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26/06/2017 1 Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Ponta Grossa Professor: Msc. Dannilo Eduardo Munhoz Ferreira Aula nº 5 – Classificação dos fornos de fundição Processos de Fundição - PF 33A 2 FORNOS DE FUNDIÇÃO Função Dispositivos cuja missão é fornecer metal fundido, de qualidade adequada nas quantidades necessárias, à temperatura conveniente e ao mais baixo preço. Vida útil enquanto estiver suprindo as necessidades da empresa (comum ser superior a 30 anos). 26/06/2017 2 Processos de Fundição - PF 33A 3 EQUIPAMENTOS DE FUSÃO Obtenção do metal líquido (fusão) A fusão do metal pode ser obtida de várias maneiras, sendo as principais: 1. Forno Cubilô 2. Forno a indução 3. Forno a arco voltaico Processos de Fundição - PF 33A 4 PROCESSO DE FUNDIÇÃO Obtenção do metal líquido (fusão) EQUIPAMENTOS DE FUSÃO 26/06/2017 3 Processos de Fundição - PF 33A 5 CLASSIFICAÇÃO DOS FORNOS Diversas formas de classificação ✓ Leva-se em conta alguns critérios, sendo indicados alguns deles. Processos de Fundição - PF 33A 6 QUANTO A QUALIDADE DO MATERIAL QUE SE PRETENDE OBTER ✓ Fornos para aço; ✓ Fornos para ferro fundido; ✓ Fornos para metais não ferrosos. Este último, popularmente (não muito correto) designado como “fornos para metais”. Tal classificação não é arbitrária como pode parecer à primeira vista. Estes fornos diferem muito entre si (temperatura e capacidade). 26/06/2017 4 Processos de Fundição - PF 33A 7 QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO ✓ Altos fornos (preparo do ferro para a segunda fusão); ✓ Conversores; ✓ Cubilô; ✓ Forno de soleira; ✓ Forno de cadinho; ✓ Forno rotativo; Processos de Fundição - PF 33A 8 QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO ✓ Forno de arco elétrico (de alta frequência ou de frequência da rede). ✓ Fornos de resistência. Esta classificação não é necessariamente exclusiva, pois podem existir tipos mistos de fornos e nem sequer os tipos classificados são opostos, por exemplo, os fornos de arco elétrico, são normalmente, fornos de soleira. 26/06/2017 5 Processos de Fundição - PF 33A 9 QUANTO AO PROCESSO DE AQUECIMENTO ✓ Forno de energia térmica por queima de combustível sólido; ✓ Forno de energia térmica por queima de combustível líquido; ✓ Forno de energia térmica por queima de combustível gasoso. ✓ Forno de energia térmica por processos elétricos. Processos de Fundição - PF 33A 10 QUANTO AO TIPO DE REFRATÁRIO Tipo de classificação que diz respeito à qualidade do refratário e tipo de escória produzida. ✓ Fornos ácidos com revestimentos silicosos ou aluminosos; ✓ Fornos básicos, com revestimento à base de dolomita ou magnesita ✓ Fornos neutros, com revestimento à base de cromita ou grafita. 26/06/2017 6 Processos de Fundição - PF 33A 11 QUANTO AO TIPO DE REFRATÁRIO Refratário condiciona o processo metalúrgico. ✓ Refratários são caros e a sua substituição força haver a parada do forno; ✓ Refratários constituídos por compostos de óxidos. Processos de Fundição - PF 33A 12 PROPRIEDADES DOS REFRATÁRIOS ✓ Resistência aos choques térmicos e mecânicos; ✓ Resistência mecânica à altas temperaturas; ✓ Resistência ao ataque químico da escória e do metal; ✓ Condutividade térmica. 