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Feridas 
Profª. Viviane Nunes 
 
 Cuidar de feridas é um processo dinâmico, 
complexo, no qual o enfermeiro deve ter uma visão 
ampla e tem importante papel no seu 
desenvolvimento. 
 
 Não é apenas a realização do curativo 
 
Lesões de Pele / Feridas 
O que é uma ferida? 
 
Lesões de Pele / Feridas 
 Qualquer interrupção na continuidade da 
pele por rompimento de suas camadas de 
forma intencional (cirúrgica) ou acidental 
(trauma) 
 
 Impede o desempenho das funções básicas 
da pele 
 
 
 As feridas podem variar em espessura. 
podendo atingir desde a epiderme até 
estruturas mais profundas 
 
Ética x Tratamento de Feridas 
 Ética - tenta criar regras e normas de condutas 
para a atividade livre do ser humano, orientada 
pelos preceitos morais mais aceitos. 
 
 Quem são nossos pacientes? 
- Fragilizados com odores e secreções 
- Dor: física e na “alma” 
- Baixa auto-estima 
- Tratamento prolongado 
- Sequelas e complicações 
 
 
Moral x Ética no Tratamento de 
Feridas 
 Manifesta-se no uso e 
costumes do indivíduo e 
da sociedade 
 
 Aspectos práticos da 
vida do indivíduo e da 
sociedade 
 Caráter de norma de 
conduta 
Ética 
O tratamento de feridas requer da enfermagem uma postura 
bioética que seja condizente com a compreensão do ser 
humano como uma pessoa revestida de toda sua dignidade. 
Moral 
O Código Penal brasileiro destaca que 
crime culposo é aquele em que “o agente 
deu causa ao resultado por imprudência, 
negligência ou imperícia”. 
 Forma de agir 
sem a devida 
cautela, com 
precipitação ou 
insensatez 
 Inércia, inação, 
passividade, agir 
por indolência 
ou “preguiça 
mental” 
 Falta de conhe- 
cimento técnico 
da profissão 
Imperícia Imprudência Negligência 
Exemplo 
As lesões por úlcera por pressão muitas vezes 
podem estar associadas ao ato omisso e 
negligente do profissional que deixa de 
mobilizar o cliente no leito, quando este está 
impossibilitado, visto que é sabido que a 
pressão exercida sobre a pele e às estruturas 
ósseas, por tempo superior a duas horas, causa 
pressão externa ao corpo maior do que a 
pressão dos capilares, o que leva à isquemia. 
 
 Negligência lesão corporal 
Anamnese 
 
 Identificação da lesão 
- Tipos 
- Sistema de Avaliação 
 
 Patologias associadas 
 
 Fatores de risco complicações 
 
 As feridas podem ser classificadas de 
formas diferentes: 
 
◦ Etiologia 
◦ Maneira como foram produzidas 
◦ Grau de contaminação 
◦ Comprometimento tecidual. 
 
Classificação da ferida 
 Feridas Agudas: As feridas agudas, são originadas de 
cirurgias ou traumas e a reparação ocorre em tempo 
adequado, geralmente sem complicações 
 
Exemplos: incisão cirúrgica, queimaduras e abrasões. 
Etiologia 
Feridas Crônicas: As feridas crônicas, são aquelas que não 
são reparadas em tempo esperado e apresentam 
complicações 
 
Exemplos: Ulcera venosa, úlcera diabética, úlcera por pressão 
e lesões vegetantes malignas 
 
Etiologia 
 
◦ Incisas/cirúrgicas 
 
◦ Contusas 
 
◦ Lacerantes 
 
◦ Perfurantes 
 
 
 
 
◦ Venenosa 
 
◦ Iatrogênica 
 
Quanto ao Mecanismo de 
Lesão 
 
◦ São aquelas produzidas por um instrumento 
cortante. 
Feridas Incisas ou Cirúrgicas 
◦ São produzidas por objeto rombo e são 
caracterizadas por traumatismo das partes 
moles, hemorragia e edema. 
Feridas Contusas 
◦ São aquelas com margens irregulares como as 
produzidas por vidro ou arame farpado. 
 
Feridas Laceradas 
 Ferida traumática é a "lesão tecidual, 
causada por agente vulnerante que, 
atuando sobre qualquer superfície 
corporal, promove uma alteração na 
fisiologia tissular. As lesões 
traumáticas podem variar de simples 
escoriações a lesões amplas, que 
podem causar deformidades ou 
amputações. 
Feridas Traumáticas 
◦ São produzidas por picada de animais 
peçonhentos 
 
Ferida Venenosa 
◦ São lesões secundárias a procedimentos ou 
tratamentos como radioterapia, quimioterapia 
Ferida Iatrogênica 
 
•Dermatose inflamatória que atinge o 
períneo, região glútea, abdômen 
inferior e coxas, causada pelo contato 
de pele com fezes e urina em 
ambiente úmido, quente e fechado 
pela fralda. 
 
