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Sustentabilidade e 
Meio Ambiente 
Sustentabilidade e 
Meio Ambiente 
1ª edição
2019
Autoria
Parecerista Validador
Aloísio André dos Santos
Homero Nunes Pereira
*Todos os gráficos, tabelas e esquemas são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência.
Informamos que é de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos. Nenhuma parte
desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. A violação dos
direitos autorais é crime estabelecido pela Lei n.º 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal.
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Sumário
Sumário
Unidade 1
1. Biodiversidade ............................................................7
Unidade 2
2. Sustentabilidade .......................................................28
Unidade 3
3. Desenvolvimento Sustentável .................................44
Unidade 4
4. Recursos, Exploração e Esgotamento ....................60
Unidade 5
5. Pobreza e Superpopulação ......................................77
Unidade 6
6. Consciência Ecológica ..............................................92
Unidade 7
7. Pegada Ecológica e Biocapacidade ..................... 108
Unidade 8
8. Globalização Ambiental ........................................ 123
5
Palavras do professor
Inicialmente, a proposta é compreender a importância da biodiversidade 
e dos ecossistemas para a nossa vida, assim como identificar os biomas 
brasileiros e as ameaças à biodiversidade no Brasil e no mundo. Em 
seguida, serão abordados os conceitos de sustentabilidade ambiental, 
social e econômica, de modo a compreender as relações entre o homem 
e o ambiente e as consequências da interação, vislumbrando as atitudes 
sustentáveis como forma de contribuir para a preservação do meio 
ambiente.
Ao longo da disciplina, serão tratadas as contradições entre 
sustentabilidade e desenvolvimento sustentável, estudando os 
indicadores de sustentabilidade, assim como as tecnologias para o 
desenvolvimento sustentável. Na prática, o desenvolvimento tecnológico, 
embora necessário para a evolução da humanidade, ocasiona sérios 
problemas ao meio ambiente e, por isso, precisa ser debatido nas esferas 
ambiental, social e econômica.
Nesta disciplina, será oportunizado reconhecer os efeitos danosos do mau 
uso de recursos naturais e os custos associados ao meio ambiente frente 
ao desmatamento, agropecuária, mineração e outras ações do homem 
no meio ambiente. Dessa forma, poderemos estabelecer as relações 
entre ciência, tecnologia, sociedade e meio ambiente, bem como as 
questões relacionadas à pobreza, concentração de recursos econômicos, 
superpopulação e poluição.
Evidenciar a consciência ambiental também será foco de estudo na 
disciplina, por meio da educação ambiental indisciplinar, dando ênfase 
ao consumo e consumismo e a própria consciência ecológica. Também 
será promovida a conscientização sobre a importância da preservação 
ambiental para a sustentabilidade das sociedades e do planeta, 
explicitando pegada ecológica e biocapacidade. 
Por fim, ao final da disciplina, serão contextualizadas as questões ambientais 
em relação ao modo de vida contemporâneo, consumo, preservação e 
impactos ambientais, estudando a influência do aquecimento global, 
efeito estufa e os acordos internacionais sobre o meio ambiente.
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Objetivos da disciplina
• Explicar o conceito de biodiversidade.
• Diferenciar ecossistemas e biomas.
• Identificar biomas brasileiros.
• Explicar as ameaças e as ações de conservação da biodiversidade.
• Explicar o conceito de sustentabilidade.
• Identificar os três tipos de sustentabilidade.
• Diferenciar sustentabilidade de desenvolvimento sustentável.
• Identificar tecnologias utilizadas para o desenvolvimento 
sustentável.
• Investigar os efeitos do mau uso dos recursos naturais.
• Explicar as relações entre ciência, tecnologia, sociedade e meio 
ambiente.
• Explicar o conceito de educação ambiental.
• Contrastar consumo e consumismo.
• Explicar o conceito de biocapacidade e de pegada ecológica.
• Analisar os efeitos do aquecimento global no meio ambiente.
• Investigar a influência dos acordos internacionais sobre o meio 
ambiente.
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 1Unidade 11. Biodiversidade
Para iniciar seus estudos
Nesta unidade, compreenderemos o conceito de biodiversidade e a 
importância de sua conservação frente às ameaças provenientes dos 
seres humanos ao longo dos séculos. Assim, teremos a oportunidade 
de entender a importância da biodiversidade para a preservação dos 
ecossistemas e dos biomas. Entenderemos que os ecossistemas são 
compostos também por ambientes não vivos (clima, terra, sol, solo, clima, 
atmosfera). Poderemos compreender que os ecossistemas são os alicerces 
da biosfera e determinam a saúde de todo o sistema terrestre. Em um 
ecossistema e bioma, cada organismo tem seu próprio nicho ou papel a 
desempenhar. Por fim, aprenderemos a diferença entre ecossistemas e 
biomas, assim como quais são os biomas brasileiros e as especificidades 
de cada um. Vamos lá?
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar o conceito de biodiversidade.
• Diferenciar ecossistemas de biomas.
• Identificar biomas brasileiros.
• Analisar as ameaças do homem à biodiversidade.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Introdução da unidade
A Organização das Nações Unidas (ONU) designou o período entre 2011 e 2020 como a Década das Nações 
Unidas sobre Biodiversidade. Na biodiversidade, cada espécie, não importa quão grande ou pequena seja, tem um 
papel importante a desempenhar no ecossistema. Várias espécies vegetais e animais dependem umas das outras 
e as diversas espécies garantem a sustentabilidade natural para todas as formas de vida. Uma biodiversidade 
saudável e sólida pode recuperar-se da variedade de desastres que encontramos na atualidade, como terremotos, 
tsunamis, furacões, entre outros.
Na atualidade, os seres humanos são a causa mais perigosa de destruição da biodiversidade da Terra, o que 
ocasiona a destruição do habitat pelo desmatamento, superpopulação, poluição e aquecimento global. Espécies 
que são fisicamente grandes e aquelas que vivem em florestas ou oceanos são mais afetadas pela redução do 
habitat.
Nesse sentindo, podemos notar que a biodiversidade, crucial para o bem-estar da vida na Terra, está sob a ameaça 
de muitos fatores relacionados às atividades humanas. Há uma necessidade urgente de tomar medidas para 
proteger a magnífica biodiversidade do nosso planeta, de forma a criarmos políticas econômicas para manter a 
biodiversidade da Terra e tomar medidas apropriadas para proteger habitat e espécies. 
Por isso, é importante para nós, enquanto seres humanos e responsáveis pela conservação dos nossos recursos 
naturais, entendermos os conceitos de biodiversidade, ecossistemas e biomas, de forma a procurar meios que 
mitiguem as ameaças utilizando recursos de maneira sustentável e em equilíbrio.
1.1 Biodiversidade 
Biodiversidade ou diversidade biológica é um termo que descreve a variedade de seres vivos na Terra, em suma, 
é descrito como grau de variação da vida.
Figura 1 – Biodiversidade
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
A diversidade biológica engloba microrganismos, plantas, animais e ecossistemas, como recifes de corais, 
florestas, florestas tropicais, desertos, entre outros. A biodiversidade também se refere ao número ou abundância 
de diferentes espécies que vivem dentro de uma região particular, além de representar a riqueza dos recursos 
biológicos disponíveis para a humanidade.
Segundo Barbosa e Viana, “etimologicamente, a palavra biodiversidade significa diversidade da vida (do grego 
bios, que significa vida), ou seja, a variedade e a multiplicidade de seres vivos que há em nosso planeta” (BARBOSA;VIANA, 2014, p. 29).
Para Dias, a biodiversidade:
É uma medida da variedade entre os ecossistemas, espécies, populações de uma mesma espécie e 
da diversidade genética. A biodiversidade natural é uma componente de ecossistemas saudáveis, 
e cada vez mais se reconhece que o nosso continuo acesso aos recursos do planeta, incluindo ar 
limpo, água e solo, depende dessa diversidade biológica (DIAS, 2015, p. 165).
As decisões humanas que influenciam a biodiversidade afetam o bem-estar do homem. Logo, a biodiversidade é 
a base dos serviços ecossistêmicos aos quais o bem-estar humano está intimamente ligado. 
Apesar de muitas ferramentas e fontes de dados, a biodiversidade continua difícil de quantificar com precisão. De 
fato, segundo Rosa et al., “o avanço tecnológico permitiu e exigiu a amplificação e intensificação da complexidade 
dos efeitos da ação do homem sobre o meio ambiente” (ROSA et al., 2012, p. 157).
Mas respostas precisas raramente são necessárias para elaborar um entendimento efetivo de onde a biodiversidade 
está, como ela está mudando no espaço e no tempo, os motivadores responsáveis por tais mudanças, as 
consequências de tais mudanças para os serviços ecossistêmicos e bem-estar humano e as opções de resposta.
Idealmente, para avaliar as condições e tendências da biodiversidade, é necessário medir a abundância de 
todos os organismos no espaço e no tempo, usando taxonomia (como o número de espécies), características 
funcionais (por exemplo, tipo ecológico, como plantas fixadoras de nitrogênio, como leguminosas versus 
plantas que não fixam nitrogênio) e as interações entre espécies que afetam sua dinâmica e função (predação, 
parasitismo, competição e facilitação, como polinização, por exemplo, e quão fortemente tais interações afetam 
os ecossistemas). Ainda mais importante, seria estimar também a rotatividade da biodiversidade, não apenas 
estimativas pontuais no espaço ou no tempo. 
Existem três elementos essenciais relacionados à biodiversidade:
1. Genética: os seres vivos são formados por genes que contêm as características de cada espécie.
2. Sistema ecológico: quando as espécies, que podem ser iguais ou não, se unem e formam comunidades e, 
por meio de interação com o meio onde vivem, formam um ecossistema e os biomas.
3. Espécies ou diversidade orgânica: evoluções de determinados animais que possuem características em 
comum.
Recentemente, um novo aspecto foi adicionado: diversidade molecular (variedade nas sequências de DNA dentro 
da população). 
Distribui-se de forma desigual a biodiversidade, variando globalmente e dentro das regiões. Os fatores que 
influenciam a biodiversidade incluem temperatura, altitude, precipitação, solos e sua relação com outras 
espécies. Por exemplo, a biodiversidade oceânica é 25 vezes menor que a diversidade terrestre.
A biodiversidade também aumenta sua forma à medida que se move dos polos para os trópicos.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Figura 2 – Biodiversidade terrestre
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Resultado de 3,5 bilhões de anos de evolução, a biodiversidade sempre esteve sujeita a 
períodos de extinção, sendo que a etapa mais recente e mais destrutiva foi a do Holoceno, 
que ocorreu devido ao impacto dos seres humanos no meio ambiente.
Saiba mais
1.1.1 Importância da biodiversidade
A produtividade do ecossistema aumenta devido à biodiversidade, pois cada espécie, independentemente do 
tamanho, tem um papel importante a desempenhar. Por exemplo: um maior número de espécies de plantas 
significa uma maior variedade de culturas; uma maior diversidade de espécies garante sustentabilidade natural 
para todas as formas de vida; ecossistemas saudáveis podem resistir e se recuperar melhor de uma variedade de 
desastres. Assim, enquanto dominamos este planeta, ainda precisamos preservar a diversidade na vida selvagem. 
A biodiversidade tem várias funções na Terra. Entre elas, podemos destacar:
• Manter o equilíbrio do ecossistema: reciclando e armazenando nutrientes, combatendo a poluição e 
estabilizando o clima, protegendo os recursos hídricos, formando e protegendo o solo e mantendo o 
equilíbrio ecológico.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
• Fornecer recursos biológicos: fornecimento de medicamentos e produtos farmacêuticos, alimentos para 
a população humana e animais, plantas ornamentais, produtos de madeira, reprodutores e diversidade 
de espécies, ecossistemas e genes.
• Trazer benefícios sociais: recreação e turismo, valor cultural e educação e pesquisa.
De acordo com Barbosa e Viana:
A importância da biodiversidade em nosso ambiente nos propicia inúmeros benefícios, que vão 
além dos interesses econômicos e sociais e que apesar de aparentemente irrelevantes, tendem 
a desaparecer em um desenvolvimento que não priorize a sustentabilidade das atividades 
produtivas e das ações humanas (BARBOSA; VIANA, 2014, p. 31).
Para a maioria dos aspectos de nossas vidas, a biodiversidade é importante. Valorizamos a biodiversidade por 
vários motivos, alguns utilitários, outros intrínsecos. Isso significa que valorizamos a biodiversidade tanto pelo que 
ela proporciona aos humanos quanto pelo valor que ela tem por si só. Os valores utilitaristas incluem as muitas 
necessidades básicas que os seres humanos obtêm da biodiversidade, como alimentos, combustível, abrigo e 
remédios. Além disso, os ecossistemas fornecem serviços cruciais, como polinização, dispersão de sementes, 
regulação do clima, purificação da água, ciclagem de nutrientes e controle de pragas agrícolas. 
Podemos valorizar a biodiversidade pelo modo como ela molda quem somos, nossos relacionamentos uns com 
os outros e as normas sociais. Esses valores relacionais fazem parte do senso individual ou coletivo de bem-estar, 
responsabilidade e conexão com o meio ambiente. 
Os diferentes valores colocados sobre a biodiversidade são importantes porque podem influenciar as decisões 
de conservação que as pessoas tomam todos os dias. Nesse sentindo, podemos destacar que a biodiversidade é 
ainda importante porque tem relação com as seguintes áreas:
• Alimentação: a biodiversidade fornece variedade de alimentos para o planeta. 80% da oferta de alimentos 
destinados a humanos vêm de 20 tipos de plantas e 40.000 espécies dessas plantas são destinadas à 
comida, roupa e abrigo.
• Saúde humana: nesse âmbito, a biodiversidade desempenha um papel importante na descoberta de 
medicamentos (retirados da natureza, responsáveis pelo uso de 80% da população mundial) e recursos 
medicinais.
• Indústria: a biodiversidade fornece muitos materiais industriais (fibra, óleo, corantes, borracha, água, 
madeira, papel e alimentos) por meio de fontes biológicas.
• Cultura: a biodiversidade aumenta as atividades recreativas, como a observação de pássaros, a pesca, etc. 
1.2 Ecossistemas
Um ecossistema inclui todos os seres vivos (plantas, animais e organismos) em uma determinada área, interagindo 
uns com os outros e também com seus ambientes não vivos (clima, terra, sol, solo, clima, atmosfera). Ele é o 
alicerce da biosfera e determina a saúde de todo o sistema terrestre. Nele, cada organismo tem seu próprio nicho 
ou papel a desempenhar.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Figura 3 – Ecossistemas
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Considere uma pequena poça na parte de trás de sua casa. Nela, você pode encontrar 
todos os tipos de seres vivos, de microrganismos a insetos e plantas. Estes podem depender 
de coisas não vivas, como água, luz solar, turbulência na poça, temperatura, pressão 
atmosférica e até mesmo nutrientes na água para a vida. Essa interação muito complexa 
e maravilhosa dos seres vivos e de seu ambiente tem sido a base do fluxo de energia e da 
reciclagem de carbono e nitrogênio. Sempre que um "estranho" (coisa vivaou fator externo, 
como aumento de temperatura) é introduzido em um ecossistema, pode ser desastroso para 
esse ecossistema. Isso ocorre porque o novo organismo (ou fator) pode distorcer o equilíbrio 
natural da interação e potencialmente prejudicar ou destruir o ecossistema.
De acordo com Barbosa e Viana:
Os ecossistemas são constituídos por fatores bióticos e abióticos, bem como pela biocenose, 
cujos conceitos básicos são os seguintes:
Fatores bióticos: são as relações que acontecem entre os seres vivos, como os processos da cadeia 
alimentar, da reprodução ou da competição.
Fatores abióticos: são todos os fatores que compõem o ambiente, ou seja, suas condições físicas 
e químicas, por exemplo, a luz, o solo, a umidade ou os compostos orgânicos.
Biocenose: é o conjunto dos seres vivos presentes nos ecossistemas, como animais, vegetais e os 
microrganismos (BARBOSA; VIANA, 2014, p. 20).
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Geralmente, os membros bióticos de um ecossistema, juntamente com seus fatores abióticos, dependem uns 
dos outros. Isso significa que a ausência de um membro ou de um fator abiótico pode afetar todas as partes do 
ecossistema. Infelizmente, os ecossistemas foram destruídos e até mesmo destruídos por desastres naturais, 
como incêndios, inundações, tempestades e erupções vulcânicas. As atividades humanas também contribuíram 
para a perturbação de muitos ecossistemas e biomas.
Ecossistemas vêm em tamanhos indefinidos. Eles podem existir em uma pequena área, como debaixo de uma 
rocha, um tronco de árvore em decomposição ou uma lagoa em sua aldeia. Também podem existir em grandes 
formas, como uma floresta inteira. 
Tecnicamente, a Terra pode ser chamada de um enorme ecossistema. Para simplificar, classificam-se os 
ecossistemas em três escalas principais:
1. Micro: um ecossistema de pequena escala, como uma lagoa, poça, tronco de árvore, sob uma rocha.
Figura 4 – Micro ecossistema
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
2. Meso: um ecossistema de média escala, como uma floresta ou um grande lago.
Figura 5 – Meso ecossistema
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
3. Bioma: um ecossistema muito grande ou uma coleção de ecossistemas com fatores bióticos e abióticos 
semelhantes, como uma floresta tropical inteira com milhões de animais e árvores, com muitos corpos d'água 
diferentes correndo por eles.
Figura 6 – Bioma
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Os limites do ecossistema não são marcados (separados) por linhas rígidas. Eles são frequentemente separados 
por barreiras geográficas, como desertos, montanhas, oceanos, lagos e rios. Como essas fronteiras nunca são 
rígidas, os ecossistemas tendem a se misturar. É por isso que um lago pode ter muitos pequenos ecossistemas 
com suas próprias características únicas, o que é chamado de "ecótono". 
Os ecossistemas podem ser colocados em dois grupos. Se o ecossistema existe em um corpo d’água, como um 
oceano, água doce ou poça, ele é chamado de ecossistema aquático. Já aqueles que existem fora dos corpos 
d'água são chamados de ecossistemas terrestres. 
Para entender os níveis de pertencimento em um ecossistema, vamos considerar o a escala a seguir:
Indivíduo, espécie, organismo
Um indivíduo é qualquer coisa viva ou organismo. Indivíduos não se reproduzem com indivíduos de outros 
grupos. Animais, ao contrário de plantas, tendem a ser muito definidos com esse termo, porque algumas plantas 
podem cruzar com outras plantas férteis. Exemplo: um peixe dourado que vive em seu ambiente e só se reproduz 
por meio de contato com a sua mesma espécie (ou seja, peixes dourados), gerando uma população. 
Na atualidade, a melhor definição para espécie é a proposta em 1942 pelo biólogo Ernst Mayr, que definiu 
espécies como agrupamentos de populações naturais intercruzantes, reprodutivamente isoladas de outros 
grupos semelhantes.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Para você saber mais sobre o conceito de espécie e organismo, acesse o site Mundo Educação, 
depois Biologia, Biologia Evolutiva e Espécie Biológica.
Saiba mais
População 
Compõe um grupo de indivíduos de uma determinada espécie que vive em uma área geográfica específica em 
um determinado momento (por exemplo, o peixe dourado citado e sua família e outros peixes da sua espécie). 
Uma população inclui indivíduos da mesma espécie, mas podem ter diferentes composições genéticas, como 
cor/cabelo/olho/cor, entre si e outras populações.
Comunidade
Compreende todas as populações em uma área específica em um determinado momento. Uma comunidade inclui 
populações de organismos de diferentes espécies. Por exemplo, o peixe dourado está inserido na comunidade 
salmões, caranguejos e outros peixes diferentes que coexistem em um local definido. Uma grande comunidade 
geralmente inclui biodiversidade.
Quando consideramos todos os diferentes biomas, cada um misturando-se com o outro, com todos os seres 
humanos vivendo em muitas áreas geográficas diferentes, formamos uma enorme comunidade de seres 
humanos, animais e plantas, e microrganismos em seus habitats definidos.
Ecossistema 
Incluem mais do que uma comunidade de organismos vivos (bióticos) interagindo com o meio ambiente 
(abiótico). Nesse caso, os peixes e demais indivíduos dependem de outros fatores abióticos, como rochas, água, 
ar e temperatura. 
Bioma
Em termos simples, é um conjunto de ecossistemas que compartilham características semelhantes com seus 
fatores abióticos adaptados a seus ambientes.
Biosfera
É a soma de todos os ecossistemas estabelecidos no planeta Terra, sendo um componente vivo do sistema 
terrestre. 
Por causa da atividade humana, há muitos ecossistemas em perigo, por isso é muito importante que nos tornemos 
conscientes da conservação do ecossistema em que vivemos. 
Vejamos algumas ações que podemos fazer pelo nosso ecossistema:
• reduzir a quantidade de combustível e recursos utilizados em casa e no trabalho;
• combater o desperdício e reciclar;
• usar produtos amigáveis ao meio ambiente, feitos para serem ambientalmente seguros;
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
• respeitar seu ambiente;
• saber usar a água;
• utilizar meios urbanos de transporte, como ônibus ou trens, embora o melhor seja a bicicleta.
1.3 Biomas
Os biomas são definidos como as principais comunidades do mundo, classificadas de acordo com a 
vegetação predominante e caracterizadas por adaptações de organismos àquele ambiente particular. Eles são 
frequentemente definidos por fatores abióticos, como clima, relevo, geologia, solos e vegetação. São áreas 
ecológicas muito grandes na superfície da terra, com fauna e flora (animais e plantas) se adaptando ao seu 
ambiente.
Figura 7 – Bioma: Pantanal
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Embora de certa forma possa parecer um ecossistema gigantesco, um bioma não é um ecossistema. Analisando 
mais de perto, perceberemos que plantas ou animais em qualquer bioma têm adaptações especiais que 
possibilitam a existência deles na área, logo podemos encontrar muitas unidades de ecossistemas dentro de um 
bioma. 
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Os biomas mudaram algumas vezes durante a história da vida na Terra. Mais recentemente, as atividades 
humanas alteraram drasticamente essas comunidades. Assim, a conservação e preservação dos biomas deve ser 
uma grande preocupação para toda a humanidade.
Existem cinco categorias principais de biomas na Terra: deserto, aquático, floresta, pastagem, tundra, no entanto, 
conforme destacado por Townsend et al. (2010), alguns geógrafos acreditam na existência de muitos mais. Ainda 
segundo o autor:
A perspectiva do cientista é tão importante quanto o sistema estudado; os “detalhistas”tendem 
a desconfiar de generalizações amplas e enfatizam a diversidade do mundo natural, enquanto 
os “generalistas” restringem a diversidade a um mínimo de categorias facilmente mapeáveis 
(TOWNSEND et al., 2010, p. 147).
Nas categorias de biomas, existem muitos ecossistemas muito bem definidos. Vejamos detalhadamente cada 
uma das categorias de biomas:
Deserto
Pode ser quente e seco, semiárido, litorâneo e frio. Cobre cerca de um quinto da superfície da Terra e ocorre 
onde a precipitação é inferior a 50 cm/ano. Embora a maioria dos desertos, como o Saara do Norte da África e os 
desertos do sudoeste dos EUA, México e Austrália, ocorra em baixas latitudes, outro tipo de deserto, deserto frio, 
ocorre na bacia e na área de alcance de Utah e Nevada e em partes da Ásia Ocidental. 
A maioria dos desertos tem uma quantidade considerável de vegetação especializada, bem como animais 
vertebrados e invertebrados especializados. Os solos costumam ter nutrientes abundantes, porque precisam 
apenas de água para se tornarem muito produtivos e terem pouca ou nenhuma matéria orgânica. Os distúrbios 
são comuns, na forma de incêndios ocasionais ou, em climas frios, chuvas repentinas, infrequentes, mas intensas, 
que causam inundações.
Aquático
Pode ser de água doce (lagos e lagoas, rios e riachos, zonas úmidas) ou marinho (oceanos, recifes de corais e 
estuários). A água é o elo comum entre os cinco biomas e constitui a maior parte da biosfera, cobrindo quase 
75% da superfície da Terra. 
As regiões aquáticas abrigam numerosas espécies de plantas e animais, grandes e pequenos. Na verdade, é aqui 
que a vida começou há bilhões de anos, quando os aminoácidos começaram a se unir. Sem água, a maioria das 
formas de vida seria incapaz de se sustentar e a Terra seria um lugar árido e deserto. Embora as temperaturas da 
água possam variar amplamente, as áreas aquáticas tendem a ser mais úmidas, e a temperatura do ar, no lado 
mais frio.
Florestas
Compõem esse bioma as florestas tropicais, temperadas e boreais (também chamada de taiga). 
As florestas ocupam aproximadamente um terço da área terrestre da Terra, são responsáveis por mais de dois 
terços da área foliar das plantas terrestres e contêm cerca de 70% do carbono presente nos seres vivos. No 
entanto, as florestas estão se tornando grandes vítimas da civilização à medida que as populações humanas 
aumentaram nos últimos milhares de anos, trazendo problemas de desmatamento, poluição e uso industrial 
para esse importante bioma.
Pastagem
Composta pelas as savanas e os campos temperados. Elas são caracterizadas como terras dominadas por 
gramíneas, em vez de grandes arbustos ou árvores. Nas épocas do Mioceno e do Plioceno, que duraram cerca de 
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
25 milhões de anos, as montanhas se elevaram no oeste da América do Norte e criaram um clima continental 
favorável aos pastos. Florestas antigas declinaram e as pastagens se tornaram difundidas. Após a Idade do Gelo 
do Pleistoceno, as pradarias se expandiram à medida que os climas mais quentes e secos prevaleceram em todo 
o mundo.
Tundra
Tundra vem da palavra finlandesa tunturia, que significa planície sem árvores. É conhecida por suas paisagens 
moldadas pelo gelo, temperaturas extremamente baixas (a mais fria de todos os biomas), pouca precipitação, 
nutrientes pobres e estações de crescimento curtas. 
O material orgânico predominantemente morto funciona como um pool de nutrientes. Os dois principais 
nutrientes são nitrogênio e fósforo. O nitrogênio é criado pela fixação biológica e o fósforo é criado pela 
precipitação. 
A tundra é separada em dois tipos: tundra ártica (localizada em latitudes próxima à região do Ártico) e tundra 
alpina (localizada em regiões de altitudes elevadas, como cadeias montanhosas).
Os biomas desempenham um papel crucial na manutenção da vida na Terra. Por exemplo, o bioma aquático abriga 
milhões de espécies de peixes e a origem do ciclo da água. Também desempenha um papel muito importante na 
formação do clima. Os biomas terrestres fornecem alimentos, enriquecem o ar com oxigênio e absorvem dióxido 
de carbono e outros gases ruins do ar. Eles também ajudam a regular o clima e assim por diante.
Em resumo, um bioma é uma grande área ecológica na superfície da Terra, com grupos de plantas e animais 
distintos, adaptados a esse ambiente específico.
1.4 Biomas brasileiros
O Brasil é um dos países mais ricos do mundo em termos de biodiversidade. 
A Floresta Amazônica, conhecida como pulmão do mundo, é reconhecida como a região mais diversificada 
do mundo. No entanto, o Brasil esconde muitos biomas mais ricos que a floresta tropical, mas muito mais 
desconhecidos e com um alto grau de problemas que afetam sua conservação.
O Brasil, segundo recentes publicações científicas, é o país com a flora mais rica do mundo, com 46.100 espécies 
de plantas, fungos e algas descritas, sendo 43% endêmicas. Esse número aumenta a cada ano, já que muitas 
biodiversidades brasileiras ainda são desconhecidas. De fato, estima-se que 20.000 espécies ainda não tenham 
sido descritas. Botânicos descrevem cerca de 250 novas espécies de plantas a cada ano no Brasil. Outro fato 
surpreendente é que 57% das 8.900 espécies de plantas de sementes no Brasil são endêmicas, ou seja, são 
restritas ao local. Estas e outras conclusões estão nos estudos publicados pela Rodriguésia – Revista do Jardim 
Botânico do Rio de Janeiro, de dezembro de 2015.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
A classificação dos biomas brasileiros pouco mudou desde a primeira tentativa de classificar 
a vegetação brasileira em domínios florísticos elaborados por Martius em 1824, que deram 
nomes de ninfas gregas aos cinco domínios detectados. Ele escolheu os Nayades, ninfas de 
lagos, rios e fontes para chamar a Amazônia. Para o cerrado, ele levou os Oreades, ninfas das 
montanhas, companheiros de Diana, a deusa de caça. Ele nomeou a Mata Atlântica sob as 
Dryades, as ninfas protegiam os carvalhos e as árvores em geral. Ele considerou as florestas 
de pampas e araucárias sob o domínio de Napeias, ninfas de vales e prados e, finalmente, 
Hamadryades, protetores de ninfas, cada um de uma árvore em particular, foram usados 
para designar a caatinga.
Saiba mais
No Brasil, atualmente existem seis tipos de biomas. Veja:
1. Amazônia
A área da bacia amazônica é a maior floresta do mundo e o bioma mais biodiverso do Brasil. Essa área ocupa 
quase 50% do país e está seriamente ameaçada, devido ao desmatamento causado pelas indústrias madeireiras 
e pela soja.
A origem da diversidade amazônica permanece um mistério. Recentes estudos científicos explicam que a 
ascensão dos Andes, que começou há pelo menos 34 milhões de anos, originou essa riqueza biológica. Os Andes 
foram formados pelo colapso da placa tectônica americana sob a placa oceânica do Pacífico. Esse processo 
geológico mudou o regime de ventos na área, afetando os padrões de precipitação no lado leste dos Andes. 
Isso também mudou a direção do Rio Amazonas, que antes voou para o Oceano Pacífico e, devido à elevação da 
cadeia de montanhas, foi redirecionado para o Oceano Atlântico.
Figura 8 – Bioma: Amazônia
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Esses fenômenos geológicos e climáticos originaram a formação de uma grande área de zonas úmidas na parte 
oriental dos Andes, causando o aparecimento de muitas espécies novas. 
A Amazônia é uma floresta tropical fechada com um solo arenoso, pobre em nutrientes e com uma vegetação 
rasteira inexistente. Existem milhares de espécies de plantas, sendo 55% delas encontradas na área.
É a maior diversidade de plantas do mundo. Botânicos registram 46 mil espécies e identificam 
em média 250 por ano no Brasil, de acordo com a revistaPesquisa Fapesp, disponível no link: 
http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/03/21/a-maior-diversidade-de-plantas-do-
mundo/.
Saiba mais
2. Floresta Atlântica
É uma floresta tropical que cobre a região costeira do Brasil e, portanto, é caracterizada por ventos úmidos vindos 
do mar e relevos íngremes. É composta de uma variedade de ecossistemas, uma grande variedade de altitudes, 
latitudes e climas que vão desde florestas estacionais semideciduais até campos abertos nas montanhas e 
florestas de araucárias no sul.
Figura 9 – Bioma: Mata Atlântica
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Embora muito menos conhecida do que a Floresta Amazônica, a Floresta Atlântica possui a maior diversidade 
de angiospermas, pteridófitas e fungos do país, com um alto nível de endemismo (50% de suas espécies são 
exclusivas). Mas está em um nível pior de conservação. De fato, até a chegada dos europeus, era a maior floresta 
tropical do mundo. Atualmente, permanece apenas 10% do seu comprimento original, devido à pressão 
antrópica. Uma das primeiras explorações desse bioma foi o pau-brasil (Caesalpinia echinata), valorizada por sua 
madeira e pelo corante vermelho de sua resina, que deu nome ao país. O pau-brasil foi então seguido por outros 
impactos humanos, como cana-de-açúcar, cultivo de café e mineração de ouro. Mas foi só no século XX que a 
degradação do meio ambiente se agravou, já que as principais capitais econômicas e históricas, como São Paulo, 
Rio de Janeiro e Salvador, estão dentro de seu domínio.
3. Cerrado
É o segundo maior bioma da América do Sul, cobrindo aproximadamente 22% do Brasil. É considerada a savana 
mais rica do mundo em termos de número de espécies. Contém um alto nível de espécies endêmicas e é 
considerado um dos hotspots globais no que diz respeito à biodiversidade. 
Está em áreas do interior do Brasil com duas estações bem marcadas (chuva e seca). Inclui diferentes tipos de 
habitats, como campo sujo, campo limpo ou cerradão.
Figura 10 – Cerrado: Chapada dos Veadeiros
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
É composto de pequenas árvores com raízes profundas e folhas com tricomas e uma vegetação rasteira composta 
por juncos e gramíneas. Os solos do Cerrado são arenosos e pobres em nutrientes, com cores avermelhadas e alto 
teor de ferro.
4. Caatinga
É o único bioma exclusivamente brasileiro e ocupa 11% do país. Seu nome vem de uma língua nativa do Brasil, 
o tupi-guarani, e significa floresta branca. No entanto, esse bioma é o mais desvalorizado e pouco conhecido, 
devido à sua aridez. 
O clima da caatinga é semiárido e os solos são pedregosos. A vegetação é estepe e savana e é caracterizada por 
uma grande adaptação à aridez (vegetação xerófita), muitas vezes espinhosa. 
As caatingas perdem as folhas durante a estação seca, deixando uma paisagem cheia de troncos esbranquiçados.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Figura 11 – Caatinga
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
O status de conservação da caatinga também é crítico. Cerca de 80% da caatinga já é antropizada. O principal 
motivo para essa degradação é a indústria de alimentos e mineração.
5. Pampa
É um bioma que ocupa um único estado no Brasil, o Rio Grande do Sul, cobrindo apenas 2% do país. 
O bioma pampa está muito bem representado no Uruguai e no norte da Argentina. Ele inclui uma grande 
diversidade de paisagens, que vão desde planícies, montanhas e afloramentos rochosos, mas os mais típicos são 
campos de grama com colinas e árvores isoladas próximas a cursos de água.
Figura 12 – Pampa
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
A região dos pampas tem um patrimônio cultural muito típico, compartilhado com os habitantes dos pampas 
da Argentina e do Uruguai e desenvolvido pelos gaúchos. As atividades econômicas mais desenvolvidas são a 
agropecuária, que veio junto com a colonização ibérica, deslocando grande parte da vegetação nativa.
6. Pantanal
É uma estepe inundada que ocupa a planície aluvial do Rio Paraguai e seus afluentes. É, portanto, uma planície 
úmida que inunda durante a estação chuvosa, de novembro a abril. Essas inundações favorecem uma alta 
biodiversidade. Ocupa apenas 1,75% do território brasileiro e é, portanto, o bioma menos extenso do país. 
Quando ocorrem enchentes, emerge muita matéria orgânica, pois a água carrega todos os vestígios de vegetação 
e animais em decomposição, favorecendo a fertilização do solo.
Figura 13 – Pantanal
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Campos de gramíneas configuram a paisagem típica do Pantanal. Áreas não inundadas são ocupadas por 
arbustos e até árvores. Cerca de 2.000 espécies diferentes de plantas foram catalogadas no Pantanal. Algumas 
das mais representativas são as palmeiras e macrófitas aquáticas.
O Pantanal contém uma alta diversidade de peixes (263 espécies), anfíbios (41 espécies), répteis (113 espécies), 
aves (650 espécies) e mamíferos (132 espécies), sendo a arara-azul, o jacaré e a onça preta suas mais emblemáticas 
espécies. 
Depois da Amazônia, o Pantanal é o segundo bioma mais preservado do Brasil, já que 80% de sua extensão 
mantém sua vegetação nativa. No entanto, a atividade humana também gera um grande impacto, especialmente 
em atividades agrícolas.
Pesca e criação de gado são as atividades econômicas mais desenvolvidas no Pantanal. As usinas hidrelétricas 
também ameaçam o equilíbrio ecológico do meio ambiente, porque se o regime de enchentes for quebrado, a 
vida selvagem será afetada.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
1.5 Conservação e ameaças
Ao longo do último século, os seres humanos passaram a dominar o planeta, causando rápida mudança nos 
ecossistemas e perda maciça de biodiversidade em todo o planeta. Embora a Terra já tenha experimentado 
mudanças e extinções, hoje elas estão ocorrendo em um ritmo sem precedentes. 
As principais ameaças diretas à biodiversidade incluem perda e fragmentação de habitat, uso insustentável de 
recursos, espécies invasoras, poluição e mudanças climáticas globais. 
As causas subjacentes da perda de biodiversidade, como a crescente população humana e o consumo excessivo, 
são muitas vezes complexas e derivam de muitos fatores inter-relacionados.
