Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

EFEITOS 
EFEITOS DOS RECURSOS: OBSTATIVO 
(adiamento da formação da coisa julgada, Denomina-se 
coisa julgada material a autoridade que torna imutável e 
indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso 
(art. 502, CPC), enquanto há pendência de recurso, não 
há a formação da coisa julgada.); EFEITO EXPANSIVO 
(consiste na possibilidade de o julgamento do recurso 
ensejar decisão mais abrangente do que o reexame da 
matéria impugnada, que é o mérito do recurso. O efeito 
expansivo pode ser subjetivo ou objetivo e, 
este, interno ou externo. Há efeito expansivo objetivo 
interno “quando o tribunal, v.g., ao apreciar apelação 
interposta contra sentença de mérito, dá-lhe provimento e 
acolhe preliminar de litispendência, que atingirá todo o 
ato impugnado (sentença). Há efeito expansivo objetivo 
externo quando o julgamento do recurso atinge outros 
atos além do impugnado, v.g., com o provimento do 
agravo, que atinge todos os atos processuais que foram 
praticados posteriormente à sua interposição. O efeito 
expansivo subjetivo ocorre quando o julgamento do 
recurso atinge outras pessoas além do recorrente e do 
recorrido. É o caso, por exemplo, do recurso interposto 
apenas por um dos litisconsortes sob o regime de 
unitariedade: a decisão atingirá também o outro 
litisconsorte”.). EFEITO DEVOLUTIVO (Geralmente, o 
recurso tem o efeito de devolver (transferir) ao órgão 
jurisdicional hierarquicamente superior (tribunal ad 
quem) o exame de toda a matéria impugnada. Trata-se 
do efeito devolutivo, que decorre logicamente 
do princípio dispositivo, segundo o qual o órgão julgador 
age mediante provocação da parte ou do interessado e nos 
limites do pedido (arts. 2º, 141 e 492). Conforme 
entendimento majoritário, aplica-se a todos os recursos, e 
não só à apelação, o aforismo tantum devolutum quantum 
appellatum, ou seja, todo e qualquer recurso devolve ao 
tribunal o conhecimento da matéria impugnada. A regra, 
portanto, é a devolução, a transferência ao tribunal de 
toda matéria impugnada. Necessário registrar, 
todavia, entendimento de parte da doutrina no sentido de 
que os embargos de declaração não possuem o efeito 
devolutivo, porquanto, além de serem julgados pelo 
próprio órgão prolator da decisão embargada, não se 
destinam exatamente ao reexame de matéria já decidida, 
mas apenas ao esclarecimento de ponto obscuro ou 
contraditório, integração de ponto omisso ou correção de 
erro material (art. 1.022).); EFEITO TRANSLATIVO 
(O efeito translativo, como dito, constitui uma 
particularidade do efeito devolutivo, entendido como a 
possibilidade de o julgamento recursal extrapolar os 
limites do que foi efetivamente impugnado. Como existe 
relação entre esses efeitos, alguns doutrinadores 
costumam afirmar que o efeito translativo relaciona-se 
com a extensão (dimensão horizontal) e profundidade 
(dimensão vertical) do efeito devolutivo. Rompida a 
barreira da admissibilidade, em regra, a instância recursal 
limita-se a analisar o que foi objeto de impugnação (art. 
1.013). Contudo, os parágrafos do art. 1.013 trazem 
regras que definem o horizonte (a extensão) da pretensão 
recursal. O efeito translativo é decorrência direta da 
dimensão vertical ou profundidade do efeito 
devolutivo. Como a interposição do recurso devolve as 
matérias que, mesmo não impugnadas, se relacionam 
com o objeto do recurso, devolve também as matérias de 
ordem pública, pois estão ligadas aos pressupostos 
processuais e às condições para o provimento final, que 
são antecedentes lógicos da própria análise do mérito.); 
EFEITO SUSPENSIVO (Com relação ao efeito 
suspensivo, embora boa parte dos recursos não contemple 
tal efeito, a regra é a suspensividade (art. 995). Omissa a 
lei, o recurso produz o efeito suspensivo, ou seja, impede 
a produção imediata das consequências e dos resultados 
da decisão recorrida.48 Entretanto, como se disse, 
algumas leis expressamente preveem a concessão apenas 
de efeito devolutivo aos recursos interpostos, 
constituindo o efeito suspensivo medida excepcional, a 
ser deferida quando houver risco de dano irreparável à 
parte. O efeito suspensivo decorre, em um primeiro 
momento, do simples fato de a decisão ser recorrível. Isso 
porque o fato de a decisão estar sujeita à interposição de 
recurso faz que não seja imediatamente eficaz, 
dependendo tal eficácia do trânsito em julgado ou da não 
atribuição de efeito suspensivo ao recurso eventualmente 
interposto. Caso seja interposto recurso com efeito 
suspensivo, prolonga-se a ineficácia da decisão.); 
EFEITO SUBSTITUTIVO (Consiste em substituir a 
decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso (art. 
1.008). ocorre somente se houver julgamento do mérito 
recursal (error in judicando, error in procedendo). 
Saliente-se que a substituição é apenas da parte 
impugnada. Quanto à parte não impugnada, esta 
permanece íntegra. Assim, sendo a apelação apenas 
parcial, o título executivo é formado pela sentença, na 
parte transitada em julgado, e pelo acórdão. Na hipótese 
de provimento do recurso para invalidação da decisão 
impugnada (em virtude de error in procedendo), não há 
que se falar em substituição da decisão recorrida, mas sim 
em anulação ou cassação, com a conseguinte remessa dos 
autos ao juízo de origem para que outra decisão seja 
proferida em lugar da anulada. Mesmo assim, sendo 
cassada sentença terminativa (de extinção do processo 
sem resolução do mérito), o tribunal pode julgar desde 
logo a lide, se presente uma das hipóteses do § 3º do art. 
1.013. TIPO: Total, Parcial); EFEITO ATIVO (se refere 
à possibilidade de o relator conceder, antes do julgamento 
pelo órgão colegiado, a pretensão recursal almejada pelo 
recorrente. Na verdade, o efeito ativo nada mais é do que 
a tutela antecipatória recursal.). EFEITO SUSPENSIVO 
(É o efeito que permite ao próprio juiz prolator da decisão 
impugnada rever sua decisão. Sempre que for aberto um 
juízo de retratação ao órgão prolator da decisão, pode-se 
falar em efeito regressivo. O efeito regressivo é a regra 
em alguns recursos, como no caso do agravo. A apelação, 
por sua vez, em regra, não tem este efeito. 
Excepcionalmente, no entanto, o juiz pode cassar a 
própria sentença e determinar o regular prosseguimento 
do processo em primeira instância diante de apelação. 
São duas as hipóteses: a) apelação contra sentença 
liminar de improcedência da demanda - Artigo 285-A, 
1º, CPC. b) apelação contra sentença que indefere a 
petição inicial Artigo 296, CPC. São as únicas sentenças 
proferidas antes da citação do réu. 
CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS RECURSOS 
ORDINÁRIOS (os recursos ordinários não são 
excepcionais e são aqueles que garantem a tutela dos 
direitos subjetivos das partes, inclusive o direito ao duplo 
grau de jurisdição. Nestes recursos, basta que seja 
alegada e fundamentada a injustiça da decisão de 
primeiro grau, para que então a discussão seja reanalisada 
– sempre observando aos requisitos. E ainda, nesta 
hipótese, a correção no que tange à incidência correta da 
lei se dá mediatamente apenas. Por fim, observa-se 
também, que é também permitida a revisão da matéria 
fática e probatória, sem que se demonstre a aplicação de 
um exato texto legal.); RECURSOS EXCEPCIONAIS 
OU EXTRAORDINÁRIOS (Eles visam somente 
averiguar se a lei foi corretamente aplicada aquele 
determinado caso concreto, não buscam, portanto, a 
correção da “injustiça” da decisão. Com isso, o próprio 
sistema impõe a estes recursos certos requisitos 
peculiares ao juízo de admissibilidade muito mais 
complexos, como por exemplo: não permitem exame de 
matéria fática; é necessário o esgotamento de todos os 
recursos na instância ordinária; somente permitem a 
reavaliação da questão já decidida. Estes recursos estão 
previstos na própria Constituição Federal, e são: (i) 
recurso extraordinário, cabível em caso de afronta à CF(art. 102, III da CF/88); (ii) recurso especial, em casos de 
afronta à lei infraconstitucional (art. 105, III da CF/88); 
(iii) e embargos de divergência, que visam obter do STF 
e do STJ seu real entendimento a respeito de determinada 
matéria (art. 546 do CPC).) 
REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE 
JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE: recursos com juízo 
único (negativo: não conhecimento; positivo: 
conhecimento); juízo de mérito (posterior ao juízo de 
admissibilidade; verifica se o recurso é ou não fundado: 
positivo: provimento; negativo: desprovimento); 
recursos com duplo juízo (análise prévia pelo órgão de 
interposição). 
REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE: exigências 
legais para que o órgão julgador possa ingressar no mérito 
recursal: classificação: INTRÍNSECOS 
(CABIMENTO (utilização do recurso adequado, dentre 
os existentes); LEGITIMIDADE RECURSAL 
(somente pode ser interposto por quem possui 
autorização legal, amicus curiae – legitimidade para ED 
e IRDR, juiz no incidente de incompetência ou de 
suspeição e advogado para majorar honorários); 
INTERESSE RECURSAL (Quando o autor 
formula pedidos alternativos, pretendendo ver seu pleito 
satisfeito de um ou de outro modo.); INEXISTÊNCIA 
DE FATO EXTINTIVO OU IMPEDITIVO DO 
DIREITO DE RECORRER (FATOS EXTINTIVOS: 
RENÚNCIA AO DIREITO DE RECORRER (A 
renúncia ao direito de recorrer independe da aceitação da 
outra parte, abdicação ao direito de recorrer, após a 
prolação da decisão e antes da interposição do recurso, 
independe da vontade da outra parte e dos litisconsortes) 
ACEITAÇÃO DA DECISÃO (A parte que aceitar 
expressa ou tacitamente a decisão não poderá recorrer. 
