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MINERAIS
B I O Q U Í M I C A H U M A N A A P L I C A D A A N U T R I Ç Ã O
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
São compostos inorgânicos de grande importância para a nutrição humana  podem
ser encontrados na forma iônica, ligados na forma de sais ou como componentes de
compostos orgânicos (ex: fosfoproteínas, metaloenzimas, etc)
Podem ser divididas em MICROELEMENTOS E MACROELEMENTOS
MICROELEMENTOS classificados como
- OLIGOELEMENTOS: quantidades de ingestão variam de 1 a 100 mg/ dia
 Zinco, ferro, manganês, cobre e flúor
- ULTRATRAÇOS: quantidades requeridas a doses inferiores a 1 mg/ dia (em µg)
 Selênio, iodo, molibdênio, cromo, boro e cobalto
MACROELEMENTOS  minerais recomendados para adultos em níveis acima de
100 mg/ dia  Cálcio, Fósforo, magnésio, sódio, potássio, cloro e enxofre
S a recomendação é atendida pelo consumo de a.a sulfurados.
BIODISPONIBILIDADE
 Compreende absorção ou captação do nutriente pela mucosa intestinal, seu
transporte, assimilação celular e conversão em sua(s) forma(s) biologicamente
ativa(s);
 Proporção de nutrientes alimentares ingeridos que é
efetivamente absorvida e utilizada pelo organismo.
 O termo biodisponibilidade foi proposto pelo FDA (EUA), inicialmente para a
área de farmacologia com objetivo de estabelecer a proporção em que
determinada substância ativa era absorvida na forma farmacêutica
 Em 1980: começou a ser utilizado na área de nutrição
 A presença do nutriente no alimento não garantia sua utilização pelo organismo
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 Em 1997, na Conferência Internacional de Biodisponibilidade (HOLANDA):
- Proposto mnemônico para representar os fatores potenciais que afetam a
biodisponilidade
WEST & DE PEE (1997)
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 As interações podem ser:
- POSITIVAS: quando a presença de um nutriente é necessária para a ação metabólica de
outro
ex: Ferro x Vitamina C; Zinco x Vitamina A; Zinco e PTN
- NEGATIVAS: quando a presença de excesso de um determinado nutriente antagoniza as
ações normais de outro
o Competitivas: quando a forma química do mineral de mesma configuração eletrônica
resulta em antagonismos biológicos
ex: Zinco x Cobre
o Não competitivas: quando a deficiência ou excesso de um nutriente interfere na ação
biológica do outro
ex: Cálcio x Vitamina D
o Multielementos: quando a interação de um nutriente com o outro resulta em efeitos
negativos sobre um terceiro nutriente
ex: Fitato x Cálcio x Zinco
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Nível intraluminal
(depende do pH e 
presença de ligantes)
Ex: Ferro x Vitamina C
(interação positiva)
Fitato x Zinco
(interação negativa)
As interações podem acontecer:
Mucosa intestinal
Ex: Zinco x Cobre
Cálcio x Ferro
(competitiva)
Vitamina D x Cálcio
(não competitiva)
Nível de 
distribuição para 
tecidos
Ex: Cobre x Ferro
(não competitiva)
Nível metabólico
Ex: Selênio x Iodo
(não competitiva)
Excreção renal
Ex: Sódio x Cálcio
(negativa)
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
F
E
R
R
O
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
MACROMINERAIS: CÁLCIO 
 Mineral mais abundante no corpo humano (1,5% do peso corporal total)
 Ossos e dentes detêm 99% do cálcio  importância reserva orgânica
 Pode ser absorvido por transporte
Transcelular ativo (na porção proximal do duodeno): dependente de Vit. D e de
Calbindina (Ptn ligante de Ca) (obs: Estado Nutricional de Ca baixo)
Paracelular (principal fonte de absorção de Ca – quando o EN da Ca está +
 A concentração de Ca no plasma é regulada pelo sistema Vit. D – Paratormônio (PTH) :
quando a [ Ca ] cai, a glândula paratireoide secreta PTH que estimula conversão de 25-OH-
D3 a 25-(OH2)-D3 nos rins, que estimula a absorção de Ca no intestino (e com o PTH
aumenta a mobilização de Ca dos ossos e reabsorção nos túbulos renais.