A boa notícia é que está ao nosso alcance mudar nossas ações para ajudar a garantir a sobrevivência das espécies 
e a saúde e integridade dos sistemas ecológicos. Entendendo as ameaças à biodiversidade e como elas se 
desenvolvem no contexto, podemos estar mais bem preparados para gerenciar os desafios da conservação. Os 
esforços de conservação das últimas décadas fizeram uma diferença significativa no estado da biodiversidade na 
atualidade. 
Mais de 100.000 áreas protegidas, incluindo parques nacionais, refúgios de vida silvestre, reservas de caça e áreas 
marinhas protegidas, administradas tanto por governos quanto por comunidades locais, fornecem habitat para a 
vida selvagem e ajudam a manter o desmatamento sob controle. 
Proteger o habitat não é suficiente, outros tipos de ações de conservação, como a restauração, a reintrodução 
e o controle de espécies invasoras, tiveram impactos positivos. Tais atitudes foram fortalecidas por esforços 
contínuos para melhorar as políticas ambientais nas escalas local, regional e global. Finalmente, as escolhas de 
estilo de vida de indivíduos e comunidades podem ter um grande efeito sobre seus impactos na biodiversidade 
e no meio ambiente. Embora não possamos evitar todos os impactos negativos sobre a biodiversidade, com o 
conhecimento podemos trabalhar para mudar a direção e a forma de nossos efeitos sobre o resto da vida na Terra.
Há uma série de questões que ameaçam a biodiversidade do nosso planeta, desde a mudança climática até 
espécies invasoras. 
A seguir, argumentaremossobre algumas das maiores ameaças que a biodiversidade enfrenta hoje, bem como o 
que o mundo pode fazer (e está fazendo) para mantê-las sob controle.
Mudança climática
As mudanças no clima ao longo da história do nosso planeta, naturalmente, alteraram a vida na Terra a longo 
prazo. Os ecossistemas vieram e se foram e as espécies rotineiramente são extintas. Mas a rápida mudança 
climática provocada pelo homem acelera o processo, sem propiciar a ecossistemas e espécies o tempo de 
adaptação. Por exemplo, o aumento da temperatura oceânica e a diminuição do gelo marinho do Ártico afetam 
a biodiversidade marinha e podem alterar as zonas de vegetação, com implicações globais. 
Amorim (2015) afirma que o clima é um importante fator de distribuição de espécies, o que causa a aclimatação 
forçada de determinados grupos. A não adaptação climática, consequentemente, ocasiona a extinção de várias 
espécies. 
Os indivíduos podem tomar várias medidas para combater a mudança climática, como reduzir a emissão de 
carbono, promover a educação e contatar autoridades eleitas. Governos e cidades internacionais podem liderar 
o movimento de combate às mudanças climáticas. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas 
de 2015, em Paris, foi o ponto inicial.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Desmatamento
O desmatamento é uma causa direta de extinção e perda de biodiversidade. Estima-se que 18 milhões de acres de 
floresta são perdidos a cada ano, em parte devido à extração de madeira e outras práticas humanas, destruindo 
os ecossistemas dos quais muitas espécies dependem. 
As florestas tropicais, em particular, como a Amazônia, detêm uma alta porcentagem das espécies conhecidas no 
mundo, mas as próprias regiões estão em declínio, devido aos seres humanos.
As soluções para o desmatamento estão principalmente na política. Empresas e corporações podem adotar 
melhores práticas e se recusarem a usar fornecedores de madeira e papel que contribuem para o desmatamento. 
Na mesma linha, consumidores conscientes podem se recusar a patrocinar empresas que fazem e pressionar 
os varejistas que empregam métodos de fabricação insustentáveis. Indivíduos também podem participar da 
preservação da Terra por meio de instituições de caridade e corporações privadas. Em última análise, no entanto, 
os governos internacionais precisam promulgar leis de proteção florestal mais fortes e científicas.
Superexploração
A superexploração refere-se à caça excessiva, a sobrepesca e ao excesso de colheita, que contribuem grandemente 
para a perda de biodiversidade, matando numerosas espécies ao longo dos últimos cem anos. 
A caça furtiva e outras formas de caça aumentam o risco de extinção. A extinção de um predador de ponta 
– ou um predador no topo de uma cadeia alimentar – pode resultar em consequências catastróficas para os 
ecossistemas. Por outro lado, o excesso de colheita de determinados alimentos pode influenciar o aumento de 
animais e contribuir, também para o aumento da caça em determinadas regiões.
A conservação e a conscientização contínua em torno da superexploração, especialmente a caça furtiva e a 
pesca excessiva, são fundamentais. Os governos precisam aplicar ativamente as regras contra tais práticas (caça 
e pesca excessiva). Já os indivíduos podem estar mais conscientes do que comem e compram. Outras soluções, 
como a remoção de subsídios concedidos à pesca em grande escala, podem ajudar também no controle dessas 
práticas.
Espécies invasoras
A introdução de espécies não nativas em um ecossistema pode ameaçar a vida selvagem endêmica (como 
predadores ou competidores por recursos naturais, frutas, por exemplo), afetar a saúde humana e perturbar as 
economias. As soluções frente a essa prática (introdução de novas espécies) incluem a criação de sistemas para 
prevenir a introdução de espécies invasoras, em primeiro lugar, o monitoramento efetivo de novas infestações e 
a erradicação rápida de novos invasores detectados.
Poluição
Desde a queima de combustíveis fósseis (liberando substâncias químicas perigosas na atmosfera e, em alguns 
casos, esgotando os níveis de ozônio) até despejar 19 bilhões de quilos de plástico no oceano a cada ano, a 
poluição perturba completamente os ecossistemas da Terra. Embora não necessariamente causem a extinção, os 
poluentes têm o potencial de influenciar os hábitos das espécies. Por exemplo, a chuva ácida, que normalmente 
é causada pela queima de combustíveis fósseis, pode acidificar corpos menores de água e solo, afetando 
negativamente as espécies que vivem lá, alterando os hábitos de reprodução e alimentação.
Para combater a poluição atmosférica e hidrológica, podemos optar pela reciclagem, a conservação de energia 
em casa e o uso de transporte público. 
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 1 - Biodiversidade
Conclui-se que, ao longo dos anos, o meio ambiente vem sofrendo com ameaças vindas dos seres humanos, 
como desmatamento, poluição das rios e lagoas, aumento do consumo, caça e pesca descontrolada, entre 
outros. Isso faz a humanidade repensar as suas ações de conservação e preservação da biodiversidade.
Síntese da unidade
Nesta unidade, observamos que a biodiversidade tem três elementos essenciais: genética; sistema ecológico; 
espécies. Vimos também que, recentemente, um novo aspecto foi adicionado: diversidade molecular. A 
biodiversidade é distribuída de forma desigual, isso varia globalmente e dentro das regiões. Os vários fatores 
que influenciam a biodiversidade incluem temperatura, altitude, precipitação, solos e sua relação com outras 
espécies. Ela aumenta a produtividade do ecossistema, em que cada espécie, não importa quão pequena, tem 
um papel importante a desempenhar. Por exemplo, um maior número de espécies de plantas significa uma maior 
variedade de culturas; uma maior diversidade de espécies garante sustentabilidade natural para todas as formas 
de vida; ecossistemas saudáveis podem resistir e se recuperar melhor de uma variedade de desastres.
Aprendemos que é importante valorizarmos a biodiversidade por vários motivos, alguns utilitários, outros 
intrínsecos. Isso significa que valorizamos a biodiversidade tanto pelo que ela proporciona aos humanos quanto 
pelo valor que ela tem por si só. 
Vimos também que um ecossistema inclui todos os seres vivos (plantas, animais e organismos) em uma 
determinada área, interagindo uns com os outros e também com seus ambientes não vivos (clima, terra, sol, 
solo, clima, atmosfera). Os limites do ecossistema não são marcados (separados) por linhas rígidas. Já um bioma, 
em termos simples, é um conjunto de ecossistemas que compartilham características semelhantes com seus 
fatores abióticos adaptados a seus ambientes. Eles são definidos como as principais comunidades do mundo, 
classificadas de acordo com a vegetação predominante e caracterizadas por adaptações de organismos àquele 
ambiente particular. São áreas ecológicas muito grandes na superfície da terra, com fauna e flora (animais e 
plantas) se adaptando ao seu ambiente. Os biomas são frequentemente definidos por fatores abióticos, como 
clima, relevo, geologia, solos e vegetação. 
Nas cinco categorias de biomas (deserto, floresta, aquático, pastagem e tundra), existem muitos sub-biomas, sob 
os quais existem muitos ecossistemas mais bem definidos. Nesse sentindo, compreendemos que o Brasil é um 
dos países mais ricos do mundo em termos de biodiversidade. A Floresta Amazônica, conhecida como pulmão 
do mundo, é reconhecida como a região mais diversificada do mundo. No entanto, o Brasil esconde muitos 
biomas mais ricos que a floresta tropical, mas muito mais desconhecidos e com um alto grau de problemas que 
afetam sua conservação. Por fim, entendemos que há uma série de questões que ameaçam a biodiversidade 
do nosso planeta, desde a mudança climática até espéciesinvasoras, e que as causas subjacentes da perda de 
biodiversidade, como a crescente população humana e o consumo excessivo, são muitas vezes complexas e 
derivam de muitos fatores inter-relacionados.
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Considerações finais
Nesta unidade, tivemos a oportunidade de compreender a importância 
da biodiversidade para o ser humano. Concluímos que um bioma não é 
um ecossistema, embora de certa forma possa parecer um ecossistema 
gigantesco. Ao estudar a biodiversidade, percebemos que plantas ou 
animais em qualquer bioma têm adaptações especiais que possibilitam 
a existência deles na área, logo podemos encontrar muitas unidades de 
ecossistemas dentro de um bioma. Por fim, concluímos que os biomas 
brasileiros, importantes na biodiversidade do planeta, abrigam milhares 
de espécies e necessitam de maior comprometimento do ser humano 
quanto à sua conservação e que as escolhas de estilo de vida de indivíduos 
e comunidades podem ter um grande efeito sobre seus impactos na 
biodiversidade e no meio ambiente.
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 2Unidade 22. Sustentabilidade
Para iniciar seus estudos
Nesta unidade, iremos compreender a importância da Sustentabilidade 
e os seus três pilares: ambiental, econômico e social. Veremos ainda a 
relação da Sustentabilidade Ambiental com o Consumo Verde, e como 
as empresas e consumidores podem contribuir para a diminuição dos 
impactos do homem ao meio ambiente. Entenderemos a Sustentabilidade 
Social e como podemos trabalhar as ações sociais sustentáveis. Por 
fim, analisaremos as atitudes sustentáveis valiosas e simples que muito 
contribuem para a sustentabilidade.
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar o conceito de Sustentabilidade.
• Distinguir os tipos de Sustentabilidade.
• Identificar ações sociais e atitudes sustentáveis.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
Introdução da unidade
Uma sociedade sustentável baseia-se na igualdade de acesso a cuidados de saúde, alimentação, água potável, 
transporte, moradia, educação, empregos entre outros. Nesta sociedade ideal, a humanidade deve viver sempre 
em harmonia com o meio ambiente, de forma a conservar os recursos naturais para a geração atual e futura, 
garantindo assim, condições de vida para os filhos, netos, bisnetos e por assim em diante. Em meio a toda a 
incerteza em torno do futuro, a promessa da ciência brilha intensamente, sendo esperado, pelos otimistas, que as 
novas tecnologias e toda a infraestrutura urbana (casas, rodovias, parques, saneamento) se voltem para práticas 
sustentáveis, fornecendo à população melhores condições de vida.
A sustentabilidade é um conceito amplo que oferece aos estudantes uma discussão e entendimento sobre a 
maioria dos aspectos do mundo, desde as questões voltadas para a tecnologia, os negócios empresariais até 
os recursos disponibilizados no meio ambiente. Quando falamos em Sustentabilidade, pensamos em consumo 
verde, fontes renováveis de energia e desenvolvimento sustentável, de forma a garantir o equilíbrio entre os 
ecossistemas em todo o planeta. Sendo assim, a sustentabilidade está relacionada à proteção do ambiente 
natural, à saúde e à ecologia humana, permitindo que possamos inovar sem comprometermos a vida das futuras 
gerações.
2.1 Sustentabilidade
Sustentabilidade tem sido frequentemente definida como os sistemas biológicos que perduram e permanecem 
diversificados e produtivos, ou seja, como a biodiversidade se mantem em equilíbrio. Entretanto, a definição de 
Sustentabilidade do século XXI vai muito além desses parâmetros estreitos. Atualmente, refere-se à necessidade 
de desenvolver os modelos sustentáveis necessários para a sobrevivência da raça humana e do planeta Terra. 
Para avançar nos princípios da sustentabilidade, a Comissão Brundtland pediu uma “declaração universal” 
de normas para promover o desenvolvimento sustentável. Essa meta foi realizada com a Carta da Terra, uma 
“declaração de consenso global sobre ética e valores para um futuro sustentável”. Desenvolvida em um período 
de dez anos com ampla consulta global, a Carta da Terra foi formalmente endossada por muitas organizações. 
Ela dá continuidade ao entendimento da Comissão Brundtland sobre as conexões entre justiça social, bem-estar 
ambiental e segurança econômica.
Ao que se refere à Sustentabilidade, falamos em equilíbrio homem-natureza e foi por meio do Relatório da 
Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, de 1987, das Nações Unidas que se observou que 
o desenvolvimento sustentável deveria atender às necessidades do presente sem comprometer o bem-estar 
das futuras gerações. Já no ano de 2000 a Carta da Terra melhorou a definição de sustentabilidade, incluindo a 
questão de se ter uma sociedade global, e conforme destacado por Brasil (2018):
para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu 
compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações, respeitando os acordos 
internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um 
instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento. 
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo 
compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, 
e a alegre celebração da vida (BRASIL, 2018).
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
De fato, de acordo com Lieber e Leber (2014, p. 767):
conceituar adequadamente sustentabilidade tem sido um desafio imposto em diferentes 
disciplinas, não apenas na educação. Biólogos, sociólogos, antropólogos, economistas e mesmo 
linguistas, entre outros, vêm promovendo debates em diferentes condições, tanto em termos de 
intradisciplinaridade como de interdisciplinaridade. A questão se agrava quando a sustentabilidade 
se define como uma condição, como desenvolvimento sustentável, sem qualificar-se enquanto 
objeto (LIEBER E LIEBER, 2014, p. 767).
Definimos então “Sustentabilidade” como o estudo sobre o funcionamento dos sistemas naturais, assim como 
a sua diversidade e produção podem permanecer em equilíbrio. É a capacidade de melhorar a qualidade da vida 
humana enquanto se vive dentro da capacidade de sustentação dos ecossistemas de apoio da Terra, conforme 
definido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), cujo trabalho é impulsionado pelo 
fato de que os padrões globais de produção e consumo estão destruindo a natureza a taxas persistentes e 
perigosamente altas. A sustentabilidade diz respeito ao fato de vivermos em harmonia com os recursos naturais, 
de forma a proteger e preservá-los de danos e destruição.
Figura 14 – Sustentabilidade: harmonia
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A Sustentabilidade significa, então, estabilizar a relação atualmente perturbadora entre os dois sistemas mais 
complexos da Terra - a cultura humana e o mundo vivo. Sustentabilidade não se trata apenas de questões 
voltadas ao meio ambiente, mas também sobre a saúde da sociedade, como vivemos, alimentamos, trabalhamos 
e, consequentemente, quais os efeitos dessas ações em longo prazo, e ainda, como podemos melhorar e tornar 
o mundo mais sustentável.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
A sustentabilidade é um conceito complexo, e uma definição aceita e citada vem da Comissão Mundial sobre 
Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU: “desenvolvimento sustentável é um desenvolvimento que atende 
às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas próprias 
necessidades”.
Para conhecer um pouco mais sobre as Organizações das Nações Unidas (ONU), você pode 
acessar o site da ONUBR. Você encontrará também informações sobre Sustentabilidade e 
Desenvolvimento Sustentável, assim como diferentes inciativas e projetos voltadospara 
a área, como, por exemplo: “Empresas brasileiras criam campanha digital sobre metas de 
desenvolvimento sustentável da ONU”.
Fonte: EMPRESAS..., 2018.
Saiba mais
A Sustentabilidade, então, é focada em um princípio simples: a permanência do homem na Terra tem dependência 
direta e indireta dos recursos naturais, e alcançar a Sustentabilidade é criar e manter as condições para que haja 
o equilíbrio entre homem-natureza e, com isso, deixar para as gerações futuras um mundo melhor para se viver.
Hoje, a maioria dos usos e referências à Sustentabilidade enfatizam as dimensões 
econômicas, ambientais e sociais simultâneas do conceito. Por exemplo, as empresas falam 
sobre pessoas, planeta e lucros (ou, alternativamente, capital humano, capital natural e 
capital financeiro). Da mesma forma, os educadores em sustentabilidade comumente se 
referem aos três “Es” da sustentabilidade: Economia, Ecologia e Equidade. Nesse sentido, 
é possível equilibrarmos a questão social, econômica e ambiental de forma a termos um 
desenvolvimento sustentável?
A Sustentabilidade pode ser definida como o desenvolvimento físico e práticas operacionais institucionais que 
atendem às necessidades dos usuários atuais sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem 
às suas próprias necessidades, particularmente no que diz respeito ao uso e desperdício de recursos naturais. 
As práticas sustentáveis apoiam a saúde e a vitalidade ecológicas, humanas e econômicas. A sustentabilidade 
presume que os recursos são finitos e devem ser usados de maneira conservadora e sábia, visando às prioridades 
e consequências em longo prazo das formas como os recursos são usados.
 
32
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
2.1.1 Os três pilares da sustentabilidade
Segundo Brasil (2018), no ano de 2005, a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Social identificou três áreas 
centrais (pilares da sustentabilidade) que contribuem para o desenvolvimento sustentável. 
A sustentabilidade pode, então, ter diferentes significados para diferentes pessoas no contexto da responsabilidade 
social corporativa. Uma das melhores definições foi delineada na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento 
Social de 2005, que apresentou a sustentabilidade como uma integração de fatores econômicos, sociais e 
ambientais.
Assim, uma maneira de olhar para a sustentabilidade é considerar esses três pilares. Nesse sentido, empresas têm 
buscado uma abordagem equilibrada para objetivos sociais, ambientais e econômicos em longo prazo.
2.1.2 Sustentabilidade econômica
A sustentabilidade econômica é usada para definir estratégias que promovam a utilização de recursos 
socioeconômicos para sua melhor vantagem. Um modelo econômico sustentável propõe uma distribuição 
equitativa e uma alocação eficiente de recursos. A ideia é promover o uso desses recursos de forma eficiente 
e responsável, proporcionando benefícios de longo prazo e estabelecendo rentabilidade. É mais provável que 
um negócio lucrativo permaneça estável e continue operando de um ano para o outro. As iniciativas sociais 
têm um impacto no comportamento do consumidor e no desempenho dos funcionários, enquanto iniciativas 
ambientais, como a eficiência energética e a mitigação da poluição, podem ter um impacto direto na redução do 
desperdício.
Figura 15 – Sustentabilidade econômica
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
O bom de adotar uma abordagem total para a sustentabilidade é que, se você se concentrar em questões sociais 
e ambientais, a lucratividade geralmente será seguida. 
Sustentabilidade econômica é então motivar empresas e organizações a observar e obedecer às diretrizes de 
sustentabilidade, além de suas exigências legislativas normais. Deve também inspirar uma pessoa a fazer a sua 
parte, seja por meio de ações individuais, como priorizar o consumo verde ou até mesmo investir os recursos 
financeiros em projetos sustentáveis (horta comunitária, reciclagem) ou até mesmo em ações coletivas na 
comunidade e ambiente de trabalho, priorizando a caminhada, economia de papel e não utilização de copos 
descartáveis.
2.1.3 Sustentabilidade social
A sustentabilidade social é um aspecto frequentemente negligenciado, uma vez que as discussões sobre 
desenvolvimento sustentável geralmente se concentram nos aspectos ambientais ou econômicos. Porém, todas 
essas três dimensões da sustentabilidade devem ser abordadas para que se alcance o melhor resultado possível. 
A sustentabilidade social se institui quando os processos, os sistemas, as estruturas e os relacionamentos 
dão suporte às gerações de hoje e do futuro para criar ambientes saudáveis, habitáveis e sustentáveis, sendo, 
portanto, justas, diversificadas, democráticas e que possam proporcionar uma boa qualidade de vida. Logo, a 
Sustentabilidade Social possibilita a criação de lugares sustentáveis que promovam o bem-estar das pessoas (em 
todos os locais – em casa, nos parques, na rua, no trabalho), combinado o arranjo ou o layout do mundo físico, 
real, com o mundo social (infraestrutura de apoio - amenidades sociais, espaços urbanos, ações de engajamento 
do cidadão junto aos espaços entre outros).
Figura 16 – Sustentabilidade social
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
O aspecto social da sustentabilidade concentra-se então em equilibrar as necessidades do indivíduo com as 
necessidades do grupo. Diferentes empresas fazem isso de maneiras diversas, com alguns dos programas de 
sustentabilidade corporativa mais bem-sucedidos adotando uma abordagem que combina com suas missões 
corporativas, tais como, portões abertos (promovendo a participação da comunidade na empresa); inclusão 
digital (promovendo cursos de informática para familiares e sociedade); projetos antitabagismo e de saúde 
familiar (também no ambiente da empresa ou em espaços cedidos pelos órgãos públicos).
As iniciativas sociais podem incluir: programas de treinamento de habilidades específicas do 
mercado; doações de alimentos sustentáveis; iniciativas de segurança do trabalhador e de 
empoderamento das mulheres; abordagem sobre os impactos da comunidade decorrentes 
de suas operações, incluindo escassez de água, saúde e bem-estar das comunidades em 
torno de suas fábricas e gestão de terras que honre os direitos de uso da população local; 
esforços sociais e comunitários por meio de doações voluntárias; programas de assistência 
e recuperação de desastres; introdução de tecnologias de economia de energia em escolas, 
clínicas médicas e instalações de idosos.
Saiba mais
Sustentabilidade social significa manter o acesso aos recursos básicos sem comprometer a qualidade de vida. 
Trata-se de educar e incentivar pessoas a contribuir na Sustentabilidade Ambiental e educá-las sobre os efeitos 
da proteção ambiental.
2.1.4 Sustentabilidade ambiental
O objetivo da sustentabilidade ambiental é preservar os recursos naturais e desenvolver fontes alternativas de 
energia, o que reduz a poluição e também os danos no meio ambiente. No entanto, a grande questão é como 
equilibrar o impacto e danos ao meio ambiente com a crescente necessidade de industrialização para suprir os 
padrões de consumo da sociedade moderna.
A sustentabilidade ambiental ocorre quando processos, sistemas e atividades reduzem o impacto ambiental de 
instalações, produtos e operações de uma organização. Daly (1989), referindo-se à sustentabilidade ambiental, 
propõe que:
1. Para recursos renováveis, a taxa de colheita não deve exceder a taxa de regeneração.
2. Para poluição, as taxas de geração de resíduos de projetos não devem exceder a capacidade de assimilação 
do meio ambiente.
Para recursos não renováveis, o esgotamento desses recursos deve exigir desenvolvimento comparável de 
substitutos renováveispara esse recurso.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
Figura 17 – Sustentabilidade ambiental 
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
As iniciativas ambientais podem incluir: o aumento das importações de fábricas verdes e amarelas; metas 
de desperdício zero; redução de sacolas plásticas e iniciativas para reduzir a emissão de gás carbônico; uso 
sustentável da água; reciclagem de equipamentos eletrônicos e equipamentos de telecomunicações, reduzindo 
o uso de energia; soluções mais eficientes e ecológicas para uso da frota de veículos.
2.2 Sustentabilidade ambiental e consumo verde
A sustentabilidade ambiental expressa, então, como deveríamos estudar e proteger os ecossistemas, a qualidade 
do ar, a sustentabilidade de nossos recursos naturais, nos concentrando nos componentes que enfatizam nosso 
meio ambiente.
Os consumidores dizem que querem comprar produtos ecologicamente corretos e reduzir seu impacto no meio 
ambiente, mas quando chegam à caixa registradora, acabam atraídos por outros produtos não tão ecológicos. 
Embora as peculiaridades individuais sejam a base de algumas dessas decisões, as empresas podem fazer muito 
mais para ajudar pessoas em potencial a se tornarem consumidores sustentáveis.
O impulso de Consumo Verde está se espalhando mais rápido e organizações de todos os tipos estão lançando 
campanhas ecológicas - desde diminuir o fluxo de veículos nas grandes cidades, iniciativas para vender alimentos 
orgânicos, até a construção de edifícios verdes. Os consumidores também estão recebendo a ideia de ser mais 
verde e se sentem preocupados, por exemplo, com a mudança climática que vem ocorrendo principalmente 
desde os anos 2000. Preocupam-se com a elevação dos mares, o declínio da qualidade do ar, o encolhimento dos 
habitats dos animais, o prolongamento das secas e a criação de novas doenças.
36
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
O que é consumo verde?
Barbosa e Campbell (2006) consideram o consumo como fugaz que, embora seja um pré-
requisito para a reprodução física e social de qualquer sociedade humana, de acordo com 
Batinga e Pinto (2016) “curiosamente, só se toma conhecimento dele quando o mesmo é 
considerado supérfluo ou ostentatório”. Ainda segundo os autores, na visão de Slater (2002):
o caráter elusivo do consumo se daria em virtude de que, definido como um 
processo social, o consumo conecta questões das nossas vidas cotidianas com 
questões centrais da nossa sociedade e época. Dessa forma, ele se relaciona 
tanto com a forma com a qual devemos ou queremos viver quanto com as 
questões relativas à forma de como a sociedade é ou deveria ser organizada, 
sem falar da estrutura material e simbólica dos lugares em que vivemos e a 
forma como nele vivemos (SLATER, 2002).
Fique atento!
Nessa linha de pensamento, citamos o consumo verde, consumo sustentável, o consumo ético, o consumo 
ecologicamente correto, consumo responsável, entre outros. Segundo Batinga e Pinto (2016), esses tipos 
de consumo possuem diferença, o consumo verde refere-se aos critérios de escolha, levando-se em conta a 
variável ambiental, tendendo a optar por produtos que não agridam o meio ambiente, podendo também ser 
compreendida como consumo ecologicamente correto. O consumo verde tende a ser associado a uma atitude 
mais coletiva, a partir das relações estabelecidas entre as empresas e a sociedade como um todo.
Os consumidores querem agir de maneira ecologicamente correta, mas esperam que as empresas liderem o 
caminho, ou seja, as corporações devem liderar, por exemplo, a questão da mudança climática. Para fazer 
isso, as empresas precisam desenvolver mais e melhores produtos em conformidade com o meio ambiente. 
As corporações podem colher múltiplos benefícios, tornando-se verdes. Elas podem reduzir seu consumo de 
energia, diminuir seus riscos, enfrentar ameaças competitivas, melhorar suas marcas e aumentar suas receitas. 
Para perceber o verdadeiro potencial do mercado verde, as empresas devem incentivar os consumidores a 
modificar os seus comportamentos. Isso requer a remoção dos obstáculos entre as possíveis intenções e ações 
dos consumidores verdes.
Existem barreiras para o consumo verde em todas as etapas da compra. Primeiro, os consumidores precisam 
estar cientes de que um produto existe antes de comprá-lo. No entanto, muitos nem sequer sabem sobre as 
alternativas verdes em muitas categorias de produtos. Em seguida, os consumidores devem acreditar na 
qualidade dos produtos, porque muitos acreditam que os produtos verdes são de qualidade inferior aos produtos 
mais tradicionais. Os consumidores devem, então, decidir se um produto está à altura de sua reputação verde. 
No entanto, muitos são céticos quanto às alegações ambientais, pois, em parte, desconfiam das corporações e 
da mídia. Finalmente, os consumidores devem decidir se um produto vale o custo e o esforço necessário para 
comprá-lo. Entretanto, os consumidores muitas vezes acreditam que os preços dos produtos verdes são muito 
altos e têm dificuldade em encontrá-los.
37
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
Para aumentar o consumo verde, as empresas devem remover essas cinco barreiras - a saber: 
falta de consciência, percepções negativas, desconfiança, preços altos e baixa disponibilidade. 
Em outras palavras, eles devem aumentar a conscientização dos consumidores sobre os 
produtos verdes, melhorar a percepção dos consumidores sobre a qualidade dos produtos 
ecológicos, fortalecer a confiança dos consumidores, baixar os preços dos produtos verdes e 
aumentar a sua disponibilidade.
A importância de cada barreira varia de acordo com o produto, a indústria e a geografia. Em outras palavras, 
as empresas precisam levar os clientes ao longo de todo o processo de compra - desde o conhecimento de 
produtos ecologicamente corretos, a consideração de seus prós e contras, até o pagamento dos produtos para 
que os mesmos tenham ciência que a produção é realmente sustentável, ou seja, não há utilização de processos 
contrários ao “sustentável”, como por exemplo, a contaminação da água por meio de resíduos da produção. 
Entender essas barreiras é o primeiro passo para o crescimento dos consumidores verdes.
Figura 18 – Produtos ecologicamente corretos
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
38
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
2.3 Sustentabilidade social – ações sociais sustentáveis
A sustentabilidade social é muito mais qualitativa do que quantitativa. Ele aborda as maneiras pelas quais os 
membros de uma comunidade vivem suas vidas e interagem uns com os outros. Entrelaça a manutenção de 
necessidades humanas básicas junto com o exercício de liberdades políticas, econômicas e sociais. Pense nisso 
como a diferença entre uma sociedade sobrevivente e uma sociedade próspera. Em uma sociedade sobrevivente, 
as pessoas têm comida, abrigo e água suficientes para satisfazer às suas necessidades básicas, considerando que, 
em uma sociedade próspera, essas necessidades são suplementadas por nutrição, educação, liberdade e outros 
fatores que melhoram a saúde e o bem-estar da sociedade. 
Os elementos centrais da sustentabilidade social são:
Equidade - oportunidades e resultados equitativos são fornecidos e barreiras são quebradas para todos na 
comunidade. Isso é especialmente importante no que diz respeito aos membros mais pobres e mais vulneráveis. 
Diversidade - deve ser promovido e incentivado dentro da comunidade. 
Coesão Social - processos, sistemas e estruturas são fornecidos para promover a conectividade e inclusão dentro 
e fora da comunidade. 
Qualidade de Vida - as necessidades básicas dos membros da comunidade são satisfeitas e uma boa qualidade 
de vida (saúde, educação, segurança, emprego, moradia, etc.) é assegurada em âmbitos individual, de grupo e 
comunitário.Democracia e governança - a comunidade é governada por processos democráticos que formam estruturas de 
governança abertas e responsáveis. 
Maturidade - os indivíduos da comunidade aceitam a responsabilidade de crescimento e melhoria consistentes.
Cada um desses elementos é importante para garantir a sustentabilidade social de uma comunidade. Ao fornecer 
a todos os mesmos serviços e oportunidades, nossa cidade crescerá e se desenvolverá na comunidade sustentável 
que imaginamos que seja. Como os três pilares da sustentabilidade estão interligados, incorporar o pilar social 
em nossa comunidade ajudará a apoiar iniciativas ambientais e econômicas no futuro. A consulta pública é um 
excelente exemplo disso. É uma estratégia que promove a inclusão social e o desenvolvimento sustentável. 
Ao consultar os membros do público sobre seus medos e preocupações sobre um tópico como a mudança 
climática, por exemplo, podemos entender melhor como lidar com essas questões. Lembre-se de que a mudança 
climática e outros problemas ambientais afetam desproporcionalmente as pessoas mais pobres e grupos 
minoritários, apesar do fato de que essas pessoas raramente são a causa desses problemas. Ao incluir essas 
pessoas na discussão estratégica, podemos fornecer a elas serviços e locais seguros em caso de emergência. 
Para que uma sociedade seja verdadeiramente sustentável, ela deve atender às necessidades sociais e prestar 
atenção às oportunidades econômicas dentro dos limites impostos pelos ecossistemas e pelo meio ambiente. 
Infelizmente, existe a percepção de que existe um trade-off entre sucesso econômico e ação ambiental ou social. 
Podemos ver isso refletido nas corporações que se recusam a pagar a seus trabalhadores um salário digno ou 
disputam abertamente provas irrefutáveis de que suas ações prejudicam o meio ambiente. Essas empresas estão 
felizes em continuar conduzindo seus negócios como de costume, já que são capazes de transferir o custo de seus 
negócios para seus trabalhadores e a comunidade do entorno; protegendo assim os seus resultados financeiros.
 
39
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
Os benefícios da sustentabilidade social 
Os membros de uma comunidade fornecem uma riqueza de origens educacionais, culturais e econômicas, e 
utilizá-las como um recurso só irá beneficiar o local a longo prazo. Proporcionar às pessoas uma alta qualidade 
de vida, moradia e serviços a preços acessíveis e bairros saudáveis e bem planejados permite que a cidade atraia 
novos investimentos e migrantes. Isso agrega valor econômico à região, criando empregos e impulsionando o 
crescimento em direção a densidades ideais, permitindo que serviços como trânsito, água e saneamento, saúde 
e educação sejam fornecidos de uma maneira mais econômica. 
Esse tipo de desenvolvimento e crescimento sustentáveis permite à cidade formar fortes conexões entre 
comunidades urbanas e rurais e equilibrar o desenvolvimento territorial. Isso proporciona a todos os residentes 
maior acesso a mercados e empregos, cadeias seguras de fornecimento de alimentos, serviços ecológicos e 
planejamento territorial bem regulado. À medida que o clima muda, é dever da cidade proteger seus cidadãos e 
ajudá-los a se tornarem resistentes contra desastres cotidianos e riscos climáticos. O principal mecanismo pelo 
qual isso é realizado é reduzir a vulnerabilidade dos cidadãos a esses riscos. A vulnerabilidade é reduzida através 
da provisão de serviços básicos universais, construção de edifícios bem regulados, infraestrutura ecológica eficaz, 
como drenagem de águas pluviais, sistemas de alerta precoce e gerenciamento eficaz de desastres e serviços de 
emergência.
2.4 Atitudes sustentáveis - atitudes valiosas e simples
Os valores de sustentabilidade são frequentemente expressos por meio de atitudes e comportamentos específicos 
e uma maneira importante de promover o desenvolvimento humano é trabalhar as atitudes sustentáveis. Levar 
a sustentabilidade a sério exige que reavaliemos nossas ideias sobre crescimento, equidade social, consumo e 
melhor padrão de vida, esse indicador putativo de bem-estar social. 
De fato, como destacado por Rosa et al. (2012, p. 19) a ação do homem sobre a natureza vem provocando um 
desequilíbrio no meio ambiente, segundo a autora, a poluição das águas, por exemplo:
é consequência principalmente de atividades humanas (antrópicas) como: lançamento de 
efluentes domésticos e industriais sem tratamento prévio. Condições geoquímicas específicas, 
como chuvas e atividade vulcânica, também podem elevar a concentração de alguns compostos 
em determinado ecossistema podendo causar problemas locais (poluição natural) (ROSA, et al., p. 
19).
Podemos dizer então que a sustentabilidade é limitada em ambos os extremos do rendimento econômico. No 
ponto de partida, ela é limitada pela disponibilidade de recursos e, no ponto final, pela acumulação dos produtos 
de seu uso: desperdício, perda e poluição. O consumo e os sistemas de distribuição de material, os processos que 
ligam esses dois extremos, vão ao cerne da questão. A escala do consumo global, tanto público quanto privado, 
depende do tamanho da população e da intensidade do uso de recursos.
Nesse sentido, por meio de ações simples podemos trabalhar a sustentabilidade, como, por exemplo, usar menos 
o carro e, sempre que possível, optar pelo transporte sustentável, como andar de bicicleta ou usar o transporte 
público com mais frequência. No caso de viagens de longa distância, os trens são mais sustentáveis do que os 
aviões, o que causa uma grande quantidade de CO2 emitido na atmosfera.
40
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
Vejamos mais algumas ações simples que contribuem para a sustentabilidade:
1) Coloque em prática os 3 Rs da sustentabilidade.
Reduza (reduce): consuma menos, com mais eficiência. 
Reutilização (reuse): aproveite os mercados de segunda mão, dê uma nova vida aos itens que você não usa mais 
ou encontre algo que alguém tenha se livrado daquilo que você precisa. Você estará economizando dinheiro e 
reduzindo seu consumo. Trocar também é uma solução prática. 
Reciclar (recycle): embalagens, resíduos de eletrônicos etc.
