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PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO
CÓDIGO
PA 3 04 00002 0019
REVISÃO
E
RPBC
TÍTULO
INSPECAO EM VALVULAS DE SEGURANCA
APROVADOR
MI/IE
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Índice:
1) Objetivo do Procedimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 2
2) Definições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 2
3) Documentos de Referência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 5
4) Descrição do Procedimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 5
5) Requisitos de Segurança Necessários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 17
6) Relatórios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pg. 17
7) Anexos:
I) Lista de Verificação de Inspeção e Calibração de PSV’s . . . . . . . . . . . pg. 18
II) Dados Técnicos dos Fabricantes (Listagem orientativa) . . . . . . . . . . . pg. 19
III) Complemento Específico para serviços com HF (UGAV) . . . . . . . . . . pg. 23
IV) Guia geral para Inspeção e Calibração de PSV’s . . . . . . . . . . . . . . . pg. 24
V) Guia Geral para Inspeção e Calibração de PSV’s UGAV . . . . . . . . . pg. 25
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1) Objetivo do Procedimento:
Este procedimento estabelece parâmetros e métodos recomendados na inspeção e calibração de
válvulas para alívio de pressão. Estas válvulas são utilizadas na proteção de equipamentos que
operam com fluídos à pressão acima da atmosférica.
2) Definições:
2.1 - Válvula para Alívio de Pressão (Pressure Relief Valve):
Dispositivo automático de alívio de pressão, atuado pela pressão estática a montante da
válvula e que é projetado para fechar novamente e evitar o fluxo do fluído, depois que as
condições normais tiverem sido restabelecidas.
2.2 - Válvula de Segurança (Safety Valve):
Dispositivo automático de alívio de pressão acionado pela pressão estática à montante da
válvula. É caracterizado pela rápida abertura total, ou ação de disparo (pop). Essas válvulas
são, via de regra, fornecidas com a mola totalmente exposta, quando utilizadas para vapor
d’água. É utilizada para serviços com vapor, ar e gases em geral.
2.3 - Válvula de Alívio (Relief Valve):
Dispositivo automático de alívio de pressão acionado pela pressão estática a montante da
válvula, que abre proporcionalmente ao aumento de pressão acima da pressão de abertura.
Utilizada para serviços com líquidos.
2.4 - Válvula de Segurança e Alívio (Safety Relief Valve):
Dispositivo automático de alívio de pressão acionado pela pressão estática à montante da
válvula, adequado para operar com gás/vapor e líquido simultaneamente.
2.5 - Válvulas de Segurança e/ou Alívio Convencional (Convencional Safety Relief Valves):
São construídas de maneira que a variação na contrapressão à jusante (descarga) da válvula
afeta a pressão de abertura da mesma.
2.6 - Válvulas de Segurança e/ou Alívio Balanceada (Balanced Safety Relief Valves):
São válvulas que incorporam meios para minimizar o efeito da contrapressão por ocasião da
abertura. Normalmente possuem um fole, para este fim.
2.7 - Válvulas de Segurança e/ou Alívio Piloto Operadas (Pilot Operated Safety Relief
Valves)
Dispositivos automáticos em que a válvula principal para alívio de pressão está combinada e é
controlada por uma válvula auxiliar auto-operada (válvula piloto)
2.8 - Pressão de Projeto (Design Pressure):
Pressão usada no projeto de um vaso com o propósito de determinar a espessura mínima
permissível ou características físicas das diferentes partes do vaso.
2.9 - Pressão de Operação:
É a pressão de trabalho do processo em condições normais.
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2.10 - Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA):
É a máxima pressão de trabalho permitida para o equipamento na temperatura de projeto.
2.11 - Pressão de Abertura ou Ajuste (Set Pressure):
É a pressão na qual a válvula abre sob as condições de serviço.
2.12 - Pressão de Calibração (Cold Differential Test Pressure):
Pressão estática na entrada, na qual uma válvula é ajustada para abrir na bancada de teste.
Esta pressão de teste inclui correções para as condições de serviço, descritas abaixo:
• Contrapressão constante: diminuir o valor da contrapressão no caso de válvulas
convencionais.
• Temperatura: acrescer conforme tabelas dos fabricantes , em anexo.
2.13 - Sobre Pressão (Over Pressure):
Acréscimo de pressão acima da pressão de ajuste durante a descarga da válvula,
normalmente expresso em porcentagem da pressão de ajuste.
2.14 - Acúmulo:
Aumento da pressão acima da máxima pressão de trabalho permitida (PMTA) durante a
descarga da válvula. Coincide com a sobrepressão quando a pressão de ajuste da válvula for
igual a PMTA do equipamento protegido:
• ar e gases: 10% (seção VIII);
• vapor (linha): 10% (seção VIII);
• fogo: 21% (seção VIII);
• vapor e caldeira: 3% (seção I);
• líquidos : 25% (não codificado).
2.15 - Pressão de Alívio (Relief Pressure):
É a pressão de ajuste mais a sobrepressão, na qual a válvula está totalmente aberta.
2.16 - Pressão de Fechamento (Clossing Pressure):
É a pressão medida na entrada da válvula na qual o disco reassenta com a sede e não há
fluxo mensurável.
2.17 - Contra-Pressão (Back Pressure):
• Superimposta: Pressão existente na saída de uma válvula, devido à pressão do sistema de
descarga, podendo ser constante ou variável.
• Desenvolvida: É a contra-pressão existente na saída da válvula após sua abertura, causada
pelo fluxo do fluído na linha de descarga.
2.18 - Diferencial de Alívio (Blow Down):
É a diferença entre a pressão de abertura e fechamento, expressa em porcentagem da pressão
de abertura.
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2.19 - Pressão de Disparo (Popping Pressure):
É a pressão na qual ocorre a abertura rápida da válvula. Ela se aplica somente a válvula de
segurança ou de segurança e alívio que trabalham com fluídos compressíveis.
2.20 - Chiado (Simmer):
É o escape (vazamento de capacidade não mensurável) audível ou visível do fluído, entre o
bocal e o disco de vedação que pode ocorrer quando a pressão de operação estiver muito
próxima da pressão de fechamento.
