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Lucas Álvares - XXVII
Anatomia Resumida
Pelve, Períneo, Genitais Masculino e Feminino
Lucas Gonçalves Álvares 
Turma XXVII - Imepac
Glossário
Pelve...............................................................................................................03
Pelve óssea.......................................................................................................03
Diferença entre os gêneros.............................................................................05
Pelvimetria......................................................................................................06
Assoalho pélvico.........................................................................................07
Períneo...........................................................................................................07
Sistema Genital Masculino.....................................................................10
Testículos..........................................................................................................10
Epidídimo.........................................................................................................11
Ducto deferente...............................................................................................11
Glândulas Seminais.........................................................................................12
Ducto ejaculatório...........................................................................................12
Próstata............................................................................................................13
Glândulas Bulbouretrais................................................................................13
Pênis.................................................................................................................14
Correlações Clínicas.......................................................................................15
Sistema Genital Feminino..............................................................................22
Ovários.............................................................................................................22
Tuba Uterina...,................................................................................................23
Útero .................................................................................................................23
Canal Vaginal ..................................................................................................25
Pudendo Feminino..........................................................................................27
Correlações Clínicas.......................................................................................28
Pelve e Períneo
Pelve
Definição: é a região anatômica inferior do troco, cercada pelos ossos do quadril e os elementos inferiores da coluna vertebral (cíngulo do membro inferior). É dividida em:
Pelve Maior(Falsa): região superior, geralmente considerada parte do abdome. Ocupada pelas vísceras abdominais inferiores (protegidas pelas asas dos ílios).
Pelve Menor (Verdadeira): região inferior, forma a estrutura óssea da cavidade pélvica e do períneo, que são separados pelo diafragma da pelve.
Delimitada por: assoalho pélvico e paredes da pelve.
Pelve óssea
Ílio
Corpo: inferior à linha arqueada
Asa: superior à linha arqueada
Crista ilíaca: margem superior da asa do ílio
Face glútea: face do ílio na qual o acetábulo é visível
Espinha ilíaca ântero-superior
Espinha ilíaca ântero-inferior
Espinha ilíaca póstero-superior
Espinha ilíaca póstero-inferior
Eminência iliopectínea: ponto de união entre ílio e sacro
Linha arqueada
Ísquio
Corpo
Tuber isquiático: ´´volta`` do ísquio
Ramo ísquiopúbico
Espinha isquiática: voltada para o centro
Forame obturado
Púbis
Corpo
Ramo superior
Ramo inferior
Linha pectínea: continuação da linha arqueada
Tubérculo púbico: ´´ponta`` do púbis virada para frente
Sínfise púbica: articulação que une os ramos direito e esquerdo do púbis
Sacro
Promotório
Cóccix
Diferenças entre os gêneros
Homens: Abertura pélvica superior em formato de coração, menor ângulo do arco púbico, espinhas isquiáticas mais projetadas medialmente.
Mulheres: Abertura pélvica superior circular, maior ângulo do arco púbico, espinhas isquiáticas menos projetadas medialmente.
Classificações (forma da abertura superior):
Ginecóide: arredondada (feminino) – 43% 
Andróide: triangular (masculino) – 32%
Antropóide:alongado antero-posterior (macaco) – 23%
Platipelóide: diâmetro transverso – 2%
Legenda:Mais comum em mulheres /Mais comum em mulheres negras /Mais comum em homens.
	Pelve Óssea
	Masculina
	Feminina
	Estrutura geral
	Pesada e grossa
	Leve e fina
	Pelve maior
	Profunda
	Rasa
	Pelve menor
	Estreita e profunda
	Larga e rasa
	Abertura superior da pelve
	Codiforme 
	Oval e arredondada
	Abertura inferior da pelve
	Comparativamente pequena
	Comparativamente grande
	Arco púbico e ângulo subpúbico
	Estreitos
	Largos
	Forame obturado
	Arredondado
	Oval
	Acetábulo
	Grande
	Pequeno
Pelvimetria
As dimensões e forma geral da pelve fornecem importantes dados para a aplicação obstétrica. São considerados os seguintes diâmetros:
Conjugado ântero-posterior superior – promotório até a sínfise púbica – 11 cm;
Transversal superior – ponto médio de uma linha arqueada até o outro – 13 cm;
Linha oblíqua - junção iliosacral até a junção iliopúbica – 12,5 cm;
Diâmetro ântero-posterior inferior – Ponta do cóccix até a sínfise púbica – 9,5 cm (até 11,5 cm);
Diâmetro transtuberal – De uma tuberosidade isquiática à outra – 11 cm;
Interespinhal – de uma espinha isquiática à outra – 9 cm.