Figura 19 – 3Rs
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), dos 5.561 municípios brasileiros, menos 
da metade (2.751) declaram ter planos de gestão integrada de resíduos. Para mudar esse 
cenário e caminhar para uma política de lixo zero, que consiste no máximo aproveitamento 
e correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e orgânicos, especialistas de todo o 
mundo debateram o tema no Congresso Internacional Cidades Lixo Zero, realizado nesta 
semana, em Brasília.
Fonte: MARTINS, 2018.
41
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
2) Reduza seu consumo de carne (o gado é um dos maiores contaminadores da atmosfera) e aumente seu 
consumo de frutas e verduras. Coma alimentos locais e sazonais: leia o rótulo e coma alimentos produzidos na 
região, evite as importações que geram mais emissões devido ao transporte.
3) Na medida do possível, evite qualquer coisa que possa ser incendiado com facilidade. Se você quiser comprar 
madeira, escolha a madeira com uma certificação ou selo mostrando sua origem sustentável. Plante uma árvore! 
Ao longo de sua vida, pode absorver até uma tonelada de CO2. 
4) Cobre dos governantes a promoção de energia renovável e medidas regulatórias, como rotular adequadamente 
os produtos (método de pesca usado, rótulos que especificam origens do produto, se são ou não transgênicos, 
etc.).
5) Pense globalmente, aja localmente. Suas ações são necessárias na luta contra as mudanças climáticas. Você 
consegue pensar em alguma outra coisa para fazer? Compartilhe!
6) O plástico nunca irá desaparecer completamente. Todos os anos, a vida marinha é afetadapor meio da ingestão 
de plástico pelas aves marinhas, peixes, focas, tartarugas e muitos outros. Podemos começar a minimizar os 
impactos ao meio ambiente reduzindo os resíduos de plástico ao substituir, por exemplo, as sacolas plásticas 
pelas reutilizáveis ao fazer compras, ou não utilizando garrafas plásticas de água, sacos e canudos descartáveis e 
evitando produtos feitos ou embalados em plástico.
7) A conservação da água também é crítica, principalmente pelo fato de que a população da Terra aumenta a 
cada ano. Podemos economizar água tomando banhos mais curtos, consertando vazamentos, não poluindo os 
rios e escolher aparelhos (máquinas de lavar) de baixo fluxo de água. 
8) Devemos manter o carro em boas condições de uso, assim como as nossas residências, melhorando a 
eficiência energética. Devemos utilizar a luz natural para consumir menos lâmpadas, sempre priorizando as de 
baixo consumo. 
A sustentabilidade exige que os seres humanos aprendam a viver em harmonia com o meio ambiente. Fatores 
importantes, como tamanho da população humana, robustez da biosfera, estoque de recursos, suprimento de 
alimentos e qualidade ambiental devem permanecer equilibrados, em escala global. Esse estado de equilíbrio 
deve durar o tempo suficiente para que não seja apenas um pontinho na curva do crescimento insustentável. 
Mesmo que não possamos realmente atingir esse equilíbrio, devemos nos mover nessa direção se a humanidade 
e o ecossistema quiserem sobreviver.
Se as empresas quiserem acompanhar esse mundo em rápida transformação, elas precisam reconhecer seus 
impactos mais amplos e o que podem fazer para serem mais do que apenas sustentáveis - uma preocupação 
fundamental para a geração do milênio. As empresas, portanto, precisam adaptar processos e práticas de 
produção para tornar seus produtos sustentáveis e aproveitar as oportunidades criadas por essa geração de 
consumidores em rápido crescimento. A geração do milênio quer que as empresas sejam ativamente investidas 
na melhoria da sociedade, na solução de problemas sociais e na priorização de "causar impacto" no mundo. 
Mais do que isso, eles também querem que as empresas sejam abertas e honestas sobre seus esforços e sejam 
transparentes sobre sua cadeia de suprimentos e seus impactos ambientais.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 2 - Sustentabilidade
Síntese da unidade
Nesta unidade, vimos que a sustentabilidade é um conceito amplo, que oferece aos estudantes uma discussão 
e entendimento sobre a maioria dos aspectos do mundo, desde as questões voltadas para a tecnologia, os 
negócios empresariais, até os recursos disponibilizados no meio ambiente. Quando falamos em Sustentabilidade, 
pensamos em consumo verde, fontes renováveis de energia e desenvolvimento sustentável, de forma a garantir 
o equilíbrio entre os ecossistemas em todo o planeta. Vimos também que a Sustentabilidade tem três pilares: 
econômico, social e ambiental. 
A sustentabilidade econômica é usada para definir estratégias que promovam a utilização de recursos 
socioeconômicos para sua melhor vantagem. Um modelo econômico sustentável propõe uma distribuição 
equitativa e uma alocação eficiente de recursos. A ideia é promover o uso desses recursos de forma eficiente 
e responsável, proporcionando benefícios de longo prazo e estabelecendo rentabilidade. A Sustentabilidade 
Social, por sua vez, institui-se quando os processos, os sistemas, as estruturas e os relacionamentos dão 
suporte às gerações de hoje e do futuro para criar ambientes saudáveis, habitáveis e sustentáveis, sendo, 
portanto, justas, diversificadas, democráticas e que possam proporcionar uma boa qualidade de vida. Por fim, a 
Sustentabilidade Ambiental expressa então como deveríamos estudar e proteger os ecossistemas, a qualidade 
do ar, a sustentabilidade de nossos recursos naturais e nos concentrando nos componentes que enfatizam nosso 
meio ambiente. 
Percebemos que os valores de sustentabilidade são frequentemente expressos por meio de atitudes e 
comportamentos específicos e uma maneira importante de promover o desenvolvimento humano é trabalhar 
as atitudes sustentáveis. Levar a sustentabilidade a sério exige que reavaliemos nossas ideias sobre crescimento, 
equidade social, consumo e melhor padrão de vida, esse indicador putativo de bem-estar social. Os valores de 
sustentabilidade são frequentemente expressos por meio de atitudes e comportamentos específicos e uma 
maneira importante de promover o desenvolvimento humano é trabalhar as atitudes sustentáveis. 
Levar a sustentabilidade a sério exige que reavaliemos nossas ideias!
43
Considerações finais
Sustentabilidade é mais do que importante na atualidade. O esgotamento 
dos recursos naturais em muitas partes do planeta exige que as pessoas 
mudem o comportamento, seja por meio de ações simples como diminuir 
o tempo de banho ou até mesmo em trabalhar produtos ecologicamente 
corretos, incentivando o consumo verde. Concluímos também que as 
empresas e os governantes têm papel fundamental na Sustentabilidade 
uma vez que podem trabalhar os três pilares da sustentabilidade, buscando 
sempre a harmonia e o desenvolvimento sustentável da sociedade.
44
 3Unidade 33. Desenvolvimento Sustentável
Para iniciar seus estudos
Nesta unidade, compreenderemos a importância e o conceito 
de desenvolvimento sustentável. Veremos as contradições entre 
sustentabilidade e desenvolvimento econômico, destacando as questões 
relacionadas ao lucro, a preservação e o desenvolvimento sustentável. 
Estudaremos também a importância dos indicadores como forma de 
melhorarmos as ações de preservação e a busca por soluções sustentáveis 
nas empresas, que podem trabalhar com produtos e processos mais 
limpos, que tenham menores impactos ao meio ambiente e, ao mesmo 
tempo, assegurem o desenvolvimento econômico tanto das organizações 
quanto da sociedade.
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar o conceito de desenvolvimento sustentável para a 
sociedade moderna.
• Diferenciar sustentabilidade de desenvolvimento econômico.
• Relacionar lucro, preservação e desenvolvimento sustentável no 
âmbito das empresas.
45
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
Introdução da unidade
Sustentabilidade visa satisfazer às necessidades da atualidade de forma a não comprometer a vida das futuras 
gerações, garantindo o equilíbrio entre o crescimento econômico, o cuidado com o meio ambiente e o bem-
estar social. A sustentabilidade pode fomentar o desenvolvimento de pessoas, comunidades e culturas para 
ajudar a alcançar uma qualidade de vida, razoavelmente distribuída, saúde e educação em todo o mundo. Já 
o desenvolvimento sustentável volta-se para os possíveis efeitos negativos ocasionados pelo crescimento 
econômico e pela globalização, buscando soluções possíveis para todos os problemas atuais voltados para os 
recursos naturais e o equilíbrio com o crescimento populacional.
O desenvolvimento sustentável se concentra então no crescimento econômico igualitário, que gera riqueza para 
todos, sem prejudicar o meio ambiente. O investimento e uma distribuição igualitária dos recursos econômicos 
fortalecerão os outros pilares da sustentabilidade para um desenvolvimento completo. Muitos dos desafios 
enfrentados pela humanidade, como as mudanças climáticas, a escassez de água, a desigualdade e a fome, só 
podem ser resolvidos em nível global e promovendo o desenvolvimento sustentável.
3.1 Desenvolvimento sustentável
O desenvolvimento sustentável foi definido de várias maneiras, mas a definição mais citada é da obra “Nosso 
futuro comum”, também conhecida como “Relatório Brundtland”, de 1987. A obra afirma que o desenvolvimento 
sustentável atende às necessidades do presente, mas sem comprometer a capacidade das gerações futuras de 
satisfazerem as próprias demandas.
A sustentabilidade éa base da estrutura global para a cooperação internacional, sendo a Agenda 2030 direcionada 
para o Desenvolvimento Sustentável e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que tem metas 
específicas a serem atingidas até 2030 pelos governos, empresas, sociedade civil e pessoas. São universais, isso 
significa que se aplicam a todos os países do mundo, não apenas aos pobres.
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada por todos os Estados-membros da Organização 
das Nações Unidas (ONU), em 2015, fornece um projeto compartilhado para a paz e a prosperidade das pessoas 
e do planeta, agora e no futuro. No seu centro, estão 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que 
são uma chamada urgente por todos os países – desenvolvidos e em desenvolvimento – em uma parceria global. 
Reconhecem que acabar com a pobreza e outras privações deve andar de mãos dadas com estratégias que 
melhorem a saúde e a educação, reduzam a desigualdade e estimulem o crescimento econômico, ao mesmo 
tempo em que combatem a mudança climática e trabalham para preservar nossos oceanos e florestas. 
Os 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável são: 1. acabar com a pobreza; 2. acabar com a fome; 3. garantir 
vidas saudáveis e bem-estar social; 4. educação da qualidade; 5. igualdade de gênero; 6. gestão sustentável 
da água e saneamento; 7. energia acessível e confiável; 8. promover o crescimento econômico sustentável; 9. 
industrialização sustentável; 10. reduzir a desigualdade mundial; 11. promover cidades inclusivas; 12. padrões 
de consumo e produção sustentáveis; 13. medidas contra mudanças climáticas; 14. conservar oceanos, mares e 
recursos marinhos; 15. proteger ecossistemas terrestres; 16. sociedades pacíficas e inclusivas; 17. parceria global 
e desenvolvimento sustentável.
46
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
Figura 20 – Desenvolvimento sustentável: gestão sustentável da água
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Os ODS baseiam-se em décadas de trabalho de países e da ONU, conforme pode ser observado pela sequência 
cronológica:
1. Em junho de 1992, na Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, mais de 178 países adotaram a Agenda 21, um 
plano abrangente de ação para construir uma parceria global para o desenvolvimento sustentável para 
melhorar vidas humanas e proteger o meio ambiente.
2. Os Estados-membros adotaram unanimemente a Declaração do Milênio na Cúpula do Milênio, em 
setembro de 2000, na sede da ONU, em Nova York. A Cúpula levou à elaboração de oito Objetivos de 
Desenvolvimento do Milênio (ODM) para reduzir a pobreza extrema até 2015.
3. A Declaração de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável e o Plano de Implementação, adotado 
na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável na África do Sul, em 2002, reafirmaram o 
compromisso da comunidade global com a erradicação da pobreza e o meio ambiente e se basearam na 
Agenda 21 e na Declaração do Milênio, incluindo mais ênfase em parcerias multilaterais.
4. Na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), no Rio de Janeiro, 
em junho de 2012, os Estados-membros adotaram o documento final "O Futuro que Queremos", 
no qual decidiram, entre outros, lançar um processo para desenvolver um conjunto de Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ODS) para aproveitar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 
e estabelecer o Fórum Político de Alto Nível da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. O resultado da 
Rio +20 também continha outras medidas para implementar o desenvolvimento sustentável, incluindo 
mandatos para futuros programas de trabalho em financiamento do desenvolvimento, pequenos estados 
insulares em desenvolvimento e muito mais.
5. Em 2013, a Assembleia Geral criou um Grupo de Trabalho Aberto de 30 membros para desenvolver uma 
proposta sobre os ODS.
6. Em janeiro de 2015, a Assembleia Geral iniciou o processo de negociação sobre a agenda de 
desenvolvimento pós-2015. O processo culminou na adoção subsequente da Agenda 2030 para o 
Desenvolvimento Sustentável, com 17 ODS em seu núcleo, na Cúpula de Desenvolvimento Sustentável 
da ONU, em setembro de 2015.
47
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
7. 2015 foi um ano marcante para o multilateralismo e a formulação de políticas internacionais, com a 
adoção de vários acordos importantes:
• Marco de Sendai para Redução do Risco de Desastres (março de 2015);
• Agenda de Ação de Addis Abeba sobre Financiamento para o Desenvolvimento (julho de 2015);
• Transformando o mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com seus 17 ODS, 
foi adotada na Cúpula de Desenvolvimento Sustentável da ONU em Nova York (setembro de 2015);
• Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas (dezembro de 2015).
8. Atualmente, o Fórum Anual de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável serve como plataforma 
central da ONU para o acompanhamento e revisão dos ODS.
A interpretação do conceito de desenvolvimento sustentável tem forma variadas, no entanto, por essência, busca 
o equilíbrio entre as necessidades humanas com as limitações do meio ambiente, principalmente no que se refere 
aos recursos naturais. Com demasiada frequência, o desenvolvimento é impulsionado por uma necessidade 
específica, sem considerar plenamente os impactos mais amplos ou futuros. Quanto mais prosseguirmos o 
desenvolvimento insustentável, mais frequentes e severas serão as suas consequências.
Sendo assim, para Dias:
O Desenvolvimento Sustentável (DS), portanto, se refere à integração de questões econômicas, 
sociais e ambientais, de tal modo que as atividades de produção de bens e serviços devem 
preservar a diversidade, respeitar a integridade dos ecossistemas, diminuindo sua vulnerabilidade, 
e procurar compatibilizar os ritmos de renovação dos recursos naturais com os de extração 
necessários para o funcionamento do sistema econômico (DIAS, 2015, p. 21).
Viver dentro de nossos limites ambientais é um dos princípios centrais do desenvolvimento sustentável. Uma 
implicação de não o fazer é a mudança climática. Mas o foco do desenvolvimento sustentável é muito mais amplo 
do que apenas o meio ambiente. É também garantir uma sociedade forte, saudável e justa. Isso significa atender 
às diversas necessidades de todas as pessoas em comunidades existentes e futuras, promovendo o bem-estar 
pessoal, a coesão social e a inclusão e criando oportunidades iguais.
Não necessariamente o desenvolvimento sustentável significa encontrar melhores maneiras 
de fazer as coisas, tanto para o futuro quanto para o presente. Talvez precisemos mudar a 
maneira como trabalhamos e vivemos agora, mas isso não significa que nossa qualidade 
de vida será reduzida. Uma abordagem de desenvolvimento sustentável pode trazer muitos 
benefícios a curto e médio prazo, por exemplo: saúde e transporte – em vez de dirigir, mudar 
para caminhar ou andar de bicicleta para viagens curtas vai lhe poupar dinheiro, melhorar sua 
saúde e, muitas vezes, é rápido e conveniente. Todos nós temos um papel a desempenhar, e 
pequenas ações, tomadas coletivamente, podem resultar em mudanças reais. No entanto, 
para alcançar a sustentabilidade no mundo, acreditamos que o governo precisa assumir a 
liderança e o nosso trabalho é ajudar a fazer isso acontecer. Fazemos isso por meio de nossas 
ações e contribuições pessoais e coletivas para a construção da humanidade.
Fique atento!
48
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
3.1.1 Possibilidades de desenvolvimento sustentável
Os dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com suas 169 metas, formam o núcleo da Agenda 
2030. Eles equilibram as dimensões econômica, social e ecológica do desenvolvimento sustentável, e colocam a 
luta contra a pobreza e o desenvolvimento sustentável na mesma agenda pelaprimeira vez.
Os ODS devem ser alcançados em todo o mundo, e por todos os estados membros da ONU, até 2030. Isso significa 
que todos os estados são solicitados igualmente a desempenhar seu papel na busca de soluções compartilhadas 
para os desafios urgentes do mundo. A Agenda 2030 contém os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, 
uma chamada à ação para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir o bem-estar global das pessoas. 
Ratificado por todos os estados membros, este roteiro visa:
• erradicar a pobreza e a fome, garantindo uma vida saudável;
• universalizar o acesso a serviços básicos, como água, saneamento e energia sustentável;
• apoiar a geração de oportunidades de desenvolvimento, por meio da educação inclusiva e do trabalho 
decente;
• promover a inovação e a infraestrutura resiliente, criando comunidades e cidades capazes de produzir e 
consumir de forma sustentável;
• reduzir a desigualdade no mundo, especialmente em relação ao gênero;
• cuidar do meio ambiente para combater as mudanças climáticas e proteger os oceanos e os ecossistemas 
terrestres;
• promover a colaboração entre diferentes agentes sociais para criar um ambiente de paz e desenvolvimento 
sustentável.
Figura 21 – Pobreza ainda em muitas partes do mundo
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
No que se refere às empresas, é difícil para as mesmas reconhecerem que a produção sustentável pode ser menos 
cara. Isso é em parte porque elas têm de mudar fundamentalmente a maneira como pensam sobre a redução 
49
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
de custos. Pode também exigir disposição para contrariar a sabedoria financeira convencional, concentrando-se 
não na redução do custo de cada parte, mas no aumento da eficiência do sistema como um todo.
É notável como muitas empresas nos mercados emergentes escolheram embarcar nos esforços de 
sustentabilidade muito antes de qualquer imperativo surgir. No processo, elas frequentemente conquistaram 
importantes vantagens, à medida que cresciam os mercados de produtos ecologicamente corretos.
Em um mundo de escassez, as empresas precisarão considerar seu retorno total não apenas em ativos, mas 
também em recursos. Trazendo a mais recente tecnologia e inovações de processo, as empresas podem reduzir a 
quantidade de água necessária para produção de bens e serviços.
3.1.2 Contradições entre sustentabilidade e desenvolvimento econômico
Semelhante à sustentabilidade ambiental, o pilar econômico envolve a criação de valor econômico a partir de 
qualquer projeto ou decisão que você esteja realizando. Sustentabilidade econômica significa que as decisões 
são tomadas da maneira mais equitativa e fiscal possível, considerando os outros aspectos da sustentabilidade. 
Na maioria dos casos, projetos e decisões devem ser feitos com os benefícios de longo prazo em mente (ao invés 
de apenas os benefícios de curto prazo). Tenha em mente que, quando apenas os aspectos econômicos de algo 
são considerados, isso pode não necessariamente promover a verdadeira sustentabilidade.
Para muitos gestores no mundo dos negócios, a sustentabilidade econômica ou o crescimento econômico é o 
principal foco. Em grande escala (globalmente ou mesmo localmente), essa abordagem limitada à administração 
de uma empresa pode levar a resultados insatisfatórios, como desastres ambientais (Figura 22) iguais ao 
ocorrido na Mineração Samarco, em Mariana, Minas Gerais. No entanto, quando boas práticas de negócios são 
combinadas com os aspectos sociais e ambientais da sustentabilidade, é possível ter um resultado positivo tanto 
pata a empresa quanto para a humanidade.
Figura 22 – Desastre ambiental: derramamento de óleo no mar
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
50
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
Existem várias ideias-chave que compõem a sustentabilidade econômica. Por exemplo, os 
governos devem procurar promover o "crescimento inteligente", por meio de planejamento 
do uso de terras improdutivas e dar subsídios ou incentivos fiscais para o desenvolvimento 
sustentável. O apoio financeiro para universidades, programas educacionais e pesquisa 
e desenvolvimento também é uma parte importante da sustentabilidade econômica. 
Além disso, uma ênfase deve ser colocada em outras áreas, como a redução de gastos 
desnecessários e a redução da burocracia nos tramites legais relacionados aos projetos 
ambientais.
Saiba mais
A sustentabilidade econômica é usada para definir estratégias que promovam a utilização de recursos 
socioeconômicos para sua melhor vantagem. Um modelo econômico sustentável propõe uma distribuição 
equitativa e uma alocação eficiente de recursos. A ideia é promover o uso desses recursos de forma eficiente 
e responsável, proporcionando benefícios de longo prazo e estabelecendo rentabilidade. É mais provável que 
um negócio lucrativo permaneça estável e continue operando de um ano para o outro. As iniciativas sociais 
têm um impacto no comportamento do consumidor e no desempenho dos funcionários, enquanto iniciativas 
ambientais, como a eficiência energética e a mitigação da poluição, podem ter um impacto direto na redução do 
desperdício.
A sustentabilidade econômica envolve garantir que a empresa tenha lucro, mas também 
que as operações comerciais não criem problemas sociais ou ambientais que prejudiquem o 
sucesso a longo prazo da empresa.
Nas últimas duas décadas, os termos sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável se tornaram palavras da 
moda e as empresas aproveitaram do momento para aumentarem os resultados financeiros, seja por meio de 
venda de produtos ou serviços sustentáveis, seja simplesmente pelas estratégias de marketing como “empresa 
sustentável”, “ecologicamente correta”, “amiga do meio ambiente”, entre outras. Nesse sentido, podemos 
destacar as principais vantagens para praticar a sustentabilidade e buscar o desenvolvimento sustentável:
1. Melhora a imagem da marca, alcança vantagem competitiva e contribui para esta
As empresas sustentáveis, por exemplo, quando investem em programas que buscam a preservação do meio 
ambiente e a conscientização para práticas sustentáveis (como não usar sacolas plásticas em supermercados), 
são reconhecidas pelas ações voltadas ao meio ambiente. Com isso, acabam por valorizar a marca e alcançar a 
vantagem competitiva como empresas flexíveis e adaptáveis às questões ambientais.
51
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
2. Aumenta a produtividade e reduz custos
As empresas que investem em produção enxuta e sustentável, priorizando a reutilização e a reciclagem, diminuem 
os custos de produção e conseguem, até mesmo, isenção de impostos e tributos. Com isso, a produtividade 
aumenta e os custos caem. Outro exemplo são os investimentos em energia solar, além de incentivos à redução 
do consumo de energia, por meio de ações educacionais, como desligar as luzes ao sair do ambiente e cultivo de 
espécies de plantas que, além de embelezarem o ambiente, facilitam a circulação de ar. 
Figura 23 – Energia solar
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
4. Atrai funcionários e investidores
As empresas sustentáveis, além de terem a valorização da marca e o aumento da produtividade, se tornam 
ambientes agradáveis para o trabalho, atraindo, dessa forma, os melhores profissionais. Estes, por sua vez, acabam 
adotando ações sustentáveis, como diminuição do consumo de papel e eliminação de copos descartáveis. Uma 
organização deve-se mostrar respeitosa com o meio ambiente e seus funcionários. Assim, atrairá o nível de 
pessoas e clientes necessários para o funcionamento e expansão.
5. Reduz o desperdício
Ações de redução de desperdício, na realidade, se iniciaram na década de 1970, com o movimento da qualidade 
no ambiente de produção da indústria automotiva, chamada de lean production ouprodução enxuta. Anos mais 
tarde, o combate ao desperdício chegou aos escritórios por meio de diminuição do consumo de papel e incentivo 
às práticas de reciclagem.
3.1.3 Sustentabilidade, preservação e lucro
Para que as empresas possam crescer e obter lucro sustentável, precisam investir em produtos e processos, de 
forma a se tornarem empresas sustentáveis. Nesse sentido, podemos destacar cinco componentes pelos quais 
as empresas devem procurar trabalhar e relacionar ao desenvolvimento sustentável: produto ou processo de alta 
tecnologia; cultura de inovação; globalização; custo competitivo; pensamento sustentável. Vamos entender cada 
um deles:
52
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
1. Um produto de alta tecnologia ou processo de alta tecnologia
O crescimento começa com um produto ou processo que atenda a uma necessidade atual ou não reconhecida, 
mas que tem potencial para ampliar possibilidades no futuro, estabelecendo limites que não afetem o meio 
ambiente. Por exemplo: é possível que designers projetem brinquedos e camas para animais de estimação 
usando uma fibra criada a partir de garrafas plásticas recicladas 100% pós-consumo. Dessa forma, estaremos 
minimizando o problema de milhões de garrafas plásticas enviadas para aterros sanitários (Figura 24). As 
empresas devem selecionar fornecedores, por exemplo, pelo uso de embalagens tecnologicamente inovadoras e 
de alto desempenho, que não utilizem produtos que agridam o meio ambiente.
Figura 24 – Aterro sanitário: milhares de garrafas plásticas
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
2. Uma cultura de inovação
Isso requer um alto nível de insight, foco e colaboração. Uma empresa deve antecipar o que estará no horizonte, 
criar o que o mercado precisa (por meio de previsão) e, com isso, criar demanda para o produto ou serviço de 
acordo com o desenvolvimento sustentável, o que pode ser feito, por exemplo, por meio de investimentos 
com fundos de capital de risco em tecnologia de energia limpa. As empresas que buscam o desenvolvimento 
sustentável investem em centros de pesquisa e desenvolvimento, de forma a inovar tanto em processo quanto 
em produtos e, dessa forma, entregar ao mercado produtos sustentáveis e minimizar os impactos ambientais por 
meio de processos também sustentáveis.
3. Uma cultura globalmente centrada
Se uma empresa quer lucrar e crescer, deve ter a capacidade e o incentivo para exportar ou importar. Assim, pode 
ter acesso a outras culturas e economias, bem como procedimentos e políticas sustentáveis de outros países. 
4. Uma plataforma de custo competitivo com uma estratégia de fornecimento global informada
Os benefícios do global sourcing (tercerização no mercado global) são inegáveis: ele dá acesso às empresas a 
uma mão de obra qualificada e econômica, reduz os custos de material e transporte e pode acelerar o tempo 
de lançamento do produto no mercado. Existem riscos e desafios para a estratégia global sourcing quando se 
considera que cada país tem suas próprias práticas de negócios, requisitos legais, questões culturais, preocupações 
ambientais, clima político, entre outros. No entanto, essa estratégia não pode ser ignorada, pelos benefícios já 
destacados.
53
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
5. Uma preocupação de baixo para cima e outra para o meio ambiente e sua sustentabilidade
A população mundial jovem (menos de 30 anos) está crescendo. Essa geração está conectada pela Internet e 
é socialmente ativa, preocupada com o meio ambiente e educada para entender a conservação de energia, os 
benefícios da reciclagem, a necessidade de reduzir a emissão de gás carbônico e outros poluentes, a importância 
da água limpa e acessível, entre outros. Esses jovens são uma força a ser reconhecida e usarão a Internet para 
coletar informações e comunicar violações com muita velocidade.
A sustentabilidade ambiental é a responsabilidade corporativa e comparável às 
responsabilidades que as empresas têm com os funcionários, as comunidades nas quais 
operam e a sociedade em geral. Estes não são mais opcionais. Com os meios de comunicação 
e, principalmente, pela Internet, os desastres ambientais, como o derramamento de 
petróleo no Golfo do México, o fracasso da usina nuclear japonesa na sequência dos danos 
do tsunami e o desastre de Mariana com o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco, 
em Minas Gerais, se tornaram públicos e nos ensinaram que qualquer empresa que espera 
ser lucrativa no futuro não deve apenas jogar por um novo conjunto de regras, mas também 
estar constantemente se esforçando para melhorar esses padrões.
Logo, para competir e ter sucesso na economia complexa e globalmente interconectada da atualidade, as 
empresas precisam praticar essa disciplina para lucrar e crescer. Por isso, o termo crescimento de lucro sustentável 
precisa ser entendido. Afinal, ele integra todas essas estratégias e cria um "todo" muito mais eficaz do que cada 
uma de suas "partes".
3.1.4 Indicadores de sustentabilidade – empresas sustentáveis
Um indicador é algo que nos ajuda a entender onde estamos, a que caminho estamos indo e a que distância 
estaremos. Um bom indicador nos alerta para um problema antes e nos ajuda a reconhecer o que precisa ser feito 
para corrigir esse problema. Os indicadores de uma comunidade sustentável, por exemplo, apontam para áreas 
nas quais os elos entre a economia, o meio ambiente e a sociedade são fracos. Eles permitem que sejam vistos 
onde estão as áreas problemáticas e ajudam a mostrar o caminho para corrigir esses problemas. 
Os indicadores são informações quantificadas que ajudam a explicar como as coisas estão mudando ao longo do 
tempo. Por muitos anos, um número limitado de medidas econômicas importantes tem sido usado para avaliar 
o desempenho da economia. Por exemplo, a produção, o nível de emprego, a taxa de inflação, o balanço de 
pagamentos, o setor público, etc. Essas estatísticas dão uma visão geral, mas não explicam por que tendências 
específicas estão ocorrendo, nem refletem necessariamente a situação de uma indústria, sociedade ou área em 
particular. Eles, no entanto, fornecem aos formuladores de políticas informações razoáveis sobre mudanças na 
economia, auxiliando na tomada de decisão político-econômica e possibilitando a análise tanto dos governos 
quanto da sociedade. Os indicadores de sustentabilidade são diferentes dos indicadores tradicionais de progresso 
54
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
econômico, social e ambiental. Os tradicionais referem-se a lucros dos acionistas, taxas de doenças, qualidade 
da água, entre outros. Medem mudanças em uma parte de uma comunidade como se fossem totalmente 
independentes das outras partes.
Segundo Haddad: 
A discussão sobre os indicadores mais adequados para se avaliar o processo de desenvolvimento de 
um país e de suas regiões tem se dirigido atualmente para analisar o processo de desenvolvimento 
sustentável, o qual vai além do crescimento do PIB e da melhoria dos indicadores socioeconômicos 
tradicionais (HADDAD, 2015, p. 138).
De fato, a sustentabilidade requer uma visão integrada do mundo: indicadores multidimensionais que mostram 
os elos entre a economia, o meio ambiente e a sociedade de uma comunidade. Por exemplo, o Produto Interno 
Bruto (PIB), um indicador tradicional amplamente divulgado, mede a quantidade de dinheiro que está sendo 
gasto em um país. É geralmente relatado como uma medida do bem-estar econômico do país: quanto mais 
dinheiro sendo gasto, maior o PIB e melhor o bem-estar econômico geral é assumido.
No entanto, como o PIB reflete apenas a quantidade de atividade econômica, independentemente do efeito dessa 
atividade na saúde social e ambiental da comunidade, o PIB pode subir quando a saúde geral da comunidade cai. 
Por exemplo,quando há um empilhamento de 10 carros na rodovia, o PIB sobe por causa do dinheiro gasto em 
honorários médicos e custos de reparo. Por outro lado, se 10 pessoas decidirem não comprar carros e caminharem 
para o trabalho, sua saúde e riqueza podem aumentar, mas o PIB cai.
Um indicador comparável de sustentabilidade é o Índice de Bem-Estar Econômico Sustentável. 
A fim de obter uma visão mais completa do progresso econômico, o indicador subtrai as 
correções do PIB para bases prejudiciais ou consequências da atividade econômica e adiciona 
às correções do PIB para atividades significativas, como trabalho doméstico não remunerado. 
Por exemplo, o indicador contabiliza a poluição do ar estimando o custo do dano por tonelada 
de cinco poluentes atmosféricos principais. É responsável pelo esgotamento dos recursos, 
estimando o custo para substituir o barril de óleo equivalente pela mesma quantidade de 
energia de uma fonte renovável. Estima o custo das alterações climáticas devido às emissões 
de gases com efeito de estufa por tonelada de emissões. O custo do esgotamento do ozônio 
também é calculado por tonelada de substância destruidora do ozônio produzida. Além 
disso, são feitos ajustes para refletir a preocupação com a distribuição desigual de renda. A 
correção para trabalho doméstico não remunerado é baseada na taxa média de pagamento 
doméstico. Algumas despesas de saúde são consideradas como não contribuindo para o 
bem-estar, bem como algumas despesas de educação.
Saiba mais
Os indicadores de comunidades sustentáveis, outro exemplo de indicador, são úteis para diferentes comunidades 
por diferentes razões. Para uma comunidade saudável, os indicadores ajudam a monitorar a saúde, de modo que 
as tendências negativas sejam capturadas e tratadas antes que se tornem um problema. Para comunidades com 
problemas econômicos, sociais ou ambientais, os indicadores podem apontar o caminho para um futuro melhor. 
Para todas as comunidades, os indicadores podem gerar discussões entre pessoas com diferentes origens e 
pontos de vista e, no processo, ajudar a criar uma visão compartilhada do que a comunidade deve ser. 
55
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
Sendo assim, os indicadores de sustentabilidade definem o estado atual da arte no desenvolvimento de 
indicadores. Apresentam uma avaliação abrangente da ciência por trás de vários indicadores, dando ênfase 
especial à sua utilização como ferramentas de comunicação. Os colaboradores baseiam-se em sua experiência 
como acadêmicos e profissionais para descrever os desafios conceituais e medir algo tão complexo quanto a 
sustentabilidade nas escalas local, regional, nacional e global.
Os indicadores geralmente simplificam, a fim de tornar fenômenos complexos quantificáveis 
para que a informação possa ser comunicada. A população está preocupada com o 
desenvolvimento sustentável e com o meio ambiente. Logo, precisamos estar informados 
sobre o estado do meio ambiente e da economia e como e por que estão mudando.
A sustentabilidade não precisa ter um custo. Por meio de indicadores de sustentabilidade, as empresas 
podem implementar programas de sustentabilidade, o que pode ocasionar redução de custos e melhoria dos 
resultados financeiros, tornando-se organizações sustentáveis. A criação de uma empresa sustentável envolve a 
transformação de toda a cadeia de valor, desde o fornecimento de materiais até o design, as operações, as vendas 
e o marketing do produto e o gerenciamento do fim da vida útil. 
3.1.5 Tecnologias para o desenvolvimento sustentável: ciclo de vida dos 
produtos, produção limpa
Hardware, software, know-how e outras tecnologias são ferramentas essenciais para o desenvolvimento sustentável. 
Eles podem ser fundamentais para garantir que as pessoas possam:
• ter acesso à água limpa (por meio de tecnologias de purificação de água, eficiência, entrega e saneamento);
• ter acesso à energia limpa, acessível e sustentável (por exemplo, por meio de tecnologias e tecnologias 
eficientes em termos energéticos que utilizem fontes alternativas de energia);
• viver em um ambiente menos tóxico (por exemplo, implementando tecnologias agrícolas e industriais 
alternativas que reduzam a quantidade e a toxicidade das matérias-primas e processos, bem como as 
técnicas de tratamento);
• viver em um ambiente mais estável, mitigando os efeitos da mudança climática (por exemplo, processos 
de maior eficiência energética e controle de emissões) e adaptando-os às mudanças climáticas (por 
exemplo, o uso de um sistema de informação gerencial pode auxiliar no planejamento do uso da terra); 
• ter regimes eficazes de governança ambiental (por exemplo, monitorar a conformidade e a fiscalização, 
fornecer acesso público à informação, capacitação e conscientização pública).
Um dos maiores desafios que os países – especialmente os países em desenvolvimento – enfrentam para realizar 
o desenvolvimento sustentável é obter e implementar as tecnologias necessárias. Embora o acesso à tecnologia 
dependa, em certa medida, de recursos financeiros, não é apenas uma questão financeira. Em muitos casos, as 
estruturas legais e institucionais impedem o desenvolvimento, a importação/exportação, a transferência e o uso 
56
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
de tecnologias para o desenvolvimento sustentável. Quotas e tarifas podem afetar a capacidade de importar 
tecnologias. Da mesma forma, os subsídios podem promover o uso de tecnologias que possam desperdiçar 
energia, água ou outros recursos. Além disso, os tomadores de decisão devem considerar normas culturais ao 
selecionar e implementar tecnologias.
3.1.5.1 Inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável
Atingir metas de desenvolvimento sustentável exigirá ação em várias frentes, incluindo o aproveitamento e a 
maximização do potencial de inovação tecnológica. Exemplos de tais tecnologias incluem sistemas de captura 
e armazenamento de carbono, métodos de irrigação mais eficientes, medicamentos essenciais, dispositivos 
domésticos de purificação de água e processos de fabricação que minimizam o desperdício e a poluição. Embora 
algumas inovações necessárias possam ser fomentadas por meio de mecanismos públicos e privados existentes 
em nível nacional, esses esforços se mostraram inadequados para atender às metas globais de sustentabilidade, 
particularmente no que diz respeito a atender às necessidades dos mais pobres, vulneráveis ou marginalizados 
do mundo nas gerações atuais e futuras.