Considera-se aceitação tácita a prática, sem nenhuma 
reserva, de ato incompatível com a vontade de recorrer.)). 
FATOS IMPEDITIVOS: DESISTÊNCIA DO 
RECURSO (O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem 
a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, desistir do 
recurso. A desistência do recurso não impede a análise de 
questão cuja repercussão geral já tenha sido reconhecida 
e daquela objeto de julgamento de recursos 
extraordinários ou especiais repetitivos, momento: até o 
julgamento do recurso, não depende da concordância da 
outra parte ou litisconsorte.)); EXTRÍNSECOS 
(TEMPESTIVIDADE (A lei fixa prazo para 
interposição de todos os recursos. Em geral, o prazo é 
de 15 dias, com exceção dos embargos de declaração, 
cujo prazo é de 5 dias (arts. 1.003, § 5º, e 1.023). Os 
prazos processuais, repita-se, serão contados sempre 
em dias úteis (art. 219). Além disso, os dias do começo 
(termo inicial) e do vencimento do prazo (termo final) 
serão protraídos para o primeiro dia útil seguinte, se 
coincidirem com dia em que o expediente forense for 
encerrado antes ou iniciado depois da hora normal ou 
houver indisponibilidade da comunicação eletrônica. O 
prazo para recorrer será em dobro quando o recorrente 
for o Ministério Público (art. 180), a Fazenda 
Pública (art. 183) ou a Defensoria Pública (art. 186). O 
prazo para recorrer também será contado em dobro 
quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores, 
de escritórios de advocacia distintos, mas desde que os 
processos não tramitem na forma eletrônica (art. 229). O 
termo a quo do prazo deve observar o disposto nos arts. 
230 e 231. Entretanto, se a decisão tiver sido proferida 
em audiência, é a partir desta que será contado o prazo. 
Essa regra, ressalte-se, vale para todos os sujeitos 
previstos no caput do art. 1.003 – Defensoria Pública, 
Ministério Público, Advocacia Pública, advogados 
particulares e sociedade de advogados. O prazo de 
interposição é, em regra, peremptório, isto é, não admite 
alteração ou prorrogação. Caso haja flexibilização 
procedimental (art. 190), poderão os prazos ser dilatados, 
reduzidos ou até mesmo suspensos, mediante acordo 
entre as partes. Há uma particularidade que merece 
registro no que tange à tempestividade do recurso 
interposto antes da publicação da decisão no órgão 
oficial. É o denominado “recurso prematuro”. De acordo 
com o novo CPC, só será necessária a ratificação quando 
a apreciação dos embargos for capaz de alterar a 
conclusão do julgamento anterior (art. 1.024, § 5º). Ainda 
no campo da tempestividade, vale mencionar duas novas 
regras trazidas pelo CPC. A primeira, relacionada 
ao prazo do recurso interposto por correio (para aferição 
da tempestividade do recurso remetido pelo correio, será 
considerada como data de interposição a data de 
postagem), e a segunda, envolvendo a comprovação de 
feriado local (o recorrente comprovará a ocorrência de 
feriado local no ato de interposição do recurso). Por fim, 
cabe falar do prazo para o terceiro prejudicado e para 
o litisconsorte necessário não citado. Uma vez que não 
existe um meio eficiente de comunicação ao terceiro 
prejudicado que satisfaça as exigências do contraditório, 
a jurisprudência vem assegurando a ele o acesso ao 
mandado de segurança, cujo prazo decadencial inicia-se 
com a ciência dos efeitos da decisão que o atinge. Já 
quanto ao prazo para recurso do litisconsorte necessário 
não citado, segundo entendimento do STF, “não corre da 
publicação da decisão recorrida – que só é forma de 
intimação das partes já integradas na relação processual 
–, mas do momento em que dela tenha ciência”.). 
REGULARIDADE FORMAL (recurso deve ser 
apresentado de acordo com a forma estabelecida em lei, 
A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de 
primeiro grau, conterá: o s nomes e a qualificação das 
partes; a exposição do fato e do direito; as razões do 
pedido de reforma ou de decretação de nulidade; o pedido 
de nova decisão. O apelado será intimado para apresentar 
contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias. Se o apelado 
interpuser apelação adesiva, o juiz intimará o apelante 
para apresentar contrarrazões. Após as formalidades 
previstas nos §§ 1o e 2o, os autos serão remetidos ao 
tribunal pelo juiz, independentemente de juízo de 
admissibilidade, impugnação dos fundamentos da 
decisão recorrida, procuração, possibilidade de se relevar 
deficiências) e PREPARO (De modo geral, os recursos 
estão sujeitos a preparo, ou seja, ao pagamento das 
despesas processuais correspondentes ao recurso 
interposto, que compreendem as custas e o porte de 
remessa e de retorno (art. 1.007).). Para certos recursos, 
o preparo é dispensado, por exemplo, nos embargos de 
declaração (art. 1.023, parte final). Também são 
dispensados de preparo o recursos interpostos pelo 
Ministério Público, pela União, pelo Distrito Federal, 
pelos Estados, pelos Municípios, e respectivas 
autarquias, e pelos que gozam de isenção legal (art. 1.007, 
§ 1º), como os beneficiários da gratuidade judiciária e o 
curador especial de réu revel a que se refere o art. 72, II. 
Especificamente em relação ao porte de remessa e de 
retorno, há dispensa de seu recolhimento nos processos 
em autos eletrônicos (art. 1.007, § 3º). Essa disposição 
somente tem aplicabilidade quando todo o processo 
tramitar em meio digital. Se o processo for físico, mas o 
recurso puder ser transmitido pela via eletrônica, deve-se 
observar a legislação local referente ao pagamento das 
despesas processuais ou o regimento interno do tribunal 
para o qual será remetido o recurso. Quando exigido pela 
legislação pertinente, o preparo, inclusive porte de 
remessa e de retorno, deve ser comprovado no ato de 
interposição do recurso. Trata-se da regra do preparo 
imediato, que encontra respaldo na jurisprudência do 
STJ. Caso o recorrente não o faça, será intimado para 
recolher o dobro do valor (art. 1.007, § 4º), sob pena de 
deserção. Nessa hipótese, se depois de intimado, o 
recorrente não tiver providenciado o pagamento integral 
do dobro do valor do preparo, não será possível posterior 
complementação (art. 1.007, § 5º).). 
PARTE Quem integra polo ativo ou passivo 
(litisconsortes); 3º interveniente; 3º PREJUDICADO:O 
recurso pode ser interposto pela parte vencida e pelo 
terceiro prejudicado. Cumpre ao terceiro demonstrar a 
possibilidade de a decisão sobre a relação jurídica 
submetida à apreciação judicial atingir direito de que se 
afirme titular ou que possa discutir em juízo como 
substituto processual; intervenção de 3º na fase recursal; 
demonstração do interesse jurídico; legitimado para agir 
como substituto; não pode interpor recurso adesivo. 
MINISTÉRIO PÚBLICO: O recurso pode ser 
interposto pelo Ministério Público, como parte ou como 
fiscal da ordem jurídica. como parte (pode interpor 
recurso adesivo); como fiscal da ordem jurídica (não é 
obrigado a recorrer, não depende da anuência de 
quaisquer das partes e não pode interpor recurso adesivo). 
INTERESSE RECURSAL Necessidade e utilidade; art. 
996, CPC – “parte vencida”; sucumbência; interesse nos 
limites da sucumbência; recurso interposto pela parte 
vencedora; interesse recursal do Ministério Público; 
interesse recursal do amicus curiae 
PRECEDENTES JUDICIAIS 
SISTEMAS JURÍDICOS O sistema jurídico brasileiro 
sempre foi filiado à Escola da Civil Law (legislador como 
criador do direito), assim como os dos países de origem 
romano-germânica. Essa Escola considera que a lei é a 
fonte primária do ordenamento jurídico e, 
consequentemente, o instrumento apto a solucionar as 
controvérsias levadas ao conhecimento do Poder 
Judiciário. As jurisdições dos países que adotam o 
sistema da Civil Law são estruturadas 
preponderantemente com a finalidade de aplicar o direito 
escrito, positivado. Em outras palavras, os adeptos 
da Civil Law consideram que o juiz é o intérprete e o 
aplicador da lei, não lhe reconhecendo os poderes de 
criador do Direito. O sistema do Common Law (juiz 
como criador do direito), também conhecido como 
sistema anglo-saxão, distingue-se do Civil 
Law especialmente em razão das fontes do 
Direito. Como dito, no Civil Law o ordenamento 
consubstancia-se principalmente em leis, abrangendo os 
atos normativos em geral, como decretos, resoluções, 
medidas provisórias etc. No sistema anglo-saxão os 
juízes e tribunais se espelham principalmente nos 
costumes e, com base no direito consuetudinário, julgam 
o caso concreto, cuja decisão, por sua vez, poderá 
constituir-se em precedente para julgamento de casos 
futuros. Esse respeito ao passado é inerente à teoria 
declaratória do Direito e é dela que se extrai a ideia de 
precedente judicial. No sistema do Civil Law, apesar de 
haver preponderância das leis, há espaço para os 
precedentes judiciais. A diferença é que no Civil Law, em 
regra, o precedente tem a função de orientar a 
interpretação da lei, mas não obriga o julgador a adotar o 
mesmo fundamento da decisão anteriormente proferida e 
que tenha como pano de fundo situação jurídica 
semelhante. 
