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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO-UEMA 
NÚCLEO DE TECNOLOGIA PARA EDUCAÇÃO-UEMAnet 
CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA 
 
 
 
 
 
 
 
GEOMORFOLOGIA 
 
 
 
KARINA SUZANA FEITOSA PINHEIRO 
LEILA MARIA FEITOSA PINHEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
Caro (a) estudante, 
 
Na elaboração deste e-Book da disciplina Geomorfologia, tivemos o cuidado de 
fornecer noções dos principais conteúdos que são aplicados na Geomorfologia, e que 
servirão para suprir as necessidades de estudos nesta área de conhecimento. 
A Geomorfologia é uma ciência que estuda as formas de relevo, sendo essas 
formas, representações da superfície com diferentes configurações de paisagens 
morfológicas e dinâmicas da topografia atual. 
Os conteúdos da disciplina, neste e-Book, foram organizados em quatro 
Unidades, dos principais assuntos abordados na Geomorfologia iniciaremos na primeira 
Unidade, com conceitos e classificação da Geomorfologia, dando destaque aos 
principais pesquisadores na área, com observações, características, conceitos, divisões 
e, a importância desses estudos como meta na formação acadêmica. Na segunda 
Unidade, abordaremos os métodos e técnicas da Geomorfologia, sua importância e, a 
definição do problema como objeto da pesquisa; na terceira Unidade, são apresentadas 
as teorias geomorfológicas, que nos mostra a definição e classificação de cada cientista 
e, por último, a quarta Unidade apresenta as unidades estruturais e esculturais da Terra. 
Os conteúdos da disciplina, aqui abordados, irão contribuir na sua formação 
como novo profissional ligado as ciências da Terra e no aprofundamento das questões 
em Geomorfologia. 
As autoras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO, CONCEITOS E DIVISÃO DA GEOMORFOLOGIA 
Objetivos 
 Compreender a descrição explicativa e um inventário detalhado das formas; 
 Analisar os processos que operam na superfície terrestre. 
 
1 INTRODUÇÃO 
Sabemos que Geomorfologia é a ciências que estuda as formas de relevo, onde a análise 
das formas e dos processos fornece conhecimentos sobre os aspectos e a dinâmica da 
topografia atual, sob as diversas condições climáticas, possibilitando compreender as 
formas esculpidas pelas forças destruídas pela natureza. 
 O relevo sempre foi notado pelo homem no conjunto de componentes da natureza pela 
sua beleza, imponência e forma. Também, é antiga a convivência do homem com o 
relevo, no sentido de lhe conferir grande importância em muitas situações do seu dia a 
dia como estabelecer melhores caminhos a locomoção, localizar seus cultivos, criar seus 
rebanhos ou definir os limites dos seus domínios. 
Com isso, o conhecimento humano na direção da Geomorfologia não ficou apenas em 
procurar conhecer os tipos de relevo e os processos a eles relacionados. Por isso, 
procuramos ir sempre mais além, buscando respostas para muitas questões que podem 
explicar como os processos se articulam entre si, como evoluem os grandes conjuntos 
de relevo, qual o significado deles no meio ambiente e como controlar ou interferir o 
funcionamento dos processos geomorfológicos. 
Iremos estudar nesta Unidade, o conceito de Geomorfologia, a sua história e a divisão 
para entendermos melhor este ramo da Geografia. 
 
1.1 Histórico 
 
Segundo Christofoletti, o século XIX foi a etapa marcante em que foram definidos, de 
modo mais sistemático, os campos do conhecimento científico que acrescentaram as 
ciências modernas. Por isso, na Geomorfologia não foi diferente, pois conhecimento já 
existentes, apenas reportaram conceitos e visões do conjunto das paisagens 
morfológicas. 
 
 
Vamos passear nos séculos para entendermos melhor o surgimento da Geomorfologia 
nos tempos de hoje, observe o Quadro 1: 
 
Quadro 1 – Surgimento da Geomorfologia e seus autores 
 
 
 
 
 
 
Ideia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Séc. Autor / Período Importância
Leonardo da Vinci (1452-
1519)
XVI Bernard Palissy (1510-
1590)
Compreendeu o antagonismo entre as 
ações internas, que criam o relevo, e as 
ações externas, que tentam destrui-lo: o 
antagonismo entre o escoamento e a 
vegetação, expressando claramente a 
ideia de plantar árvores a fim de 
amenizar a erosão
XVIII L.G. du Buat Escreveu Principes d’hydraulique (1779)
XVIII Jean Baptiste de Lamarck 
(1744-1829), Targioni-
Tozetti (1712-1784), 
Desmarest (1725-1815), 
Benédict de Sausurre (1740-
1799), entre outros
Observações numerosas e mais 
importantes que as dos séculos 
anteriores.
XV Observou que cada vale foi escavado 
pelo seu rio, além de observar que os 
cursos fluviais carregavam materiais de 
uma parte da Terra e os depositavam em 
outra.
Séc. Autor / Período Importância
XVIII James Hutton (1726-1797) Reconhecido como o 1º grande fluvialista 
e como um dos fundadores da moderna 
Geomorfologia. Observou que as ações 
na superfície da Terra reduziriam o 
relevo e permitiriam arrasamento das 
montanhas, chamando a teoria de 
"Actualismo" – "o presente é a chave do 
passado"
XIX John Playfair (1748-1819) Elucidou através da obra Illustrations of 
the Huttonian theory of the Earth (1802) 
as idéias de seu amigo Hutton. Das 
observações mais importantes destaca-
se: "cada rio consiste em um tronco 
principal, alimentado por um certo 
número de tributários, sendo que cada 
um deles corre em um vale proporcional 
ao seu tamanho.
XIX Abraham Gottlob Werner 
(1749-1817)
Postulava a existência de um oceano 
universal que teria contido em solução 
todos os princípios minerais de formação 
da crosta terrestre (todos os tipos de 
rochas inclusive as vulcânicas). 
Séc. Autor / Período Importância
XIX Charles Lyell (1797-1875) Entendeu a importância das ideias de Hutton e foi seu 
grande divulgador. Publicou os Principes of Geology , 
popularizando o princípio do atualismo, realizando 
ataque inclemente às correntes catastróficas e 
fornecendo detalhes dos processos erosivos e 
denudacionais.
XIX Jean Louis Agassis (1807-
1873)
Reconheceu a evidência de uma idade glacial durante 
a qual as geleiras cobriram grande parte da Europa 
Setentrional.
XIX Andrew C Ramsay (1814-
1891)
Verificaram a importância da abrasão marinha (Na 
Grã-Bretanha e China, respectivamente)
XIX Alexandre Surrel, George 
Greenwood, James Dwight 
Dana e Jukes.
Graças as suas contribuições, a corrente fluvialista 
começou a se impor de modo definitivo.
XIX Peschel Em 1869 tentou reunir os princípios do 
desenvolvimento das formas de relevo de modo 
sistemático.
XIX Ferdinand Von Richtoffen Publicou Fürer fur Forchungsreisende em 1886, sendo 
mais feliz em sua obra que Peschel.
3/4 do Séc. 
XIX
G de la Noe e E. de Margerie Escreveram em 1888 les formes du terrain .
 ll bl 89 h l d d b fl h 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Christofolletti 1980 
 