3.1.5.2 Sustentabilidade do ciclo de vida do produto
A sustentabilidade do ciclo de vida do produto é uma abordagem para gerenciar os estágios da existência de um 
produto, de forma que qualquer impacto negativo no ambiente seja minimizado. O grau de sustentabilidade é 
largamente determinado durante o estágio de início da vida do ciclo de vida do produto, no qual o produto é 
projetado e desenvolvido. Nessa fase, as decisões sobre os materiais e processos necessários para criar o produto 
podem ter um impacto significativo na pegada ambiental do produto.
As decisões tomadas durante o fase inicial afetarão os estágios do meio e do fim do ciclo de vida do produto. Por 
exemplo, se os materiais forem escolhidos com atenção à reutilização, isso aumentará a sustentabilidade das 
práticas ao final da vida útil do produto. O objetivo final da sustentabilidade nesse contexto é um ciclo de vida 
de produto de ciclo fechado, no qual todos os elementos que entram na criação de um produto são reutilizados, 
reciclados ou remanufaturados, em vez de descartados.
As empresas podem ser ambientalmente sustentáveis e lucrativas? Desembalar o que significa “sustentável” 
é o primeiro passo. Há "sustentabilidade fraca", também conhecida como o que a maioria das pessoas pensa 
como sustentável, o que significa que há a mesma quantidadede recursos para as gerações futuras que nos 
foi concedida nesta geração, embora muitos elaborem para dizer que substituir conhecimento técnico, como 
o capital humano ou a tecnologia, é adequada ou apropriada em lugar dos recursos naturais. Isso significa que 
substitutos sintéticos são apropriados para borracha ou algodão, por exemplo. “Forte sustentabilidade”, por 
outro lado, postula que isso é inaceitável, encapsulado com a ideia de que existem funções que o meio ambiente 
ou um ecossistema específico faz, que não podem ser substituídas por seres humanos ou por substitutos feitos 
pelo homem. Assim, muitos negócios podem ser ambientalmente sustentáveis no modo normalizado de 
“sustentabilidade fraca” (e lucrativo), mas isso não é uma solução verdadeira a longo prazo.
57
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
O que é eficiência energética?
Significa usar menos energia para fornecer o mesmo nível de energia. É, portanto, um 
método para reduzir as emissões humanas de gases de efeito estufa. Por exemplo, se uma 
casa é isolada, menos energia é usada em aquecimento e resfriamento para atingir uma 
temperatura satisfatória. Outro exemplo é a instalação de lâmpadas fluorescentes ou 
claraboias, em vez de lâmpadas incandescentes, para atingir o mesmo nível de iluminação.
Fique atento!
O uso eficiente de energia é alcançado, principalmente, por meio de uma tecnologia ou processo mais 
eficiente. Edifícios eficientes em energia, processos industriais e transporte poderiam reduzir em um terço as 
necessidades mundiais de energia em 2050 e ajudar a controlar as emissões globais de gases de efeito estufa. 
Tornar as residências, os veículos e as empresas mais eficientes em termos de energia é visto como uma solução 
amplamente inexplorada para tratar do aquecimento global, da segurança energética e do esgotamento dos 
combustíveis fósseis.
Vejas quais aparelhos podem ser eficientes em energia
Geladeiras, freezers, fornos, fornos, lava-louças e lavadoras e secadoras de roupa podem ser projetados para 
reduzir a quantidade de eletricidade que usam. Frigoríficos modernos e eficientes em termos energéticos, por 
exemplo, usam 40% menos energia do que os de 10 anos atrás. Os sistemas de gerenciamento de energia 
também reduzem o consumo de energia por meio de dispositivos ociosos, desligando-os ou colocando-os em 
um "modo de baixa energia" após um determinado período. Muitos países identificam aparelhos eficientes em 
termos de energia usando selos do governo federal star ou rótulos de eficiência energética.
Um outro bom exemplo de eficiência energética são a localização e os arredores dos edifícios verdes, que podem 
ajudar a regular a temperatura e a iluminação interna.
Por exemplo, árvores, paisagismo e colinas podem fornecer sombra e bloquear o vento. Em climas mais frios ou 
mais quentes, os projetos dos edifícios considerando a luz do sol podem trazer ganhos significativos de energia 
(diminuição das lâmpadas acessas, menor consumo de ar condicionado e aquecedores).
Síntese da unidade
Nesta unidade, vimos que o desenvolvimento sustentável se concentra no crescimento econômico igualitário, 
que gera riqueza para todos, sem prejudicar o meio ambiente. O investimento e uma distribuição igualitária 
dos recursos econômicos fortalecerão os outros pilares da sustentabilidade para um desenvolvimento completo. 
Verificamos que a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada por todos os Estados-membros da 
Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, fornece um projeto compartilhado para a paz e a prosperidade 
das pessoas e do planeta, agora e no futuro. No seu centro, estão 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
58
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 3 - Desenvolvimento Sustentável
(ODS), que são uma chamada urgente por todos os países – desenvolvidos e em desenvolvimento – em uma 
parceria global.
Quando nos referimos às empresas, entendemos que é difícil para as mesmas reconhecerem que a produção 
sustentável pode ser menos cara. Isso é em parte porque elas têm de mudar fundamentalmente a maneira 
como pensam sobre a redução de custos. Pode também exigir disposição para contrariar a sabedoria financeira 
convencional, concentrando-se não na redução do custo de cada parte, mas no aumento da eficiência do sistema 
como um todo.
Constatamos ainda que o pilar econômico da sustentabilidade envolve a criação de valor econômico a partir de 
qualquer projeto ou decisão que você esteja realizando. Sustentabilidade econômica significa que as decisões 
são tomadas da maneira mais equitativa e fiscal possível, considerando os outros aspectos da sustentabilidade. 
Na maioria dos casos, projetos e decisões devem ser feitos com os benefícios de longo prazo em mente (ao invés 
de apenas os benefícios de curto prazo).
Percebemos ainda que nas últimas duas décadas, a sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável se tornaram 
mais do que uma moda ou apenas uma palavra da moda, trazendo benefícios reais para os negócios quando 
conscientemente integradas às operações das organizações. Logo, para competir e ter sucesso na economia 
complexa e globalmente interconectada da atualidade, as empresas precisam praticar essa disciplina para lucrar 
e crescer. É por isto que o termo crescimento de lucro sustentável precisa ser entendido, ele integra todas essas 
estratégias e cria um "todo" muito mais eficaz do que cada uma de suas "partes".
Por fim, estudamos que os indicadores são informações quantificadas que ajudam a explicar como as coisas 
estão mudando ao longo do tempo. Por muitos anos, um número ilimitado de medidas econômicas importantes 
tem sido usado para avaliar o desempenho da economia. Por exemplo, a produção, o nível de emprego, a taxa de 
inflação, o balanço de pagamentos, o setor público, etc. Chegamos à conclusão de que, por meio de indicadores 
de sustentabilidade, as empresas podem implementar programas de sustentabilidade, o que levaria à redução 
de custos e à melhoria dos resultados financeiros. Assim, tornarem-se empresas sustentáveis e atingirem metas 
de desenvolvimento sustentável exigirá ação em várias frentes, incluindo o aproveitamento, a maximização do 
potencial de inovação tecnológica e a eficiência energética.
59
Considerações finais
Podemos concluir que sustentabilidade e desenvolvimento 
sustentável andam juntos. Não podemos pensar em desenvolvimento 
economicamente se não nos atentarmos para as questões sociais e 
ambientais. Vimos que as empresas, por meio de ações simples, podem 
melhorar a qualidade do ambiente de trabalho e obter maiores resultados 
financeiros, simplesmente por adotar práticas sustentáveis no ambiente 
produtivo. Por fim, analisamos que os indicadores de sustentabilidade nos 
ajudam a classificar as empresas por meio de suas ações, sustentáveis ou 
não, e, com isso, nos posicionar frente à participação do mercado.
60
 4Unidade 44. Recursos, Exploração e 
Esgotamento
Para iniciar seus estudos
Nesta unidade, iremos compreender a importância dos recursos naturais 
para a sobrevivência do homem. Veremos ainda como as ações de 
desmatamento, mineração e agricultura podem comprometer a vida no 
futuro, principalmente se a humanidade não se atentar para a necessidade 
de preservação do meio ambiente. Ao final da unidade, iremos estudar 
sobre os recursos hídricos e todo o potencial que a água tem como fonte 
de desenvolvimento econômico para a sociedade. Compreenderemos 
que o esgotamento e a contaminação dos recursos hídricos podem 
comprometer toda a evolução da humanidade.
Objetivos de Aprendizagem
• Identificar os recursos naturais e compreender a importância dos 
mesmos para o meio ambiente.
• Esclarecer sobre mineração e agropecuária.
• Analisar o comprometimento da vida na terra devido ao 
esgotamento da água potável e a contaminação dosrecursos 
hídricos.
61
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
Introdução da unidade
Os recursos naturais estão presentes na natureza e incluem desde o petróleo, até a água que consumimos no 
nosso dia a dia. O estoque de um recurso natural é a quantidade do recurso com o qual a terra é dotada. Por 
exemplo, uma certa quantidade de óleo está na terra; uma certa população de peixes vive no mar; e um certo 
número de hectares formam uma área como o Parque Nacional da Serra do Cipó, em Minas Gerais. Esses estoques 
de recursos naturais, por sua vez, podem ser usados para produzir um fluxo de bens e serviços e, todos os anos, 
podemos extrair uma certa quantidade de óleo, colher uma certa quantidade de peixe e desfrutar de um certo 
número de visitas aos parques.
Por definição, os recursos naturais não podem ser produzidos. Nosso consumo dos serviços de recursos naturais 
em um período pode afetar sua disponibilidade em períodos futuros. Devemos, portanto, considerar até que 
ponto as demandas esperadas das futuras gerações devem ser levadas em conta quando alocamos recursos 
naturais.
4.1 Recursos, exploração e esgotamento
Para que a humanidade tenha um futuro seguro ambientalmente sustentável, onde ainda podemos desfrutar 
de recursos naturais, é necessário urgentemente transformar a maneira como usamos os recursos, mudando 
completamente a forma como produzimos e consumimos os bens e serviços.
Figura 25 – Preservação do planeta Terra
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Cidades em todo o mundo são responsáveis por 60-80% do consumo global de energia e 75% das emissões de 
carbono, consumindo mais de 75% dos recursos naturais do mundo. Para transformar esse modo de vida, focado 
na exploração de recursos naturais e que caminham para o esgotamento, todos nós precisamos desempenhar 
um papel, seja por meio da educação ou da conscientização. 
Todas nós devemos procurar fornecer informações e conscientizar o público sobre os recursos naturais que temos 
e a necessidade de garantir a sua existência. Pessoas e organizações em nações desenvolvidas com altas taxas 
62
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
de consumo de recursos devem estar cientes das questões relacionadas ao esgotamento dos recursos naturais. 
As pessoas devem entender que não há problema em desfrutar de todos os itens e aparelhos eletrodomésticos, 
mas também devem ter atenção em como devolver ao meio ambiente os recursos naturais retirados para a 
produção e o consumo. Reduzir desperdícios (água, energia), reciclar resíduos (garrafas plásticas, alumínio, papel) 
e reutilizar itens como roupas e acessórios, faz das pessoas adeptos a essas práticas uma parte da solução dos 
nossos problemas ambientais.
4.1.1 Recursos naturais
Desde que a Terra foi habitada, os seres humanos e outras formas de vida dependeram livremente dos recursos 
naturais para sobreviver (água, terra, solos, rochas, florestas, animais, combustíveis fósseis e minerais). Esses 
recursos são provenientes da natureza, ou seja, não foram criados pelo homem e constituem a base da vida na 
terra.
Figura 26 – Recursos naturais
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Os recursos naturais, de uma maneira ou de outra, estão todos conectados. Caso a água, por exemplo, esgote-se 
em determinado local, há um efeito em cascata: o solo, as florestas e vegetação, a qualidade do ar, serão todos 
diretamente afetados e de forma negativa. Nesse contexto, se os seres humanos dependem diretamente desses 
recursos para a sua sobrevivência (alimentação, biomassa, saúde, recreação e lazer, conforto), teremos um 
desequilíbrio e efeitos relacionados a mudanças climáticas, controle de enchentes e de espécies.
Às vezes, os recursos naturais podem ser usados como matéria-prima para produzir algo, como, por exemplo, 
podemos usar uma árvore da floresta para produzir madeira. A madeira é então usada para produzir móveis ou 
celulose para papel e produtos de papel. Nesse cenário, a árvore é a matéria-prima.
Os recursos naturais se apresentam de muitas formas. Podem ser sólido, líquido ou gás. Também pode ser 
orgânico ou inorgânico, metálico ou não metálico. Segundo Miller (2012, p. 9),
recursos naturais são materiais e energia na natureza essenciais, ou úteis, aos seres humanos, em 
geral são classificados como renováveis (ar, água, solo, plantas e vento) ou não renováveis (como 
cobre, petróleo e carvão). Serviços naturais são processos que acontecem na natureza, como a 
63
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
purificação do ar e da água, e a renovação do solo, que sustentam a vida e as economias humanas 
(MILLER, 2012, p. 9).
Logo, podemos destacar que todos os recursos naturais se enquadram em duas categorias: renováveis e não 
renováveis.
• Recursos renováveis: Recursos renováveis são aqueles que estão constantemente disponíveis (como a 
água) ou podem ser razoavelmente substituídos ou recuperados, como terras vegetativas. Os animais 
também são renováveis porque, com um pouco de cuidado, podem reproduzir descendentes para 
substituir animais adultos. Mesmo que alguns recursos renováveis possam ser substituídos, eles podem 
levar muitos anos e isso não os torna renováveis. Os recursos renováveis provenientes dos seres vivos 
(como árvores e animais) podem ser chamados de recursos renováveis orgânicos, no entanto, se 
são provenientes de coisas não vivas (como água, sol e vento), são chamados de recursos renováveis 
inorgânicos. 
• Recursos não renováveis: Recursos não renováveis são aqueles que não podem ser facilmente 
substituídos depois de destruídos. Como exemplos, temos os combustíveis fósseis e os minerais que, 
embora se formem naturalmente em um processo chamado ciclo das rochas, podem levar milhares 
de anos para serem formados, tornando-os não renováveis. Alguns animais em extinção, quando 
determinada espécie não consegue garantir sua reprodução, também podem ser considerados recursos 
não renováveis. Logo, a humanidade tem papel primordial para garantia da preservação das espécies. Os 
recursos não renováveis podem ser chamados de recursos inorgânicos se forem provenientes de coisas 
não vivas. Exemplos incluem minerais, vento, terra, solo e rochas. Se esses recursos forem provenientes 
de coisas vivas - como os combustíveis fósseis - são chamados de recursos orgânicos não renováveis. Já 
os minerais metálicos são aqueles que contêm metais, são mais duros, brilhantes e podem ser derretidos 
para formar novos produtos. Como exemplo, temos o ferro, cobre e estanho. Minerais não metálicos não 
possuem metais. Eles são mais macios e não brilham. Exemplos incluem argila e carvão.
Os recursos naturais são tão importantes porque:
1. Estão disponíveis para sustentar a interação muito complexa entre os seres vivos e as coisas 
não vivas. Os seres humanos também se beneficiam imensamente dessa interação. Em todo 
o mundo, as pessoas consomem recursos direta ou indiretamente. Os países desenvolvidos 
consomem recursos mais do que os países subdesenvolvidos. 
2. A economia mundial utiliza cerca de 60 bilhões de toneladas de recursos a cada ano para 
produzir os bens e serviços que todos nós consumimos. Em média, uma pessoa na Europa 
consome cerca de 36 kg de recursos por dia; uma pessoa na América do Norte consome 
cerca de 90 kg por dia; uma pessoa na Ásia consome cerca de 14 kg; e uma pessoa na África 
consome cerca de 10 kg de recursos por dia.
As três principais formas de consumo dos recursos naturais incluem alimentos e bebidas, habitação e infraestrutura 
e mobilidade. Esses três compõem mais de 60% do uso de recursos.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
Além dessas três principais áreas, consumimos muito mais recursos do nosso ambiente diariamente.O papel 
dos recursos naturais na manutenção da vida na Terra é extremamente importante e devemos proteger o meio 
ambiente e também facilitar sua reposição natural.
4.1.1.1 Distribuição de recursos naturais 
Os recursos naturais não são distribuídos uniformemente em todo o mundo. Alguns lugares são mais dotados do 
que outros - por exemplo, algumas regiões têm muita água (e acesso aos oceanos e mares), enquanto outros têm 
muitos minerais e florestas, rochas metálicas, vida selvagem, combustíveis fósseis e assim por diante.
Os EUA têm as maiores reservas de carvão do mundo, com 491 bilhões de toneladas 
curtas, representando 27% do total mundial. A Austrália é o maior exportador mundial de 
carvão, representando 29% das exportações globais de carvão. A China continua sendo o 
maior produtor de ouro, com 14% de participação na produção global. Os Estados Unidos, 
a Rússia e o Canadá são os principais produtores de madeira e celulose. As exportações 
anuais de produtos primários e secundários de madeira provenientes de florestas tropicais 
ultrapassaram US $ 20 bilhões nos últimos anos e novos aumentos estão previstos.
Fique atento!
Muitos países desenvolveram suas economias usando seus recursos naturais, como a exploração de minério de 
ferro e a indústria do turismo. O Brasil e o Peru, por exemplo, ganham muito dinheiro com a Floresta Amazônica, 
que é superdiversificada em árvores e animais. 
O petróleo bruto é outro recurso natural importante. Do petróleo bruto, obtemos muitos produtos como gasolina, 
diesel, gás entre outros, que são usados para abastecer nossos carros e fornecer energia para aquecer e refrescar 
nossas casas. Porém, o petróleo bruto não é distribuído uniformemente em todo o mundo. Nesse sentido, o 
comércio internacional e local tem suas raízes no fato de que os recursos não são distribuídos uniformemente na 
superfície da Terra. Regiões com petróleo bruto podem perfurar petróleo e vender para regiões sem petróleo e 
também comprar recursos como madeira e metais preciosos (ouro, diamantes e prata) de outras regiões que os 
possuem em abundância. 
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
Figura 27 – Plataforma de petróleo: recurso natural 
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A distribuição desigual é também a raiz do poder e de disputas em muitas regiões. Alguns países usam sua riqueza 
em recursos para controlar e manipular regiões com menos recursos enquanto outros entram em guerras pela 
gestão, posse, alocação, uso e proteção de recursos naturais e ecossistemas relacionados. 
4.1.2 Desmatamento
O desmatamento significa a destruição ou remoção de árvores por meio deliberados, naturais ou acidentais. 
Ela pode ocorrer em qualquer dotada de árvores e outras plantas que tem, principalmente, a finalidade de uso 
para a indústria. Destacamos ainda que, devido à finalidade de uso, como a pecuária e indústria de móveis, a 
principal área desmatada no mundo é a Floresta Amazônica. O desmatamento tem como resultados as mudanças 
climáticas, desertificação, erosão do solo, diminuição das culturas e espécies, inundações, aumento de gases de 
efeito estufa e vários outros problemas ambientais, sociais e econômicos.
Figura 28 – Desmatamento de floresta para exploração da terra
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
O desmatamento ocorre principalmente pelas atividades de pecuária, que precisam de grandes extensões de 
terra para criação de gado, e pela extração de madeira, para abastecer a indústria de materiais e desenvolvimento. 
Essas ações acontecem a anos, desde que o homem passou a explorar a terra se voltando para a agricultura, o 
que passou a exigir maiores extensões das propriedades não só para o cultivo de alimentos, como também para 
a criação de gados.
O desmatamento tem como um dos efeitos mais perigosos e perturbadores o fato da possibilidade de extinção 
de espécies animais e vegetais, por causa da perda de habitat. Alguns deles nem são conhecidos da sociedade 
científica.
Destacamos também que as florestas contribuem para o controle do nível de água na atmosfera e, dessa forma, 
regular o ciclo da água. A equação é simples: menos árvores (em virtude do desmatamento) é igual a menos 
água no ar a ser devolvida ao solo. Isso, por sua vez, resulta em um solo mais seco e impróprio para o cultivo 
(terra improdutiva). As árvores também funcionam ainda como forma de retenção da água e solo superficial, 
fornecendo os nutrientes para sustentar a vida da floresta. Podemos citar ainda como efeitos do desmatamento 
a erosão do solo e inundações costeiras.
O Ministério do Meio Ambiente promove ações e políticas contra o desmatamento, por meio 
do controle e prevenção. 
De acordo com Brasil (2018),
"O desmatamento acarreta diversos problemas ambientais e sociais, como 
a perda de biodiversidade, o aumento das emissões de gases de efeito 
estufa e a diminuição de territórios de populações tradicionais. As ações 
de controle e prevenção do desmatamento realizadas pelo ministério do 
Meio Ambiente seguem as diretrizes instituídas pelos Planos de Ação para 
Prevenção e Controle do Desmatamento. O Plano de Ação para Prevenção 
e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), lançado em 
2004, foi elaborado pelo Grupo Permanente de Trabalho Interministerial 
(GPTI), constituído em 2003 por meio do Decreto s/n de 3 de julho, com o 
intuito de conter o aumento do desmatamento na Amazônia".
Fonte: BRASIL, [201-?]a.
Saiba mais
4.1.2.1 Exploração madeireira
A extração refere-se ao processo de derrubar árvores e coletar a madeira para fins comerciais. O impacto que 
essa atividade tem sobre o ambiente ainda precisa ser avaliado adequadamente devido aos diversos métodos em 
que o registro pode ser executado. O registro, dependendo de como é feito, pode levar a uma destruição severa. A 
extração ilegal de madeira, realizada sem seguir os procedimentos pré-aprovados, tende a causar mais danos ao 
meio ambiente, uma vez que a terra é frequentemente desmatada principalmente para pastagens, o que pode 
ocasionar em desequilíbrio da floresta, tornando-a mais vulnerável a incêndios.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) analisa o desmatamento na 
Amazônia Legal por meio de imagens de satélite. Esse monitoramento, chamado projeto 
PRODES, identifica alteração na cobertura florestal por corte raso. As estimativas das taxas 
anuais (período entre agosto de um ano e julho do ano seguinte) são apresentadas em 
dezembro de cada ano. Os dados consolidados são divulgados no primeiro semestre do ano 
seguinte.
A partir de 2004, o Governo Federal instituiu o Plano de Ação para Prevenção e Controle 
do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). A medida fomenta políticas públicas para 
manter a floresta em pé, por meio do monitoramento e de ações de fiscalização e controle.
Fonte: BRASIL, [201-?]b.
Fique atento!
O desflorestamento, a derrubada ou desbaste florestas por humanos representam um dos maiores problemas no 
uso global da terra. Estimativas de desmatamento são tradicionalmente baseadas na área de floresta desmatada 
para uso humano, incluindo a remoção de árvores para produtos de madeira e para terras agrícolas e pastagens. 
Na prática do corte raso, todas as árvores são removidas da terra, o que destrói completamente a floresta. Em 
alguns casos, no entanto, até madeireiras parciais e incêndios acidentais diluem as árvores o suficiente para 
mudar drasticamente a estrutura da floresta.
O desmatamento tem importantes consequências globais: quando as florestas são queimadas, o carbono 
é devolvido à atmosfera como dióxido de carbono, um gás de efeito estufa que tem o potencial de alterar o 
clima global.Além disso, a maior parte da biodiversidade está dentro das florestas, particularmente as tropicais. 
Florestas tropicais úmidas, como a Amazônia, têm as maiores concentrações de espécies animais e vegetais de 
qualquer ecossistema terrestre, como o desmatamento continua, ele tem o potencial de causar extinção de 
números crescentes dessas espécies.
À medida que os incêndios florestais, a exploração madeireira e as secas continuam, as florestas podem se tornar 
progressivamente mais abertas até que todas as árvores sejam consumidas. Além disso, a queima de florestas 
tropicais é geralmente um fenômeno sazonal e pode afetar severamente a qualidade do ar e elevar os níveis de 
poluição do ar em todo o planeta.
4.1.3 Agropecuária
A agropecuária é uma atividade produtiva que une as técnicas ou práticas da agricultura (plantação de hortaliças, 
legumes, por exemplo) com a pecuária (criação de gado, ovelhas, suínos entre outros). 
A agricultura é um termo muito amplo que abrange, portanto, todos os aspectos da produção agrícola, pecuária, 
pesca, silvicultura entre outros. É uma atividade econômica humana mais importante para a produção de 
alimentos, fibras, combustíveis, por meio do uso dos recursos naturais (terra e água). Pode ser definida ainda 
como o cultivo e / ou produção de plantas ou produtos pecuários.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
Já a pecuária refere-se à criação de animais cuja finalidade é a produção de leite e seus derivados, carne e 
demais produtos de origem animal, como lã, couro ou peles. As condições econômicas e as expectativas dos 
consumidores, que aumentaram muito nos últimos anos, exercem uma grande influência sobre a pecuária, bem 
como a legislação que rege o bem-estar animal e a proteção ambiental. A criação de animais, além do gado e 
suínos, inclui ovelhas, cabras, cavalos, mulas, burros, búfalos, camelo, galinhas, perus, patos e gansos.
Figura 29 – Pecuária: criação de gado
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Ao longo da história, à medida que a agricultura se desenvolvia, o ambiente do campo e do cercado tornaram-se 
cada vez mais diferenciados dos ambientes naturais em que as plantas e os animais originalmente evoluíam. 
Para as plantas, a disponibilidade de nutrientes geralmente aumentou, a densidade de plantas e a uniformidade 
genética aumentaram, e o equilíbrio na competição mudou de considerações interespecíficas para intraespecíficas 
(particularmente com a redução geral na diversidade de espécies). Cultivo e rotação de culturas foram outras 
práticas agronômicas introduzidas em parte por razões de fertilidade, mas também para o controle de inimigos 
naturais, uma vez que a rotação causa mudanças em comunidades inteiras de patógenos fúngicos. 
É interessante notar que outra geração de mudanças nas práticas de cultivo - plantio mínimo - está, até certo 
ponto, alterando as interações ecológicas e evolutivas na interface planta-solo para um conjunto diferente de 
questões de controle de fungos. Da mesma forma para os animais, a domesticação criou um ambiente mais 
previsível com maior disponibilidade de recursos durante os períodos difíceis e proteção contra os predadores, 
mas aumentou as ameaças de doenças contagiosas, todas influenciando sutilmente a constituição evolutiva da 
pecuária.
Nos últimos anos, a domesticação, a seleção e a hibridização, inconscientes e conscientes também levaram 
a mudanças significativas na aparência de plantas e animais e seu valor nutricional. Exemplos são vistos em 
praticamente todas as espécies de plantas e animais que são cultivadas. Na horticultura, essa diversidade é 
muitas vezes altamente valorizada na forma de diferentes variedades que são preservadas para variações sutis 
de sabor, textura ou simplesmente aparência (por exemplo, em batata, tomate, maçã). De forma semelhante, a 
seleção extensiva de aves de capoeira (galinhas, patos, gansos e perus) e de suínos, ovinos e bovinos deu origem 
a muitas raças distintas que diferem na produção de leite, textura e sabor da polpa e aparência óbvia, bem como 
em traços menos óbvios, como padrões de comportamento social. A agricultura extensiva também viu mudanças 
importantes semelhantes que resultaram em aumentos significativos no rendimento e na produtividade. 
Nas plantas, talvez uma das mudanças mais dramáticas ocorridas dentro de uma espécie seja encontrada no 
69
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
surgimento de milho híbrido moderno, de alto rendimento. Do mesmo modo, mudanças dramáticas ocorreram 
na produção e qualidade de carne e fibra em variedades selecionadas de carne bovina e ovina, respectivamente.
A agropecuária atualmente parece não ter semelhança com 200 anos atrás, quando a maioria da população vivia 
em fazendas. Hoje, a grande maioria das operações agrícolas é realizada com máquinas sofisticadas e tecnologias 
avançadas. Os processos são mais rápidos, mais baratos e muito mais eficientes. Os primeiros equipamentos 
utilizados na indústria da agricultura como o descaroçador de algodão, o primeiro arado de ferro fundido, 
ceifadores, esgrima de arame farpado, o primeiro, entre outros equipamentos, criou as bases para a adoção 
de tecnologia dentro da indústria agrícola e da pecuária. Atualmente, podemos perceber o uso de sensores de 
solo, drones, chip umbilical com termômetro, software de acompanhamento de rebanho, modernas balanças de 
passagem, além de investimentos de tecnologia no campo genético. 
No entanto, a indústria agropecuária se difere quanto ao uso de tecnologias, permeando desde técnicas mais 
tradicionais de produção até avançadas tecnologias. Logo, podemos classificar essa indústria em três tipos:
1. Agropecuária extensiva - prevalece a baixa produtividade e a ausência ou inexistência de tecnologia, e a 
mão de obra é praticamente familiar.
2. Agropecuária intensiva com mão de obra – embora tenha ausência de tecnologia e trabalhe com 
baixa produtividade, há um número expressivo de trabalhadores. Essa prática é comum em áreas 
subdesenvolvidas.
3. Agropecuária intensiva – prevalecem os avanços tecnológicos, com o uso de modernos equipamentos 
e utilização de pouca mão de obra. Os índices de produtividade são altos. Esse tipo de agropecuária 
acontece em áreas desenvolvidas e atendem a mercados nacionais e internacionais.
Uma agropecuária eficiente e próspera tem sido historicamente a marca de uma nação forte e bem desenvolvida, 
permitindo que uma nação comercialize grandes quantidades de grãos, leite e seus derivados, carnes e outros 
alimentos. Entretanto, como a maioria das terras agrícolas estão sendo dominadas pela indústria, aumentou o 
sistema de produção de alimentos por meio de técnicas relacionadas a produtos químicos, além da produção 
de carnes, leite e ovos por meio de modernos equipamento automatizados, o que exclui o trabalho humano e 
aumenta os índices de desemprego nesse tipo de indústria.
Os impactos da agricultura industrial ao meio ambiente, na saúde pública e nas comunidades rurais fazem dela 
uma maneira insustentável de cultivar os alimentos e criar animais. Muitos alimentos hoje dependem fortemente 
de insumos químicos, como fertilizantes sintéticos e pesticidas. Todavia, os fertilizantes são considerados 
necessários porque cultivar a mesma planta (e nada mais) no mesmo local, ano após ano, rapidamente esgota 
os nutrientes de que a planta depende, e esses nutrientes precisam ser reabastecidos de alguma forma. Já os 
pesticidas são necessários porque os campos de monocultura são altamente atraentes para certas ervas daninhas 
e pragas de insetos. No entanto, não importa quais métodos são usados, a agricultura e pecuária sempre tem 
algum impacto no meio ambiente, mas a indústria a agropecuária é um caso especial: danifica o solo, a água e 
até o clima em uma escala sem precedentes.
70Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
Sempre que atacamos uma população de organismos indesejáveis (como ervas daninhas 
ou bactérias), por exemplo, repetidamente com a mesma arma, damos uma vantagem 
evolutiva aos genes que tornam o organismo menos vulnerável a essa arma. Com o tempo, 
esses genes se tornam mais difundidos, e a arma se torna menos útil - um fenômeno 
chamado resistência. A agricultura industrial acelerou os problemas de resistência em pelo 
menos duas frentes: 1) o uso excessivo de antibióticos na produção de carne contribuiu para 
um crescente problema de resistência a antibióticos, que está tendo um impacto sério no 
tratamento de doenças infecciosas; 2) uma dependência excessiva similar de herbicidas que 
geram uma crescente população de "superervas daninhas" resistentes.
Fique atento!
4.1.4 Mineração
As atividades de mineração também afetam as populações locais, poluindo o meio ambiente. A indústria de 
mineração lida com o processo ou negócio relacionado à extração de minério ou minerais. O ato de extrair 
é normalmente feito pela autoridade governamental, por empresários individuais ou por proprietários de 
pequenas empresas. Agências governamentais, empresas multinacionais ou qualquer empresa do setor público 
geralmente assumem a responsabilidade de extrair minas, já que todo o processo de extração exige uma grande 
quantidade de capital.
Figura 30 – Mineração
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A indústria de mineração é dependente de máquinas pesadas, que são necessárias para quebrar ou remover 
pedras, perfurar, para realizar explosões, escavações, etc. Outro evento importante da indústria de mineração 
é a questão da segurança, porque a falta de ventilação. Alguns gases venenosos e substâncias tóxicas podem 
prejudicar gravemente a saúde dos mineiros, o que pode ocasionar também trauma ou até a morte, sem contar 
71
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
a possibilidade eminente de explosão devido à presença de gás metano. As doenças comuns da mineração são 
silicose, pneumonia e doenças pulmonares. 
Em regiões ricas em minério de ferro, a mineração se torna uma atividade produtiva atrativa, gerando altos 
ganhos financeiros para as empresas. Nessas regiões, não se percebe, por exemplo, atividades produtivas ligadas 
à agricultura. Dessa forma, como a indústria de mineração exige profissionais qualificados para o trabalho com 
as máquinas e equipamentos dotados de tecnologia, as regiões precisam investir em educação voltada para os 
cursos de Engenharia de Minas e Técnico em Mineração.
No passado, a descoberta de recursos como ouro ou petróleo resultou em grandes mudanças populacionais e em 
rápido crescimento para regiões anteriormente remotas do mundo. A extração desses recursos e a descoberta 
de novos depósitos é o trabalho da indústria de mineração. A mineração continua a fornecer a base para as 
economias locais em algumas regiões e seus produtos geram a maior parte da energia de muitos países, desde a 
eletricidade nas casas até o combustível nos veículos. Os recursos minerais também servem como insumos para 
os bens de consumo e os processos e serviços fornecidos por quase todos os outros setores, particularmente na 
agricultura, manufatura, transporte, serviços públicos, comunicação e construção. Usos de materiais minerados 
incluem carvão, petróleo e gás para energia, cobre para fiação, ouro para satélites e componentes eletrônicos 
sofisticados, pedra e cascalho para construção de estradas e edifícios e uma variedade de outros minerais como 
ingredientes em medicamentos e produtos domésticos.
A indústria de mineração contém cinco segmentos principais que são definidos pelos 
recursos que produzem: extração de petróleo e gás, mineração de carvão, mineração de 
metais, mineração de minerais não metálicos e exploração de pedreiras e atividades de 
apoio à mineração.
Saiba mais
O emprego na indústria de mineração foi afetado significativamente por novas tecnologias e técnicas de 
mineração mais sofisticadas que aumentam a produtividade. A maioria das máquinas de mineração e salas de 
controle são agora automáticas ou controladas por computador, exigindo menos operadores humanos, se é que 
há algum. Muitas minas também operam com outras tecnologias sofisticadas, como lasers e robótica, o que 
aumenta ainda mais a eficiência da extração de recursos. Como resultado, o emprego vem caindo ao longo do 
tempo, particularmente dos trabalhadores que estão envolvidos no próprio processo de extração. Essas novas 
tecnologias e técnicas também aumentaram a especialização no setor e levaram a um maior uso de empresas 
de serviços de mineração por contrato para tarefas específicas. Essas empresas também permitem que as 
empresas de mineração ajustem mais facilmente os níveis de produção em resposta às mudanças nos preços das 
commodities.
4.1.5 Recursos Hídricos – a questão das águas
Recursos hídricos são definidos como as águas superficiais ou subterrâneas disponíveis para qualquer tipo de 
uso em dada região ou bacia. A água permeia a sociedade e sua disponibilidade afeta todas as facetas do esforço 
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
humano, seja econômico, ecológico ou social. De fato, a água doce é essencial para toda a vida e está começando 
a ser reconhecida como um recurso escasso. 
Figura 31 – Recursos hídricos 
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Em todo o mundo, a demanda por água está aumentando, impulsionada inexoravelmente pela pressão 
populacional, rápida industrialização e intensificação agrícola. A demanda por água potável pode ser bastante 
reduzida se pudermos desviar todas as águas residuais e pluviais para tratamento e reutilização. Podemos usá-lo 
para jardinagem, agricultura, saneamento (limpeza) e até aquecimento por produtores de energia. 
É importante reconhecer que os dados regionais podem mascarar grandes disparidades na disponibilidade de 
água nos países. Por exemplo, a disponibilidade de água per capita na China é diferente de um pequeno país da 
América Central, menos populoso. 
