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2
Geografia para Vestibular Medicina 
2ª edição • São Paulo • 2016
hexag
SISTEMA DE ENSINO
GEOGRAFIA
CIÊNCIAS HUMANAS 
e suas tecnologias
Vinicius Gruppo Hilário
hexag
SISTEMA DE ENSINO
© Hexag Editora, 2016
Direitos desta edição: Hexag Editora Ltda. São Paulo, 2016
Todos os direitos reservados.
Autor
Vinícius Gruppo Hilário
Diretor geral
Herlan Fellini
Coordenador geral
Raphael de Souza Motta
Responsabilidade editorial
Hexag Editora
Diretor editorial
Pedro Tadeu Batista
Editor
Alessandro Fagundes Lima
Alessandra Alves
Tuanny Maia Costa
Revisor
Delano Malta
Pesquisa iconográfica
Camila Dalafina Coelho
Programação visual
Hexag Editora
Editoração eletrônica
Arthur Tahan Miguel Torres
Bruno Alves Oliveira Cruz
Camila Dalafina Coelho
Eder Carlos Bastos de Lima
Raphael de Souza Motta
Capa
Hexag Editora
Fotos da capa (de cima para baixo)
http://www.fcm.unicamp.br
Acervo digital da USP (versão beta)
http://www.baia-turismo.com
Impressão e acabamento
Imagem Digital
ISBN: 978-85-68999-09-7
Todas as citações de textos contidas neste livro didático estão de acordo com a legislação, tendo por fim único e exclusivo o 
ensino. Caso exista algum texto, a respeito do qual seja necessária a inclusão de informação adicional, ficamos à disposição 
para o contato pertinente. Do mesmo modo, fizemos todos os esforços para identificar e localizar os titulares dos direitos sobre 
as imagens publicadas e estamos à disposição para suprir eventual omissão de crédito em futuras edições.
O material de publicidade e propaganda reproduzido nesta obra está sendo usado apenas para fins didáticos, não represen-
tando qualquer tipo de recomendação de produtos ou empresas por parte do(s) autor(es) e da editora.
2016
Todos os direitos reservados por Hexag Editora Ltda.
Rua da Consolação, 954 – Higienópolis – São Paulo – SP
CEP: 01302-000
Telefone: (11) 3259-5005
www.hexag.com.br
contato@hexag.com.br
CARO ALUNO,
O Hexag Medicina é referência em preparação pré-vestibular de candidatos à carreira de Medicina. Desde 2010, 
são centenas de aprovações nos principais vestibulares de Medicina no Estado de São Paulo e em todo Brasil.
Ao atualizar sua coleção de livros para 2016, o Hexag considerou o principal diferencial em relação aos 
concorrentes: a sua exclusiva metodologia fundamentada em três pontos – período integral, estudo orientado 
(E.O.) e salas reduzidas.
O material didático foi, mais uma vez, aperfeiçoado e seu conteúdo enriquecido, inclusive com questões 
recentes dos principais vestibulares 2016. 
Esteticamente, houve uma melhora em seu layout, na definição das imagens e também na utilização de cores.
No total, são 61 livros, distribuídos da seguinte forma: 
 § 21 livros de Ciências da Natureza e suas tecnologias (Biologia, Física e Química);
 § 14 livros de Ciências Humanas e suas tecnologias (História e Geografia);
 § 07 livros de Linguagens, Códigos e suas tecnologias (Gramática, Literatura e Inglês);
 § 07 livros de Matemática e suas tecnologias;
 § 04 livros de Sociologia e Filosofia;
 § 04 livros “Entre Aspas” (Obras Literárias da Fuvest e Unicamp);
 § 02 livros “Entre Frases” (Estudo da Escrita – Redação);
 § 02 livros “Entre Textos” (Interpretação de Texto).
O conteúdo dos livros foi organizado por aulas. Cada assunto contém uma rica teoria, que contempla de 
forma objetiva o que o aluno realmente necessita assimilar para o seu êxito nos principais vestibulares e Enem, 
dispensando qualquer tipo de material alternativo complementar.
Os capítulos foram finalizados com cinco categorias de exercícios, trabalhadas nas sessões de Estudo Orien-
tado (E.O.), como segue:
 § E.O. Teste I: exercícios introdutórios de múltipla escolha, para iniciar o processo de fixação da matéria 
estudada em aula;
 § E.O. Teste II: exercícios de múltipla escolha, que apresentam grau médio de dificuldade, buscando a con-
solidação do aprendizado;
 § E.O. Teste III: exercícios de múltipla escolha com alto grau de dificuldade;
 § E.O. Dissertativo: exercícios dissertativos nos moldes da segunda fase da Fuvest, Unifesp, Unicamp e 
outros importantes vestibulares;
 § E.O. Enem: exercícios que abordam a aplicação de conhecimentos em situações do cotidiano, preparando 
o aluno para esse tipo de exame.
A edição 2016 foi elaborada com muito empenho e dedicação, oferecendo ao aluno um material moderno e 
completo, um grande aliado para o seu sucesso nos vestibulares mais concorridos de Medicina.
Herlan Fellini
Aulas 9 e 10: Fatores climáticos 6
Aulas 11 e 12: Climas do Brasil 38
Aulas 13 e 14: Domínios morfoclimáticos e bioma brasileiro 64
Aulas 15 e 16: Geomorfologia do Brasil 94
CLIMATOLOGIA E 
GEOMORFOLOGIA
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Fatores climáticos
Aulas 9 e 10
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Clima e tempo
Clima e tempo são a mesma coisa? Vejamos. Quan-
do em determinado momento do dia dizemos, por 
exemplo, que está quente e úmido, estamos nos re-
ferindo ao tempo, ou seja, às condições atmosféricas 
ou meteorológicas num tempo determinado. Como 
sabemos, as condições atmosféricas podem mudar 
de um instante para outro, e nesse caso o tempo já 
não será o mesmo. Aqui em São Paulo, no verão, é 
muito comum o céu estar limpo às duas horas da tar-
de e desabar uma grande chuva às quatro. Portanto, 
o tempo é algo momentâneo ou de curta duração. 
Tempo são as condições atmosféricas de um deter-
minado lugar em um dado momento. No entanto, 
quando afirmamos que Manaus é uma cidade quente 
e úmida, estamos nos referindo ao clima dessa cida-
de, ou seja, ao seu modo permanente de ser. Manaus 
é e continuará sendo uma cidade quente e úmida. O 
clima é algo duradouro, permanente, que não muda 
de um momento para outro. Clima é a sucessão ha-
bitual dos tipos de tempo num determinado lugar da 
superfície terrestre. Para se tentar estabelecer o clima 
de um local, é preciso observar os padrões do tempo 
durante, no mínimo, trinta anos.
Resumindo:
 § Tempo é o estado da atmosfera em determi-
nado momento, em um determinado lugar.
 § Clima é a sucessão habitual de estados de 
tempos em determinado lugar.
Nessa perspectiva, o tempo corresponde a um 
momento da atmosfera em um determinado lugar, con-
siderando as condições de temperatura, umidade, ne-
bulosidade, deslocamento do ar (vento). Como essas 
variáveis são dinâmicas, o tempo sofre constantes mo-
dificações, podendo mudar com frequência.
Já o clima caracteriza-se pela sequência de 
tempos observados durante um período longo, no 
mínimo por 30 anos seguidos. Os elementos que ca-
racterizam o tempo, que, por sua vez, determinam um 
tipo climático, sofrem ações de fatores naturais, como 
latitude, altitude, massas de ar, maritimidade, conti-
nentalidade, correntes marítimas, relevo e vegetação. 
Esses fatores ao longo de um período influenciam 
determinada região de uma forma mais constante, 
o que nos permite dizer que o clima, por exemplo, 
no deserto do Saara, na África, e no de Atacama, no 
Chile, é sempre muito seco, ao contrário da Região 
Amazônica, que é muito úmido. Assim mesmo, preci-
samos lembrar que o somatório das variáveis de um 
clima pode sofrer alteração das massas de ar e na 
intensidade de suas formações. Dessa forma, podem 
ocorrer variações no clima de uma região, como maior 
ou menor pluviosidade, calor ou frio mais intenso, en-
tre outras. 
É importante saber cada vez mais sobre as con-
dições do tempo de uma determinada região, cidade 
ou país. Aparelhos ultraprecisos e o uso de imagens 
de satélite, apontam as condições do tempo dentro 
de um certo período. Dessa forma, pode-se prever aformação de furacões, seu deslocamento, chegada de 
frentes frias, tempestades de neves e períodos de es-
tiagem ou de chuvas intensas, geadas etc. Isso permi-
te que se tomem atitudes preventivas para minimizar 
os efeitos de tais fenômenos, além de se poder, com 
frequência, prever a intensidade com que eles se da-
rão. Por exemplo, em 1975, o Brasil teve uma grande 
quebra na safra de café em virtude de uma geada 
fortíssima que arrasou os cafezais no Sudeste e áreas 
do Centro-Oeste. Os prejuízos foram incalculáveis.
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Hoje, a ocorrência de geadas é previsível pelos serviços de meteorologia, 
e o alerta faz com que os agricultores tomem providências para que elas 
não destruam as plantações. Apesar do aperfeiçoamento da técnica da 
previsão meteorológica, ainda não se conseguem obter informações e da-
dos que permitam fazer previsões de longa duração.
8
a atmosfera
O nosso planeta Terra é envolvido por uma camada gasosa chamada atmosfera. Ela é formada por diversas cama-
das gasosas que se sobrepõem por quase um mil quilômetros de altitude. Cerca de 97% da massa total da atmos-
fera concentra-se nos primeiros 30 quilômetros contados a partir da superfície terrestre, onde a vida se desenvolve. 
A atmosfera é composta essencialmente por nitrogênio (78%) e oxigênio (21%). Somente 1% é formado 
por outros gases, entre eles o gás carbônico e vapor de água. À medida que nos afastamos da superfície, a quan-
tidade de oxigênio da atmosfera vai diminuindo, deixando o ar rarefeito. Assim, quanto maior for a altitude, mais 
rarefeito será o ar.
As camadas da atmosfera
 § Termosfera e exosfera – a termosfera 
está na faixa entre 80 e 400 quilômetros. Elas 
correspondem às porções mais elevadas da at-
mosfera, compostas por camadas sucessivas de 
partículas chamadas íons, responsáveis por re-
fletirem os sinais de rádio ao redor do nosso pla-
neta. Por este motivo é que também chamamos 
a essas duas camadas de ionosfera. Da mesma 
forma que na estratosfera, a temperatura nessas 
camadas aumenta conforme se eleva a altitude. 
 § Mesosfera – vai desde os 50 até os 80 
quilômetros de altitude. Nesta camada a tem-
peratura diminui com a altitude e o ar perma-
nece rarefeito. A temperatura pode atingir até 
95 ºC negativos, no limite superior. Esse é o 
ponto mais frio da atmosfera.
 § Estratosfera – está entre 12 e 50 quilômetros de altura, e sua temperatura é mais ou menos constante dos 12 aos 
20 quilômetros de altitude; entre os 20 e os 50 quilômetros de distância da superfície terrestre, ela se torna mais 
elevada. Nesta faixa, principalmente entre os 22 e os 28 quilômetros de altura, a temperatura sobe graças ao ozônio, 
bem como por sua propriedade de absorver radiações de onda curta – a famosa radiação ultravioleta do Sol. Ao 
passo que na superfície da Terra a temperatura média é pouco inferior a 20 ºC, na camada de ozônio, atinge os 50 ºC.
 § Troposfera – é a camada que se inicia na superfície terrestre e vai, em média, até cerca de 12 quilômetros de 
altura. Perto dos polos, essa camada está entre 8 a 10 quilômetros de espessura e de 15 a 18 km, no Equador. 
Nela estão contidos 75% da massa gasosa total da atmosfera. Além disso, na troposfera também estão a quase 
totalidade dos vapores de água que envolvem o planeta hoje. Por causa disso, a maioria dos fenômenos meteo-
rológicos acontece nela (correntes de ventos, nuvens, chuvas, nevascas). Nessa camada, a temperatura diminui 
assim que a altura aumenta, seguindo a proporção de a cada 180 metros há diminuição de 1 ºC; dessa forma, 
se estivermos num avião a 10 quilômetros de altura, a temperatura externa será inferior a 40 ºC negativos.
Não existe uma divisão precisa em relação à altitude das camadas. Ocorre uma variação decorrente da in-
fluência das condições climáticas, estações do ano e latitudes, que variam de região para região em nosso planeta
Fonte: <www.estudopratico.com.br>.
9
Aquecimento terrestre
O sol fornece a luz e o calor essenciais à vida, mas apenas 51% do total dos raios solares emitidos chegam à su-
perfície terrestre. O restante é absorvido pela atmosfera ou refletida pelas nuvens. A quantidade de calor e luz dos 
raios solares que chegam à Terra é conhecida como insolação.
A Terra possui formato semelhante a uma esfera, que, somado ao eixo de inclinação, provoca variações 
quanto ao recebimento de energia solar. Em situações de equinócio, cuja insolação é igual para ambos os hemisfé-
rios, e devido à curvatura da Terra, conforme nos afastamos do Equador em direção aos polos, a mesma quantidade 
de insolação espalha-se por uma área cada vez maior da superfície terrestre. Nas regiões equatoriais, os raios 
solares incidem perpendicularmente, enquanto nas áreas polares os raios são mais inclinados; portanto, aquecem 
e iluminam com menos intensidade.
Os raios solares são absorvidos pelas águas e pela terra que liberam uma parte da energia, aquecendo a 
atmosfera. A esse fenômeno chamamos irradiação.
"Buraco" na camada de ozônio
Na estratosfera terrestre, situada 
entre 10 e 50 quilômetros de al-
titude, ocorre uma concentração 
de ozônio (O3), conhecida como 
camada de ozônio. Esta cama-
da é de fundamental importân-
cia para a existência de vida no 
planeta, pois ela desempenha o 
papel de filtro natural da Terra, 
na medida em que retém parte 
dos raios ultravioletas (UV), im-
pedindo-os de chegar à superfí-
cie terrestre.
Em 1982, detectou-se pela primeira vez o desaparecimento de ozônio em áreas sobre a Antártida. Medições 
sucessivas constataram que a camada de ozônio era cada vez mais rarefeita. Atualmente, esse fenômeno pode ser 
percebido no polo Sul, Ártico, Chile e na Argentina. Os cientistas apontam os clorofluorcarbonos (CFC) como os 
maiores responsáveis pela situação. Mas existem outras substâncias que também destroem a camada de ozônio e 
que não são proibidas como é o caso do tetracloreto de carbono, clorofórmio, dióxido de nitrogênio, entre outros. 
Os CFC são compostos por cloro, flúor e carbono. Quando chegam à estratosfera, eles são decompostos pelos raios 
ultravioleta. O cloro resultante reage com o oxigênio, destruindo-o. O cloro liberado volta a atacar as moléculas 
de oxigênio, recomeçando o ciclo das reações. Cada átomo de cloro do CFC pode destruir 100 mil moléculas de 
oxigênio.
Uma das formas para a diminuição do buraco na camada de ozônio é a não utilização do CFC. O problema 
é que os CFC são muito estáveis: depois de 139 anos, metade da quantidade liberada no ar ainda permanece na 
atmosfera. Por isso, eles têm muito tempo para subir até a estratosfera e começar o processo de destruição.
Fonte: <https: commons.wikipedia.org>.
Absorção e reflexão da radiação solar na atmosfera terrestre.
10
fatores ClimátiCos
Latitude
De maneira geral, podemos afirmar que quanto mais pró-
ximos do Equador, ou seja, quanto menor a latitude, mais 
altas serão as temperaturas médias. O raciocínio inverso 
também é verdadeiro: quanto maior a latitude, menores 
serão as temperaturas médias. Além disso, quanto maior 
a latitude, maior a amplitude térmica. Por isso, a variação 
latitudinal é o fato mais importante na diferenciação das 
zonas climáticas da Terra (polar, temperada e tropical).
Zonas térmicas da Terra
 § Zonas polares: os raios solares atingem a super-
fície terrestre de maneira bastante inclinada, por-
tanto, as temperaturas são as mais baixas da Terra. 
 § Zonas temperadas: os raios incidem à superfí-
cie de forma relativamente inclinada em relação 
à zona intertropical, desse modo as temperatu-
ras são mais amenas. 
 § Zona tropical ou intertropical: áreas que re-
cebem luz solar de forma praticamente verticalem sua superfície, durante quase o ano inteiro, 
produz regiões com temperaturas elevadas, co-
nhecida como zona tórrida ou tropical.
0º
23º27'
4. Zona polar do
Norte
5. Zona polar do
Sul
3. Zona temperada do Sul
Círculo polar
 Ártico
Círculo polar
Antártico
Trópico de
Câncer
Trópico de
Capricórnio
Equador
2. Zona temperada do Norte
1. Zona tropical
23º27'
66º33'
66º33'
Fonte: <jovemastronomo.wikidot.com/zonas-termicas>.
O sol da meia-noite
No verão das zonas polares acontece um fenômeno conhecido popularmente como sol da meia-noite. Esse 
fenômeno está ligado aos períodos claros ininterruptos que acontecem nessas regiões devido ao movimento de 
rotação da Terra, à inclinação do eixo de rotação e ao movimento de translação.
Fonte: <alunoonline.uol.com.br/geografia/movimento-translação.html>. (Adaptado)
Esquema das Zonas Térmicas da Terra.
Esquema referente às estações no hemisfério Sul.
11
Em dezembro, durante o solstício, o hemisfério 
sul fica mais iluminado do que o hemisfério norte por 
causa da inclinação do eixo de rotação da Terra. As re-
giões de altas latitudes do hemisfério norte estão rece-
bendo menos iluminação. O contrário acontece na zona 
polar do hemisfério sul, em julho, quando a situação 
inverte-se.
Por causa disso, as regiões polares passam aproxi-
madamente oito meses claros e quatro meses na escuri-
dão. Em seis desses oito meses “claros”, o Sol fica visível 
e, durante dois meses, embora haja claridade, não é possí-
vel enxergá-lo, pois ele fica abaixo da linha do horizonte. 
Configuração do relevo 
e altitude
A configuração do relevo continental e suas altitudes in-
fluenciam na dinâmica dos elementos do tempo. À medi-
da que a altitude aumenta, a temperatura diminui cerca 
de 1 ºC, em média (a cada 180 m, aproximadamente).
Pelo fato de a temperatura ser consequência da 
irradiação do calor existente na superfície terrestre, as 
camadas mais baixas são naturalmente mais quentes 
do que as que se encontram em maiores altitudes. Um 
bom exemplo de configuração de relevo e massas de 
ar é a cadeia de montanhas Rochosas na Costa Oeste 
dos Estados Unidos, que servem como barreira para os 
ventos úmidos vindos do oceano Pacífico. Na porção 
ocidental da região há mais precipitação, ao passo que 
na porção oriental da região a falta de umidade provoca 
aridez na região.
Maritimidade e continentalidade
A distribuição das massas líquidas (oceanos) e das mas-
sas sólidas (continentes), às vezes, exerce influência 
muito acentuada na temperatura porque o comporta-
mento térmico das rochas (meio sólido) é diferente do 
comportamento da água (meio líquido). Os continentes 
aquecem e esfriam mais rapidamente que os oceanos. O 
resultado disso é que as variações de temperatura (am-
plitude térmica) nos primeiros são mais acentuadas que 
nos segundos, que aquecem e perdem calor mais len-
tamente. Nas regiões próximas ao litoral, por exemplo, 
o calor liberado pelos oceanos ajuda a manter as tem-
peraturas mais elevadas durante a noite nas estações 
mais frias, quando a insolação é menor. Esse fenômeno 
é conhecido como efeito de maritimidade. Já as regiões 
afastadas do mar sofrem o efeito de continentalidade: 
a superfície, por irradiação, perde rapidamente o calor 
recebido da insolação, por isso registra amplitudes tér-
micas maiores.
O mar funciona como um verdadeiro regulador térmico devido à sua grande capacidade de aquecimen-
to e perda de calor muito mais lento do que as áreas continentais.
Essas diferenças de temperatura, entre as massas de águas oceânicas e os continentes, e a velocidade com 
que dão o aquecimento e o resfriamento são importantíssima para a mecânica de movimentação do ar na atmos-
fera e das águas nos oceanos, que recobrem dois terços do planeta.
maior
temperatura
menor
temperatura
brisa marítma
menor
pressão brisa terrestre
À noite, ocorre um processo inverso ao que se verifica durante o dia: a brisa marítima.
12
Monções
Em países do Sul e do Sudeste asiático, como a Índia, o Laos e o 
Vietnã, a vida e as atividades econômicas, principalmente a cultura 
de arroz, são muito influenciadas pelos ventos de monções.
Tal fenômeno acontece por causa de diferenças de aqueci-
mento e resfriamento entre o continente e o oceano Índico, e a con-
figuração do relevo. Nessa região, as zonas de alta e baixa pressão 
invertem-se durante o inverno e o verão. No período de verão do 
hemisfério norte (principalmente nos meses de junho e julho), o ar 
sobre o oceano Índico apresenta temperaturas mais baixas que o 
ar sobre o Sul e o Sudeste asiático. Esse fato torna a região sobre o 
Índico uma zona anticlinal (de mais pressão), dispersando os ventos 
carregados de umidade. Nessa época do ano, as chuvas são torren-
ciais e causam gigantescas inundações no continente, que apresenta 
temperaturas menores que a área oceânica. No inverno do hemisfé-
rio norte, a situação se inverte: a zona de alta pressão é no continen-
te e a de baixa pressão, no oceano, fazendo com que os ventos secos 
do interior do continente soprem em direção ao oceano.
Correntes marítimas
As correntes marítimas circulam por todo o globo. Por terem características próprias de temperaturas, salinidade e 
pressão. Sua presença traz alterações significativas na temperatura do ar, onde elas estão. Assim, se a corrente for 
fria, haverá queda de temperatura na zona costeira. Por isso, em algumas áreas litorâneas dos continentes, surgem 
desertos. A corrente de Humboldt na costa chilena e peruana dá origem ao deserto de Atacama; e a corrente de 
Benguela é responsável pelo deserto do Kalahari, localizado na África Austral.
Correntes quentes, por sua vez, são carregadas de umidade e também influenciam o clima. A corrente do 
golfo ameniza o clima na Grã-Bretanha, no litoral da península escandinava e impede o congelamento do mar do 
Norte no inverno.
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13
Vegetação
A cobertura vegetal tem um papel importante na ques-
tão da absorção dos raios solares como também na irra-
diação dos mesmos. Quanto mais densa for a vegetação, 
mais dificuldade haverá para os raios solares chegarem 
à superfície e de seu calor ser absorvido e retido. A eva-
poração da água pelas folhas dos vegetais aumenta a 
quantidade de vapor na atmosfera. Assim, áreas como a 
floresta Amazônica, muito densas, têm maior quantida-
de de água em suspensão na atmosfera. Se a cobertura 
vegetal é retirada de uma determinada área, essa con-
dição primária altera-se e ocorre mais absorção de calor, 
com diminuição da quantidade de evaporação.
Sistemas atmosféricos
De todos os fatores do clima, os sistemas atmosféricos 
são preponderantes para explicar a dinâmica dos tem-
pos e dos climas. 
Você sabe o que são sistemas atmosféricos?
São sistemas formados basicamente pelas mas-
sas de ar, seus sistemas de circulação e suas frentes. 
As massas de ar são partes da atmosfera (gran-
de bolsões de ar) que se formam em região de relativa 
homogeneidade e estão em constante movimento, car-
regando as características de temperatura e de umidade 
de sua região de origem. 
Uma massa de ar é uma porção extensa e espessa 
da atmosfera – com milhares de quilômetros quadrados 
de extensão e até alguns quilômetros de espessura. A 
temperatura e a umidade são aproximadamente homo-
gêneas dentro dessa massa e serão determinadas pelas 
condições de temperatura, pressão e umidade da região 
onde ela se originou. As massas de ar deslocam-se, princi-
palmente, em função das diferenças de pressão atmosféri-
ca e do movimento de rotação da Terra.Apesar de não sentirmos seu peso, a atmosfera 
exerce uma grande pressão sobre nossos corpos. Numa 
visão simplificada, podemos comparar o ar com a água. 
Quanto mais fundo nós mergulhamos numa piscina ou 
oceano, maior será a pressão da água sobre nós – será 
sentida com mais intensidade pelos nossos ouvidos. Com 
o ar acontece a mesma coisa. Quanto mais alto estivermos 
na superfície da Terra, menor será a pressão do ar, e vice-
-versa. Ou seja, em Santos, a pressão atmosférica é maior 
que em São Paulo, por isso sentimos nossos ouvidos tam-
pados quando descemos a serra. Mas não é só a altitude 
que determina a pressão do ar; a temperatura é outro im-
portante componente. Simplificando mais uma vez, pode-
mos dizer que quanto mais quente é numa região menor 
será a pressão do ar naquele local, e vice-versa. 
As massas de ar sempre deslocam-se dos locais 
de mais pressão para os de menos pressão, o que pro-
duz o encontro delas. Nesse contato, elas não se mis-
turam: uma empurra a outra de tal forma que aquela 
que avança com mais intensidade faz com que a outra 
retroceda, impondo ao meio ambiente suas caracterís-
ticas e seus fatores climáticos. A zona de contato entre 
duas massas de ar diferentes recebe o nome de frente 
ou superfície frontal.
Frente fria
14
 § Frentes frias são os encontros de duas massas de ar, ambas frias, ou de uma fria e outra quente. Como a 
massa de ar frio é mais densa, portanto, mais pesada, ela obriga o ar quente a subir, provocando a formação 
de nuvens. Frentes frias deslocam-se no sentido polos-Equador e o deslocamento do ar faz-se das áreas de 
alta pressão (mais frias) para as áreas de baixa pressão (mais quentes).
 § Frentes quentes são os encontros de duas massas quentes ou de uma massa fria e outra quente, que 
empurra a fria. Esse fenômeno ocorre no sentido Equador–polos.
A passagem da frente fria provoca queda de temperatura, pois o ar aquecido é deslocado e em seu lugar 
permanece o ar frio. À medida que o ar esfria, diminui sua capacidade de conter vapor de água, ou seja, diminui 
seu ponto de saturação – referente à quantidade de vapor de água que o ar pode tolerar; quando ultrapassa essa 
quantidade, o vapor condensa e ocorrem as chuvas. A quantidade de vapor de água que o ar tolera antes de atingir 
o seu ponto de saturação vai depender da temperatura. Desse modo, maiores temperaturas significam maior ponto 
de saturação, e vice-versa. As frentes frias atuam diminuindo as temperaturas e, consequentemente, diminuindo o 
ponto de saturação da atmosfera, provocando a ocorrência de chuvas na sua passagem. Quanto às chuvas, as fren-
tes frias rápidas provocam precipitações do tipo “pancadas”, enquanto as frentes frias lentas provocam precipita-
ção de caráter contínuo. Nos mapas, as frentes frias são representadas por uma linha preta com pequenos picos.
Frente quente
A área de frente quente é mais extensa cuja passa-
gem, além de provocar aumento de temperatura, ocasiona 
intensa nebulosidade. Nos mapas, as frentes quentes são 
representadas por uma linha preta com “semicírculos”.
Jamais podemos confundir uma frente fria com 
uma massa de ar frio. Uma massa de ar traz consigo as 
características de sua região de origem. Caso tenha se 
formado nos polos, ela poderá ser bastante fria; se, nos 
trópicos, bastante quente. Uma frente fria é uma faixa 
de transição que separa duas massas de ar com carac-
terísticas meteorológicas diferentes, que geralmente é 
acompanhada de chuvas e trovoadas.
Nas zonas de baixas latitudes, próximo ao Equa-
dor, o ar aquecido pela radiação solar incidente expan-
de-o, tornando-o assim mais leve e possibilitando-lhe 
ascender para altas altitudes. Configura-se, dessa for-
ma, uma área receptora de ventos – zona ciclonal – 
com baixa pressão atmosférica. 
Pela variação da radiação solar na superfície da 
Terra, é possível ver células de baixa pressão ao longo 
do Equador, formadas pela vinda de ventos da região 
dos trópicos, os ventos alísios. Essa região, nas imedia-
ções da linha do Equador, para a qual são atraídos os 
alísios, forma-se a Zona de convergência intertropical 
(ZCIT), que varia sua área de atuação conforme as esta-
ções do ano. Na zona de convergência temos formações 
frequentes de tempestades. 
O ar aquecido na ZCIT, ao chegar em altas atitu-
des, perde calor e é direcionado para uma região com 
mais pressão atmosférica localizada nas proximidades 
dos trópicos – por volta das latitudes de 30º de am-
bos os hemisférios – em razão de sua pressão interna 
ter aumentado. Esses ventos correspondem aos ventos 
contra-alísios, que formarão diversas áreas de alta pres-
são nessa faixa latitudinal. Em razão disso, os ventos 
alísios e contra-alísios constituem um grande circuito 
15
de circulação atmosférica baseado nas diferenças de 
radiação solar, conhecido como célula de Hadley: nos 
primeiros, dominam as baixas altitudes; nos segundos, 
as altitudes mais elevadas. 
Além de originar os alísios, que sopram na dire-
ção do Equador, o ar das regiões tropicais movimenta-se 
também na direção das zonas temperadas, produzindo 
os ventos de oeste ou ocidentais. Na altura do paralelo 
60º, em ambos os hemisférios, aparece uma área de bai-
xa pressão, onde o ar oriundo dos trópicos encontra-se 
com o ar vindo dos polos e, por causa da sua tempe-
ratura mais alta, o dos trópicos sobrepõe-se ao polar, 
caracterizando um movimento ascensional. No outro ex-
tremo, o ar frio e denso das altas latitudes polares forma 
um centro de alta pressão em suas regiões originais e 
é atraído para as zonas de menos pressão das regiões 
temperadas. Surgem assim as massas polares.
Uma vez que há tendência das massas de ar 
igualarem-se às pressões das áreas equatoriais e das 
áreas polares, estabelece-se uma dinâmica atmosféri-
ca, ou seja, uma circulação geral de ar quente entre o 
Equador e os polos – pela alta troposfera – passando 
pelas zonas de médias latitudes. As áreas frias ou de 
alta pressão, como as polares, e as subtropicais ou de 
latitudes médias, são dispersoras de massas de ar e ven-
tos e recebem o nome de áreas anticiclonais. As áreas 
quentes ou de baixa pressão atmosférica, de baixa lati-
tude, como as equatoriais, são receptoras de massas de 
ar e ventos – pela superfície – e adquirem o nome de 
áreas ciclonais. 
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Zona ciclonal e zona anticiclonal.
Pressão atmosférica
Os ventos alísios sopram das altas pressões subtropicais 
(20º) e são bem definidos sobre os mares. Atingem sua 
intensidade máxima entre 10 e 15º N e S, no sentido 
horizontal, atingindo a altitude entre 16,5 mil e 19,8 
mil metros. Na convergência dos alíseos na ZCIT surgem 
áreas de calmarias. 
Cinturões de anticiclones de altas pressões (A) 
subtropicais – nas latitudes médias de 30º (entre 20º 
e 40º N e S) são semi estacionários quentes. No cen-
tro deles sopram ventos fracos e calmos. Essa área é 
conhecida como “latitude dos cavalos” (os galeões 
espanhóis jogavam esses animais ao mar, já que não 
podiam alimentá-los em razão das calmarias existentes 
na área).
Ilustração da pressão atmosférica no globo terrestre.
Adaptado de: SIMIELE, Marta Elena. 
Geoatlas. São Paulo: Ática, 1998.
16
Frentes Polares Ártica e Antártica, são faixas de transição ao longo dos 60º N e sul do Equador, resultantes 
da convergência dos ventos de Oeste (quentes e úmidos, que sopram anticiclones subtropicais, nas Zonas Tempe-
radas), com os ventos de leste (secos e frios provenientes das altas pressões polares).
Sobre as latitudes equatoriais, em torno de 66 mil metros de altitude, ocorre a circulação predominantesuperior do Oeste, com o retorno do ar tropical para os polos, feito em espiral: são contra-alíseos sobre latitudes 
médias de 5 e 15º.
Tipos de chuvas
Podemos avaliar o grau de umidade do ar em números. Basta dividir a quantidade de vapor contida em certo 
volume de ar pelo máximo valor admissível. A regra utilizada é: quanto mais alta a temperatura, mais moléculas 
de vapor de água é possível ter, cujo valor obtido será uma porcentagem que mede a umidade relativa do ar. Em 
Brasília, no inverno, umidade relativa do ar chega ao limite, 12%. O corpo humano é prejudicado pela falta de 
umidade. O inverso corresponde a 100%, quando o ar está saturado de umidade e, portanto, precipita. O ar, então, 
fica à beira de uma mudança em grande escala, pois é incapaz de admitir mais vapor.
Representação dos diferentes tipos de chuvas 
 § As chuvas convectivas ou de convecção (I) são típicas da região intertropical, principalmente na Zona 
Equatorial, e de verão, no interior dos continentes, devido às altas temperaturas. O calor do Sol esquenta 
o ar que tende a subir e a esfriar enquanto sobe. Assim, o vapor de água contido no ar esfria e precipita. A 
evaporação também é intensa; portanto, esse ar que sobe carrega muita umidade; se aumentar cada vez 
mais a quantidade de vapor no ar, aumenta também a instabilidade, isto é, o ar está à beira de atingir o 
ponto de saturação. A umidade elevada de tal forma atingirá níveis muito altos por volta das 15/16 horas, 
desencadeando tempestades e aguaceiros. Esta chuva manifesta-se intensamente e é de curta duração, algo 
como 10 minutos, e é fácil identificá-la, pois decorrem de nuvens brancas, densas e algodoadas, os cúmulos. 
Quando há muita umidade, o branco torna-se cinza-escuro e a nuvem ganha o nome de cúmulo-nimbo, que 
verterá sua carga de modo particularmente intenso, acompanhada de tormenta, raios e granizo. As chuvas 
são ditas de convergência porque as massas de ar sobem com a ajuda de ventos alísios, que convergem 
para as áreas equatoriais.
 § As chuvas frontais (II) são resultantes do encontro de duas massas de ar com características diferentes de tempe-
ratura e umidade. Desse choque, a massa de ar quente sobe e o ar esfria, aproximando-se do ponto de saturação, 
originando nuvens e, é claro, chuva. São do tipo chuvisco, a passagem de uma frente quente; e do tipo aguaceiro, 
de frente fria. Essas precipitações são típicas em áreas de baixa pressão, principalmente nas zonas dos trópicos 
ou temperadas, onde ocorrem o encontro das massas de ar polares com as massas de ar tropicais. Quando ocorre 
17
precipitação pelo ar frio procedente dos polos, caracteriza-se uma frente fria. Entretanto, também poderá ser cau-
sada por um processo oposto: uma frente quente e úmida que atropela massas de ar em região fria.
 § As chuvas orográficas ou de relevo (III) são as que derivam de uma subida forçada do ar, quando, no 
seu trajeto, apresenta-se uma cadeia de montanhas. Ao subir, o ar esfria, o ponto de saturação diminui, a 
umidade relativa aumenta e dá-se a condensação e, consequentemente, a formação de nuvens e chuva. 
Essas chuvas são frequentes nas áreas de relevo acidentado, ao longo de serras, de onde sopram ventos 
úmidos. A serra do Mar, em São Paulo, é um ótimo exemplo de obstáculo orográfico. 
Tufões e furacões
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Fonte: Concurso público de Montes Claros/MG. Disponível em: <www.infoesco-
la.com/meteorologia/tipos-de-chuvas/>. Acesso em: 3 jun. 2010.
Tempestades tropicais de grande magnitude são comuns no hemisfério Norte, no fim do verão e no começo do 
outono, quando ocorrem fortes mudanças no aquecimento das águas dos oceanos e nos continentes.
Trata-se de um fenômeno que se forma nas águas quentes (temperatura maior que 27 ºC) dos oceanos tro-
picais, apresentando temperaturas altas no seu interior e ventos de mais de 120 km/h girando em sentidos opos-
tos nos níveis próximos à superfície e em níveis altos, ou seja, a cerca de 12 km de altura. Esses sistemas de tem-
pestades desenvolvem-se de maneira circular e apresentam áreas com diâmetros que podem variar de 450 km a 
650 km. No centro, essas tempestades apresentam o “olho”, onde há ventos muito leves e praticamente não 
há nuvens.
18
No fim da década de 1990, o furacão Mitch de-
vastou a América Central e o sul dos Estados Unidos. A 
intensidade dos ventos desse furacão foi uma das maio-
res registradas nos últimos anos, provocando morte e 
destruição por onde passou.
A questão da terminologia é bastante diversa: 
o ciclone tropical recebe nomes regionais: Baguio, nas 
Filipinas; Kona, no Havaí; Willie-Willie, na Austrália; Hu-
racan, na América Central e no Caribe, que deu origem 
a furacão, em português e espanhol antigo, e hurricane, 
em inglês. Em Cuba, prefere-se o termo ciclon. No Pací-
fico Sul e Índico é chamado simplesmente de ciclone. No 
Pacífico Norte ocidental, tufão. Pela tradição da área do 
Atlântico Norte, no Atlântico Sul seria mais adequado 
o termo furacão, aceitando-se como sinônimo ciclone, 
desde que subentendida a variedade tropical.
O Planeta vem sofrendo profundas e dramáticas 
mudanças climáticas há milhões de anos. Alguns fenô-
menos, como o das glaciações, parecem cíclicos.
Atualmente, podemos destacar fenômenos natu-
rais que também alteram o clima do planeta, embora em 
uma escala muito menor do que os registrados no passa-
do. São fenômenos que vêm sendo estudados de forma 
exaustiva, mas ainda sabemos pouco sobre suas causas.
Talvez o mais conhecido deles seja o El Niño, 
que, depois de destacado, pôde explicar a intensificação 
de algumas “catástrofes naturais”, como mudanças no 
regime de chuvas em diversas regiões do globo, que tra-
zem enchentes, secas etc.
El Niño
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As áreas em vermelho representam regiões quentes, onde ocorre o fenô-
meno do El Niño.
De tempos em tempos, as águas equatoriais do Pacífico 
aquecem de maneira anormal, resultando no aparecimen-
to do fenômeno El Niño que altera profundamente o clima 
em escala planetária. Esse aquecimento manifesta-se nos 
meses de setembro/outubro. Em dezembro, essa porção de 
água oceânica aquecida chega à costa peruana. Pelo fato 
de esse fenômeno ocorrer na costa da América do Sul na 
época do Natal, recebeu o nome de Menino Jesus, El Niño. 
Para os pescadores peruanos, sua ocorrência é 
um grande problema, pois o aquecimento das águas 
não permite que haja ressurgência e, consequentemen-
te, diminui a piscosidade na corrente de Humboldt que 
margeia a costa do Chile e do Peru.
O El Niño é responsável por alterações climáticas 
em várias partes do mundo. Apesar disso, as causas que 
levam ao seu aparecimento ainda são desconhecidas. 
Diversas hipóteses, incluindo algumas mirabolantes, já 
tentaram explicar o fenômeno sem resultado.
Em 1982, ocorreu a manifestação mais forte já re-
gistrada, tendo sido divulgada com grande alarde pela mí-
dia. Em 1983, as temperaturas chegaram a 5,1 ºC acima 
dos níveis normais nas águas do oceano Pacífico. Estudos 
mais recentes apontam que a manifestação de 1972-
1973 foi mais ativa que a do começo da década de 1980; 
Em outubro de 1997, registrou-se novamente 
o aquecimento das águas equatoriais do Pacífico. Em 
1998, ela se apresentava 4 ºC acima dos níveis normais. 
O El Niño estava de volta com bastante força.
Por causa dele, algumas regiões do planeta 
voltaram a ter o seu regime de chuvas muito alterado. 
Fortes estiagens e muito calor castigaram os Estados 
Unidos, o sudeste da África, a Indonésia, a Austrália e a 
América Central. Por outro lado, índices pluviométricos 
muito acima do normal provocaram enchentese preju-
ízos para a lavoura nos países europeus do Mediterrâ-
neo, no oeste da Índia e no sul do Brasil. 
No Brasil, os efeitos de El Niño foram sentidos 
em diferentes regiões. O Nordeste foi flagelado por uma 
forte seca, enquanto o Rio Grande do Sul enfrentava 
enchentes. Na úmida região Norte choveu muito me-
nos do que o esperado, propiciando o aparecimento de 
grandes incêndios, como o que devastou 15% do esta-
do de Roraima. 
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El Niño e seus efeitos sobre o clima.
La Niña
La Niña também é um fenômeno cíclico, cuja manifesta-
ção opõe-se a do El Niño. Acontece quando ocorre um 
resfriamento maior que o normal das águas do Pacífico, 
num prazo, em média, a cada dois ou sete anos, e pode 
durar aproximadamente um ano.
Em 1998, os cientistas apontaram um decrésci-
mo de 1,9 ºC na temperatura da superfície das águas 
equatoriais no Pacífico, indicação de enfraquecimento 
do El Niño e da atividade do La Niña.
No Brasil, La Niña alterou o regime de chuvas 
nordestino e provocou uma primavera atípica na Região 
Sudeste, com índices pluviométricos maiores do que a 
média nesse período e temperaturas mais baixas que o 
normal provocadas pela sucessão de dias nublados ou 
chuvosos. As áreas em azul representam regiões frias, 
onde ocorre o fenômeno do La Niña.
Nos Estados Unidos, o inverno foi um dos mais 
rigorosos com temperaturas negativas recordes. A Eu-
ropa também sentiu seus efeitos: tempestades de neve 
alastraram-se pelo continente, provocando avalanches 
nos Alpes austríacos, além de atingir regiões onde rara-
mente neva, como em Paris, na França. 
Os estudos mais recentes desse fenômeno indi-
cam que não há padrões regulares nas consequências 
causadas por La Niña: há variações nos regimes de chu-
vas para mais ou para menos.
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La Niña e seus efeitos sobre o clima.
os grandes Climas do planeta
Distribuição dos tipos climáticos no mundo.
Fonte: <cmpa=2011.omeuforum.net/t14-clima-e-vegetação>.
21
O deslocamento das massas de ar formadas na dinâmica da circulação atmosférica é responsável pela ocorrência 
simultânea de diversos tipos de tempo atmosférico no planeta. Como as massas de ar não são um elemento es-
tático, os tempos obtidos de sua atuação, também não. Apesar disso, a repetição de determinados tipos de tempo 
atmosférico permite a identificação de grandes climas terrestres.
Clima equatorial
Tipo de clima localizado entre 5º N e 5º S, ou seja, muito próximo 
da linha do Equador. As principais áreas de ocorrência são as bacias 
do Congo e do Amazonas, ilhas do sudeste Asiático e ainda da costa 
oriental da América Central.
As temperaturas médias anuais situam-se entre 24 ºC e 27 ºC, 
e a temperatura média mensal é sempre superior a 18 ºC – o Sol 
anda sempre muito próximo do zênite, ponto mais alto na abóbada 
celeste. A amplitude térmica anual é inferior a 4 ºC, ou seja, as osci-
lações são mínimas.
As chuvas são abundantes o ano todo. Num mês, raramente 
são inferiores a 60 mm. São chuvas de convecção, ou seja, oriundas 
do ciclo da água.
Clima tropical
A área de ocorrência encontra-se 5º e 30º N e S, destacando-se par-
tes da Venezuela e da Colômbia, interior do Brasil, Sudão, porção 
oriental da África, parte da África do Sul, Norte da Austrália e regiões 
da América Central. Suas temperaturas são constantes e elevadas 
ao longo do ano, visto que o Sol se encontra quase sempre próximo 
do zênite. Por isso, a duração dos dias e das noites não varia muito 
ao longo do ano. A amplitude térmica anual é superior a do clima 
equatorial, oscilando entre 15 ºC e 20 ºC.
As chuvas são essencialmente de origem convectiva. No en-
tanto, nas regiões montanhosas são comuns chuvas de origem oro-
gráfica cujos totais anuais e mensais chegam a atingir valores muito 
elevados; por exemplo, no norte da Índia, numa localidade chamada 
Cherrapunji, a media anual é de 11,4 mil mm, e em um único mês 
foram registrados 9,3 mil mm. Situação semelhante verifica-se nas 
serras próximas do litoral brasileiro. Mesmo assim, de maneira geral, 
as chuvas anuais nas áreas tropicais ainda são menores que nas re-
giões equatoriais. 
O clima tropical caracteriza-se genericamente pela existên-
cia de duas estações ou períodos: a estação mais úmida e a esta-
ção seca.
22
Clima desértico
A área de ocorrência mais comum situa-se entre os 15º e 45º N e S, 
coincidindo com as faixas tropicais. São destaques o norte do Méxi-
co, o sudoeste dos EUA, todo o norte da África, a Arábia, o Irã, o Pa-
quistão, o interior da Austrália, o sudoeste da África do Sul e a faixa 
formada por Peru e Chile.
As temperaturas sofrem grandes oscilações ao longo do dia, 
superiores a 30 ºC, em função da pequena capacidade do solo de re-
ter o calor. As temperaturas médias mensais são elevadas, situando-
-se acima dos 35 ºC. As chuvas são fracas ou inexistentes, sendo 
normalmente inferiores a 150 mm por ano. A precipitação ocorre 
sempre de forma localizada, com aguaceiros irregulares. Pode ser 
desastrosa, visto que, como não há vegetação, o escoamento é muito 
rápido e pouco proveitoso, formando-se torrentes de lama. A maior 
parte da água que cai evapora em seguida.
A aridez, reforçada pela presença de correntes frias que forne-
cem pouquíssima umidade para os litorais, é a principal característica 
do clima desértico.
Clima mediterrâneo
Sua área de ocorrência está entre 0º e 40º N e S, destacando-se a 
bacia do Mediterrâneo, a Califórnia, o Centro do Chile, o sul da África 
do Sul e sul da Austrália 
As temperaturas são elevadas durante a maior parte do ano, 
chegando à média de 22 ºC anuais. No inverno, porém, as tempera-
turas são suaves. A amplitude térmica anual não é significativa e fica 
próxima dos 15 ºC, mas a média do mês mais frio nunca é inferior 
a 5 ºC. 
As chuvas ocorrem principalmente nos meses de outono e 
inverno, e a precipitação tem origem frontal associada à passagem 
das frentes frias. O total anual de precipitação é superior a 500 mm, 
mas é inferior a 200 mm (média). 
Podemos afirmar que esse clima tem como características ge-
rais um verão quente, seco e prolongado e um inverno suave, chu-
voso e curto. 
23
Clima temperado continental
A principal área de ocorrência está entre 35º e 45º N, no interior dos 
continentes, em especial no nordeste e norte dos EUA, interior da 
Península Balcânica, norte da China, interior da Coreia e do Japão e 
toda a parte centro-leste da Europa. 
As temperaturas médias anuais são inferiores à do clima tem-
perado oceânico ( ±10 ºC). A temperatura média do mês mais quente 
ultrapassa os 22 ºC e a média do mês mais frio é inferior a 0 ºC, que 
significa considerável amplitude térmica anual.
A a pluviosidade é baixa, se comparada à do clima temperado 
oceânico. Nas regiões montanhosas é ligeiramente mais elevada. As 
maiores precipitações concentram-se nos meses de verão, de origem 
convectiva, e no inverno, sob forma de neve.
Clima temperado oceânico
A área de ocorrência se encontra entre 40º 65º N e S, com destaque para 
toda a parte atlântica da Europa, do norte da Espanha até o sul da Es-
candinávia, o litoral sul do Chile, extremo sul da Austrália, Nova Zelândia 
e Tasmânia, litoral noroeste dos EUA e litoral sudoeste do Canadá. As 
temperaturas médias anuais estão em torno de 20 ºC e a amplitude tér-
mica anual é considerável, embora diminuída pela proximidade do mar, 
que funciona como elemento de equilíbrio térmico. Essas temperaturas 
baixas são amenizadasna costa atlântica europeia porque o calor da 
corrente marítima do golfo diminui o impacto do frio na região.
As chuvas, geralmente de origem frontal, são abundantes du-
rante todo o ano. Não há meses secos. A elevada nebulosidade é 
característica, em função da alta umidade do ar.
Clima subpolar
A área de ocorrência situa-se entre 55º e 65º N, onde estão a Suécia, 
a Finlândia, o norte da Rússia (Sibéria), o Alasca e grande parte do 
Canadá. Faz a transição do clima continental frio para o clima polar. 
As temperaturas médias anuais são muito baixas, e a média do mês 
mais quente não supera os 10 ºC; nos meses mais frios essa média 
pode atingir –30 °C. As chuvas são escassas e a maior parte das 
precipitações ocorre sob forma de neve ao longo do ano.
24
Clima polar
Esse clima está presente nas latitudes mais elevadas, tanto ao norte 
quanto ao sul do planeta. As principais áreas de ocorrência são o 
norte da Sibéria, Alasca, Canadá, toda a Groenlândia, a maior parte 
da Islândia e a Antártida. As temperaturas são sempre muito baixas, 
não há uma estação quente. A média do mês mais quente não chega 
a 10 ºC, e a média do mês mais frio é muito inferior a 0 ºC. A média 
anual é a mais baixa de todo o mundo. No período que corresponde 
ao verão, o aquecimento do ar é prejudicado pela inclinação dos 
raios solares, que diminuem a superfície de insolação na região. As 
chuvas inexistem, e as precipitações ocorrem sob forma de neve.
Clima frio de montanha ou clima de altitude
A área de ocorrência desse clima está nas regiões de grande altitude das cadeias montanhosas. Todas as precipita-
ções ocorrem sob forma de neve, e as temperaturas chegam, nos pontos mais frios, a –30 ºC; durante o verão não 
chegam a 10 ºC. o principal fator que determina o frio é o ar rarefeito, em função da altitude.
Nas regiões dos picos, a superfície inclinada não é favorável a um aquecimento homogêneo nem à retenção 
de calor. Assim, a irradiação do calor é bem menor nessas regiões.
25
Classificação climática de Strähler
O norte-americano Arthur Strähler usa os conhecimentos sobre a circulação geral da atmosfera para classificar os 
climas. Ele reconhece a importância do mecanismo das massas de ar e das frentes na caracterização dos tipos de 
clima. Por isso, sua classificação é denominada dinâmica. 
Para ele, os principais tipos de climas são:
 § Climas das latitudes baixas: influenciados por massas de ar quente. 
 § Climas das latitudes médias: influenciados por massas de ar tropicais e polares. 
 § Climas das latitudes altas: influenciados por massas de ar polares. 
Conheça os vários subtipos em que se dividem cada um desses tipos climáticos, observando o mapa. 
O clima da Terra: classificação de Strähler
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Classificação climática de Koppen
O geógrafo russo Vladimir Köppen adota a climatologia tradicional, chamada de analítica, porque considera se-
paradamente os principais elementos que caracterizam os principais tipos de clima, como chuvas e temperatura. 
Recebeu muitas críticas porque, além de não considerar o mecanismo das massas de ar, sua classificação adota um 
sistema de letras maiúsculas e minúsculas, que exige a aquisição de uma nova linguagem ou código. 
Os climas do mundo são divididos em cinco grandes climáticos, representados por letras maiúsculas: tropi-
cais úmidos (A), secos (B), mesotérmicos (C), microtérmicos (D) e polares (E). 
Os subgrupos são diferenciados pela quantidade de chuvas, à exceção dos climas polares. São representa-
dos com letras minúsculas e algumas maiúsculas. As subdivisões são definidas pela temperatura e representadas 
sempre com letras minúsculas. Assim, por exemplo, um clima do tipo Cwa é mesotérmico úmido, com chuvas de 
verão e verão quente.
26
27
e.o. teste i
 1. Observe o gráfico para responder à questão. 
Distribuição das temperaturas duran-
te o ano em três áreas do globo.
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A leitura do gráfico permite afirmar que 
a linha:
a) I é típica de áreas temperadas, como a cida- 
de do México, por exemplo. 
b) I caracteriza o ritmo anual do clima tropical 
de altitude, como Campos do Jordão. 
c) II é típica de áreas tropicais litorâneas, como 
Santiago do Chile, por exemplo. 
d) III caracteriza o ritmo anual do clima sub- 
tropical, como Buenos Aires. 
e) III é típica de áreas equatoriais, como Ma- 
naus, por exemplo. 
 2. Observe o climograma.
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A análise do climograma nos permite afir-
mar que os dados foram coletados em um 
lugar de clima: 
a) temperado continental, com acentuadas am-
plitudes térmicas anuais, no hemisfério nor-
te.
b) tropical de altitude, com invernos bem acen- 
tuados, no hemisfério norte. 
c) mediterrâneo, com invernos suaves e chuvo- 
sos, no hemisfério norte.
d) equatorial, com regularidade na distribuição 
anual das chuvas, no hemisfério sul.
e) monçônico, com chuvas torrenciais no ve-
rão, no hemisfério sul.
 3. Analise o mapa que representa uma anoma- 
lia climática:
corrente quente corrente fria
Regiões mais
 quentes
que o normal
Regiões mais úmidas
 que o normalOceano
Pacífico
 Oceano
Atlântico
Trópico de Câncer
Equador Água
 quente
aquecida
Regiões
mais
úmidas
que o
normal
Trópico de
Capricórnio
Corrente de
 Humboldt
 Regiões mais
secas que o normal
Oceano
Índico
(David Blanchon. Atlas Mondial de I’eau. Paris: Autrement, 2013. p. 20. Adaptado) 
Com base nos conhecimentos sobre a dinâ-
mica climática mundial, pode-se concluir 
que se trata: 
a) da presença de La Niña no oceano Pacífico.
b) de mudanças provocadas pelo aquecimento 
global.
c) da ocorrência de furacões no oeste do conti- 
nente americano.
d) do fenômeno El Niño e suas consequências. 
e) de alterações na circulação dos ventos alísios.
 4. (Unes) Durante os meses de julho e agosto, 
período em que as temperaturas se elevam 
significativamente, amanhece mais cedo e o 
Sol se põe apenas por volta das 22 horas. As-
sim, das 24 horas do dia, o local permanece 
iluminado por pelo menos 18 horas, e a noi-
te torna-se apenas um fenômeno passageiro. 
Considerando conhecimentos geográficos so-
bre a incidência dos raios solares no planeta 
ao longo das diferentes épocas do ano, é cor-
reto afirmar que o local abordado no texto 
está representado no mapa pelo número:
3
2
1
4
5
0 3500 7000
km
a) 5.
b) 2.
c) 1.
d) 4.
e) 3.
28
 5. (Unicamp) O esquema abaixo representa a 
entrada de uma frente fria, uma condição 
atmosférica muito comum, especialmente 
nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Sobre 
esta condição é correto afirmar que:
 