1.2 Os diversos conceitos de Geomorfologia 
 
Podemos entender por conceito ou como objeto de estudo as formas de relevo, pois 
através deles constituímos o estudo da Geomorfologia, que pode ser compreendida e 
explicada por suas concepções teóricas e caráter prático que fazem com que a 
Geomorfologia possa ser vista como uma ciência autônoma. 
Então através de alguns estudiosos podemos conceituar a Geomorfologia como sendo: 
Geomorfologia significa, etimologicamente, “o estudo da forma da Terra” (geo-terra; 
morfo – forma; logos – estudo). “(JATOBÁ ; LINS, 1995, p.11). 
Geomorfologia é a ciênciaque se ocupa das formas da Terra. (MARGARIDA 
PENTEADO,1974, p.49). 
Geomorfologia, ciência que estuda as formas de relevo, tendo em vista a origem, 
estrutura, natureza das rochas, o clima da região e as diferentes forças endógenas e 
exógenas. (GUERRA, 2001, p.109). 
“Geomorfologia é uma ciência que tem por objetivo analisar as formas do relevo, 
buscando compreender as relações processuais pretéritas e atuais”. (CASSETI,2001, 
p.12). 
Séc. Autor / Período Importância
3/4 do 
séc. XIX
John Wesley Powell (1834-
1902), Grove Karl Gilbert 
(1843-1918) e Clarence E. 
Dutton (1841-1912)
Através de suas ideias, conseguiram 
isolar a Geomorfologia do âmbito 
Geológico, no qual sempre estivera 
integrada.
XIX James Powell Publicou em 1875 o relatório Exploration 
of the Colorado River of the West and its 
tributaries. Foi o precursor da idéia que 
mais tarde seria denominada por Davis 
de "Peneplanície" ou nível de base para a 
erosão.
XIX W. M. Davis Definiu: "Ciclo de erosão" e a "erosão 
normal". É considerado o fundador da 
Geomorfologia como disciplina 
especializada. 
XX Pierre Birot e Jean Tricart Elaboraram trabalhos sob a perspectiva 
estrutural.
XX William Thornbury Escreveu "Regional Geomorphology of 
the United States (1965), um estudo 
detalhado da morfoestrutura dos Estados 
Unidos.
XX Ab'Saber (BRASIL - 1960) Propôs a divisão do relevo brasileiro em seis 
Domínios Morfoclimáticos, colocando em plano 
secundário o significado estrutural na gênese 
das formas de relevo.
Podemos então entender que independente das questões de autonomia e de origem, a 
Geomorfologia constitui campo de trabalho científico, que, como as demais ciências, vai 
exigir, através daqueles que a estudam e atuam, uma preparação adequada para 
dominar seu conteúdo e utilizá-lo no amplo horizonte e suas aplicações. 
 
1.2 Divisão da Geomorfologia 
 
A Geomorfologia pode ser dividida de maneira fácil de entendermos e assim, 
alcançarmos o conhecimento pleno do que são e representam, uma ou todas as formas 
de relevo e assim identificando em diferentes escalas espaciais e temporais e explicar 
como elas evoluem. 
 
Figura 1 – Fluxograma da divisão da Geomorfologia 
 
Fonte: Elaborada pelas Autoras (2019). 
 
Já alguns autores dividem a Geomorfologia de outra maneira, mas destacando também 
a importância do relevo que pode ser inferido pela atenção que é dada ao seu estudo 
na elaboração de planos e projetos que necessitam, cada vez mais, explicitar os possíveis 
impactos ambientais que serão decorrentes de sua implantação. 
 
 
 
 
Geomorfologia Geral 
(Geomorfologia estrutural, 
climática e litorânea) 
 
 
Geomorfologia Aplicada 
 
 
Geomorfologia Regional 
 
 
Geomorfologia Ambiental 
 
Geomorfologia Continental 
(modelado terrestre) 
Geomorfologia Submarina 
 (modelado submarino) 
 
Figura 2 – Fluxograma de conceitos de outros cientistas sobre Geomorfologia 
 
Fonte: elaborada pelas Autoras (2019). 
 
1.4 Objetivo da Geomorfologia 
 
Se formos analisar sob o ponto de vista do desenvolvimento das pesquisas, podemos 
então dizer que o objetivo da Geomorfologia é de fato Estático, pois tem o objetivo de 
fornecer descrição explicativa e um inventário detalhado das formas, ou seja, uma 
Geomorfologia Descritiva, através da anatomia das paisagens, pois através da descrição 
deve fornecer um inventário completo da geometria das formas e da rede de drenagem. 
Ou dinâmico que analisa os processos que operam na superfície terrestre, através da 
Geomorfologia Evolutiva através da fisiologia de paisagem demonstrar atividades 
endógenas e exógenas. 
 
 
 
 
 
Passarge 
Morfografia 
Estudo descritivo das 
formas
Morfologia geológica
Procura explicar as 
formas, baseando-se 
no estudo geológico
Morfologia fisiológica
Considera as formas de 
relevo como uma 
resultante da atuação 
dos agentes erosivos
F. Machatschek 
Morfologia fisiológica
Coloca em evidência os 
processos exógenos
Morfologia genética
Explica a história e o 
desenvolvimento das 
paisagens morfológicas em 
conexão com a estrutura 
geológica
Morfologia climática
Investiga as relações entre 
a gênese das formas e as 
condições climáticas
P. Fourmarier 
Morfologia estrutural
Intervenção das forças 
edificadoras
Morfologia escultural
Intervenção das forças de 
destruição, modeladoras
1.5 Relação da Geomorfologia com outras ciências 
 
Muitos pesquisadores reafirmam a natureza interdisciplinar da Geomorfologia, todavia 
poucos são estudos que dão conta dessa interdisciplinaridade. Mas sabemos através da 
Geografia na sua divisão que através da Geologia, a Geomorfologia pode ser dividida em 
Geomorfologia Geográfica e Geomorfologia Geológica. Os dados aqui submetidos à 
análise fornecem claros indícios das conexões epistemológicas entre a Geomorfologia e 
outras ciências, em especial a Geografia, e evidenciam a contribuição de todas as regiões 
do globo para a produção do conhecimento geomorfológico, pois caracteriza as formas 
de uma paisagem, procurando encontrar, em outras áreas, a mesma identidade de 
formas assinaladas e formas os processos de formação das rochas. Segundo Willian 
Morris Davis(2000), o geólogo examina o presente para compreender e explicar o 
passado. O Geomorfólogo só estuda o passado naquilo que possa explicar o presente. 
Figura 3 – Divisão da Geomorfologia 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: elaborada pelas Autoras (2019). 
 
Analisando a relação da Geomorfologia com as outras ciências no contexto da forma, 
descrição, gênese e evolução, onde o clima impõe esses processos, descreve que cada 
parte das outras ciências tem uma relação característica com a Geomorfologia e seus 
processos, buscando um equilíbrio dinâmico e apresentando um resultado contínuo. 
 
 
 
 
 
 
 
GEOLOGIA GEOGRAFIA 
GEOMORFOLOGIA 
GEOMORFOLOGIA 
GEOGRÁFICA 
GEOMORFOLOGIA 
GEOLÓGICA 
Figura 4 – Processo da Geomorfologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: elaborada pelas Autoras (2019). 
 
