Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Gestão
Ambiental
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco
Diretor Geral 
Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino e Pós-graduação
Daniel de Lima
Diretor Administrativo 
Eduardo Santini
Coordenador NEAD - Núcleo
de Educação a Distância
Jorge Van Dal
Coordenador do Núcleo de Pesquisa
Victor Biazon
Secretário Acadêmico
Tiago Pereira da Silva
Projeto Gráfico e Editoração
André Dudatt
Revisão Textual
Kauê Berto
Web Designer
Thiago Azenha
UNIFATECIE Unidade 1
Rua Getúlio Vargas, 333,
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 2
Rua Candido Berthier
Fortes, 2177, Centro
Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 3
Rua Pernambuco, 1.169,
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 4
BR-376 , km 102, 
Saída para Nova Londrina
Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
www.fatecie.edu.br
As imagens utilizadas neste 
livro foram obtidas a partir
do site ShutterStock
FICHA CATALOGRÁFICA
FACULDADE DE TECNOLOGIA E 
CIÊNCIAS DO NORTE DO PARANÁ. 
Núcleo de Educação a Distância;
MATARUCO, Sônia Maria Crivelli.
Gestão Ambiental.
Sônia Maria Crivelli Mataruco.
Paranavaí - PR.: Fatecie, 2020. 145 p.
Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária
Zineide Pereira dos Santos.
AUTOR
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco 
Lattes: CV: http://lattes.cnpq.br/0836891204233076
●	 Mestre na área de Educação pela Unespar Campus de Paranavaí 
●	 Graduação	 em	 Licenciatura	 em	 Matemática	 na	 Universidade	 Filadélfia	 de	
Londrina	-	Unifil;	(2015)
●	 Graduação em Tecnologia em Gestão Ambiental pela Faculdade de Tecnologia 
e Ciências do Norte do Paraná - Fatecie (2009). 
●	 Graduada em bacharelado Administração pela Faculdade Estadual de Educa-
ção Ciências e Letras de Paranavaí (1992); 
●	 Graduação em Licenciatura em Pedagogia pela Fatecie – Faculdade de Tecno-
logia e Ciências do Norte do Paraná – (2020)
●	 Pós- graduada em Marketing e Gestão de pessoas pela Faculdade Estadual de 
Educação Ciências e Letras de Paranavaí; 
●	 Pós- graduada em Psicopedagogia institucional pela Faculdade de Tecnologia e 
Ciências do Norte do Paraná - Fatecie; (2015)
●	 Pós-	graduada	em	auditoria	e	certificação	ambiental	pela	Faculdade	de	Tecno-
logia e Ciências do Norte do Paraná - Fatecie; (2018)
●	 Pós- graduada em Saneamento Ambiental pela UENP – Universidade Estadual 
Norte do Paraná.(2019).
Ampla experiência como gestora ambiental da Companhia de Saneamento do 
Paraná - Sanepar e professora universitária atuando nos seguintes temas: gerenciamento 
ambiental, recursos hídricos e hidrología, sustentabilidade ambiental, responsabilidade so-
cioambiental, poluição e resíduos, gestão de águas, saneamento ambiental, agronegócio, 
gestão ambiental, Educação ambiental, gestão de negócios ambientais, fundamentos de 
marketing e administração de materiais e patrimônio, Tópicos especiais de Administração; 
Agroecologia e Gestão Ambiental e metodologia de pesquisa. 
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Caro aluno (a) seja muito bem-vindo (a) a leitura do livro que utilizaremos na disci-
plina Gestão Ambiental.
Este livro foi carinhosamente planejado para que você possa ter conhecimento 
geral dos principais assuntos relacionados à gestão ambiental; a pressão da legislação; a 
norma	ISO	14001	que	se	configura	como	uma	ferramenta	importante	para	implementação	
e avaliação de um Sistema de Gestão Ambiental; conceito do PDCA e Melhoria Contínua. 
Este conteúdo servirá de base para compreensão dos temas abordados, com o objetivo de 
levá-lo a ter consciência dos problemas ambientais e perceber que antes de qualquer ação, 
é preciso pensar na sustentabilidade para o futuro das gerações atuais e futuras. 
Para facilitar os estudos dividimos este material em quatro capítulos de acordo 
com os temas e suas relações entre si. A disciplina “Gestão Ambiental” apresenta assuntos 
ligados ao meio ambiente, e a necessidade de implantação de ferramentas gerenciais que 
conduzam a utilização dos recursos de forma sustentável.
 Desta forma no primeiro capítulo falaremos como ocorrem as inter-relações no 
ecossistema, a questão ambiental, conceitos fundamentais relativos ao meio ambiente, as 
Influências	dos	padrões	de	consumo	e	de	produção	sobre	o	meio;	as		consequências	das	
agressões ambientais sobre a saúde pública; saneamento e desenvolvimento sustentável. 
No segundo capítulo, abordaremos a importância dos recursos ambientais e natu-
rais,	conceituando-os	e	classificando-os.	Será	tratado	sobre	a	teoria	dos	recursos	naturais	
exauríveis e renováveis. Demonstraremos a importância do levantamento dos aspectos e 
impactos ambientais, os procedimentos para uma avaliação e aplicação de metodologias 
de impactos ambientais. Os princípios do poluidor-pagador; a importância da análise de 
custo-benefício. Citaremos os métodos utilizados para valoração econômica ambiental e 
como	se	dá	o	controle	da	qualidade	ambiental	das	águas;	ar	e	solo	e	finalizaremos	com	
os	tópicos	relacionados	à	certificados	negociáveis	de	poluição	e		instrumentos	de	gestão	e	
educação ambiental. 
No terceiro capítulo, abordaremos a tão falada sustentabilidade e sua relação com 
o desenvolvimento. Enfatizaremos a diferença entre desenvolvimento e crescimento, con-
ceituando-os e mostrando o papel da sociedade, do governo e das empresas, na busca por 
um mundo mais sustentável em todas as suas dimensões: ambiental, social e econômico. 
Conceituaremos	ecoeficiência	e	mostraremos	a	importância	do	estabelecimento	de	indica-
dores que sejam capazes de mensurar o grau de sustentabilidade do processo produtivo. E 
dentro do quesito política ambiental, sua importância e os instrumentos que a compõem. As 
relações de comércio internacional, responsabilidade social corporativa, determinantes do 
investimento ambiental. Para encerrar trará a rotulagem ambiental, mostrando seus objeti-
vos	e	princípios	de	mercado	verdes;	selo	verde	e	finalizaremos	com	a	legislação	ambiental	
demonstrando os princípios gerais do direito ambiental e a constitucionalidade do direito 
ambiental. 
No quarto capítulo será o momento de abordarmos a gestão ambiental, trazendo 
conceitos e aspectos gerais, bem como as razões que levam as empresas a adotá-la como 
prática ambiental. Será abordado as normas ambientais NBR ISO 14000. O sistema de 
gestão ambiental (SGA); a importância de suas práticas em relação à gestão ambiental 
e	os	benefícios	e	as	dificuldades	ISO	14001.	 	Será	explanada	a	 implantação	do	SGA,	e	
as etapas necessárias para implantá-lo. Conceituaremos o licenciamento e os tipos de 
licenças ambientais e quais os procedimentos para obtenção de licença. 
Assim a partir dos estudos destas aulas que possamos ter subsídios para ser ges-
tores capazes de cuidar do meio ambiente, utilizando mecanismos que permitam proteção 
ambiental assegurando a qualidade de vida das pessoas e principalmente a conservação 
dos recursos hídricos do solo e da biodiversidade, garantindo o desenvolvimento sustentá-
vel e a melhoria das condições de vida da sociedade, entendendo que é da natureza que 
retiramos nossos alimentos e garantimos nossa sobrevivência. Mostrando que é possível 
desenvolver de forma sustentável.
Bom estudo e que a partir dessa leitura você possa ser uma agente em defesa 
do meio ambiente.
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco 
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 7
Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
UNIDADE II ................................................................................................... 34
Economia Ambiental, Controle da Qualidade
UNIDADE III .................................................................................................. 62
Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável 
UNIDADE IV .................................................................................................. 96
Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
7
Plano deEstudo:
●	 Os ecossistemas e a questão ambiental; 
●	 Influência	do	padrão	de	consumo	e	de	produção	sobre	o	meio;
●	 Consequências das agressões ambientais sobre a saúde pública;
●	 Saneamento e desenvolvimento sustentável
●	 Ecologia humana - Conceitos fundamentais relativos ao meio ambiente
●	 Ecossistemas de áreas preservadas, rurais, urbanas, costeiras e seus problemas ambientais.
Objetivos da Aprendizagem:
●	 Entender os ecossistemas e a questão ambiental; 
●	 Conhecer	as	Influências	do	padrão	de	consumo	e	de	produção	sobre	o	meio;
●	 Saber a consequências das agressões ambientais sobre a saúde pública;
●	 Conhecer sobre saneamento e desenvolvimento sustentável
●	 Saber sobre ecologia humana - Conceitos fundamentais relativos ao meio ambiente;
●	 Conhecer os ecossistemas de áreas preservadas, rurais, urbanas, costeiras e 
seus problemas ambientais.
UNIDADE I
Interação Homem, Meio Ambiente e 
Ecologia
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco
8UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
INTRODUÇÃO
Esta é a nossa primeira aula e trataremos de temas de grande relevância para 
a manutenção do equilíbrio ambiental. Assim abordaremos os ecossistemas ou sistemas 
ecológicos, a importância das relações entre o homem e meio ambiente, que quando em 
sintonia proporciona saúde a todos os seres vivos. 
A natureza nos traz sabedoria, e através dos seus exemplos ensina ao homem 
como deve proceder para estabelecer uma relação harmoniosa e saudável com o meio 
onde vive.
É de entendimento de todos que o homem necessita da natureza, para extrair os 
recursos naturais para o desenvolvimento das suas atividades, entretanto na maioria das 
vezes utiliza-se de técnicas de manejo inadequadas, não preservando ou não promovendo 
meios para que haja reposição destes recursos de forma que possa suprir à atual e a futura 
geração.
Diante dessa preocupação com o meio ambiente e com os impactos da ação do 
homem na natureza, os estudos elaborados têm apontado que as consequências das 
extinções prematuras de espécies, causadas pelo homem, incidem diretamente sobre seus 
habitats e também sobre a qualidade de vida das populações.
Assim, o conhecimento das inter-relações entre os organismos existentes é fator 
primordial para a boa relação homem-natureza.
Quando a sociedade analisa os problemas ambientais existentes, e busca conhecer 
a forma como os organismos se relacionam entre si, dá um grande passo que conduz ao 
desenvolvimento sustentável, pois os organismos da Terra não vivem isolados, interagem 
uns com os outros e com o meio ambiente.
9UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
1. OS ECOSSISTEMAS E A QUESTÃO AMBIENTAL
Preservar o meio ambiente é fundamental para manter a saúde do planeta e de 
todos os seres vivos que moram nele. Os seres humanos só conseguem sobreviver graças 
à	natureza.	Afinal,	usamos	os	animais	e	plantas	para	nos	alimentar,	água	para	beber	e	
tomar banho, e muitos outros recursos que nem sequer percebemos. (BEGON, 2007)
O termo ecossistema foi proposto pela primeira vez pelo ecólogo inglês Sir Arthur 
G. Tansley em 1935 e podemos conceituá-lo como sendo a unidade funcional básica, com-
posta pelos componentes bióticos e abióticos. (ODUM e BARRET, 2007, p. 18).
Um ecossistema ou sistema ecológico possui dimensões variadas, sendo classi-
ficado	em	terrestre	ou	aquático.	O	primeiro	 tipo	diz	respeito	a	 todos	os	biomas	da	terra,	
enquanto o ecossistema aquático é formado pelos oceanos, mares, rios lagos, lagoas, ge-
leiras e recursos hídricos subterrâneos. De modo geral, os ecossistemas aquáticos podem 
ser divididos entre marinho e de água doce. (BEGON, 2007)
Os ecossistemas aquáticos são essenciais para a preservação da biodiversidade 
marinha e para a sobrevivência humana. Isso porque além das milhões de espécies de 
animais, vegetais e microrganismos que dependem dos ecossistemas marinhos para so-
breviver é justamente deste ecossistema que retiramos um recurso indispensável para a 
vida humana: a “água”. (BEGON, 2007)
	O	ecossistema	terrestre	pode	ser	constituído	por	uma	floresta	inteira,	num	espaço	
grande que se chama de “macro-ecossistema”, ou por uma planta a exemplo das bromélias, 
10UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
ou seja, espaço pequeno chamado “micro-ecossistema”. Isso porque da mesma forma que 
um	grande	ecossistema	possui	todos	os	fenômenos	e	fatores	que	delimitam	e	definem	o	
ambiente dos seres vivos, no pequeno ecossistema acontece o mesmo. (BEGON, 2007)
Portanto, qualquer ambiente onde há a interação entre o meio físico (natureza solar, 
luminosidade, temperatura, pressão, água, umidade do ar, salinidade) e os seres vivos se 
constituem num ecossistema, seja ele terrestre ou aquático grande ou pequeno.
Já a ecologia é a ciência que estuda as relações entre os seres vivos e os meios 
onde	vivem.	A	palavra	deriva	do	grego	oikos,	que	significa	lugar	onde	se	vive,	ou	seja,	meio	
ambiente. 
Desta forma, para melhor compreensão do mundo vivo, são usados os níveis de 
organização. A ecologia moderna usa como base de estudo os ecossistemas, mas estuda 
também os organismos.
Segundo MAYR (1998) os Níveis de organização da vida em um ecossistema são:
A continuidade é a interação de todos os ecossistemas da Terra formando a 
biosfera, que é na verdade um grande ecossistema;
O sistema aberto é	aquele	que	se	mantém	pelo	fluxo	contínuo	de	energia;
 A homeostase é o estado de equilíbrio dinâmico de todo ecossistema, pela sua 
autorregulação;
Espécie: organismos com características genéticas semelhantes. Com isso, 
o cruzamento de indivíduos da mesma espécie geram descendentes férteis. Exemplos: 
caranguejos, ursos, pau-brasil, etc;
População: termo que designa o conjunto de organismos da mesma espécie. 
Inicialmente usado para grupos humanos, depois ampliados para qualquer organismo. 
Exemplo: grupo de peixes-palhaço;
Comunidade: conjunto das populações que vivem numa mesma região. Também 
chamado de «Comunidade Biológica», «Biocenose» ou «Biótopo». Exemplo: aves, insetos 
e plantas de uma região;
Biocenose: são as diversas espécies que vivem em determinado local e interagem 
entre si;
Biótopo: corresponde a uma parte do habitat. É uma área com condições 
ambientais	específicas	que	permitem	a	vida	de	determinadas	espécies.	Exemplo:	trecho	de	
uma	floresta	ou	de	uma	lagoa;
11UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
Ecossistema: conjunto de comunidades que interagem entre si e com o ambiente. 
Formado pela interação de biocenoses e biótopos. Exemplos: pode ser uma lagoa, uma 
floresta	ou	até	um	aquário;
Bioma: reunião de ecossistemas com características próprias de diversidade 
biológica e condições ambientais. Exemplos: a Mata Atlântica, o Cerrado e a Amazônia são 
alguns dos biomas brasileiros;
Biosfera: conjunto de todos os ecossistemas das diferentes regiões do planeta. É 
a reunião de toda a biodiversidade existente na Terra.
Para Begon, (2007) na sucessão ecológica, há o processo de adaptação das 
espécies com o meio físico. O processo de sucessão pode levar anos para a comunidade 
se estabelecer e atingir o grau máximo de desenvolvimento chamado CLÍMAX, ou seja, 
este	é	o	ponto	máximo	da	sucessão,	o	estágio	final
Nesse contexto existem interações entre as comunidades bióticas que compõem 
um ecossistema são chamadas de “Interações Biológicas” ou “Relações Ecológicas” e 
determinam relações dos seres vivos entre si e o meio em que habitam para sobreviverem 
e se reproduzirem. (MAYR, 1998)
Esta comunidade, formada por todos os indivíduos que fazem parte de um 
determinado ecossistema, possui diversas formas de interações entre os seres que a 
constituem, geralmente relacionadas à obtenção de alimento, abrigo, proteção, reprodução, 
etc.
Para	MAYR	(1998)	as	relações	ecológicas	podem	ser	classificadas	segundo	o	nível	
de interdependência:
●	 Intraespecíficas ou Homotípicas: para seres da mesma espécie.
●	 Interespecíficasou Heterotípicas: para seres de espécies diferentes.
E segundo os benefícios ou prejuízos que apresentam:
●	 Relações Harmônicas: quando a resultada da associação entre as espécies 
é positiva, na	qual	um	ou	ambos	são	beneficiados	sem	o	prejuízo	de	nenhum	
deles.
●	 Relações Desarmônicas: quando o resultado desta relação for negativo, ou 
seja, se houver prejuízos para uma ou ambas as espécies envolvidas.
Ao deixar de observar essas relações podemos extinguir espécies ou deixá-las 
em vias de extinção, interfere-se na cadeia alimentar, afetando as predadoras daquelas, 
que	passarão	a	ter	dificuldades	para	arranjar	alimentos,	bem	com	as	suas	presas	naturais,	
que terão desenvolvimento desenfreado. Isso constitui um ciclo vicioso de desequilíbrio 
https://www.todamateria.com.br/ecossistema/
https://www.todamateria.com.br/biosfera/
12UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
ambiental	que	chegará	às	espécies	da	flora,	que	 também	sofrerão	com	o	desequilíbrio,	
tanto de predadores naturais quanto de espécies polinizadoras. (MAYR, 1998)
Preservar os animais, portanto, não é só uma questão ecológica e cultural. A inter-
ferência da destruição e extinção prematura de espécies da fauna incide diretamente na 
vegetação e, por consequência, em todo o bioma, afetando também os rios e cursos d’água 
e a qualidade do ar, além das populações que estão economicamente ligadas à pesca, à 
caça ou ao extrativismo. Antunes (2002) 
Conhecer e compreender as inter-relações existentes entre os inúmeros seres 
vivos existentes na terra é fundamental para a sobrevivência e desenvolvimento da espécie 
humana. 
As relações ecológicas se particularizam pela forma de interação que os seres 
vivos mantêm entre si, sendo categorizadas de acordo com os benefícios e/ou prejuízos 
que trazem aos organismos. A espécie humana construiu desde sua origem, uma relação 
ímpar com a natureza para suprir suas necessidades. Essa convivência necessita ser 
harmoniosa e organizada.
Antunes (2002) diz que a história tem demonstrado que o homem consegue, 
durante um período, viver isolado, mas não durante toda a sua existência, pois o homem 
é, por sua natureza, animal social e político, vivendo em multidão, ainda mais que todos os 
outros animais, o que se evidencia pela natural necessidade. Portanto, é na sociedade que 
o homem encontra condições favoráveis para o seu desenvolvimento.
Os organismos estabelecem relações mútuas entre si e com o ambiente físico, 
baseado nas interações que ocorrem no mundo natural. 
O entendimento dos diferentes fenômenos que englobam essas relações e 
interações entre seres vivos (incluindo o homem) e os componentes abióticos é 
amplamente discutido à luz de teorias ecológicas. O ambiente é alterado, físico 
e químicamente, pela maneira como os indivíduos realizam suas atividades. 
Também	 as	 interações	 entre	 organismos,	 têm	 influência	 na	 vida	 de	 outros	
seres, da mesma espécie e de espécies diferentes. (BEGON, 2007, p. 223).
Na natureza os seres vivos mantêm entre si vários tipos de interações ecológicas 
que podem ser consideradas como sendo harmônicas ou positivas e desarmônicas ou 
negativas. 
As interações harmônicas ou positivas são aquelas onde não há prejuízo para as 
espécies participantes e vantagem para, pelo menos, uma delas.
As interações desarmônicas ou negativas são aquelas onde pelo menos uma das 
espécies participantes é prejudicada, podendo existir benefício para uma delas.
13UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
Com	a	exploração	de	determinado	conjunto	de	 recursos,	 cada	espécie	define	o	
seu nicho ecológico, também entendido como o papel desempenhado por esta espécie no 
ecossistema. 
Se não existissem competidores, predadores e parasitas em seu ambiente, uma 
espécie seria capaz de viver sob maior amplitude de condições ambientais (seu nicho fun-
damental) do que faria na presença de outras espécies que a afetam negativamente (seu 
nicho	realizado).	Por	outro	lado,	a	presença	de	espécies	benéficas	pode	aumentar	a	gama	
de condições em que uma espécie consegue sobreviver.
Dentro de cada um dos tipos de interações mencionados acima, ainda podemos 
classificá-las	em	interações	intraespecíficas	e	interespecíficas,	conforme	ocorre	entre	indi-
víduos da mesma espécie ou entre espécies diferentes respectivamente, conforme tabela 
abaixo que mostra os principais tipos de interações ecológicas possíveis de ocorrer entre 
organismos de duas espécies.
Essas relações ecológicas são muito importantes, pois garantem a sobrevivência 
dos diferentes seres vivos e ajudam no combate da densidade populacional, de modo que 
favorecem o equilíbrio ecológico.
Para Leripio (2001), ecossistema é o conjunto formado pelo meio ambiente, pelos 
seres que aí vivem e pela dependência recíproca. É a unidade fundamental da ecologia. 
São	exemplos	de	ecossistemas:	uma	floresta,	uma	lagoa,	uma	campina,	um	aquário,	etc.
Quando não se consegue repor os recursos, ou quando sua reposição é menor que 
o	consumo	considera-se	que	este	recurso	é	limitado.	A	abundância	ou	escassez	influencia	
a distribuição das espécies e no desenvolvimento de uma sociedade. Por exemplo, uma 
pequena quantidade de água doce em um determinado ambiente poderá limitar o interesse 
de investimentos na área.
QUADRO 01: RESUMO - PRINCIPAIS TIPOS DE INTERAÇÕES ECOLÓGICAS
RELAÇÕES INTERAÇÕES HARMÔNICAS INTERAÇÕES DESARMÔNICAS
Intra	Específica Colônia (+)
Sociedade (+)
Competição.
Principais tipos de intera-
ções ecológicas entre os 
seres vivos (-)
Inter	Específica Mutualismo (+ +)
Cooperação (+ +)
Competição (- -)
Parasitismo (+ -)
Comensalismo (+0)
Inquilismo (+0)
Epifitismo	(+	0)
Predatismo (+ -)
Amensalismo (+ -)
14UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
Essa	relação	de	escassez	e/ou	abundância	nos	 leva	a	refletir	sobre	como	se	dá	
o equilíbrio ecológico que consiste na relação entre os organismos vivos entre si com o 
ecossistema, assegurando a sobrevivência das espécies, bem como a preservação dos 
recursos naturais. 
A sociedade que apresentar um ecossistema perturbado e não buscar um equilíbrio 
ecológico receberá cedo ou tarde resposta pelos seus atos, pois é importante ressaltar que 
a espécie humana não é só a que mais contribui para esse desequilíbrio, mas também, é a 
mais atingida pelas alterações ambientais. 
Vale lembrar que o ecossistema com sua capacidade de resiliência tende a reverter 
naturalmente um quadro de desequilíbrio, no entanto, nem sempre isso é possível, ou o 
tempo necessário para que o equilíbrio ecológico seja estabelecido novamente é muito 
grande, o que pode causar outras alterações ainda mais graves, pois para se garantir 
equilíbrio ambiental, basta proteger o ecossistema. 
Os ecossistemas são sistemas equilibrados e cada espécie viva tem o seu papel no 
funcionamento do ecossistema que pertence.
Para Leripio (2001) a existência da cobertura vegetal e diversidade genética da 
flora	local,	depende	diretamente	da	ação	de	alguns	integrantes	da	Fauna	Silvestre,	tendo	
os insetos voadores e pássaros como maiores protagonistas dessas ações, pois com suas 
estratégias	de	obtenção	de	alimento	em	busca	do	néctar	das	flores,	procede	a	polinização,	
carregando involuntariamente os grãos de pólen em seus corpos e permitindo que esses 
grãos	fecundem	flores	de	outras	árvores	da	mesma	espécie	em	áreas	diferentes.	
O autor citado complementa que as aves e mamíferos frugívoros são considerados 
os “plantadores da mata”, pois se alimentam dos frutos nativos e procede a dispersão 
das sementes pelas fezes em todas as áreas de sua existência. O controle populacional 
é outra importante função dos animais silvestres na natureza, pois eles integram uma 
cadeia	 alimentar	 bem	 organizada,	 onde	 os	 consumidores	 primários	 dependem	 da	 flora	
em equilíbrio para sobreviverem pois são animais herbívoros e servem de alimento para 
os consumidores secundários (algumas espécies de serpentes, corujase mamíferos 
carnívoros de médio porte) que por sua vez são predados pelos consumidores terciários 
ou os chamados “animais topo de cadeia” representados pelas aves de rapina, répteis e 
mamíferos carnívoros de grande porte. (LERIPIO, 2001).
15UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
2. INFLUÊNCIAS DO PADRÃO DE CONSUMO E DE PRODUÇÃO SOBRE O MEIO 
A relação entre consumismo e degradação ambiental, embora pareça naturalmente 
interdependente,	carece	de	identificação	e	explicitação	mais	acentuada	dos	seus	elementos	
de causa e efeito e os padrões de consumo atuais representam um problema por causa 
de dois traços aparentemente contraditórios – superconsumo (over-consumption) e 
subconsumo (underconsumption), onde o consumo mundial tem crescido dramaticamente. 
Em	contradição	ao	mesmo	tempo,	milhões	de	pessoas	não	estão	consumindo	o	suficiente	
para saciar suas necessidades básicas. As duas tendências geram enorme estresse ao 
meio ambiente global. (CAMARGO, 1992, p.11)
Ainda	o	autor	afirma	que	“quanto	maior	o	poder	aquisitivo	da	remuneração	devida	
aos agentes econômicos, maior a possibilidade de consumir”. (CAMARGO, 1992, p. 11/12)
Essa	situação	nos	leva	à	reflexão	sobre	qual	é	o	impacto	dos	padrões	atuais	de	
consumo e produção sobre o meio ambiente. A resposta é simples: eles estão esgotando 
os recursos não-renováveis, gerando poluição e resíduos que excedem a capacidade 
de suporte do planeta de absorver e convertê-los, e contribuindo para a deterioração de 
recursos	renováveis	tais	como	água,	solo	e	florestas.	Energia,	água	e	matérias	primas	são	
requeridas para fazer os produtos que os consumidores demandam. Solo e ecossistemas 
são perturbados para extrair recursos e converter terra para uso produtivo. A produção, uso e 
eliminação de produtos contribuem com poluição e lixo para o meio ambiente. (CAMARGO, 
1992, p.12)
16UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em 1998, no contexto global de consumo 
e produção sustentável, cita que o WWF desenvolveu um index de “Pressões do Consumo” 
tentando mensurar o fardo posto nos ecossistemas naturais pela atividade humana. 
O Index listou seis categorias de dados de 152 países para calcular a pressão 
do consumo por pessoa e por país. O index é uma ferramenta interessante para 
comparar os efeitos do consumo entre diferentes países. Os efeitos ambientais 
dos padrões atuais de produção e consumo não são nem localizados nem 
distribuídos eqüitativamente. Por exemplo, enquanto o desmatamento está 
concentrado em países em desenvolvimento, muito disso ocorreu para 
suprir a demanda de países desenvolvidos por madeira e papel. De maneira 
semelhante, é previsível que a mudança climática, que é em grande parte 
resultado do uso intensivo de combustível fóssil nas sociedades industriais, 
irá afetar adversamente países tais como Bangladesh e as nações das ilhas 
do	Pacífico	que	nunca	tiveram	participação	significante	na	(ou	benefícios	da)	
industrialização. (Ministério do Meio Ambiente, 1998, p. 3)
Complementando, a Agenda 21 deixou bem claro que mudar os padrões de consu-
mo e produção está no coração do desenvolvimento sustentável. 
Mudanças fundamentais e dramáticas são necessárias para fazer com que consu-
mo e produção sejam sustentáveis. Será difícil (senão impossível) fazer essas mudanças 
abordando padrões de consumo e produção separadamente. Sua interconectividade, parti-
cularmente quanto a produtos e serviços, exige uma estratégia de sistema.
17UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
3. AS CONSEQUÊNCIAS DAS AGRESSÕES AMBIENTAIS SOBRE A SAÚDE PÚ-
BLICA
As preocupações com os problemas ambientais e sua vinculação com a saúde 
humana foram ampliadas no Brasil, inclusive, a partir da década de 1970.
A Constituição Federal, de 1988, expressa essa preocupação em diversos de seus artigos:
Em	 seu	 art.	 196	 define	 saúde	 como:	 direito	 de	 todos	 e	 dever	 do	 Estado,	
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do 
risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às 
ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação; O art. 225 diz: 
todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder 
Público e à coletividade o dever de defendê-lo, preservá-lo para as presentes 
e	futuras	gerações;	E	no	art.	200,	incisos	II	e	VIII,	fixam,	como	atribuição	do	
Sistema Único de Saúde – SUS -, entre outras, a execução de ações de vi-
gilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador e 
colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.( 
BRASIL, 1988. p.118, 120; 131.)
Para Lima (2010) saúde ambiental são todos aqueles aspectos da saúde humana, 
incluindo a qualidade de vida, que estão determinados por fatores físicos, químicos, bio-
lógicos, sociais e psicológicos no meio ambiente. Também se refere à teoria e prática de 
valorar, corrigir, controlar e evitar aqueles fatores do meio ambiente que, potencialmente, 
possam prejudicar a saúde de gerações atuais e futuras.
A	Saúde	pode	ser	definida	como	um	estado	de	completo	bem-estar	físico,	mental	
e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades. Sendo assim, não basta 
18UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
apenas estar sem nenhuma doença, é necessário estar bem consigo mesmo e com o 
corpo, sem sentir dores ou até mesmo tristeza. (Brasil-MS, 1999).
Nessa intenção e na busca por melhoria de qualidade de vida, e na intenção de 
atender suas necessidades, o homem sempre estabeleceu uma relação de dominação 
com a natureza, e com o passar dos tempos, cada geração viveu em realidades sociais e 
culturais diferentes. 
No entanto, a descrição dos relatos de um passado distante pode favorecer o 
enriquecimento	 dos	 argumentos	 nas	 discussões	 e	 reflexões	 sobre	 a	 relação	 sociedade	
natureza no tempo e no espaço buscando impedir a devastação de toda forma de vida no 
planeta.
Assim	ocorreram	vários	prejuízos	ambientais	e	socioeconômicos	muito	significati-
vos como:
●	 Desequilíbrios climáticos com diminuição das chuvas devido à alteração das 
áreas de mata e do clima, causando grandes períodos de estiagem, e redução 
da umidade relativa do ar, pois com a remoção das folhagens há uma queda da 
regulação da temperatura ambiental, deixando-a mais alta e instável;
●	 Perda	de	biodiversidade	da	fauna	e	flora	nativas	e	com	isso,	o	equilíbrio	ecoló-
gico pode tornar-se ameaçado;
●	 Degradação de mananciais ao remover a proteção das nascentes e prejudicar 
a impermeabilização do solo em torno da água;
●	 O	esgotamento	dos	solos	com	a	intensificação	de	processos	de	erosão	e	de-
sertificação.
●	 O crescimento das cidades sem planejamento urbano adequado também causa 
vários impactos ao meio ambiente e consequentemente à saúde das pessoas. 
Um dos principais é a retirada de áreas verdes para a construção de prédios, 
residências, fábricas e outros tipos de construção.
Desta forma, com pouca área verde, há aumento da poluição atmosférica, deixando 
vulneráveis populações que residem, trabalham e/ou transitam em regiões metropolitanas, 
centros industriais, gerando desta forma o agravamento de doenças pré-existentes e/ou 
o aumento do número de casos de doenças respiratórias, oculares e cardiovasculares. 
etc. Sem contar as doenças transmissíveis, que estão diretamente relacionados com as 
condições de higiene e melhoria do ambiente físico (saneamento), a provisão de água e 
alimentos em boa qualidade e em quantidade, a provisão de cuidados médicos,.
19UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
Desta forma, relacionado à saúde, é ainda mais complicado estimar o custo dessas 
mudanças ocorridas no planeta. 
Complementando, segundo os objetivos do desenvolvimento sustentável – ODS no 
quesito Saúde e bem estar deve: «Assegurar uma vidasaudável e promover o bem-estar 
para todos, em todas as idades»:
As metas da Agenda 2030 estão não apenas a redução da mortalidade neonatal, da 
obesidade e a erradicação de doenças como o HIV, a tuberculose e a malária, mas também 
a conscientização quanto ao uso de álcool e drogas e o esclarecimento cada vez maior em 
torno da saúde mental e da importância do bem-estar psicológico e físico (FORNO, 2017).
Segundo OMS (2017) no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
(ODS), os países estão trabalhando para alcançar uma série de metas que podem orientar 
as intervenções de higiene do ambiente em que vivem as crianças e, consequentemente, 
acabar com as mortes evitáveis de lactentes e crianças menores de cinco anos até 2030. 
Além	da	meta	específica	da	saúde	–	 ‘Garantir	um	estilo	de	vida	saudável	e	promover	o	
bem-estar de todos em todas as idades’ – a realização de outros objetivos – acesso à água 
potável,	ao	saneamento	e	à	higiene;	transição	para	o	uso	de	energias	não-poluentes,	a	fim	
de	melhorar	a	salubridade	do	ar;	e,	por	fim,	reverter	a	mudança	climática	global	–	também	
trará efeitos positivos sobre a saúde infantil (FORNO, 2017).
De acordo com dois novos relatórios da Organização Mundial de Saúde OMS (2012), 
mais de 25% das mortes de crianças menores de cinco anos são causadas pela poluição 
ambiental. Todos os anos, as condições ambientais insalubres, tais como a poluição do 
ar em ambientes fechados e ao ar livre, o fumo passivo, a água contaminada, a falta de 
saneamento e a higiene inadequada causam a morte a 1,7 milhões de crianças menores 
de cinco anos (FORNO, 2017).
A OMS (2012) propôs algumas medidas para que todas as crianças vivam em 
entornos saudáveis como:
A redução da poluição atmosférica dentro e fora das casas, acesso à água potável, 
saneamento e desinfecção (especialmente nas maternidades), proteção das mulheres 
grávidas contra o fumo passivo e medidas de higiene ambiental podem prevenir muitas 
mortes e doenças infantis. Para que isso ocorra, no entanto, é necessário trabalho conjunto 
de vários setores do governo, os quais podem trabalhar juntos para implementar as 
seguintes medidas:
20UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
●	 Ambiente doméstico: uso de combustíveis não poluentes na cozinha e nos siste-
mas de aquecimento. Eliminação de mofo e pragas, de materiais de construção 
que contenham contaminantes e tintas contendo chumbo.
●	 Escolas: garantir saneamento e a higiene, criando ambientes sem ruído exces-
sivo e poluição, além de promover a boa nutrição.
●	 Centros de saúde: garantir o fornecimento de água potável, saneamento, higie-
ne e alimentação e eletricidade sem cortes.
