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Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 1 CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES Quanto à finalidade - Terapêutica: remoção da cárie, abrasão, erosão ou fratura, colocando o dente em condições de receber material restaurador direto. - Protética: cavidade feita em um dente hígido ou comprometido para suportar peça protética. De acordo com o número de faces em que ocorre - Simples: em uma face - Composta: em duas faces - Complexa: em três ou mais faces Partes que constituem as cavidades: - Paredes circundantes: são as paredes laterais da cavidade, que chegam até a superfície externa definindo seu contorno. Recebem o nome da face do dente a que correspondem ou a qual estão mais próximas. - Paredes de fundo: são paredes internas que nunca atingem a superfície da cavidade. Axial, quando paralela ao longo eixo do dente e pulpar quando perpendicular ao longo eixo do dente. Nomenclatura dos ângulos - Diedros: união de duas paredes (1º grupo formado por paredes circundantes; 2º grupo formado por parede circundante e parede de fundo; e 3º grupo formado por duas paredes de fundo) - Triedros: encontro de três paredes - Cavo superficial: formado pela junção das paredes das cavidades com a superfície externa do dente. Classificação artificial de Black (cavidades reunidas em classes que requerem a mesma técnica de instrumentação e restauração) - Classe I: cavidades preparadas em regiões de má coalescência do esmalte – cicatrículas e fissuras na face oclusal de molares e pré-molar, 2/3 da oclusal da face vestibular dos molares inferiores e na face lingual dos incisivos e caninos, 2/3 a face palatina dos molares superiores. (em superfícies rugosas) - Classe II: Cavidades preparadas nas faces proximais dos pré-molares e molares. Pode envolver outras faces do dente simultaneamente. - Classe III: Cavidades preparadas nas faces proximais dos incisivos e caninos, sem remoção do ângulo incisal. - Classe IV: Cavidades preparadas nas faces proximais de incisivos e caninos com remoção e restauração do ângulo incisal. - Classe V: Cavidades preparadas no terço gengival, não de cicatrículas, na face vestibular e lingual de todos os dentes. * Classe VI (Howard e Simon): cavidades preparadas nas bordas incisais dos dentes anteriores sem envolvimento do ângulo incisal e pontas de cúspide dos dentes posteriores, sem envolvimento de cicatrículas e fissuras. ISOLAMENTO DE CAMPO OPERATÓRIO OBJETIVOS - Controlar a umidade - Retração gengival e melhor acesso da área a ser tratada - Proteção dos lábios, língua e bochechas do paciente - Proporcionar campo operatório limpo - Proteger o operador de possíveis infecções na cavidade oral do paciente Obs.: isolamento absoluto é o que envolve o uso do dique de borracha, e isolamento relativo é o que não utiliza o dique. SITUAÇÕES EM QUE É INDICADO O USO DE ISOLAMENTO - Remoção de tecido cariado - Remoção de restaurações insatisfatórias - Procedimentos que envolvam amálgama - Procedimentos adesivos para controle de umidade - Necessidade de afastamento gengival Obs.: porém, o isolamento absoluto está contraindicado em casos de o paciente ser portador de asma, pacientes alérgicos ao látex ou dificuldade respiratória ou em dentes com erupção incompleta. MATERIAIS USADOS - Lençol de borracha: separa o campo operatório da cavidade bucal. É impermeável, com cores e espessuras variáveis. Os mais espessos promovem melhor vedamento e afastamento gengival. - Arco de Young ou porta-dique: Dispositivo metálico em forma de U que possui garras que mantem o dique sob tensão. Responsável pela fixação do lençol Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 2 de borracha, mantendo-o estendido, firme e liso. Sua parte côncava deve ficar voltada para o lençol de borracha. - Perfurador de borracha ou perfurador de Ainsworth: faz os orifícios na borracha de acordo com os dentes a serem isolados; apresenta 5 perfurações circulares e uniformes em uma plataforma giratória. Elas possuem diâmetro diferente, pois cada uma é indicada para um grupo de dentes. Do menor para o maior: 1º furo: incisivos inferiores 2º furo: incisivos superiores 3º furo: caninos e pré-molares 4º furo: molares normais 5º furo: molares grandes e dentes que recebem o grampo que é colocado antes do lençol. - Pinça porta grampo: pegar, abrir e posicionar o grampo no dente; também usada para a remoção do grampo. - Grampos: têm a função de reter o dique de borracha, mantendo a borracha em posição, além de promover o afastamento gengival. Podem ser com asa ou sem asa, de formas e tamanhos variados. Grampos de acordo com a finalidade: 200 a 205: molares 206 a 209: pré molares 210 e 211: anteriores – incisivos e caninos 212: anteriores com necessidade de retração gengival 212L e 212R: anteriores com necessidade de retração gengival em dois dentes contíguos simultaneamente. 