km
10
5
0
frente fria
ar quente em ascenção
Cumulonimbus
Massa de ar quente
Massa de ar frio
400km
estaticog1.globo.com
a) É típica de inverno, quando massas frias 
atravessam essas regiões, provocando ini-
cialmente uma precipitação e, na sequência, 
queda da temperatura e tempo mais seco.
b) Trata-se da chegada de uma massa quente, 
que ocorre tanto no verão quanto no inver-
no, provocando intensas chuvas, sendo co-
muns a ocorrência de tempestades e o au-
mento significativo na temperatura.
c) O contato entre as massas de ar indica fortes 
chuvas, de tipo orográficas, que permane-
cem estacionadas num mesmo ponto duran-
te vários dias. 
d) As precipitações de tipo convectivas ocor-
rem especialmente nos meses de verão, sen-
do comum a ocorrência de chuvas de granizo 
no final da tarde. 
 6. (Fuvest) Considere as afirmativas, o mapa, o 
gráfico e a imagem das casas semissoterra-
das, na China, para responder à questão. 
TEMPESTADES DE AREIA
VISIBILIDADE> 10km
1 - 10km
0,5 - 1km
< 0,5 km
áreas não
afetadas
linha do
litoral
MONGÓLIA
Deserto de Gobi
Pequim
CHINA
Oceano
Pacífico
0 240 km
PRECIPITAÇÃO ATMOSFÉRICA
 NA REGIÃO DE PEQUIM
média nos períodos (mm)
500
480
460
440
420
400
1970 - 1972 1981 - 1991 1999 - 2008
Science & Vie. Climat 2009.
Science & Vie. Climat 2009.
I. Tempestades de areia que têm atingido 
Pequim nos últimos anos relacionam-se a 
ventos que sopram do deserto de Gobi em 
direção a essa cidade. 
II. A baixa pressão atmosférica predomi-
nante sobre o deserto de Gobi é respon-
sável pela formação de ventos fortes 
nessa região.
III. A diminuição de índices de precipita-
ção atmosférica na região de Pequim e o 
avanço de terras cobertas por areia são 
indícios de um processo de desertificação. 
IV. A grande região desértica asiática, da 
qual faz parte o deserto de Gobi, liga-se à 
macrorregião formada pelos desertos do 
Saara e da Arábia.
Está correto o que se afirma em: 
a) I e II, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I, III e IV, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
 7. (Unesp)Leia os textos. 
Em países como Bélgica, França e Portugal 
a temperatura chegou à casa dos 40 °C e a 
população precisou buscar maneiras de se re-
frescar. Parques, especialmente aqueles com 
fontes, têm sido o destino de muitos mora-
dores. A idosos e crianças tem sido recomen-
da-do não sair às ruas nos horários de calor 
mais intenso para evitar problemas de saúde. 
(www.terra.com.br, julho de 2010. Adaptado.) 
A onda de frio na Europa já matou 28 pes-
soas. A nevasca que atinge do Reino Unido à 
Lituânia suspendeu milhares de voos e pre-
judicou as viagens de trens. Estradas estão 
bloqueadas. Na Polônia, os termômetros che-
garam a registrar –33 °C. 
(www.g1.com.br, dezembro de 2010.) 
O tipo climático onde tradicionalmente se 
verifica essa grande variação de temperatura 
entre as estações do ano é o: 
a) equatorial. 
b) tropical. 
c) semiárido. 
d) polar. 
e) temperado. 
29
 8. Considere os climogramas a seguir. 
Cidade I
35
30
25
ºC
600
400
200
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Mês
m
m
Tmin(ºC) Tmax(ºC) Prec(mm)
Jornaldo
Tempo
Cidade II
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Mês
Tmin(ºC) Tmax(ºC) Prec(mm)
35
30
25
20
15
ºC
600
400
200
m
m
0
Jornaldo
Tempo
(http://jornaldotempo.uol.com.br/previsãodotempo.html/brasil/)
Os dados climatológicos representam uma 
média do período entre 1961 e 1990. A lei-
tura e a interpretação dos climogramas per-
mitem afirmar que a cidade I: 
a) sofre os efeitos da continentalidade, o que 
não ocorre com a cidade II. 
b) está localizada em mais baixa latitude que a 
cidade II.
c) apresenta maior altitude que a cidade II. 
d) situa-se junto ao mar, o que não ocorre com 
a cidade II. 
e) sofre mais os efeitos dos ventos alísios do 
que a cidade II. 
 9. Responda à questão com o apoio das classifi-
cações climáticas apresentadas a seguir. 
geografia/professor.bio.br
Apesar de saber que toda classificação é uma 
simplificação grosseira da realidade, do pon-
to de vista didático ela possui um papel im-
portante, já que permite um entendimento 
sistemático do fenômeno classificado. No 
presente caso, comparando-se as duas classi-
ficações, podemos afirmar que a de: 
a) Koppen é mais antiga do que a de Strahler; 
no entanto, esta última é mais descritiva e 
menos dinâmica. 
b) Koppen é estático-descritiva, pois se baseia 
na distribuição das chuvas e temperaturas, 
enquanto a de Strahler apoia-se na dinâmica 
das massas de ar e de suas frentes.
c) Koppen baseia-se nas quantidades e dis-
tribuição das chuvas e menospreza a dis-
tribuição das temperaturas, enquanto a de 
Strahler considera os dois elementos como 
importantes. 
d) Strahler fundamenta-se na distribuição e 
quantidade das chuvas e temperaturas e 
Koppen baseia-se na dinâmica da circulação 
atmosférica. 
e) Strahler e Koppen enfatizam as variações do 
tempo atmosférico, decorrentes da natureza 
das massas de ar. No entanto, a classificação 
de Koppen é mais detalhada. 
 10. (Unesp) O mapa adiante ilustra a localização 
de duas cidades paulistas: São Paulo e Cam-
pos do Jordão.
<geografia/professor.bio.br>
O Regime térmico apresentado por estas 
duas cidades contraria a regra geral, segun-
do a qual as temperaturas são menores nas 
latitudes mais altas. Tal fato é explicado pela 
influência da:
a) maritimidade. 
b) longitude. 
c) altitude. 
d) latitude. 
e) pluviosidade.
e.o. teste ii
 1. (Unesp) Observe a tabela. 
Europa: médias de temperatura em 
janeiro e julho (inverno e verão) 
Cidade
Média de tem-
peratura (ºC) 
em janeiro
Média de 
temperatura 
(ºC) em julho
Copenhague 0,0 16,0
Berlim 2,3 26,6
Atenas 10,8 29,4
Dublin 4,5 15,5
Reikjavik –0,4 11,2
Bucareste 2,8 23,7
Madri 4,5 24,0
30
Cidade
Média de tem-
peratura (ºC) 
em janeiro
Média de 
temperatura 
(ºC) em julho
Kiev –6,1 20,4
Liubliana 1,0 20,5
(Calendário Atlante de Agostini, 2001.)
Assinale a alternativa que contém o nome 
atribuído à variação verificada entre as duas 
séries de dados e as localidades que apresen-
tam a maior e a menor variação.
a) Variação climática; Liubliana e Atenas. 
b) Amplitude térmica; Kiev e Dublin. 
c) Mudança climática; Bucareste e Copenhague.
d) Amplitude térmica; Berlim e Reikjavik. 
e) Variação climática; Madri e Atenas. 
 2. (Unifesp) “Na zona costeira e litorânea ce-
arense, a dinâmica atual é caracterizada 
pela ocorrência de precipitações elevadas, 
em torno de 800 e 1500 mm anuais na faixa 
litorânea, e entre 750 e 1000 mm na área 
costeira mais interiorizada. (...) A penetra-
ção de massas de ar úmidas no estado (...) 
concentra-se largamente no primeiro semes-
tre do ano. Tal fato confere a muitos setores 
costeiros e litorâneos um comportamento 
tendendo a aridez durante o segundo semes-
tre do ano.” 
(Sales, 2006.) 
A oscilação pluvial a que se refere o texto 
está relacionada à Zona de Convergência In-
tertropical que, no segundo semestre: 
a) permanece estacionada no Ceará.
b) migra para o Hemisfério Norte.
c) penetra no Ceará. 
d) migra para o sul do país. 
e) desvia para o litoral de Pernambuco. 
 3. (Unifesp) No Brasil, anomalias climáticas, 
como o aumento exagerado da incidência 
pluviométrica combinado à ausência de pre-
cipitação nos meses de setembro e outubro, 
ocorrem, respectivamente, nas regiões: 
a) Sul e Norte do país, devido ao aquecimento 
do oceano Pacífico. 
b) Sul e Sudeste do país, devido ao resfriamen- 
to do oceano Atlântico. 
c) Centro-Oeste e Sudeste do país, devido à pe- 
netração da Massa Polar. 
d) Norte e Nordeste do país, devido às emissões 
de gases de efeito estufa. 
e) Nordeste e Centro-Oeste do país, devido ao 
recuo da Massa Tropical Atlântica. 
 4. (Fuvest)
Adap. Ferreira, 2000.
Os climogramas I e II correspondem, res-
pectivamente, às áreas assinaladas no mapa 
com as letras: 
a) A e B. 
b) A e D. 
c) B e C. 
d) C e D. 
e) D e A. 
 5. (UFSCar) Os climogramas referem-se a três 
localidades de diferentes partes do mundo.
w
w
w
.k
lic
ke
du
ca
ca
o.
co
m
.b
r/
si
m
ul
ad
os
31
A sua análise permite afirmar que: 
a) na localidade I, o inverno apresenta grande pluviosidade, sendo característico do clima mediterrâneo. 
b) nas localidades II e III, a amplitude térmica é pequena, característica de climas equatoriais.
c) a menor amplitude térmica está na localidade II e a maior amplitude pluviométrica está na localidade I. 
d) o pequeno volume pluviométrico do inverno, na localidade III, caracteriza o clima monçônico.
e) os climogramas das localidadesI e II referem-se a climas do hemisfério norte e o climograma da loca-
lidade III, o clima do hemisfério sul.
 6. (PUC-RS) Analise os climogramas abaixo, que representam os principais domínios climáticos bra-
sileiros, e preencha os parênteses com a legenda correspondente.
( ) tropical
( ) subtropical
( ) equatorial
( ) tropical semiárido
A numeração correta, de cima para baixo, é 
a) 1 – 2 – 4 – 3
b) 1 – 3 – 4 – 2
c) 2 – 3 – 1 – 4
d) 2 – 4 – 1 – 3
e) 3 – 1 – 2 – 4
 7. O “fenômeno Catarina”, instabilidade atmosférica que causou destruição no litoral sul de Santa 
Catarina e norte do Rio Grande de Sul, entre os dias 27 e 28 de março de 2004, animou o debate 
sobre a interpretação de fenômenos atmosféricos em áreas oceânicas. Sobre tais fenômenos, assi-
nale a opção correta.
a) Entende-se por furacão as tempestades que se formam em oceanos de águas temperadas e frias, em 
pontos de baixa pressão atmosférica.
b) A baixa latitude do local de formação do “fenômeno Catarina”, associada à presença de correntes ma-
rítimas frias, possibilitou a formação de um ciclone tropical. 
c) A circulação das águas oceânicas no Atlântico sul, no sentido horário, gera a ocorrência de zonas de 
instabilidade climática, propícias à formação de ciclones. 
d) A alteração da temperatura das águas oceânicas, em decorrência do fenômeno “La Niña”, possibilitou 
a formação de áreas anticiclonais, com ventos de grande velocidade.
e) O fenômeno, independentemente de ser classificado como furacão, apresentou ventos fortes e tempes-
tades, sendo sua ocorrência mais comum nas áreas tropicais do Atlântico norte. 
32
 8. (Fuvest) A diversidade de vegetação que 
acontece em cada um dos sistemas indicados 
no mapa se dá principalmente em relação às 
diferenças de 
Fonte: Adapt. HUDSON, 1999 
Fonte: Adapt. HUDSON, 1999 
a) continentalidade. 
b) longitude. 
c) maritimidade. 
d) idade geológica. 
e) altitude. 
 9. “Fenômeno de origem complexa e ainda 
obscura. Suspeita-se de um componente an-
-tropogênico, quantificado pelo aumento da 
concentração na atmosfera de gases, como 
o CO2, da queima de combustíveis fósseis, 
além da emissão espontânea de metano no 
processo digestivo de vários mamíferos.” 
Fonte: “Folha de S. Paulo”, Mais, 21/09/2003, p. 5. 
O texto refere-se ao problema: 
a) do aquecimento global. 
b) do buraco na camada de ozônio. 
c) das chuvas ácidas. 
d) das correntes marítimas. 
e) das ilhas de calor. 
 10. (Unesp) Em classificação da Unesco (2003) 
sobre a disponibilidade mundial de água per 
capita, dentre as áreas mais pobres figuram 
o Kuwait com 10 m3/habitante e Emirados 
Árabes Unidos com 58 m3/habitante. Assina-
le a alternativa que contém o tipo climático 
e as características da precipitação respon-
sáveis pela disponibilidade de água nesses 
países.
a) Árido frio e seco; precipitação escassa e con-
centrada. 
b) Tropical quente e seco; precipitação baixa e 
bem distribuída. 
c) Equatorial quente e seco; precipitação eleva- 
da e mal distribuída. 
d) Desértico quente e seco; precipitação escas- 
sa e mal distribuída. 
e) Monçônico frio e seco; precipitação escassa e 
concentrada. 
e.o. teste iii 
 1. (Fuvest) A tabela adiante indica os valores 
médios anuais de temperatura e precipita-
ção em localidades litorâneas situadas em 
latitudes equivalentes, porém em margens 
opostas do Oceano Atlântico. 
As diferenças climáticas observadas expli- 
cam-se, nessa faixa, devido, principalmente: 
América do Sul África
latit.
(Sul)
temp.
 (ºC)
precip.
(mm)
 Recife
 (Brasil)
 08º03’ 26,6 2.457
 Santos
 (Brasil) 23º56’ 23,8 2.080
 Luanda
 (Angola)
latit.
(Sul)
temp.
 (ºC)
precip.
(mm)
 08º49’ 23,5 376
 Swakop-
 mundi
(Namíbia)
 22º07’ 15,1 20
geografia/professor.bio.br
a) à América do Sul ser banhada por correntes 
frias e apresentar litoral montanhoso. 
b) à América do Sul ser banhada por correntes 
quentes e a África por correntes frias. 
c) à África ser afetada por correntes oceânicas 
irregulares do tipo “El Niño”.
d) à existência de contrastes de longitude e de 
salinidade das águas. 
e) às alternâncias sazonais de correntes frias e 
quentes na costa africana.
 2. (Fuvest) Considere as características a seguir:
 § Temperaturas médias superiores a 18°C 
com diferenças sazonais marcadas pelo 
regime de chuvas. 
 § Amplitude térmica anual inferior a 6°C. 
 § Circulação atmosférica controlada por 
massas equatoriais e tropicais. 
 § Regimes fluviais dependentes, basicamen-
te, do comportamento da precipitação. 
 § Paisagens vegetais dominantes: florestas 
latifoliadas e savanas. 
Tais feições ocorrem, predominantemente, 
em regiões: 
a) extratropicais de média latitude e elevada 
altitude. 
b) intertropicais de baixa latitude e modesta 
altitude. 
c) temperadas com forte influência dos oceanos. 
d) de planícies inundáveis de alta latitude. 
e) litorâneas de qualquer latitude. 
33
 3. (Unesp) Observe o mapa do continente africano. 
Corrente das Canárias
Corrente de Benguela
0º
Equador
Corrente AgulhasClima
Equatorial
Tropical
Tropical de altitude
Semi-árido
Árido ou desértico quente
Mediterrâneo
Corrente fria
Corrente quente
www.estudantes.com.br
Assinale a alternativa que explica por que a 
distribuição das paisagens climatobotânicas 
praticamente se repete ao norte e ao sul da 
linha do Equador. 
a) Atuação das correntes marítimas. 
b) Posição latitudinal. 
c) Formação geológica. 
d) Disposição do relevo em planaltos cristalinos 
e sedimentares. 
e) Distribuição pluviométrica irregular. 
 4. (Fuvest) O rali Paris-Dacar é a maior e mais 
difícil prova da categoria no mundo. Em 
2001, teve sua largada no dia 1ª de janei-
ro, em Paris (49°N), e terminou em 21 de 
janeiro, em Dacar (15°N). Os participantes 
cruzaram a França, Espanha, Marrocos, Mau-
ritânia, Mali e Senegal, em um percurso de 
10.739 km. 
Assinale a alternativa que representa carac-
terísticas climáticas das regiões percorridas, 
durante a prova.
 5. (Unesp)De modo geral, os espaços geográfi-
cos cujo clima é influenciado pela maritimi-
dade apresentam 
a) menor amplitude térmica anual. 
b) chuvas escassas e mal distribuídas durante 
o ano.
c) maior amplitude térmica anual. 
d) menor quantidade de dias chuvosos e de ne- 
voeiro. 
e) chuvas escassas concentradas no inverno.
e.o. dissertativo
 1. (Unesp) Analise o gráfico.
 Evolução da temperatuda média do globo
fim da era
 glacial
18
17
16
15
14
13
12
10000 8000 6000 4000 2000 0 2000
d.C.
te
m
pe
ra
tu
ra
 m
éd
ia
 (
ºC
)
(Jurandyr L. Sanches Ross (org.) Geografia do Brasil, 2001. Adaptado.)
Considerando as relações existentes entre 
condições climáticas, dinâmica hidrológica 
e distribuição dos biomas no planeta, faça 
uma comparação do nível médio dos ocea-
nos e da distribuição das florestas tropicais e 
equatoriais nos momentos em que a tempe-
ratura média do planeta alcançou um ponto 
de mínimo e de máximo no período destaca-
do pelo gráfico. 
Assinale a alternativa que representa carac-
terísticas climáticas das regiões percorridas, 
durante a prova. 
 2. (Unicamp) O mapa abaixo indica a ocorrên-
cia de queda de neve na América do Sul. Ob-
serve o mapa e responda às questões.
Áreas de Precipitação de Neve
 na América do Sul
Equador
Trópico de
Capricórnio
área de ocorrência de
precipitação de neve
N
estaticog1.globo.com
34
a) Que fatores climáticos determinam a distri-
buição geográfica da ocorrência de queda de 
neve na América do Sul? 
b) Quais são as condições momentâneas de es-
tado de tempo necessárias para a ocorrência 
de precipitação em forma de neve? 
 3. (Unesp) No mapa estão indicadas as princi-pais correntes marítimas.
Leste da
Groelândia
C. Labrador
C. Oyashio
C. 
At
lân
tic
o d
o N
ort
e
C. 
Gu
lfs
tre
am
C. 
Flo
rid
a
C. 
N.
 Eq
ua
to
ria
l
C.C. Equatorial
C. Ku
rosh
io
C. C. Equatorial
C. S. Equatorial
C. Peru
C.
 F
al
kl
an
d
C.
 B
ra
sil
C. Agulhas
C. Circumpolar A
ntártica
C. Circumpolar A
ntártica
C. Equatorial S.
C. C. Equatorial
C. Pacífico N.
C. da Califórnia
C.
 A
la
sc
a
Correntes marinhas Corrente Contra corrente Norte Sul
(Wilson Teixeira. Decifrando a Terra, 2009. Adaptado)
Explique a influência da Corrente do Golfo 
no Atlântico Norte sobre a Europa Ocidental, 
e destaque os motivos das cidades de Lon-
dres e Paris terem invernos mais amenos do 
que Montreal e Nova Iorque.
 4. (Unifesp) Clima corresponde à sequência cí-
clica das variações das condições atmosféri-
cas, no decorrer do ano. É essa sequência que 
nos permite afirmar o tipo climático de algu-
ma região. Por influência de alguns fatores, 
o clima não é o mesmo em todo o planeta.
a) Quais são os elementos que compõem o clima?
b) Quais os principais fatores modificadores do 
clima? 
 5. (Unicamp) O El Niño é um fenômeno at-
mosférico-oceânico que ocorre no oceano 
Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima 
regional e global, porque altera padrões de 
vento em nível mundial. Desse modo, afeta 
regimes de chuva em regiões tropicais e de 
latitudes médias. Com o auxílio da figura a 
seguir, responda às questões:
Anomalia de Temperatura na Superfície do
 Oceano Pacífico - dezembro de 2009
Equador
Peru
ChileOceano Pacífico
Graus
Celsius0 0,5 1 1,5 2 3
(Adaptado de http://enos.cptec.inpe.br/)
a) O que acontece com a temperatura das águas 
do Oceano Pacífico quando ocorre o El Niño? 
Qual a razão para esse fenômeno ser deno-
minado El Niño? 
b) Nos anos em que esse fenômeno ocorre, qual 
a consequência para a atividade pesqueira 
do Peru? Qual a alteração do tempo no Nor-
deste Brasileiro? 
 6. (Fuvest)
TRAJETÓRIAS DO CICLONES TROPICAIS DO
 OCEANO ATLÂNTICO (1980-2005)
TRAJETÓRIAS DO FURACÃO GALVESTON (1915)
Fo
nt
e: 
ht
tp
://
co
mm
on
s.w
iki
me
dia
.or
g. 
Ac
es
sa
do
 em
 n
ov
em
br
o d
e 2
00
8. 
Ad
ap
tad
o
 