Assoalho pélvico
Separa a cavidade pélvica do períneo, é formado por músculos e fáscia. Também conhecido como diafragma da pelve.
Músculos que formam o assoalho pélvico: 
Iliococcígeo:sai do ílio e chega no cóccix
Pubococcígeo: sai do púbis e chega no cóccixLevantador do ânus
Puborretal: sai do púbis e chega no reto
Coccígeo: sai do ísquio e chega no cóccix
A função de tais músculos é a sustentação das vísceras pélvicas. O puborretal, porém, também serve como uma válvula para a passagem das fezes pelo reto.
Períneo
Definição:Conjunto das partes moles (pele, músculos e ligamentos) que fecha por baixo a pequena bacia. Região compreendida entre o ânus e as bolsas, no homem, e entre o ânus e a vagina, na mulher.É responsável pelo controle urinário e fecal, pelo suporte dos órgãos pélvicos, pela função sexual e parte da função obstétrica.
O períneo é delimitado pelas seguintes estruturas: 
Frente: sínfise púbica
Atrás: sacro e cóccix
Lateralmente: ísquios e ramos isquiopúbicos
Observa-se, então, o formato de um losango:
Musculatura observada na região do períneo:
Esfíncter externo do ânus
Centro tendíneo do períneo
Transversos superficiais do períneo
Tranversos profundos do períneo
Isquiocavernosos
Bulboesponjoso
Observa-se, também:
Ligamento anococcígeo
Bulbo do vestíbulo (maior contato entre o pênis e o orifício da vagina)
Glândula vestibular maior
Uma linha transversal que une os túberes isquiáticos divide o períneo em 2 triângulos, chamados de trígonos:
Trígono Urogenital: Contém os músculos bulboesponjoso, isquiocavernoso e transversos superficiais do períneo, bem como o bulbo do vestíbulo e a raiz do pênis, no homem, e as glândulas vestibulares maiores e a porção membranácea da uretra, nas mulheres.
Trígono Anal: Contém o músculo esfíncter externo do ânus, o ligamento anococcígeo e o músculo levantador do ânus.
Sua fáscia consiste em lâminas superficiais e profundas. O tecido subcutâneo, ou fáscia superficial, consiste em umalâmina gordurosa (superficial) e outra membranácea (profunda).
O espaço superficial do períneo é um espaço potencial entre a lâmina membranácea do tecido subcutâneo e a membrana do períneo. 
É composto por:•Raiz do pênis e os músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso (homens) e raiz do clitóris e o músculoisquiocavernoso (mulheres);
•Porção proximal da parte esponjosa da uretra (homens);
Músculos superficiais transversos do períneo;
•Ramos dos vasos pudendos internos e dos nervos pudendos (homens);
•Bulbos do vestíbulo que envolvem o músculo bulboesponjoso (homens);
•Vasos pudendos internos e nervos pudendos (mulheres);
•Glândulas vestibulares maiores (mulheres);
O espaço profundo do períneo é aberto superiormente, limitado abaixo pela membrana do períneo. Contém:
•Parte membranácea (homens) e proximal (mulheres) da uretra;
•Músculo esfíncter externo da uretra;
•Glândulas bulbouretrais (homens);
•Músculos transversos profundos do períneo;
•Vasos e nervos relacionados.
Sistema Genital Masculino
Composto por: testículos, epidídimo, ductos deferente e ejaculatório, glândulas acessórias (seminais, bulbouretrais e próstata), uretra e pênis.
Testículos
Responsáveis pela secreção de hormônios (testosterona) e produção de espermatozoides.
Lobos testiculares túbulos seminíferos (produção dos espermatozoides) túbulos retos rede testicular ductos eferentes. 
Polos superior (cima) e inferior (baixo).
Margens anterior (frente) e posterior (trás).
Faces medial (voltada para a linha mediana do escroto) e lateral (voltada para fora do escroto).
Cobertos pela Túnica Albugínea (revestimento fibroso), e outras camadas ordenadas, como: 
dentro
Túnica vaginal (duas lâminas)
Fáscia espermática interna
Músculo cremáster e sua fáscia
Fáscia espermática externa
Túnica de dartos
Pele
fora
Epidídimo
Localiza-se preso à borda posterior do testículo.