 Excreção: suor, urina e fezes
MACROMINERAIS: CÁLCIO 
FUNÇÕES
Construção e manutenção de ossos e dentes;
Transporte através das membranas celulares;
 Liberação ou ativação de enzimas  coagulação sanguínea;
 Necessário p/ transmissão nervosa e regulação dos batimentos cardíacos 
...contração muscular
MACROMINERAIS: CÁLCIO 
FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DE CÁLCIO
AUMENTAM ABSORÇÃO:
- Adequação de Vit. D
- Aumento da massa da mucosa
- Deficiência de Ca
- Deficiência de P
- Gravidez
- Lactação
- Permeabilidade da mucosa
REDUZEM ABSORÇÃO:
- Deficiência de Vit. D
- Diminuição da massa da mucosa
- Menopausa
- Idade avançada
- Redução da acidez gástrica
- Aumento do trânsito intestinal
MACROMINERAIS: CÁLCIO 
MACROMINERAIS: CÁLCIO 
MACROMINERAIS: FÓSFORO
 O fósforo no fluido extracelular representa 1% do total de P do organismo;
 A maioria (70%) do P do plasma é constituinte de fosfolipídios orgânicos;
 Sais de fosfato inorgânico são formados em pH elevado. Logo, o meio ácido do
estômago (pH = 2) e da porção proximal do ID (pH = 5) desempenham papel
importante na biodisponibilidade do P inorgânico.
 Dietas vegetarianas – presença de fitato.
O ser humano não possui enzima para hidrolisar fitato.
O remolho do feijão pode ajudar a reduzir o teor de fitato , bem como a moagem de
grãos.
 O transporte de P através do intestino se dá por mecanismo ativo, dependente de
sódio
 Excreção: urina e fezes
MACROMINERAIS: FÓSFORO
FUNÇÕES
 Formação de ácido desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonuclueico (RNA),
adenosina trifosfato (ATP), creatina-fosfato, fosfoenolpiruvato, fosfolipídios e
constituintes inorgânicos dos ossos (ex: fosfato de cálcio amorfo e hidroxiapatita)
Diversas atividades enzimáticas são controladas por fosforilação e
desfosforilação de proteínas por quinases e fosfatases celulares
MACROMINERAIS: FÓSFORO
MACROMINERAIS: FÓSFORO
MACROMINERAIS: MAGNÉSIO
 Mg é o 2º elemento mais abundante no meio intracelular, depois do K;
 Cerca de 30% do Mg do soro está ligado a proteínas, enquanto que o restante
se encontra sob forma ionizável
 Sua absorção se dá no ID, primariamente.
 Mg é absorvido por transporte transcelular (fisiologicamente regulado) e
paracelular (dependente da [ Mg ] no lúmen
 Diversos fatores interferem na absorção de Mg: fósforo, fitato, cálcio, lipídios e
proteínas
 Excreção: urina
Obs: Rins são muito eficientes na conservação de Mg
MACROMINERAIS: MAGNÉSIO
FUNÇÕES
 Mg é cofator de mais de 300 sistemas enzimáticos
Indispensável ao metabolismo do ATP
Essencial: no metabolismo de utilização da glicose, síntese de lipídios, síntese de
proteínas, síntese de ácidos nucléicos, contração muscular, sistema de transporte
de membrana e segundo mensageiro celular
MACROMINERAIS: MAGNÉSIO
MACROMINERAIS: MAGNÉSIO
MACROMINERAIS: SÓDIO
Principal cátion do líquido extracelular
Principal forma de consumo é no sal de cozinha
MACROMINERAIS: SÓDIO
MACROMINERAIS: SÓDIO
 importante papel  preparo, industrialização e conservação de alimentos;
 ingerido diariamente  adição de iodo;
 cloreto de sódio  principal fonte  apenas 10% do total de sódio ingerido
está naturalmente presente nos alimentos
 Principais fontes  carnes, leite e ovos  temperos industrializados, molhos
prontos, sopas prontas, salgadinhos, biscoitos, enlatados, etc.
 Excesso  relacionado a perda óssea;
 Sal  maior fonte de cloro;
 Consumo máximo recomendado  5g/dia (1g de sal = 40% de sódio e 60% de
cloro).