Fo
n
te
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w
n
n
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h
e.
n
oa
a.
go
v.
 A
d
ap
ta
do
.
Fonte: http://icommons.wikimedia.org. 
Acessado em novembro de 2008. Adaptado 
Os ciclones tropicais formam-se sobre os 
oceanos, em região onde a água é quen-
te e o vapor d’água, abundante. Eles nem 
sempre evoluem para um furacão, mas suas 
trajetórias no Atlântico Norte favorecem 
essa evolução.
a) Caracterize os furacões quanto às latitudes e 
às pressões atmosféricas das áreas em que se 
originam. 
b) Identifique as regiões onde os furacões fi- 
cam enfraquecidos em suas trajetórias.
c) Caracterize os impactos sociais e infraestru-
turais dos furacões sobre países insulares na 
área representada. Cite, ao menos, um des-
ses países como exemplo. 
 7. (Unicamp) Recentemente os Estados Unidos 
da América do Norte sofreram as consequ-
ências socioambientais do evento climático 
conhecido como furacão Katrina.
a) Como e por que se forma um furacão? 
b) Por que os furacões ocorrem comumente nas 
baixas e médias latitudes do globo terrestre?
35
c) Explique as razões de no hemisfério sul os 
furacões girarem no sentido horário, en-
quanto no hemisfério norte esse desloca-
mento (giro) é no sentido anti-horário. 
 8. (Fuvest) A base de dados climatológicos e 
os modelos de previsão meteorológica atu-
almente existentes podem ser considerados 
conhecimentos com valor geopolítico e eco-
nômico para nações e corporações.
a) Explique como é possível, hoje, realizar previ-
sões meteorológicas com alto nível de precisão. 
b) Explique a importância dessas previsões 
para nações e corporações.
 9. (Unesp) Boletim do Tempo para o Brasil Vá-
lido para 07 de abril de 2003 - segunda
A semana começa com chuva em quase todo 
o país. A frente fria que há alguns dias está 
no Sudeste, hoje, deixa o tempo instável e 
com chuva, chuviscos e trovoadas em SP, RJ, 
MG, ES, DF, GO, MS e MT. No Norte e Nordeste, 
devido ao calor e à umidade, há um aumento 
da nebulosidade e, à tarde, ocorrem panca-
das de chuva e trovoadas isoladas. No Sul, 
uma massa de ar frio de origem polar dei-
xa o tempo ensolarado e com temperaturas 
baixas. O Sol aparece com poucas nuvens na 
BA, SE e AL. A temperatura mínima fica em 
torno de 6°C nas serras gaúchas e catarinen-
ses, e a máxima atinge 37°C no norte da BA 
e de RR.
(www.infotempo/uol.com.br) 
A partir das informações sobre o tempo,
a) indique quatro elementos do clima; 
b) explique como a latitude interfere no clima. 
 10. (Unesp) O El Niño é um importante fenô-
meno climático global, decorrente do aque-
cimento de grandes quantidades de água do 
Oceano Pacífico e consequente mudança no 
regime dos ventos alísios. 
a) Cite duas consequências deste fenômeno em 
áreas brasileiras e nos países sul-americanos 
que praticam a pesca comercial.
b) O que é o fenômeno La Niña? 
e.o. enem
 1. Desde a sua formação, há quase 4,5 bilhões 
de anos, a Terra sofreu várias modificações 
em seu clima, com períodos alternados de 
aquecimento e resfriamento e elevação ou 
decréscimo de pluviosidade, sendo algumas 
em escala global e outras em nível menor. 
ROSS. J. S. (Org.) Geografia do Brasil. São Paulo: Editora 
da Universidade de São Paulo, 2003 (adaptado). 
Um dos fenômenos climáticos conhecidos no 
planeta atualmente é o EI Niño que consiste: 
a) na mudança da dinâmica da altitude e da 
temperatura.
b) nas temperaturas suavizadas pela proximi- 
dade com o mar.
c) na modificação da ação da temperatura em 
relação à latitude. 
d) no aquecimento das águas do oceano Pacífi- 
co, que altera o clima. 
e) na interferência de fatores como pressão e 
ação dos ventos do oceano Atlântico. 
 2. Em 1872, Robert Angus Smith criou o termo 
“chuva ácida”, descrevendo precipitações áci-
das em Manchester após a Revolução Indus-
trial. Trata-se do acúmulo demasiado de dió-
xido de carbono e enxofre na atmosfera que, 
ao reagirem com compostos dessa camada, for-
mam gotículas de chuva ácida e partículas de 
aerossóis. A chuva ácida não necessariamente 
ocorre no local poluidor, pois tais poluentes, ao 
serem lançados na atmosfera, são levados pelos 
ventos, podendo provocar a reação em regiões 
distantes. A água de forma pura apresenta pH 
7, e, ao contatar agentes poluidores, reage mo-
dificando seu pH para 5,6 e até menos que isso, 
o que provoca reações, deixando consequências. 
Disponível em: http://www.Brasilescola.com. 
Acesso em: 18 maio 2010 (adaptado). 
O texto aponta para um fenômeno atmosférico 
causador de graves problemas ao meio ambien-
te: a chuva ácida (pluviosidade com pH baixo). 
Esse fenômeno tem como consequência: 
a) a corrosão de metais, pinturas, monumentos 
históricos, destruição da cobertura vegetal e 
acidificação dos lagos. 
b) a diminuição do aquecimento global, já que 
esse tipo de chuva retira poluentes da at-
mosfera. 
c) a destruição da fauna e da flora e redução de 
recursos hídricos, com o assoreamento dos rios.
d) as enchentes, que atrapalham a vida do ci-
dadão urbano, corroendo, em curto prazo, 
automóveis e fios de cobre da rede elétrica.
e) a degradação da terra nas regiões semiári-
das, localizadas, em sua maioria, no Nordes-
te do nosso país.
 3. Umidade relativa do ar é o termo usado para 
descrever a quantidade de vapor de água con-
tido na atmosfera. Ela é definida pela razão 
entre o conteúdo real de umidade de uma 
parcela de ar e a quantidade de umidade que 
36
a mesma parcela de ar podearmazenar na 
mesma temperatura e pressão quando está 
saturada de vapor, isto é, com 100% de umi-
dade relativa. O gráfico representa a relação 
entre a umidade relativa do ar e sua tempe-
ratura ao longo de um período de 24 horas 
em um determinado local.
Umidade relativa Temperatura
U
m
id
ad
e 
re
la
ti
va
80%
70%
60%
50%
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24
Hora do dia
Te
m
pe
ra
tu
ra
 (
ºC
)
-2
0
2
4
6
8
10
12
14
16
<educacao.globo.com>educação.globo.com
Considerando-se as informações do texto e 
do gráfico, conclui-se que: 
a) a insolação é um fator que provoca variação 
da umidade relativa do ar. 
b) o ar vai adquirindo maior quantidade de va- 
por de água à medida que se aquece.
c) a presença de umidade relativa do ar é dire-
tamente proporcional à temperatura do ar.
d) a umidade relativa do ar indica, em termos 
absolutos, a quantidade de vapor de água 
existente na atmosfera. 
e) a variação da umidade do ar se verifica no 
verão, e não no inverno, quando as tempe-
raturas permanecem baixas.
gabarito
E.O. Teste I
1. E 2. A 3. D 4. E 5. A
6. C 7. E 8. B 9. B 10. C
E.O. Teste II
1. B 2. B 3. A 4. B 5. E
6. D 7. E 8. E 9. A 10. D
E.O. Teste III
1. B 2. B 3. B 4. A 5. A
E.O. Dissertativo
 1. Durante a Era Glacial (glaciação), com ponto 
mínimo há cerca de 8 mil anos, a temperatura 
média da Terra era muito mais baixa, portan-
to, grande parte da água estava aprisionada 
no estado sólido nas geleiras do Ártico, da 
Antártida e dos Dobramentos Modernos. Com 
menos água no estado líquido, os rios eram 
menos caudalosos e o nível do mar, mais bai-
xo. Devido às baixas temperaturas e à menor 
disponibilidade de água, era menor a evapo-
ração e os climas eram mais secos. Assim, as 
florestas tropicais e equatoriais tinham me-
nor extensão e encontravam-se fragmentadas 
em refúgios mais úmidos, como as encostas 
de serras e as margens dos rios. Trata-se da 
Teoria dos Refúgios, do professor Aziz Ab Sá-
ber. Posteriormente, ocorre uma deglaciação 
com ponto máximo há 5 mil anos, a tempera-
tura média era mais elevada, com degelo par-
cial das calotas polares, rios mais caudalosos 
e com nível do mar mais elevado. Com maior 
evaporação, o clima ficou mais úmido, favo-
recendo a expansão das florestas a partir dos 
antigos refúgios, dando origem, no caso do 
Brasil, à Amazônia e à Mata Atlântica.
 2. 
a) A região em destaque no mapa, e que acu-
sa precipitação de neve, está inserida em 
áreas de médias latitudes, apresentando, 
portanto, tendência a temperaturas mais 
amenas, à influência de correntes marí-
timas frias e massa de ar polar, aliada às 
elevadas altitudes dessa porção do terri-
tório. Outro fator é a elevada altitude da 
porção do continente Sul-amaricano.
b) Para que ocorra a precipitação de neve o 
tempo deve registrar baixas temperaturas 
e elevada umidade, condições caracterís-
ticas da zona temperada e polar.
 3. A Corrente do Golfo se forma na área tropical, 
no mar das Antilhas, sendo por isso quente, ao 
se dirigir para as latitudes mais elevadas ela 
se divide em dois ramos. Um dos ramos chega 
ao nordeste da Europa, aquecendo a massa de 
ar que atua sobre esta parte do continente, 
onde se localizam as cidades de Londres (51º 
N) e Paris (48º N), permitindo que estas cida-
des tenham invernos mais amenos que as ci-
dades de Montreal (45º N) e Nova Iorque (40º 
N) apesar de terem latitudes menores. 
 4. 
a) Os principais elementos do clima são a tem-
peratura, umidade do ar, pressão atmosféri-
ca. 
b) Os principais fatores do clima são a altitu-
de, a latitude, continentalidade maritimi-
dade, correntes marítimas e massas de ar.
37
 5. 
a) Em períodos de EL Niño (fenômeno 
ENSO) as águas superficiais do oceano 
pacífico passam por um processo anormal 
de elevação de temperatura, tornado-se 
mais relativamente quentes. O fenômeno 
é denominado desta forma porque ocorre 
próximo ao final do ano, época do Natal, 
em uma referência ao “Menino Jesus’’. 
b) A forte redução da atividade pesqueirano 
Peru e períodos de redução das precipita-
ções no Nordeste brasileiro estão associa-
dos ao fenômeno El Niño.
 6. 
a) De uma maneira geral os furacões ocor-
rem em áreas de transição entre baixas 
e médias latitudes (entre 20º e 30º), 
principalmente no hemisfério norte. São 
áreas que em função da maior incidência 
de calor solar, durante o verão, apresen-
tam baixas pressões atmosféricas. O calor 
provoca um superaquecimento das águas 
oceânicas superficiais dando origem às 
correntes de ar quente convectivas que 
turbilhonam e originam os furacões.
b) A rota constante no mapa mostra uma 
intensificação do furacão no sentido da 
costa sul dos EUA, enfraquecendo em di-
reção ao interior do território do país, 
quando as temperaturas e o atrito do 
solo se alteram e o furacão se transforma 
numa tempestade tropical (TT).
c) Os furacões causam destruição de mora-
dias, perdas de vidas, atingem as ativida-
des produtivas (da lavoura e das indús-
trias), geram desemprego e consideráveis 
perdas econômicas. Obras públicas como 
vias de transportes, pontes, barragens 
correm o risco de destruição. Quanto 
mais pobre o país, piores são os efeitos 
da passagem do furacão. Países como o 
Haiti, a República Dominicana e Cuba são 
duramente atingidos.
 7. 
a) A origem dos furacões está relacionada a 
grandes diferenças de pressão atmosfé-
rica a partir de águas marinhas quentes 
que provocam o aquecimento da atmosfe-
ra subjacente que forma correntes de ar 
ascendentes que começam a girar em ve-
locidade cada vez maior do centro para as 
bordas. Sua energia se perde no momento 
em que ele avança pelo continente (onde 
as temperaturas são mais baixas).
b) As áreas de médias e baixas latitudes são 
os locais da Terra que os raios de calor 
atingem com maior incidência, permi-
tindo o superaquecimento das águas que 
resultam nos furacões.
c) As diferentes direções que os furacões to-
mam (no hemisfério sul no sentido horário 
e no hemisfério norte no sentido anti-ho-
rário) são causadas por um efeito chamado 
Coriolis, relacionado ao movimento de ro-
tação da Terra com formação de centros de 
alta e baixa pressão atmosférica.
 8. 
a) A crescente disponibilidade de equipa-
mentos de sensoriamento remoto, saté-
lites meteorológicos, estações de medição 
terrestres, aéreas e marítimas, favorece a 
criação de uma rede mundial de cobertu-
ra que consegue avaliar as mudanças cli-
máticas em tempo real e de forma muito 
mais acurada.
b) As previsões meteorológicas acuradas são 
importantes no planejamento de ativida-
des como agricultura e na prevenção e ela-
boração de planos de contingência contra 
enchentes, aspectos que favorecem o cres-
cimento econômico, um menor impacto 
material e principalmente a preservação 
da vida em casos de acidentes naturais.
 9. 
a) Elementos do clima: temperatura, umi-
dade, pressão atmosférica (massas de ar) 
eprecipitações (chuvas, chuviscos).
b) À medida que aumenta a latitude, dimi-
nui a temperatura e aumenta a amplitu-
de térmica.
 10. 
a) No Brasil, poderíamos citar como consequ-
ência, o excesso de chuvas ocorridas na por-
ção Centro-Sul do país, em função da reten-
ção da massa polar sobre essa região que, 
alimentada pela umidade litorânea, provo-
cou imensas inundações; ao mesmo tempo, 
a massa úmida não consegue alcançar as 
regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste do 
país e, com isso, prolongam-se as secas. 
Nos países pesqueiros como o Chile e Peru, 
a atuação do El Niño desvia ou altera o 
comportamento da corrente fria de Hum-
boldt. Com isso, cai a produção pesqueira, 
diminuem as exportações de pescado e 
reduzem-se as rendas desses países.
b) Chama-sefenômeno La Niña o resfria-
mento das águas do Oceano Pacífico 
nasmesmas latitudes equatoriais de seu 
correlato El Niño, provocando, no caso do 
Brasil, estiagens e maiores períodos de-
frio nas regiões Sul e Sudeste do país.
E.O. Enem
1. D 2. A 3. A
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Climas do Brasil
Aulas 11 e 12
39
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A tropicAlidAde
As principais características dos climas no Brasil, em virtude de sua posição geográfica, são determinadas pela tro-
picalidade. Entre elas, podemos citar as diferenças de insolação recebida pelas várias regiões do país, as elevadas 
temperaturas na maior parte do território, os regimes pluviométricos (chuva de verão) e o mecanismo das massas 
de ar em nosso país (domínio de massas de ar quente e úmido). Entretanto, por causa das dimensões continentais 
de nosso território, essas características apresentam-se de forma diferente de acordo com a área estudada.
Brasil: Equador e Trópico de Capricórnio 
As diferenças de insolação
A quantidade de luz solar (insolação) recebida pelas 
várias regiões do país durante o ano não é uniforme. 
Nas áreas mais próximas do Equador, essa incidência 
de luz solar é mais ou menos constante durante todo o 
ano; por isso há poucas diferenças na duração dos dias 
e das noites nas quatro estações do ano. Porém, à me-
dida que nos aproximamos das regiões subtropicais e 
temperadas, essas diferenças vão ficando cada vez mais 
claras: no inverno, as noites são mais longas; no verão, 
os dias duram mais.
Essa é uma das explicações para o horário de 
verão: quando se adianta uma hora nos relógios dos 
estados da porção Sul, para que haja melhor aproveita-
mento da luz solar, em vez de energia elétrica, economi-
zando, assim, energia. Não é adotado na porção Norte, 
porque não haveria resultados práticos.
O que explica essa diferente insolação recebida 
por todo o território brasileiro é o movimento de trans-
lação e suas consequências: os solstícios e equinócios, 
que configuram as estações do ano.
MoviMento de trAnslAção
O movimento de translação da Terra compreende à volta ao 
redor do Sol com os outros planetas. O ano corresponde ao 
tempo empregado pela Terra para dar a volta completa ao 
redor do Sol. O ano civil, adotado por convenção, tem 365 
dias. Como o ano sideral, ou o tempo real do movimento de 
translação, é de 365 dias e seis horas, a cada quatro anos 
temos um ano com 366 dias, chamado bissexto.
Uma vez sempre iluminada pelo Sol, por que a 
insolação não é igual em todos os lugares da Terra du-
rante o ano todo?
40
Por duas razões:
1. No movimento de translação, a Terra gira em torno do Sol em uma órbita elíptica. No entanto, o Sol não 
está situado exatamente no centro dessa elipse. Por essa razão, a Terra não está sempre à mesma distância 
do Sol, enquanto percorre sua órbita.
Movimento de translação da Terra
Fonte: <alunoonline.uol.com.br/geografia/movimentos-translação.html>. (Adaptado)
2. Em seu movimento de rotação, o eixo da Terra tem uma inclinação de mais ou menos 23º em relação à 
perpendicular ao seu plano de órbita.
Inclinação do eixo da Terra
Fonte: <projetoazul.blogspot.com.br/2012/04/inclinação-da-Terra-em-seu-eixo.html>.
Uma das principais consequências do movimento de translação da Terra são as estações do ano, opostas 
nos dois hemisférios em virtude da inclinação do eixo terrestre. As datas que marcam o início dessas estações 
determinam a maneira e a intensidade com que os raios solares atingem a Terra. Esses dias recebem o nome de 
equinócios e solstícios.
41
No dia 21 de junho, os raios solares chegam ver-
ticalmente ao paralelo de 23º27’ N (Trópico de Câncer), 
quando então ocorre o solstício de verão no hemisfério 
Norte. É o dia mais longo e a noite mais curta do ano, 
que marcam o início do verão nesse hemisfério. No he-
misfério Sul acontece o solstício de inverno, com a noite 
mais longa do ano, marcando o início da estação fria 
(inverno) nesse hemisfério.
No dia 21 de dezembro, os raios de sol incidem 
verticalmente sobre o Trópico de Capricórnio (23º27’ S). 
É o solstício de verão no hemisfério Sul, com o dia mais 
longo do ano e o início do verão nesse hemisfério. No 
hemisfério Norte acontece a noite mais longa do ano. É 
o início do inverno naquele hemisfério.
A partir dos solstícios, as diferenças de duração 
entre os dias e as noites vão diminuindo, até que em 
determinadas datas ficam exatamente iguais (12 horas), 
com exceção das regiões polares, porque os raios solares 
incidem perpendicularmente sobre a linha do Equador. É 
quando temos o equinócio (palavra que significa noites 
iguais aos dias), que ocorre nos dias 21 de março (equi-
nócio de outono, no hemisfério Sul, e de primavera, no 
hemisfério Norte) e 23 de setembro (equinócio de prima-
vera, no Hemisfério sul, e de outono, no hemisfério Norte).
Em razão da posição geográfica ocupada pelo Brasil, não é muito fácil percebermos exatamente as estações 
do ano e os equinócios e solstícios, principalmente nas regiões próximas ao Equador. 
Essas duas ocasiões são mais perceptíveis à medida que nos afastamos do Equador (baixa latitude) em 
direção às altas latitudes.
os eleMentos do cliMA do BrAsil
O Equador geográfico – o de latitude 0º – não é exatamente o mesmo que o chamado Equador térmico, 
que corresponde à Zona de Convergência Intertropical – uma faixa que está sempre próxima àquele, 
que é para onde convergem os ventos alísios. O conjunto de características associadas a ela possui um 
deslocamento norte–sul ao longo do ano; e sua marcha anual tem, aproximadamente, o período de um 
ano, alcançando a posição mais ao norte (8º N), durante o verão do hemisfério Norte e, durante o verão 
do hemisfério Sul, a posição mais ao sul (2º S), no mês de março. Na Zona de Convergência, há diversas 
células de baixa pressão atmosférica conhecidas como doldrums, que são o centro das áreas ciclonais, 
onde predominam grandes calmarias, ou seja, praticamente não há ventos. Nessas áreas há um ciclo diário 
bem definido: a partir do nascer do Sol, a temperatura aumenta cada vez mais assim como a quantidade 
de vapor de água presente no ar; por volta das 15, 16 ou 17 horas atinge o ponto de saturação por vapor 
de água. Os resultados são as chuvas convectivas de fim de tarde. Em Belém do Pará, de tão regulares, as 
chuvas estão incorporadas na rotina dos habitantes. É comum as pessoas marcarem seus encontros ou 
compromissos para “depois da chuva”.
EQUINÓCIO
Equador
Hemisfério Norte
Hemisfério Sul
SOLSTÍCIO
Equador
Trópico de Câncer
Círculo Ártico
Círculo Antártico
Trópico de Capricórnio
Fonte: <https: pt.wikipedia.org/wiki/Solstício>.
42
O mecanismo das 
massas de ar no Brasil
As massas de ar constituem elemento determinante dos 
climas brasileiros porque podem mudar bruscamente o 
tempo nas áreas onde atuam. 
O Brasil sofre a influência de praticamente todas 
as massas de ar que atuam na América do Sul, exceto as 
que têm origem no oceano Pacífico (oeste), cuja influên-
cia é limitada pela cordilheira dos Andes que barra a sua 
passagem para o interior do continente. 
O mecanismo das massas de ar no Brasil depen-
de da circulação geral da atmosfera na Terra.
As massas de ar que inter-
ferem nos climas do Brasil
Por ter 92% de seu território na zona tropical e estar 
localizado no Hemisfério sul, onde as massas líquidas 
(oceanos e mares) ocupam mais espaço do que as mas-
sas sólidas (terras), o Brasil é influenciado predominan-
temente pelas massas de ar quente e úmido.
Massa equatorial continental (mEc)
Quente eúmida, com origem na região noroeste do 
Amazonas, também é conhecida como Amazônia Oci-
dental, por onde passa o alto rio Negro. Durante o in-
verno, essa massa restringe sua atuação à Amazônia 
ocidental, que é chuvosa durante todo o ano. No verão 
ocorre o escoamento de ar quente e úmido em baixos 
níveis altimétricos, em direção às latitudes mais altas 
e a leste. Ou seja, durante o verão, a massa equatorial 
continental exerce influência sobre a Amazônia orien-
tal, Meio-Norte (PI e MA), Centro-Oeste, Sudeste e, às 
vezes, sobre o sertão nordestino, causando chuvas con-
vectivas em todas essas áreas do hemisfério Sul.
Massa equatorial atlântica (mEa)
Quente e úmida, criada no Atlântico equatorial e atuan-
te sobretudo nos litorais do Nordeste e litoral amazônico 
(Pará e Amapá), essa massa contribui com 45% das águas 
que caem durante o período chuvoso nas proximidades 
da costa litorânea leste dos estados do Pará e Amapá. A 
massa equatorial atlântica, ao encontrar com o ar do con-
tinente, forma as chamadas linhas de instabilidade (LI), 
caracterizadas pelos grandes conglomerados de nuvens 
cúmulo-nimbus (nuvens cinzas que causam chuvas e tro-
voadas). São formadas graças à circulação de brisa maríti-
ma – por influência da mEa – , podendo prolongar-se para 
o interior do continente ou até mesmo para o extremo 
oeste da Amazônia. A mEa é a causadora de precipitações 
na Amazônia central durante a estação seca (inverno); ao 
cair da tarde, em virtude da diminuição da temperatura 
do ar e do acúmulo de vapor de água, ocorrem chuvas 
convectivas nas áreas dessas linhas. No litoral nordestino, 
causa chuvas principalmente no período de inverno – de 
maio a setembro –, época em que a ZCIT se desloca para 
o norte e a circulação dos ventos alísios se intensifica (so-
pram para leste), trazendo mais chuvas.
Massa tropical atlântica (mTa)
Quente e úmida se forma próxima à latitude 30º S, en-
tre o Brasil e a África. Essa massa de ar traz umidade e 
chuvas para o litoral oriental brasileiro – notadamente 
entre o “cotovelo” do RN e o norte do RS – ao longo do 
ano. Grande parte dos maiores índices pluviométricos 
no litoral é registrado no verão, com exceção do litoral 
oriental do Nordeste, pois naquela latitude as tempe-
raturas variam muito pouco durante o ano, e os alísios 
sopram com mais força no inverno. A mTa também pe-
netra o continente, trazendo chuvas orográficas em di-
versos locais, como no planalto da Borborema, na cha-
pada Diamantina e nas serras do Mar e da Mantiqueira.
Massa tropical continental (mTc)
Quente e seca, forma-se no anticiclone tropical na planície 
do Chaco, na Bolívia. O Chaco é uma região de planícies 
alagáveis que se estendem pelo norte da Argentina, noro-
este do Paraguai, leste da Bolívia (mais seco) e chega ao 
Brasil, onde recebe o nome de Pantanal – no sudeste do 
MT e no oeste do MS. A divergência anticiclônica na de-
pressão do Chaco praticamente inexiste no verão, quando 
a atuação desta massa de ar no Brasil se torna nula. No 
inverno, a mTc penetra no país pelo oeste, atua com mais 
força sobre o Pantanal e exerce ação admirável em outras 
regiões, como no noroeste paranaense, Goiás, Tocantins e 
nas partes restantes do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, 
além de ação periférica em Minas Gerais e oeste paulista.
43
Massa polar atlântica (mPa)
É a mais famosa de todas. Tem origem no oceano Atlântico, junto ao extremo Sul da Patagônia. É fria e úmida. 
No verão, por causa das temperaturas muito altas predominantes no continente sul-americano, a massa não 
consegue penetrar com força no continente, barrada muitas vezes pelo ar quente continental, e dirige-se a norte 
pelo Atlântico, preferencialmente. Mesmo vindo via oceano, chega enfraquecida ao litoral oriental, onde encontra 
a mTa, causando chuvas frontais. Às vezes, a mPa consegue vir através do continente no verão, atingindo o Sul e 
algumas partes do Sudeste brasileiro, causando mais chuvas frontais do que propriamente o frio. No inverno, essa 
massa penetra a América do Sul pela Patagônia – no Sudeste da Argentina –, donde se encaminha para o Brasil, 
entrando pelo Rio Grande do Sul. Como vem por terra, a massa chega já bem mais seca que na sua origem e, por 
ser inverno, é muito mais fria do que no verão. A mPa pode chegar na Amazônia no inverno e causar o fenômeno 
conhecido por friagem.
Fonte: educação.globo.com/geografia
Atuação das massas de ar no Brasil – Inverno e verão 
Chuvas
A chuva é um tipo de precipitação não superficial, que 
ocorre quando o vapor de água na atmosfera atinge 
seu ponto de saturação. Os outros tipos são a neve e o 
granizo. Além das precipitações não superficiais, temos 
as condensações superficiais, que são: o nevoeiro ou a 
neblina, o orvalho e a geada. 
A chuva resulta da conjugação de dois fatores: 
vapor de água, que atinge seu ponto de saturação, e 
queda de temperatura.
mm.
3300
3000
2700
2400
2100
1800
1500
1200
900
600
300
Fonte: INMET 1931/1930
Precipitação média anual
44
Apesar de o País apresentar médias anuais plu-
viométricas em torno de mil milímetros, as chuvas não 
se distribuem de modo uniforme por toda sua extensão.
Em algumas áreas, como em trechos da Ama-
zônia, no litoral sul da Bahia e no trecho paulista da 
serra do Mar, chove mais de 2 mil milímetros por ano. 
É o caso da Amazônia, de Belém (PA), com 2,2 mil mm 
anuais, e em São Paulo; na área banhada pelo rio Ita-
panhaú, em Bertioga, chove mais de 4 mil milímetros.
No extremo oposto está o Sertão do Nordeste, 
com totais bem abaixo da média do país, como nas lo-
calidades de Cabaceiras, na Paraíba (331 mm anuais), e 
Areia Branca, no Rio Grande do Norte (588 mm anuais). 
Na maior parte do território brasileiro chove 
anualmente mil e dois mil milímetros. 
A porção situada abaixo do paralelo 20º S, onde 
predomina o clima subtropical, é caracterizada pela re-
lativa uniformidade das chuvas ao longo do ano.
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rt
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Temperaturas
Em quase 95% de nosso território, temos médias térmi-
cas superiores a 18 ºC, como decorrência da tropicalida-
de. Observe no mapa Temperatura Média Anual.
Entretanto, o comportamento das temperaturas 
está sujeito à influência de outros fatores além da latitu-
de: a altitude, a continentalidade e as correntes marítimas.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia 
(Inmet), no Brasil a temperatura máxima (43,2 ºC) foi 
registrada, em 1982, na cidade de Bom Jesus do Piauí, 
no estado do Piauí; e a mínima (–11,6 ºC), na cidade de 
Xanxerê, no estado de Santa Catarina, em 25 de julho 
de 1945. No primeiro caso, latitude e influência do oce-
ano pode explicar a ocorrência de altas temperaturas; 
no segundo, o frio extremo é consequência da conjuga-
ção dos fatores latitude (média) e altitude (alta).
Temperatura media anual
Verão Primavera
5N
EQ
5S
10S
15S
20S
25S
30S (a)
75W 70W 65W 60W 55W 50W 45W 40W 35W
5N
EQ
5S
10S
15S
20S
25S
30S (b)
75W 70W 65W 60W 55W 50W 45W 40W 35W
Inverno Outono
5N
EQ
5S
10S
15S
20S
25S
30S
75W 70W 65W 60W 55W 50W 45W 40W 35W
(c)
75W 70W 65W 60W 55W 50W 45W 40W 35W
(d)
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cli
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os fAtores do 
cliMA no BrAsil
Diversos fatores podem modificar os elementos que 
compõem o clima. No caso brasileiro, destacamos a al-
titude, a latitude, a continentalidade, a maritimidade e 
as correntes marinhas, que podem ter maior ou menor 
influência no clima brasileiro.
AltitudeQuanto maior a altitude, mais frio será. Mas somente a 
influência da altitude, isolada de outros fatores, não é 
muito marcante no Brasil, porque mais de 95% do rele-
vo brasileiro está a menos de 1,2 mil metros de altitude. 
Campos do Jordão, em São Paulo, e as serras gaúchas e 
catarinenses, com altitudes acima de 1,2 mil metros são 
exceções. Esta tabela ilustra diferentes médias térmicas 
anuais registradas suas altitudes.
45
metros
4800
4000
3100
2400
1600
800
0
<w
ww
.bu
sh
cra
ftb
r.c
om
>
Relação entre a altitude e a temperatura.
Fonte: IBGE. Anuário Estatístico do Brasil, 1999. 
Latitude
Esse fator influencia os climas no Brasil porque o ter-
ritório brasileiro apresenta quase 40º de variação lati-
tudinal. Nas altas latitudes, as temperaturas são mais 
baixas e as amplitudes térmicas, maiores. Portanto, as 
cidades próximas à linha do Equador (região Norte) têm 
amplitudes térmicas menores e temperaturas mais altas 
do que as cidades do Sul e do Sudeste, em virtude das 
diferenças de latitude entre elas.
Fator latitude e médias térmicas.
Fonte: IBGE. Atlas nacional do Brasil, 2000.
Continentalidade 
e maritimidade
Quanto menor a distância em relação ao mar, menor 
a amplitude térmica de uma cidade, porque a proximi-
dade do mar torna as temperaturas mais estáveis. Isso 
ocorre em consequência do “efeito regulador de caráter 
térmico” que as águas dos oceanos exercem sobre as 
terras próximas. 
Por exemplo, a cidade de Santos, em São Paulo, 
possui menor amplitude térmica do que cidades loca-
lizadas no interior do território brasileiro, como as dos 
estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Fonte: <professoralexinowatzki.webnode.com.br/climatolo-
gia/fatores-do-clima/continentalidade-e-maritimidade>.
46
Correntes marítimas
O Brasil sofre influência de duas correntes marítimas quentes: a corrente do Brasil (no sentido sul) e a corrente das 
Guianas (no sentido norte), que contribuem para os climas quentes.
Correntes marítimas que atuam no Brasil
CLIMAS CONTROLADOS POR
MASSAS DE AR EQUATORIAIS E TROPICAIS
Equatorial Úmido
Litorâneo Úmido
Tropical
Tropical Semi-Árido
CLIMAS CONTROLADOS POR
MASSAS DE AR EQUATORIAIS E POLARES
Subtropical Úmido
Corrente quente
Corrente fria
<a
sp
ec
to
st
er
re
st
re
s.
bl
og
sp
ot
.c
om
.b
r>
cliMAs BrAsileiros
EQUATORIAL
TROPICAL
TROPICAL
SEMI-ÁRIDO
TROPICAL DE
ALTITUDE
TROPICAL 
ATLÂNTICO
SUBTROPICAL
Equador
Trópico de
Capricornio
65º 45º
ESCALA
0 590 km
 OCEANO
ATLÂNTICO
<g
eo
gr
af
iap
ar
ap
ro
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ss
or
es
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or
dp
re
ss
.co
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>
Climas brasileiros 
47
Clima equatorial
O clima equatorial abrange a região Norte brasileira, 
o norte do Mato Grosso e de Tocantins e, ainda, o oeste 
do Maranhão. Todo esse espaço é conhecido por Ama-
zônia (entre 5º N e 10º S), área que apresenta clima, 
vegetação e hidrografia típicos de regiões equatoriais. 
O clima é quente e úmido. Devido aos altos valores de 
energia solar incidente na superfície amazônica, o com-
portamento da temperatura do ar mostra pequena va-
riação ao longo do ano. A amplitude térmica sazonal é 
da ordem de 1º a 2 ºC/ano – a menor do Brasil – sendo 
que os valores médios se situam entre 24 ºC no mês 
mais frio e 26 ºC no mês mais quente. Em particular, Be-
lém (PA) apresenta temperatura média mensal máxima 
de 26,5 ºC, no mês de novembro, e temperatura mínima 
de 25,4 ºC, em março. Manaus (AM), por outro lado, 
possui seus extremos de temperatura nos meses de se-
tembro (27,9 ºC) e abril (25,8 ºC). A exceção é aquela 
parte mais ao sul (Rondônia e Mato Grosso).
A região amazônica possui uma precipitação 
média de aproximados 2,3 mil mm por ano. Existem 
algumas diferenças no clima da Amazônia, dividido em 
equatorial úmido e equatorial subúmido (ou semiúmi-
do). Na Amazônia ocidental – mais especificamente 
noroeste do Amazonas –, onde atua a massa equato-
rial continental durante todo o ano, não existe estação 
seca, e as médias pluviométricas são altas. Na fronteira 
entre Brasil, Colômbia e Venezuela, o total anual atinge 
os 3,5 mil mm, e o clima é dito equatorial superúmido. 
No litoral do Pará e do Amapá, os níveis de precipitação 
também são altos (cerca de 2,5 mil mm ao ano) e sem 
período de seca definido, pois há influência das linhas 
de instabilidade que se formam ao longo da costa lito-
rânea durante o período da tarde e são forçadas pela 
brisa marítima. Nessa área, o clima é equatorial úmido.
O período de chuvas ou de forte atividade con-
vectiva na região amazônica é compreendido entre os 
meses de novembro e março, sendo que o período de 
seca (sem grande atividade convectiva) é entre maio e 
setembro, chovendo menos de 60 mm. Este último pe-
ríodo ocorre numa área que abrange o leste de Rorai-
ma (parte mais seca da Amazônia), a região do médio 
Amazonas – também conhecida como Amazônia cen-
tral, onde estão Marabá, Santarém etc. –, o sul do Pará, 
Rondônia e partes do Acre. Ao sul dela, o inverno é 
mais seco e, em razão da ação devastadora do homem 
– garimpagem, desmatamento, queimadas, projetos 
agropastoris –, a pluviosidade diminuiu cerca de 10% 
nos últimos tempos. Ao norte amazônico, a estação 
da primavera é também seca, sendo que lá costuma 
chover em torno de 2,0 mil mm por ano e o clima é o 
equatorial semiúmido.
Fonte: <profwladimir.blogspot.com.br/2012/09/
mapas-Brasil-clima.html>. (Adaptado)
Clima tropical
O clima tropical envolve a maior parte da região 
Centro-Oeste, do Sudeste e partes do Nordeste. As 
temperaturas médias anuais estão acima de 18 ºC e há 
uma alternância nítida entre a estação seca (inverno) 
e a estação chuvosa (verão). Os índices de precipita-
ção ficam em torno dos 1,5 mil mm anuais. No verão, 
predomina a atuação da massa equatorial continental 
e/ou da massa tropical atlântica, isto é, o verão apre-
senta muito calor e muita umidade (chuvas convecti-
vas). Em outros casos ocorre o encontro da mEc com 
a mPa, que chega já muito enfraquecida às regiões de 
clima tropical típico, mas causa tempestades frontais 
ao se encontrar com a primeira. Mais de 70% do total 
das chuvas caem entre novembro e março. No inverno 
predomina a atuação da massa tropical continental e 
da massa polar atlântica, que chega já sem umidade à 
região central do Brasil e o clima é seco. No interior do 
país sentimos com nitidez o efeito de continentalidade. 
Em cidades como Brasília ou Cuiabá, o clima costuma 
48
ser bem seco em julho, cuja temperatura diurna pas-
sa facilmente dos 25 ºC, alcançando até 30 ºC; mas, 
à noite, a temperatura não raro cai abaixo dos 15 ºC, 
chegando aos 10 ºC em algumas ocasiões, diminuindo 
bastante a média diária.
Fonte: <profwladimir.blogspot.com.br/2012/09/
mapas-Brasil-clima.html>. (Adaptado)
Na área de clima tropical merece destaque tam-
bém o Pantanal mato-grossense, por ser uma região de 
clima muito quente, que apresenta um longo período de 
estiagem – de abril a setembro. No Pantanal, as médias 
pluviométricas estão por volta dos 1,2 mil mm anuais, 
chovendo cada vez menos à proporção que caminha-
mos para oeste.
Clima semiárido
O clima semiárido abraça uma região, cujo limite 
apresenta algumas variações nos diferentes mapas. É 
uma porção do território nacional, não totalmente con-
tínua, em que as pluviosidades são baixas (no máximo 
750 mm/ano) e irregulares. O clima semiárido ocupa um 
pedaço de terra que adentra o país desde uma estreita 
faixa de terra litorânea na divisa dos litorais cearense e 
potiguar (RN). É o clima denominado sertão nordestino,presente em todos os estados dessa área brasileira, com 
exceção do Maranhão. A região do vale do rio Jequiti-
nhonha, no norte mineiro, também é semiárida.
Fonte: <profwladimir.blogspot.com.br/2012/09/
mapas-Brasil-clima.html>. (Adaptado)
O sertão nordestino é uma região de grande va-
riabilidade anual na precipitação. Historicamente, sem-
pre foi afetado por grandes secas ou cheias. O clima 
tropical semiárido do sertão do Nordeste reflete as con-
dições de divergência anticiclônica do ar, isto é, gerado-
ra de ventos e dispersora de ar. As altas pressões fazem 
com que a mTa, mEc e mPa, que gerariam instabilidades 
na região, sejam muitas vezes dissipadas.
Há diversas partes no domínio do clima semiá-
rido, em que a evaporação da água é superior à quan-
tidade que cai em forma de chuva. A desertificação é 
definida como “a degradação da terra nas zonas áridas, 
semiáridas e subúmidas secas resultantes de fatores di-
versos, tais como as variações climáticas e as atividades 
humanas”. Esse desgaste apresenta-se como:
 § empobrecimento dos solos e de recursos hídricos;
 § danos à vegetação e à biodiversidade; e 
 § redução da qualidade de vida da população afetada.
Existem indícios de desertificação em pelo me-
nos cinco locais: Gilbués (PI), Irauçuba (CE), Cabrobó 
(PE), Seridó (RN/PB), Rodelas – Raso da Catarina (BA). 
Os solos do semiárido, em geral, são rasos, pedregosos 
e pobres em matéria orgânica.
Lá estão as maiores médias térmicas do país 
(próximo de 26 ºC), chegando a 28 ºC em algumas 
cidades como em Sobral (CE). A massa tropical atlân-
tica atua esporadicamente no inverno, mas costuma 
chegar já sem muita umidade no sertão. A famosa 
seca ocorre quando não chove durante longos pe-
49
ríodos de um ano ou mais. Já houve secas de até 
três anos em algumas cidades sertanejas. As áreas 
em que menos chove, com 9 a 11 meses secos, fi-
cam no “cotovelo” do São Francisco, entre a Bahia e 
Pernambuco; e na região da Bahia, conhecida como 
sertão de Canudos, onde chove em média menos de 
500 mm/ano.
Na maior parte dos verões, ocorre a penetração 
da massa equatorial continental, que já perdeu grande 
parte da umidade pelo caminho. Os sertanejos chamam 
o verão de inverno, porque, irregularmente, a mEc traz 
chuvas esporádicas à região; além disso, essas águas 
são decorrência da ação da mEc e amenizam um pouco 
as temperaturas.
Clima tropical úmido
Fonte: <profwladimir.blogspot.com.br/2012/09/
mapas-Brasil-clima.html>. (Adaptado)
O clima tropical úmido ou tropical atlântico ou, 
ainda, litorâneo úmido, é próprio da faixa litorânea 
que vai da divisa do Paraná e de São Paulo até próximo 
ao “cotovelo” do Rio Grande do Norte. A precipitação 
média da área é de 2 000 mm/ano. Há o predomínio da 
massa tropical atlântica ao longo do ano e existe uma 
estação muito chuvosa e outra, menos. Do Sudeste até 
o sul da Bahia, as chuvas prevalecem no verão e de Sal-
vador ao Rio Grande do Norte, no inverno.
Clima tropical de altitude
O clima tropical de altitude é o que domina nos 
planaltos e serras do leste e sudeste do Brasil. Dentre 
eles estão o planalto Atlântico, que compreende as áre-
as das serras do Mar e Mantiqueira, além da região me-
tropolitana de São Paulo, conhecida como Grande São 
Paulo; a escarpa de Botucatu, na borda leste do planal-
to ocidental paulista; as regiões da serra da Canastra e 
serra do Espinhaço, ambas em Minas Gerais.
Nessas áreas, as médias térmicas anuais caem para 
perto de 18 ºC ou até menos, o que se deve tanto à latitu-
de um pouco maior dessa área – que costuma sofrer ação 
intensa da mPa durante o inverno – quanto ao predomínio 
de regiões de dobramentos antigos relativamente altas.
Fonte: <profwladimir.blogspot.com.br/2012/09/
mapas-Brasil-clima.html>. (Adaptado)
Em geral, as precipitações são pouco mais acen-
tuadas que na região de clima tropical. A região com as 
maiores médias pluviométricas do Brasil estão na serra 
do Mar, no estado de São Paulo, e o lugar no qual já 
foram registrados os maiores índices de precipitação do 
Brasil é Itapanhaú (próxima à cidade paulista de Mogi 
das Cruzes), onde já choveu 4 500 mm num único ano.
No domínio do clima tropical de altitude, sobre-
leva-se a ação da massa tropical atlântica. Além disso, é 
frequente a ação da massa polar atlântica. O encontro 
dessas duas traz muitas chuvas à região, sobretudo no 
verão, quando a mPa faz um caminho quase marinho, 
chegando carregada de umidade às regiões serranas.
50
Clima subtropical
O clima subtropical abrange a parte do Brasil ao sul 
do Trópico de Capricórnio, que apresenta as menores 
médias térmicas do país, quase sempre inferiores a 18 
ºC no ano. As amplitudes térmicas – diferenças entre a 
média térmica do mês que se escolhe para análise com 
a da maior média térmica do ano e do mês de menor 
média térmica –, são em geral superiores a 10 ºC de 
diferença do mês mais frio para o mais quente. A massa 
tropical atlântica atua por todo o litoral do sul do país, 
principalmente a partir do litoral norte do Rio Grande 
do Sul, levando bastante chuva durante o ano todo. É 
importante também a ação da massa polar atlântica e 
das frentes polares, muito presentes na região no verão, 
trazendo chuvas e, às vezes, fazendo cair as temperatu-
ras. No inverno, a mPa traz chuvas, geadas e até alguns 
casos de neve, além do frio, é claro. O clima é mais frio 
nas áreas serranas dos lestes paranaense e catarinense, 
e nas serras do Rio Grande do Sul; em outras áreas, com 
altitudes menos expressivas, é mais brando. As precipi-
tações estão em torno dos 1 500 mm anuais e são bem 
distribuídas ao longo do ano. Mais especificamente, no 
norte do Paraná, as chuvas predominam no verão e, no 
sul do Rio Grande do Sul, de junho a julho.
Fonte: <profwladimir.blogspot.com.br/2012/09/
mapas-Brasil-clima.html>. (Adaptado)
51
e.o. teste i 
 1. (Unesp) Leia a descrição de quatro grandes 
tipos climáticos do Brasil e, em seguida, exa-
mine o mapa, que representa a divisão re-
gional do país em grandes tipos climáticos. 
1. Chuvas entre 2 000 e 3 000 mm e ele-
vadas temperaturas durante todo o ano, 
com médias de 26 °C. 
2. Regular distribuição das chuvas durante 
o ano e temperaturas mais amenas, com 
médias inferiores a 18 °C e esporádica 
queda de neve. 
3. Chuvas escassas e irregulares, com preci-
pitações médias de 500 a 700 mm, e tem-
peraturas elevadas, com médias de 28 °C. 
4. Duas estações bem marcantes: uma chuvo-
sa e quente, com 1 200 mm de precipitação 
e médias térmicas de 24 °C, e outra seca 
e fria, com 200 mm de chuvas e 17 °C de 
média térmica.
Assinale a alternativa que contém a correta 
associação entre a descrição climática e sua 
área de ocorrência.
a) 1D; 2B; 3A; 4C. 
b) 1C; 2A; 3B; 4D. 
c) 1B; 2D; 3C; 4A. 
d) 1A; 2C ; 3D; 4B. 
e) 1C; 2B; 3D; 4A. 
 2. (Unicamp) A poluição nos grandes centros 
urbanos, como Curitiba, pode causar de-
terminadas doenças como rinite, alergias, 
asma, problemas de pele e cabelo. Pessoas 
sensíveis às partículas em suspensão no ar 
podem desenvolver tais doenças ao respirar 
o ar poluído dos grandes centros. 
Durante todo o ano essas doenças podem 
acontecer, mas é no inverno que ficam mais 
acentuadas. 
(Adaptado de Jornal do Estado, Curitiba, 01/06/2009.) 
Durante o inverno, em Curitiba, é comum a 
ação da Massa Polar Atlântica, que facilita a 
ocorrência de problemas respiratórios, pois
a) aumenta a umidade relativa do ar e promove a 
inversão térmica, o que provoca a concentra-
ção de poluentes nas partes altas da cidade.
b) aumenta a umidade relativa do ar e promove 
a inversão térmica, o que provoca a concen-
tração de poluentes próximo da superfície 
do solo.c) reduz a umidade relativa do ar e promove 
um maior aquecimento da parte central da 
cidade, se comparado à periferia, o que con-
centra os poluentes. 
d) reduz a umidade relativa do ar e promove a 
inversão térmica, o que provoca a concen-
tração de poluentes próximos da superfície 
do solo. 
 3. (Unicamp) Se eu pudesse alguma coisa para 
com Deus, lhe rogaria muita geada nas ter-
ras de serra acima, porque a cultura da cana 
nessas terras, onde se faz o açúcar, tem 
abandonado ou diminuído a cultura do mi-
lho e do feijão e a criação dos porcos; estes 
gêneros tem encarecido, assim como o tri-
go, o algodão e o azeite de mamona; tem 
introduzido muita escravatura, o que empo-
brece os lavradores, corrompe os costumes 
e leva ao desprezo pelo trabalho de enxada; 
tem devastado as matas e reduzido a tape-
ras muitas herdades; tem roubado muitos 
braços à agricultura, que se empregam no 
carreto dos africanos; tem exigido grande 
número de mulas que não procriam e conso-
mem muito milho. 
(Adaptado de José Bonifácio de Andrada 
e Silva, Projetos para o Brasil. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1998, p. 181-182.) 
As geadas são comuns em algumas áreas do 
Brasil, especialmente nas regiões Sul e em 
parte do Sudeste brasileiro. As condições 
que favorecem a ocorrência de geadas são, 
além do domínio de uma massa fria: 
a) céu com muitas nuvens, fortes ventos na su 
perfície do solo e topos dos morros. 
b) céu sem nuvens, fortes ventos na superfície 
do solo e topos dos morros. 
c) céu com muitas nuvens, pouco vento na su 
perfície do solo e fundos de vale. 
d) céu sem nuvens, pouco vento na superfície 
do solo e fundos de vale.
52
 4. (Fuvest) Observe os mapas.
Os períodos do ano que oferecem as melho-
res condições para a produção de energia 
hidrelétrica no Sudeste e energia eólica no 
Nordeste são aqueles em que predominam, 
nessas regiões, respectivamente: 
a) primavera e verão. 
b) verão e outono. 
c) outono e inverno. 
d) verão e inverno. 
e) inverno e primavera. 
 5. (Unesp) O esquema refere-se à formação de 
um fenômeno climático que, no hemisfério 
sul, ocorre com maior incidência entre os 
meses de maio e setembro.
Assinale a alternativa que contém a identi-
ficação do fenômeno, duas regiões brasilei-
ras onde sua ocorrência é mais frequente e a 
principal dificuldade que provoca aos meios 
de transporte. 
a) Precipitação pluvial; Sudeste e Nordeste; es 
corregamento em rodovias. 
b) Geada; Nordeste e Norte; dificuldade na na 
vegação de cabotagem. 
c) Neblina; Sul e Sudeste; perda de visibilidade. 
d) Granizo; Sudeste e Centro-Oeste; avalanches 
em estradas. 
e) Névoa; Centro-Oeste e Norte; fechamento de 
aeroportos. 
 6. (Unifesp)Durante o inverno, pode ocorrer a 
chamada friagem, por meio da ação da: 
a) Massa Tropical Atlântica, que diminui as 
chuvas no Rio Grande do Sul. 
b) Massa Equatorial Atlântica, que abaixa as 
temperaturas em São Paulo. 
c) Massa Equatorial Continental, que aumenta 
a temperatura no Ceará. 
d) Massa Tropical Continental, que incrementa 
as chuvas em Brasília. 
e) Massa Polar Atlântica, que reduz a tempera 
tura no Amazonas. 
53
7. (Fuvest)Considerando as massas de ar que atuam no território brasileiro e alguns de seus efeitos, 
analise o quadro a seguir e escolha a associação correta.
Massa de Ar Características Principais regiões atingidas Efeitos
a) Equatorial 
Atlântica (mEA)
Quente e úmida Litoral Norte e Nordeste
Formações de chuvas e au-
mento dos ventos
b) Equatorial Con-
tinetal (mEc)
Quente e seca
Interior das regiões Nor-
te Centro-Oeste e Sul
Formação de ventos e diminui-
ção da umidade relativa do ar
c) Tropical 
Atlântica (mTa)
Quente e úmida
Faixa litorânea das regi-
ões Norte e Nordeste
Formação de chuvas e dimi-
nuição de temperaturas
d) Tropical 
Continental (mTa)
Quente e seca
Sudeste, Sul, parte do 
Nordeste e Norte
Aumento das temperaturas e dos ventos
e) Polar Atlân-
tica (mEA)
Fria e seca Sudest, Sul e Norte Diminuição das temperaturas e da umida-de relativa do ar
 8. (Unesp) Leia.
O fenômeno dos “rios voadores”
“Rios voadores” são cursos de água atmos-
féricos, invisíveis, que passam por cima de 
nossas cabeças transportando umidade e va-
por de água da bacia Amazônica para outras 
regiões do Brasil. A floresta Amazônica fun-
ciona como uma bomba-d’água. Ela “puxa” 
para dentro do continente umidade evapo-
rada do oceano Atlântico que, ao seguir ter-
ra adentro, cai como chuva sobre a floresta. 
Pela ação da evapotranspiração da floresta, 
as árvores e o solo devolvem a água da chuva 
para a atmosfera na forma de vapor de água, 
que volta a cair novamente como chuva mais 
adiante. O Projeto Rios Voadores busca en-
tender mais sobre a evapotranspiração da 
floresta Amazônica e a importante contri-
buição da umidade gerada por ela no regime 
de chuvas do Brasil.
A partir da leitura do texto e da observação 
do mapa, é correto afirmar que, no Brasil,
a) cada vez mais, a floresta é substituída por 
agricultura ou pastagem, procedimento que 
promove o desenvolvimento econômico, sem 
influenciar, significativamente, o clima na 
América do Sul.
b) os recursos hídricos são abundantes e os 
regimes fluviais não serão alterados, apesar 
das mudanças climáticas que ameaçam modi-
ficar o regime de chuvas na América do Sul.
c) o atual desenvolvimento da Amazônia não 
afeta o sistema hidrológico, devido à aplica-
ção de medidas rigorosas contra o desmata-
mento e danos à biodiversidade da floresta.
d) os mecanismos climatológicos devem ser con-
siderados na avaliação dos riscos decorrentes 
de ações como o desmatamento, as queima-
das, a abertura de novas fronteiras agrícolas 
e a liberação dos gases do efeito estufa.
e) a circulação atmosférica é dominada por 
massas de ar carregadas de umidade que, 
encontrando a barreira natural formada pe-
los Andes, precipitam-se na encosta leste, 
alimentando as bacias hidrográficas do país.
 9. (Uepb) Os climogramas a seguir represen-
tam dois tipos climáticos que atuam em re-
giões do país. O clima representado na figura 
1 recebe influência da massa de ar continen-
tal equatorial e caracteriza-se por altas tem-
peraturas e chuvas abundantes o ano todo. 
Já o clima representado na figura 2 recebe 
influência da massa tropical atlântica e ca-
racteriza-se por altas temperaturas, chuvas 
escassas e mal distribuídas.
54
Os climogramas correspondem, respectivamente, aos climas:
a) Equatorial e Semiárido
b) Equatorial e Subtropical
c) Subtropical e Tropical de Altitude
d) Tropical Úmido e Subtropical
e) Semiárido e Subtropical
 10. (Unifesp) Assinale a alternativa com o climograma mais característico do clima subtropical no 
Brasil. 
a) b) c) 
d) e) 
55
e.o. teste ii 
 1. Observe o quadro a seguir:
 Localização/
Cotas de altitude Amplitude Térmica
Áreas próximas do
nível do mar
entre 800 m a 1.000 m
acima de 1.100 m
mínima anual de 20ºC e
máxima de 38ºC
média anual inferior a 18ºC
mínima noturna: 6ºC
diurna: inferior a 20ºC em
qualquer estação
Relacionando os dados apresentados no qua-
dro aos conhecimentos sobre relevo e clima, 
é possível identificar estas características 
gerais no seguinte Estado brasileiro: 
a) Roraima - as maiores altitudes do relevo bra-
sileiro, devido ao embasamento cristalino 
que caracteriza os Planaltos Residuais Norte-
Amazônicos, tornam o clima equatorial mais 
ameno. 
b) Minas Gerais - o relevo movimentado con-
trasta os climas temperado frio, nos Planal-
tos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste, e 
semiárido nas terras baixas da Depressão do 
São Francisco. 
c) Acre - a proximidade da Cordilheira dos An-
des na fronteira do Brasil com a Bolívia ame-
niza oclima no oeste do Estado, embora o 
clima equatorial da Floresta Amazônica seja 
predominante no conjunto. 
d) Santa Catarina, cujas diferenças climáticas 
extremas entre a Planície Litorânea e os Pla-
naltos da Bacia do Paraná são importantes 
atrativos turísticos em cidades como Blume-
nau e Florianópolis. 
e) Mato Grosso, cuja excepcionalidade climática 
é o resultado de relevos diferenciados, como 
os planaltos escarpados na porção ocidental, 
as planícies e depressões no noroeste e o 
complexo do Pantanal no extremo oeste. 
 2. (Unifesp)Encontra-se em uma região úmida 
que recebe forte influência da Massa Tro-
pical Atlântica, recebe muita insolação de-
vido à sua localização tropical e sofre com 
enchentes em épocas de chuvas. Trata-se da 
cidade de: 
a) Manaus. 
b) Salvador. 
c) Fortaleza. 
d) Brasília. 
e) Porto Alegre.
 3. (Fuvest) Considere o mapa e o texto a seguir. 
“A alternância de períodos chuvosos ao Sul 
e ao Norte da Bacia garante uma alimenta-
ção farta e permanente do rio ___(I)___ o 
ano inteiro, fazendo com que as oscilações 
do nível das águas apresentem uma amplitu-
de bem menor do que ocorreria se ele fosse 
subordinado a um único regime pluvial. Esse 
relativo equilíbrio hidrológico decorre do 
deslocamento anual da massa ____(II)____”. 
Fonte: Adap. IBGE, 1977. 
Assinale a alternativa que completa correta-
mente o texto. 
a) (I) Amazonas; (II) Equatorial Atlântica 
b) (I) Paraguai; (II) Tropical Continental 
c) (I) Paraguai; (II) Equatorial Atlântica 
d) (I) Amazonas; (II) Equatorial Continental 
e) (I) Amazonas; (II) Tropical Continental 
 4. (Unifesp)Sofre influência do clima tropical, 
recebe entre 1200 a 2000mm de chuva anu-
almente e tem uma estação seca bem defi-
nida. Além disso, apresenta um mosaico de 
vegetação que ocorre em diversas regiões 
brasileiras. Trata-se: 
a) da Amazônia. 
b) do Pantanal. 
c) do sertão semiárido. 
d) da Mata Atlântica. 
e) da Zona da Mata. 
 5. (Fuvest)Assinale a alternativa que indica o 
climograma que corresponde a uma cidade 
localizada aproximadamente a 3° Sul e 60° 
Oeste.
56
 6. (Unesp) No território brasileiro, em sentido 
norte-sul, em relação à média e à amplitude 
térmicas, é correto afirmar que: 
a) as médias térmicas diminuem e as amplitu 
des aumentam. 
b) as médias e as amplitudes térmicas dimi-
nuem. 
c) as médias térmicas aumentam e as amplitu 
des diminuem.
d) as médias e as amplitudes térmicas não 
apresentam variação. 
e) as médias e as amplitudes térmicas aumentam. 
 7. Leia o gráfico a seguir para responder a 
questão.
Te
m
pe
ra
tu
ra
s
28
26
24
22
20
18
16
14
12
ºC
400
350
300
250
200
150
100
50
0
Ch
uv
as
mm
J F M A M J J A S O N D
É mais provável que a estação meteorológica, 
na qual se fez a medição das chuvas e tempe-
raturas, se localize no Brasil em clima: 
a) tropical úmido, exposto às massas tropicais 
marítimas do Atlântico Sul. 
b) tropical em que se alternam nitidamente 
uma estação seca no inverno e uma estação 
chuvosa no verão austral. 
c) tropical semiárido, no qual as massas úmi-
das têm dificuldade de penetrar e, portanto, 
de provocar chuvas. 
d) subtropical úmido dominado por massas tro-
picais marítimas e por constantes invasões 
das massas polares. 
e) equatorial, no qual há a convergência dos alísios. 
 8. (Fuvest) Refletindo sobre o desenho a seguir, 
em uma área Tropical, podemos inferir que:
 
