Logo Passei Direto
Buscar
Material
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

*
*
*
Introdução – Para que Filosofia?
Nossas crenças costumeiras
*
*
*
Nossas crenças costumeiras
Que horas são?
Que dia é hoje?
“Ele está sonhando.”
“Ela ficou maluca.”
“Onde há fumaça, há fogo”.
“Não saia na chuva para não se resfriar”.
“Esta casa é mais bonita do que a outra”
“Maria está mais jovem do que Glória”.
*
*
*
Nossas crenças costumeiras
Numa disputa: “mentiroso, eu estava lá e isso não aconteceu”.
Numa briga: “vamos por a cabeço no lugar, cada um seja objetivo”.
“Quem ama o feio, bonito lhe parece”.
Quando aprovamos uma pessoa, dizemos que ela “é legal”.
*
*
*
Nossas crenças costumeiras
Quando perguntamos, por exemplo, “que horas são?”, acreditamos que, por termos um relógio, o tempo existe, que ele passa, pode ser medido em horas.
Numa pergunta, várias crenças. Por que crenças? Porque são coisas ou idéias que acreditamos são questionar.
Acreditamos que sonhar é diferente de estar acordado.
*
*
*
Nossas crenças costumeiras
Acreditamos que, no sonho, o impossível se apresente como possível, que o sonho se relaciona com o irreal, e a vigília com o que existe.
Achamos que sabemos diferenciar a sanidade da loucura.
Acreditamos que existem relações de causa e efeito entre as coisas.
*
*
*
Exercendo nossa liberdade
Quando falamos da beleza, acreditamos que as coisas, pessoas, situações podem ser avaliados pela qualidade (bonito, feio, bom, ruim, jovem, velho, limpo, sujo).
Julgamos que as qualidade e as quantidades existem.
*
*
*
Conhecendo as coisas
Quando falamos em objetividade, quando discutimos, acreditamos que os apaixonados se tornam incapazes de ver as coisas como são.
Nossa vida é repleta de crenças silenciosas: cremos no tempo e no espaço, na diferença entre realidade e sonho, na razão e na loucura.
*
*
*
E se não for bem assim
Matrix: “Onde estamos?”
Estavam vivendo no séc. XXI, não em 1999.
O que Neo julgava real, era só ilusão.
Cremos que nossa vontade é livre para escolher entre o bem e o mal. Há momentos em nossas vidas que vivemos um conflito entre o que nossa liberdade deseja e o que nossa sociedade impõe.
*
*
*
E se não for bem assim?
Vemos que o Sol nasce e se põe. A astronomia diz que não é bem assim.
Temos a crença em nossa liberdade, mas somos dominados pelas regras de nossa sociedade.
*
*
*
Momentos de crise
Esses conflitos entre várias crenças nos levam a mudar de atitude.
Quando uma crença contraria outra, entramos em crise.
Algumas pessoas fazem de conta de que não há problema, outras são impelidas a indagar a origem, o sentido e a realidade de nossa crenças.
*
*
*
Momentos de crise
Sou livre quando faço o que quero ou quando faço aquilo que a sociedade termina?
Para responder, precisamos saber: que é liberdade, vontade, sociedade, bem, mal, justo e injusto?
O que está por trás dessas perguntas? Estamos mudando de atitude, da costumeira à atitude filosófica.
*
*
*
Momentos de crise
Quem não se contenta com as crenças e opiniões preestabelecidas, está exprimindo um desejo, o de saber.
Na origem, a palavra Filosofia significa, “amor à sabedoria”.
*
*
*
Buscando a saída da caverna ou a atitude filosófica
A partir das perguntas do tipo “o que é o tempo?”, “o que é o sonho, a loucura, a razão, a causa, a objetividade, o belo, o feio, o amor, o desejo, o sentimento, a qualidade, a quantidade, valor moral, vontade, a moral, a liberdade?”, estaremos cumprindo o que dizia o oráculo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo”, que chamamos atitude filosófica.
*
*
*
Buscando a saída da caverna ou a atitude filosófica
O que é Filosofia?
A decisão de não aceitar como naturais, óbvias e evidentes as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana; jamais aceitá-los sem antes havê-los investigado e compreendido.
Para que Filosofia? Para não darmos nossa aceitação imediata às coisas.
*
*
*
Atitude crítica
Não aos pré-conceitos, aos pré-juízos.
O que é, por que é, como é? Essas são as perguntas fundamentais da Filosofia.