PRECEDENTE JUDICIAL São os entendimentos 
firmados pelos tribunais que poderão servir de diretriz 
para o julgamento de casos semelhantes. Nas disposições 
gerais do Título sobre os processos nos tribunais, o 
legislador positivou algumas regras que buscam adequar 
os entendimentos dos tribunais superiores em todos os 
níveis jurisdicionais, evitando a dispersão da 
jurisprudência e, consequentemente, a intranquilidade 
social e o descrédito nas decisões emanadas pelo Poder 
Judiciário. STARE DECISIS ET NON QUIETA 
MOVERE: Significa aquilo que foi decidido deve ser 
respeitado e é utilizada há muito tempo pelos países da 
common law. No caso, deve-se garantir a confiabilidade 
e a estabilidade do precedente, sendo que, inclusive, os 
próprios membros da Corte que o formaram devem 
respeitá-lo. O seu ASPECTO pode ser retrospectivo ou 
prospectivo. Os precedentes judiciais podem ainda ser 
classificados quanto ao seu poder declarativo ou criativo 
do direito, ou quanto ao seu caráter vinculante ou 
meramente persuasivo. O precedente judicial declarativo 
é aquele que tem por base direito já existente, seja uma 
norma legislada, seja um precedente judicial anterior, ao 
passo que o precedente judicial criativo constitui o 
próprio direito. Por outro lado, quanto à sua autoridade 
vinculante ou persuasiva, diz-se que o precedente judicial 
é persuasivo quando os juízes, ao julgarem posterior caso 
análogo, não tem obrigatoriedade de decidir conforme 
decisão anterior. Desta forma, os precedentes 
persuasivos, ou melhor, a sua ratio decidendi somente 
será seguida a depender do grau de convencimento, que 
estará relacionado com diversos fatores como a correção 
da proposição, a posição hierárquica do órgão que 
proferiu a decisão, o prestígio do Juiz condutor da 
decisão, dentre outros. Já os precedentes vinculantes são 
os que obrigatoriamente devem ser seguidos quando do 
julgamento de posteriores casos análogos, 
independentemente do convencimento do juiz quanto à 
sua correção. Neste caso, “a norma jurídica geral (tese 
jurídica, ratio decidendi) estabelecida na fundamentação 
de determinadas decisões judiciais tem o condão de 
vincular decisões posteriores, obrigando que os órgãos 
jurisdicionados adotem aquela mesma tese jurídica na sua 
própria fundamentação. Os precedentes obrigatórios são, 
conforme dito, a regra na teoria do stare decisis, e sua 
força vinculante está ligada, dentre outros fatores, à 
posição hierárquica do órgão jurisdicional que cria o 
precedente. São obrigatórios os precedentes proferidos 
pelo próprio órgão e os que emanam dos tribunais a ele 
superior (denominado de precedente vertical). Por outro 
lado o precedente horizontal são os que emanam de 
órgãos de mesma hierarquia, e que funcionam como mero 
precedente persuasivo. Enquanto o precedente persuasivo 
poderá ser observado em casos posteriores, o vinculante 
deverá obrigatoriamente ser seguido. Por conseqüência, 
caso uma decisão seja proferida na ignorância de um 
precedente obrigatório, que se fosse levado em 
consideração acarretaria em uma conclusão diversa, é 
denominada de decisão per incuriam. 
INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA 
Objetivando assegurar que demandas de semelhante 
natureza tenham desfechos similares, o Novo Código de 
Processo Civil, em seu artigo 947, contemplou o 
“Incidente de Assunção de Competência”. A assunção de 
competência consiste no deslocamento da competência 
funcional de órgão fracionário que seria originariamente 
competente para apreciar o recurso, processo de 
competência originário ou remessa necessária, para um 
órgão colegiado de maior composição, devendo a lide ser 
isolada e envolver situação de relevante questão de 
direito com repercussão social. O acórdão proferido pelo 
órgão colegiado consubstanciará em um precedente que 
vinculará todos os órgãos daquele tribunal, que diante de 
outro caso igual não poderão decidir de maneira diversa. 
Propósitos: formar pronunciamento judicial qualificado, 
prevenir ou compor divergência interna no tribunal, fazer 
com que questão relevante seja julgada por colegiado 
maior. 
IRDR (INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE 
DEMANDAS REPETITIVAS) O incidente de 
resolução de demandas repetitivas (ou IRDR) tem 
cabimento quando, estando presente o risco de ofensa à 
isonomia e à segurança jurídica, for constatada uma 
multiplicação de ações fundadas em uma mesma tese 
jurídica. Com o objetivo de evitar decisões conflitantes, 
o juiz ou relator, as partes, o Ministério Público ou a 
Defensoria Pública (art. 977, I a III) poderão requerer a 
instauração do incidente, que será dirigido ao presidente 
do tribunal onde a demanda estiver sendo processada. O 
tribunal que processa o incidente tem o dever de velar 
pela uniformização e pela estabilização de sua 
jurisprudência. Para tanto, antes de decidir a questão, 
poderá ouvir as partes e os demais interessados, inclusive 
pessoas, órgãos e entidades com interesse na controvérsia 
(art. 983). Trata-se, portanto, de clara manifestação 
do amicus curiae, cuja finalidadeé, sem dúvida, 
democratizar e enriquecer o debate. 
RESP e RE REPETITIVOS É um grande sistema 
processual voltado, precipuamente, para uniformizar e 
tornar previsível a interpretação e aplicação da lei, com 
vistas à segurança jurídica, que por sua vez pressupõe 
previsibilidade e repugna a instabilidade como fonte do 
direito (artigos 926 ao 928) – compreende, basicamente, 
três mecanismos organizados com igual objetivo: (i) a 
técnica de julgamentos dos recursos extraordinário e 
especial repetitivos (artigos 1.036 a 1.041); (ii) o 
incidente de demandas repetitivas (artigos 976 a 987); e 
(iii) o incidente de assunção de competência (artigo 947). 
Os dois primeiros nascem da pluralidade de processos 
sobre questão igual, caracterizando-se imediatamente 
pelo objetivo de evitar decisão contraditória; e o último 
se justifica pela repercussão social que o julgamento 
haverá de ter sobre a relevante questão de direito em 
discussão no processo. Em todos eles, portanto, a 
proteção à segurança jurídica e à isonomia se faz presente 
justificando a adoção de medidas processuais aptas a 
preservá-las. OS RECURSOS ESPECIAL E 
EXTRAORDINÁRIO REPETITIVOS: não são 
instrumentos de revisão dos julgamentos dos tribunais 
locais em toda extensão da lide, mas apenas de 
reapreciação da tese de direito federal ou constitucional 
em jogo. O mecanismo de processamento dos recursos 
especial e extraordinário diante de causas seriadas 
caracteriza-se pelos seguintes objetivos: Evitar a subida 
dos recursos especiais e extraordinários repetitivos, 
represando-os provisoriamente no tribunal de origem; 
Julgamento de questão repetitiva numa única e definitiva 
manifestação da Corte Especial do STJ ou do STF e; 
Repercussão do julgado definitivo da Corte Especial 
sobre o destino de todos os recursos represados, sem 
necessidade de subirem ao STJ ou STF, sempre que 
possível. a sistemática criada pela Lei 11672/2008 e 
mantida pelo NCPC, não cuidou de impor condição de 
admissibilidade diferente daquelas previstas 
na Constituição. Apenas instituiu procedimentos especial 
a ser observado na tramitação do recurso, quando 
inserido no episódio das causas repetitivas ou seriadas. 
ESCOLHA DOS PROCESSOS-PILOTO: Requisito: art. 
1.036, § 6º, CPC (Somente podem ser selecionados 
recursos admissíveis que contenham abrangente 
argumentação e discussão a respeito da questão a ser 
decidida.). Competência: Presidente do órgão a quo (O 
presidente ou o vice-presidente de tribunal de justiça ou 
de tribunal regional federal selecionará 2 (dois) ou mais 
recursos representativos da controvérsia, que serão 
encaminhados ao Supremo Tribunal Federal ou ao 
Superior Tribunal de Justiça para fins de afetação, 
determinando a suspensão do trâmite de todos os 
processos pendentes, individuais ou coletivos, que 
tramitem no Estado ou na região, conforme o caso.); não 
vinculação do órgão ad quem (A escolha feita pelo 
presidente ou vice-presidente do tribunal de justiça ou do 
tribunal regional federal não vinculará o relator no 
tribunal superior, que poderá selecionar outros recursos 
representativos da controvérsia.) e relator do órgão ad 
quem (O relator em tribunal superior também poderá 
selecionar 2 (dois) ou mais recursos representativos da 
controvérsia para julgamento da questão de direito 
independentemente da iniciativa do presidente ou do 
vice-presidente do tribunal de origem. SLIDES: 
suspensão do processamento de todos os processos 
pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre a 
questão; requisição da remessa de mais feitos; requisição 
de informações aos órgãos inferiores; intimação das 
partes nos demais feitos sobrestados; julgamento deverá 
ocorrer em um ano; possibilidade de desistência (do 
recurso (A desistência do recurso não impede a análise de 
questão cuja repercussão geral já tenha sido reconhecida 
e daquela objeto de julgamento de recursos 
extraordinários ou especiais repetitivos.) da ação (A 
desistência ou o abandono do processo não impede o 
exame de mérito do incidente. Se não for o requerente, o 
Ministério Público intervirá obrigatoriamente no 
incidente e deverá assumir sua titularidade em caso de 
desistência ou de abandono.)) 