MACROMINERAIS: SÓDIO
FUNÇÕES
1) Funções:
- regula volume compartimento extracelular e plasma  pressão sanguínea;
- condução de impulsos nervosos;
- controle contração muscular
- Controle da absorção de alguns nutrientes  cloro, aminoácidos, glicose e água
2) Absorção e excreção:
- intestino rins  sangue
- 90% excretado na urina + fezese suor
- Metabolismo renal controlado pela Aldosterona  ingestão maior de Na 
dimunui aldosterona  aumenta Na urinário
MACROMINERAIS: CLORO
 Cloreto: principal ânion dos líquidos extracelulares
Maior concentração: líquido cérebro-espinhal; suco gástrico e suco pancreático.
1) Funções:
- manutenção do equilíbrio hídrico e pressão osmótica;
- junto ao fosfato e sulfato – eq. ácido-base do organismo
- regulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona
2) Absorção e excreção:
- Absorção – intestino / excreção: urina e suor
3) Fontes:
- Carnes, frutos do mar e sal de cozinha
MACROMINERAIS: POTÁSSIO
 Potássio: principal cátion do líquido intracelular
1) Funções:
- Com o sódio: equilíbrio hídrico, osmótico e ácido-base;
- Com o cálcio: regulação atividade neuromuscular;
- Crescimento e manutenção da integridade celular;
- Necessário na formação de massa muscular.
- Participa da síntese de glicogênio e metabolismo de CHO.
2) Absorção e excreção:
- Absorção – intestino / excreção: urina e fezes
- Mecanismo de excreção controlado pela aldosterona  maior a concentração
de K  maior a secreção de aldosterona  maior a excreção de K
MACROMINERAIS: POTÁSSIO
Deficiência:
- Hipocalemia
- Causas: perdas excessivas pelo trato gastrintestinal, uso de diuréticos,
laxativos, vômitos constantes, anorexia, bulimia doença cardíaca.
- Sintomas: câimbras, fraqueza muscular, paralisia muscular, alteração do ritmo
cardíaco
4) Fontes: amplamente distribuído nos alimentos  frutas e verduras,
carnes e leites  deficiência rara em indivíduos saudáveis
MICROMINERAIS: FERRO
• É essencial para todas as formas vivas - componente essencial ou cofator de
enzimas e proteínas;
MICROMINERAIS: FERRO
• A passagem do Fe pelo enterócito envolve transporte do metal através de
barreiras importantes: membrana apical, translocação através do citossol e
liberação do ferro pela membrana basolateral  entra na circulação
• Via transporte transcelular (dependente de energia) controle a absorção do
Fe;
• O balanço normal do Fe é regulado por sua absorção intestinal
• O Fe inorgânico (não heme) é solubilizado e ionizado pelo suco gástrico,
reduzido a Fe2+ e quelado
• Substâncias como Ácido Ascórbico (vit. C) tem a capacidade de formar
quelados de baixo peso molecular; promove absorção de Ferro.
MICROMINERAIS: FERRO
• A absorção de Ferro
pode acontecer em
qualquer local do ID, mas
é mais eficiente no
duodeno;
• Ferro ferroso (ferro
heme) (Fe2+) é mais
solúvel que o ferro
férrico (ferro não heme)
(Fe3+)
MICROMINERAIS: FERRO
• FUNÇÕES
Formação dos glóbulos vermelhos Formação de purinas (ácido nucléico)
Transporte de O2 e CO2 Remoção de lipídios do sangue
Transferência de elétrons Destoxificação de drogas do fígado
Reações de oxidação – redução Produção de anticorpos
Produção de energia celular Síntese da carnitina (oxidação de ácidos graxos na 
mitocôndria)
Proteção ao sistema imunológico Síntese de DNA e divisão celular
Síntese do colágeno Síntese de tiroxina (T4) e triiodotironina (T3):
animais severamente anêmicos, por serem incapazes de 
fazer a termorregulação a baixas temperaturas, tornam-se 
hipotérmicos
MICROMINERAIS: FERRO
MICROMINERAIS: FERRO
DEFICIÊNCIA
o Gravidez: principal causa da anemia,
• – risco de partos prematuros;
• – morbidade e mortalidade neonatal;
o Crianças - carência
• – Limitado o desenvolvimento psicomotor e potencial intelectual
• – Menor resistência a infecções;
o Adulto – carência
• < capacidade física para o trabalho;
• < produtividade → consequência socioeconômicas
MICROMINERAIS: FERRO
 TOXICIDADE
• O excesso de ferro no organismo:
• •Absorção excessiva de ferro :
• – Hemocromatose hereditária (aumento dos estoques de ferro com danos aos
tecidos, particularmente no fígado).