Dividido em cabeça, corpo e cauda.
 Formado pelo Porção mais inferior
Porção superior e maior, ducto contorcido de onde sai o ducto
recebe os ducto eferentes. do epidídimo. deferente.
Funções: armazenamento e maturação dos espermatozoides.
Ducto deferente
Inicia-se na cauda do epidídimo.
Função: transporte dos espermatozoides desde o epidídimo até o ducto ejaculatório.
Em sua porção inicial, se faz parte do funículo espermático, conjunto de estruturas que chegam e saem do testículo, composto por:
Artéria testicular;
Artéria do ducto deferente;
Artéria cremastérica;
Plexo venoso pampiniforme;
Ducto deferente.
Penetra a parede abdominal através do canal inguinal.
Percorre a face posterior da bexiga, até formar uma dilatação, a ampola do ducto deferente.
Esta penetra a próstata até chegar à região prostática da uretra.
Glândulas Seminais
Localizadas entre o fundo da bexiga e o reto.
Posição oblíqua, superior à próstata.
Função: secretar um líquido alcalino espesso que representará 60% de todo o sêmen, composto por: proteínas de coagulação, prostaglandinas, e frutose.
 Energia!
Ductos Ejaculatórios
Formados pela junção dos ductos deferentes e ductos das vesículas seminais.
De pequeno calibre, atravessam o parênquima (tecido funcional) da próstata.
Caem na parte prostática da uretra em uma saliência, o colículo seminal.
Próstata
Localiza-se posterior à sínfise púbica, e lateral ao músculo pubococcígeo.
Função: secretar um líquido de aspecto leitoso e alcalino, chamado líquido prostático (odor característico do sêmen).
Esse líquido compõe cerca de 30% do volume do sêmen, e garante proteção e nutrição aos espermatozoides.
Divide-se em:
Base: relacionada ao colo da bexiga, separada desta por um sulco
Ápice: parte mais inferior
Face anterior: estreita
Face posterior: possui depressões para a entrada dos ductos ejaculatórios
Lobos direito, esquerdo e médio
Glândulas Bulbouretrais
Situadas abaixo da próstata, inseridas no esfíncter externo da uretra.
Se abrem na parte esponjosa da uretra (bulbo do pênis).
Função: drenar as secreções da próstata para a parte esponjosa da uretra.
Sua secreção mucosa entra na uretra durante a excitação sexual.
Pênis
Função: conduz a uretra, oferecendo saída para urina e sêmen.
Divide-se em raiz, corpo (tecido cavernoso erétil) e glande.
Raiz: parte fixa no espaço superficial do períneo. Formada por bulbo do corpo esponjoso, ramos dos corpos cavernosos, e músculos (isquiocavernoso e bulboesponjoso).
Corpo esponjoso: envolve a uretra.
Corpos cavernosos: revestimento externo (túnica albugínea) – fáscia do pênis (de Buck / une os 3 corpos); possuem duas artérias chamadas artérias profundas do pênis.
Cabeça:
Glande
Colo da glande
Coroa da glande
Óstio externo da uretra
Prepúcio
Frênulo do prepúcio
Correlações Clínicas 
Criptorquidia
Do grego: cripto = escondido + orquis = testículo.
6ª semana de gestação: formação dos testículos (região abdominal). 9ª~10ª semana: migram para a região inguinal.
28ª~40ª semana: migram em direção à bolsa escrotal. Em algumas crianças: só depois do nascimento!
Cerca de 3 a 5% dos bebês nascidos após 37 semanas de gestação apresentam pelo menos um testículo que não completou o seu trajeto de descida. Em prematuros essa porcentagem é ainda maior
Porém, na maioria dos bebês, o testículo acaba migrando naturalmente para a bolsa escrotal nos primeiros meses vida, de forma que ao final do primeiro ano, apenas 1% dos meninos ainda apresentam criptorquidia.
É unilateral em 90% dos casos!
Tratamento: intervenção cirúrgica.
Hidrocele
Acumulo de líquido dentro do testículo, o que pode deixar um pouco inchado ou um testículo maior que o outro. Embora seja um problema mais frequente em bebês, também pode acontecer em homens adultos, especialmente após os 40 anos.