2.21 - Estanqueidade (Leak Test Pressure):
É a avaliação ou vedação quantitativa dos vazamentos permissíveis em uma válvula de
segurança e/ou alívio.
2.22 - Vibração (Chattering):
É um movimento anormal das partes móveis de uma válvula no qual o disco de vedação bate
sucessivamente na sede do bocal, quando da sua abertura. Normalmente ocorre devido ao
superdimensionamento do bocal ou quando a vazão do fluído na tubulação de entrada for
inferior a capacidade da válvula. Pode ocorrer também se a perda de carga a montante da
válvula for maior que 3% da pressão de ajuste (instalações irregulares).
2.23 - Carga Sólida:
É a compressão da mola ao seu estado sólido, conforme descrito no item de teste de carga
sólida.
2.24 - Periodicidade de Inspeção:
O intervalo entre as inspeções das válvulas não deve exceder aquele necessário para manter
o equipamento em uma satisfatória condição de operação, considerando os seguintes itens:
2.24.1 - Histórico das condições físicas da válvula;
2.24.2 - Variação das condições operacionais do equipamento
2.24.3 - Resultado do teste de recepção2.24.4 - Recomendações dos fabricantes
2.24.5 - Normas ou entidades regulamentadoras, tais como: API -RP-510 e NR-13.
2.25 - Preparativos para Inspeção das Válvulas:
2.25.1 - Verificar os seguintes itens:
• Relatórios anteriores;
• Recomendações Prévias;
• Dados Operacionais atualizados;
• Funcionamento dos equipamentos de inspeção e proteção individual a serem
utilizados;
2.25.2 - Providenciar o resumo das informações coletadas, listagem das válvulas com a
pressão de calibração, formulários de inspeção para preenchimento no campo.
2.25.3 - Orientar a manutenção quanto aos cuidados no transporte e manuseio das
válvulas.
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2.26 - Preparativos da Bancada de Teste:
2.26.1 - As conexões devem estar limpas e desobstruídas.
2.26.2 - As válvulas de bloqueio devem fornecer estanqueidade e não apresentar
vazamentos por gaxetas.
2.26.3 - Devem ser utilizados dois manômetros para cada teste, sendo que:
• A pressão de teste deve situar-se entre 1/3 e 2/3 da escala dos manômetros;
• As divisões da escala devem ser de no máximo 5% da pressão de teste;
• A validade da aferição é de 3 meses.
3) Documentos de Referência:
∗ API-RP-576 (ed. 1992): Inspection of Pressure-Rilieving Devices
∗ N-2269 (ed. 1989): Verificação, calibração e teste de válvula de segurança e alívio
∗ Código ASME:
 Seção I - Caldeiras e Fornos (ed. 1992)
 Seção VIII - Vasos de Pressão de Processo (ed. 1992)
∗ API STANDARD 527 (ed. 1991): Vedação comercial de válvulas de segurança e/ou alívio com
assentamento metal/metal.
∗ Guia API para inspeção de equipamentos de refinaria, cap. XVI (ed. 1985) - Dispositivos
de Alívio de Pressão.
∗ Manuais dos fabricantes
∗ Recomendações Prévias de Inspeção das Válvulas de Segurança
∗ PA-3-04-00002-0065: Programa de Inspeção Preventiva para Equipamentos Estáticos
∗ PA-3-04-00002-0100: Padrões mínimos de MASSI – Inspeção de Equipamentos - Geral.
4) Descrição do Procedimento:
Primeiramente devem ser verificadas as Recomendações Prévias das válvulas a serem
inspecionadas.
4.1 - Remoção, Transporte e Instalação:
4.1.1 - O Inspetor de Equipamentos deve definir a retirada / instalação das válvulas de
acordo com a programação de inspeção.
4.1.2 - As válvulas e seus componentes devem ser manuseados cuidadosamente evitando-
se assim impacto, quedas e trepidação, que possam danificar os flanges e desajustar as
partes internas.
4.1.3 - O transporte das válvulas deve ser sempre na posição vertical e com os flanges
protegidos com discos de madeira.
4.1.4 - Qualquer anormalidade ocorrida durante o manuseio ou transporte deve ser de
conhecimento do Inspetor de Equipamentos. No caso de válvula já revisada, esta deverá
retornar a bancada de teste para nova aferição.
4.2 - Inspeção de campo:
Inspecionar visualmente as válvulas e as tubulações conectadas a estas quanto a
depósitos e/ou corrosão, anotando-se as condições encontradas.
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4.3 - Teste de Recepção:
4.3.1 - Verificar se a válvula está lacrada.
4.3.2 - Verificar o número de identificação da válvula. Caso não seja possível, separar a
válvula e avisar a supervisão.
4.3.3 - Antes da válvula ser instalada na bancada de teste, o Inspetor de Equipamentos
deve observar as conexões de entrada e saída, a fim de verificar a existência de depósitos
de produto e outras avarias.
4.3.4 - No caso da válvula se apresentar muito suja, dispensar o teste de recepção,
devendo a válvula ser aberta para inspeção e esta situação será registrada.
4.3.5 - O Inspetor de Equipamentos pode acompanhar o teste de recepção , registrando a
estanqueidade conforme o item 2 e a pressão de abertura, sem alterar a regulagem do anel
do bocal, ou seja, sem disparo (pop). Anotar outros detalhes que julgar conveniente.
4.3.6 - No caso de válvulas que trabalhem com fluídos compressíveis que possuam o anel
de alívio (blow down), não deve ser alterado de sua posição de operação.
Obs: Em válvulas de segurança (serviços em caldeiras), registrar a situação original dos
anéis superior e inferior (blow-down e bocal).
4.3.7 - Se a válvula vazar durante o teste anotar a pressão na qual isto acontece.
4.3.8 - Se a válvula não abrir a uma pressão 1,2 vezes a pressão de abertura, registrar e
solicitar a desmontagem da mesma.
4.3.9 - Caso a válvula em teste seja do tipo balanceada, realizar teste no fole com a válvula
montada. Se for detectado rompimento do fole e o produto puder causar CST ou
fragilização da mola, executar teste de carga sólida na mesma.