●	 Urbanismo: criação de mais áreas verdes e espaços seguros para pedestres e 
ciclistas.
●	 Transportes: reduzir as emissões e ampliar o transporte público.
●	 Agricultura: reduzir o uso de pesticidas perigosos e eliminar o trabalho infantil.
●	 Indústria: eliminação de resíduos perigosos e cortar o uso de substâncias quí-
micas nocivas.
●	 Setor da saúde: acompanhar os resultados de saúde e educar as pessoas sobre 
os efeitos da saúde ambiental e a importância da prevenção.
21UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
4. SANEAMENTO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Na antiguidade, as pessoas, por falta de conhecimento, não consideravam a 
qualidade da água um fator restritivo, para o desenvolvimento, embora os aspectos estéticos 
como	aparência,	sabor	e	odor,	influenciassem	na	escolha	das	fontes	de	água	que	usariam	
(CAVINATTO, 1992).
De acordo com Cavinatto (1992), no Brasil, a preocupação com saneamento estava 
amplamente relacionada ao surgimento e ao crescimento de cidades, que na maioria das 
vezes eram instaladas próximas aos rios, com objetivo de obter água para suas atividades 
diárias e ter facilidade para descartar seus dejetos, não havendo nenhuma prevenção ou 
tratamento para evitar a contaminação das águas.
O autor supramencionado reforça que ainda na década de 50, no Brasil, os feitos 
que os lançamentos de dejetos indevidos poderiam causar na qualidade da água eram des-
prezados, mas com o aumento da população agrupada em assentamentos, os problemas 
de	contaminação	das	águas	superficiais	e	subterrâneas	acentuaram-se	devido	à	grande	
quantidade de dejetos despejados diariamente nos rios.
Segundo dados da OMS (2012), quase 400 mil pessoas no ano de 2011 foram 
internadas por diarreia no Brasil, e esse número representa uma grande parcela dos gastos 
em saúde pública no país. Sem contar o grande número de leitos hospitalares que são 
diariamente ocupados por pessoas com problemas relacionados à falta de saneamento bá-
sico, vagas que poderiam estar disponíveis para pessoas com enfermidades mais graves. 
22UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
A falta de sistemas de saneamento básico é sem dúvida, um problema de saúde pública, 
pois pode provocar doenças que são transmitidas por meio hídrico ou pelo contato direto 
com esgoto.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, relata que:
O acesso à água e ao saneamento reforça algumas velhas lições do desen-
volvimento humano. Em média, as taxas de cobertura em ambas as áreas 
crescem com o rendimento: uma maior riqueza tende a ser acompanhada por 
um melhor acesso à água e ao saneamento. […] As pessoas necessitam de 
água potável e de saneamento para manterem a sua Saúde e dignidade. […] 
O fornecimento de água potável, a eliminação de águas residuais e a oferta 
de saneamento são três dos alicerces mais básicos do progresso humano. 
[…] Mais ainda do que a água, o saneamento ressente-se de uma combina-
ção de fragmentação institucional, fraco planejamento nacional e baixo esta-
tuto político. (PNUD, 2017, p. 25).
A ausência de investimentos no setor, e o descaso do poder público acabam 
comprometendo todo o ecossistema e, consequentemente, a qualidade de vida da 
população, devida contato direto com esgotos lançados em locais impróprios. As ações de 
saneamento reduzem a ocorrência de doenças e evitam danos ao ambiente, especialmente 
aos solos e corpos hídricos (IBGE, 2011).
Diante das condições gerais do saneamento ambiental no Brasil, é interessante 
destacar a necessidade de buscar a universalização dos serviços de saneamento básico 
e de melhorar a qualidade dos mesmos, de modo a proporcionar saúde e o bem-estar da 
população, e tornar o meio ambiente mais saudável. 
No Brasil, o acesso universal aos serviços de água e esgoto está amparado de forma 
implícita	e	explícita	em	várias	legislações,	inclusive	de	áreas	afins,	como	recursos	hídricos,	
ambiente, saúde pública, defesa do consumidor e desenvolvimento urbano. Mostrando que 
o acesso aos serviços de saneamento básico é condição necessária à dignidade do ser 
humano e, particularmente, à sua sobrevivência. 
A participação do indivíduo na atividade econômica e social depende de uma vida 
saudável, para tanto é fundamental o acesso ao saneamento básico, assim como à mora-
dia, à saúde e à educação (PNUD, 2017).
É importante ressaltar que, segundo o Atlas do saneamento (IBGE 2011, p. 1, 
capítulo 3), o saneamento abrange aspectos que vão além do saneamento básico como:
Abastecimento	de	água	potável,	a	coleta,	o	tratamento	e	a	disposição	final	
dos esgotos e dos resíduos sólidos e gasosos, os demais serviços de limpeza 
urbana, a drenagem urbana, compreende o controle ambiental de vetores e 
reservatórios de doenças, a disciplina da ocupação e de uso da terra e obras 
especializadas para proteção e melhoria das condições de vida.
As consequências da contaminação do meio ambiente podem se manifestar 
pontualmente ou a longo prazo, podendo não somente atingir a população local, tendo 
23UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
em	vista	que	a	natureza	não	estabelece	limites	políticos,	tampouco	geográficos.	Por	isso,	
as pessoas precisam se conscientizar da problemática do setor de saneamento básico e, 
principalmente,conhecer os malefícios que sua falta pode ocasionar à saúde. 
A solução exige investimento maciço de recursos com objetivo de ampliar o acesso 
universal aos serviços de fornecimento de água e saneamento, além de acordos efetivos 
entre países para a cooperação no uso da água. Há também a necessidade de mudança nos 
padrões de produção e consumo, para evitar o desperdício de água nas esferas doméstica, 
industrial e agropecuária.
“O saneamento é uma meta coletiva diante da importância da vida humana e da 
proteção ambiental, sendo dever do Estado sua promoção, constituindo-se um direito social 
integrante de políticas públicas e sociais” (BORJA, 2004, p. 83). 
Mesmo sendo um país privilegiado com a grande quantidade de recursos hídricos, 
o Brasil apresenta sérios problemas de abastecimento de água, devido ao crescimento 
acelerado da população e o progresso tecnológico que conduziram à alteração dos hábitos 
diários, aumentando, assim, o consumo médio diário por habitante, além da carência de 
saneamento na maioria das cidades brasileiras. 
Conforme	 demonstrado	 na	 figura	 05,	 a	 meta	 estabelecida	 no	 Plano	 Nacional	
de Saneamento Básico (2013) para o ano de 2033 é atingir um atendimento a 99% da 
população com água tratada e 93% com coleta e tratamento de esgoto.
Segundo dados da ONU (2010) a população mundial cresce aceleradamente, 
em 1950, éramos 2,5 bilhões de pessoas e, em 2011, sete bilhões e a estimativa é que 
passaremos de 8,3 bilhões em 2030 a 9,3 bilhões em 2050. A quantidade de água utilizada 
para satisfazer essa população e o processo de produção não é mais a mesma, infelizmente 
se perdeu a qualidade da água por uma série de fatores como a falta de saneamento básico 
e o descaso com a proteção dos mananciais de abastecimento público. 
GRÁFICO 01: PRINCIPAIS METAS PARA SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL
Fonte: Plano Nacional de Saneamento Básico – Plansab 2013.
24UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
De acordo com as estimativas de órgãos como o Instituto Trata Brasil1, isso 
demanda um investimento de pelo menos 15 bilhões de reais por ano, enquanto o Estado 
vem investindo, em média, nove bilhões de reais. O aumento do consumo da água potável e 
dos recursos naturais cresce de forma mais rápida do que o crescimento populacional, isso 
nos mostra que se continuarmos agindo dessa forma, não teremos condições de atender 
às necessidades das futuras gerações, e não chegaremos a atingir a sustentabilidade tão 
almejada. Partindo dos problemas levantados, uma provável solução para a preservação 
dessas águas é o investimento em saneamento, principalmente no tratamento do esgoto 
sanitário.
Para tanto, é necessário, além de se ter dispositivos (redes) para coletar os dejetos, 
dar destinação adequada, direcionando-os para estações de tratamento de esgoto e, 
posteriormente,	devolver	o	efluente	tratado	em	condições	adequadas	no	rio.	Isso	somente	
é possível se houver monitoramento nas Estações de Tratamento de Esgoto.
Importante	ressaltar	que	o	tratamento	dos	esgotos	reflete	diretamente	na	qualidade	
da	água	e	a	falta	do	saneamento	ambiental	reflete	em	nível	de	saúde	da	população,	sendo	
um dos itens que compõem o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH de um país, e é 
interligada à educação, pois crianças com melhores condições de saúde aprendem melhor. 
Daí advém, então, a necessidade de almejar soluções criativas para desenvolver uma 
relação harmônica do homem com a natureza, o que implica na melhoria de qualidade 
de	vida	para	todos.	Sabe-se	que	o	esgoto	reflete	na	qualidade	da	água.	Para	adequar	a	
água	de	diferentes	mananciais	aos	padrões	de	qualidade	definidos	pelos	órgãos	de	saúde	
e	agências	 reguladoras,	é	necessário	o	emprego	de	sofisticadas	 tecnologias,	diferentes	
operações e processos unitários para tratá-la e atender às exigências do Ministério da 
Saúde,	que	é	o	órgão	responsável	por	definir	quais	as	características	adequadas	para	que	
a água possa ser consumida pelos seres humanos sem causar danos à saúde.
O capítulo 18 da “Agenda 21” analisa que as atividades econômicas e sociais 
dependem	muito	do	suprimento	e	da	qualidade	da	água,	sendo	importante	definir	métodos	
que possibilitem assegurar uma oferta de água na quantidade e qualidade adequada. Devem 
ser satisfeitas as necessidades hídricas para que o país alcance um desenvolvimento 
sustentável, e, ao mesmo tempo, devem ser preservadas as funções hidrológicas, biológicas 
e químicas dos ecossistemas, adaptando as atividades humanas aos limites da capacidade 
de absorção de seus impactos pela natureza.
1 Instituto Trata Brasil é uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, formado por 
empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país. 
Atua desde 2007 trabalhando para que o cidadão seja informado e reivindique a universalização do serviço 
mais básico, essencial para qualquer nação: o saneamento básico. Disponível em < http://www.tratabrasil.
org.br/quem-somos>. Acesso em 31 de julho de 2020.
25UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
5. ECOLOGIA HUMANA - CONCEITOS FUNDAMENTAIS RELATIVOS AO MEIO AMBIENTE
 A terminologia “ambiente” pode nos remeter a uma variedade de sentidos, contex-
tos	e	significados.	Ouvimos	dizer	ou	dizemos	que	nosso	ambiente	de	trabalho	é	tranquilo,	
que o ambiente familiar é aconchegante ou que o ambiente entre amigos é descontraído. 
Em todos esses casos trata-se, pela regra gramatical portuguesa, de um ambiente subs-
tantivado. Podemos também falar de temperatura ambiente, luz ambiente e até mesmo cor 
ambiente, manifestando a ideia de ambiente como adjetivo, que expressa alguma qualidade. 
Por	sua	vez,	uma	peça	teatral,	um	filme	ou	um	fato	são	ambientados,	ou	seja,	ocorrem	em	
determinado local, em determinado momento e em dada circunstância (COIMBRA, 2002).
Embora as situações envolvem somente o contexto humano, poderíamos transpor 
tais situações para qualquer grupo taxonômico, uma vez que os seres vivos localizam-se 
em	determinado	local	e	sofrem	influências	favoráveis	ou	não	favoráveis	das	circunstâncias	
físicas e biológicas que os cercam. Nesse sentido, os organismos encontram-se imersos 
em	um	meio,	seja	ele	físico	(geográfico)	ou	circunstancial.	Além	da	pluralidade	conceitual	
a que estamos sujeitos ao abordarmos o vocábulo “ambiente”, há a utilização de outras 
expressões	que,	aparentemente,	possuem	significados	semelhantes:	“meio”	e	“meio	am-
biente”.
Defini-las	e	distingui-las,	evidenciando	suas	interfaces,	anunciou-se	um	empreendi-
mento necessário e instigante. Necessário porque fundamental à compreensão da proble-
mática investigada – diferentes modelos representativos. Instigante, por se tratar de uma 
26UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
discussão pioneira das ambiguidades dessas expressões e suas implicações técnicas e 
ideológicas que permeiam a Ecologia e a Educação Ambiental.
No contexto da Ecologia encontramos a palavra ambiente referindo-se aos “ar-
redores de um organismo, incluindo as plantas, os animais e os micróbios com os quais 
interage”	(COIMBRA,	2002	p.480),	ou	ao	“conjunto	de	influências	externas	exercidas	sobre	
os organismos representadas por fatores (abióticos e bióticos) e fenômenos” (BEGON; 
TOWNSEND; HARPER, 2007, prefácio, IX). 
De acordo com Krebs (2009), o environment incluiria todos os fatores bióticos e 
abióticos que afetam um organismo individualmente em algum estágio de seu ciclo de vida.
Nesse sentido o desenvolvimento de uma sociedade estaria relacionado a esses 
dois conjuntos de forças inversamente proporcionais (ambiente físico e ambiente social). 
Na medida em que o homem desenvolveu habilidades e instrumentos de domínio sobre 
o mundo natural (fogo, agricultura, domesticação de animais), devido a mudanças na or-
ganização	social,	mais	independente	tornou-se	e	menos	influência	do	meio	físico	passou	
a receber. Ao mesmo tempo em que passou amoldar o seu próprio ambiente e menos 
dependente	tornou-se	do	ambiente	físico,	passou	a	sofrer	maior	influência	do	meio	social	
(ibid.).
A ação humana sobre o ambiente se diferencia das ações dos demais seres por 
ser socialmente determinada. No entanto, não podemos esquecer que se as necessidades 
humanas são culturalmente determinadas, a possibilidade de satisfazê-las é limitada ecolo-
gicamente, ou seja, depende dos recursos/elementos naturais (LAGO; PÁDUA, 1984) 
27UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
6. ECOSSISTEMAS DE ÁREAS PRESERVADAS, RURAIS, URBANAS, COSTEIRAS 
E SEUS PROBLEMAS AMBIENTAIS.
 A	 zona	 costeira	 brasileira	 corresponde	 ao	 espaço	 geográfico	 de	 intera-
ção do ar, do mar e da terra, incluindo seus recursos renováveis e não-renová-
veis, abrangendo uma faixa marítima e uma faixa terrestre (Lei nº 7.661/1988) 
e integra o patrimônio nacional, de acordo com a Constituição Federal de 1988. 
É notória a importância da região litorânea do Brasil, tendo em vista sua extensão territorial, 
que compreende uma faixa de 8.698 km de extensão, 17 estados e cerca de 400 municípios, 
além de sua alta densidade populacional, cinco vezes superior à média nacional ( IBGE, 2010). 
Neste ambiente, portanto, a paisagem é regulada por dinâmicas peculiares e pela 
interrelação entre o meio físico-biológico e o socioeconômico (CABRAL 2015). 
Além disso, inúmeras são as pressões socioeconômicas na zona costeira, podendo-se 
destacar o acelerado e desordenado processo de urbanização acarretando a intensa de-
gradação dos recursos naturais, colocando em xeque a sustentabilidade socioeconômica e 
a qualidade ambiental das populações (GRANZIERA, 2009).
Sobre	isso,	Granziera	(2009,	p.	457)	afirma:
O planejamento de um espaço tão disputado para as atividades econômicas 
e para a instalação de cidades, com valores ambientais tão importantes, en-
frenta	naturalmente	uma	situação	de	conflito.	Talvez	a	zona	costeira	seja	uma	
das regiões brasileiras em que o princípio do desenvolvimento sustentável 
encontre	maiores	dificuldades	em	ser	aplicado	(GRANZIERA,	2009,	p.	457).
 
28UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
Fernandes (2008, p. 303) também aponta outros fatores como causas da degra-
dação ambiental costeira como, por exemplo, “a especulação imobiliária, loteamentos 
irregulares, turismo predatório, assentamentos clandestinos, entre outros”.
É por esta região, inclusive, que as riquezas brasileiras são escoadas, através 
de estradas e portos, bem como muitas atividades econômicas são desenvolvidas, 
destacando-se a atividade pesqueira, a extração de petróleo e gás, polos petroquímicos e 
usinas nucleares – Angra 1 e 2 (GRANZIERA, 2009).
Assim, a pressão antrópica produz inúmeros impactos ambientais extremamente 
significativos	 nas	 áreas	 costeiras,	 trazendo	 sérios	 problemas,	 muitas	 vezes	 superiores	
à capacidade do limiar de resiliência dos sistemas naturais e destruindo várias funções 
ambientais de diversas unidades de paisagem (GRANZIERA, 2009).
Além da pressão antrópica, a zona costeira é bastante suscetível aos impactos das 
alterações climáticas, logo, os riscos nas zonas costeiras, muitas vezes, podem tornar-se 
catástrofes (GRANZIERA, 2009).
Outro	fator	trata-se	do	licenciamento	ambiental,	e	Cabral	(2015)	ressalta	a	dificul-
dade para a determinação da competência para o licenciamento na zona costeira, tendo em 
vista que a região apresenta aspectos físicos e econômicos interligados.
Segundo Asmus, Kitzmann, Laydner, Tagliani (2006), o gerenciamento costeiro 
integrado prevê ações em seis áreas prioritárias, a saber:
Planejamento (planejar usos e ocupação das áreas costeiras e oceânicas), 
proteção ambiental (proteção da base ecológica, preservação da biodiversi-
dade e garantia do uso sustentável das áreas costeiras), promoção do de-
senvolvimento econômico (através do uso projetado em áreas costeiras, ad-
jacentes	e	oceânicas),	resolução	de	conflitos	(equilíbrio	e	harmonização	dos	
usos presentes e futuros), segurança pública (garantir a segurança frente a 
eventos naturais e antrópicos), e, gerenciamento de áreas públicas (garantir 
o correto uso de recursos comuns). (Asmus et al., 2006, p.02).
De acordo com o MMA (2008), além dos planos e políticas diretamente ligadas à 
esta temática existem outros instrumentos que devem ser desenvolvidos em consonância 
para a gestão das áreas costeiras, como a Política de Recursos Hídricos, Resíduos Sólidos, 
Saneamento, a legislação sobre Patrimônio da União e o Estatuto da Cidades, além das 
ações relacionadas a áreas protegidas, pesca, exploração de recursos naturais, turismo, 
navegação e defesa nacional, entre outras.
Dessa forma, o crescente interesse em discussões sobre as questões costeiras 
impulsionada pela necessidade de atendimento aos critérios estabelecidos pelo Plano Na-
cional	de	Gerenciamento	Costeiro,	por	parte	dos	estados	e	municípios,	justifica	a	presente	
pesquisa. Torna-se imprescindível, portanto, compreender em que estágio o Estado do Rio 
Grande do Norte se encontra em relação ao desenvolvimento, implantação e estruturação 
de sua governança para a gestão costeira. Isto posto, o objetivo deste estudo é realizar 
um diagnóstico da situação do processo de gestão integrada no Estado do Rio Grande do 
Norte e no município de Areia Branca, analisando estrutura normativa, políticas públicas, 
ações desenvolvidas, entre outras variáveis.
29UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
 SAIBA MAIS
A garantia do acesso universal e de qualidade ao saneamento básico no Brasil ainda é 
um	grande	desafio.	Como	outros	serviços	públicos	essenciais,	os	déficits	denunciam	o	
atraso do País na garantia de direitos básicos como acesso à água e ao destino seguro 
dos dejetos e resíduos sólidos. A exclusão e a desigualdade e a baixa qualidade dos 
serviços é o produto de um modelo de desenvolvimento vinculado ao modo de produção 
capitalista e, como tal, promotor de contradições, antagonismo e iniquidades. 
Fonte: Borja, P. C. Política pública de saneamento básico: uma análise da recente experiência 
brasileira. Revista Saúde e Sociedade . 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-
12902014000200007. https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/ Adaptado. Acesso 
31 jul.2020.
REFLITA 
O jornal “A Folha de S. Paulo” noticiou em outubro de 2004, que as enormes quantida-
des de substâncias químicas encontradas no ar, na água, nos alimentos e nos produtos 
utilizados rotineiramente estão diretamente relacionadas com uma maior incidência de 
câncer, de distúrbios neurocomportamentais, de depressão e de perda de memória. Tal 
reportagem também divulgou dados do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, apontan-
do que dois terços dos casos de câncer daquele país tem causas ambientais. O referido 
artigo ainda menciona uma pesquisa feita com cinquenta controladores de trânsito da 
cidade de S. Paulo (conhecidos como “marronzinhos”), não fumantes e sem doenças 
prévias. A conclusão foi que todos apresentavam elevação da pressão arterial e varia-
ção da frequência cardíaca nos dias de maior poluição atmosférica. Além disso, 33% 
deles possuíam condições típicas de fumantes, como redução da capacidade pulmonar 
e	inflamação	frequente	dos	brônquios.	Diante	do	fato	reflita	somos	o	que	comemos?	O	
atual modelo de desenvolvimento preza pela saúde e melhoria de qualidade de vida das 
pessoas?
Fonte: CUNHA, Paulo Roberto. A relação entre meio ambiente e saúde e a importância dos princípios da 
prevenção e da precaução. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 10, n. 633, 2 abr. 2005. 
Disponível em: https://jus.com.br/artigos/6484. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/6484/a-relacao-
entre-meio-ambiente-e-saude-e-a-importancia-dos-principios-da-prevencao-e-da-precaucao.Acesso 
em: 31 jul. 2020. 
https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/
https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000200007
https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000200007https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/
https://jus.com.br/artigos/6484/a-relacao-entre-meio-ambiente-e-saude-e-a-importancia-dos-principios-da-prevencao-e-da-precaucao
https://jus.com.br/artigos/6484/a-relacao-entre-meio-ambiente-e-saude-e-a-importancia-dos-principios-da-prevencao-e-da-precaucao
30UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os problemas ambientais desencadeiam uma série de questionamentos sobre 
suas causas e consequências. Essas causas e consequências afetam a relação entre os 
homens e deles com a natureza. 
O ser humano deve observar os exemplos da natureza e ter a consciência de que a 
biosfera tem limites e que estes devem ser respeitados. Sendo necessário repensar práticas, 
costumes e padrões de consumo e tecnologias empregadas, pois com os paradigmas 
atuais,	não	haverá	planeta	suficiente	para	manter	a	sociedade	com	a	inclusão	que	ainda	
precisa ser feita.
Desta maneira, diante da intensa degradação da natureza, medidas urgentes 
devem	ser	tomadas	por	todos	a	benefício	do	homem	e	do	próprio	meio	ambiente	a	fim	de	
minimizar os impactos negativos que tem levado os recursos naturais e a escassez em 
nome da melhoria da qualidade de vida.
Estamos cada vez mais questionando o atual modelo de desenvolvimento, por isso 
entendemos a necessidade de termos um olhar para o passado, compreender a natureza e 
aplicar este conhecimento a benefício do homem e da própria natureza.
O desenvolvimento sustentável não é um estado permanente de equilíbrio, mas 
sim de mudanças quanto ao acesso aos recursos e quanto à distribuição de custos e 
benefícios, controlar e destinar de forma inadequadas os resíduos sólidos podem causar 
inúmeras consequências negativas à economia ao setor social e ambiental. 
Efeitos como emissão de gases de efeito estufa, degradação e contaminação do 
solo, poluição da água, proliferação de vetores de importância sanitária, como é o caso do 
Aedes aegypti (vetor da dengue), potencialização dos efeitos de enchentes nos centros 
urbanos, entre outros.
E nesse sentido o recurso água será altamente atingido e consequentemente as 
pessoas e ainda devemos considerar que é responsabilidade de todos buscar um mundo 
melhor.
 Segundo Lerípio (2001, p. 2), a relação meio ambiente e desenvolvimento deve 
deixar	de	ser	conflitante	para	tornar-se	uma	relação	de	parceria.	O	ponto	chave	da	questão	
passa	a	ser	a	necessidade	de	uma	convivência	pacífica	entre	a	boa	qualidade	do	meio	
ambiente e o desenvolvimento econômico.
31UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
LEITURA COMPLEMENTAR
Artigo: 
Rivlin, L. G.. Olhando o passado e o futuro: revendo pressupostos sobre as inter-
-relações pessoa-ambiente. Estud. psicol. (Natal). Vol.8 nº2. Natal. 2003. Disponível em: 
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2003000200003&script=s-
ci_arttext. Acesso em: 31 jul. 2020.
RESUMO
Este artigo examina alguns dos pressupostos que guiaram os primeiros trabalhos 
em Psicologia Ambiental e os revisa à luz de perspectivas contemporâneas. Muitos desses 
pressupostos	continuam	a	 ter	 relevância,	mas	são	necessárias	algumas	modificações	e	
acréscimos para dar conta do desenvolvimento em ideias e pesquisa ao longo dos anos. É 
preciso: ir além da pesquisa multidisciplinar, engajando-se no pensamento interdisciplinar 
e pesquisa em colaboração com pessoas de outras disciplinas; ampliar a atenção com as 
questões éticas; examinar o papel da tecnologia na vida das pessoas; e reconhecer a na-
tureza holística das transações pessoa-ambiente levando em consideração a diversidade 
criada por idade, gênero, nível de capacidade/incapacidade, cultura e economia.
Artigo: 
Danilo, S. K. , Kawasaki, C., Carvalho, L. M. de. O conceito de “ecossistema” em 
teses e dissertações em educação ambiental no Brasil: construção de significados 
e sentidos. VIII EPEA - Encontro Pesquisa em Educação Ambiental. Rio de Janeiro. 
2015.
RESUMO: O presente trabalho constitui parte de uma tese, concluída em 2014, e 
que teve como objetivo investigar o conceito de “ecossistema” presente em teses e disser-
tações do campo da Educação Ambiental (EA), no período de 1980 a 2009 no Brasil. Além 
da	 caracterização	 dos	 aspectos	 da	 pesquisa	 em	EA,	 analisa	 os	 significados	 e	 sentidos	
construídos e associados ao conceito de ecossistema nas referidas pesquisas. Este artigo 
foca	na	relação	entre	os	núcleos	de	significação	resultantes	desta	construção,	e	suas	re-
lações com o ensino de Ecologia e a EA. Os procedimentos metodológicos são descritos 
e estão fundamentados na perspectiva da análise dialógica do discurso e inseridos no 
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2003000200003&script=sci_arttext
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2003000200003&script=sci_arttext
32UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
contexto	da	pesquisa	qualitativa	em	educação.	A	apresentação	dos	núcleos	de	significação	
construídos possibilitou a emergência de sentidos contraditórios e que são compreendidos 
a partir do conceito de ecossistema, mesmo que estes não sejam enunciados diretamente.
Fonte: Disponível em: http://epea.tmp.br/epea2015_anais/pdfs/plenary/29.pdf. 
Acesso 31 jul. 2020.
Artigo: Efeito de vespas não-polinizadoras sobre o mutualismo	Ficus	–	vespas	de	figos	 
RESUMO:	Relações	ecológicas	interespecíficas,	que	resultam	em	benefício	para	
todos os organismos participantes, são conhecidas como mutualismo. No entanto, tal 
cooperação abre espaço para o surgimento de estratégias oportunistas (ou de trapaça), 
representadas por indivíduos parasitas do mutualismo, que recebem o benefício de um 
dos	parceiros	 sem	oferecer	 nada	em	 troca.	A	 interação	 figueiras	–	 vespas	 -	 de	 -	 figo	é	
um sistema adequado para o estudo do mutualismo e de estratégias oportunistas (pa-
rasitas de mutualismos). Representantes do gênero Ficus (Moraceae) apresentam uma 
relação mutualística com pequenas vespas polinizadoras (Agaonidae) e são explorados 
por outras espécies de vespas não-polinizadoras. Esse trabalho teve como objetivo avaliar 
o impacto das vespas não-polinizadoras sobre o mutualismo Ficus citrifolia e suas vespas 
polinizadoras, Pegoscapus tonduzi Grandi, 1919. Para tal, foi comparada a produção de 
aquênios (função feminina) e de fêmeas da espécie polinizadora (função masculina) entre 
amostras de sicônios altamente infestados e pouco infestados por vespas não-polinizadoras, 
coletadas nos municípios de Londrina (Paraná), Campinas e Ribeirão Preto (São Paulo), 
Brasil. Nossos resultados apontaram que as vespas não-polinizadoras exercem impacto 
negativo nos componentes feminino e masculino da planta, sendo maior no masculino. 
A	produção	de	vespas	polinizadoras	foi	cerca	de	sete	vezes	menor	nos	figos	infestados,	
ao	passo	que	a	produção	de	aquênios	foi	1,5	vez	menor	nesses	mesmos	figos.	Hipóteses	
sobre a estabilidade do mutualismo na presença das espécies oportunistas são discutidas.
Fonte: Elias. L, G.; Fernado, H. A.; Pereira, R. A. S. Efeito de vespas não poliniza-
doras sobre o mutualismo	Ficus	–	vespas	de	figos	Iheringia,	Sér.	Zool.	vol.97	no.3	Porto	
Alegre Sept. 2007
Disponivel em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-
d=S0073-47212007000300006&lang=pt. Acesso:08 ago.2020.
http://epea.tmp.br/epea2015_anais/pdfs/plenary/29.pdf
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-47212007000300006&lang=pt
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-47212007000300006&lang=pt
33UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Ecologia: De Indivíduos a Ecossistemas
Autor: Michael Begon, Colin R. Townsend, John L. Harper
Editora: Blackwell Publishing Ltd, Oxford.
Sinopse: Considerado	 o	 livro-texto	 definitivo	 sobre	 todos	 os	
aspectos da ecologia. Esta nova edição continua a fornecer um 
tratamento completo do tema, desde os princípios ecológicos 
fundamentaisaté	uma	reflexão	vívida	sobre	nossa	compreensão	
da ecologia no século XXI. Aborda a teoria de nichos, a teoria da 
história de vida, os padrões de migração e a dinâmica de popula-
ções pequenas, dedicando atenção especial a restauração após 
dano ambiental, biossegurança (resistência à invasão de espécies 
alóctones) e conservação de espécies.
FILME/VÍDEO 
Título: Relações ecológicas
Ano: 2016
Sinopse: A vida na terra, seja ao nível de uma pequena poça 
ou ao nível de um ecossistema que abrange um continente, se 
resume em interações. Além de interagirem com o meio físico, 
os organismos interagem com indivíduos da sua espécie e com 
outras espécies, estabelecendo o que chamamos de Relações 
Ecológicas.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=SZbMnJ99q3U
https://www.youtube.com/watch?v=SZbMnJ99q3U
34
Plano de Estudo:
●	 Recursos	ambientais	e	naturais.	conceito,	classificação	e	tipos
●	 Teoria dos recursos naturais exauríveis e renováveis
●	 Análise de custo-benefício e métodos para valoração 
●	 econômica ambiental.
●	 O	princípio	poluidor-pagador;		certificados	negociáveis	de	poluição;	
●	 Controle da qualidade ambiental - controle da qualidade das águas; do ar e do solo.
●	 Instrumentos de gestão ambiental - educação ambiental; 
●	 Avaliação de impacto ambiental e planejamento territorial e ambiental; 
Objetivos da Aprendizagem:
●	 Conhecer	sobre	os	recursos	ambientais	e	naturais.	conceito,	classificação	e	tipos
entender as teoria dos recursos naturais exauríveis e renováveis
●	 Saber sobre a análise de custo-benefício e 
métodos para valoração econômica ambiental.
●	 Conhecer	o		princípio	poluidor-pagador;		certificados	negociáveis	de	poluição;	
●	 Entender sobre as formas de controle 
da qualidade ambiental - controle da qualidade das águas; do ar e do solo.
●	 Compreender os instrumentos de gestão ambiental - educação ambiental; 
●	 Saber sobre a avaliação de impacto ambiental 
e planejamento territorial e ambiental; 
UNIDADE II
Economia Ambiental, Controle da 
Qualidade
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco
35UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
INTRODUÇÃO
O estudo da economia dos recursos naturais é de extrema importância indepen-
dente da corrente de pensamento econômico que se adote. 
O aumento da competitividade mercadológica demanda cada vez mais recursos 
naturais	de	todos	os	tipos		e	isso	acaba	gerando	crescimento	dos	conflitos	ou	disputas	que	
no fundo ocasionam sua escassez. (PHILIPI, 2017).
Desta forma inicialmente, neste capítulo abordou-se os principais conceitos e 
classificações	dos	recursos	naturais	mostrando	que	são	elementos	essenciais	à	existência	
do ser humano e à manutenção da vida. Nós, diariamente, buscamos satisfazer nossas 
necessidades e para isso recorremos ao meio ambiente e ao que ele nos fornece.
Contudo, ao longo dos anos, os recursos naturais foram explorados e utilizados de 
maneira irracional e sem o cuidado necessário para sua manutenção. 
Assim, atualmente, há uma grande preocupação por parte da sociedade, gover-
nantes	e	da	comunidade	científica	a	respeito	da	preservação	dos	recursos	naturais,	sendo	
necessário buscar uma forma de suprir as necessidades e promover o desenvolvimento 
das sociedades de forma sustentável.
36UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
1. RECURSOS AMBIENTAIS E NATURAIS. CONCEITO, CLASSIFICAÇÃO E TIPOS
Os Recursos Naturais são os elementos que a natureza oferece, que por sua vez, 
são utilizados pelo homem na construção e desenvolvimento das sociedades e, portanto, 
para sua sobrevivência.
Segundo	Assunção	(2002,	p.	52)	“...a	palavra	recurso	significa	algo	a	que	se	possa	
recorrer para a obtenção de alguma coisa.” Sendo a este recorrido no intuito da satisfação 
das necessidades humanas. 
Para Santos (2013) o recurso pode ser um componente do ambiente relacionado 
com frequência à energia que é utilizado por um organismo (alimento) e qualquer coisa 
obtida do ambiente vivo e não-vivo para preencher as necessidades e desejos humanos. 
Confirmando	o	pensamento	de	Santos,	Assunção	(2002,	p.	55)	diz	que	o	recurso	
pode	ser	definido	como	elementos	de	que	o	homem	se	vale	para	satisfazer	suas	necessida-
des e os recursos naturais são aqueles que se originam sem qualquer intervenção humana.
Para Santos (2013, p. 32) complementa que os recursos naturais podem ser clas-
sificados	como	renovável	e	não	renovável	sendo	o	primeiro	como	o	próprio	nome	diz	são	
aqueles que se renovam na natureza. Não se esgotam com facilidade, pois seu tempo 
de renovação é de curto prazo. Entretanto sua renovação depende da forma como são 
utilizados pelo homem são determinantes para a sua manutenção na natureza.
37UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
Já os recursos naturais não renováveis são aqueles que sua renovação demora, 
ou seja, se dá em longo prazo, em um espaço de tempo que não garante o suprimento das 
necessidades do ser humano, sendo, portanto, uma regeneração lenta. 