Além da quantidade de água, a qualidade é muito importante. A poluição do escasso suprimento de água 
reduz ainda mais a água utilizável. Assim, os países menos desprovidos dos recursos hídricos vêm enfrentando 
escassez crónica de água, uma tendência que é exacerbada pelos problemas de poluição da água decorrentes 
de descargas de esgotos não tratados ou maltratados e resíduos industriais, particularmente metais pesados e 
produtos químicos tóxicos.
73
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
Figura 32 – Poluição das águas
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Dada a constelação de problemas que enfrentamos, sua complexidade, juntamente com a necessidade de atuar 
em várias frentes, pode-se fazer a pergunta: como podemos gerenciar os recursos hídricos do mundo? A resposta 
está no melhor balanceamento:
• Uso humano versus necessidades ambientais.
• Preocupações econômicas e considerações ecológicas.
• Regulamentos e incentivos.
• Quantidade e qualidade.
• Curto prazo e longo prazo.
O problema da escassez de água é um dos riscos mais sérios que o mundo enfrenta em todos os níveis: social, 
econômico, político e ambiental. Está se tornando agudo à medida que as mudanças climáticas exasperam os 
esforços para fornecer água a uma população em crescimento. Já está se manifestando como um problema 
em partes do mundo, enfatizando a necessidade de gerenciar o recurso natural de forma sustentável com a 
infraestrutura apropriada. 
Embora a água cubra 71% da superfície da Terra, apenas 4% é água doce e apenas 0,5% desta água é adequada 
para consumo humano. Segundo as Organizações das Nações Unidas (ONU) mais de 2,1 bilhões de pessoas 
aindanão têm acesso à água potável com segurança e cerca de 40% a população mundial enfrenta escassez de 
água. 
Embora a água seja considerada um recurso renovável porque é reabastecida pelas chuvas, sua disponibilidade 
é finita em termos de quantidade disponível por unidade de tempo em qualquer região. As regiões que recebem 
pouca chuva (menos de 500 mm por ano) experimentam grave escassez de água e produção inadequada de 
culturas, como é o caso de países do Oriente Médio (incluindo Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Israel, Síria, Iraque 
e Irã).
O crescimento populacional, o aumento da irrigação agrícola, o rebaixamento de lençóis freáticos, por meio da 
indústria de mineração, desequilibra o meio ambiente e contribuem para a escassez da água nos próximos anos. 
74
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
Além disso, quando alguns aquíferos são extraídos, a área superficial do solo tende a afundar, impossibilitando o 
reabastecimento do aquífero. 
Intimamente associado com a disponibilidade global de recursos hídricos está o problema da poluição da água e 
doenças humanas. Atualmente, aproximadamente 20% da população mundial carece de água potável e quase 
metade da população mundial carece de saneamento adequado de acordo com dados da UNESCO (2018). Esse 
problema é agudo em muitos países em desenvolvimento que descarregam seus esgotos urbanos não tratados 
diretamente em águas superficiais. Em muitos casos, a água não tratada é usada para beber, tomar banho e lavar, 
resultando em graves infecções e doenças humanas. 
O aumento da poluição dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos não só representa uma ameaça para a 
saúde pública e ambiental, mas também contribui para os altos custos do tratamento de água, limitando assim 
ainda mais a disponibilidade de água para uso.
Figura 33 – Estação de tratamento de água
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
O rápido aumento das capturas de água doce para a irrigação agrícola e para outros usos que acompanharam o 
crescimento da população tem provocado sérios conflitos sobre os recursos hídricos dentro e entre os países. Em 
parte, os conflitos pela água se devem ao compartilhamento de água doce por países e regiões.
Conservar a água do mundo deve se tornar uma prioridade para indivíduos, comunidades e países. Uma 
abordagem importante é encontrar maneiras de facilitar a infiltração de chuva no solo, em vez de permitir que ele 
corra para córregos e rios. Por exemplo, o aumento do uso de árvores e arbustos possibilita a captura e a redução 
do escoamento da água, preservando a água antes de atingir córregos, rios e lagos. Essa abordagem também 
reduz as inundações.
A manutenção da produção agrícola, pecuária e florestal requer a conservação de todos os recursos hídricos 
disponíveis, incluindo a precipitação. Algumas estratégias práticas que apoiam a conservação da água para a 
produção de culturas incluem: (a) monitorar o conteúdo de água no solo; (b) ajustar as necessidades de aplicação 
de água a culturas específicas; (c) aplicação de coberturas orgânicas para evitar a perda de água e melhorar 
a percolação da água reduzindo o escoamento de água e a evaporação; (d) usando rotações de culturas que 
reduzem o escoamento de água; (e) impedir a remoção de biomassa da terra; (f) aumentar o uso de árvores e 
arbustos para diminuir o escoamento da água; e (g) empregar irrigação de precisão com sistemas de distribuição 
de água, como a irrigação por gotejamento, que resultam em eficiente irrigação da cultura.
75
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 4 - Recursos, Exploração e Esgotamento
Síntese da unidade
Nesta unidade, vimos que os recursos naturais podem ser consumidos direta ou indiretamente. Por exemplo, 
os seres humanos dependem diretamente das florestas para alimentação, biomassa, saúde, recreação e maior 
conforto de vida. Indiretamente, as florestas atuam como controle climático, controle de enchentes, proteção 
contra tempestades e ciclagem de nutrientes. Os recursos naturais se enquadram em duas categorias: renováveis 
e não renováveis e não são distribuídos uniformemente em todo o mundo. Alguns lugares são mais dotados do 
que outros - por exemplo, algumas regiões têm muita água (e acesso aos oceanos e mares) enquanto outros têm 
muitos minerais e florestas, rochas metálicas, vida selvagem, combustíveis fósseis e assim por diante.
Vimos também que o desmatamento é a destruição ou remoção de árvores por meio deliberados, naturais ou 
acidentais. Pode ocorrer em qualquer área densamente povoada por árvores e outras plantas, mas a maior parte 
está acontecendo atualmente na floresta amazônica. A perda de árvores e outras vegetações podem causar 
mudanças climáticas, desertificação, erosão do solo, menos culturas, inundações, aumento de gases de efeito 
estufa na atmosfera e uma série de problemas para os povos indígenas. A extração ilegal de madeira, realizada 
sem seguir os procedimentos pré-aprovados, tende a causar mais danos ao meio ambiente, uma vez que a terra é 
frequentemente desmatada principalmente para pastagens, o que pode ocasionar em desequilíbrio da floresta, 
tornando-a mais vulnerável a incêndios.
Em relação à agropecuária, compreendemos que a mesma é uma atividade produtiva que une as técnicas 
ou práticas da agricultura (plantação de hortaliças, legumes, por exemplo) com a pecuária (criação de gado, 
ovelhas, suínos entre outros). Os impactos da agricultura industrial ao meio ambiente, na saúde pública e nas 
comunidades rurais fazem dela uma maneira insustentável de cultivar os alimentos e criar animais.
Por fim, vimos que as atividades de mineração também afetam as populações locais, poluindo o meio ambiente 
e que os recursos hídricos (águas superficiais ou subterrâneas disponíveis para qualquer tipo de uso em dada 
região ou bacia) são essenciais para a vida na Terra. A água permeia a sociedade e sua disponibilidade afeta todas 
as facetas do esforço humano, seja econômico, ecológico ou social. De fato, a água doce é essencial para toda a 
vida e está começando a ser reconhecida como um recurso escasso.
76
Considerações finais
Podemos concluir nesta unidade que os recursos naturais se apresentam 
de duas formas: renováveis e não renováveis. Sendo assim, quanto mais 
os seres humanos explorarem o meio ambiente sem o cuidado com a 
preservação, maiores as chances de esgotamento da água, petróleo, terra 
e outros recursos naturais. Vimos como o desmatamento é prejudicial 
ao meio ambiente, embora essa prática ainda seja comum em todo o 
planeta. Vimos também que a mineração e a agropecuária, embora 
importantes para o desenvolvimento da população, precisam ser tratados 
com cuidado, de forma a minimizar os impactos sobre o meio ambiente. 
Por fim, a escassez da água potável e a crescente contaminação dos 
recursos hídricos, a humanidade terá que rever as suas ações de forma a 
buscar o equilíbrio das ações do homem ao meio ambiente.
77
 5Unidade 55. Pobreza e Superpopulação
Para iniciar seus estudos
Nesta unidade, você estudará a questão da pobreza e da superpopulação 
na Terra. Você verá quais os fatores que impactam diretamente na pobreza, 
compreendendo que, mesmo muitas pessoas estando acima da linha de 
pobreza extrema, as suas condições de vida são precárias e dificultam 
a vida com dignidade, ficando então abaixo da linha da pobreza. Você 
verá também quais são os aspectos norteadores para a concentração da 
população em determinadas regiões e quais as causas e os impactos da 
superpopulação no meio ambiente, e, consequentemente, na vida das 
pessoas.
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar a relação entre pobreza e concentração nas cidades.
• Distinguir concentração de superpopulação.
• Identificar os aspectos que aumentam a pobreza nos países.
• Identificar meios que podem evitar a superpopulação.
78Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
Introdução da unidade
À medida que as densidades populacionais aumentam, as leis, que servem como mediador social primário das 
relações entre as pessoas, regularão, com mais frequência, as interações entre os seres humanos e desenvolverão 
a necessidade de mais regras e restrições para regular essas interações (controle de natalidade, apropriação de 
terras, valor de cesta básica, programas sociais condicionados a presença nas escolas, entre outros). Essas regras 
podem ser boas ideias, mas apenas porque são necessárias para acomodar as populações em crescimento. Sem 
elas, no entanto, a crise ecológica global e as questões sociais e econômicas que se seguiriam seriam piores do 
que são hoje. Destacamos ainda que tais restrições estariam colocando limites no consumo de água, na direção 
e no que as pessoas podem fazer em suas terras. Algumas são boas ideias, enquanto outras podem ser muito 
invasivas, mas todas são exacerbadas pela superpopulação. 
À medida que a população humana continua a crescer, recursos naturais finitos, como combustíveis fósseis, 
água doce, terra arável, recifes de corais e florestas de fronteira, continuam despencando, o que coloca a pressão 
competitiva nos recursos básicos de sustentação da vida e leva a uma diminuição da qualidade de vida.
5.1 Pobreza e superpopulação
Os países, em que o rápido crescimento populacional supera em muito o desenvolvimento econômico, terão 
dificuldade em investir no capital humano necessário para garantir o bem-estar de seu povo e estimular o 
crescimento econômico. Essa questão é especialmente crítica para os países menos desenvolvidos, muitos dos 
quais estão enfrentando uma duplicação ou mesmo uma triplicação de suas populações até 2050. 
É de conhecimento comum que áreas extremamente pobres pareçam sempre estar superpovoadas, aumentando 
assim o ônus financeiro e de recursos naturais que a área já enfrenta. Entretanto, a razão para essa superpopulação 
pode ser lembrada por muitas pessoas. Existem várias razões pelas quais a pobreza impacta a superpopulação. Por 
exemplo, em países que são tão pobres que mal conseguem suprir necessidades básicas, as mulheres raramente 
têm acesso a qualquer tipo de contraceptivo. Isso não apenas causa a gravidez em expansão, mas também é 
uma das principais causas de morte em mulheres na maioria dos países africanos. Isso está relacionado à 
superpopulação, porque quanto maior a taxa de mortalidade em crianças, maior a taxa de natalidade, ou seja, 
mesmo as crianças morrendo em virtude de desidratação e outras doenças mais simples, as mães, acabam por 
engravidar novamente e aumentam a taxa de natalidade. 
Após a década de 50, a população do mundo cresceu em altas proporções e atualmente a população da 
Terra passa de sete bilhões de pessoas, e esse número deve crescer em um curto período de tempo. De todos 
os desafios ambientais que o planeta enfrenta atualmente, a superpopulação é algo que, às vezes, passa 
despercebido pelo fato de que as pessoas têm uma vida mais agitada, trabalham o dia inteiro e não conseguem 
analisar a concentração de pessoas, principalmente nas grandes cidades. Questões como poluição, mudanças 
climáticas e escassez de água parecem prevalecer, mas a superpopulação é um dos principais contribuintes 
para muitas outras questões ambientais. A superpopulação colocará grandes demandas em recursos e terra, 
levando a questões ambientais generalizadas, além de impactar as economias globais e os padrões de vida, e 
essa questão é agravada pela dificuldade em fornecer soluções e haver incompreensão das causas e efeitos da 
superpopulação. Por exemplo, a superpopulação faz com que a pecuária cresça e, com isso, cresce a quantidade 
de árvores cortadas para dar lugar ao gado.
79
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
5.1.1 Pobreza
A pobreza é um conceito intrinsecamente ligado ao bem-estar, ou seja, se uma família é pobre, mal consegue 
se alimentar, não tendo acesso, por exemplo, ao lazer, a tecnologias, saneamento e uma melhor alimentação - e 
há muitas maneiras de se tentar qualificar o bem-estar. Uma delas é mediar a pobreza pelo consumo e renda 
“monetarizados”, seguindo a abordagem usada pelo Banco Mundial, que é a principal fonte de informação global 
sobre pobreza extrema na atualidade, definindo a chamada Linha Internacional da Pobreza. 
Segundo Miller (2012, p.22),
a pobreza ocorre quando as pessoas são incapazes de satisfazer suas necessidades básicas de 
alimentação, água, abrigo, saúde e educação adequados. De acordo com um estudo realizado 
em 2008 pelo Banco Mundial, 1,4 bilhão de pessoas – uma em cada cinco no planeta, e quase 
cinco vezes o número de pessoas nos Estados Unidos – vivem em extrema pobreza e lutam para 
sobreviver com o equivalente a menos de US$ 1,25 por dia (MILLER, 2012, p. 22).
Uma dificuldade fundamental na medição da pobreza global é que os níveis de preços são muito diferentes em 
diferentes países. Por essa razão, não é suficiente simplesmente converter os níveis de consumo de pessoas em 
diferentes países pela taxa de câmbio do mercado. Além disso, é necessário ajustar as diferenças entre países 
no poder de compra. Isso é feito através dos ajustes da Paridade do Poder de Compra. Por exemplo, o poder de 
compra de uma pessoa que vive nos Estados Unidos é diferente de uma pessoa que vive no Haiti. Produtos que 
são encontrados com facilidade na América, a preços baixos, não são encontrados facilmente no Haiti e, com 
isso, o preço desses produtos passam a ser discrepantes e influenciam o poder de compra do cidadão.
Ainda segundo Miller (2012, p. 22), “a pobreza provoca uma série de efeitos nocivos para o ambiente e a saúde. A 
vida diária das pessoas mais pobres do mundo resume-se à obtenção de comida, água e combustível suficientes 
para cozinhar e se aquecer para sobreviver”. 
De acordo com Rosa et al. (2012, p. 58), referindo-se a UNESCO,
erradicar a pobreza, modificar os padrões de produção e consumo insustentáveis e proteger e 
administrar os recursos naturais do desenvolvimento social e econômico constituem objetivos 
primordiais e a exigência essencial de um desenvolvimento sustentável (UNESCO, 2003)
A pobreza extrema, conforme figura a seguir, é um termo adequado para aqueles que vivem abaixo da linha da 
pobreza de acordo com o Banco Mundial. Concentrar-se na pobreza extrema é importante precisamente porque 
captura os mais necessitados. No entanto, também é importante ressaltar que as condições de vida bem acima 
da Linha Internacional da pobreza ainda podem ser caracterizadas pela pobreza e dificuldades. 
80
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
Figura 34 – Pobreza extrema
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A evidência de longo prazo disponível (aumento da pobreza no mundo) mostra que, no passado, apenas uma 
pequena elite desfrutava de condições de vida que não seriam descritas como "extrema pobreza" hoje. Porém, 
com o início da industrialização e o aumento da produtividade, a proporção de pessoas que vivem em extrema 
pobreza começou a diminuir. Consequentemente, a proporção de pessoas em extrema pobreza diminuiu 
continuamente ao longo dos últimos dois séculos. 
Intimamente ligada a essa melhoria nas condições materiais de vida, está a melhoria da saúde global e a expansão 
da educação global que temos visto nos últimos dois séculos. Durante a primeira metade do século passado, o 
crescimento da população mundial fez com que o número absoluto de pessoas pobres no mundo aumentasse, 
embora a proporção de pessoas na pobreza estivesse diminuindo. Após a década de 70, a diminuição das taxas 
de pobreza tornou-se tão acentuada que o número absoluto de pessoas vivendo em extrema pobreza começou 
a cair também. Essa tendência de diminuição da pobreza - tanto em númerosabsolutos quanto em parcela 
da população mundial, como destacado por Sachs e Stroch (2009), tem sido uma constante nas últimas três 
décadas.
Embora temos tido avanços em relação à redução da pobreza, infelizmente, não existe uma solução “mágica”, mas 
se quisermos reduzir a pobreza extrema, precisamos primeiro entender suas causas que podem ser destacadas 
a seguir:
1. Acesso inadequado à água potável e alimentos nutritivos
Atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas não têm acesso à água potável em casa, enquanto mais de 800 milhões 
sofrem com a fome, segundo dados da UNESCO (2018). A fome e a falta de água também são grandes razões 
pelas quais as pessoas lutam para escapar da pobreza extrema. Se uma pessoa não consegue comida suficiente, 
ela simplesmente não tem a força e a energia necessárias para trabalhar. Além disso, a falta de acesso à comida 
e água limpa também pode levar a doenças evitáveis, como a diarreia, hepatites, sarampo, febre amarela entre 
outros. Essas doenças, mesmo podendo ocorrer em qualquer nicho da população, tem mais frequência em 
classes mais pobres pelas dificuldades de cuidados com a saúde como o acesso a vacinas, por exemplo.
2. Pouco ou nenhum acesso a meios de subsistência ou empregos
Sem um emprego ou uma maneira de ganhar dinheiro, as pessoas vão enfrentar a pobreza. Entretanto, é fácil 
supor que, se alguém quiser um emprego, poderia ter um. Isso não é verdade, particularmente em partes rurais 
e em desenvolvimento do mundo. A redução do acesso a terras produtivas (muitas vezes devido a conflitos, 
superpopulação ou mudança climática) e a superexploração de recursos como peixes ou minerais está 
aumentando a pressão sobre muitos meios tradicionais de subsistência.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), no ano de 2017, apresentou uma reportagem 
intitulada: “menos pobreza, mais desenvolvimento: como o trabalho decente pode 
transformar a produção de algodão”. 
Na matéria, a OIT destacou que o Projeto de Cooperação Sul-Sul trilateral promovia boas 
práticas do Brasil para levar o trabalho decente à cadeia produtiva de algodão em países 
da África e da América Latina. E os principais temas tratados pelo projeto eram combate à 
pobreza e à discriminação, inclusão produtiva, diálogo social, prevenção e erradicação do 
trabalho infantil e do trabalho forçado, promoção do emprego de jovens e da igualdade de 
gênero, raça e etnia, e formalização do trabalho.
Fonte: MENOS..., 2017.
Saiba mais
3. Conflitos
Conflitos podem causar pobreza de várias maneiras. A violência prolongada e em grande escala, em lugares 
como a Síria, pode paralisar a sociedade, destruir a infraestrutura e fazer com que as pessoas fujam, forçando 
as famílias a vender ou a deixar para trás todos os seus bens. As mulheres geralmente sofrem o impacto do 
conflito: durante os períodos de violência, os agregados familiares chefiados por mulheres tornam-se muito 
comuns. Pelo fato de as mulheres muitas vezes terem dificuldade em conseguir um trabalho bem remunerado e 
são geralmente excluídas da tomada de decisões da comunidade, suas famílias são particularmente vulneráveis. 
Mesmo pequenos surtos de violência podem ter enormes impactos nas comunidades que já estão lutando. Por 
exemplo, se os agricultores estão preocupados com o roubo de suas plantações, eles não investirão no plantio. As 
mulheres também são particularmente vulneráveis nesses tipos de conflitos, pois muitas vezes se tornam alvos 
de violência sexual enquanto buscam água ou trabalham sozinhas nos campos.
4. Desigualdade
Existem muitos tipos diferentes de desigualdade no mundo, econômicas a sociais, como gênero, sistemas de 
castas ou afiliações tribais. Geralmente, significa a mesma coisa: acesso desigual ou nenhum acesso aos recursos 
necessários para manter ou tirar a família da pobreza. Às vezes as desigualdades são óbvias (figura a seguir), 
mas em outras situações, pode ser sutil - por exemplo, as vozes de certas pessoas ou grupos podem não ser 
ouvidas em reuniões da comunidade, o que significa que elas não podem opinar em decisões importantes. 
Independentemente disso, essas desigualdades significam que as pessoas afetadas não têm as ferramentas que 
precisam para progredir e, para as famílias já vulneráveis, isso pode significar a diferença entre ser pobre ou viver 
em extrema pobreza.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
Figura 35 – Desigualdade social
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
5. Educação deficiente
Nem toda pessoa sem educação vive em extrema pobreza, mas a maioria dos extremamente pobres não tem 
educação. E por que isso? Há muitas barreiras que impedem as crianças de irem à escola. Muitas famílias não 
podem enviar seus filhos para a escola e precisam deles para trabalhar. Mais ainda, não veem benefício em educar 
meninas. A educação é, muitas vezes, referida como o grande equalizador, e isso porque a educação pode abrir as 
portas para empregos e outros recursos e habilidades que uma família precisa não apenas para sobreviver, mas 
também para prosperar. 
6. Mudança Climática
O Banco Mundial estima que a mudança climática tem o poder de empurrar mais de 100 milhões de pessoas para 
a pobreza nos próximos dez anos. Eventos climáticos como secas, inundações e tempestades severas afetam 
desproporcionalmente as comunidades que já vivem na pobreza. Isso acontece porque muitas das populações 
mais pobres do mundo dependem de agricultura ou caça e coleta para comer e ganhar a vida. Eles geralmente 
têm apenas comida e bens suficientes para durar até a próxima estação, e não há reservas suficientes para o 
retorno no caso de uma safra ruim. Assim, quando os desastres naturais (incluindo as secas generalizadas e 
enchentes) deixam milhões de pessoas sem comida, isso os empurram ainda mais para a pobreza e pode tornar 
a recuperação ainda mais difícil.
7. Falta de infraestrutura 
Imagine que você tenha que ir para o trabalho ou para uma loja, mas não há estradas para chegar até lá. Ou 
chuvas fortes inundaram sua rota e a tornaram intransitável. O que você faria então? A falta de infraestrutura - de 
estradas, pontes e poços a cabos para luz, telefones celulares e internet - pode isolar comunidades que vivem em 
áreas rurais. Viver “fora da grade” significa a incapacidade de ir à escola, trabalhar ou comercializar para comprar 
e vender mercadorias. Viajar distâncias maiores para acessar os serviços básicos não só leva tempo, como custa 
dinheiro, mantendo as famílias na pobreza. O isolamento limita as oportunidades e, sem oportunidades, muitos 
acham difícil, se não impossível, escapar da pobreza extrema.
8. Inexistência de apoio governamental
É quando o governo de um país não investe em programas sociais que contribuem para a melhoria da dignidade 
humano e possibilidade a empregabilidade. No entanto, nem todo governo pode fornecer esse tipo de ajuda a 
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
seus cidadãos - e sem essa rede de segurança, não há nada que impeça as famílias vulneráveis de se desviarem 
ainda mais da pobreza extrema se algo der errado. Governos ineficazes também contribuem para várias das 
outras causas de extrema pobreza, já que elas são incapazes de fornecer a infraestrutura necessária ou garantir a 
segurança de seus cidadãos em caso de conflito.
9. Falta de reservas
As pessoas que vivem na pobreza não têm meios para resistir às tempestades da vida. Portanto, quando há uma 
seca, um conflito ou uma doença, há pouco dinheiro guardado ou ativos à disposição para ajudar. No Nordeste 
do Brasil, por exemplo, repetidos ciclos de seca (figura a seguir) fazem com que a safra após colheita fracasse, 
provocando uma crise generalizada de fome. Para lidar com isso, as famílias tiram seus filhosda escola e vendem 
tudo o que possuem para comer. Para as comunidades que enfrentam constantemente extremos climáticos ou 
conflitos prolongados, os repetidos choques podem fazer com que a família se expanda na pobreza extrema e as 
impeçam de se recuperar.
Figura 36 – Seca no Nordeste
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A pobreza é também acreditada para ser a principal causa da superpopulação. A falta de recursos educacionais, 
aliada às altas taxas de mortalidade que levam a taxas de natalidade mais altas, resulta em áreas empobrecidas, 
com grandes expansões populacionais. O efeito é tão grande que a Organização das Nações Unidas (ONU) previu 
que os quarenta e oito países mais pobres do mundo provavelmente também serão os maiores contribuintes 
para o crescimento populacional. Suas estimativas afirmam que a população combinada desses países deve 
chegar a 1,7 bilhão em 2050, de 850 milhões em 2010.
Embora a disponibilidade de contraceptivos seja generalizada nos países desenvolvidos, o planejamento 
deficiente em regiões pobres de países ricos e países totalmente pobres pode levar a gravidezes inesperadas. Essa 
questão é exacerbada em áreas subdesenvolvidas. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra 
que esse número de uso cai para 43% em países que são prejudicados por questões como pobreza, o que leva a 
taxas de natalidade mais altas.
O trabalho infantil (figura a seguir) ainda é usado extensivamente em muitas partes do mundo. A UNICEF estima 
que aproximadamente 150 milhões de crianças estão trabalhando atualmente, principalmente em países que 
possuem poucas leis de trabalho infantil.
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
Figura 37 – Trabalho infantil
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Isso pode resultar em crianças sendo vistas como uma fonte de renda por famílias pobres. Além disso, as 
crianças que começam a trabalhar muito jovens também perdem as oportunidades educacionais que devem ser 
concedidas, especialmente quando se trata de controle de natalidade.
5.1.2 Concentração
O aumento da população urbana é uma tendência mundial. Acima de tudo, é notável em cidades desenvolvidas 
e que oferecem infraestrutura, empresa e oportunidade no campo da saúde, alimentação e educação.
Um dos problemas causados pela concentração de pessoas em um único local, ou seja, em uma cidade ou região, 
é que a velocidade de desenvolvimento da infraestrutura não pode compensar a de explosão populacional. 
Sistemas como transporte, abastecimento de água, esgoto e descarte de lixo não podem ser construídos em 
um ou dois anos. O aumento de alta velocidade na população será um gatilho para o colapso da estrutura da 
sociedade, exercendo impacto direto na vida das pessoas. Também causa estado desordenado nos subúrbios. Se 
as pessoas chegassem às cidades para encontrar empregos, mas não conseguissem obter bons, elas poderiam 
ocupar ilegalmente casas devido à alta renda da cidade. Dessa forma, a cidade terá favelas, o que será um 
problema sério.
A concentração de pessoas em determinada região refere-se à distribuição populacional, que significa o 
padrão de onde as pessoas vivem. Lugares escassamente povoados tendem a ser lugares difíceis de se viver, são 
geralmente lugares com ambientes hostis, por exemplo, Antártida (figura a seguir). Lugares densamente povoados 
são ambientes habitáveis, por exemplo, a Europa, as capitais e cidades mais desenvolvidas economicamente. A 
densidade populacional é uma medida do número de pessoas em uma área, sendo geralmente mostrada como 
o número de pessoas por quilômetro quadrado.
85
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
Figura 38 – Antártida: local difícil para se viver
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Há uma série de fatores físicos e humanos que afetam a densidade populacional, conforme 
pode ser observado pelo Quadro 1, a seguir.
Fique atento!
Quadro 1 – Fatores físicos e humanos que afetam a densidade populacional
Fatores Físicos Densidade populacional alta Densidade populacional baixa
Forma e altura da terra Terra baixa que é plana, por 
exemplo, a capital Rio de Janeiro.
Terras altas que são montanhosas, 
por exemplo, no Himalaia.
Recursos As áreas ricas em recursos (por 
exemplo, carvão, petróleo, 
madeira, pesca, etc.) tendem a 
ser densamente povoadas, por 
exemplo, na Europa Ocidental, 
capitais como São Paulo e Cidade 
do México.
Áreas com poucos recursos tendem 
a ser pouco povoadas, por exemplo, 
na Antártida.
Clima Áreas com climas temperados 
tendem a ser densamente 
povoadas, pois há chuva e calor 
suficientes para o cultivo de plantas, 
por exemplo, no Reino Unido, Belo 
Horizonte.
Áreas com climas extremos 
de quente e frio tendem a ser 
escassamente povoadas, por 
exemplo, o deserto do Saara.
Fatores humanos Densidade populacional alta. Densidade populacional baixa.
86
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
Fatores Físicos Densidade populacional alta Densidade populacional baixa
Político Países com governos estáveis 
tendem a ter uma alta densidade 
populacional, por exemplo, 
Cingapura.
Os países instáveis tendem a ter 
densidades populacionais mais 
baixas à medida que as pessoas 
migram, por exemplo, no Paquistão.
Social Grupos de pessoas querem viver 
perto uns dos outros por segurança, 
por exemplo, EUA.
Outros grupos de pessoas 
preferem ser isolados, por exemplo, 
escandinavos.
Econômico Boas oportunidades de emprego 
encorajam altas densidades 
populacionais, particularmente 
nas grandes cidades e capitais, em 
geral.
Oportunidades de trabalho 
limitadas fazem com que algumas 
áreas sejam pouco povoadas, como 
a Floresta Amazônica.
Fonte: Elaborado pelo autor.
5.1.3 Superpopulação
De acordo com Miller (2012, p.133),
no nível atual de consumo, os cientistas estimam que seria necessário o equivalente a 1,3 planeta 
Terra para sustentar nosso consumo per capita de recursos renováveis indefinidamente. Em 2050, 
com o aumento projetado da população, provavelmente precisaremos de quase dois planetas 
Terra para atender às necessidades de recursos, e cinco terras se todos atingirem o nível atual de 
consumo de recursos renováveis por pessoa dos Estados unidos. Pessoas que têm a visão geral de 
que a superpopulação está contribuindo para os principais problemas ambientais argumentam 
que a redução do crescimento da população humana é uma prioridade muito importante.
De acordo com a UNESCO (2018), a superpopulação pode ter vários efeitos, a maioria dos quais negativos como:
• A superpopulação cria uma demanda maior nos suprimentos de água doce do mundo. Como apenas 
cerca de 1% da água do mundo é fresca e acessível, isso cria um grande problema.
• Algumas estimativas afirmam que a demanda humana por água doce estará em aproximadamente 70% 
do que está disponível no planeta até 2025. Isso colocará aqueles que vivem em áreas empobrecidas que 
já têm acesso limitado a essa água com grande risco.
Ainda de acordo com a UNESCO (2018), a superpopulação está diretamente correlacionada à mudança climática, 
particularmente à medida que nações maiores, como China e Índia, continuam a desenvolver suas capacidades 
industriais. Eles agora se classificam como dois dos três maiores contribuintes para as emissões de gases do 
efeito estufa no mundo, ao lado dos Estados Unidos.
Embora tenha um papel menor em comparação com as outras causas da superpopulação, tratamentos de 
fertilidade melhorados tornaram possível que mais pessoas tenham filhos. O número de mulheres que usam 
vários tratamentos de fertilidade tem aumentado desde o início. Agora a maioria tem a opção de conceber filhos, 
mesmo que eles não tenham conseguido fazê-lo sem tais tratamentos.
A imigração não controlada nos países pode levar à superpopulação a ponto de esses paísesnão terem mais os 
recursos necessários para sua população. Isso é particularmente problemático em países onde os números de 
87
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
imigração excedem em muito os números de emigração. Em alguns casos, os imigrantes podem tentar escapar 
da superpopulação em seus próprios países, apenas para contribuir com os mesmos problemas nos países para 
onde mudam. No entanto, existem dados para mostrar que a imigração pode impulsionar as economias, como o 
caso de países da Europa.
Enquanto a expectativa de vida mais alta está levando a um aumento da população nos países desenvolvidos, 
a menor expectativa de vida pode ser causada pelos crescimentos populacionais que as nações menos 
desenvolvidas estão experimentando.
Uma grande proporção do crescimento da população mundial ocorre em países menos 
desenvolvidos. Isso amplia os recursos que esses países têm, resultando em menor acesso 
à assistência médica, água potável, alimentos e empregos, resultando em uma queda na 
expectativa de vida.
O efeito da superpopulação na vida selvagem mundial também é uma questão importante. Como a demanda por 
terra cresce, também ocorre a destruição de habitats naturais, como as florestas. Alguns cientistas alertam que, 
se as tendências atuais continuarem, até 50% das espécies selvagens do mundo estarão em risco de extinção. 
Dados também foram coletados para mostrar que existe uma ligação direta entre o aumento da população 
humana e a diminuição do número de espécies no planeta. Um exemplo é a região Amazônica que tem sofrido 
com desmatamento em virtude do crescimento da indústria madeireira para alimentar o mercado de móveis das 
capitais em todo o mundo.
À medida que a população cresce, também aumenta a quantidade de recursos necessários para manter tantas 
pessoas vivas. Alimentos, água e combustíveis fósseis estão sendo consumidos a taxas recordes, colocando 
maiores demandas aos produtores e ao próprio planeta.
Ironicamente, é a descoberta de muitos desses recursos naturais - particularmente 
combustíveis fósseis - que contribuíram para condições favoráveis ao crescimento 
populacional. Um estudo mostrou que o ecossistema do mundo mudou mais rapidamente 
na segunda metade do século XX do que em qualquer outro ponto da história por causa do 
aumento do uso desses recursos.
Como a população cresceu ao longo dos anos, as práticas agrícolas evoluíram para produzir alimentos suficientes 
para alimentar um número maior de pessoas. No entanto, métodos agrícolas intensivos também causam danos 
aos ecossistemas locais e à terra, gerando problemas para as próximas gerações. Além disso, a agricultura 
intensiva (figura a seguir) também é considerada um dos principais contribuintes para as mudanças climáticas 
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Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
devido ao maquinário necessário. Esse efeito provavelmente se intensificará se a população continuar crescendo 
em sua taxa atual.
Figura 39 – Agricultura intensiva
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A inserção da tecnologia na área de saúde levou a menores taxas de mortalidade para muitas doenças graves. Vírus 
e doenças particularmente perigosos, como poliomielite, varíola e sarampo, foram praticamente erradicados por 
esses avanços.
Embora isso seja uma notícia positiva de muitas maneiras, isso também significa que as pessoas estão vivendo 
mais do que nunca. Esse atraso no ciclo de vida e morte levou as taxas de natalidade a superar as taxas de 
mortalidade em mais de dois para um nos tempos modernos.
Para evitar ou controlar a superpopulação, é possível fazer, por exemplo:
1. Educação sexual
A falta de educação sexual - ou de educação mal implementada - levou a problemas de superpopulação em 
muitos países. Uma melhor educação ajudará as pessoas a entender mais sobre as possíveis consequências 
de fazer sexo sem proteção, acabando com mitos que cercam o ato sexual e os métodos cientificamente 
comprovados de controle de natalidade.
2. Mudanças na política
Muitas nações oferecem recompensas, seja na forma de incentivos financeiros ou aumento de benefícios, para 
aqueles que têm mais filhos. Isso pode levar alguns casais a ter mais filhos do que, de outra forma, precisariam 
se preocupar com as consequências financeiras. Esta é uma questão difícil de enfrentar. A política chinesa de 
“filho único” foi recentemente abandonada, em parte, devido às restrições impostas à liberdade, e é provável que 
políticas semelhantes sejam consideradas igualmente restritivas.
3. Educação sobre o assunto
Embora existam várias organizações para fornecer currículos e materiais de ensino às escolas para cobrir o tema 
da superpopulação, ainda é um assunto que não é abordado nas escolas como deveria ser. Essa educação deve se 
89
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
estender, além de falar sobre sexo, para as consequências globais da superpopulação. O diálogo sobre o assunto 
precisa ser mais aberto, com sites, como por exemplo, o DEBATE.ORG, oferecendo recursos úteis que permitam 
que a questão seja confrontada racionalmente.
5.1.4 Impactos
A superpopulação humana está entre as questões ambientais mais importantes, agravando silenciosamente as 
forças por trás do aquecimento global, a poluição ambiental, a perda de habitat, a sexta extinção em massa, 
práticas agrícolas intensivas e o consumo de recursos naturais finitos, como água doce, terra arável e combustíveis 
fósseis. No entanto, as questões ecológicas são apenas o começo.