• – Consumo excessivo (administração terapêutica prolongada em indivíduos
não-deficientes).
• – Alcoolismo crônico ou doença hepática crônica e, possivelmente,
insuficiência pancreática (aumento da absorção de ferro).
MICROMINERAIS: FERRO
MICROMINERAIS: ZINCO
FUNÇÕES
• Fator de transcrição genético (proteína “ dedo de zinco ou “ Zinc-finger”:
• Regulação genética:
 Promove uma dobra nos aminoácidos ao seu redor na transcrição do fator TFIIIA se liga
na sequência de DNA na região promotora do gene;
Sem Zn a transcrição do fator não poderia se ligar ao DNA e estimular a transcrição do gene.
Regulação do crescimento pelo Zn:
 Deficiência de Zn afeta a função do fator de crescimento tipo-insulina 1 (insulin-like growth
factor-1 ou IGF-1): medeia o efeito celular do hormônio do crescimento:
• Reduz receptores celulares de IGF-1 ativado por um fator de transcrição promotor específico
(Sp1), que contém uma região de "dedo de zinco" ligante de DNA
MICROMINERAIS: ZINCO
MICROMINERAIS: COBRE
FUNÇÕES
Metabolismo de Fe e Cu:
• Ceruloplasmina: Fe2+  Fe3+  transferrina  células;
• Anemia na deficiência severa de Cu, com reservas normais de Fe.
 Ossos e função vascular:
• Formação incompleta da matriz de colágeno nos ossos:
• Reduzida atividade da enzima lisil oxidase, que contém Cu. Requerida para a remoção do
grupo E-amino dos resíduos de lisil e hidroxilisil e a oxidação do carbono a aldeído elastina e
colágeno:
• A perda de atividade da lisil oxidase resulta numa baixa força e estabilidade do colágeno dos
ossos
MICROMINERAIS: COBRE
MICROMINERAIS: MANGANÊS
FUNÇÕES
• Mn e a formação de cartilagem
• Deficiência de Mn = redução na síntese de proteoglicanos , como o sulfato de 
condroitina: 
- Inibição da osteogênese endocondral na cartilagem epifesal de crescimento
MICROMINERAIS: MANGANÊS
TOXICIDADE
• Relativamente não-tóxicos quando consumidos na dieta.
• Toxidez: exposições acidentais/ contaminação ambiental.
 ZINCO (doses de 100-300 mg/dia (6 a 20X RDA)
• anemia e neutropenia; função imune comprometida e redução nos níveis de HDL-C. Consumos 
extremamente altos: vômito, dor epigástrica, letargia e fadiga.
 COBRE:
• Excede a capacidade do fígado de ligar e sequestrar Cu
• Desconforto gástrico (doses ~5mg/dia)
• Fraqueza, desatenção e anorexia (fases iniciais): coma, necrose hepática, colapso vascular e morte.
 MANGANÊS
• Mineral menos tóxico; Emissão industrial e de automóveis; Desordens pancreáticas e neurológicas
MICROMINERAIS: 
ZINCO/ COBRE/ MANGANÊS
 DEFICIÊNCIA
 Zinco: 
• Alto consumo de fitato e baixo de carne
• Perda de apetite, baixo crescimento, alopecia, disfunção imune, hipogonadismo, baixa capacidade de 
cicatrização e de acuidade do paladar.
 Cobre:
• eficiência severa alimentar ou genética
• Animais: anemia, defeitos no esqueleto, aumento cardíaco, pigmentação alterada, falhas reprodutivas, 
baixa elasticidade da aorta e neutropenia.