Outra situação importante a ser ressaltada é que embora ainda bastante utilizado 
no senso comum como referência aos cuidados com o ambiente, o termo recursos naturais 
quase não faz mais parte da “legislação brasileira” recente, que adotou preferencialmente 
o termo “recursos ambientais”. 
Um claro exemplo disso é o inciso VI do artigo 4º da Lei Federal nº 6.938/81 que 
diz “a imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os 
danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos ambientais com 
fins	econômicos”.	(BRASIL,	1981).
Segundo	Godarg	(2000,	p.	205)	os	recursos	além	de	serem	classificados	em	reno-
váveis e não renováveis são bens da natureza também agrupados de acordo com seu tipo. 
Existem quatro tipos de agrupamentos: biológicos, hídricos, minerais e energéticos. 
O grupo biológico são os vegetais, que formam a biodiversidade de um ecossistema 
e a conservação deles garante o equilíbrio e a preservação saudável dos ecossistemas, 
como	plantas,	solo,	flores	e	árvores	e	animais.	São	utilizados	com	a	finalidade	de	abaste-
cer a indústria de extração de madeira, agricultura, construção, medicamentos e fonte de 
alimentação e em atividades de agropecuária. O consumo de carne e de leite são exemplos 
do uso de recursos biológicos animais. Godarg (2000, p. 206)
Os	recursos	hídricos	podem	ser	superficiais	(rios,	lagos,	etc.)	e	subterrâneos,	que	
ficam	em	camadas	mais	profundas,	sendo	o	acesso	mais	difícil.
Os recursos minerais são formados por pedras preciosas, rochas e minerais, e 
podemos	citar	como	exemplos:	areia,	argila,	diamante,	grafite,	ouro,	prata,	carvão,	entre	
outros. São recursos utilizados na engenharia, no mercado de pedras preciosas, como 
fonte de energia, na indústria de produtos de saúde, entre outros.
Para Godarg (2000) a extração desse tipo de recurso deve ser feita de forma res-
ponsável e planejada, pois seu uso indiscriminado pode levar à escassez desses bens, 
aumento da poluição de ecossistemas e desequilíbrios ambientais.
Por	fim,	os	recursos	energéticos	são	 todos	os	bens	da	natureza	que	podem	ser	
usados como fonte de energia, sendo alguns renováveis e outros não renováveis como, por 
exemplo, o sol, o vento e as águas. 
38UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
2. TEORIA DOS RECURSOS NATURAIS EXAURÍVEIS E RENOVÁVEIS
Segundo Margulis (1999) somente a partir dos anos 1970 que os recursos naturais 
foram reinseridos no escopo principal da teoria econômica.
Após os intensos debates sobre os limites do crescimento econômico promo-
vido pelo famoso “Clube de Roma” e outros fóruns. Essa reinserção ocorreu 
por intermédio do resgate de trabalhos isolados produzidos anteriormente, 
mas que permaneceram esquecidos por longo tempo por não representarem 
o pensamento econômico dominante, como por exemplo, os trabalhos de 
Faustmann,	sobre	a	regra	de	gestão	dos	recursos	florestais,	de	1849,	e	os	
o estudo de Hotelling, de 1931, sobre as regrasde uso ótimo dos recursos 
esgotáveis, entre outros. (MARGULIS, 1999, p. 158).
Nesse sentido, ALIER (2007) relata que os recursos naturais têm um papel relevan-
te no mercado mundial. Eles oferecem um valor tangível de presente e de futuro, são parte 
da “economia real”, em contraposição com outros modelos que foram referência até pouco 
tempo atrás, como as chamadas “economias de bolha”.
Os recursos naturais são fundamentais para o desenvolvimento econômico, visto 
que muitos apresentam viabilidade econômica. Contudo, nem todos esses elementos po-
dem ser utilizados na forma que são retirados da natureza, precisando, portanto, passar 
por	um	processo	de	transformação	e	beneficiamento	para	que	seja	utilizado.	(MARGULIS,	
1990).
Dentro do contexto econômico Alier (2007, p. 220) relata que a importância do é 
entendimento que:
39UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
Os recursos não estão distribuídos de forma homogênea no planeta, portan-
to, há lugares com maior ou menor disponibilidade de determinado elemento. 
Assim,	determinadas	áreas	podem	apresentar	insuficiência	de	recursos	na-
turais	para	suprir	as	necessidades	da	população,	gerando	conflitos	entre	os	
indivíduos, como é o caso do petróleo. (ALIER, 2007, p. 220).
Assim, as teorias dos recursos exauríveis demonstra a relação existente entre o 
tempo que os processos naturais necessitam para a concentração mineral em jazidas e a 
velocidade	que	estes	são	extraídos,	a	classificação	exaurível	de	um	recurso	natural.	Um	
determinado recurso será exaurível quando demandar maior tempo em recomposição que 
sua taxa de consumo (SILVA, 2003). 
A teoria dos recursos exauríveis leva a pensar de maneira diferente quanto à ex-
tração	 de	 recursos	 naturais.	 São	 compreendidos	 então	 como	 finitos	 todos	 os	minerais,	
mesmo que em pequena parcela presente em qualquer rocha, porém inviável pelo custo de 
exploração que demandaria o processo. 
Schumacher, (1973) relata que em 1930, durante a depressão econômica em escala 
mundial sentiu-se apto a especular as possibilidades econômicas para as futuras gerações 
e concluiu que talvez não estivesse muito longe o dia que, com o aumento populacional e 
enriquecimento das nações, a renovabilidade dos recursos naturais estaria comprometido.
40UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
3. ANÁLISE DE CUSTO-BENEFÍCIO E MÉTODOS PARA VALORAÇÃO ECONÔMI-
CA AMBIENTAL
 A análise custo-benefício tem sido utilizada e considerada como uma das melhores 
técnicas econômica para mensuração de valor de um bem ambiental. 
Para Motta (2001) Tem como objetivo fazer a comparação entre os custos e benefí-
cios ligados a projetos em fase de aprovação. No caso de um projeto ambiental, os custos 
representam o bem-estar que se deixou de ter em função da opção de utilizar os recursos 
em políticas ambientais ao invés de aplicá-lo em outras atividades da economia. 
Já os benefícios são os impactos positivos para a sociedade, alegando o bem-
-estar das pessoas, decorrendo de políticas ecológicas que possibilitem a manutenção e 
conservação deste capital natural. 
Através da utilização das técnicas da ACB torna-se possível escolher quais es-
tratégias deverão ser adotadas para que possam utilizar a melhor maneira os recursos. 
Agindo com essa racionalidade, os agentes estarão “maximizando os recursos disponíveis 
da sociedade e, consequentemente, otimizando o bem-estar (Motta 2001) 
Cavalcanti (1998) destaca que a escolha de projetos através do critério da Análise 
Custo-benefício constitui urna série e operações, trazendo para as condições reais o mode-
lo de mercado perfeito, para que possa realizar uma avaliação racional. 
O valor de um objeto, produto ou serviço é aquilo que estamos dispostos a pagar 
por ele. Ficando difícil uma análise de preço em alguns produtos.
41UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
 Assim, para análise de custo benefício são criados métodos de valoração dos 
recursos naturais, através de instrumentos econômicos, visando estimar o impacto das 
ações presentes projetadas no tempo futuro pelo custo de utilização. Sendo eles: método 
do	valor	econômico	total	(VET);	Método	de	produção	sacrificada;	método	da	disposição	a	
pagar.
Boa parte dos recursos naturais são bens públicos, tais como: ar, água, capacidade 
de assimilação de dejetos etc., portanto não têm preços. Para análise de custo-benefício 
e valoração econômica é importante levar em consideração a escassez ao se referir a 
determinado recurso naturais.
Desta forma, como a grande maioria dos recursos e serviços ambientais não são 
negociados	em	mercados	específicos,	a	determinação	do	seu	valor	não	pode	ser	determi-
nada pela simples relação de oferta e procura. Os métodos de valorização econômica são 
apresentados	como	soluções	alternativas	à	falta	de	mercados	específicos	em	que	os	bens	
ambientais possam ser transacionados. 
Bellia	(1996)	afirma	que	o	valor	dos	benefícios	proporcionados	pelo	meio	ambiente	
pode ser representado economicamente pela expressão: 
Valor Econômico Total = Valor de Uso + Valor de Opção + Valor de Existência .
Conforme Motta (2001) e citado por Willian (2006) o Valor de Uso costuma (confor-
me	figura	03)	ser	desagregado	em:	Valor de Uso Direto tratando-se de quando o indivíduo 
utiliza um recurso na atualidade, através do consumo direto, extração, atividade de produ-
ção, etc. e Valor de Uso Indireto está relacionado ao fato do benefício atual do recurso 
derivar de funções ecossistêmicas, como por exemplo, a manutenção de níveis adequados 
do efeito estufa causado pela redução das emissões de CO2.
FIGURA 01: ECONOMIA DOS RECURSOS NATURAIS – VALOR ECONÔMICO TOTAL
Fonte: WILLIAN, C. N.. A valoração econômica dos recursos ambientais e 0 papel desempenhado 
pelas empresas neste processo. Florianópolis/SC. 2006. 78 p. Disponível em: http://tcc.bu.ufsc.br/Econo-
mia294108.PDF. Acesso 01 de ago. 2020.
http://tcc.bu.ufsc.br/Economia294108.PDF
http://tcc.bu.ufsc.br/Economia294108.PDF
42UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
Para Willian (2006, p. 40) o Valor de Opção é aquele:
atribuído pelos indivíduos à possibilidade de consumir o recurso ou obter 
seus benefícios em outro momento, abdicando de seu uso imediato. Incenti-
vos para essa forma de consumo podem decorrer de diversas preocupações, 
como a vontade de garantir um legado de qualidade e diversidade ambiental 
a	nossos	filhos	ou	então	o	benefício	resultante	de	remédios	cujos	princípios	
ativos	contenham	matérias-primas	somente	encontradas	em	florestas	tropi-
cais (WILLIAN, 2006, p. 40). 
Complementando, BeIlia (1996) demonstra a composição do Valor de Opção: 
Valor de Uso = Valor de Uso (para os indivíduos) + Valor de Uso para os indivíduos 
no futuro (descendentes e futuras gerações) + Valor de Uso por outros (“valor do vigário” 
para os indivíduos)
Já o Valor de Existência segundo Willian (2006, p. 40):
não está associado ao uso - embora represente um consumo ambiental de-
rivando	de	posições	morais,	éticas,	 cultural	ou	filantrópica	em	 relação	aos	
direitos de existência de espécies que não sejam humanas ou então através 
da preservação de outras riquezas naturais, mesmo estando essas disso-
ciadas de um uso atual ou futuro para a pessoa. Portanto o Valor de Exis-
tência está relacionado a percepção que as pessoas têm da irreversibilidade 
da degradação ambiental e as incertezas quanto aos impactos negativos 
decorrentes dessa ação.
Desta forma, como determinar o preço que os indivíduos estarão dispostos a pagar, 
por	determinado	bem?
Segundo Willian (2006, p 42-44) os métodos mais utilizados para essa determinação 
são: Os valores associados, preço de propriedade, Custo de Viagem e Valor da Vida Hu-
mana.
●	 Valor Associado - Através de pesquisas (enquetes) o método do valor associado 
tenta	identificar	o	valor	que	os	entrevistados	dão	à	preservação	ambiental	(re-
servas	florestais,	recursos	hídricos,	certas	paisagens,etc.)	avaliando	o	quanto	
estão dispostos a pagar para usufruir desse recurso preservado.
●	 Preço de Propriedade – quando se observa a localização do imóvel, por 
exemplo, a tranquilidade do local, distante de áreas industriais para garantir a 
qualidade do ar, num local com baixo nível de ruídos e se possível com uma 
bela paisagem. Essas características comuns tomam o imóvel mais valorizado 
se comparado à outra com as mesmas características porém situados em local 
de elevada degradação. 
Para Willian (2006, p. 42) há uma valorização dependendo das características am-
bientais no entorno do local, somando a esse critério outros como a proximidade de locais 
estratégicos como escolas, transporte, padarias, etc. Como o comprador desconhece todos 
43UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
os benefícios de morar num local de elevada qualidade ambiental, a avaliação monetária 
através dessa técnica pode estar subvalorizada, oferecendo apenas uma estimativa. 
●	 O Custo de Viagem é a disposição que um indivíduo tem de pagar pelo uso de 
determinado bem ambiental, como um parque, uma cachoeira, uma praia, etc. 
em sua determinação, é utilizado o custo médio das viagens, o qual envolve o 
custo da viagem (deslocamento), despesas com hotéis e restaurantes, as horas 
de trabalho trocadas pela visita ao ativo ambiental em questão, o pagamento de 
entradas no local, etc. 
O Valor da Vida Humana é o mais difícil em ser valorado. Para Willian (2006, p. 44) 
ao citar BeIlia (1996) assinala que:
as formas de calcular o valor de uma vida, o autor elimina aquelas considera-
das muito simples e também as que envolvem sentimentos. Como exemplo 
de um cálculo simples do valor da vida Buarque 1989 apud Bellia 1996 apre-
senta os valores de um seguro de vida, pressupondo que esses seriam os 
valores que os indivíduos atribuem a sua vida. Contudo, em caso de morte, 
esse	valor	serve	apenas	para	cobrir	despesas	e	amenizar	o	desespero	finan-
ceiro pelo qual na maioria das vezes passam os dependentes do falecido. 
Outro motivo para descartar os seguros de vida como medida de valor é o 
fato da maioria dos jovens não estarem interessados em adquirir seguros 
de vida, isso não quer dizer que ele não atribua valor a sua vida. (WILLIAN, 
2006, p. 44).
44UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
4. O PRINCÍPIO POLUIDOR-PAGADOR; CERTIFICADOS NEGOCIÁVEIS DE POLUIÇÃO
O Art. 225 da Constituição Federal de 1988 é o fundamento constitucional do princí-
pio do usuário-pagador, o qual funciona como vetor para que o bem ambiental seja utilizado 
em benefício da coletividade, pois é bem essencial à qualidade de vida.
Assim, constituição Federal de 1988 em seu artigo nº 225. relata que:
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder 
Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as pre-
sentes e futuras gerações.§1º Para assegurar a efetividade desse direito, 
incumbe ao Poder Público” I – preservar e restaurar os processos ecológicos 
essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; VII – 
proteger	a	fauna	e	a	flora,	vedadas,	na	forma	da	lei,	as	práticas	que	coloquem	
em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou subme-
tam os animais a crueldade “. (BRASIL, 1988, p. 131)
Nesse sentido, May (1994) relata que na garantia dos direitos estabelecidos na 
constituição federal vêm o princípio do Poluidor/Usuário-Pagador entre outros.
 O princípio do usuário-pagador, origina-se do princípio poluidor-pagador que decor-
re o pagamento pela utilização de recursos ambientais, evitando a utilização predatória dos 
recursos naturais e desestimulando assim a degradação da qualidade ambiental, visando 
imputar ao usuário dos bens ambientais o custo do seu “empréstimo”. MAY (1994, p. 58)
Este princípio está previsto no art. 4º, inc. VII, da Lei nº 6.938/81, ao dispor que a 
Política Nacional do Meio Ambiente visará à imposição, ao usuário, da contribuição pela 
utilização	de	 recursos	ambientais	com	fins	econômicos.	O	princípio	do	usuário-pagador,	
45UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
portanto, não ostenta caráter punitivo, já que, independentemente da ilegalidade do com-
portamento do usuário, ele pode ser cobrado pelo mero uso do bem ambiental. Estabelece 
que	os	preços	devem	refletir	 todos	os	custos	sociais	do	uso	e	esgotamento	do	recurso.	
Exemplo: quem utiliza água para irrigação deve pagar pelo uso desse bem ambiental 
limitado.
Assim, as externalidades podem ser negativas quando a ação de uma das partes 
impõe	custos	sobre	a	outra	ou	positivas,	quando	a	ação	de	uma	das	partes	beneficia	a	
outra. 
Para Cavalcanti (1998) a presença de externalidades demonstra uma fonte de má 
alocação	dos	fatores	de	produção	e	uma	ineficiente	distribuição	dos	bens	produzidos,	onde	
alguns agentes consomem em demasia e outros de menos.
Nisto estão as externalidades negativas ou os custos indiretos da exploração dos 
recursos naturais e dos empreendimentos que impactam o meio ambiente precisam ser 
consideradas, não podendo ser ignoradas. MILARÉ (2015)
Segundo Benjamin, (1993 p. 200) as externalidades surgem:
Quando determinada ação produz efeitos em outra pessoa ou empresa pelos 
quais esta não paga ou não é compensada. Traz como consequência a pro-
dução excessiva dos bens que geram externalidades negativas e oferta in-
suficiente	daqueles	que	geram	externalidades	positivas.	O	autor	exemplifica,	
de modo preciso, elencando casos de contaminação do ar ou da água, a qual 
não	é	eficientemente	controlada	por	ação	do	poluidor	porque	este	não	tem	
incentivo para investir na redução da poluição. Em outros casos, as ações 
de uma pessoa ou empresa produzem benefícios não compensados que se 
denominam externalidades positivas.( BENJAMIN, 1993. p. 200).
Segundo Rodrigues (2005, p. 159) além do poluidor-pagador, temos também o 
usuário-pagador e a diferença entre os dois é:
Sendo os bens ambientais de natureza difusa e sendo o seu titular a coletivi-
dade indeterminada, aquele que usa o bem em prejuízo dos demais titulares 
passa	a	ser	devedor	desse	‘empréstimo’,	além	de	ser	responsável	pela	sua	
eventual degradação. É nesse sentido e alcance que deve ser diferenciado 
do poluidor-pagador. A expressão é diversa porque se todo poluidor é um 
usuário (direto ou indireto) do bem ambiental, nem todo usuário é poluidor. O 
primeiro tutela a qualidade do bem ambiental e o segundo a sua quantidade. 
Na	verdade,	o	usuário-pagador	obriga	a	arcar	com	os	custos	do	‘empréstimo’	
ambiental,	 aquele	que	beneficia	 do	ambiente	 (econômica	ou	moralmente),	
mesmo que esse uso não cause qualquer degradação. Em havendo degra-
dação, deve arcar também com a respectiva reparação. Nesta última hipóte-
se, diz-se que o usuário foi poluidor.
Em resumo, o princípio poluidor-pagador é também conhecido como princípio da 
responsabilidade, exige que o poluidor suporte as despesas de prevenção, reparação e 
repressão dos danos ambientais por ele causados. 
46UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
Busca internalizar os custos sociais do processo de produção, ou seja, os custos 
resultantes da poluição devem ser internalizados nos custos de produção e assumidos 
pelos empreendedores de atividades potencialmente poluidoras.
Outro mecanismo interessante que tem funcionado bem nos Estados Unidos no 
intuito de utilizar o processo poluidor-pagador para reduzir a poluição são os certificados	
de poluição negociáveis 
Uma alternativa é a abordagem da taxa que consiste na criação de um mercado 
de	certificados	de	poluição	negociáveis.		Esta	ideia	foi	formulada	por	Dales,	em	1968	onde	
ao invés de colocar uma taxa ao nível necessário para obter a redução das emissões, 
pode	simplesmente	determinar	a	quantidade	de	poluição	aceitável	e	emitir	certificados	de	
poluição, permitindo aos poluidores comprá-los e vendê-losdiretamente entre si.
Desta forma as três principais categorias de políticas ambientais orientadas para o 
mercado são taxas por emissão de poluentes, licenças negociáveis e direitos de proprieda-
de	bem-definidos.
Um programa de licenças negociáveis é um programa em que o governo emite 
licenças permitindo somente uma determinada quantidade de poluição. Estas licenças para 
poluir podem ser vendidas ou dadas a empresas gratuitamente.
Uma taxa de poluição é um imposto incidente sobre a quantidade de poluição que 
uma empresa emite.
Os direitos de propriedade são os direitos legais de propriedade em que os outros 
não estão autorizados a violar sem pagar compensação.
47UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
5. CONTROLE DA QUALIDADE AMBIENTAL - CONTROLE DA QUALIDADE DAS 
ÁGUAS, DO AR E DO SOLO.
A	Lei	6.938/81	foi	a	primeira	norma	brasileira	a	definir	legalmente	o	meio	ambiente.	
De acordo com o art. 3º, I da referida lei, meio ambiente é o conjunto de condições, leis, 
influências	e	interações	de	ordem	física,	química	e	biológica,	que	permite,	abriga	e	rege	a	
vida em todas as suas formas. Ademais, em seu art. 2º, I, temos o meio ambiente como um 
patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso 
coletivo.
Desta forma, considera-se, de maneira geral, que a qualidade do meio ambiente 
constitui fator determinante para o alcance de uma melhor qualidade de vida. 
Sewell	(1978,	p.	01)	define	controle	ambiental	como:
“o	ato	de	influenciar	as	atividades	humanas	que	afetem	a	qualidade	do	meio	
físico do homem, especialmente o ar, a água e características terrestres”. 
Nesse contexto, considera-se que controlar e manter um elevado padrão de 
qualidade	ambiental	constitui	um	grande	desafio,	tendo	em	vista	as	condições	
atuais de grande parte das cidades do mundo contemporâneo, principalmen-
te àquelas dos países “subdesenvolvidos” como o Brasil que passaram por 
um processo de urbanização desenfreado e que continuam se expandindo 
de maneira caótica e desumana, expressando, respectivamente, desordem 
e injustiças sociais.
Dentro do contexto de qualidade ambiental, Machado (1997, p. 16), relata que a 
importância da qualidade do solo na manutenção do ecossistema. 
48UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
 Nesse sentido, Motta (2001) diz que a qualidade do solo está intimamente ligada 
a capacidade de exercer suas funções na natureza que são: funcionar como meio para o 
crescimento	das	plantas;	regular	e	compartimentalizar	o	fluxo	de	água	no	ambiente;	esto-
car e promover a ciclagem de elementos na biosfera; e servir como tampão ambiental na 
formação, atenuação e degradação de compostos prejudiciais ao ambiente.
Para Machado (1997, p. 16), a qualidade do solo tem efeitos profundos na saúde 
e na produtividade de um determinado ecossistema e nos ambientes a ele relacionados. 
Diferentemente do ar e da água, para os quais existem padrões de qualidade, 
a	definição	e	quantificação	da	qualidade	do	solo	não	é	simples	em	decorrên-
cia da complexidade dos fatores envolvidos e de não ser o solo consumido 
diretamente pelo homem e animais. A qualidade do solo é aceita, frequen-
temente, como uma característica abstrata que depende, além de seus atri-
butos intrínsecos, de fatores externos, como as práticas de uso e manejo, 
de interações com o ecossistema e das prioridades socioeconômicas e po-
líticas. O conceito do que seja um solo com qualidade depende das priori-
dades previamente estabelecidas. Contudo, deve levar em consideração a 
sua funcionalidade múltipla para não comprometer, no futuro, o desempenho 
de algumas de suas funções. Assim, um determinado tipo de solo pode ser 
considerado com boa qualidade quando apresentar a capacidade, dentro dos 
limites de um ecossistema natural ou manejado, de manter a produtividade 
e a biodiversidade vegetal e animal, melhorar a qualidade do ar e da água 
e contribuir para a habitação e a saúde humana. (MACHADO, 1997, p. 16).
Entretanto, Machado (1997, p. 18), relata que os solos são de vital importância 
à manutenção da vida na Terra e possuem cinco papéis básicos ou funções no nosso 
ambiente:
●	 O	solo	sustenta	o	crescimento	da	flora,	principalmente	fornecendo	a	estrutura	
necessária para a sua existência.
●	 As características dos solos determinam o destino da água na superfície da 
Terra, essencial para a sobrevivência.
●	 O solo desempenha um papel essencial na reciclagem de nutrientes e no des-
tino que se dá aos corpos de animais (incluindo o homem) e restos de plantas 
que morrem na superfície da Terra.
●	 O solo é o habitat, a casa de muitos organismos.
●	 Os solos são capazes de fornecer material para construção de casas e edifí-
cios, além de proporcionar a fundação para essas construções.
Para Santos (1993, p. 130) a avaliação quantitativa da qualidade do solo é funda-
mental na determinação da sustentabilidade dos sistemas de manejo utilizados. A determi-
nação	de	indicadores	de	qualidade	de	solo	se	faz	necessária	para	possibilitar	a	identificação	
de áreas problemas utilizadas na produção, fazer estimativas realistas de produtividade, 
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/flora
49UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
monitorar mudanças na qualidade ambiental e auxiliar agências governamentais a formular 
e avaliar políticas agrícolas de uso da terra.
Com relação à água seu controle tem relação com o uso que se faz dessa água. 
Por exemplo, uma água de qualidade adequada para uso industrial, navegação ou geração 
hidrelétrica pode não ter qualidade adequada para o abastecimento humano, a recreação 
ou a preservação da vida aquática. 
Os	padrões	de	qualidade	são	fixados	por	entidades	públicas,	com	o	objetivo	de	
garantir	que	a	água	a	ser	utilizada	para	um	determinado	fim	não	contenha	impurezas	que	
venham a prejudicá-lo.
Existe uma grande variedade de indicadores que expressam aspectos parciais da 
qualidade das águas. No entanto, não existe um indicador único que sintetize todas as 
variáveis	de	qualidade	da	água.	Geralmente	são	usados	indicadores	para	usos	específicos,	
tais como o abastecimento doméstico, a preservação da vida aquática e a recreação de 
contato primário (balneabilidade).
No tocante ao abastecimento público o controle da qualidade é feito no momento 
em que a água entra na estação, estendendo-se até as residências, onde existe um mo-
nitoramento através de coletas nas residências, escolas, creche e hospitais, realizados 
semanalmente, sendo que a potabilidade da água tem de estar de acordo com a OMS 
(Organização Mundial de Saúde).
Uma	forma	de	definir	a	qualidade	das	águas	dos	mananciais	é	enquadrá-los	em	
classes, em função dos usos propostos para os mesmos, estabelecendo-se critérios ou 
condições a serem atendidos.
De acordo com a RESOLUÇÃO CONAMA N° 357/ 2005, que dispõe sobre a classi-
ficação	dos	corpos	de	água	e	diretrizes	ambientais	para	o	seu	enquadramento,	bem	como	
estabelece	as	condições	e	padrões	de	lançamento	de	efluentes,	e	dá	outras	providências,	
os	corpos	hídricos	nacionais	são	classificados	em	nove	classes,	sendo	as	cinco	primeiras	
classes de água doce (baixa quantidade de sais minerais), as duas seguintes de água 
salinas (média quantidade de sais minerais), e as duas últimas de águas salobras (alta 
quantidade de sais minerais), (BRASIL, 2005).
Para	cada	classe	citada	acima	existem	restrições	de	uso	e	lançamento	de	efluentes,	
sendo que a classe que mais possui restrições de uso é a Classe Especial.
No tocante ao controle de qualidade do ar, sua gestão envolve medidas mitigadoras 
que	tenham	como	base	a	definição	de	limites	permissíveis	de	concentração	dos	poluentes	
50UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
na atmosfera, restrição de emissões, bem como um melhor desempenho na aplicação dos 
instrumentos de comando e controle, entre eles o licenciamento e o monitoramento. 
Em nível federal, a primeira legislação mais efetivade controle da poluição atmos-
férica foi a Portaria do Ministério do Interior de nº 231, de 27 de abril de 1976, que visava 
a estabelecer padrões nacionais de qualidade do ar para material particulado, dióxido de 
enxofre, monóxido de carbono e oxidantes fotoquímicos.
Nesse contexto de demandas institucionais e normativas, o CONAMA, por meio 
da Resolução nº 05 de 15 de junho de 1989, criou o Programa Nacional de Controle de 
Qualidade do Ar - PRONAR, com o intuito de “permitir o desenvolvimento econômico e 
social do país de forma ambientalmente segura, pela limitação dos níveis de emissão de 
poluentes por fontes de poluição atmosférica, com vistas à melhora da qualidade do ar, ao 
atendimento dos padrões e estabelecidos e o não comprometimento da qualidade do ar nas 
áreas consideradas não degradadas”.
Como	 medidas	 de	 curto	 prazo	 foram	 estabelecidas:	 a	 definição	 dos	 limites	 de	
emissão	para	 fontes	poluidoras	prioritárias;	a	definição	dos	padrões	de	qualidade	do	ar;	
o	enquadramento	das	áreas	na	classificação	de	usos	pretendidos;	o	apoio	à	formulação	
dos Programas Estaduais de Controle de Poluição do Ar; a capacitação laboratorial e a 
capacitação de recursos humanos.
Entretanto,	os	avanços	observados	foram	limitados,	tendo	sido	fixados	tão	somente	
limites	de	emissão	para	óleo	e	carvão.	Maiores	avanços	deram-se	quanto	à	definição	dos	
padrões de qualidade do ar.
51UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
6. INSTRUMENTOS DE GESTÃO AMBIENTAL - EDUCAÇÃO AMBIENTAL 
 
As práticas educativas ambientais devem proporcionar mudanças de hábitos, ati-
tudes e práticas sociais, sendo, portanto, a Educação Ambiental o caminho para que as 
pessoas adquiram consciência da importância de terem atitudes sustentáveis. 
É	inegável	que	a	educação	ambiental	contribui	significativamente	para	a	proteção	
do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida.
Nesse sentido, Medina, (2001, p. 20) aponta que:
Há de se promover urgente conscientização social sobre a problemática 
do meio ambiente visando à educação e ética ambientais, proporcionando, 
por consequência, uma vida mais saudável para a população mundial, que 
esbarra	com	as	novas	tecnologias	e	o	crescimento	demográfico,	que	estão	
ocorrendo sem o devido cuidado com o meio ambiente. Imprescindível, por-
tanto, um esforço para a educação em questões ambientais dirigidas tanto às 
gerações jovens como aos adultos e que se preste à devida atenção ao setor 
da população menos privilegiado, para fundamentar as bases de uma opinião 
pública bem informada e de uma conduta dos indivíduos, das empresas e das 
coletividades inspirada por sua responsabilidade sobre a proteção e melhoria 
do meio ambiente em toda sua dimensão humana (Medina, 2001, p. 20).
Mudança de paradigmas implica discutir valores para construir uma sociedade mais 
justa, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a sobrevivên-
cia das futuras gerações.
Segundo Medina (2001) a atuação dos educadores ambientais nas políticas 
públicas	de	águas	é	portadora	de	um	significativo	potencial	sinérgico	capaz	de	 incutir	e	
sedimentar uma perspectiva realmente sistêmica, integradora e ambiental como diferencial 
52UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
para	qualificar	a	gestão	dos	recursos	hídricos	no	país	e	promover	a	efetiva	melhoria	nas	
condições de vida das pessoas e do meio com o qual convivem.
Para	Medina	(2001)	dentre	várias	definições	sobre	o	que	é	EA,	destaca-se:
a Educação Ambiental como processo [...] consiste em propiciar às pessoas 
uma compreensão crítica e global do ambiente, para elucidar valores e de-
senvolver atitudes que lhes permitam adotar uma posição consciente e par-
ticipativa a respeito das questões relacionadas com a conservação e a ade-
quada utilização dos recursos naturais deve ter como objetivos a melhoria 
da qualidade de vida a eliminação da pobreza extrema e do consumismo 
desenfreado. (MEDINA, 2001, p. 17).
Assim, a promoção de processos continuados e permanentes de desenvolvimento 
de capacidades e de Educação Ambiental para a Gestão de Águas constitui iniciativa es-
tratégica fundamental para assegurar a sustentabilidade do crescimento da economia e a 
promoção do desenvolvimento sustentável. (Ministério do Meio Ambiente, 2015)
Entendendo que educação ambiental é um processo que deve partir do interno para 
o externo, levando a mudanças de hábitos e comportamentos como pequenas iniciativas 
no lar, escola, bairro, até alcançar uma abrangência mais ampla, que envolva uma região, 
estado,	país,	beneficiando	todo	o	ecossistema	e	a	humanidade,	nesse	processo,	a	família	
e	a	escola	figuram	como	os	principais	responsáveis	por	disseminar	a	importância	dos	bons	
hábitos e da consciência ambiental. 
Os resultados obtidos são levados pelo resto da vida e disseminados, garantindo a 
eficácia	e	a	construção	de	uma	sociedade	mais	responsável	ecologicamente.
No Brasil, com a aprovação da Lei nº 9.795/1999, que institui a Política Nacional de 
Educação	Ambiental,	e	dentre	várias	premissas,	a	lei	afirma	trata-se	de	um	componente	es-
sencial e permanente da educação no Brasil, que deve estar presente de forma articulada, 
em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal.
A Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA (Lei 9.795/1999) estabelece, 
como um dos objetivos estratégicos da EA, o incentivo à participação individual e coletiva, 
permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se 
a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania. De 
forma coerente com a política das águas, a construção de uma cultura da participação, 
qualificada	com	o	diálogo,	mostra-se	como	um	dos	eixos	centrais	da	PNEA.	
Segundo o artigo 1º da Lei 9.795/1999, entende-se por educação ambiental:
os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem va-
lores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas 
para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essen-
cial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. (BRASIL, PNEA, 1999).
E complementa ainda no seu artigo 5º, também como um dos seus objetivos funda-
mentais que a educação ambiental deve promover o desenvolvimento de uma compreensão 
integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos 
ecológicos,	psicológicos,	legais,	políticos,	sociais,	econômicos,	científicos,	culturais	e	éticos.
53UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
7. AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL E PLANEJAMENTO TERRITORIAL E AMBIENTAL 
Para um correto gerenciamento ambiental uma das premissas mais importante é a 
identificação	e	avaliação	de	aspectos	e	impactos	ambientais.	Constitui	o	primeiro	passo	da	
fase de planejamento proposta pela ISO 14.001:2015, onde todos os demais requisitos da 
norma está ligado a este passo. 
A ISO 14.001/2015, na fase de planejamento dentro do	escopo	definido	no	sistema	
de	gestão	ambiental	determina	que	a	organização	deva:	“identificar os aspectos ambientais 
relacionados às suas atividades, produtos e serviços os quais ela possa controlar e aque-
les	que	ela	possa	influenciar,	e	seus	impactos	ambientais	associados,	considerando	uma	
perspectiva de ciclo de vida”. (ISO 14.001/2015).
Desta	forma,	Aspectos	Ambientais	podem	ser	definidos	como	elementos	das	ativi-
dades, produtos ou serviços de uma organização que podem interagir com o meio ambien-
te, causando ou podendo causar impactos ambientais, sejam eles positivos ou negativos. 
(ABNT ISO 14001: 2004)
 O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), por meio da Resolução 
001/86, conceitua impacto ambiental da seguinte forma:
Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas 
e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou 
energia resultante de atividades humanas que, direta ou indiretamente, afe-
tem: a saúde, segurançae o bem-estar da população; as atividades sociais e 
econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias e o meio ambiente e 
a qualidade dos recursos ambientais. (CONAMA, 1986).
54UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
Empreendimentos e atividades que utilizam recursos ambientais e/ou são capazes 
de causar degradação ambiental, devem fazer o Levantamento de Aspectos e Impactos 
Ambientais (LAIA). 