A água doce é o recurso finito mais fundamental sem substitutos para a maioria dos usos, mas estamos 
consumindo água fresca pelo menos 10 vezes mais rápido do que sendo reabastecida. Os ecossistemas de água 
doce perderam uma proporção maior de suas espécies e habitats do que os ecossistemas terrestres ou oceânicos, 
além de estarem em maior perigo. Além disso, os ecossistemas de água doce são bastante limitados, cobrindo 
apenas cerca de 1% da superfície da Terra, embora sejam altamente diversificados e contenham um número 
desproporcionalmente grande de espécies do mundo. À medida que as populações humanas crescem, também 
aumentará o problema da disponibilidade limpa de água doce. 
Como a superpopulação humana leva os recursos e necessidades básicas, como comida e água, a se tornarem 
mais escassos, haverá maior competitividade para esses recursos, o que leva a taxas de criminalidade elevadas, 
como a compra de cartéis de drogas e roubo por pessoas para sobreviver. Quando as pessoas não recebem as 
necessidades básicas, eleva a taxa de criminalidade.
Um relatório da OMS mostra que a degradação ambiental, combinada com o crescimento da 
população mundial, é uma das principais causas do rápido aumento das doenças humanas, 
o que contribui para a desnutrição de 3,7 bilhões de pessoas em todo o mundo, tornando-as 
mais suscetíveis a doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde, "a cada três segundos 
morre uma criança - na maioria dos casos, de uma doença infecciosa. Em alguns países, 
uma em cada cinco crianças morre antes do quinto aniversário. Todos os dias, morrem 3 mil 
pessoas da malária, quatro delas crianças. Todos os anos, 1,5 milhão de pessoas morrem 
de tuberculose e outras oito milhões são infectadas. A superpopulação exacerba muitos 
fatores sociais e ambientais, incluindo condições de vida superlotadas, poluição, desnutrição 
e cuidados de saúde inadequados ou inexistentes, que causam estragos nos pobres e 
aumentam a probabilidade de serem expostos a doenças infecciosas.
Fique atento!
A superpopulação humana é uma importante força motriz por trás da perda de ecossistemas, como florestas 
tropicais, recifes de corais, zonas úmidas e gelo do Ártico. Há vários anos que a população tem crescido mais 
rapidamente do que muitos recursos vitais não renováveise renováveis. Isso significa que a quantidade desses 
recursos por pessoa está a diminuir, apesar da tecnologia moderna. Outros problemas sociais e ambientais 
massivos são a instabilidade política, perda de liberdades, espécies desaparecidas, destruição da floresta tropical, 
90
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 5 - Pobreza e Superpopulação
desertificação, lixo, expansão urbana, escassez de água, engarrafamentos, lixo tóxico, derramamento de óleo, 
poluição do ar e da água, aumento da violência e crime.
Resolver esses problemas será muito menos difícil quando pararmos de aumentar o número de pessoas 
afetadas por eles. A fim de reduzir os impactos adversos da superpopulação, medidas de mitigação, tais como 
conscientização e educação sobre a superpopulação, promulgação de medidas e regulamentações de controle 
de natalidade e fornecimento de acesso universal a dispositivos de controle de natalidade e planejamento 
familiar, devem ser tomadas.
A superpopulação não acontece apenas em humanos (o desequilíbrio ambiental pode provocar superpopulação 
de pinguins na Antártida, de elefantes na África, de jacarés no Pantanal, que por sua vez, irão resultar em 
desequilíbrio nos mares, rios e florestas em todo mundo. Porém, nós tendemos a tomar medidas para prevenir os 
eventos naturais (enchentes, deslizamentos) que causam grandes mortes na população - por meio de preservação 
das florestas, consumo sustentável, 3R´s, acordos ambientais internacionais para controle de emissão de gases 
do efeito estufa, entre outros.
Síntese da unidade
Nesta unidade você viu que áreas extremamente pobres parecem sempre estar superpovoadas, aumentando 
assim o ônus financeiro e recursos naturais que a área já enfrenta. Existem várias razões pelas quais a pobreza 
impacta a superpopulação da maneira catalisadora que ela faz. Você viu também que a pobreza é um conceito 
intrinsecamente ligado ao bem-estar - e há muitas maneiras de se tentar qualificar o bem-estar. Uma delas é 
mediar a pobreza pelo consumo e renda “monetarizados”, seguindo a abordagem usada pelo Banco Mundial, 
que é a principal fonte de informação global sobre pobreza extrema na atualidade, definindo a chamada Linha 
Internacional da Pobreza. 
A “pobreza extrema” é um termo adequado para aqueles que vivem abaixo da linha da pobreza de acordo 
com o Banco Mundial. Concentrar-se na pobreza extrema é importante precisamente porque captura os 
mais necessitados. No entanto, também é importante ressaltar que as condições de vida bem acima da Linha 
Internacional da Pobreza ainda podem ser caracterizadas pela pobreza e dificuldades. Entendemos também que 
a pobreza é também acreditada para ser a principal causa da superpopulação. A falta de recursos educacionais, 
aliada às altas taxas de mortalidade que levam a taxas de natalidade mais altas resulta em áreas empobrecidas, 
com grandes expansões populacionais. O efeito é tão grande que a Organização das Nações Unidas (ONU) previu 
que os quarenta e oito países mais pobres do mundo provavelmente também serão os maiores contribuintes 
para o crescimento populacional. 
Por fim, você viu que um dos problemas causados pela concentração de pessoas em um único local, ou seja, 
em uma cidade ou região, é que a velocidade de desenvolvimento da infraestrutura não pode compensar a de 
explosão populacional. Sistemas como transporte, abastecimento de água, esgoto e descarte de lixo não podem 
ser construídos em um ou dois anos e que, à medida que a população cresce, também aumenta a quantidade 
de recursos necessários para manter tantas pessoas vivas. Alimentos, água e combustíveis fósseis estão sendo 
consumidos a taxas recordes, colocando maiores demandas aos produtores e ao próprio planeta.
91
Considerações finais
Nesta unidade, foi apresentado a vocês que as cidades superpopulosas, 
como as capitais e cidades economicamente ativas, são as mais 
atrativas para a população que busca melhores condições de vida e de 
empregabilidade. No entanto, a concentração e superpopulação acaba 
por impactar na própria qualidade de vida das pessoas, ocasionando 
também o aumento da pobreza. Para isso, são necessárias as ações de 
intervenção, de forma a diminuir ou eliminar a pobreza na Terra, uma 
vez que as pessoas que vivem na linha da pobreza, estão expostas a 
condições precárias, com falta de saneamento, alimentação e suporte à 
saúde. Conclui-se, portanto, que as ações de combate à pobreza deve ser 
responsabilidade de todos nós.
92
 6Unidade 66. Consciência Ecológica
Para iniciar seus estudos
Nesta unidade, você conhecerá a importância do conceito de consciência 
ecológica. Verá, também, a definição de consumo e consumismo e 
como as ações voltadas para a sustentabilidade podem contribuir para 
a melhoria da qualidade de vida por meio de um consumo equilibrado 
e sustentável. Compreenderá, ainda, o significado do ecologicamente 
correto e como os cidadãos, as empresas e a sociedade como um todo 
podem ser tornar ecologicamente corretos por meio de ações simples do 
dia a dia. Por fim, você verá como desenvolver a consciência ambiental 
como forma de contribuir para a preservação da vida na Terra.
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar o conceito de consciência ecológica e ambiental.
• Distinguir consumo de consumismo.
• Identificar ações voltadas para o desenvolvimento da consciência 
ambiental.
93
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
Introdução da unidade
O problema da sobrevivência da humanidade em escala global ocupa lugar central em debates, congressos e 
seminários sobre o meio ambiente. À medida que o nosso planeta se torna mais interconectado política, econômica 
e socialmente, as preocupações sobre como vivermos de forma sustentável aumentam, gerando discussões. Por 
exemplo, de que forma é possível garantir que as gerações futuras tenham água potável para a sua sobrevivência 
se, atualmente, ainda continuamos a poluir os rios e nascentes com lixo e esgoto doméstico e familiar?
A globalização trouxe e traz benefícios para a humanidade, uma vez que leva tecnologia, saúde, educação a 
locais e países muito pobres. No entanto, o preço que se paga para esse acesso é, muitas vezes, alto. Por exemplo, 
esgotamento de recursos naturais devido à exploração inadequada, aumento da poluição (ar, água, solo) e queda 
na qualidade de vida, o que causa um aumento de doenças, como o estresse. 
Atualmente, globalização e desenvolvimento sustentável são dois dos conceitos que enfocam a transformação 
social presente e futura, de forma a criarmos uma consciência ambiental e ecológica. Se o ser humano não se 
atentar para a preservação do meio ambiente e para o fato de que os recursos naturais precisam ser consumidos 
de forma sustentável, a vida na Terra não terá continuidade. A consciência ambiental e ecológica passa, então, 
pelas ações e práticas sustentáveis do homem moderno, de modo a conciliar as necessidades dos seres humanos 
quanto à alimentação, saúde, moradia, entre outros, com o uso adequado dos recursos naturais. Precisamos 
aumentar o consumo de produtos recicláveis e buscar novas técnicas de produção mais enxutas, além de 
investirmos em energia limpa e criarmos a consciência de que todos nós somos responsáveis pela preservação 
do nosso planeta.
6.1 Consciência ecológica 
A consciência ecológica é considerada como um elemento reflexivo da consciência humana, incorporando 
aspectos multivariados e holísticos da interação do ser humano com os recursos naturais, ou seja, precisamos 
ter a consciência de que uma ação incorreta hoje (desperdício de água, por exemplo), sem a preocupação com o 
impacto dela, pode ocasionar escassez do recurso para as próximas gerações. Também há o desencadeamento de 
uma série de problemas, como o aumento do custo de alimentos e de energia e a diminuição da qualidade de vida.
A consciênciaecológica (CE) tornou-se um aspecto interdisciplinar na investigação científica e, nos últimos 
anos, o interesse nesse campo cresceu rapidamente. Isso pode ser explicado pelo fato de que os impactos na 
sobrevivência da raça humana, aumento da pobreza e da fome estão relacionados à escassez dos recursos 
naturais necessários à sobrevivência, como a água, causados pela ação do homem na intensificação do 
desmatamento e aumento dos resíduos sólidos despejados na natureza. A interferência no equilíbrio do planeta 
está relacionada, também, à alteração do clima, à concentração de pessoas em determinadas regiões e à falta de 
gestão e consciência humana quanto ao consumo de produtos recicláveis.
De fato, como destacado por Rosa:
O desejo de melhorar a qualidade de vida mediante uma melhor qualidade ambiental e a 
consciência da limitação dos recursos naturais são fundamentais para o entendimento da 
divergência entre a proteção do meio ambiente e o crescimento econômico. Este dilema incide de 
forma contundente nos diferentes empreendimentos econômicos, provocando notáveis conflitos 
sociais (ROSA et al 2012, p. 230).
94
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
De todas as informações diárias que temos sobre mudança climática, corrupção política e econômica, sofrimento 
infligido a humanos e não humanos, uma questão é fundamental para reflexão: o que podemos fazer para mudar 
os rumos do planeta quanto à escassez de recursos naturais, ao aumento da poluição e às alterações climáticas 
que destroem ecossistemas?
Precisamos desenvolver a consciência humana, ou melhor, a consciência ecológica, com 
valores de compaixão, empatia e amor pelo mundo natural, para perceber que um senso de 
unidade e interconectividade é componente essencial para criar uma forma mais sustentável 
e igualitária de se viver em harmonia (homem e natureza).
A conexão com a natureza é relevante para o desenvolvimento de uma sensibilidade ecológica, com o intuito de 
reorientar nosso senso de quem e o que somos. A vida é tão preciosa, sejam ecossistemas vivos (plantas, animais), 
sejam não vivos (elementos químicos), que vê-la inexoravelmente danificada (e atualmente a uma velocidade tão 
extraordinária) nos faz sentir como se uma parte de nós estivesse morrendo. 
A destruição do nosso mundo é vista todos os dias em atitudes variadas, como a poluição da água e do solo por 
meio do lixo produzido pelas pessoas e empresas, a poluição do ar por meio do desmatamento e da emissão de 
gases dos veículos, entre outros, quer reconheçamos isso ou não. Nesse sentido, precisamos desenvolver nosso 
próprio senso de resiliência e a capacidade de encontrar equilíbrio nas nossas ações com o desenvolvimento 
pessoal, sob uma consciência ecológica. Devemos produzir menos lixo, optar por produtos recicláveis, desenvolver 
atitudes sustentáveis, como não desperdiçar água, e optar por fontes de energia solar.
A humanidade está entrando no auge da destruição dos recursos naturais e da vida e, por meio da consciência 
ecológica, podemos entender que tudo está interconectado (animais, plantas, homem, cidades, campo, indústria). 
Logo, podemos agir e mudar o rumo da histórica de destruição do planeta.
6.1.1 Educação ambiental
A educação ambiental (EA) é um campo de pesquisa cujo objetivo principal é o aprimoramento do conhecimento 
e conscientização do homem, a fim de instalar um comportamento responsável frente ao meio ambiente. 
Programas de educação ambiental, como apresentado pela figura a seguir, buscam proporcionar aos indivíduos 
pensamento crítico que possibilite uma participação ativa na tomada de decisões dos processos ambientais. 
95
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
Figura 40 – Educação ambiental para crianças
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Nesse sentido, o processo de educação ambiental contribui para que os indivíduos possam explorar, de forma 
ativa e participante, das questões ambientais, se envolvendo na solução de problemas (poluição) e buscando 
medidas para solucioná-los (reciclagem, por exemplo). Por meio da interação e participação, os indivíduos 
acabam desenvolvendo uma compreensão mais aprofundada das questões ambientais e, com isso, têm maior 
aptidão para decisões mais assertivas e responsáveis.
De acordo com a Lei nº 9.795/1999, Art. 1º, da política nacional de educação ambiental: 
Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade 
constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a 
conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida 
e sua sustentabilidade (BRASIL, 1999). 
Já de acordo com as diretrizes curriculares nacionais para a educação ambiental, Art. 2°:
A educação ambiental é uma dimensão da educação, é atividade intencional da prática social, que 
deve imprimir ao desenvolvimento individual um caráter social em sua relação com a natureza e 
com os outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com a finalidade de 
torná-la plena de prática social e de ética ambiental (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2012).
Nesse sentido, podemos dizer que a educação ambiental significa, em grande parte, educar as pessoas e criar 
consciência sobre a ciência ambiental e suas preocupações e ameaças, enquanto a ciência ambiental estuda 
nosso ambiente, seus componentes, ameaças e preocupações, efeitos, medidas de prevenção e controle, etc.
A educação ambiental não está focada em um ponto de vista individual e isolado. Ao contrário, ela ensina o 
indivíduo a construir uma visão do problema com um cunho mais sistêmico (com foco no todo) a partir de um 
pensamento crítico que leva a um aprimoramento das ações sobre a resolução de problemas e a tomada de 
decisão. 
Alguns pesquisadores veem que a educação ambiental teve sua origem nos estudos do filósofo Jacques Rousseau 
(1712-1778), que achava que a educação deveria manter o foco no meio ambiente. Thomas Pritchard cunhou o 
termo “Educação Ambiental” em 1948 durante a Conferência de Recursos Naturais. A Conferência das Nações 
Unidas sobre Ambiente Humano em Estocolmo, em 1972, empoderou a educação ambiental, enfatizando a 
96
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
importância de aprender sobre o meio ambiente e recomendando que a educação ambiental fosse reconhecida, 
promovida e integrada na educação em todos os países. 
A educação ambiental não é nem defesa ambiental nem informação ambiental, ao contrário disso, a educação 
ambiental é um campo variado e diversificado que se concentra no processo educacional. 
A figura a seguir ilustra como o processo educacional aborda esse tema permanecendo neutro ao ensinar o 
pensamento crítico, aprimorando suas próprias habilidades de resolução de problemas e tomada de decisões em 
uma abordagem mais participativa.
Figura 41 – Educação ambiental: processo educacional
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Nesse sentido, a educação ambiental apresenta os seguintes aspectos fundamentais:
1. conhecer e compreender o meio ambiente;
2. conscientizar e sensibilizar o ser humano quanto aos impactos de suas ações no meio ambiente;
3. identificar quais os desafios ambientais;
4. estabelecer atitudes e motivar as pessoas quanto ao uso sustentável de recursos naturais;
5. melhorar ou manter a qualidade ambiental;
6. incentivar a participação do homem em atividades que levem à resolução de desafios ambientais.
Sendo assim, a educação ambiental é mais do que informações sobre o meio ambiente. Veja o quadro a seguir, 
que mostra as diferenças de conceitos.
Quadro 2 – Educação ambiental x informação ambiental
Educação ambiental Informação ambiental
Contribui para o aumento da consciência e o 
conhecimento do homem quanto às questõesambientais (sala de aula informal – ensino na prática).
Traz fatos, opiniões e posições quanto às questões 
ambientais (aumento do desmatamento em uma 
dada região, por exemplo).
97
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
Educação ambiental Informação ambiental
Ensina as pessoas a terem pensamento crítico sobre os 
impactos de suas ações no meio ambiente (desperdício 
de água, por exemplo).
Não ensina necessariamente os indivíduos o 
pensamento crítico, apenas informa por meio de 
imagens, gestos.
Contribui para o aumento das habilidades do homem 
quanto à resolução de problemas e tomada de decisão 
(denunciar um desmatamento e poluição e optar por 
ações sustentáveis, como fechar a torneira quando 
estiver escovando os dentes).
Não contribui necessariamente para a tomada de 
decisão.
Não há defesa de ponto de vista específico, e sim a 
preocupação com o meio ambiente como um todo.
Pode defender pontos de vistas particulares, o que 
dificulta e identificação de problemas ambientais (uma 
empresa que polui um rio pode, por exemplo, divulgar 
imagens que mostrem o contrário em seus meios de 
comunicação com os empregados e sociedade).
Fonte: Elaborado pelo autor.
A educação ambiental oferece oportunidades para desenvolver habilidades, incluindo para resolução de 
problemas e investigação. Educadores ambientais qualificados devem trabalhar no campo, conduzir programas, 
envolver e colaborar com as comunidades locais e usar estratégias para vincular a consciência ambiental, a 
construção de habilidades e a ação responsável. 
É por meio da EA que os cidadãos podem testar vários aspectos de uma questão para tomar decisões informadas, 
baseadas na ciência, responsáveis e não tendenciosas. Ela promove, ainda, a compreensão individual da relação 
complexa e intricada entre os seres humanos e o meio ambiente, isto é, promove a percepção da necessidade 
de avançar gradualmente para o desenvolvimento sustentável e reconhece a importância de assumir 
responsabilidade pelas ações da sociedade e de cada indivíduo.
6.1.2 Consumo e consumismo
Vivemos em uma sociedade de consumo em que a posse de bens e o consumo de serviços permeiam todos 
os aspectos de nossa existência. Desde que a economia global começou a ser integrada e estreitamente 
interconectada, o consumo de bens e serviços foi levado a novos patamares, com o acento de possuir bens dos 
pontos de vista econômico, simbólico e da cultura de consumo.
O consumo de bens e serviços é um ato básico realizado por todos nós sempre que compramos algo para uso 
pessoal e profissional. O aspecto econômico do consumo é a dimensão que se preocupa com o consumo do ponto 
de vista de benefício puramente econômico, ou seja, tem a ver com a despesa, a consumação. Nessa dimensão, os 
atos de consumo são motivados pelo desejo de acumular benefícios na forma de ganhos materiais para saciar a 
necessidade humana de alimento, vestuário, abrigo e outros aspectos relacionados a essas dimensões. Por outro 
lado, a perspectiva simbólica do consumo preocupa-se com a dimensão de procurar consumir bens e serviços na 
perspectiva da aquisição de status social e para o que pode ser descrito como “capitalismo frio”. Nesse contexto, 
há a tendência de pertencer a um determinado grupo de consumidores com o benefício primordial sendo o valor 
atribuído ao simbolismo de pertencer a esse grupo.
Finalmente, a perspectiva cultural do consumo é aquela em que o consumidor adquire bens e serviços para saciar 
as necessidades não apenas para o consumo básico (alimentação, transporte, vestuário), mas também para o 
consumo como um fenômeno arraigado que busca a gratificação sensorial e pessoal como um fim, ou seja, 
associado às questões culturais e à necessidade enquanto desejo (posso matar a fome com um prato de arroz e 
98
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
feijão, mas tenho o desejo de um hambúrguer para matar a mesma fome). Um outro exemplo: você pode viver 
com um par de sapatos por um período de tempo, no entanto, devido ao fato de estar focado no consumo, 
adquire cinco, 10, 20 ou mais pares de sapato, mesmo sem ter a necessidade de tê-los para o uso diário.
Podemos dar exemplos das três perspectivas de consumo: 1) o ato de comprar alimentos 
ou outras necessidades básicas pode ser denominado consumo econômico, em que há 
benefícios claramente definidos e tangíveis que se acumulam para o consumidor fazer 
a compra; 2) por outro lado, o ato de comprar um par de tênis que custa mais do que a 
teoria econômica diz que deve ser o preço e quando o consumidor está disposto a pagar 
um prêmio pela aquisição desse bem ou serviço em particular, pode-se dizer que se refere 
ao aspecto simbólico do consumo, em que o desejo de adquirir bens para o status que se 
percebe estar associado a esse bem é o fator motivador. Por exemplo, você pode suprir a sua 
necessidade de transporte andando de ônibus (necessidade), quando você compra um carro, 
será transportado de um local ao outro da mesma forma, no entanto, o desejo falou mais 
alto, ou seja, é moldado pela qualidade, conforto, segurança, que, por sua vez, podem estar 
associados a uma questão econômica, social e cultural; 3) finalmente, os bens adquiridos 
como parte da necessidade de consumir em benefício do consumo (ou seja, consumir 
simplesmente por consumir), associado aos costumes do grupo populacional específico ou 
do segmento de mercado, podem ser considerados como o aspecto da cultura do consumo. 
O homem tende a consumir em virtude do meio ao qual faz parte. Dessa forma, chegamos ao 
conceito de consumismo, que está relacionado ao desejo por algo. Por exemplo, para suprir 
a necessidade básica de alimentação, uma sopa de legume atende, no entanto, quando o 
consumidor optar, por exemplo, por um hambúrguer (fast food) para suprir essa forma, temos 
o consumismo, que está associado ao desejo, e não à necessidade.
Fique atento!
Ao contrário do aspecto econômico do consumo, que está amplamente preocupado em saciar as necessidades 
básicas do consumidor, juntamente com certas necessidades de nível mais elevado (autossustentação, 
autorrealização, autoestima), os aspectos simbólicos e culturais do consumo são em grande parte para satisfazer 
o anseio dos consumidores por status social e consciência de classe.
No entanto, permanece a questão de que ambos os aspectos do consumo têm a ver com necessidades básicas 
(alimentos, roupas e abrigo). Essa é a razão pela qual os aspectos simbólicos do consumo que fazem parte das 
estratégias de marketing são frequentemente referidos como “capitalismo populista”, devido ao fato de que 
direcionar essas necessidades forma a base para estratégias de marketing destinadas a satisfazer as noções 
populares de classe e status.
A recente crise econômica global mostrou que o consumo irrestrito pode ter sérias consequências para a saúde 
econômica das nações, tais como esgotamento de recursos naturais, aumento da poluição, superpopulação e 
concentração de pessoas, especulação imobiliária, entre outros.
99
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
Consumo é alguém adquirir e aproveitar bens e produtos para satisfazer reais necessidades. 
Consumimos água e alimentos para podermos sobreviver. Comprar roupas é uma atividade 
de consumo motivada por uma necessidade real, precisamos nos vestir para vivermos numa 
sociedade que não aceita a nudez no dia a dia, também para agasalhar nossos corpos do 
frio, da chuva. Consumimos energia elétrica para que tenhamos uma série de confortos em 
nossas casas, ambientes de trabalho, mesmo porque hoje em dia é quase inimaginável nossa 
sociedade funcionando sem energia elétrica. Ou seja, o consumo se baseia em necessidades 
primordiais para o homem e para a sociedade na qual vive (o que pode variar de pessoapara 
pessoa, de sociedade para sociedade). Até aqui, vimos que o consumo é uma atividade vital. 
Já o consumismo, por outro lado, é o ato ou hábito de adquirir produtos em geral supérfluos, 
sem que haja necessidade real, de maneira muitas vezes compulsiva, gerando até mesmo 
problemas financeiros para as pessoas, que desviam parte do dinheiro que seria empregado 
para fins mais necessários para compras sem necessidade. Há quem chegue a graus extremos 
de consumismo, comprando montes de coisas sem nem saber o que são, para que servem, e 
depois se arrependem ao ver que perderam dinheiro e criaram dificuldades financeiras para 
elas mesmas. Por vezes, sentem-se culpadas, mas não conseguem evitar que essas atitudes 
consumistas e negativas parem. Mesmo sem falar de casos extremos, as atitudes consumistas 
não costumam levar a fim positivo nenhum. Comprar por comprar não se satisfaz de verdade 
necessidade alguma, mesmo que temporariamente isso pareça acontecer.
Leia mais no artigo “Consumo e consumismo: diferenças, necessidades e reflexões”, de 
Marcus Facciollo.
Saiba mais
6.1.3 Ecologicamente correto
A ecologia estuda as relações ou interações entre os organismos vivos com o ambiente físico, procurando 
entender as conexões que são vitais entre eles. A Ecologia também fornece informações sobre os benefícios dos 
ecossistemas e como podemos usar os recursos da Terra de forma a deixar o ambiente saudável para as gerações 
futuras. 
Segundo Odum: 
A palavra ecologia é derivada do grego oikos, que significa “casa”, e logos, que significa “estudo”. 
Portanto, o estudo da casa ambiental inclui todos os organismos dentro dela e todos os processos 
funcionais que tornam a casa habitável. Literalmente, então, ecologia é o estudo da “vida em 
casa”, com ênfase na “totalidade ou padrão de relações entre organismos e seu ambiente”, para 
citar uma definição que consta em dicionário (ODUM, 2015, p. 1). 
Os estudos dos ecologistas referem-se às relações entre organismos e habitats de variados tamanhos, incluindo 
o estudo de bactérias microscópicas e as interações entre plantas, animais e outros seres vivos. Eles também 
estudam muitos tipos de ambientes. Por exemplo, os ecologistas podem estudar micróbios vivendo no solo sob 
seus pés ou animais e plantas em uma floresta tropical ou no oceano.
100
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
As especialidades da ecologia (marinha, vegetação, estatística, entre outras) nos fornecem 
informações para o melhor entendimento do mundo. Assim, nos ajuda a preservar e melhorar 
o meio ambiente (consumo sustentável dos recursos naturais e proteção da saúde humana).
Saiba mais
Os exemplos a seguir ilustram apenas algumas das maneiras pelas quais o conhecimento ecológico influenciou 
positivamente nossas vidas. São exemplos do chamado ecologicamente correto. Segundo Kohn:
A mídia em geral utiliza essa expressão [ecologicamente correto] para “elogiar e estimular ações 
e projetos humanos que, segundo os redatores das matérias, do ponto de vista da ecologia, estão 
corretos, dado que minimizam ou anulam impactos ambientais adversos”. Não resta dúvida de 
que estímulos dessa natureza fazem bem às pessoas. Mas a expressão “ecologicamente correto” 
não nasceu sozinha. Foi antecedida por “politicamente correto”, “tolerância zero”, “zero erro” e 
“qualidade total”, entre outras expressões da publicidade (KOHN, 2018, cap. 14).
Mas o que significa ecologicamente correto?
Para entender o significado de ecologicamente correto, nos remetemos ao conceito de sustentabilidade, sendo a 
capacidade de uma organização gerenciar de forma transparente suas responsabilidades pelo bem-estar social, 
pela administração ambiental e pela prosperidade econômica, a longo prazo. Também recorremos ao conceito de 
desenvolvimento sustentável, que seria equilibrar os pilares da sustentabilidade de forma a garantir um equilíbrio 
entre as ações do homem e o meio ambiente. Nesse sentido, o ecologicamente correto está relacionado às ações 
de todos (pessoas, empresas, governo e sociedade), de forma a buscar a manutenção e a preservação do meio 
ambiente. 
Logo, uma empresa ecologicamente correta é aquela que não polui a natureza, trata os seus efluentes, procura 
reciclar e opta por energia limpa. Um cidadão ecologicamente correto é aquele que não desperdiça água, opta 
por produtos verdes e não consome de forma exagerada. E o governo e a sociedade, da mesma forma, sempre 
buscam o consumo verde e ações que visam ao equilíbrio dos recursos naturais.
É importante destacar que existem critérios para classificar se uma empresa é ou não ecologicamente correta, 
como a quantidade de emissão de carbono, a energia que utiliza nos processos de produção e a coleta seletiva, 
de forma a priorizar a reciclagem. Também há uma classificação quanto aos produtos ecologicamente corretos, 
como o tipo de processo utilizado na produção e não utilização de agrotóxicos, por exemplo. Um produto só vai 
receber a tarja de ecológico se o processo de produção for limpo e apropriado.
101
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
Figura 42 – Reciclagem de produtos
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Uma produção sustentável significa uma produção que implementa as melhores práticas identificadas em seu 
processo criativo para reduzir sua pegada de carbono global. Isso também pode ser chamado de “esverdear uma 
produção”. A produção sustentável, portanto, pode ser identificada como a incorporação de práticas no processo 
de produção que reduzam os impactos ambientais negativos, tenham envolvimento positivo com a comunidade e 
se alinhem com o orçamento geral da organização. Os princípios que regem produtos e serviços sustentáveis são:
1. seguro e ecologicamente correto durante todo o seu ciclo de vida;
2. conforme apropriado, projetado para ser durável, reparável, prontamente reciclável, compostável ou 
facilmente biodegradável;
3. produzido e embalado usando a quantidade mínima de material e energia possível;
4. comunidades relacionadas a qualquer estágio do ciclo de vida do produto (desde a produção de matérias-
primas até a fabricação, uso e descarte do produto final) são respeitadas e aprimoradas econômica, social, 
cultural e fisicamente.
E os processos devem ser projetados e operados de tal forma que:
1. os resíduos e subprodutos que não são sustentáveis possam ser reduzidos, reciclados ou eliminados;
2. sejam eliminadas as substâncias químicas ou agentes físicos que trazem riscos à saúde humana;
3. seja conservada a energia e se busquem outras fontes de energia limpa (solar, por exemplo);
4. os espaços de trabalho sejam ambientes de qualidade e seguros, de forma a eliminar riscos químicos, 
ergonômicos e físicos. 
102
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
O consumo e a produção sustentáveis dizem respeito à promoção de recursos e eficiência energética, infraestrutura 
sustentável e acesso a serviços básicos, empregos verdes e decentes e melhor qualidade de vida para todos. Sua 
implementação ajuda a alcançar planos de desenvolvimento globais, reduzir os custos econômicos, ambientais e 
sociais futuros, fortalecer a competitividade econômica e reduzir a pobreza.
Como o consumo e a produção sustentáveis visam “fazer mais e melhor com menos”, os ganhos líquidos de 
bem-estar das atividades econômicas podem crescer, o que reduziria o uso de recursos, degradação e poluição 
ao longo de todo o ciclo de vida, aumentando a qualidade de vida. Também precisa haver um foco significativo 
na operação da cadeia de suprimentos, envolvendo todos, desde o produtor até o consumidor final. Isso inclui 
educar os consumidores sobre consumo e estilos de vida sustentáveis, fornecendo-lhes informações adequadas 
por meio de padrões e rótulos e participando de compras públicas sustentáveis, entreoutros.
6.1.4 Consciência ecológica
O conceito de “consciência ecológica” ou “consciência ambiental” é autoexplicativo. É sobre ou como podemos 
estar cientes do meio ambiente. O ambiente refere-se à toda a flora e fauna, incluindo todas as áreas marinhas e 
selvagens. Sabemos principalmente que o planeta Terra enfrenta um número crescente de desafios ambientais, 
incluindo: alterações climáticas; aquecimento global; escassez de água; secas; desmatamento; inundações; 
poluição.
Figura 43 – Meio ambiente 
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Estar ciente dessas questões e fazer mudanças benéficas no estilo de vida é o que significa a consciência 
ambiental. E, para aumentar o entendimento sobre elas, é vital entendermos que a conscientização ambiental 
deve fazer parte dos currículos escolares. Todas as escolas podem contribuir para que essa consciência seja uma 
constante na vida dos seus alunos. 
Consciência ambiental é entender a fragilidade de nosso meio ambiente e a importância de sua proteção. 
Promover a conscientização ambiental é uma responsabilidade de todos nós para garantir um futuro melhor 
para as novas gerações.
103
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
Veja algumas possibilidades para trabalharmos consciência ambiental.
Fique atento!
1. Ensinar aos cidadãos sobre os 3Rs (Reduzir, Reciclar e Reutilizar). Todos nós devemos entender a 
importância de não desperdiçar água (fechando as torneiras ao escovar os dentes ou não demorar no 
banho, por exemplo) e de reciclar embalagens de papel, montar brinquedos educativos com materiais 
reciclados, reaproveitar roupas, entre outras ações.
Figura 44 – 3Rs
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
2. Organizar dias de plantio de árvores em escolas e na comunidade, além de trabalhar em hortas 
comunitárias ou domésticas, de forma a promover o ensino sobre a necessidade de termos as árvores 
para que possamos respirar um ar mais puro.
3. Desligar os aparelhos e luzes quando não estiverem em uso, lembrando que o consumo desordenado de 
energia, além de impactar nos recursos renováveis, ocasiona maiores gastos financeiros.
É mais provável que nos lembremos das coisas que as pessoas fizeram do que do que disseram. Embora ensinar 
as crianças sobre o que significa ser ambientalmente consciente seja importante, haverá um impacto mais 
duradouro sobre elas quando você der o exemplo.
104
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
Quando você ver algum lixo, pegue-o, mesmo que não seja seu. Isso contribui para a 
preservação do planeta e ainda pode incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.
6.1.5 Desenvolvendo a consciência ambiental
Quando se aprende sobre o declínio da saúde do ambiente, é fácil sentir-se desencorajado, mas o que nos 
mantém lutando por um mundo saudável é o futuro das próximas gerações, que não devem herdar nossos 
problemas ambientais. Logo, é imprescindível termos a consciência sobre as boas ações voltadas à preservação 
do meio ambiente.
Antes de começar a promover a conscientização ambiental em sua própria comunidade, ter uma compreensão 
completa das questões ambientais. Manter-se atualizado sobre notícias ambientais e ler livros abrangentes 
sobre ameaças ambientais são ótimos recursos. Mas se você é do tipo de pessoa que prefere uma abordagem 
mais interativa, participar de seminários ambientais é uma ótima opção.
Um local de trabalho mais ecológico, por exemplo, pode ajudar a empresa a aliviar sua pegada ecológica, criar 
consciência ambiental, com os benefícios adicionais de propiciar um ambiente de trabalho mais saudável e 
produtivo. 
Vejamos algumas dicas para a promoção da conscientização ambiental.
1. Desligar 
Certifique-se de que todos os equipamentos elétricos estejam totalmente desligados no final do dia. Todas 
aquelas pequenas luzes vermelhas deixadas acesas por meses e meses, tudo se soma à sua pegada de carbono 
e às suas contas. Use lâmpadas fluorescentes compactas, em vez de lâmpadas incandescentes. Aproveite a luz 
solar natural tanto quanto possível.
Pegada de carbono significa, segundo Miller (2012), o carbono emitido, mas não absorvido 
pela vegetação, em razão do desmatamento.
Saiba mais
105
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
Figura 45 – Pegada de carbono 
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
2. Transporte Verde
Faça a opção por bicicletas, sempre que possível. Incentive e ajude a organizar caronas. Faça caminhadas até o 
trabalho ou utilize transporte público. Cada carro da estrada faz diferença na poluição do ar e no trânsito. Criar 
consciência ambiental em torno do uso de transporte é sempre um passo na direção certa, então assegure-se de 
que sua política esteja incluída em seu treinamento de conscientização ambiental.
3. Economize
Imprima documentos somente quando necessário e use a digitalização sempre que possível. O papel mais 
ecológico não é papel, portanto, mantenha as coisas digitais sempre que possível. Quanto mais você fizer on-line, 
menos precisará de papel.
4. Use materiais verdes
Existe uma gama variada de produtos ecologicamente corretos. Com certeza você encontrará aqueles que se 
adequam ao seu orçamento e às suas necessidades. Em média, eles custam apenas 5% a mais, o que é um 
pequeno preço a pagar para reduzir o desperdício e a poluição. Comece trocando materiais para o seu dia a dia: 
papel 100% reciclado, cartuchos recarregáveis, itens estacionários não tóxicos, etc. Na limpeza, faça a opção por 
produtos ecologicamente corretos.
