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A Unificação da Alemanha Um dos maiores conquistadores de toda a Europa, o imperador francês Napoleão Bonaparte foi responsável por uma grande divisão do continente em prol de seus interesses. Quando foi derrotado em 1815, as monarquias européias decidiram reunir o território Sacro Romano-Germânico, com o nome de Confederação Germânica. Napoleão Depois da queda de Napoleão, o processo de reorganização das monarquias européias deu origem à formação da Confederação Alemã. Tal confederação consistia em uma região formada por 39 estados independentes comprometidos a defenderem a soberania das monarquias dos estados participantes. Dentro desse aglomerado de monarquias, Áustria e Prúcia sobressaiam-se enquanto as mais influentes das nações da Confederação. Os Austríacos Por um lado, os austríacos tinham seu desenvolvimento econômico sustentado pelo seu forte setor agrícola. A Prússia De outro , a Prússia via no processo de unificação política dos estados confederados um importante passo para o desenvolvimento daquela região. Zollverein Buscando efetivar seu interesse, a Prússia criou uma zona aduana chamada de Zollverein, que aboliu as taxas alfandegárias entre as monarquias envolvidas no acordo. Alheia a esse processo de industrialização e unificação, a Áustria foi excluída do acordo. Prestigiando com o cargo de primeiro-ministro da Prúcia, o chanceler Otto Von Bismarck tomou a missão de promover o processo de unificação alemã. Em 1864, entrou em guerra contra a Dinamarca e assim conquistou territórios perdidos durante o Congresso de Viena. 1866 No ano de 1866, Bismarck entrou em conflito com a Áustria e, durante a Guerra das Sete Semanas, conseguiu dar um importante passo para a unificação com a criação da Confederação Alemã do Norte. Com isso, a Prúcia passou a deter maior influencia política entre os estados germânicos, isolando a Áustria. Com a deflagração de um desgaste político entre a França e a Prúcia, o governo de Bismarck tinha em mãos a última manobra que consolidou o triunfo unificador. Guerra Franco-Prussiana Com a vitória na Guerra Franco-Prussiana, em 1870, a Prússia conseguiu unificar a Alemanha. O rei Guilherme I foi coroado como kaiser (imperador) da Alemanha e considerado o líder máximo do II Reich Alemão. Conquistando na mesma guerra as regiões da Alsácia e da Lorena, ricas produtoras de minério, o império alemão viveu a rápida ascensão de sua economia. O processo de unificação da Alemanha, junto com o italiano, simbolizou um período de acirramento das disputas entre as economias européias. A partir do estabelecimento dessas novas potências econômicas, observamos uma tensão política gerada pelas disputas imperialistas responsáveis pela montagem do delicado cenário preparatório da Primeira e da Segunda Guerra Mundial. Consequências - Criação do II Reich na Alemanha (Império Alemão); - Desenvolvimento econômico e militar da Alemanha; - Crescimento do poder geopolítico da Alemanha na Europa; - Entrada da Alemanha na disputa por território no processo de neocolonização da África e Ásia, aumentando a disputa por territórios com o Reino Unido no final do século XIX. Este fato fez aumentar as tensões entre Alemanha e Reino Unido, um dos fatores desencadeantes da Primeira Guerra Mundial; - Formação da Tríplice Aliança em 1882, bloco político-militar composto por Áustria, Itália e Alemanha.