Não provoca dor, nem qualquer um outro sintoma (além do inchaço). Não provoca lesões nos testículos e não afeta a fertilidade.
Desaparece quase sempre, sem necessidade de tratamento.
Em bebês, acontece porque durante a gestação, os testículos possuem uma bolsa com líquido em volta, no entanto, essa bolsa fecha durante o primeiro ano de vida e o líquido é absorvido pelo corpo. Porém, quando isso não acontece, a bolsa pode continuar acumulando líquido, gerando o hidrocele.
E homens adultos, normalmente acontece porque o canalpor onde os testículos desceram durante a gravidez não fecharam totalmente, e o líquido do abdômen passa para o escroto, provocando inchaço na região. Pode acontecer, também, devido a outros fatores, como:orquite, epididimite, hérnias inguinais, traumatismos ou filariose. 
Varicocele
Dilatação das veias dos testículos. Provoca o acúmulo de sangue, dor e o surgimento de inchaço no local. Geralmente acorre no testículo esquerdo, mas pode acontecer em ambos (varicocele bilateral).
Pode causar infertilidade, pois o acúmulo de sangue pode diminuir a produção e a qualidade dos espermatozoides.
Tem cura por meio da cirurgia, mas nem todos os casos conseguem alcançar a fertilidade, especialmente se já existirem danos nas estruturas dos testículos.
Disfunção Erétil
A disfunção erétil (impotência sexual) é a dificuldade permanente do homem em obter ou manter uma ereção, podendo sinalizar doenças crônicas.
As causas da disfunção erétil são bastante variadas, podendo ser de origem física (como doenças vasculares), psíquica (como depressão), ou até mesmo relacionadas ao estilo de vida (como o tabagismo).
Causas Psicológicas:
Ansiedade: Uma reação fisiológica normal nos momentos em que é preciso desempenhar algo. No entanto, ela pode ocorrer em momentos inoportunos e isso configura um transtorno psicológico.No que tange a ereção, a ansiedade é prejudicial por conta da liberação de adrenalina na corrente sanguínea. Esse hormônio faz com que os vasos sanguíneos fiquem mais estreitos e, por isso, o sangue tem dificuldades para chegar até o pênis.
Depressão: caracterizada por intensa tristeza e perda de interesse em atividades prazerosas. Sabe-se que, em muitos casos, a depressão diminui a libido e, consequentemente, a ereção fica dificultada.
Estresse:Situações estressantes liberam diversos hormônios na corrente sanguínea que atrapalham a circulação até o pênis.
Causas orgânicas:
Problemas vasculares: Como a ereção depende do fluxo de sangue para o pênis, qualquer condição que atrapalhe esse processo pode ser a causa da disfunção erétil. Alguns desses problemas são o endurecimento das artérias (arteriosclerose) que costuma acontecer com a idade, derrame cerebral, hipertensão, problemas cardíacos e colesterol elevado.
Problemas neurológicos: Lesões na medula espinhal, esclerose múltipla e a degeneração dos nervos são todas condições que podem estar ligadas à impotência sexual. Isso porque, não raramente, essas condições cortam o caminho dos nervos, impedindo a chegada de sinais nervosos até o pênis, ou até mesmo danificam os próprios nervos penianos.
Problemas hormonais: Os desequilíbrios hormonais, em especial a falta de testosterona, influenciam muito na possibilidade de ter uma ereção de qualidade.
Priapismo: Uma condição na qual surge uma ereção não causada por desejo sexual, com duração atipicamente longa: 4 horas ou mais. Geralmente, isso acontece por conta de uma entrada anormal ou impedimento da saída do fluxo sanguíneo no pênis, gerando uma ereção prolongada. O problema é que essa condição danifica os tecidos do pênis, o que pode, posteriormente, resultar em disfunção erétil.
Diabetes: Não raramente, a diabetes causa danos nos nervos ou nos vasos sanguíneos que levam o fluxo de sangue até o pênis, impedindo a ereção.
Doença de Peyronie: Mais comum após a meia-idade, é caracterizada pela formação de uma placa de tecido duro ao longo dos corpos cavernosos. Essa placa impede a flexibilização do órgão e dificulta a ereção, assim como causa o “encurvamento” do mesmo.