PRONUNCIAMENTOS QUALIFICADOS 
ELEMENTOS COMUNS PARA FORMAÇÃO: ampla 
divulgação/publicidade; dever de congruência 
(delimitação da matéria/tese discutida); ampliação do 
debate (admissão de amicus curiae); designação de 
audiências públicas e participação do Ministério Público, 
dever de motivação, coerência e integridade, disciplina 
de superação (overruling = modificações normativas ou 
sociais acerca da matéria, que impactam o próprio 
precedente formado, demandando a sua releitura por não 
mais se coadunar com a realidade jurídica ou social. por 
se tratar da "derrubada" de um precedente firmado, pode 
ser feita pelo parlamento (mediante alteração legislativa), 
pela própria corte que o proferiu ou por corte 
hierarquicamente superior.), disciplina de distinção 
(distinguishing = análise mediante contra-analogia das 
peculiaridades fáticas entre o caso a ser decidido e o caso 
paradigma, que se prestam a afastar o precedente e a 
conferir tratamento diferenciado ao que lhe foi dado. o 
afastamento do precedente se dá apenas por se tratar de 
direito não aplicável ao caso concreto, de modo que a 
técnica possa ser aplicada por qualquer órgão julgador 
(ainda que de hierarquia inferior àquele que elaborou o 
precedente)). CONSEQUÊNCIAS COMUNS DO 
JULGAMENTO: aplicação aos feitos futuros; 
autorização de julgamento monocrático de recursos; 
autorização para sentença liminar de improcedência; 
impedimento da remessa necessária e autorização de 
julgamento monocrático de CPC (O relator poderá julgar 
de plano o conflito de competência quando sua decisão 
se fundar em tese firmada em julgamento de casos 
repetitivos ou em incidente de assunção de competência.) 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DOS RECURSOS 
PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE Conforme o 
princípio da taxatividade, consideram-se recursos 
somente aqueles designados por lei federal, pois compete 
privativamente União legislar sobre essa matéria (art. 22, 
I, da CF/1988). Por conseguinte, não há como admitir a 
criação de recursos pelos tribunais brasileiros, razão pela 
qual se deve reputar inconstitucional a previsão, em 
regimento interno de tribunal, de qualquer espécie de 
recurso. Dando ênfase a tal princípio, o art. 994 
estabelece um rol de recursos cabíveis no âmbito do 
processo civil. Em que pese a literalidade do dispositivo 
transcrito transmitir a ideia de que apenas os recursos nele 
enumerados são admitidos, o rol ali descrito não é 
exaustivo, existindo outros recursos previstos em leis 
extravagantes, a exemplo do recurso inominado no 
âmbito dos Juizados Especiais Comuns (Lei nº 
9.099/1995) e Juizados Especiais Federais (Lei nº 
10.259/2001). 
PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO Resultado de 
construção jurisprudencial, que não tem previsão 
expressa em lei e que não interfere na contagem de prazo 
para a interposição do recurso próprio, o pedido de 
reconsideração deve ser interposto no prazo recursal, 
aguardando-se uma solução ao pedido ainda dentro de tal 
prazo, e no caso de omissão judicial até o vencimento do 
prazo recursal, deve a parte interpor o recurso adequado, 
que poderá perder o objeto na hipótese de acolhimento do 
pedido de reconsideração. Seu objetivo não seria 
substituir o recurso cabível, poderia ser utilizado tão 
somente nas hipóteses de decisões que não sofrem os 
efeitos da preclusão, porque nesse caso o juiz poderia 
modificar sua decisão mesmo de ofício (matérias de 
ordem pública), devendo-se permitir o pedido de 
reconsideração. Fora dessas hipóteses, a possibilidade de 
o juiz se retratar de sua decisão estaria limitada à 
interposição de recurso que permita o juízo de retratação. 
CORREIÇÃO PARCIAL Apenas as sentenças, osacórdãos e as decisões interlocutórias, enfim, os atos com 
conteúdo decisório, em face da possibilidade de causarem 
gravame à parte, ensejam a interposição de recurso. De 
acordo com o art. 1.001, dos despachos não cabe 
recurso. Entretanto, para evitar prejuízo, decorrente da 
inversão tumultuária da ordem processual, a praxe 
forense instituiu uma medida sui generis, que não se 
confunde com recurso, denominada correição 
parcial. Tal medida, que consta apenas em regimentos de 
alguns tribunais e na lei que disciplina a Justiça federal 
(arts. 6º, I, e 9º da Lei nº 5.010/1966), tem um prazo de 5 
dias para ser interposto e destina-se à reparação de ato do 
juiz para o qual não haja previsão de recurso e que, em 
razão de erro (in procedendo) ou abuso, pode causar dano 
irreparável à parte. No que tange à adequação, cumpre 
observar que tal pressuposto relaciona-se com o princípio 
da singularidade, mas com ele não se confunde. Em razão 
da singularidade, a parte há que escolher, no elenco dos 
recursos, apenas um, não se admitindo, como regra, a 
interposição de dois recursos simultâneos. 
REMESSA NECESSÁRIA A remessa necessária, ou 
reexame necessário como já conhecido no CPC ainda 
vigente (art. 475). O artigo 496 do NCPC, inserido no 
Capítulo XIII, “Da Sentença e da Coisa Julgada”, trata da 
remessa necessária. A ideia é bastante simples: não 
produzirá efeitos senão após confirmada pelo tribunal 
(duplo grau de jurisdição obrigatório), a sentença: i) 
proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, 
os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações 
de direito público; e ii) que julgar procedentes, no todo 
ou em parte, os embargos à execução fiscal. Nesses casos, 
ultrapassado o prazo de 15 dias para a interposição de 
recurso de apelação (lembre-se de que os prazos 
recursais, à exceção dos embargos de declaração – 05 
dias –, foram unificados em 15 dias – NCPC, art. 1.003, 
§5º), o juiz ordenará o envio dos autos ao tribunal 
respectivo. Se não o fizer, o presidente do aludido 
tribunal poderá avocar a demanda. Até esse ponto, não há 
muita novidade além das alterações terminológicas. As 
inovações aparecem nos §§ 3º e 4º do artigo 496, que 
trazem exceções à remessa necessária. Em um primeiro 
momento, em vez dos atuais 60 salários mínimos como 
parâmetro geral (CPC, art. 475, §2º), o NCPC utiliza três 
critérios diferentes tendo como base o valor da 
condenação ou do proveito econômico obtido, fazendo, 
ainda, distinções entre os entes federativos. Desse modo 
temos: §3º – Não se aplica o disposto neste artigo quando 
a condenação ou o proveito econômico obtido na causa 
for de valor certo e líquido inferior a: 1.000 salários 
mínimos (para a União e as respectivas autarquias e 
fundações de direito público); 500 salários mínimos (para 
os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e 
fundações de direito público, e os Municípios que 
constituam capitais dos Estados) e 100 salários mínimos 
(para todos os demais municípios e respectivas autarquias 
e fundações de direito público). Num segundo momento, 
as exceções à remessa necessária trazem como balizas as 
hipóteses de coerência da sentença em relação a 
entendimentos consolidados. Dessa forma, também não 
haverá remessa necessária quando a sentença estiver 
fundamentada em: súmula de tribunal superior; acórdão 
proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo 
Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos 
repetitivos; entendimento firmado em incidente de 
resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; ou entendimento coincidente com 
orientação vinculante firmada no âmbito administrativo 
do próprio ente público, consolidada em manifestação, 
parecer ou súmula administrativa. Além de fortalecer a 
desejada solidificação de um sistema brasileiro de 
respeito ao precedente judicial, o dispositivo também se 
mostra atento às orientações vinculantes firmadas na 
esfera administrativa, largamente utilizadas nas 
procuradorias e consultorias jurídicas em geral. Isso 
impedirá a contradição de haver remessa necessária em 
relação a uma decisão que se fundamentou num parecer 
vinculante do próprio ente administrativo que é parte. 
RECURSO ADESIVO Antes tratado no art. 500 do 
CPC/1973, o conhecido recurso adesivo também aparece 
no CPC/2015 em seu art. 997, §2º, sendo, agora, 
admissível na apelação, no recurso extraordinário e 
no recurso especial (inciso II). Tecnicamente, não se trata 
de uma nova espécie recursal, por óbvio, constituindo, 
em verdade, uma forma especial de interposição desses 
recursos (apelação, RE e REsp) no prazo em que a parte 
dispõe para responder. O Novo Código deixa de 
mencionar os embargos infringentes, tendo em vista que 
atualmente configuram espécie recursal extinta (v. rol do 
art. 994), notadamente em função da adoção da técnica 
de julgamento prevista no vigente art. 942 do CPC/2015. 
O recurso adesivo, portanto, é espécie de recurso 
subordinado, contrapondo-se ao recurso independente, 
interposto regularmente no prazo legal previsto pelo 
Código. Suas características essenciais 
são: i) interposição no prazo para resposta 
do recurso principal interposto pela outra 
parte; ii) subordinação ao recurso independente, de 
modo que, havendo desistência ou inadmissibilidade no 
recurso principal, o recurso adesivo automaticamente 
não será conhecido; iii) cabível apenas nos casos de 
sucumbência recíproca, a fim de garantir, à parte que 
recorre adesivamente, o necessário interesse recursal. A 
interposição adesiva do recurso de apelação, recurso 
especial ou recurso extraordinário (a eles somado o 
recurso ordinário constitucional quando fizer as vezes de 
uma apelação – v. CPC/2015, arts. 1.027 e 1.028), 
permite que a parte aguarde eventual recurso da parte 
contrária para, só então, apresentar também a sua 
irresignação no prazo para resposta, subordinando-se 
ao recurso principal independente inicialmente 
interposto. Caso nenhuma das partes interponha 
qualquer recurso, contentando-se com os capítulos da 
decisão que lhe foram favoráveis (ainda que tenha 
sucumbido em outros), haverá imediato trânsito em 
julgado do pronunciamento judicial, evitando-se o 
prolongamento da demanda e prestigiando a celeridade 
processual. 
PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE Dentre vários 
princípios processuais penais, existe o princípio da 
colegialidade, pelo qual a parte tem o direito de, no seu 
recurso a um tribunal, ter o julgamento por um órgão 
colegiado. Consoante entendimento doutrinário, o 
princípio da colegialidade está ligado ao princípio do 
duplo grau de jurisdição, este que, ainda que não 
absoluto, decorre da própria estrutura do poder judiciário 
do Brasil, por isso entendido como implícito, bem como 
de expressa disposição do Pacto de San José da Costa 
Rica (artigo 8, item 2, h) – o que o torna, em verdade, 
explícito. Com o princípio da colegialidade a reavaliação 
do caso, ao invés de ser feita por um único magistrado, 
passa a ser analisada e discutida por um grupo deles, o 
que garantiria, em tese, uma melhor decisão. Nesse 
sentido, ele é um dos princípios processuais penais mais 
proeminentes, de acordo com Nucci, que ensina que “o 
relevante consiste em proporcionar a discussão de teses, 
a contraposição de ideias, enfim, o nobre exercício do 
convencimento e da evolução da aplicação do 
Direito.” (Manual de Processo Penal e Execução Penal, 
6 ed., RT, página 111). Não obstante, esse princípio não 
é absoluto, enseja, para alguns, a oportunidade de 
exceção. Dessarte, em alguns casos excepcionais é 
possível que o princípio da colegialidade, aparentemente, 
seja afastado, quando o regimento interno do tribunal 
permite que determinada matéria seja julgada 
monocraticamente pelo relator. Mas isso só é possível 
quando a matéria tenha jurisprudência consolidada do 
tribunal, sumulada ou não.Assim, parece que realmente 
não existe exceção ao princípio da colegialidade porque 
a matéria julgada monocraticamente já foi discutida pelo 
tribunal. Com efeito, nessas hipóteses, o tribunal delega 
a um membro seu (relator), em favor do princípio da 
celeridade processual, a decisão de acordo com o que é 
entendimento costumeiro do tribunal. 
PRINCÍPIO DA PRIMAZIA DO JULGAMENTO 
DO MÉRITO Necessidade de se revelar vícios não 
graves. O objetivo a ser alcançado pelo CPC é a 
satisfação do pedido em tempo razoável, mediante a 
decisão de mérito, sendo que o princípio da cooperação, 
ou seja, da ação de boa-fé das partes, deve ser apreciado 
no interesse de todos. Dessa forma verifica-se que a 
orientação do novo CPC, desde o primeiro grau até a 
apreciação de recursos no STF, é toda no sentido de 
prestigiar o julgamento de mérito que é, efetivamente, o 
interesse de quem procura a Justiça. Sendo possível de 
ser sanada a irregularidade, o erro material, ou o pequeno 
defeito, não se admite mais a não apreciação do processo 
em decorrência de uma falha que pode ser sanada, dando-
se às partes o direito à apreciação do mérito de seu pedido 
e, ao mesmo tempo, acelerando-se a decisão dos 
processos, transmitindo ao jurisdicionado maior 
confiança no poder judiciário. É interessante ressaltar que 
vícios sanáveis são aqueles que, concretamente podem 
ser sanados, pois a nulidade insanável é incompatível 
com o processo. Exemplifica-se como sanáveis os vícios 
quanto à representação das partes, a regularização de 
procuração, a comprovação de que houve o pagamento 
de custas, todos vícios que podem, inclusive, ser 
conhecidos sem provocação das partes, de ofício. artigos 
4, 932 - §único, 938 - §1º, 1007 - §2º e §7º, 1.107 - §3º e 
1029 - § 3º. 
PRINCÍPIO DA SINGULARIDADE Em decorrência 
do princípio da singularidade ou unirrecorribilidade, cada 
decisão comporta uma única espécie de recurso. 
Consequentemente, não se admite a divisão do ato 
judicial para efeitos de recorribilidade, devendo-se ter em 
mente, para aferir o recurso cabível, o conteúdo mais 
abrangente da decisão no sentido finalístico. Exemplo: no 
caso de a sentença que resolve uma mesma relação 
processual conter uma parte agravável – na qual se 
decidiu questão incidente – e outra apelável – na qual se 
decidiu a lide –, o recurso mais amplo (apelação) absorve 
o menos amplo (agravo de instrumento). A única exceção 
que se poderia invocar ao princípio da unirrecorribilidade 
refere-se à previsão, contemplada no art. 1.031 (art. 543 
do CPC/1973), de interposição simultânea de recursos 
extraordinário e especial. Todavia, nessa hipótese a 
infringência ao princípio é apenas aparente, uma vez que 
cada um dos recursos se refere a uma parte ou capítulo da 
decisão recorrida: o recurso extraordinário relaciona-se à 
matéria constitucional; o recurso especial à matéria 
infraconstitucional. O que o princípio da 
unirrecorribilidade ou singularidade veda é a interposição 
simultânea de dois ou mais recursos contra a mesma parte 
ou capítulo da decisão. Observe-se também que, na 
eventualidade de se oporem embargos de declaração em 
face da sentença ou acórdão contra o qual, 
posteriormente, se vai recorrer, também não há 
infringência do princípio da singularidade. Isso porque 
sequer há simultaneidade entre os embargos de 
declaração e o recurso que lhes suceder, uma vez que 
primeiro são interpostos os embargos e só depois da 
decisão destes é que há ensejo para outro recurso. Por 
fim, cabe mencionar julgamento do STJ que envolveu o 
princípio da singularidade. Segundo a corte, desde que 
respeitada a adequação formal, o princípio da 
unirrecorribilidade não veda a interposição de um único 
recurso para impugnar mais de uma decisão, a despeito 
de ser prática incomum (REsp 1.112.559/TO, Rel. Min. 
Nancy Andrighi, j. 28.08.2012). No caso, a parte interpôs 
um agravo de instrumento em face de duas decisões 
interlocutórias: a primeira, que extinguiu a exceção de 
pré-executividade, e a segunda, que autorizou o 
levantamento da quantia depositada. O agravo não foi 
conhecido pelo Tribunal local, o que ensejou a reforma 
pelo STJ. 
PRINCÍPIO DA CONSUMAÇÃO "A prática de 
qualquer ato processual produz "imediatamente a 
constituição, a modificação ou a extinção de direitos 
processuais" (art. 158) [art. 200 do CPC/2015]. É o 
fenômeno da preclusão consumativa, segundo a qual 
"realizado o ato, não será possível pretender tornar a 
praticá-lo, ou acrescentar-lhe elementos que ficaram de 
fora e nele deveriam ter sido incluídos, ou retirar os que, 
inseridos, não deveriam tê-lo sido". Logo, interposto o 
recurso, extingue-se, tout court, o direito de impugnar o 
provimento, não importa se admissível ou não". "O 
princípio da consumação tem larga aplicação no campo 
dos recursos. Conforme já assinalado, as razões de 
apelação, por exemplo, não comportam ampliações ou 
modificações. É irrelevante, a esse propósito, a 
manifestação dentro do prazo de 15 dias iniciado com a 
intimação da sentença, porque tal prazo se extinguiu, no 
ato da interposição, a teor do art. 158 [art. 200 do 
CPC/2015]. Por outro lado, a interposição do apelo 
parcial, significa aquiescência com a parte remanescente 
da sentença e, por idêntico motivo, é inadmissível a parte 
interpor outra apelação. Tal comportamento infringiria o 
princípio da singularidade. [O princípio da consumação 
subsidiou, de modo relativamente bem-sucedido, a 
impossibilidade de a parte realizar o preparo no dia 
seguinte ao da interposição. E a correta formação do 
instrumento de agravo, instruído com as peças 
obrigatórias, representa ônus do agravante, não se 
tolerando, em homenagem ao princípio da consumação, 
a correção ulterior dos traslados]". 34 Impugnação no 
bojo de contrarrazões? Dispõe o § 1.º do art. 1.009 que 
"As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a 
decisão a seu respeito não comportar agravo de 
instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser 
suscitadas em preliminar de apelação, eventualmente 
interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões" 
(grifei). Essa possibilidade também não afetaria o 
princípio da unirrecorribilidade? 
