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ESCOLA CLÁSSICA O livre arbítrio: • A responsabilidade penal está fundamentada pela responsabilidade moral, que é composta por dois elementos: inteligência e livre-arbítrio, sendo que, segundo o autor, o livre-arbítrio pressupõe inteligência, pois sem ela não há bem escolher. Assim, o homem só pode ser responsável, culpado, caso tenha poder de observar desses dois elementos. (p. 69-70) “ ‘O livre arbítrio ou liberdade moral, nota FERRI, significa em última análise que, em frente a contínua e multiforme pressão do meio exterior e ao vário debater-se dos motivos internos, cabe sempre à simples vontade do indivíduo a decisão, em último recurso, entre duas possibilidades opostas’ (5).” (Ferri apud Moniz Sodré. p. 70) Para os criminalistas clássicos “o livre arbítrio é o apanágio de todos os homens psiquicamente desenvolvidos e MENTALMENTE SÃOS”. (p.71) Responsabilidade moral e penal do delinqüente: • Portanto, o criminoso só é penalmente responsável caso ele tenha esse livre arbítrio. Se ele não for moralmente responsável, ele “‘poderá ter cometido um ato prejudicial, mas não uma falta’.” (Proal apud Moniz Sodré. p.72) Princípio fundamental; corolários: • O princípio fundamental da escola clássica é: “o homem possui o livre arbítrio e por isso é moralmente culpado e legalmente responsável por seus delitos” (p.72) Dentre os cinco corolários enumerados pelo autor, os que mais nos importam são: “2°: Só há responsabilidade penal quando existe a responsabilidade moral, isto é: só podem ser punidos, como autores de ações ou omissões criminosas, os que têm responsabilidade moral, possuem o livre arbítrio. Nota de rodapé: 8 “O menor, o louco, o idiota, o surdo-mudo [...] não são responsáveis, porque lhes falta a condição essencial à liberdade de querer: a capacidade psíquica de distinguir o bem do mal, isto é, a razão, o discernimento. 5°: O crime é obra exclusiva da vontade livre do delinqüente; e nunca um produto natural e social, resultante da ação combinada de fatores biológicos, físicos e sociais.” (p.73) 2. ESCOLA ANTROPOLÓGICA Determinismo psicológico: • Desmentem logo a teoria do livre arbítrio cientificamente. São, portanto, adeptos do determinismo psicológico, onde o homem está à mercê da causalidade, sendo as suas ações fruto de fatores externos e internos que influenciam a vontade, o que faz o homem buscar aquilo que tem razões mais poderosas para fazer. (p.74) Fisiopsicologia da vontade: • Reduzem a vontade a um ato automático do cérebro, que recebe a sensação exterior e transforma em vontade. Fazem, portanto, a vontade deixar de ser uma “faculdade da alma”. (p.79) Liberdade de agir e liberdade de querer: • Segundo Herzen: Liberdade física, exterior: ausência de obstáculos ao que se pretende fazer. Liberdade moral, interior: uma “faculdade” que permitiria ao homem escolher uma coisa a outra sem qualquer motivo determinante. Assim, o indivíduo é livre de fazer qualquer coisa que não esteja sendo impedida por outra, mas não é livre para querer, pois ele quer aquilo que é produto da sua “organização física ou psíquica”. (p.80) 2. ESCOLA ANTROPOLÓGICA O delito natural: definição • Para Garofalo: crime é “uma ação prejudicial e que fere ao mesmo tempo alguns destes sentimentos que se convencionou chamar o senso moral de uma agregação humana.” (p.126) Sem importar muito qual seja esse senso moral, mas que seja o de cada sociedade e que não seja devido ao raciocínio individual, e que é reduzido aos sentimentos de benevolência e de justiça. O crime é a violação da probidade e da piedade, que são os pontos máximos da justiça e da benevolência. Críticas • De Ferri: que existem outros sentimentos além de justiça e benevolência cuja violação consiste em crime; que antes da violação, no crime, dos sentimentos, há a violação das condições básicas de existência social; que o crime é classificado como delito natural se for incentivado por móveis anti-sociais. (p.130) A definição de crime natural posteriormente aceita foi a de Berenini: “ ‘São ações puníveis (crimes) as determinadas por móveis individuais (egoísticos) e anti-sociais que perturbam as condições de existência e ofendem a moralidade média de um povo em dado momento.’ “ (p.130) Origem e natureza da delinqüência • Falar sobre qual a natureza da criminalidade. Teorias de Lombroso • O crime é um “fenômeno de atavismo [em itálico no original] orgânico e psíquico.” (p.133) O criminoso, portanto, é o aparecimento de um ser selvagem no meio civilizado moderno, com os mesmo “instintos bárbaros” do selvagem. E ainda tem características infantis, já que a criança representa, por analogia, o estado mais primitivo da humanidade. É a doutrina do infantilismo. Mas a generalização atavística de Lombroso é contestada, já que ela impede de compreender cada caso individualmente. (p.135) Devido a essas críticas, Lombroso mudou a sua teoria, associando, então, o atavismo à epilepsia. Identifica loucura moral com delinqüência nata. É nesse momento que ele conclui que todo crime é acarretado por uma natureza epilética e que e essa natureza forma “o fundo comum de todas as formas de delinqüência”. (p.135) Garofalo aprova a crítica feita a Lombroso, onde se diz que: “a idéia de epilepsia, como a de loucura em geral, exclui a de atavismo, porque ninguém dirá que a epilepsia seja uma forma de reversão aos nossos antepassados selvagens ou pré-históricos [...]” (p.135-6) Moniz Sodré considera a epilepsia inaceitável como explicação à criminalidade, já que existem epiléticos que não são criminosos, ainda que vivam num ambiente propício a isso. (p.136) Outras hipóteses • BENEDIKT: fraqueza do sistema nervoso, ou seja, uma neurastenia moral aliada a uma física, hereditária ou adquirida na infância. (p.136) • MAUDSLEY, VIRGILIO, DALLEY, MYNZLOFF: delito é equivalente de loucura, os dois estariam no mesmo campo e intimamente ligados. Moniz Sodré diz que essa teoria peca por generalizar a situação, por não explicar qual seria o caso dos muitos delinqüentes que não são loucos. No entanto, ele acredita em Lombroso que também generaliza. Ferri afirma que há gritantes diferenças entre o louco comum e o louco delinqüente. (p.137) • FÉRÉ: coloca o criminoso como degenerado. Mas essa teoria não é válida também, pois o grupo dos degenerados compreende diversos tipos de degenerescência. • MARRO: o crime é devido à falta de nutrição do sistema nervoso central, o que não permite que o indivíduo resista às circunstâncias favoráveis a ele. É vaga, pois a falta de nutrição é causa não somente do crime mas de outras degenerescências e fica a pergunta sobre o que a geraria. (p.138) • GAROFALO: anomalia moral do criminoso. Assim, não seria possível que um homem cometesse um crime somente por fatores externos, mas ele o comete quando tem a anomalia, causada pela degenerescência moral. Insuficiência dessas explicações biológicas • Segundo Ferri, no entanto, nenhuma dessas explicações biológicas é completa, pois cada uma se restringe a um determinado grupo de delinqüentes, sem explicar os outros e nem por que a causa para a criminalidade se manifesta de diferentes maneiras nas diversas pessoas. Ele diz que mesmo que haja uma pequena diferença de meio entre dois indivíduos que vivam numa mesma família, isso não explica a enorme diferença de comportamento entre eles, sendo um honesto, o outro homicida. O fator biológico que gera essa diferença ainda não foi determinado, diz ele, mas é batizado temporariamente de “nevrose criminal”. (p.139) Fatores da delinqüência • Ainda segundo Ferri, o delito é uma complexa cadeia de ligações entre diferentes pessoas, diferentes coisas, tempo e lugar. Há três classificações: 1. Fatores antropológicos: inerentes ao criminoso: constituição orgânica do delinqüente (anomalias e os caracteres somáticos, como características físicas e da tatuagem), constituição psíquica do delinqüente (anomalias da inteligência e dos sentimentos, incluindo particularidades da fala criminosa), caracteres pessoais do delinqüente(além das condições biológicas, como raça, idade e sexo, compreende condições sociais, como estado civil, profissão, classe social, educação). 