4.3.10 - Caso a válvula ao ser testada apresente valores de abertura e estanqueidade
dentro de tolerâncias, o Inspetor de Equipamentos pode dispensar a desmontagem desde
que esteja perfeitamente limpa sem indícios de avarias e apresente em seus registros bom
desempenho operacional. Para válvulas de alívio, verificar também a pressão de
fechamento.
4.3.11 - Após a desmontagem da válvula, todas as partes devem ser inspecionadas quanto
a depósitos de materiais que possam interferir no seu funcionamento normal.
4.4 - Inspeção após desmontagem e limpeza:
Após a desmontagem e limpeza dos componentes, o Inspetor de Equipamentos deve
executar a inspeção dos mesmos. A listagem abaixo é orientativa. Para componentes não
citados, assim como valores de tolerâncias e desgastes, devem ser consultadas as
Normas, guias internacionais e os manuais de instruções do fabricante (item 1). Todos os
reparos executados e condições físicas devem ser registrados.
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4.4.1 - Corpo, Castelo e Capuz:
• Verificar o estado quanto a corrosão e outras avarias;
• Verificar as condições de pintura externa / interna;
• Verificar as superfícies roscadas;
• Verificar as condições do sistema de acionamento manual do capuz (alavanca,
garfo, etc...)
4.4.2 - Bocal, disco de vedação e anéis de ajuste:
• Inspecionar as faces de vedação determinando a origem e as causas prováveis
das avarias;
• As áreas de vedação do bocal e do disco, devem estar dentro das dimensões
admissíveis, conforme orientação de cada fabricante;
• Verificar as superfícies roscadas e condições físicas dos componentes
4.4.3 - Mola:
• Inspecionar visualmente quanto às condições físicas;
• Proceder ao teste de paralelismo e perpendicularidade.
• Analisar a necessidade do teste de carga sólida:
a) Quando não houver registro de teste de mola nos últimos 10 anos.
b) Quando não houver resposta no teste de calibração
c) No caso de corrosão ou avarias localizadas na mola
d) No caso de exposição a produtos que possam CST ou fragilização da mola.
4.4.4 - Suportes e guia do disco:
• Verificar desgaste na área de guia;
• Verificar as superfícies roscadas;
• Verificar as folgas nas guias.
4.4.5 - Haste:
Inspecionar a parte cilíndrica e roscada quanto a corrosão, desgaste e empenamento.
4.4.6 - Parafusos, Plugues, Suportes da mola e Porcas:
Inspecionar as regiões roscadas e face de assentamento, quanto a corrosão e
desgaste.
4.4.7 - Fole:
• Inspecionar visualmente quanto a corrosão, deformações e outras avarias;
• Observar o teste do fole (desmontado).
4.4.8 - Juntas:
Recomendar a substituição conforme as especificações do fabricante.
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4.5 - Teste de Calibração:
Apósterem sido atendidas todas as recomendações, a válvula deve ser remontada para
teste.
4.5.1 - Válvulas de segurança e alívio que trabalham com gases:
a) Abaixar totalmente o anel do bocal. Para válvulas que possuem o anel do
diferencial de alívio (superior), este deve ser colocado tangente ao suporte do
disco ou acima.
b) Elevar lentamente a pressão até ocorrer a abertura da válvula (não haverá
disparo).
c) Verificar se o valor da pressão de abertura corresponde ao valor da pressão de
calibração.
 c1) Repetir o passo “b” com sucessivos ajustes da mola, até que a válvula abra na
pressão de calibração.
 c2) Em seguida, sem pressão na válvula, elevar o anel do bocal, até encostar no
suporte do disco e recuar (abaixar) 1 ou 2 dentes. Obs: Válvulas com pressão
de calibração acima de 350 psig devem possuir capuz que permitam a utilização
de um limitador mecânico da haste para evitar cursos longos, o que poderia
danificar as superfícies do bocal ou do disco. Neste caso encostar o limitador
no topo da haste e retornar 1,5 volta de rosca para possibilitar um pequeno
curso da haste. Após a calibração o limitador deve ser substituído por um
bujão.
d) Deve ser conseguido em dois disparos consecutivos, valores de pressão dentro
das tolerâncias da pressão de calibração.
e) Caso não se obtenha, após cinco disparos, valores de pressão dentro das
tolerâncias da pressão de calibração, a válvula deve ser desmontada, a fim de
sofrer nova manutenção.
f) Estando aprovada com relação a pressão de calibração, fazer teste de
estanqueidade.
g) Reposicionar o(s) anel(is) do bocal e do diferencial de alívio na posição indicada
pelo fabricante para as condições de trabalho, conforme o anexo II.
h) Verificar o aperto da contra porca do parafuso de ajuste da mola antes da
instalação do capuz.
i) Fazer teste de integridade quando a contra pressão for maior ou igual a 0,5
Kgf/cm2.
j) Liberar a válvula após a lacração do capuz e do(s) parafuso(s) de trava do(s)
anel(is).
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4.5.2 - Válvulas de Alívio que trabalham com líquido, mas que são testadas com ar:
Proceder conforme o item 4.5.1 para calibração. Caso no teste de vedação a válvula
apresente vazamento acima do permitido pela tabela 5.1.d, repetir o teste de vedação
com água conforme sequência abaixo:
a) Pressurizar até 90% da pressão de calibração;
b) Verificar com auxílio de uma lanterna vazamentos entre disco e bocal durante 1
minuto. Obs: não é permitido nenhum vazamento durante o tempo do teste.
4.5.3 - Válvulas de segurança para serviços em Caldeiras:
4.5.3.1 - Teste na Oficina (Pré-teste):
a) Abaixar totalmente o anel do bocal. Para válvulas que possuem o anel
diferencial de alívio (superior), este deve ser colocado tangente ao suporte
do disco ou acima.
b) Elevar lentamente a pressão até que ocorra a abertura da válvula (não
haverá disparo);
c) Verificar se o valor da pressão corresponde ao valor da pressão de
calibração:
 c1) Repetir o passe “b” com sucessivos ajustes da mola, até que o valor da
pressão de abertura esteja próxima a da pressão de calibração.
 c2) Em seguida, sem pressão no bocal (a montante), elevar o anel do bocal
até encostar no suporte do disco e recuar (abaixar) 1 ou 2 dentes. Nesta
condição proceder conforme o item seguinte.
