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Bioquímica I Curso Técnico em Química INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO DE JANEIRO CAMPUS RIO DE JANEIRO Prof. Dr. Marcio Martins Loureiro marcio.loureiro@ifrj.edu.br ENZIMAS Embora este processo químico seja termodinamicamente favorável ele é muito lento • Para que esta reação libere energia em uma escala de tempo útil para a vida, se faz necessário a presença de um catalisador • Catalisador é toda e qualquer substância que acelere uma reação química, diminuindo a energia de ativação, sem ser consumido no processo. • Os organismos catalisam reações químicas através das enzimas, que são as mais notáveis e especializadas proteínas, que atuam como catalisadores biológicos com alto grau de eficiência e especificidade + O2 CO2 + H2O Energia ENZIMAS •Apresentam papel central em processos bioquímicos • Atuam em sequências ordenadas catalisando centenas de passos em cadeia, em vias metabólicas de catabolismo e anabolismo MARCOS HISTÓRICOS DA BIOQUÍMICA A maior parte da história da bioquímica é a história da pesquisa sobre enzimas. • A catálise biológica foi inicialmente reconhecida e descrita no final do Século XVIII, a partir de estudos sobre a digestão da carne por secreções estomacais, que sugeriram a existência de catalisadores biológicos. • Em 1810, Joseph Gay-Lussac determinou que a decomposição do açúcar pelas leveduras resultava em etanol e CO2 • Em 1850, Louis Pasteur propôs que o processo de fermentação do açúcar por leveduras era catalisada por fermentos, os quais eram inseparáveis da estrutura de células vivas (Hipótese do Vitalismo) MARCOS HISTÓRICOS DA BIOQUÍMICA • Em 1878, Frederich Wilhelm Kuhne nomeou estes “fermentos” como enzimas (do grego, en – dentro e zyme – levedura) • Em 1897, Eduard Buchner descobriu que os extratos de levedura podiam fermentar o açúcar até álcool, provando que a fermentação era promovida era catalisada por moléculas que continuavam a funcionar, mesmo quando removidas as células. • Em 1926, James Sumner obteve o isolamento e a cristalização da Urease, e demonstrou que estes cristais consistiam uma proteína, o que o levou a postular que todas as enzimas são proteínas. Esta premissa só foi aceita em 1930, quando outros pesquisadores cristalizaram enzimas digestivas. • Entre 1926 e 1930, J.B.S Haldane, escreveu um tratado intitulado “Enzimas”, embora houvesse controvérsias sobre a natureza das enzimas. Neste tratado, Haldane fez a sugestão que as interações fracas entre enzima e substrato, poderiam ser usadas para distorcer a molécula (O cerne da compreensão atual de catálise enzimática). ENZIMAS •A regulação destas enzimas permite coordenar as vias metabólicas, para execução de várias atividades necessárias a manutenção da vida. G L I C Ó L I S E G L I C O N E O G Ê N E S E CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE ENZIMAS • A maior parte das enzimas são proteínas, com exceção de um pequeno grupo de RNAs, que apresentam atividade catalítica (Ribozimas) •As reações catalisadas por enzimas apresentam velocidades de reação de 106 a 1012 vezes maior que as mesmas reações na ausência de um catalisador. • As reações catalisadas enzimaticamente acontecem em condições de temperatura, pressão e pH condizentes coma vida. • A atividade catalítica varia em resposta a concentrações de outras substâncias, substratos e produtos. • As reações enzimáticas são altamente específicas e raramente formam produtos secundários. •As enzimas apresentam maiores graus de especificidade que os catalisadores químicos. • As atividades catalíticas de uma enzima dependem da sua integridade e suas estruturas tridimensionais. COFATORES