O (LAIA) é o diagnóstico da situação ambiental da unidade avaliada e auxilia no 
processo de tomada de decisões, trazendo planos de ações aos gestores para a mitigação 
dos impactos ambientais. Esta ferramenta subsidia o SGA (Sistema de Gestão Ambiental) 
bem	como	a	certificação	da	unidade	com	base	nas	normas	ISO	14001.
Nesse diagnóstico a empresa deve elencar as causas dos impactos ambientais 
causados por suas atividades buscando mecanismos para controlar e prevenir os riscos 
que possam ocorrer e comprometam o meio ambiente.
Os	dados	que	devem	fazer	parte	da	estrutura	do	LAIA	são:	Identificação	das	áreas,	
processos	 e	 atividades	 da	 empresa;	 identificação	 dos	 aspectos	 e	 impactos	 ambientais;	
frequência ou probabilidade do aspecto ambiental; abrangência do impacto ambiental; se-
veridade	do	impacto	ambiental;	classe	do	impacto	ambiental	e	Identificação	dos	aspectos	
ambientais	significativos.
Os dados levantados durante o LAIA devem ser catalogados e separados, para 
posteriormente realizar o cruzamento das informações, podendo ser utilizada a metodolo-
gia	FMEA	(Failure	Mode	and	Effect	Analysis).	Trata-se	da	Análise	do	Tipo	e	Efeito	de	Falha,	
uma ferramenta que apura os riscos potenciais e aponta ações de melhoria.
O Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais de uma organização é umas 
das etapas mais importantes para a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental 
(SGA)	eficaz,	e	um	dos	requisitos	para	uma	empresa	conseguir	um	licenciamento	ambiental.
O	levantamento	é	obrigatório	para	empresas	que	pretendem	se	certificar	na	nor-
ma NBR ISO 14001. Um dos itens da norma é justamente o levantamento de aspectos e 
impactos ambientais.
Dentro dos Sistemas Produtivos Industriais, existem metodologias para a avaliação 
de impactos ambientais, tais como: o Método GAIA - Gerenciamento de Aspectos e Im-
pactos Ambientais (LERÍPIO, 2001), MECAIA Modelo Econômico de Controle e Avaliação 
de Impactos Ambientais (MEDEIROS, 2003), MAICAPI - Metodologia para Avaliação de 
Impactos e Custos Ambientais em Processos Industriais (SILVA; AMARAL, 2011), Produção 
Mais Limpa (P+L), Análise do Ciclo de Vida –(ACV), entre outras. 
Porém, vale ressaltar que estas ferramentas de análise enfatizam as questões re-
lacionadas ao meio ambiente dentro de um contexto mais amplo e, prejudicam a avaliação 
https://www.verdeghaia.com.br/blog/auditoria-interna-sistema-gestao-ambiental/
https://www.verdeghaia.com.br/blog/auditoria-interna-sistema-gestao-ambiental/
55UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
de impactos ambientais, tornando inviável seu uso para empresas menores, tornando muito 
complexa sua implementação e utilização dos recursos necessários.
Para melhor entendimento o Método GAIA, avalia a sustentabilidade ambiental da 
empresa, através do mapeamento da cadeia de produção, sensibilizando seus gestores. 
A metodologia é considerada dispendiosa na obtenção dos dados e tornando inviável com 
custo muito alto para ser subsidiada por empresas de pequeno porte. 
O Método MECAIA tem por objetivo avaliar os impactos e custos ambientais in-
serindo-os na estrutura do modelo Balanced Scorecard (BSC). Considera-se o método 
trabalhoso e o tempo de aplicação longo.
A Metodologia MAICAPI avalia os impactos globais, associada à análise de im-
pactos locais e regionais, com foco no chão de fábrica, a análise proposta (que conjuga 
aspectos ambientais e econômicos) torna sua aplicação demasiadamente longa e, conse-
quentemente, com um alto custo associado.
Entretanto, é consenso que a aplicação de tais metodologias envolve grande es-
forço, mobilização de pessoas, complexidade de análises e, em alguns casos, ao inserir a 
questão ambiental dentro de um contexto mais amplo, ocorre à perda de foco da avaliação 
de impactos ao meio ambiente propriamente dita.
Já a produção mais limpa visa à redução do uso de matérias-primas não renováveis 
e em seu princípio traz orientações e critérios para desenvolvimento de projeto sustentável 
que, se seguidos, podem levar a avanços úteis em relação à redução de custos e ganhos 
ambientais (SILVA, 2011).
A adoção de princípios/ferramentas da produção mais limpa (P+L) consiste na 
incorporação de ideias sobre sustentabilidade na produção, transformando-as em proce-
dimentos	e	práticas	com	o	objetivo	de	reduzir	desperdícios,	atender	com	maior	eficácia	às	
normas e requisitos ambientais, promover tratamento dos resíduos gerados, resultando na 
minimização de custos (SILVA, 2011).
A (ACV) é uma metodologia poderosa de avaliação ambiental que serve para 
quantificar	os	impactos	do	berço	ao	túmulo,	desde	a	extração	da	matéria-prima	até	o	uso	e	
descarte	final.	
Por permitir uma avaliação pormenorizada dos impactos em cada uma das etapas 
de produção, a Análise de Ciclo de Vida fornece informações valiosas para a indústria, 
conforme	demonstrada	na	figura	08	que	representa	as	entradas	e	saídas	de	insumos	ao	
longo do ciclo de vida de um produto, representando todos os aspectos envolvidos ao longo 
do ciclo de vida que devem ser computados na ACV.
56UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
FIGURA 02: REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DO 
CICLO DE VIDA DE UM PRODUTO
Fonte: Adaptado de Rebitzer et al (2004)
A	partir	da	ACV	pode-se	avaliar	a	maneira	mais	eficaz	o	ciclo	de	vida	do	produto	
para reduzir o impacto por ele produzido, além da necessidade de se engajar com forne-
cedores	e	consumidores	finais	para	buscar	a	minimização	de	impactos	além	das	unidades	
produtivas da empresa.
De acordo com a NBR ISO 14040:2009 a ACV é uma técnica para avaliar aspectos 
ambientais e impactos potenciais associados a um produto mediante:
●	 a compilação de um inventário de entradas e saídas pertinentes de um sistema 
de produto;
●	 a avaliação dos impactos ambientais potenciais associados a essas entradas e 
saídas;
●	 a interpretação dos resultados das fases de análise de inventário e de avaliação 
de impactos em relação aos objetivos dos estudos.
●	 A ACV pode ajudar:
●	 na	 identificação	de	oportunidades	para	melhorar	os	aspectos	ambientais	dos	
produtos em vários pontos de seu ciclo de vida;
●	 na tomada de decisões na indústria, organizações governamentais ou não-go-
vernamentais	(por	exemplo,	planejamento	estratégico,	definição	de	prioridades,	
projeto ou reprojeto de produtos ou processos);
●	 na seleção de indicadores pertinentes de desempenho ambiental, incluindo 
técnicas de medição; e
●	 no marketing (por exemplo, uma declaração ambiental, um programa de rotula-
gem ecológica ou uma declaração ambiental de produto)
57UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
A ACV tem como linha mestra a série de normas ISO 14.040 e é composta por 
quatro	fases:	definição	de	objetivo	e	escopo,	análise	de	inventário,	avaliação	de	impactos	
ambientais	e	interpretação	conforme	demonstrado	na	figura	09	abaixo:
FIGURA 03: ESTRUTURA E APLICAÇÕES DA ACV.
Fonte: Norma ABNT NBR ISO 10040:2009
SAIBA MAIS
A	avaliação	ambiental	de	um	processo	produtivo	inicia-se	com	a	identificação	de	suas	
atividades, produtos ou serviços que interagem com o meio ambiente. Todavia é neces-
sário selecionar aqueles que possuem maior impacto ambiental negativo.
Fonte: SILVA, P. R. S. da; Amaral, F. G..Modelo para Avaliação Ambiental em Sistemas 
Produtivos Industriais - MAASPI - aplicação em uma fábrica de esquadrias metálicas. 
Revista: Gestão & Produção. vol.18 no.1 São Carlos 2011.
Disponível	em:	http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-530X2011000100004.Acesso: 29 Jan.2020.
58UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
REFLITA 
A Coca-Cola após analisar o impacto de suas embalagens, mudou toda a linha de pro-
dução de latas e garrafas. E a mudança nas garrafas de vidro provocou uma redução 
de emissão de 26 mil toneladas de gás carbônico. A aplicação da ACV para avaliar o 
impacto	de	sacolas	de	supermercado	para	verificar	qual	sacola	tem	menor	impacto	so-
bre	o	meio	ambiente:	a	de	papel	ou	a	de	plástico?	O	estudo	comprovou	que	a	pegada	
de uma sacola de plástico é menor do que a de papel, quando considerado todo o ciclo 
de vida do produto. As, sacolas de papel consomem 4 vezes mais água na produção e 
têm maior impacto de emissões de resíduo. Resultados semelhantes foram encontra-
dos por outros estudos no Reino Unido e na França. Finalmente, o pesquisador holan-
dês Jan M. Kooijman analisou os impactos de um produto agrícola e chegou à seguin-
te conclusão sobre a pegada ambiental:49% se referem ao plantio, cultivo, colheita e/
ou processamento;11% são da distribuição;16% dizem respeito ao resfriamento para 
conservação;14% são do preparo;10% se devem à embalagem, divididos em 7% para 
a embalagem primária e 3% para o transporte. A ACV tem um papel relevante pela 
melhoria dos produtos, da gestão dos impactos ambientais e do consumo responsável.
Fontes: 
COCA-COLA BRASIL. Embalagens: como repensá-las sob a perspectiva da sustentabilidade. Disponível 
em: https://www.cocacolabrasil.com.br/historias/embalagens-como-repensa-las-sob-a-perspectiva-da-e-
conomia-circular. Acesso em 29 ago.2020
GLOBO.COM.	Plástico	 ou	 papel:	 qual	 sacola	 é	menos	 prejudicial	 ao	meio	 ambiente?	Disponível	 em:	
https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/01/31/plastico-ou-papel-qual-sacola-e-menos-prejudicial-ao-
-meio-ambiente.ghtml. Acesso: 29 ago.2020
http://www.coca-colacompany.com/stories/reduce
http://publications.environment-agency.gov.uk/PDF/SCHO0711BUAN-E-E.pdf
http://www.ademe.fr/htdocs/actualite/rapport_carrefour_post_revue_critique_v4.pdf
http://www.abre.org.br/setor/apresentacao-do-setor/a-embalagem/analise-do-ciclo-de-vida/
http://www.abre.org.br/setor/apresentacao-do-setor/a-embalagem/analise-do-ciclo-de-vida/
https://www.cocacolabrasil.com.br/historias/embalagens-como-repensa-las-sob-a-perspectiva-da-economia-circular
https://www.cocacolabrasil.com.br/historias/embalagens-como-repensa-las-sob-a-perspectiva-da-economia-circular
59UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste capítulo falamos sobre a importância da empresa adotar ferramentas ou ins-
trumentos de gestão ambiental que visam auxiliar no processo de planejamento, bem como 
na operacionalização da gestão ambiental, de modo que essa gestão possa ser integrada 
de maneira estratégica por todas as suas atividades.
É importante se buscar medidas gerenciais ambientalmente corretas, incluindo a 
adoção de Gestão Ambiental. Desta forma a implantação da gestão ambiental tem sido 
uma das respostas das empresas a esse conjunto de pressões
O princípio do usuário-pagador estar relacionado e decorre do princípio do polui-
dor-pagador, as diferenças entre ambos são nítidas, já que no caso do usuário-pagador 
a	necessidade	de	contrapartida	financeira	pelo	agente	usuário	do	recurso	ambiental	não	
depende do cometimento de infração ambiental, ou mesmo da ocorrência de poluição.
Desta forma entende-se que a economia ambiental é o campo de estudo preocupa-
do	com	o	fluxo	de	resíduos	que	migram	da	atividade	econômica	de	volta	para	a	natureza.	
A valoração econômica ambiental busca avaliar o valor econômico de um recurso 
ambiental através da determinação do que é equivalente, em termos de outros recursos 
disponíveis na economia, que estaríamos dispostos a abrir mão de maneira a obter uma 
melhoria de qualidade ou quantidade do recurso ambiental.
	A	Lei	nº	9.984/92	prevê	a	cobrança	pelo	uso	da	água,	 justificada	pela	busca	da	
sustentabilidade ao processo de reversão do quadro de degradação. Os recursos da co-
brança devem ser investidos em ações que gerem a recuperação da qualidade ambiental 
dos corpos hídricos. 
60UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
LEITURA COMPLEMENTAR
Artigo: MEDEIROS, D. D.; Silva, G. C. S. da.. Análise do Gerenciamento Ambiental 
em Empresas do Estado de Pernambuco. XXIII Encontro Nac. de Eng. de Produção - 
Ouro Preto, MG, Brasil. 2003. Acesso: 29 ago.2020.
Resumo: Um Sistema de Gestão Ambiental permite que uma organização controle 
permanentemente os efeitos do processo produtivo no meio ambiente.
61UNIDADE II Economia Ambiental, Controle da Qualidade
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Educação Ambiental: Princípios e práticas
Autor: Genebaldo Freire Dias
Editora: Editora Gaia; Edição: 9
Sinopse: O desenvolvimento e a prática da Educação Ambiental 
no Brasil sempre esbarrou em graves problemas socioeconômi-
cos, acrescidos da falta de materiais educativos adequados sobre 
Educação Ambiental (EA). Este livro reúne as informações básicas 
conceituais sobre a EA, faz um histórico de suas atividades pelo 
mundo, sugere mais de cem atividades para sua prática, fornece 
subsídios para a ampliação dos conhecimentos sobre EA e expõe 
as diferentes formas legais de ação individual e comunitária que 
possibilitam um exercício de cidadania, visando uma melhor qua-
lidade de vida. Trata-se de uma obra inovadora pelo seu pioneiris-
mo como documento para estudiosos e leigos, posicionando a EA 
como instrumento de busca da harmonia racional e responsável 
entre o homem e o seu meio ambiente.
FILME/VÍDEO 
Título: IMPACTO	 AMBIENTAL	 -	 Resumo	 de	 Geografia	 para	 o	
Enem
Ano: 2018 
Sinopse: Avaliação de Impacte Ambiental (AIA): instrumento de 
carácter preventivo da política do ambiente, sustentado na rea-
lização de estudos e consultas, com efetiva participação pública 
e análise de possíveis alternativas, que tem por objeto a recolha 
de	informação,	identificação	e	previsão	dos	efeitos	ambientais	de	
determinados	projetos,	 bem	como	a	 identificação	e	proposta	de	
medidas que evitem, minimizem ou compensem esses efeitos, 
tendo em vista uma decisão sobre a viabilidade da execução de 
tais projetos e respectiva pós-avaliação.
• Link do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=pG0UNRcOUdI
https://www.youtube.com/watch?v=pG0UNRcOUdI
62
Plano de Estudo:
●	 Conceito e importância da política ambiental; 
●	 Instrumentos de Política Ambiental e a polícia Nacional 
 de Meio Ambiente
●	 Políticas ambientais e o comércio internacional -
 determinantes do investimento ambiental 
●	 O que é desenvolvimento sustentável; 
●	 O	conceito	de	ecoeficiência	
●	 Responsabilidade social corporativa 
●	 Rotulagem Ambiental, Mercados verdes e “selo verde”. 
●	 Legislação ambiental - Princípios gerais do direito ambiental; 
●	 Responsabilidade ambiental, Infrações e sanções 
 administrativas e constitucionalidade do direito ambiental;
●	 Declaração de Estocolmo e a Declaração do Rio de Janeiro;
Objetivos da Aprendizagem:
●	 Conhecer os conceitos e importância da política ambiental; 
●	 Entender os instrumentos de Política Ambiental e a polícia Nacional de Meio Ambiente
●	 Saber as políticas ambientais e o comércio 
internacional - Determinantes do investimento ambiental 
●	 Entender o que é desenvolvimento sustentável; 
●	 Saber	o		conceito	de	eco-eficiência	
●	 Compreender responsabilidade social corporativa 
●	 Saber sobre rotulagem Ambiental, Mercados verdes e “selo verde”. 
●	 Conhecer a legislação ambiental - 
Princípios gerais do direito ambiental; 
UNIDADE III
Políticas Ambientais, Empresas e 
Desenvolvimento Sustentável 
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco
63UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
INTRODUÇÃO
Neste capítulo demonstraremos os conceito e importância da política ambiental, 
seus instrumentos e como funciona dentro do comércio internacional. A Política Ambiental 
consiste no compromisso que a empresa tem coma comunidade e na preocupação em 
deixar para as gerações futuras um meio ambiente equilibrado e sustentável, em que a 
realidade atual seja consistentemente alterada com o princípio da melhoria contínua.
Explanaremos sobre o que é desenvolvimento sustentável, o conceito de ecoe-
ficiência,	mostrando	 que	 a	 sustentabilidade	 deve	 ser	 concebida	 como	 a	 capacidade	 de	
manutenção e conservação da vida. Um processo de desenvolvimento em constante 
adaptação da sociedade na busca por qualidade de vida, incluindo a satisfação de suas 
necessidades básicas e de ampliação de suas liberdades e potencialidades.
Desenvolvimento não deve ser confundido apenas com crescimento econômico, 
pois este, em princípio, depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. 
O desenvolvimento nestas bases é insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos 
naturais dos quais a humanidade depende.
Desenvolvimento	significa	produzir,	 propondo	em	suas	atividades	projetos,	 solu-
ções e tecnologias sustentáveis, capazes de reduzir ou eliminar os impactos ambientais 
causados pelo homem na exploração dos recursos naturais, procurando harmonia entre os 
objetivos de desenvolvimento econômico, social e a conservação ambiental. Complemen-
tando abordaremos responsabilidade social corporativa; determinantes do investimento 
ambiental.
Mostraremos que rotulagem ambiental ou rótulos ecológicos é a indicação de que 
um produto ou serviço possuem atributos ambientais, onde é demonstrado sob a forma de 
atestados,	símbolos	ou	gráficos	em	rótulos	de	produtos	ou	embalados.
Rotulagem ambiental constitui avanços nos padrões éticos que visam estimular 
fabricantes e consumidores a adotarem postura sustentável perante os assuntos ambien-
tais. Esta é uma das ferramentas que orientam o desenvolvimento de novos padrões de 
consumo ambientalmente saudáveis, motivando a evolução da produção industrial.
E	finalizando	explanaremos	os	princípios	gerais	do	direito	ambiental;	Constituciona-
lidade do direito ambiental, declaração de Estocolmo e política Nacional do Meio Ambiente.
64UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
1. CONCEITO E IMPORTÂNCIA DA POLÍTICA AMBIENTAL 
A política Ambiental de uma empresa deve considerar a missão, visão, valores, 
essenciais	e	benéficos	da	organização.	Ser	estabelecida	após	a	revisão	ambiental	inicial	
da	empresa	pela	alta	administração	e	revisada	ao	final	de	cada	ciclo,	mas	imutável	dentro	
de um ciclo.
Deve ser evidenciada por meio de um documento escrito, uma carta de compro-
misso	 da	 empresa	 abordando	 todos	 os	 valores	 e	 filosofia	 da	 empresa	 relativa	 ao	meio	
ambiente, bem como apontar os requisitos necessários ao atendimento de sua política 
ambiental,	por	meio	dos	objetivos,	metas	e	programas	ambientais.	Reis	&	Queiroz	(2002)
Segundo	Reis	&	Queiroz	 (2002)	 a	Série	 ISO	 14001,	 no	 seu	 requisito	 relativo	 à	
política	ambiental,	afirma	que:	
A alta administração deve estabelecer a política ambiental da empresa e 
assegurar que ela: seja apropriada à natureza, escala e impactos ambien-
tais de suas atividades, produtos ou serviços; inclua o compromisso com a 
melhoria contínua e a prevenção da poluição; inclua comprometimento com 
a legislação e normas ambientais aplicáveis e demais requisitos subscritos 
pela organização; forneça a estrutura para o estabelecimento e revisão dos 
objetivos e metas ambientais; esteja disponível para o público. (Documentos 
39, Embrapa Meio Ambiente, 2004, p.10) 
É	 na	 definição	 da	 política	 ambiental	 que	 a	 gestão	 da	 empresa	 formaliza	 o	
compromisso em trabalhar de maneira que promova a proteção e promoção ambiental. É 
preciso	definir	a	equipe	e	avaliar	as	competências	de	que	dispõe.	Pois	assim,	a	organiza-
ção decide acerca da necessidade de contratar ajuda externa uma vez que a maior parte 
65UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
das organizações não dispõe de nenhum especialista em SGA pelo que é aconselhável, 
contratar	um	consultor	especialista	em	sistemas,	a	fim	de	a	organização	ficar	com	uma	
perspectiva mais correta e realista do trabalho a desenvolver. A equipe deverá participar 
na	definição	e	elaboração	da	documentação	do	SGA,	garantir	a	implementação	do	SGA	e	
promover a motivação e envolvimento dos colaboradores. (Documentos 39, Embrapa Meio 
Ambiente, 2004 p.10) 
 Nesse sentido, Barbieri (2007) cita as possíveis maneiras concretas de materializar 
uma política ambiental através das seguintes diretrizes:
●	 Otimização do uso e consumo de recursos naturais;
●	 Redução do desperdício industrial;
●	 Estímulo ao comportamento socioambiental correto;
●	 Atendimento à legislação e normas aplicáveis ao meio ambiente, assim como 
aos demais requisitos estabelecidos na Licença Ambiental;
●	 Prevenir e minimizar a poluição e a geração de resíduos utilizando racionalmen-
te os recursos naturais;
●	 Envolver os funcionários e prestadores de serviços internos, conscientizando-os 
da importância da preservação ambiental;
●	 Gerenciar as atividades e processos, de forma a minimizar o impacto ao meio 
ambiente protegendo assim a atmosfera, a água e o solo;
●	 Adoção de processos de reciclagem;
●	 Ações que visem à redução do consumo de energia;
●	 Planejamento urbano adequado por parte dos governos. Nestas ações são 
importantes; a preservação de áreas verdes e projetos de arborização urbana;
●	 Uso, sempre que possível, de fontes de energia limpa como, por exemplo, eólica 
e solar;
●	 As empresas que geram qualquer tipo de poluição em seu processo produtivo 
devem	adotar	medidas	eficazes	para	que	estes	poluentes	não	sejam	despeja-
dos no meio ambiente (ar, rios, lagos, oceanos e solo);
●	 As empresas devem criar produtos com baixo consumo de energia e, sempre 
que possível, usar materiais recicláveis;
●	 Criação de projetos governamentais voltados para a educação ambiental, prin-
cipalmente em escolas;
●	 Implantação	das	normas	do	ISO	14.000	e	obtenção	do	certificado.
Assim, Lustosa et al. (2003) entende que a Política Ambiental é necessária para 
induzir ou forçar os agentes econômicos a adotarem posturas e procedimentos menos 
agressivos ao meio ambiente, para reduzir a quantidade de poluentes lançados no ambien-
te e minimizar o consumo de recursos naturais.
66UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
2. INSTRUMENTOS DE POLÍTICA AMBIENTAL E A POLÍCIA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE
Segundo a tipologia abaixo relacionada por Lustosa (2003, p. 142) e Barbieri (2007, 
p. 73), descreve os instrumentos da política ambiental:
TABELA 01 - INSTRUMENTOS DE POLÍTICA AMBIENTAL
Comando e controle Econômicos Comunicação
Controle ou proibição de pro-
duto
Tributação sobre produto Fornecimento de informação
Controle de Processo Tributação sobre uso de recur-
sos naturais
Acordos
Proibição ou restrição de ativi-
dades 
Incentivos	fiscais	para	reduzir	
emissões e conservar recursos 
Criação de redes
Especificações	tecnológicas	 Remuneração pela conservação 
de serviços ambientais
Sistema de gestão ambiental
Controle do uso de recursos 
naturais
Financiamento em condições 
especiais 
Selos ambientais
Padrões de poluição para fontes 
específicas
Criação e sustentação de mer-
cados de produtos ambiental-
mente saudáveis 
Marketing ambiental
Padrão de emissão Permissões negociáveis Apoio ao desenvolvimento cien-
tífico	e	tecnológico
Padrão de qualidade Sistemas de depósito- retorno Educação ambiental
Padrão de desempenho Unidades de conservação
Padrões tecnológicos
Proibições e restrições sobre 
produção, comercialização e 
uso de produtos e processos.
Licenciamento ambiental
Estudo de impacto ambiental
Zoneamento ambiental
Fonte: Lustosa et al. (2003, p. 142) e Barbieri (2007, p. 73).
67UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
Os instrumentos de comando e controle são aqueles mais utilizados pelos agentes 
públicos,	segundo	a	legislaçãoe	é	nessa	classificação	que	se	encontram	os	instrumentos	
privilegiados na pesquisa, o Estudo de Impacto Ambiental e o Licenciamento Ambiental.
Segundo Lustosa et al., os instrumentos de comando e controle assumiram duas 
características	definidas:
(i) A imposição pela autoridade ambiental de padrões de emissão incidentes 
sobre	a	produção	final	(ou	sobre	o	nível	de	utilização	de	um	insumo	básico)	
do agente poluidor; (ii) A determinação da melhor tecnologia disponível para 
abatimento da poluição e cumprimento do padrão de emissão (Lustosa et al., 
2003, p. 136).
Complementando Castro (2015), relata que além das ferramentas acima citadas 
temos outras maneiras ou outros instrumentos de gestão ambiental que visam auxiliar no 
processo de planejamento, bem como na operacionalização da gestão ambiental, de modo 
que essa gestão possa ser integrada de maneira estratégica por todas as atividades, sendo:
Avaliação do desempenho ambiental (ADA) – Considerada como avaliação evoluti-
va do desempenho ambiental de uma organização. Esse método permite medir e melhorar 
os resultados da gestão ambiental praticada numa organização ou atividade econômica. 
Existindo ou não um sistema de gestão ambiental formal implementado numa entidade, 
esse instrumento poderá ser aplicado e pode ser mais vantajoso se pelo menos alguns as-
pectos do Sistema de Gestão Ambiental estiverem implementados. (CASTRO, 2015, p.16)
Licenciamento Ambiental – De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, Licen-
ciamento Ambiental é o procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental autoriza a 
localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos e atividades que façam 
uso de recursos naturais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas 
que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental. (CASTRO, 2015, p.16)
Geoprocessamento – Tem como principal elemento a informação. É um sistema 
que permite captar, analisar, consultar, modelar, recuperar e apresentar soluções com 
informações	geograficamente	referenciadas,	os	dados	são	armazenados	em	um	banco	de	
dados. (CASTRO, 2015, p.16)
Educação Ambiental – Tem como objetivo sensibilizar e motivar os empregados 
com	 relação	 ao	 uso	 dos	 recursos	 naturais,	 e	 geralmente	 são	 desenvolvidos	 por	 profis-
sionais treinados da própria empresa ou por consultores externos. A educação ambiental 
é uma das ferramentas mais poderosas para transformar o comportamento humano e é 
também o maior instrumento para desacelerar e reverter o atual quadro de degradação 
ambiental do planeta, causado principalmente pela cultura contemporânea do consumismo 
como gerador de desenvolvimento econômico. (CASTRO, 2015. p.16)
A auditoria ambiental - é uma ferramenta de gestão que permite fazer uma pon-
deração sistemática, periódica, documentada e objetiva dos sistemas de gestão e do 
desempenho	dos	equipamentos	 instalados	em	uma	organização,	para	fiscalizar	e	 limitar	
atividades sobre o meio ambiente. (CASTRO, 2015. p.16)
68UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
3. POLÍTICAS AMBIENTAIS E O COMÉRCIO INTERNACIONAL - DETERMINANTES 
DO INVESTIMENTO AMBIENTAL 
Conseguir exportar e colocar os produtos nacionais no mercado internacional tem 
se tornado cada vez mais difícil, isto porque diversos países adotam políticas ambientais 
rigorosas.
Tal situação é bastante positiva no intuito de cada vez mais as empresas buscarem 
se adequar às diretrizes implantadas. Por outro lado conforme citado Curi, (2011, p. 103) 
é o fato das empresas no intuito de facilitar suas negociações migrarem para localidades 
mais favoráveis às suas operações. 
É comum, por exemplo, que indústrias poluidoras deixem as nações 
desenvolvidas, onde a legislação ambiental é levada a sério, e migrem para 
o Terceiro Mundo, em busca de leis mais favoráveis. Além da liberdade para 
poluir, elas costumam encontrar autoridades convenientes, que fecham os 
olhos para as leis trabalhistas – quando elas existem, permitindo a explora-
ção subumana da mão-de-obra local (CURI, 2011, p. 103)
Para CURI, (2011), o meio ambiente é um dos principais focos de atenção nas 
relações internacionais, pois sua inter-relação em outras atividades humana, resultam em 
consequências globais. Os governos nacionais agora enfrentam o paradigma atual: como 
conciliar meio ambiente e comércio. Primeiramente deve-se levar em consideração como 
meio ambiente e comércio internacional se relacionam. 
Para ocorrer uma troca comercial, é necessário existir alguém que demande um 
produto e/ou serviço, e alguém que os oferte.
69UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
Segundo Queiroz (2005) a política de comércio externo procura a liberalização do 
comércio internacional, por meio de um conjunto de instrumentos de intervenção pública 
sobre o comércio exterior, enquanto que a Política de Meio Ambiente defende a preserva-
ção e/ou conservação ambiental, a saúde e segurança humana, a proteção do consumidor 
e o tratamento dado aos animais. 
Queiroz	(2005)	menciona	ainda	que	o	conflito	surge	entre	as	correntes	dos	ambien-
talistas e a dos defensores do livre comércio. Os primeiros querendo impor seus padrões 
de proteção ambiental, enquanto que os segundos creditam esses padrões como protecio-
nistas. 
Uma prática constante no comércio internacional, que mundialmente é denominado 
de dumping ambiental e social. O dumping ambiental é uma situação de mercado na qual 
uma empresa vende a mercadoria abaixo do custo, ou quando o preço praticado por ela no 
mercado externo é mais baixo do que o praticado no mercado. E o dumping social se refere 
à legislação trabalhista, onde as empresas relatam que é impossível competir com organi-
zações que não se comprometerem com a legislação trabalhista aceita pela Organização 
Internacional do Trabalho – OIT, e faz uso em suas atividades da mão-de- obra infantil, 
trabalho escravo, sem remuneração 
70UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
4. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E CONCEITO DE ECOEFICIÊNCIA 
O ser humano desde a sua existência busca transformar os recursos naturais a 
seu favor, pois desenvolver, transformar, progredir faz parte da sua natureza. Entretanto, 
ao longo da história o próprio conceito de desenvolvimento tem sofrido diversas alterações. 
Quando falávamos em crescimento econômico entendíamos que estávamos desen-
volvendo, e nem se quer imaginávamos que uma simples palavra como desenvolvimento 
pudesse	significar	tanto	para	uma	nação	como	para	o	meio	ambiente.
Dizer	que	uma	nação	cresceu,	significa	que	ela	realmente	está	progredindo,	avan-
çando,	mas	não	necessariamente	significa	que	está	desenvolvendo,	pois	desenvolvimento	
engloba	crescer	além	do	aspecto	geográfico,	econômico,	mas	também	social,	dando	con-
dições dignas para que a população possa ter moradia, alimento, saúde, lazer, educação, 
etc. Importante ressaltar que o aspecto ambiental nem era comentado, neste conceito de 
desenvolvimento implantado.
Entre os indicadores de mensuração do crescimento econômico, está o Produto 
Interno	Bruto	(PIB),	que	pode	ser	definido	como	“o	valor	de	mercado	de	todos	os	bens	e	
serviços	finais	produzidos	em	um	país	em	um	dado	período	de	tempo”	(SALES,	2013,	p.	62)	
nos setores de agropecuária, serviços e indústria. 
Dessa forma, quando comparado o PIB de um ano e este é superior ao anterior, 
houve crescimento do país, o oposto, recessão. (PASSOS, 2012). Já o conceito de Desen-
volvimento Econômico está relacionado à melhoria do bem-estar da população.
71UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
Furtado (1983, p. 90) distingue os conceitos de crescimento e desenvolvimento da 
seguinte forma:
“Assim, o conceito de desenvolvimento compreende a ideia de crescimento, 
superando-a. Com efeito: ele se refere ao crescimento de um conjunto de es-
trutura complexa. Essa complexidade estrutural não éuma questão de nível 
tecnológico. Na verdade, ela traduz a diversidade das formas sociais e eco-
nômicas engendrada pela divisão do trabalho social. Porque deve satisfazer 
às múltiplas necessidades de uma coletividade é que o conjunto econômico 
nacional apresenta sua grande complexidade de estrutura. Esta sofre a ação 
permanente de uma multiplicidade de fatores sociais e institucionais que es-
capam à análise econômica corrente [...] O conceito de crescimento deve ser 
reservado para exprimir a expansão da produção real no quadro de um sub-
conjunto econômico. Esse crescimento não implica, necessariamente, modi-
ficações	nas	funções	de	produção,	isto	é,	na	forma	em	que	se	combinam	os	
fatores no setor produtivo em questão”.
Com	a	definição	dada	pelo	autor	constata-se	que	o	crescimento	econômico	nem	
sempre garante o desenvolvimento, ou seja, mesmo que haja crescimento na geração de 
riqueza se esta não for distribuída de forma justa, não necessariamente trará melhorias na 
qualidade de vida da população em geral.
Para Sachs (2004, p.13):
os objetivos do desenvolvimento vão bem além da mera multiplicação da rique-
za material. O crescimento é uma condição necessária, mas de forma alguma 
suficiente	(muito	menos	é	um	objetivo	em	si	mesmo),	para	se	alcançar	a	meta	
de uma vida melhor, mais feliz e mais completa para todos. (SACHS, 2004, p.13)
Para Sachs (2004, p. 13) o termo desenvolvimento sustentável abrange oito dimen-
sões da sustentabilidade, pois somente se considera desenvolvimento sustentável quando 
há o atendimento de todas as dimensões: ambiental, econômica, social, cultural, espacial, 
psicológica, política nacional e internacional.
Brasileiro (2006, p. 88) aponta que: “embora tenha ocorrido uma evolução sobre 
o conceito nas últimas décadas, a atual busca pelo desenvolvimento continua primando 
pelo crescimento econômico, em primeiro plano, continuando a negligenciar a distribuição 
desigual das riquezas; o agravamento da pobreza e exclusão social; a precarização das 
relações de trabalho; e o esgotamento dos recursos naturais’”.
Já o termo “desenvolvimento sustentável” surgiu a partir de estudos da Organiza-
ção das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas. Nasceu com a intenção de dar uma 
resposta para a humanidade diante da crise social e ambiental pela qual o mundo passava. 
O Conceito de desenvolvimento sustentável, conforme o Relatório de Brundtland de 
1991 pressupõe um modelo de desenvolvimento que “atenda às necessidades da atual ge-
ração, sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias 
necessidades”. Desenvolvimento sustentável traz melhoria na qualidade de vida de todos 
72UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
os habitantes do mundo sem aumentar o uso de recursos naturais além da capacidade da 
Terra.