1.6 Geomorfologia e análise ambiental 
 
A geomorfologia acompanha aplicações que estão sendo trilhados nos mais expressivos 
cantos do ambiente, valorizando o estudo da ação de cada processo tem desencadeado 
melhorias na qualidade de vida e na tentativa de preservação da riqueza que a natureza 
produz e tem nos deixado. 
Segundo Guerra e Guerra (2003), a aplicação dos conhecimentos geomorfológicos ao 
planejamento e ao manejo ambiental, inclui levantamento dos recursos naturais, a 
análise do terreno, a avaliação das formas de relevo, a determinação das propriedades 
químicas e físicas dos materiais, o movimento dos processos geomorfológicos, as 
análises laboratoriais, o diagnóstico ambiental e a elaboração dos mapas de riscos. 
Tem sido amplamente demonstrado em situações que envolvem enchentes, 
deslizamentos, erosão dos solos pela água e pelo vento, erosão costeira e deposição, 
bem como, o intemperismo das rochas utilizados como material de construção civil. E 
aplicado ao turismo, à exploração de recursos minerais, ao aproveitamento dos recursos 
hídricos, a produção de energia hidrelétrica, ao saneamento básico, as unidades de 
Geologia 
Hidrologia 
Hidrogeologia 
Pedologia 
Vegetação 
Influência do relevo na 
formação dos solos 
Características 
Morfoclimáticas 
Influências 
 
Padrões e controle da drenagem 
Evolução geológica e 
características 
morfoestruturais 
Declividade- impedimentos 
à mecanização. 
Condições de recarga, 
escoamento e descarga das 
águas subterrâneas 
Balanço morfogênese-pedogênese- riscos de 
erosão 
Práticas 
conservacionistas 
Influência do relevo na 
cobertura vegetal 
 
conservação, estudo de áreas costeiras, EIA’s – RIMA’s, diagnóstico de áreas 
degradadas, estudos de movimentos de massa, erosão dos solos, às linhas de 
transmissão de energia elétrica etc. 
A análise ambiental viabiliza-se por trabalho interdisciplinar, não existindo uma 
disciplina que possa ser rotulada como aquela que será sempre a mais importante. 
A Geomorfologia vem sendo utilizada, cada vez mais, no Planejamento, na medida em 
que procura compreender as relações entre a ocupação humana, a terra e a água. 
 
1.7 Geomorfologia Urbana 
 
Procura compreender a relação existente entre a combinação dos fatores do meio físico 
(chuvas, solos, encostas, rede de drenagem, cobertura vegetal etc.) e os impactos pela 
ocupação humana, que induzem e/ou causam a detonação e aceleração dos processos 
geomorfológicos, muitas vezes assumindo um caráter catastrófico (GOUDIE; VILES, 
1997). 
 
1.8 Geomorfologia Rural 
As atividades praticadas no meio rural (agricultura e pecuária) podem ser as 
responsáveis diretas por transformações no relevo de uma determinada área, causando 
não só danos as encostas e planícies, mas também, a partir do transporte dos 
sedimentos, mudanças na qualidade de água dos rios, lagos e reservatórios, tornando-
os mais rasos, podendo chegar, inclusive, ao assoreamento total desses corpos líquidos, 
etc. Devemos ficar atentos as modificações impostas pela agricultura e as modificações 
impostas pela pecuária, pois elas necessitam de grande extensão de áreas. 
 
1.9 Geomorfologia Fluvial 
A Geomorfologia Fluvial abrange o estudo de bacias hidrográficas e estudos dos cursos 
das águas através das principais características das bacias hidrográficas e dos processos 
fluviais e as formas resultantes do escoamento das águas. 
 
 
 
 
 
Figura 5 – Estudo das Bacias Hidrográficas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: ttps://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/bacia-hidrografica.htm 
 
Através deste estudo da bacia precisamos de alguns elementos que fazem parte da 
bacia, pois por meio destes poderemos entender melhor o comportamento da 
Geomorfologia Fluvial. Observe: 
 
• Afluente: curso d’água, cujo volume ou descarga contribui para aumentar 
outro no qual desemboca; 
• Tributário: o mesmo que rio afluente; 
• Confluência ou junção: local em que um rio se lança em outro; 
• Curso: canal de escoamento que se estende desde a nascente até a foz; 
• Leito: trecho recoberto pelas águas ao se escoarem, sendo sua largura variável, 
conforme a quantidade de água existente no canal fluvial. Podendo ser leito 
menor, leito maior e leito de vazante; 
• Canal fluvial: local por onde escoam as águas fluviais. Os canais apresentam-se 
em diferentes formas na superfície, podendo ser classificados em: meandrante, 
anastomosado e reto; 
• Débito, descarga, vazão: quantidade de água que um rio escoa em um ponto 
qualquer de seu curso. O débito é medido em metros cúbicos por segundo 
(m3/s); 
• Desembocadura ou desaguadouro: ponto em que o rio se lança no mar; 
Divisor 
d’água 
Rio Principal 
Afluentes 
Exutório da 
bacia 
• Interflúvio, divisor de água ou linha de crista: linha separadora das águas 
pluviais; 
• Margens ou várzeas: partes laterais que demarcam o leito fluvial; 
• Nascente ou cabeceiras: Área onde existem os olhos d’água que dão origem a 
um curso fluvial; 
• Rede hidrográfica: conjunto do rio principal e de todos os afluentes e 
subafluentes; 
• Talvegue: ponto mais baixo de um vale; 
• Vale: parte que se estende de um interflúvio a outro, abrangendo o talvegue, o 
leito, as margens e as vertentes; 
• Vertentes: laterais dos vales fluviais, desde a margem até o interflúvio. 
Contudo, o rio é uma corrente continua de água. Mais ou menos caudalosa, deságua no 
mar ou lago. Geológica e geomorfologicamente, rio é qualquer fluxo canalizado e, por 
vezes, é empregado para referir-se aos canais destituídos de água. 
Os rios constituem os agentes mais importantes no transporte dos materiais 
intemperados das áreas mais altas para as áreas mais baixas. São os maiores agentes 
geológicos a operar na superfície da crosta. 
 
Figura 6 – Imagens de rios e riacho 
 
Fonte: https://escola.britannica.com.br/artigo/igarap%C3%A9/483295;http://jom.com.br/viver-bem/estudantes-ajudam-despoluir-o-riacho-paraiso.html, NUGEO,2010 
 
 
 
Fig. A 
Fig. C 
Fig. B 
Dentro da fisiografia fluvial podemos citar tipos de leito, tipos de canais que pode se 
subdividir em canais retilíneos, anastomasados e meandrastes. 
Tipos de leito: 
 Leito de normal ou vazante - É a parte do canal ocupada durante o escoamento das 
águas de vazante (baixas), acompanham o talvegue;(Fig. A) 
 Leito menor – está encaixado entre as margens, geralmente bem definidas, onde 
o escoamento das águas tem frequência suficiente para impedir o crescimento 
de vegetação ( Fig. B) 
 Leito maior - é regularmente ocupado pelas cheias pelo menos uma vez por ano, 
já possibilita a fixação e o crescimento de vegetação (Fig. C) 
 Leito maior excepcional - Por onde ocorrem as cheias mais elevadas, enchentes ( nem 
todas as vezes)(fig. B) 
Figura 7 – Tipos de leito de um rio 
 
Fontehttps://slideplayer.com.br/slide/10224893/ 
 
 
 
Tipos de canal: 
 Retos ou retilíneos – Aquele em que o rio percorre um trajeto retilíneo, sem 
desvios significativos em sua trajetória. Sua presença exige a existência de um 
embasamento rochoso homogêneo que ofereça igualdade de resistência à 
atuação das águas; 
 Anastomasados – São formados em condição especial, apresentando grande 
volume de carga sedimentar que, conjugado com as flutuações das descargas, 
ocasionam múltiplos canais que se subdividem e se reencontram, separados por 
ilhas assimétricas e barras arenosas. Se estabelece pela existência de 
disponibilidade da carga do leito, da variabilidade do regime fluvial e existência 
de contraste topográfico acentuado; 
 Meandrantes ( Meandros) – São aqueles em que os rios descrevem curvas 
sinuosas, largas, harmoniosas e semelhantes entre si. As condições essenciais 
para seu desenvolvimento são: as camadas sedimentares de granulação móvel, 
coerentes, firmes e não soltas; gradientes moderadamente baixos; fluxos 
contínuos e regulares; cargas em suspensão e de fundo em quantidades mais ou 
menos equivalentes; 
 Ramificados – Surge quando existe um braço de rio que volta ao leito principal, 
formando uma ilha. 
 
