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178824 - Atividade 3 1 - Análise Intertextual do Poema de Sete Faces [Drummond]

Atividade para analisar intertextualidades no 'Poema de Sete Faces' de Carlos Drummond de Andrade. Pede leitura e identificação de intertextualidade manifesta e constitutiva, contextualiza o poema no Modernismo (Geração de 30), cita intertextos bíblicos e urbanos e traz trecho e referências.

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Procure na Internet o “Poema de Sete faces” de Carlos Drummond de Andrade e faça sua leitura. Após a leitura, proceda à análise das intertextualidades presentes no texto: observando o que se pede a seguir:
1. Intertextualidade manifesta. 
2. Intertextualidade Constitutiva ou Interdiscursividade.
Ao analisarmos Drummond, precisamos nos ater ao contexto social, cultural, político e histórico que tanto demarcou a chamada geração de 30 e os Movimentos Literários da época e o estilo de composição poética desse período cheio de revoluções e transformações sociais pelo Brasil e Mundo como um todo. O Movimento Modernista quebrava as barreiras tradicionais/ ortodoxas e expunha uma Arte mais “aberta” até certo ponto. Logo na primeira Fase do Modernismo, o poeta observa o mundo exterior e registrá-lo de forma distinta do tradicional, pois se vê diferente de tudo o que presencia com viés contemporâneo.
Quanto ao Poema de Sete Faces escrito por Drummond temos sete partes/ momentos, analogicamente pode-se comparar com a Gênese Bíblica nos trechos iniciais quando fala em: “um anjo torto desses que vivem na sombra” e sobre a palavra Gauche = Opositor/ Esquerdista (nasceu para ser contraponto, não se conforma com as mesmices da vida). Drummond é de origem Mineira, em época provinciana e perseguidora por parte dos perseguidores de quem cuidada a vida social das janelas, que mal conseguiam admirar a beleza do cair da tarde.
Depois o poeta chega à Urbanidade, em que aparecem os bondes e muitas pernas para ele assimilar (olhar cabisbaixo devido aos costumes da época e sua criação). E as ameaças do novo contexto quando diz “Meu Deus porque me desamparaste”.
No dia em que “o homem é feito” há a seguir um descanso (intertexto bíblico) e no fim do poema ele fala sobre o conceito tradicional de rima e a critica de forma que precisa impor sua inusitada marca ao superar limites impostos a ele. Ao falar em renascer, término do poema, fala sobre a sensibilidade, tomando um conhaque e contemplando a paisagem; é o prosseguimento da vida de forma mais espontânea e livre. Ele (Drummond) é um homem de coração, alma, 
Referências de Sites da Internet
DUARTE, Vânia Maria do Nascimento. "Carlos Drummond de Andrade"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/literatura/carlos-drummond.htm>. Acesso em 02 de junho de 2019.
Conceito de intertextualidade. Disponível em: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/intertextualidade.htm> Acesso em 02/06/2019.
As Distintas Formas de Intertextualidades. Disponível em: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/as-distintas-formas-intertextualizacao.htm> Acesso em 02/06/2019.
Poema de sete faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
É sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

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