a) em matas e bosques, a grande oscilação diu-
turna da temperatura mantém as nuvens 
baixas, fazendo com que chova mais. 
b) em áreas com escassa cobertura vegetal, o 
ar frio e seco empurra as nuvens para cima, 
fazendo com que chova menos. 
c) o ar mais úmido e quente sobre as matas e bos-
ques ocasiona maior regularidade pluviométrica. 
d) as pequenas amplitudes térmicas sobre as 
plantações produzem uma camada estacio-
nária de ar úmido, impedindo a presença de 
nuvens baixas.
e) em áreas com abundante cobertura vegetal, 
o ar mais frio e rarefeito facilita a descida 
das nuvens mais pesadas.
 9. (Unesp)No Brasil, o Planalto Atlântico obriga 
a elevação dos ventos vindos do oceano car-
regados de umidade. Ao encontrar camadas 
mais frias de ar, o vapor da atmosfera se con-
densa e se precipita em forma de chuva. Es-
tas características individualizam as chuvas: 
a) frontais. 
b) polares. 
c) mediterrâneas. 
d) orográficas. 
e) térmicas. 
 10. Natal (RN) e Rio de Janeiro (RJ) apresentam 
temperaturas médias anuais semelhantes: 
a) porque possuem o mesmo tipo de clima e em 
ambas os solos foram originalmente recober-
tos por matas. 
b) porque estão na mesma longitude, predomi-
nando os morros recobertos por vegetação, 
no Rio de Janeiro e as dunas em Natal. 
c) porque estão ambas no litoral e as duas so-
frem a influência amenizadora do oceano 
Atlântico.
d) mas têm climas diferentes porque, estando 
em latitudes distintas, são submetidas a 
massas de ar de origens diferentes.
e) mas têm climas diferentes porque a cidade 
do Rio de Janeiro tem temperaturas eleva-
das, durante o ano todo, enquanto em Natal 
as temperaturas máximas estão entre abril e 
setembro. 
e.o. teste iii
 1. (Fuvest) A observação dos mapas do Estado 
de São Paulo permite afirmar que, de modo 
geral, as temperaturas decrescem: 
Verão Inverno
Trópico de Capricórnio
12º 15º 18º 21º 24º 27º
Fonte: projetomedicina.com.br
a) de sudeste para noroeste sem grandes oscila-
ções, exceto no Vale do Paraíba, sempre mais 
frio que o restante do Estado. 
b) de oeste para leste com acentuada queda das 
temperaturas ao sul do trópico de Capricórnio.
57
c) de oeste para leste, excetuando-se o centro, 
onde há permanentemente uma “ilha” de 
temperaturas mais elevadas. 
d) de leste para oeste, excetuando-se o noroes-
te onde as temperaturas são sempre superio-
res às das demais áreas.
e) de noroeste para sudeste, interrompida pela 
nítida queda de temperatura nas terras ele-
vadas do planalto Atlântico. 
 2. (Unemat) As metrópoles são o ambiente que 
mais expressam a intervenção humana no 
meio natural. A figura, a seguir, representa 
um fenômeno climático cada vez mais co-
mum nas grandes cidades.
Assinale a alternativa que corresponde ao 
fenômeno representado na figura. 
a) Chuvas ácidas
b) Inversão térmica
c) Ilha de calor
d) Smog
e) Efeito estufa
 3. (Fuvest)“Lá um dia, para as cordas das nas-
centes do Paraíba, via-se, quase rente do ho-
rizonte, um abrir longínquo e espaçado de re-
lâmpago era inverno na certa no alto sertão. 
As experiências confirmavam que com duas se-
manas de inverno o Paraíba apontaria na vár-
zea com sua primeira cabeça d’água. O rio no 
verão ficava seco de se atravessar a pé enxuto. 
Apenas, aqui e ali, pelo seu leito, formavam-se 
grandes poços, que venciam a estiagem.” 
[J. L. do Rego - MENINO DE ENGENHO, cap. 13] 
O texto anterior faz referência, direta e in-
diretamente, a aspectos da paisagem natural 
observados na sub-região do Sertão Nordes-
tino, tais como:
a) clima tropical semiárido, predominância de 
rios intermitentes, com padrão de drenagem 
exorréica. 
b) clima tropical úmido a leste e semiárido a 
oeste, rios perenes e intermitentes, com pa-
drão de drenagem endorréica. 
c) clima tropical, rios predominantemente pe-
renes, com padrão de drenagem exorréica.
d) clima tropical semiárido a leste e úmido a 
oeste, rios temporários, com padrão de dre-
nagem endorréica. 
e) clima tropical mais úmido no inverno e mais 
seco no verão, rios temporários, com padrão 
de drenagem arréica. 
 4. (Fuvest) A leitura desta carta sinótica per-
mite afirmar que as condições do tempo nas 
cidades indicadas são, mais provavelmente:
1010 1014
A
1010
1014
1018
A 0 620 km
frente fria
Fo
nt
e:p
ro
fe
ss
or
.b
ri
o.
br
/g
eo
gr
afi
a
a) estáveis, com temperatura em ligeiro de-
clínio a fraca probabilidade de chuvas, em 
Curitiba e Belo Horizonte. 
b) instáveis, com chuvas esparsas e temperatu-
ra em ascensão, em São Paulo e Brasília.
c) instáveis, com fortes chuvas, alto teor de 
umidade e temperatura estável, em Brasília 
e Manaus. 
d) instáveis, com céu encoberto, chuvas e tem-
peratura em declínio, em São Paulo e Curitiba.
e) estáveis, com céu claro, baixo teor de umi-
dade e temperatura em ascensão, em Porto 
Alegre e São Paulo. 
 5. (Unesp)Observe o mapa a seguir. 
As áreas assinaladas correspondem ao clima: 
a) equatorial superúmido. 
b) subtropical de altitude. 
c) tropical semiárido. 
d) tropical alternadamente úmido e seco. 
e) subtropical úmido. 
58
e.o. dissertAtivo
 1. (Unicamp)Conforme os estudos de Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro (A dinâmica climática e 
as chuvas do Estado de São Paulo: estudo geográfico em forma de atlas. São Paulo: USP, Instituto 
de Geografia, 1973), o clima do litoral do Estado de São Paulo resulta da interação de três grandes 
controles atmosféricos de ordem regional: a circulação secundária, sob a forma dos frequentes 
embates entre as três massas de ar mais atuantes na região; o oceano, matéria-prima da umidade 
disponível; e o relevo (Serra do Mar, de orientação SO-NE, que atua como barreira aos ventos úmi-
dos predominantes de SE). 
a) Quais são as três massas de ar mais atuantes no litoral de São Paulo? 
b) Como o relevo atua para formar as chuvas orográficas? 
 2. (Unesp)Analise os climogramas dos principais tipos climáticos do Brasil e as fotos que retratam as 
formações vegetais correspondentes. 
Identifique o climograma e a respectiva foto que representa a vegetação do cerrado. Mencione duas 
características da formação vegetal do cerrado e uma característica do clima no qual ela ocorre.
 3. (Unicamp)Os climogramas abaixo representam dois tipos climáticos que ocorrem em território 
brasileiro. Observe-os e responda:
a) A que tipos climáticos se referem as figuras 1 e 2, respectivamente? 
b) Qual a vegetação característica das respectivas regiões? 
59
 4. (Unicamp)O mapa a seguir representa o es-
tado de São Paulo e as médias de temperatu-
ra em duas cidades paulistas. Observando o 
mapa, responda:
Médias de Precipitação e Temperatura das
 cidades de Ubatuba e São Paulo
São Paulo
UbatubaTrópico de
Capricórnio
Ubatuba: precipitação média: 2.624,0mm
temperatura média: 21,2ºC
São Paulo: precipitação média: 1.356,9mm
temperatura média: 17,7ºC
Fonte: IBGE, Região Sudeste, 1977. p. 667
a) Por que as cidades de São Paulo e Ubatuba, 
situadas na mesma latitude, apresentam mé-
dias de temperatura distintas?
b) Na Serra do Mar, durante o verão, ocorrem 
movimentos de massa, causando prejuízos 
e perdas humanas. Esses deslizamentos, em 
grande medida, são desencadeados por in-
tensas chuvas orográficas. Explique como se 
formam as chuvas orográficas. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO 
OS SERTÕES 
A Serra do Mar tem um notável perfil em 
nossa história. A prumo sobre o Atlântico 
desdobrase como a cortina de baluarte des-
medido. De encontro às suas escarpas emba-
tia, fragílima, a ânsia guerreira dos Caven-
dish e dos Fenton. No alto, volvendo o olhar 
em cheio para os chapadões, o forasteiro 
sentia-se em segurança. Estava sobre ameias 
intransponíveis que o punham do mesmo 
passo a cavaleiro do invasor e da metrópole. 
Transposta a montanha - arqueada como a 
precinta de pedra de um continente - era um 
isolador étnico e um isolador histórico. Anu-
lava o apego irreprimível ao litoral, que se 
exercia ao norte; reduzia-o a estreita faixa 
de mangues e restingas, ante a qual se amor-
teciam todas as cobiças, e alteava, sobrancei-
ra às frotas, intangível no recesso das matas, 
a atração misteriosa das minas... 
Ainda mais - o seu relevo especial torna-a 
um condensador de primeira ordem, no pre-
cipitar a evaporação oceânica. 
Os rios que se derivam pelas suas verten-
tes nascem de algum modo no mar. Rolam 
as águas num sentido oposto à costa. Entra-
nham-se no interior, correndo em cheio para 
os sertões. Dão ao forasteiro a sugestão irre-
sistível das entradas. 
A terra atrai o homem; chama-o para o seio 
fecundo; encanta-o pelo aspecto formosíssi-
mo; arrebata-o, afinal, irresistivelmente, na 
correnteza dos rios. 
Daí o traçado eloquentíssimo do Tietê, dire-
triz preponderante nesse domínio do solo. 
Enquanto no S. Francisco, no Parnaíba, no 
Amazonas, e em todos os cursos d’água da 
borda oriental, o acesso para o interior se-
guia ao arrepio das correntes, ou embatia 
nas cachoeiras que tombam dos socalcos dos 
planaltos, ele levava os sertanistas, sem uma 
remada, para o rio Grande e daí ao Paraná 
e ao Paranaíba. Era a penetração em Minas, 
em Goiás, em Santa Catarina, no Rio Gran-
de do Sul, no Mato Grosso, no Brasil inteiro. 
Segundo estas linhas de menor resistência, 
que definem os lineamentos mais claros da 
expansão colonial, não se opunham, como ao 
norte, renteando o passo às bandeiras, a es-
terilidade da terra, a barreira intangível dos 
descampados brutos. 
Assim é fácil mostrar como esta distinção de 
ordem física esclarece as anomalias e con-
trastes entre os sucessos nos dous pontos do 
país, sobretudo no período agudo da crise 
colonial, no século XVII. 
Enquanto o domínio holandês, centralizan-
do-se em Pernambuco, reagia por toda a 
costa oriental, da Bahia ao Maranhão, e se 
travavam recontros memoráveis em que, so-
lidárias, enterreiravam o inimigo comum as 
nossas três raças formadoras, o sulista, ab-
solutamente alheio àquela agitação, revela-
va, na rebeldia aos decretos da metrópole, 
completo divórcio com aqueles lutadores. 
Era quase um inimigo tão perigoso quanto 
o batavo. Um povo estranho de mestiços le-
vantadiços, expandindo outras tendências, 
norteado por outros destinos, pisando, reso-
luto, em demanda de outros rumos, bulas e 
alvarás entibiadores. Volvia-se em luta aber-
ta com a corte portuguesa, numa reação te-
naz contra os jesuítas. Estes, olvidando o ho-
landês e dirigindo-se, com Ruiz de Montoya 
a Madri e Díaz Taño a Roma, apontavam-no 
como inimigo mais sério. 
De feito, enquanto em Pernambuco as tropas 
de van Schkoppe preparavam o governo de 
Nassau, em São Paulo se arquitetava o drama 
sombrio de Guaíra. E quando a restauração 
em Portugal veio alentar em toda a linha a 
repulsa ao invasor, congregando de novo os 
combatentes exaustos, os sulistas frisaram 
ainda mais esta separação de destinos, apro-
veitando-se do mesmo fato para estadearem 
a autonomia franca, no reinado de um minu-
to de Amador Bueno. 
Não temos contraste maior na nossa histó-
ria. Está nele a sua feição verdadeiramente 
nacional. Fora disto mal a vislumbramos nas 
cortes espetaculosas dos governadores, na 
60
Bahia, onde imperava a Companhia de Jesus 
com o privilégio da conquista das almas, eu-
femismo casuístico disfarçando o monopólio 
do braço indígena. 
(EUCLIDES DA CUNHA. Os sertões. Edição 
crítica de Walnice Nogueira Galvão. 2 ed. São 
Paulo: Editora Ática, 2001, p. 81-82.) 
 5. (Unesp) Observe a figura.
Identifique e explique o fenômeno repre-
sentado. Em que trecho do texto Euclides da 
Cunha a ele se refere? 
 6. (Unesp) Observe a tabela.
Temperaturas mínimas e máximas em Por-
to Alegre e em Rio Branco, no período 
de 14 a 17 de maio de 2004, em ºC.
Temperatura Porto Alegre dias 
14 15 16 17
Rio Branco dias 
14 15 16 17
Mínima (ºC) 16 14 11 8 23 20 18 16
Máxima (ºC) 19 17 18 18 27 25 28 27
(INPE, 2004.)
a) Justifique a queda da temperatura mínima 
no Rio Grande do Sul e no Acre nos dias con-
siderados. 
b) Com base nas temperaturas mínimas obser-
vadas na Região Norte, descreva o fenôme-
no climático ocorrido,mencionando o nome 
pelo qual ele é conhecido. 
 7. (Unicamp) Os mapas a seguir representam a 
situação das massas de ar que atuam no Brasil 
no solstício de verão e no solstício de inverno. 
Observe e faça o que se pede:
Atuação das massas de ar no verão Atuação das massas de ar no inverno
mEa mEa
mEc
mTa
mTa
mEc
mTc
mPamEa - Massa Equatorial Atlântica
mEc - Massa Equatorial Continental
mTa - Massa Tropical Atlântica
mTc - Massa Tropical Continental
mPa - Massa Polar Atlântica
Adaptado de Marcos de Amorim Coelho e Nilce Bueno 
Soncin. “Geografia do Brasil”. São Paulo: Editora 
Moderna, 1985, p.48 e 50.
Adaptado de Marcos de Amorim Coelho e 
Nilce Bueno Soncin. “Geografia do Brasil”. São 
Paulo: Editora Moderna, 1985, p.48 e 50. 
a) Durante o inverno, por que a massa polar 
consegue atingir mais facilmente a região 
amazônica? 
b) Por que a massa tropical continental é atu-
ante no Brasil apenas no verão? 
c) Na Zona da Mata nordestina, por que as chu-
vas concentram-se no solstício de inverno? 
 8. (Unesp)O mapa a seguir ilustra duas áreas, 
1 e 2, que apresentam tipos climáticos bem 
característicos.
1
2
<p
ro
fe
ss
or
.b
io
.b
r/
ge
og
ra
fia
>
a) Defina os tipos climáticos de cada área. 
b) Teça considerações sobre as características 
térmicas e pluviométricas de cada área. 
 9. (Fuvest) Explique as causas da distribuição 
geográfica do fenômeno a seguir cartografado.
 BRASIL
Isotermas anuais
abaixo de 18º
de 18º a 20º
de 20º a 22º
de 22º a 24º
acima de 24º
<p
ro
fe
ss
or
.b
io
.b
r/
ge
og
ra
fi
a>
10. (Fuvest) Compare os regimes pluviométricos 
das regiões 1 e 2. 
2
1
<p
ro
fe
ss
or
.b
io
.b
r/
ge
og
ra
fia
>
61
e.o. eneM
 1. A convecção na Região Amazônica é um im-
portante mecanismo da atmosfera tropical 
e sua variação, em termos de intensidade e 
posição, tem um papel importante na deter-
minação do tempo e do clima dessa região. 
A nebulosidade e o regime de precipitação 
determinam o clima amazônico.
FISCH, G.; MARENGO, J. A.; NOBRE, C. A. “Uma 
revisão geral sobre o clima da Amazônia”. Acta 
Amazônica, v. 28, n. 2, 1998 (adaptado). 
O mecanismo climático regional descrito 
está associado à característica do espaço fí-
sico de: 
a) resfriamento da umidade da superfície. 
b) variação da amplitude de temperatura. 
c) dispersão dos ventos contra-alísios. 
d) existência de barreiras de relevo. 
e) convergência de fluxos de ar. 
 2. Os seres humanos podem tolerar apenas 
certos intervalos de temperatura e umidade 
relativa (UR), e, nessas condições, outras va-
riáveis, como os efeitos do sol e do vento, 
são necessárias para produzir condições con-
fortáveis, nas quais as pessoas podem viver 
e trabalhar. O gráfico mostra esses intervalos 
e a tabela mostra temperaturas e umidades 
relativas do ar de duas cidades, registradas 
em três meses do ano.
Gráfico: Adaptado de The Random House 
Encyclopedias, new rev, 3 ed, 1990.
40
35
30
25
20
15
10
5
0
-5
Te
m
pe
ra
tu
ra
 (º
C)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Umidade Relativa (%)
 Março
T(ºC) UR (%)
 Maio
T(ºC) UR (%)
 Outubro
T(ºC) UR (%)
Campo Grande
Curitiba
25 82
27 72
20 60
19 80
25 58
18 75
Gráfico: Adaptado de The Random House 
Encyclopedias, new rev, 3 ed, 1990. 
Com base nessas informações, pode-se afir-
mar que condições ideais são observadas em: 
a) Curitiba com vento em março, e Campo 
Grande, em outubro. 
b) Campo Grande com vento em março, e Curi 
tiba com sol em maio. 
c) Curitiba, em outubro, e Campo Grande com 
sol em março. 
d) Campo Grande com vento em março, Curitiba 
com sol em outubro. 
e) Curitiba, em maio, e Campo Grande, em ou-
tubro. 
 3. As figuras a seguir representam a variação 
anual de temperatura e a quantidade de 
chuvas mensais em dado lugar, sendo cha-
madas de climogramas. Neste tipo de gráfi-
co, as temperaturas são representadas pelas 
linhas, e as chuvas pelas colunas.
<p
ro
fe
ss
or
.b
io
.b
r/
ge
og
ra
fia
>
Leia e analise. 
A distribuição das chuvas no decorrer do 
ano, conforme mostrado nos gráficos, é um 
parâmetro importante na caracterização de 
um clima. 
A esse respeito podemos dizer que a afirmativa: 
a) está errada, pois o que importa é o total plu 
viométrico anual. 
b) está certa, pois, juntamente com o total plu-
viométrico anual, são importantes variáveis 
na definição das condições de umidade. 
c) está errada, pois a distribuição das chuvas 
não tem nenhuma relação com a temperatura.
d) está certa, pois é o que vai definir as esta-
ções climáticas. 
e) está certa, pois este é o parâmetro que defi-
ne o clima de uma dada área. 
GABArito
E.O. Teste I
1. B 2. D 3. D 4. D 5. C
6. E 7. A 8. D 9. A 10. E
E.O. Teste II 
1. A 2. B 3. D 4. B 5. B
6. A 7. E 8. C 9. D 10. D
E.O. Teste III
1. E 2. B 3. A 4. D 5. D
62
E.O. Dissertativo 
 1. 
a) As massas de ar mais atuantes no litoral 
de São Paulo são: massa Tropical atlântica 
(mTa), a massa Polar atlântica (mPa.) e a 
massa Equatorial continental (mEc). 
b) A chuva orográfica (de relevo) acontece 
quando uma massa de ar quente e úmida 
se desloca e encontra uma barreira topo-
gráfica que forma um obstáculo (serra, 
montanha, etc.), sendo forçada a ele-
varse, ocorrendo queda de temperatura 
seguida de condensação do vapor d’água 
- formando nuvens. Quando a massa é 
forçada a ascender, precipita a barlaven-
to, em muitos casos não precipita do ou-
tro lado, a sotavento. No caso do litoral 
paulista, as massas úmidas se originam 
no oceano Atlântico e encontram a bar-
reira cristalina da escarpa de falha da 
Serra do Mar. 
 2. O climograma 3 (Cuiabá, MT) relaciona-se 
com o ecossistema do Cerrado (foto C). O 
Cerrado é um ecossistema complexo (diver-
sidade fisionômica) e com alta biodiversida-
de. Na foto, destaca-se o Cerrado com forma 
de savana com os estratos herbáceo, arbus-
tivo e arbóreo representado por árvores tor-
tuosas. Muitas espécies estão adaptadas às 
condições climáticas, por exemplo, raízes 
profundas para captar água do lençol freáti-
co e troncos com cascas grossas para resistir 
aos frequentes incêndios espontâneos du-
rante o período seco. No domínio do Cerrado, 
o clima é tropical, tropical típico ou tropical 
continental, quente, com baixa amplitude 
térmica, chuvas concentradas no verão e in-
verno com estiagem (seca). As massas de ar 
mais influentes são a Equatorial continental 
(úmida) e a Tropical continental (seca). 
 3. 
a) O gráfico 1 representa o clima tropical de 
altitude. Trata-se de um clima com duas 
estações bem definidas, verão chuvoso e 
inverno seco e frio. O gráfico 2 mostra o 
clima tropical semiárido sempre quente 
com baixo índice pluviométrico e chuvas 
irregulares. 
b) O clima tropical de altitude aparece nas 
áreas serranas do Sudeste com Araucárias 
e Campos de Altitude e o clima tropical 
semiárido é associado à Caatinga, carac-
terizada por espécies xerófitas adaptadas 
à baixa umidade.
 4. 
a) As médias de temperatura de Ubatuba e 
São Paulo diferem porque as duas cidades 
estão situadas em áreas com diferentes 
altitudes: Ubatuba está localiza ao nível 
do mar e São Paulo está a cerca de 800 
metros de altitude. 
b) As chuvas orográficas, ou de relevo, ocor-
rem na área de influência da Serra do 
Mar e resultam do avanço de uma massa 
quente e úmida que se forma no Ocea-
no Atlântico: a Massa Tropical Atlântica. 
Essa massa alcança a região serrana car-
regada de umidade na forma de vapor 
d’água, que sofre processo de condensa-
ção ao atingir as áreas mais elevadas e 
com ar mais frio da Serra do Mar. 
 5. A ilustração mostra o processo deformação 
de chuvas orográficas a partir do relevo da 
Serra do Mar. O vento sopra o ar úmido da 
massa Tropical Atlântica, que se condensa em 
altitude após ascender pelas encostas da ser-
ra. A referência no texto encontra-se no se-
gundo parágrafo: “Ainda mais - o seu relevo 
especial torna-a um condensador de primeira 
ordem, no precipitar a evaporação oceânica.” 
 6. 
a) Nos estados do Sul e no Acre, a queda de 
temperatura resulta da entrada da massa 
Polar atlântica. 
b) A queda de temperatura brusca no Acre 
recebe a denominação de friagem. 
 7. 
a) Inverno: a diminuição da influência do 
centro de baixa do Chaco permite que o 
anticiclone do Atlântico Sul e da Argenti-
na avance sobre o continente. Entram nas 
calhas de relevo e favorecem a ocorrência 
das friagens na Amazônia. 
b) Verão: Ciclone formado na depressão baro-
métrica do Chaco com baixas pressões (alta 
temperatura) facilitando a convergência 
das massas de ar equatorial e atlântica. 
c) A influência da massa Polar atlântica se 
faz sentir no litoral nordestino, provo-
cando chuvas de inverno. 
 8. 
a) 1 - equatorial; 2 - subtropical. 
b) 1 - quente e úmido, pequena amplitude 
térmica, alta pluviosidade, chuvas o ano 
todo. 2 – maior amplitude térmica, chu-
vas regulares, sem estação seca definida. 
 9. Variações de temperatura quanto maior a la 
titude menor a temperatura. 
 10. 
1 - Regime subtropical com chuvas regulares 
sem estação seca definida. 
2 - Regime tropical com duas estações bem 
definidas: verão chuvoso, inverno seco.
E.O Enem
1. E 2. A 3. B
©
 Ja
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Domínios morfoclimáticos 
e bioma brasileiro
Aulas 13 e 14
65
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Os dOmíniOs mOrfOclimáticOs
“A classificação morfoclimática reúne grandes combinações de fatos geomor-
fológicos, climáticos, hidrológicos, pedológicos e botânicos que, por sua rela-
tiva homogeneidade, são adotados como padrão em escala regional.” 
CONTI, José B.; FURLAN, Sueli A. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. 
Apud: ROSS, Jurandyr L.S. (Org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996. p. 158.
Na década de 1960, o geógrafo Aziz Nacib Ab’Saber reuniu as principais características do relevo e do clima 
das regiões brasileiras para formar, com os demais elementos naturais da paisagem, o que chamou de domí-
nios morfoclimáticos.
Os domínios morfoclimáticos representam a síntese de vários elementos da natureza, dando um aspecto 
característico a uma determinada área do território. São eles: domínio amazônico (terras baixas e florestas equa-
toriais), domínio do cerrado (chapadões tropicais interiores com cerrados e matas de galeria), domínios dos 
mares de morros (áreas mamelonares tropical-atlânticas), domínio da caatinga (depressões intermontanas 
e interplanálticas semiáridas), domínio da araucária (planaltos subtropicais com araucárias) e domínio das 
pradarias (coxilhas subtropicais com pradarias mistas).
Os domínios são formados por fatores naturais, portanto, não possuem fronteiras exatas. Entre eles existem 
áreas de transição com características comuns aos domínios que separam.
Em um domínio podemos reconhecer um bioma predominante, biomas secundários e vários ecossistemas. 
Por exemplo, no domínio do cerrado, há o predomínio do bioma savânico (cerrado), terrestre, mas aparecem outros 
biomas, como a caatinga, e ecossistemas, como as matas de galeria ou ciliares.
Brasil: domínios morfoclimáticos
Amazônico
Cerrado
Mares de Morros
Caatinga
Araucárias
Pradarias
Faixas de transição
 OCEANO
ATLÂNTICO
0 280 km
Fo
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66
Os biOmas brasileirOs
BIOMA AMAZÔNIA
BIOMA
CAATINGA
BIOMA CERRADO
BIOMA MATA
ATLÂNTICA
BIOMA
PANTANAL
BIOMA
PAMPA
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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recur-
sos Naturais Renováveis (Ibama), o ministério do Meio 
Ambiente (MMA) e o Fundo Mundial para a Natureza 
(WWF-Brasil) fizeram um estudo dos ecossistemas bra-
sileiros com a finalidade de verificar como está sendo 
realizada a conservação desses ecossistemas.
Esse levantamento – denominado Estudo de 
Representatividade Ecológica – levou em consideração 
a vegetação, a variedade biológica, a biogeografia e a 
ação do homem e dividiu o Brasil em 49 ecorregiões.
“Entende-se por ecorregião um conjunto de 
comunidades naturais, geograficamente dis-
tintas, que compartilham a maioria das suas 
espécies, dinâmicas e processos ecológicos, e 
condições ambientais similares, que são fato-
res críticos para a manutenção de sua viabili-
dade a longo prazo.”
Extraído de: DINNERSTEIN, E. Biodiversity of La-
tin American and the Caribe – Aconservation asses-
sment. WWF/The Word Bank, 1995. p.129. 
Esse trabalho também deu origem a um mapa 
que localiza os sete biomas brasileiros – seis terrestres 
e um envolvendo a região marítima (zonas costeira ou 
litorânea) –, estabelecendo entre eles três áreas de 
transição: a mata seca (entre a Amazônia e o cerrado), 
a mata dos Cocais (entre a floresta Amazônica e a caa-
tinga) e a floresta de folhas secas do Nordeste (entre o 
cerrado e a caatinga).
Os biomas brasileiros abrangem várias ecorregi-
ões e são assim classificados:
 § Amazônia (ecorregiões amazônicas);
 § Mata Atlântica (ecorregiões da área da mata 
Atlântica);
 § Caatinga (ecorregiões da caatinga);
 § Cerrado (ecorregiões do cerrado);
 § Pantanal (ecorregiões do Pantanal);
 § Pampas (ecorregiões dos campos);
 § Biomas costeiros (ecorregiões dos manguezais 
das restingas e das dunas).
67
As formações florestais
A vegetação florestal se caracteriza pela predominân-
cia de árvores de grande porte, dividida em dois gran-
des grupos: floresta latifoliada – apresenta folhas 
largas e grandes – é o tipo de vegetação predominante 
na floresta equatorial (clima quente e úmido), que se 
encontra na região Norte do Brasil. São exemplos a flo-
resta equatorial Amazônica, a mata Atlântica e a mata 
dos Cocais; e floresta aciculifoliada, que apresenta 
folhas em forma de agulhas, como os pinheiros. É re-
presentante a mata de Araucárias ou mata dos Pinhais.
Na Amazônia e na mata Atlântica, as árvores de 
grande porte aparecem associadas a vários outros meios 
biológicos, em particular as epífitas – diz-se de um ve-
getal que vive apoiado sobre outro, mas sem retirar nu-
trientes – como os cipós e as orquídeas. Essas florestas 
localizam-se em áreas de clima ombrotérmico (ombro, 
chuvas) e, segundo o IBGE (1992), de temperaturas rela-
tivamente elevadas e de ausência de períodos secos, com 
precipitação abundante e bem distribuída o ano todo.
Através da fotossíntese, as árvores absorvem 
uma grande quantidade de energia solar, criando como 
consequência a evapotranspiração, isto é, eliminação 
de água através das folhas, que ascende na forma de 
vapor. Estima-se que somente na Amazônia a cobertura 
vegetal seja diretamente responsável por 50% do vapor 
de água lançado ao ar, que cairá sob a forma de chuvas. 
Por serem ambientes com elevadas quantidades 
de matéria orgânica (biomassa), a mata Atlântica e a 
Amazônia absorvem grandes quantidades de energia 
solar e devolvem, através de calor, uma quantidade 
de energia menor que a devolvida por um deserto. Em 
razão disso, essas florestas contribuem para manter 
amenas as temperaturas nos trópicos úmidos – sem ex-
tremos de frio ou calor. A substituição dessas florestas 
por pastos e áreas cultivadas, como na Amazônia, ou 
por lotes residenciais, como acontece na mata Atlânti-
ca, causam modificações no microclima dessas regiõese, no caso da Amazônia, pode influenciar o clima até 
mesmo em escala global.
Amazônia
A flora Amazônica é a maior floresta tropical do mundo e representa mais de 25% do total dessas florestas.
68
A floresta equatorial Amazônica, também chamada de floresta latifoliada equatorial, é a maior floresta do mundo, 
cobrindo uma área que passa pelos territórios do Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Possui uma 
formação higrófila, isto é, adaptada a ambientes úmidos; latifoliada (com folhas grandes e largas); perene (sempre 
verde); densa (de difícil penetração) e heterogênea (rica em espécies vegetais).
A floresta Amazônica é muito diversificada em espécies animais (pequenos mamíferos, insetos, répteis) e 
vegetais (resinas, óleos, látex, frutas, madeiras, essências aromáticas), das quais boa parte não é sequer catalogada. 
A umidade não é homogênea em toda região, produzindo, dessa forma, uma variação na fauna e flora conforme 
as variações da umidade. Por isso mesmo, dizem que não se trata de uma floresta, mas de um mosaico de florestas. 
Assim, a partir dos vales dos rios em direção à terra firme, pode-se observar:
 § Mata de igapó ou caaigapó – formação vegetal localizada em terrenos baixos, junto às margens do 
rio, que permanece alagadas. Vegetação habitualmente encontrada flutuando sobre os rios são as vitórias 
régias. Encontramos associadas a essa vegetação o extrativismo de peaçava, de palmeiras etc.
 § Mata de várzea – vegetação localizada em terrenos periodicamente alagados; possui uma composição 
florística que varia conforme a duração do período em que se encontra alagada, determinada pela altura em 
relação ao nível das bases dos rios. Quando localizada em áreas mais alagadas, assemelha-se aos igapós; 
quando em locais mais altos (menos alagados), aproxima-se da vegetação de terra firme. A seringueira, típica 
dessa formação, tem alto valor para a sociedade por possibilitar a extração de elementos à produção da 
borracha. Essa planta motivou a ocupação da Amazônia ocidental, no período de extração, que compreendeu 
de 1890 a 1910; porém, devido à concorrência no continente asiático, nosso produto entrou em decadência.
 § Mata de terra firme ou caaetê – vegetação situada em terras mais elevadas, portanto não sujeitas a 
alagamentos, onde se desenvolvem grandes árvores (60/65 metros) como o castanheiro. Por serem muito 
altos, o dossel (a copa das árvores) retém 95% dos raios solares, tornando o interior da floresta muito escu-
ro e úmido. A castanha-do-pará, extraída do ouriço do castanheiro, tem no Brasil seu único produtor mun-
dial. Atualmente, extraem-se dessa porção da floresta madeiras-de-lei, como o mogno (uma das madeiras 
mais contrabandeadas pelo seu alto valor comercial), a peroba, a maçaranduba etc.
Esquema ilustrativo dos estratos da floresta Amazônica.
A região Amazônica é conhecida como um grande sumidouro de carbono; ou seja, na floresta, grandes 
quantidades de carbono são absorvidas pelas plantas e transformadas em biomassa, graças à fotossíntese. Mas a 
fertilidade do solo amazônico é restrita às várzeas (solos aluvionais originários das margens dos rios) ou algumas 
manchas de terra preta de origem orgânica. As árvores, em geral, apenas vivem sobre os solos, mas não vivem 
dos nutrientes deles, que comumente são muito pobres. Na realidade, é a própria vegetação que cria um sistema 
autossustentável: ao longo de um ano, caem cerca de oito toneladas por hectare de folhas, flores, galhos e frutos 
no chão, que apodrecem em virtude do clima quente e úmido, facilitando a ação microbiana e formação do hú-
69
mus, com nutrientes solúveis em água. Ao chover, esses 
nutrientes penetram o solo e são absorvidos pelas raí-
zes das plantas. Há muitos micro-organismos que vivem 
junto às raízes, contribuindo para a decomposição da 
matéria orgânica e para a sua posterior absorção de 
novo por elas.
Com os desmatamentos e as queimadas há uma 
aceleração dos processos de degradação do solo, assim 
como perda da biodiversidade nesses locais. Relaciona-
dos ao solo, há problemas como a lixiviação – erosão do 
solo pelas águas das chuvas – e a laterização, que con-
siste na ascensão e concentração superficial de óxidos 
de ferro e alumínio no solo, tornando-os duros. Essa su-
bida se deve, regularmente, ao solo desmatado atingido 
por grandes chuvas, que “lavam” – lixiviam – seus nu-
trientes, deixando os materiais mais pesados, como os 
óxidos de ferro e alumínio para trás. Depois, atingidos 
pelos raios solares intensos, esses óxidos formam uma 
crosta avermelhada – uma camada ferruginosa – sobre 
o solo. O caboclo amazônico ou tapuio denomina essa 
crosta de “canga” ou “pedra pará”.
O potencial biotecnológico da Amazônia atrai 
muitas transnacionais, que vêm à floresta para contra-
bandear, estudar e patentear substâncias dos elementos 
da flora e da fauna. O objetivo é claro: comercializar e 
obter lucros no futuro.
As populações locais (indígenas e caboclos) são 
bons conhecedores da natureza e de suas possibilida-
des de uso. Na maioria das vezes, as substâncias ati-
vas de plantas ou mesmo de animais são descobertas 
pelas empresas graças aos nativos, que não recebem 
nada em troca. É a chamada biopirataria. Na década 
de 1970, por exemplo, descobriu-se na Amazônia que 
uma determinada cobra produzia um veneno capaz de 
matar um homem em 60 segundos. A multinacional 
alemã Bayer furtou algumas delas e as levou para a 
Europa, com o objetivo de criar um remédio que atu-
aria na pressão humana. Esse projeto foi um fracasso, 
pois a maioria dos animais morreu em virtude do clima 
europeu. Os exemplares restantes não foram capazes 
de produzir o mesmo veneno porque necessitavam de 
elementos retirados da floresta para tal. Outro caso 
exemplar bem recente de biopirataria é o da fruta 
cupuaçu e de seu nome, ambos patenteados por uma 
empresa japonesa.
Mata Atlântica
Um dos pontos mais controversos relacionados aos 
aspectos naturais da mata Atlântica é a definição dos 
seus limites. Não há consenso entre diferentes autores 
e fitogeógrafos.
Num sentido amplo, o termo floresta Atlântica 
pode se referir ao conjunto de formações florestais 
extra-amazônicas, que ocupam a porção oriental do 
país. Também conhecida como floresta latifoliada tro-
pical úmida de encosta, sua complexidade vegetacio-
nal relaciona-se com a distribuição de umidade trazida 
pela massa polar atlântica (mPa), conjuntamente com 
as variações dos tipos de relevo e dos solos. De maneira 
ampla, sua ocorrência é localizada em ilhas isoladas no 
interior do Nordeste brasileiro, chegando até o litoral de 
onde segue até o nordeste-norte do Rio Grande do Sul, 
ocupando uma faixa de largura bastante variável que 
percorre toda a costa. Nas regiões Sul e Sudeste, essa 
faixa se torna mais larga, chegando praticamente até 
o vale do rio Paraná – adentrando os estados de São 
Paulo e Minas Gerais. Em sentido restrito, incluem-se 
apenas as formações florestais que recobrem as serras 
que acompanham de forma mais ou menos contínua 
boa parte da costa brasileira, do Rio Grande do Norte 
ao nordeste do Rio Grande do Sul. Não estão incluídas 
nesse contexto as florestas estacionais – sujeitas a uma 
estação seca – dos planaltos mais interiores do Sudeste, 
Sul, Nordeste e Centro-Oeste.
Rica em espécies vegetais, essa floresta litorâ-
nea tinha as mesmas características da mata equato-
rial, também era higrófila, latifoliada, perene e densa. 
Apresentava grande quantidade de espécies de árvores 
com madeiras de lei: pau-brasil, peroba, ipê, jacarandá, 
jequitibá, entre outras. Com uma área originalmente 
de 1,36 milhão de km2, a intensa ocupação a quefoi 
submetida – devastações para plantação de monocul-
turas da cana-de-açúcar e café, formação dos maiores 
conglomerados urbanos, assim como do maior parque 
industrial do país – pôs a perder grande parte de sua 
cobertura nativa, que ficou reduzida a apenas 7% de 
sua área original, dos quais são poucas as reservas 
mantidas pelo governo. Mesmo assim, a floresta con-
tinua muito rica.
70
Originalmente, a mata Atlântica cobria uma grande área localizada sobre uma vasta cadeia montanhosa que acompanha parte do nosso litoral. Hoje, 
mais de 90% de sua formação original se encontra devastada.
A mata Atlântica tem a maior diversidade de es-
pécies vegetais por km2 de floresta. Além de possuir uma 
biodiversidade tão grande quanto à da Amazônia, a Atlân-
tica se apresenta em diferentes altitudes e relevo, o que 
possibilita a adequação da variedade de espécies. O solo 
possui uma grande quantidade de matéria orgânica que 
se deposita no horizonte A, formando uma camada de 
húmus que é rapidamente absorvida pelas plantas. Nas 
planícies litorâneas se encontram formações de restingas 
e manguezais, que são de grande importância para os 
ecossistemas costeiros graças ao fornecimento de nutrien-
tes e abrigo a várias espécies marinhas em suas épocas de 
reprodução – berçário natural –, porém, o turismo preda-
tório nesses ecossistemas vêm destruindo-os. Os pontos 
mais preservados de mata Atlântica original se encontram 
no sul da Bahia (no Parque Nacional do Monte Pascoal e 
em seus arredores) e em São Paulo, em alguns trechos de 
serra pouco acessíveis ou que fazem parte do Parque Es-
tadual da Serra do Mar ou outras áreas protegidas, como 
Cananeia e Jureia. As semelhanças estruturais e florísti-
cas observadas entre ambas as florestas, a Amazônica e 
a Atlântica, são mais evidentes em algumas partes, como 
no sul da Bahia. Essas parecenças serviram de base para o 
nome Hileia Sul-baiana, como é apelidada aquela região. 
Tal atributo tem sido frequentemente apontado como 
uma evidência das conexões históricas entre ambas; diz-
-se, ainda, que essas florestas já estiveram interligadas em 
algum momento da história da Terra.
Quando consideramos a mata Atlântica em sua 
versão mais abrangente, incluindo áreas que adentram 
o interior do país, principalmente no Sudeste, o nome 
mais usado é domínio dos mares de morros. Quanto 
mais interior mais se reduz a pluviosidade, e a mata 
Atlântica cede lugar a uma floresta tropical latifoliada 
semidecídua, menos exuberante e úmida, mas igual-
mente destruída pela ação humana. Esse tipo de flo-
resta aparece, em particular, no interior paulista, no sul 
mineiro e no sul carioca.
71
Evolução do desmatamento na mata Atlântica
Século XVI Século XXI
A mata dos Pinhais ou de Araucária
A cobertura vegetal que se espalhava pela região sul do Brasil e em áreas elevadas do planalto da bacia do Paraná é 
conhecida como mata dos Pinhais, mata de Araucária ou floresta aciculifoliada. Essa floresta constitui uma das mais 
importantes formações do sul do Brasil não só pela área que outrora ocupava mas também pelo papel que os seus 
recursos naturais tiveram em sua ocupação. Distribuída na origem pelas regiões planálticas, com altitudes superiores 
a 500 a 600 m, com uma ocorrência central na área compreendida pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Cata-
rina, Paraná e São Paulo, possuindo pequenas penetrações por Minas Gerais (pico da Bandeira) e pelo Rio de Janeiro 
(Petrópolis). Nas planícies, realizava transição com os campos de pradarias sulinos. Distribui-se, além disso, em países 
vizinhos ao Brasil, notadamente no nordeste da Argentina e sudeste do Paraguai, cuja área aqui é pouco expressiva.
A mata de Araucária, que originalmente se estendia de Minas Gerais à Argentina, predomina no Paraná. 
É uma formação típica da América do Sul e está entre os ecossistemas mais devastados do Brasil.
72
Caatinga
A caatinga é dominada por árvores baixas e arbustos, com destaque para as cactáceas, e é predominante nas áreas do semiárido nordestino.
Entre a floresta Amazônica e a mata Atlântica, encontramos as caatingas do Nordeste brasileiro, cuja palavra, em 
tupi, significa “mata branca”. Sua extensão é de cerca 800 mil km2, equivalente a 11% do território nacional. 
Como os demais biomas brasileiros, a caatinga também sofre com a intervenção humana.
A rigidez climática é conferida, principalmente, pela irregularidade na distribuição de chuvas, no tempo e 
no espaço – clima semiárido, com médias pluviométricas inferiores aos 800 mm do ano. A caatinga se diversifica 
por suas manifestações conforme o relevo, os solos e a menor escassez de chuvas. Há a mata seca (formada 
A mata de Araucária possuía características dife-
rentes das duas florestas anteriores. Por ser uma mata 
muito homogênea e típica de ambientes frios e úmi-
dos – clima subtropical –, considerada aciculifoliada, 
possuía folhas pontiagudas (em forma de agulha) mais 
resistentes ao frio; floresta aberta, de fácil penetração e 
com menor número de espécies vegetais. Em razão da 
exploração econômica da madeira – para produção de 
papel e móveis –, a mata dos Pinhais está hoje reduzida 
a menos de 10% (cerca de 20 mil km2) de sua área 
original. Algumas plantas ficaram famosas por essa de-
vastação; o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), 
por exemplo, que forneceu madeira de qualidade, e o 
pinhão, muito apreciado pela culinária nacional. Tudo 
foi amplamente destruído pelo homem na ocupação 
agrícola e pecuária – soja, trigo, videira e milho.
Sob a ação do intemperismo físico e químico, o 
basalto deu origem aos solos férteis de terra-roxa, que 
é eluvional, isto é, situado sobre a própria rocha matriz 
– ao contrário do solo dito aluvional das várzeas ama-
zônicas, que são transportados pelos rios. Os solos de 
terra-roxa são muito usados no cultivo de gêneros agrí-
colas típicos de climas temperados, como o café; além 
de férteis, estão em uma região fria, como o noroeste de 
São Paulo e do Paraná. Hoje, a partir do sul do Paraná, 
já não há mais esse tipo de solo.
73
especialmente de cactos, bromélias e vegetação her-
bácea, como na Paraíba), a arbustiva e até mesmo a 
arbórea. A maior parte das plantas são xerófilas, com 
folhas pequenas, adaptadas à semiaridez, pois apre-
senta um revestimento – um tecido ou uma película 
de cera – que não permite a perda de muita água pela 
evapotranspiração. Também são deciduais (caducifolia-
das), suas folhas caem totalmente nas secas, diminuin-
do, assim, o metabolismo das plantas, que aguentam 
mais tempo sem água. Outras plantas apresentam 
suas folhas na forma de espinhos. Por outro lado, al-
gumas espécies do extrato arbóreo, como o juazeiro e 
o umbuzeiro, possuem raízes longas que buscam água 
em lençóis freáticos – ampla extensão aquática de ní-
vel pouco profundo na superfície do solo, um rio sub-
terrâneo, que o homem explora por meio de poços – e 
conseguem manter suas folhas verdejantes o ano todo. 
Os solos desse bioma são ricos em sais minerais, mas 
pobres em húmus – problema comum de lugares com 
climas áridos e semiáridos – com ressalva para peque-
nas manchas férteis nas fronteiras do Rio Grande do 
Norte e Ceará, do Piauí e Pernambuco, e nas margens 
do rio São Francisco. Na maior parte, os solos são ra-
sos e pedregosos em virtude do intemperismo físico. 
Nas chapadas, como a de Araripe, entre os estados do 
Ceará e Pernambuco, ocorrem chuvas orográficas que 
facilitam o cultivo do solo. Essas áreas mais úmidas 
– verdadeiros oásis sertanejos – são os brejos onde 
há maior concentração humana; duas grandes cidades 
com essas características sãoJuazeiro do Norte e Cra-
to, ambas no vale do Cariri (Ceará).
Regularmente, as notícias do sertão, sobretu-
do pela televisão, vemos imagens de solos rachados 
e de plantas secas pela falta de água. Todavia, essas 
imagens podem ser exageradas; as plantas da caatin-
ga estão muito bem adaptadas aos períodos de seca. 
Talvez a perda das folhas deem a falsa impressão de 
estarem mortas ou “sofrendo” com a falta de chuvas. 
Além disso, essa vegetação tem uma variedade signifi-
cativa de espécies, como as angiospermas e as plantas 
que produzem flores. Algumas de suas árvores se des-
tacam pelo valor da madeira, pela beleza intrínseca ou 
pelos frutos comestíveis, saborosos e nutritivos: o juá 
e o umbu, dos juazeiro e umbuzeiro, respectivamente. 
E mesmo plantas cactáceas (de cactos), como o man-
dacaru e a palma, usadas como forragem para o gado.
Caatinga
Há uma determinação ingênua e passível de 
refutação no relacionamento entre a pobreza da re-
gião nordestina e o clima semiárido, como se ele fosse 
o responsável pelas mazelas sociais daquela região. 
Diz-se que a região possui um solo “pobre”, “ruim” 
para a agricultura. Primeiramente, não existe um solo 
“bom” ou “ruim”, qualidades atribuídas ao solo por 
nós mesmos de acordo com os interesses que qualifi-
cam essa formação pedológica. Os solos do Nordeste 
são “ruins” para a produção agropecuária que neces-
sitam de muita água e sais minerais. No entanto, são 
“ótimos” para cultivo de espécies frutíferas, fibras, óle-
os vegetais e ceras. O grande problema do Nordeste é 
a falta de interesse do Estado de intervir com políticas 
públicas que beneficiem a maior parte da população. 
Desde o início do século XIX, fala-se em erradicação 
da seca no Nordeste mediante projetos de irrigação. 
Destaquemos a Sudene (Superintendência de Desen-
volvimento do Nordeste), criada durante o regime mi-
litar e ligada diretamente ao governo federal. Projetos 
de irrigação com as águas do rio São Francisco e de 
prospecção de água no lençol freático, construção de 
açudes e abertura de poços levantaram recursos signi-
ficativos. Contudo, tais políticas beneficiaram apenas 
as propriedades consideradas produtivas, deixando à 
margem a maior parte da população.
Cerrado
Associada ao clima tropical típico, no Brasil central, está 
a formação vegetal chamada cerrado. Embora sua área 
core (nuclear) esteja localizada nos estados de Goiás e 
74
Mato Grosso, essa formação vegetal estende de forma contínua ou em “manchas ”para os estados de São Paulo, 
Minas Gerais, Tocantins, Bahia, Maranhão, Roraima e Amapá. Estima-se que a área nuclear do domínio do cerrado 
tenha, aproximadamente, 1,5 milhão de km2. Se adicionadas as áreas periféricas encravadas em outros domínios 
vizinhos e nas faixas de transição, o valor poderá chegar a 1,8 milhão ou 2,0 milhões de km2. No entanto, mesmo 
com a presença de solos de baixa qualidade agrícola, o cerrado vem sofrendo muito com a ação antrópica. Sua 
devastação está diretamente relacionada com a expansão da pecuária e da agricultura da soja. O solo é constitu-
ído por dois extratos: o inferior, composto por gramíneas, e o superior, composto por pequenas árvores e arbustos 
retorcidos, plantas resistentes ao fogo. Parte do ciclo natural do cerrado, o fogo, limpa os restos de galhos, folhas 
secas do solo e algumas gramíneas, deixando o solo acessível para uma nova rodada de germinação na estação 
chuvosa – principalmente das herbáceas. Esse fenômeno possibilita uma variedade em sua fauna que, no entanto, 
vem sendo utilizada de maneira intensa e extensa, como um método mais barato de manejo e desmatamento, por 
criadores de gado e monocultores.
No cerrado, bioma predominante na região Centro-Oeste, destacam-se dois estratos: 
o formado por pequenas árvores retorcidas e arbustos e o composto de uma vegetação rasteira (herbáceas).
A vegetação do cerrado não tem uma fisionomia 
única em toda a sua extensão. É bastante diversificada, 
apresentando desde formas campestres bem abertas 
até formas relativamente densas, florestais. Divide-se 
em cerradão, onde predomina o estrato arbóreo; o cer-
rado no sentido restrito, com árvores dispersas; o campo 
cerrado, com arbustos isolados em meio à vegetação 
herbácea; e o campo sujo e o campo limpo, onde apa-
rece apenas a biomassa herbácea, com gramíneas e 
pequenos arbustos. A natureza dessa formação vegetal 
apresenta-se como um mosaico de formas fisionômicas 
cujas feições são facilmente encontradas. Este mosaico 
é determinado pelas condições de fertilidade do solo e 
pelas características queimadas locais.
O cerrado arbóreo-arbustivo se caracteriza pela 
presença de árvores, geralmente tortuosas e espaçadas, 
com troncos de cortiça espessa. O clima tropical típico 
apresenta uma estação seca, em média, de três a cin-
co meses de duração. Apesar desse aspecto xeromórfi-
co, que lembra regiões semiáridas, não há escassez de 
água nos cerrados, mesmo nas estações mais secas. As 
plantas desse bioma têm raízes profundas, chegam a 15 
75
metros de profundidade e alcançam camadas de solo 
sempre úmidas. Com isso, mesmo na estação seca, a 
árvore dispõe de algum abastecimento hídrico. No perí-
odo de estiagem, o solo de fato perde umidade na parte 
superficial, entre (1,5 metro a 2 metros de penetração). 
Os solos são naturalmente pobres em matéria orgânica. 
De acordo com a sazonalidade do clima, um longo 
período de estiagem torna mais lenta a decomposição do 
húmus, cujas características químicas dão conta de bastan-
te acidez – o pH varia de menos 4 a pouco mais de 5. O que 
se deve, em boa parte, aos altos níveis de alumínio ioniza-
do. O processo mediante o qual um átomo ou uma molécu-
la de Aø3+ perde ou ganha elétrons para desenvolver íons, 
tornando-o venenoso à maioria das plantas agrícolas que 
não suportam as elevadas quantidades desse composto. 
Níveis elevados de íons de ferro (Fe) e de manganês (Mn) 
também contribuem para essa toxidez. A correção do pH 
pela calagem – aplicação de calcário, preferencialmente o 
calcário dolomítico, carbonato de cálcio e magnésio e adu-
bação, com macro e micronutrientes – pode tornar o solo 
fértil e produtivo para a cultura de grãos ou de frutíferas. 
Em parte dos cerrados, o solo pode apresenta concreções 
ferruginosas, formando camadas conhecidas como lateri-
tas, de grande concentração de óxidos de ferro e alumínio. 
A laterita impede a penetração da água de chuva ou das 
raízes, evitando ou dificultando o desenvolvimento de uma 
vegetação mais exuberante e da própria agricultura. Em 
camadas lateríticas espessas e contínuas, há contornos ve-
getais mais pobres e mais abertos.
O cerrado foi declarado patrimônio natural da hu-
manidade em dezembro de 2001 pela Organização das Na-
ções Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
As formações complexas
São as que apresentam estratos herbáceo, arbustivo e 
arbóreo, sem predominância de nenhum deles.
Pantanal
O Pantanal é uma formação complexa, localizada na 
extensa planície inundável da bacia do rio Paraguai, 
no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Essa vegetação 
estende-se para além do território brasileiro até o cha-
co paraguaio. Com a separação da antiga Gondwana e 
o soerguimento dos Andes, formou-se a depressão do 
Pantanal, que deu origem à bacia do rio Paraguai. No 
período de cheia dos rios, grande parte da depressão é 
inundada, à exceção de 20% dela que nunca é atingida, 
notadamente porque está localizada em áreas mais ele-
vadas. Esse fenômeno propicia o aparecimento em mo-
saico de formações vegetais do tipo florestas, campos e 
cerrados. Na região pantaneira existem duas estaçõesclimáticas bem definidas, uma chuvosa e outra seca – 
clima tropical típico. Caracteriza-se, também, por classes 
vegetais das quais 20% a 50% dos indivíduos do estrato 
arbóreo superior perdem as folhas na estação seca.
Região conhecida mundialmente por sua bele-
za faunística, vem sofrendo com a ocupação humana. 
Poluentes despejados por mineradoras que atuam nas 
áreas mais altas, ao seu redor, são drenados pelos rios 
e levados para o Pantanal. A pecuária e a monocultu-
ra instaladas na região também destroem esse paraíso 
em razão do uso indiscriminado de agrotóxicos que po-
luem as águas. Mais recentemente, com a construção 
da ferrovia que deve ligar o Centro-Oeste brasileiro à 
Argentina, o fluxo de pessoas e mercadorias aumentará, 
intensificando as trocas comerciais do Mercosul. A gran-
de questão é: essa ferrovia que vai cortar o Pantanal 
mato-grossense também vai contribuir com a degrada-
ção desse ambiente natural?
Vista área do complexo do Pantanal
Campos sulinos
Também conhecido por pampa, campanha gaú-
cha ou coxilhas, as pradarias no Brasil são, na 
verdade, prolongamentos do pampa argentino e 
76
uruguaio. Trata-se de uma extensa área com predo-
mínio de terras baixas nas quais sobressaem colinas 
ou ondulações do terreno designado coxilhas. Apre-
senta vegetação herbácea composta, principalmen-
te, por gramíneas, formando uma imensa pastagem. 
É o tipo de vegetação mais antigo da região e é 
provável que seja área remanescente de um clima 
semiárido que existia na região dos Pampas em 
tempos pretéritos.
Pampa gaúcho 
As coxilhas aparecem nas planícies do Rio Gran-
de do Sul, onde a pecuária e a rizicultura (arroz) são 
atividades predominantes. Também relevantes são os 
campos do sul do Mato Grosso do Sul, na região de 
Ponta Porã, conhecidos por campos de vacaria, surgidos 
da ação antrópica. Há também campos naturais onde se 
desenvolve a pecuária: regiões amazônicas do alto rio 
Negro e ilha de Marajó e em Roraima.
Biomas da zona costeira
Os principais biomas do litoral estão ligados aos de 
solos arenosos e salinos bastante danificados pelo ho-
mem: os manguezais e os biomas psamófilos.
Em virtude da grande extensão de nosso litoral, 
os ecossistemas que se repetem ao longo da costa apre-
sentam espécies diferentes graças à diversidade de ca-
racterísticas climáticas e geológicas existentes. Esque-
maticamente pode-se dividir o litoral brasileiro e seus 
principais ecossistemas costeiros em:
 § litoral amazônico – estende-se da foz do rio 
Oiapoque ao rio Parnaíba e caracteriza-se por 
manguezais e matas de várzeas de maré;
 § litoral nordestino – começa no delta do Par-
naíba e vai até o Recôncavo Baiano, onde há 
mangues, recifes, dunas, restingas e matas;
 § litoral do Sudeste – vai do Recôncavo Baia-
no a São Paulo, área bastante povoada e for-
temente industrializada. O litoral de São Paulo 
é marcado pela presença da serra do Mar, e o 
ecossistema mais importante é o das matas de 
restinga, além de mangues.
 § litoral sul – estende-se do Paraná ao arroio 
Chuí, no Rio Grande do Sul, trecho que se carac-
teriza pelos banhados no litoral gaúcho e pelos 
mangues no Paraná e em Santa Catarina.
Manguezais
Numa superfície perto de 20 mil km2, a costa brasileira 
oferece uma estreita faixa de floresta, o manguezal ou 
mangue. É composto por um pequeno número de es-
pécies arbóreas, desenvolvendo no encontro de águas 
doces e salgadas, sobretudo nos estuários, baías e na 
foz dos rios. Trata-se de ambiente com bom abasteci-
mento de nutrientes sob os solos lodosos, que compõe 
uma textura de raízes e material vegetal parcialmente 
decomposto chamado turfa. As árvores do manguezal 
apresentam raízes aéreas (pneumatóforas), que, além 
da fixação, cumprem a função de respiração; são tam-
bém plantas halófilas, isto é, tolerantes ao sal.
Maguezal, no detalhe as raízes aéreas (Pneumatóficas)
Essa formação vegetal é importantíssima para 
a reprodução da fauna marinha, porque muitos tipos 
de peixes litorâneos dependem, em sua fase jovem, das 
fontes alimentares do manguezal.
Por encontrarmos uma parcela significativa da 
população brasileira vivendo na porção litorânea, cerca 
de 35%, há um intenso processo de urbanização que 
77
vem destruindo os manguezais. Para a construção de casas, ruas, prédios e indústrias, aterram-se áreas de mangue 
e sufoca-se o ecossistema. Basta observar as orlas marítimas densamente urbanizadas como em Santos, no Rio 
de Janeiro, Salvador, Natal, Recife, entre outras cidades. No Recife, surgiu um movimento cultural nos anos 1990, 
o mangue beat, cujo objetivo é chamar a atenção para a destruição desse ambiente natural em decorrência do 
desenfreado processo de urbanização daquela metrópole nordestina.
Biomas psamófilos
Dunas de areia em Jalapão, Tocantins.
Nas dunas, praias e restingas, de solo salgado (halófilo) e arenoso, desenvolve-se uma vegetação herbácea e ar-
bustiva. As restingas são cordões arenosos, de formação recente, originados por correntes do mar paralelas à costa. 
Podem ter formas variadas, como barras e planícies; ambas são montes de areia formados pelo vento nas praias.
A escassez de água e de nutrientes torna difícil a adaptação de plantas e animais nesses ambientes. Ara-
nhas, lagartos e rãs são os seus habitantes mais comuns. Entre as espécies vegetais destacam-se o capim-da-praia, 
o capim-da-areia e a salsa-da-praia.
As vegetações de transição
 § Mata dos Cocais – encontra-se entre a floresta equatorial, a caatinga e o cerrado, estendendo-se por 
uma área de clima tropical que passa pelos estados do Maranhão, Piauí, parte do Ceará e no Rio Grande do 
Norte. É conhecida como mata de transição por estar na área de contato entre formações vegetais distin-
tas, contendo a “mistura” das características dessas formações. Composta por coqueiros, babaçu, oiticica, 
carnaúba e palmeiras – destes dois faz-se bastante uso industrial. O babaçu é uma palmeira que nasce, 
em princípio, no Maranhão e no norte do Tocantins, do qual se aproveitam os coquinhos para a produção 
78
Outras áreas de transição
 § Mata seca – na área de transição entre a Amazônia e o cerrado, a floresta apresenta manchas de vegeta-
ção comum ao bioma do cerrado; essas manchas contornam porções desse tipo de florestas.
 § Floresta de folhas secas – área de transição entre o cerrado e a caatinga, apresenta uma vegetação mais 
rica que a caatinga e um clima mais seco do que o do cerrado.
 § As matas galerias ou matas ciliares – as matas galerias aparecem, em especial, ao longo dos rios 
da região de cerrado e da caatinga. Localizado às margens dos rios, o solo é permanentemente úmido, 
criando condições para o desenvolvimento dessa mata, composta, comumente, por espécies da mata 
tropical atlântica.
Limites das matas ciliares (como pode ser pedido em prova).
de óleos comestíveis, chocolates, lubrificantes e 
até mesmo combustíveis (bioenergia); as folhas, 
para manufatura de cestas, chapéus etc. Mas 
seu elemento mais valioso, por enquanto, são as 
amêndoas, usadas na indústria de sabão, óleo, 
margarina e de alguns outros produtos quími-
cos. A carnaúba é um coqueiro muito comum no 
Ceará e no Piauí, bem como é conhecida como 
árvore providência, pois todas as suas partes são 
aproveitadas. Das folhas se extrai a famosa cera 
de carnaúba usada na produção de isolantes e 
lubrificantes, de graxa, de batom etc.; o tronco 
é empregado na construção de habitações; o 
fruto e o palmito nos servem de alimentos, as-
sim como as raízes, utilizadas como base para 
remédios; as sementes, torradas e moídas, ser-
vem à preparação de bebida. A larga produção 
de cana-de-açúcar no períodocolonial devastou 
parcela significativa dessa mata.
Carnaúba
79
e.O. teste i
 1. (Unicamp) Assinale a alternativa que indica corretamente a localização e uma característica pre-
dominante dos domínios morfoclimáticos do Cerrado, da Caatinga e dos Mares de Morros.
 
a) 1, Cerrado, com clima subtropical; 2, Caatinga, com rios perenes; 3, Mares de Morros, com vegetação 
do tipo savana estépica.
b) 1, Caatinga, com clima semiárido; 2, Mares de Morros, com mata atlântica; 3, Cerrado, com vegetação 
do tipo savana.
c) 1, Caatinga, com clima tropical de altitude; 2, Mares de Morros, com rios intermitentes; 3, Cerrado, 
com mata de araucária.
d) 1, Cerrado, com vegetação do tipo savana; 2, Caatinga, com clima semiárido; 3, Mares de Morros, com 
mata atlântica.
 2. (Unesp) Para o geógrafo Aziz Nacib Ab’Sáber, o domínio morfoclimático e fitogeográfico pode ser 
entendido como um conjunto espacial extenso, com coerente grupo de feições do relevo, tipos de 
solo, formas de vegetação e condições climático-hidrológicas.
Domínios morfoclimáticos brasileiros:
 áreas nucleares, 1965
N
0 1 200 2 400
km
Amazônico
Caatingas
Faixas de transição
Cerrado
Araucária
Mares de Morros
Pradarias
(Aziz Nacib Ab’Sáber. Os domínios de natureza no Brasil,
 2003. Adaptado.)
80
São características do domínio morfoclimático dos Mares de Morros: 
a) relevo com morros residuais; solos litólicos; vegetação formada por cactáceas, bromeliáceas e árvores; 
clima semiárido. 
b) relevo com topografia mamelonar; solos latossólicos; floresta latifoliada tropical; climas tropical e 
subtropical úmido. 
c) relevo de chapadas e extensos chapadões; solos latossólicos; vegetação com arbustos de troncos e 
galhos retorcidos; clima tropical. 
d) relevo de planaltos ondulados; manchas de terra roxa; vegetação de pinhais altos, esguios e imponen 
tes; clima temperado úmido de altitude. 
e) relevo baixo com suaves ondulações; terrenos basálticos; vegetação herbácea; clima subtropical. 
 3. De acordo com Indicadores do Desenvolvimento Sustentável 2012, do Instituto Brasileiro de Geo-
grafia e Estatística, o Pampa é o segundo bioma com maior índice de desmatamento do país, com 
cerca de 54% de sua cobertura vegetal removida até 2009. 
Sobre as causas e as consequências da degradação desse bioma, é correto afirmar: 
a) Mais de metade da soja produzida no Brasil é cultivada dentro dos limites originais desse bioma, fato 
que ajuda a explicar o desmatamento. 
b) O desmatamento vem aumentando a frequência de deslizamentos de terra em suas encostas íngremes, 
com graves consequências sociais e materiais. 
c) O elevado índice de desmatamento resulta, principalmente, da exploração de madeiras de elevado valor 
comercial. 
d) A pecuária extensiva e a ampliação da área dedicada ao cultivo de arroz figuram entre as principais 
causas do desmatamento. 
e) Nos pampas de Santa Catarina, o desmatamento acelerado está associado à perda de fertilidade dos 
solos e à ocorrência de extensas manchas de arenização. 
 4. A questão está relacionada ao mapa e ao texto apresentados a seguir.
... é um complexo de vegetação heterogênea, um mosaico de cerrados, florestas e até mesmo ca-
atinga. [...] Inúmeros programas nacionais e internacionais de proteção ao ambiente foram ins-
taurados para defender esse ecossistema único, frágil e ameaçado, ao mesmo tempo pela pecuária 
extensiva, pela dispersão de mercúrio e pelos resíduos de pesticidas (utilizados pelos agricultores) 
carreados do planalto que o domina, e pela exploração de suas matas galeria, o que aumenta a 
erosão e a sedimentação. 
(Hervé Théry & Neli Aparecida de Mello. Atlas do Brasil. São Paulo: Edusp, 2005. p. 67-68. Adaptado) 
O texto refere-se à área do mapa indicada com o número: 
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.
81
 5. (Unesp) Mata de terra firme, mata de várzea e igapó são formações vegetais típicas deste bioma. 
Em razão do processo de uso e ocupação do território brasileiro e das ações dirigidas à preservação 
dos recursos naturais realizadas nas últimas décadas, este bioma constitui-se também naquele que 
guarda as maiores extensões de floresta nativa no Brasil, ainda que seu desmatamento não tenha 
sido completamente cessado. O texto refere-se ao bioma: 
a) Cerrado.
b) Mata Atlântica. 
c) Pampa. 
d) Caatinga. 
e) Amazônico. 
 6. (Fuvest) Estas fotos retratam alguns dos tipos de formação vegetal nativa encontrados no territó 
rio nacional. 
Correlacione as formações vegetais retratadas nas fotos às áreas de ocorrência indicadas nos ma-
pas abaixo.
a) 
 
b)
 
c)
 
d)
 
e)
 
82
 7. Estes rios fazem parte da paisagem e do dia 
a dia do homem do Nordeste, servindo como 
fonte de água, áreas de recreação, cultivo de 
vegetais e criação de animais. O sertanejo 
apresenta estratégias de sobrevivência du-
rante os períodos de estiagem, que são re-
sultado direto de suas percepções sobre as 
variações no fluxo de água desses rios. Estes 
ambientes fazem parte da cultura do serta-
nejo sendo citados em sua produção artísti-
ca por grandes escritores como Euclides da 
Cunha, João Cabral de Melo Neto, José Lins 
do Rego e Guimarães Rosa. 
(www.ecodebate.com.br/2012/09/03/reducaode-apps-
compromete-rios-e--biomas-brasileirosentrevista-
com-o-biologo-elvio-sergio-medeiros) 
O texto faz referência a dois elementos na-
turais de grande importância na região Nor-
deste. São eles os rios: 
a) efêmeros e a paisagem de colinas. 
b) cársticos e a paisagem de chapadas. 
c) intermitentes e a paisagem de caatingas. 
d) de talvegue e a paisagem de cerrados. 
e) temporários e a paisagem de terras baixas. 
 8. (Unesp)Leia. 
Imagens de satélite comprovam aumento da 
cobertura florestal no Paraná 
O constante monitoramento nas áreas em 
recuperação do Programa Mata Ciliar, com o 
apoio de imagens de satélite, tem demons-
trado um aumento significativo da cobertura 
florestal das áreas de preservação permanen-
te, reserva legal e Unidades de Conservação, 
integrantes do Corredor de Biodiversidade. 
(www.mataciliar.pr.gov.br) 
As matas ciliares são: 
a) florestas tropicais em margens de rios, cujo 
papel é regular fluxos de água, sedimentos 
e nutrientes entre os terrenos mais altos da 
bacia hidrográfica e o ecossistema aquático. 
O mau uso dessas áreas provoca erosão das 
encostas e assoreamento do leito fluvial.
b) florestas temperadas, cujo papel é de filtro 
entre o solo e o ar, possibilitando a prática 
da agricultura sem prejudicar o ecossistema 
atmosférico. O mau uso dessas áreas provoca 
erosão do solo e contaminação do ar.
c) florestas subtropicais, cuja função é pre-
servar a superfície do solo, proporcionando 
a diminuição da filtragem e o aumento do 
escoamento superficial. O mau uso dessas 
áreas provoca aumento da radiação solar e 
estabilidade térmica do solo. 
d) coberturas vegetais que ficam às margens 
dos lagos e nascentes, atuam como regu-
ladoras do fluxo de efluentes e contribuem 
para o aumento dos nutrientes e sedimentos 
que percolam o solo. O mau uso dessas áreas 
provoca evaporação e rebaixamento do nível 
do lençol freático. 
e) formações florestais que desempenham fun-
ções hidrológicas de estabilização de áreas 
críticas em topos de morros, cumprindo uma 
importante função de corredores para a fau-
na. O mau uso dessas áreas provoca desma-
tamento e deslizamento das encostas. 
 9. (Unicamp) “...as caatingas são um aliado in-
corruptível do sertanejo em revolta. Entram 
também de certo modo na luta. Armam-se 
para o combate; agridem. Trançam-se, impe-
netráveis, ante o forasteiro, mas abrem-se 
em trilhas multivias, para o matuto que ali 
nasceu e cresceu...” 
(Euclides da Cunha, Os Sertões. Rio de Janeiro: FBN, p. 102.) 
No texto, ascaatingas são apresentadas 
como aliadas do sertanejo. Essa vegetação 
está associada a: 
a) locais onde a evapotranspiração potencial é 
maior que a evapotranspiração real durante 
praticamente todo o ano, gerando grande 
deficit hídrico, o que resulta em uma ve-
getação espinhenta e sem folhas na maior 
parte do ano. 
b) locais onde raramente chove, o que determi-
na uma vegetação que em nenhuma época 
do ano apresenta folhas verdes, e que nasce 
em solos pouco desenvolvidos e férteis.
c) locais secos durante seis meses por ano, o 
que permite a presença da vegetação com 
folhas durante a maior parte do ano, embora 
todas as folhas caiam no período de seca.
d) locais com precipitação maior que a evapo-
transpiração potencial, o que determina um 
ambiente quase que permanentemente seco 
ao longo do ano, com poucos dias em que a 
vegetação apresenta folhas verdes. 
 10. (Unesp) Analise o mapa, que representa a 
cobertura vegetal primitiva do estado de São 
Paulo.
83
Considerando que a distribuição dos domí-
nios vegetais varia conforme as condições 
ambientais do Planeta (temperatura, dispo-
nibilidade de água em estado líquido etc.) 
em cada era geológica, é possível afirmar 
que, no estado de São Paulo: 
a) a cobertura vegetal primitiva não foi direta-
mente influenciada pelas variações climáti-
cas ocorridas no Planeta. 
b) a cobertura vegetal primitiva era caracteri-
zada pela homogeneidade, visto que a vege-
tação de mata cobria toda área compreendi-
da hoje pelo estado. 
c) a presença de áreas onde predominavam o 
domínio vegetal dos cerrados sinaliza a exis-
tência de temperaturas mais baixas durante 
a era geológica anterior à atual.
d) condicionantes ambientais locais, como 
relevo, clima e disponibilidade hídrica, in-
fluenciaram na presença de domínios vege-
tais cuja principal área de incidência não se 
encontra no estado, como é o caso da vege-
tação de cerrado e de araucária. 
e) a presença da vegetação de cerrados, de 
araucária e de palmeiras é prova de que a 
interferência humana sobre a distribuição 
da vegetação natural no estado vem das pri-
meiras eras geológicas. 
e.O. teste ii
 1. (Unicamp) O mapa a seguir destaca a área 
de ocorrência dos Pampas, no Brasil. Além de 
apresentarem solos susceptíveis à erosão, os 
Pampas se caracterizam:Pampas se caracterizam:
a) pela vegetação arbórea, em área de clima 
temperado, sujeita a processos de voçoroca-
mento decorrente da eliminação da cobertu-
ra vegetal.
b) pela vegetação arbórea, em área de clima sub-
tropical, sujeita a processos de arenização de-
corrente da eliminação da cobertura vegetal.
c) pela vegetação de gramíneas, em área de clima 
subtropical, sujeita a processos de arenização 
decorrente da eliminação da cobertura vegetal.
d) pela vegetação de gramíneas, em área de 
clima temperado, sujeita a processos de vo-
çorocamento decorrente da eliminação da 
cobertura vegetal.
 2. (Fuvest) Conforme proposta do geógrafo 
Aziz Ab’Saber, existem, no Brasil, seis domí-
nios morfoclimáticos. 
Assinale a alternativa correta sobre o Domí-
nio Morfoclimático das Araucárias.
a) A urbanização e a exploração madeireira pe-
las indústrias da construção civil e do setor 
moveleiro tiveram papel central na redução 
de sua vegetação original. 
b) O manejo sustentável permitiu a expansão 
de parreirais em associação com a mata de 
araucária remanescente, na faixa litorânea. 
c) As araucárias recobriam as planícies da Cam-
panha Gaúcha no sul do país, tendo sido 
dizimadas para dar lugar à avicultura e à 
ovinocultura. 
d) A prática da silvicultura possibilitou a ex-
pansão desse domínio morfoclimático para a 
porção oeste do Planalto Ocidental Paulista. 
e) A expansão do processo de arenização no sul 
do país provocou a devastação da cobertura 
original de araucária.
 3. (Fuvest) Considere as afirmações a seguir, 
relativas à ocupação do Centro-Oeste brasi-
leiro, onde originalmente predominava a ve-
getação do Cerrado. 
I. A vegetação nativa do Cerrado encontra-
se, hoje, quase completamente dizimada, 
principalmente em função do processo de 
expansão da fronteira agrícola, que avan-
ça agora na Amazônia. 
II. O desenvolvimento de tecnologia apro-
priada permitiu que o problema da baixa 
fertilidade natural dos solos no CentroO-
este fosse, em grande parte, resolvido. 
III. O modelo fundiário predominante na 
ocupação da área do Cerrado imitou aque-
le vigente no oeste gaúcho, de onde saiu 
a maioria dos migrantes que chegaram ao 
Centro-Oeste nos últimos 30 anos. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I e II, apenas. 
e) I, II e III.
84
 4. (Fuvest)
I
II
III
IV
0 1000 2000 3000 4000
Precipitação média anual (mm)
15
30
Te
m
pe
ra
tu
ra
 m
éd
ia
 a
nu
al
 (
ºC
)
w
w
w
.b
lo
gd
ov
es
ti
bu
la
r.
co
m
Os biomas do Brasil, cujas condições ambientais estão representadas no gráfico pelas regiões de-
marcadas I, II, III e IV, correspondem, respectivamente, a:
a) cerrado, caatinga, floresta amazônica e floresta atlântica. 
b) pampa, cerrado, floresta amazônica e complexo pantaneiro. 
c) cerrado, pampa, floresta atlântica e complexo pantaneiro. 
d) caatinga, cerrado, pampa e complexo pantaneiro. 
e) caatinga, cerrado, floresta atlântica e flores ta amazônica.
 5. (Fuvest) O mapa a seguir representa os prováveis limites das formações vegetais de parte do ter-
ritório brasileiro à época do descobrimento. 
As FORMAÇÕES VEGETAIS E O RELEVO do perfil F - G no mapa estão corretamente representados 
em: 
Nota: As representações de vegetação estão esquematizadas e sem escala.
0º
F
900 km
Fonte: Adaptado de IBGE, 2002.
 