 Saiba mais! 
Os tipos de bacias hidrográficas estão relacionados ao escoamento global 
(saída de água da bacia), sendo estes classificados como: 
Exorreicas: as águas das bacias hidrográficas deságuam diretamente no mar. 
Endorreicas: as águas das bacias hidrográficas deságuam nos lagos, nas areias 
do deserto, ou se perdem nas depressões cársticas. 
Arreicas: não há nenhuma estruturação de bacia hidrográfica, como nas áreas 
desérticas. 
Criptorreicas: quando as bacias são subterrâneas, como nas áreas cársticas. 
 
 
 
1.10 Tipos de Drenagens de uma Bacia Hidrográfica 
A drenagem fluvial é constituída por um conjunto de cais de canais de escoamento 
interligados e essa área drenada chamamos de rede de drenagem e essa rede de 
drenagem não só depende do total e do regime das participações como também da 
infiltração e da evapotranspiração. 
Dentrítica 
Caracteriza-se por ramificações irregulares de cursos de água em todas as direções, com 
os afluentes formando ângulos variados com o curso principal; sugere a presença de 
rochas sedimentares. 
 
Fonte:https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
 
Treliça 
Caracteriza-se pela presença de tributários principais conspicuamente (notadamente) 
alongados e retos e aproximadamente paralelos entre si e ao curso principal, sendo que 
os tributários secundários entram nos tributários principais com ângulo reto. Sugere 
materiais de resistências diferentes aflorando paralelamente entre si ou estruturas 
paralelas. 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
Retangular 
Caracteriza-se pela presença de ângulos retos tanto no curso principal como nos 
tributários. A principal diferença para o padrão treliça é o não perfeito paralelismo entre 
os cursos de água, sendo estes, ainda, menos alongados. Esse padrão é diretamente 
condicionado pelas diáclases e falhas que se cruzam em ângulos retos. 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
 
Radial 
Caracteriza-se pelo fato dos cursos de água irradiarem-se a partir de uma área central e 
nem todos divergem necessariamente entre si, podendo até haver união de rios ou mais 
rios quando, em função de irregularidades do declive inicial, eles correm obliquamente, 
um em direção ao outro. Sugere regiões com domos estruturais ou vulcões. 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
 
Anular 
Caracteriza-se por uma série de cursos de água que correm mais ou menos paralelos 
entre si em uma extensão relativamente grande. São típicas de áreas dômicas. 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
 
Paralelas 
Caracteriza-se por uma série de cursos de água que correm mais ou menos paralelos 
entre si em uma extensão relativamente grande. Sugere a existência de declives 
unidirecionais. 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
 
Pinado 
Representa uma modificação do padrão dendrítico. Os maiores cursos são de origem 
consequente e são controlados pelo declive topográfico regional. 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
 
Angular 
Representa uma modificação do padrão retangular e sugere a presença de sistemas de 
falhas e diáclases com ângulos não retos. 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
 
Retangular Dentrítico 
Sugere áreas com rochas homogêneas cortadas por sistemas de fraturas intercruzadas 
com malhas relativamente grandes. O padrão dendrítico é implantado nos corpos de 
rochas isolados pelas fraturas enquanto o padrão retangular instala-se nos planos de 
menor resistência. 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
 
 
 
 
Centrípeta 
Representa uma variação do padrão radial e é característico de áreas com declives 
internos de crateras e caldeiras e onde cristas topográficas bordejam, circularmente, 
depressões, como no caso de domos brechados e bacias estruturais. 
 
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/293923/ 
 
 Resumo 
Vimos nesta unidade conceitos, o objetivo e divisão da geomorfologia, significados de 
palavras que iremos usar muito no decorrer da nossa disciplina. Campo de atuação, 
divisão da geomorfologia, observamos e estudamos também que através dos 
conhecimentos geomorfológicos ao planejamento e ao manejo ambiental. Inclui 
levantamento dos recursos naturais, a análise do terreno, a avaliação das formas de 
relevo, a determinação das propriedades químicas e físicas dos materiais, o movimento 
dos processos geomorfológicos, as análises laboratoriais, o diagnóstico ambiental e a 
elaboração dos mapas de riscos, esses estudo tem sido amplamente demonstrado em 
situações que envolvem enchentes, deslizamentos, erosão dos solos pela água e pelo 
vento, erosão costeira e deposição, bem como o intemperismo das rochas utilizados 
como material de construção civil. Na próxima Unidade, iremos estudar as técnicas que 
são empregadas no estudo da Geomorfologia e como estas técnicas podem nos ajudar 
no estudo da Geografia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 
1 Como você explica a Ciência Geomorfologia? 
2 Qual o objeto de Estudo da Geomorfologia? 
3 Como a Geomorfologia se divide e qual a sua relação com as outras ciências? 
 
 
REFERÊNCIAS 
BERTRAND, G. Paisagem e Geografia Física Global: esboço metodológico. Caderno de 
Ciências da Terra, nº 13. São Paulo, USP. 1969. 
 
CHRISTOFOLETTI, Antonio. Geomorfologia. São Paulo: Edgard Blucher, 1986. 188 p. 
 
GUERRA, Antônio Teixeira.Dicionário Geológico-Geomorfológico. São Paulo: Edgard 
Blucher, 1986. 188p. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 2 - MÉTODO E TÉCNICAS DA GEOMORFOLOGIA 
Objetivo 
Entender a importância do Método e a definição do problema como objeto da pesquisa. 
 
2.1 Introdução 
Muitos ramos de pesquisa se justificam ser a base essencial na qual se assenta a 
ocupação humana na superfície da Terra. A Geologia que já foi estudada por vocês 
coloca o homem sobre litologias e estruturas das crostas terrestres, usando recursos 
minerais diretamente em suas atividades econômicas e mesma a sua alimentação. 
A pesquisa geomorfológica envolve uma variedade de técnicas que congregam as 
atividades de gabinete e de campo. Trabalhos recentes (FLORENZANO, 2008; VENTURI, 
2008) dedicam especial atenção à divulgação destas técnicas, enriquecidas na 
atualidade com a incorporação de novas tecnologias, sobretudo no que se refere ao uso 
de imagens e das ferramentas de geoprocessamento. 
 
2.2 Conceito de Métodos e Técnicas de pesquisa geomorfológica 
Segundo Penteado(1983), os métodos são um conjunto dos meios dispostos 
convenientemente para alcançar um fim e especialmente para chegar a um 
conhecimento científico ou comunicá-lo aos outros e as técnicas processos de uma arte 
ou a sua parte material, ou seja, conhecimento prático. 
Os métodos podem variar de acordo com os objetivos que a pesquisa está propondo e 
pode ser classificado como exploratória, descritiva e explicativa e pode ser subdividida 
em técnicas cartográficas, estatística de geoprocessamento e modelos matemáticos etc. 
 