 Obs: Para válvulas com pressão acima de 350 psig (set pressure), utilizar um
limitador mecânico na haste para evitar cursos longos, e com isto danificar
as superfícies do bocal ou do disco.
d) Estando aprovada com relação a pressão de calibração, fazer teste de
estanqueidade.
e) Reposicionar o(s) anel(is) do bocal e do diferencial de alívio na mesma
posição indicada pelo fabricante para as condições de trabalho, conforme o
anexo III.
4.5.3.2 - Teste no Campo (teste definitivo): Deve ser executado quando ocorrer
alguma das disposições dos itens 13.5.7 ou 13.5.8 da NR-13.
Para o teste utilizar o dispositivo de compensação para simulação da pressão de
abertura da válvula conforme o procedimento da firma executante do ensaio, caso
contrário seguir os itens abaixo:
a) Observar por ocasião da instalação das válvulas de segurança que o(s)
parafuso(s) de fixação do(s) anel(is) de regulagem tenham livre acesso, para
os devidos ajustes.
b) Nos testes de campo das válvulas de segurança, é recomendado a utilização
de rádio e apoio ao Inspetor de Equipamentos para verificação dos valores
de pressão.
c) Permitir para todas as válvulas de segurança do superaquecedor e do
tubulão, um máximo de 4 disparos. Se o comportamento da válvula após os
4 disparos não apresentar nenhuma repetibilidade apaga-se a caldeira e
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aguarda-se um período mínimo de 12 horas para que se faça nova série de
testes.
d) Sendo necessário ajustes na válvula, manter um intervalo entre disparos de
modo a permitir uma redução de pressão na caldeira de 70% da pressão de
calibração e a equalização da temperatura.
e) Após a abertura da válvula, calcular 4% desta pressão, que será a variação
máxima permitida para a pressão de fechamento.
f) Se a válvula de segurança atingir o valor da pressão de abertura dentro das
tolerâncias sem contudo apresentar sinal iminente de abertura (leves sopros
de vapor pela descarga), solicitar de imediato o abaixamento da pressão e
proceder ao ajuste da mola (aliviar a tensão).
 Obs: Este procedimento tem por objetivo poupar um disparo (pop), que significa
exigir menos do conjunto da caldeira e da própria válvula de segurança.
g) Se a válvula de segurança atingir o valor de pressão de abertura, dentro das
tolerâncias e houver indícios de que abrirá (sopros de vapor pela descarga),
permitir o acréscimo máximo de pressão conforme a tabela A.
I - Se não abrir, solicitar de imediato o abaixamento da pressão e proceder o
ajuste da mola (aliviar a tensão).
II - Se a válvula abrir, ajustar conforme orientação do fabricante o(s) anel(is)
superior e/ou inferior (subida ou descida de entalhes) caso se encontre fora
do item 4.5.3.2 letra e.
Tabela A: Tolerâncias da Pressão de Abertura
Pressão de Abertura Tolerâncias
Pressões até 70 psi (480 Kpa) ± 2 psi
Acima de 70 psi até 300 psi ± 3 psi
Acima de 300 psi até 1000 psi ± 10 psi
Acima de 1000 psi ± 1%
Obs: Esta tabela foi baseada no parágrafo 7.2.2 do Código ASME Seção I
h) Se a válvula de segurança atingir o valor da pressão de abertura dentro das
tolerâncias e houver indícios de que abrirá (sopros de vapor pela descarga),
permitir o acréscimo máximo de pressão conforme a tabela A. Se a válvula
abrir apresentando vibração (chaterring), deve-se proceder uma abertura
manual da válvula com a utilização de extensão para acionamento da
alavanca e executar o seguinte: Não alterar o anel superior (anel do
diferencial de alívio), porém, subir o anel inferior (anel do bocal) e repetir o
teste.
i) Se a válvula de segurança antes de antingir o valor da pressão de abertura
apresentar escape ou chiado muito acentuado, evitar que a válvula dispare
abaixando imediatamente a pressão da caldeira e proceder o seguinte
ajuste: elevar o anel inferior.
 Obs: Caso não se consiga evitar que a válvula dispare, verificar o diferencial de
alívio e a pressão de abertura, procedendo a ajustes se necessário.
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j) Se a válvula de segurança abrir abaixo das tolerâncias da pressão de
disparo, executar os seguintes ajustes:
 1° - Ajustar a mola(aumentar a tensão)
 2° - Ajustar conforme orientação do fabricante o(s) anel(is) superior e/ou inferior
(subida ou descida de entalhes) caso se encontre(m) fora do item 4.5.3.2
letra “e”.
k) Se a válvula de segurança atingir o valor da pressão de abertura dentro das
suas tolerâncias apresentando um fechamento fora dos limites estabelecidos
em 4.5.3.2 letra “e”, proceder o seguinte ajuste. Se o diferencial de alívio
estiver maior que 4%, elevar o anel superior (anel guia ou diferencial de
alívio) no sentido anti-horário (subindo) alguns dentes, e repetir a operação
até que se consiga o valor desejado de abertura. Se a válvula apresentar
descargas sucessivas, deve-se proceder uma abertura manual da mesma,
com a utilização de extensão para acionamento da alavanca e executar o
ajuste abaixo que se fizer necessário:
 1° - Subindo o anel guia, diminuiu-se o diferencial;
 2° - Abaixando o anel guia aumenta-se o diferencial;
 3° - Para válvulas de alta pressão é possível alterar o diferencial (pouco)
através do anel, levantando-o aumenta-se o diferencial; abaixando-o
diminui-se o diferencial
 Obs: Após as operações, verificar se não foi alterada a pressão de
calibração.
l) O ajuste de campo somente é realizado quando as posições indicadas pelo
fabricante não atenderem o usuário.
m) Proceder a liberação da válvula verificando:
1° - Aperto da porca do parafuso de ajuste da mola. Atenção: quando se
determinar a pressão de calibração, o aperto deve ser definitivo.