ENZIMÁTICOS • Algumas enzimas requerem um grupamento prostético chamado de cofator • Uma enzima pode fazer uso de 1 ou mais íons inorgânicos para promover uma determinada reação. Neste exemplo, o Mg2+ “esconde” as cargas negativas do grupamento fosforil do ATP, fazendo com que o átomo terminal de P, seja um alvo mais fácil ao ataque nucleofílico do grupamento -OH COENZIMAS • Algumas enzimas requerem um grupamento prostético chamado de coenzima, que consiste em moléculas orgânicas complexa ou uma molécula metalorgânica. • As coenzimas geralmente são derivados de vitaminas. APOENZIMAS X HOLOENZIMAS • Apoenzima (ou Apoproteína) = Parte proteica da Enzima • Holoenzima = Enzima completa e cataliticamente ativa NOMENCLATURA ENZIMÁTICA • Os parâmetros atuais para nomear uma enzima são: Nome do substrato + Sufixo ase Ex: Urease (catalisa hidrólise de uréia) Palavra ou frase que descreve sua atividade + Sufixo ase Ex: DNA polimerase (catalisa polimerização de nucleotídeos para síntese de DNA) • As primeiras enzimas descritas na literatura não obedecem esta padronização, devido a larga popularidade do seu nome original. Ex: Pepsina, Tripsina (Enzimas digestivas), Lisozima (lisa parede celular bacteriana). CLASSIFICAÇÃO DAS ENZIMAS CLASSIFICAÇÃO DAS ENZIMAS A partir de 1961, passaram a ser classificadas em 6 principais classes, de acordo com a natureza das reações químicas que catalisam. 1- Óxido-Redutases: catalisam reações de óxido-redução, ou seja, transferência de elétrons (íons hidretos ou átomos de H) entre compostos. 2- Transferases: catalisam transferências de grupos entre moléculas 3- Hidrolases: catalisam reações de hidrólise (quebram moléculas utilizando água) 4- Liases: catalisam a adição de grupamentos à ligações duplas, ou formação de ligações duplas por remoção de grupamentos CLASSIFICAÇÃO DAS ENZIMAS 5- Isomerases: catalisam transferências de grupos dentro da molécula para formar isômeros (A molécula é reorganizada sem perder átomos) 6- Ligases: catalisam a formação de uma ligação química entre 2 compostos, utilizando a energia da quebra de um nucleotídeo trifosfatado (Ex: ATP) simultaneamente. CLASSIFICAÇÃO DAS ENZIMAS A cada enzima é atribuído um nome sistemático (Indica a reação que ela catalisa) + um número classificatório de 4 dígitos (E.C Number / E.C = Enzyme Commission). Pela nomenclatura da enzima acima, podemos deduzir que ela catalisa a transferência de um grupo fosfato do ATP para a Glicose. E.C 2.7.1.1 Primeiro dígito (2) = Indica o nome da classe da enzima (Transferase) Segundo Dígito (7)= Indica o nome da subclasse da enzima (Fosfotransferase) Terceiro Dígito (1) = Indica que esta enzima é uma fosfotransferase que apresenta um grupo hidroxila aceptor de fosfato Quarto dígito (1) = In dica que a D-glicose é o aceptor do grupo fosfato. ATP + D-Glicose ADP + D-Glicose-6-fosfato ATP Glicose Fosfotransferase E.C. 2.7.1.1 ATP Glicose Fosfotransferase = Hexocinase (Nome Trivial) MECANISMO DE AÇÃO DAS ENZIMAS • As enzimas apresentam sítio ativo, que são cavidades favorecedoras de um ambiente específico, onde uma dada reação química é energeticamente mais favorável. • A molécula que se liga ao sítio ativo e sofre ação da enzima é chamada de substrato. • A superfície do sítio ativo apresenta resíduos de aminoácidos que se ligam ao substrato e catalisam a sua transformação. MECANISMO DE AÇÃO DAS ENZIMAS • As enzimas afetam a velocidade mas não o equilíbrio das reações • A energia nos sistemas biológicos é descrita em termos de energia livre “G” (energia útil) • O ponto de partida da curva (em qualquer direção) é conhecido comoestado fundamental e corresponde a contribuição de uma molécula (S ou P) para a energia