Figura 8 – Quadro geral da Geomorfologia( métodos) 
 
 
2.3 Métodos na Geomorfologia 
2.3.1 Método Indutivo 
Procede por indução, pelo modo de raciocinar, que consiste em tirar fatos particulares 
uma conclusão geral, ou observar e descrever processos sem ideias planejada. 
 
2.3.2 Método Dedutivo 
Procede através da lógica, do experimento, do conhecimento, ou seja, da dedução, de 
enumerar minuciosamente fatos e argumentos. A Geomorfologia constituí em 
estabelecer as formas de relevo e verificar se estas coincidem com as existentes. 
 
2.3.3 Método Explicativo ou Genético 
Consiste da combinação dos Métodos Indutivos e Dedutivos. Como exemplo, muito 
bom, temos a teoria morfológica de Davis que estudaremos na Unidade três analisa o 
material (observação), faz uma pergunta, formula uma hipótese, e conduz a uma 
experiência. Este método reviu e aperfeiçoou as explicações preconcebidas e por fim 
tirou uma conclusão final – A hipótese que foram submetidas receberão o nome de 
TEORIA. 
 
2.3.4 Método da abordagem teórica de um problema 
Procede de análise de fatores envolvidos na solução de problemas, de fatores que 
podem ser medidos no campo e aplicando fórmulas matemáticas 
Figura 9 – Abordagem teórica do problema 
 
Fonte:Porsani et al. Bras. Geof.vol.24 n.1.São Paulo, jan./mar.2006. 
2.3.5 Método e Técnicas em Geomorfologia 
O método em geomorfologia necessita da abordagem teórica do problema, observações 
de campo, experimentos, ou seja, campo ou laboratório e métodos empírico 
quantitativo. 
 
2.3.6 Método de correlação Geomorfológica e Interpretação Paleogeográfica 
Esse método podemosutilizar os métodos geométricos, pois é possível calcular o 
volume de um sólido geométrico, ou seja, das rochas, solo, e métodos sedimentológicos 
que estuda as partículas de sedimentos derivados da erosão de rochas ou de materiais 
biológicos que podem ser transportados por um fluido, levando em conta os processos 
hidroclimatológicos, com ênfase à relação água-sedimento, ou outros aspectos 
geológicos. 
 
2.3.7 Método Qualitativo 
A Granulometria serve para determinar a distribuição percentual das várias frações 
granulométricas de um sedimento, sendo importante elemento de diagnose das 
condições de transporte e sedimentação prevalecente no momento de sua deposição. 
 
Figura 10 – Escala granulométrica 
 
Fonte: http://www.aprh.pt/rgci/glossario/escala.html 
 
 
lucirene lopes
Ampliar a imagem não está dando para fazer a leitura
2.3.8 Método Geocronológico 
 
Consiste no estudo da geocronologia relativa, pois por meio dela aplica uma sucessão 
de acontecimentos sem precisar as durações sucessivas. O Método estratigráfico possui 
relações geométricas de diversas unidades litológicas, ou seja, permite saber sua 
sucessão dos dados da pré-história através de artefatos humanos constituem boa forma 
de datação. Já através da Análise polínica consiste em reconstituir as variações da 
cobertura vegetal, levando em consideração as oscilações climáticas. 
O método de Geocronologia absoluta tem a função de fornecer dados precisos do 
tempo escoado a partir da origem dos acontecimentos geológicos ( você pode relembrar 
em Geologia). 
 Análise das varvas pró-glaciais (depósitos folhados de sedimentação) 
 Método radioativo (radioisótopos: Carbono 14). 
 
2.3.9 Método Estratigráfico 
Este método tem a sua estrutura originada pela acumulação de qualquer material, ou 
seja, precipitação química, floculados, cristais em suspensão do magma e, com isso, 
formar estratos ou como chamamos também de camadas definidas através de 
descontinuidade física ou passagens bruscas daestrutura ou quimismo. 
 
Figura 11 – Níveis de estratigrafia 
 
Fonte: http://homepage.ufp.pt/biblioteca/WebThesaurus/Pages/PageC1.html 
 
lucirene lopes
Ampliar a imagem. FEITO
2.4 O Campo na Pesquisa 
 
 Como muitos autores falam Pesquisa científica é um conjunto de procedimentos 
sistemáticos,baseados no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar 
soluções para os problemas propostos mediante o emprego de 
métodos científicos. A pesquisa de campo se baseia no contato com a realidade, 
observação e interpretação, examinar, conferir a verdade terrestre. Portanto, no campo 
utilizamos técnicas e não métodos. 
Figura 12 – Modelos de processos no relevo 
 
Fonte:https://pt.carolchanning.net/obrazovanie/89261-geograficheskie-processy-eto-chto-geograficheskie-processy-i-
yavleniya.html 
 
Como exemplo temos alguns processos físicos e Geográficos que acontecem pelo 
mundo e temos sempre que estudá-los. Destacamos: vulcanismo; formação de relevo; 
formação de solo; circulação atmosférica; desnudação e acumulação; abrasão; 
criogenia; solifluxão; erosão etc. Alguns exemplos vocês já conhecem, pois estudamos 
na geologia. 
Já no laboratório, sim, isso mesmo, precisaremos também de laboratório, pois sem ele 
não existe pesquisa. Precisaremos aplicar três atividades como planejar, fazer um 
tratamento das informações e simular situações reais para conseguirmos realizar com 
êxito todas as informações dadas através do campo. 
2.5 Método Gráfico e Cartográficos 
Por meio dos mapas que fabricamos, temos uma visão de conjunto da região que 
estamos estudando e pesquisando, ou até mesmo indo a campo para pesquisa, por meio 
destes são reveladas as orientações e linhas de diretrizes que muitas vezes podem 
escapar ao observador e nos mapas utilizamos escalas para visualizar melhor nosso 
estudo em si, que por meio destas podemos observar pequenos vales, dunas voçorocas 
Observar formas 
Observar processos 
que muitas vezes nos escapa a olho nu. Fazemos nossas observações geomorfológicas 
baseada nas informações obtidas por imagens de satélites e fotografia da área. 
Figura 13- Limite do município de Afonso Cunha no Maranhão 
 
Fonte: NUGEO- Laboratório de Recursos Hídricos- UEMA 
 
 Resumo 
Nesta Unidade, estudamos os tipos de métodos e pesquisa que temos na Geomorfologia 
para ser aplicado no nosso dia-a-dia e como proceder nessas pesquisas. Existe muito 
mais formas de pesquisa e métodos, mas para começo da nossa jornada você será capaz 
de distinguir algumas delas apresentadas a você neste e-Book. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 
 
1 Quais são as características do método histórico? 
2 Explique o quadro geral da Geomorfologia através dos métodos que está 
presente em cada quadro. 
 
 REFERÊNCIAS 
BERTRAND, G. Paisagem e Geografia Física Global: esboço metodológico. Caderno de 
Ciências da Terra, n. 13. São Paulo, USP. 1969. 
CHRISTOFOLETTI, Antônio. Geomorfologia. São Paulo: Edgard Blucher, 1986. 188 p. 
GUERRA, Antônio Teixeira. Dicionário Geológico-Geomorfologico. São Paulo: Edgard 
Blucher, 1986. 188p. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 3 – TEORIAS GEOMORFOLÓGICAS 
Objetivo 
Analisar as principais características da teoria Geomorlógica. 
 