Causas relacionadas ao estilo de vida:
Consumo de álcool: O álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central que, quando consumida em excesso, provoca o relaxamento dos músculos. Esse relaxamento ocorre no nível do pênis também, que se encontra incapaz de manter uma ereção pelos músculos não conseguirem se manter tensionados.
Tabagismo: O tabagismo é um dos grandes fatores de risco para o surgimento da impotência sexual, sendo uma das maiores causas do problema na população mais jovem. Isso porque o tabaco traz alterações no sistema vascular, podendo impedir a chegada do sangue até o pênis.
Possíveis tratamentos:
Medicamentos orais: Existem alguns que ajudam o mecanismo erétil a funcionar melhor. Geralmente, estes são os inibidores da fosfodiesterase 5, que agem na pressão arterial, liberando passagem para que o sangue vá para o pênis. Esses medicamentos amplificam, também, o sinal do óxido nítrico, uma substância natural que causa o relaxamento dos músculos penianos e promovem a dilatação das artérias locais.
Bomba de vácuo: A bomba de vácuo é um tratamento não invasivo que possibilita ereções devido a geração de uma pressão negativa, que faz com que os corpos cavernosos tenham que ser preenchidos com o sangue.Esse dispositivo é formado por um cilindro, uma bomba que retira o ar e anéis constritores para manter a ereção.
Injeção peniana: o paciente aplica em si mesmo na base do pênis antes da relação sexual. Aumenta o fluxo sanguíneo, permitindo a ereção.
Terapia intrauretral:aplicação de uma cápsula de medicamento na uretra, que permite o aumento do fluxo sanguíneo local.
Prótese peniana.
Psicoterapia e psiquiatria.
Mudanças no estilo de vida.
Entre outros...
Fimose
É a incapacidade de se expor a glande, pois o prepúcio não tem abertura suficiente. É comum em bebês e tende a desaparecer, na maioria dos casos até 1 ano de idade, em menor proporção até os 5 anos ou somente na puberdade, sem a necessidade de tratamento específico. 
No entanto, quando a pele não cede o suficiente com o passar do tempo, pode ser preciso usar uma pomada específica ou fazer uma cirurgia. 
Possíveis tratamentos:
Pomadas: Uso de pomadas à base de corticoides que possuem propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antibióticas facilitando que a pele deslize sobre a glande.
Exercício de retração: deve-se segurar o pênis com uma mão e com a outra aplicar a pomada e puxar a pele para trás lentamente, durante 1 minuto, de 3 a 4 vezes por dia. Para meninos com mais de 5 anos. Este não deve causar dor ou desconforto!
Intervenção cirúrgica.
Epispádia e Hipospádia
Hipospádia:Malformação genética que se caracteriza pela abertura anormal da uretra em um local por baixo do pênis ao invés de na ponta. Provoca a saída de urina por um errado. Tem cura e o seu tratamento deve ser feito nos 2 primeiros anos de vida da criança, através de cirurgia para corrigir o local de abertura da uretra. Dividida em 4 tipo: distal, peniana, proximal e perineal.
Epispádia: Semelhante à hipospádia, porém na parte superior do pênis.
Sistema Genital Feminino
Composto por: ovários, tubas uterinas, útero, canal vaginal e pudendo.
Ovários
Responsáveis pela produção de ovócitos (células germinativas) e dehormônios (estrogênio e progesterona).
Originados na cavidade abdominal alta.
Margem livre (ou posterior).
Mesovário:Prega do peritônio que liga a borda anterior do ovário à camada posterior do ligamento largo do útero. 
Faces medial e lateral.
Ligamento suspensor do ovário.
Ligamento próprio do ovário (útero-ovárico).
Tuba uterina
Conduz o ovócito para a cavidade uterina.
Local habitual da fecundação.
Estendem-se lateralmente a partir dos cornos uterinos e se abrem na cavidade peritoneal, perto dos ovários.
(Corno uterino: cada um dos dois ângulos laterais da cavidade uterina, no ponto de implantação da tuba).
ÚteroPode ser dividida em 4 partes:
Intrauterina ou intramural: Segmento estreito que atravessa a parede do útero e se abre através do óstio uterino para a cavidade uterina. 
Istmo: parte com parede espessa. Entra no corno uterino.
Ampola: parte mais larga e longa da tuba. A fertilização do ovócito geralmente acontece nela.
OvárioInfundíbulo: extremidade distal afunilada que se abre na cavidade peritoneal através do óstio abdominal. Possui fímbrias que se abrem sobre a face medial do ovário.