5. Água é vida
A água é uma mercadoria que não devemos dar por garantida. Cada copo que derramamos teve de passar por 
algum tipo de processo, que, por sua vez é um uso de energia e/ou produtos químicos. Portanto, certifique-se de 
promover a conservação da água em todos os ambientes: consertar canos com vazamentos, instalar torneiras de 
pressão e incentivar a prática de banhos curtos. 
Existem diferentes ações para o desenvolvimento da consciência ambiental. É fácil fazer a diferença. Tudo envolve 
o esforço e saber que todos nós temos um impacto neste nosso lindo planeta. Não subestime o poder que uma 
pessoa, uma empresa ou uma comunidade podem ter quando se trata de criar um futuro sustentável para este 
planeta e para a próxima geração.
106
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 6 - Consciência Ecológica
Síntese da unidade
Nesta unidade, vimos que a consciência ecológica ou ambiental é considerada como elemento reflexivo de 
múltiplas camadas da consciência humana, incorporando aspectos multivariados e holísticos da interação do ser 
humano com os recursos naturais. Ela tornou-se um foco interdisciplinar na investigação científica e, nos últimos 
anos, o interesse nesse campo cresceu rapidamente. A conexão com a natureza é uma ajuda importante para 
desenvolver uma sensibilidade ecológica e reorientar nosso senso de quem e o que somos. A vida é tão preciosa, 
sejam ecossistemas animais, humanos ou inteiros, que vê-la inexoravelmente danificada (e atualmente a uma 
velocidade tão extraordinária) nos faz sentir como se uma parte de nós estivesse morrendo.
Observamos que o processo de educação ambiental contribui para que os indivíduos possam explorar, de forma 
ativa e participante, as questões ambientais, envolvendo-se na solução de problemas (poluição) e buscando 
medidas para solucioná-los (reciclagem, por exemplo). Por meio da interação e participação, os indivíduos 
acabam desenvolvendo uma compreensão mais aprofundada das questões ambientais e, com isso, têm maior 
aptidão para decisões mais assertivas e responsáveis.
Entendemos, também, que é por meio da Educação Ambiental que os cidadãos podem testar vários aspectos de 
uma questão para tomar decisões informadas, baseadas na ciência, responsáveis e não tendenciosas. 
Também constatamos que o consumo de bens e serviçosé um ato básico realizado por todos nós sempre que os 
compramos para uso pessoal e profissional. O aspecto econômico do consumo é a dimensão que se preocupa 
com o consumo do ponto de vista de benefício puramente econômico.
Nesse sentindo, temos o conceito de ecologicamente correto, que quando se refere a uma empresa, é aquela 
que não polui a natureza, tratando os seus efluentes e procurando reciclar e optar por energia limpa. Já um 
cidadão ecologicamente correto é o que não desperdiça água, opta por produtos verdes, não consome de forma 
exagerada, entre outras ações. E o governo e a sociedade, da mesma forma, sempre buscando o consumo verde 
e ações que visem ao equilíbrio dos recursos naturais.
Por fim, concluímos que a consciência ambiental é entender a fragilidade de nosso meio ambiente e a importância 
de sua proteção. Promover a conscientização ambiental é uma função de todos nós.
107
Considerações finais
Nesta unidade, podemos concluir que a consciência ambiental deve fazer 
parte de nossas vidas desde a infância, por meio da Educação Ambiental 
nas escolas e no ambiente familiar. Na atualidade, é mais que necessário 
que todo cidadão exerça o seu papel como agente de preservação do meio 
ambiente, de forma a garantir os recursos naturais para as gerações atual 
e futura. Vimos que as empresas, por meio de ações, como incentivos 
a reciclagem, consumo de energia limpa e investimento na produção 
sustentável de produtos e serviços, contribuem para um mundo melhor 
e se tornam empresas ecologicamente corretas. Visualizamos, também, 
que o cidadão comum, ao priorizar o combate ao desperdício de água e de 
energia e, ao mesmo tempo, trabalhando os 3Rs, dará a sua contribuição 
para a preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida.
108
 7Unidade 77. Pegada Ecológica e 
Biocapacidade
Para iniciar seus estudos
Nesta unidade, compreenderemos a importância dos conceitos de pegada 
ecológica e de biocapacidade. Veremos como é possível fazer o cálculo da 
pegada ecológica e estudaremos como as mudanças climáticas podem 
alterar o equilíbrio dos ecossistemas e quais as possíveis ações a serem 
realizadas, de forma a estabelecer o desenvolvimento sustentável. Por fim, 
estudaremos a sobrecarga no planeta, os impactos da atividade agrícola 
e as possíveis ações a serem realizadas para evitar o esgotamento dos 
recursos naturais.
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar o conceito de pegada ecológica.
• Diferenciar pegada ecológica e biocapacidade.
• Explicar o cálculo da pegada ecológica.
• Criticar as ações contribuintes para a sobrecarga no planeta.
109
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
Introdução da unidade
A maneira como a sociedade evolui afeta a todos. Os impactos de nossas decisões quanto ao uso dos recursos 
naturais têm consequências muito reais para a vida das pessoas. O mau planejamento das comunidades, por 
exemplo, reduz a qualidade de vida das pessoas que vivem nelas. O desenvolvimento sustentável fornece uma 
abordagem para tomar melhores decisões sobre os problemas que afetam toda a nossa vida (poluição, pobreza, 
superpopulação, inundações, seca, fome, entre outros). Ao incorporar programas de saúde familiar e domiciliar e 
parques em comunidade carentes, por exemplo, podemos garantir que as pessoas mais pobres também tenham 
acesso à saúde e ao lazer. Ao encorajar cadeias de fornecimento de alimentos mais sustentáveis, contribuimos 
para que um país tenha alimentos saudáveis e possa preservar os recursos naturais para as gerações futuras.
Todos nós temos um papel a desempenhar. Pequenas ações, tomadas coletivamente, podem resultar em 
mudanças reais. Desenvolvimento de forma sustentável significa encontrar melhores maneiras de fazer as coisas, 
tanto para o futuro quanto para o presente. Talvez precisemos mudar a maneira como trabalhamos e vivemos na 
atualidade, mas isso não significa que nossa qualidade de vida será reduzida, muito pelo contrário, a mudança de 
hábitos contribui para a diminuição da pobreza, da superconcertração e da sobrecarga nas grandes cidades, uma 
vez que fortalece as economias e preserva os recursos naturais, mantendo a sociedade em equilíbrio.
Maneiras e formas de viver mais sustentáveis melhoram as condições de vida das pessoas, principalmente nas 
grandes cidades, que podem se tornar sustentáveis por meio de arquitetura sustentável, edifícios verdes, ecovias, 
utilização de energia solar, melhor utilização da água, investimento em produção sustentável, reciclagem e 
alimentos orgânicos, entre outros, de forma a preservarmos os nossos recursos naturais, vislumbrando uma 
melhor qualidade de vida na atualidade e para as gerações futuras.
7.1 Pegada ecológica e biocapacidade
A pegada ecológica, ao se considerar a demanda, ou seja, a necessidade em relação a um tipo de recurso (natural 
ou não), calcula os ativos ecológicos necessários para uma determinada população, de forma que ela possa 
produzir os recursos naturais que serão consumidos (inclui alimentos vegetais e animais, madeira e materiais 
de construção), além de absorver os resíduos que serão gerados, principalmente as emissões de carbono. Ela 
rastreia o uso de seis categorias de áreas de superfície produtivas, a saber: (1) terra cultivável; (2) pastagens; (3) 
áreas de pesca; (4) área construída; (5) área florestal; (6) demanda de carbono na Terra.
Levando em consideração a oferta, a biocapacidade representa a produtividade de seus ativos ecológicos (terras 
destinadas à agricultura, matas, áreas de pesca e terras urbanizadas). Essas áreas, principalmente se deixadas 
sem coleta, também podem absorver grande parte do lixo gerado, especialmente nossas emissões de carbono.
Uma pegada ecológica compara as demandas humanas à natureza com a capacidade da Terra de regenerar 
recursos e fornecer serviços. Pegadas ecológicas estão sempre mudando por causa dos avanços da tecnologia, 
no entanto é uma medida padronizada que começa avaliando a quantidade de área terrestre e marinha 
biologicamente produtiva necessária para suprir os recursos que uma população humana utiliza. Então isso é 
contrastado com a capacidade do planeta de absorver resíduos associados e sua capacidade ecológica para se 
regenerar.
110
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
Figura 46 – Pegada ecológica
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A unidade de medida utilizada para a pegada ecológica e a biocapacidade são os hectares globais, que são 
padronizados e comparados com a produtividade média mundial. A pegada ecológica pode, então, ser comparada 
à sua biocapacidade, logo, se a pegada ecológica de uma população excede a biocapacidade da região, essa região 
gera um déficit ecológico. A demanda pelos produtos ofertados (frutas, legumes, carnes, algodão, absorção de 
dióxido de carbono) acaba por exceder o que os ecossistemas locais são capazes de renovar. Uma região em 
déficit ecológico atende à demanda importando, liquidando seus próprios ativos ecológicos (como a sobrepesca) 
e/ou emitindo dióxido de carbono na atmosfera. Se a biocapacidade de uma região excede sua pegada ecológica, 
ela possui uma reserva ecológica.
Precisamos de comida, abrigo e aquecimento (em alguns locais) para sobreviver. Os recursos 
ecológicos do nosso planeta ajudam a satisfazer essas necessidades. Mas quantos recursos 
nós consumimos? Essa questão pode ser respondida usando a pegada ecológica. Assim 
como um extrato bancário rastreia a receita em relação aos gastos, a contabilização da 
pegada ecológica mede a demanda de uma população e o suprimento de recursos e serviços 
dos ecossistemas.
Fique atento!
A pegada ecológica pode ser calculada para um único indivíduo, cidade, região, país e todo o planeta. A diferença 
entre a pegada ecológica e a biocapacidade é determinada por vários fatores.Nossa pegada pessoal é o produto 
de quanto utilizamos de água e alimentos, por exemplo, e com que eficiência isso está sendo produzido. A 
biocapacidade por pessoa é determinada por quantos hectares de área produtiva existem, quão produtivos são 
cada hectare e quantas pessoas (em uma cidade, país ou mundo) compartilham essa biocapacidade.
Muitos países estão “no vermelho”, o que significa que eles usam mais recursos naturais (pegada ecológica) do 
que seus ecossistemas podem regenerar (biocapacidade). Eles estão executando um "déficit ecológico". Quando 
a biocapacidade de um país é maior do que a pegada ecológica de sua população, o país tem uma "reserva 
ecológica".
111
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
Quando todo o planeta está caminhando para um déficit ecológico, ele é chamado de “overshoot” ou sobrecarga. 
Em nível global, o déficit ecológico e a sobrecarga são os mesmos, já que não há importação líquida de recursos 
para o planeta. Logo, podemos concluir que a sobrecarga ocorre quando:
a pegada ecológica da humanidade é maior que a biocapacidade da Terra.
O Dia da Sobrecarga na Terra marca a data em que a demanda da humanidade por recursos e serviços ecológicos 
(pegada ecológica) em um dado ano excede o que a Terra pode regenerar naquele ano (biocapacidade).
William Rees foi o primeiro acadêmico a publicar sobre uma pegada ecológica, em 1992. Ele 
supervisionou a dissertação de doutorado de Mathis Wackernagel, que delineou o conceito 
e ofereceu um método de cálculo. Rees escreveu o termo pegada ecológica de uma maneira 
mais acessível do que o nome original de “capacidade de carga apropriada” depois que um 
técnico de computador descreveu o novo computador de Rees como tendo uma pequena 
pegada na mesa. Wackernagel e Rees publicaram o livro “Nossa pegada ecológica: reduzindo 
o impacto humano na Terra” no início de 1996.
Saiba mais
7.1.1 Pegada ecológica
À medida que a população da Terra cresce, cresce também a demanda por recursos. O que comemos, quando 
viajamos e que produtos usamos são fatores determinantes de quanto consumimos como humanos. Pegadas 
ecológicas são as medidas desse consumo.
O primeiro passo mais importante para entender como podemos reduzir o impacto no meio ambiente por meio 
de mudanças nas empresas, em casa ou no estilo de vida, é determinar a pegada ecológica. 
Figura 47 – Impactos no meio ambiente: poluição
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Uma calculadora de pegada ecológica pode fornecer números reais que indicam aproximadamente a quantidade 
de energia e recursos que nós usamos. Veja como é simples:
112
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
1) Localize uma calculadora de pegada ecológica
Várias organizações ambientais oferecem questionários e calculadoras on-line que testam exatamente 
a quantidade de energia que sua casa, empresa e estilo de vida usam. Por meio dela, podemos fornecer 
informações sobre hábitos de comer, dirigir, viajar e usar energia. O aplicativo de cálculo pode fazer perguntas 
de acompanhamento às escolhas de estilo de vida, por exemplo, como o tempo livre é gasto. Todos esses fatores 
são adicionados a uma fórmula que deve fornecer um cálculo aproximado de quantos recursos são usados 
anualmente.
2) Reduza o consumo
Depois de determinar a pegada ecológica, é necessário criar um plano para reduzi-la. É importante tentar dividir 
o consumo em categorias: alimentação, casa e viagem, por exemplo. De acordo com WWF (2018), a comida 
compreende 10% da pegada ecológica da pessoa média. Normalmente, as pessoas que comem carne e queijo 
têm pegadas maiores do que vegetarianos e veganos. A maioria dos produtos de origem animal vem de grandes 
fazendas industriais, que exigem muita energia e água para operar. Elas também usam muita energia para 
transportar da fazenda para uma usina de processamento e até uma mercearia para a sua mesa. Uma dica simples 
para reduzir o consumo seria simplesmente cortar carnes e queijos ou comprá-los de uma fonte local e orgânica.
Em se tratando com consumo de energia, se, por exemplo, o consumo em casa corresponder a 20% da pegada 
ecológica, esse valor pode ser reduzido usando produtos com eficiência de energia, ou seja, que consomem 
menos, desligando as luzes de locais em que não há pessoas, fazer manutenção das torneiras e chuveiros, de 
forma a não desperdiçar água, entre outros.
As viagens, por sua vez, compõem a maior parte de uma pegada ecológica, uma vez que aviões, carros e motos, 
principalmente, usam uma grande quantidade de combustíveis fósseis, que emitem carbono quando queimados. 
Optar por transporte público ou bicicletas e fazer caminhadas são maneiras de reduzir essa pegada. Uma outra 
forma é optar por veículos elétricos e híbridos.
3) Comprar compensações de carbono
Além de reduzir o nosso consumo, podemos compensar a emissões de carbono. As empresas podem comprar 
créditos de carbono, que financiam os esforços de silvicultura, conservação e energia renovável para compensar 
o uso das empresas de energia. Muitas empresas não conseguem encontrar uma maneira de transportar 
mercadorias, por exemplo, mesmo que usem caminhões híbridos. Portanto, medem sua pegada ecológica e, na 
tentativa de neutralizar a quantidade de carbono que seus caminhões liberam, compram créditos de carbono.
113
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
Figura 48 – Emissões de carbono no ar
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
4) Começar a reciclar
A reciclagem é uma das muitas maneiras pelas quais podemos gerenciar e reduzir a pegada ecológica. Quanto 
mais reciclamos, menos matéria-prima e recursos precisam ser colhidos para novos produtos. As empresas 
privadas, por exemplo, podem reciclar substancialmente mais do que as operações do governo, incluindo 
resíduos eletrônicos e paisagísticos. Podemos, também, em nosso cotidiano, optar por produtos recicláveis e 
reduzir a quantidade de resíduos por meio de reutilização de produtos (roupas).
Figura 49 – Reciclagem
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Pegadas ecológicas são uma avaliação da dependência de recursos naturais. Para uma determinada população 
ou atividade, as pegadas ecológicas medem a quantidade de terra produtiva e água necessária para a produção 
de bens e a assimilação dos resíduos necessários para sustentar essa população ou atividade.
As pegadas ecológicas fornecem dados concisos, confiáveis, abrangentes, detalhados e escalonáveis, com base 
nos melhores dados científicos e tecnológicos disponíveis. O tamanho de uma pegada ecológica pode mudar ao 
114
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
longo do tempo, dependendo da população, dos níveis de consumo, da tecnologia e do uso de recursos. Ela é 
medida em acres globais (ou hectares globais). Um acre global (ou hectare) representa um acre (ou hectare) de 
terra ou água biologicamente produtiva. Dividir a pegada ecológica de uma região por sua população dá os acres 
(ou hectares) globais per capita.
O consumo de recursos de um indivíduo não está restrito aos recursos locais. Os humanos usam recursos de todo 
o mundo. Consequentemente, as áreas produtivas locais, regionais e globais utilizadas por uma determinada 
população ou atividade devem ser incorporadas à pegada ecológica e o resultado final pode ser comparado 
com a área biologicamente produtiva existente para determinar quão sustentável é a atividade, estilo de vida 
ou população. Segundo a WWF (2018), por exemplo, um dado assustador é que um quilo de carne vermelha 
consome cerca de 15 mil litros de água até chegar aos consumidores.
Relatório da Rede WWF apoiado pelo WWF-Brasil (atalho para download ao lado) destaca a 
crescente demanda mundial por soja e seu impacto sobre ambientes sensíveis em todo o 
mundo, como o cerrado.Saiba mais
E para atender a esse aumento da demanda, mais terras se destinam às plantações de soja. Só no Brasil, as 
plantações já têm área equivalente à do Reino Unido (Irlanda do Norte e Grã-Bretanha), 245 mil quilômetros 
quadrados. Tal expansão é feita, quase sempre, às custas da destruição de habitats, como acontece no cerrado, 
abrigo de 5% de toda a biodiversidade do planeta. A degradação do cerrado ocorre em escala semelhante à da 
Amazônia, porém em ritmo mais acelerado. 
Além disso, as emissões de dióxido de carbono oriundas da conversão do cerrado (o governo brasileiro estima 
que elas equivalem à metade das emissões do Reino Unido em 2009) provavelmente já superam as emissões 
provocadas pelo desmatamento da Amazônia. 
Fonte: RELATÓRIO..., 2011.
7.1.2 Biocapacidade
Os ativos ecológicos (animal ou planta) estão no centro da riqueza de longo prazo de todas as nações. Ainda hoje, 
o crescimento populacional e os padrões de consumo estão colocando mais pressão sobre os ecossistemas do 
nosso planeta, como visto na escassez de água, redução da produtividade das terras agrícolas, desmatamento, 
perda de biodiversidade, colapso das pescas e mudanças climáticas. 
A mudança climática, escassez de grãos, produtividade reduzida das terras agrícolas e aumento dos preços 
dos alimentos estão convergindo de uma só vez, como se a natureza estivesse em plena revolta. Mas nenhuma 
dessas crises, embora alarmantes, são problemas isolados. Pelo contrário, são sintomas de um único dilema 
abrangente. A humanidade está simplesmente exigindo mais da natureza do que ela pode fornecer. O mundo 
está enfrentando um novo fator limitante: a capacidade do planeta de fornecer os serviços ecológicos que suas 
economias, infraestrutura e estilos de vida exigem. A diminuição da disponibilidade e do acesso a recursos sempre 
115
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
foi uma fonte de conflito. Mas o que antes era uma questão localizada, agora adquiriu dimensões globais. E está 
tornando as potências mundiais mais influentes, como os EUA e a China, sistematicamente mais frágeis.
Figura 50 – Mudança climática: descongelamento das geleiras
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Ao longo da história, a humanidade usou os serviços da natureza (por exemplo, para produzir matérias-primas, 
como árvores, fibras e alimentos; para absorver resíduos, como emissões de CO2; e para convertê-los em recursos) 
a uma taxa bem dentro do que a natureza foi capaz de regenerar. Na década de 1970, no entanto, a demanda 
humana começou a superar a oferta sustentável, o que é possível entender por meio da contabilização da pegada 
ecológica, que rastreia a demanda humana contra o suprimento da natureza da mesma maneira que um extrato 
bancário rastreia gastos em contrapartida à renda. 
De acordo com Rosa et al. (2012), a mudança climática é a consequência mais proeminente do excesso de gastos 
ecológicos. Como a mudança climática afeta cada vez mais a produtividade biológica e a disponibilidade de 
recursos, também amplia a dívida entre o que as pessoas precisam e o que a natureza é capaz de produzir. A 
pressão também é sentida em outros lugares: a produção de alimentos é limitada pela disponibilidade de água, 
terra e energia; e florestas, particularmente nos trópicos, são severamente impactadas pela crescente demanda 
humana. Isso tudo contribui para uma tremenda pressão sobre uma base de recursos já sobrecarregada.
De fato, a mudança climática já está comprimindo a produção ecológica: encurtando estações de crescimento, 
secas, inundações, o que está causando estragos no suprimento global de alimentos. Se as concentrações 
atmosféricas de carbono continuarem aumentando, a biocapacidade sofrerá um enorme estresse. Ao mesmo 
tempo, o fracasso em garantir uma resposta internacional cooperativa à crise climática determinará um cenário 
ruim para a negociação de outros desafios de recursos. E isso pode minar a confiança atual necessária para o 
comércio internacional. Não importa para onde vai o futuro, o acesso a recursos naturais renováveis está se 
tornando um fator limitante crítico. 
Atualmente, mais de 80% da população mundial vive em países com déficit de biocapacidade. Em outras 
palavras, eles usam mais recursos do que têm, como a água, o petróleo e o minério de ferro. Os países mantêm 
esses déficits importando recursos (sejam como matéria-prima, sejam incorporados em bens), esgotando ainda 
mais seus próprios estoques e acumulando CO2 nos bens comuns globais da atmosfera e do oceano.
Tradicionalmente, os líderes não consideram os déficits de biocapacidade da mesma maneira que os financeiros. 
Tampouco trataram as reservas de biocapacidade com a mesma administração cuidadosa que uma abundância 
116
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
de riqueza financeira. No entanto, nos próximos anos, esses fatores se tornarão cada vez mais importantes para 
a influência mundial de um país, bem como para suas economias e sociedades. Essa situação é particularmente 
precária para países com déficits crescentes de biocapacidade aliados a déficits econômicos crescentes e à 
diminuição do poder de compra global.
Países em situação econômica fraca não são os únicos que enfrentam riscos à medida que a 
competição global por recursos se aquece. Semelhante às democracias ocidentais, a China 
investe na expansão econômica como forma de manter seu eleitorado feliz. Seus líderes 
entenderam a crise dos recursos por décadas, muito melhor do que qualquer nação grande. 
Eles se prepararam por décadas para acessar recursos do exterior, adotaram limites rígidos 
para o crescimento populacional e reflorestaram áreas devastadas enquanto administravam 
cuidadosamente as pressões de urbanização.
Ajustar-se às restrições de recursos não é um fardo que algumas nações precisam arcar para o bem do mundo. 
É a melhor coisa que um país pode fazer para garantir sua estabilidade e segurança a longo prazo. Os governos 
estão presos a padrões de consumo de recursos que são decisões herdadas, ou seja, passam de governo para 
governo, de partido para partido, de família para família.
Nesse sentindo, a biocapacidade pode ser definida como a quantidade de terra e água produtivas disponíveis 
anualmente para produzir recursos e absorver resíduos sob a prática atual de manejo. É a capacidade dos 
ecossistemas para regenerar o que as pessoas exigem dessas superfícies. A vida, incluindo a humana, compete 
pelo espaço. A biocapacidade de uma determinada superfície representa sua capacidade de renovar o que as 
pessoas exigem. Ela é, portanto, a capacidade dos ecossistemas de produzir materiais biológicos utilizados pelas 
pessoas e de absorver os resíduos gerados pelos seres humanos, sob os atuais esquemas de manejo e tecnologias 
de extração. 
A biocapacidade pode mudar de ano para ano, devido ao clima, à gestão e também a que partes são consideradas 
insumos úteis para a economia humana. nas contas da pegada nacional, a biocapacidade de uma área é calculada 
multiplicando a área física real pelo fator de rendimento e pelo fator de equivalência apropriado. A biocapacidade 
é geralmente expressa em hectares globais.
7.1.3 Sobrecarga
À medida que o tempo passa, os seres humanos ocupam uma parte maior da área de superfície e recursos do 
planeta para suas próprias necessidades, muitas vezes deslocando outras espécies no processo. A agricultura, a 
silvicultura e a pesca são talvez as mais significativas pressões humanas sobre a biodiversidade da terra e do mar. 
A riqueza de espécies está intimamente relacionada com a área de um habitat selvagem. Como a área declina, 
o mesmo acontece com o número de espécies que abriga, embora a uma taxa mais lenta. O desmatamento, a 
consolidação do campo, com a redução das margens de campo e a drenagem das zonas úmidas para a agricultura,reduzem a área total disponível para a vida selvagem e fragmentam os habitats. 
117
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
A intensificação agrícola adiciona seus próprios problemas. Os pesticidas e herbicidas destroem diretamente 
muitos insetos e plantas indesejadas e reduzem o suprimento de alimentos para animais superiores. Portanto, a 
perda de biodiversidade não se limita ao estágio de desmatamento do desenvolvimento agrícola, mas continua 
muito tempo depois. É inabalável, mesmo em países desenvolvidos, em que a natureza é altamente valorizada e 
protegida.
Figura 51 – Expansão da agricultura intensiva
Fonte; SHUTTERSTOCK, 2018.
Os recursos são esgotados quando estão sendo usados mais rapidamente do que podem se reabastecer. A 
Revolução Industrial é quando tudo começou. À medida que nossa cultura avançou e nossa espécie inventou 
muitas coisas que facilitaram nossa vida, nossa demanda por matérias-primas aumentou em virtude da 
necessidade de vivermos melhor e nos adaptarmos às novidades do mundo moderno.
O problema é que estamos usando muito e sem cuidado. Nosso planeta simplesmente não consegue acompanhar 
nossas demandas crescentes. O que percebemos é uma sobrecarga nos recursos naturais, que podem ser esgotar 
nos próximos anos, caso a população não diminua o ritmo de exploração dos mesmos.
Nossa população global atual é maior que 7 bilhões e está crescendo. Os recursos totais da Terra, no entanto, já 
não atendem plenamente à demanda, ou seja, há uma sobrecarga, principalmente em locais em que os índices 
de crescimento populacional são altos, como capitais e países com economia estável. Se não agirmos agora, 
veremos as consequências do esgotamento dos recursos naturais nos próximos anos e uma Terra desolada, seca 
e sem vida.
Vejamos três recursos naturais que estão sendo esgotados e quais são as consequências
1. Água - apenas 2,5% do volume total de água do mundo é água doce. Desses 2,5%, 70% são congelados. O 
esgotamento de nossos recursos hídricos é mais grave que o esgotamento atual do petróleo. Enquanto existem 
substitutos para o petróleo, como fontes alternativas de energia (o álcool, por exemplo), nada pode substituir 
nossa água potável. É importante destacarmos, ainda, que 70% da água doce disponível que permanece é usada 
na agricultura, 20%, na indústria, e, apenas 10%, para consumo humano. As causas para o esgotamento desse 
recurso são: aumento da irrigação; aumento do uso na agricultura; aumento da quantidade de estradas asfaltadas, 
que impedem a infiltração de água no solo, o que ocasiona o aumento das temperaturas. As consequências são 
a escassez de água potável e de alimentos e também o aumento da fome e da pobreza.
118
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
2. Petróleo - nada pode ser transportado, fabricado, construído, plantado, extraído ou colhido sem os 
combustíveis líquidos que obtemos do petróleo. As reservas de petróleo são um recurso não renovável e o 
petróleo é responsável por 40% de toda a energia que usamos. Esforços estão em andamento para desenvolver 
energias mais baratas e sustentáveis, como energia solar, eólica e outras formas de energia renovável que podem 
substituir o petróleo e o combustível fóssil. As causas para a sobrecarga no consumo de petróleo são, entre outras, 
o boom industrial, o aumento populacional e o desperdício. Como consequências, temos menos transportes, 
economias ruins e preços mais altos. 
3. Florestas - estima-se que 18 milhões de acres de florestas sejam destruídos a cada ano. Mais da metade da 
floresta do mundo foi desmatada. O desmatamento contribui com 12 a 17% das emissões globais de gases de 
efeito estufa anualmente. As árvores absorvem gases de efeito estufa e dióxido de carbono, além de produzirem 
o oxigênio que respiramos, sem contar que as florestas são o habitat de milhões de espécies. As causas da 
diminuição das florestas no mundo são a urbanização, extração ilegal de madeira, agricultura e agricultura de 
subsistência. Como consequência, temos a erosão do solo, aquecimento global causado pelo aumento dos gases 
de efeito estufa, extinção de espécies, perda de biodiversidade, inundações e secas.
Figura 52 – Floresta Amazônica
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Pode parecer que não há nada que possamos fazer como indivíduos para parar os fatores que estão esgotando 
nossos recursos naturais. No entanto, podemos fazer a diferença por meio de ações simples, como reduzir as 
emissões de dióxido de carbono, com a compra de aparelhos energeticamente eficientes, plantar árvores e 
economizar eletricidade, entre outros.
119
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
Em 2018, o Dia de Sobrecarga da Terra ocorreu mais cedo, em 1° de agosto. No ano de 2016, 
ocorreu em 8 de agosto. Em 1989, foi no dia 9 de dezembro. A cada ano, estamos atingindo 
a sobrecarga da Terra mais cedo. Isso significa que estamos devendo muito ao planeta, ou 
seja, gastando mais do que deveríamos.
Saiba mais
De acordo com WWF (2018), o Dia da Sobrecarga da Terra é o momento em que a demanda anual da humanidade 
em relação à natureza ultrapassa a capacidade de renovação dos ecossistemas terrestres naquele ano. Em outras 
palavras, a humanidade está utilizando a natureza de forma 1,7 vez mais rápida do que os ecossistemas do nosso 
planeta podem se regenerar. Isso é como se usássemos 1,7 planeta Terra.
Fonte: DIA..., 2018.
7.1.4 Possibilidades? Alternativas?
De combustíveis fósseis a água limpa, a sociedade usa uma imensa quantidade de recursos naturais. Alguns 
recursos naturais, como a luz solar ou o vento, são renováveis e não correm o risco de se esgotar, enquanto outros, 
como o gás natural ou as árvores, precisam ser conservados, pois não podem ser substituídos tão rapidamente 
quanto são usados.
Prevenir o esgotamento dos combustíveis fósseis é usualmente discutido em termos do uso de menos gasolina e 
eletricidade, o que é tipicamente produzido pela queima de combustíveis fósseis. Um exemplo para a prevenção 
desse esgotamento são os carros novos produzidos, que consomem menos combustíveis pelas novas tecnologias 
e até mesmo pela substituição da gasolina por outros tipos de combustível, como o biocombustível. A compra 
de produtos alimentícios produzidos localmente ou criados localmente ajuda as fazendas e empresas que 
não queimam combustíveis fósseis a transportarem seus produtos por longas distâncias . Outras compras do 
consumidor que apoiam a conservação de combustíveis fósseis incluem a compra de um veículo elétrico e a 
compra de eletrodomésticos com baixo consumo de energia.
120
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
A água pode parecer um recurso onipresente e interminável, mas à medida que a população 
de uma área cresce, o acesso à água limpa para ela diminui. Existem vários passos que você 
pode tomar em torno de sua casa para garantir que não está desperdiçando água limpa. Um 
passo importante é verificar se há vazamentos lendo o medidor de água, não deixando água 
passar por duas horas e, em seguida, verificando se o medidor ainda tem a mesma leitura. 
Se isso não acontecer, você tem um vazamento. Outra maneira eficaz de conservar a água é 
substituir ou consertar torneiras com vazamentos.
Com aproximadamente 4 bilhões de árvores sendo cortadas anualmente para saciar a necessidade mundial de 
papel, evitar o esgotamento das florestas continua sendo uma prioridade importante. Há muitas oportunidades 
em sua vida diária para usar menos papel, usando mais toalhas de pano e menos toalhas de papel ou mudar 
para uma assinatura on-line do seu jornal favorito. Ao visitar uma floresta local, também é importante agir com 
responsabilidade.
Os ecossistemas costeiros não são importantes apenas para mantera biodiversidade, eles também são 
extremamente valiosos para as indústrias de pesca e turismo. Morem perto de um recife costeiro ou não, os 
consumidores de frutos do mar devem estar cientes de como as decisões de compra que eles fazem afetam o 
meio ambiente. Para aqueles que navegam ao longo da costa, descubra onde estão os recifes de corais da área. 
Os recifes são sensíveis a perturbações e devem ser abordados com cuidado e respeito. 
Por fim, é importante destacar que os seres humanos estão sobrecarregando os ecossistemas com nitrogênio 
pela queima de combustíveis fósseis. Um aumento nas atividades industriais e agrícolas produtoras de nitrogênio 
e, embora o nitrogênio seja um elemento essencial à vida, é um flagelo ambiental em níveis elevados. O excesso 
de nitrogênio que é contribuído pelas atividades humanas polui as águas doces e as zonas costeiras e pode 
contribuir para as mudanças climáticas. No entanto, esse dano ecológico poderia ser reduzido pela adoção de 
práticas sustentáveis consagradas pelo tempo.
Síntese da unidade 
Nesta unidade, tivemos a oportunidade de entender o conceito de pegada ecológica, que, ao ser analisado 
sob o enfoque da demanda, são medidos os ativos ecológicos que uma determinada população necessita para 
produzir os recursos naturais que consome. Agora, quando consideramos a oferta, temos a questão relacionada 
à biocapacidade de uma cidade, estado ou nação e à produtividade de seus ativos ecológicos (incluindo terras 
agrícolas, pastagens, terras florestais, áreas de pesca e terras construídas). Essas áreas, especialmente se deixadas 
sem coleta, também podem absorver grande parte do lixo que geramos, sobretudo nossas emissões de carbono.
Vimos, então, que a pegada ecológica pode ser calculada para um único indivíduo, cidade, região, país e todo o 
planeta. A diferença entre a pegada ecológica e a biocapacidade é determinada por vários fatores. Ela fornece 
dados concisos, confiáveis, abrangentes, detalhados e escalonáveis, com base nos melhores dados científicos e 
tecnológicos disponíveis.
121
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 7 - Pegada Ecológica e Biocapacidade
Definimos também a biocapacidade, que refere-se à quantidade de terra e água produtivas disponíveis 
anualmente para produzir recursos e absorver resíduos sob a prática atual de manejo. É a capacidade dos 
ecossistemas para regenerar o que as pessoas exigem dessas superfícies. 
Compreendemos que a intensificação agrícola adiciona seus próprios problemas. Os pesticidas e herbicidas 
destroem diretamente muitos insetos e plantas indesejadas e reduzem o suprimento de alimentos para animais 
superiores. Portanto, a perda de biodiversidade não se limita ao estágio de desmatamento do desenvolvimento 
agrícola, mas continua muito tempo depois.
Por fim, vimos que prevenir o esgotamento dos combustíveis fósseis é usualmente discutido em termos do 
uso de menos gasolina e eletricidade, o que é tipicamente produzido pela queima de combustíveis fósseis. 
Embora dirigir menos e comprar mais carros sejam formas óbvias de economizar gasolina, a compra de produtos 
alimentícios produzidos ou criados localmente ajuda as fazendas e empresas que não queimam combustíveis 
fósseis a transportarem seus produtos por longas distâncias.
122
Considerações finais
Nesta unidade, aprendemos como pode ser calculada a pegada ecológica 
e também qual a sua relação com a biocapacidade. Podemos concluir que 
as ações do homem sobre a Terra acabam por impactar na biodiversidade 
e que, se medidas não forem tomadas de forma emergencial, estaremos 
comprometendo esta e as futuras gerações. Concluímos, também, que 
o planeta está em sobrecarga de recursos naturais, o que força os países 
a se posicionarem frente à necessidade de preservação e também a 
adotarem medidas mitigadoras, principalmente quando nos referimos à 
água. Com a população da Terra passando dos 7 bilhões de habitantes, o 
esgotamento dos recursos passa a ser uma realidade atual.
123
 8Unidade 88. Globalização Ambiental
Para iniciar seus estudos
Nesta unidade, você compreenderá como a globalização pode trazer 
impactos positivos e negativos para a sociedade. Verá que o uso da 
tecnologia e a evolução da humanidade trouxeram uma série de problemas 
ambientais, como o aumento do lixo, alterações climáticas e desequilíbrio 
dos ecossistemas. No entanto, perceberá que a globalização poderá 
ajudar, principalmente, os países mais pobres a buscarem inovações 
nos processos e contribuírem para a preservação do meio ambiente. 