• Humanos: batimento cardíaco irregular e baixa utilização da glicose deficiência menos severa
 Manganês: 
• Crescimento reduzido, ossos anormais, baixa tolerância a glicose , baixa reprodutividade e má 
formação de filhotes de animais.
MICROMINERAIS: 
ZINCO/ COBRE/ MANGANÊS
MICROMINERAIS: FLÚOR
• O flúor tem alta afinidade pelo cálcio, o que faz que 99% do flúor do 
organismo esteja fortemente ligado aos tecidos calcificados.
 FUNÇÕES
• Desempenha papel importante na prevenção e reversão do progresso das 
cáries dentárias. 
• Tem ainda a propriedade de estimular a formação óssea e, por isso, apresenta 
potencial na prevenção e tratamento da osteoporose.
MICROMINERAIS: FLÚOR
DIGESTÃO,ABSORÇÃO, METABOLISMO E EXCREÇÃO
• Mais de 80% do flúor ingerido na dieta é absorvido.
• Pode ser reduzida para 50 a 70%, na presençade altas concentrações de cálcio
e de outros cátions que formam compostos insolúveis com o flúor.
• A maioria do flúor que deixa o estômago é absorvida na porção proximal do
intestino delgado por difusão.
• Principal via de excreção : urina.
• Em meio ácido (pH = 4,0): ácido (HF), que é altamente reabsorvido.
• Em meio alcalino (pH = 7,4): forma iônica (F -) para a qual a membrana do
epitélio tubular é virtualmente impermeável, aumentando sua excreção urinária
MICROMINERAIS: FLÚOR
FLÚOR E CÁRIE
a) Redução da solubilidade em ácido do esmalte do dente.
b) Promoção da remineralização das lesões incipientes no esmalte do dente
causadas pela ação das bactérias formadoras de placas.
c) Redução na saída de minerais da superfície do esmalte dos dentes, pela
indução da precipitação da hidroxiapatita pelo flúor, formando
fluoroidroxiapatita.
d) Inibição de enzimas bacterianas, limitando a captação de glicose e a produção
de ácido que ataca o esmalte do dente
MICROMINERAIS: FLÚOR
FONTES ALIMENTARES
• A concentração de flúor na maioria dos alimentos é inferior a 0,05 mg/100 g, com exceção da
água fluoretada (0,7 a 1,2 mg/L), bebidas e fórmulas infantis feitas ou reconstituídas com água
fluoretada, além de chás (0,1 a 0,6 mg/100 mL) e alguns peixes marinhos (0,01 a 2,7 mg/100 g).
• A obrigatoriedade da fluoretação da água de consumo público no Brasil foi instituída pela Lei
6.050, de 24 de maio de 1974, e regulamentada pela Portaria 635, de 26 de dezembro de 1975.
• Outras fontes não alimentares: suplementos e produtos dentários fluorados, como os cremes
dentais, especialmente quando deglutidos por crianças.
• A contribuição da escovação com produtos fluorados pode chegar a 0,6 mg/dia. Os produtos
dentifrícios e enxaguatórios bucais devem atender à Portaria nº 22, de 20 de dezembro de
1989, do MS, quanto aos compostos de flúor e suas concentrações permitidos.
FUNÇÕES
Função antioxidante
Participação na conversão de T4 em T3
Proteção contra ação nociva de metais pesados e xenobióticos
Prevenção de doenças crônicas não transmissíveis
Aumento da resistência no sistema imunológico
Fertilidade masculina
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
SELÊNIO
ABSORÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E EXCREÇÃO
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
SELÊNIO
FONTES ALIMENTARES
• Vísceras e frutos do mar contêm cerca de
40 a 150 µg/100 g desse mineral;
• carnes vermelhas, e 10 a 40 µg/100 g; grão e
cereais, de 10 a 80 µg/100 g;
• produtos lácteos, de 10 a 30 µg/100 g; e
frutas e hortaliças, menos de 10 µg/100 g.
• A castanha-do-pará contém cerca de 1.200
µg/100 g (12 µg/g), sendo uma das maiores
fontes de selênio na alimentação.