2. Fatores físicos: clima, natureza do solo, as estações, a produção agrícola, condições atmosféricas. 3. Fatores sociais: opinião pública, costumes, religião, constituição da família, organização econômica e educacional, o alcoolismo, organização pública da justiça. 3. ESCOLA CRÍTICA Conceito sociológico de crime; definições • Não têm uma definição única de crime, ou usam a antropológica ou a clássica. Definição de crime de Franz Von Lizst, aceita pelos críticos: “crime é a ação culposa (é a responsabilidade pela conseqüência produzida; defende a imputação somente para homens mentalmente desenvolvidos e sãos), ilegal (transgressão de uma lei do Estado que garante a paz jurídica) e punível (o seu efeito é a pena) “. (p.144) Explicações sociológicas da delinqüência • A criminalidade é uma “anormalidade social”. Não negam os fatores biológicos, acentuados pela antropologia criminal, mas enfatizam os fatores sociais (más condições econômicas, a miséria). Os membros da antropologia atacam, é claro, essa teoria, dizendo que os fatores biológicos influenciam muito mais nas ações dos delinqüentes. Ela é considerada insuficiente. Noções Gerais As Escolas Penais são agrupamentos de ideias trazidas por estudiosos no âmbito do Direito Penal em determinado período da história. O estudo dessas escolas penais se mostra importante para entender e analisar criticamente o Direito Penal como é hoje, uma vez que diversos institutos do nosso ordenamento jurídico trazem características de diferentes linhas de raciocínio que podem ser utilizadas na aplicação do Direito à realidade. Escola Clássica A Escola Penal Clássica, também conhecida como Idealista, predominou entre o final do século XVIII e a metade do século XIX, surgindo como uma espécie de reação ao totalitarismo do Estado Absolutista da época e carregando influência do movimento Iluminista. Essa corrente doutrinária desenvolve a visão de que a pena é algo imposto a um indivíduo que cometeu, voluntária e conscientemente, ato grave (crime) e, portanto, merece um “castigo”. Pode ser apontado como grande expoente desse período o Marquês Césare Beccaria, autor de “Dos delitos e Das penas”. Beccaria, nesta obra, discorre minuciosamente por assuntos que caracterizariam posteriormente o pensamento penal clássico, como a função da pena, a natureza do ato criminoso e o impacto da estrutura jurídica penal sobre a sociedade. Além dele, outros estudiosos como Carmignani, Rossi e Franchesco Carrara agregaram ao clacissismo penal. Esta linha de pensamento utilizava um método racionalista, partindo da observação geral para um fato específico, de forma que o ato-crime foi mais evidenciado do que o criminoso em si. Um progresso importante realizado nesse período foi a valorização da defesa do indivíduo contra as arbitrariedades do Estado, uma vez que o crime foi abordado como conceito jurídico e alocado como instituto de direito. Entende-se, portanto, que a Escola Clássica possui princípios de cunho humanitário e liberal, defendendo os direitos individuais e se voltando contra o absolutismo e o processo inquisitório. Períodos da Escola Clássica É possível dividir a corrente classicista em dois grandes períodos: Filosófico/Teórico e Jurídico/Prático. Ao longo do primeiro período desenvolve-se o ideal de um sistema penal baseado na legalidade, onde o Estado deve punir, mas ao mesmo tempo se submeter às limitações legais. Beccaria trabalha bem essa ideia, baseando-se em conceitos contratualistas, estabelecendo que o pacto social define que o indivíduo se compromete a viver conforme as leis. Quando uma lei é transgredida, a punição por parte do Estado restabelece a ordem social. Tratando-se do segundo período, Franchesco Carrara trabalha mais a fundo o conceito de crime como instituto jurídico e da pena como retribuição ao mal exercido contra a sociedade. O classicista leciona que “a pena é uma resposta do Estado visando a conservação da humanidade e a proteção dos seus direitos, com observância às normas de Justiça”. Conclusão Conclui-se sobre as ideias da