85
a) Domínio das araucárias; domínio tropical 
atlântico; domínio dos cerrados; domínio 
equatorial amazônico. 
b) Domínio dos campos; domínio das araucá-
rias; domínio dos cerrados; domínio equato-
rial amazônico. 
c) Domínio dos campos; domínio tropical atlânti-
co; domínio pantaneiro; domínio amazônico. 
d) Domínio das araucárias; domínio do Araguaia-
-Tocantins; domínio do cerrado; domínio equa-
torial amazônico. 
e) Domínio dos campos; domínio dos pinhais; 
domínio do cerrado; domínio das florestas 
latifoliadas.
 8. (Unifesp)Observe o mapa.
(M.E.Simielli, “Geoatlas”, 2001.)
 OCEANO
ATLÂNTICO
0º
A
B
0 490 km
(M.E. Simielli, “Geoatlas”, 2001.)
A sequência correta de vegetação natural in-
dicada pelo perfil AB é: 
a) Floresta Equatorial, Caatinga, Cerrado e Mangue. 
b) Mata Atlântica, Mata dos Cocais, Caatinga e Campo. 
c) Floresta Amazônica, Mata dos Cocais, Caa-
tinga e Mata Atlântica.
d) Mata dos Cocais, Cerrado, Mata Atlântica e 
Campo.
e) Floresta Amazônica, Cerrado, Mata dos Co-
cais e Mata Atlântica.
 9. Caracteriza-se pela presença predominante 
de árvores de pequeno porte espalhadas por 
uma cobertura descontínua de gramíneas. 
A partir da aplicação dos resultados das pes-
quisas realizadas para corrigir seus solos, essa 
formação vegetal foi sendo devastada, porque 
seu território tornou-se área de expansão da 
produção de grãos para exportação. 
 6. A questão está relacionada à paisagem vege-
tal e às afirmações a seguir.
I. A vegetação tem sido destruída há várias 
décadas, em virtude da especulação imo-
biliária em áreas valorizadas do litoral 
brasileiro. 
II. Nesse ecossistema, existem importantes 
fornecedores de nutrientes que favore-
cem a reprodução de vida marinha e, con-
sequentemente, a atividade pesqueira.
III. A vegetação é típica de áreas de águas 
mais frias onde há forte abrasão mari-
nha; ela toma o lugar antes ocupado por 
terraços e falésias. 
Está correto somente o que se afirma em: 
a) I. 
b) II. 
c) I e II. 
d) I e III. 
e) II e III.
 7. Considerandoos domínios morfoclimáticos e 
fitogeográficos do Brasil, assinale a alternati-
va que indica a sequência correta dos domí-
nios interceptados pela linha, no sentido S-N.
ww
w.
ge
og
ra
fia
pa
ra
to
do
s.c
om
.b
r
86
Assinale a alternativa que contém o nome da 
formação vegetal à qual o texto se refere.
a) Floresta Sub-Tropical. 
b) Caatinga. 
c) Mangue. 
d) Cerrado. 
e) Mata de Araucária. 
 10. (Unesp) A Amazônia se estende desde a cor-
dilheira andina até o Norte brasileiro, reco-
berta por um mosaico de formações flores-
tais. Fora do território brasileiro, a floresta 
amazônica é encontrada nos países: 
a) Suriname, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolí-
via e Paraguai.
b) Equador, Suriname, Venezuela, Colômbia, 
Peru e Bolívia. 
c) Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Co-
lômbia, Peru e Bolívia. 
d) Venezuela, Guiana Francesa, Colômbia, Peru, 
Bolívia e Paraguai. 
e) Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, 
Equador, Peru e Bolívia.
e.O. teste iii
 1. (Fuvest) Quando o nível do mar recuou e 
permaneceu por alguns milênios a uma cen-
tena de metros mais baixo do que atualmen-
te, o clima regional em seu conjunto era me-
nos quente e muito mais seco (...). Havendo 
muito menos precipitações, os rios eram bem 
menos volumosos (...). Pelo oposto, durante 
a ascensão do nível do mar (...), processouse 
uma retropicalização generalizada da região, 
com aumento de calor e, sobretudo, dos ní-
veis de pluviosidade e umidade do ar. Mais 
chuvas e teor de umidade (...) provocaram a 
reexpansão florestal. 
Fonte: Ab’Saber, 1996. 
O texto acima descreve o processo de uma 
região natural brasileira. Identifique-a cor-
retamente, relacionando-a ao processo.
 2. (Fuvest)Identifique, entre as fotos a seguir, 
aquela que melhor corresponde a aspectos re-
lativos à VEGETAÇÃO, na paisagem descrita por 
Guimarães Rosa em “Grande sertão: veredas”.
“Entre os currais e o céu, tinha só um grama-
do limpo e uma restinga de cerrado, de onde 
descem borboletas brancas...”.
Fonte: Adap.
Romariz, 1996.
 3. Leia o texto a seguir: 
A utilização deste domínio vegetal ainda 
se fundamenta em processos extrativistas 
para obtenção de produtos de origem pas-
toril, agrícola e madeireira. Na pecuária, o 
superpastoreio de ovinos, caprinos, bovinos 
e outros herbívoros tem modificado a com-
posição florística do estrato herbáceo, quer 
pela época, quer pela pressão de pastejo. A 
exploração agrícola, com práticas itineran-
tes, com desmatamentos e queimadas desor-
denados, também tem modificado tanto o es-
trato herbáceo como o arbustivo-arbóreo. E a 
exploração madeireira já tem causado mais 
danos à vegetação lenhosa do que a própria 
agricultura “migrante”.
Fonte: Adaptado de http://nead.org.br/biblioteca/
pdf/textos1/ 08brasilruraldesenvol pags 66 79.pdf. 
O texto descreve os impactos ambientais no 
domínio vegetal:
a) do cerrado. 
b) da caatinga. 
c) da mata atlântica. 
d) da Amazônia. 
e) dos campos. 
 4. Considere o gráfico apresentado a seguir.
 BRASIL - Vegetação nativa
Desmatamento em relação aos ciclos econômicos
Proporção de floresta nativa
I
II
III
(%
)
100
80
60
40
20
0
15
00
15
50
16
00
16
50
17
00
17
50
18
00
18
50
19
00
19
50
20
00
Fonte: “Almanaque Abril” - Edição Brasil 2001, p. 164.
Os números I, II e III correspondem às se-
guintes formações vegetais: 
a) I - Caatinga, II - Mata Atlântica, III - Flores-
ta Amazônica. 
b) I - Floresta Amazônica, II - Cerrado, III - 
Mata Atlântica.
c) I - Mata de Araucárias, II - Caatinga, III - Cerrado.
d) I - Floresta Amazônica, III - Mata de Araucá-
rias, III - Cerrado. 
e) I - Campos, II - Mata de Araucárias, III - 
Mata Atlântica.
87
 5. Observe o mapa.
DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS
BRASILEIROS 1
2
3
4
5
6
7
1
4
4
7
3
5
6
0 440 880 km Oceano
Atlântico
Fonte: Aziz Ab’Sáber
Considere as afirmações seguintes.
I. O número 3 refere-se ao domínio dos mares de morros. 
II. O número 7 refere-se às faixas de transição.
III. O número 1 refere-se ao domínio subtropical. 
IV. O número 4 refere-se ao domínio da caatinga. 
Estão corretas as afirmações:
a) I e III, somente.
b) II e III, somente.
c) III e IV, somente.
d) I, II e IV, somente.
e) II, III e IV, somente.
e.O. dissertativO
 1. (Fuvest)O perfil topográfico, abaixo, apresenta alguns aspectos estruturais da vegetação nativa e 
do comportamento dos totais anuais de chuva em um segmento que se estende do litoral até os 
contrafortes da Serra da Mantiqueira.
SERRA DA MANTIQUEIRA
m chuva (1600 mm)
 PICO
ITAPEVA
2000
1500
1000
500
A
1 2 3 4 5 6
chuvas aumentando
(até 2000 mm)
VALE DO PARAÍBA DO SUL
 chuvas
 fracas
(1200 mm)
 ilha seca na
sombra da montanha
7 8 9 10 11
SERRA DO MAR PLANÍCIE COSTEIRA
 chuvas aumentando
 (até 4500 mm)
 chuvas
(2500 mm)
12 13 14 15 16 17 18
B
OCEANO ATLÂNTICO
Kurt Hueck, As florestas da América do Sul, 1972. Adaptado.
A
B
Com base nessas informações e em seus conhecimentos, atenda ao que se pede. 
a) Das seções numeradas de 1 a 18, considere as que correspondem à Serra do Mar, identificando aquela 
onde, tendo em vista os fatores naturais, os processos erosivos podem ser mais frequentes e intensos. 
Justifique. 
b) Observe que, na encosta escarpada da Serra da Mantiqueira, a estatura da vegetação aumenta em di-
reção às partes mais baixas. Identifique duas causas desse fenômeno. Explique.
88
 2. Com base no mapa abaixo e em seus conhecimentos, caracterize os Domínios Morfoclimáticos I, III e V.
I. Amazônico
II. Cerrado
III. Mares de morros
IV. Caatingas
V. Araucárias
VI. Pradarias
Faixas de transição
Do
m
ín
io
s
Terras baixas
florestadas equatoriais
Chapadões tropicais interiores
com cerrados e florestas-galeria
Áreas mamelonares
tropical-atlânticas florestadas
Depressões intrmontanas e
interplanálticas semiáridas
Planaltos subtropicais
com araucárias
Coxilhas subtropicais
com pradarias mistas
(Não diferenciadas)
AB’SABER, Aziz. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas.
 São Paulo: Ateliê Editorial, 2005. Encarte.
Domínios Morfoclimáticos Brasileiros
 (Áreas Nucleares -1965)
a) Domínio I.
b) Domínio III. 
c) Domínio V. 
 3. (Unicamp) As pradarias mistas representam importante domínio fitogeográfico. Elas ocorrem em 
uma vasta área dos Estados brasileiros do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas também 
se estendem para o Uruguai e a Argentina. 
a) Descreva as características morfoclimáticas (relevo e clima) predominantes nas áreas de abrangência 
das pradarias pampeanas do Estado do Rio Grande do Sul. 
b) Aproveitando-se das condições naturais das pradarias pampeanas, a pecuária tem destaque nesse 
domínio, especialmente no sul do Rio Grande do Sul. Descreva as principais características dessa ati-
vidade nesse Estado, destacando os tipos de rebanhos predominantes. 
 4. (Fuvest) Leia o texto de José de Alencar, do romance Til. 
Cerca de uma légua abaixo da confluência do Atibaia com o Piracicaba, e à margem deste último 
rio, estava situada a fazenda das Palmas. Ficava no seio de uma bela floresta virgem, porventura a 
mais vasta e frondosa, das que então contava a província de São Paulo, e foram convertidas a ferro 
e fogo em campos de cultura. Daquela que borda as margens do Piracicaba, 
(...) ainda restam grandes matas, cortadas de roças e cafezais. Mas dificilmente se encontram já 
aqueles gigantes da selva brasileira, cujos troncos enormes deram as grandes canoas, que serviram 
à exploração de Mato Grosso. Daí partiam pelo caminho d’água as expedições que os arrojadospaulistas levavam às regiões desconhecidas do Cuiabá, descortinando o deserto, e rasgando as 
entranhas da terra virgem, para arrancarlhe as fezes, que o mundo chama ouro e comunga como 
a verdadeira hóstia. 
José de Alencar. Til. 
Considere o texto e seus conhecimentos para responder: 
a) O texto acima faz referência ao bioma originalmente dominante no estado de São Paulo. De que bioma 
se trata e qual é a sua situação atual na região do estado de São Paulo citada no texto? 
b) Depois de ter-se implantado na região mencionada no texto, para que outras áreas do território do 
estado de São Paulo se expandiu a cultura do café?
c) Indique o bioma dominante no atual estado de Mato Grosso e explique os principais usos da terra 
nesse estado, na atualidade. 
89
 5. Analise os dois climogramas, referentes a 
duas cidades brasileiras, e responda.
Climograma 1temperatura
 (ºC)
chuvas
 (mm)
28
27
26
25
24
23
22
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
400
375
350
325
300
275
250
225
200
175
150
125
100
75
50
25
0
J F M A M J J A S O N D
Climograma 2
temperatura
 (ºC)
chuvas
 (mm)
400
375
350
325
300
275
250
225
200
175
150
125
100
75
50
25
0
28
27
26
25
24
23
22
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
J F M A M J J A S O N D
a) Como é o clima em cada uma dessas localida-
des e a qual área ou região do país cada um 
deles corresponde? 
b) Qual seria a vegetação típica da área com o 
climograma 1? E qual seria a vegetação cor-
respondente ao climograma 2?
 6. (Fuvest)
Desenho de Percy Lau. IBGE, 1970.
a) Identifique a formação vegetal representada 
e sua área de ocorrência original. 
b) Considerando ao menos um fator de ordem 
física, explique por que essa formação tem 
ocorrências fora de sua área nuclear.
c) Identifique três das principais atividades 
econômicas que promoveram a substituição 
de tal formação vegetal.
 7. (Unicamp) O texto a seguir é referente à 
descrição de uma determinada formação 
vegetal. Leia-o com atenção e faça o que se 
pede. 
Vegetação localizada na zona intertropical, 
junto a enseadas, braços de mar e baías cal-
mas, podendo avançar para o interior de 
estuários até onde a água se mantém salo-
bra. Sujeita diariamente à ação das marés. 
Seu porte varia entre arbustivo até arbóreo 
nos estuários. O sistema radicular, com ra-
ízes respiratórias pneumatóforas e raízes 
escoras, contribui para a fixação dos sedi-
mentos. 
(Adaptado de Helmut Troppmair, “Biogeografia e meio 
ambiente”. Rio Claro: Edição do Autor, 4a ed., 1995, p. 109). 
a) Qual a formação vegetal descrita no texto 
acima? 
b) Por que o ecossistema dessa formação vege-
tal é importante para a manutenção da bio-
diversidade? 
c) Quais as ações antrópicas que estão contri-
buindo para a degradação dessa formação 
vegetal no território brasileiro? 
 8. (Unicamp)O Brasil é um país de grande ex-
tensão territorial, marcado por uma diversi-
dade de paisagens naturais que configuram 
diferentes domínios morfoclimáticos.
a) O que são domínios morfoclimáticos? 
b) O que é uma faixa de transição morfoclimática? 
c) Cite três domínios morfoclimáticos existen-
tes no Brasil.
 9. (Unicamp)No Brasil, a mata dos Pinhais co-
bria originalmente uma área superior a 100 
mil km2 ou 100 milhões de hectares. Atual-
mente, calcula-se que sobraram apenas cerca 
de 300 km2 ou 300 mil hectares desse domí-
nio vegetal, ou seja, apenas 0,3% da cober-
tura original.
(Adaptado de Melhem Adas, “Panorama Geográfico 
do Brasil”, São Paulo, Moderna, 1998.) 
a) Qual é a área de ocorrência original desse 
domínio vegetal? 
b) Cite pelo menos duas características do do-
mínio morfoclimático onde ocorre esse tipo 
de cobertura vegetal. 
c) Quais as atividades econômicas que têm sido 
responsáveis pela devastação da mata dos 
Pinhais? 
90
e.O. enem
 1. Então, a travessia das veredas sertanejas é 
mais exaustiva que a de uma estepe nua. 
Nesta, ao menos, o viajante tem o desafogo 
de um horizonte largo e a perspectiva das 
planuras francas. Ao passo que a outra o 
afoga; abrevia-lhe o olhar; agride-o e eston-
teiao; enlaça-o na trama espinescente e não 
o atrai; repulsa-o com as folhas urticantes, 
com o espinho, com os gravetos estalados em 
lanças, e desdobra-se-lhe na frente léguas e 
léguas, imutável no aspecto desolado; árvo-
re sem folhas, de galhos estorcidos e secos, 
revoltos, entrecruzados, apontando rijamen-
te no espaço ou estirando-se flexuosos pelo 
solo, lembrando um bracejar imenso, de tor-
tura, da flora agonizante… 
CUNHA, E. Os sertões. Disponível em: http://
pt.scribd.com. Acesso em: 2 jun. 2012. 
Os elementos da paisagem descritos no texto 
correspondem a aspectos biogeográficos pre-
sentes na:
a) composição de vegetação xerófila. 
b) formação de florestas latifoliadas. 
c) transição para mata de grande porte. 
d) adaptação à elevada salinidade. 
e) homogeneização da cobertura perenifólia.
 2. A Floresta Amazônica, com toda a sua imen-
sidão, não vai estar aí para sempre. Foi pre-
ciso alcançar toda essa taxa de desmatamen-
to de quase 20 mil quilômetros quadrados 
ao ano, na última década do século XX, para 
que uma pequena parcela de brasileiros se 
desse conta de que o maior patrimônio na-
tural do país está sendo torrado. 
AB’SABER, A. Amazônia: do discurso à 
práxis. São Paulo: EdUSP, 1996. 
Um processo econômico que tem contribuído 
na atualidade para acelerar o problema am-
biental descrito é: 
a) Expansão do Projeto Grande Carajás, com in-
centivos à chegada de novas empresas mine-
radoras. 
b) Difusão do cultivo da soja com a implanta 
ção de monoculturas mecanizadas.
c) Construção da rodovia Transamazônica, com 
o objetivo de interligar a região Norte ao 
restante do país. 
d) Criação de áreas extrativistas do látex das se-
ringueiras para os chamados povos da floresta. 
e) Ampliação do polo industrial da Zona Franca 
de Manaus, visando atrair empresas nacio-
nais e estrangeiras. 
 3. 
Disponível em: http://www.ra-bugio.org.br. Acesso em: 28 jul. 2010.
A imagem retrata a araucária, árvore que 
faz parte de um importante bioma brasileiro 
que, no entanto, já foi bastante degradado 
pela ocupação humana. Uma das formas de 
intervenção humana relacionada à degrada-
ção desse bioma foi 
a) o avanço do extrativismo de minerais metá-
licos voltados para a exportação na região 
Sudeste. 
b) a contínua ocupação agrícola intensiva de 
grãos na região Centro-Oeste do Brasil.
c) o processo de desmatamento motivado pela 
expansão da atividade canavieira no Nordes-
te brasileiro. 
d) o avanço da indústria de papel e celulose 
a partir da exploração da madeira, extraída 
principalmente no Sul do Brasil.
e) o adensamento do processo de favelização so-
bre áreas da Serra do Mar na região Sudeste. 
 4. O gráfico a seguir mostra a área desmatada 
da Amazônia, em km2, a cada ano, no perío-
do de 1988 a 2008. 
km2
30.000
20.000
10.000
0
88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 ano
Fonte: MMA
As informações do gráfico indicam que: 
a) o maior desmatamento ocorreu em 2004. 
b) a área desmatada foi menor em 1997 do que 
em 2007. 
c) a área desmatada a cada ano manteve-se 
constante entre 1998 e 2001. 
d) a área desmatada por ano foi maior entre 
1994 e 1995 do que entre 1997 e 1998. 
e) o total de área desmatada em 1992, 1993 e 
1994 é maior que 60.000 km2. 
91
 5. A Mata Atlântica, que originalmente se es-
tendia por todo o litoral brasileiro, do Ceará 
ao Rio Grande do Sul, ostenta hoje o triste 
título de uma das florestas mais devastadas 
do mundo. Com mais de 1 milhão de quilô-
metros quadrados, hoje restam apenas 5% da 
vegetação original, como mostram as figuras. 
Adaptado de “Atlas Nacional do Brasil”, IBGE, 1992/http://www.sosmatatlantica.org.br
Cobertura
 original
19
50
-1
96
0
19
60
-1
97
0
19
70
-1
98
0
19
80
-1
99
0
19
90
-2
00
0
Mata Atlântica
Adaptado de “Atlas Nacional do Brasil”, IBGE, 
1992/http://www.sosmatatlantica.org.br 
Considerando as características histórico-
-geográficas do Brasil e a partir da análise 
das figuras é correto afirmar que: 
a) as transformações climáticas, especialmente 
na Região Nordeste, interferiram fortemente 
na diminuição dessa floresta úmida.
b) nas três últimas décadas, o grau de desen-
volvimento regional impediu que a devasta-
ção da Mata Atlântica fosse maior do que a 
registrada. 
c) as atividades agrícolas, aliadas ao extrati-
vismo vegetal, têm se constituído, desde o 
período colonial, na principal causa da de-
vastação da Mata Atlântica. 
d) a taxa de devastação dessa floresta tem se-
guido o sentido oposto ao do crescimento po-
pulacional de cada uma das Regiões afetadas.
e) o crescimento industrial, na década de 1950, 
foi o principal fator de redução da cobertura 
vegetal na faixa litorânea do Brasil, espe-
cialmente da Região Nordeste. 
GabaritO
E.O. Teste I
1. D 2. B 3. D 4. E 5. E
6. C 7. C 8. A 9. A 10. D
E.O. Teste II
1. C 2. A 3. D 4. E 5. B
6. C 7. A 8. C 9. D 10. C
E.O. Teste III
1. E 2. A 3. B 4. B 5. D
E.O. Dissertativo
 1. 
a) Das seções numeradas, as 12, 13 e 14 cor-
respondem à Serra do Mar. A 14 (Esparpa 
de Falha da Serra do Mar) apresenta maior 
vulnerabilidade à erosão pluvial (água da 
chuva) e fluvial (água de rio) devido à 
maior declividade, fator que intensifica o 
escoamento superficial da água. A região 
também é atingida frequentemente por 
deslizamentos de terra naturais e inten-
sificados pela ocupação desordenada.
b) Na escarpa de falha da Serra da Manti-
queira, a estatura da Mata Atlântica au-
menta na seção 6, isto ocorre, devido à 
menor declividade, que permite maior 
infiltração de água, aumenta o intempe-
rismo químico e leva à formação de um 
solo mais desenvolvido, permitindo o 
desenvolvimento de espécies arbóreas de 
maior porte. Aspectos climáticos também 
interferem, visto que as temperaturas 
também são mais elevadas e favorecem a 
Mata Atlântica na seção 6, quando com-
paradas à seção 5, que apresenta maior 
declive e solos menos desenvolvidos. 
 2. 
a) O Domínio da Amazônia é caracterizado 
pela dominância de terras baixas (de-
pressões, baixos planaltos e planícies 
fluviais), solos pobres e lixiviados, rios 
perenes, clima equatorial (quente, úmido 
e com chuvas abundantes) e floresta la-
tifoliada perenefolia amazônica com alta 
biodiversidade. 
b) O Domínio dos Mares de Morros é caracte-
rizado por planaltos cristalinos com ser-
ras e morros arredondados, dominância 
de clima tropical litorâneo e de altitude, 
solos variados, rios perenes e com preva-
lência da floresta latifoliada perenefólia 
atlântica com elevada biodiversidade.
c) O Domínio da Araucária é caracterizado 
por planaltos elevados submetidos ao 
clima subtropical (inverno frio e chuvas 
bem distribuídas no decorrer do ano), so-
los variados e Mata de Araucária (mistura 
de espécies aciculifoliadas como a Arau-
cária e espécies latifoliadas) com impor-
tante biodiversidade. 
 3. 
a) No pampa gaúcho predomina do pon-
to de vista geomorfológico, um planalto 
com colinas (coxilhas). O clima é o sub-
tropical, com invernos rigorosos e verões 
92
quentes, amplitude térmica elevada, chu-
vas durante todo ano graças à atuação da 
mPa (massa Polar atlântica: fria e úmida) 
e mTa (massa Tropical atlântica: quente e 
úmida).
b) Na Campanha Gaúcha, extensas áreas são 
tradicionalmente destinadas à pecuária 
(intensiva e extensiva), destacando-se os 
rebanhos bovino e ovino. Esta atividade 
foi favorecida pela vegetação de pradarias 
ou campos com dominância de gramíneas 
e ervas, pela sua topografia plana e cli-
ma mais ameno que em outras regiões do 
território brasileiro, possibilitando assim 
a criação de gado de origem europeia. A 
boa distribuição de chuvas durante o ano 
também colabora para a renovação das 
pastagens. 
 4. O climograma 3 (Cuiabá, MT) relaciona-se 
com o ecossistema do Cerrado (foto C). O 
Cerrado é um ecossistema complexo (diver-
sidade fisionômica) e com alta biodiversida-
de. Na foto, destaca-se o Cerrado com forma 
de savana com os estratos herbáceo, arbus-
tivo e arbóreo representado por árvores tor-
tuosas. Muitas espécies estão adaptadas às 
condições climáticas, por exemplo, raízes 
profundas para captar água do lençol freáti-
co e troncos com cascas grossas para resistir 
aos frequentes incêndios espontâneos du-
rante o período seco. No domínio do Cerrado, 
o clima é tropical, tropical típico ou tropical 
continental, quente, com baixa amplitude 
térmica, chuvas concentradas no verão e in-
verno com estiagem (seca). As massas de ar 
mais influentes são a Equatorial continental 
(úmida) e a Tropical continental (seca). 
 5. 
a) O bioma referenciado no texto é a Mata 
Atlântica cuja situação atual é de intensa 
devastação, restando apenas refúgios em 
áreas e unidades de conservação.
b) A cultura cafeeira se expande para o oes-
te paulista, ocupando as áreas do Planal-
to Ocidental. 
c) O bioma do atual estado do Mato Grosso é 
o cerrado, cuja ocupação atual está asso-
ciada aos cultivos agropecuários. 
 6. 
a) O climograma I corresponde ao clima 
equatorial, com alta pluviosidade, peque-
na amplitude térmica e chuvas regula-
res, típico da Amazônia. O climograma II 
corresponde ao clima tropical, típico da 
região Centro-Oeste brasileira, com duas 
estações bem definidas - um período chu-
voso (verão) e outro seco (inverno) - e 
temperaturas médias superiores a 20 °C. 
b) A vegetação típica da área do climogra-
ma I é a Floresta Amazônica ou Equa-
torial, enquanto a formação típica do 
climograma II é o Cerrado.
 7. 
a) Trata-se da Floresta Aciculifoliada ou 
Mata das Araucárias, típica das áreas ele-
vadas das regiões sul e sudeste do Brasil. 
b) A altitude é uma das características físicas 
mais marcantes para explicar sua ocorrên-
cia fora da área nuclear, em lugares como 
a Serra da Mantiqueira (região sudeste).
c) A produção de papel e celulose, mobília e 
construção civil, além de atividades agro-
pastoris, estão entre as principais ativida-
des capazes de destruir esse ecossistema. 
 8. 
a) Corresponde aos mangues. 
b) As localidades onde existem mangues pos-
suem características naturais ideais à re-
tenção de nutrientes tornando suas águas 
ricas em alimento, favorecendo a forma-
ção de bancos genéticos para a procriação 
de espécies de peixes e crustáceos. 
c) As ações antrópicas podem atingir os 
mangues de forma direta, como aterros 
para construção civil, que afetam os flu-
xos de água e sua dinâmica, e indireta 
através da emissão de esgotos domésticos 
ou industriais e deposição de lixo.
 9. 
a) Grandes porções da paisagem natural 
que apresentam relativa homogeneida-
de. Essas áreas, resultam da interação de 
elementos da natureza (clima, solo, ve-
getação, relevo e estrutura geológica) ao 
longo do tempo.
b) As faixas de transição morfoclimática 
correspondem às faixas existentes entre 
os domínios delimitados. Essas faixas se 
caracterizam pela presença de uma paisa-
gem heterogênea.
c) O Brasil apresenta, em seu território, 
seis domínios morfoclimáticos. São eles: 
Amazônico, dos Cerrados, dos Mares de 
Morros, das Caatingas, das Araucárias e 
das Pradarias.
 10. 
a) Região sul, planalto meridional e região 
sudeste na Serra da Mantiqueira.
b) Clima subtropical (altitude) e relevo planáltico. 
c) Extração para fabricação de papel, celulo-
se, mobília.
E.O. Enem
1. A 2. B 3. D 4. D 5. C©
 C
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se
sc
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Sh
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Geomorfologia do Brasil
Aulas 15 e 16
95
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 C
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Sh
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A dinâmicA geomorfológicA do BrAsil 
e A relAção do homem no espAço
O relevo terrestre corresponde às mais diversas formas encontradas em sua superfície. O mesmo resulta da ação de 
diferentes forças que agem de formas contínuas e combinadas denominadas agentes do relevo.
Essas forças podem ser de natureza endógenas ou internas, tais como o vulcanismo, tectonismo e abalos 
sísmicos responsáveis pela gênese do relevo, e/ou exógenas ou externas, tais como a ação da temperatura, chuva, 
ventos, águas correntes, geleiras, seres vivos e antropogênicas, responsáveis pela modificação ou esculturação do 
mesmo, proporcionando assim um conjunto de formas que se verifica desde o assoalho oceânico até o conjunto 
de terras emersas (continentais).
Dentro de quatro macroestruturas, podemos destacar como principais formas de relevo terrestre as monta-
nhas, os planaltos, as planícies e as depressões.
CORDILHEIRA
MONTANHA
VALE
COLINA
DEPRESSÃO PLANÍCIE
PLANALTO
Fonte: <webquest.edufor.pt>
SERRA
Formas de relevo
O avanço no campo teórico e metodológico da geomor-
fologia tem como objetivo principal explicar os aconte-
cimentos pretéritos, presentes e futuros das diferentes 
dinâmicas morfoesculturais sofridas pela superfície ter-
restre ao longo do tempo geológico.
Para isso, a geomorfologia recorre ao campo de 
estudo dos paleoclimas, ou seja, verificações climáticas 
do passado e suas interferências na estrutura geológica 
de certa região do globo em sintonia com os climas do 
presente sem perder de vista as chamadas “mudanças cli-
máticas” provenientes do provável aquecimento global.
Cabe salientar que, além do importante papel 
já desenvolvido pela geomorfologia, a mesma vem nos 
últimos anos adquirindo um conjunto de novas funções 
e destaque se associada a outras ciências afins, como a 
Ecologia, Climatologia, Cartografia Moderna etc. Esse 
fato explica de forma bem coerente sua mais nova de-
nominação, Geomorfologia Dinâmica.
Brasil: um país de 
altitudes modestas
Quando associamos a idade geológica dos terrenos à 
inexistência de dobramentos cenozoicos (Andes, Hima-
laia etc.) à diversidade climática e à certa estabilidade 
tectônica, entendemos as altitudes modestas do nosso 
relevo – o pico da Neblina, na Amazônia ocidental, com 
2 993,78 metros de altitude é nosso relevo de maior 
altitude. Os elementos mais importantes para as trans-
96
formações atuais das formas de relevo brasileiro, à exceção do homem, são os rios, as chuvas e a temperatura, ou 
seja, intemperismo e erosão. Notamos, por isso, a predominância dos agentes externos sobre os internos, dando 
ao relevo uma certa estabilidade. Apesar desse perfil altimétrico modesto, não é na planície que o relevo brasileiro 
vai encontrar sua maior unidade. Novos conceitos de Geomorfologia apontam para o predomínio de planaltos e 
depressões como unidades maiores.
Fonte: <http://geografalando.blogspot.com.br/2013/04/relevo-classificacao-do-relevo_28.html>.
Observação! As chamadas cotas altimétricas – hipsométricas – são representadas por linhas que na carta 
ou mapa denominam-se isoípas ou curvas de nível.
Evereste
8 848m
K2
8 611m
Kanchenjunga
8 586m
Lhoste
8 516m
Makalu
8 463m
Cho Oyu
8 201m
Dhaulagiri
8 167m
Shishapangma
8 035mm
Gasherbrum II
8 035mm
Broad Peak
8 047mm
Gasherbrum I
8 068mm
Annapurna
8 091mm
Nanga Parbat
8 125mm
Manaslu
8 163mm
Os principais cumes do mundo.
OS PRINCIPAIS PICOS DO BRASIL
Estação medida Valor de altitude divulgada no 
Anuático Estatístico Brasileiro (AEB)
Valor de altitude calculada 
após a medição (2004)
pico da Neblina 3 014,1 metros 2 993,78 metros
pico 31 de Março 2 992,4 metros 2 972,66 metros
pico das Agulhas Negras 2 787, 0 metros 2 791,55 metros
pico Pedra da Mina 2 770,0 metros 2 798,39 metros
97
conceituAndo As formAs de relevo
Planalto
Planalto em forma de serra (serra da Mantiqueira).
As feições morfológicas planálticas são caracterizadas 
por formas de relevo planas e altas, bem como por duas 
linhas de declive, onde o processo de decomposição 
supera o de acumulação; portanto, são formas de re-
levo em desgastes, em rebaixamento. Elas podem ser 
encontradas em qualquer tipo de estrutura geológica e 
classificados em tectônicos, vulcânicos e de erosão. As 
mais frequentes formas de variação de planaltos são as 
do tipo:
Relevo cuestiforme
©
 R
ud
ra
 N
ar
ay
an
 M
itr
a/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Frente de Cuesta. Ladakh, Jammu and Kashmir, Índia.
Essa estrutura apresenta um relevo com forma dissi-
métrica, constituída, de um lado, por um perfil côncavo 
em declive íngreme e, do outro, por um planalto suave-
mente inclinado. Essa forma se desenvolve por erosão 
diferenciada e apresenta os seguintes elementos topo-
gráficos: front, depressão subsequente e reverso.
Relevo em chapada
Relevo de estrutura geológica tipicamente sedimentar 
com topo em forma de mesa também denominado re-
levo tabuliforme.
©
 A
ND
RE
 D
IB
/S
hu
tte
rs
to
ck
Chapada Diamantina 
Serra
Serra da Mantiqueira
Segundo o geógrafo Igor Moreira, as serras são formadas 
de relevos alongados com topos irregulares, por vezes iso-
lados. Em geral, são alinhamentos de montanhas antigas 
erodidas e mais tarde, falhadas. As irregularidades que 
apresentam são resultado de movimentos de subida e des-
cida de blocos das rochas fraturadas. A denominação ser-
ras também pode se referir às áreas de bordas de planalto.
Formações planálticas mais desta-
cadas na geomorfologia brasileira
Os inselberg
Do alemão inselber, monte ilha, o termo foi propos-
to pelo geógrafo alemão Walther Penck. Segundo o 
também geógrafo Aziz Ab’Saber, trata-se de um resto 
98
de relevo com aspecto geológico cristalino saliente 
em meio a uma paisagem de depressão semiárida 
(sertaneja), oriunda de uma longa história erosiva. 
Essa paisagem é formada pelo intemperismo físico – 
erosão seletiva.
Inselberg, Pedra Azul, MG
Mares de morro
Essa formação geomorfológica é também denominada 
de planaltos sul e sudeste de morros, ou mamelonares. 
Trata-se de um planalto, formado pelo intemperismo 
químico. Essa estrutura de relevo faz parte do bioma da 
mata Atlântica.
Mares de morros. entre São Paulo e Rio de Janeiro
Coxilhas
Canela, Rio Grande do Sul
Formações cristalinas com bordas mais arredondadas 
e bem mais suavizadas, se comparadas aos mares de 
morros, essa estrutura é encontrada na porção do extre-
mo meridional do Brasil, onde são comuns os pampas 
ou as campanhas gaúchas.
estudo dos Aspectos 
geológicos e geomorfológi-
cos dAs formAções BAixAs
Planície
As feições morfológicas de planícies são caracterizadas 
como formas de relevo planas e baixas com hipsometrias 
inferiores a 100 m, bem como por duas linhas de aclive 
onde o processo de acumulação supera a decomposição. 
São, portanto, formas de relevo em acumulação, como a 
encontrada em estruturas geológicas sedimentares.
Casos mais típicos de planícies:
 § planície fluvial – encontradas no interior dos 
continentes cujo processo de acumulação está 
relacionado à ação dos rios;
 § planície fluvio-marinha – ocorre em faixas 
litorâneas; sua formação de sedimentação está 
relacionada à ação dos oceanos e rios;
 § planície costeira – ocorre no litoral e é forma-
da pela acumulação de sedimentos trabalhados 
pelo mar. sua estrutura geológica sedimentar 
também é cenozoica quaternária.Estende-se do 
Maranhão ao Rio Grande do Sul.
 § planície do Pantanal – é considerada a mais 
típica planície do Brasil. Localiza-se na porção 
oeste do Mato Grosso do Sul, encravada entre 
o planalto meridional e central. Sua estrutura é 
geológica recente, datada do cenozoico quater-
nário. Saliente-se que, graças ao seu estado de 
conservação e à rica biodiversidade, o Pantanal é 
considerado uma das 37 últimas grandes regiões 
naturais da Terra, com alta diversidade biológica, 
grandes extensões e baixa densidade populacio-
nal humana.
 § planície Amazônica – de formação geológi-
ca cenozoica, localiza-se entre o planalto das 
99
Guianas, pela porção setentrional, e o planalto central, ao sul. No domínio amazônico, estende-se nas áreas 
baixas das margens banhadas pelos rios da região. As demais áreas, que ocupam a maior porção, são cha-
madas de baixos platôs amazônicos, são planaltos rebaixados.
©
 m
ar
ch
el
lo
74
/S
hu
tte
rs
to
ck
 Planície Costeira. Ipanema, Rio de Janeiro. Planície do Pantanal mato-grossense
estudo dos Aspectos geológicos e 
geomorfológicos dAs formAções de depressão
A depressão
Unidade geomorfológica caracterizada pela superfície rebaixada em relação às demais formas de relevo próximas. 
Classifica-se como:
 § depressão relativa – rebaixamento do relevo acima do nível do mar; e
 § depressão absoluta – rebaixamento do relevo abaixo do nível do mar.
Essas unidades foram geradas por processos erosivos ocorridos no contato das extremidades das bacias 
sedimentares com maciços antigos. Segundo a classificação de Ross, no Brasil há onze unidades de depressões, 
a segunda forma de relevo mais importante do país. À medida que foram ocorrendo os processos erosivos e de 
localização, as estruturas de depressões relativas foram recebendo várias denominações: periféricas, marginais, 
interplanálticas etc.
100
Depressões absoluta e relativa
Formação de depressões relativas e 
relevantes na geomorfologia brasileira
 § depressão periférica – área deprimida e alongada na zona de contato entre terrenos sedimentares e 
cristalinos: depressão periférica da borda leste da bacia do Paraná.
 § depressão marginal – margeia as bordas de bacias sedimentares: depressões sul-amazônica e norte-
-amazônica.
 § depressão interplanáltica – área cuja altitude é inferior em relação a dos planaltos que a circundam 
depressões sertaneja e do São Francisco, marginal sul-amazônica, sertaneja, do São Francisco e periférica 
da bacia do Paraná.
101
e.o. teste i
 1. (Unesp)O Brasil tem encontro marcado com 
a tragédia todos os anos na estação chuvosa 
e não há força terrestre que faça com que as 
autoridades e as pessoas se preparem para 
isso. Neste ano, o encontro foi na antes pa-
radisíaca região serrana do Rio de Janeiro. 
Todos os anos, a natureza demonstra com 
fúria que as conquistas da civilização em 
muitas áreas são plantinhas frágeis que po-
dem ser arrancadas pelas enchentes e pelos 
deslizamentos das encostas. 
(Veja, 19.01.2011. Adaptado.) 
O texto relaciona-se ao problema da destrui-
ção da paisagem no Sudeste, frequente em 
regiões com domínio de: 
a) mar de morros. 
b) cuestas carbonáticas. 
c) inselbergs semiáridos. 
d) chapadas cristalinas. 
e) coxilhas subtropicais. 
 2. (Unesp)Euclides da Cunha em Os Sertões 
descreve a campanha de Canudos. No esbo-
ço geológico do Sertão de Canudos, feito por 
ele, é possível distinguir a região.
Espaço geológico
Piauí
Goiás
Bahia
Sergipe
Alagoas
Ju
az
eir
o
Ca
bro
bó
Ca
nu
do
s
Mo
nt
e
 S
an
to
Qu
eim
ad
as Ge
rem
oa
bo
Rio Vaza-Barris
Rio das Contas
Rio São Francisco
Minas Gerais
Terreno Paleozoico (Siluriano Superior ou Devoniano)
Terreno Cretáceo
Terreno Terciário
Terreno Metamórfico (gneiss, etc.)
(Euclides da Cunha, 1866 - 1909. Os Sertões,
 cópia de Alfredo Aquino, 1979. Adaptado.)
Em seu livro, abordava e enfatizava os ele-
mentos geográficos que dificultavam as rotas 
dos que se dirigiam para Canudos. A descri-
ção refere-se: 
a) à Depressão Sertaneja e Sanfranciscana na 
região nordestina, no estado da Bahia, da 
caatinga da bacia hidrográfica do rio São 
Francisco, de clima nordestino – semiárido.
b) ao Planalto Arenítico-Basáltico na região Sul, 
no estado de Santa Catarina, da vegetação de 
campos, da bacia hidrográfica do rio Paraná, 
de clima de altitude – tropical de altitude.
c) ao Planalto das Guianas na região Nordeste, da 
caatinga, da bacia hidrográfica do rio São Fran-
cisco e bacias secundárias, de clima equatorial. 
d) ao Planalto Atlântico na região Sudeste, da 
mata atlântica, da bacia hidrográfica do rio 
Paraná e bacias secundárias, de clima árido.
e) ao Planalto Central Brasileiro na região Nor-
te, da bacia hidrográfica do rio Tocantins, da 
vegetação de campos, de clima de altitude 
– tropical de altitude. 
 3. (Fuvest) Esta foto ilustra uma das formas do 
relevo brasileiro, que são as chapadas.
Fonte: Opção Brasil Imagens.
É correto afirmar que essa forma de relevo 
está: 
a) distribuída pelas regiões Norte e Centro-
-oeste, em terrenos cristalinos, geralmente 
moldados pela ação do vento. 
b) localizada no litoral da região Sul e decorre, 
em geral, da ação destrutiva da água do mar 
sobre rochas sedimentares. 
c) concentrada no interior das regiões Sul e Su-
deste e formou-se, na maior parte dos casos, a 
partir do intemperismo de rochas cristalinas.
d) restrita a trechos do litoral Norte-Nordeste, 
sendo resultante, sobretudo, da ação mode-
ladora da chuva, em terrenos cristalinos.
e) presente nas regiões Centro-Oeste e Nordes-
te, tendo sua formação associada, principal-
mente, a processos erosivos em planaltos 
sedimentares. 
 4. (Unifesp)Observe o mapa.
0º
Planaltos
Depressão
Planícies
870 km
(Ross, 2000. Adaptado)
Assinale a alternativa que contém as formas 
de relevo predominantes em cada porção do 
território brasileiro indicada, de acordo com 
a classificação de Ross.
a) Faixa litorânea: depressões. 
b) Amazônia Legal: planícies. 
c) Fronteira com o Mercosul: planaltos. 
d) Região Sul: planícies. 
e) Pantanal: planaltos.
102
 5. Graben e Horst são formas de relevo associa-
das às falhas tectônicas. 
I - Graben II - Horst
Terra - feiçõs ilustradas. UFRGS. 2003.
No Brasil, os exemplos para I e II são, res-
pectivamente: 
a) Vale do Itajaí e Serra Geral. 
b) Vale do Paraíba e Serra do Mar. 
c) Planície Amazônica e Serra do Cachimbo. 
d) Vale do São Francisco e Chapada Diamantina. 
e) Planície Costeira e Serra do Espinhaço. 
 6. A questão está relacionada ao perfil topográ-
fico e ao mapa apresentados a seguir. 
Altitude (mil metros)
Rio Xingu Rio Tocantins
Rio Araguaia
Rio São Francisco
SA. DO ESPINHAÇO
Rio Doce
 Oceano
Atlântico
3
2
1
0
(Ferreira, Graça M. L. Atlas geográfico, espaço mundial.
 São Paulo: Moderna, 2003, p. 10, Adaptado.)
1
2
3
4
5
0 880 km
O perfil topográfico apresentado corresponde, 
no mapa, ao trajeto indicado pelo número: 
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.
 7. (Unifesp) O mapa aponta três grandes uni-
dades do relevo brasileiro.
A B
Trópico de
Capricórnio
50º 0 440 km
(Ross, 1990.)
Assinale a alternativa que as identifica cor-
retamente no perfil AB e o processo que pre-
dominou na sua formação. 
a) Planaltos, sedimentação; Depressões, dobra-
mentos; Planícies, erosão. 
b) Planícies, dobramentos; Planaltos, sedimen-
tação; Depressões, sedimentação. 
c) Depressões, erosão; Planícies, erosão; Pla-
naltos, dobramentos. 
d) Planícies, sedimentação; Planaltos, erosão; 
Depressões, erosão. 
e) Planaltos, erosão; Depressões, sedimenta-
ção; Planícies, sedimentação.8. Transitando por estradas de São Paulo ou de 
outros estados brasileiros, é comum observar-
-se o fenômeno apresentado na ilustração. 
Esse fenômeno recebe a denominação de: 
a) voçoroca, que é formada a partir de erosão 
intensa, provocada pelo desmatamento e 
uso inadequado do solo. 
b) voçoroca, que ocorre em áreas onde a agri-
cultura é praticada sem o uso de máquinas 
que revolvam o solo em profundidade.
c) orogênia, formada pela ação dos lençóis fre-
áticos nas rochas do subsolo, que são lenta-
mente dissolvidas. 
d) sulco laterítico, que ocorre em áreas de vár-
zeas fluviais, facilmente alagadas durante as 
cheias dos rios. 
e) sulco lixiviado, que é formado pelo proces-
so de intemperismo físico em áreas de clima 
tropical com estações bem definidas.
 9. (Unesp) Observe o mapa.
Altitude em metros
800 e mais
200
100
0
Fonte: www.vestiprovas.com.br
103
Juntando-se as três legendas que represen-
tam as mais baixas altitudes do relevo brasi-
leiro, é possível afirmar que a maioria dessas 
terras apresenta: 
a) altitudes sempre superiores a 800 metros. 
b) altitudes inferiores a 800 metros. 
c) planaltos com altitudes maiores que 800 me-
tros.
d) planícies com altitudes em torno de 800 me-
tros.
e) altitudes médias superiores a 800 metros. 
 10. Considere os mapas a seguir: 
I II
Ross, J., 1996.
Nos mapas I e II estão representadas as se-
guintes unidades do relevo: 
a) I - Planaltos e chapadas da Bacia do Paraná. 
II - Planaltos da Amazônia Oriental.
b) I - Planalto Sul Rio-grandense.
II - Depressão da Amazônia Ocidental. 
c) I - Planaltos e Serras do Atlântico E-SE
II - Depressão Marginal Sul-Amazônica. 
d) I - Planaltos e chapadas da Bacia do Paraná. 
II - Depressão da Amazônia Ocidental.
e) I - Planalto Sul Rio-grandense.
II - Planaltos da Amazônia Oriental.
e.o. teste ii 
 1. Observe o quadro a seguir:
Localização/Co-
tas de altitudes
Amplitude Térmica
Áreas próximas do 
nível do mar
Mínima anual de 20º C 
e máxima de 30 °C
Entre 600 m e 1.000 m Média anual inferior a 10 ºC
Acima de 1.100 m
Mínimo noturno: 6 ºC 
Diurna: inferior a 20° C 
em qualquer estação
Relacionando os dados apresentados no qua-
dro aos conhecimentos sobre relevo e clima, 
é possível identificar estas características 
gerais no seguinte Estado brasileiro: 
a) Roraima - as maiores altitudes do relevo bra-
sileiro, devido ao embasamento cristalino 
que caracteriza os Planaltos Residuais Nor-
te-Amazônicos, tornam o clima equatorial 
mais ameno.
b) Minas Gerais - o relevo movimentado con-
trasta os climas temperado frio, nos Planal-
tos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste, e 
semiárido nas terras baixas da Depressão do 
São Francisco.
c) Acre - a proximidade da Cordilheira dos An-
des na fronteira do Brasil com a Bolívia ame-
niza o clima no oeste do Estado, embora o 
clima equatorial da Floresta Amazônica seja 
predominante no conjunto.
d) Santa Catarina, cujas diferenças climáticas 
extremas entre a Planície Litorânea e os Pla-
naltos da Bacia do Paraná são importantes 
atrativos turísticos em cidades como Blume-
nau e Florianópolis.
e) Mato Grosso, cuja excepcionalidade climá-
tica é o resultado de relevos diferenciados, 
como os planaltos escarpados na porção oci-
dental, as planícies e depressões no noro-
este e o complexo do Pantanal no extremo 
oeste. 
 2. 
Adap. da classificação de J. Ross, 1996.
As áreas assinaladas no mapa por X-Y-Z cor-
respondem, respectivamente, às seguintes 
unidades do relevo brasileiro: 
a) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos / Pla-
naltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba / 
Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná.
b) Depressões Marginais Amazônicas / Depres-
são Sertaneja e do São Francisco / Depressão 
Periférica Sul-Rio-Grandense. 
c) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos / De-
pressão Sertaneja e do São Francisco / Cha-
padas da Bacia do Paraná. 
d) Depressões Marginais Amazônicas / Planal-
tos e Chapadas da Bacia do Parnaíba / Cha-
padas da Bacia do Paraná. 
e) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos / Pla-
nalto da Borborema / Depressão Periférica 
Sul-Rio-Grandense. 
 3. (Fuvest)
I - Domínios Morfoclimáticos II - Unidades do Relevo
 Brasileiro
900 km 900 km
1
2
3
4
5
6
7
Adap.
AB’SABER, 1969
8
9
10
11
Adap.
Ross, 1995
104
1. Amazônico 
2. Mares de Morros 
3. Chapadões e Cerrados 
4. Depressões semi-áridas 
5. Planaltos de Araucárias 
6. Coxilhas e Pradarias 
7. Faixas de Transição 
8. DEPRESSÕES 
9. PLANÍCIES 
PLANALTOS EM: 
10. Bacias Sedimentares 
11. Estruturas cristalinas e dobraduras antigas 
As formas da superfície terrestre e sua di-
nâmica podem ser compreendidas se consi-
derarmos os inúmeros fatores exógenos (es-
culturais) e fatores endógenos (estruturais) 
que as definem. A partir disso, é possível 
entender por que a classificação do relevo 
ou modelado brasileiro pode ser realizada 
segundo metodologias diversas. Os mapas 
acima demonstram tal fato. A esse respeito, 
é correto afirmar que o mapa:
a) I prioriza dados geológicos. 
b) II leva em consideração, com o mesmo peso, 
dados geológicos e climáticos.
c) I e II priorizam dados climáticos. 
d) I leva em consideração, com o mesmo peso, 
dados geológicos e altimétricos.
e) II prioriza geologia e altimetria.
 4. (Fuvest)É muito comum que se faça referên-
cia a uma grande porção de terras generi-
camente chamada de “planalto brasileiro”. 
Analisando-a, constata-se que esta denomi-
nação é: 
a) correta, pois apesar das diferentes estrutu-
ras geológicas, a unidade desse planalto está 
na homogeneidade das formas de relevo en-
contradas.
b) discutível, pois a identidade desse planalto 
reside no predomínio das baixas altitudes e 
não nas semelhanças geológicas. 
c) cientificamente correta, pois sua unidade 
está relacionada aos processos de formação 
semelhantes, destacando-se a acentuada ati-
vidade tectônica recente. 
d) correta, pois sua localização em área de cli-
ma tropical tornou semelhantes os processos 
erosivos responsáveis pelas formas de relevo 
encontradas. 
e) discutível, pois neste conjunto encontram-
-se tanto estruturas geológicas como formas 
de relevo muito distintas. 
 5. (Fuvest)Este perfil a seguir representa as 
formas de relevo e a cobertura vegetal primi-
tiva que seriam vistas num trajeto, em linha 
reta, entre as cidades brasileiras A e B. Elas 
são, respectivamente:
Vegetação
 do
 Pantanal
Cerrado
Campos
 Mata
Tropical
Araucária
Campos
m
1000
800
600
400
200 0 114
km
B A
Fonte: projetomedicina.com.br
a) Florianópolis o Cuiabá. 
b) Campos do Jordão a Cuiabá. 
c) Curitiba a Campo Grande. 
d) Campos do Jordão e Corumbá. 
e) Curitiba e Corumbá. 
 6. (Fuvest)Da ação de solapamento realizada 
pelas ondas do mar na costa brasileira re-
sulta uma forma de relevo escarpado, que 
se apresenta, geralmente, mais vertical nas 
formações sedimentares que nas cristalinas. 
São: 
a) os tômbolos. 
b) os “pães-de-açúcar”. 
c) as falésias. 
d) os canyons. 
e) os fjords.
 7. (Fuvest)No Brasil, as formas de relevo re-
presentadas nos blocos-diagrama a seguir 
incluem os tipos “mar de morros” e “cues-
tas”. Eles correspondem, respectivamente, 
aos números:
1 2
3 4
Fonte: professor.brio.br/geografia
a) 1 e 2. 
b) 1 e 3. 
c) 3 e 4. 
d) 2 e 4. 
e) 4 e 1. 
105
 8. (Unesp)A figura adiante representa um per-
fil esquemático do Planalto Nordestino Bra-
sileiro.
W E
3 2
1
Serra de
Ibiapaba
 Chapada
do Araripe
Planalto da
Borborema
Litoral
Rochas cristalinas Rochas sedimentares
Fonte: Christofoletti A., Geografia para o mundo atual -
 2º grau, C.E.N.
Assinale a alternativa que expressa as carac-
terísticas e o nome da unidade geográfica 
indicada como número 3. 
a) Superfícies pouco elevadas, clima semiári-
do, vegetação de caatinga, cultivo do cacau 
e cana-de-açúcar em grandes propriedades, 
denominada Agreste. 
b) Planície litorânea, presença de mangues, cli-
ma tropical úmido, resquícios de mata tro-
pical, cultivo de cana-de-açúcar e cacau em 
grandes propriedades, denominada Zona da 
Mata.
c) Área de transição, relevo de chapadas rela-
tivamente elevadas, presença de inúmeros 
rios, cultivo de produtos alimentares e cria-
ção de gado leiteiro em pequenas proprieda-
des, denominada Agreste. 
d) Superfícies elevadas, densa hidrografia, cli-
ma tropical, resquícios de mata tropical, in-
tensa atividade agrícola, denominada Sertão.
e) Área deprimida, vastas planuras, clima se-
miárido, presença de “brejos”, vegetação de 
caatinga, criação de gado em grandes pro-
priedades, denominada Sertão.
 9. (Fuvest-gv) No corte topográfico esquemá-
tico a seguir, as seções de números 3 e 4 
correspondem respectivamente às seguintes 
unidades geomorfológicas do relevo paulista: 
WNW ESE
5 4 3 2 1
Fonte: professor.bio.br/geografia
a) Depressão periférica e cuestas arenito-basál-
ticas. 
b) Mar de morros e Serra Geral. 
c) Planalto arenito-basáltico e depressão per-
miana. 
d) Primeiro planalto e segundo planalto. 
e) Planalto Atlântico e planalto arenito-basál-
tico. 
 10. (Unesp)Examine o mapa a seguir. 
I
II
III
V
IV
Quadro
Morfoclimático
do Brasil
Fonte: Aziz Ab’Saber, 1972
Assinale a alternativa que indica a área que 
corresponde à zona dos planaltos tropicais.
a) I
b) II 
c) III 
d) IV 
e) V 
e.o. teste iii 
 1. (Fuvest) No perfil esquemático a seguir, as 
grandes unidades de relevo representadas 
pelas letras A, B e C são respectivamente: 
1000 m
A B C
Caruaru
Oceano
 Atlântico
lesteoeste
500 m
rochas sedimentares
páleo-mesozóicas
rochas
cristalinas
sedimentos
cenozóicos
oceano
Fonte: professor.bio.br/geografia
a) Planalto Central, Depressão Periférica, Pla-
nalto Atlântico. 
b) Planalto da Bacia do Parnaíba, Depressão 
Sertaneja, Planalto da Borborema. 
c) Planalto Ocidental, Depressão Periférica, Pri-
meiro Planalto. 
d) Primeiro Planalto, Segundo Planalto, Tercei-
ro Planalto.
e) Chapadão Central, Depressão do São Francis-
co, Serra do Espinhaço. 
 2. (Unesp) Se você fizer uma viagem de Santos 
até São José do Rio Preto, passará, respecti-
vamente, pelas seguintes unidades geomor-
fológicas: 
a) Baixada Litorânea, Planalto Atlântico, De-
pressão Periférica e Planalto Ocidental. 
b) Falésia, Planalto Brasileiro, Depressão Paleo-
zoica e Cuestas. 
c) Baixada Litorânea, Planalto Ocidental, Pla-
nalto Atlântico e Depressão Paleozoica.
d) Baixada de Cubatão, Planalto Cristalino, Pla-
nalto Meridional e Depressão do Rio Paraná.
e) Baixada Litorânea, Planalto Meridional, De-
pressão Periférica e Planalto Ocidental Paulista.
106
 3. “A classificação do relevo brasileiro em grandes unidades, ou compartimentos, é uma síntese dos 
processos de construção e modelagem da superfície e das formas resultantes” 
TERRA; GUIMARÃES; ARAÚJO, 2008, p. 238. 
Associe as unidades do relevo da coluna 1 com as características equivalentes na coluna 2.
(1) Planaltos
(2) Depressões
(3) Planícies
( ) Áreas rebaixadas, gera-
das pelo desgaste erosi-
vo das massas rochosas 
menos resistentes. Em 
geral, constituem-se por 
bacias sedimentares.
( ) Bacias de sedimentação 
recente, formadas por 
deposições do Período 
Quaternário, cujas su-
perfícies apresentam-se 
aplainadas e ainda em 
processo de consolida-
ção. 
( )De modo geral, caracteri-
zam-se como relevos re-
siduais e suas estruturas 
rochosas oferecem maior 
resistência à erosão. 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
a) 1 – 2 – 3. 
b) 2 – 1 – 3. 
c) 3 – 2 – 1. 
d) 2 – 3 – 1. 
e) 3 – 1 – 2. 
 4. O corte topográfico e geológico, mostrado a seguir, representa, grosso modo, um perfil feito por 
um pesquisador que se deslocou da área costeira para o interior do Brasil, objetivando realizar 
um estudo integrado do meio ambiente de uma região do país. Nesse corte, estão indicados pelos 
números 1 e 2 importantes compartimentos regionais de relevo. 
 Rio
Parnaíba
2
1
Tabuleiros
litorâneos
Oceano
Terrenos cristalinos
Terrenos sedimentares
3000
2000
1000
0
Considerando-se as informações contidas no gráfico, é CORRETO afirmar que esses compartimentos 
são, respectivamente: 
a) Chapada do Apodi e Planalto da Borborema. 
b) Chapada do Araripe e Depressão Sertaneja. 
c) Planalto de Diamantina e Bacia do Parnaíba. 
d) Planalto da Borborema e Depressão Sertaneja. 
e) Chapada do Araripe e Planalto do Meio Norte. 
107
e.o. dissertAtivo
 1. 
I. II.
Fonte: www.geografiaparatodos.com.br
Os domínios morfoclimáticos constituem grandes combinações na associação entre os diversos 
elementos da paisagem, mas com uma maior influência no relevo e no clima, gerando uma certa 
uniformidade em escala regional. 
Com base nas ilustrações e nos conhecimentos sobre os domínios morfoclimáticos brasileiros, 
identifique 
• o domínio que está localizado latitudinalmente, abaixo do trópico de Capricórnio, destacando 
dois dos seus aspectos geográficos: 
- domínio: 
- aspectos geográficos: 
• o domínio morfoclimático, marcado pelas maiores amplitudes térmicas anuais, que recobre ex-
tensas superfícies planálticas, citando duas de suas características: 
- domínio: 
- características: 
• os dois tipos de formações vegetais que originalmente fazem a transição do domínio I para o 
domínio II. 
 2. O relevo do Planalto Central brasileiro, por sua constituição geológica e geomorfológica, possibilita 
o aproveitamento dos seus recursos naturais e facilita o desenvolvimento de atividades econômi-
cas. Com base nesta afirmação,
a) apresente duas características das formas desse relevo; 
b) explique um tipo de atividade econômica favorecida por essa forma de relevo. 
 3. (Unesp) Observe o segmento de reta XXX AB 
traçado no mapa. A sua extensão é de 1.425 km 
e percorre o rumo Noroeste-Sudeste. 
Oceano
Atlântico
0 250km
(Graça Maria Lemos Ferreira, Atlas Geográfico.
 São Paulo, Moderna, 1998. Adaptado.)
B
A
Mencione as principais bacias hidrográficas 
e as principais unidades de relevo atravessa-
das pelo segmento XXX 
 4. (Fuvest)
PERFIL ESQUEMATICO DO RELEVO DO ESTADO DE SÃO PAULO
A B
3
São Paulo
4
5
Santos
2
Ribeirão
 Preto
1
ONO ESE
Fonte: Ab’Saber’, 1954. Adaptado.
Ri
o 
Pa
ra
ná
Considere a figura e seus conhecimentos 
para responder. 
a) Anote os números de 1 a 5 correspondentes 
a cada unidade de relevo ou de estrutura 
geológica. 
b) Compare as áreas A e B quanto às atividades 
agrárias espacialmente predominantes, rela-
cionando essas atividades a características 
do relevo. 
108
 5. (Unicamp) Observe a figura a seguir e res-
ponda às questões: 
Seção Geológica Esquemática do Estado de São Paulo
Oeste Leste
Planalto Ocidental
Cuesta
Depressão
Periférica
Planalto Atlântico
Serra do Mar
Ri
o 
Pa
ra
náMetros
1000
500
0
0 50 100 150km Pré-Cambio
Carbonífero
Permino
Triássico
Cretáceo
Adaptado de Aziz Ab’Saber, 1956. “A terra Paulista”, Boletim
 Paulista de Geografia, São Paulo, 23: 5-38.
a) No perfil geológico-geomorfológico do Esta-
do de São Paulo aparece representado o rele-
vo de cuestas. O que é um relevo de cuestas 
e quais as suas principais características?
b) O Rio Tietê tem suas nascentes no município 
de Salesópolis, no reverso da Serra do Mar, a 
aproximadamente 50 km do litoral, e tem a 
sua foz no rio Paraná. Quando adentra a Ba-
cia Sedimentar do Paraná, o Rio Tietêcorre 
concordante ao mergulho das rochas desta 
bacia. Por que, apesar de nascer próximo ao 
litoral, o Rio Tietê é afluente do Rio Paraná? 
Como são denominados os rios que têm o 
mesmo comportamento que o Rio Tietê no 
trecho da Bacia Sedimentar do Paraná?
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
A retirada da Laguna 
Formação de um corpo de exército incumbi-
do de atuar, pelo norte, no alto Paraguai – 
Distâncias e dificuldades de organização. 
Para dar uma ideia aproximada dos lugares 
onde ocorreram, em 1867, os acontecimen-
tos relatados a seguir, é necessário lembrar 
que a República do Paraguai, o Estado mais 
central da América do Sul, após invadir e 
atacar simultaneamente o Império do Brasil 
e a República 
Argentina em fins de 1864, encontrava-se, 
decorridos dois anos, reduzida a defender 
seu território, invadido ao sul pelas forças 
conjuntas das duas potências aliadas, às 
quais se unira um pequeno contingente de 
tropas fornecido pela República do Uruguai. 
Do lado sul, o caudaloso Paraguai, um dos 
afluentes do rio da Prata, oferecia um acesso 
mais fácil até a 1Fortaleza de Humaitá, que 
se transformara, graças à sua posição espe-
cial, na chave de todo o país, adquirindo, 
nesta guerra encarniçada, a importância 
de 2Sebastopol na campanha da Crimeia. Do 
lado da província brasileira de Mato Grosso, 
ao norte, as operações eram infinitamente 
mais difíceis, não apenas porque milhares de 
quilômetros a separam do litoral do Atlânti-
co, onde se concentram praticamente todos 
os recursos do Império do Brasil, como tam-
bém por causa das cheias do rio Paraguai, 
cuja porção setentrional, ao atravessar regi-
ões planas e baixas, transborda anualmente 
e inunda grandes extensões de terra. O plano 
de ataque mais natural, portanto, consistia 
em subir o rio Paraguai, a partir da Repúbli-
ca Argentina, até o centro da República do 
Paraguai, e em descê-lo, pelo lado brasileiro, 
a partir da capital de Mato Grosso, Cuiabá, 
que os paraguaios não haviam ocupado. Esta 
combinação de dois esforços simultâneos 
teria sem dúvida impedido a guerra de se 
arrastar por cinco anos consecutivos, mas 
sua realização era extraordinariamente di-
fícil, em razão das enormes distâncias que 
teriam de ser percorridas: para se ter uma 
ideia, basta relancear os olhos para o mapa 
da América do Sul e para o interior em gran-
de parte desabitado do Império do Brasil. No 
momento em que começa esta narrativa, a 
atenção geral das potências aliadas estava, 
pois, voltada quase exclusivamente para o 
sul, onde se realizavam operações de guerra 
em torno de Curupaiti e Humaitá. O plano 
primitivo fora praticamente abandonado, 
ou, pelo menos, outra função não teria se-
não submeter às mais terríveis provações um 
pequeno corpo de exército quase perdido nos 
vastos espaços desertos do Brasil. Em 1865, 
no início da guerra que o presidente do Pa-
raguai, 3López, sem outro motivo que a am-
bição pessoal, suscitara na América do Sul, 
mal amparado no vão pretexto de manter o 
equilíbrio internacional, o Brasil, obrigado a 
defender sua honra e seus direitos, dispôs-
-se resolutamente à luta. A fim de enfren-
tar o inimigo nos pontos onde fosse possí-
vel fazê-lo, ocorreu naturalmente a todos 
o projeto de invadir o Paraguai pelo norte; 
projetou-se uma expedição deste lado. Infe-
lizmente, este projeto de ação diversionária 
não foi realizado nas proporções que sua im-
portância requeria, com o agravante de que 
os contingentes acessórios com os quais se 
contara para aumentar o corpo de exérci-
to expedicionário, durante a longa marcha 
através das províncias de São Paulo e de 
Minas Gerais, falharam em grande parte ou 
desapareceram devido a uma epidemia cruel 
de varíola, bem como às deserções que ela 
motivou. O avanço foi lento: causas variadas, 
e sobretudo a dificuldade de fornecimento 
de víveres, provocaram a demora. Só em ju-
lho pôde a força expedicionária organizar-se 
em 4Uberaba, no alto Paraná (a partida do 
Rio de Janeiro ocorrera em abril); contava 
então com um efetivo de cerca de 3 mil ho-
mens, graças ao reforço de alguns batalhões 
que o coronel José Antônio da Fonseca Gal-
vão havia trazido de 5Ouro Preto. Não sendo 
109
esta força suficiente para tomar a ofensiva, o 
comandante-em-chefe, Manoel Pedro Drago, 
conduziu-a para a capital de Mato Grosso, 
onde esperava aumentá-la ainda mais. 
Com esse intuito, o corpo expedicionário 
avançou para o noroeste e atingiu as mar-
gens do rio Paranaíba, quando lhe chegaram 
então despachos ministeriais com a ordem 
expressa de marchar diretamente para o 
distrito de Miranda, ocupado pelo inimigo. 
No ponto onde estávamos, esta ordem tinha 
como consequência necessária obrigar-nos a 
descer de volta até o rio 6Coxim e em segui-
da contornar a serra de Maracaju pela base 
ocidental, invadida anualmente pelas águas 
do caudaloso Paraguai. A expedição estava 
condenada a atravessar uma vasta região in-
fectada pelas febres palustres. 
A força chegou ao 7Coxim no dia 20 de de-
zembro, sob o comando do coronel Galvão, 
recém-nomeado comandante-em-chefe e 
promovido, pouco depois, ao posto de bri-
gadeiro. Destituído de qualquer valor es-
tratégico, o acampamento de Coxim encon-
trava-se pelo menos a uma altitude que lhe 
garantia a salubridade. Contudo, quando a 
enchente tomou os arredores e o isolou, a 
tropa sofreu ali cruéis privações, inclusive 
fome. Após longas hesitações, foi necessá-
rio, enfim, aventurarmo-nos pelos pântanos 
pestilentos situados ao pé da serra; a coluna 
ficou exposta inicialmente às febres, e uma 
das primeiras vítimas foi seu infeliz chefe, 
que expirou às margens do Rio Negro; 8em 
seguida, arrastou-se depois penosamente 
até o povoado de Miranda. 
Ali, uma epidemia climatérica de um novo 
tipo, a 9paralisia reflexa, continuou a dizi-
mar a tropa. Quase dois anos haviam decor-
rido desde nossa partida do Rio de Janeiro. 
Descrevêramos lentamente um imenso cir-
cuito de 2112 quilômetros; um terço de nos-
sos homens perecera. 
(VISCONDE DE TAUNAY (Alfredo d’Escragnolle-
Taunay). A retirada da Laguna – Episódio da guerra 
do Paraguai. Tradução de Sergio Medeiros. São 
Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 35 a 41.) 
NOTAS DA EDIÇÃO ADOTADA 
(1) Humaitá e Curupaiti, situadas às mar-
gens do rio Paraguai, constituíam o mais 
forte obstáculo fluvial no caminho da esqua-
dra brasileira para atingir Assunção a partir 
de Corrientes, na Argentina. Este complexo 
de empecilhos fluviais foi vencido em 15 de 
fevereiro de 1868. (Nota do tradutor)
(2) Sebastopol, um importante porto mi-
litar da Ucrânia, resistiu por onze meses, 
em 1854, ao ataque da França, Inglaterra e 
Turquia, durante a guerra da Criméia, que 
opôs os três países citados à Rússia czarista. 
(Nota do tradutor)
(3) Francisco Solano López (18261870) era 
filho do ditador Carlos Antonio López, que 
governou o Paraguai entre 1840 e 1862. Foi 
educado no Paraguai e na Europa, e, ao re-
tornar a seu país, passou a colaborar com o 
pai, tornando-se logo ministro da Guerra e 
da Marinha. Subiu ao poder em 1862. Em 
1870, foi morto por tropas brasileiras. (Nota 
do tradutor)
(4) A 594 quilômetros do litoral do Atlânti-
co. (Nota original do autor)
(5) Capital da província de Minas Gerais. 
(Nota original do autor)
(6) Coxim é também o nome dado ao pon-
to de confluência dos rios Taquari e Coxim. 
(Nota do tradutor)
(7) 18° 33’ 58” lat. S. – 32° 37’ 18” long. da 
ilha de Fer (astrônomos portugueses). (Nota 
original do autor)
(8) A 396 quilômetros ao sul do Coxim. Essas 
duas localidades pertencem à província de 
Mato Grosso e estão a cerca de 1522 quilô-
metros do litoral. (Nota original do autor) 
(9) Este mal, de natureza palustre, é conhe-
cido no Brasil sob o nome de beribéri.
(Nota original do autor) 
 6. (Unesp)Taunay cita no décimo primeiro 
parágrafo: No ponto onde estávamos,esta 
ordem tinha como consequência necessária 
obrigar-nos a descer de volta até o rio Coxim 
e em seguida contornar a serra de Maraca-
ju pela base ocidental, invadida anualmente 
pelas águas do caudaloso Paraguai. A expedi-
ção estava condenada a atravessar uma vas-
ta região infectada pelas febres palustres. 
Identifique na paisagem atual do Brasil os 
elementos citados pelo autor que estão gri-
fados, explicando seus significados. 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO 
OS SERTÕES 
A Serra do Mar tem um notável perfil em 
nossa história. A prumo sobre o Atlântico 
desdobra-se como a cortina de baluarte des-
medido. De encontro às suas escarpas emba-
tia, fragílima, a ânsia guerreira dos Caven-
dish e dos Fenton. No alto, volvendo o olhar 
em cheio para os chapadões, o forasteiro 
sentia-se em segurança. Estava sobre ameias 
intransponíveis que o punham do mesmo 
passo a cavaleiro do invasor e da metrópo-
le. Transposta a montanha - arqueada como 
a precinta de pedra de um continente - era 
um isolador étnico e um isolador histórico. 
Anulava o apego irreprimível ao litoral, que 
se exercia ao norte; reduzião a estreita fai-
xa de mangues e restingas, ante a qual se 
110
amorteciam todas as cobiças, e alteava, so-
branceira às frotas, intangível no recesso das 
matas, a atração misteriosa das minas... 
Ainda mais - o seu relevo especial torna-a 
um condensador de primeira ordem, no pre-
cipitar a evaporação oceânica. 
Os rios que se derivam pelas suas verten-
tes nascem de algum modo no mar. Rolam 
as águas num sentido oposto à costa. Entra-
nham-se no interior, correndo em cheio para 
os sertões. Dão ao forasteiro a sugestão irre-
sistível das entradas. 
A terra atrai o homem; chama-o para o seio 
fecundo; encanta-o pelo aspecto formosíssi-
mo; arrebata-o, afinal, irresistivelmente, na 
correnteza dos rios. 
Daí o traçado eloquentíssimo do Tietê, dire-
triz preponderante nesse domínio do solo. 
Enquanto no S. Francisco, no Parnaíba, no 
Amazonas, e em todos os cursos d’água da 
borda oriental, o acesso para o interior se-
guia ao arrepio das correntes, ou embatia 
nas cachoeiras que tombam dos socalcos dos 
planaltos, ele levava os sertanistas, sem uma 
remada, para o rio Grande e daí ao Paraná 
e ao Paranaíba. Era a penetração em Minas, 
em Goiás, em Santa Catarina, no Rio Gran-
de do Sul, no Mato Grosso, no Brasil inteiro. 
Segundo estas linhas de menor resistência, 
que definem os lineamentos mais claros da 
expansão colonial, não se opunham, como ao 
norte, renteando o passo às bandeiras, a es-
terilidade da terra, a barreira intangível dos 
descampados brutos. 
Assim é fácil mostrar como esta distinção de 
ordem física esclarece as anomalias e con-
trastes entre os sucessos nos dois pontos do 
país, sobretudo no período agudo da crise 
colonial, no século XVII. 
Enquanto o domínio holandês, centralizan-
do-se em Pernambuco, reagia por toda a 
costa oriental, da Bahia ao Maranhão, e se 
travavam recontros memoráveis em que, so-
lidárias, enterreiravam o inimigo comum as 
nossas três raças formadoras, o sulista, ab-
solutamente alheio àquela agitação, revela-
va, na rebeldia aos decretos da metrópole, 
completo divórcio com aqueles lutadores. 
Era quase um inimigo tão perigoso quanto 
o batavo. Um povo estranho de mestiços le-
vantadiços, expandindo outras tendências, 
norteado por outros destinos, pisando, reso-
luto, em demanda de outros rumos, bulas e 
alvarás entibiadores. Volvia-se em luta aber-
ta com a corte portuguesa, numa reação te-
naz contra os jesuítas. Estes, olvidando o ho-
landês e dirigindo-se, com Ruiz de Montoya 
a Madri e Díaz Taño a Roma, apontavam-no 
como inimigo mais sério. 
De feito, enquanto em Pernambuco as tropas 
de van Schkoppe preparavam o governo de 
Nassau, em São Paulo se arquitetava o drama 
sombrio de Guaíra. E quando a restauração 
em Portugal veio alentar em toda a linha a 
repulsa ao invasor, congregando de novo os 
combatentes exaustos, os sulistas frisaram 
ainda mais esta separação de destinos, apro-
veitando-se do mesmo fato para estadearem 
a autonomia franca, no reinado de um minu-
to de Amador Bueno. 
Não temos contraste maior na nossa histó-
ria. Está nele a sua feição verdadeiramente 
nacional. Fora disto mal a vislumbramos nas 
cortes espetaculosas dos governadores, na 
Bahia, onde imperava a Companhia de Jesus 
com o privilégio da conquista das almas, eu-
femismo casuístico disfarçando o monopólio 
do braço indígena. 
(EUCLIDES DA CUNHA. Os sertões. Edição 
crítica de Walnice Nogueira Galvão. 2 ed. São 
Paulo: Editora Ática, 2001, p. 81-82.) 
 7. (Unesp) No texto, Euclides da Cunha refere 
se à Serra do Mar. Observe o mapa.
UNIDADES DO RELEVO E ESTRUTURA GEOLÓGICA
 DO ESTADO DE SÃO PAULO
4
3 2
1
1
2
3
4
baixadas litorâneas e bacias sedimentares
planalto cristalino ou oriental
depressão periférica
planalto arenito-basáltico ou ocidental
Fonte: www.geografiaparatodos.com.br
Identifique a unidade geomorfológica onde 
se insere a Serra do Mar, justificando as pa-
lavras do autor - “era um isolador étnico e 
um isolador histórico”.
 8. (Unicamp)O mapa a seguir, proposto por 
Fernando Flávio Marques de Almeida, apre-
senta as diferentes unidades geomorfológi-
cas do Estado de São Paulo.
Unidades Geomorfológicas do Estado de São Paulo
Zona das
Cuestas
Planalto
Atlântico
Província
Costeira
 Oceano
Atlântico
X’
X’
A
B
X
X
 R
io
Pa
ra
ná
Perfil Topográfico
Modificado de IPT, Mapa Geomorfológico do
 Estado de São Paulo. São Paulo, IPT. 1981.
111
A partir da observação do mapa: 
a) Identifique as unidades geomorfológicas as 
sinaladas pelas letras A e B. 
b) Caracterize as unidades geomorfológicas da 
Província Costeira e das “cuestas”. 
c) Indique o tipo de rocha predominante no 
Planalto Atlântico. 
 9. Observe a figura a seguir e faça o que se 
pede:
Unidades do Relevo Brasileiro
Fonte: Adaptado de ROSS, J.L.S (org). “Geografia do 
Brasil”. São Paulo: Edusp, 1995, p. 53
23
13
1
12
14 6
4
2
24 20 19
10
25
17 16 15 8
26
3 7
219
18
22
11 27
Fonte: Adaptado de ROSS, J.L.S (org). “Geografia 
do Brasil”. São Paulo: Edusp, 1995, p. 53 
a) Quais as unidades de relevo representadas 
na figura pelos números 3 e 26? 
b) Cite duas características físicas de cada uma 
delas. 
 10. (Unicamp)“O entendimento do relevo é fun-
damental para solucionar os problemas rela-
tivos à expansão dos sítios urbanos.” 
(Jurandyr L. S. Ross, “Geomorfologia, ambiente e 
planejamento”, São Paulo, Contexto, 1990, p. 18.) 
Fonte: www.comvest.unicamp.br
Considerando a afirmação e a figura ante-
rior, responda:
a) Quais são as três diferentes formas de relevo 
apresentadas na figura?
b) Que unidades de relevo não são propícias à 
urbanização? Justifique sua resposta. 
c) Por que muitos assentamentos humanos fo-
ram historicamente desenvolvidos nas vár-
zeas dos rios? 
gABArito
E.O. Teste I
1. A 2. A 3. E 4. C 5. B
6. D 7. D 8. A 9. B 10. D
E.O. Teste II
1. A 2. A 3. E 4. E 5. E
6. C 7. C 8. E 9. A 10. E
E.O. Teste III
1. B 2. A 3. D 4. D
E.O. Dissertativo
 1. No Brasil, o domínio morfoclimático I encon-
tra-se latitudinalmente “abaixo” do Trópico 
de Capricórnio, visto que apresenta menor 
latitude. Trata-se do Domínio da Caatinga, 
marcado por depressões intercaladas por 
planaltos e inselbergs (morros residuais) 
submetidos ao clima semiárido com vege-
tação de Caatinga. O semiárido apresenta 
média densidade demográfica e graves pro-
blemas socioeconômicos, embora com zonas 
pontuais de modernização agrícola. 
O Domínio das Araucárias (II) é caracteri-
zado por planaltos com clima subtropical 
(maior amplitude térmica anual entre o 
inverno e o verão) e vegetaçãode Mata de 
Araucária. Grande parte da vegetação foi de-
vastada para dar lugar a agropecuária e zo-
nas urbanas e industriais.
Entre os domínios I e II, existem outros ti-
pos de vegetação como o Cerrado e a Mata 
Atlântica. 
 2. 
a) O relevo regional é caracterizado pela 
presença de formações residuais como as 
chapadas com pequena variação altimé-
trica e alinhamentos serranos.
b) A forma de relevo residual: 
- Não oferece muitos obstáculos às ati-
vidades agropecuárias, principalmente 
quanto à mecanização 
- Atividades de lazer, turismo e ecoturis-
mo em terrenos montanhosos e serranos. 
 3. As principais bacias hidrográficas atraves-
sadas pelo segmento AB são: Paraguai e Pa-
raná. O perfil atravessa as unidades de re-
levo: Planície do Pantanal Mato-Grossense, 
Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná 
(Planalto Ocidental Paulista), Depressão da 
112
Borda Leste da Bacia do Paraná (Depressão 
Periférica), Planaltos e Serras do Atlântico 
Leste-Sudeste (Planalto Oriental). 
 4. 
a) No perfil topográfico do Estado de São 
Paulo, temos: 
1 – Planalto Ocidental 
2 – Depressão Periférica 
3 – Bacia Sedimentar de São Paulo 
4 – Escarpa da Serra do Mar 
5 – Planície Flúvio-Marinha 
b) Na região identificada com A, o Planalto 
Ocidental Paulista, a suave declividade e 
topografia plana dos planaltos de areni-
tobasalto facilitaram a implantação de 
culturas de grande escala, que ocupam 
vastas extensões que variam, desde cul-
tivos perenes como a laranja, o café, até 
culturas temporárias como a cana. Na 
área B, o Planalto Oriental Paulista, cons-
tituído de terrenos cristalinos movimen-
tados, com consideráveis inclinações, li-
mita a lavoura à proximidade de vales de 
rios, ou a poucas áreas planas, induzindo 
principalmente aos cultivos temporários 
como o plantio de hortifrutigranjeiros e 
criação do gado leiteiro. 
 5. 
a) Trata-se de uma forma de relevo resul-
tante de sucessão alternada de camadas 
rochosas que se inclinam numa determi-
nada direção, formando uma linha fron-
tal (front) com declividade acentuada e 
reverso com declive suave. 
b) O rio Tietê nasce em reverso de relevo so-
erguido na Serra do Mar com inclinação 
para o interior do território, com suas 
águas escoando em direção à calha do rio 
Paraná, seu nível de base referencial. São 
chamados rios consequentes pois atra-
vessam as cuestas na direção do mergu-
lho das camadas. 
 6. A “base ocidental” em relação à Cuesta de 
Maracaju refere-se à Planície e Pantanal 
Mato Grossense periodicamente inundada 
pelas cheias na bacia hidrográfica do rio Pa-
raguai. A região apresenta clima tropical tí-
pico e ocorrência de doenças tropicais como 
a malária. 
 7. Trata-se do Planalto Oriental ou Atlântico, 
caracterizado por rochas cristalinas. A frase 
“era um isolador étnico e um isolador histó-
rico”, presente no texto, refere-se às dificul-
dades de transposição da Serra do Mar, uma 
escarpa de declividade acentuada, variando 
de 800 a 1000 m de altitude, que isolava ét-
nica e historicamente o planalto da baixada 
santista. 
 8. 
a) A) Planalto Ocidental Paulista (Planalto 
Arenito-Basáltico) B) Depressão Periféri-
ca Paulista.
b) A Província Costeira caracteriza-se pela 
sedimentação fluvio-marinha recente, do 
Período Quaternário. A Zona das “Cues-
tas” é formada por derrames basálticos 
do Mesozoico sobre rochas sedimentares 
areníticas do Paleozoico, que resultaram 
na formação de encostas abruptas, deno-
minadas “cuestas”, e a presença de mor-
ros testemunhos.
c) Predominam as rochas cristalinas, arque-
oproterozoicas, destacando-se granitos e 
“gnaisses”.
 9. 
a) Unidade 3: Planaltos e Chapadas da Bacia 
Sedimentar do Paraná. Unidade 26: Pla-
nície do Pantanal (Mato Grossense)
b) Unidade 3: Planaltos sedimentares, ro-
chas vulcânicas.
Unidade 26: Planície fluvial, cheias de-
verão
 10. 
a) São elas: 
- planície. 
- planaltos. 
- montanhas. 
b) Os planaltos: topo relativamente plano, 
difícil inundação, poucas possibilidades 
de deslizamentos. 
c) Áreas de maior risco, desvalorizadas do 
ponto de vista dos imóveis. 
Aulas 9 e 10: Geologia 114
Aulas 11 e 12: Geologia do Brasil e exploração mineral 132
Aulas 13 e 14: Geomorfologia 152
Aulas 15 e 16: Solos 176
GEOLOGIA E 
GEOMORFOLOGIA
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Geologia
Aulas 9 e 10
115
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Aspectos geológicos: origem 
e evolução dA terrA As 
estruturAs internAs 
dA terrA
A geologia é o estudo científico da Terra e de outros 
planetas. Suas principais atividades são: cartografar e 
classificar as rochas expostas na superfície e no interior 
da Terra, além de explicar sua origem e destruição. 
Aspectos gerais da origem e 
evolução da Terra 
Considerando que tenha havido uma única explosão, a Ter-
ra e os demais astros do Sistema Solar teriam se originado 
de uma única massa homogênea que se fragmentou em 
bilhões e bilhões de várias partes sob efeito da explosão. 
Para a teoria que defende várias explosões, a 
massa inicial era heterogênea e expandiu-se muito ra-
pidamente a partir das explosões. Para outros astrôno-
mos, porém, essa massa até poderia ser uniforme, mas, 
graças à queda brusca da temperatura, após as explo-
sões ela teria ficado repleta de fraturas que a fragmen-
taram em bilhões de pedaços. 
Com base nessas hipóteses e reunindo dados for-
necidos pelas várias pesquisas realizadas na superfície 
lunar, os astrônomos elaboraram a Teoria da Acreção 
(ou acréscimo) para explicar a formação da Terra e dos 
demais corpos do Sistema Solar. Esses corpos teriam se 
constituído a partir da agregação de várias partículas 
que estariam girando ao redor de um Sol primitivo. 
Com essa aglomeração de partículas houve uma 
grande elevação da temperatura, para em seguida a Ter-
ra ir perdendo a energia para o espaço, processo esse 
que se desenvolve de fora para dentro. 
Isso explicaria por que nosso planeta é envolvido 
por uma espécie de casca sólida e contém no seu inte-
rior camadas com elementos em estado de fusão.
Atracção gravitica
Formação de
planetesimais
A temperatura aumenta devido:
Acreção
Colisão de
planetesimais
Protoplaneta Diferenciação
Diferenciação
• impacto dos planetesimais
• compressão
• desintegração radioativa
Ilustração da Teoria da Acreção ou Acréscimo
Nossa galáxia apresenta provavelmente 15 bilhões de anos; já o planeta Terra data de aproximadamente 
4,5 bilhões de anos. Desde sua discutida origem até os dias atuais, nosso planeta tem sofrido constantes meta-
morfismos físicos e biológicos. 
116
As eras geológicas 
A história geológica do planeta também é dividida em fases chamadas eras geológicas, divididas em períodos. 
Observações:
O elemento de composição zoica significa “relativo à vida e/ou aos animais”.
 § Azoica = sem vida. 
 § Proterozoico = vida oculta 
 § Paleozoica = vida antiga primitiva 
 § Mesozoica = vida intermediária 
 § Cenozoica = vida recente
Escala geológica
Era Período Biologia Geologia
Datação 
(em milhões 
de anos)
Azóica - Inexistência de vida Formação da Terra 4500 a 3800
Pré-cambriana
Arqueano ou Arqueozoico
Primeiras manifestações de vida
Surgimento da crosta: 
rochas cristalinas, rochas 
metamórficas concentração 
de minerais metálicos
3800 a 2500 
Algonquiano ou Prote 
rozoico
2500 a 590 
Paleozoica
Cambriano Desenvolvimento de vida nos oceanos
Rochas sendimentares 
antigas; formação de
grandes jazidas de
carvão. 
590 a 500
Ordoviciniano Primeiros peixes 500 a 438
Siluriano Primeiras plantas terrestres 438 a 408
Devoniano Surgimento dos anfíbios 408 a 360
CarboníferoPrimeiros répteis 360 a 286
Permiano Difusão dos répteis 286 a 248
Mesozoica
Triássico Desenvolvimento dos rép-teis; primeiros mamíferos Rochas sedimentares 
de idade intermediária; 
formação de lençóis de 
petróleo.
248 a 213
Jurássico Domínio dos dinossauros 213 a 144
Cretáceo Decadência e fim dos dinossauros. 144 a 65
Cenozoica
Terciário
Grandes mamíferos; desenvol-
vimento dos primatas; origem 
dos animais modernos: macaco 
Australopithecus ancestral 
do homem Rochas sedimen-
tares antigas; moderno.
Formação das grandes 
cadeias de montanhas 
hoje existentes; rochas 
sedimentares recentes. 
65 a 2
Quaternário Surgimento do homem moderno Ocorrência de gran-des glaciações 2 a hoje
 