PRINCÍPIO DA COMPLEMENTARIEDADE Os 
recursos devem ser interpostos no prazo previsto no CPC, 
juntamente com as razões do inconformismo, sob pena de 
preclusão. "Pelo princípio da complementaridade, o 
recorrente poderá complementar a fundamentação de seu 
recurso já interposto se houver alteração ou integração da 
decisão, em virtude de acolhimento de embargos de 
declaração. Não poderá interpor novo recurso, a menos 
que a decisão modificativa ou integrativa altere a 
natureza do pronunciamento judicial, o que se nos afigura 
difícil de ocorrer". Há que se atentar para a jurisprudência 
que veda o conhecimento da apelação interposta quando 
da sentença ainda pende decisão de embargos de 
declaração a ela opostos (apelação prematura) e a posição 
adotada pelo art. 1.024, § 5.º, do CPC/2015: "Se os 
embargos de declaração forem rejeitados ou não 
alterarem a conclusão do julgamento anterior o recurso 
interposto pela outra parte antes da publicação do 
julgamento dos embargos de declaração será processado 
e julgado independentemente de ratificação". Para Daniel 
Amorim Assumpção Neves "O princípio da 
complementaridade, aceito pela doutrina e 
jurisprudência, mas não presente explicitamente no 
CPC/1973, vem expressamente consagrado no art. 1.024, 
§ 3.º, do novo CPC ao prever que, caso o acolhimento dos 
embargos de declaração implique modificação da decisão 
embargada, o embargado que já tiver interposto outro 
recurso contra a decisão originária tem o direito de 
complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites 
da modificação, no prazo de 15 dias, contados da 
intimação da decisão dos embargos de declaração". 
PRINCÍPIO DA PERSONALIDADE O princípioda 
personalidade dos recursos determina que o recurso 
somente poderá beneficiar a parte que recorreu, de modo 
que segundo a proibição de reformatio in pejus, quem 
recorreu não pode ter sua situação agravada no 
julgamento do recurso. Mas há exceções, que são: 
Quando se tratar de assistência simples, de litisconsórcio 
unitário e de litisconsórcio simples, nos casos, apenas, de 
defesas comuns para solidariedade passiva. 
PRINCÍPIO DA VOLUNTARIEDADE Conforme 
afirmado em linhas anteriores, a parte não está obrigada 
a interpor recurso contra a decisão que lhe for 
desfavorável. Contudo, se não o fizer, arcará os ônus 
respectivos. Por exemplo, se a sentença condena o réu a 
pagar determinada quantia e este não interpõe apelação, 
a decisão transita em julgado, sujeitando-o, em caráter 
definitivo, ao que restou decidido. A voluntariedade 
também está presente na desistência do recurso. 
Consoante o art. 998, “o recorrente poderá, a qualquer 
tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, 
desistir do recurso”. Trata-se de ato voluntário que, 
diferentemente do que ocorre com a desistência da ação 
após a contestação, independe da manifestação 
(concordância ou discordância) por parte do recorrido. 
PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE Ao interpor 
recurso, exige-se que ele seja formulado por meio de 
petição pela qual a parte não apenas manifeste sua 
inconformidade com o ato judicial impugnado, mas, 
também e necessariamente, indique os motivos de fato e 
de direito pelos quais requer o novo julgamento da 
questão nele cogitada. Na apelação, constata-se a 
presença do princípio da dialeticidade no inciso II do art. 
1.010, que traz como requisito da peça recursal a 
indicação das razões do pedido de reforma ou de 
decretação da nulidade da sentença. No agravo de 
instrumento, do mesmo modo, o legislador elenca como 
um dos requisitos da petição inicial “as razões do pedido 
de reforma ou de invalidação da decisão e o próprio 
pedido” (art. 1.016, III). Na jurisprudência, as Súmulas nº 
282, 284 e 287 do Supremo Tribunal Federal8 e as 
Súmulas nº 126 e 182 do STJ também se referem ao 
princípio da dialeticidade. Vale ressalvar que apesar da 
exigência de impugnação específica, o STJ considera que 
a reiteração de argumentos elencados na petição inicial 
ou na contestação não implica, por si só, a ausência de 
requisito objetivo de admissibilidade do recurso de 
apelação, constem no apelo recursal os fundamentos de 
fato e de direito evidenciadores do desejo de reforma da 
sentença. 
PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL 
Como decorrência do princípio da singularidade, 
analisado no tópico anterior, a impugnação do ato judicial 
deve ser realizada por meio do recurso adequado para tal 
mister, sob pena de inadmissão da via recursal utilizada 
por ausência de um dos requisitos de admissibilidade 
(cabimento). Não obstante, em certas situações em que 
há dúvida objetiva a respeito do recurso cabível para 
impugnar determinada decisão, admite-se o recebimento 
de recurso inadequado como se adequado fosse, de modo 
a não prejudicar a parte recorrente por impropriedades do 
ordenamento jurídico ou por divergências doutrinárias e 
jurisprudenciais. A possibilidade de admissão de um 
recurso pelo outro decorre da aplicação do princípio da 
fungibilidade, não contemplado expressamente no 
CPC/1973, mas que ganha força no novo Código. O § 3º 
do art. 1.024, por exemplo, prevê a possibilidade de 
recebimento e processamento dos embargos de 
declaração como agravo interno, entendimento que já era 
contemplado na jurisprudência (STJ, EDcl nos EAREsp 
252.217/ES, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 3ª 
Seção, julgado em 11.06.2014). No âmbito dos recursos 
extraordinários, o novo CPC também admite a 
fungibilidade entre o REsp e o RE. É o que se pode 
perceber da leitura dos arts. 1.032 e 1.033. A admissão do 
princípio da fungibilidade exigia, segundo a doutrina 
majoritária, a presença de dois requisitos: dúvida objetiva 
sobre qual é o recurso cabível (inexistência de erro 
grosseiro) e interposição do recurso “inadequado” no 
prazo do recurso cabível. Com o novo Código de 
Processo Civil, excetuados os embargos de declaração, o 
prazo para interposição dos demais recursos (apelação; 
agravo de instrumento; agravo interno; recurso ordinário; 
recurso especial e extraordinário; agravo em recurso 
especial ou extraordinário; e embargos de divergência) 
será de quinze dias. Creio, assim, que a discussão quanto 
à observância (ou não) do prazo recursal para aplicação 
da fungibilidade só terá relevância quando a parte 
pretender efetivamente impugnar a decisão, mas, para 
tanto, utilizar os embargos de declaração. Ainda assim, se 
adotada a precaução anterior – interposição no prazo do 
recurso escolhido –, não deve mais haver discussão. 
PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DA REFORMATIO 
IN PEJUS Consoante o princípio da proibição 
da reformatio in pejus, é vedada a reforma da decisão 
impugnada em prejuízo do recorrente e, 
consequentemente, em benefício do recorrido. Desse 
modo, sendo interposto recurso por determinado motivo, 
o órgão julgador só pode alterar a decisão hostilizada nos 
limites em que ela foi impugnada, não podendo ir além. 
Trata-se, como se vê, de consectário lógico do princípio 
do dispositivo, segundo o qual o órgão jurisdicional 
somente age quando provocado (art. 2º), e do princípio da 
congruência, pelo qual o julgador está vinculado ao 
pedido formulado pela parte (arts. 141 e 492, por 
extensão). Caso ambas as partes interponham recurso 
contra uma decisão, a princípio, não haverá que se falar 
em aplicação do princípio em comento. É que, em tal 
situação, o provimento de um recurso em detrimento do 
outro pode ensejar, nos limites dos recursos interpostos, 
prejuízo a um dos recorrentes. Entretanto, mesmo na 
hipótese descrita pode ocorrer a incidência do princípio 
da proibição da reformatio in pejus em favor de um dos 
recorrentes, como demonstra o seguinte exemplo: em 
demanda proposta por “A” visando à condenação de “B” 
ao pagamento da quantia de R$ 10.000,00, a título de 
danos materiais, o pedido foi julgado parcialmente 
procedente para condenar “B” ao pagamento de R$ 
8.000,00. Inconformado, “A” interpõe apelação 
buscando majorar a condenação para R$ 10.000,00, ao 
passo que “B”, também irresignado, interpõe apelação 
pleiteando tão somente a redução da condenação para R$ 
5.000,00. Nesse caso, poderá o tribunal dar provimento a 
um ou outro recurso, majorando ou reduzindo a verba 
condenatória sem que haja infringência ao princípio 
da reformatio in pejus. Todavia, com base no mesmo 
princípio, não poderá o tribunal entender que não 
restaram preenchidos os requisitos para que surja o dever 
de indenizar de “B”, porquanto tal questão não foi objeto 
dos recursos interpostos e, por conseguinte, a 
modificação da sentença quanto a essa parte implica 
prejuízo a “A” sem que haja pedido de “B” a esse 
respeito. Constitui exceção ao princípio sob análise a 
apreciação de questões de ordem pública, porquanto 
conhecíveis de ofício em qualquer tempo e grau de 
jurisdição (arts. 485, § 3º, e 337, § 5º). Situação 
interessante ocorre com relação à resolução de mérito 
realizada pelo tribunal depois de cassar sentença, nos 
moldes do art. 1.013, § 3º. Conquanto o autor6 recorra da 
sentença objetivando sua cassação e, posteriormente, 
julgamento da lide em seu favor, nada obsta a que o 
tribunal julgue improcedente o pedido formulado na 
inicial. Não há que se falar em reformatio in pejus, haja 
vista que, em virtude de a sentença ter sido cassada pelo 
tribunal, todas as questões discutidas nos autos devem ser 
apreciadas, o que pode resultar em resolução do mérito 
em favor ou em prejuízo do autor. Por fim, cumpre 
ressaltar que, também com fundamento nos princípios do 
dispositivo e da congruência, não é admitida a reformatioin melius, isto é, a reforma da decisão para melhorar a 
situação do recorrente além do que foi pedido. 
PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO 
Os recursos, por terem como objetivo a impugnação e o 
reexame de uma decisão judicial, relacionam-se 
intimamente com o princípio do duplo grau de jurisdição, 
segundo o qual se possibilita à parte que submeta matéria 
já apreciada e decidida a novo julgamento, por órgão 
hierarquicamente superior. O princípio do duplo grau de 
jurisdição está implicitamente previsto na Constituição, 
seja como consectário do devido processo legal, seja em 
decorrência de previsão constitucional acerca da 
existência de tribunais, aos quais foi conferida 
competência recursal (arts. 92 a 126 da CF/1988). 