Útero
Órgão muscular oco com paredes espessas cuja função básica é gestar o embrião em desenvolvimento.
Se relaciona anteriormente com a bexiga (onde observa-se a escavação vésicouterina) e posteriormente com o reto (escavação retouterina).
É dividido em:
Corpo: forma os dois terços superiores do órgão e inclui o fundo do útero (parte arredondada situada superiormente aos óstios uterinos).
Istmo: É um estreitamento da parte média do útero, que divide o órgão em dois segmentos: superior (o corpo) e inferior (o colo).
Colo: fora o terço inferior. Delimitado pelo óstios interno e externo do útero. É, em sua maior parte, fibroso e consiste em colágeno com uma pequena quantidade de músculo liso e elastina.
*Canal do colo do útero: marcado por glândulas que produzem um muco que se acumula e tampa o colo do útero. Em período fértil, esse muco que estava endurecido se amolece.
A parede do corpo do útero é formada por 3 camadas ou lâminas:
Perimétrio: revestimento seroso externo, consiste em peritônio sustentado por uma fina lâmina de tecido conjuntivo.
Miométrio: camada média de músculo liso que dilata o canal do colo do útero e expele o feto durante o parto (sob estímulo hormonal).
Endométrio: Camada mucosa interna que sofre alterações cíclicas para se preparar para a implantação.
Ligamentos importantes: ligamento largo do útero( ) e ligamento redondo do útero ( ).
Existem diferentes posições para o útero, algumas das quais impedem o desenvolvimento do feto, resultando em abortos espontâneos. Estão representadas abaixo: 
Canal Vaginal
Vagina é um canal musculomembranoso que se estende do colo uterino até a vulva.
Situado à anteriormento ao reto, posteriormente à bexiga e inferiormente ao útero.
Dá passsagem ao sangue durante a menstruação, ao pênis durante a copulação, eao feto durante o parto.
Alguns componentes do canal vaginal:
Fórnices (paredes) anterior, posterior e laterais
Túnica mucosa: contínua com o revestimento do útero.Sua superfície interna apresenta duas cristas longitudinais, uma na sua anterior e outra na sua parede posterior. Estas cristas são chamadas de colunas da vagina e delas numerosas cristas transversais ou rugas (rugas vaginais) se estendem para fora de ambos os lados. Estas rugas são divididas por sulcos de profundidade variável, dando à membrana mucosa a aparência de ser cravejada com projeções cônicas ou papilas; eles são mais numerosos perto do orifício da vagina, especialmente antes do parto.
Hímem: fina membrana formada por uma prega da mucosa vaginal, que separa parcialmente a vagina da vulva.
Carúnculas himineais:Quando o hímen se rompe, durante a primeira relação sexual, pequenas elevações arredondadas conhecidas como carúnculas himineais são encontradas como seus restos.
Pudendo feminino
Órgãos genitais externos.
É composto por:
Monte do púbis:É a área triangular acima da vulva (o conjunto de órgãos genitais externos femininos) e na qual aparecem pêlos, a partir da puberdade.
Lábios maiores.
Rima do pudendo: fissura alongada que existe entre os dois lábios maiores.
Lábios menores
Vestíbulo da vagina: espaço no qual se abrem a uretra e a vagina.
Clitóris: órgão erétil, mediano, ímpar, de formato cônico situado na parte anterior da vulva. É constituído por dois corpos cavernosos (estrutura análoga à dos corpos cavernosos do pênis).
Glande do clitóris
Prepúcio da glande do clitoris
Óstio vaginal
Óstio externo da uretra
Óstios dos ductos parauretrais
Visão geral:
Correlações Clínicas 
Candidíase
Infecção causada pelo fungo CandidaAlbicans
As cândidas são leveduras ovais com cerca de 5 micrômetros que se multiplicam sexualmente e assexuadamente por gemulação. Por vezes, existem simultaneamente formas de micélios típicos com hifas, ou pseudomicélios, que são formas coloniais sem hifas verdadeiras
Sintomas: comichão, vermelhidão e irritação da região exterior da vagina, bem como uma secreção branca e espessa.
Tratamento:  O tratamento das infecções sistêmicas pode ser realizado com medicações endovenosas ou orais com antifúngico como anfotericina B, caspofungina ou com derivados de azol, como fluconazol e itraconazol, enquanto o das infecções superficiais é feito pela aplicação de antimicóticos tópicos como nistatina, clotrimazol, miconazol entre outros.