2° - Lacração do capuz e o(s) parafuso(s) de trava do(s) anel(is).
4.5.4 - Válvulas de Segurança Piloto Operadas:
a) Executar a calibração da válvula piloto em separado da válvula principal.
Normalmente essas válvulas possuem entrada específica para
pressurização do piloto, utilizada somente na calibração do mesmo.
b) Executar teste de estanqueidade do piloto:
 - com ar: duração de 1 minuto, vazamento max de 20 bolhas/min
 - com água: não se admite vazamentos
c) Estando aprovada a válvula piloto, pressurizar o conjunto pelo bocal de
entrada da válvula principal e elevar lentamente a pressão até que ocorra a
abertura total da válvula principal (disparo).
 Obs: As vezes, em bancada, torna-se necessário pressurizar em separado
piloto e válvula principal para evitar passagem constante por esta. Neste
caso pressuriza-se inicialmente o piloto para facilitar a vedação da válvula
principal.
d) Verificar se o valor da pressão de disparo corresponde ao valor da pressão
de calibração.
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e) Deve ser conseguido em dois disparos consecutivos, valores de pressão
dentro das tolerâncias da pressão de calibração.
f) Caso não se obtenha após 5 disparos, valores de pressão, dentro das
tolerâncias da pressão de calibração, a válvula deve ser desmontada.
g) Estando aprovada com relação a pressão de calibração, fazer teste de
estanqueidade da válvula principal.
h) Proceder a liberação da válvula verificando a lacração do capuz do piloto.
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4.6 - Teste de Vedação ou Estanqueidade:
4.6.1 - Para válvulas despressurizada, abaixar totalmente o anel do bocal e subir todo
diferencial de alívio, se existir:
a) Elevar gradualmente a pressão até 90% da pressão de calibração.
Obs: Para válvulas com pressão de calibração até 50 psig a pressão será mantida 5
psig abaixo desta.
b) Instalar dispositivo apropriado (bolhômetro) para o teste de estanqueidade
conforme croquis:
c) Tempo de pressurização: Antes de iniciar a contagem das bolhas, a pressão de
teste deve ser aplicada segundo a tabela abaixo:
Diâmetro do flange de entrada Tempo
Até 2” 1 minuto
de 2.1/2” até 4” 2 minutos
de 6” até 8” 5 minutos
d) O vazamento máximo permissível para válvulas de segurança e/ou alívio com
pressão de calibração até 1000 psig, deve ser de:
Tipo de válvula Orifício n° max bolhas/minuto
Convencional F e menores 40
G e maiores 20
Balanceada F e menores 50
G e maiores 30
Observações:
Tubo de 5/16” (7,9 mm) D.E. X
0,035” (0,89 mm) de parede.
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d1) Para valores de pressão de calibração acima de 1000 psig, consultar a fig.2 do
API STANDARD 527.
d2) Todas as aberturas interligadas com a descarga da válvula deverão ser
fechadas antes da contagem da taxa de bolhas. Isto inclui itens como: capuz,
furos para dreno, vent’s e linhas de interligação com a câmara interna da válvula
principal no caso de válvulas piloto operadas. Uma solução de água e sabão deve
ser aplicada às juntas secundárias para detectar qualquer escape de ar que não
seja aquele que está sendo medido.
d3) No teste de válvulas que trabalhem com fluídos letais e/ou tóxicos sem sistema
de proteção, o vazamento máximo permissível seguirá a orientação do órgão
operacional.
e) A válvula estará aprovada se atender aos requisitos de vazamento máximo
permissível do 4.6.1 item “d”. Reposicionar os anéis, conforme indicação do
fabricante.
f) Caso o número de bolhas por minuto seja superior ao relacionado no item 4.6.1 “d”
pode-se tentar os seguintes recursos:
f1) Dar um novo disparo (pop) na válvula de maneira a tentar assentar melhor o
conjunto.
f2) Dar pequenos giros na haste para procurar um melhor assentamento entre
as sedes do disco de vedação e do bocal. Cuidado, este procedimento pode
causar riscos nas regiões de assentamento e piorar o vazamento. Se persistir o
problema no teste de estanqueidade a válvula deve ser reaberta e o conjunto
bocal / disco novamente lapidado.
4.6.2 - Para Válvulas de Segurança (pré-teste) que trabalham em Caldeiras:
a) Abaixar totalmente o(s) anel(is) inferior(es) e elevar o anel(is) superior(es) a fim de
evitar um disparo acidental. Elevar gradualmente a pressão até 90% da pressão de
calibração.
b) Instalar uma placa de borracha no flange de descarga de maneira a vedar a
metade inferior, e colocar água no interior da válvula de segurança em um nível
que cubra o disco de vedação.
c) Se aparecerem bolhas na água a válvula está reprovada e deve ser novamente
aberta para manutenção.
Procedimento mais seguro:
1. Proceder como se fosse uma válvula convencional
2. Com massa de vedação, eliminar vazamento na guia com a haste do
suporte do disco.
3. Os outros passos são os mesmos para as válvulas convencionais.
4.7 - Teste de Integridade das Juntas:
Este teste é necessário para válvulas de segurança que trabalhem com contra pressão
acima de 0,5 Kgf/cm2 e possuam ou não fole.
4.7.1 - Após a calibração com a válvula na vertical, instalar capuz e conectar dispositivo no
bocal de descarga. Pressurizar com o valor da contra pressão ou 30#, o que for maior
entre eles.
4.7.2 - Com solução de água e sabão, verificar os vazamentos:
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a) Na junta do bocal com o corpo;
b) Na junta entre o corpo e o castelo;
c) No pino trava do anel (corpo) e plug de drenagem;
d) No caso de válvula convencional testar também a junta do capuz;
e) Plug roscado do castelo e alavanca se houver.
4.8 - Teste do Fole:
4.8.1 - Válido para válvulas balanceadas.
Testar o fole simultaneamentecom teste de integridade das juntas, verificando
vazamentos com solução de sabão nos seguintes pontos:
a) Furo roscado do castelo;
b) Na junta do capuz;
c) Junto ao eixo da alavanca de acionamento manual , se houver.