Escola Penal Clássica que o crime é uma violação do Direito, de forma que a defesa contra este ato provém do próprio ordenamento. A pena como meio de tutela jurídica deve ser retributiva e não pode ser arbitrária ou desproporcional. Por fim, o criminoso não se mostra como objeto primordial de estudo, tendo em vista que realiza o ato conscientemente utilizando o livre-arbítrio. Escola Positiva A Escola Penal Positiva surgiu em meados do século XIX, sob forte influência dos estudos da biologia e da sociologia, bem como em virtude dos seguintes fatores: Observação da ineficácia dos preceitos clássicos aplicados, tendo em vista a crescente criminalidade Diminuição da confiança em doutrinas metafísicas e a difusão da filosofia positivista Utilização dos métodos de observação nos estudos antropológicos Estudos estatísticos que demonstraram certa uniformidade nos fenômenos sociais, inclusive na criminalidade Ideologias que pregavam a maior atuação do Estado na concretização dos fins sociais, mas com menor proteção dos direitos individuais Essa Escola Penal passou por três fases mais definidas, cada uma com uma característica predominante e um autor de referência. Fase Antropológica A primeira fase teve como expoente Cesare Lombroso, através da sua obra “O Homem Delinquente”. Com um foco antropológico, Lombroso realiza estudos por meio de um método experimental e obteve como resultado e conclusão a existência de um criminoso nato (atávico), com características específicas, com um perfil físico padronizado. Observa-se nesse método e conclusão uma grande tendência à discriminação fundamentada, por exemplo, em características físicas, algo que não é aceito atualmente como justificativa para criminalizar as pessoas. O destaque se dá pela aplicação do método positivo de pesquisa e o resultado admissível para os padrões da época. Fase Sociológica A segunda fase teve como expoente Enrico Ferri, com a sua obra “Sociologia Criminal”. De acordo com o autor, o delinquente estaria propenso às práticas criminosas em razão do meio em que vive, inexistindo o livre-arbítrio antes afirmado. www.trilhante.com.br Bitencourt traz em seu livro “Manual de Direito Penal: Parte Geral” uma pequena análise do pensamento de Ferri: “Na investigação que apresentou na Universidade de Bolonha (1877) – seu primeiro trabalho importante – sustentou a teoria sobre a inexistência do livre-arbítrio, considerando que a pena não se impunha pela capacidade de autodeterminação (sic) da pessoa, mas pelo fato de ser um membro da sociedade”. Portanto, pode-se inferir que Ferri se baseava num determinismo social e afirmava que a responsabilidade penal era fundamentada na responsabilidade social. Vale ressaltar também que o autor foi aderindo ao entendimento de que havia a possibilidade de readaptação dos criminosos. Fase Jurídica A terceira fase teve como expoente Rafael Garofalo, com a sua obra “Criminologia”. Através de uma maior preocupação jurídica ele conseguiu sistematizar juridicamente os preceitos da Escola Positiva, abrindo caminho para as seguintes características basilares: Periculosidade como fundamento da responsabilidade do criminoso Prevenção especial como fim da pena, que é uma característica comum da corrente positivista Fundamentação do Direito de Punir sobre a Teoria da Defesa Social, deixando em segundo plano as metas de reabilitação Formulação de uma definição sociológica do crime natural, com pretensão de superar a noção jurídica Esse delito natural foi definido por Garofalo como: Ação prejudicial e que fere ao mesmo tempo alguns desses sentimentos que se convencionou chamar o senso moral de uma agregação humana Escola Correcionalista Essa Escola Penal surgiu na Alemanha por volta de 1839, trazendo a ideia de que a pena tem a finalidade de corrigir a injusta e perversa vontade do criminoso.Dessa forma, o entendimento era de que a pena não poderia ser fixa e determinada, mas sim que deveria durar enquanto fosse necessária para corrigir a conduta do delinquente. É importante observar que não existe a preocupação com a repressão ou a punição