117
Fonte: professordetto.blogspot.com.br 
Escala geológica ilustrada em forma de espiral. 
A estruturA dA terrA
A superfície da Terra é composta por elementos diferentes: sólidos, líquidos e gasosos. Esses elementos constituem: 
ATMOSFERA
BIOSFERA
HIDROSFERA
LITOSFERA
Fonte: www.diadabiologia.com.br
 § Litosfera – camada sólida da Terra formada por minerais e rochas, também chamada de crosta terrestre. 
Para fins econômicos, sua utilização limita-se a poucos quilômetros de profundidade, de onde estão extraí-
das algumas riquezas minerais.
 § Hidrosfera – camada líquida formada por oceanos, mares, rios, lagos subterrâneos e água. Os interesses 
do homem limitam-se a mais ou menos mil metros de profundidade. 
 § Atmosfera – camada gasosa formada por uma mistura de gases. Desse sistema, a troposfera é a camada 
mais importante; nela vive o homem e é onde ocorrem quase todos os fenômenos meteorológicos. 
 § Biosfera – é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra, ela inclui a biota e os compartimentos terrestres 
com os quais a biota interage (Litosfera, Hidrosfera e atmosfera). 
118
As camadas da estrutura interna da Terra 
A estrutura da Terra está formada por várias camadas que apresentam diferentes formações químicas (modelo 1) 
e físicas (modelo 2).
1) Modelo baseado na composição dos materiais 
do interior da Terra.
(A) litosfera ou crosta terrestre 
2) Modelo baseado na rigidez dos materiais do in-
terior da Terra.
(B) magma pastoso
Observações:
1. Grau geotérmico – é o aumento de em média 1 ºC para cada 30 ou 40 metros de profundidade.
2. Grau hipsométrico – é a diminuição de 1 ºC em média para cada 180 ou 200 metros de altitude.
3. Fenômeno da isostasia – é o equilíbrio entre a litosfera e a astenosfera.
O modelo atualmente aceito da estrutura interna 
do planeta revela três grandes camadas: a crosta ter-
restre (litosfera), o manto e o núcleo (NiFe).
Acredita-se que o núcleo da Terra, constituído 
por níquel e ferro, possua uma divisão entre núcleo 
externo e núcleo interno. O núcleo externo provavel-
mente encontra-se no estado líquido, envolvendo o nú-
cleo interno que, por estar submetido a altas pressões, 
encontra-se no estado sólido, exibindo temperaturas 
superiores a 5 000 ºC. Dessa forma, a interação entre o 
núcleo externo e o interno parece ser a principal causa 
da formação do campo geomagnético da Terra.
O manto encontra-se em estado pastoso ou 
magmático e é responsável por 80% do volume total 
do planeta. As perturbações geológicas que atingem a 
crosta, como terremotos e vulcanismos, originam-se da 
pressão exercida por ele. Para facilitar o entendimento: 
o que vemos ser expelido pelas erupções vulcânicas, o 
magma, corresponde ao componente do manto – com-
posto essencialmente de silicatos de magnésio. 
A crosta terrestre pode ser subdividida em 
duas camadas ou crostas: a crosta oceânica (infe-
rior), que recobre toda a superfície do planeta, e a 
crosta continental ou superior, que ficaria sobre a 
oceânica. A constituição da oceânica é basáltica, 
com predomínio de silicatos de magnésio e ferro 
(SIMA). Sob os oceanos não existe a crosta superior, 
apenas a crosta inferior, que exibe espessuras que 
variam de 4 a 8 quilômetros. Na crosta continental 
predominam silicatos de alumínio (SIAL), cuja es-
pessura varia de 30 a 70 quilômetros. É constituída 
de rochas – granitos, migmatitos, basaltos e rochas 
sedimentares –, que se assemelham às que afloram 
na superfície. O que diferencia as rochas de cada 
subcamada da litosfera é a idade delas. As dos fun-
dos oceânicos raramente ultrapassam 250 milhões 
de anos; as da crosta terrestre podem chegar a 4,5 
bilhões de anos. 
119
A Terra está em constante movimento. Dinamis-
mo esse, composto por duas forças opostas chamadas 
forças endógenas (internas), que ocorrem no inte-
rior do planeta, no núcleo ou no manto, responsáveis 
pelas estruturas que sustentam as formas superficiais 
da litosfera; e pelas forças exógenas (externas), que 
correspondem à ação dos ventos, chuvas, geleiras e ou-
tros fenômenos externos, que produzem o desgaste e a 
modificação (modelagem) constante do relevo. A atual 
disposição das massas continentais e a movimentação 
ocorridas na superfície terrestre são denominadas tec-
tonismo, relacionam-se intrinsecamente com a dinâmi-
ca interna do planeta, ou seja, dizem respeito à Teoria 
das placas tectônicas. 
A gênese dAs rochAs
São agregados naturais de minerais e formam a parte essencial da crosta terrestre. Podem ter origem orgânica ou 
inorgânica e apresentam composição química definida. 
mineral + mineral + mineral = rocha
quartzo + feldspato + mica = granito 
De acordo com sua origem, as rochas classificam-se em: 
a. magmáticas ou ígneas
b. sedimentares
c. metamórficas
Observações:
Grau de abundância das rochas na: 
Litosfera – predominância das magmáticas e metamórficas com cerca de 95%. 
Superfície terrestre – predominância das sedimentares com 75% e das magmáticas e metamórficas com 
25% do total.
Uma rocha pode se transformar em outra do mesmo tipo ou de tipo diferente (observe atentamente o 
esquema).
Ciclo das rochas 
120
cArActerizAndo os 
tipos de rochAs
De acordo com sua origem, as rochas são classificadas 
em três tipos fundamentais: magmáticas ou ígneas, se-
dimentares e metamórficas. 
Rochas magmáticas 
ou ígneas
Ao se formar, o planeta Terra era pouco mais que uma 
bola de lava. Não havia a litosfera como a conhecemos 
hoje. O ambiente em que se formaram as rochas mag-
máticas foi caracterizado por temperaturas muito ele-
vadas, o que permitiu a existência de materiais rochosos 
em fusão (magma). Essas rochas são, como o próprio 
nome indica, formadas pela lenta solidificação (crista-
lização) do magma pastoso. São também conhecidas 
como rochas ígneas (do latim ignis, fogo). A maioria 
dos geólogos acredita que, durante certo tempo, toda 
a crosta terrestre foi constituída desse tipo de rocha e 
que todas as restantes originam-se das rochas ígneas. 
Há uma diferença básica dentro das rochas íg-
neas. Desde o início houve aquelas que se resfriaram 
rapidamente em contato com a atmosfera primitiva do 
globo. Ainda hoje, o magma lançado de vulcões ativos 
arrefecem (esfriam) rapidamente em contato com a at-
mosfera. Por outro lado, houve uma parte do magma 
que estava no interior do planeta, um pouco abaixo da 
superfície, que também se solidificou, de modo muito 
mais lento, no entanto, do que a parcela em contato 
direto com a atmosfera. Bastante antigas e resistentes, 
são exemplos desse tipo de rocha o granito, o diabásio 
e o basalto. As rochas ígneas podem ser intrusivas ou 
plutônicas e extrusivas ou vulcânicas. 
Quanto mais lento for o resfriamento do mag-
ma, maiores serão os cristais de rocha – os minerais. As 
rochas ígneas plutônicas são compostas por cristais de 
minerais macroscópicos, como o granito, por exemplo, 
cujo nome diz respeito à suatextura granular; os grãos 
dos minerais que compõem essa rocha são bem percep-
tíveis: quartzo, mica, feldspato entre outros. O granito é 
o tipo mais comum de rocha intrusiva na Terra.
Há rochas que resultam da solidificação rápida do 
material magmático (lava) quando em contato com a at-
mosfera. Nos vulcões, o magma atinge a superfície da crosta 
e entra em contato com a temperatura ambiente, resfriando-
-se rapidamente. Como a solidificação é praticamente ins-
tantânea, os cristais não têm tempo para se desenvolverem, 
uma vez também muito pequenos, invisíveis a olho nu. Diz-
-se que têm textura afanítica (sem cristais macroscópicos), 
cujos constituintes podem ser observados ao microscópio 
tão somente, ou textura vítrea, cujos minerais não podem 
ser individualizados nem mesmo se observados ao micros-
cópio. Os basaltos são as rochas vulcânicas mais comuns.
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pr
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uç
ão
Basalto 
Durante sua ascensão à superfície, o magma vai 
abrindo espaço por entre a litosfera – intrusões magmá-
ticas – e pode estacionar junto a câmaras magmáticas 
próximas à superfície sem alcançá-la. Nessas câmaras, 
a lava esfria vagarosamente, dando origem às rochas 
plutônicas. Depois de muito tempo, a erosão e o intem-
perismo acabam deixando expostas essas rochas que 
há milhões ou bilhões de anos eram subterrânea.
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Granito
121
Fissura
Dique ou filão de magma
A lava escorre pelo
respiradouro lateral
Lacólito: massa de magma
que empurra as camadas
de rocha
Sill: deposição do magma
entre camadas de rocha
Nuvem piroclástica: torrente
de lava quente, poeira e gás
Cinzas vulcânicas
Lava
A lava sobe pela
chaminé central
Câmara magmática extinta
Câmara magmática
Rocha intrusiva
Rocha extrusiva
Esquema ilustrando a formação das rochas magmáticas (intrusivas e extrusivas)
Rochas sedimentares
As rochas da superfície terrestre são continuamente 
alteradas por agentes naturais, como a água em seus 
vários estados, os gases atmosféricos, a ação dos se-
res vivos e as variações de temperatura. Os produtos 
resultantes da alteração paisagística, por sua vez, po-
derão ser detríticos – pedras soltas, areia, fração fina 
dos solos –, ou até mesmo dissolverem-se na água. 
Paralelamente à alteração das rochas, dá-se o proces-
so erosivo, que arranca e desloca os materiais rochosos 
previamente alterados. As rochas sedimentares podem 
ser desenvolvidas da erosão de rochas preexistentes e 
da precipitação – processo químico no qual se forma 
um sólido insolúvel dentro de uma solução química – 
de substâncias ou, ainda, de material correspondente a 
conchas e esqueletos de organismos mortos. Fragmen-
tos de minerais e rochas, de animais e de vegetais ou de 
precipitados químicos em soluções aquosas são conhe-
cidos como sedimentos, esses detritos são carregados 
na erosão. 
As áreas-fonte de sedimentos costumam ser por-
ções elevadas da superfície terrestre, que, regularmente 
se depositam e se acumulam em porções deprimidas 
da superfície planetária conhecidas como bacias sedi-
mentares. Na maior parte das vezes são compostas de 
rios, lagos, lagoas, praias, fundos oceânicos e dos ar-
redores desses locais. As bacias sedimentares tendem 
a afundar lentamente. Em razão disso, os sedimentos 
mais novos são depositados sobre os mais antigos, que 
ficam preservados da erosão que predomina na super-
fície do planeta. O resultado é uma pilha de rochas de 
diferentes idades, desenvolvidas pelas transformações 
que ocorrem com os sedimentos depois de soterrados. 
Elas revelam a história da região na etapa do tempo 
em que houve subsidência (deposição) e acumulação 
de sedimentos. Como as camadas mais profundas de-
positaram-se primeiro, pode-se estabelecer a cronologia 
dos eventos. Dessa forma é possível traçar a evolução 
das espécies de animais e plantas ao longo do tempo e 
saber, por exemplo, quais dinossauros existiram simul-
taneamente em uma região: mediante o conhecimento 
das relações entre as camadas que contém os fósseis 
que essas formas de vida deixaram. 
Suponhamos os detritos sendo continuamente 
depositados em um terreno pantanoso ou no fundo 
de um lago. Se esse processo de deposição sedimentar 
arrastar-se por milhares de anos, o peso dos sedimentos 
122
que vão se acumulando por cima uns dos outros é cada 
vez maior, compactando mais e mais os mais antigos. 
A pressão sob as camadas mais profundas e o conse-
quente aumento da densidade também provocam a 
precipitação de mais substâncias, que dão origem a um 
material – o carbonato ou sílica –, que solidifica os detri-
tos. Esses agrupamentos de sedimentos compactados e 
cimentados são conhecidos como rochas sedimentares. 
É bem fácil reconhecer uma rocha sedimentar. 
É composta de sedimentos e de várias camadas – por 
isso também denominada rocha estratificada. A mais 
comum é o arenito, formado de areia empregada em 
construções e na pavimentação de ruas. Se for pura, é 
formada apenas do mineral quartzo. 
Outro tipo de rocha comum é a calcária, formada 
de conchas, esqueletos de animais e plantas. Os espa-
ços entre esses sedimentos são preenchidos por fluidos 
– água ou óleo –, ou por calcita – carbonato de cálcio 
cristalizado –, que funcionam como um cimento. Regi-
ões onde existem depósitos de rochas calcárias já esti-
veram há muito tempo cobertas pelo mar. São bastante 
abundantes no Brasil e oferecem pouca resistência à 
ação do vento e da água.
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Arenito em Paria Canyon-Vermillion Cliffs Wilderness, 
Arizona, U.S.A. 
Grandes depósitos de carvão mineral formaram-
-se de florestas que morreram e foram cobertas há mi-
lhões de anos. Nesses locais não havia oxigênio sufi-
ciente para a decomposição dos detritos. Dependendo 
da profundidade, diferentes tipos de carvão foram com-
postos da temperatura e das concludentes transforma-
ções químicas. Quanto mais antigos forem mais escuros 
e melhores serão para pegar fogo. No Brasil, as reservas 
de carvão encontram-se nos estados de São Paulo, Pa-
raná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, apesar de o 
produto não ser considerado de boa qualidade. 
Se enterrados em profundidade e temperatura 
suficientes, materiais provenientes de plantas e animais 
transformam-se quimicamente em petróleo e gás natu-
ral. A decomposição do granito formará o saibro. Se o 
granito sofrer modificações mais profundas, o resultado 
é a argila, a branca é usada na fabricação de porcelana, 
e a vermelha, na fabricação de tijolos e telhas. 
As rochas sedimentares oferecem informações 
sobre a história do ambiente em que se encontram. O 
xisto, por exemplo, é constituído por minúsculos grãos 
de lama e argila e forma-se exclusivamente em águas 
calmas ou no fundo do mar. As rochas calcárias, por sua 
vez, são formadas próximas de recifes de coral ou onde 
há movimento nas águas que trazem os sedimentos, 
como praias ou canais de rios. É importante lembrar 
que onde já existiu um mar em outras eras hoje pode já 
não mais existir. O Oriente Médio, atualmente tão abun-
dante em petróleo, já foi um fundo oceânico em eras 
geológicas anteriores.
Ilustração de Bacia Sedimentar, local de ocorrência das rochas sedimentares 
123
Rochas metamórficas 
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Mármore
As rochas metamórficas são rochas resultantes de um processo de alteração das condições originais do ambiente 
onde se deu sua gênese. São originadas pelas transformações (metamorfismos) sofridas pelas rochas magmáticas, 
pelas rochas sedimentares ou por outrasrochas metamórficas. Dessas mudanças decorrem novas condições ou al-
terações de temperatura e pressão no interior da Terra. A rocha transformada adquire novas características e altera 
sua composição, formando outros minerais estáveis nas novas condições vigentes. Essas modificações consistem, 
essencialmente, em reajustes da composição química e da textura das rochas em consequência das novas condi-
ções físico-químicas – pressão e temperatura – do meio. 
Um exemplo comum de rochas metamórficas são os mármores, formados da pressão sobre rochas calcárias 
que se recristalizam. Os mármores podem ser brancos ou coloridos e apresentam por base grãos de calcita. 
124
e.o. teste i
 1. Ana lise o corte esquemático (croqui) a seguir, 
que mostra as camadas internas da Terra. 
Estrutura interna da Terra
1
2
3
4
km
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
No croqui, a camada identificada com o nú-
mero 2 corresponde __________ do planeta. 
a) à crosta
b) à litosfera
c) à astenosfera
d) ao manto
e) ao núcleo
 2. Leia o texto a seguir. 
O problema é que, de tempos em tempos, esse 
campo enfraquece em uma direção antes de 
inverter sua orientação. Conforme essas ro-
chas, compostas de ferro e outros elementos, 
vão se solidificando após deixar o interior 
tórrido da crosta terrestre, os spins acabam 
tendo uma componente média resultante 
não nula ao longo da direção desse campo. A 
questão é que, conforme rochas mais e mais 
antigas eram estudadas, os geólogos passa-
ram a verificar que essa orientação às vezes 
estava invertida. 
Disponível em: <http://super.abril.com.
br/ universo/735779.shtml>. Acesso 
em: 20 set. 2013. (Adaptado). 
Com base nas informações contidas no texto, 
conclui-se que o fenômeno físico, ao qual ele 
se refere, associa-se às rochas: 
a) metamórficas e ao campo gravitacional. 
b) metamórficas e ao campo magnético. 
c) ígneas e ao campo magnético. 
d) ígneas e ao campo gravitacional. 
e) metamórficas e ao campo elétrico. 
 3. As rochas metamórficas são aquelas que re-
sultam da transformação (metamorfização), 
em condições de pressão e temperaturas ele-
vadas, de rochas preexistentes. São exem-
plos desse tipo de rocha: 
a) ardósia e mármore. 
b) basalto e micaxisto. 
c) gnaisse e calcário. 
d) granito e arenito. 
 4. Considerando as diferenças de densidade e 
composição, supõe-se que a estrutura da Ter-
ra seja formada por três camadas: a crosta 
terrestre, o manto e o núcleo. Segundo a com-
posição da geosfera é correto afirmar que: 
a) a crosta terrestre é a parte interna do plane-
ta, formada por magma em estado pastoso.
b) a parte rochosa, chamada crosta, é constitu-
ída por inúmeras partes, chamadas de placas 
tectônicas. 
c) o manto ou camada intermediária é compos-
ta predominantemente por rochas magmáti-
cas, metamórficas e sedimentares. 
d) a crosta terrestre é constituída por magma, 
material fluído ou pastoso. 
e) na parte pastosa ou fluida do núcleo inter-
no, predominam dois minerais – o silício e 
alumínio.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
As rochas, que podem ser divididas em três 
grandes grupos, estão em constante trans-
formação, passando de um tipo a outro, em 
virtude das dinâmicas interna e externa da 
Terra. O chamado “Ciclo das Rochas” ilustra 
as diversas possibilidades de transformação 
de um tipo de rocha em outro. 
(Wilson Teixeira et al. (orgs.). Decifrando 
a Terra, 2009. Adaptado.) 
 