26/06/2017 7 Processos de Fundição - PF 33A 13 PROPRIEDADES DOS REFRATÁRIOS Zonas mais atacadas juntas dos tijolos. Quando a junta é atacada, as arestas dos tijolos ficam muito mais expostas desgaste mais rápido. ✓ Solução reduzir ao mínimo a espessura das juntas, de modo a reduzir a espessura da massa de ligação dos tijolos (atacada mais facilmente que o próprio tijolo). Processos de Fundição - PF 33A 14 TIPO DE FORNO INDUSTRIAL E APLICAÇÃO Cubilô normalmente para fundição de ferro. Revérberos e conversores usados na fundição do aço. Ferros de crisol utilizados para fundição do ferro, do aço, das ligas leves e do cobre. 26/06/2017 8 Processos de Fundição - PF 33A 15 TIPO DE FORNO INDUSTRIAL E APLICAÇÃO Fornos elétricos de arco fundição de ferro e aço. Fornos elétricos de resistência fundição de ligas leves. Fornos elétricos de indução fundição de todas as classes de metais. Processos de Fundição - PF 33A 16 FORNO CUBILÔ É o tipo mais usado na fundição do ferro fundido. ✓ É o tipo de forno mais antigo usado na fundição do ferro fundido mas que, ainda hoje, tem uma larga aplicação na produção do ferro fundido cinzento. 26/06/2017 9 Processos de Fundição - PF 33A 17 FORNO CUBILÔ ✓ Constituído por uma cuba vertical cilíndrica, feita de chapas de aço e revestida internamente com ladrilhos refratários. A necessidade de revestimento refratário existe devido às altas temperaturas de trabalho. Processos de Fundição - PF 33A 18 FORNO CUBILÔ 26/06/2017 10 Processos de Fundição - PF 33A 19 FORNO CUBILÔ Processos de Fundição - PF 33A 20 FORNO CUBILÔ Parte superior porta de carga para carregamento do forno. ✓ O carregamento do forno se faz depositando camadas alternadas de coque, fundentes (ajudam a formar a escória) e lingotes de 2ª fusão além de sucatas (ferro ou aço). ✓ Acima desta porta de carga chaminé para saída dos gases de queima. 26/06/2017 11 Processos de Fundição - PF 33A 21 CHAMINÉ Revestimento refratário rodeando a boca de saída é colocada uma chapa de ferro denominada câmara de fagulhas. ✓ A câmara de fagulhas impedem a saída de fagulhas para o exterior, evitando incêndios. Nesta pode conter um dispositivo de cortina de água para aumentar a segurança. Processos de Fundição - PF 33A 22 FORNO CUBILÔ Parte intermediária tubeiras por onde se introduz ar dentro do cubilô na zona de fusão o ar é previamente aquecido nos anéis coletores de ar (que envolvem o forno). ✓ Visores de quartzo nas tubeiras observação das gotas de metal fundido no interior do forno. 26/06/2017 12 Processos de Fundição - PF 33A 23 CONTROLE DA ENTRADA DE AR ✓ Ventilador insufla ar com pressão entre 0,03 a 0,1 Kg / cm2. ✓ Manômetro controle contínuo da pressão. O correto fluxo de ar promove elevação da temperatura, promovendo a queima completa do carvão (aproveitar o poder calorífico) e promovendo fluidez desejada do metal líquido. Processos de Fundição - PF 33A 24 CONTROLE DA ENTRADA DE AR ✓ Potência do ventilador Depende do tamanho do forno (varia desde 2 CV até 110 CV). 26/06/2017 13 Processos de Fundição - PF 33A 25 FORNO CUBILÔ Observação das gotas de metal fundido no interior do forno controle da fusão. ✓ Gotas de ferro quente, mais claras que o coque funcionamento normal. Leito de coque correto, porcentagem de coque correta, vento bem adaptado. Processos de Fundição - PF 33A 26 FORNO CUBILÔ ✓ Gotas de ferro quente, mais escuras que o coque aquecimento insuficiente. Causas: quantidade de coque insuficiente ou excessiva. 