Essas posições constituem a atitude crítica = capacidade de julgar; exame racional de todas as coisas; atividade de examinar e avaliar todas as coisas.
*
*
*
Atitude crítica
Para Platão, a Filosofia começa com a admiração.
A Filosofia inicia naquele instante em que abandonamos nossas crenças cotidianas.
A Filosofia volta-se para os momentos de crise no pensamento, na linguagem ou na ação.
*
*
*
Para que Filosofia?
Não ouvimos ninguém perguntar para que matemática ou física.
Em nossa sociedade, alguma coisa só tem direito de existir quando tem utilidade.
O sendo comum não enxerga algo que os cientistas sabem muito bem: as ciências pretendem ser conhecimento verdadeiro.
Verdade, pensamento racional são propósito filosóficos, não científicos.
*
*
*
Para que Filosofia?
O trabalho das ciências pressupõe o trabalho da Filosofia.
Como apenas cientistas e filósofos sabem disso, as pessoas comuns continuam a afirmar que a Filosofia não serve para nada.
Para essas pessoas, a utilidade da Filosofia seria a arte do bem viver.
*
*
*
Atitude filosófica: indagar.
Perguntar o que é;
Perguntar como é;
Perguntar por que é.
A atitude filosófica inicia-se dirigindo essas indagações ao mundo.
A Filosofia entende ser necessário conhecer nossa capacidade de conhecimento e de nossa capacidade de pensar.
*
*
*
A reflexão filosófica
A reflexão filosófica é radical – vai à raiz do pensamento:
Por que pensamos o que pensamos, dizemos o que dizemos e fazemos o que fazemos?
A reflexão filosófica faz perguntas sobre a capacidade e a finalidade para conhecer, falar e agir. É um saber sobre a realidade interior dos seres humanos.
*
*
*
Filosofia: um pensamento sistemático
As indagações filosóficas se realizam de modo sistemático:
Trabalham com enunciados precisos;
Buscam encadeamentos lógicos;
Operam com demonstração e prova;
Exigem fundamentação racional;
Exigem que as questões sejam válidas;
Exigem que as respostas sejam verdadeiras
*
*
*
Em busca de uma definição de Filosofia
Visão de mundo;
Sabedoria de vida;
Esforço racional para conceber o Universo como uma totalidade ordenada e dotada de sentido.
Fundamentação teórica e crítica dos conhecimentos e das práticas: ocupa-se com princípios, causas e condições do conhecimento; origem, forma e conteúdo dos valores éticos, políticos, religiosos, artísticos e culturais, com a compreensão das causas da ilusão e do preconceito no plano social.
*
*
*
Em busca de uma definição de Filosofia
A atividade filosófica é:
uma análise – das condições e princípios do saber e da ação;
uma reflexão – volta do pensamento sobre si mesmo;
uma crítica – avaliação racional para discernir entre verdade e a ilusão.
*
*
*
Em busca de uma definição de Filosofia
A Filosofia não é ciência; é uma reflexão sobre os fundamentos da ciência;
Não é religião; é uma reflexão sobre os fundamentos da religião;
Não é arte; é uma reflexão sobre os fundamentos da arte;
Não é sociologia nem psicologia; é uma interpretação crítica da sociologia e psicologia;
Não é política; mas interpretação sobre a origem do poder.
*
*
*
Em busca de uma definição de Filosofia
Para Immanutel Kant, as indagações fundamentais da Filosofia são:
O que podemos saber?
O que podemos fazer?
O que podermos esperar?
*
*
*
Inútil? Útil?
O que é útil, para quem é útil?
Senso comum: prestígio, poder, fama, riqueza. “Levar vantagem em tudo?”
Tem outra maneira de definir?
*
*
*
Inútil? Útil?
Platão: saber verdadeiro para a sociedade
Descartes: estudo da sabedoria
Kant: conhecimento de nossas capacidades
Marx: conhecer para transformar
Merleau-Ponty: mudar o mundo
Espinosa: liberdade e felicidade
*
*
*
Inútil? Útil?
Abandonar a ingenuidade e o preconceito
Não se deixar guiar pela submissão às idéiasdominantes
Compreender a significação do mundo
Conhecer o sentido da criação humana
Adquirir consciência de si e de suas ações
Desejar liberdade e felicidade para todos
Por tudo isso, a Filosofia é o mais útil de todos os saberes humanos

Mais conteúdos dessa disciplina