4.8.2 - Após a verificação destes itens, se nenhum vazamento for encontrado, o fole está
aprovado, caso contrário, substituir o fole e retornar ao item 4.5 para nova calibração.
4.9 - Teste de Carga Sólida:
a) Medir o comprimento da mola distendida sem carga.
b) Comprimir as espiras até 80% do espaço livre, que é a máxima deformação prevista no
projeto, conforme ASME. Obs: utilizar um dispositivo para proteção contra qualquer
rompimento da mola, que não impeça a visualização das espiras da mesma.
c) Com o a mola comprimida à 80% do espaço livre, não deve haver contato entre as
espiras.
d) Repetir a compressão mais duas vezes;
e) Com a mola distendida, aguardar 10 minutos para medir a deformação.
f) Rejeitar a mola se a deformação for maior do que 0,5 % do comprimento original:
% deformação = ( L inicial - L final ) x 100
 ---------------------------------
L inicial
4.10 - Teste de Paralelismo:
Colocar a mola na posição horizontal sobre uma mesa de desempeno. Todas as espiras
devem estar em contato com a mesa. Não se permite deformação (barriga) das espiras.
4.11 - Teste de Perpendicularidade:
Colocar a mola na posição vertical e verificar a sua perpendicularidade com o auxílio de um
goniômetro e esquadro. Tolerância máxima de 2 graus.
4.12 - Tolerâncias da Pressão de Calibração:
4.12.1 - Para válvulas de Segurança e/ou Alívio e Válvulas de Alívio:
O ASME VIII fixa as seguintes tolerâncias para a abertura da válvula:
Pressão de Calibração Tolerâncias
0 a 70 psig ( 0 a 4,92 Kgf/cm2 ) ± 2 psig ( 0,14 Kgf/cm2 )
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mais de 70 psig ± 3%
4.12.2 - Para Válvulas de Segurança (serviços em Caldeiras)
O ASME I fixa as seguintes tolerâncias para a abertura da válvula:
Pressão de Calibração Tolerâncias
Pressões até 70 psig (480 Kpa) ± 2 psig
de 70 psig até 300 psig ± 3 psig
de 300 psig até 1000 psig ± 10 psig
Acima de 1000 psig ± 1%
4.13 - Condições de Aceitação:
A válvula deverá estar em boas condições físicas e devidamente calibrada conforme os
padrões adotados nesta rotina.
5) Requisitos de Segurança Necessários:
5.1 - Requisitar permissão para trabalho
5.2 - Utilização de EPI’s básicos conforme procedimento PA-3-04-00002-0100, atendendo
também as exigências da PT ou PTT.
5.3 - Utilizar equipamentos à prova de explosão.
5.4 - Durante o teste de estanqueidade:
a) não ficar em frente ao bocal de descarga, principalmente durante e após a instalação do
bolhômetro;
b) fixar o bolhômetro ao flange através de massa de calafetar de forma a aliviar a pressão no
corpo em caso de uma abertura acidental da válvula.
6) Relatórios:
6.1 – Descrever as condições físicas encontradas dos componentes, recomendações, ensaios e
testes executados, resultados dos testes, reparos no Progeral conforme PA-3-04-00002-0066.
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Anexo I: Lista de Verificação de Inspeção e Calibração de PSV’s:
1) O que verificar antes da Inspeção ?
- Relatório anteriores;
- Recomendações Prévias;
- Lista(s) de parada(s);
- Listagem de válvulas;
- Dados técnicos atualizados;
- Número de identificação das válvulas;
- Lacre;
- Recepção;
- Pré-teste do fole.
2) O que verificar durante a Inspeção ?
- Corpo;
- Castelo e capuz;
- Haste;
- Mola com suportes;
- Guia da haste;
- Suporte do disco;
- Disco de vedação;
- Bocal;
- Faces de vedação;
- Anel(is) de blow-down e bocal;
- Fole;
- Parafuso trava, parafusos, estojos e porcas;
- Superfícies roscadas.
3) O que verificar depois da Inspeção ?
- Recomendações emitidas (executadas ou
não) ?
- Teste de abertura;
- Teste estanqueidade;
- Teste de fole;
- Porca de ajuste da haste;
- Anel(is) de blow down e do bocal;
- Lacre;
- Preencher ficha.
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Anexo II: Dados Técnicos dos Fabricantes (Listagem Orientativa)
a) Correção devido a temperatura:
Válvulas Farris
Temperatura de Operação Acréscimo na pressão de
Calibração
-267 a 93 °C 0
94 a 232 °C 2%
233 a 482 °C 3%
483 a 660 °C 4%
Válvulas Consolidated
Temperatura de Operação Acréscimo na pressão de
Calibração
-29 a 121 °C 0
122 a 538 °C 3%
Válvulas Crosby (castelo fechado)
Temperatura de Operação Acréscimo na pressão de
Calibração
0 a 65 °C 0
66 a 315 °C 1%
316 a 426 °C 2%
427 a 538 °C 3%
Válvulas Crosby (castelo aberto)
Temperatura de Operação Acréscimo na pressão de
Calibração
0 a 538 °C 0
Válvulas Aerre
Temperatura de Operação Acréscimo na pressão de
Calibração
-200 a 90 °C 0
91 a 230 °C 2%
231 a 480 °C 3%
481 a 650 °C 4%
b) Reposição do Anel do bocal:
Abaixo do contato com o disco, ou seja, o sinal (-) indica o número de dentes que devem ser
girados no sentido de fazer descer o anel (afastando do disco).
b1) Válvulas FARRIS séries 2600, 2950 e 2745
b.1.1) Ar, gás e vapor (séries 2600 e 2950)
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Pressão de
Calibração (psi)
Nro de Dentes Pressão de
Calibração (psi)
Nro de Dentes Pressão de
Calibração (psi)
Número de Dentes
menor de 15 - 2 175 - 16 600 - 60
40 - 4 190 - 18 675 - 70
65 - 6 225 - 20 825 - 80
85 - 8 270 - 25 1000 - 90
110 - 10 365 - 30 1001 a 6000 9% da Pressão Calibração
135 - 12 450 - 40
145 - 14 550 -50
b.1.2) Válvulas FARRIS séries 2745: 2 dentes para todas as pressões
b.1.3) Válvulas FARRIS séries 2600, 2575, 1960 e 2745.
