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Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica 
Karolina Viana 
 
1 
CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES 
 Quanto à finalidade 
- Terapêutica: remoção da cárie, abrasão, erosão ou 
fratura, colocando o dente em condições de receber 
material restaurador direto. 
- Protética: cavidade feita em um dente hígido ou 
comprometido para suportar peça protética. 
 
 De acordo com o número de faces em que 
ocorre 
- Simples: em uma face 
- Composta: em duas faces 
- Complexa: em três ou mais faces 
 
 Partes que constituem as cavidades: 
- Paredes circundantes: são as paredes laterais da 
cavidade, que chegam até a superfície externa 
definindo seu contorno. Recebem o nome da face do 
dente a que correspondem ou a qual estão mais 
próximas. 
- Paredes de fundo: são paredes internas que nunca 
atingem a superfície da cavidade. Axial, quando 
paralela ao longo eixo do dente e pulpar quando 
perpendicular ao longo eixo do dente. 
 
 Nomenclatura dos ângulos 
- Diedros: união de duas paredes (1º grupo formado 
por paredes circundantes; 2º grupo formado por 
parede circundante e parede de fundo; e 3º grupo 
formado por duas paredes de fundo) 
- Triedros: encontro de três paredes 
- Cavo superficial: formado pela junção das paredes 
das cavidades com a superfície externa do dente. 
 
 Classificação artificial de Black (cavidades 
reunidas em classes que requerem a mesma 
técnica de instrumentação e restauração) 
- Classe I: cavidades preparadas em regiões de má 
coalescência do esmalte – cicatrículas e fissuras na 
face oclusal de molares e pré-molar, 2/3 da oclusal da 
face vestibular dos molares inferiores e na face 
lingual dos incisivos e caninos, 2/3 a face palatina dos 
molares superiores. (em superfícies rugosas) 
- Classe II: Cavidades preparadas nas faces proximais 
dos pré-molares e molares. Pode envolver outras 
faces do dente simultaneamente. 
- Classe III: Cavidades preparadas nas faces proximais 
dos incisivos e caninos, sem remoção do ângulo 
incisal. 
- Classe IV: Cavidades preparadas nas faces proximais 
de incisivos e caninos com remoção e restauração do 
ângulo incisal. 
- Classe V: Cavidades preparadas no terço gengival, 
não de cicatrículas, na face vestibular e lingual de 
todos os dentes. 
* Classe VI (Howard e Simon): cavidades preparadas 
nas bordas incisais dos dentes anteriores sem 
envolvimento do ângulo incisal e pontas de cúspide 
dos dentes posteriores, sem envolvimento de 
cicatrículas e fissuras. 
 
 
 
ISOLAMENTO DE CAMPO OPERATÓRIO 
 
OBJETIVOS 
- Controlar a umidade 
- Retração gengival e melhor acesso da área a ser 
tratada 
- Proteção dos lábios, língua e bochechas do paciente 
- Proporcionar campo operatório limpo 
- Proteger o operador de possíveis infecções na 
cavidade oral do paciente 
Obs.: isolamento absoluto é o que envolve o uso do 
dique de borracha, e isolamento relativo é o que não 
utiliza o dique. 
 
SITUAÇÕES EM QUE É INDICADO O USO DE 
ISOLAMENTO 
- Remoção de tecido cariado 
- Remoção de restaurações insatisfatórias 
- Procedimentos que envolvam amálgama 
- Procedimentos adesivos para controle de umidade 
- Necessidade de afastamento gengival 
Obs.: porém, o isolamento absoluto está 
contraindicado em casos de o paciente ser portador 
de asma, pacientes alérgicos ao látex ou dificuldade 
respiratória ou em dentes com erupção incompleta. 
 
MATERIAIS USADOS 
- Lençol de borracha: separa o campo operatório da 
cavidade bucal. É impermeável, com cores e 
espessuras variáveis. Os mais espessos promovem 
melhor vedamento e afastamento gengival. 
 
- Arco de Young ou porta-dique: Dispositivo metálico 
em forma de U que possui garras que mantem o 
dique sob tensão. Responsável pela fixação do lençol 
Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica 
Karolina Viana 
 
2 
de borracha, mantendo-o estendido, firme e liso. Sua 
parte côncava deve ficar voltada para o lençol de 
borracha. 
 
- Perfurador de borracha ou perfurador de Ainsworth: 
faz os orifícios na borracha de acordo com os dentes 
a serem isolados; apresenta 5 perfurações circulares 
e uniformes em uma plataforma giratória. Elas 
possuem diâmetro diferente, pois cada uma é 
indicada para um grupo de dentes. Do menor para o 
maior: 
1º furo: incisivos inferiores 
2º furo: incisivos superiores 
3º furo: caninos e pré-molares 
4º furo: molares normais 
5º furo: molares grandes e dentes que recebem o 
grampo que é colocado antes do lençol. 
 
- Pinça porta grampo: pegar, abrir e posicionar o 
grampo no dente; também usada para a remoção do 
grampo. 
 
- Grampos: têm a função de reter o dique de 
borracha, mantendo a borracha em posição, além de 
promover o afastamento gengival. Podem ser com 
asa ou sem asa, de formas e tamanhos variados. 
Grampos de acordo com a finalidade: 
200 a 205: molares 
206 a 209: pré molares 
210 e 211: anteriores – incisivos e caninos 
212: anteriores com necessidade de retração gengival 
212L e 212R: anteriores com necessidade de retração 
gengival em dois dentes contíguos simultaneamente. 
1A: posteriores (retração) 
26 e W8A: recomendados para isolamento de dentes 
posteriores, especialmente quando os mesmos 
apresentam coroas curtas e/ou expulsivas, quando é 
difícil usar grampos convencionais. 
14A: posteriores (especiais) 
14: molares (especiais) 
Obs.: os grampos com asa são ideais para a técnica 
de inserção simultânea do grampo e do dique de 
borracha. 
 
- Lubrificante hidrossolúvel: aplicado na face interna 
do dique de borracha, diretamente sobre as 
perfurações com a finalidade de facilitar a passagem 
da borracha pelos contatos interdentais. O 
lubrificante deve ser hidrossolúvel para que seja 
removido antes de começar o procedimento 
operatório e não contaminar o campo. 
 