livre do sistema em uma determinada condição ΔGo = Variação de energia livre padrão • Quando a energia contida no substrato for maior que a contida no produto, dizemos que a reação é favorável e, portanto, espontânea . ΔG’o = Variação de energia livre padrão bioquímico FUNDAMENTOS FÍSICOS O FATO DA REAÇÃO SER FAVORÁVEL E ESPONTÂNEA NÃO SIGNIFICA QUE ELA IRÁ OCORRER RAPIDAMENTE • Muitos processos são desfavoráveis no ambiente celular (formação de intermediários instáveis; colisão de uma ou mais moléculas em orientações adequadas) • A maioria das moléculas biológicas são bastante estáveis em solução aquosa, pH neutro e temperatura média. • Durante a conversão de um S em P, ocorre a formação de um composto intermediário com energia muito alta denominado Estado de Transição, que possui um arranjo mais energético dos seus átomos. Reação catalisada enzimaticamente vs não catalisada Reação catalisada enzimaticamente Um equilíbrio favorável não significa que a conversão S>P ocorra numa velocidade mensurável • Existe uma barreira energética entre S e P que representa a energia necessária para: 1- alinhamento dos grupos químicos reagentes; 2- formação de cargas transientes instáveis; 3- rearranjo de ligações químicas; 4- outras transformações necessárias para a ocorrência da reação. • No topo da “colina” de energia consiste no ponto no qual a passagem para o estado S ou P é igualmente provável (Estado de transição). • A velocidade de uma reação é reflexo da energia de ativação, onde uma energia de ativação alta corresponde a uma reação lenta. Energia de ativação ΔG‡ EQUILÍBRIO DE UMA REAÇÃO • O equilíbrio de uma reação está intrínsecamente ligado ao ΔG’o (variação de energia livre padrão). • A constante de equilíbrio (Keq) está diretamente relacionada com ΔG ’o, onde um grande valor negativo para ΔG’o reflete um equilíbrio de reação favorável. Da termodinâmica, a relação entre Keq e ΔG ’o pode ser descrita pela expressão: R = constante dos gases (8,315 J/mol.K). T = Temperatura absolulta (298K ou 25º C) • Um valor muito negativo de ΔG’o reflete um equilíbrio favorável, entretanto, isso não significa que ela vai ocorrer com alta velocidade. VELOCIDADE DE UMA REAÇÃO •A velocidade de uma reação está ligada ao ΔG‡ (Energia de ativação). •A velocidade de uma reação é determinada pela concentração do substratos e por uma constante de velocidade (K). • Para uma reação S↔P, temos: A velocidade da reação (V), representa a quantidade de S que reage por unidade de tempo, sendo expressa pela equação da velocidade • Nesta reação, a velocidade depende apenas da concentração de S (reação de primeira ordem) • K = constante de proporcionalidade que reflete a probabilidade de uma reação ocorrer em um dado conjunto de condições (pH, temperatura, etc.). Neste exemplo K é uma constante de velocidade de 1ª ordem e sua unidade é o recíproco do tempo, por exemplo s-1. • Se a reação tem um valor de k = 0,03 s-1 , qualitativamente podemos afirmar que 3% do S será convertido em P em 1s. • Se k= 2,000 s-1 a reação estará terminada em uma pequena fração de segundo • A relação entre K e ΔG‡ é inversa e exponencial, ou seja, quanto menor for ΔG‡ maior será a velocidade da reação, e vice versa. FATORES FÍSICOS E TERMODINÂMICOS QUE CONTRIBUEM PARA ΔG‡ • A entropia (Liberdade de movimento) das moléculas em solução, que reduz a possibilidade de que elas reajam entre si. • A REDUÇÃO DA ENTROPIA é um claro benefício da interação Enzima-Substrato, pois o substrato será orientado apropriadamente no sítio ativo para reagir As enzimas aumentam a velocidade das reações através da redução da entropia FATORES FÍSICOS E TERMODINÂMICOS QUE CONTRIBUEM PARA ΔG‡ • A camada de