do criminoso, mas sim com o endireitamento de suas condutas. Nessa linha de pensamento, enxerga-se o delinquente como uma pessoa anormal, incapaz de viver em sociedade, de forma que o livre-arbítrio não possui relevância. A pena possui fim único www.trilhante.com.br de correção e a Escola se apoia nos seguintes pontos: A pena adequada é a privação de liberdade A pena não deve ter a sua duração previamente fixada (deve durar o necessário para cada caso) O juiz deve ter mais liberdade no que se refere à individualização da pena A função da pena é preventiva especial e de defesa social A responsabilidade penal deve ser vista como coletiva, solidária e difusa (explicação aprofundada por Luiz Regis Prado) Escola Técnico-Jurídica A Escola Penal Técnico Jurídica surge na Itália no século XIX, com o objetivo de dirimir certos problemas encontrados na Escola Positiva. Dentre esses problemas, destaca-se a confusão na utilização dos métodos (mistura entre Política Criminal, Criminologia e Direito Penal) e a baixa preocupação com os aspectos jurídicos do crime (maior foco antropológico e sociológico). Os doutrinadores dessa Escola entendem que o Direito Penal não precisa de influências externas, assim como explica Luiz Regis Prado: “[...] a ciência penal é autônoma, com objeto, método e fins próprios, não devendo ser confundida com outras ciências causal-explicativas ou políticas” Trata-se, portanto, de um aprimoramento na metodologia da Escola Positiva, considerando que as demais características são próximas ou semelhantes. Pode-se destacar os seguintes aspectos: O crime é puramente uma relação jurídica de conteúdo individual e social A pena é uma reação e uma consequência da conduta delituosa (tutela jurídica), com função de prevenção geral e especial A medida de segurança preventiva deve ser aplicada aos inimputáveis Existe também a responsabilidade moral decorrente da vontade livre Utiliza-se o método técnico-jurídico de pesquisa Recusa-se a aplicação da Filosofia no campo do Direito Penal Ademais, vale falar também das três principais ordens de pesquisa e investigação no Direito Penal no arcabouço dessa Escola: Exegese: Busca o alcance e a vontade da lei; Dogmática: Sistematização dos princípios; Crítica: Procura estabelecer como deveria ser o Direito Penal – Algo atual no Direito Penal positivo e na Política Criminal. Escola da Defesa Social 1ª Fase da Defesa Social Surgiu no início do século XX como uma reação anticlássica influenciada pela Escola Positiva, trazendo como escopo principal a preocupação com a proteção da sociedade e o enrijecimento das penas. Podem ser apontados como principais estudiosos: Von Liszt, Van Hamel, Adolphe Prins, Filipo Gramatica e Marc Ancel. De acordo com essa linha de pensamento, a preocupação do Direito Penal deve se voltar à periculosidade do agente, dando surgimento às medidas de segurança e às penas indeterminadas. Além disso, a missão desse campo do Direito seria a luta contra a criminalidade enquanto fenômeno social crescente. Decorre, portanto, desse viés de pensamento, a valorização de penas rigorosas e a aplicação da pena capital (pena de morte). 2ª Fase da Defesa Social A mudança nos ideais da Escola da Defesa Social veio com o término da 2ª guerra mundial. A partir daí, preocupa-se com a prevenção do crime, com o tratamento do menor delinquente e com uma reforma penitenciária para promover a reabilitação dos criminosos (tornando-os sujeitos contribuintes para a sociedade). Entende-se agora que as penas devem ser substituídas por medidas educativas e curativas, de forma que o Estado tenha a função de melhorar o indivíduo e ressocializá-lo (espécie de substituição do Direito Penal pelo Direito de Defesa Social). Podem ser apontados como princípios fundamentais da Escola de Defesa Social: Reconhecimento da luta contra a criminalidade como algo a ser enfrentado pela sociedade Dever de buscar diversos meios para combater o crime Ações de proteção da sociedade das atividades criminosas Prevenir o crescimento do crime, evitando que mais sujeitos adiram às suas práticas