- Caneta: demarcar as posições onde o dique será 
perfurado – uma marcação para cada dente a ser 
isolado. Nos dentes posteriores a marcação é feita na 
fossa central e nos anteriores é feita na incisal. A 
distancia entre elas deve ser igual à distancia entre os 
eixos longitudinais dos dentes e com a mesma 
disposição dos dentes na boca. 
 
- Fio dental: antes de colocar o isolamento, é 
colocado para avaliar a pressão dos contatos 
interproximais, que caso sejam muito justos devem 
ser ajustados. É usado também para detectar 
presença de bordos cortantes e excessos de material 
restaurador. Sempre que o fio dental for cortado, é 
necessário fazer o ajuste para evitar que o lençol se 
rasgue. Após colocar o lençol, o fio dental é usado 
para auxiliar sua passagem nas regiões interproximais 
e promover a invaginação da borracha nos sulcos 
gengivais. Além disso, promove estabilidade através 
de amarilhas. 
 
- Tiras de lixa: ajuste das superfícies proximais. 
 
COLOCAÇÃO DO ISOLAMENTO 
1. Preparar a boca do paciente: limpeza dos dentes e 
polimento coronário, proteção dos tecidos moles 
com um lubrificante, verificação dos contatos 
proximais, teste do grampo, separação mecânica 
quando necessária, colocação de um guardanapo de 
papel ao redor da boca do paciente 
2. Preparar o dique de borracha: selecionar o 
tamanho e a espessura, demarcar a posição dos 
orifícios na borracha e lubrificar a borracha. 
 
O número de dentes incluídos no campo a se isolar 
deve ser o maior possível. Devem-se isolar no mínimo 
três dentes ou quatro (dois pra distal e um pra 
mesial) 
- Quando trabalhar em dentes anteriores, até a 
mesial de caninos, deve-se isolar de pré-molar a pré-
molar. 
- Para procedimentos na distal do canino, isolar do 
primeiro molar até o incisivo lateral 
- Quando for operar em dentes posteriores, deve-se 
isolar dois dentes para distal até a região anterior, 
incluindo o canino do lado oposto aquele em que se 
está trabalhando. 
 
Posição dos orifícios na borracha: 
- Nos dentes posteriores deve-se demarcar a fossa 
central,e nos anteriores a incisal. 
- Quanto maiores os dentes, maior o espaço entre os 
orifícios. 
- Dentes ovoides e cônicos requerem maior espaço 
entre um orifício e outro. 
- Quanto mais baixa a papila interdental, menor a 
distancia entre os orifícios. 
 
Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica 
Karolina Viana 
 
3 
 Passo a passo: 
1. Colocação do dique de borracha no arco de 
Young 
2. Colocar o conjunto dique-arco sobre os 
dentes e demarcar a posição dos orifícios – 
começando do ultimo dente a ser isolado e 
seguindo para anterior 
3. Perfurar a borracha com o perfurador de 
Ainsworth respeitando o tamanho dos 
orifícios 
4. Conferir os contatos com um fio dental 
5. Posicionar o grampo 
6. Posicionar o lençol, passando em primeiro 
lugar o grampo, e depois o dente mais 
anterior do isolamento estabilizando-o com 
fio dental ou pedaço da borracha 
Obs.: pode-se usar um grampo com asa, colocando o 
grampo + dique de borracha simultaneamente. 
7. Passagem da borracha pelos contatos 
proximais dos outros dentes – com ajuda do 
fio dental 
8. Invaginação do dique de borracha no sulco 
gengival 
*No segmento anterior, o isolamento pode ser feito 
sem o uso de grampos, com amarilhas em ambos os 
extremos, exceto em situações que necessitem de 
retração gengival. 
 
 
TÉCNICAS DE COLOCAÇÃO DO ISOLAMENTO 
ABSOLUTO 
- Tecnica de Stibbs: coloca-se o grampo, depois a 
borracha, mantendo-se a borracha frouxa no porta 
dique. Usar grampos sem asa. 
- Tecnica de Ingrahan: técnica do capuz; prende o 
grampo na borracha, solta a borracha do porta-dique, 
prende-se o grampo e leva-o a boca, juntamente com 
a borracha. Passa-se a borracha pelo arco do dente, 
formando um capuz. Depois, coloca-se novamente o 
porta-dique. Deve-se usar grampos sem asa. 
- Tecnica de Ryan: colocam-se a borracha e o arco, 
depois o grampo. 
- Tecnica de Parulla: coloca-se o conjunto grampo-
arco-borracha. 
→ Depois de colocado o grampo em questão, passa-
se a borracha pelos dentes 
→ A remoção do isolamento é feita removendo 
primeiro o grampo, depois a amarilha, e em seguida 
corta-se a borracha interdentária. 
 
 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS GERAIS DO PREPARO 
CAVITÁRIO 
 
Conceito de extensão para prevenção: as margens da 
cavidade sempre devem ser estendidas ao longo de 
todo o sistema de cicatrículas e fissuras do dente, de 
forma a serem posicionadas em esmalte liso 
prevenindo a recorrência de carie. (CONCEITO EM 
DESUSO) 
 
O preparo cavitário atual se baseia no preceito de 
que deve ser conservado o máximo de estrutura 
dental sadia possível, mantendo o preparo 
conservador. 
 
 Preparo cavitário → tratamento biomecânico 
da cárie e de outras lesões dos tecidos do dente, a 
fim de que as estruturas remanescentes possam 
receber uma restauração que as proteja, que seja 
resistente e que previna a cárie. 
 