Ciclo das Rochas
levantamento
temperatura
e pressão
levantamento
transporte
diagênese
fusão
temperatura
e pressão
arrefecimento
magma fusão
fusão
temperatura
e pressão
rochas Z
rochas Y
rochas X
(www.profpc.com.br. Adaptado)
125
 5. (Unesp) A partir do exame da figura, é cor-
reto afirmar que as letras X, Y e Z correspon-
dem, respectivamente, a: 
a) metamórficas, sedimentares e ígneas. 
b) metamórficas, ígneas e sedimentares. 
c) sedimentares, metamórficas e ígneas. 
d) sedimentares, ígneas e metamórficas. 
e) ígneas, sedimentares e metamórficas. 
 6. O Estado do Paraná apresenta uma geologia 
com grande variedade de tipos de rochas for-
mados em diferentes idades. A figura abaixo 
apresenta de modo simplificado cinco grupos 
litológicos. Com base nessa figura, considere 
as afirmativas a seguir sobre a distribuição 
no tempo geológico dos tipos de rochas do 
Paraná:
Grupos Litológicos
1
2
3
4
5
Fonte: www.estudavest.com.br
1. O grupo 1 é composto por depósitos sedi-
mentares da Era Cenozoica. 
2. O grupo 2 constitui as porções do Paraná 
com as rochas mais jovens, predomi- nan-
temente da Era Proterozoica. Esse grupo 
apresenta as áreas com as maiores eleva-
ções do estado e é formado na maior par-
te por rochas sedimentares. 
3. O grupo 3 é predominantemente cons-
tituído por rochas sedimentares da Era 
Paleozoica, que foram depositadas em di-
ferentes tipos de ambientes. 
4. O grupo 4 é formado por rochas ígneas 
vulcânicas. Sua origem se dá por uma su-
cessão de derrames de lavas da Era Me-
sozoica, que representou um dos mais 
significativos eventos de vulcanismo do 
mundo.
5. O grupo 5 é formado por rochas meta-
mórficas, cuja gênese do alto grau de me-
tamorfismo está associada ao evento de 
separação dos continentes sul-americano 
e africano, na Era Mesozoica. Assinale a 
alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verda-
deiras. 
b) Somente as afirmativas 1, 3, 4 e 5 são verda-
deiras. 
c) Somente as afirmativas 2 e 5 são verdaderas. 
d) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verda-
deiras.
e) Somente as afirmativas 2, 3 e 5 são verda-
deiras.
 7. As rochas fazem parte da nossa vida: da fun-
dação de uma edificação até o seu revesti-
mento, como em pias e mesas. Para isso, a 
natureza oferece uma grande variedade de 
rochas, cujas características físicas e quími-
cas dependem do processo de formação. A 
imagem demonstra o ciclo de formação das 
rochas. Observe. 
O CICLO DAS ROCHAS
 ROCHAS
SEDIMENTARES
intemperismo
metamorfismo
fusão
compactação
transporte
ROCHAS METAMÓRFICAS
SEDIMENTOS SOLTOSMAGMA
metamorfismo
intemperismo
transporte
intemperismo
ROCHAS ÍGNEAS
(Vesentini, José William; Vlach, Vânia. Geografia Crítica, 1: O Espaço Natural
 e a Ação Humana. São Paulo: Ática. 2000. p. 90. Adaptado)
Após analisar a imagem verifica-se que:
a) a rocha sedimentar é formada pela cimen-
tação e compactação dos sedimentos, pro-
venientes do desgaste de todos os tipos de 
rochas.
b) as rochas magmáticas são formadas pela 
transformação de rochas sedimentares e me-
tamórficas em ambiente de pouca pressão.
c) a rocha metamórfica é formada pela solidifica-
ção do magma, proveniente do núcleo terres-
tre, cuja composição química e homogênea. 
d) a rocha sedimentar possui o mesmo processo 
físico de formação da rocha magmática, pois 
ambas dependem do resfriamento do magma. 
 8. Leia e analise as afirmativas a seguir, refe-
rentes a temas relacionados a alguns aspec-
tos da Litosfera. 
1. As rochas ígneas ou plutônicas intru-
sivas, como os quartzitos e os gnaisses, 
formam-se a partir da extrusão e conse-
quente consolidação do material magmá-
tico, advindo do Manto terrestre. 
2. A Crosta sólida do planeta Terra é consti-
tuída de uma variedade enorme de mate-
riais minerais e rochosos, embora apenas 
dois desses materiais nela predominem: 
o alumínio e o silício. 
3. Existem, na superfície terrestre, rochas 
que resultam de transformações quími-
cas sofridas por materiais em suspensão 
existentes nas águas; o sal-gema e a gip-
sita exemplificam esses corpos rochosos. 
126
4. As rochas metamórficas resultam de 
transformações sofridas, em sua compo-
sição e em sua estrutura, por rochas pree-
xistentes, quando entram em contato comrochas magmáticas ou quando submetidas 
a elevadas pressões e temperaturas. 
5. Em um mesmo meio bioclimático, rochas 
ígneas e rochas sedimentares resultam 
em relevos iguais porque a erosão inde-
pende da qualidade do material rochoso, 
existente na parte superficial da crosta 
terrestre e se subordina muito mais às 
condições climáticas do ambiente.
Estão corretas:
a) 1 e 4. 
b) 2 e 5. 
c) 3, 4 e 5. 
d) 2, 3 e 4. 
e) 1, 2, 3, 4 e 5. 
 9. A crosta terrestre é formada por rochas e 
minerais. Estas últimas podem ser definidas 
como agrupamentos de minerais que, por 
sua vez, são compostos de elementos quími-
cos. Analise as proposições sobre as rochas, 
assinalando F para Falsa e V para Verdadeira. 
( ) As rochas ígneas ou magmáticas forma-
ram-se a partir do resfriamento e solidi-
ficação do magma, material em estado de 
fusão de que é constituído o manto.
( ) As rochas ígneas foram, originalmente, 
rochas magmáticas, sedimentares ou me-
tamórficas que, pela ação do calor ou pela 
pressão existente no interior da Terra, 
adquiriram outra estrutura. 
( ) As rochas sedimentares derivam de ro-
chas que sofreram a ação de processos 
erosivos, como atividades realizadas pela 
água, pelo vento, por reações químicas e 
físicas e pela ação dos seres vivos. 
( ) A areia, o calcário e o arenito são exem-
plos de rochas metamórficas. 
( ) Originalmente, as rochas metamórfi-
cas foram magmáticas, sedimentares ou 
metamórficas, mas pela ação do calor ou 
pela pressão existente no interior da Ter-
ra, adquiriram outra estrutura. Assinale a 
alternativa correta.
a) V, V, F, F, V
b) F, V, F, V, F
c) V, F, V, V, V
d) F, V, V, V, F
e) V, F, V, F, V
e.o. teste ii
 1. (Upe) Os processos geomorfológicos internos 
ou exógenos deixam sempre impressas, nas 
paisagens, as marcas de sua atuação. Eles de-
senvolvem, inclusive, um conjunto de feições 
de relevo característico. Esse fato reveste-se de 
uma particular importância, quando o pesqui-
sador de áreas, como Biologia, Geografia, Geo-
logia etc., volta-se à análise de ambientes pre-
téritos. Com relação a esse assunto, observe, 
atentamente, a fotografia reproduzida a seguir 
e assinale, com base nas evidências morfológi-
cas, o processo responsável pela elaboração da 
paisagem visualizada em primeiro plano.
a) Erosão eólica
b) Erosão glacial
c) Tectonismo ruptural
d) Neotectonismo plástico
e) Sedimentação fluvial
 2. O quadro a seguir apresenta a escala do tem-
po geológico. 
Todas as alternativas apresentam correlações 
corretas entre os eventos ocorridos no terri-
tório brasileiro e sua idade geológica, Exceto.
FA
N
TE
RO
-
ZO
IC
O
Cenozoico
Mesozoico
Paleozoico
Pré-Cambriano
a) Cenozoico: invasão marinha sobre amplas 
áreas continentais interiores, a qual provo-
cou a deposição de espessos pacotes de ro-
chas calcárias. 
b) Mesozoico: fragmentação do supercontinen-
te Pangeia, a qual iniciou a separação do 
continente Sul-Americano e Africano, e for-
mação das bacias sedimentares petrolíferas 
da margem continental brasileira.
c) Paleozoico: formação de extensas coberturas 
sedimentares e vulcânicas, que iniciaram o 
preenchimento das grandes bacias sedimen-
tares do Amazonas, do Parnaíba e do Paraná.
d) Fanerozoico: ausência de processos de for-
mação de cadeias de montanhas no territó-
rio brasileiro, que passou a apresentar rela-
tiva estabilidade tectônica. 
e) Pré-Cambriano: formação do embasamento 
cristalino, que se encontra atualmente ex-
posto nos escudos das Guianas, do Brasil-
Central e do Atlântico.
127
 3. Assinale a alternativa onde encontramos 
apenas rochas metamórficas: 
a) gnaisse, mármore, quartzito. 
b) calcário, carvão, arenito. 
c) basalto, calcário, carvão. 
d) granito, basalto, calcário. 
e) mármore, basalto, carvão. 
 4. Sobre a origem da Terra e as bases geológicas 
do território brasileiro, é correto afirmar:
a) a era cenozoica caracteriza-se pelo apareci-
mento do homem, enquanto os escudos são 
datados da era pré-cambriana. 
b) a era mesozoica registrou o aparecimento da 
vida nos oceanos, enquanto as cadeias de 
montanhas aparecem na era arquezoica.
c) a era azoica não registra vida alguma e as 
rochas magmáticas são da era paleozoica.
d) a era cenozoica registra vida recente, en-
quanto a extinção dos grandes répteis ocorre 
no quaternário.
 5. (Fuvest) Observe a escala do tempo geológi-
co para identificar os processos naturais que 
ocorreram, respectivamente, nas eras Paleo-
zoica e Cenozoica.
Duração relativa das eras geológicas
Pré Cambriano
Mesozoica
Paleozoica
Cenozoica
Fonte: professor.bio.br/geografia
a) Formação de jazidas carboníferas e dobra 
mentos do tipo alpino-himalaio.
b) Oscilações do nível do mar nos últimos perí-
odos glaciais e formação das bacias petrolí-
feras do Oriente Médio. 
c) Configuração atual dos continentes e ocea-
nos e dobramentos do tipo alpino-himalaio. 
d) Formação das bacias petrolíferas do Oriente 
Médio e soterramento das florestas que ori-
ginaram o carvão mineral. 
e) Oscilações do nível do mar nos últimos perí-
odos glaciais e configuração atual dos conti-
nentes e oceanos. 
 6. As grandes cadeias de montanhas, como os 
Alpes ou o Himalaia, tiveram origem: 
a) na era Mesozoica, quando da fragmentação 
do antigo continente de Gondwana.
b) no Pré-Cambriano, em virtude dos grandes 
falhamentos ocorridos na crosta terrestre.
c) no Paleozoico, quando os continentes come-
çaram a tomar as formas atuais.
d) há mais de 190 milhões de anos, em conse-
quência da movimentação do NIFE, a camada 
mais interna da Terra.
e) há mais de 60 milhões de anos, graças à mo-
vimentação das placas tectônicas. 
 7. Sobre as rochas existentes na natureza, po-
demos afirmar: 
a) as rochas ígneas ou magmáticas são resul-
tantes da solidificação do magma no interior 
da Terra ou da solidificação do magma em 
forma de lava expelido pelos vulcões. 
b) o carvão mineral é um exemplo de rocha 
magmática intrusiva. 
c) as rochas metamórficas são resultantes da 
erosão de rochas magmáticas. 
d) as mudanças de pressão são responsáveis 
pela transformação de rochas metamórficas 
em rochas sedimentares. 
e) as rochas sedimentares se apresentam em 
camadas, onde as mais baixas são as mais 
recentes e as de cima são as mais antigas.
 8. Há pouco tempo foi inaugurado em Itu - SP o 
Parque do Varvito para mostrar um pouco da 
história geológica do local. 
Assinale a alternativa que apresenta a natu-
reza e a origem dessa rocha. 
a) Rochas sedimentares arenosas formadas em 
dunas que se depositaram pelo trabalho dos 
ventos em períodos de climas pretéritos 
mais secos da era Mesozoica. 
b) Rochas sedimentares formadas no fundo de anti-
gos lagos glaciais, existentes na era Paleozoica. 
c) Rochas ígneas formadas em climas muito 
frios, com invernos rigorosos, quando os 
glaciares deixaram suas marcas no contato 
com as rochas sedimentares. 
d) Rochas ígneas vulcânicas que sob a ação do 
intemperismo deram origem a solos natural-
mente férteis na Depressão Periférica Paulista.
e) Rochas que se metamorfizaram, tornando-se 
bastante resistentes e que deram origem aos 
vários tipos de mármores na região de Itu. 
 9. Assinale a alternativa que substitui correta-
mente A e B no quadro referente à geomor-
fologia do território brasileiro.
Era Geológica Evento
Cenozoica A
B Formação dos escudos cristalinos
a) sedimentação do Pantanal - Pré-Cambriana. 
b) formação da “serra” do Mar - Mesozoica. 
c) formação da bacia sedimentar Paranaica - 
Paleozoica.
d) derrames basálticos - Cenozoica. 
e) formação de jazidas de carvão - Proterozoica.
128
e.o. teste iii
 1. Na era Mesozoica, ocorreu no Brasil um im-
portante evento geológico. Trata-se: 
a) da formação da planície do Pantanal.b) da formação das “serras” do Mar e da Manti-
queira. 
c) da formação dos escudos cristalinos. 
d) dos derrames basálticos no Sul do país. 
e) da formação da bacia sedimentar do Paraná. 
 2. Assinale as características da região em des-
taque no mapa.
Fonte: professor.bio.br/geografia
a) Formada por rochas cristalinas, apresenta as 
maiores altitudes do país e terras précam-
brianas intensamente desgastadas.
b) Formadas por cuestas e depressões, é marcada 
por extensas chapadas de origem sedimentar. 
c) Relevo complexo, terras cristalinas e meta-
mórficas, possui as menores altitudes do país.
d) Extensa bacia sedimentar que separa o Com-
plexo Amazônico das Guianas, formando 
uma grande depressão. 
e) Planalto cristalino formado por rochas ba 
sálticas, ricas em solos de terra roxa. 
 3. (Fuvest) No mapa a seguir, as áreas numera-
das de 1 a 4 representam as unidades geoló-
gico-geomorfológicas da Amazônia Ociden-
tal. Relacione tais unidades (de 1 a 4) com 
as características agrupadas na sequência:
60º O
3
21
4
0º0º
0 400
km
Oc
ea
no
Pa
cí
fi
co
(Adap. Simielli: 1999)
I. Cadeia montanhosa / rochas ígneas e me 
tamórficas / Cordilheira dos Andes. 
II. Área cratônica / rochas ígneas e meta 
mórficas / Planalto das Guianas.
III. Bacia intracratônica / sedimentos e ro-
chas sedimentares / Planícies e Terras 
Baixas da Amazônia.
IV. Área cratônica / rochas ígneas e meta 
mórficas / Planalto Brasileiro. Assinale a 
alternativa correta: 
a) área 1 - I; área 2 - III; área 3 - II; área 4 - IV 
b) área 1 - I; área 2 - IV; área 3 - II; área 4 - III 
c) área 1 - II; área 2 - I; área 3 - IV; área 4 - III 
d) área 1 - III; área 2 - II; área 3 - I; área 4 - IV 
e) área 1 - IV; área 2 - II; área 3 - III; área 4 - I 
 4. A Terra se formou provavelmente a partir de 
gigantesca massa gasosa pela condensação e 
decantação progressivas da matéria, produto 
da ação de forças gravitacionais e de diver-
sos processos de transformação energética. 
I. A idade da Terra, como a dos demais pla-
netas do Sistema Solar, é estimada em 
4,6 bilhões de anos. 
II. A idade da Terra está dividida em eras, 
períodos, épocas e idades. 
III. O ‘Homo sapiens’ surgiu no intervalo de 
tempo de menor duração chamado Pré-
Cambriano.
IV. Os períodos Triássico, Jurássico e Cretá-
ceo constituem a era Cenozoica.
Assinale a afirmação ou afirmações corretas. 
a) apenas I. 
b) apenas I e II. 
c) apenas I, II e III. 
d) apenas III e IV. 
e) apenas IV. 
e.o. dissertAtivo
 1. Caracterize a relação entre geologia e relevo 
do Planalto Atlântico Brasileiro. 
 2. Analise o fluxograma.
ROCHAS NA SUPERFÍCIE
 TERRESTRE
 erosão,
transporte
 Sedimento
 não
consolidadodeposição
soerguimento
soerguimento
soterramento,
cimentação
metamorfismo
I
II
III
metamorfismo fusão
soerguimento
Com base na análise do fluxograma e em ou-
tros conhecimentos sobre o assunto, respon-
da. Qual o estágio evolutivo, a definição e os 
recursos minerais das rochas indicadas pelos 
números I, II e III na figura anterior.
129
 3. (Unicamp) Rocha é um agregado natural 
composto por um ou vários minerais e, em 
alguns casos, resulta da acumulação de ma-
teriais orgânicos. As rochas são classificadas 
como ígneas, metamórficas ou sedimentares. 
a) Quais são os processos de formação das ro-
chas metamórficas? 
b) A Região Sul do Brasil destaca-se na pro-
dução de carvão mineral, que é extraído de 
rochas sedimentares do período Carbonífe-
ro. Que condições ambientais permitiram a 
acumulação desse material orgânico e que 
processos levaram à posterior formação do 
carvão mineral? 
 4. Minerais, rochas e solos são elementos fun-
damentais da dinâmica de transformação da 
Natureza. As questões a seguir versam sobre 
esses elementos: os fatores de sua formação 
e interação e a importância de sua conserva-
ção.
a) Dê exemplo de um tipo de rocha magmática 
e aponte os principais minerais que a cons-
tituem. 
b) Cite um fator fundamental para a origem das 
rochas metamórficas. 
c) Aponte os principais tipos de intemperis-
mo; a ação que realizam sobre as rochas e 
os principais fatores condicionantes de cada 
um deles. 
C.I. Tipos de intemperismo: 
C.II. Ação que produzem: 
C.III. Principais fatores de cada tipo de in 
temperismo: 
d) Indique uma das razões que justificam as 
preocupações com as condições atuais de 
conservação dos solos no Estado do Ceará. 
 5. (Unicamp) Rochas são agregadas naturais de 
grãos de um ou mais minerais. São formadas 
por diferentes processos, podendo ser classifica-
das como sendimentares, metamórficas e mag-
máticas. A partir dessas afirmações, responda: 
a) Quais são as principais diferenças entre as 
rochas sedimentares e as magmáticas?
b) Como se forma uma rocha metamórfica? 
c) No Brasil, entre o Jurássico e o Cretáceo, 
houve o surgimento de vários diques de dia-
básio com direção NW, além de campos de 
derrames basálticos. A que podemos relacio-
nar o aparecimento de tais diques e derra-
mes basálticos? 
 6. As rochas sedimentares constituem uma 
das grandes classes de rochas existentes na 
crosta terrestre. Em relação à sua formação e 
identificação, indique: 
a) Como ocorrem os seus processos de formação. 
b) Três tipos de rochas sedimentares.
 7. Por que certas rochas recebem o nome de ro-
chas magmáticas ou vulcânicas? 
 8. Por que algumas rochas magmáticas são cha-
madas de intrusivas e outras de extrusivas? 
 9. Explique a formação das rochas metamórficas. 
gAbArito
E.O. Teste I
1. D 2. C 3. A 4. B 5. C
6. D 7. A 8. D 9. E
E.O. Teste II
1. A 2. A 3. A 4. A 5. A
6. E 7. A 8. B 9. A
E.O. Teste III 
1. D 2. A 3. A 4. B
E.O. Dissertativo
 1. Região constituída por rochas cristalinas 
(magmáticas e metamórficas) de formação 
antiga (pré-Cambriana), possuindo grande 
resistência. Esse relevo é caracterizado por 
uma área bastante desgastada, dobrada e fa-
lhada pelos diversos agentes naturais.
 2. 
I. Rochas recentes - sedimentar - petróleo 
(bacias) 
II. Rochas intermediárias - metamórficas - 
minerais metálicos. 
III. Rochas antigas - cristalinas magmáticas - 
minerais metálicos. 
 3. 
a) As rochas metamórficas resultam da ação 
do edifício geológico, onde as rochas de 
camadas superiores exercem pressão so-
bre as camadas de rochas inferiores, al-
terando quimicamente rochas pré-exis-
tentes por pressão e temperatura (grau 
geotérmico). 
b) O carvão mineral é formado por altera-
ções a partir da decomposição de vege-
tais resultantes de alterações climáticas 
em processo de soterramento. O carvão 
mineral pode ser classificado geologica-
mente a partir do tempo de formação. O 
carvão mais recente é a turfa, seguido 
130
pelo linhito, a hulha e o antracito, mais 
antigo. No Brasil, o carvão mineral é rela-
tivamente recente com baixo teor calóri-
co pela presença de cinzas.
 4. 
a) Pode-se destacar o granito, rocha magmá-
tica intrusiva, muito abundante na cros-
ta terrestre. O granito é constituído por 
quartzo, feldspato e mica. 
b) As rochas metamórficas resultam da pres-
são e temperatura exercidas pelo edifício 
geológico. 
c) Tipos de intemperismo: físico e químico. 
Ação que produzem: intemperismo físico, 
promove a desagregação das rochas; in-
temperismo químico, altera a decomposi-
ção das rochas. Principais fatores de cada 
tipo de intemperismo: no intemperismo 
físico ocorrem variações de temperatura 
e no intemperismo químico a interação 
química da água com as rochas. 
d) o modo de ocupação e o uso da terra com 
manejo inadequado; susceptibilidade à 
erosão.
 5. 
a) As principais diferenças estão em seus 
processos de formação. As rochas sedi-
mentares resultam da ação de desgaste e 
deposiçãode grãos de rochas préexisten-
tes, sendo também mais friáveis. As mag-
máticas, com maior grau de dureza, sur-
gem a partir da consolidação de material 
piroclástico, ígneo, do início da formação 
da Terra.
b) A rocha metamórfica é o produto da 
transformação de rochas pré-existentes 
a partir de alterações químicas de suas 
estruturas, resultantes da pressão do edi-
fício geológico e do grau geotérmico, que 
provocam metamorfismo na rocha.
c) O surgimento dos diques de basalto e dia-
básio está relacionado ao deslocamento 
da placa tectônica sul-americana que, ao 
se descolar afastando-se da placa afri-
cana, derivou para oeste, resultando na 
fragmentação do embasamento cristali-
no. O fendilhamento resultante do pro-
cesso favoreceu a emergência de rocha 
liquefeita do interior da Terra, originando 
os derrames de basalto que solidificados 
passaram pelo processo de erosão, trans-
formando-se no solo terra-roxa nas bor-
das da Bacia Sedimentar do Paraná. 
 6. 
a) Resultam da deposição de sedimentos ou 
detritos e rochas preexistentes, alterados 
por erosão.
b) Arenito, calcário, turfa.
 7. Devido à sua origem vulcânica (local de for-
mação da rocha)
 8. Devido à região de solidificação:
Intrusivas - interior da Terra.
Extrusivas - exterior da Terra.
 9. Rochas Pré-existentes magmáticas ou sedi-
mentares, quimicamente alteradas por pres-
são e temperatura.
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Geologia do Brasil e 
exploração mineral
Aulas 11 e 12
133
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Estrutura gEológica do Brasil
Introdução 
Apesar de o território brasileiro possuir uma formação 
estrutural muito velha, a esculturação do relevo pela 
erosão e intemperismo é uma constante. À luz dos graus 
de desenvolvimento da ciência, a grande extensão e 
imensa diversidade geológica do território brasileiro ge-
raram diferentes subdivisões no relevo ao longo do tem-
po. Com o intuito de sistematizá-lo, há três disposições 
que propõem sua divisão em conjuntos heterogêneos 
mediantes diferentes critérios. A divisão e os critérios 
foram estabelecidos de acordo com o conhecimento te-
órico dos cientistas e de suas limitações, de ordem téc-
nica, existentes na época em que cada classificação foi 
elaborada: Aroldo de Azevedo, nos anos 1940; de Aziz 
Ab’Saber, nos anos 1960; e Jurandyr Ross, em 1990. 
caractErizando as macroEstruturas
Blocos cratônicos
Compõem as estruturas continentais de formação muito antiga pertencentes ao pré-cambriano, quando a Terra era 
formada por um único bloco denominado Pangeia.
A linha vermelha marca a área onde provavelmente 
ocorreu o início da separação entre África e América do 
Sul, que gerou as fraturas sobre as quais se assentam 
as bacias Potiguar, Jatobá e Tucano-Recôncavo, no 
Norderste brasileiro (acima)
Classificação dos blocos cratônicos 
Escudos cristalinos – primeiros blocos de terras emersas formados de rochas magmáticas e metamórficas. São 
áreas de estabilidade tectônica que apresentam grande riqueza de minerais metálicos: Escudo Brasileiro, das Guia-
nas, Canadense, Escandinavo, Sul-Africano, Siberiano. 
Plataformas – correspondem às áreas mais baixas da estrutura cristalina: Plataforma Sul-Americana. 
134
Bacia sedimentar
Argilas
Mar
Carvão
Argilas Silte e argila
Areias preenchendo
canais de rios
Modelos tradicional do ciclo do carvão da Bacia de Illinois, exemplificando a Lei de fácies de Walther 
(adaptado de Sháw, A,B... 1964. Time in Stratigraphy. McGraw-Hill, New York). 
As bacias sedimentares começaram a se constituir 
efetivamente na era Paleozoica. Os territórios que com-
põem a América do Sul estavam em altitudes bem mais 
baixas naqueles tempos – há cerca de 500 milhões de 
anos. Hoje, nossas bacias correspondem a 64% da es-
trutura geológica brasileira – Amazônica, Meio Norte 
(Maranhão e Piauí) e Paranaica (Paraná) –, formadas 
inicialmente por depósitos de material marinho. Quan-
do o fenômeno da epirogênese provocou o levanta-
mento do continente superior ao mar, ficaram emersas 
e unidas em território contínuo, bem como passaram a 
ser preenchidas com material continental. 
A disposição das camadas estratificadas hori-
zontalmente em quase todo o Brasil, bem como as pro-
fundidades demonstram a antiguidade de nossas bacias 
sedimentares. É o caso evidente da bacia sedimentar 
do Amazonas, que se estende por cerca de 200 km por 
ambas as margens do rio Amazonas, apresentando uma 
profundidade de 4 km, em alguns trechos, e uma su-
perfície de 2 milhões de km2. Essa bacia é um espelho 
do ato de agentes do relevo – rios, temperatura e chu-
vas. Ao longo das margens do rio Amazonas e de seus 
principais afluentes, as rochas sedimentares são bem 
atuais, pertencem ao período quaternário da era Ceno-
zoica – fases pleistocênica e holocênica. Esses terrenos 
pleistocênicos e holocênicos representam a verdadeira 
planície Amazônica e são mais conhecidos como vár-
zeas. Quanto mais distantes desses eixos fluviais mais 
antigos serão os terrenos sedimentares da bacia ama-
zônica, ora do período terciário (cenozoico), ora do pa-
leozoico (áreas de contato com os escudos cristalinos). 
A bacia do Paraná sofreu, parcialmente, uma 
das glaciações pelas quais passou a Terra, a permo-carbo-
nífera, correspondente a dois períodos do paleozoico – e 
foram nesses terrenos que se formaram as jazidas carbo-
níferas. Esta bacia também é vista separada em algumas 
classificações, um terceiro tipo de terreno na estrutura ge-
ológica brasileira: os vulcânicos. São assim conhecidos, 
pois, nessa mesma época de início da formação dos do-
bramentos modernos, na era mesozoica, abriram-se fra-
turas na bacia sedimentar do Paraná, através das quais 
subiram lavas básicas – fluidas que percorrem grandes 
extensões. Foram das macroerupções às formações de 
rochas extrusivas, como o diabásio e o basalto, que, por 
ação do intemperismo físico e químico ao longo do tem-
po geológico, originou o solo fértil da terra roxa. O are-
nito, que já predominava antes da atividade vulcânica, 
ficou rajado por manchas basálticas, razão do nome do 
altiplano que abrange o oeste paulista e a maior parte 
do Paraná: planalto Arenito-Basáltico. 
135
Montanhas e escudos cristalinos ou antigos
©
 sa
ik
o3
p/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Cadeias do Himalaia 
Essas estruturas geomorfológicas podem ser descritas como formas acidentadas de relevo, que apresentam picos 
elevados, vales profundos e altitudes variadas, geralmente acima de 3000 metros. Um conjunto de montanhas 
alinhadas em grande extensão e de formação muito alta recebe a denominação de cordilheira. Os principais tipos 
de montanhas resultam da movimentação das placas tectônicas. Quanto à idade, as montanhas podem ser jovens, 
do Terciário, Era Cenozoica, assumindo então formas agudas, como os Alpes, na Europa, os Andes, na América do 
Sul, as Rochosas, na América do Norte, o Himalaia, na Ásia, e a formação do Atlas, na África.
As cadeias orogênicas antigas do Brasil são originárias da ação de vários diastrofismos. 
1. O diastrofismo Laurenciano, que atuou no nosso território no final do Arqueozoico, deu origem às formações 
elevadas da Serra do Mar e da Mantiqueira localizadas na faixa Atlântica; 
2. O diastrofismo Huronino, do final do Proterozoico, originou a Serra do Espinhaço (MG) e a Chapada Dia 
mantina (BA); e 
3. O diastrofismo Caledoniano, na Era Paleozoica, deu origem ao dobramento antigo do Araguaio-Tocantins. 
Observação:
As montanhas mais velhas, como as do Brasil, têm geralmente formas maciças e topo arredondado. Emboratenham alcançados grandes altitudes no passado, atualmente não ultrapassaram os 3.000 metros, o que não 
significa que são pequenas. Pelo contrário, são unidades de relevo muito imponentes sem preenchimento e 
de muita beleza paisagística.
136
A presença das macroestruturas geológicas no território 
brasileiro 
No território brasileiro ocorrem apenas dois tipos de estruturas morfoestruturais: escudos cristalinos e bacias sedi-
mentares.
Estruturas geológicas do Brasil
Escudos cristalinos (blocos crátons) 
Os escudos cristalinos formam as primeiras rochas que afloraram na crosta terrestre. No Brasil, eles perfazem cerca 
de 36% da estrutura geológica subdivididos em: 32% do arqueozoico, onde se encontra granito – rocha magmá-
tica intrusiva – e gnaisse – rocha metamórfica; e 4% do proterozoico, onde se encontram minerais metálicos e 
predominantemente rochas metamórficas. São áreas caracterizadas pelo elevado grau de impermeabilidade, cujo 
escoamento superficial supera o processo de infiltração com menos ocorrência de lençóis freáticos, podemos dividi-
-los em: escudo guiano e escudo brasileiro, que se subdivide em unidades menores conforme a localização regional: 
Sul-rio-grandense, Atlântico, Paraguai-Araguaia, Bolivio-mato-grossense, Nordestino-Gurupi e Sul-amazônico. 
As bacias sedimentares 
Cobrem uma área de aproximadamente 64% do território nacional e são conceituadas como depressões preenchi-
das por detritos ou sedimentos provenientes de áreas mais elevadas. São de formação mais recente – paleozoica-
-mezosoica e cenozoica e mais permeáveis cujas condições de infiltração superam o escoamento, tendo mais 
ocorrência de lençóis freáticos e de combustíveis fósseis – petróleo, carvão mineral e xisto, podemos dividi-las em: 
bacia Amazônica, bacia do Maranhão e bacia do Paraná.
137
as riquEzas Econômicas do Brasil 
numa aBordagEm gEológico-Estrutural
Minerais metálicos 
Ferro 
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 A
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ck
O ferro é o mais importante recurso mineral da economia brasileira do qual cerca de 70% destina-se à exportação. 
A maior extração desse produto é em Minas Gerais, numa área denominada Quadrilátero Ferrifero, que compreen-
de as cidades de Belo Horizonte, Santa Bárbara, Mariana e Congonhas do Campo. 
A Serra dos Carajás, no Pará, tem a maior jazida ferrífera do Brasil e do mundo. Ocupa a segunda posição 
de extração no cenário nacional. Para o escoamento a exploração do ferro de Carajás, criaram-se vários projetos: o 
porto de Itaqui (MA), hidrelétrica de Tucuruí, estrada de ferro de Carajás. 
O Maciço de Urucum, no Mato Grosso do Sul, é outro local de extração cuja produção abastece principal-
mente o Paraguai, a Argentina e a Bolívia.
AS MAIORES
>>Ranking das cinco
 maiores minhas brasileiras
 em produção anual
Em 2009
PARAUAPEBAS
2
4
PA
PARACATU 1
S.G. RIO ABAIXO
MG
5
3MARIANA
NOME DA MINA MINERADORA PRODUTO PRODUÇÃO (T)
1 Morro do Ouro
2 N5*
3 Alegria
4 N4W*
5 Brucutu
Kinross
Vale
Samarco
Vale
Vale
Ouro
Ferro
Ferro
Ferro
Ferro
40.522.292
39.710.000
33.405.000
33.380.000
30.323.288
*COMPLEXO CARAJÁS
40
das cem
maiores minas
brasileiras estão
localizadas em
Minas Gerais
Das dez maiores minas do Brasil
Sete
estão
localizadas
em MG
Sete
pertencem a
mineradora
Vale
Nove
produzem
ferro
138
Destaque-se.
VALORIZAÇÃO DO MINÉRIO
Em 2000 o preço da
tonelada era de US$ 20
Hoje a tonelada é vendida
por US$ 110
O consumo mundial em
2000 era de 400 milhões
de toneladas/ano
Atualmente apenas a
China consome essa
quantidade
O consumo munidal hoje
chega a 1,1 bilhão de
toneladas/ano
ALGUNS NEGÓCIOS MINERAIS EM MINAS
2000 > Vale compra a Samitri por
 US$ 536 milhões
2008 > Arcelor Mittal adquire mina do
 grupo Londog Mining por
 US$ 800 milhões
2008 > Usiminas compra a mineradora
 J. Mendes por US$ 2 bilhões
2010 > Vendas da Itaminas para o
 Consórcio Chinês ECE por
 US$ 1,2 bilhão
CONTEXTO MUNDIAL
Apenas três empresas
mineradoras detém 70% da
comercialização de todo o
minério de ferro do mundo,
entre elas a brasileira Vale.
Fonte: Pesquisa
^
Manganês
Produto de grande utilização industrial na composição do aço e na fabricação de pilhas. O Brasil apresenta-se como 
grande exportador do produto. Merecem destaque as seguintes localidades: 
 § Marabá, Itupiranga e Carajás (PA) 
 § Quadrilátero Ferrífero (MG) 
 § Maciço do Urucum (MS) 
Os projetos de exportação criados para beneficiar o ferro também são aproveitados no escoamento do 
manganês. 
BRASIL E MUNDO: PRINCIPAIS ÁREAS EXTRATIVAS DE MANGANÊS
No Brasil % do total nacional No mundo % do total mundial
Pará 61,6 China 21,2
Minas Gerais 18,6 Ucrânia 20,3
Mato Grosso do Sul 15,8 África do Sul 13,8
Outros 4,2 Brasil 9,9
A serra do Navio foi uma espécie de enclave ou possessão minero-territorial dos EUA no Brasil. A Icomi, 
Indústria e Comércio de Minério SA, e a multinacional norte-americana Bethlehen Steel Corp., detiveram os direitos 
de exploração do manganês da Serra do Navio de 1957 a 2003. A Icomi também controlava a estrada de ferro do 
Amapá e o porto Santana, em Macapá, responsáveis pelo escoamento da produção para o exterior. 
No entanto, ao encerrar a concessão da exploração antecipadamente em 1998, as jazidas já estavam esgo-
tadas. Restavam apenas resíduos e minérios de baixo teor. 
Com isso, além da demissão em massa, restou um grande desastre ambiental: o arsênio. Proveniente de 
rejeitos de manganês, que contaminou o lençol freático, os igarapés e pode chegar até a foz do rio Amazonas, 
provocando entre outras doenças o câncer.
139
Bauxita
A maior jazida encontra-se no vale do rio Trombetas, no município de Oriximiná, no Pará. A bauxita é o principal 
minério de alumínio utilizado na indústria automobilística e aeronáutica.
PRINCIPAIS PRODUTORES DE BAUXITA
No Brasil % do total nacional No mundo % do total mundial
Pará 88,8 Austrália 35,3
Minas Gerais 10,8 Guiné 15,2
Outros 0,4 Jamaica 10,0
Brasil 9,2
Cassiterita 
Utilizado como liga para fabricação de aço, folha de flandre e estanho, principalmente.
PRINCIPAIS PRODUTORES DE CASSITERITA
No Brasil % do total nacional No mundo % do total mundial
Amazonas 57,8 China 33,9
Rondônia 42,2 Indonésia 24,3
Peru 11,1
Brasil 8,9
Outros recursos e a posição do Brasil na participação mundial
B. Posição e participação do Brasil na produção Mundial
Mineral Posição Participação (%)
Nióbio 1º 90,9
Ferro 2º 18,3
Manganês 2º 14,8
Bauxita 3º 10,8
Caulim 3º 5,5
Estanho 4º 9,5
Vermiculita 4º 4,2
Grafita 4º 5,0
Magnesia 5º 10,5
Talco 5º 8,0
Zinco 7º 1,6
Cromo 7º 3,7
Fosfatados 8º 2,9
140
PRINCIPAIS MINERAIS METÁLICOS E NÃO METÁLICOS 
Produção Beneficiada 2000
FERRO (t)
MG 138.718.996
PA 43.231.882
Brasil 214.610.000
MANGANÊS (t)
PA 1.366.906
MG 604.022
MS 136.901
Brasil 2.192.000
COBRE (t)
PA 134.000
GO 15.937
Brasil 149.937
NÍQUEL (t)
GO 1.647.938
MG 213.128
Brasil 1.861.116
PRATA (t)
PA 15,7
MG 1,8
GO 3,5
Brasil 41
SAL MARINHO (t)
RN 4.050.000
RJ 220.000
Brasil 4.460.00
ALUMÍNIO (t)
PA 8.553.270
MG 2.307.272
Brasil 13.846.272
ESTANHO (t)
AM 16.625
RO 10.768
MG 79
Brasil 27.472
CHUMBO (t)
MG 11.611
Brasil 13.400
OURO (t)
PA 17.2
MG 16.4
Brasil 63.3
CALCÁRIO (t)
MG 25.376.464
SP 18.436.013
Brasil 71.914.433
ÁGUA MARINHA (t)
SP 766.557
MG 149.056
Brasil 1.673.704
Combustíveis fósseis 
O petróleo origina-se da deposição de material orgânico em fendas e depressões ao longo dos tempos geológicos.Nesse ambiente, o petróleo tem sua origem continental das chamadas bacias sedimentares. Pesquisas revelam que 
o petróleo seria de origem principalmente planctônica, formado por depósitos de organismos animais e vegetais 
que viveram nas superfícies dos mares, na plataforma continental.
Em razão disso pode-se concluir que o petróleo é localizado tanto em áreas continentais, nas bacias sedi-
mentares, como em áreas submarinas, denominadas plataformas continentais. 
A plataforma continental é constituída de um prolongamento da área continental. Aquela tem uma largura 
de mais ou menos 70 km e uma profundidade máxima de 200 m. É considerada a mais importante economicamen-
te para o homem, onde estão localizadas as principais áreas pesqueiras do mundo, além do petróleo e de outros 
recursos naturais.
141
Associado ao petróleo, o gás natural é um hidrocarboneto encontrado na natureza, uma vez que ambos se formam 
do mesmo modo. É encontrado também em bolsões gasosos isolados, próximos à superfície terrestre (áreas sedimentares). 
BRASIL: PRODUÇÃO DE GÁS NATURAL (MILHÕES DE M3)
RJ 54%
AM 19%
BA 9%
RN 9%
CE-SE/ES-SP 6%
AL 3%
No Brasil, além de insuficiente, o carvão mineral apresenta baixo teor colorífico, alto teor de umidade, cinzas 
e sulfeto de ferro.
PRODUÇÃO DE CARVÃO NO BRASIL
Santa Catarina 62,8%
Rio Grande do Sul 36,4%
Paraná 0,8%
O cinturão carbonífero no Sul do Brasil
Fonte: TEIXEIRA, Wilson et ai. (Orqs.). Decifrando a Terra. São Paulo:
Oficina de Textos, 1998. p. 474.
142
E.o. tEstE i
 1. No cartograma abaixo, as áreas escuras re-
presentam as maiores elevações da Terra, 
formadas a partir de movimentos orogenéti-
cos no Período Terciário, cuja ação dos agen-
tes erosivos ainda não foi suficiente para 
provocar grandes desgastes.
ROCHOSAS
ANDES
ATLAS
ALPES
HIMALAIA
Tais estruturas são: 
a) bacias sedimentares. 
b) escudos cristalinos. 
c) dobramentos modernos. 
d) planaltos sedimentares. 
e) bacias de afundamentos tectônicos. 
 2. 
Placas Tectônicas
Placa da América
do Norte
Placa Juan
de Fuca
Placa do
Pacífico
Placa de
Nazca
Placa
Caribenha
Placa da
América
do Sul
Placa
de Scotia
Placa
Africana
Placa da
Antártida
Placa
Arábica
Placa
Euroasiática
Placa
Indiana
Placa
Australiana
Placa das Filipinas
Placa da
América do
Norte
Observando a figura, podemos afirmar que. 
I. Alfred Wegener, meteorologista alemão, 
levantou a hipótese, no início do século 
XX, afirmando que, há 220 milhões de 
anos, os continentes formavam uma úni-
ca massa denominada Pangeia, rodeada 
por um oceano chamado Pantalassa. Essa 
suposição foi rejeitada pela comunidade 
científica da época. 
II. A litosfera encontra-se em movimento, 
uma vez que é composta por placas tectô-
nicas seccionadas que flutuam deslocan-
do-se lentamente sobre a astenosfera
III. A cordilheira dos Andes é um dobramento 
recente. Datando do período Terciário da 
era Cenozoica, surge do intenso entrecho-
que das placas do Pacífico e SulAmericana 
promovendo o fenômeno de obducção.
IV. A Dorsal Atlântica estende-se desde a 
costa da Groenlândia até o sul da Amé-
rica do Sul. Os movimentos divergentes 
entre as placas Africana e Sul- America-
na permitiram intensos derramamentos 
magmáticos originando rochas basálticas 
que foram incorporadas às bordas das re-
feridas placas.
Estão corretas.
a) I e III, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I, II e III, apenas. 
d) I, II e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
 3. A Amazônia, até o Terciário Médio, compor-
tava-se como um paleogolfão da fachada 
pacífica do continente, intercalado entre os 
terrenos do escudo guianense e o escudo bra-
sileiro. Era uma espécie de mediterrâneo de 
“boca larga”, voltada para o oeste. Quando se 
processou o desdobramento e soerguimento 
das Cordilheiras Andinas, restou um largo es-
paço no centro da Amazônia, exposto à sedi-
mentação flúvio-lacustre e fluvial extensiva. 
Aziz Nacib Ab’ Saber (1924-2012) Escritos Ecológicos – São 
Paulo: Lazuli Editora, 2006, paginas 130-131. Adaptado. 
Glossário: 
Paleogolfão: ampla reentrância da costa, 
com grande abertura, constituindo em am-
plas baías, constatada em antiga era geoló-
gica. As características atuais do domínio 
morfoclimático amazônico têm sua origem 
na dinâmica dos processos naturais que 
ocorreram no passado, conforme explica o 
geógrafo Aziz Ab’Saber. Sobre esses proces-
sos mencionados, avalia-se que: 
a) contribuíram para a formação das planícies e 
dos tabuleiros. 
b) favoreceram a gênese da bacia sedimentar. 
c) alteraram a direção da drenagem, de leste 
para oeste. 
d) atenuaram as características do clima regional. 
e) provocaram a expansão do cerrado sobre a 
floresta. 
 4. Considerando a formação geológica do Rio 
Grande do Sul, é INCORRETO afirmar que 
esse estado apresenta: 
a) formações cristalinas. 
b) derrames e fissuras basálticas. 
c) sequência sedimentar antiga. 
d) dobramentos modernos. 
e) sedimentação recente.
143
 5. As modernas técnicas cartográficas e de 
sensoriamento remoto permitiram realizar 
levantamentos mais detalhados sobre as ca-
racterísticas fisiográficas (geologia, relevo, 
solo, hidrografia, clima e vegetação) do Bra-
sil. No final da década de 1980, o professor 
Jurandyr Ross, do Departamento de Geogra-
fia da Universidade de São Paulo, propôs 
uma divisão mais detalhada do relevo brasi-
leiro do que as anteriores. Sobre o relevo e as 
unidades estruturais do território nacional 
representados na figura abaixo, assinale a 
alternativa INCORRETA.
1
15
5
5
5
5 5
2 2
2
2
2
3
3
3
3
LEGENDA
PLANALTOS
EM BACIAS SEDIMENTARES
EM ESTRUTURAS CRISTALINAS E DOBRADAS ANTIGAS
DEPRESSÕES
1
2
EM ESTRUTURAS SEDIMENTARES
EM ESTRUTURAS CRISTALINAS
3
4
PLANÍCIES
5 EM ESTRUTURAS SEDIMENTARES RECENTES
Adaptado de ROOS, J.L.S. Relevo Brasileiro: uma nova proposta de classificação. Revista do Departamento de
 Geografia. São Paulo, no 4, 1990.
a) A maioria dos planaltos, também denomi-
nados de “formas residuais”, é considerada 
como vestígios de antigas superfícies erodi-
das pelos agentes externos, os quais atuam 
continuamente nas paisagens. 
b) Os planaltos e as chapadas da Bacia Sedi-
mentar do Paraná englobam terrenos sedi-
mentares e de rochas vulcânicas e o seu con-
tato com as depressões circundantes é feito 
por meio do talude continental. 
c) Nos limites das bacias sedimentares com os 
maciços antigos, os processos erosivos for-
maram áreas rebaixadas, denominadas de 
depressões. As depressões periféricas são 
aquelas formadas nas regiões de contato en-
tre as estruturas sedimentares e as cristali-
nas, como por exemplo, a depressão Sul-Rio 
Grandense. 
d) As planícies em estruturas sedimentares re-
centes formam as planícies costeiras, tam-
bém conhecidas como planícies litorâneas e 
as planícies continentais situadas no inte-
rior do país como, por exemplo, a planície 
do Pantanal. 
e) Em sua classificação para as formas do relevo 
Brasileiro, Jurandyr Ross baseou-se em três 
critérios: o morfoestrutural, que considera a 
estrutura geológica; o morfoclimático, que 
considera o clima e o relevo e o morfoescultu-
ral, que considera a ação de agentes externos. 
 6. Sobre a formação geológica do território bra-
sileiro, assinale a alternativa correta: 
a) O Brasil não apresenta dobramentos moder-
nos, mas apresenta vestígios de antigos do-
bramentos do Pré-Cambriano.
b) As províncias Mantiqueira, Borborema e To-
cantins resultam de processos orogenéticos 
ocorridos no Cenozoico. 
c) As camadas rochosas da bacia sedimentar do 
Paraná atestam a ocorrência de extensosder-
rames vulcânicos durante o Pré-Cambriano.
d) As províncias Guiana Meridional, Xingu e 
São Francisco figuram entre as principais ba-
cias sedimentares brasileiras. 
e) A Serra do Mar foi formada pelo ciclo oroge-
nético ocorrido no Quaternário. 
 7. Observe a estrutura geológica esboçada a seguir.
Fonte: grupocev.com/vestibulares
Nesse esboço, a seta está indicando a seguin-
te estrutura: 
a) bacia sedimentar. 
b) dobra assimétrica. 
c) fiorde. 
d) falha geológica. 
e) domo. 
 8. Observe a figura abaixo.
 