3.1 Introdução 
No conhecimento geomorfológico encontramos de maneiro oculta a ideia de que o 
modelado terrestre evolui como resultado da influência exercida pelos processos 
morfogenéticos. 
A teoria geomorfológica é considerada o conjunto de conceitos e regras que 
condicionam todo trabalho científico. Na literatura geomorfológicas, considerando as 
concepções teóricas que norteiam as pesquisas consideramos quatro tipos principais 
para o estudo da Geomorlogia que buscam preocupações que são distintas e fatos que 
surgem com estruturação e significados diferentes. 
 
3.2 Teorias Geomorfológicas 
3.2.1 A Teoria do Ciclo Geográfico (Teoria Davisiana) 
Essa teoria sistematizou a sucessão das formas em um ciclo ideal através do ciclo de 
erosão ou ciclo geomórfico. Através da teoria Davisiana obtivemos o primeiro modelo 
evolutivo desenvolvido com base nas áreas temperadas úmidas, considerando que na 
vida dos seres organizados há funções e aspectos que se sucedem invariavelmente, do 
nascimento até a morte, a sequência das fases sucessivas pelas quais passa o modelado 
que podem ser classificadas como designações antropomórficas de juventude, 
maturidade e senilidade. Observe: 
 Fase da juventude: uma região aplainada, devido a um movimento rápido, 
tectônico ou estático, e é uniformemente soerguida em relação ao nível de base, 
ou seja, nível do oceano. Que traz como principal característica os rios que se 
encaixam a partir da nascente e que procuram estabelecer o perfil de equilíbrio; 
as bases fluviais se alargam e ocorre por toda parte captura. Nesse tipo de fase 
ocorre um forte entalhamento dos talvegues; 
 
 
 
 
Glossário : talvegues – é a linha variável ao longo do tempo que se encontra no 
meio da junção mais profunda de um vale ou rio. Disponível em:< 
http://pt.wikipedia.org/wiki/talvegue 
 Fase da Maturidade: os processos de erosão estão suficientemente 
desenvolvidos (erosão normal) e como característica principal temos as 
vertentes que se largam e as declividades diminuem e a sua esculturação faz-se 
principalmente pelo deslizamento morosos dos detritos; 
 Fase da selinidade: é o último estágio que tem como característica principal o 
rebaixamento lento dos declives e uma intersecção das vertentes ao longo dos 
interflúvios. Através dessafase surge uma peneplanície. 
 
 
 
 
 
Figura 14 – Tipos de fases através da evolução de um sistema fluvial 
 
Fonte: http://www.funape.org.br/geomorfologia/cap1/index.php 
 
A crítica sobre a Teoria Davisiana é de caráter teórico do modelo, pois o ciclo da erosão 
(erosão normal) agiria da mesma forma em toda a região do globo. Então Davis jamais 
deu atenção a vegetação e a outros agentes de erosão. 
 
3.2.2 Teoria de Penk 
Essa teoria propôs, em caso de forte soerguimento crustal, observar uma 
correspondente incisão do talvegue, que implicaria a aceleração dos efeitos 
denundacionais em razão do aumento do gradiente de vertente. Foi levado em 
Glossário: Peneplanície: é uma região quase plana, devido à erosão normal das águas 
correntes, que desgastaram as elevações e as foram aplanando, como por exemplo, 
o Alentejo. Este processo também pode aplanar os topos de planaltos, como no caso 
da Chapada de Araripe, no Brasil, ou Planalto das Cesaredas, em Portugal. (Disponível 
em:< https://pt.wikipedia.org/wiki/peneplan%c3%adcie). 
consideração nessa teoria a correspondência, ou seja, o soerguimento, incisão e 
denudação. 
A diferença com a Teoria Davisiana é o modo de regressão das vertentes. Em vez de 
ocorrer o rebaixamento contínuo e generalizado das vertentes, aliada a gradativa 
diminuição das declividades, verifica-se uma evolução e regressão das vertentes 
paralelas. 
Enquanto Davis afirmava que o relevo evolui de clima baixo , Penk acreditava no recuo 
paralelo das vertentes. 
 
Figura 15 – Teoria de Penk 
 
 
 
 Fonte: http://www.funape.org.br/geomorfologia/cap1/index.php 
 
Com isso, o modelo de Walter Penk nos mostra que o predomínio do entalhamento do 
talvegue em relação a denudação é o responsável pelo desenvolvimento de vertentes 
convexas (aumento do ângulo da vertente) de acordo com a Figura abaixo. 
Figura 16 – Entalhamento da talvegue 
PENK 
DAVIS 
 
Fonte: http://www.funape.org.br/geomorfologia/cap1/index.php 
 
 
 
Já, o equilíbrio entre soerguimento-denudação, com formação de vertentes retilíneas 
(ocorre a manutenção do ângulo das vertentes). 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.funape.org.br/geomorfologia/cap1/index.php 
 
No entanto, o predomínio da denudação sobre o entalhamento do talvegue, que implica na 
concavização da vertente, ocorre do ângulo da vertente. 
 
 
Saiba mais : de acordo com cada seta temos os signifcados de cada seta para cada 
soerguimento. Soerguimento Entalhamento Denudação 
 
Intensidade Forte 
 Moderada 
 Fraca 
 
 
 
 
Predominância do entalhamento do 
talvegue em relação à denudação, 
responsável pelo desenvolvimento de 
vertentes convexas 
Predominio do 
entalhamento do 
talvegue que implica 
na concavização da 
vertente, ou seja, 
redução do no ângulo 
da vertente 
Equílibrio entre 
soerguimento-
denudação com 
formação de vertentes 
retilíneas, ou seja, 
 
 
3.2.3 Teoria de Lest C. King/ Pugh 
Na teoria de King/ Pugh, o recuo acontece a partir de determinado nível de base, 
iniciando pelo geral, o material resultante responde pelo entalhamento das áreas 
depressionárias, originando os denominados pedimentos. Enquanto Davis chamava as 
grandes extensões horizontalizadas na senilidade de peneplanos, King as considerava 
como pediplanos. 
 
Figura 17 – Modelo de Teoria Goemorfológica King 
 
Fonte: Valter Casseti,1994 
 
3.2.4 Teoria de Lest C. King 
 
A teoria Lest C. King começa pela desagregação mecânica, pois por meio dela ocorre o 
recuo paralelo das vertentes, cujos detritos, a partir da base em evolução, se 
estenderiam em direção aos níveis de base, provocando o entulhamento dos mesmos, 
por atividades torrenciais, originando as bajadas e proporcionando o mascaramento de 
toda irregularidade topográficas. 
 
Figura 18 – Modelo de Lest C. King 
 
Fonte: http://www.funape.org.br/geomorfologia/cap1/index.php 
Pedimento 
Pediplano peneplanização 
Pedimento 
Bajada 
 
Saiba mais. 
 Segundo Guerra (2001) Uma bajada consiste de uma série de ventiladores aluviais 
que se aglutinam ao longo de uma frente de montanha. Esses depósitos em forma de 
leque formam-se pela deposição de sedimentos dentro de um córrego sobre uma 
terra plana na base de uma montanha. O uso do termo na descrição da paisagem ou 
geomorfologia deriva da palavra espanhola bajada, geralmente tendo o sentido de 
descida ou inclinação. 
 