REGRAS GERAIS DO PREPARO CAVITÁRIO 
 
→ Total remoção do tecido cariado; 
→ As paredes da cavidade devem estar suportadas 
por dentina sadia 
→ Conservar a maior quantidade possível de tecido 
dental sadio 
→ Deixar as paredes cavitárias planas e lisas 
→ Deixar o preparo cavitário limpo e seco 
 
 Finalidade do preparo cavitário 
1. Eliminar todo o tecido patológico 
2. Conferir à cavidade uma configuração capaz de 
receber o material restaurador 
3. Impedir a fratura do dente e do material 
restaurador 
4. Preservar a vitalidade pulpar 
5. Prevenir a reincidência de caries 
 
TEMPOS OPERATÓRIOS 
 
 1. Forma de contorno 
Delimita a forma da superfície do dente a ser incluído 
no preparo cavitário. A forma de contorno deve 
englobar todo o tecido cariado. 
→ Todo esmalte sem apoio dentinário deve ser 
removido em cavidades de dentes posteriores 
→ Preservação de estrutura dental sadia – fazer o 
contorno preservando o máximo de estrutura dental 
possível 
→ O ângulo cavo-superficial do preparo cavitário 
deve estar fora dos contatos oclusais, nunca na 
interface dente-restauração. 
Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica 
Karolina Viana 
 
4 
→ Devem ser observadas as diferenças de 
procedimentos entre cavidades de cicatrículas e 
fissuras e cavidades de superfície lisa (profundidade e 
extensão) 
→ Se possível preservar as áreas de reforço do dente, 
como cúspides, pontes de esmalte e cristas marginais. 
 
2. Forma de resistência 
Característica dada à cavidade para que as estruturas 
remanescentes possam resistir às forças 
mastigatórias e alterações volumétricas decorrentes 
de variações térmicas e reação de presa dos 
materiais. 
→ Está ligada ao remanescente dental e à 
restauração, dando resistência aos dois. 
→ Mútua proteção esmalte/dentina: todo esmalte 
deverá estar suportado por dentina sadia. 
→ Quantidade de tecido circundante ao preparo 
uniforme (quanto mais uniforme, maior resistência). 
→ Características da parede circundante definidas de 
acordo com o material restaurador a ser usado e da 
quantidade de tecido remanescente. 
 
3. Forma de retenção 
É a forma dada à cavidade com a finalidade de evitar 
o deslocamento do material restaurador. 
→ Tipos de forma de retenção: 
- Friccional: atrito. Para restaurações indiretas, que 
precisam entrar e sair do preparo cavitário, sem folga 
entre o material restaurador e o dente. 
- Mecânica: retenção adicional: sulcos e canaletas 
feitos na cavidade no dente. 
- Micromecânica: condicionamento ácido + sistema 
adesivo. Cria um sistema de microrretenção no dente 
através de microcavidades feitas pelo ácido e 
penetradas pelo adesivo. 
 
4. Forma de conveniência 
Visa possibilitar o acesso, a conformação, a 
instrumentação da cavidade e a inserção do material 
restaurador. 
- O isolamento absoluto é uma forma de 
conveniência 
- O afastamento temporário é uma forma de 
conveniência 
- Acesso: escolher o acesso visando manter a estética 
e preservar o tecido da melhor forma possível. 
 
5. Remoção da dentina cariada 
Remoção da dentina que se encontra 
desmineralizada e infectada pela lesão de cárie, de 
modo irreversível. Pode ser feito com colheres de 
dentina ou com brocas em baixa rotação. Quando 
está amolecida, retira-se com colher de dentina; a 
broca é preferível para cárie crônica, que apresenta 
dentina mais dura. 
 
6. Acabamento das paredes de esmalte 
Alisar as irregularidades das paredes do esmalte e do 
ângulo cavo-superficial do preparo cavitário. 
Depende do material restaurador usado. Retirar 
todos os prismas sem sustentação de dentina 
 Objetivos: 
- melhorar a adaptação do material restaurador 
- melhorar o vedamento marginal 
- diminuir a infiltração marginal 
O acabamento pode ser realizado com brocas, pontas 
e instrumentos manuais. 
 
7. Limpeza da cavidade 
Remover os resíduos do preparo cavitário antes da 
inserção de material protetor e/ou restaurador 
através de diferentes agentes 
► Smear Layer: camada de partículas agregadas 
resultante do preparo cavitário. Formada por restos 
de esmalte e restos dentinários associados à saliva, 
sangue, colágeno, óleo, etc. 
 Agentes não desmineralizantes: 
- Germicida: clorexidina ou água oxigenada 2% 
- Detersivos: Tergentol 
- Alcalinizantes: produtos a base de hidróxido de 
cálcio (usado em cavidades profundas) 
(Clorexidina: usado para preparos cavitários de 
amalgama. Antimicrobiano para desinfecção da 
cavidade) 
 Agentes desmineralizantes 
- Ácidos: 
Ácido fosfórico 37% (para resina) 
EDTA (para endo) 
Ácido poliacrílico (para ionômero) 
** quando se usa um agente desmineralizante, não 
se usa amalgama. 
 
PREPARO CAVITARIO CLASSE I PARA 
AMALGAMA 
 
1. Forma de contorno 
→ Delimita a área de superfície para o preparo 
cavitário, preservando se possível as estruturas de 
reforço do dente. 
- Englobar todo o tecido cariado 
- Preservação da estrutura dental 
 → Abertura vestíbulo-lingualconservadora 
→ Preservação de vertentes de cúspides e 
estruturas de reforço do dente. Preservar as 
vertentes preserva a resistência do dente e a 
estabilidade da oclusão do paciente. 
 → Em pré-molares inferiores e caninos 
superiores: preservar as pontes de esmalte. 
Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica 
Karolina Viana 
 
5 
→ Ângulo cavo superficial em estrutura sadia 
→ Ausência de contatos oclusais na interface 
dente-restauração 
 
 Brocas Carbide de alta rotação: 
245 – 3,0mm – 009 
329 – 1,8mm – 006 
330 – 2,0mm – 008 
330L – 3,5mm - 008 
 
 Brocas de baixa rotação 
2, 4, 6 ou 8 são usadas para remover o tecido cariado 
 
• Execução: a broca é posicionada na fóssula distal 
com angulação de 45 graus, executando a penetração 
inicial. A seguir, é posicionada paralela ao eixo 
longitudinal do dente e, com movimentos distal e 
mesial ao longo do sulco central, forma-se uma 
canaleta onde a largura deve ser ¼ da distância entre 
os vértices das cúspides vestibular e lingual. A 
inclinação das paredes de contorno será delimitada 
pela própria inclinação da broca. Isso determina 
paredes convergentes para oclusal, com o intuito de 
que o esmalte permaneça suportado por tecido 
dentinário. A extensão da cavidade no sentido mésio-
distal deverá apenas envolver as respectivas fossas e 
sulcos secundários, preservando ao máximo as cristas 
marginais. Ao mesmo tempo em que a broca 
determina as paredes circundantes, determina os 
ângulos diedros do segundo grupo (formados por 
parede circundante e fundo da cavidade) sejam 
arredondados. 
 