Você estudará, também, o efeito estufa, as alterações climáticas e como 
ocorrem os acordos internacionais, principalmente os que se referem às 
questões ambientais. Por fim, conhecerá as perspectivas para o futuro do 
meio ambiente.
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar o conceito de globalização e seus impactos no meio 
ambiente.
• Diferenciar mudança climática de efeito estufa.
• Explicar as causas da mudança climática.
• Esclarecer a aplicação dos acordos internacionais.
124
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
Introdução da unidade
O ritmo crescente que a globalização afeta o meio ambiente tem sido uma preocupação global. Um grande 
número de ambientalistas que apoiam essa visão baseiam seus argumentos na premissa de que a globalização 
leva a um aumento na demanda global, resultando no aumento da produção. Isso indiretamente contribui para 
a exploração do meio ambiente e para o esgotamento dos recursos naturais.
Em meio a crescentes preocupações ambientais, uma questão importante é se a desglobalização teria o 
impacto oposto no meio ambiente. Em outras palavras, se a globalização é prejudicial, deve-se esperar que a 
atual tendência de desglobalização seja menos prejudicial ao meio ambiente? Na verdade, a desglobalização 
pode não necessariamente se traduzir em emissões reduzidas de gases nocivos, como (dióxido de carbono - 
CO₂), (dióxido de enxofre - SO₂), (dióxido de nitrogênio - NO₂), mas pode realmente piorá-las. Por meio do que 
é conhecido como o efeito da técnica, sabemos que a globalização pode desencadear inovações tecnológicas 
ambientalmente amigáveis, que podem ser transferidas de países com regulamentações ambientais rígidas para 
paraísos de poluição.
No entanto, a globalização pode criar uma competição global, resultando em um aumento nas atividades 
econômicas que destroem o meio ambiente e seus recursos naturais. O aumento da atividade econômica, por 
sua vez, leva a maiores emissões de poluentes industriais e maior degradação ambiental. A pressão para que as 
empresas internacionais permaneçam competitivas as obriga a adotarem técnicas de produção que economizam 
custos, o que pode ser prejudiciais ao meio ambiente.
8.1 Globalização ambiental
A globalização refere-se à unificação do mundo (indústria, recursos naturais, população). Trata-se:
De uma formidável dinâmica, que coincide com a conjunção de fenômenos econômicos (abertura 
de mercado, num contexto de capitalismo em escala planetária), inovações tecnológicas (as novas 
tecnologias da informação e da comunicação em geral) e reviravoltas geopolíticas (implosão do 
império soviético) (HERBÉ; LIPOVETSKY, 2012, p. 1).
A globalização pode ser considerada ainda como o processo no qual pessoas, ideias e bens se espalham 
estimulando mais interação e integração entre as culturas, governos e economias do mundo.
O termo é mais frequentemente usado em referência à criação de uma economia global integrada, marcada 
pelo livre comércio, pelo livre fluxo de capital e pelo uso corporativo dos mercados de trabalho estrangeiros 
para maximizar os retornos. No entanto, alguns usam o termo globalização (Figura 1) de forma mais ampla, 
aplicando-o ao movimento de pessoas, conhecimento e tecnologia através das fronteiras internacionais. Alguns 
também o aplicam ao livrefluxo do discurso cultural, ambiental e político.
125
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
Figura 53 – Globalização: mercado entre os países 
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A globalização não implica apenas na movimentação de bens manufaturados, mas também na transferência de 
bens intermediários, de capital e tecnologias. Isso significa que as corporações multinacionais com tecnologias 
limpas de última geração podem transferir seu know-how ecológico para países com baixos padrões ambientais. 
Ela tem ainda como benefício o fato de estar na vanguarda da conscientização pública sob padrões trabalhistas 
e ambientais por meio das plataformas de atividades internacionais, como comércio justo e rótulos ecológicos. 
O sucesso dessa conscientização pública ambiental resultou na evolução das preferências do consumidor. 
Os produtores são, portanto, capazes de construir sua base de clientes produzindo produtos ecologicamente 
corretos. Sem o comércio internacional, os consumidores teriam escolhas limitadas e poderiam ser forçados 
a comprar apenas bens domésticos (produzidos localmente), que poderiam ter sido produzidos sob normas 
ambientais negligentes. Como exemplo, podemos citar países nos quais o clima na maior parte do ano é de 
temperaturas próximas a zero grau Celsius, em que a população teria de viver somente da pesca, deixando de 
consumir produtos típicos do clima tropical, como banana, frutas cítricas, entre outros. 
A globalização alcançada mediante negociações multilaterais, por meio da Organização Mundial do Comércio 
(OMC), também demonstrou que, embora a proteção ambiental não faça parte do mandato central da OMC, 
estimulou o entusiasmo de seus países membros pelo desenvolvimento sustentável e pelas políticas comerciais 
amigas do meio ambiente.
Existem várias medidas relacionadas ao comércio da OMC que são compatíveis com a proteção ambiental e 
o uso sustentável dos recursos naturais. Por exemplo: as disposições verdes da OMC orientam os países para 
protegerem a vida humana, animal ou vegetal e conservarem seus recursos naturais esgotáveis. Além da OMC, 
acordos regionais de comércio são outra característica da globalização que promovem políticas ambientalmente 
sustentáveis. À medida que os países buscam aderir a esses acordos, eles também aceitam simultaneamente 
acordos de cooperação ambiental.
Alguns países desenvolvem políticas nacionais que estipulam que antes de assinar qualquer acordo comercial, 
avaliações de impacto ambiental devem ser realizadas. Isso significa que qualquer país que assine acordos 
comerciais com essas nações também deve assinar automaticamente acordos de cooperação ambiental.
126
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
A globalização, como um termo, ganhou destaque na década de 1980. No entanto, mesmo 
que de forma subjetiva, vem ocorrendo há séculos. O Império Romano, por exemplo, 
espalhou seus sistemas econômicos e governantes por partes significativas do mundo 
antigo durante séculos. Da mesma forma, as rotas comerciais da Rota da Seda transportavam 
comerciantes, mercadorias e viajantes da China, passando pela Ásia Central e pelo Oriente 
Médio até a Europa, e representavam outra onda de globalização. Os países europeus 
tiveram investimentos significativos no exterior nas décadas anteriores à Primeira Guerra 
Mundial, levando alguns economistas a rotularem o período pré-guerra como uma era de 
ouro anterior à globalização.
Fonte: SARAIVA, 2008.
Fique atento!
A globalização tem diminuído e fluído ao longo da história, com períodos de expansão, bem como de contenção, 
e o século XXI testemunhou ambos. Os mercados acionários globais despencaram após os ataques terroristas de 
11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, mas se recuperaram nos anos subsequentes. Em geral, no entanto, 
o início do século XXI viu um aumento dramático no ritmo da integração global, impulsionado principalmente 
pelos rápidos avanços na tecnologia e nas telecomunicações. O dinheiro, a tecnologia e os materiais fluem mais 
rapidamente através das fronteiras nacionais hoje do que no passado. O fluxo de conhecimento, ideias e culturas 
estão fluindo com velocidade crescente, possibilitado pela quase instantaneidade das comunicações globais 
pela Internet.
A globalização tem seus proponentes e seus críticos, hoje e no passado. E analisar o impacto da globalização é 
uma proposta complexa, uma vez que os resultados específicos da globalização são frequentemente vistos como 
positivos pelos proponentes, e negativos, pelos críticos.
Por exemplo, alguns defensores dizem que a globalização cria novos mercados e riqueza e 
promove uma maior integração cultural e social por meio da eliminação de barreiras. Por 
outro lado, alguns críticos culpam a eliminação de barreiras por minar políticas e culturas 
nacionais e desestabilizar os mercados de trabalho avançados em favor de salários de baixo 
custo em outros lugares. Da mesma forma, alguns proponentes apontam para as crescentes 
economias dos países pobres que se beneficiam das empresas que movimentam suas 
operações para minimizar os custos. Críticos dizem que essas medidas poderiam reduzir os 
padrões de vida nos países desenvolvidos, eliminando empregos.
127
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
Sendo assim, a globalização traz benefícios e riscos que devem ser gerenciados. Mercados econômicos globais 
mais fortemente integrados, por exemplo, carregam maiores potenciais para recessões globais se os países não 
forem capazes de trabalharem juntos para implementarem políticas econômicas efetivas que reduzam esse risco. 
No entanto, o futuro da globalização é desconhecido e seu ritmo acelerado no início do século XXI pode estar 
sendo retardado ou mesmo revertido por níveis potencialmente crescentes de protecionismo em vários países. É 
o que chamamos de desglobalização.
A desglobalização, no entanto, poder isolar os países, tornando-os menos propensos a serem responsáveis pelo 
meio ambiente. Os ganhos associados à globalização, por outro lado, podem ser usados como estratégias efetivas 
de barganha ou um incentivo para exigir a responsabilização ambiental de países que desejam se beneficiar de 
sistemas de comércio global.
A globalização teve efeitos de longo alcance em nosso estilo de vida. Isso levou a um acesso mais rápido à 
tecnologia, melhor comunicação e inovação (Figura 54). Além de desempenhar um papel importante de reunir 
pessoas de diferentes culturas, inaugurou uma nova era na prosperidade econômica e abriu vastos canais de 
desenvolvimento. Todavia, a globalização também criou algumas áreas de preocupação, entre elas destaca-se 
o impacto que teve no meio ambiente. De fato, Rosa et al (2012) salienta que o avanço tecnológico permitiu e 
exigiu a amplificação e intensificação da complexidade dos efeitos da ação do homem sobre o meio ambiente.
Figura 54 – Globalização: telefonia celular
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
O surgimento de forças antiglobalização também significa menos especialização em setores nos quais os países 
têm vantagens comparativas. Isso pode criar uma alocação ineficiente de recursos, que leva à dissipação de 
recursos econômicos e naturais escassos. Se todo país tem de produzir para atender à sua demanda doméstica 
(local, apenas da população interna), em outras palavras, isso poderia resultar em duplicação nos processos 
de produção e, portanto, em aumento das emissões locais. Logo, países menos desenvolvidos e com padrões 
ambientais mais fracos do que outros podem aumentar as emissões globais.
8.1.1 Aquecimento global
Na década de 1950, a temperatura média global aumentou no ritmo mais rápido registrado na história. Os 
incrédulos da mudança climática, no entanto, argumentam que houve uma "pausa" ou uma "desaceleração" 
no aumento das temperaturas globais(Figura 55), mas vários estudos recentes, incluindo um artigo de 2015 
128
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
publicado na revista Science, refutaram essa afirmação. O aquecimento global ocorre quando o dióxido de 
carbono (CO₂) e outros poluentes do ar e os gases do efeito estufa se acumulam na atmosfera e absorvem a luz 
e a radiação solar que se refletem na superfície da Terra. Normalmente, essa radiação escaparia para o espaço. 
Mas esses poluentes, que podem durar de anos a séculos na atmosfera, aprisionam o calor e fazem o planeta ficar 
mais quente. Isso é conhecido como efeito estufa.
Figura 55 – Aumento de temperatura da Terra
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
De acordo com Brasil (2018), os impactos do aquecimento global estão sendo sentidos em todo o mundo. Ondas 
de calor extremas causaram dezenas de milhares de mortes em todo o mundo nos últimos anos. E em um sinal 
alarmante dos eventos que estão por vir, a Antártida vem perdendo cerca de 134 bilhões de toneladas métricas 
de gelo por ano desde 2002. Essa taxa pode acelerar se continuarmos a queimar combustíveis fósseis no ritmo 
atual, dizem alguns especialistas, fazendo com que os níveis do mar subam vários metros nos próximos 50 a 150 
anos.
129
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
Mais de um quarto da superfície terrestre se tornará "significativamente" mais seca, mesmo 
se a humanidade conseguir limitar o aquecimento global a 2 ºC, o objetivo estabelecido no 
Acordo de Paris, disseram cientistas.
Com o aquecimento de 2 ºC, que pode ser atingido entre 2052 e 2070, entre 24% e 32% da 
superfície terrestre total se tornará mais seca. Mas se contivermos o aquecimento médio a 
1,5 ºC - a meta mais baixa inscrita como ideal no Acordo de Paris sobre o clima -, essa porção 
diminui para entre 8% e 10%, concluíram os pesquisadores em um estudo publicado na 
revista científica Nature Climate Change.
A 1,5 ºC, partes do sul da Europa, sul da África, América Central, Austrália costeira e Sudeste 
Asiático - áreas que abrigam mais de um quinto da humanidade - "evitariam aridificações 
significativas" previstas para o cenário de 2 ºC, afirmou o coautor do estudo Su-Jong Jeong, 
da Southern University of Science and Technology em Shenzhen, China.
Fonte: NÚMEROS…, 2018.
As consequências do aquecimento global, listados no quadro a seguir, sejam elas ambientais, econômicas e 
sociais, principalmente no campo da saúde, provavelmente ocorrerão se as tendências atuais continuarem. E 
para conter o aquecimento global é necessário, por exemplo, reduzirmos a nossa pegada de carbono.
Quadro 3 – Consequências do aquecimento global
1
Derretimento de geleiras, degelo precoce e secas severas causarão uma escassez de água mais 
dramática e aumentará o risco de incêndios florestais no oeste americano.
2
O aumento do nível do mar levará a inundações costeiras e litorâneas, interferindo no desenvolvimento 
de grandes cidades e capitais. 
3
Florestas, fazendas e cidades enfrentarão novas pragas incômodas, ondas de calor, fortes chuvas e 
aumento das inundações. Todos esses fatores danificarão ou destruirão a agricultura e a pesca.
4
O rompimento de habitats, como os recifes de corais e os prados alpinos, pode levar muitas espécies 
vegetais e animais à extinção.
5
Alergias, asma e surtos de doenças infecciosas se tornarão mais comuns, devido ao aumento do 
crescimento de formigas produtoras de pólen, aos níveis mais altos de poluição do ar e à disseminação 
de condições favoráveis a patógenos e mosquitos.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Atualmente, as empresas, em conjunto com o governo federal, vêm trabalhando em ações para reduzir o 
impacto ambiental dos produtos no que se refere ao consumo de energia. Os consumidores, ao adquirirem 
os seus produtos, podem observar se são “ecologicamente corretos” ou sustentáveis. Além de minimizar os 
impactos ambientais, esses produtos contribuem para uma redução nos valores das contas de energia pagas 
pelos consumidores.
130
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
Conservar energia em parte da rotina diária e das decisões como consumidor. Quando 
compramos novos eletrodomésticos, como geladeiras, lavadoras e secadoras, devemos 
sempre procurar produtos com o selo de energia do PROCEL (figura a seguir). Eles atendem a 
um padrão mais alto de eficiência energética do que os requisitos federais mínimos.
Fique atento!
Figura 56 – Selo de energia PROCEL
Fonte: INMETRO, 2018.
Sobre o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL), acessando o site 
do Ministério das Minas e Energias. Dentro do programa, destaca-se o selo PROCEL para 
eletrodomésticos eficientes.
Saiba mais
131
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
8.1.2 Efeito estufa
O "efeito estufa" (Figura 57) é o aquecimento que acontece quando certos gases na atmosfera da Terra prendem 
o calor. Esses gases deixam entrar a luz, mas evitam que o calor escape, como as paredes de vidro de uma estufa. 
Como destacado por Rosa et al:
Gases, como o dióxido de carbono, o metano e o óxido de nitrogênio, interagem com parte da 
radiação solar, a transformam em calor e são responsáveis por manter a temperatura do planeta 
em uma faixa conveniente para abrigar a vida como conhecemos, tal propriedade é conhecida 
como efeito estufa (ROSA et al, 2012, p. 93).
Os cientistas sabem sobre o efeito estufa desde 1824, quando Joseph Fourier calculou que a Terra seria muito 
mais fria se não tivesse atmosfera. Esse efeito estufa é o que mantém o clima da Terra habitável. Sem isso, a 
superfície da Terra seria, em média, cerca de 60 graus Fahrenheit mais frio. Em 1895, o químico sueco Svante 
Arrhenius descobriu que os seres humanos poderiam aumentar o efeito estufa produzindo dióxido de carbono, 
um gás de efeito estufa. Ele deu início a 100 anos de pesquisa climática que nos entregou uma compreensão 
sofisticada do aquecimento global.
Figura 57 – Efeito estufa
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
De acordo com Rosa et al (2012), os níveis de gases de efeito estufa aumentaram e diminuíram ao longo da 
história da Terra, sempre dentro de uma margem de erro para mais ou para menos. Não obstante, em virtude da 
globalização, do desenvolvimento tecnológico e do aumento da população na Terra, percebe-se um aumento 
considerável da queima de combustíveis fósseis e outras emissões de gases, o que vem aumentando o efeito 
estufa e aquecendo a Terra além das margens de erro dos últimos anos.
A temperatura média global e as concentrações de dióxido de carbono (um dos principais gases do efeito estufa) 
flutuaram em um ciclo de centenas de milhares de anos à medida que a posição da Terra em relação ao sol variou. 
Como resultado, as eras glaciais surgiram e desapareceram.
132
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
Por que isso é uma preocupação?
De acordo com Rosa el al (2012), o rápido aumento dos gases de efeito estufa é um problema 
porque está mudando o clima mais rapidamente do que alguns seres vivos podem se adaptar. 
Além disso, um clima novo e mais imprevisível representa desafios únicos para toda a vida.
Fique atento!
O efeito estufa está diretamente relacionado ao aumento da temperatura na Terra, segundo Kohn: 
Alterações climáticas constituem um fato ambiental que decorre do chamado efeito estufa, o qual 
é um processo natural do planeta e que permite a existência dos seres vivos nas atuais condições 
de temperatura da Terra. O planeta emite CO2 e outros gases na atmosfera, que independem 
da existência das atividades humanas. Nesse processo, o efeito estufa garante a temperatura do 
planeta, a que todos os seus ecossistemas e comunidades vêm se adaptando ao longo de milhões 
de anos (KOHN, 2018, cap. 18.1).
Historicamente,o clima da Terra tem mudado regularmente entre as temperaturas que vemos hoje e as 
temperaturas frias o suficiente para que grandes camadas de gelo cubram grande parte da América do Norte 
e da Europa. A diferença entre as temperaturas globais médias hoje e durante essas eras glaciais é de apenas 
cerca de 5 graus Celsius (9 graus Fahrenheit), e essas oscilações acontecem lentamente, ao longo de centenas de 
milhares de anos (BRASIL, 2018).
Agora, com as concentrações de gases de efeito estufa subindo, as camadas de gelo restantes da Terra 
(como a Groenlândia e a Antártida) estão começando a derreter também. A água extra poderia aumentar 
significativamente o nível do mar. À medida que o mercúrio sobe, o clima pode mudar de formas inesperadas. 
Além do aumento do nível do mar, o clima pode se tornar mais extremo. Isso significa tempestades maiores e 
mais intensas, mais chuvas seguidas por secas mais longas e secas (um desafio para plantações), mudanças nos 
intervalos em que plantas e animais podem viver e perda de abastecimento de água que vem historicamente das 
geleiras.
O efeito estufa é o aquecimento da superfície da Terra e a baixa atmosfera causada por substâncias, como o 
dióxido de carbono e o vapor d’água, que deixam a energia do sol atingir o solo, mas impedem a passagem 
de energia da Terra de volta ao espaço. A energia emitida pelo sol ("radiação solar") está concentrada em uma 
região de curtos comprimentos de onda, incluindo a luz visível. Grande parte da radiação solar de onda curta viaja 
através da atmosfera da Terra até a superfície praticamente desimpedida. Parte da radiação solar é refletida de 
volta ao espaço pelas nuvens e pela superfície da Terra. Grande parte da radiação solar é absorvida na superfície 
da Terra, fazendo com que a superfície e as partes inferiores da atmosfera aqueçam.
A Terra aquecida emite radiação para cima, assim como um aquecedor residencial irradia energia. Na ausência 
de qualquer atmosfera, a radiação ascendente da Terra equilibraria a energia recebida do Sol a uma temperatura 
média da superfície de cerca de -18 °C, ou seja, 33 °C mais fria do que a temperatura média observada na superfície 
da Terra. A presença de gases "estufa" na atmosfera é responsável pela diferença de temperatura. A radiação 
de calor (infravermelho) emitida pela Terra é concentrada em comprimentos de onda longos e é fortemente 
absorvida pelos gases do efeito estufa na atmosfera, como vapor d'água, dióxido de carbono e metano. A 
absorção do calor faz com que a atmosfera aqueça e emita sua própria radiação infravermelha. A superfície da 
Terra e a atmosfera inferior aquecem até atingirem uma temperatura em que a radiação infravermelha emitida 
de volta ao espaço, mais a radiação solar diretamente refletida, equilibrem a energia absorvida proveniente do 
133
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
sol. Como resultado, a temperatura da superfície do globo fica em torno de 15 °C em média, ou seja, 33 °C mais 
quente do que se não houvesse atmosfera. Isso é chamado de efeito estufa natural.
Se quantidades extras de gases de efeito estufa forem adicionadas à atmosfera, como as 
atividades humanas, elas absorverão mais radiação infravermelha. A superfície da Terra e a 
atmosfera inferior aquecerão ainda mais até que um equilíbrio entre radiação de entrada e 
saída seja atingido novamente (a emissão de radiação infravermelha aumenta à medida que 
a temperatura do corpo emissor aumenta). Esse aquecimento extra é chamado de efeito 
estufa melhorado.
A magnitude do efeito estufa é influenciada por várias interações complexas no sistema terra-oceano-atmosfera 
que não estão incluídas na discussão acima. Por exemplo, à medida que a temperatura da superfície da Terra 
aumenta, mais vapor d'água é evaporado. Como o vapor d’água é um forte gás de efeito estufa, este é um 
feedback positivo que tenderá a ampliar o efeito de aquecimento (por exemplo) das emissões de dióxido de 
carbono. As nuvens tendem a resfriar a Terra, porque refletem a luz solar entrante e a aquecem, prendendo a 
radiação infravermelha de saída. O resultado líquido sobre o globo de nuvens é um resfriamento, mas ainda é 
incerto se esse resfriamento geral aumentará ou diminuirá à medida que as concentrações de gases de efeito 
estufa aumentarem. O calor é distribuído verticalmente na atmosfera por movimento, turbulência, evaporação e 
condensação do ar úmido, bem como pelos processos radiativos já discutidos.
8.1.3 Mudanças climáticas
A temperatura média da superfície do planeta subiu cerca de 0,6 graus Celsius desde o final do século XIX, uma 
mudança causada principalmente pelo aumento do dióxido de carbono e outras emissões produzidas pelo 
homem na atmosfera. De acordo com a National Aeronautics and Space Administration (NASA) (2018), a maior parte 
do aquecimento ocorreu nos últimos 35 anos, com os cinco anos mais quentes registrados desde 2010. Não 
somente 2016 foi o ano mais quente já registrado, mas oito dos 12 meses que compõem o ano - de janeiro a 
setembro, com exceção de junho -, foram os mais quentes registrados nos respectivos meses.
Os efeitos do clima em mudança também podem ser vistos na vegetação e nos animais terrestres (Figura 58). 
Estes incluem tempos de floração e frutificação anteriores para plantas e mudanças nos territórios (ou intervalos) 
ocupados pelos animais. Temperaturas e níveis de dióxido de carbono estão estabelecendo recordes e, em 
resposta, as plantas produzem mais pólen, que provoca coceiras nos olhos, coriza, gargantas raspadas, problemas 
respiratórios e outras doenças em pessoas com asma e alergias. Mais pessoas são alérgicas ao pólen de ervas do 
que a todos os outros pólens combinados.
134
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
Figura 58 – Efeito do clima na vegetação
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A mudança climática está alimentando não apenas a chuva intensa mais frequente, mas também tempestades 
que são de maior intensidade. Como resultado, edifícios danificados por esses eventos podem abrigar mais 
umidade e, portanto, mais crescimento de fungos. O aumento do nível do mar, da umidade e das inundações 
ribeirinhas e costeiras podem expor mais casas para moldar o crescimento e proliferação de doenças. 
O aumento das temperaturas em áreas secas está tornando as condições ainda mais severas, provocando 
perigosos incêndios florestais, e a escala de impactos potenciais é incerta. As mudanças podem causar escassez 
de água doce, trazer mudanças radicais nas condições de produção de alimentos e aumentar o número de mortes 
por inundações, tempestades, ondas de calor e secas. Isso ocorre porque a mudança climática deve aumentar 
a frequência de eventos climáticos extremos, embora seja complicado vincular qualquer evento isolado ao 
aquecimento global.
Os cientistas preveem mais chuvas no geral, mas dizem que o risco de seca nas áreas do interior durante os verões 
quentes aumentará. Mais inundações são esperadas de tempestades e aumento do nível do mar. No entanto, é 
provável que haja variações regionais muito fortes nesses padrões. É certo que os países mais pobres, menos 
preparados para lidar com mudanças rápidas, serão os que mais podem sofrer.
A ciência do clima demonstra que a humanidade vai enfrentar algum grau de mudança 
climática além do que já vem ocorrendo; será irreversível, é um processo. As análises 
apontam que se todas as emissões de gases de efeito estufa fossem paralisadas hoje, os 
gases presentes na atmosfera (que demoram em média um século para se dissipar) ainda 
aqueceriam a Terra no mínimo em mais 1 ºC até 2100, além dos 0,76 ºC que o planeta já 
ganhou desde a Revolução Industrial. Nesse sentido, a premência da Educação Ambiental 
diante desse cenário que se projeta tem de ser de mobilização e engajamento pela vida. 
Fonte: BRASIL, [201-?]a.
Saiba mais135
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
8.1.4 Acordos internacionais
A participação dos países em acordos internacionais pode variar de muito modesta a extensa. As ações a serem 
tomadas pelos países participantes podem ser diferenciadas em termos de quando tal ação é empreendida, 
quem toma a ação e qual será a ação. Os países que participam no mesmo nível de acordo teriam os mesmos 
(ou amplamente similares) tipos de compromissos. Decisões sobre como alocar os países por níveis podem ser 
baseadas em critérios quantitativos ou qualitativos formalizados, como população, economia, PIB, armamento, 
entre outros. Sob o princípio da soberania, os Estados podem escolher o nível no qual estão agrupados.
Um acordo pode ter participação estática ou pode mudar com o tempo. Nesse último caso, os Estados podem 
"graduar-se" de um nível de compromisso para outro. A graduação pode estar ligada à passagem de limites 
quantitativos para certos parâmetros (ou combinações de parâmetros) que foram predefinidos no acordo, tais 
como emissões, emissões acumuladas, PIB per capita, contribuição relativa ao aumento da temperatura ou outras 
medidas de desenvolvimento, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
A especificação de metas claras é um elemento importante de qualquer acordo climático, por exemplo. Ambos 
podem fornecer uma visão comum sobre a direção de curto prazo e oferecer uma certeza de longo prazo, exigida 
pelas empresas. O estabelecimento de metas também ajuda a estruturar compromissos e instituições, fornece 
um incentivo para estimular ações e ajuda a estabelecer critérios para medir o sucesso na implementação de 
medidas.
A escolha da ambição de longo prazo influencia significativamente a necessária ação de curto prazo e, portanto, 
o desenho do regime internacional. Os custos de redução dependem do objetivo, variam de acordo com a região 
e dependem da alocação de permissões de emissão entre as regiões e do nível de participação.
Opções para o desenho de regimes internacionais podem incorporar metas para curto, médio e longo prazo. Uma 
opção é definir uma meta para as concentrações do efeito estufa de longo prazo ou uma meta de estabilização 
de temperatura. Tal meta pode ser baseada em impactos físicos a serem evitados ou, conceitualmente, com base 
nos danos monetários e não monetários a serem evitados. Uma alternativa para concordar com a concentração 
específica de CO₂ ou níveis de temperatura é um acordo sobre ações específicas de longo prazo, como uma meta 
de pesquisa e desenvolvimento e difusão de tecnologia.
Outra opção seria adotar uma "estratégia de hedge", definida como uma meta de curto prazo para as emissões 
globais, a partir da qual ainda é possível alcançar uma série de metas desejáveis de longo prazo. Uma vez alcançada 
a meta de curto prazo, as decisões sobre os próximos passos podem ser tomadas à luz de novos conhecimentos 
e diminuição dos níveis de incerteza.
Abordagens internacionais baseadas no mercado, por exemplo, podem oferecer um meio econômico de lidar com 
a mudança climática caso incorporem uma ampla cobertura de países e setores. Embora as ações e compromisso 
de desenvolvimento limpo ou sustentável estejam se desenvolvendo rapidamente, os fluxos financeiros totais 
para transferência de tecnologia têm sido limitados até o momento. Governos, organizações multilaterais e 
empresas privadas estabeleceram valores em fundos de carbono para projetos de redução de carbono. 
O elemento-chave de um acordo de mudança climática bem-sucedido será, então, sua capacidade de estimular o 
desenvolvimento e a transferência de tecnologia, sem a qual pode ser difícil alcançar reduções de emissões em uma 
escala significativa. A transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento depende principalmente de 
investimentos. Criar condições favoráveis para investimentos e aceitação tecnológica e acordos internacionais de 
tecnologia são importantes. Um mecanismo para a transferência de tecnologia é estabelecer formas inovadoras 
de mobilizar investimentos para cobrir o custo incremental de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. 
Acordos internacionais sobre tecnologia poderiam fortalecer a infraestrutura do conhecimento.
136
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
Políticas e medidas coordenadas podem ser uma alternativa ou complementar as metas acordadas 
internacionalmente para redução de emissões. Várias políticas foram discutidas na literatura que atingiriam esse 
objetivo, incluindo impostos (como impostos sobre carbono ou energia), coordenação/liberalização comercial, 
políticas e políticas setoriais que modificam o investimento estrangeiro direto. Em uma delas, todas as nações 
participantes - industrializadas e em desenvolvimento - tributariam o uso doméstico de carbono (pegada de 
carbono é uma metodologia criada para medir as emissões de gases estufa) a uma taxa comum, conseguindo, 
assim, uma relação entre custo e eficácia. Outros observam que, embora um preço de carbono igual entre países 
seja economicamente eficiente, pode não ser politicamente viável no contexto de distorções fiscais existentes.
A atuação do Ministério do Meio Ambiente na área internacional tem se caracterizado pelo 
fortalecimento das iniciativas brasileiras nas negociações internacionais, buscando conciliar 
as posições do país nos diversos foros multilaterais, regionais e bilaterais com as diretrizes 
da política ambiental brasileira. De igual maneira, buscou-se, nesse período, fortalecer o 
processo de implementação, no nível nacional, do grande número de acordos e tratados 
internacionais na área ambiental ratificados pelo país. O Ministério vem participando 
ativamente das reuniões internacionais relativas a todos os instrumentos internacionais de 
que o país é signatário, inclusive com a presença de seus mais altos dirigentes na maior parte 
delas.
Fonte: BRASIL, [201-?]b.
Saiba mais
8.1.5 Perspectivas de futuro
Ao longo do século XXI, espera-se que muitos impactos ocorram nos sistemas naturais. Por exemplo, as mudanças 
na precipitação e o derretimento do gelo e da neve devem aumentar os riscos de inundação em algumas áreas e 
causar secas em outras. Se houver aquecimento significativo, a capacidade de adaptação dos ecossistemas será 
excedida, com consequências negativas, como o aumento do risco de extinção de espécies.
As pessoas mais vulneráveis são, em geral, os pobres, que têm menos capacidade de adaptação, uma vez que 
seus meios de subsistência dependem frequentemente de recursos que estão ligados ao clima. Isso pode ser 
observado, por exemplo, no continente africano, em regiões da Floresta Amazônica e em áreas costeiras não 
providas de recursos naturais. Com o advento da globalização, a aproximação das economias e o desenvolvimento 
da logística global, os impactos futuros, embora possam ser negativos, pelo esgotamento dos recursos naturais, 
podem trazer efeitos positivos, como o aumento da produtividade agrícola e da indústria do turismo.
Os impactos dependerão da magnitude do aumento de temperatura. Por exemplo, algumas culturas em latitudes 
médias a altas terão maior produtividade se a temperatura local aumentar em 1-3 °C, mas serão afetadas 
negativamente além disso. Se temperaturas mais altas persistirem após o século XXI, isso poderá resultar em 
impactos muito grandes. Por exemplo, o grande aumento do nível do mar que resultaria no derretimento dos 
lençóis de gelo da Groenlândia e da Antártida teria grandes repercussões nas áreas costeiras. O custo associado 
com os efeitos da mudança climática é projetado para aumentar ao longo do tempo com o aumento das 
temperaturas.
137
Sustentabilidade e Meio Ambiente | Unidade 8 - Globalização Ambiental
Espera-se que um aumento previsto na severidade e frequência de secas, ondas de calor e outros eventos 
climáticosextremos cause grandes impactos ao longo deste século.
No entanto, frente aos enormes desafios que temos em relação aos problemas causados ao meio ambiente, a 
ciência, a tecnologia e o poder computacional são certamente críticos para moldar nosso futuro, mas podemos 
imaginar que eles podem nos libertar da necessidade de salvaguardar nosso ambiente, proteger as espécies, 
purificar nosso ar e nossos oceanos, para manter nossa terra fértil e assegurar que possamos renovar nossos 
recursos naturais.
Síntese da unidade
Nesta unidade, você viu que o termo globalização é mais frequentemente usado em referência à criação de 
uma economia global integrada, marcada pelo livre comércio, pelo livre fluxo de capital e pelo uso corporativo 
dos mercados de trabalho estrangeiros para maximizar os retornos. No entanto, o termo pode ser usado de 
forma mais ampla, aplicando-o ao movimento de pessoas, conhecimento e tecnologia por meio das fronteiras 
internacionais. Alguns também o aplicam ao livre fluxo do discurso cultural, ambiental e político. A globalização 
tem seus proponentes e seus críticos, hoje e no passado. Analisar o impacto da globalização é uma proposta 
complexa, uma vez que os resultados específicos da globalização são frequentemente vistos como positivos 
pelos proponentes, e negativos, pelos críticos. 
A globalização traz benefícios e riscos, que devem ser gerenciados. Mercados econômicos globais mais fortemente 
integrados, por exemplo, carregam maiores potenciais para recessões globais se os países não forem capazes de 
trabalharem juntos para implementar políticas econômicas efetivas que reduzam esse risco. No entanto, o futuro 
da globalização é desconhecido e o ritmo acelerado da globalização no início do século XXI pode estar sendo 
retardado ou mesmo revertido por níveis potencialmente crescentes de protecionismo em vários países. É o que 
se chama desglobalização.
Você observou, também, como os impactos do aquecimento global estão sendo sentidos em todo o mundo. 
Ondas de calor extremas causaram dezenas de milhares de mortes no planeta nos últimos anos, além de 
impactarem drasticamente o meio ambiente. Viu, ainda, que o efeito estufa é o aquecimento que acontece 
quando certos gases na atmosfera da Terra prendem o calor. Esses gases deixam entrar a luz, mas evitam que o 
calor escape, como as paredes de vidro de uma estufa. O efeito estufa é o aquecimento da superfície da Terra e a 
baixa atmosfera causada por substâncias, como o dióxido de carbono e o vapor d’água, que deixam a energia do 
sol atingir o solo, mas impedem a passagem de energia da Terra de volta ao espaço.
Por fim, você compreendeu que as mudanças climáticas, efeito imediato às ações do homem sobre o meio 
ambiente, têm causado sérios danos à agricultura, à pesca e a outras atividades produtivas. Frente aos enormes 
desafios que se têm em relação aos problemas causados ao meio ambiente, a ciência, a tecnologia e o poder 
computacional são certamente críticos para moldar nosso futuro.
138
Considerações finais
A globalização pode trazer efeitos positivos e negativos para a humanidade. 
Embora o crescimento econômico e a inserção de tecnologia possam ter 
contribuído para o efeito estufa e as mudanças climáticas na Terra, ao 
mesmo tempo, podem trazer benefícios, como a melhoria da qualidade 
de vida, principalmente em países mais pobres, isolados de outros países 
e fora de acordos internacionais. Por meio dos estudos sobre efeito 
estufa e aquecimento global, você verificou que os impactos negativos 
no meio ambiente são visíveis, como derretimento das calotas polares e 
alterações de temperatura, prejudicando a agricultura e levando prejuízo 
para a produtividade das empresas como um todo. Está em nossas mãos 
a possibilidade de mudanças e preservação do meio ambiente.
139
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TOWNSEND, C. R.; BEGON, M.; HARPER, J. L. Fundamentos em ecologia. 
Tradução de Leandro da Silva Duarte. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
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