vapor saturado - Posição do anel do bocal
Tamanho da válvula e
orifício
Número de Dentes Tamanho da válvula e
orifício
Número de Dentes
1 D 2 - 25 1 D 2 - 25
1.1/2 D 2 - 25 1 E 2 - 25
1.1/2 D 2.1/2 - 25 1 F 2 - 25
1 E 2 - 25 1.1/2 F 2 - 25
1.1/2 E 2 - 25 1.1/2 G 2.1/2 - 25
1.1/2 E 2.1/2 - 25 1.1/2 H 2 - 25
1.1/2 F 2 - 25 2 H 3 - 25
1.1/2 F 2.1/2 - 25 2 J 3 - 25
1.1/2 G 2.1/2 - 25 2.1/2 J 4 - 25
2 G 3 - 25 4 L 4 - 10
1.1/2 H 3 - 25 4 M 4 - 15
2 H 3 - 25 4 N 4 - 15
2 J 3 - 25 4 L 6 - 25
2.1/2 J 4 - 25 4 M 6 - 25
3 J 4 - 25 4 N 6 - 30
3 K 4 - 15 4 P 6 -30
3 K 6 - 15 6 Q 8 - 25
3 L 4 - 15 6 R 8 - 25
4 L 6 - 25 8 T 10 - 25
6 M 6 - 25
4 N 6 - 30
4 P 6 - 30
6 G 8 - 25
6 R 8 - 25
6 R 10 - 25
8 T 10 - 25
ORIFÍCIO Séries 2745
13 - 2 dentes
20 - 2 dentes
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b2) Válvulas CONSOLIDATED - Tipo 1900 e 1900-30 (n° dentes anel do bocal)
Orifício Pressão até 100 psi Pressão acima de 100 psi
D, E, F, G - 4 dentes - 7 dentes
H, J - 5 dentes - 9 dentes
K - 6 dentes - 14 dentes
M, N - 7 dentes - 20 dentes
P - 8 dentes - 24 dentes
Q - 10 dentes - 28 dentes
R - 28 dentes - 36 dentes
T - 30 dentes - 38 dentes
b3) Válvulas CROSBY NACIONAL (todos os modelos):
Orifício Anel do Bocal (n°
dentes)
Anel Guia (n°
dentes)
D - 5 L
E - 5 L
F - 5 L
G - 7 L
H - 7 L
J - 7 L
K - 9 + 10
K2 - 9 + 10
L - 10 + 10
M - 12 + 10
M2 - 12 + 10
N - 12 + 20
P - 12 + 20
* Q - 9 + L
** R - 10 + L
** T - 10 + L
* Parapressões acima de 14 Kgf/cm2 (200psi), ajustar: anel bocal - 9 e anel guia + 50
** Para pressões acima de 7 Kgf/cm2 (100psi), ajustar: anel bocal -12 e anel guia + 50
L - o anel guia fica no mesmo nível da face inferior do disco
Ajuste preliminar do anel bocal p/ ensaios de válvulas modelos JOS e JBS
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Tipo de Válvula Aplicação Orifício Anel do bocal
Vapores todos os tamanhos - 15
Gases todos os tamanhos - 15
JOS e JBS D até J - 10
Líquidos K até Q - 20
R até T - 30
b4) Válvulas AERRE - Ajuste do anel do bocal para série 2800
b.4.1) Ar, gases e vapores:
Pressão de
Calibração (Bar)
Número de dentes Pressão de
Calibração (Bar)
Número de dentes
1 ou menos - 3 25 - 15
3 - 2 30 - 20
5 - 3 38 - 25
7 - 4 42 - 50
10 - 6 47 - 35
12 - 8 58 - 40
14 - 9 70 - 45
15 - 10 71 a 420 70% da pressão de
calibração
19 - 12
b.4.2) Vapor saturado:
Orifício Anel guia Anel do Bocal
D 1,2 0,3
E 1,2 0,3
F 1,2 0,5
G 1,6 0,5
H 1,6 1,0
J 1,6 1,0
K 2,0 2,0
L 2,0 2,0
M 2,4 2,0
N 2,4 3,0
P 2,8 3,0
Q 2,4 2,0
R 2,4 2,0
T 2,4 2,0
Para saber qual o número de dentes, basta multiplicar-se o fator acima pela pressão de
ajuste --> (f) x Pajuste (kgf/cm2)
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Anexo III - Complemento Específico para Serviços com HF (UGAV):
a) Teste de Recepção: Não é executado.
b) Condições Físicas: Conforme guia geral.
c) Teste de Carga Sólida: Analisar a necessidade toda vez que for constatado furo no fole.
d) Teste de Calibração:
 d1) Para válvula com assentamento metal/metal, executar conforme o item 3 do guia geral.
 d2) Para válvulas com assentamento resiliente executar conforme sequência abaixo:
 d2.1) Abaixar o anel do bocal até a posição inferior e ajustar a abertura da válvula na
pressão desejada (sem pop).
 d2.2) Elevar o anel do bocal até contato com o suporte do disco e retornar 2 dentes,
para possibilitar pop em bancada.
 d2.3) Instalar o capuz e utilizar limitador de curso da haste, conforme a observação 3
do guia geral, para qualquer pressão de calibração.
 d2.4) Após a verificação da calibração (pop), abaixar o anel do bocal à posição
recomendada pelo fabricante e instalar bujão no lugar do limitador de curso da
haste.
e) Teste de Estanqueidade da Sede (vedação):
 e1) Para assentamento resiliente a pressão de vedação é de 95% da pressão de calibração
e não é permitido vazamento.
 e2) Para assentamento metal/metal, ver tabela do guia geral.
f) Teste do Fole e Juntas:
 f1) O fole deve ser testado inicialmente antes da montagem da válvula na pressão de 30#
utilizando dispositivo para evitar deformação do mesmo.
 f2) Teste final, após a calibração conforme item 5.2 do guia geral.
g) Liberação: seguir conforme guia geral.
h) Segurança:
 No furo roscado do castelo deve ser instalado um trecho de tubulação em L com inclinação
a 45° na descendente, para evitar entrada de água. A boca da tubulação deve ficar
posicionada para um local que não ofereça risco, no caso de vazamentos.