2. Forma de resistência 
Característica dada à cavidade para que as estruturas 
remanescentes e a restauração sejam capazes de 
resistir ao restabelecimento da função. 
 
 Remanescente dental 
- Mútua proteção esmalte/dentina: não pode haver 
esmalte sem sustentação dentinária 
- Quantidade de tecido circundante ao preparo 
uniforme 
- Características das paredes circundantes: paredes 
vestibular e lingual convergentes para a oclusal, 
seguindo SEMPRE o direcionamento dos prismas de 
esmalte para ter suporte de dentina sob o esmalte. 
Por isso se usa a broca tronco-cônica. 
Seguindo a regra da orientação dos prismas de 
esmalte, as paredes M-D, quando tem remanescente 
de mais de 1,5mm de crista marginal devem se 
manter convergentes com a face oclusal. Quando 
houver menos de 1,5mm de crista marginal, as 
paredes são paralelas e perpendiculares à superfície 
oclusal. Se houver ainda menos superfície de crista 
marginal, as paredes serão divergentes com a crista 
marginal. 
- Todos os ângulos diedros tem que ser 
arredondados. Confere maior resistência à fratura do 
remanescente dentário. Em relação ao material 
restaurador, proporciona maior adaptação. 
 - Ângulo cavo superficial compatível com o material 
restaurador; no caso do amalgama deve ser nítido e 
sem bisel. 
- A parede pulpar deve ser plana e perpendicular ao 
longo eixo do dente. 
- Ângulos diedros arredondados; ângulos vivos 
tendem a agir como pontos de concentração de 
estresse, que podem levar a falhas mecânicas (brocas 
329, 330, 245) 
- Nas faces proximais o preparo deve ser realizado 
com a broca levemente inclinada, para que não 
permaneça estrutura sem suporte. 
 
* O amalgama precisa de pelo menos 2mm de 
espessura para ser resistente 
 
3. Forma de retenção 
Evita que o material restaurador seja removido 
- Paredes V e L convergentes para a oclusal 
- A profundidade deve ser maior que a largura 
- Retenções mecânicas adicionais: usar quando a 
profundidade é menor que a largura ou do mesmo 
tamanho, e quando as paredes forem paralelas. 
* A maior retenção é dada pelas paredes V e L. Por 
isso, se V e L forem convergentes e M e D forem 
paralelas ou divergentes, não é necessário 
mecanismos de retenção adicionais. 
 
4. Forma de conveniência 
- Isolamento absoluto 
- Instrumentação 
 
5. Remoção do tecido cariado 
Escolher o instrumento a ser usado com base na 
coloração e dureza da dentina. As colheres de 
dentina são mais indicadas para cáries agudas que 
têm tecido bem amolecido. As brocas de baixa 
rotação são usadas para cáries crônicas, que tem o 
tecido mais duro. 
 
6. Acabamento 
O ângulo cavo-superficial deve se apresentar como 
uma linha continua e uniforme sem a realização de 
um bisel 
 
 Características da cavidade classe I para 
amalgama 
- Abertura vestíbulo-lingual na região do istmo com ¼ 
de distância entre os vértices das cúspides 
Brocas tronco-cônica 
invertidas 
Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica 
Karolina Viana 
 
6 
correspondentes 
- Parede pulpar plana e perpendicular ao longo eixo 
do dente, paralela ao plano oclusal 
- Paredes circundantes convergentes para a oclusal 
- parede mesial e distal paralelas ou divergentes 
- Ângulos diedros do segundo grupo ligeiramente 
arredondados 
- Ângulo cavo superficial nítido e sem bisel (90 graus) 
- Espaço suficiente para pelo menos 2mm de 
amalgama no corpo da restauração 
- Ausência de esmalte sem suporte dentinário 
 
RESTAURAÇÃO CLASSE I AMÁLGAMA 
 
TÁTICAS OPERATÓRIAS 
1. Limpeza da cavidade: antes de colocar o material 
restaurador. Para amalgama, não usamos produtos 
desmineralizantes. Manutenção do Smear Layer, que 
é a camada sobre a dentina. 
2. Proteção do complexo dentina-polpa: deve-se 
proteger antes de colocar qualquer material que 
possa agredir esse complexo. Quanto mais próximo 
da polpa, mais importante é a proteção. 
3. Seleção da liga 
4. Proporcionamento mercúrio-liga: hoje já vem 
proporcionado em cápsulas. 
5. Trituramento 
6. Inserção e condensação 
7. Brunimento pré-escultura 
8. Escultura 
9. Brunimento pós-escultura 
10. Acomodamento e polimento 
 
1. Limpeza da cavidade 
- Remoção de detritos deixados durante o preparo 
cavitário, como raspas de esmalte na dentina, 
fragmentos abrasivos dos instrumentos rotatórios, 
como o óleo da caneta. 
- Limpar com agentes não desmineralizantes, que 
mantenha a Smear Layer (lâmina dentinária sobre os 
túbulos dentinários). 
- Usar a clorexidina a 2% durante 4 minutos para 
diminuir a contagem bacteriana. 
 