Embora se trate de princípio ínsito ao sistema 
constitucional, a sua aplicação não é ilimitada, tanto que 
a própria Constituição estabelece hipóteses 
de competência originária de tribunais superiores, nas 
quais não há possibilidade de interposição de recurso 
ordinário. Assim, em virtude de o duplo grau de 
jurisdição não possuir incidência ilimitada, permite-se ao 
legislador infraconstitucional restringir o cabimento dos 
recursos, como ocorre, por exemplo, no caso do art. 
1.007, § 6º, que prevê a irrecorribilidade da decisão que 
releva a pena de deserção se provado justo impedimento 
do recorrente. 
PRINCÍPIO DO ESGOTAMENTO DAS VIAS 
RECURSAIS Existe uma ordem natural de interposição 
de recursos. Não se pode recorrer diretamente para o 
Supremo quando a parte bem quiser. As vias recursais 
têm que ser gradualmente esgotadas. O não esgotamento 
acarreta o não conhecimento do recurso interposto 
diretamente no tribunal superior. O sistema não pode ser 
abreviado. Portanto deve-se utilizar todos os recursos 
cabíveis na instância a quo, não se admite recurso per 
saltum, normalmente há aplicação na interposição de RE 
e REsp. Súmula 281 do STF - é inadmissível o recurso 
extraordinário, quando couber na justiça de origem, 
recurso ordinário da decisão impugnada. Súmula 207 do 
STJ - e inadmissível recurso especial quando cabíveis 
embargos infringentes contra o acórdão proferido no 
tribunal de origem 
APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO Os sistemas de 
resolução de conflitos de lei processual no tempo são: 
Sistema de Unidade Processual: Iniciado o processo 
sobre uma lei, esta será aplicada até o final, não incidindo 
a lei nova sobre ele; Sistema de Isolamento dos Atos: A 
lei nova será aplicada imediatamente, atingindo 
diretamente o ato processual, independentemente da fase 
processual e; Sistema de Fases Processuais: A relação 
jurídica processual é iniciada quando o autor apresenta 
em juízo petição inicial, sendo a demanda encerrada por 
meio de sentença. A relação processual é composta por 
várias fases (postulatória, ordenatória, saneamento, 
instrutória e decisória) e dentro delas são praticados 
inúmeros atos processuais. A lei nova será aplicada 
quando for dado início a uma nova fase, cabendo às partes 
controlar a aplicação eletiva da nova lei. No Brasil 
utilizam-se o Sistema de Isolamento dos Atos e o Sistema 
das Fases Processuais. Com relação aos recursos, a 
particularidade é que a aplicabilidade da lei vigente se 
dará ao tempo da decisão e o novo CPC traz a 
regulamentação sobre o tema do direito intertemporal em 
seus artigos 1046, 1047, 1049, 1052, 1053, 1056 e 1063. 
PROVAS 
01 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) O princípio da fungibilidade recursal permite que a 
parte interponha mais de um recurso contra mesma 
decisão judicial; 
(B) Segundo entendimento exarado pelo STF, o princípio 
do duplo grau de jurisdição é uma garantia constitucional; 
(C) Tendo sido julgado parcialmente procedente o pedido 
de danos morais, condenando-se o réu a indenizar o autor 
em R$ 50.000,00, o autor e réu recorrem e o Tribunal 
reduz a condenação para R$ 20.000,00. Há, no caso, 
afronta ao princípio da proibição da reformatio in pejus, 
vez que agrava a situação do autor; 
(D) Pelo princípio da consumação. Veda-se que o 
recorrente modifique recurso já interposto; 
(E) Uma vez interposta uma espécie recursal incorreta 
contra uma decisão judicial, se a parte dela desistir, é-lhe 
autorizada a interposição de espécie recursal correta, se 
ainda não houver esgotado o prazo. 
02 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) O recorrente pode desistir do recurso a qualquer 
tempo, inclusive após o seu julgamento; 
(B) Quanto ao juízo de admissibilidade e de mérito, há a 
possibilidade de o recurso ser não reconhecido e provido; 
(C) O acórdão proferido no julgamento do incidente de 
resolução de demandas repetitivas e no do incidente de 
resolução de demandas repetitivas são de observância 
obrigatória pelo juiz de primeiro grau; 
(D) No julgamento da remessa necessária, pode haver a 
reforma da sentença, inclusive em benefício do 
particular; 
Havendo sucumbência recíproca, qualquer espécie 
recursal pode ser interposta adesivamente. 
03 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) Ocorre o efeito substitutivo, quando, tratando-se de 
error in iudicando, o tribunal mantém a sentença por seus 
próprios fundamentos; 
(B) O efeito devolutivo somente está presente nos 
recursos que permitem a retratação pelo próprio julgador; 
(C) O efeito obstativo impede que a decisão recorrida 
surta efeitos; 
(D) Pelo efeito expansivo, outras matérias, que não 
aquelas efetivamente impugnadas, são transferidas para o 
órgão julgador; 
(E) O efeito regressivo ocorre quando a decisão recorrida 
é anulada e é determinado o retorno dos autos ao órgão 
de origem para que nova decisão seja proferida. 
04 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) A apelação deve ser julgada pelo órgão colegiado 
competente (turma ou câmara), não lhe sendo aplicável 
as hipóteses de julgamento monocrático previstas no Art. 
932 do CPC; 
(B) O CPC de 2015 permite que o juiz profira várias 
decisões parciais de mérito. No início ou final da fase 
cognitiva. Independentemente do momento em que 
proferida a decisão do mérito, caberá apelação; 
(C) A apelação está sujeita a duplo juízo de 
admissibilidade; 
(D) A apelação é cabível contra a decisão, de juiz ou 
tribunal, que põe fim à fase cognitiva ou extingue a 
execução; 
(E) A apelação, como regra, possui efeito suspensivo. 
05 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) Em se tratando de autos físicos, a petição de agravo 
de instrumento deverá ser acompanhada de cópias das 
peças obrigatórias pela legislação. A falta de qualquer 
peça obrigatória, impede a admissibilidade do recurso e, 
ante a preclusão consumativa, não poderá haver a sua 
juntada posteriormente ao protocolo do recurso; 
(B) No agravo de instrumento, de regra, não se aplica a 
técnica de julgamento de ampliação do colegiado; 
(C) O agravo de instrumento é cabível contra qualquer 
decisão interlocutória; 
(D) Proferida decisão interlocutória constante no rol do 
art. 1.015 do CPC, a parte pode escolher entre a 
impugnação, por meio de agravo de instrumento, ou ao 
final, por meio de apelação; 
(E) Se, na sentença, o juiz proferir decisão interlocutória 
que faz parte da lista do art. 1.015 do CPC, a parte deverá 
interpor, concomitantemente apelação e agravo de 
instrumento. 
06 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) O agravo interno pode ser decidido 
monocraticamente ou pelo órgão colegiado, conforme se 
enquadre ou não em alguma das hipóteses do art. 932 do 
CPC; 
(B) Desprovido o agravo interno por unanimidade, a 
parte será sancionada, ipso fato, com uma multa 
processual impeditiva de recursos; 
(C) O recurso inominado é cabível apenas de sentenças 
proferidas nos juizados especiais cíveis estaduais; nos 
federais, caberá apelação; 
(D) No recurso inominado o preparo deve ser 
comprovado no ato de interposição do recurso; 
(E) No recurso inominado, a presença do advogado é 
obrigatória, ainda que o valor da causa seja inferior a 20salários mínimos. 
07 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) Não cabem embargos de declaração contra decisão 
que a Lei estabelece ser irrecorrível; 
(B) Interpostos nos tribunais, os embargos serão julgados 
por órgão colegiado, ainda que interpostos contra decisão 
monocrática; 
(C) Não se admitirão novos embargos de declaração, 
sucessivamente, se os dois primeiros forem considerados 
protelatórios; 
(D) Os embargos de declaração devem ser interpostos por 
escrito, ainda que se trate de decisão proferida na 
audiência de instrução e julgamento dos juizados 
especiais; 
(E) Havendo vários vícios (omissão, obscuridade, 
contradição e erro material) na decisão judicial, a parte 
poderá interpor, sucessivamente, tantos embargos de 
declaração quantos forem os vícios. 
08 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) Cabendo contra uma decisão recurso especial e 
recurso extraordinário, deverá ser interposto apenas o 
primeiro. (B) Só depois de julgado o recurso especial terá 
início o prazo para a interposição do recurso 
extraordinário; 
(C) O recurso extraordinário somente é cabível, quando 
se aponta contrariedade à CF de 1988, sendo incabível se 
for apontada contrariedade à Constituição não mais em 
vigor, ainda que o fato tenha ocorrido antes de 05 de 
Outubro de 1988; 
(D) A repercussão geral da questão é exigida tanto para o 
recurso especial, quanto para o recurso extraordinário; 
(E) O CPC estabeleceu a possibilidade de o 
prequestionamento para a admissibilidade dos recursos 
especial e extraordinário se dar fictamente; 
Cabe recurso especial contra acórdão de turma recursal 
que esteja fundada na interpretação de Lei Federal. 