Dísponivel em: <http://marlivieira.blogspot.com/2010212>. Acesso em: 15 jul. 2011.
Sobre o fenômeno representado pela figura, 
é CORRETO afirmar que se trata de: 
a) ação de agentes exógenos responsáveis por 
movimentos orogenéticos que atuam sobre a 
crosta terrestre. 
b) formação do relevo terrestre por agentes 
internos ocorridos predominantemente no 
Período Devoniano. 
144
c) formação de cadeias montanhosas ou cordilheiras em função de movimentos verticais provocados pela diver-
gência de placas tectônicas.
d) forças tectônicas provocando dobramentos sobre estruturas formadas por rochas magmáticas e sedi-
mentares pouco resistentes.
 9. “A Terra é um sistema vivo, com sua dinâmica evolutiva própria. Montanhas e oceanos nascem, 
crescem e desaparecem, num processo dinâmico. Enquanto os vulcões e os processos orogênicos 
trazem novas rochas à superfície, os materiais são intemperizados e mobilizados pela ação dos 
ventos, das águas e das geleiras. Os rios mudam seus cursos, e fenômenos climáticos alteram pe-
riodicamente as condições de vida e o balanço entre as espécies.” 
(Cordani e Taioli, In: Almeida e Rigolin, 2008, p. 39) 
Sobre a dinâmica interna da Terra afirma-se: 
I. Os _______________________ compreendem os deslocamentos e deformações das rochas que 
constituem a crosta terrestre. 
II. Os _____________________ocorrem quando as rochas sofrem uma série de deformações quando 
submetidas a um esforço proveniente do interior da Terra. 
III. Os ________________________ ocorrem quando as rochas são submetidas a um esforço interno 
de grande intensidade no sentido vertical ou inclinado. 
IV. Os ___________________ é uma montanha que se forma da erupção de material magmático em 
estado de fusão. Um dos maiores desastres causados por esse fenômeno ocorreu em 1883 em 
Sonda, no arquipelago da Indonésia, tirando do mapa uma parte da ilha, destruindo cidades e 
vilas e matando milhares de pessoas. 
V. Uma das manifestações mais temidas e destruidoras dos movimentos da crosta terrestre são os 
________________________, que são causados pela ruptura das rochas provocadas por acomoda-
ções geológicas de camadas internas da crosta ou pela movimentação das placas tectônicas.
A alternativa que completa corretamente as afirmativas é: 
a) movimentos tectônicos; dobramentos; falhamentos; vulcões; terremotos.
b) terremotos; falhamentos; dobramentos; vulcões; movimentos tectônicos. 
c) vulcões; falhamentos; terremotos; movimentos tectônicos; dobramentos.
d) movimentos tectônicos; falhamentos; dobramentos; terremotos; vulcões.
e) terremotos; vulcões; falhamentos; dobramentos; movimentos tectônicos.
 10. Observe o mapa a seguir.
 
Terreno
 Rio
Piranhas
Terreno
GranjeiroLineamento
Faixa Piancó-Alto Brígida
 Terreno
 São José
do Campestre
Terreno Alto Paieu
Terreno Alto Moxotó
Terren
o Rio 
Capiba
ribe
Terrenos sedimentares
Cenozoico
Paleo-mesozoico
Granitoides/migmatitos
A estrutura geológica da Paraíba é constituída por mais de 80% de rochas cristalinas, datadas do 
Pré-Cambriano, e por dois principais terrenos sedimentares, datados do mesozoico ao cenozoico. 
Os recursos minerais explorados nos terrenos sedimentares diferem, substancialmente, daqueles 
explorados nos terrenos cristalinos, visto que a composição geológica é totalmente distinta. Com 
base no exposto e na literatura sobre o assunto, é correto afirmar. 
145
a) No Agreste, localiza-se o maior terreno sedi-
mentar do estado, com exploração de calcário 
voltado, principalmente, para a produção de 
gesso.
b) No Sertão, localiza-se a Bacia Sedimentar do 
Rio do Peixe, que, além de ter em andamento 
a exploração de petróleo, é grande produtora 
de granito para o mercado externo. 
c) Na Borborema, localizam-se os dois terrenos 
sedimentares que se destacam pela produção 
de pedras preciosas e ornamentais, voltadas 
para o mercado externo.
d) No Sertão, situa-se a Bacia Sedimentar do Rio 
do Peixe, com produção de petróleo e explo-
ração de calcário para a produção de gesso.
e) Na Zona da Mata, localiza-se o maior terreno 
sedimentar do estado, com exploração de cal-
cário voltado, principalmente, para a produ-
ção de cimento. 
E.o. tEstE ii
 1. Com relação à estrutura geológica do territó-
rio brasileiro, assinale a afirmativa INCOR-
RETA:
a) as estruturas muito antigas do embasamento 
fundamental alternam-se com as estruturas se-
dimentares de diferentes períodos geológicos.
b) aos terrenos sedimentares estão associadas as 
jazidas de combustíveis fósseis, como petró-
leo e carvão mineral. 
c) aos terrenos cristalinos estão associadas as 
jazidas minerais de grande importância eco-
nômica, como minério-de-ferro e bauxita.
d) os terrenos vulcânicos expandem-se pela 
maior parte do território, constituindo a base 
do relevo recente, ainda em processo de for-
mação. 
e) as estruturas geológicas dos dobramentos ter-
ciários, formadores de grandes cadeias mon-
tanhosas, inexistem no território brasileiro. 
 2. Tratando das relações entre o relevo e a es-
trutura geológica do território brasileiro, é 
verdadeiro afirmar que: 
a) as regiões de chapadas e chapadões estão 
relacionadas às rochas cristalinas e consti-
tuem os denominados escudos brasileiros.
b) o Planalto do Maranhão-Piauí, marcado por 
chapadas e “cuestas”, relaciona-se a rochas 
sedimentares e compõe a chamada bacia do 
Meio-Norte. 
c) as depressões sertanejas semi-áridas relacio-
nam-se preferencialmente às áreas de domí-
nio de rochas sedimentares e vulcânicas.
d) os relevos de “cuestas” ocorrem preferen-
cialmente em áreas de domínio de rochas 
cristalinas muito antigas. 
e) o denominado domínio dos “mares de mor-
ros” formou-se por ação de intenso intempe-
rismo físico sobre rochas sedimentares. 
 3. “No subsolo da América do Sul, há um imen-
so reservatório de água pura, com mais lí-
quido do que o existente em todos os rios do 
mundo. Essa fonte valiosa precisa ser prote-
gida para servir ao futuro.” 
(“Superinteressante”, julho 1999, p. 62-67.) 
O texto refere-se ao manancial subterrâ-
neo conhecido como “Aquífero Guarani” ou 
“Aquífero Gigante do Mercosul”. Sobre esse 
assunto, marque verdadeira (V) ou falsa (F) 
em cada afirmação a seguir. 
( ) A camada de rocha porosa, que armazena 
a água da chuva, é arenito, de origem eó-
lica, da formação Botucatu e pertencente 
à bacia sedimentar do Paraná. 
( ) A camada arenítica está encoberta por ro-
chas vulcânicas da formação Serra Geral, 
estendendo-se por seis estados brasilei-
ros, além de parte da Argentina, Uruguai 
e Paraguai. 
( ) O arenito pode ser encontrado até a 1000 
metros de profundidade e, quando aflo-
ra à superfície, é utilizado para fabricar 
lajotas e pisos, o que certamente afeta o 
potencial e a qualidade do aquífero.
A sequência correta é: 
a) V - F - V. 
b) V - V - F. 
c) F - F - V. 
d) F - V - F. 
e) V - F - F. 
 4. Considere os mapas apresentados abaixo, 
para responder à questão.
Mapa I Mapa II
0 500 km
Fonte: professor.bio.br/geografia
Relacione a estrutura geológica brasileira e 
a exploração econômica dos principais recur-
sos minerais nos mapas. 
a) Mapa I - Rochas cristalinas (ferro, manganês 
e cassiterit; Mapa II - Rochas sedimentares 
(petróleo e carvão). 
b) MapaI - Rochas cristalinas (petróleo e car-
vão); Mapa II - Rochas sedimentares (ferro, 
manganês e cassiterita). 
c) Mapa I - Rochas sedimentares (bauxita, fer-
ro e manganês); Mapa II - Rochas cristalinas 
(petróleo, carvão e ouro). 
d) Mapa I - Rochas cristalinas (ferro, manganês 
e cassiterita); Mapa II - Rochas sedimentares 
(bauxita, ouro e cassiterita). 
e) Mapa I - Rochas sedimentares (ferro, ouro e 
bauxita); Mapa II - Rochas cristalinas (pe-
tróleo, carvão e ouro).
146
 5. As reservas petrolíferas estão relacionadas 
a um tipo de formação geológica. Indique, 
corretamente, esse tipo de formação.
a) Escudos cristalinos. 
b) Bacias sedimentares. 
c) Dobramentos cenozoicos. 
d) Placas tectônicas. 
e) Aluviões quaternários. 
 6. A extração de minerais metálicos no Brasil, 
como ferro, bauxita, cassiterita, ouro, den-
tre outros, concentra-se principalmente nos 
estados de Minas Gerais, Goiás, Pará, Mato 
Grosso e Rondônia. Essa atividade está asso-
ciada basicamente às:
a) áreas de escudos cristalinos, afetados por 
movimentos orogenéticos recentes, do perí-
odo terciário da Era Cenozoica. 
b) áreas de dobramentos modernos do ceno-
zoico, que ainda não sofreram intensa ação 
erosiva.
c) áreas de bacias sedimentares, que apresen-
tam sedimentação no período quaternário 
da Era Cenozoica. 
d) áreas de escudos cristalinos, corresponden-
tes aos cinturões orogênicos e às intrusões 
ígneas do período Pré Cambriano.
e) áreas de bacias sedimentares, que sofreram 
extensivos derrames vulcânicos no período 
Jurássico da Era Mesozoica.
 7. Considere o mapa adiante para responder à 
questão.
(Simielli, M.E. - “Geoatlas”, São Paulo, Ática, 2000, p. 83)
CONCENTRAÇÕES MINERAIS
920 km
Está correta a alternativa.
a) Tipo de rocha – Sedimentar. 
Ocorrência mineral - petróleo/carvão.
b) Tipo de rocha – Cristalina. 
Ocorrência mineral - bauxita/carvão.
c) Tipo de rocha – Metamórfica. 
Ocorrência mineral - petróleo/bauxita. 
d) Tipo de rocha – Cristalina.
Ocorrência mineral - carvão/ferro
e) Tipo de rocha - Sedimentar
Ocorrência mineral - ferro/bauxita 
 8. Analise este mapa, em que está representada 
a distribuição de uma das grandes unidades 
geológicas da América do Sul:
FONTE: SCHOBBENHAUS, Carlos et al. (Coords.). 
“Geologia do Brasil.” Brasília: Departamento Nacional 
da Produção Mineral, 1984. Cap. I, p. 10.
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO OCEANO
ATLÂNTICO
0 1000 km
N
A partir da análise feita, é CORRETO afirmar 
que, nas áreas hachuradas nesse mapa, pre-
dominam: 
a) bacias sedimentares paleozoicas e mesozoi-
cas, que abrigam importantes jazidas de pe-
tróleo e gás, o que as torna áreas alvo de 
interesse para a exploração econômica.
b) escudos e maciços antigos submetidos a in-
tensa e prolongada ação erosiva ao longo do 
tempo geológico. 
c) cadeias de montanha localizadas em limites 
de placas litosféricas, que, em razão de seu 
posicionamento latitudinal, quebram a zo-
nalidade climática. 
d) derrames vulcânicos atualmente modelados 
em planaltos de topografia pouco acidentada 
e revestidos por solos de fertilidade elevada. 
 9. Cerca de uma dezena de bacias sedimentares 
estão situadas na Amazônia Legal Brasileira, 
perfazendo quase 2/3 dessa área territorial. 
Três delas - bacias do Solimões, Amazonas e 
Paranaíba - são as mais importantes, não só 
pelo tamanho (juntas ocupam aproximada-
mente 1,5 milhão de km2), mas principal-
mente pelo seu potencial.
Fonte: “Amazônia Legal”, 2003. 
O texto refere-se à existência, nessas bacias 
sedimentares, de expressivos depósitos de. 
a) Níquel e minério de ferro. 
b) Ouro e diamantes. 
c) Manganês e estanho. 
d) Petróleo e gás natural. 
e) Urânio e tório.
147
 10. Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as 
afirmações a seguir, referentes a correspon-
dências entre escala geológica do tempo e 
evolução física da Terra. 
( ) Ao período Terciário, durante o Cenozoi-
co, corresponde a formação de escudos 
cristalinos, como o Brasileiro. 
( ) O soterramento de florestas de samam-
bais e coníferas, durante o Carbonífero, 
deu origem a jazidas de carvão fóssil.
( ) Ao Mesozoico corresponde o derrame vul-
cânico que se encontra na bacia sedimen-
tar do Paraná. 
( ) No final do Pré-Cambriano, houve a divi-
são da Pangeia, constuindo-se os super-
continentes de Laurásia e de Gondwana. 
( ) Dobramentos modernos, como os Andes e 
o Himalaia, ocorreram no Cenozoico.
A sequência correta de preenchimento dos 
parênteses, de cima para baixo, é: 
a) V - F - V - V - F. 
b) V - F - F - V - F. 
c) F - V - V - F - V. 
d) F - V - V - F - F. 
e) F - F - F - V - V.
E.o. tEstE iii
 1. (Ufpe) A região de Carajás é uma das pro-
víncias minerais mais importantes do Brasil. 
Nela, são encontradas expressivas jazidas de 
ferro, manganês, cobre e bauxita, que tem 
uma participação destacada na pauta de ex-
portações do país. A BAUXITA é utilizada so-
bretudo para a produção de:
a) material de construção utilizado em viadu-
tos e pontes.
b) estanho metálico.
c) filamento para lâmpadas.
d) material para computadores.
e) alumínio.
 2. Essas unidades geológicas são regiões mui-
to antigas, estáveis, do ponto de vista tec-
tônico, e compostas por rochas ígneas e se-
dimentares metamorfizadas, que afloram e 
geralmente exibem marcas de deformações 
pretéritas. A maioria dessas rochas tem uma 
idade pré-cambriana. A descrição acima re-
fere-se aos(às): 
a) estratos concordantes de rochas sedimenta-
res metamorfizadas. 
b) escudos continentais. 
c) arcos insulares antigos. 
d) estruturas tectônicas alpinas. 
e) plataformas sedimentares. 
 3. Sobre as grandes estruturas geológicas da 
Terra, estão CORRETAS as afirmações: 
I. Os Escudos Cristalinos são dobramentos 
antigos, surgidos do entrechoque das 
massas continentais ancestrais. ( ) 
II. Tectonismo é a denominação geral para 
a ação sobre a crosta gerada pela pressão 
dos materiais do magma. ( ) 
III. As Bacias Sedimentares originaram-se do 
entrechoque de placas ocorrido no final 
do período Cretáceo e início do período 
terciário. ( ) 
IV. Nos dobramentos antigos (Escudos Cris-
talinos), concentram-se os vulcões ativos 
e extintos e também as grandes fraturas 
da crosta. ( ) 
a) I e II 
b) II e III 
c) I e III 
d) III e IV 
e) I e IV 
E.o. dissErtativo
 1. Explique a formação das bacias sedimentares. 
 2. Explique como se deu o processo de formação do carvão e do petróleo. 
 3. Analise a figura e o texto apresentados a seguir. 
Bacia Sedimentar do Paranám
2000
1000
0
 Pantanal
mato-grossense
 Rio
Paraná
Oceano
Terrenos cristalinos
Terrenos sedimentares
148
O perfil geológico anterior apresenta, dentre outras unidades geomorfológicas, o relevo da bacia 
do Paraná, o qual abrange rochas sedimentares, com idades desde o Devoniano até o Cretáceo, e 
rochas ígneas do Mesozoico.
ROSS, Jurandir Luciano Sanches. Os fundamentos da geografia da natureza. In: ROSS, J.L.S. 
(Org.). Geografia do Brasil. 2. ed. São Paulo: Edusp, 1998. p. 55; 63. [Adaptado]. 
Tendo em vista a ocorrência de solos mais férteis, originados do arcabouço geológico apresentado: 
a) indique e descreva a unidade de relevo associada. 
b) caracterize o tipo de rocha que deu origem a esses solos.
c) cite dois produtos agrícolas mais cultivados nesses solos. 
 4. O Estado do Rio de Janeiro apresenta, em seu litoral, um grande número de restingas: Maçambaba, 
Saquarema, Itaipu-Piratininga, lpanema-Leblon, Marapendi e Marambaia. 
Rio de Janeiro
Lagoa de
 Maricá
Lagoa de
Araruama
 Lagoa de
Jacarepaguá Niterói Lagoa de
Saquarema
 Praia de
Saquarema
 Lago R.
de Freitas Restinga de
 Marambaia
 Restinga de
 Marapendi
 Praia de
 Itaipu
 Restinga de
 Maçambaba
Fonte: docslide.com.brA formação de uma restinga está ligada a processos naturais de retificação da costa. 
Explique o processo de formação de uma restinga. 
 5. As rochas sedimentares constituem uma das grandes classes de rochas existentes na crosta terres-
tre. Em relação à sua formação e identificação, indique: 
a) Como ocorrem os seus processos de formação. 
b) Três tipos de rochas sedimentares. 
 6. (Fuvest)
COMPARTIMENTAÇÃO
DO RELEVO PAULISTA
m
IV III II I
Ri
o 
Pa
ra
ná
Oc
ea
no
 A
tlâ
nt
ic
o
AB
2000
1600
1200
800
400
FONTE: Ab’Saber, IPT, 1981.
(NO)B
A(SE)
a) Identifique as unidades geomorfológicas I, II, III e IV do Estado de São Paulo. 
b) Escolha uma dessas unidades e explique os processos de sua formação.
 7. (Fuvest) ...”Tudo murcha, pois a indústria extrativa (e não transformadora) de minerais não cos-
tuma deixar senão um rastro de pó e tristeza...”
Carlos Drummond de Andrade, em “O horizonte, a exaustão”
a) Caracterize duas áreas nas regiões Sul e Sudeste, quanto à natureza econômica da exploração e ao 
destino da produção mineral.
b) Explique duas consequências da atividade mineradora para o ambiente e a sociedade dessas áreas.
149
E.o. EnEm
 1. As plataformas ou crátons correspondem aos 
terrenos mais antigos e arrasados por mui-
tas fases de erosão. Apresentam uma grande 
complexidade litológica, prevalecendo as ro-
chas metamórficas muito antigas (pré-Cam-
briano Médio e Inferior). Também ocorrem 
rochas intrusivas antigas e resíduos de ro-
chas sedimentares. São três as áreas de pla-
taforma de crátons no Brasil: a das Guianas, 
a SulAmazônica e a do São Francisco. 
ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1998. 
As regiões cratônicas das Guianas e a Sul 
Amazônica têm como arcabouço geológico 
vastas extensões de escudos cristalinos, ri-
cos em minérios, que atraíram a ação de em-
presas nacionais e estrangeiras do setor de 
mineração e destacam-se pela sua história 
geológica por:
a) apresentarem áreas de intrusões graníticas, 
ricas em jazidas minerais (ferro, manganês).
b) corresponderem ao principal evento geológi-
co do Cenozoico no território brasileiro.
c) apresentarem áreas arrasadas pela erosão, 
que originaram a maior planície do país.
d) possuírem em sua extensão terrenos cristalinos 
ricos em reservas de petróleo e gás natural.
e) serem esculpidas pela ação do intemperismo 
físico, decorrente da variação de temperatura. 
 2. De repente, sente-se uma vibração que au-
menta rapidamente; lustres balançam, ob-
jetos se movem sozinhos e somos invadidos 
pela estranha sensação de medo do impre-
visto. Segundos parecem horas, poucos mi-
nutos são uma eternidade. Estamos sentindo 
os efeitos de um terremoto, um tipo de abalo 
sísmico. 
ASSAD, L. Os (não tão) imperceptíveis movimentos da 
Terra. ComCiência: Revista Eletrônica de Jornalismo 
Científico, no 117, abr. 2010. Disponível em: 
http:// comciencia.br. Acesso em: 2 mar. 2012. 
O fenômeno físico descrito no texto afeta in-
tensamente as populações que ocupam espa-
ços próximos às áreas de: 
a) alívio da tensão geológica. 
b) desgaste da erosão superficial. 
c) atuação do intemperismo químico. 
d) formação de aquíferos profundos. 
e) acúmulo de depósitos sedimentares. 
gaBarito
E.O. Teste I
1. C 2. D 3. B 4. D 5. B
6. A 7. A 8. D 9. A 10. E
E.O. Teste II
1. D 2. B 3. B 4. A 5. B
6. D 7. A 8. B 9. D 10. C
E.O. Teste III
1. E 2. B 3. A
E.O. Dissertativo
 1. Áreas baixas de deposição de sedimentos-
vindos de terrenos mais altos. 
 2. Combustíveis fósseis a partir da decomposi-
ção de animais marinhos - petróleo; e for-
mações vegetais - carvão mineral. 
 3. 
a) A maior unidade de relevo corresponde 
aos Planaltos e Chapadas da Bacia Sedi-
mentar do Paraná, superfície com altitu-
des entre 500 e 1000 metros conforme do 
perfil, onde predomina a erosão. A super-
fície apresenta colinas e as cordas apre-
sentam cuestas (frente íngreme, reverso 
com baixo declive e camadas de rochas 
inclinadas). 
b) Os solos mais férteis como a Terra Roxa 
originaram-se pelo intemperismo de ro-
chas vulcânicas (magmáticas ou ígneas 
extrusivas), como o basalto. 
c) Trata-se de uma região com agronegócio 
desenvolvido. Em São Paulo, predomina o 
cultivo de cana-de-açúcar. Em Mato Gros-
so do Sul, destaca-se a produção de soja. 
 4. A restinga e os cordões litorâneos de modo 
geral são formados por depósitos de sedi-
mentos marinhos por ação das ondas e das 
correntes marinhas. Enquanto a linha de 
praia se ajusta à elevação gradual do nível 
do mar, nas áreas mais deprimidas a água do 
mar penetra, formando lagunas. 
 5. 
a) Resultam da deposição de sedimentos ou 
detritos e rochas preexistentes, alterados 
por erosão. 
b) Arenito, calcário, turfa. 
150
 6. 
a) As unidades geomorfológicas do estado 
de São Paulo são: 
I. Planície Litorânea ou Costeira 
II. Planalto Atlântico 
III. Depressão Periférica 
IV. Planalto Ocidental Paulista 
b) Unidade I: a Planície Litorânea ou Costei-
ra teve seu processo de formação funda-
mentado na deposição de materiais (de-
tritos e sedimentos).
 Unidade II: o Planalto Atlântico apareceu 
devido ao soerguimento dos escudos cris-
talinos, no período Pré-Cambriano. 
 Unidade III: a Depressão Periférica foi 
esculpida, por erosão regressiva, prin-
cipalmente sobre sedimentos da borda 
da Bacia Sedimentar do Paraná (Planal-
to Ocidental Paulista), mas também em 
contato com o relevo de terrenos crista-
linos (Planalto Atlântico). Unidade IV: 
formou-se pela sobreposição de camadas 
de arenito e basalto, inclinadas de forma 
decrescente na direção ocidental.
 7. 
a) Vale do Tubarão SC - carvão mineral para 
consumo interno; Quadrilátero Ferrífero 
MG - Fe, Mn exportação consumo interno.
b) SC - poluição do Vale do Rio Tubarão
E.O. Enem
1. A 2. A
©
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Geomorfologia
Aulas 13 e 14
153
©
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ex
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Geomorfologia é a ciência que estuda as formas su-
perficiais dos relevos, a fim de determinar a origem e a 
evolução deles. 
A dinâmicA do relevo
A crosta terrestre está em constante processo de mo-
dificação. Todos os dias, os sismógrafos registram mais 
de mil pequenos abalos sísmicos que, em sua maioria, 
não são sentidos por nós, mas constituem uma prova da 
grande atividade no interior do planeta. 
É correto dividir os agentes modificadores do 
relevo terrestre em dois grandes grupos: os agentes 
estruturais (internos) e os agentes esculturais (ex-
ternos). 
Os estruturais, como o tectonismo, o vulcanismo 
e os abalos sísmicos, acontecem no interior da Terra e 
atuam de forma temporária e concentrada. 
Os esculturais, como o intemperismo, as águas cor-
rentes, o mar, o vento, os animais, o homem, modificam ex-
ternamente a crosta terrestre e atuam de forma constante. 
É o contínuo antagonismo das forças internas 
com as forças externas que moldam e modificam cons-
tantemente o relevo terrestre. 
Agentes internos
Os agentes internos, endógenos ou endodinâmicos 
estruturais, são responsáveis pela formação ou modi-
ficação da fisionomia do relevo. Esses agentes internos 
estão ligados ao movimento das placas tectônicas e aos 
fenômenos magmáticos. 
Teoria da tectônica de placas 
As duas principais explicações sobre a dinâmica do plane-
ta – a deriva continental e a teoria das correntes de con-
vecção – foram contestadas por cientistas em meados do 
século XX, provocando novas investigações com o objeti-
vo de encontrar mais evidências que comprovassem a pro-
posta de Wegener, ou seja, a teoria da deriva continental. 
O aprimoramentode equipamentos para locali-
zação de submarinos, quando a Segunda Guerra Mun-
dial terminou, possibilitou melhorar os mapas do fundo 
oceânico e localizar ambientes com forte atividade ge-
ológica, responsáveis pelo deslocamento de terras. Tal 
descoberta entrava em conflito com o modelo vigente 
que apresentava a litosfera como sendo uma crosta rí-
gida, fixa e contínua.
Tornou-se possível identificar que a litosfera é 
constituída por duas crostas: a oceânica e a continental, 
que se situam em blocos ou placas que permitem movi-
mentos verticais e laterais.
Assim nascia a Teoria da Tectônica de Placas rea-
firmando a teoria da deriva continental graças ao argu-
mento de que a litosfera (crosta continental e oceânica) 
está dividida em 12 placas tectônicas que flutuam sobre 
o manto, um substrato pastoso, às vezes mais fluido, 
que as movimenta. Essas placas não têm a mesma di-
mensão nem são fixas. Seus limites são, aproximada-
mente, determinados pela presença de linhas de forte 
atividade sísmica e vulcanismo.
Os limites dos continentes não coincidem neces-
sariamente com os limites das placas. O deslocamento 
dessas placas provoca várias deformações e fenômenos 
em seus contornos: surgimento de cadeias de monta-
nhosas, falhamentos, vulcanismos e terremotos. As áre-
as geologicamente instáveis da crosta terrestre, como 
os Andes, as Rochosas e o Himalaia, nada mais são do 
que locais onde ocorrem colisões ou seccionamentos 
de placas.
Ao se movimentarem na horizontal, as placas 
tectônicas podem se aproximar (movimentos conver-
gentes) ou se afastar (movimentos divergentes). Os 
movimentos convergentes correspondem ao choque 
de duas placas tectônicas que se movimentam uma no 
sentido da outra, como é o caso na Cordilheira dos An-
des, na América do Sul, a crosta oceânica situada na 
placa de Nazca, no oceano Pacífico, movimenta-se de 
encontro à crosta continental da placa Sul-Americana. 
A placa de Nazca, cuja densidade é maior e espessura 
menor em relação à placa Sul-americana, mergulha sob 
ela em direção ao manto – fenômeno denominado de 
subducção. Resultado: a crosta continental eleva-se, for-
mando uma cadeia de montanhas, a cordilheira. Como 
o manto encontra-se em temperaturas elevadas, a pla-
ca de Nazca funde-se à medida que afunda no manto, 
tornando-se parte dele e caracterizando uma região de 
destruição de placas.
154
Falha de Sto. André
Na falha de Sto. André, a Placa do Pacifico e a Norte-Americana
deslizam ao longo uma da outra - limite conservativo. Ocorrem
violentos sismos. Não há erupções vulcânicas.
Na Dorsal Médi-Atlântica, o material quente do manto sai pelo rifte,
originando crosta oceânica. A Placa Norte-Americana e a Euro-Asiática
afastam-se - limite divergente. A actividade vulcânica e sísmica é variável.
Crosta
continental
Litosfera
Divergente
Fossa
Conservativo
Direcção do movimento
Convergente
Indefinido Himalaias Planalto
do Tibete
A Placa de Nazca move-se em direcção à Sul-Americana - limire convergente.
A crosta oceânica, mais pesadam mergulha. Ocorrem violentos sismos,
erupções vulvânicas e formação de montanhas.
A Placa Indo-Australiana colide com a Europa-Asiática - limite convergente.
Os terrenos entre elas são erguidos, formando altas montanhas. Ocorrem
violentos sismos.
Fo
nt
e:
 p
ro
fe
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or
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ow
a.
w
eb
no
de
.c
om
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r/
ge
ol
og
ia
No movimento divergente, as placas tectônicas, ao se afastarem, formam regiões geradoras de placas. O 
caso principal desse evento é abertura do oceano Atlântico. O Brasil afasta-se do continente africano em média 
três centímetros ao ano. Razão disso? No meio do oceano Atlântico, no limite entre as placas Sul-Americana e 
Africana, há uma abertura na litosfera que faz o assoalho oceânico movimentar-se, fazendo com que o magma, ao 
se solidificar em função das temperaturas mais baixas do que a do interior da Terra, dê origem a uma nova placa. 
Como esse processo de ascensão de magma é constante, formam-se cadeias montanhosas submarinas, as Dorsais 
Meso-Oceânicas. Nesse caso, a Dorsal Mesoatlântica.
155
Placa
Norte
-Amer
icana
PlacaEuro-Asiática
Dorsal
Médio-Atlântica
Dorsal Meso-atlântica 
Ao observar um mapa-múndi físico, é possível 
constatar que a distribuição das cordilheiras e das áre-
as vulcânicas não é caótica ou puramente casual, pelo 
contrário, obedecem a uma determinada lógica. A maior 
parte das mais altas cadeias de montanhas do globo 
está posicionada nas bordas de placas, nos oceanos. 
Nelas encontram-se as fossas submarinas com 8,5 mil a 
11 mil metros de profundidade, as áreas mais profundas 
dos oceanos, praticamente encostadas nos continentes. 
As cadeias montanhosas submarinas, estão em meio 
aos oceanos, quase sempre na metade do caminho en-
tre um continente e outro, distribuídas longitudinalmen-
te – como meridianos –, cujos picos, às vezes, emergem 
formando ilhas vulcânicas. Razão de sua denominação: 
dorsais – de dorso, espinha – meso-oceânicas – no 
meio dos oceanos. 
A colisão das placas ou a compressão de suas bor-
das deram origem às grandes cordilheiras atuais – Mon-
tanhas Rochosas e Andes (no oeste das Américas), Alpes 
e Himalaia (no sul da Eurásia), Atlas (no norte da África) 
etc. A maioria das ilhas e arquipélagos representam frag-
mentos deixados para trás durante o deslocamento das 
placas. É o caso das Antilhas, da Nova Zelândia, do arqui-
pélago japonês e demais ilhas a leste da Ásia. 
vulcAnismo
É a atividade mediante a qual o material magmático, expulso do interior da Terra, alcança a superfície e dá origem 
ao relevo vulcânico, geralmente em forma de cone e de altura variável. Os materiais expelidos podem ser sólidos, lí-
quidos ou gasosos. Os assoalhos oceânicos, especialmente os das dorsais submarinas, concentram parte significativa 
dos vulcões do globo. Milha-
res de ilhas oceânicas forma-
ram-se em razão de atividade 
vulcânica. A principal região 
vulcânica da Terra é o anel 
de dobramentos que cerca 
o Oceano Pacífico, conheci-
do como Círculo de Fogo do 
Pacífico, da Cordilheira dos 
Andes às Filipinas, passando 
pela costa ocidental da Amé-
rica do Norte e pelo Japão, 
onde se encontram cerca de 
três quartos dos vulcões ati-
vos do mundo.
PLACA DO PACÍFICO
PLACA DE NAZCA
PLACA SUL-AMERICANA
PLACA AFRICANA
PLACA NORTE-AMERICANA
PLACA FILIPINA
PLACA EURASIÁTICA
PLACA INDIANA
PLACA ARÁBICA
PLACA INDIANA
PLACA INDIANA
Fo
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co
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Círculo de Fogo do Pacífico
156
tectonismo ou diAstrofismo
Os abalos sísmicos ou terremotos são movimentos na-
turais da crosta terrestre que se propagam por meio de 
vibrações e são percebidos de maneira direta pelas pes-
soas ou por meio de instrumentos especiais, os sismó-
grafos. Essa movimentação natural está relacionada: ao 
desmoronamento de camadas de rochas no interior da 
Terra – desmoronamentos internos –, às explosões in-
ternas ou à acomodação de materiais em razão do vazio 
após a expulsão do magma do interior – causas vulcâni-
cas –, ou, ainda, a causas tectônicas. Os abalos sísmicos 
relacionados ao tectonismo costumam ser os mais vio-
lentos. Há bastante coincidência entre a localização dos 
terremotos e as áreas vulcânicas e tectônicas, 42% do 
epicentro deles situam-se no Círculo de Fogo do Pacífico. 
A intensidade de um terremoto varia de acordo 
com a distância entre o local de origem do terremo-
to (hipocentro ou foco) e o local onde se manifesta na 
superfície (epicentro), além da heterogeneidade das ro-
chas. O epicentro é o ponto da superfícieterrestre verti-
cal ao foco de um terremoto. Quanto maior a distância 
entre o foco e o epicentro menor será a intensidade, 
bem como quanto mais resistentes as rochas menores 
serão os danos causados.
Os sismógrafos servem para medir a intensidade 
dos sismos baseando-se na classificação que os efeitos 
das ondas sísmicas podem provocar. Utilizam-se duas 
escalas para medir os terremotos: a Escala Richiter 
mede a quantidade de energia liberada em cada ter-
remoto, e a escala Mercalli classifica a intensidade do 
tremor a partir dos efeitos sentidos pelas pessoas, cons-
truções e natureza.
Ondas sísmicas
Epicentro
Hipocentro
Epirogênese 
São movimentos verticais que provocam o rebaixamento ou soerguimento da litosfera. A epirogênese não perturba 
significativamente a estrutura da crosta, mas pode causar arqueamentos, rebaixamentos ou falhas.
O Horst e a Graben são os dois principais tipos de falhamentos. 
Orogênese 
São movimentos horizontais que ocorrem nas zonas de contato entre placas tectônicas, afetando as rochas 
menos resistentes.
157
AbAlos sísmicos
São movimentos súbitos da crosta terrestre provocados pelo processo de vulcanismo, tectonismo, por acomodações 
geológicas ou desmoronamentos de camadas internas da Terra, que produzem ondas vibratórias que se espalham em 
todas as direções. Se manifestarem na superfície dos continentes, são chamados terremotos, se ocorrerem no fundo dos 
oceanos, são denominados de maremotos. 
O local exato onde o abalo sísmico tem origem é denominado hipocentro ou foco. O ponto da superfície 
situado diretamente acima do foco é denominado epicentro. Os principais locais de ocorrência de abalos sísmicos 
e o círculo de fogo do Pacífico, nos limites de placas tectônicas. 
158
Outro tipo de fenômeno relacionado com os abalos sísmicos, em particular com o maremoto, é a tsunami, 
fenômeno que provoca o aparecimento de ondas gigantes, longas e velocíssimas (900 km/h); podem atingir 50 
metros de altura e avançar quilômetros interior a dentro do continente. Um terremoto de nove graus na escala 
Richter,com epicentro no oceano Índico atingiu, em dezembro de 2004, o litoral de treze países, deixando um saldo 
de mortes superior a 200 mil pessoas. 
Mapa das zonas sísmicas
Vladivostok
Nordvik
Lanzhou
Wellington
180 ° 051 ° 021 ° 90° 06 ° 30° 0° 180 ° 150 ° 120 ° 90° 60° 30° 
180 ° 150 ° 120 ° 90° 60° 30° 0° 180 ° 150 ° 120 ° 90° 60° 30° 
0° 
30° 
30° 
60° 
90° 
60° 
60° 
90° 
30° 
0° 
30° 
60° 
Baixa
0 0,2 0,4 0,8 1,6 2,4 3,2 4,0 4,8 5,6
Média Alta Muito alta
Fonte: Global Seismic Hazard Program
Como se forma um tsunami
159
Agentes externos
O relevo terrestre encontra-se em permanente desen-
volvimento. Suas formas criadas por agentes internos 
estão constantemente sofrendo a ação dos chamados 
agentes externos do relevo, que realizam um trabalho 
de modelagem da paisagem terrestre. Esse trabalho é 
contínuo e incessante. As forças exógenas correspon-
dem à ação de agentes naturais, como águas correntes, 
ventos, mares, geleiras, seres vivos e outros. Apesar de 
essa atividade abranger toda a superfície terrestre, é 
fundamental entender que, além do trabalho específico 
de cada um deles, a participação de cada um difere bas-
tante de acordo com a área em que atuam. 
Há dois tipos básicos de desgaste e decompo-
sição do relevo, das rochas e dos solos, classificados 
como: intemperismo físico e intemperismo químico. O 
físico corresponde às transformações físicas, como a 
fragmentação, que posteriormente se depositará numa 
outra região. Em ambientes extremos, como desertos 
ou áreas congeladas, predomina o intemperismo físi-
co. Com as variações térmicas, os corpos dilatam-se e 
contraem-se em curtos períodos de tempo e acabam 
fragmentando-se, criando a possibilidade de transporte 
desses fragmentos pela ação dos ventos ou das águas, 
o que caracteriza a erosão. O intemperismo químico é 
caracterizado pela alteração química de rochas ou de 
solos em soluções aquosas. Apesar de naturalmente 
destilada, a água das chuvas não é pura. Há gases do ar 
dissolvidos nela. Entre eles, os mais importantes são o 
oxigênio e o gás carbônico, que, em contato com a água 
– notadamente o gás carbônico –, formam ácidos com 
ações corrosivas, alterando assim quimicamente os mi-
nerais que compõem as rochas e solos. O intemperismo 
químico ocorre em regiões com alto índice pluviométri-
co, como as regiões equatoriais, onde ocorrem chuvas 
mais intensas.
A ação biológica também compõe ações intem-
péricas. A ruptura de solos e rochas pela força das raízes 
de uma árvore compõe o intemperismo físico-biológico; 
as atividades orgânicas de bactérias e fungos, como na 
decomposição de animais ou vegetais, transformam 
quimicamente as rochas e os solos e caracterizam o in-
temperismo químico-biológico.
tipos de erosão
Eólica 
Pode ocorrer de duas maneiras: por deflação e por corrosão. No caso da deflação, o vento faz uma varredura de 
uma superfície e remove sedimentos soltos. Na corrosão, o vento é pesado e carregado de partículas em suspen-
são, por isso atua somente nas partes mais baixas, formando figuras em forma de “cogumelos” ou “taças”. A 
acumulação eólica, por sua vez, é responsável pela formação de dunas e de loess – sedimento fértil de coloração 
amarela. As dunas são montanhas de areia formadas pela ação do vento e aparecem em litorais, áreas continentais 
e desertos. As dunas litorâneas podem ser fixas ou móveis – podem até mesmo soterrar grandes extensões de terra, 
às vezes, cidades inteiras.
©
 jo
se
 m
ar
qu
es
 lo
pe
s/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Taça ou cálice, Ponta Grassa, Paraná 
160
Pluvial 
A chuva é um dos agentes erosivos mais ativos. Provoca enchentes e enxurradas. Dependendo do grau de intensi-
dade das águas das chuvas, ocorre erosão pluvial do tipo superficial, laminar, de sulcos e de ravinamento.
Ilustração esquemática do processo erosivo pluvial com foco para a formação de ravinas. 
Fluvial
A erosão fluvial favorece a formação de planícies e ilhas em foz do tipo delta. As correntes de água transportam 
materiais que são depositados em outros locais.
Grand Canyon é um exemplo de intemperismo físico com gênese fluvial.
Glacial 
É o trabalho de formação do relevo feito pelas geleiras. Ao descer de áreas mais altas para outras mais baixas, o 
gelo pode causar a abertura de vales normalmente chamados de fiordes.
161
Erosão marinha ou abrasão 
É o trabalho destrutivo ou construtivo como resultado da ação do mar. Bastante comum nos litorais de costas altas, 
é causado pela ação das ondas, que vão corroendo as bases e causando desabamentos. 
O trabalho de acumulação marinha leva à formação de restingas, recifes, tômbolos, lagunas, lagoas e praias 
– superfícies cobertas de areias e localizadas em costa baixa. O trabalho de destruição marinha provoca o surgi-
mento de barreiras e falésias.
Formação de falésias
Erosão acelerada 
É decorrente do agravamento dos processos naturais de erosão em razão do mau uso do solo, como o cultivo com 
técnicas inadequadas. Esse intemperismo é chamado de antrópico.
Erosão acelerada pela ação de mineradoras
unidAdes geomorfológicAs
Principais formas de relevo, relacionadas com a geomorfologia local
Planícies
Superfícies planas com até 100 metros de altitude, 
formadas por sedimentação entre planaltos, por 
exemplo, sem levar em conta a altimetria. 
Planaltos 
De origem cristalina ou sedimentar, são superfícies 
irregulares com mais de 300 metros de altitude, 
onde predomina o processo de erosão. 
162
Depressões 
Superfícies mais ou menos planas onde predomina o 
processo de erosão. Depressões relativas ficamacima 
do nível do mar e abaixo das regiões vizinhas. As de-
pressões absolutas ficam no interior dos continentes, 
abaixo do nível do mar. 
Montanhas 
Formadas do tectonismo ou do vulcanismo, são formas 
de relevo com as maiores altitudes do planeta. 
Serras 
São terrenos muito trabalhados pela erosão, cuja alti-
tude varia de 600 a 3,0 mil metros de altitude, são for-
madas por morros ou cadeia de morros pontiagudos de 
origem cristalina. 
Escarpas 
Terrenos muito íngremes com 100 a 800 metros de al-
titude, ocorrem na passagem de áreas baixas para um 
planalto. 
Tabuleiros 
Superfícies com 20 a 50 metros de altitude em conta-
to com o oceano, ocupam trechos do litoral nordestino 
brasileiro. Em geral têm o topo muito plano e declives 
abruptos na face voltada para o mar, formando as cha-
madas falésias ou barreiras. 
Chapadas 
Formações de origem sedimentar, constituídas por ca-
madas de arenito e com o topo aplainado. Encontram-
-se no Planalto Central: a Chapada do Araripe e a Cha-
pada do Apodi, no estado do Ceará. 
Cuestas 
Formas de relevo assimétricas constituídas por uma su-
cessão alternada de camadas, com diferentes resistên-
cias ao desgaste, com inclinação formando um declive 
suave no reverso e um corte abrupto ou íngreme na 
frente da cuesta. A Ibiapaba, microrregião do Ceará é 
um exemplo de cuesta. 
Inselbergue 
Denominação usada por Bornhardt para identificar as 
elevações ilhadas em clima semiárido. São como resídu-
os da pediplanação, semelhantes aos monodnocks, em 
climas áridos, quentes, semiáridos e úmidos. 
relevo submArino 
Dependendo da profundidade, o relevo submarino tem quatro partes:
163
Plataforma continental 
É a continuação submersa do continente. Geralmente rasa, não ultrapassa 200 metros de profundidade é rica 
em recursos naturais, como peixes e combustíveis fósseis.
Talude continental 
É uma queda abrupta que marca a passagem da plataforma continental para a região pelágica. 
Região pelágica 
Corresponde ao assoalho oceânico, com formações semelhantes às dos planaltos, das depressões e das cadeias 
montanhosas. Tem profundidade em torno de 1,0 mil a 5,0 mil metros. 
Região abissal 
São regiões com profundidades superiores a 5,0 mil metros, marcadas por densa escuridão, baixa temperatura e 
gigantesca pressão. É a menos conhecida das partes do relevo submarino. 
164
e.o. teste i
 1. 
 
a
b
c
epicentro
ruptura hipocentro
 ou foco
TEIXEIRA et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000.
Sobre a dinâmica geológica apresentada, é 
correto afirmar que se: 
a) observa a geração de um sismo por liberação 
de esforços em uma ruptura. 
b) evidenciam áreas de subducção com mergu-
lho de uma camada sobre a outra. 
c) percebem camadas que se comprimem e acu-
mulam energia no núcleo terrestre. 
d) destacam diferentes linhas de ruptura que 
propagam vibrações para a superfície.
e) ressalta uma zona de metaforfismo com de-
formação de rochas sedimentares químicas. 
 2. A dinâmica interna e a externa da Terra pro-
vocam modificações no relevo terrestre. São 
considerados, respectivamente, agentes mo-
deladores internos (endógenos) e externos 
(exógenos) da Terra: 
a) Erosão e intemperismo. 
b) Águas correntes e vulcanismo. 
c) Geleiras e vento. 
d) Vulcanismo e tectonismo. 
e) Tectonismo e intemperismo. 
 3. Analise as afirmativas abaixo sobre terremo-
tos e tsunamis no Chile. 
I. O terremoto de 8,2 graus na escala Ri-
chter que ocorreu no Chile em abril de 
2014 está associado à movimentação das 
placas tectônicas. 
II. Um terremoto de fundo oceânico na costa 
chilena é capaz de gerar um tsunami que, 
em sua propagação, pode atingir os paí-
ses localizados no Pacífico Leste.
III. Os terremotos chilenos são ocasionados 
por duas placas tectônicas em movimento 
divergente. 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 4. Ao processo de aumento do nível do mar, 
motivado por diminuição das áreas cobertas 
por geleiras, em face das fases de aqueci-
mento global, dá-se a denominação de: 
a) transgressão marinha. 
b) eustatismo negativo. 
c) glaciação. 
d) tectonismo.
 5. As lavas mais antigas estão justamente nas 
ilhas mais afastadas da Cadeia MédioA-
tlântica; por outro lado, as mais jovens são 
encontradas nas ilhas adjacentes à referi-
da Cadeia. Esta ocupa posição mediana no 
Atlântico, acompanhando paralelamente as 
sinuosidades da costa da África e da América 
do Sul. Portanto, o assoalho submarino está 
em processo de expansão. 
Esses dados mencionados apoiam a ideia de 
um importante modelo teórico empregado 
pela Geografia Física e pela Geologia. Qual 
alternativa contém esse modelo?
a) Uniformitarismo das cadeias oceânicas. 
b) Teoria da Tectônica Global. 
c) Modelo da Litosfera Quebradiça. 
d) Teoria do Quietismo Crustal. 
e) Migração dos Polos Geográficos. 
 6. Existem diversos agentes que modelam o re-
levo terrestre, provocando as modificações 
que ocorrem na crosta e as formas que as-
sumem essas alterações. Com base nisso, é 
correto dizer-se que: 
a) a crosta terrestre sofre modificações intensas 
através da ação das plantas, que é o mais deter-
minante aspecto para a formação dos relevos.
b) os elementos astronômicos, como a queda de 
meteoritos e meteoros, determinam definiti-
vamente a formação do relevo terrestre.
c) as águas correntes e seu trabalho fluvial não 
provocam modificações intensas no relevo, 
já que não representam agentes de erosão e 
sedimentação. 
d) a ação de manadas de gados, fruto da am-
bição desenfreada de pecuaristas, tem re-
presentado um forte modificador do relevo, 
visto que provoca alterações substanciais 
através do pisoteio massivo do gado e con-
figura-se como um grande desafio ao desen-
volvimento sustentável atual.
165
e) os movimentos tectônicos, que provocam 
dobras e falhas, são os mais duradouros e os 
que mais profundas alterações determinam 
nas paisagens. 
 7. 
1 - PERMIANO
225 milhões de anos
PANGÉIA
2 - TRIÁSSICO
200 milhões de anos
LAURÁSIA
GONDWANA
3 - JURÁSSICO
135 milhões de anos
4 - CRETÁCEO
65 milhões de anos
5 - QUATERNÁRIO
Presente
Legenda
Fraturas
DISPONÍVEL em: www.telescopionaescola.pro.br. Acesso em: 3 abr. 2014 (adaptado).
A partir da análise da imagem, o apareci-
mento da Dorsal Mesoatlântica está associa-
do ao(à):
a) separação da Pangeia a partir do período 
Permiano.
b) deslocamento de fraturas no período Triássico. 
c) afastamento da Europa no período Jurássico. 
d) formação do Atlântico Sul no período Cretáceo. 
e) constituição de orogêneses no período Qua-
ternário. 
 8. A superfície terrestre encontra-se em per-
manente evolução. Algumas mudanças que 
ocorrem são imperceptíveis de observação 
na escala temporal humana, enquanto outras 
podem ser facilmente verificadas, como a 
percebida no desenho esquemático a seguir. 
Observe-o.
Pelas características visualizadas, é CORRETO 
afirmar que essa encosta está submetida ao 
seguinte processo físico-geográfico:
a) erosão fluvial. 
b) movimento de massa lento. 
c) falhamento normal. 
d) desmoronamento. 
e) deslizamento. 
 9. Observe o mapa abaixo. 
 PLACA
NORTE-AMERICANA
 PLACA
PACÍFICA PLACA DO CARIBE 
 PLACA
EUROASIÁTICA
PLACA
DAS FILIPINAS
 PLACA AFRICANA 
 PLACA AUSTRALIANA
OU INDO-AUSTRALIANA
 PLACA
ANTÁRTICA 
 PLACA
SUL-AMERICANA 
 PLACA
DE NAZCA
 PLACA
DE COCOS
0 2400
km
N
Direção das placas
Limites das placas tectônicas
Grandes cadeias de montanhas
A partir do mapa, é CORRETO afirmar que: 
a) a divergência das Placas Sul-Americana e 
Africana é responsável pela expansão do

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