A construção do conceito de desenvolvimento sustentável continuou durante a Cú-
pula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, da ONU, realizada em Joanesburgo, 
África do Sul, em 2002.
A Declaração de Joanesburgo estabelece que o desenvolvimento sustentável ba-
seia-se em três pilares: desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção 
ambiental, Conforme demonstrado abaixo na 
FIGURA 01: DESENHO ESQUEMÁTICO RELACIONANDO PARÂMETROS 
PARA SE ALCANÇAR O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. 
Disponível em: Revista Visões 4ª Edição, Nº4, Volume 1 - 
Ago/Jun 2008. Acesso em: 08 ago. 2020. 
Segundo dados publicados em 2004 pela Revista Economia e Desenvolvimento, n° 
16, (Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, Joanesburgo 2002), o desenvol-
vimento sustentável pode requerer ações distintas em cada região do mundo, os esforços 
para construir um modo de vida verdadeiramente sustentável requer a integração entre:
●	 Crescimento e Equidade Econômica – Lançar os olhos para todas as nações de 
forma que possam estar integradas promovendo um crescimento responsável. 
Saber	 usar	 os	 recursos	 do	 planeta	 de	 forma	 eficiente,	 visando	 um	mercado	
competitivo que busque a internacionalização de custos ambientais. Assim, a 
sustentabilidade seria alcançada pela racionalização econômica local, nacional 
e planetária. Para se implementar a sustentabilidade seria necessário a racio-
nalização econômica local e nacional (RATTNER, 1999). 
73UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
●	 Conservação de Recursos Naturais e do Meio Ambiente – Buscar reduzir o 
consumo de recursos, e diminuir a poluição e conservar os habitats naturais.
●	 Desenvolvimento Social – buscar a igualdade de condições, de acesso a bens, da 
boa qualidade dos serviços necessários para uma vida digna, onde as pessoas 
possam ter emprego, alimento, educação, energia, serviço de saúde, água e sa-
neamento, respeito aos seus direitos trabalhistas e as suas diversidades culturais.
Complementando Ignacy Sachs, citando (MONTIBELLER-FILHO, 2004) entende 
que para atingirmos a sustentabilidade do ecodesenvolvimento precisamos contemplar 
cinco dimensões:
a) Sustentabilidade social: o processo deve se dar de maneira que reduza substan-
cialmente as diferenças sociais.
b)	Sustentabilidade	 econômica:	 define-se	 por	 uma	 “alocação	 e	 gestão	mais	 efi-
cientes	dos	recursos	e	por	um	fluxo	regular	do	investimento	público	e	privado”.	A	eficiência	
econômica deve ser medida, sobretudo em termos de critérios macrossociais.
c) Sustentabilidade ecológica: compreende o uso dos potenciais inerentes aos 
variados ecossistemas compatíveis com sua mínima deterioração.
d)	Sustentabilidade	espacial/geográfica:	pressupõe	evitar	a	excessiva	concentração	
geográfica	de	populações,	de	atividades	e	do	poder.	Busca	uma	relação	mais	equilibrada	
cidade/campo.
e)	Sustentabilidade	cultural:	significa	traduzir	o	“conceito	normativo	de	ecodesen-
volvimento	em	uma	pluralidade	de	soluções	particulares,	que	respeitem	as	especificidades	
de cada ecossistema, de cada cultura e de cada local”.
Entretanto, Santos (2002, p.18) concorda com todas as dimensões anteriormente 
citadas	e	complementa	que	é	necessário	incorporar	entre	elas	o	fim	da	pobreza,	da	tirania,	
da	carência	de	oportunidades	econômicas	e	o	fim	da	negligência	dos	serviços	públicos,	da	
intolerância ou interferência excessiva de Estados repressivos.
E segundo o Relatório da Comissão Brundtland, uma série de medidas devem ser 
tomadas pelos países para promover o desenvolvimento sustentável. Entre elas:
●	 limitação do crescimento populacional;
●	 garantia de recursos básicos (água, alimentos, energia) a longo prazo;
●	 preservação da biodiversidade e dos ecossistemas;
●	 diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso 
de fontes energéticas renováveis;
74UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
●	 aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em 
tecnologias ecologicamente adaptadas;
●	 Controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades 
menores;
●	 Atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia).
●	 Já em âmbito internacional, as metas propostas pelo Relatório da Comissão 
Brundtland estabelecem:
●	 adoção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações de 
desenvolvimento	(órgãos	e	instituições	internacionais	de	financiamento);
●	 proteção dos ecossistemas supranacionais como a Antártica, oceanos, etc, pela 
comunidade internacional;
●	 banimento das guerras;
●	 implantação de um programa de desenvolvimento sustentável pela Organização 
das Nações Unidas (ONU).
●	 Algumas outras medidas para a implantação de um programa minimamente 
adequado de desenvolvimento sustentável são:
●	 uso de novos materiais na construção;
●	 reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais;
●	 aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, como a solar, a 
eólica e a geotérmica;
●	 reciclagem de materiais reaproveitáveis;
●	 consumoracional de água e de alimentos;
●	 redução do uso de produtos químicos prejudiciais à saúde na produção de 
alimentos.
75UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
5. O CONCEITO DE ECOEFICIÊNCIA 
Para Dias (2006), a penetração do conceito de desenvolvimento sustentável no 
meio empresarial tem se pautado como uma maneira das empresas desenvolverem uma 
gestão	mais	eficiente,	como	práticas	identificadas	com	a	ecoeficiência	e	a	produção	mais	
limpa, do que uma elevação do nível de consciência do empresariado em torno de uma 
perspectiva de um desenvolvimento econômico mais sustentável. 
Durante muito tempo dentro do processo de produção e exploração dos recursos 
naturais,	os	termos	“Produção	Mais	Limpa”	e	“Ecoeficiência”	não	tinham	um	reconhecimento	
estratégico merecido, sendo frequentemente estigmatizados como tecnologias ambientais.
Entretanto, tendo em vista a constante busca por soluções que minimizem ou elimi-
nem os impactos ambientais gerados pela exploração humana, a “Produção Mais Limpa” e 
“Ecoeficiência”	tornou-se	uma	constante	cobrança	da	sociedade	junto	aos	produtores	rurais	
e empresários da indústria.
Barbieri (2011) complementa que a criação de modelos e/ou metodologias espe-
cíficas	pautadas	na	Produção	Mais	Limpa	 (P+L)	e	ecoeficiência,	que	sejam	capazes	de	
reduzir a poluição do ar, do solo, e das águas e aumentar a sustentabilidade ambiental nas 
atividades realizadas pelas indústrias, têm se tornado cada vez mais eminente. 
Segundo	Furtado	(2000),	Produção	Mais	Limpa	e	Ecoeficiência	implicam	em	redu-
zir o impacto ambiental do processo produtivo. Já a Produção Limpa busca implantar um 
processo realmente limpo. 
76UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
A	ecoeficiência	é	uma	das	principais	medidas	que	contribuem	para	um	futuro	sus-
tentável. Este conceito refere-se à disponibilização de bens e serviços capazes de satisfazer 
as necessidades humanas e proporcionar qualidade de vida sem causar impactos ambien-
tais	e	gastando	o	mínimo	dos	recursos	naturais	não	renováveis.	Os	produtos	ecoeficientes	
também geram um menor volume de resíduos em seus processos produtivos, trazendo 
ainda mais benefícios para o planeta.
Dias	(2006)	afirma	que	seriam	chamadas	de	empresas	ecoeficientes,	aquelas	que	
alcançam	de	forma	contínua	maiores	níveis	de	eficiência,	evitando	a	contaminação	median-
te a substituição de materiais, tecnologias e produtos mais limpos e a busca de uso mais 
eficiente	e	a	recuperação	dos	recursos	através	de	uma	boa	gestão.	
Na	visão	de	Vilela	e	Demajorovic	(2006),	ecoeficiência	significa	gerar	mais	produtos	
e serviços com menor uso dos recursos e diminuição da geração de resíduos e poluentes. 
Considerada	 dessa	 forma,	 a	 ecoeficiência	 tem	 conseguido	 grande	 aceitação	 no	
meio empresarial, embora recentemente se tenha observado a publicação de diversos 
trabalhos ressaltando as limitações dessa ferramenta. 
No ponto de vista de Almeida (2002, p. 101), 
a	ecoeficiência	é	uma	filosofia	de	gestão	empresarial	que	incorpora	a	gestão	
ambiental. Pode ser considerada uma forma de responsabilidade ambien-
tal corporativa. Encoraja as empresas de qualquer setor, porte e localização 
geográfica	a	se	 tornarem	mais	competitivas,	 inovadoras	e	ambientalmente	
responsáveis. 
As	empresas	ecoeficientes	são	aquelas	que	obtêm	benefícios	econômicos,	agilidade	
em seus processos e qualidade de seus produtos, com redução nos custos associados aos 
desperdícios de água, energia e materiais; à medida que obtêm benefícios ambientais por 
meio	da	redução	progressiva	da	geração	de	resíduos	sólidos,	efluentes	líquidos	e	emissões	
atmosféricas, introduzindo em seu processo gerencial o conceito de prevenção da poluição 
e de riscos ocupacionais (VILELA E DEMAJOROVIC, 2006). 
A	ecoeficiência	atinge-se	através	da	oferta	de	bens	e	serviços	a	preços	competitivos,	
que, por um lado, satisfaçam as necessidades humanas e contribuam para a qualidade 
de vida e, por outro, reduzam progressivamente o impacto ecológico e a intensidade de 
utilização de recursos ao longo do ciclo de vida, até atingirem um nível, que, pelo menos, 
respeite a capacidade de sustentação estimada para o planeta Terra. (DIAS 2006).
Os	elementos	da	ecoeficiência	são:	(1)	Reduzir	o	consumo	de	materiais	com	bens	
e serviços; (2) Reduzir o consumo de energia com bens e serviços; (3) Reduzir a disper-
são	de	substâncias	tóxicas;	(4)	Intensificar	a	reciclagem	de	materiais;	(5)	Maximizar	o	uso	
77UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
sustentável de recursos renováveis; (6) Prolongar a durabilidade dos produtos; (7) Agregar 
valor aos bens e serviços. (ALMEIDA 2007).
Para	May,	Lustosa	e	Vinha	(2003),	a	ecoeficiência	é	alcançada	mediante	o	forneci-
mento de bens e serviços a preços competitivos que satisfaçam as necessidades humanas 
e tragam qualidade de vida, ao mesmo tempo reduz progressivamente o impacto ambiental 
e o consumo de recursos ao longo do ciclo de vida, a um nível, no mínimo, equivalente à 
capacidade de sustentação estimada da terra.
78UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
6. RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA 
Como tendência mundial, a complexidade dos negócios, o avanço de novas tecno-
logias,	e	a	necessidade	de	incremento	da	produtividade	levou	a	um	aumento	significativo	
da competitividade entre as empresa, aliado às pressões populares cresce cada vez mais a 
quantidade de instituições que desejam investir em projetos sociais, adotando uma postura 
mais sensível aos problemas da comunidade ou assumindo responsabilidade sobre os 
impactos causados por seus processos produtivos (BARBOSA, 2001).
Isto porque para as empresas, a responsabilidade social pode ser vista como 
uma estratégia a mais para manter ou aumentar sua rentabilidade e potencializar o seu 
desenvolvimento. Isto é explicado ao se constatar maior conscientização do consumidor 
o qual procura por produtos e práticas que gerem melhoria para o meio ambiente e a 
comunidade.
Para McWilliams e Siegel (2001, p.35), já que a responsabilidade social corporativa 
tem se apresentado como um tema cada vez mais importante no comportamento das orga-
nizações e tem exercido impactos nos objetivos e nas estratégias das empresas.
Para Ghemawat, (2000, p.65) a responsabilidade social corporativa é:
na maioria dos casos, conceito usado na literatura especializada sobretudo 
para empresas, principalmente de grande porte, com preocupações sociais 
voltadas ao seu ambiente de negócios ou ao seu quadro de funcionários. 
“Responsabilidade Social Corporativa é o comprometimento permanente dos 
empresários de adotar um comportamento ético e contribuir para o desen-
volvimento econômico, melhorando simultaneamente a qualidade de vida de 
seus empregados e de suas famílias, da comunidade local e da sociedade 
como um todo”. (GHEMAWAT, 2000, p.65)
79UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
Segundo McWilliams e Siegel (2006, p. 35), a responsabilidade corporativa como 
uma estratégia de diferenciação, é usada para:
criar novas demandas e obter um preço premium para um produto ou servi-
ço existente. Ainda segundo os autores, alguns consumidores querem que 
os produtos que compram apresentem alguns atributos de responsabilidade 
social (inovação de produtos). Outros consumidores valorizam produtos que 
são produzidos de forma responsável (inovação de processo). (MCWILLIAMS 
E SIEGEL, 2006, p. 35).
80UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
7. ROTULAGEM AMBIENTAL MERCADOS VERDES E SELOS VERDES 
O	Programa	ABNT	de	Rotulagem	Ambiental	é	uma	certificação	voluntária	de	pro-
dutos e serviços, desenvolvido de acordo com as normas ABNT NBR ISO 14020 e ABNT 
NBR ISO 14024, que consiste em atribuiu um selo ou rótulo a um produto ou serviço para 
informar a respeito dos seus aspectos ambientais.Entende-se como rotulagem ambiental um mecanismo de comunicação com o mer-
cado consumidor sobre os aspectos ambientais do produto ou serviço com características 
benéficas,	cujo	objetivo	é	diferenciá-lo	da	concorrência.	
Os	mesmos	são	materializados	por	meio	de	símbolos,	marcas,	textos	ou	gráficos.	
Segundo Lemos e Barra (2008, p. 5) a série ISO sobre rotulagem ambiental apre-
senta três tipos diferentes de declarações ambientais: Tipo I, II e III, a saber: 
a) Rotulagem Tipo I: NBR ISO 14024 – Programa Selo Verde - Esta Norma rela-
ciona os princípios e procedimentos para o desenvolvimento de programas de rotulagem 
ambiental, incluindo: seleção de categorias, critérios ambientais e características funcionais 
dos produtos, para avaliar e demonstrar sua conformidade. Relaciona também os procedi-
mentos	de	certificação	para	a	concessão	do	rótulo.	Na	figura	09	mostra	modelo	de	Rótulo	
Ambiental tipo I.
81UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
FIGURA 02: RÓTULO AMBIENTAL TIPO I.
Fonte: Projeto de Cooperação entre SECEX União Européia PNUMA.
b) Rotulagem Tipo II: NBR ISO 14021 – Autodeclarações ambientais. Esta Nor-
ma	especifica	os	 requisitos	para	autodeclarações	ambientais,	 incluindo	 textos,	 símbolos	
e	gráficos,	no	que	se	refere	aos	produtos.	Descreve	ainda,	 termos	selecionados	usados	
comumente	em	declarações	ambientais	e	fornece	qualificações	para	seu	uso.	Apresenta	
uma	metodologia	de	avaliação	e	verificação	geral	para	auto	declarações	ambientais.	Na	
figura	10	mostra	modelo	de	Rótulo	Ambiental	tipo	II.
FIGURA 03: MODELO DE RÓTULO AMBIENTAL TIPO II
Fonte: Barra (2008) - BARRA, B. N.; RENOFIO, A. Rotulagem Ambiental: a Validade dos Critérios na 
Concessão do Selo Verde para Produtos de Couro. XXVIII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE 
PRODUÇÃO, Rio de Janeiro, RJ, . 2008.
c) Rotulagem Tipo III: NBR ISO 14025 – Esta Norma informa sobre dados am-
bientais	de	produtos,	qualificados	de	acordo	com	os	conjuntos	de	parâmetros	previamente	
selecionados e baseados na Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), são rótulos concedidos 
e licenciados por organizações externas independentes. Também são considerados os 
Indicadores de Categoria de Impacto Ambiental, tais como: aquecimento global, nevoeiro 
fotoquímico	e	eutrofização	da	água,	acidificação	da	chuva,	destruição	da	camada	de	ozô-
nio. A rotulagem tipo III, em geral, são mono-criteriosos e são semelhantes aos selos de 
82UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
produtos alimentícios que detalham seu teor de gordura, açúcar ou vitaminas. Ex.: “Algodão 
orgânico”
Dentro do seu objetivo, conforme relatado por Barra et al. (2008, p. 8) o programa 
de rotulagem busca:
despertar no consumidor e no setor privado a consciência e entendimento 
dos conceitos de proteção ambiental e produção industrial sustentável. Criar 
uma consciência e entendimento dos aspectos ambientais de um produto 
que	recebe	o	rótulo,	influenciando	na	escolha	do	consumidor	ou	no	compor-
tamento do fabricante sempre visando o menor impacto ambiental. 
Para Barra et al. (2008)	a	questão	ambiental	 influencia	nas	decisões	dos	consu-
midores de modo a encorajar a fabricação e o consumo de produtos menos agressivos ao 
meio ambiente.
A Promoção da Inovação Ambientalmente Sustentável na Indústria proporciona um 
incentivo mercadológico para as empresas introduzirem tecnologias inovadoras e sustentá-
veis do ponto de vista ambiental, bem como posições de liderança em relação aos aspectos 
ambientais (melhoria contínua).
A	Conscientização	Ambiental	dos	Consumidores	é	considerada	idônea	e	confiável	
para dar visibilidade no mercado aos produtos ou serviços preferíveis do ponto de vista 
ambiental.
 Segundo Barra et al. (2006, p. 8) os princípios da Rotulagem Ambiental são:
precisos,	verificáveis,	relevantes	e	não	enganosos;	não	devem	ser	elabora-
dos, adotados ou aplicados com objetivo de criar barreiras comerciais; ba-
seado	em	metodologia	científica	que	produza	 resultados	precisos	e	 repro-
duzíveis; apresente informações de procedimentos, metodologias e critérios 
devem estar disponíveis para as partes interessadas; considere todos os as-
pectos relevantes do ciclo de vida; e não iniba inovações que tenham objetivo 
de manter ou melhorar o desempenho ambiental;
Complementando, Barra et al. (2008) relata que os benefícios oferecidos pela rotu-
lagem ambiental são: Ambientais sociais e econômicos. Onde:
I. Ambientais:
a) Redução de problemas e impactos ambientais;
b) Melhora do desempenho ambiental (além do requerido na Lei).
II. Sociais:
a) Aumento da satisfação do consumidor e melhoria das condições de vida: saúde, 
felicidade espiritual, etc.
III. Econômicos:
a) Aumento do “marketshare” e da competitividade;
b) Reconhecimento da liderança do mercado;
83UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
c) Aumenta da capacidade de inovação do produto;
d) Acesso mais fácil a mercados mais nobres;
e) Melhoria das exportações;
f) Credibilidade nos mercados;
g) Maior comunicação e visibilidade.
Desta	forma	vale	ressaltar	que	a	rotulagem	ambiental	é	a	certificação	de	produtos	
adequados ao uso e que apresentam menor impacto no meio ambiente em relação a ou-
tros produtos comparáveis disponíveis no mercado. A diferença entre rotulagem ambiental 
(ecolabelling)	e	certificação	ambiental	(eco-certification):	o	rótulo	é	voltado	para	os	consu-
midores.	A	certificação	ambiental	é	voltada	para	indústrias	de	recursos,	para	a	venda	por	
atacado (comunidade compradora) e não direcionada para consumidores varejistas. Ambos 
os desenvolvimentos são etapas evolucionárias importantes na busca da sustentabilidade 
e o marketing ambiental ou verde é o instrumento que as empresas possuem para divulgar 
sua imagem ecologicamente correta (apelo ecológico) e obter um diferencial competitivo.
84UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
8. LEGISLAÇÃO AMBIENTAL - PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO AMBIENTAL
Os princípios do direito ambiental são frutos de uma construção jurídica originada 
no direito internacional ambiental, a partir das conferências ambientais internacionais. Por 
exemplo, a Conferência de Estocolmo (1972), a Cúpula da Terra ou Conferência do Rio 
(1992) e a Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre as Mudanças do Clima (1992). 
Os princípios do direito ambiental foram elaborados para dar legitimidade jurídica 
aos Estados a criarem políticas públicas voltadas à proteção ambiental. Por isso, os princí-
pios do direito ambiental possuem a função de ordenar a construção normativa ambiental 
internacional, regional e nacional.
Na visão de Furtado (2000, p. 97-102) Os princípios do direito ambiental são:
a) Princípio da precaução1:	a	ausência	da	certeza	científica	formal,	a	existência	de	
um risco de um dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam 
prever este dano. Evitar doenças irreversíveis para os trabalhadores e danos irreparáveis 
para	o	planeta.	Significa	ter	cuidado	e	estar	ciente	e	estabelecer	uma	relação	respeitosa	e	
funcional do homem com a natureza.
b) Princípio da prevenção: Uma dada atividade apresenta riscos de dano ao meio 
ambiente, tal atividade não poderá ser desenvolvida; justamente porque, caso ocorra qual-
quer dano ambiental, sua reparação é praticamente impossível. 
85UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
Fundamenta-se em substituir o controle de poluição pela prevenção da geração de 
resíduos na fonte, evitando a geração de emissões perigosas para o ambiente e o homem, 
ao invés de remediar os efeitos de tais emissões.
c) Princípio do controle democrático: pressupõem o acesso a informações sobre 
questões que dizem respeito à segurança e uso de processos e produtos, para todas as 
partes interessadas, inclusive as emissões e registros de poluentes, planos de redução 
de uso de produtostóxicos e dados sobre componentes perigosos de produtos. Informar 
a todos, do trabalhador até o consumidor, incluindo também a comunidade dos arredores, 
sobre a implicação da existência de determinados processos na região.
d) Princípio da integração: Avaliar o ciclo de vida do produto, dentro de uma vi-
são holística do sistema. Os materiais devem ser avaliados quanto ao tempo de vida que 
apresentam na natureza e seus impactos. Princípio da integração ambiental reconhece o 
caráter transversal do ambiente e a necessidade de todas as políticas públicas, planos, 
programas ou atividades que possam causar impacto adverso no meio natural.
e) Princípio do Poluidor-Pagador - diferente dos princípios do direito ambiental cita-
dos	anteriormente,	este	possui	como	característica	identificar	as	externalidades	causadas	
pela atividade econômica. Tal externalidade é inserida nos custos da atividade econômica 
a	fim	de	mitigar	os	custos	dos	danos	ambientais	ao	contribuinte.
f) Princípio do Desenvolvimento Sustentável - provavelmente seja o mais con-
troverso dos princípios do direito ambiental devido ao seu alto grau de abstração, não 
obrigatoriedade, ou até mesmo se discute se é realmente um princípio ou um conceito.
Com relação a constitucionalidade do direito ambiental no âmbito do que dispõe a 
Constituição	Federal	de	1988,	afirma-se	que	além	da	constitucionalização	do	meio	ambien-
te como direito fundamental, o legislador constituinte utilizou-se de diversas técnicas para a 
defesa do meio ambiente, quais sejam: direitos e deveres fundamentais, princípios, função 
ecológica da propriedade, objetivos públicos vinculantes, programas públicos abertos, ins-
trumentos, biomas e áreas especialmente protegidas.
 “(...) o artigo 225 é na verdade, uma síntese de todos os dispositivos constitucionais 
ambientais que permeiam a Constituição. Síntese que não implica totalidade ou referência 
única”.
Além do artigo 225 a Constituição de 1988 também determina a utilização de deter-
minados	instrumentos	na	consecução	dos	fins	a	serem	atingidos,	como:
1)	a	definição	estatal	de	áreas	a	serem	protegidas	(art.225,	§1o,	III),	
86UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
2) o Estudo Prévio de Impacto Ambiental, conhecido como EIA, para instalação de 
obra	ou	atividade	causadora	de	significativa	degradação	(art.225,	§1º,	IV);	
3) o licenciamento ambiental (art.225, §1º, V), como controle prévio de obras ou 
atividades capazes de causar degradação ambiental, legalmente exigido no art.10, da Lei 
Federal no 6.938/81 – Política Nacional do Meio Ambiente; 
4) a responsabilização (art.225, §2º e 3º) por danos causados ao meio ambiente 
(civil), bem como penal (crime) e administrativa, que constitui princípio, a seguir tratado; 
5) indisponibilidade de terras devolutas e áreas indispensáveis à preservação am-
biental (art.225, §5º); 
6)	lei	federal	definidora	de	localização	para	a	operação	de	usinas	nucleares,	como	
condição para sua instalação (art.225, §6º, c/c arts.21, XXIII, “a” e 49, XIV, da CF).
A abrangência dessa expressão no texto constitucional deve ser entendida além 
das Unidades de Conservação (de que trata a Lei nº 9.985/2000), para incluir, por exemplo: 
as áreas de proteção especial, determinadas por lei municipal de Uso e Parcelamento do 
Solo;	além	das	áreas	de	preservação	permanente	(APP´s)	e	de	reserva	legal,	definidas	no	
Código Florestal (Lei Federal no 4.771/65).
Ainda podemos citar que a legislação ambiental tem se expandido de forma uni-
forme, baseada no princípio fundamental no cumprimento das regras elaboradas pela lei, 
assim podemos citar:
A Lei nº 9.605/1988 – lei dos crimes ambientais – sociedade, aos órgãos ambientais 
e ao Ministério Público mecanismo para punir os infratores do meio ambiente. Destaca-se, 
por exemplo, a possibilidade de penalização das pessoas jurídicas no caso de ocorrência 
de crimes ambientais.
Lei 12.305/2010 – institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e altera 
a Lei 9.605/1998 – Estabelece diretrizes à gestão integrada e ao gerenciamento ambiental 
adequado dos resíduos sólidos. Propõe regras para o cumprimento de seus objetivos em 
amplitude nacional e interpreta a responsabilidade como compartilhada entre governo, em-
presas	e	sociedade.	Na	prática,	define	que	todo	resíduo	deverá	ser	processado	apropria-
damente	antes	da	destinação	final	e	que	o	infrator	está	sujeito	à	penas	passíveis,	inclusive,	
de prisão.
Lei 11.445/2007 – estabelece a Política Nacional de Saneamento Básico – Versa 
sobre todos os setores do saneamento (drenagem urbana, abastecimento de água, esgo-
tamento sanitário e resíduos sólidos).
87UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
Lei 9.985/2000 – institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Na-
tureza – Entre seus objetivos estão a conservação de variedades de espécies biológicas 
e dos recursos genéticos; a preservação e restauração da diversidade de ecossistemas 
naturais e a promoção do desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais.
LEI Nº 9.605/ 1998 - dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas 
de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e de outras providências. A Lei 9605/98 
é a primeira lei que criminalizou, de forma efetiva, as condutas nocivas ao meio ambiente. 
Antes, tais condutas eram tratadas como contravenções penais e punidas na forma do 
artigo 26 do antigo Código Florestal (Lei 4771/65).
A Lei n. 6.938 é de 1981 - Política nacional de meio ambiente é anterior à CF. Por 
isso, é um marco na legislação brasileira, pois foi o primeiro ato normativo que efetivamente 
tratou de uma forma mais detalhada a questão ambiental.
Art. 2º A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, me-
lhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, 
condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à 
proteção da dignidade da vida humana. (BRASIL, 1981).
88UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
9. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL, INFRAÇÕES E SANÇÕES ADMINISTRATI-
VAS E CONSTITUCIONALIDADE DO DIREITO AMBIENTAL;
Responsabilidade Ambiental é um conjunto de atitudes, individuais ou empresariais, 
voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas atitudes devem levar 
em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio ambiente na atualidade e 
para as gerações futuras, garantindo a sustentabilidade.
Exemplos de atitudes que envolvem a responsabilidade ambiental individual:
●	 Realizar a reciclagem de lixo (resíduos sólidos).
●	 Não jogar óleo de cozinha no sistema de esgoto.
●	 Usar de forma racional, economizando sempre que possível, a água.
●	 Buscar	consumir	produtos	com	certificação	ambiental	e	de	empresas	que	res-
peitem o meio ambiente em seus processos produtivos.
●	 Usar transporte individual (carros e motos) só quando necessário, dando priori-
dades para o transporte coletivo ou bicicleta.
●	 Comprar e usar eletrodomésticos com baixo consumo de energia.
●	 Economizar energia elétrica nas tarefas domésticas cotidianas.
●	 Evitar o uso de sacolas plásticas nos supermercados.
89UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
10. DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO E A DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
O principal marco do processo de internacionalização do debate em torno dos 
temas	ecológicos	ocorreu	com	a	Conferência	de	Estocolmo,	oficialmente	denominada	de	
“Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano”. 
Foi realizada na Suécia, em 1972, e representa o primeiro grande encontro orga-
nizado	pela	ONU	para	a	discussão	específica	dos	problemas	ambientais	que	assolavam	o	
mundo em plena Guerra Fria. (CMMAD, 1991)
Estes problemas extrapolavam as fronteiras nacionais, situação que demonstrava 
a necessidade de uma ação conjunta entre os diversos paísesatingidos para a busca de 
soluções. 
A Conferência de Estocolmo teve como objetivo discutir as consequências da de-
gradação do meio ambiente e conscientizar a sociedade a melhorar a relação com o meio 
ambiente e assim atender as necessidades da população presente sem comprometer as 
gerações futuras, discutir as mudanças climáticas, a qualidade da água, debater soluções 
para	reduzir	os	desastres	naturais,	reduzir	e	encontrar	soluções	para	a	modificação	da	pai-
sagem, discutir as bases do desenvolvimento sustentável, limitar a utilização de pesticidas 
na agricultura, reduzir a quantidade de metais pesados lançados na natureza.( CMMAD, 
1991)
O encontro também abordou as políticas de desenvolvimento humano e a busca 
por uma visão comum de preservação dos recursos naturais. O debate durante a confe-
90UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
rência	foi	inflamado	pela	necessidade	de	adoção	de	um	novo	modelo	de	desenvolvimento	
econômico. Esse modelo não poderia induzir ao esgotamento das reservas naturais, como 
o petróleo, ao mesmo tempo que não reduziria o crescimento econômico.
Na Conferência de Estocolmo, em 1972, os países desenvolvidos apresentaram 
uma proposta que correlacionava às ações do homem e o meio, idealizando uma nova 
política de redução de agressões e degradações ambientais em função do aumento capital. 
Os Estados Unidos comprometeram-se em reduzir a poluição em seu território. Os países 
em desenvolvimento não concordaram com as metas de redução das atividades industriais, 
visto que tal ação poderia comprometer a economia. O Brasil foi um país decisivo em 
muitas das discussões promovidas.
SAIBA MAIS
Existem dois tipos de rótulo ambiental, um que consiste na autodeclaração de produto 
ambiental por parte da empresa, e outro, no qual a declaração de produto ambiental é 
concedida	por	uma	instituição	organizadora	responsável	pela	certificação,	esse	certifi-
cado é concedido para empresas que seguem critérios mínimos de qualidade ambiental 
do produto.
Fonte: BARROS, J.de S.; Freitas, L. S. de,;Rotulagem ambiental: um estudo sobre os fatores de deci-
são de compra de produtos orgânicos. VII SEGeT – Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnolo-
gia – 2010. Disponível em: https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20
final%20com%20autores.pdf. Acesso: 06 ago. 2020
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
91UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
REFLITA
Segundo	as	principais	certificadoras	(IBD,	2001;	AAO,	2001),	nos	últimos	anos	tem-se	
observado um aumento do consumo de produtos orgânicos no mercado interno, apesar 
de	todo	este	desempenho,	os	hortifrutigranjeiros	não	exercem	significativa	participação	
neste mercado, sendo que as culturas de maior expressão são aquelas de exportação. 
(O consumo de produtos da agricultura orgânica tem se caracterizado como um seg-
mento diferenciado de mercado, no qual a segurança alimentar, aliado ao não uso de 
agrotóxicos é decisiva na opção de consumo). Para uma melhor valorização do seu 
produto faz-se necessário que os produtores da agricultura orgânica busquem a for-
malização	de	um	sistema	de	certificação	para	a	obtenção	de	um	rótulo	para	o	produto	
orgânico. O agricultor que possuir as condições de produção ao longo do ciclo de vida 
estabelecido	por	esse	sistema	de	certificação	terá	acesso	a	nichos	de	mercados	com	
mais elevados índices de remuneração de seu produto, associado a um regime de ven-
das garantidas e à construção de uma imagem de qualidade com relação ao seu cliente. 
Para isso faz-se necessário à adoção de Políticas bem planejadas que poderiam induzir 
o desenvolvimento desses agricultores marginalizados. 
Fonte: BARROS, J.de S.; Freitas, L. S. de. Rotulagem ambiental: um estudo sobre os fatores de deci-
são de compra de produtos orgânicos. VII SEGeT – Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnolo-
gia – 2010. Disponível em: https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20
final%20com%20autores.pdf. Acesso: 26 Jan. 2020
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
92UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste	capítulo	concluímos	que	a	principal	finalidade	dos	produtos	rotulados	é	in-
formar, aos consumidores, sobre as práticas produtivas do fabricante para que, no ato da 
compra, possam tomar a melhor decisão e, desta forma, participar na difusão de um consu-
mo ambientalmente sustentável, constituindo assim, vantagens para consumidor, empresa 
e meio ambiente, ou seja demonstrar que o processo produtivo está comprometido com o 
tripé da sustentabilidade.
Diante da atual situação ambiental vivida, torna-se urgente a adoção de metodolo-
gias	eficientes	para	produzir	de	forma	mais	limpa	pelas	empresas	e	pelos	países,	no	intuito	
de prevenir a geração de resíduos e minimizar o uso de recursos naturais.
Desta	forma,	o	desafio	da	humanidade	para	as	próximas	décadas	é	reduzir	o	rit-
mo de crescimento da população e fazer uma drástica mudança no modo de produção 
e consumo da sociedade. As atividades antrópicas não podem ultrapassar a capacidade 
de	regeneração	do	Planeta.	No	ritmo	atual,	estamos	caminhando	para	o	fim	da	espécie	
humana, pois com certeza com o passar do tempo a natureza com sua grande capacidade 
de	Resiliência	florescerá	novamente.	
Os indicadores de sustentabilidade servem para mensurar as ações relacionadas 
ao desenvolvimento sustentável e constituem uma base útil à tomada de decisão em todos 
os níveis. Os indicadores constituem importantes parâmetros para orientar a gestão e o 
planejamento de políticas e ações que podem ser desenvolvidas.
93UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
LEITURA COMPLEMENTAR
Artigo: Rotulagem Ambiental: a Validade dos Critérios na Concessão do Selo Verde 
para Produtos de Couro. 
Resumo: Produtos detentores de selos verdes informam consumidores sobre boas 
práticas produtivas do fabricante para que, no ato da compra, possam tomar a melhor 
decisão. Entretanto, programas de rotulagem ambiental que contemplam a categoria couro-
-calçado possuem falhas, pois, desconsideram etapas que promovam impactos ambientais 
decorrentes	 de	 suas	 atividades.	Apresentar	 definição	 dos	 critérios	 para	 concessão	 dos	
selos ambientais para esta categoria resulta na falta de informações sobre a realidade dos 
impactos ambientais relacionados à produção do couro, e estimula ações indiscriminadas 
e perdulárias na Amazônia brasileira.