3.2.5 Teoria do Equilíbrio Dinâmico ( Hack) 
Essa teoria consiste em mostrar que o relevo é um sistema aberto, mantendo constante 
troca de energia e matéria com os demais sistemas terrestres, e está vinculado a 
resistência litológica. Enquanto Penk considerou o modelado como resultado da 
competição entre o levantamento e a erosão, Hach considera-o como o produto de uma 
competição entre a resistência dos materiais crustais e o potencial das forças de 
denudação. 
Figura 19 – Modelo da Teoria Dinâmica 
 
Fonte: http://www.funape.org.br/geomorfologia/cap1/index.php 
 
3.3 Comparativo Geral das Teorias dos ciclos Geográficos 
Aqui mostramos um quadro segundo Casseti (1994) sobre todas as teorias com suas 
características e comparativas com cada opinião de cada cientista. 
 Característicasinício rápido Morfológicas Nível 
 
 
 
 
 
 
Quadro 2 – Comparativo das Teorias Geográficas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 20 – Quadro comparativo das Teorias Geográficas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Valter Casseti (1994). 
 
3.4 Teorias Geomorfológicas: endógenos e exógenos 
O processo endógeno e exógeno: o relevo resulta do equilíbrio entre o ataque da rocha 
por um certo número de processos morfoclimáticos (vento, precipitação, temperatura, 
umidade etc.) e da resistência da rocha aos mesmos processos (conjunto litológico-
tectônico-extrutural). 
 
 
Características W M Davis W Penk Lc King/Pugh J T Hack
Características Geral do 
Sistema
rápido 
soerguimento com 
posterior 
estabilidade 
tectônica e 
eustática
Ascensão de 
massa com 
intensidade e 
duração 
diferente
Estabilidade 
tectônica 
admitindo 
compensação 
isostática logo 
após o 
fornecimento de 
material (predom. 
de denudação)
toda alternância de 
energia interna ou 
externa gera alteração 
no sistema através da 
matéria.
Relação Soerguimento 
Denudação
início da 
denudação 
comandada pela 
incisão fluvial após 
estabilidade 
ascencional
intensidade de 
denudação 
associada ao 
comportamento 
crustal
denudação 
concomitante ao 
soerguimento
reação do sistema 
com alteração do 
fornecimento de 
energia (oscilações 
climáticas)
características do 
Processo Evolutivo
evolução 
morfológica de 
cima para baixo 
evolução por 
recuo paralelo 
das vertentes
evoluçção 
morfológica por 
recuo paralelo
todos os elementos da 
topografia estão 
mutuamente 
ajustados. Modificam-
se na mesma 
proporção
Estágio Final ou 
Parcial da 
Morfologia
Peneplanização 
superfície 
primária (lenta 
ascensão 
compensada 
pela denudação) 
Não haveria 
produção de 
elevação geral 
da superfície.
Pediplanação 
Não evolui 
necessariamentoe 
para aplainamento 
(equifinalização) O 
equilíbrio pode ocorrer 
sob os mais variados 
panoramas 
topográficos
Noção de nivel de 
base Nível de base geral
vertente evolui 
em função do 
nível de base
pressupõe a 
generalização de 
níveis de base 
(qualquerponto do 
rio é considerado 
NB para os demais 
à montante)
ajustamento sequencial
Variáveis que 
compõem o sistema
temporal/estrutural 
com subordinação 
da processual
processo, 
tectônica e 
tempo
processo/forma, 
considerando o fator 
temporal, admitindo 
implicações 
isostática
relação 
formas/processos 
independentes do 
tempo
 Figura 20 – Atuação do relevo nas forças exógenas e endógenas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Resumo 
Você pode observar e entender cada teoria sofre influências das correntes filosóficas de 
sua época. A concepção davisiana está relacionada com a filosofia bergsoniana, 
enquanto a do equilíbrio dinâmico sofreu as influências da teoria dos sistemas e do 
estruturalismo. Você pode observar também que no conhecimento geomorfológico 
podemos encontrar também, a ideia de que o modelado terrestre evoluiu de acordo 
com cada pensamento e teoria. Com isso podemos notar sob perspectiva, a paisagem 
morfológica que percebemos e analisamos é apenas uma etapa inserida em longa 
sequência de fases, passadas e futuras. 
 
Atividade 
1 Explique a teoria geomorfológica de Davis. Faça esquema ilustrativo. 
2 Explique a teoria geomorfológica de Penk. Faça esquema ilustrativo. 
3 Explique a teoria geomorfológica de Link. Faça esquema ilustrativo. 
4 Explique a teoria geomorfológica de Hack. Faça esquema ilustrativo. 
 
 
 
 
 
 
RELEVO 
 
 
Atuação de forças exógenas 
Relevo da 
superfície do 
planeta em 
seus aspectos 
genéticos 
cronológicos e 
morfológicos e 
morfométricos 
e dinâmicos 
Estrato Geográfico da Terra. Faixa 
da superfície terrestre que se 
estende da baixa atmosfera até a 
parte externa e rígida da terra, 
que corresponde a litosfera. 
(JURANDYR ROSS,1991). 
Conjunto de desnivelamento da 
superfície do globo. Formas 
emersas e formas submersas, com 
dimensões variadas. ( GUERRA, 
2001). 
Atuação de forças endógenas 
REFERÊNCIAS 
CASSETI, V. Ambiente e apropriação do relevo. São Paulo: Contexto, 1991. 
GUERRA, A. T. & GUERRA, A. J. T. Novo dicionário Geológico-Geomorfológico. Bertrand, 
Rio de Janeiro, 2001. 
MANUAL TÉCNICO DE GEOMORFOLOGIA. IBGE. Coordenação de Recursos Naturais e 
Estudos Ambientais. 2. ed. - Rio de Janeiro: IBGE, 2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 4 – AS GRANDES UNIDADES ESTRUTURAIS E ESCULTURAIS DA TERRA 
 
Objetivo 
Analisar as formas de relevo, relacionando-as com a estrutura e as condições climáticas 
passadas e atuais. 
 
4.1 Introdução 
Na Geomorfologia, empregamos a palavra estrutura, que se formos analisar ela possui 
um significado bastante amplo, não podendo limitá-la para designar apenas a litomassa 
de uma determinada área. A estrutura tem papel importante no relevo, mas ela, 
sozinha, não explica as paisagens. Aos fatores estruturais são somados os fatores 
climáticos, aos quais se acrescenta, ainda, um terceiro conjunto de fenômenos 
geomorfológicos os processos azonais. 
As Relação entre fatores estruturais e fatores climáticos determinam, de modo 
diferentes, o relevo, segundo a escala considerada. Por exemplo, em pequenas 
dimensões (6ª ordem de grandeza) as influências litológicas predominantes. 
Uma vertente de arenitos ou siltitos diferente de uma vertente em arenitos num mesmo 
domínio morfoclimáticos. Nesta Unidade, estudaremos como relacionar uma estrutura, 
ou seja, uma forma de relevo com condições climáticas. 
 
 
4.2 Formas de Relevo 
4.2.1 Planaltos (Platô) 
Consideramos como sendo uma extensão de terrenos mais ou menos planos, situados 
em altitudes variáveis. São superfície pouco acidentada. 
4.2.2 Planícies 
Entendemos como extensão de terrenos mais ou menos planos, onde o processo de 
agradação supera os de degradação. 
 