09 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) Para a aplicação do princípio da fungibilidade 
recursal é necessário que haja dúvida objetiva acerca do 
recurso adequado para impugnar uma determinada 
decisão judicial; 
(B) Segundo o STF, o princípio do duplo grau de 
jurisdição é uma garantia constitucional 
(C) Em razão do princípio da proibição da reformatio in 
pejus, é vedado ao tribunal proferir decisão que agrave a 
situação do único recorrente, ainda que se trate de matéria 
de ordem pública; 
(D) Quanto à aplicação da Lei processual no tempo, em 
se tratando de recursos, vale a Lei vigente ao tempo da 
intimação da decisão; 
(E) Quanto ao juízo de admissibilidade e de mérito, há 
possibilidade de o recurso ser não conhecido e provido. 
10 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) A desistência do recurso depende da anuência da 
parte contrária; 
(B) Mesmo se houver alguma particularidade no caso 
concreto, o acórdão proferido no julgamento do incidente 
de resolução de demandas repetitivas e no incidente de 
resolução de demandas repetitivas são de observância 
obrigatória pelo juiz de primeiro grau; 
(C) A remessa necessária é aplicável, quando houver 
decisão contrária à Fazenda Pública, seja ela sentença, 
decisão interlocutória, acórdão ou decisão monocrática; 
(D) É intempestivo o recurso interposto antes de a parte 
ser intimada; 
(E) Não se conta em dobro o prazo para recorrer quando 
apenas um dos litisconsortes haja sucumbido. 
11 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) O efeito devolutivo ocorre quando a decisão recorrida 
é anulada e é determinado o retorno dos autos ao órgão 
de origem para que a nova decisão seja proferida; 
(B) Pelo novo CPC, a regra é que os recursos em geral 
possuam efeito suspensivo; 
(C) Ocorre o efeito substitutivo quando, tratando-se de 
error in iudicando, o tribunal cassa a decisão recorrida 
por constatar error in procedendo; 
(D) Pelo efeito expansivo objetivo, outras decisões, que 
não aquela efetivamente impugnada pelo recurso, são 
atingidas pelo julgamento deste.; 
(E) O efeito regressivo está presente em todos os 
recursos. 
12 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) A correição parcial não pode ser utilizada contra atos 
omissivos do juiz; 
(B) Segundo a Doutrina brasileira predominante, os 
recursos possuem natureza jurídica de extensão do direito 
de ação; 
(C) O pedido de reconsideração não tem natureza recursal 
porém, uma vez apresentado, suspende o prazo para 
interposição do recurso adequado contra a decisão; 
(D) No julgamento de remessa necessária, pode haver a 
reforma de sentença, inclusive em benefício do 
particular; 
(E) Segundo a doutrina prevalecente, a desistência do 
recurso pode ocorrer mesmo se já iniciada a votação. 
13 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) O terceiro prejudicado possui legitimidade recursal 
para interpor recurso, somente pela via independente; 
(B) A renúncia ao direito de recorrer é passível de 
retratação; 
(C) Havendo sucumbência recíproca, qualquer espécie 
recursal pode ser interposta adesivamente; 
(D) O beneficiário da gratuidade da justiça não se sujeita 
ao recolhimento da multa por reiteração de embargos de 
declaração protelatórios. A multa, para ele, é inexigível 
mesmo após o trânsito em julgado; 
(E) Não se sujeita a preparo o recurso interposto em autos 
que tramitam eletronicamente. 
14 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) Quanto ao juízo de admissibilidade e de mérito, há a 
possibilidade de o recurso ser não conhecido e provido; 
(B) Como regra, o recurso interposto por um litisconsorte 
não aproveitará os demais, exceção feita no caso de 
litisconsórcio unitário; 
(C) A suspensão do processo sempre implicará a 
suspensão do prazo recursal; 
(D) Os prazos recursais não podem ser objeto de redução 
ou prorrogação, seja pelas partes, seja pelo juiz; 
(E) O provimento de recurso em que se aponta error in 
iudicando do juízo a quo leva à cassação da decisão 
recorrida. 
15 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) Pelo princípio da primazia do julgamento do mérito, 
qualquer vício formal é passível de ser sanado; 
(B) Pelo princípio da dialeticidade, basta que a parte traga 
em seu recurso as razões recursais, mesmo que 
dissociadas da decisão recorrida; 
(C) O princípio da fungibilidade, quando aplicado, 
excepciona o requisito de admissibilidade concernente ao 
cabimento da decisão recorrida; 
(D) Em razão do princípio da proibição da reformatio in 
peius, é vedado ao tribunal proferir decisão que agrave a 
situação do único recorrente, ainda que se trate de matéria 
de ordem pública; 
(E) Constitui uma exceção ao princípio da singularidade 
a interposição conjunta de apelação e agravo de 
instrumento quando, no mesmo ato decisório, o juiz 
concede tutela provisória e põe fim à faze cognitiva. 
16 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) O agravo interno é o recurso adequado para impugnar 
decisão monocrática de presidente ou de vice-presidente 
de tribunal que determina o sobrestamento do recurso 
especial para aguardar o julgamento do recurso 
representativo da controvérsia; 
(B) O cabimento do recurso ordinário para o STJ está 
condicionado à existência de matéria de Lei Federal; 
(C) Uma vez desprovido o agravo interno, haverá 
aplicação imediata da multa prevista no art. 1.021, §4º do 
CPC; 
(D) Embargos de declaração não tem o condão de levar à 
reforma ou invalidação de uma decisão judicial, mas 
somente integrá-la; 
(E) Uma vez considerados protelatórios os embargos de 
declaração, a parte não mais poderá se valer dos 
embargos de declaração sem que haja os recolhimentos 
da multa aplicada. 
17 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) Ainda que haja matéria constitucional, é incabível 
recurso extraordinário de acórdão de turma recursal; 
(B) Mesmo nos casos de presunção de repercussão geral 
previstos no CPC ou quando o STF já tiver reconhecido 
a repercussão geral da matéria, a parte não está 
dispensada de demonstrar a repercussão geral da questão 
constitucional veiculada em seu recurso extraordinário; 
(C) O pré-questionamento somente se perfaz, quando a 
parte interpões embargos de declaração contra a decisão 
recorrida. Sem a interposição de embargos de declaração, 
não há pré-questionamento;(D) O recurso extraordinário é cabível quando se apontar 
contrariedade a dispositivo constitucional. Seja ele da 
Constituição Federal, seja da Constituição Estadual; 
(E) Cabendo contra uma mesma decisão recurso especial 
e recurso extraordinário, deverá ser interposto apenas o 
primeiro. Só depois de julgado o recurso especial terá 
início o prazo para a interposição do recurso 
extraordinário. 
18 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) A correição parcial pode ser utilizada contra atos 
omissivos do juiz; 
(B) Segundo a doutrina brasileira predominante, os 
recursos possuem natureza jurídica de extensão do direito 
de ação; 
(C) O pedido de reconsideração não tem natureza recursal 
e, uma vez apresentado, não suspende, nem interrompe o 
prazo para interposição do recurso adequado contra a 
decisão; 
(D) No julgamento da remessa necessária, pode haver a 
reforma de sentença, inclusive em benefício do 
particular; 
(E) Havendo sucumbência reciproca, qualquer espécie 
recursal pode ser interposta adesivamente. 
19 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) O terceiro prejudicado possui legitimidade recursal 
para interpor recurso, somente pela via independente; 
(B) Para que haja interesse recursal, é necessária a 
sucumbência formal; 
(C) A renúncia ao direito de recorrer é passível de 
retratação; 
(D) A desistência do recurso pode se dar a qualquer 
tempo, inclusive após o seu julgamento; 
(E) O beneficiário da gratuidade da justiça não se sujeita 
ao recolhimento da multa por reiteração de embargos de 
declaração protelatórios. A multa, para ele, é inexigível 
mesmo após o trânsito em julgado. 
20 – ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
(A) O beneficiário da gratuidade da justiça não se sujeita 
ao recolhimento da multa por reiteração de embargos de 
declaração protelatórios. A multa, para ele, é inexigível 
mesmo após o trânsito em julgado; 
(B) o recurso interposto por um litisconsorte não 
aproveitará os demais, exceção feita no caso de 
litisconsórcio unitário; 
(C) A suspensão do processo sempre implicará a 
suspensão do prazo recursal; 
(D) Os prazos recursais não podem ser objeto de redução 
ou prorrogação, seja pelas partes, seja pelo juiz; 
(E) Havendo a insuficiência do valor do preparo, o 
recurso será considerado deserto se a parte, intimada, não 
recolher em dobro a diferença verificada. 
COLOQUE V OU F 
(V) Na Justiça Federal, o preparo da apelação pode ser 
comprovado até 5 dias após a interposição do recurso 
(V) Em razão do princípio da consumação, a parte não 
pode interpor novamente recurso já interposto, ainda que 
tenha havido desistência do 1º. 
(V) Constatado o error in judicando, o órgão ad quem 
reforma a decisão recorrida 
(V) No processo civil, somente há remessa necessária de 
sentenças; jamais de decisões interlocutórias. 
(F) Constitui hipótese de renúncia ao direito de recorrer 
o cumprimento espontâneo da decisão, sem reserva 
alguma 
(F) O Ministério Público tem legitimidade recursal, 
inclusive para interpor recurso adesivo, que quando atua 
como parte, quer como fiscal da lei 
(F) Ao órgão de interposição somente compete o juízo de 
admissibilidade do recurso, competindo ao órgão 
julgador efetuar unicamente o juízo de mérito 
(F) O efeito devolutivo permite que o órgão prolator da 
decisão recorrida, reveja o seu entendimento 
(F) O efeito regressivo faz com que a decisão recorrida 
seja anulada e os autos retornem para novo julgamento 
pelo órgão prolator de origem 
(F) Passado o prazo para contrarrazões, a desistência do 
recurso somente é válida se houver a concordância do 
recorrido.

Mais conteúdos dessa disciplina