solvatação das moléculas de água ligadas por ligações de hidrogênio que rodeiam e ajudam a estabilizar a maioria das biomoléculas em solução aquosa. • A formação de ligações fracas entre substrato e enzima resulta na DESSOLVATAÇÃO DO SUBSTRATO, ou seja, substituem a maioria das ligações de hidrogênio encontrados entre substrato e água. FATORES FÍSICOS E TERMODINÂMICOS QUE CONTRIBUEM PARA ΔG‡ • A DISTORÇÃO DO SUBSTRATO é um passo necessário para a ocorrência de algumas reações, onde ocorrem pequenas alterações na estrutura global da molécula. • A energia de ligação formada no estado de transição ajuda a compensar termodinamicamente qualquer distorção, principalmente a redistribuição de elétrons, de modo que o substrato deve sofrer reação. FATORES FÍSICOS E TERMODINÂMICOS QUE CONTRIBUEM PARA ΔG‡ • Necessidade de ALINHAMENTO APROPRIADO DOS GRUPOS FUNCIONAIS catalíticos das enzimas • As enzimas sofrem mudanças na sua conformação quando o substrato se liga a ela, induzindo múltiplas interações fracas com o substrato (Ajuste Induzido), o que aumenta sua capacidade catalítica. DESCOBERTA E EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE COMPLEXO ENZIMA-SUBSTRATO • Em 1870, Charles Adolphe Wurtz, postulou que as enzimas formavam um composto insolúvel em água quando colocada na presença do seu substrato, sendo o primeiro pesquisador a levantar esta hipótese. • Em 1898, Emil Fischer, propôs o modelo chave-fechadura, onde postulou que assim como uma chave geralmente só abre uma fechadura, apenas uma enzima é capaz de transformar um determinado substrato em produto. DESCOBERTA E EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE COMPLEXO ENZIMA-SUBSTRATO • Em 1958, Daniel Koshland, propôs um processo de reconhecimento dinâmico entre enzima e substrato, denominado como Ajuste Induzido, onde a primeira interação da enzima com seu substrato, resultaria em uma série de mudanças na estrutura tridimensional da enzima. Ajuste induzido na Hexocinase PODER CATALÍTICO E ESPECIFICIDADE DAS ENZIMAS • O aumento de velocidade que as enzimas conferem varia de 5 a 17 ordens de magnitude. • As enzimas discriminam facilmente subtratos que possuem estruturas muito semelhantes, logo aumentam a velocidade das reações de forma seletiva. • A fonte de energia para diminuição da energia de ativação da reação se dá através do rearranjo de ligações covalentes, durante a reação enzimática. • Substratos e grupos funcionais da enzima (Cadeias de AAs específicos, íons metálicos e coenzimas) formam ligações covalentes transitórias, o que ativa o substrato, ou um grupo é transitoriamente transferido do substrato para a enzima. • Interações não covalentes entre enzima e substrato fornecem a maior parte da energia livre necessária para diminuir a energia de ativação da reação (Energia de Ligação - ΔGB). AS INTERAÇÕES FRACAS ENTRE ENZIMA E SUBSTRATO SÃO OTIMIZADOS NO ESTADO DE TRANSIÇÃO • A hipótese “chave fechadura” é enganadora quando aplicada à catálise enzimática, pois uma enzima totalmente complementar ao substrato seria inútil. • Se o encaixe da enzima ao substrato for muito preciso, a enzima irá estabilizar o substrato ao invés de desestabilizá-lo, ou seja, irá formar um complexo de baixa energia, logo, não alcançará o estado de transição e o substrato não será convertido em produto. AS INTERAÇÕES FRACAS ENTRE ENZIMA E SUBSTRATO SÃO OTIMIZADOS NO ESTADO DE TRANSIÇÃO • Os sítios ativos das enzimas são complementares não propriamente aos substratos, e sim aos estados de transição pelos quais um substrato passa no decurso da sua conversão em produto. • As enzimas e algumas coenzimas são enormes quando comparadas ao substrato, pois é necessário