2. Proteção do complexo dentina-polpa 
Materiais de proteção: 
 - em cavidades rasas (2mm), usar verniz cavitário. O 
verniz cavitário atua como isolante elétrico (o 
amalgama é um metal condutor). O isolante ajuda a 
evitar choques, impede a penetração de íons 
metálicos do amalgama ao esmalte e a dentina (íons 
do amalgama deixam o dente acinzentado quando 
penetram na dentina); veda os túbulos dentinários. 
 Aplicação do verniz cavitário: colocar o verniz 
no pote dappen, pegar com um microbrush e passar 
de 2 a 3 camadas, sempre esperando uma secar 
antes de passar a próxima. Não deixar verniz exposto 
na superfície do dente para a cavidade bucal. 
- em cavidades médias: usar o cimento de ionômero 
de vidro seguido do verniz (2 a 3 camadas do verniz) 
- em cavidades profundas: usar cimento de hidróxido 
de cálcio, que estimula a formação de dentina 
reparadora. Atua como um isolante térmico. 
Aplicação do verniz após o hidróxido de cálcio. 
 
3. Seleção da liga 
Usar ligas com alto teor de cobre, porque são menos 
corrosivas e mais resistentes, apresentando melhores 
propriedades. 
 
4. Proporcionamento mercúrio-liga 
Por peso ou em cápsulas pré-dosadas. 
 
5. Trituração 
O tempo ideal de trituração é o tempo mínimo 
requerido para a formação de uma massa prateada e 
brilhante, de máxima plasticidade numa dada 
proporção liga/mercúrio. 
Tem a finalidade de promover maior contato entre a 
liga e o mercúrio, para um reagir com o outro e 
formar o amalgama. 
- Método manual: gral e pistilo 
- Pré-dosados: cápsulas 
 Subtrituração: menor resistência do material, 
mais sujeito a fraturas, deterioração marginal, maior 
corrosão e maior expansão, porquesobra mercúrio 
na liga (aumenta o tempo de trabalho) 
 Supertrituração: contração e menor expansão 
de presa 
 Trituração ideal: massa brilhante e de fácil 
condensação 
 
6. Inserção e Condensação 
O material é inserido na cavidade com a ajuda do 
porta-amalgama em pequenas porções, para 
promover a boa adaptação. 
A condensação visa o preenchimento da cavidade e à 
perfeita adaptação do amalgama com as paredes e 
ângulos dessa cavidade, além de possibilitar a 
compactação do amalgama, produzindo assim uma 
restauração uniforme e livre de poros. A 
condensação tem ainda o objetivo de reduzir a 
quantidade de mercúrio do amalgama. A correta 
condensação do amalgama tem importância decisiva 
na expansão, dureza final, conteúdo residual do 
mercúrio, adaptação às paredes cavitárias. A 
condensação deve ser efetiva para evitar que o 
amalgama tenha baixa resistência e frature com 
facilidade. Amalgama mal adaptado perde a 
integridade marginal. A cavidade não fica selada, 
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aumentando a infiltração. A condensação é 
importante para a longevidade da restauração. 
- Instrumentos: porta amalgama e condensador de 
Ward. Para ligas com partícula em limalha, primeiro 
usa-se o condensador com menor diâmetro e ir 
aumentando progressivamente para conseguir 
pressão maior. Para ligas esféricas, usar um 
condensador que se adapte à cavidade, usando 
menor pressão. A condensação é feita do centro para 
as margens. 
A condensação é feita com excesso, uma vez que a 
escultura causa a redução do material através de 
instrumentos cortantes. 
 
7. Brunimento pré-escultura 
Compactação lateral; feito para melhorar o 
vedamento marginal e deixar o amalgama livre na 
superfície, removendo as porosidades e o excesso de 
mercúrio. Remoção do amalgama com propriedades 
inferiores. O brunimento é feito do centro para as 
margens e não pode ser feito com força; o brunidor 
deve sempre estar apoiado em estrutura dental 
sadia. 
 Instrumentos: condensador 6 de hollemback 
(para as oclusais), brunidor 29 e brunidor 33. 
 
8. Escultura 
Para obter a anatomia oclusal, conseguir contatos 
oclusais restituindo forma e reestabelecendo função 
mastigatória. A escultura é realizada pela redução do 
amalgama por objetos cortantes afiados. 
 Instrumentos: esculpidor de Hollenback 3 e 
3s (adaptar o contorno global e as margens cavitárias 
da coroa; esculpir vertentes e sulco central); Discoide 
Cleoide (arredondamento de cúspides e demarcação 
dos sulcos e fossas). 
A escultura deve ser iniciada quando o amalgama 
apresentar uma leve resistência ao corte pelos 
instrumentos manuais. O instrumento deve estar 
sempre apoiado em estrutura dental sadia, com a 
lâmina paralela às vertentes triturantes das cúspides, 
e não deve desencostar da superfície para a escultura 
ficar com a profundidade e inclinação adequadas, 
além da formação de uma superfície contínua e bem 
definida na interface dente-restauração. Para não dar 
degrau, descer da aresta da cúspide para a vertente, 
e depois deslizar para a outra vertente, sempre 
apoiado numa estrutura sadia. A ponta do 
instrumento deve estar sempre voltada para o centro 
do dente onde será esculpido o sulco central. O 
remanescente dental deve servir de guia para definir 
a posição dos sulcos e a angulação das vertentes, 
evitando a superescavação da restauração. A única 
vez que levantamos o instrumento e ficamos apenas 
com a ponta apoiada é para fazer o sulco central. 
Devemos reduzir a profundidade dos sulcos oclusais 
para uma função oclusal adequada. Sulcos muito 
profundos acarretam em restaurações com bordas 
finas e, consequentemente frágeis. 
 
9. Brunimento pós-escultura 
Proporciona uma superfície mais lisa, reduz a 
porosidade nas margens, reduz a infiltração marginal, 
reduz o conteúdo de mercúrio nas margens, reduz a 
emissão de mercúrio nas margens e aumenta a 
dureza nas margens. 
Não pode ser feito com muita força para não desfazer 
a escultura. Facilita o acabamento e polimento final. 
 Ajuste dos contatos oclusais: obter o maior 
número de contatos oclusais possíveis. Ajustar a fim 
de evitar contatos prematuros e não provocar 
interferências nas posições mandibulares. O ponto de 
contato não pode estar localizado na interface dente-
restauração. 
Ao usar o carbono, se os contatos estiverem altos, 
não fica marcado no hemiarco oposto. 
 