Fonte: BARRA, B. N.; RENOFIO, A. Rotulagem Ambiental: a Validade dos Critérios 
na Concessão do Selo Verde para Produtos de Couro. XXVIII Encontro Nacional de En-
genharia de Produção, Rio de Janeiro, RJ, . 2008. Disponível em: http://www.abepro.org.
br/biblioteca/enegep2008_tn_sto_088_562_12335.pdf. Acesso: 26 Jan. 2020.
http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_tn_sto_088_562_12335.pdf
http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_tn_sto_088_562_12335.pdf
94UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Sustentabilidade: O que é - O que não é
Autor: Leonardo	Boff	
Editora: Vozes 
Sinopse: O drástico aumento populacional previsto para o planeta 
nas próximas quatro décadas, orienta-se majoritariamente para os 
países emergentes e em desenvolvimento. Na razão direta deste 
crescimento, estipula-se para empresas e governos uma explosão 
de demandas de consumo e estrutura, exigindo-se dos principais 
atores do cenário produtivo mundial estratégias que se adéquem 
aos	desafios	do	futuro	de	acordo	com	as	cadavez	mais	iminentes	
metas e legislações com foco em sustentabilidade – sem com 
isso	 preterir	 a	 responsabilidade	 financeira	 devida	 a	 acionistas	 e	
cidadãos. Este é o cenário a que se destina o enfoque do livro, or-
ganizado por Isak Kruglianskas e Vanessa Pinsky, Gestão Estraté-
gica da Sustentabilidade. O volume, que reúne artigos de diversos 
especialistas e apresenta as mais variadas análises de casos de 
gestão da sustentabilidade corporativa, traz um texto embasado 
por pesquisas empíricas, constituindo-se uma leitura valiosa tanto 
para	 referência	 específica	 a	 cada	 setor,	 quanto	 para	 uma	 visão	
ampla das repercussões das práticas sustentáveis em adminis-
tração e produção. Ao longo de 10 capítulos, são observadas 
diversas abordagens de gestão em variadas empresas atuantes 
no país, tratando do planejamento adotado por uma empresa de 
saúde	e	vacinação,	da	viabilização	do	asfalto-borracha	(ecoflex),	
do tratamento de resíduos automotivos na parceria entre uma se-
guradora e uma cooperativa, dos elos de produção/ transformação/
distribuição no setor de bovinocultura no Mato Grosso do Sul, da 
atuação de uma transnacional na busca de negócios sustentáveis 
em metrópoles no Brasil, da gestão de risco socioambiental no 
financiamento	de	projetos	por	um	banco	brasileiro,	da	gestão	da	
inovação	sustentável	em	bens	de	consumo,	dos	desafios	da	ges-
tão de resíduos na indústria eletroeletrônica, da cadeia produtiva 
de embalagens PET no Brasil e da gestão da inovação tecnológi-
ca e sustentável de compressores. Mantendo sempre a atenção 
aos aspectos sociais, ambientais e legais concernentes, Gestão 
Estratégica da Sustentabilidade oferece-se como uma importante 
contribuição para aqueles que querem e precisam pensar e orga-
nizar a gestão empresarial na perspectiva de um futuro regido pelo 
equilíbrio entre a prosperidade econômica e a sustentabilidade.
FILME/VÍDEO 
Título: Política Ambiental
Ano: 2015
Sinopse Vídeo sobre a Política Ambiental, requisito necessário 
para a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental - SGA.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=xunBYn5_pBg
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Leonardo+Boff&text=Leonardo+Boff&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
https://www.youtube.com/watch?v=xunBYn5_pBg
95UNIDADE III Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável
WEB
Sites Recomendados:
1 - Recomendo entrar no site Disponível em: https://gennegociosegestao.com.
br/livros-sobre-gestao-ambiental/ Existem diversos livros muito interessantes referente a 
gestão ambiental.
2 - Como funciona a Integração do SGA com o Sistema de Gestão da Quali-
dade? Disponível em: https://www.consultoriaiso.org/como-funciona-a-integracao-do-sga-
-com-o-sistema-de-gestao-da-qualidade/. Acesso: 26 Jan.2020.
Resumo: O site mostra que a integração dos sistemas de gestão ambiental e 
qualidade de uma organização em um único sistema tem sido uma estratégia adotada por 
várias empresas, especialmente no que se refere à contribuição destes na construção da 
melhoria contínua do empreendimento, de seus produtos e serviços. A integração com SGA 
torna	mais	eficiente	a	implantação	da	política,	dos	objetivos,	processos,	procedimentos	e	
práticas do que por meio de sistemas de gestão individuais.
3 - Implantação de sistema de gestão ambiental em shopping center da região 
metropolitana da baixada santista
Resumo: O empresariado brasileiro vem assumindo uma posição proativa no 
enfrentamento das questões ambientais e a preparação das empresas para atuar com 
responsabilidade é a chave para o desenvolvimento sustentável no país. O comprometi-
mento do setor empresarial está vinculado ao atendimento da legislação e a implantação 
de sistemas de gestão, principalmente o ambiental. O presente trabalho apresenta uma 
proposta de Gestão Ambiental para um empreendimento pertencente a um mercado eco-
nômico responsável por 18,3% do varejo e 2% do PIB nacional.
Fonte: Santos, Rodrigo Martins dos; Prado, Aline Saboya . Implantação de sis-
tema de gestão ambiental em shopping center da região metropolitana da baixada 
santista / Rodrigo Martins dos Santos; Aline Saboya Prado – Santos, 2010.Disponível em : 
https://cetesb.sp.gov.br/escolasuperior/wp-content/uploads/sites/30/2016/06/Rodrigo_Mar-
tins_TCC.pdf. Acesso: 26 Jan. 2020.
https://gennegociosegestao.com.br/livros-sobre-gestao-ambiental/
https://gennegociosegestao.com.br/livros-sobre-gestao-ambiental/
https://www.consultoriaiso.org/como-funciona-a-integracao-do-sga-com-o-sistema-de-gestao-da-qualidade/
https://www.consultoriaiso.org/como-funciona-a-integracao-do-sga-com-o-sistema-de-gestao-da-qualidade/
https://www.consultoriaiso.org/voce-sabe-o-que-e-planejamento-estrategico/
https://www.consultoriaiso.org/politica-de-qualidade-como-fazer/
https://www.consultoriaiso.org/objetivos-e-metas-da-iso-140012015-alinhados-a-gestao-de-residuos/
https://cetesb.sp.gov.br/escolasuperior/wp-content/uploads/sites/30/2016/06/Rodrigo_Martins_TCC.pdf
https://cetesb.sp.gov.br/escolasuperior/wp-content/uploads/sites/30/2016/06/Rodrigo_Martins_TCC.pdf
96
Plano de Estudo:
●	 Conceitos de licenciamento ambiental
●	 Tipos de licenças ambientais
●	 Procedimentos para obtenção de licenças e Exigências ambientais
●	 Sistema de Gestão Ambiental - Finalidades Básicas da Gestão Ambiental e Empresarial
●	 Gestão ambiental - Avaliação de desempenho ambiental – Diretrizes NBR-ISO 14031 
●	 Normas da ABNT para qualidade ambiental - Introdução; 
 Apresentação das Normas da série ISO 14000
●	 Fundamentos Básicos da Gestão Ambiental - Importância da Gestão Ambiental na Empresa
●	 Sistemas da gestão ambiental - Requisitos com orientações para uso - 
●	 NBR	ISO	14001-		Benefícios	e	Dificuldades Implantação ISO 14001 .
●	 Sistemas de gestão ambiental - Diretrizes gerais sobre princípios, 
●	 sistemas e técnicas de apoio - NBR ISO 14004 - Implantação Do SGA 
Objetivos da Aprendizagem:
●	 Conhecer os conceitos de licenciamento ambiental
●	 Saber os tipos de licenças ambientais
●	 Conhecer os procedimentos para obtenção de licenças e Exigências ambientais
●	 Compreender o sistema de Gestão Ambiental - Finalidades Básicas da Gestão Ambiental e Empresarial
●	 Compreender a gestão ambiental - Avaliação de desempenho ambiental – Diretrizes NBR-ISO 14031 
●	 Entender a Normas da ABNT para qualidade ambiental - Introdução; Apresentação das Normas da série ISO 14000
●	 Conhecer os fundamentos Básicos da Gestão Ambiental - Importância da Gestão Ambiental na Empresa
●	 Saber os sistemas da gestão ambiental - Requisitos com orientações para uso - NBR ISO 14001- Benefícios e 
dificuldades - Implantação ISO 14001
●	 Conhecer os sistemas de gestão ambiental - Diretrizes gerais sobre princípios,
 sistemas e técnicas de apoio - NBR ISO 14004- Implantação Do SGA 
●	 Conhecer os fundamentos Básicos da Gestão Ambiental - Importância da Gestão Ambiental na Empresa
●	 Saber os sistemas da gestão ambiental - Requisitos com orientações para uso - NBR ISO 14001- Benefícios e 
Dificuldades	-	Implantação	ISO	14001
 
UNIDADE IV
Licenciamento Ambiental 
e Sistema de Gestão
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco
97UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
INTRODUÇÃO
Nesta unidade trabalharemos os conceitos de licenciamento ambiental, que foi ins-
tituído pela Lei nº 6938, de 31 de agosto de 1981- Política Nacional de Meio Ambiente. Este 
instrumento é um pacto de caráter obrigatório entre o empreendedor e a sociedade para 
que os processos produtivos sejam desenvolvidos garantindo a mitigação dos impactos 
ambientais gerados por estes empreendimentos.
O licenciamento ambiental foi colocado em prática a partir de 1975, inicialmente 
nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo e sua aplicação inicial se deu nas indústrias de 
transformação passando a abranger ao longo do tempo vários projetos de infraestrutura pro-
movidos pelo próprio governo e empresas e consequentemente o licenciamentoambiental 
foi ampliado alcançando outras áreas como projetos de expansão urbana, agropecuária e 
turismo, cuja implantação possa, efetiva ou potencialmente, causar degradação ambiental. 
Falaremos dos tipos de licenças e os procedimentos necessários para sua obten-
ção, buscando sempre atender as exigências ambientais em busca de um ambiente mais 
saudável e equilibrado.
Descreveremos	 os	 fundamentos,	 objetivos,	 finalidades	 e	 o	 quão	 importante	 é	 o	
sistema de gestão ambiental para empresa.
E complementando como objetivo de toda empresa que busca implantar o sistemas 
da gestão ambiental entender todos os requisitos de orientação descritos na NBR- ISO 
14.000, Sistemas de gestão ambiental - Diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técni-
cas de apoio – NBR-ISSO 14.004; Gestão ambiental - Avaliação de desempenho ambiental 
– Diretrizes NBRISO14.031; normas da ABNT para qualidade ambiental.
98UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
1. CONCEITOS DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL
O processo de licenciamento é visualizado por muitos como uma barreira ao pro-
gresso e o crescimento econômico. Entretanto seu objetivo é exatamente o contrário sendo 
peça fundamental para garantir que os processos não comprometam a capacidade de 
suporte dos recursos naturais, para sempre estarem disponíveis a serem utilizados pelos 
próprios empreendimentos.
Licenciamento ambiental, de acordo com o art. 1º, I da Resolução CONAMA 237/97, 
é	assim	definido:
Art.	 1º	 Para	 efeito	 desta	 Resolução	 são	 adotadas	 as	 seguintes	 defini-
ções: I - Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o 
órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação 
e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos 
ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas 
que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, consideran-
do as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis 
ao caso. [...]
Ainda,	com	o	advento	da	Lei	Complementar	nº	140/2011,	ficou	claro	o	conceito	de	
licenciamento ambiental, conforme segue: 
Art.	2o	Para	os	fins	desta	Lei	Complementar,	consideram-se:	I	-	licenciamento	
ambiental: o procedimento administrativo destinado a licenciar atividades ou 
empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencial-
mente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação 
ambiental; [...]
99UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro- Firjan, (2004) 
o licenciamento ambiental é um procedimento realizado pelo órgão ambiental estadual 
ou pelas prefeituras municipais, que avalia as condições e impactos ambientais dos em-
preendimentos e, assim, autoriza ou regulariza as atividades, a localização, a instalação, 
ampliação e operação destes. 
O Licenciamento surgiu para que o órgão ambiental público pudesse ter um con-
trole sobre as atividades humanas que são capazes de causar degradação ambiental ou 
que utilizem de recursos naturais; como proibir, autorizar ou regularizá-las (MASSUKADO, 
2004).
Portanto, trata-se de uma ferramenta onde os órgãos ambientais depois de avalia-
rem os sistemas produtivos bem como seus mecanismos de gestão ambiental autorizam 
a implantação e a operação das atividades que utilizam os recursos naturais ou ainda que 
sejam potencialmente poluidoras.
 Atualmente o processo de licenciamento ambiental é uma exigência para a autori-
zação de diversas atividades. As atividades sujeitas ao processo de licenciamento ambiental 
podem ser encontradas nas Resoluções CONAMA 001/86, 011/86, 006/87, 006/88, 009/90 
e 010/90, além disso, uma importante resolução foi a resolução 237/97 que traz o rol de 
atividades sujeitas ao processo de licenciamento ambiental em seu anexo.
Segundo Bechara (2009), o licenciamento ambiental é obrigatório para atividades 
que utilizam de recursos naturais como água, madeira, solo de terrenos e etc. Isto quando 
utilizadas nas atividades como uma construção, instalação, ampliação, e até mesmo uma 
operação diária dentro de um empreendimento, se esta for considerada potencialmente 
poluidora, ou seja, que cause qualquer tipo de degradação ambiental.
Essas ações são importantes para manter o controle, destacando:
Proteger	o	meio	ambiente;	planejar	e	 fiscalizar	o	uso	de	 recursos	naturais;	 pre-
servar áreas ambientais; proteger áreas com riscos de degradação; cuidar dos recursos 
renováveis.
O licenciamento proporciona diversos benefícios, pois sua posse demonstra que 
o empreendimento está cumprindo com suas responsabilidades em relação ao meio am-
biente e garantindo qualidade de vida a toda sociedade. Por meio da adequação do em-
preendimento às normas que existem no país, o risco de possíveis multas será eliminado 
e o desempenho ambiental melhorará. No âmbito econômico, pode ocasionar corte de 
custos, aumento da competitividade no mercado e fornecer a possibilidade de obter linhas 
de	crédito	e	financiamento.
100UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
2. TIPOS DE LICENÇAS AMBIENTAIS
O	 Instituto	Ambiental	define	e	divide	diferentes	 tipos	de	 licenciamentos	para	ati-
vidades gerais, sendo estes: Licença Prévia (LP) Licença de Operação (LO) Licença de 
Instalação (LI) Autorização ambiental (AA) Dispensa do Licenciamento Ambiental Estadual 
(DLAE)	Licença	Ambiental	Simplificada	(LAS)	Licença	Ambiental	Simplificada	de	Regulari-
zação (LASR) Licença de Operação de Regularização (LOR)
A	questão	envolvendo	a	natureza	jurídica	das	licenças	ambientais	não	é	pacífica	entre	
os doutrinadores de Direito. A Resolução 237/97 assim conceitua o termo “licença ambiental”: 
II - Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental compe-
tente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que 
deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para 
localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras 
dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou 
aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental.
De acordo com Bechara (2009), o licenciamento ambiental se desenvolve em três 
fases principais, que culminam com a outorga de licenças ambientais com escopos diver-
sos: a licença prévia (LP), a licença de instalação (LI) e de operação (LO).
Licença Prévia (LP): Deve ser solicitada na fase inicial do projeto e determina a 
viabilidade	ambiental	e	a	localização	do	empreendimento.	Especifica	as	condições	básicas	
a serem atendidas durante a instalação do empreendimento. A licença Prévia tem validade 
estabelecida pelo cronograma de elaboração dos planos, programas e projetos, mas não 
pode ser superior a 05 (cinco) anos.
101UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
Licença de Instalação (LI): Com o cumprimento das exigências contidas na LP e a 
apresentação dos documentos/informações necessárias, a LI é emitida e autoriza o início 
da implantação do projeto. O prazo de validade da Licença de Instalação (LI) deverá ser, no 
mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação do empreendimento ou atividade, 
não podendo ser superior a 6 (seis) anos.
Licença de Operação (LO): após a instalação dos equipamentos e toda a infraestru-
tura necessária à operação do empreendimento, bem como a implantação dos sistemas de 
controle de poluição hídrica, atmosférica, de resíduos sólidos, ruídos e vibrações, a Licença 
de Operação é emitida, permitindo o início das atividades operacionais. Esta licença tem 
validade que varia de 04 (quatro) a 06 (seis) anos.
Licença	Ambiental	 Simplificada-	A	 Licença	 Simplificada	 (LS)	 é	 um	 processo	 de	
regularização	voltado	para	empreendimentos	classificados	como	pequenos	e	responsáveis	
por	um	impacto	ambiental	não	significativo.
A LAS deve ser requerida e concedida antes de iniciara implantação do empreendi-
mento para que seja atestado a viabilidade ambiental, bem como a autorização da implan-
tação e a operação do negócio.
102UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
3. PROCEDIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE LICENÇAS E EXIGÊNCIAS AMBIENTAIS
O licenciamento ambiental, em razão da estrutura federativa do Brasil, bem como 
para não haver violação da independência dos entes federativos, pode ocorrer em três 
níveis de competência: federal, estadual ou municipal. 
A competência para o exercício do licenciamento ambiental decorre das regras de 
repartição de competências previstas no art. 23 da Constituição Federal. O parágrafo único 
de tal artigo assim dispõe: 
Art.	23.	[...]	Parágrafo	único.	Leis	complementares	fixarão	normas	para	a	coo-
peração entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo 
em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. 
(Brasil, Constituição Federal, 1988, p. 146).
 Assim, resta claro que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
têm o dever de proteger o meio ambiente. Acrescenta-se a isso o fato de que o art. 225 da 
Constituição Federal prevê que a atuação do poder público é fundamental para que ocorra 
a preservação e defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado para estas e futuras 
gerações Ainda, o licenciamento ambiental, com base na Lei da Política Nacional do Meio 
Ambiente, tinha na Resolução CONAMA 237/1997 a principal norma estabelecedora das 
atribuições dos entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) dentro do 
Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA).
Em relação ao licenciamento ambiental, o posicionamento majoritário é o de que ele 
corresponde a um procedimento administrativo, por ser com conjunto de atos que culminam 
103UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
na concessão ou não da licença ambiental. Tal é o entendimento da Lei Complementar 
nº 140/2011. A doutrina minoritária, anteriormente à publicação da Lei Complementar nº 
140/2011, defendia que tal instituto corresponde a um processo. 
Nesse sentido é o entendimento de Talden Farias, ao aduzir que, tendo em vista 
seu alto grau de complexidade, sua litigiosidade e a necessidade de estabelecimento de 
contraditório	e	ampla	defesa,	o	licenciamento	ambiental	se	define	melhor	como	um	processo	
administrativo, especialmente tendo em vista o interesse público, pois o processo geraria 
maiores garantias de acesso e participação da coletividade.
A própria legislação ora falava em procedimento (art. 1º, I da Resolução CONAMA 
nº 237/97) e ora falava em processo (art. 12, caput2 da Resolução CONAMA 237/97, art. 
1º da Resolução CONAMA 006/883 e considerações da Resolução CONAMA nº 308/0214).
O art. 10 da Resolução CONAMA 237/97 prevê que o licenciamento Ambiental 
possui, ao menos, oito fases, a saber: 
Art. 10. O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes 
etapas:	 I	 -	Definição	pelo	órgão	ambiental	competente,	com	a	participação	
do empreendedor, dos documentos, projetos e estudos ambientais, neces-
sários ao início do processo de licenciamento correspondente à licença a 
ser requerida; II - Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, 
acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes, 
dando-se a devida publicidade; III - Análise pelo órgão ambiental competen-
te, integrante do SISNAMA, dos documentos, projetos e estudos ambientais 
apresentados e a realização de vistorias técnicas, quando necessárias; IV 
- Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental 
competente integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da aná-
lise dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados, quando 
couber, podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os escla-
recimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; V - Audiên-
cia pública, quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente; VI 
- Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental 
competente, decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo 
haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e complementa-
ções não tenham sido satisfatórios; VII - Emissão de parecer técnico conclu-
sivo e, quando couber, parecer jurídico; VIII - Deferimento ou indeferimento 
do pedido de licença, dando-se a devida publicidade.§ 1º No procedimento 
de licenciamento ambiental deverá constar, obrigatoriamente, a certidão da 
Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento ou 
atividade estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupa-
ção do solo e, quando for o caso, a autorização para supressão de vegetação 
e a outorga para o uso da água, emitidas pelos órgãos competentes. § 2º No 
caso de empreendimentos e atividades sujeitos ao estudo de impacto am-
biental-	EIA,	se	verificada	a	necessidade	de	nova	complementação	em	de-
corrência de esclarecimentos já prestados, conforme incisos IV e VI, o órgão 
ambiental competente, mediante decisão motivada e com a participação do 
empreendedor, poderá formular novo pedido de complementação.(BRASIL, 
237/97, p. 4)
2	Art.	12.	O	órgão	ambiental	competente	definirá,	se	necessário,	procedimentos	específicos	para	as	licenças	
ambientais, observadas a natureza, características e peculiaridades da atividade ou empreendimento e, ainda, 
a compatibilização do processo de licenciamento com as etapas de planejamento, implantação e operação.
3 Atualmente revogada pela Resolução CONAMA 313/2002. A redação do referido artigo era a seguinte: “ 
No processo de licenciamento ambiental de atividades industriais, os resíduos gerados dou (sic) existentes 
deverão	ser	objeto	de	controle	específico.”
4 Atualmente revogada pela Resolução CONAMA 404/2002. Um dos trechos de suas considerações assim 
dizia:	 “Considerando	 as	 dificuldades	 dos	 municípios	 de	 pequeno	 porte	 para	 implantação	 e	 operação	 de	
sistemas	de	disposição	final	de	resíduos	sólidos,	na	forma	em	que	são	exigidos	no	processo	de	licenciamento	
ambiental;”.
104UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
4. SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL - FINALIDADES BÁSICAS DA GESTÃO 
AMBIENTAL E EMPRESARIAL
Confundir	os	significados	de	 termos	usados	no	setor	corporativo	quando	se	 fala	
em gestão, gerenciamento e administração são muito comuns, e no meio ambiental isto 
também ocorre. Embora os conceitos sejam bastante parecidos, cada um possui a sua 
especificação.	
Desta forma, iniciaremos a explicação pelo conceito de administração, o que fará 
com que o entendimento dos conceitos de gestão e gerenciamento seja mais facilmente 
entendido. 
Na visão de Chiavenato (2001) administração – Do latim “administrare”, trata dos 
aspectos gerais da empresa. Ou seja, a administração tem como função criar mecanismos 
para solucionar os diversos problemas que surgem em uma organização, seja de natureza 
financeira,	patrimonial	e	humana,	bem	como	do	marketing,	da	produção,	da	concorrência,	
do	mercado,	que	tenha	a	finalidade	atingir	os	objetivos	da	organização.	É	a	parte	que	trata	
dos assuntos macro da empresa.
Já	 o	 Gerenciamento	 compreende	 aspectos	 mais	 específicos,	 pois	 irá	 tratar	 de	
setores ou departamentos de uma organização, podendo no caso perfeitamente ser o setor 
ambiental da empresa. 
O gerente ambiental desenvolve práticas para coordenar a utilização dos recursos 
naturais, buscando meios de proteger e preservar o meio ambiente. Ainda como premissa 
105UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
principal deve observar se a empresa atua em conformidade com o que foi estabelecido 
previamente na política ambiental.
Exemplo de gerenciamento na área de resíduo seria um conjunto de ações exer-
cidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento 
e	destinação	final	ambientalmente	adequada	dos	resíduos	sólidos	e	disposição	final	dos	
rejeitos sem agrediro meio ambiente.
Já o termo gestão na concepção de Azambuja (2002), [...] está relacionado à am-
plitude,	 sugere	 ao	 administrador	 “o	 que	 fazer”,	 dentro	 de	 uma	 visão	 ampla.	A	 figura	 do	
gerenciamento sugere ao administrador o “como fazer”.
A gestão compreende as ações referentes à tomada de decisões políticas e estra-
tégicas,	quanto	aos	aspectos	institucionais,	operacionais,	financeiros,	sociais	e	ambientais.
O gestor exercer o papel de forma mais criativa e habilidosa, devendo gerir, geren-
ciar,	administrar,	organizar,	planejar,	pensar	o	processo	de	maneira	eficiente	do	ponto	de	
vista das técnicas, das pessoas incentivando a participação, estimulando a responsabilida-
de e autonomia dos funcionários, e do ambiente do qual irá retirar os recursos que pretende 
transformar	em	produto	final.
O Gestor Ambiental deve utilizar-se de técnicas e conhecimentos para garantir o 
uso racional dos recursos naturais. Sua função consiste em planejar e executar projetos 
sempre visando estratégias sustentáveis para minimizar possíveis impactos causados à 
natureza.
Massukado (2004) mostra as diferenças entre gestão e gerenciamento no quadro 01.
QUADRO 01: CARACTERÍSTICAS DIFERENCIADORAS 
ENTRE GESTÃO E GERENCIAMENTO
GESTÃO GERENCIAMENTO
O que fazer Como fazer
Visão Ampla Implementação dessa visão
Decisões estratégicas Aspectos operacionais
Planejamento,	definição	de	diretrizes	e	
estabelecimento de metas.
Ações que visão implementar e operacionalizar as 
diretrizes estabelecidas pela gestão
Conceber,	planejar,	definir	e	organizar. Implementar,	orientar,	coordenar,	controlar	e	fiscalizar
Fonte: Massukado (2004).
106UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
A gestão ambiental integra:
1. A política ambiental - consiste nos princípios doutrinários de proteger e conser-
var o ambiente. 
2. O planejamento ambiental - visa adequar o uso, controle e proteção do ambiente 
que são descritas formal ou informalmente na política ambiental.
3. O gerenciamento ambiental - mecanismos de regulação do uso, controle, prote-
ção e conservação do meio ambiente com os princípios doutrinários estabeleci-
dos pela política ambiental.
Para Massukado (2004) o gerenciamento ambiental é membro integrante da gestão 
ambiental.
Desta forma o termo Gestão Ambiental busca de forma permanente a melhoria 
contínua das questões ambientais, orientando a criação de uma política ambiental. Outro 
objetivo é promover a compatibilização das atividades com a qualidade e a preservação do 
patrimônio ambiental.
Na	gestão	ambiental	há	também	objetivos	específicos	que	são	claramente	definidos	
pela norma NBR-ISO 14.001: 
●	 Implementar, manter e aprimorar um sistema de gestão ambiental. 
●	 Assegurar-se	de	sua	conformidade	com	a	política	ambiental	definida.	
●	 Demonstrar tal conformidade a terceiros. 
●	 Buscar	 certificação/registro	 do	 seu	 sistema	 de	 gestão	 ambiental	 por	 uma	
organização externa. 
●	 Realiza auto-avaliação e emitir autodeclaração de conformidade com essa Norma.
Além	dos	objetivos	específicos,	há	outros	objetivos	a	serem	alcançados	e	que	são	
de grande importância para um desenvolvimento sustentável:
●	 Uso de recursos naturais de forma racional.
●	 Adoção de sistemas de reciclagem de resíduos sólidos. 
●	 Tratamento e reutilização da água e outros recursos naturais dentro do processo 
produtivo. 
●	 Criação de produtos que provoquem o mínimo possível de impacto ambiental. 
●	 Treinamento de funcionários para que conheçam o sistema de sustentabilidade 
da empresa, sua importância e suas formas de colaboração. 
●	 Criação de programas de pós-consumo para retirar do meio ambiente os produ-
tos, ou partes deles, que possam contaminar o ambiente.
107UNIDADE I Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
Existem diversas razões que levam as empresas a adotar e praticar a gestão 
ambiental, que podem percorrer desde procedimentos obrigatórios de atendimento da 
legislação	ambiental	até	a	fixação	de	políticas	ambientais	que	visem	à	conscientização	de	
todo o pessoal da organização. (FORNO, 2017).
Nesse sentido, Dal Forno (2017, p. 14) ressaltar que:
O ambiente é visto, então, como processos de natureza e de sociedade, como 
dinâmicas de natureza e como dinâmicas de sociedade. Acrescente-se que 
a natureza pode ser vista como elemento e também como recurso: elemento 
enquanto parte, e recurso enquanto algo que se pretende usufruir. E, neste 
sentido, é bom lembrar que dinâmicas de natureza e dinâmicas de sociedade 
têm	um	espaço	geográfico	social	de	 tempos	diferentes.	A	natureza	produz	
em um tempo, e a sociedade produz em outro tempo, geralmente mais breve, 
mais rápido e mais intenso do que a própria natureza. (FORNO, 2017, p. 14).
Para Dal Forno (2017) o ser humano intervém tecnicamente no processo para satis-
fazer	seus	desejos	mudando	o	fluxo	normal	e	tornando	mais	rápido	o	processo,	o	qual	não	
seria realizado de forma natural na natureza. “A natureza é necessária para manutenção 
de qualquer forma de vida. É com este cuidado de respeito à vida que se deve efetivar a 
gestão ambiental.” (FORNO, 2017, p. 14).
 E infelizmente, nessa apropriação muitas vezes desordenada da natureza surgem 
diversos impactos ambientais.
Devido ao aumento considerável desses impactos negativos ao meio ambiente e 
às pessoas, nas últimas décadas, as preocupações referentes às questões ambientais se 
intensificaram	de	tal	maneira	que	iniciativas	dos	variados	setores	da	sociedade,	têm	sido	
desenvolvidas no intuito de minimizar as consequências ocasionadas pelo uso desgover-
nado dos recursos naturais.
No entanto, outras razões que levam as empresas a adotar e praticar a gestão 
ambiental são:
●	 Os recursos naturais (matérias-primas) são limitados e estão sendo fortemente 
afetados pelos processos de utilização, exaustão e degradação decorrentes de 
atividades públicas ou privadas, portanto estão cada vez mais escassos relati-
vamente mais caros ou se encontram legalmente mais protegidos.
●	 Os	bens	naturais	(água,	ar)	já	não	são	mais	bens	considerados	infinitos	que	po-
dem ser utilizados livremente sem valor agregado. Por exemplo, a água possui 
valor econômico, ou seja, paga-se, e cada vez se pagará mais por esse recurso 
natural. Determinadas indústrias, principalmente com tecnologias avançadas, 
necessitam de áreas com relativa pureza atmosférica. Ao mesmo tempo, uma 
residência num bairro com ar puro custa bem mais do que uma casa em região 
poluída.
108UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
●	 A legislação ambiental exige cada vez mais respeito e cuidado com o meio 
ambiente, exigência essa que conduz coercitivamente a uma maior preocupação 
ambiental.
●	 Pressões públicas de cunho local, nacional e mesmo internacional exigem cada 
vez mais responsabilidades ambientais das empresas.
●	 Bancos,	financiadores	e	seguradoras	dão	privilégios	a	empresas	ambientalmente	
sadias	 ou	 exigem	 taxas	 financeiras	 e	 valores	 de	 apólices	mais	 elevadas	 de	
firmas	poluidoras.
●	 A sociedade em geral e a vizinhança em particular está cada vez mais exigente 
e crítica no que diz respeito a danos ambientais e à poluição provenientes de 
empresas e atividades. 
●	 Organizações não governamentais estão mais vigilantes, exigindo o 
cumprimento da legislação ambiental, a minimização de impactos, a reparação 
de danos ambientais ou impedem a implantação de novos empreendimentos ou 
atividades.
●	 Compradores de produtos intermediários estão exigindo cada vez mais produtos 
que sejam produzidos em condições ambientais favoráveis.
●	 A imagem de empresas ambientalmente saudáveis é mais bem aceita por 
acionistas, consumidores, fornecedores e autoridades públicas.
●	 Acionistas conscientes da responsabilidade ambiental preferem investir em 
empresas lucrativas sim, mas principalmente que sejam ambientalmente 
responsáveis.
Desta forma, a demanda por produtos cultivados ou fabricados de forma ambiental-
mentecompatível cresce mundialmente, em especial nos países industrializados. Os con-
sumidores tendem a dispensar produtos e serviços que agridem o meio ambiente.
109UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
4. GESTÃO AMBIENTAL - AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AMBIENTAL – DIRETRI-
ZES NBR ISO 14031 
Segundo (Forno, 2017, p. 14) os Indicadores segundo a Norma ISO 14.000, que repre-
senta	uma	das	mais	significativas	contribuições	para	a	atividade	industrial	humana	foi	a	Gestão	
pela Qualidade Total – GQT (CAMPOS, 1992), logo estendida aos setores terciário e primário, 
bem como suas variantes, representados pelas Normas ISO série 9000 e ISO série 14000. 
	 	A	NBR	 ISO	14031	 trata	 especificamente	 da	Avaliação	 de	Desempenho	Ambien-
tal (ISO, 2004). Ela recomenda o uso do modelo PDCA, proveniente da GQT, e oferece 
metodologias para determinação de indicadores para avaliar o desempenho ambiental, 
organizados em dois grupos principais:
a) Grupo A: indicadores de desempenho ambiental, subdivididos em:
●	 Indicadores de desempenho de gestão (IDG): implantação de políticas e de pro-
gramas;	conformidades;	desempenho	financeiro;	relações	com	a	comunidade.
●	 Indicadores de desempenho operacional (IDO): quantidade de materiais utili-
zados nos processos; quantidade de energia utilizada nos processos; serviços 
de suporte às operações da instituição; infraestrutura e equipamentos utilizados 
pela instituição; fornecedores e clientes; produtos; serviços executados pela 
empresa; resíduos da produção; emissões.
110UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
b) Grupo B: Indicadores de condições ambientais - locais ou regionais (ICA); ar, 
água,	solo,	flora,	fauna;	seres	humanos,	comunidade,	estética,	cultura	e	heranças	para	as	
próximas gerações.
Os indicadores e os índices servem como: suporte para tomada de decisões, 
ajudando os gestores na atribuição de fundos, alocação de recursos naturais e determina-
ção	de	prioridades;	comparação	de	condições	em	diferentes	locais	ou	áreas	geográficas;	
informação sobre o nível de cumprimento das normas ou critérios legais; séries de dados 
para	detectar	tendências	no	tempo	e	no	espaço;	aplicações	em	desenvolvimentos	científi-
cos	servindo	nomeadamente	de	alerta	para	a	necessidade	de	investigação	científica	mais	
aprofundada e informação ao público sobre os processos de desenvolvimento sustentável.