26/06/2017 14 Processos de Fundição - PF 33A 27 FORNO CUBILÔ ✓ Gotas grossas, claras e fios mais escuros que o coque leito de coque inicial insuficiente, tendência para oxidação ou tendência para baixar a temperatura durante a fusão do ferro. Processos de Fundição - PF 33A 28 FORNO CUBILÔ ✓ Fios de ferro frio, contínuos, mais escuros que o coque por oxidação, devido as causas anteriores exageradas. 26/06/2017 15 Processos de Fundição - PF 33A 29 FORNO CUBILÔ Zona inferior do cubilô em que se deposita o ferro fundido denominada de crisol. ✓ Esta parte é fechada pela placa de fundo de formainclinada furo para comunicar com exterior extração do metal fundido. ✓ Prolongamento para uma canaleta com revestimento refratário conduz o ferro líquido à coletores. Processos de Fundição - PF 33A 30 CRISOL Parte inferior do cubilô em que se deposita o ferro fundido escórias flutuam sobre o metal líquido. ✓ Para evacuar a escória, há um orifício denominado escoriador. Este orifício é deixado constantemente aberto, evitando a escória alcançar o nível dos canais coletores do metal. 26/06/2017 16 Processos de Fundição - PF 33A 31 CRISOL Crisol interior dificuldade de se obter grandes volumes de ferros fundidos de uma única vez(necessidade de esperar encher o todo o crisol). ✓ Para evitar este inconveniente, adotam-se cubilôs com depósito inferior externo denominado antecrisol. ✓ Antecrisol pode ser ligado no cubilô ou pode ser móvel. Processos de Fundição - PF 33A 32 FUNCIONAMENTO DO CUBILÔ Aquecimento preliminar, gradual, queimando lenha no crisol eliminar umidade evitando a deterioração do revestimento refratário. ✓ Carregamento com coque formar uma capa com nível acima dos canais de ventilação. ✓ Coque denso, duro e resistente não reduzir em pequenos fragmentos (queima rápida) tudo para aproveitar o poder calorífico. 26/06/2017 17 Processos de Fundição - PF 33A 33 COMPOSIÇÃO DO COQUE ✓ Conteúdo de carbono mínimo de 90 %. ✓ Proporção de cinzas máximo de 10 %. ✓ Teor de enxofre máximo 1 %. Processos de Fundição - PF 33A 34 FUNCIONAMENTO DO CUBILÔ Forno quente começa a carregar o ferro. ✓ Camadas alternadas (ferro, coque e fundentes) objetivo desta disposição é a formação de escórias fluidas, facilmente fusíveis. 26/06/2017 18 Processos de Fundição - PF 33A 35 FUNCIONAMENTO DO CUBILÔ O coque queima com o ar projetado pelo ventilador fusão do ferro que cai em forma de gotas no fundo do crisol. ✓ Depois de obter o ferro fundido no fundo do crisol, abertura dos canais (que até então estão fechados com um tampão de argila) para a coleta do metal. Processos de Fundição - PF 33A 36 CONSTITUIÇÕA DAS CARGAS Cama de coque cargas devem fundir antes de atingir a zona de temperatura máxima, para que uma espessura mínima acima das tubeiras (necessária para obter o ferro fundido quente e de boa qualidade). Carga de coque a espessura deve estar entre 200 e 250 mm (função do diâmetro interno do cubilô). 26/06/2017 19 Processos de Fundição - PF 33A 37 CONSTITUIÇÃO DAS CARGAS Carga metálica função da % de coque usada. Carga de fundente também é função da % de coque usada. Processos de Fundição - PF 33A 38 REAÇÕES EXOTÉRMICAS E ENDOTÉRMICAS COM O COQUE Zona de funcionamento ✓ Zona de metal em fusão; ✓ Zona de escórias; ✓ Camada de coque incandescente; ✓ Camadas alternadas de coque; ✓ Fundentes; ✓ Materiais ferrosos. 26/06/2017 20 Processos de Fundição - PF 33A 39 DÉBITO DE AR O débito de ar insulflado na cama de coque pode ser calculado pela formula empírica Q = 5 . 7 . D2 . P . 