10. Acabamento e polimento 
Ajuste morfológico da restauração com o uso de 
brocas multilaminadas, pré-polimento e polimento 
com borrachas abrasivas específicas para amalgama, 
utilizadas em ordem decrescente de abrasividade e 
obtenção do brilho final com escovas e pastas 
específicas para o polimento de amálgama. Ajuda no 
enobrecimento do material, reduz o deposito de 
placa, diminui a corrosão e prolonga a vida da 
restauração. Deve ser realizado de 24 a 48h após a 
restauração. O acabamento é feito com brocas 
multilaminadas de 12 ou 30 laminas, pontas 
abrasivas, em baixa rotação, para remover os 
excessos e promover um melhor contorno ou 
eliminar discrepâncias marginais. O polimento deve 
ser feito com movimentos intermitentes e sob 
refrigeração e com pontas de borracha. 
- Instrumentos: brocas multilaminadas, borracha de 
polimento, pasta de polimento. As brocas são usadas 
para retirar excessos maiores. As pontas de borracha 
abrasivas para dar maior lisura e polimento assim 
como a pasta. As pontas de borracha em ordem, da 
mais abrasiva para a menos abrasiva: marrom, verde 
e azul. Não se deve colocar força. O movimento é 
intermitente, com a mão leve. 
1. Pedra pomes com água 
2. Brocas multilaminadas 
3. Pontas de borracha 
 
 
 
 
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PREPARO CAVITÁRIO CLASSE II PARA 
AMÁLGAMA 
 
Cavidades classe II: cavidades que envolvem as 
regiões proximais de dentes posteriores: 
- Cavidades classe II simples 
- Cavidades classe II compostas 
- Cavidades classe II complexas 
 
**A parede gengival é considerada uma parede 
circundante e não uma parede de fundo porque não 
está voltada para a polpa. 
 
CAVIDADES PROXIMAIS CONSERVATIVAS 
Permite fazer só a caixa proximal. 
- Slot verticais: com envolvimento da crista marginal; 
técnica de Almquist 
- Slot horizontal: sem envolvimento da crista 
marginal. Depende do tamanho da ameia 
interproximal e do tamanho da lesão. 
 
* Brocas usadas: 245, 229 e 230 para o preparo 
cavitário e 699, ¼ e ½ para retenção adicional. Para 
remover o tecido cariado, usar brocas esféricas em 
baixa rotação. 
 
1. Forma de contorno 
- Cavidade oclusal: os contatos interproximais devem 
estar fora da interface dente-restauração. O preparo 
deve envolver todo o tecido cariado, ter a menor 
abertura vestíbulo lingual possível, preservar as 
estruturas de reforço (vertentes e cristas), 
acompanhar os contornos cuspídeos. O preparo da 
caixa oclusal é semelhante ao preparo da cavidade 
Classe I para amálgama. Paredes mesial e distal com 
mais de 1,5mm de crista marginal são paralelas, e 
com menos de 1,5mm são divergentes. A cavidade 
classe II segue os mesmos parâmetros que a classe I, 
porém, esta caixa representa o inicio do preparo 
ocluso-proximal. Realiza-se um desgaste 
complementar envolvendo parte das cristas marginal, 
mesial e distal, deixando-as com a menor espessura 
possível sem, no entanto, rompê-las. O desgaste deve 
seguir em direção às regiões de contato sem 
estender a caixa no sentido vestíbulo-lingual. 
 
- Cavidade proximal: Não se deve estender muito a 
parede vestibular e a lingual. Conservação de 
estrutura sadia e remoção de tecido cariado. 
A broca não pode chegar muito perto da crista 
marginal, porque senão, quando ela descer, não 
haverá parede gengival. Descer com a broca em 
movimento pendular,um pouco inclinada para o 
centro do dente. 
Com a mesma broca, paralela ao eixo longitudinal da 
coroa, inicia-se a confecção de um túnel de 
penetração a partir da junção da parede pulpar com 
o remanescente da crista marginal em direção 
gengival. A broca deve atuar em movimento pendular 
no sentido vestíbulo-lingual. Em seguida, pressiona-
se a broca em direção proximal e com os mesmos 
movimentos perfura-se a face proximal abaixo do 
ponto de contato. Com o auxilio de um instrumento 
manual, fratura-se o remanescente da crista 
marginal. 
 
 
2. Forma de resistência 
 Caixa oclusal: 
Seguem da mesma forma descrita para cavidades 
classe I. 
- mútua proteção esmalte/dentina 
 - ângulo cavo-superficial bem definido 
 - ângulos diedros internos arredondados 
- ângulo áxio-pulpar arredondado 
- parede pulpar plana e perpendicular ao longo eixo 
do dente 
- parede axial plana vestíbulo-lingualmente e 
ligeiramente expulsiva no sentido gengivo-oclusal. 
 - preservar as estruturas de reforço 
 - profundidade mínima de 1,5mm 
- nos ângulos áxio-vestibular e áxio-lingual da caixa 
proximal devem ser confeccionados sulcos verticais, 
como retenções adicionais, com a broca 699. 
- características das paredes circundantes: vestibular 
e lingual convergentes para a oclusal preservando ao 
máximo a crista marginal. Parede gengival 
perpendicular ao longo eixo do dente. 
 
 Caixa proximal 
- Paredes V e L convergentes para a oclusal 
- Ângulo áxio pulpar arredondado 
- Parede axial plana vestíbulo-lingualmente e 
ligeiramente expulsiva no sentido gengivo-oclusal. 
- Ângulos internos arredondados 
- Parede gengival plana e paralela à parede pulpar 
- Curva reversa de Hollenback: permite seu 
paralelismo com os prismas de esmalte e evita maior 
remoção de tecido com desnecessária perda da crista 
triangular da cúspide. Executada principalmente na 
parede vestibular da caixa proximal para garantir um 
ângulo de aproximadamente 90 graus entre o 
amalgama e a superfície externa do dente. É 
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preparada com as mesmas brocas cone invertido 
usadas e finalizada com instrumentos cortantes 
manuais. 
- A caixa proximal é expulsiva, com a intenção de 
posicionar as margens em locais sem contato com o 
dente adjacente. 
 