•É resultado da exposição crônica da 
pele à materiais urinários e fecais; 
Dermatite Associada à Incontinência 
- DAI 
 Ocorre um traumatismo 
tecidual causado pela 
remoção de fitas adesivas e 
curativos e podem levar à 
exacerbação da dor, 
aumento da tamanho da 
ferida e retardo na 
cicatrização; 
Feridas Causadas por Adesivos 
Quanto ao grau de contaminação, as feridas 
podem ser: 
 
 Limpas 
 
Limpas-contaminadas 
 
Contaminadas 
 
Sujas e infectadas. 
 
Classificação das Feridas 
 
◦ São as produzidas em ambiente cirúrgico, sendo 
que não foram abertos sistemas como o 
digestório, respiratório e genito-urinário. 
 
◦ A probabilidade da infecção da ferida é baixa, 
em torno de 1 a 5%. 
Feridas Limpas 
Também são conhecidas como potencialmente 
contaminadas; 
 
contaminação grosseira, por exemplo nas 
ocasionadas por faca de cozinha, ou nas situações 
cirúrgicas em que houve abertura dos sistemas 
contaminados descritos anteriormente. 
 
O risco de infecção é de 3 a 11%. 
 
Ferida Limpa-Contaminada 
Há reação inflamatória; 
 
Tiveram contato com material como terra, fezes, 
etc. 
 
 São consideradas contaminadas aquelas em que já 
se passou seis horas após o ato que resultou na 
ferida. 
 
O risco de infecção da ferida já atinge 10 a 17%. 
 
Ferida Contaminada 
◦ Apresenta sinais nítidos de infecção. 
 
Ferida Infectada 
Avaliando o 
portador de feridas 
Parâmetro Conteúdo 
M Measure (medida) Comprimento, largura, profundidade e 
área 
E Exudate (exsudato) Quantidade e qualidade 
A Appearence (aparência) Leito da ferida, tipo e quantidade de 
tecido 
S Suffering (dor) Tipo e intensidade de dor 
U Undermining 
(descolamento) 
Presença ou ausência 
R Re-avaluation 
(reavaliação) 
Monitorização periódica de todos os 
parâmetros 
E Edge (borda) Condição das bordas da ferida e da pele 
adjacente 
Sistema de Avaliação 
 O tamanho e o formato de uma ferida alternam-se 
durante o processo de cicatrização. 
 
 Forma de acompanhamento do processo de 
cicatrização. 
 
 Deve ser feita com regularidade (aguda / crônica) 
 
 Feridas agudas evoluem com maior rapidez e a medida 
deve ser feita a cada troca de cobertura. 
 
 
Medida (M) 
 Mensuração simples 
 
- Comprimento x largura 
- Método mais simples 
- Melhor utilização em cavidades pequenas 
 
Medida (M) 
 Profundidade 
 
Medida (M) 
 Varia de acordo com o processo de cicatrização 
 Deve-se avaliar: quantidade, qualidade e odor 
 O odor pode indicar processo infeccioso 
 Algumas coberturas podem produzir mau odor 
 
• Quantidade 
- mínimo 
- moderado 
- intenso 
• Qualidade (tipos) 
- Seroso 
- Sanguinolento 
- Purulento 
- Misto 
Exsudato (E) 
 Indicação do estágio de cicatrização alcançado 
ou de qualquer complicação presente 
 
 Podem ser classificadas como: 
- Com necrose 
- Com infecção 
- Com esfacelo / tecido desvitalizado 
- Com tecido de granulação 
- Com tecido de epitelização 
Aparência (A) 
 
 Feridas com necrose 
 
- Uma área detecido que se torna isquêmica 
durante algum tempo morrerá 
- Formação de crosta com cor preta ou marrom 
- Mascara o tamanho real da ferida, necessita 
intervenção para que essa ferida cicatrize 
 
Aparência (A) 
 Feridas com infecção 
 
- Sinais: dor, calor, edema, eritema e pus 
- Os sinais variam de acordo com o agente 
 
Aparência (A) 
 Feridas com esfacelo 
 
- Forma de fragmentos sobre a superfície da 
lesão, podendo cobrir grandes áreas 
- Composto de células mortas que se acumulam 
no exsudato 
- Com cor branca/amarela 
- Pode estar relacionado com o fim do estágio 
inflamatório do processo de cicatrização 
Aparência (A) 
 Feridas com tecido de granulação 
 
- Está relacionado com o estágio de restauração 
tissular 
- A cor da ferida é vermelha 
- As paredes dos vasos capilares são bem finas e 
facilmente lesadas – sangram com facilidade 
Aparência (A) 
 Feridas com tecido de epitelização 
 
