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Ética e Legislação - Big Tech - Capítulo 2

Resumo do Capítulo II sobre disrupções digitais e plataformas do Vale do Silício, contrapondo Wall Street e Vale do Silício, analisando a concentração de dados, algoritmos e servidores, efeitos na solidariedade e propondo portabilidade de reputação e controles (identidade, pagamentos).

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Ética e Legislação
Aluno: Elizeu Lucas Moura Barboza			Matrícula: 2018010435
Professor: Felipe Araújo Castro
RESUMO – CAPÍTULO II
O autor inicia fazendo uma comparação entre a Wall Street com um policial mau que prega a escassez e a austeridade, e a Vale do Silício com um policial bom que celebra a abundância e a inovação, sendo que um não existe sem o outro. Havendo dois tipos de disrupções, a primeira foi quando as instituições culturais por falta de dinheiro, em vez de recorrer a patrocínios estatais, buscassem arrecadar recursos diretamente dos cidadãos, o segundo tipo de disrupção, é onde tudo está sendo digitalizado e conectado, com isso as instituições só podem inovar ou simplesmente morrer. Sendo que de algum modo fomos convencidos que a primeira disrupção não tinha nada a ver com a segunda.
As rupturas tecnológicas possuem origem em todos os campos, menos na tecnologia. Essas rupturas são viabilizadas pelas crises políticas e econômicas que se repercutem sobre nós, no mesmo instante que suas consequências afetam profundamente a maneira de como vivemos e nos relacionamos, sendo muito difícil preservar valores como solidariedade em um ambiente tecnológico que prospera com base na personalização e em experiências únicas e individuais, a ruptura da vida cotidiana se dá por forças bem mais malignas do que a digitalização ou a interconectividade.
Os empreendedores do setor tecnológico do Vale do Silício se consideram comprometidos com a solidariedade, a autonomia e a colaboração, esses humanitários ousados estão convencidos de que eles são os verdadeiros defensores dos fracos desvalidos, fazendo com que os tão malignos mercados levem benefícios materiais aos que estão relegados às margens da sociedade. O autor diz que talvez você ganhe cada vez menos que seu vizinho rico, porém tanto você quanto ele também pagam cada vez menos para ouvir música no Shopify, fazer pesquisas no Google ou assistir a vídeos engraçados no YouTube. Morozov ainda argumentar que alguns cidadãos poderiam talvez perceber que a escolha efetiva que se tem hoje não é entre o mercado e o Estado, e sim entre a política e a não política, é escolher entre um sistema desprovido de qualquer imaginação institucional e política e um sistema no qual as soluções explicitamente políticas, aquelas que podem questionar quem deve controlar o quê, e sob quais regras, continuam a fazer parte da discussão.
A regra de Varian diz que para prever o futuro, basta observa o que os ricos têm hoje, assumir que a classe média alcançará o mesmo padrão daqui a cinco anos, e os pobres, daqui a dez anos. Contudo o autor revela que esta regra requer uma correção importante: para prever o futuro, precisamos observar o que as companhias de petróleo e os bancos vêm fazendo nos últimos dois séculos e extrapolar isso para o Vale do Silício, o nosso novos provedor-padrão de infraestrutura de todos os serviços básicos.
Numa cultura fascinada pela inovação como a nossa que vive atrás de algo novo o tempo todo e com a transição para uma economia baseada conhecimento, a Uber com suas inovações como infraestrutura de identidade que deixa de fora os passageiros indesejáveis, infraestrutura de pagamento que facilita transações e um infraestrutura de sensores, que está incorporada com os celulares fazendo com que rastreia em tempo real tanto a localização do passageiro como a do motorista, essas atividades que eram consideradas periféricas pois elas estão apenas direcionando o fornecimento de serviços. Atualmente, o operador da plataforma, oferece o risco de fazer de reféns os provedores de serviços e os provedores de conteúdo, pois esse operador ao agregar todas essas atividades periféricas e facilitar a experiência do usuário, passa essas atividades da periferia para o centro. A Vale do Silício é onde várias plataformas estão localizadas, pois os principais elementos periféricos são os dados, os algoritmos e a capacidade dos servidores.
Para ter algum controle sobre as plataformas, precisa-se impedir que elas se apropriem de todos os elementos periféricos que restaram. O autor faz algumas propostas para controlar as plataformas como assegurar que possamos transferir a nossa reputação de uma plataforma para outra seria um bom começo, e também considerar outros aspectos, mais técnicos, do cenário emergente das plataformas, como a comprovação de identidade, passando por novos sistemas de pagamento, até sensores de geolocalização. As plataformas de uma maneira geral são parasitárias, pois elas não produzem nada por si mesmas, vivem a depender das relações sociais e econômicas já existentes.
A privacidade são um problema para o livre-comércio, pois os dados agora são um produto que se pode vender, alguns institutos de pesquisa que são financiados por empresas defendem um futuro que é extremamente sombrio e não importa o que façam para deixar a “solução” mais bonita, a verdade é que os cidadão não só perdem a privacidade, como as próprias tentativas de esconder algo serão tidas como ofensa ao livre-comércio ou como iniciativa de solapar a segurança nacional.

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