3. Forma de retenção e estabilidade 
- Profundidade maior que a largura na oclusal e na 
proximal 
- Paredes vestibular e lingual convergentes para a 
oclusal 
- Canaletas nos ângulos vestíbulo axial e linguo axial 
- A estabilidade é dada pela proporcionalidade entre 
as caixas proximal e a oclusal, para evitar que ela 
sofra fratura na sua transição. 
- O movimento pendular, que é feito determinando 
paredes vestibular e lingual convergentes para a 
oclusal, para preservar mais crista marginal 
- Retenção adicional: usar a broca esférica. Subir uma 
canaleta da gengival até ligeiramente acima do 
ângulo áxio-pulpar, na parede lingual (broca 699, 
tronco-cônica) 
 
4. Forma de conveniência 
- podemos citar o preparo realizado na face oclusal, 
uma vez que é através dele que se estabelece o 
acesso proximal, mesmo quando a superfície oclusal 
não estiver acometida pela cárie 
- Anestesia 
- Isolamento absoluto 
- Posição de trabalho 
- Instrumentação 
- Inserção do material na cavidade 
- Separação de 0,2 a 0,3mm para passar a matriz e 
fazer o acabamento 
- Acesso a área interproximal através da superfície 
oclusal 
- Em pré-molares inferiores, a parede pulpar deve ser 
inclinada de vestibular para lingual, porque o dente 
tem essa mesma inclinação na oclusal 
 
5. Acabamento da cavidade 
 Instrumentos: 
- tiras e discos de lixa; 
- recortadores de bordo (ou margem) gengival: para o 
acabamento da margem gengival. Alisa e conserva o 
arredondamento dos ângulos gengivo-linguais em 
esmalte para facilitar a condensação do amalgama e 
permitir melhor adaptação do material restaurador. 
Usado também para arredondar o ângulo áxio pulpar. 
- Cinzel: para dentes superiores na parede vestibular 
e lingual usamos o cinzel biangulado fazendo o 
movimento de oclusal para gengival. Existem dois 
recortadores de bordo gengival: um para as caixas 
proximais mesiais e um para as caixas proximais 
distais. 
- machado: para dentes inferiores, nas paredes 
vestibular e lingual usamos um machado no sentido 
de oclusal para gengival. Para regularizar as paredes 
vestibular e palatal/lingual da caixa proximal e 
garantir um ângulo cavo superficial reto e bem 
definido. 
 
O acabamento remove esmalte sem sustentação 
dentinária, deixando bem liso, alisa as bordas, 
melhora a adaptação do amalgama e da maior 
longevidade à restauração. 
 
CARACTERÍSTICAS DO PREPARO CAVITARIO CLASSE II 
 Caixa oclusal: 
- Abertura vestíbulo-lingual de ¼ da distância 
intercuspídea; 
- Paredes vestibular e lingual convergentes para 
oclusal; 
- Parede pulpar plana e perpendicular ao eixo 
longitudinal do dente; 
- Ângulos diedros ligeiramente arredondados; 
- Ângulo cavo-superficial nítido e sem bisel. 
 
 Caixa proximal: 
- Paredes vestibular e lingual convergentes para 
oclusal, acompanhando a inclinação das faces 
correspondentes; 
- Curva reversa de Hollenback nas paredes vestibular 
e lingual, formando um ângulo de 90° com a 
superfície proximal do dente; 
- Parede axial plana vestíbulo-lingualmente e 
ligeiramente expulsiva no sentido gengivo-oclusal; 
- Parede gengival plana e perpendicular ao longo eixo 
do dente; 
- Ângulo áxio-pulpar arredondado; 
- Ângulo cavo-superficial nítido e sem bisel; 
- Ângulos diedros e triedros internos da cavidade 
ligeiramente arredondados 
 
 
RESTAURAÇÃO AMALGAMA CLASSE II 
 
Para o sucesso dessa restauração, a matriz deve ser 
bem escolhida e o material deve ser levado em 
pequenas porções e depositado na caixa gengival. 
 
MATRIZES 
A matriz é uma falsa parede usada para confinar o 
material e mantê-lo sob pressão. Existem as matrizes 
universais, que tem que ser usadas com um porta-
matriz, e as matrizes individuais. 
 
 
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 Objetivos da matriz 
- Possibilitar a compactação do material 
- Restaurar o contorno anatômico 
- Refazer as áreas de contato proximal – proteção da 
gengiva logo abaixo. 
- fornecer proteção ao dente vizinho; 
- substituir as paredes faltantes da cavidade 
permitindo assim a condensação do amálgama; 
- permitir a reconstrução do contorno ou da 
superfície (palatina, vestibular ou lingual) do dente, 
através da restauração; 
- dar forma correta à relação de contato; 
- proporcionar ligeiro afastamento da gengiva e dique 
de borracha durante a restauração; 
- permitir a condensação do amálgama na cavidade 
sem que ocorra extravasamento de material para a 
região gengival e conseqüentemente venha a 
provocar danos aos tecidos de suporte. 
 
 
 Requisitos de uma matriz 
- Deve ser rígida 
- Deve ter maleabilidade 
- Altura adequada: 0,5mm acima da crista marginal 
- Boa relação de contato, que pode ser melhorada 
realizando o brunimento da matriz. 
- Estar em contato com o dente vizinho 
- Versatilidade: deve ser usada em qualquer face. 
- Fácil aplicação 
- Fácil remoção ao cortar ou retirar do porta-matriz. 
 
 Matriz universal: 
Composta de uma matriz e um porta-matriz. O porta-
matriz é um dispositivo metálico que permite que a 
matriz seja acoplada a uma extremidade de maneira 
a torna-la circular e ajustar ao contorno do dente. 
Quanto mais espessa for a matriz, mais espessa deve 
ser a cunha para o afastamento. 
 