Endometriose
É uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Os locais comuns da endometriose são: ´fundo de saco` (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), tubas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero e bexiga.
Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade. As dores podem ocorrer antes ou durante o período menstrual, bem como durante a relação sexual. 
O tratamento varia conforme as decisões da paciente (vontade de engravidar ou não, por exemplo). É recorrida a fármacos que libertam hormonas entre outras substâncias que diminuem o desconforto e “danificam” os tecidos ou quistos endometriósicos.
Hidrossalpinge
A hidrossalpingeé um acúmulo de líquidos nas trompas ou em apenas uma delas. Normalmente esse líquido está ali presente por uma infecção que aconteceu na região, por fatores bacterianos ou uma doença sexualmente transmissível, como clamídia ou sífilis.
Um dos principais problemas que a hidrossalpinge traz é o impedimento à gravidez. A trompa fica dilatada e essa dilatação pode interferir no processo de fecundação do espermatozoide com óvulo, já que é na trompa que a fertilização acontece.
A hidrossalpinge também pode ocasionar uma obstrução da tuba, fazendo com que o óvulo não possa descer e nem o espermatozoide possa subir. 
O líquido presente na trompa também pode ser um fator negativo na hora da implantação do embrião caso a fecundação tenha ocorrido na trompa saudável. Há estudos que revelam que esse líquido ´cai` no fundo do útero e faz com que a nidação seja dificultada.
Caso a implantação ocorra, o líquido pode ser tóxico para o feto, resultando em um aborto. A relação da trompa dilatada com a quantidade de líquido secretado é importante, visto que, quanto mais inchada, mais líquido ela secreta, e mais grave pode se tornar o problema.
Sintomas: Os sintomas podem ser dores abdominais, inchaço e corrimento vaginal de aspecto e cores diferenciados dos habituais para um muco cervical saudável, mas pode ser assintomática chegando ao diagnóstico apenas quando o motivo da infertilidadepassa a ser investigado.
Diagnóstico e tratamentos: O diagnóstico vem através de exames de imagem como a histerossalpingografia, bem como tomografias uterinas, e, se for o caso, uma videolaparoscopia diagnóstica pode acontecer. Normalmente o tratamento para esse tipo de problema é a tentativa de desobstrução das trompas, caso esse procedimento não dê resultado,há a retirada da trompa afetada ou parte dela por meios cirúrgicos. 
Pólipo Endocervical/Endometrial
Pólipos endocervicais são projeções da mucosa do canal do colo do útero que pode acarretar sangramento vaginal fora do período da menstruação, principalmente pós-relação sexual. É uma doença benigna, sendo baixa a possibilidade de se tornar uma doença maligna.Os dados da literatura se referem ao índice de malignidade como em torno de 0,5%. 
Os pólipos localizados na parte externa do colo do útero podem ser diagnosticados nos exames preventivos de rotina, e os localizados no canal são diagnosticados e tratados com a histeroscopia.
Pólipo endometrial é uma projeção mucosa do tecido que existe no interior do útero. Acontece em aproximadamente 10% da população feminina, principalmente a partir dos 40 anos. É uma das causas do excesso de menstruação e do sangramento uterino fora do período menstrual e das cólicas menstruais.
A ultra-sonografia transvaginal permite a suspeita diagnóstica na maioria dos casos, e a histeroscopia confirma o diagnóstico e possibilita o tratamento cirúrgico preciso e correto.
Síndrome do Ovário Policístico (SOP)
A síndrome do ovário policístico (SOP), também conhecida como Síndrome de Stein-Leventhal é a endocrinopatia mais comum entre as mulheres, caracterizada por oligomenorréia ou amenorreia, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenia e ovários policísticos.
O tratamento para síndrome dos ovários policísticos geralmente se concentra na gestão dos sintomas e complicações, tais como infertilidade, acne ou obesidade. Objetivos principais dos medicamentos aplicados:
Regular a ciclo menstrual, como pílulas anticoncepcionais.
Reduzir os níveis de insulina e prevenir diabetes tipo 2, como a metformina.
Ajudar na ovulação, como os indutores de ovulação (citrato de clomifeno, por exemplo).
Reduzir o crescimento excessivo de pelos, como inibidores de hormônios andrógenos.

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