estabelecermúltiplas interações fracas, logo, devem fornecer grupos funcionais para interações iônicas, ligações de hidrogênio e outras interações, posicionando precisamente estes grupos para otimizar a energia de ligação no estado de transição. A ENERGIA DE LIGAÇÃO CONTRIBUI PARA ESPECIFICIDADE DA REAÇÃO E CATÁLISE • A Energia de Ligação que favorece a catálise também dá as enzimas a sua especificidade, ou seja, a sua capacidade de discriminar entre um substrato e uma molécula competidora. • catálise e especificidade provem do mesmo fenômeno, pois o sítio ativo da enzima possui grupos funcionais otimizados para interagir com o substrato no seu estado de transição, logo, a mesma não consegue interagir com a mesma intensidade com outra molécula. GRUPOS CATALÍTICOS ESPECÍFICOS CONTRIBUEM PARA A CATÁLISE • Além da energia de ligação (ΔGB), outros mecanismos contribuem para a catálise enzimática •Grupos funcionais catalíticos posicionados de forma apropriada ajudam no rompimento e na formação de ligações por vários mecanismos, incluindo catálise- geral ácido-básica, catálise covalente e catálise por íons metálicos. • Estes mecanismos geralmente envolvem uma interação transitória covalente com o substrato ou uma transferência de grupo do substrato ou para ele. • Ocorre a formação de intermediários carregados instáveis, que tendem a se quebrarem nas espécies reagentes que os constituem. • Estes intermediários são estabilizados pela transferência de prótons (1- Para Substratos; 2- Dos Substratos; ou 3- De Intermediários), para formar uma espécie que se transforma mais rapidamente em produtos. • Os catalisadores Ácido-Básicos utilizam apenas íons H+ (H3O+) ou OH- presentes na água. CATÁLISE GERAL ÁCIDO-BÁSICA CATÁLISE GERAL ÁCIDO-BÁSICA • Neste tipo de catálise ocorre a transferência de prótons mediada por moléculas de outras classes. •No sítio ativo das enzimas, algumas cadeias laterais de aminoácidos podem agir como doadores/aceptores de prótons, proporcionando um aumento da ordem de 102 a 105 CATÁLISE GERAL ÁCIDO-BÁSICA CATÁLISE COVALENTE • Neste tipo de catálise ocorre a formação de uma ligação covalente transitória entre a enzima e o substrato Considerando a hidrólise de uma ligação entre os grupos A e B A-B A + B H2O A-B + X: A-X + B A+ X: + B H2O Na presença de um catalisador covalente (uma enzima com um grupo nucleofílico X:), a reação torna-se: • A formação destes complexos covalentes, tornam necessário a realização de uma reação adicional, para regenerar a enzima livre. CATÁLISE COVALENTE Lisozima CATÁLISE POR ÍONS METÁLICOS • Metais, tanto ligados a enzima, quanto tomados da solução juntamente com o substrato, participam na catálise de várias maneiras. • Interações iônicas entre metais ligados a enzimas e substrato auxiliam na orientação do substrato ou na estabilização de estados de transição carregados. • Metais podem mediar reações de Óxido-Redução por mudanças reversíveis nos seus estados de oxidação. •Praticamente 1/3 de todas as enzimas conhecidas necessitam de 1 ou mais íons metálicos para a atividade catalítica. CATÁLISE POR ÍONS METÁLICOS • Enzimas apresentam um pH ótimo ou uma faixa de pH, onde sua atividade é máxima. • Grupos protonáveis podem: 1- Fazer parte do sítio ativo, logo, uma mudança no seu grau de protonação, irá influenciar diretamente a ligação do substrato; 2- Atuar na estabilização da estrutura da enzima como um todo, e indiretamente influenciar na estrutura do sítio ativo. A EFICIÊNCIA ENZIMÁTICA É DEPENDENTE DE pH • Aumento de temperatura provoca aumento na velocidade das reações. • Energia térmica é convertida em energia cinética para as moléculas. A EFICIÊNCIA ENZIMÁTICA É DEPENDENTE DE TEMPERATURA