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Anexo IV - Guia Geral para Inspeção e Calibração de PSV’s
Guia Geral para Inspeção de Calibração
de PSV’s
1- Teste de Recepção:
- Verifique se a PSV está lacrada e limpa internamente
- Executar teste de recepção verificando vedação a 90%
da pressão de calibração e início da abertura.
Obs: caso a PSV tenha fole, efetuar o item 5.1
independente da contra pressão
2- Condições Físicas:
- Inspecionar todos os componentes, verificando:
corrosão, depósitos, empenamentos, avarias, desgastes,
etc...
3- Teste de Calibração:
- Ajustar a PSV na pressão de calibração. Caso não
consiga calibração após 5 disparos (pop), recomenda-se
desmontar e lapidar as sedes.
Vazamento Máx Permissível p/ Pressão até 1000#
 Área do Bocal duração Bolhas / minuto
 ( pol 2 ) ( min ) sem fole com fole
até 0,308 (F) 1 40 50
de 0,502 (G) a 0,786 (H) 1 20 30
de 1,286 (J) a 6,39 (P) 2 20 30
acima de 11,05 (Q) 5 20 30
TOLERÂNCIAS 5 - Teste de Integridade e do Fole p/ válv. c/ CP:
Código ASME Pressão de Calibração da PSV 5.1 - Válido p/ PSV’s c/ contra pressão < 0,5 Kgf/cm2
Seção VIII até 70 # . . . . . . . . . . . . . . . ± 2 #
mais de 70 # . . . . . . . . . . . ± 3 %
5.1.1 - Instalar a mangueira na conexão do
castelo. Pressurizar com 30 #.
Seção I até 70 # . . . . . . . . . . . . . . . ± 2 #
70 < P < 300 # . . . . . . . . . . ± 3 #
300 < P < 1000 # . . . . . . . ± 10 #
mais de 1000 # . . . . . . . . . ± 1 %
5.1.2 - Verificar com solução de água e sabão :
Bocal de descarga ; junta entre o castelo e o
corpo; conexão da mangueira; junta entre o
capuz e o castelo.
Observações:
a) Atentar para as correções devido à temperatura de
operação, conforme orientação de cada fabricante, como
também para o posicionamento do anel do bocal (n° de
dentes). Vide PA-3-04-00002-0019.
b) Verificar repetibilidade pelo menos em 2 disparos
consecutivos (pop).
c) Para PSV’s com pressão de calibração maior de 350#,
instalar limitador de curso da haste, com folga de 1,5 voltas
5.2 - Válido para PSV’s com contra pressão acima
de 0,5 Kgf/cm 2 :
5.2.1 - Após a calibração, com a válvula na
vertical, instalar capuz e conectar dispositivo no
bocal de descarga. Pressurizar com o valor da
contra pressão, ou 30# (o maior deles)
5.2.2 - Teste das juntas (integridade) - verificar
vazamentos com solução de sabão: na junta do
bocal, entre o corpo e castelo, no pino trava e no
plug de drenagem e p/ válvulas não balanceadas,
4 - Teste de Estanqueidade da Sede (vedação)
4.1 - Teste da espuma:
- Imediatamente após a abertura e fechamento
correto (pop), mantem-se a pressão em 90% da
pressão de calibraçao. Para pressão de calibração
menor de 50#, manter 5# abaixo.
- Aplicar solução de água e sabão no bocal de
descarga, formando uma película.
- Se não houver vazamento, liberar a PSV.
- Caso haja vazamento, fazer teste de borbulhamento
mantendo a pressão em 90% da de calibração.
4.2 - Teste de Borbulhamento:
- Conectar dispositivo no bocal de descarga da PSV,
ficando a extremidade do tubo 1/2” submerso.
- Iniciar a contagem quando o borbulhamento estiver
constante.
Obs: Se for válvula de alívio (líquido) e for reprovada no teste com
ar, fazer conforme o item 4.5.2 do PA-3-04-00002-0019
testar também a junta do capuz.
5.2.3 - Teste do fole: verificar vazamento com
solução de sabão pela conexão do castelo (se
houver vazamento substituir o fole e voltar ao
item 3).
6 - Liberação:
Aprovada a calibração da PSV, acompanhar
instalação do lacre no pino trava e no capuz.
7 - Segurança:
- Utilizar os seguintes EPI’s: protetor auricular,
óculos de segurança e luvas.
- Não ficar em frente ao bocal de descarga,
principalmente durante e após a instalação do
bolhômetro.
- Durante os testes não ultrapassar à 1,2 x pressão de
calibração.
Anexo V: Guia Geral para Inspeção e Calibração de PSV’s da UGAV:
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Complemento Específico para Serviço com HF
1- Teste de Recepção: não é executado.
2- CondiçõesFísicas: conforme guia geral.
3- Teste de Calibração: conforme a sequência abaixo
- Abaixar o anel do bocal até a posição inferior e ajustar a abertura da válvula na pressão
desejada (sem pop).
- Elevar o anel do bocal até contato com suporte do disco e retornar 2 dentes, para
possibilitar pop em bancada.
- Instalar o capuz e utilizar limitador de curso da haste, conforme obs. 3 do guia geral,
para qualquer pressão de calibração.
- Após a verificação da calibração (pop), abaixar o anel do bocal à posição recomendada
pelo fabricante e instalar bujão no lugar do limitador de curso da haste.
4- Teste de Estanqueidade da Sede (vedação):
- Para assentamento resiliente a pressão de vedação é de 95% da pressão de calibração
e não é permitido nenhum vazamento;
- Para assentamento metal / metal, ver tabela do guia geral.
5- Teste do fole e juntas: conforme item 5.2 do guia geral
6- Liberação: conforme guia geral

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