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
SELÊNIO
TOXICIDADE
Graves distúrbios gastrintestinais
Gosto metálico na boca
Odor de alho exalado pelas vias respiratórias
Distúrbios neurológicos
Síndrome do estresse respiratório
Infarto do miocárdio
Falência renal
Morte 
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
SELÊNIO
DEFICIÊNCIA
o grupos vulneráveis: pacientes submetidos à NPT por período > 20 dias; enfermos
de DCNT; pacientes com AIDS, Hepatite C, Hanseníase; portadores de doenças
do TGI; fumantes; idosos; gestantes e lactantes; crianças de 2 – 10 anos e
adolescentes do sexo feminino; populações que habitam regiões com solo pobre
em selênio)
o Doença de Keshan: cardiomiopatia endêmica (causa ambiental)
o Doença de Kashin-Beck: osteartrite endêmica (degeneração e necrose de
cartilagem do tecido ósseo)
o Doença de Alzheimer: perda progressiva de memória e cognição  emaranhado
de neurofibrilas  perdas sinápticas
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
SELÊNIO
BIODISPONIBILIDADE, CONSUMO E EXCREÇÃO
• O selênio da dieta é de alta biodisponibilidade: 84% (selenito) e 98%
(selenometionina).
• Selenometionina é transportada ativamente pelo mesmo sistema que transporta
metionina.
• A ingestão de selênio varia amplamente com o conteúdo de selênio no solo, onde os
alimentos são produzidos.
• Excreção urinária de selênio : metaneselenol, íons trimetilselenônio e dimetilselenito.
• Tanto a dose quanto o estado nutricional de selênio do animal influencia a forma e a
quantidade de selênio excretado na urina.
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
SELÊNIO
• O corpo humano contém de 15 a 20 mg de iodo, dos quais 70 a 80% estão na
glândula tireóide.
• A função nutricional primordial do iodo é como componente dos hormônios
da tireóide, tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), representando 65% do T4 e
59% do T3.
• Os hormônios da tireóide são essenciais aos mamíferos, por regularem a taxa
metabólica, calorigênese, termorregulação, crescimento, desenvolvimento de
diversos órgãos, síntese protéica e atividade enzimática.
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
IODO
ABSORÇÃO, METABOLISMO E EXCREÇÃO
• Em condições normais, a absorção do iodo é de cerca de 90%.
• O iodato é reduzido a iodeto antes de ser absorvido.
• O iodeto é captado principalmente pela glândula tireóide e rins.
• Um transportador na membrana basal da tireóide é responsável pela transferência de iodeto da
circulação e sua concentração na glândula em cerca de 20 a 50 vezes a do plasma.
• Síntese do hormônio da tireóide:
• Tiroglobulina + iodo = diiodotirosina e monoidotirosina.
• A enzima tiroperoxidase, então, catalisa a associação de duas moléculas de diiodotirosina, formando
tetraiodotironina ou tiroxina (T4).
• Uma associação similar entre diiodotirosina e monoidotirosina produz triiodotironina (T3).
• Dois terços do iodo são mantidos na forma dos precursores inativos, diiodotirosina e
monoidotirosina, que são retirados da fração protéica por uma deiodinase específica e reciclados
dentro da glândula tireóide, conservando o iodo no organismo.
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
IODO
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
IODO
 FONTES ALIMENTARES
• O conteúdo de iodo dos alimentos é geralmente baixo e dependente do seu conteúdo no
solo.
• Alimentos de origem marinha apresentam maior concentração de iodo, por concentrarem o
iodo proveniente do mar.
• Alimentos processados também podem apresentar maiores teores em função da adição de sal
iodado.
• A iodação do sal de cozinha é obrigatória no Brasil. A Lei nº 1944, de 14 de agosto de 1953,
instituiu a obrigatoriedade da adição de iodo no sal destinado ao consumo humano, na
proporção de 10 mg de iodato de potássio por kg de sal.
• Em 1974, passou a vigorar a Lei 6.150 e, em 1994, a Medida Provisória 672 deu nova redação à
Lei, quanto à proporção de iodo, por kg de sal, que passa a ser estabelecida pelo Ministério da
Saúde, tendo em vista a necessidade de iodação para o efetivo controle do bócio endêmico no
país
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
IODO
 DEFICIÊNCIA
MICROMINERAIS - ULTRATRAÇOS: 
IODO

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