1A: posteriores (retração) 26 e W8A: recomendados para isolamento de dentes posteriores, especialmente quando os mesmos apresentam coroas curtas e/ou expulsivas, quando é difícil usar grampos convencionais. 14A: posteriores (especiais) 14: molares (especiais) Obs.: os grampos com asa são ideais para a técnica de inserção simultânea do grampo e do dique de borracha. - Lubrificante hidrossolúvel: aplicado na face interna do dique de borracha, diretamente sobre as perfurações com a finalidade de facilitar a passagem da borracha pelos contatos interdentais. O lubrificante deve ser hidrossolúvel para que seja removido antes de começar o procedimento operatório e não contaminar o campo. - Caneta: demarcar as posições onde o dique será perfurado – uma marcação para cada dente a ser isolado. Nos dentes posteriores a marcação é feita na fossa central e nos anteriores é feita na incisal. A distancia entre elas deve ser igual à distancia entre os eixos longitudinais dos dentes e com a mesma disposição dos dentes na boca. - Fio dental: antes de colocar o isolamento, é colocado para avaliar a pressão dos contatos interproximais, que caso sejam muito justos devem ser ajustados. É usado também para detectar presença de bordos cortantes e excessos de material restaurador. Sempre que o fio dental for cortado, é necessário fazer o ajuste para evitar que o lençol se rasgue. Após colocar o lençol, o fio dental é usado para auxiliar sua passagem nas regiões interproximais e promover a invaginação da borracha nos sulcos gengivais. Além disso, promove estabilidade através de amarilhas. - Tiras de lixa: ajuste das superfícies proximais. COLOCAÇÃO DO ISOLAMENTO 1. Preparar a boca do paciente: limpeza dos dentes e polimento coronário, proteção dos tecidos moles com um lubrificante, verificação dos contatos proximais, teste do grampo, separação mecânica quando necessária, colocação de um guardanapo de papel ao redor da boca do paciente 2. Preparar o dique de borracha: selecionar o tamanho e a espessura, demarcar a posição dos orifícios na borracha e lubrificar a borracha. O número de dentes incluídos no campo a se isolar deve ser o maior possível. Devem-se isolar no mínimo três dentes ou quatro (dois pra distal e um pra mesial) - Quando trabalhar em dentes anteriores, até a mesial de caninos, deve-se isolar de pré-molar a pré- molar. - Para procedimentos na distal do canino, isolar do primeiro molar até o incisivo lateral - Quando for operar em dentes posteriores, deve-se isolar dois dentes para distal até a região anterior, incluindo o canino do lado oposto aquele em que se está trabalhando. Posição dos orifícios na borracha: - Nos dentes posteriores deve-se demarcar a fossa central,e nos anteriores a incisal. - Quanto maiores os dentes, maior o espaço entre os orifícios. - Dentes ovoides e cônicos requerem maior espaço entre um orifício e outro. - Quanto mais baixa a papila interdental, menor a distancia entre os orifícios. Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 3 Passo a passo: 1. Colocação do dique de borracha no arco de Young 2. Colocar o conjunto dique-arco sobre os dentes e demarcar a posição dos orifícios – começando do ultimo dente a ser isolado e seguindo para anterior 3. Perfurar a borracha com o perfurador de Ainsworth respeitando o tamanho dos orifícios 4. Conferir os contatos com um fio dental 5. Posicionar o grampo 6. Posicionar o lençol, passando em primeiro lugar o grampo, e depois o dente mais anterior do isolamento estabilizando-o com fio dental ou pedaço da borracha Obs.: pode-se usar um grampo com asa, colocando o grampo + dique de borracha simultaneamente. 