- À medida que o epitélio nas bordas começa a se 
dividir rapidamente, a margem se torna 
ligeiramente elevada e adquire uma coloração 
azulada-rósea. 
Aparência (A) 
 No tratamento de feridas crônicas é 
necessário avaliação e controle da dor 
 O aumento da intensidade da dor pode ser 
um indicador de infecção 
 A remoção de coberturas e outras atividades 
de cuidado com a ferida pode causar dor 
 Utilizar escala da dor 
Dor (S) 
 Feridas com cavidades 
 Importante para identificar descolamento, 
fístula ou tunelização. 
 Utilização de cotonete estéril/swab com o 
objetivo de medir a extensão do 
descolamento 
 Facilita a determinação das condutas 
Descolamento (U) 
 
 Tem como objetivo verificar qualquer sinal de 
complicações e monitorar progressos 
 
 A frequência dessa conduta varia de acordo 
com o tipo de ferida, mas na maioria das 
feridas crônicas, elas devem ocorrer a cada 1-2 
semanas 
Reavaliação (R) 
 Avaliação das margens da ferida e a pele 
perilesional; 
 Fornece informações úteis referentes às 
condições da etiologia e da cicatrização; 
 
 Características (borda): 
- Plana/elevada 
- Regular/ irregular 
Borda ou Margem (E) 
Relembrando... 
Granulação 
 Epitelização 
Borda aderida 
Esfacelos 
Necrose 
Descolamento 
Largura 
Comprimento 
Processo de Cicatrização de 
Feridas 
Cicatrização 
 É um processo altamente complexo, dinâminco, 
sistêmico, caracterizado por uma série de eventos 
que tem por objetivo restaurar a ferida. 
 
 
 Primeira Intenção / Primária 
 Segunda Intenção / Secundária 
 Terceira Intenção / Tardia 
Tipos de Cicatrização 
 União primária 
 Ocorre quando as bordas da ferida são aproximadas – sutura 
 Perda mínima de tecido 
 São feridas assépticas – ausência de infecção 
 Edema mínimo 
 A formação de tecido de granulação não é visível 
 Baixa incidência de complicações 
Cicatrização: Primeira intenção 
 Granulação 
 Ocorre perda excessiva de tecido 
 Não pode ocorrer união das bordas 
 Presença de infecção 
 O processo de reparo, neste caso, é mais complicado 
e demorado 
 Período longo de cicatrização 
 
Cicatrização: Segunda intenção 
 
 O processo fisiológico de cicatrização é interrompido; 
 Deiscências; 
 Cicatrização primária + secundária 
 Caso uma ferida não tenha sido suturada inicialmente ou as 
suturas se romperam e a ferida tem que ser novamente 
suturada 
 Infecção de feridas cirúrgicas 
Cicatrização: Terceira intenção 
Fases da Cicatrização 
 Fase Inflamatória 
 Reação local 
 Promove migração e crescimento de células no local da 
ferida; 
 
 Fase de Reconstrução 
 Proliferação 
 Neoangiogênese e formação do tecido de granulação 
 Epitelização 
 Síntese da matriz extracelular (colágeno) 
 Contração da ferida (inicia no 5º ou 6º dia) 
 
 Fase da Epitelização 
 Ferida coberta por células epiteliais. Ferida fechada: 
começa no 2º dia. Ferida aberta: 1º é preenchida por 
tecido de granulação e depois de repitelização; 
Fase da Maturação 
• Fase da resistência da cicatrização; destruição do colágeno 
e substituido por novas fibras para aumentar a resistência 
do tecido e reduzir a espessura da cicatriz; 
Inflamatória  4 a 5 dias 
Reconstrutiva  7 a 24 dias 
Maturação  24 dias a 1 ano 
Fases da Cicatrização 
Inflamatória: caracterizada por dor, calor, rubor e 
tumor (edema); ocorre a ativação do sistema de 
coagulação, debridamento e defesa contra infecção, 
visando a restauração tecidual. 
 
Reconstrutora ou Proliferativa: predomina a 
atividade de mitose celular e a formação do tecido de 
granulação – angiogênese. 
 
Maturação ou Reparadora: ocorre a diminuição 
progressiva da vascularização e dos fibroblastos, 
aumento da força tênsil e reorientação das fibras de 
colágeno. 
 
Fases da Cicatrização 
Fatores Locais: 
 
• Tecido necrótico 
• Pressão, fricção e 
forças de cisalhamento 
• Exsudato 
• Ressecamento 
• Infecção da Ferida 
• Hematoma 
• Edema 
• Corpo estranho 
•Tabagismo 
• Medicamentos 
• Cobertura inadequada 
 
Fatores que interferem na Cicatrização 
Fatores Gerais: 
 
• Nutrição 
• Diabetes 
• Hipertensão 
•Infecção 
• Vascularização 
• Idade 
• Doenças crônicas 
 
 
 
DÚVIDAS???

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