Os indicadores de desempenho ambiental podem ser muito úteis para diferentes 
stakeholders como:
1. Dar respaldo para autoridades públicas sobre as emissões de poluentes para o 
solo, ar e água;
2. Dar respaldo para as comunidades envolventes sobre os níveis de ruído junto 
da empresa,
3. Dar respaldo aos clientes sobre o percentual de fornecedores avaliados 
ambientalmente,
4. Dar respaldo para os trabalhadores sobre o número anual de horas de formação 
ambiental,
5. Dar	respaldo	para	instituições	financeiras	sobre	o	percentual	de	investimentos	
em tecnologia de produção mais limpa;
6. Dar respaldo para ONG% sobre as compras de produtos ambientalmente 
adequados;
A	definição	de	indicadores	ambientais	requer	o	conhecimento	de	como	a	empresa	
impacta o meio ambiente, e esse índice é detectado através do mapeamento dos principais 
impactos ambientais que a organização causa; quais são as suas principais emissões, 
prevendo	a	quantificação	do	impacto	como	sua	intensidade	se	é	crítico,	moderado	ou	fraco.
Implica ainda em conhecer o que o concorrente está fazendo usando indicadores 
comparativos de suas práticas organizacionais com as de outras empresas. Benchmarking 
(comparações com referenciais) é uma prática aceita e difundida na área da Qualidade. E 
quais são os objetivos da empresa. Os indicadores devem levar à escolha de objetivos e 
metas factíveis e mensuráveis; desta maneira, um critério formal deve estar desenvolvido 
para selecionar objetivos e metas.
111UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
6. NORMAS DA ABNT PARA QUALIDADE AMBIENTAL - INTRODUÇÃO; APRE-
SENTAÇÃO DAS NORMAS DA SÉRIE ISO 14000
As relações internacionais ou o comércio internacional vem sendo apontado como 
fator capaz de estimular a adoção de melhores práticas ambientais nas empresas.
A ISO é uma organização mundial para normalização (International Organization 
for	Standardization)	localizada	em	Genebra	na	Suíça,	foi	fundada	em	1947.	A	finalidade	da	
ISO é desenvolver e promover normas e padrões mundiais que traduzam o consenso dos 
diferentes países do mundo de forma a facilitar o comércio internacional. 
A ISO tem cento e dezenove (119) países membros e a Associação Brasileira de 
Normas Técnicas - ABNT é o representante brasileiro. 
A ISO 14000 é uma série de padrões internacionalmente reconhecidos, por estru-
turar o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) de uma organização e o gerenciamento do 
desempenho ambiental. As empresas ao implantar um SGA devem investir tempo para o 
planejamento, já que as atividades não são simples. As atividades são de uma complexida-
de onde a administração da organização precisa envolver todos em seu processo.
Desta forma as normas da Série ISO 14000 foram desenvolvidas pelo Comitê Téc-
nico 207 da INTERNATIONAL ORGANIZATION for STANDARDIZATION – ISO -TC 207. 
Trata-se de um grupo de normas que fornece ferramentas e estabelece um padrão 
de	Sistema	de	Gestão	Ambiental,	abrangendo	seis	áreas	bem	definidas:	
112UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
●	 Sistemas de Gestão Ambiental (Série ISO 14001 e 14004);
●	 Auditorias Ambientais (ISO 14010, 14011, 14012 e 14015);
●	 Rotulagem Ambiental (Série ISO 14020, 14021, 14021 e 14025); 
●	 Avaliação de Desempenho Ambiental (Série ISO 14031 e 14032);
●	 Avaliação do Ciclo de Vida de Produto (Série ISO 14040, 14041, 14042 e 14043);
●	 Termos	e	Definições	(Série	ISO	14050).	
A	Norma	NBR	Série	ISO	14001	especifica	as	principais	exigências	para	a	implan-
tação e adoção de um sistema de gestão ambiental, orientando a empresa na elaboração 
da política ambiental e no estabelecimento de estratégias, objetivos e metas, levando em 
consideração	os	 impactos	ambientais	significativos	e	a	 legislação	ambiental	em	vigor	no	
país (ISO, 2015). 
	Em	suma,	de	acordo	com	a	figura	01	as	normas	contidas	na	Série	 ISO	14000	
são dirigidas para a organização e para o produto. As normas dirigidas para o produto 
dizem respeito a determinação dos impactos ambientais de produtos e serviços sobre o seu 
ciclo de vida, rotulagem e declarações ambientais. As normas dirigidas para a organização 
proporcionam um abrangente guia para o estabelecimento, manutenção e avaliação de um 
sistema de gestão ambiental (Meystre, 2003). 
FIGURA 01: EXEMPLOS DE NORMAS DA SÉRIE ISO 14000
Fonte: Meystre, (2003). 
Os	 elementos-chave,	 ou	 os	 princípios	 definidores	 de	 um	 Sistema	 de	 Gestão	
Ambiental	baseados	na	NBR	Série	ISO	14001	conforme	representados	na	figura	02	são:	
Introdução;	objetivo;	referências	normativas;	termos	e	definições;	requisitos	do	sistema	de	
113UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
gestão ambiental (requisitos gerais: (1) Política ambiental; (2) Planejamento; (3) Implemen-
tação	e	operação;	(4)	Verificação	e	ação	corretiva;	(5)	Análise	crítica,	pela	administração);	e	
orientações para o uso da norma (ISO, 2004) são representadas pela espiral apresentada 
na Figura abaixo. 
FIGURA 02: ESPIRAL DEFINIDORES DE UM SISTEMA DE 
GESTÃO AMBIENTAL BASEADO NA NBR SÉRIE ISO 14001
Fonte: Forte (2007)
Para implementar um Sistema de Gestão Ambiental a direção da empresa deve 
formalizar que sua instituição deseja adotar um SGA. Nessa formalização é importante 
demonstrar claramente as intenções, com ênfase nos benefícios a serem obtidos com a 
sua adoção. 
Essa medida demonstra que a alta direção da empresa está comprometida com a 
realização de palestras de conscientização e de esclarecimentos da abrangência pretendi-
da,	realização	de	diagnósticos	ambientais,	definiçãoformal	do	grupo	coordenador,	definição	
de	um	cronograma	de	 implantação,	e,	finalmente,	no	 lançamento	oficial	do	programa	de	
implantação do SGA. 
A ISO 14001 é baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” – planejar, 
fazer, checar e agir – e utiliza terminologia e linguagem de gestão, apresentando uma série 
de benefícios para a organização.
Através do ciclo PDCA a implantação de um SGA, segundo a norma NBR ISO 
14001	faz	com	que	o	processo	produtivo	seja	reavaliado	continuamente,	refletindo	na	bus-
ca por procedimentos, mecanismos e padrões comportamentais menos nocivos ao meio 
ambiente. 
114UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
7. FUNDAMENTOS BÁSICOS DA GESTÃO AMBIENTAL - IMPORTÂNCIA DA 
GESTÃO AMBIENTAL NA EMPRESA
Desenvolvimento sustentável é uma das palavras mais faladas no século XXI, e 
seu conceito surgiu nos anos 70 mais precisamente depois da Conferência das Nações 
Unidas para o Meio Ambiente em Estocolmo.
A	partir	dessa	conferência	houve	significativamente	muitas	pressões	para	que	as	
empresas buscassem mecanismos para administrar melhor a questão ambiental e tomas-
sem medidas de proteção do meio ambiente.
Nesse contexto foram criados métodos e processos com objetivo de tornar o siste-
ma produtivo menos poluidor possível.
Etimologicamente	o	termo	gestão	tem	sua	origem	na	palavra	ger	que	tem	significa-
do de fazer brotar, nascer, germinar. No geral, a palavra gestão tem sua raiz no verbo gero, 
gessi, gestum,	significando	levar	sobre	si,	carregar,	chamar	a	si,	exercer,	gerar	e	executar	
(CURY, 2002).
O	SGA	constitui	uma	ferramenta	capaz	de	identificar	problemas	e	trazer	soluções	
ambientais baseadas no conceito de melhoria contínua (POMBO, 2008). 
Desta forma a função do sistema de gestão ambiental é sintetizar como possibili-
dade de desenvolver, implementar, organizar, coordenar e monitorar as atividades organi-
zacionais relacionadas ao meio ambiente atendendo a legislação pertinente e redução de 
resíduos em todos os segmentos do processo (MELNYK; SROUFE; CALANTONE, 2002). 
115UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
Um sistema de gestão ambiental (SGA) apoia as organizações no controle e a 
redução	contínua	de	seus	impactos	ambientais	e	contribui	significativamente	no	quesito	de	
responsabilidade social e atendimento da legislação, inclusive utilizando de forma racional 
os	 recursos	 naturais	 como	 água,	 energia	 com	 finalidade	 geral	 de	 equilibrar	 a	 proteção	
ambiental e a prevenção de poluição com as necessidades socioeconômicas. (MELNYK; 
SROUFE; CALANTONE, 2002)
O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) constitui uma parte do sistema global de 
gestão de uma organização que visa o controle dos seus aspectos ambientais, através de 
uma abordagem estruturada e planeada à gestão ambiental, em todas as suas vertentes 
(ar, água, etc.), envolvendo toda a estrutura da organização e todos os outros que sejam 
influenciados	pelas	atividades,	equipamentos,	produtos	e	processos	da	organização	que	
provocam ou podem vir a provocar danos ambientais, implementando um processo proativo 
de melhoria contínua. (MELNYK; SROUFE; CALANTONE, 2002) 
Este processo é dinâmico visto que está sujeito a uma avaliação periódica, onde 
são	analisados	os	objetivos	e	metas	traçados,	o	seu	cumprimento	e	a	eficácia	das	medidas	
corretivas implementadas. (POMBO et al., 2008).
Para Pombo (2008) este esforço de gestão deve resultar numa melhoria sempre 
contínua do desempenho da organização em matérias ambientais. 
Um	sistema	deve	assegurar,	como	mínimo,	os	seguintes	aspectos:	Definir	a	estru-
tura	operacional;	estabelecer	as	atividades	de	planejamento;	definir	as	responsabilidades;	
definir	os	recursos;	estabelecer	as	práticas	e	procedimentos;	assegurar	a	identificação	dos	
aspectos	ambientais	e	determinar	a	sua	significância	e	 	demonstrar	o	cumprimento	dos	
requisitos legais e outros que a organização subscreva. 
As práticas ambientais são vistas, segundo Pombo (2008), como parte das respon-
sabilidades sociais das empresas, e têm se tornado uma questão de estratégia competitiva, 
marketing	 de	 finanças,	 relações	 humanas,	 eficiência	 operacional	 e	 desenvolvimento	 de	
produtos. 
Na busca de procedimentos gerenciais ambientalmente corretos, incluindo aqui a 
adoção	de	um	Sistema	Ambiental	(SGA),	encontra	inúmeras	razões	que	justificam	a	sua	
adoção. Assim, os propósitos predominantes podem variar de uma organização para outra. 
No entanto, eles podem ser resumidos nos seguintes princípios básicos conforme demons-
trado no quadro 2, onde apresentamos uma síntese das práticas do SGA, mais abordadas 
na literatura.
116UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
TABELA 01: PRÁTICAS DO SGA
PRÁTICA DEFINIÇÃO
Energia Pressupõe conciliar desenvolvimento com uso racional. É busca por fontes de 
energia limpas e renováveis
Resíduos Busca pela redução do peso ou o volume dos resíduos gerados, muitas vezes 
modificando	suas	características,	a	fim	de	produzir	o	mínimo	de	resíduos	e	reduzir	
seu grau de periculosidade.
Custos Produti-
vos
Eliminar ou reduzir os impactos produtivos na fonte de geração, em vez de preo-
cupar-se com seu tratamento que geram custos para adequar-se à legislação.
Fornecedores A gestão ambiental deve ser considerada uma cadeia, desse modo, nota-se a im-
posição a fornecedores diretos e indiretos de requisitos socioambientais associa-
dos ao processo produtivo e/ou ao produto.
Água/Efluentes A água utilizada na produção deve ser tratada para minimizar o impacto causado 
no ambiente e nas correntes de água, caso contrário terá seu uso inviabilizado.
Legislação O licenciamento ambiental, como principal instrumento de prevenção de danos 
ambientais, age de forma a prevenir os danos que uma determinada atividade po-
deria causar ao ambiente.
Colaboradores Ações como campanhas de motivação, educação ambiental e treinamento dos co-
laboradores para que eles assumam uma postura de respeito ao meio ambiente, 
assegurando práticas adequadas na execução de suas atividades.
Fonte: Adaptado. (FORNO, 2008)
Desse modo, salienta-se que as empresas podem adotar estas práticas por vários 
fatores, porém, segundo Forno (2008), algumas práticas e valores mais sustentáveis são 
distinguidos e disseminados entre as organizações, as quais tendem a adotá-las, muitas 
vezes, devido a pressões externas, assumindo caráter estratégico.
117UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
8. SISTEMAS DA GESTÃO AMBIENTAL - REQUISITOS COM ORIENTAÇÕES PARA 
USO - NBR ISO 14001- BENEFÍCIOS E DIFICULDADES IMPLANTAÇÃO ISO 14001 
Embora o principal objetivo de uma empresa seja o lucro, as questões ambientais 
têm se tornado cada vez mais importantes em função do aumento da conscientização do 
consumidor.
Assim, conhecida mundialmente a ISO 14001 tem como princípio preservar o meio 
ambiente através do controle dos impactos ambientais e permite a empresa demonstrar 
para seus consumidores que está engajada com causas sustentáveis.
Desperta maior atratividade perante investidores devido a credibilidade e maior 
confiabilidade	na	marca	da	empresa,	uma	vez	que	o	certificado	representa	um	selo	susten-
tável, e o mercado visualiza a empresa de forma positiva, proporcionando o surgimento de 
novos negócios internacionais.
Desta forma a consciência ecológica está abrindo caminhos para o desenvolvimen-
to de novas oportunidades de negócio e, com isso, facilitando a inclusão das empresas 
brasileiras no mercado internacional (POMBO, 2008).
A	empresa	 torna-se	mais	eficaz	e	consciente,	por	 ter	maior	controle	dos	custos,	
diminuição dos gastos desnecessários, e na contratação de seguros devido redução dos 
riscos de acidentes e consequentemente também evita multas por impactos negativos; 
proporciona melhoria no desenvolvimento sustentável nas empresas a partir da implanta-
118UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
ção do SGA; e consequentementefomenta auditorias ambientais; proporciona criação de 
comunicação ambiental nas empresas.
Tem maior facilidade de acesso a empréstimos; motivação dos colaboradores para 
atingirem	metas	e	objetivos	ambientais;	influência	positiva	nos	demais	processos	internos	
de gestão, melhoria do moral dos colaboradores.
Na tabela 02 são demonstrados alguns dos benefícios obtidos com a ISSO 14001 
de forma resumida.
TABELA 02: BENEFÍCIOS OBTIDOS COM O ISO 14001
BENEFÍCIOS DEFINIÇÃO
Custos produti-
vos
Redução de custos. Maior reaproveitamento dentro da própria organização
Imagem organi-
zacional
O SGA promove a conformidade com a legislação, à minimização de impactos 
negativos ao ambiente, isso resulta na melhoria da imagem da organização junto 
à sociedade. 
Atendimento a 
legislação
Redução dos custos inerentes ao cumprimento da legislação, devido ao fato de 
a empresa adequar-se antes de receber multas, e também tem um tempo para 
adequação maior.
Conscientização 
dos colaborado-
res
Ao	estabelecer-se,	o	SGA	promove	a	definição	de	funções,	responsabilidades	e	
autoridades, levando a um aumento da conscientização e motivação dos colabo-
radores para estas questões ambientais.
Benefícios intan-
gíveis
Melhoria do gerenciamento, padronização dos processos, rastreabilidade de in-
formações técnicas, etc.
Fonte: (FORNO, 2008)
Contudo a ISO 14001 precisa que as organizações desenvolvam uma política 
ambiental comprometida com as necessidades de prevenir poluição, melhoria contínua; 
que demonstre os aspectos ambientais de sua operação e atenda as exigências legais, 
fixe	objetivos	e	metas	 consistentes	 com	política	ambiental;	 estabelece	um	programa	de	
gerenciamento ambiental; implemente e operacionalize um programa que inclua uma 
estrutura	e	responsabilidade	definida,	treinamento,	comunicação,	documentação,	controle	
operacional,	e	preparação	para	atendimento	a	emergências;	confira	as	ações	corretivas	
incluindo o monitoramento, a correção, a ação preventiva e a auditoria; e faça uma revisão 
do gerenciamento.
Complementando,	Oliveira,	&	Serra	(2010)	ressaltam	que	existem	vários	entraves	
na gestão de um SGA com base na norma NBR ISO 14001 conforme demonstrado na 
tabela 03.
119UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
TABELA 03: DIFICULDADES DE IMPLEMENTAÇÃO ISO 14001
DIFICULDA-
DE 
DEFINIÇÃO
Recursos eco-
nômicos
Problemas	de	caráter	econômico	devido	à	falta	de	recursos	financeiros	para	aqui-
sição de tecnologias mais avançadas.
Legislação Dificuldades	de	implementação	de	procedimentos	de	avaliação	periódica	ineren-
tes ao cumprimento da legislação ambiental aplicável.
Cultura dos co-
laboradores
Dificuldade	de	internalização	pelos	colaboradores	do	real	significado	de	desen-
volvimento sustentável, bem como rejeição a novos paradigmas e novas práticas.
Realizar a men-
suração
Dificuldade	de	mesurar	os	resultados	da	implementação	de	um	SGA,	visto	que	
este é um tópico complexo e pouco abordado nas organizações.
Profissionais Dificuldade	de	encontrar	pessoas	e	fornecedores	com	a	qualificação	e	experiên-
cia	necessária	para	implementar	o	SGA	de	maneira	correta	e	eficaz.
Fonte: (FORNO, 2008)
No Brasil, tem aumentado consideravelmente o número de empresas que desen-
volveram a gestão ambiental com base na norma NBR ISO 14001.
A norma NBR ISO 14001 estabelece um conjunto de requisitos necessários que 
precisam ser cumpridos pelas empresas e organizações, independente do segmento ou 
tamanho, para estar de acordo com princípios estabelecidos pela legislação. E para aten-
der	a	ISO	14001,	as	organizações	precisam	identificar	qual	é	a	legislação	aplicável	deste	
escopo ao seu negócio e monitorar, constantemente, o atendimento aos requisitos legais. 
Esse monitoramento deve ser de forma documentada, para evidenciar o atendimento das 
disposições da ISO 14001. (NBR ISO 14001: 2004).
120UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
9. SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL - DIRETRIZES GERAIS SOBRE PRINCÍPIOS, 
SISTEMAS E TÉCNICAS DE APOIO - NBR ISO 14004 - IMPLANTAÇÃO DO SGA 
A empresa ao implantar um SGA está buscando mecanismos para que seus pro-
cessos produtivos tenha uma política ambiental estabelecida em padrões comportamentais 
menos nocivos ao meio ambiente (CAMPOS; MELO, 2008). 
Assim,	 conforme	 demonstrado	 na	 figura	 03	 apresenta	 de	 forma	esquemática,	 o	
fluxo	do	processo	de	melhoria	contínuo	do	sistema	de	gestão ambiental.
FIGURA 03: FLUXO DO PROCESSO DE MELHORIA 
CONTÍNUA DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL
Fonte: Sistema de Gestão Ambiental (NBR ISO 14001: 2004)
121UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
Entretanto, é importante ressaltar que a implementação de um sistema de gestão 
ambiental não tem fronteiras de estanques, ou seja, existem ou podem existir intersecções 
entre atividades inseridas em diferentes etapas.
Assim, as principais etapas de implantação do SGA são constituídas por cinco 
princípios e em cada um deles demonstraremos as etapas necessárias para que o SGA 
seja corretamente implantado.
Primeiramente a empresa precisa realizar levantamento da situação inicial, onde se 
conhece a realidade da empresa em relação à questão ambiental. Analisa a organização 
no	que,	como	e	com	o	quê	faz,	identificando	todas	as	suas	atividades,	observando	como	
desenvolve o processo produtivo, embalagem e transporte, desempenho ambiental e as 
práticas dos subcontratados e fornecedores, gestão de resíduos, etc. 
Neste momento a empresa realiza uma auditoria interna com objetivo de perceber 
a atual situação que se encontra.
Em seguida realizar a sensibilização da gestão é o momento de apresentar o 
resultado do diagnóstico inicial e sensibilizar a gestão de topo para as vantagens de imple-
mentação de um SGA e posteriormente deve aplicar o primeiro princípio:
1 PRINCÍPIO DA POLÍTICA AMBIENTAL 
A	 norma	 NBR	 Série	 IS0	 14001	 define	 Política	Ambiental	 como	 “Declaração	 da	
organização das suas intenções e princípios com relação a seu desempenho global e que 
devem nortear o planejamento de ações e o estabelecimento de seus objetivos e metas 
ambientais”. Entender que ISO deve ser um compromisso de todos e ser alinhada com 
outras políticas da empresa. 
2 PRINCÍPIO DO PLANEJAMENTO 
Nesta etapa a Série ISO 14001 orienta que a organização avalie a política ambiental 
estabelecida e elabore seu plano de forma que possa atender todos os requisitos por ela 
estabelecidos. A Série ISO 14001 orienta que este plano deve conter: aspectos ambientais; 
requisitos legais e outros requisitos; objetivos e metas; e programas de gestão ambiental. 
2.1 Aspectos ambientais
Neste item a norma pretende fazer com que a organização tenha claro todos os 
significativos,	reais	e	potenciais	impactos	ambientais	que	possa	ocasionar	no	desenvolvi-
122UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
mento de suas atividades, produtos e serviços, para que possa controlar os aspectos sob 
sua responsabilidade (MEYSTRE, 2003). 
Reis	&	Queiroz	 (2002)	esclarecem	que	segundo	esta	norma,	aspecto	ambiental	
significa	a	causa	de	danos	ambientais	e	impacto	ambiental	significa	os	seus	efeitos	ambien-
tais,	adversos	ou	benéficos.	
2.2 Requisitos legais e outros requisitos
A Organização deve demonstrar que tem pleno conhecimento de toda a legislação 
ambiental aplicável e conhece as suas implicações e aplica os procedimentos.
2.3 Objetivos e metas 
Devem	refletir	os	aspectos	e	impactos	ambientais	significativos	e	relevantes	visando	
o desdobramento em metas e objetivos ambientais a serem alcançados operacionalmente 
por	setores	específicos	da	empresa,	com	definição	das	responsabilidades.	Buscar		definir	
as metas com objetivo de melhoria contínua do SGA; Esforço contínuo para evitar/minimi-
zar	impactos	ambientais.	Os	objetivos	devem	ser	específicos	e	as	metas	mensuráveis.	As	
metas ambientais devem apresentar requisito detalhado de desempenho ambiental passí-
vel	de	serquantificado	e	praticável,	aplicável	à	organização	ou	parte	dela,	decorrente	dos	
objetivos ambientais. A meta deve ser proposta e alcançada para que sejam considerados 
cumpridos os objetivos. 
Exemplo: quantidade de resíduos por tonelada de produtos
 
2.4 Programas de Gestão Ambiental 
É o estabelecimento de roteiro com cronograma de execução, que seja possível 
fazer	 comparações	entre	 o	 previsto	 e	 o	 realizado,	 alocação	de	 recursos	 financeiros,	 às	
atividades,	definição	de	responsabilidades	e	prazos	para	cumprimento	dos	objetivos	e	metas	
estabelecidos.	Deve-se	considerar	o	que?	Quando?	Por	quê?	Onde	e	como?	Ferramenta	
básica do planejamento.
 
3 PRINCÍPIO DA IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO 
É neste princípio que a empresa deve desenvolver os mecanismos de apoio ne-
cessários para atender o que está previsto em sua política, e nos seus objetivos e metas 
ambientais. 
123UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
3.1 Estrutura organizacional e Responsabilidade 
Como	o	próprio	nome	diz,	é	o	momento	de	definir	as	funções,	responsabilidades	
e autoridade, documentadas ainda repassadas no intuito de facilitar o desenvolvimento de 
uma	gestão	ambiental	eficaz.	E	cabe	a	administração	o	 fornecimento	dos	 recursos	seja	
financeiro	ou	tecnológico	necessário	à	implantação	e	controle	do	sistema	de	gestão	am-
biental.
3.2 Treinamento, Conscientização e Competência
Cabe à empresa desenvolver treinamentos que propiciem aos seus empregados 
a conscientização da importância e responsabilidade em atingir a conformidade com a 
política	ambiental;	conhecimento	para	avaliar	os	impactos	ambientais	significativos,	reais	
ou potenciais de suas atividades.
3.3 Comunicação 
Este item relata a importância da empresa criar, desenvolver e demonstrar e manter 
procedimentos para a comunicação interna e externa. Criar canais de comunicação que 
seja	claro,	e	possa	fluir	regularmente	com	informações	organizacionais	e	técnicas	entre	os	
vários níveis e funções dentro da organização. Ter a prática de documentar todas as infor-
mações relevantes recebidas e enviadas das partes externas interessadas nos aspectos 
ambientais e no sistema de gestão ambiental (FORNO, 2008).
 
3.4 Documentação do Sistema de Gestão Ambiental 
Segundo documentos 39, Embrapa Meio Ambiente (2004, p. 12) A documentação 
deve assegurar que o sistema de gestão ambiental seja compreendido pelo público interno 
e externo com o qual a empresa mantém relações, tais como clientes, fornecedores, go-
verno,	sociedade	civil	em	geral,	etc.	Defina	os	tipos	de	documentos	que		podem	variar	em	
função do porte e complexidade da empresa, podendo ser sob a forma física ou eletrônica. 
(EMBRAPA MEIO AMBIENTE, 2004, p. 12). Consiste em integrar e compartilhar com a 
documentação	de	outros	sistemas;	 identificar	e	atualizar	periodicamente;	documentação	
típica do SGA; manual do SGA; procedimentos operacionais; instruções de trabalho e 
registros.
124UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
3.5 Controle de documentos 
As evidências que relatam a responsabilidade ambiental dentro dos processos 
desenvolvidos pela empresa devem ser localizadas, analisada e periodicamente atualizada 
quanto à conformidade com os regulamentos, leis e outros critérios ambientais assumidos 
pela empresa. Devem estar atentas as versões atualizadas da norma e atender os requisi-
tos exigidos pela Série 14001.
3.6 Controle operacional
A empresa que se propõe adotar sistema de gestão ambiental deve periodicamente 
fazer	controle	operacional	onde	identificará	as	atividades	potencialmente	poluidoras	visan-
do garantir melhor desempenho ambiental principalmente no compromisso assumido em 
sua política ambiental relacionado à “prevenção da poluição”.
 
3.7 Preparação e atendimento a emergências 
Neste quesito retrata a importância do estabelecimento de ações de contingências. 
Essas ações devem ser de conhecimento de todos os funcionários envolvidos no processo 
no intuito de agir com rapidez em situações de emergências e eventos não controlados. 
Consiste	em	identificar	e	classificar	áreas	de	riscos	e	processos	críticos;	identificar	riscos	
potenciais de acidentes e situações emergências (questões de saúde, segurança e aspec-
tos ambientais) e responder prontamente e adequadamente às situações adversas.
4 PRINCÍPIO DA VERIFICAÇÃO E AÇÃO CORRETIVA
Nesta etapa é o momento de avaliar se o que foi estabelecido na política, nos 
objetivos e metas está sendo cumprido. Hora de comparar o previsto e realizado. Avaliar 
se a empresa está operando de acordo com o programa de gestão ambiental previamente 
definido,	identificando	aspectos	não	desejáveis	e	mitigando	quaisquer	impactos	negativos,	
além de tratar das medidas preventivas. 
	A	Verificação	e	Ação	Corretiva	são	etapas	orientadas	por	quatro	características	
básicas do processo de gestão ambiental: Monitoramento e Medição, Não conformidades 
e Ações Corretivas e Preventivas, Registros, e Auditoria do SGA 
 
4.1 Monitoramento e Medição 
O sistema de gestão ambiental envolve as fases de planejamento, implementação, 
execução, operação e avaliação dos resultados alcançados. No entanto, é preciso também 
125UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
monitorar	e	controlar	para	verificar	a	existência	de	desvios	e	corrigi-los,	ou	seja,	estabelecer	
medidas-padrão	para	a	verificação	do	desempenho	ambiental	das	empresas.	Segundo	Mo-
reira	(2001),	monitorar	um	processo	significa	acompanhar	a	evolução	dos	dados,	ao	passo	
que	controlar	um	processo	significa	manter	o	processo	dentro	dos	limites	preestabelecidos.	
 
4.2 Não conformidades e Ações Corretivas e Preventivas 
As	pessoas	responsáveis	por	esta	etapa	precisam	ter	bem	definidos	o	conceito	de	
“Não conformidade” e a responsabilidade pela observação da documentação, comunicação 
e correção das “Não conformidades”.
A norma estabelece como “Não conforme” quando a empresa não atinge os obje-
tivos ou não consegue evidenciá-las. Encontra desvio nos padrões estabelecidos. As ações 
preventivas devem apoiar-se na possibilidade de ocorrência de “não-conformidades” e as 
ações corretivas devem ser pautadas em procedimentos que possibilitem a eliminação da 
não-conformidade e sua não recorrência.
4.3 Registros 
Neste quesito a empresa deve adotar mecanismos para registrar as atividades do 
SGA, incluindo informações sobre os treinamentos realizados. Esses registros servirão de 
evidências na auditoria.
4.4 Auditoria do Sistema de Gestão Ambiental 
Por	 auditoria,	 entende-se	 o	 procedimento	 de	 verificação	 se	 a	 empresa	 cumpriu	
todas as etapas de implementação e manutenção do sistema de gestão ambiental. As 
auditorias do sistema de gestão ambiental devem ser periódicas, sendo recomendadas 
duas auditorias internas por ano. 
Visa determinar se o SGA está em conformidade com as disposições planeadas 
para a gestão ambiental, incluindo os requisitos da norma, avalia periodicamente se o SGA 
está	adequadamente	 implementado	e	mantido;	verifica	conformidade	de	 todas	as	ações	
planejadas para o gerenciamento ambiental (política, objetivos, metas) inclusive os requisi-
tos da Norma ISO 14001 e prove informações sobre os resultados para a alta administração.
 
5 PRINCÍPIO DA ANÁLISE CRÍTICA 
Nesse momento, passado a avaliação da auditoria, a empresa verá algumas alte-
rações em seu ambiente interno e externo. Essas alterações correspondem a pressões do 
mercado que exigirá posturas ambientalmente corretas da empresa devido compromisso 
assumido de melhoria contínua em seu SGA.
Assim, cabe nesse momento reavaliar se há necessidade de possíveis alterações 
na	política	ambiental	definida,	nos	objetivos	e	metas	propostos,	ou	seja,	uma	constante	
avaliação no intuito de melhorar os processos. 
126UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A preocupação com a degradação ambiental está cada vez maior e presente na vidade todos, haja vista uma série de fatores responsável como por exemplo: a qualidade do ar 
que respiramos o aquecimento global, as queimadas, o calor excessivo, o medo de desas-
tres naturais e, principalmente a preservação para as futuras gerações. Pensando nisso, os 
órgãos	ambientais	se	responsabilizam	pela	cobrança	do	licenciamento	e	fiscalização,	no	
intuito de diminuir o impacto causado, por empreendimentos considerados potencialmente 
poluidores.
Aliado a isto no intuito de amenizar esta situação, as empresas de acordo com a 
AS- 8000 buscam avaliar as condições de trabalho, envolvendo-se também no lado político, 
educacional e a saúde, ser responsáveis por proporcionar melhoria de qualidade de vida 
para seus funcionários. 
Aliado a isto, as empresas têm buscado mecanismos de produção e atendimento 
de suas necessidades sem exaurir os recursos naturais desenvolvendo produtos ecologi-
camente corretos e com materiais que não agride o meio ambiente. 
Sendo assim, urge a necessidade de mudanças de paradigmas, de atitudes, com-
preendendo que é um esforço individual partindo para um esforço e envolvimento de toda a 
sociedade, exigindo uma nova forma de produzir sem degradar o meio ambiente.
A maioria das empresas atualmente entende a importância dos Sistemas de Ges-
tão Ambiental (SGA) em seus ambientes, pois estes são a reunião de todas as estratégias, 
ações e precauções tomadas pela empresa no sentido de minimizar o impacto de suas 
atividades na natureza e também com o objetivo de melhorar essa relação entre a empresa 
e os demais agentes da sociedade. Dessa forma, engloba desde uma política de reaprovei-
tamento de água até ações simples como cartazes informativos sobre coleta seletiva - tudo 
faz parte da implantação do SGA rumo a um negócio verde.
Ainda como complemento, o desenvolvimento de planejamento em longo prazo 
pautado nas pessoas, no meio ambiente e na sobrevivência econômica de um local ou do 
planeta	como	um	todo,	com	posturas	firmes	e	estratégicas	para	diminuir	os	riscos	ambientais	
e garantir o equilíbrio ambiental, e desenvolver projetos que alie produção e preservação 
com uso de tecnologia adaptada a esse preceito e que sejam colocados como prioridade à 
127UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
cooperação e parceria tendo como fundamento o ambiente, o interesse social, o respeito à 
cultura de cada povo, à política e à democracia. 
Mudanças nos processos, novos materiais, que tenham origem em diferentes 
matérias primas, menos impactantes, precisam ser formatados, com um custo que seja 
aceitável, para que o mercado consiga absorvê-los. Novas fontes de recursos, como ma-
teriais reutilizados e reciclados, também precisam ser encontradas, de modo a diminuir o 
impacto negativo desse processo. 
Assim, as normas da NBR- ISO tem por objetivo levar a empresa a melhorar seus 
processos visando poluir cada vez menos e compartilhar do uso racional dos recursos 
naturais e garantir a sustentabilidade das pessoas e do Planeta como um todo.
128UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
SAIBA MAIS
Pagamento pelo Uso dos Recursos Naturais Pode-se incluir entre os instrumentos de 
gestão associados ao licenciamento ambiental, a aplicação do princípio de “usuário - 
pagador” ou “poluidor – pagador”. O uso dos recursos naturais pode ser gratuito ou 
oneroso. A raridade do recurso, o uso poluidor e a necessidade de prevenir catástrofes 
vêm levando à cobrança do uso dos recursos naturais. A Lei nº 6.938/81 estabelece que 
a PNMA visará “à imposição, ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos 
ambientais	com	fins	econômicos”	e	“à	imposição	ao	poluidor	e	predador	da	obrigação	
de recuperar e/ou indenizar os danos causados”. No Brasil, esse princípio vem sendo 
consolidado através da cobrança pelo uso das águas, estabelecida pela Lei nº 9.433/97, 
que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, e também pela Lei nº 9.605/ 98 
- Lei de Crimes Ambientais, que estabeleceu os custos das multas e penalidades pro-
porcionalmente aos danos gerados ao ambiente.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente – MMA -Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Natu-
rais Renováveis – IBAMA. Manual de Procedimentos para o Licenciamento Ambiental Federal – IBAMA. 
