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* * Concepções sobre região Latim regere – regione império romano – áreas que disputavam administração local No senso comum – localização e extensão de um fato ou fenômeno, ou limites mais ou menos habituais atribuídos a diversidade espacial “a região mais pobre”, “a região montanhosa”... Referencia a um conjunto de área onde há domínio de características que distinguem-nas Notemos - essa noção não se define sempre em relação aos mesmos critérios Outro sentido – unidade administrativa – hierarquia e controle dos Estados Empresas grandes tmb utilizam este recorte para gestão * * * * Sentido matemático => domínios de propriedade matemática ou Sentido biológico => regiões biológicas como região australiana, região neártica, etc * * Enfoque naturalista na geografia tradicional: Escola determinista: segundo Corrêa (1997, p. 184), foi definida como: uma porção da superfície terrestre identificada por uma específica combinação de elementos da natureza como, sobretudo, o clima, a vegetação e o relevo, combinação que vai se traduzir em uma específica paisagem natural: as áreas de cerrado e de floresta equatorial são exemplos de regiões naturais. Para aqueles geógrafos, a região natural constitui-se no recorte espacial mais relevante para os seus propósitos. Na geografia, sempre varia de acordo com a abordagem das correntes: * * Região no Possibilismo : Realidade física sobre a qual o pesquisador, ao analisar os fatores físicos e culturais de forma combinada, encontraria sua “real” configuração. Tal compreensão de região foi amplamente sustentada por Vidal de La Blache que tinha como método a observação, a comparação e a conclusão para encontrar os aspectos particulares que diferenciassem uma região das demais porções do território. A nova concepção dificulta a generalização do conceito de região, uma vez que o próprio método induz a singularidades. sobre a concepção de La Blache: a região é agora entendida como o resultado de um longo processo de transformação da paisagem natural em paisagem cultural. O arranjo dos campos, o sistema agrícola e o habitat rural, mas também o dialeto e os costumes estão, entre outros, constituindo um conjunto integrado de traços culturais que definem um GÊNERO DE VIDA. Corrêa (1997, p. 185) * * Aspecto da “diferenciação de áreas”, foi sustentada também por Alfred Hettner, na Alemanha Richard Hartshorne, em sua obra clássica The nature of geography, de 1939 acreditava que o princípio da diversidade permite aos elementos combinados a figuração de uma área singular, jamais repetida. Entretanto, uma grande parte dos fenômenos observados pela geografia possui um caráter singular e uma localização única”. Em um tempo em que as disciplinas científicas tentavam encontrar regras universais, esse aspecto da singularidade sofreu muitas críticas nos anos que se seguiram – pelo positivismo lógico * * A geografia estava desafiada a explicar as dinâmicas espaciais e as novas paisagens provocadas pela expansão do capitalismo após a segunda guerra - Nova Geografia, ou “teorético quantitativa” região agora é um meio de análise e não mais uma finalidade conceitual a ser atingida. Assim, as possibilidades de regionalizar o espaço são inúmeras, dependendo das hipóteses que cada pesquisador persegue. Gomes (1996) lembra que a região tornou-se um modelo para a análise espacial – ANÁLISE REGIONAL – singularidade é desconsiderado Segundo Corrêa (1997, p. 186), “conceitualmente a região é uma classe de área, isto é, um conjunto de unidades de área, como os municípios, que apresenta grande uniformidade interna e grande diferença frente a outros conjuntos”. São os agrupamentos de dados estatísticos das mais diversas naturezas que possibilitam tal análise. Emergem desta tendência as chamadas “regiões homogêneas” e as “regiões funcionais”. * * regiões homogêneas são definidas a partir de áreas que apresentam características semelhantes em relação ao aspecto considerado pelo pesquisador geógrafo como densidade demográfica, tamanho de população, tipo de produção rural etc. regiões funcionais são definidas por variáveis associadas aos fluxos de diversas naturezas, como pessoas e mercadorias, e podem ainda determinar a influência de uma área sobre a outra. * * Após a intensificação da globalização econômica, ocorrida depois dos anos oitenta – mundo percebido de forma muito mais diversa e plural. incorporação do pluralismo conceitual que alcança todas as áreas do pensamento. Corrêa (1997) afirma que a economia mundial e a globalização econômica não geraram a homogeneização global mas ora ratificaram, ora retificaram as diferenças espaciais que já existiam. O capitalismo industrial, em realidade, criou, desfez e refez unidades regionais nos diferentes continentes. As que foram pouco ou nada afetadas passaram a constituir-se em ‘regiões de reserva’ que o futuro iria afetar. (CORRÊA, 1997, p. 189). * * relações capitalistas de produção abarcam cada vez mais espaços e induzem um determinado modo de produção e de sociedade, tornando o mundo cada vez mais articulado, mas também fragmentado. – conceito região - sustentado na ideia fundamental da “persistência da diferenciação de áreas”. na corrente de pensamento marxista é compreendida como: as relações capitalistas não se estabelecem com a mesma intensidade em todos os espaços e tampouco ao mesmo tempo. Logo, a diferenciação espacial é a síntese de um heterogêneo movimento de “destruição” e de recriação de distintas regiões.- as forças capitalistas, ao se expandirem por diferentes espaços e com diferentes ritmos/intensidades, encontram resistências locais para o seu pleno estabelecimento * * Corrêa (1986, p. 45), “a região pode ser vista como um resultado da lei do desenvolvimento desigual e combinado, caracterizada pela sua inserção na divisão nacional e internacional do trabalho e pela associação de relações de produção distintas”. concepção humanista que compreende a região como “espaço vivido”. Haesbaert (1986), ao analisar A região, espaço vivido, texto escrito por Armand Frémont e lançado em 1976, destaca a afirmação de que as regiões natural, administrativa e econômica eram bastante simplistas e que a região deveria considerar essencialmente a percepção das pessoas que vivem o espaço em questão. Na tese de Frémont, segundo Haesbaert (1986), a região é um espaço intermediário entre a nação e o lugar. * * A região integra os lugares vividos e forma uma espécie de estrutura própria, constituída pelas representações de seus habitantes e reconhecida pelos outros, os não habitantes da região, criando assim uma relação de identidade entre grupos sociais e os lugares específicos. a região também não possui limites rígidos e está em constante movimento de construção Enfim, os recortes regionais são diversos e as abordagens teóricas estão sempre em movimento. É importante destacar que a região constitui-se numa escala intermediária entre o global e o local, ou entre o nacional e o local.