 
 
 
 
 
Figura 21 – Modelo de planalto e planície 
 
Fonte: Guerra, 2001 
 
 
 
As planícies apresentam superfícies pouco acidentadas, sem grandes desnivelamentos 
relativos, por vezes suavemente onduladas. Os autores, no passado, classificavam as 
planícies e os planaltos a partir de sua altitude. As superfícies planas com menos de 200 
m eram chamadas de planícies e aquelas com mais de 200 m, de planaltos. 
Figura 22 – Planície Amazônica junto ao rio Negro, no Amazonas 
 
 
Fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/8573-programa-estuda-planicies-alagaveis-na-amazonia 
 
 
rio
 
Planalto 
típico 
4.3 Monte 
São elevações do terreno, sem se considerar a sua origem, apenas se leva em conta o aspecto 
topográfico. Acidentes do relevo. 
 
Figura 23 – Monte Roraima 
 
Fonte: https://www.nattrip.com.br/roteiros/monte-roraima/ 
 
4.4 Pico 
Segundo Guerra (2001),ponto culminante de uma montanha ou de uma serra. 
Geralmente de forma aguda. 
Figura 24 – Pico 
 
Fonte: http://dive.visitazores.com/pt-pt/islands/pico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.5 Cordilheira 
São cadeias de montanhas ou serras produzidas pelo orogenismo. 
 
Figura 25 – Curso de água de origem glacial sobre o planalto Boliviano, vendo-se ao fundo a 
cordilheira dos Andes 
 
Fonte: http://www.savagra.com.br/noticias/-travessia-da-cordilheira-dos-andes 
Glossário OROGENISMO - é o conjunto de processos que levam à formação ou 
rejuvenescimento de montanhas ou cadeias de montanhas produzido principalmente 
pelo diastrofismo, ou seja, pela deformação compressiva da litosfera continental. 
 
4.6 Montanha 
Grande elevação natural do terreno com altitude superior de 300 metros e constituída 
por um agrupamento de morros. 
4.7 Colina 
São pequenos montes. É similar as montanhas, concordando apenas no fato de estarem 
isoladas umas das outras, e com baixas altitudes. Formas derivadas. Ex.: as morainas ou 
morenas. 
Figura 26 – Colina Figura 27 – Moraina ou Morenas 
 
Fonte: https://www.biobiochile.cl/noticias/2014/09/24/rutas-de-nuestra-geografiaFonte: ttps://umpouquinhodecadalugar.com/2017/09/09/o 
 
4.8 Vale 
Corredor ou depressão de forma longitudinal em relação ao relevo contíguo, que pode 
ter, por vezes vários quilômetros de extensão. 
Figura 28 – Vale do Itajaí em Santa Catarina, em cujo rio desce do Planalto e corre para o 
Atlântico 
 
Fonte: https://pt.slideshare.net/paula.tomaz/relevo-mundial 
2.9 Serra 
Terrenos acidentados com fortes desníveis. Escarpas de blocos falhados 
Figura 29 – Serra do Rio do Rastro 
 
Fonte:http://altamontanha.com/o-que-e-uma-serra/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.10 Chapadas 
Grandes superfícies, por vezes horizontais, e a mais de 600 metros de altitude. Uma 
sucessão de chapadas ou planaltos denomina-se chapadão 
Figura 30– Chapada da Diamantina 
 
Fonte:https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/chapada-diamantina-2/ 
4.11 Estrutura de dados e análise geomorfológica 
 
A Relação entre fatores estruturais e fatores climáticos determinam, de modo 
diferentes, o relevo, segundo a escala considerada. Por exemplo, em pequenas 
dimensões, no caso grandezas de 6ª ordem sofre as influências litológicas 
predominantes. Uma vez que a vertente de arenitos ou siltitos difere de uma vertente 
em arenitos num mesmo domínio morfoclimáticos. 
O relevo no processo geomorfológico resulta de uma hierarquia de mecanismo, ou seja, 
processos associados e coordenados num sistema através de uma elaboração do relevo. 
 
4. 12 Processos erosivos nas encostas 
Depende de declives variados que divergem das cristas ou dos interflúvios, 
enquadrandoo vale ( Vertente) que pode ser convexas , côncava e retilíneas. O processo 
erosivo acontece nas zonas dos solos. 
Podemos também citar como uma transformação dos solos através de processo de 
retirada de sedimentos, onde acontece através de etapas que vão sendo desgastadas e 
transportadas e sedimentadas através das rochas ou do próprio solo. 
 
 
 
 
Figura 31 – Como acontece os Processos erosivos nas encostas 
 
zonas nos solos 
 
 
Fonte: elaborada pelas Autoras (2019) 
Quando o solo não consegue mais absorver água, os movimentos em superfície ou 
subsuperfície, ocorre erosão através do escoamento das águas. 
Portanto, na zona de aeração, a infiltração da água no solo pode ocorrer intensidade 
menor a taxa de infiltração, mas não ocorre escoamento superficial. Na zona 
intermediária, o volume de infiltração ocorre menor déficit de umidade do solo, ou seja, 
o volume infiltrado é consumido no solo, não ocorrendo escoamento superficial e pôr 
fim, a zona de saturada a intensidade maior da taxa de infiltração ocorre o escoamento 
superficial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Zona de saturada 
Zona de Intermediária 
Zona de aeração 
Água higroscópica 
Figura 32 – Taxa de infiltração 
 
 
 
Fonte:http://www.ufrrj.br/institutos/it/deng/leonardo/downloads/APOSTILA/HIDRO-Cap5-INF.pdf 
 
4.13 Erosividade da chuva 
Os fatores controladores que podem ocorrer podem ser através da erodibilidade do 
solo, cobertura vegetal e características das encostas. A chuva tem habilidade em causar 
erosão por meio da/das: 
 Intensidade – estudos apontam 130 minutos para que ocorra efeitos erosivos, a 
infiltração diminui com o passar do tempo, ou seja , encharcamento do solo. E o 
valor crítico a qual começa haver a ersão é mm/h; 
 Energia cinética – está relacionada com intensidade da chuva. É o número total 
de gotas de um evento chuvoso, como uma grande percentagem das gotas 
grandes pertence a intensidade entre 50 a 100 mm/h, as maiores energias são 
encontradas nessas intensidades; 
 Cobertura vegetal – a cobertura vegetal pode, também, reduzir a quantidade de 
energia que chega ao solo durante uma chuvae, dessa forma, minimiza os 
impactos das gotas, diminuindo a formação de crostas no solo, reduzindo a 
erosão; 
 Características das encostas – fatores que afetam a erodibilidade: declividade, 
comprimento e forma das encostas com declividade de 30° apresentam maior 
erodibilidade, à medida que aumenta declividade diminui a densidade de 
ravinas; 
 Textura – algumas frações granulométricas são removidas mais facilmente do 
que outras. Partículas de 0,1mm de tamanho a 0,3mm são mais susceptíveis a 
erodibilidade. 
Tempo (h) 
Ta
xa
 d
e 
in
fil
tr
aç
ão
(m
m
/h
) 
 
Figura 33 – Exemplo de ravinas e voçoroca 
 
Fonte: https://www.wwf.org.br/?uNewsID=29482 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
 Nesta Unidade, estudamos a influência dos processos geológicos no desenvolvimento do 
relevo. Esta disciplina é importante em áreas com forte atividade geológica, onde falhas e 
dobras podem predeterminar a existência de picos ou vales, ou a existência de baías e 
promontórios, ou outros afloramentos rochosos mais ou menos resistentes à erosão. 
 
Atividade 
1 Defina encosta e exemplifique. 
2 Através do processo erosivos nas encostas como acontece o ciclo hidrológico? 
 
RERERÊNCIAS 
ARAÚJO, Hélio Mário de; ANDRADE, Ana Claudia da Silva. Geomorfologia Estrutural. São 
Cristóvão : Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2011.