Tipos de porta-matriz: o porta-matriz de Tofflemire é 
usado pela versatilidade e fácil manuseio. Pode ser 
removido da matriz antes de removê-la do dente. 
Suporta matrizes de diferentes tamanhos e pode ser 
usado por vestibular ou por lingual.Preparação da matriz universal: 
1. Cortar de tamanho adequado 
2. Brunir a matriz sobre uma superfície macia 
3. Colocar no porta-matriz 
4. Colocar em volta do dente em diâmetro bem 
próximo. 
 
 Matriz individual 
Matrizes preparadas para cada caso em individual. 
Podem ser soldadas, rebitadas ou em T. 
- Matriz soldada: recortar a matriz; brunir a matriz; 
ajustar a altura; apertar no diâmetro com o alicate 
121; dar 2 pontos de solda, o mais próximo possível 
da marcação 
- Matriz rebitada: usar o alicate 141; coloca a matriz 
em volta do dente e maca com o alicate 121; marca 
próximo à marcação e fura com o rebite. Rebitar os 
dois lados. 
 
- Matriz em T: 
 
 
A matriz universal pode ser usada em pacientes que 
tem pequena abertura bucal, locais com dificuldade 
de acesso, caixas proximais amplas, dentes com 
formas anatômicas atípicas. 
 
 Unimatrix: 
Matrizes pré-formadas de molares, pré-molares e 
cavidades mais profundas. Exige o uso do grampo de 
fixação e só envolve a face proximal. 
 
CUNHAS 
Podem ser longas ou curtas, rígidas ou maleáveis, de 
madeira ou de plástico. A melhores são as cunhas de 
madeira. 
Funções → manter a matriz em posição, impedir que 
a matriz se desadapte sob pressão; impede o 
escoamento do material além do bordo cervical; 
compensam a espessura da matriz. Minimizam as 
chances de excessos marginais. 
As cunhas devem ser preparadas de acordo com a 
anatomia dental. 
 
 Pré-requisitos de uma cunha: 
- não devem impedir a matriz de formar o correto 
contorno proximal 
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- as cunhas devem ser triangulares porque a ameia é 
triangular 
- a cunha é colocada pelo maior espaço das ameias: 
nos dentes posteriores são colocadas pelas ameias 
linguais, e nos dente anteriores são colocadas pelas 
ameias vestibulares. 
*A godiva é usada para dar estabilidade 
 
RESTAURAÇÃO 
1. Limpeza da cavidade 
Clorexidina 2% durante 4 minutos: depois apenas 
seca a cavidade 
 
2. Proteção do complexo dentina-polpa 
Verniz cavitário: aplicado em qualquer cavidade, 
independente da profundidade, pois impede a 
condutibilidade elétrica; impede a penetração de íons 
metálicos, impedindo que o dente fique escurecido. 
Aplicar de 2 a 3 camadas. 
- Cimento de ionômero de vidro 
- Cimento de hidróxido de cálcio 
- Sistemas adesivos (pouco usados para amalgama) 
 
 Materiais: matriz e porta-matriz; 
condensadores de Ward; porta amalgama; esculpidor 
de Hollenback 3 ou 3S; brunidores 29 e 33; 
condensador de Hollenback 6; discoide cleóide. 
 
3. Etapas 
a. Colocar a matriz ajustando o seu contorno e 
sua altura 
b. Inserção e adaptação do material restaurador 
c. Condensar com um condensador compatível 
com o tamanho da cavidade – do menor para 
o maior 
d. Compactar primeiro as caixas proximais, com 
um condensador que melhor se adapte ao 
contorno interno da cavidade e inicialmente 
pelo ângulo formado pela matriz e o cavo 
superficial da parede gengival, e também nos 
ângulos diedros e triedros que correspondem 
àquela parede 
e. Compactar em direção aos ângulos e 
canaletas (a boa compactação leva a um bom 
selamento da cavidade diminuindo a 
infiltração marginal) 
f. A cavidade complexa ou composta é 
convertida em uma cavidade simples 
continuando a condensação até preencher 
totalmente a cavidade 
g. Condensação vertical 
h. Na ultima camada faz a condensação lateral, 
começando a esboçar as vertentes 
i. Faz-se o brunimento pré-escultura do centro 
para as margens, melhorando o vedamento 
marginal e removendo o excesso de 
amalgama, que tem propriedades inferiores, 
deixando a superfície sem porosidades 
j. Escultura, devolvendo forma e função, e 
obtendo anatomia oclusal e proximal. 
Recompor os contatos oclusais, restabelecer 
a função mastigatória e restaurar o ponto de 
contato. 
 
4. Escultura 
A escultura é iniciada pela face oclusal, com o 
extremo da sonda exploradora apoiado na união 
entre o amalgama e a matriz, movimentando-se de 
vestibular para lingual, esboçando a crista marginal, 
removendo também o excesso de mercúrio dessa 
região 
- Com o Hollenback 3s esboça-se a escultura da face 
oclusal, sempre apoiado na estrutura dental 
remanescente, na direção da cúspide e a ponta do 
instrumento sempre no centro da restauração 
- Discoide cleóide pode ser usado para um melhor 
refinamento da escultura da face oclusal, 
principalmente das cristas marginais e fóssulas. O 
cleóide para definir os sulcos principais e secundários 
e o discoide para as fóssulas. 
 
5. Brunimento pós-escultura 
Manter integridade marginal e dar lisura superficial. 
Usar o brunidor 29 ou 33 do centro para as margens 
da restauração. É realizado depois da remoção da 
matriz, depois que são feitos ajustes oclusais. 
 
6. Polimento 
Deve ser realizado no mínimo 24 horas depois da 
realização do processo restaurador. O acabamento se 
inicia com brocas multilaminadas em baixa rotação. 
As brocas removem irregularidades e excessos de 
amalgama presentes na interface, refinam a 
anatomia oclusal e colaboram no aumento da lisura 
superficial da restauração. 
Depois, as restaurações são polidas por meio de 
borrachas sequenciais aplicadas em ordem 
decrescente de abrasividade. 
Em seguida, realiza-se o polimento final, de forma a 
dar brilho para a restauração. Para isso, usa-se uma 
pasta de polimento aplicada a superfície com escovas 
de Robinson em baixa rotação.

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