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UNIÃO DE ENSINO SUPERIOR DE VIÇOSA FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DE VIÇOSA ENGENHARIA CIVIL JULIA APARECIDA DE OLIVEIRA- 8763 JULIANA DUARTE FERREIRA- 8598 LAURA ARAÚJO FREDERICO- 8886 ENG118 – HIDRÁULICA PRÁTICA I: MANOMETRIA - PIEZÔMETRO VIÇOSA MINAS GERAIS – BRASIL 2019 1. INTRODUÇÃO A Hidráulica pode ser definida como o ramo da Física que se dedica a estudar o comportamento dos fluidos em movimento e em repouso. É responsável pelo conhecimento das leis que regem o transporte, a conversão de energia, a regulação e o controle do fluido agindo sobre suas variáveis (pressão, vazão, temperatura, viscosidade, etc.). A manométrica é uma das técnicas utilizadas na medição da pressão, e envolve o uso de colunas de liquido verticais ou inclinadas. Os dispositivos para a medida da pressão baseadas nesta técnica são denominadas manômetros. Os tipos mais usuais de manômetros são o tubo piezométrico, o manômetro em U, o tubo de Bourdon e o tubo inclinado. 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 Manômetros O piezômetro, segundo Brunetti, Franco (2005), consiste na inserção de um tubo transparente na tubulação ou recipiente onde se quer medir a pressão. No qual o líquido subirá na coluna piezométrica a uma determinada altura, correspondente a pressão interna. A vantagem do tubo piezométrico é que ele é o dispositivo mais simples para a medição de pressão, entretanto, existem três defeitos que o tornam de uso limitado: 1. A altura h, para pressões elevadas e para líquidos de baixo peso específico, será muito alta. Logo, não sendo viável a instalação de um tubo de vidro com mais de 10m de altura, o piezômetro não pode, nesse caso, ser útil. Nota-se então que esse aparelho só serve para pequenas pressões. 2. Não se pode medir pressão de gases, pois eles escapam sem formar a coluna h. 3. Não se pode medir pressões efetivas negativas, pois nesse caso haverá entrada de ar para o reservatório, em vez de haver a formação de coluna h. Para superar alguns inconvenientes do tubo piezométrico, foi desenvolvido o tubo em U. O fluido que se encontra no tubo do manômetro é chamado de fluido manométrico. Para determinar a pressão em função das alturas das várias colunas aplicamos o Princípio de Pascal. Pelo princípio de Pascal, p2 = p3. Já o tubo inclinado é utilizado para medir pequenas variações de pressão. Uma perna do manômetro é inclinada de um ângulo e a leitura L é medida ao longo do tubo inclinado. Assim, para ângulos relativamente pequenos, a leitura diferencial ao longo do tubo inclinado pode ser feita mesmo que o diferencial de pressão seja pequeno. O manômetro de tubo inclinado é sempre utilizado para medir pequenas diferenças de pressão em sistemas que contém gases. Os tubos de Bourdon são tubos ocos com seção transversal de berílio, cobre ou aço, que possuem a forma de três quartos de um circulo. O principio de funcionamento consiste no fato de que a borda exterior da seção transversal possui uma superfície maior do que a porção interna. Quando a pressão é aplicada, a borda externa possui uma força total aplicada que é proporcionalmente maior devido á sua maior área de superfície, sendo que o diâmetro do circulo aumenta. Os tubos estão ancorados em uma das extremidades de forma que, quando a pressão é aplicada ao tubo, o elemento tende a permanecer em linha reta, de modo que a extremidade livre do tubo se movimenta. Esse movimento pode ser acoplado a um ponteiro, que quando calibrado, mostrara a pressão com uma linha no indicador de visão. 2.2 – Carneiro Hidráulico Aríete hidráulico, também conhecido como carneiro hidráulico, é maquina mista, com característica de geratriz e de operatriz, que funciona pelo movimento de agua através de válvulas, de modo que a única fonte de energia é a própria descarga e a altura da agua disponível na captação. O golpe de aríete é uma sobrepressão que ocorre em um liquido em escoamento, quando, por qualquer razão, a descarga é submetida a uma repentina variação ou mesmo impedida de se processar. A sobrepressao se transmite no próprio liquido, e deste as paredes do encanamento e ao equipamento a ele ligado. A instalação do carneiro hidráulico é muito usada em fazendas, sítios, granjas, para elevar agua a um reservatório para uso posterior, partindo do desnível existente em pequeno riacho ou filete de agua. 3. OBJETIVO O objetivo da aula prática é conhecer os manômetros, quais são os tipos, suas aplicações e como ele funciona. Demostrar e utilizar do dispositivo tubo piezômetro, para medir determinadas pressões. 4. MATERIAIS E MÉTODOS Os materiais utilizados para a aula prática foram: Uma Linha de tubulação de PVC; Duas válvulas borboleta Cinco piezômetros verticais simples de mangueira transparente; Duas caixas d’agua; Uma régua; Primeiro, abriu-se registro que libera a água para a linha de retorno (tubulação PVC) e após a estabilização da linha de retorno foi aferido com auxilio de uma régua as alturas das colunas d’agua nos piezômetros. Por fim, foram calculadas as pressões através das alturas medidas na prática, utilizando a respectiva fórmula listada abaixo: 𝑷 = 𝝆. 𝒈. 𝒉 P = Pressão ρ = Densidade do liquido g = aceleração da gravidade h = altura do liquido 5. RESULTADOS Coluna Altura do Liquido Densidade do liquido (kg/m³) Aceleração da gravidade (m/s²) Pressão (Pa) Tubo 1 0,379 1000 9,81 3713,09 Tubo 2 0,437 1000 9,81 4282,07 Tubo 3 0,4945 1000 9,81 4851,05 Tubo 4 0,5485 1000 9,81 5380,79 Tubo 5 0,6075 1000 9,81 5959,58 Tabela 1 – Resultado da altura e variação da pressão. Gráfico 1 – Relação entre a altura e variação de pressão. 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 Tubo 1 Tubo 2 Tubo 3 Tubo 4 Tubo 5 Altura x Variação da Pressão Pressão (Pa) (m) (Pa) 6. CONCLUSÃO A partir dos dados apresentados pelo ensaio, pode-se observar que, quanto maior a altura maior a pressão, sendo assim, diretamente proporcional a variação da pressão em relação a variação da altitude. 7. ANEXOS Figura 1 – Piezômetros verticais simples. Figura 2 – Caixa d’agua. Figura 3 – Caixa d’agua. Figura 4 – Linha de tubulação de PVC. 2 3 4 5 1 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRUNETTI, Franco, Mecânica dos Fluidos / 2ª Ed., São Paulo, SP: Pearson Prentice Hall, 2008, ISBN 9788576051824. MUNSON, B.R.; YOUNG, D.F.; OKIISHI, T.H. Fundamentos de Mecânica dos Fluidos. 4ª ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2004. WILLIAN, C. Dunn. Fundamentos de instrumentação industrial e controle de processos. São Paulo: Bookman, 2013. ENCICLOPEDIA Agricola Brasileira. Edição de Humberto de Campos. São Paulo: Universidade de São Paulo,1995.