100 Q = quantidade de ar (cm3/h) D = diâmetro interno do cubilô P = porcentagem de coque Processos de Fundição - PF 33A 40 BALANÇOS TÉRMICOS Rendimento térmico ✓ Rendimento térmico no caso de ar frio cerca de 30 %. Perda de 57 % de energia nos calores latentes e sensível dos gases. O restante perde-se por radiação nas paredes e no calor sensível da escória. Apesar disto, de todos os fornos com queima de combustível, o cubilô é o de melhor rendimento. 26/06/2017 21 Processos de Fundição - PF 33A 41 BALANÇOS TÉRMICOS Perda de calor pelos gases (chaminé) ✓ Vantagem fazer recuperação destes gases (aproveitar o calor latente) aumento do rendimento do forno. Processos de Fundição - PF 33A 42 PRODUÇÃO DO CUBILÔ Depende da taxa de queima a queima depende do diâmetro do cubilô ✓ P = 6 . D2 (toneladas / hora) fornos de ar frio. ✓ P = (entre 9 – 9,5) . D2 (toneladas / hora) fornos de ar aquecido. 26/06/2017 22 Processos de Fundição - PF 33A 43 FORNOS REVÉRBEROS Neste tipo de forno, o carvão não está em contato com o ferro (o conteúdo de carbono da liga não aumenta). ✓ Utilizado para produção de ferros com baixos teores de C (entre 2 e 2,5%). ✓ Peças de ferro com grandes dimensões. ✓ Utilizado na fundição de bronzes. Processos de Fundição - PF 33A 44 FORNOS REVÉRBEROS Combustíveis usados neste tipo de forno: ✓ Carvão mineral (hulha); ✓ Petróleo; ✓ Óleo diesel; ✓ Gás. 26/06/2017 23 Processos de Fundição - PF 33A 45 CONSTRUÇÃO DOS FORNOS REVÉRBEROS Consistem em: ✓ Lareira revestimento de ladrilhos refratários (sob a qual queima o combustível); ✓ Altar muro que separa a lareira da soleira (também denominada laboratório) ; ✓ Alçapão orifício para a saída dos gases; Processos de Fundição - PF 33A 46 GENERALIDADES DOS FORNOS REVÉRBEROS ✓ O comprimento da soleira deve ser otimizado para que a temperatura do gás no alçapão seja suficiente para a fusão (que o gás não tenha tido tempo de esfriar- se). ✓ Entrada de ar secundário localiza-se depois dos queimadores (este ar é previamente aquecido). 26/06/2017 24 Processos de Fundição - PF 33A 47 FUNCIONAMENTO DOS FORNOS REVÉRBEROS ✓ Combustão incompleta do carvão no queimador, forma-se CO. ✓ C + O2 CO2 ✓ CO2 + C 2 CO ✓ Este CO queima posteriormente com o ar secundário insulflado, completando a reação ✓ 2 CO + O2 2 CO2 Processos de Fundição - PF 33A 48 FUNCIONAMENTO DOS FORNOS REVÉRBEROS ✓ Com a reação, é liberado calor necessário para funcionamento do forno. ✓ Calor se transmite por radiação, isto é, reverberação, repartindo-se uniformemente sobre a soleira. 26/06/2017 25 Processos de Fundição - PF 33A 49 FORNOS REVÉRBEROS Processos de Fundição - PF 33A 50 FORNOS REVÉRBEROS 26/06/2017 26 Processos de Fundição - PF 33A 51 CONVERSORES ✓ Não são fornos propriamente ditos (nele, introduz-se o ferro já fundido, procedente de um cubilô, por exemplo) ✓ Usado para fabricar aço, uma vez que elimina o carbono da fundição por meio de injeção de uma forte corrente de ar na massa fundida. Processos de Fundição - PF 33A 52 26/06/2017 27 Processos de Fundição - PF 33A 53 CONVERSORES ✓ Por exemplo, no conversor tipo Bessemer, o ar é insulflado por uma série de orifícios na lateral ou no fundo do conversor denominados canais. ✓ Ao passar no ferro líquido (1300 – 1500 ºC) ocorre oxidação do silício, manganês e carbono. ✓ Oxidação exotérmica (libera calor) Processos de Fundição - PF 33A 54 CONVERSORES ✓ A temperatura depois da injeção de ar sobe para 1650 ºC. ✓ Adição de elementos de liga.