Preservar o esmalte vestibular. 
10- Confecção de bisel 
● Apenas quando necessário. 
11- Acabamento das paredes de esmalte da cavidade 
12- Proteção pulpar 
● Quandonecessário, em cavidades mais profundas. 
13- Matriz de poliéster mais cunha 
14- Aplicação do sistema adesivo 
15- Fotopolimerização 
16- Inserção da resina 
● Com espátula especiais. 
● Pincel de ponta chata. 
● Incrementos pequenos. 
● Fotoativação. 
● Até selar o cavossuperficial. 
17- Remover a cunha 
18- Remover a matriz 
19- Acabamento 
● Com pontas diamantadas 3195 F (para face vestibular), 3118F (para palatina). 
● Lâmina de bisturi n° 12 para retirar excessos. 
● Tira de lixa em S. 
● Discos de lixa, pontas de borracha. 
○ Taça, disco: para face vestibular. 
○ Chama: para face palatina. 
20- Tirar o isolamento 
21- Ajuste oclusal 
22- Checar as faces proximais com o fio dental 
23- Verificar a textura superficial 
● Na face vestibular. 
● Com brocas multilaminadas para simular a superfície dentária. 
24- Polimento 
● Com discos e pontas abrasivos. 
● Com pasta para polimento. 
● Usando discos de feltro. 
25- Polimento final 
● Opcional. 
● Após 24 horas, no mínimo. 
● Hidratar o dente e restauração para verificar a cor. 
● Ver ajustes necessários. 
26- Avaliar o resultado final 
● Cor; 
● Forma; 
● Textura; 
● Adaptação.

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