Guia de Procedimentos do Licenciamento Ambiental Federal. Brasília 2002. Disponível em : https://www.
mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf. Acesso 13 ago.2020.
REFLITA 
O meio ambiente é uma das preocupações centrais de todas as nações e, atualmente, 
é um dos assuntos que despertam grande interesse em todos os países, independente-
mente do regime político ou sistema econômico. 
Fonte: EDNALDO, C. R. ; CANTO , J. L.; PEREIRA, P. C. Avaliação de impactos ambientais em países 
do MERCOSUL. Ambiente & Sociedade – Vol. VIII nº. 2 jul./dez. 2005. Disponível em: http://www.scielo.
br/pdf/asoc/v8n2/28609.pdf .Acesso: 02 set. 2020.
https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf
https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf
129UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
LEITURA COMPLEMENTAR
Artigo: Silva, J. P. B. da, Silva, S. S. da, Mendes, R. da Silva. Gestão ambiental 
em empresas públicas e sociedades de economia mista do estado de Minas Gerais. 
Disponível em: https://periodicos.unifor.br/rca/article/view/3615/pdf. Capa > v. 23, n. 2 
(2017). Acesso: 03 abr. 2020
Resumo: As empresas públicas e sociedades de economia mista, pressionadas a 
se posicionarem de modo responsável diante das questões ambientais, adotam programas, 
projetos e ações ligadas à gestão ambiental. Os resultados revelaram que os modelos mais 
implementados foram o licenciamento ambiental e a responsabilidade social. Já a educação 
ambiental e o sistema de gestão ambiental estiveram presentes em um número menor de 
organizações. As sociedades de economia mista investiram mais em tais modelos. 
130UNIDADE IV Licenciamento Ambiental e Sistema de Gestão
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Sistemas de Gestão Ambiental (ISO 14001) e Saúde e
Segurança Ocupacional (OHSAS 18001)
Autor: Mari	Elizabete	Bernardini	Seiffert
Editora: Atlas
Sinopse: O foco principal deste livro está em discutir os benefícios 
para a implantação integrada das normas OHSAS 18001 e da ISO 
14001. Aborda também a sinergia existente nessa integração para 
o processo de gestão dos perigos relacionados ao processo pro-
dutivo, alinhando o desempenho da organização a um nível mais 
elevado de responsabilidade social, segundo a ótica do desenvol-
vimento sustentável. O conteúdo dos capítulos da obra objetiva 
fornecer elementos para que se possa perceber como o processo 
de implantação integrada dos dois instrumentos de gestão é extre-
mamente interessante tanto do ponto de vista econômico, estra-
tégico, gerencial, como do ponto de vista operacional, otimizando 
sua gestão dentro de uma perspectiva holística.
FILME/VÍDEO
Título: Quer	Saber?	SGA,	o	Sistema	de	Gestão	Ambiental
Ano: 2016
Sinopse: O	que	é	um	Sistema	de	Gestão	Ambiental?	Para	que	
serve?	Porque	é	importante	e	como	pode	nos	ajudar	a	preservar	o	
meio	ambiente?	Maneira	animada	de	ensinar	SGA.
https://www.grupogen.com.br/sistemas-de-gestao-ambiental-iso-14001-e-saude-e-seguranca-ocupacional-ohsas-18001?utm_source=blog&utm_medium=blog-csa&utm_campaign=ecommerce-sistemas-gestao-ambiental-9788522460496-03-2019
https://www.grupogen.com.br/sistemas-de-gestao-ambiental-iso-14001-e-saude-e-seguranca-ocupacional-ohsas-18001?utm_source=blog&utm_medium=blog-csa&utm_campaign=ecommerce-sistemas-gestao-ambiental-9788522460496-03-2019
131
REFERÊNCIAS
ABNT NBR ISO 14040:2009 e ABNT NBR ISO 14044: 2009.
ALIER,	J.	M.	O	ecologismo	dos	pobres:	conflitos	ambientais	e	linguagens	de	valo-
ração [Tradutor Maurício Waldman]. São Paulo: Contexto, 2007, p. 379.
ALMEIDA, Fernando. O Bom Negócio da Sustentabilidade. Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira,2002.
ALMEIDA,	Fernando.	Os	Desafios	da	Sustentabilidade:	uma	ruptura	urgente.	Rio	
de Janeiro: Elsevier, 2007.
ANTUNES,	Ricardo	L.	C.	Os	sentidos	do	trabalho:	ensaio	sobre	a	afirmação	e	a	
negação do trabalho. 6. ed. São Paulo: Boitempo, 2002.
ASMUS, M. L., KITZMANN, D., LAYDNER, C., TAGLIANI, C. R. A. (2006). Gestão 
costeira no Brasil: instrumentos, fragilidades e potencialidades. Revista de Gestão Costeira 
Integrada, nº 5, ano 4:52-57.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT - NBR ISO 14040:2009 
Gestão ambiental - Avaliação do ciclo de vida - Princípios e estrutura. 2001.Rio de Janeiro. 
10 p. Disponível em: http://licenciadorambiental.com.br/wp-content/uploads/2015/01/NBR-
-14.040-Gest%C3%A3o-Ambiental-avaliac%C3%A3o-do-ciclo-de-vida-principios-e-estru-
tura.pdf. Acesso: 02 ago. 2020
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO. 14.001: 
2015. 3ª ed. Sistema de gestão ambiental. Requisitos com orientação para uso. 2015. 
Disponível em: https://www.ipen.br/biblioteca/slr/cel/N3127.pdf. Acesso: 02 set. 2020.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001. NBR ISO 
19011: Diretrizes para auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001: sistemas 
de	gestão	ambiental:	especificações	e	diretrizes	para	uso.	Rio	de	Janeiro:	ABNT,	1996.		
ASSUNÇÃO,	F.	N.;	BURSZTYN,	M.	A.	Conflitos	pelo	uso	dos	 recursos	naturais.	
In:	THEODORO,	S.	H.	Conflitos	e	uso	sustentável	dos	recursos	naturais.	Rio	de	Janeiro:	
Garamond, 2002, p. 53- 69.
132
AZAMBUJA, E. A. K. Proposta de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos: análise do 
caso de Palhoça/SC. 2002. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Universidade Federal 
de Santa Catarina, Florianópolis, 2002. p. 26. Disponível em: http://www. bvsde.paho.org/
bvsacd/ cd48/11214.pdf. Acesso: 04 ago.2020.
BAKER, M. N.; TARAS, M. J. The quest for pure water: the history of the twentieth 
century. 2. ed. v. 1, Denver: AWWA, 1981.
BARBIERI, J.C. Gestão Ambiental Empresarial: Conceitos, Modelos e Instrumen-
tos. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.
BARBIERI, José Carlos. Gestão Ambiental Empresarial: conceitos, modelos e ins-
trumentos. São Paulo: Saraiva, 2007.
BARBOSA, L. O centro do universo. Exame. São Paulo, ano 35, n. 7, p.107-110, 4 
abr. 2001.
BARRA, B. N.; RENOFIO, A. Rotulagem Ambiental: a Validade dos Critérios na 
Concessão do Selo Verde para Produtos de Couro. XXVIII Encontro Nacional de Enge-
nharia de Produção, Rio de Janeiro, RJ, . 2008. Disponível em: http://www.abepro.org.br/
biblioteca/enegep2008_tn_sto_088_562_12335.pdf. Acesso: 26 Jan. 2020.
BARROS, J.de S.; Freitas, L. S. de,;Rotulagem ambiental: um estudo sobre os 
fatores de decisão de compra de produtos orgânicos. VII SEGeT – Simpósio de Excelência 
em Gestão e Tecnologia – 2010. Disponível em: https://www.aedb.br/seget/arquivos/arti-
gos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf.	Acesso:	06	ago.	2020
BECHARA, Erika. Licenciamento e Compensação Ambiental: na Lei do Sistema 
Nacional das Unidades de Conservação (SNUC). São Paulo: Atlas, 2009.
BEGON, Michael, Colin R. Townsende Jonh L. Hasper.Tradução Adriano Sanches 
Ecologia de Indivíduos a Ecossistemas. 4ªEdição. Artmed Editora. Porto Alegre, 2007.
BELLIA,	Vitor.	Introdução	à	economia	do	meio	ambiente.	Brasilia:	 ‘BANTA,	1996.	
261 p.
BENJAMIN, Antônio Herman Vasconcellos. O princípio poluidor-pagador e a re-
paração do dano ambiental. In: Dano ambiental: prevenção, reparação e repressão. São 
Paulo: Revista dos Tribunais, 1993. p. 227.
133
BORJA,	 P.	 C.	 Política	 de	 saneamento,	 instituições	 financeiras	 internacionais	 e	
megaprogramas: um olhar através do Programa Bahia Azul. 2004, 400 f. Tese (Doutorado 
em Arquitetura e Urbanismo). Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, 
Salvador, 2004
BORJA, P. C. Política pública de saneamento básico: uma análise da recente expe-
riência brasileira. Revista Saúde e Sociedade . 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1590/
S0104-12902014000200007. https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/ 
Adaptado. Acesso 31 jul.2020.
BRASIL, Lei 11.445 de 05 de janeiro de 2007, Estabelece diretrizes nacionais para 
o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 
de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga 
a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências, disponível em HTTP://
www.planalto.gov.br. Acesso 31 jul .2020.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto, Lei nº. 9.795 de 27 de abril de 1999. 
Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e 
dá	outras	providências.	Diário	Oficial	 da	República	Federativa	do	Brasil,	Brasília,	 n.	 79,	
28 abr. 1999. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm. Acesso: 24 
nov. 2020.
BRASIL, Ministério das Cidades, Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. 
Plano Nacional de Saneamento Básico: Mais Saúde com Qualidade de Vida e Cidadania. 
HELLER, L. (coord.). 1. ed. Brasília: 2013, 173 p.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução n.001, de 23 de janeiro 
de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para o Relatório de Impacto 
Ambiental	–	RIMA.	Diário	Oficial	[da]	União.
BRASIL. (1988). Lei nº 7.661, de 16 de maio de 1988. Institui o Plano Nacional de 
Gerenciamento Costeiro e dá outras providências. Brasília: D.O.U. de 18.5.1988.
BRASIL. [Lei n. 12.305, de 2 de agosto de 2010]. Política nacional de resíduos 
sólidos [recurso eletrônico]. – 2. ed. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 
2012. 73 p. – (Série legislação; n. 81)
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução n.001, de 23 de janeiro 
de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para o Relatório de Impacto 
Ambiental	–	RIMA.	Diário	Oficial	[da]	República	Federativa	do	Brasil,	Brasília,	DF,	17	fev.	
1986.
134
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 496 p. Disponí-
vel em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm Acesso em: 3 jul. 
2020
BRASIL. Lei 9.795, de 27 de abril de 1999. Institui a Política Nacional de Educação 
Ambiental.	Brasília:	Diário	Oficial	da	União,	28	de	abril	de	1999.
BRASIL. Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional 
do	Meio	Ambiente,	seus	fins	e	mecanismos		de	formulação	e	aplicação.	Brasília,	DF.	1981.	
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm>. acesso 31 jul .2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política nacional de saúde ambiental para o setor 
saúde. Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde, 1999. 
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 357, de 15 de junho 
de	2005.	Dispõe	sobre	a	classificação	dos	corpos	de	água	e	diretrizes	ambientais	para	
o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de 
efluentes,	e	dá	outras	providências.	Disponível	em:	<http://www.mma.gov.br/port/	conama/
legiabre.cfm?codlegi=459.>	Acesso	em:	01	ago.	2020.
BRASIL.	Política	Nacional	de	Educação	Ambiental,	Lei	9795.	Diário	Oficial	da	Re-
pública Federativa do Brasil, Brasília, DF, 27 abr. 1999. Disponível em: L9795 (planalto.gov.
br) Acesso: 23 nov.2020.
BRASIL. RESOLUÇÃO Nº 237, DE 19 de dezembro de 1997. Disponível em: http://
www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=237.	Acesso	em	04	ago.	2020.
BRASILEIRO, Maria Helena Martins. A organização social e produtiva como estra-
tégia e fortalecimento do capital social em destinos turísticos. In Cadernos de análise regio-
nal. Programa de pós-graduação em desenvolvimento regional e urbano da Universidade 
de Salvador. Ano 9, v.5, nº1. Salvador: Universidade Salvador – UNIFACS, 2006.
CABRAL, E.R.; DIAS, J.S.; GOMES, S.C. Gestão ambiental em espaços de lazer 
e turismo: as praias urbanas da Amazônia brasileira. Revista Rosa dos Ventos , 7(2), 254-
272, 2015.
CAMARGO, Ricardo Antônio Lucas.Interpretação e Aplicação do Código de defesa 
do Consumidor. São Paulo: Ed. Acadêmica, 1992.
Castro, Neide Silva. Sistema de Gestão Ambiental - SGA . 1. ed. – Brasília: NT 
Editora, 2015. 128 p.
135
CAVALCANTI, Clovis org. Desenvolvimento e natureza : estudos para uma socie-
dade sustentável. 2. ed São Paulo: Cortez; Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 1998.
CAVINATTO, V. M. Saneamento básico: fonte de saúde e bem-estar. São Paulo: 
Ed. Moderna, 1992.
CHIAVENATO, I. Teoria Geral da Administração. 6ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 
2001. 385 p.
CMMAD – Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso 
Futuro Comum. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1991.
COIMBRA, José de Ávila Aguiar. O outro lado do meio ambiente: a incursão huma-
nista da questão ambiental. Campinas: Millennium, 2002, 527p.
CUNHA, Paulo Roberto. A relação entre meio ambiente e saúde e a importância dos 
princípios da prevenção e da precaução. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, 
ano 10, n. 633, 2 abr. 2005. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/6484. Disponível em: 
https://jus.com.br/artigos/6484/a-relacao-entre-meio-ambiente-e-saude-e-a-importancia-
-dos-principios-da-prevencao-e-da-precaucao. Acesso em: 31 jul. 2020.
CURI, D. Gestão ambiental. Pearson Education do Brasil. São Paulo, 2011.
CURY,	C	R	J.	Gestão	democrática	da	educação:	exigências	e	desafios.	Revista	
Brasileira de Política e Administração da Educação. (Vol. 18, 2a ed). São Bernardo do 
Campo, 2002.
DANILO, S. K. , Kawasaki, C., Carvalho, L. M. de. O conceito de “ecossistema” 
em	teses	e	dissertações	em	educação	ambiental	no	Brasil:	construção	de	significados	e	
sentidos. VIII EPEA - Encontro Pesquisa em Educação Ambiental. Rio de Janeiro. 2015.
DIAS, Reinaldo. Gestão ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. São 
Paulo: Atlas, 2006.
EDNALDO, C. R. ; CANTO , J. L.; PEREIRA, P. C. Avaliação de impactos ambien-
tais	em	países	do	MERCOSUL.	Ambiente	&	Sociedade	–	Vol.	VIII	nº.	2	jul./dez.	2005.		Dis-
ponível em: http://www.scielo.br/pdf/asoc/v8n2/28609.pdf Acesso: 02 set. 2020.eletrônico/ 
organizadora; coordenado pelo SEAD/UFRGS. Porto Alegre: Editora da UFRGS,2017.86 
p.: epub.
136
Elias. L, G.; Fernando, H. A.; Pereira, R. A. S. Efeito de vespas não polinizado-
ras	 sobre	 o	mutualismo	 Ficus	 –	 vespas	 de	 figos	 Iheringia,	 Sér.	 Zool.	 vol.97	 no.3	 Porto	
Alegre	 Sept.	 2007.	 Disponivel	 em:	 https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-
d=S0073-47212007000300006&lang=pt.	Acesso:08	ago.2020.
FARIAS, Talden. Licenciamento Ambiental – Aspectos Teóricos e Práticos. 3ª ed. 
Belo Horizonte: Fórum, 2011, p. 151.
FERNANDES, R. S.; DIAS, D. G. M. C.; SERAFIM, G. S.; ALBUQUERQUE, A. 
Avaliação da percepção ambiental da sociedade frente ao conhecimento da legislação 
ambiental básica. Direito, Estado e Sociedade, Rio de Janeiro, n. 33 p. 149-160, 2008.
FIRJAN - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Manual de Li-
cenciamento ambiental : guia de procedimento passo a passo. Rio de Janeiro: GMA, 2004. 
293p:
FORNO, M. A. R.Dal. Fundamentos em gestão ambiental. Recurso eletrônico/ 
organizadora; coordenado pelo SEAD/UFRGS. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2017.86 
p.: epub.
FORTE, A. P. S. O. Auditoria ambiental: um estudo de caso em uma empresa de 
geração de energia elétrica. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal de 
Santa Catarina. Santa Catarina, 2007.
Fundamentos em gestão ambiental [ recurso eletrônico] / organizadora Marlise 
Amália Reinehr Dal Forno ; coordenado pelo SEAD/UFRGS. – Dados eletrônicos. – Porto 
Alegre: Editora da UFRGS, 2017. 86 p.: pdf.
FURTADO, Celso. Teoria e Política do Desenvolvimento Econômico. 8ª ed. São 
Paulo: Ed. Nacional, 1983.
FURTADO,	J.	S.	Atitude	ambiental	sustentável	na	Construção	Civil:	ecobuilding	&	
produção limpa. São Paulo: Programa de Produção Limpa, Fundação Vanzolini, Departa-
mento de Engenharia de Produção e Escola Politécnica, USP, 2000.
GHEMAWAT, P. A Estratégia e o Cenário de Negócios: textos e casos. Porto Alegre: 
Editora Bookman, 2000, p. 37–74.
Globo.com. G1. NATUREZA. Embalagens: como repensá-las sob a perspectiva 
da sustentabilidade. Disponível em: https://www.cocacolabrasil.com.br/historias/embala-
gens-como-repensa-las-sob-a-perspectiva-da-economia-circular. E https://g1.globo.com/
137
natureza/noticia/2019/01/31/plastico-ou-papel-qual-sacola-e-menos-prejudicial-ao-meio-
-ambiente.ghtml. 31/01/2019. Acesso: 29 ago.2020
GODARG, O. A gestão integrada dos recursos naturais e do meio ambiente: con-
ceitos,	instituições	e	desafios	de	legitimação.	In:	VIEIRA,	P.	F.;	WEBER,	J.	(org.).	Gestão	de	
recursos	naturais	renováveis	e	desenvolvimento:	novos	desafios	para	a	pesquisa	ambiental.	
São Paulo: Cortez, 2000, p. 201-266.
GRANZIERA, M. L. M. Direito Ambiental. São Paulo: Atlas, 2009.
HELLER, L.; PÁDUA, V. L. Abastecimento de água para consumo humano. 1. ed. 
Minas Gerais: UFMG, 2006.
IBAMA, Manual de Procedimentos para o Licenciamento Ambiental Federal – Guia 
de Procedimentos do Licenciamento Ambiental Federal. Brasília 2002. Disponível em: 
https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf Acesso 13 
ago.2020.
IBGE,	 Instituto	 Brasileiro	 de	 Geografia	 e	 Estatística.	 Diretoria	 de	 Pesquisas,	
Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saneamento 
Básico. 2008. Disponível em: www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/
ppts/0000000105.pdf. acesso 05 abr .2018.
IBGE.	Instituto	Brasileiro	de	Geografia	e	Estatística,	2011.	Disponível	em:	<	http://
www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/atlas_saneamento/index.html> acesso 20 abr 
.2018.
IBGE.	Instituto	Brasileiro	de	Geografia	e	Estatística.	Pesquisa	Nacional	de	Sanea-
mento Básico (2000). Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/
condicaodevida/pnsb/default.shtm>. acesso 08 abr .2018.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Censo Demo-
gráfico,	2010.
ISO. International Organization for Standardization. ISO 14040. Environmental Ma-
nagement – Life Cycle Assessment – Principles and Framework. Geneva: ISO, 2009. 20p.
KREBS, Charles J. Ecology: the experimental analysis of distribution and abundan-
ce. 6th. San Francisco: Pearson Benjamin Cummings, 2009, 655p.
138
LAGO, Antônio; PÁDUA, José Augusto. O que é Ecologia. 1ªed, São Paulo: Brasi-
liense (Coleção primeiros passos; 116), 1984, 110p.
LERIPIO, Alexandre de Ávila. Apostila de Gestão da Qualidade Ambiental. Progra-
ma de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. UFSC, 2001.
LIMA, Ana Karmen Fontenele Guimarães. Consumo e Sustentabilidade: Em busca 
de novos paradigmas numa sociedade pós-industrial. In: Anais do XIX Encontro Nacional 
do CONPEDI (Fortaleza/CE). Florianópolis: Fundação Boiteux, 2010.
LUSTOSA, M. Cecília. Industrialização, Meio Ambiente, Inovação e Competitivida-
de. In: MAY, Peter H.; LUSTOSA, M. Cecília; VINHA, Valéria (Orgs.). Economia do Meio 
Ambiente. Campus: Rio de Janeiro, 2003, p. 136-172.
MACEDO,	J.	A.	B.	Águas	&	Águas.	3.	ed.	Minas	Gerais:	CRQ	–	MG,	2007.
MACEDO, J. A. B. Introdução a química ambiental-química, meio ambiente e socie-
dade. 2. ed. Belo Horizonte: O Locutor, 2002.
MACHADO, L. M. C. P. Qualidade Ambiental: indicadores quantitativos e percepti-
vos. In: MARTOS, H. L. e MAIA, N. B. Indicadores Ambientais. Sorocaba: Bandeirante Ind. 
Gráfica	S.A,	1997,	p.	15-21
MARGULIS, S. (ed). Meio ambiente: aspectos técnicos e econômicos. Brasília: 
IPEA, 1999. p. 238)
Massukado, L. M. (2004). Sistema de Apoio à Decisão: avaliação de cenários de 
gestão integrada de resíduos sólidos urbanos domiciliares (Dissertação de mestrado). Uni-
versidade Federal de São Carlos, São Carlos.
MAY, P.; SERÔA DA MOTA, R. Valorando a natureza. Rio de Janeiro: Editora Cam-
pus, 1994. 195p.
MAY, Peter H; LUSTOSA, Maria Cecília; VINHA, Valéria. Economia do meio am-
biente. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
MAYR, E. Desenvolvimento do pensamento biológico: diversidade,evolução e 
herança. Trad.: Ivo Martinazzo. Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 1998.
139
MCWILLIAMS, A.; SIEGEL, D. Corporate Social Responsibility: A Theory of the Firm 
Perspective. Academy of Management Review , vol.26. Nº I, 117-127. 2001.
MCWILLIAMS, A.; SIEGEL, D. S.; WRIGHT, P. M. Corporate social responsibility: 
strategic implications. Journal of Management Studies, v.43, n.1, p. 1-18, 2006.
MEDEIROS, D. D.; Silva, G. C. S. da.. Análise do Gerenciamento Ambiental em 
Empresas do Estado de Pernambuco. XXIII Encontro Nac. de Eng. de Produção - Ouro 
Preto, MG, Brasil. 2003. Acesso: 29 ago.2020.
MEDINA, N. M. A formação dos professores em Educação Ambiental. In: Panorama 
da educação ambiental no ensino fundamental / Secretaria de Educação Fundamental. 
Brasília: MEC; SEF, 2001, p. 17-24. Disponível em: . Acesso: 02 set. 2020.
MELNYK, S. A.; SROUFE, R. P.; CALANTONE, R. Assessing the impact of envi-
ronmental management systems on corporate and environmental performance. Journal of 
Operations Management, v. 21, n. 3, p. 329-351, 2002.
MEYSTRE,	J.	de	A.	Acompanhamento	de	Implementação	da	Certificação	Ambien-
tal pela Norma NBR ISO 14001/96 em uma Micro-Empresa de Consultoria Ambiental. In: 
SEMINÁRIO ECONOMIA DO MEIO AMBIENTE, 3., 2003, Campinas. Regulação estatal e 
auto-regulação empresarial para o desenvolvimento sustentável. Campinas: Instituto de 
Economia, UNICAMP, 2003. GA-06. CD-ROM.
MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 10. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015. 
p. 271
Ministério do Meio Ambiente – MMA -Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos 
Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Manual de Procedimentos para o Licenciamento 
Ambiental Federal – IBAMA. Guia de Procedimentos do Licenciamento Ambiental Federal. 
Brasília 2002. Disponível em : https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Pro-
cedimentos.pdf. Acesso 13 ago.2020.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. (2014). Os 25 anos do Gerenciamento Costei-
ro no Brasil: Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro. Brasília: MMA. 180p.
MONTIBELLER FILHO, G. O mito do desenvolvimento Sustentável: meio ambiente 
e custos sociais no moderno sistema produtor de mercadorias. Florianópolis: Ed. Da UFCS, 
2004
140
MOREIRA, M. S. Estratégia e implantação do sistema de gestão ambiental. Modelo 
ISO 14000, 2001.
MOTA, F. S. B. Disciplinamento do uso e ocupação do solo urbano visando a pre-
servação do meio ambiente. 1980, 254p. Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo. 
São Paulo.
MOTTA,	Sergio	Luis	Stirbolov;	ROSSI,	George	Bedinelli.	A	Influência	do	fator	ecoló-
gico na decisão de compra de bens de conveniência. Revista de Administração Mackenzie, 
Sao Paulo: v. 2, n. 2,2001.
NICOLELLA, G. ; MARQUES , J. F., SKORUPA, L. A.. Sistema de gestão ambien-
tal: aspectos teóricos e análise de um conjunto de empresas da região de Campinas, SP / 
Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente. Documentos, 39. 2004. 42 p.
ODUM, E. P. e BARRETT, G. W. Fundamentos de Ecologia. São Paulo: Thomson 
Learning, 2007.
OMS. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Celebra Año Internacional del 
Saneamiento. Centro de Notícias ONU. 2012. Disponível em: http://www.un.org/spanish/
News/fullstorynews.asp?newsID=11275&criteria1=&criteria	2=.	acesso	10	jul	.2018.
OMS. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. World Health Statistics 2011. Gene-
va: WHO, 2011.
PHILIPI JÚNIOR, Arlindo, SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir. 
Gestão empresarial e sustentabilidade. Barueri-SP: Manole, 2017. Disponível em: https://
integrada.minhabiblioteca.com.br. Acesso: 06 ago. 2020
POMBO, F. R.; MAGRINI, A. Panorama de aplicação da norma ISO 14001 no Brasil. 
Revista Produção, v. 15, n. 1, p. 1-10, 2008.
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Desenvolvimento 
Humano para Além das Médias: 2017. – Brasília : PNUD : IPEA : FJP, 2017. 127 p. : il., 
gráfs. color
QUEIROZ, Fábio Albergaria de. Meio ambiente e comércio na agenda internacio-
nal: a questão ambiental nas negociações da OMC e dos blocos econômicos regionais. 
Ambiente	&	sociedade:	Campinas,	v.	8,	n.	2,	Dez.	2005.
141
RATTNER, Henrique. Sustentabilidade: uma visão humanista. In: Ambiente e So-
ciedade, jul/dec. 1999, n. 5, p. 233-240.
REIS, L. F. S. de S. D.; Queiroz, S. M. de. Gestão Ambiental em pequenas e médias 
empresas. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002
Rende internacional de educação de técnicos de saúde. (2017) OMS alerta para as 
consequências da poluição ambiental: 1,7 milhões de mortes de crianças por ano Disponível 
em:	 http://www.rets.epsjv.fiocruz.br/noticias/oms-alerta-para-consequencias-da-poluicao-
-ambiental-17-milhoes-de-mortes-de-criancas-por. Acesso: 08 ago.2020.
Rivlin, L. G.. Olhando o passado e o futuro: revendo pressupostos sobre as in-
ter-relações pessoa-ambiente. Estud. psicol. (Natal). Vol.8 nº2. Natal. 2003. Disponível 
em:	 https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2003000200003&script=sci_arttext	
Acesso em: 31 jul. 2020.
RODRIGUES, Marcelo Abelha. Elementos de Direito Ambiental: Parte Geral.2. ed. 
rev, atual. e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2005, p. 227.
SACHS, Ignacy. Desenvolvimento: includente, sustentável, sustentado. Rio de 
Janeiro: Garamond, 2004.
SALES, A.P. Felicidade Interna Bruta: Aplicação e Discussão no Contexto de Ci-
dades de Porte Médio Brasileiras. Revista CADE: Contabilidade, Administração, Direito, 
Economia. Mackenzie, vol. 12 n. 1, 2013.
SANTOS, M. A Urbanização brasileira. 3 ed. São Paulo: Hucitec, 1993, p. 155.
SANTOS, Romário de Jesus. Fontes energéticas no âmbito da América do Sul: 
uma breve análise do potencial regional e sua capacidade de integração. Revista Cadernos 
de Aulas do LEA, Ilhéus, n. 2, p. 32 – 45, nov. 2013
SANTOS, Santa Marli Pires dos. O lúdico na formação do educador. 5 ed. Vozes, 
Petrópolis, 2002.
SCHUMACHER, E.F. O negócio é ser pequeno. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.
SEWELL, G. H. Administração e controle da qualidade ambiental. São Paulo: 
EDUSP, CETESB, 1978. 295p.
142
Silva, J. P. B. da, Silva, S. S. da, Mendes, R. da Silva. Gestão ambiental em empre-
sas públicas e sociedades de economia mista do estado de Minas Gerais. Disponível em: 
https://periodicos.unifor.br/rca/article/view/3615/pdf. Capa > v. 23, n. 2 (2017). Acesso: 03 
abri. 2020
SILVA, M.A.R. Economia dos recursos naturais. In: MAY, P; LUSTOSA, M.C.; VI-
NHA, V. Economia do Meio Ambiente. Rio de Janeiro: Campus, 2003. 
SILVA, P. R. S. da; Amaral, F. G..Modelo para Avaliação Ambiental em Sistemas 
Produtivos Industriais - MAASPI - aplicação em uma fábrica de esquadrias metálicas. Re-
vista:	Gestão	&	Produção.	vol.18	no.1	São	Carlos		2011.
VILELA, Alcir; DEMAJOROVIC, Jacques. Modelos e ferramentas de gestão am-
biental:	desafios	e	perspectivas	para	as	organizações.	São	Paulo:	Senac,	2006.
WILLIAN, C. N.. A valoração econômica dos recursos ambientais e 0 papel desem-
penhado pelas empresas neste processo. Florianópolis/SC. 2006, p. 78. Disponível em: 
http://tcc.bu.ufsc.br/Economia294108.PDF. Acesso 01 de ago. 2020.
143
CONCLUSÃO GERAL
A preocupação com a degradação ambiental está cada vez maior e presente na vida 
de todos, haja vista uma série de fatores responsável como por exemplo: a qualidade do ar 
que respiramos o aquecimento global, as queimadas, o calor excessivo, o medo de desas-
tres naturais e, principalmente a preservação para as futuras gerações. Pensando nisso, 
os	órgãos	ambientais	se	responsabilizam	na	cobrança	do	licenciamento	e	fiscalização,	no	
intuito de diminuir o impacto causado, por empreendimentos considerados potencialmente 
poluidores.
No intuito de amenizar esta situação, as empresas buscam avaliar as condições de 
trabalho, envolvendo-se também no lado político, educacional e a saúde, ser responsáveis 
por proporcionar melhoria de qualidade de vida para seus funcionários. 
Aliado a isto, as empresas têm buscado mecanismos de produção e atendimento 
de suas necessidades sem exaurir os recursos naturais desenvolvendo produtos ecologi-
camente corretose com materiais que não agride o meio ambiente. 
Sendo assim, urge a necessidade de mudanças de paradigmas, de atitudes, com-
preendendo que é um esforço individual partindo para um esforço e envolvimento de toda a 
sociedade, exigindo uma nova forma de produzir sem degradar o meio ambiente.
A maioria das empresas atualmente entende a importância da Gestão Ambiental 
em seus ambientes, pois constitui a reunião de todas as estratégias, ações e precauções 
tomadas pela empresa no sentido de minimizar o impacto de suas atividades na natureza 
e também com o objetivo de melhorar essa relação entre a empresa e os demais agentes 
da sociedade. Dessa forma, engloba desde uma política de reaproveitamento de água até 
ações simples como cartazes informativos sobre coleta seletiva - tudo faz parte da implan-
tação do SGA rumo a um negócio verde.
Ainda como complemento, o desenvolvimento de planejamento em longo prazo 
pautado nas pessoas, no meio ambiente e na sobrevivência econômica de um local ou 
do	 planeta	 como	 um	 todo,	 com	 posturas	 firmes	 e	 estratégicas	 para	 diminuir	 os	 riscos	
ambientais e garantir o equilíbrio ambiental, e desenvolver projetos que alie produção e 
preservação com uso de tecnologia adaptada a esse preceito e que sejam colocados como 
prioridade à cooperação e parceria tendo como fundamento o ambiente, o interesse social, 
144
o respeito à cultura de cada povo, à política e à democracia. A utilização de ferramentas da 
gestão ambiental entre outras, leva a empresa ter visão completa dos seus processos e 
entender seus pontos fracos e fortes e isto sem sombra de dúvida constituirá em vantagem 
competitiva.
Os	 certificados	 incentivam	 o	 uso	 de	 práticas	 mais	 sustentáveis	 e	 normalmente	
estabelecem	exigências	 que	 promovem	a	 diferenciação	 e	 a	 fácil	 identificação	 por	 parte	
dos consumidores. Além disso, estes selos adquiriram uma forte conotação comercial, pois 
servem como diferencial de mercado.
Deste modo entendem que para que os impactos ambientais gerados nas ativida-
des produtivas sejam minimizados, é necessário que os processos sofram alterações, de 
modo a resultar redução de resíduos. Os projetos, por exemplo, precisam considerar estas 
mudanças,	para	que	o	resultado	final	seja	alcançado.
Mudanças nos processos, novos materiais, que tenham origem em diferentes 
matérias primas, menos impactantes, precisam ser formatados, com um custo que seja 
aceitável, para que o mercado consiga absorvê-los. Novas fontes de recursos, como ma-
teriais reutilizados e reciclados, também precisam ser encontradas, de modo a diminuir o 
impacto negativo desse processo. 
Assim, as normas da NBR- ISO tem por objetivo levar a empresa a melhorar seus 
processos visando poluir cada vez menos e compartilhar do uso racional dos recursos 
naturais e garantir a sustentabilidade das pessoas e do Planeta como um todo.
	bookmark=id.gjdgxs
	_heading=h.gjdgxs
	_heading=h.30j0zll
	_heading=h.1fob9te
	_heading=h.j9vgskoe1hge
	_heading=h.x2b2yoxrkfsl
	_heading=h.dwh7pwm1i3cy
	_heading=h.fl1g1h182p6h
	_GoBack
	_heading=h.2et92p0
	_heading=h.d6rlidjoe8ne
	_heading=h.io2vwnn5uht5
	UNIDADE I
	Interação Homem, Meio Ambiente e Ecologia
	UNIDADE II
	Economia Ambiental, Controle da Qualidade
	UNIDADE III
	Políticas Ambientais, Empresas e Desenvolvimento Sustentável 
	UNIDADE IV
	Licenciamento Ambiental 
	e Sistema de Gestão

Mais conteúdos dessa disciplina