7. Passagem da borracha pelos contatos proximais dos outros dentes – com ajuda do fio dental 8. Invaginação do dique de borracha no sulco gengival *No segmento anterior, o isolamento pode ser feito sem o uso de grampos, com amarilhas em ambos os extremos, exceto em situações que necessitem de retração gengival. TÉCNICAS DE COLOCAÇÃO DO ISOLAMENTO ABSOLUTO - Tecnica de Stibbs: coloca-se o grampo, depois a borracha, mantendo-se a borracha frouxa no porta dique. Usar grampos sem asa. - Tecnica de Ingrahan: técnica do capuz; prende o grampo na borracha, solta a borracha do porta-dique, prende-se o grampo e leva-o a boca, juntamente com a borracha. Passa-se a borracha pelo arco do dente, formando um capuz. Depois, coloca-se novamente o porta-dique. Deve-se usar grampos sem asa. - Tecnica de Ryan: colocam-se a borracha e o arco, depois o grampo. - Tecnica de Parulla: coloca-se o conjunto grampo- arco-borracha. → Depois de colocado o grampo em questão, passa- se a borracha pelos dentes → A remoção do isolamento é feita removendo primeiro o grampo, depois a amarilha, e em seguida corta-se a borracha interdentária. PRINCÍPIOS GERAIS DO PREPARO CAVITÁRIO Conceito de extensão para prevenção: as margens da cavidade sempre devem ser estendidas ao longo de todo o sistema de cicatrículas e fissuras do dente, de forma a serem posicionadas em esmalte liso prevenindo a recorrência de carie. (CONCEITO EM DESUSO) O preparo cavitário atual se baseia no preceito de que deve ser conservado o máximo de estrutura dental sadia possível, mantendo o preparo conservador. Preparo cavitário → tratamento biomecânico da cárie e de outras lesões dos tecidos do dente, a fim de que as estruturas remanescentes possam receber uma restauração que as proteja, que seja resistente e que previna a cárie. REGRAS GERAIS DO PREPARO CAVITÁRIO → Total remoção do tecido cariado; → As paredes da cavidade devem estar suportadas por dentina sadia → Conservar a maior quantidade possível de tecido dental sadio → Deixar as paredes cavitárias planas e lisas → Deixar o preparo cavitário limpo e seco Finalidade do preparo cavitário 1. Eliminar todo o tecido patológico 2. Conferir à cavidade uma configuração capaz de receber o material restaurador 3. Impedir a fratura do dente e do material restaurador 4. Preservar a vitalidade pulpar 5. Prevenir a reincidência de caries TEMPOS OPERATÓRIOS 1. Forma de contorno Delimita a forma da superfície do dente a ser incluído no preparo cavitário. A forma de contorno deve englobar todo o tecido cariado. → Todo esmalte sem apoio dentinário deve ser removido em cavidades de dentes posteriores → Preservação de estrutura dental sadia – fazer o contorno preservando o máximo de estrutura dental possível → O ângulo cavo-superficial do preparo cavitário deve estar fora dos contatos oclusais, nunca na interface dente-restauração. Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 4 → Devem ser observadas as diferenças de procedimentos entre cavidades de cicatrículas e fissuras e cavidades de superfície lisa (profundidade e extensão) → Se possível preservar as áreas de reforço do dente, como cúspides, pontes de esmalte e cristas marginais. 2. Forma de resistência Característica dada à cavidade para que as estruturas remanescentes possam resistir às forças mastigatórias e alterações volumétricas decorrentes de variações térmicas e reação de presa dos materiais. → Está ligada ao remanescente dental e à restauração, dando resistência aos dois. → Mútua proteção esmalte/dentina: todo esmalte deverá estar suportado por dentina sadia. → Quantidade de tecido circundante ao preparo uniforme (quanto mais uniforme, maior resistência). → Características da parede circundante definidas de acordo com o material restaurador a ser usado e da quantidade de tecido remanescente. 3. Forma de retenção É a forma dada à cavidade com a finalidade de evitar o deslocamento do material restaurador. → Tipos de forma de retenção: - Friccional: atrito. Para restaurações indiretas, que precisam entrar e sair do preparo cavitário, sem folga entre o material restaurador e o dente. - Mecânica: retenção adicional: sulcos e canaletas feitos na cavidade no dente. - Micromecânica: condicionamento ácido + sistema adesivo. Cria um sistema de microrretenção no dente através de microcavidades feitas pelo ácido e penetradas pelo adesivo. 4. Forma de conveniência Visa possibilitar o acesso, a conformação, a instrumentação da cavidade e a inserção do material restaurador. - O isolamento absoluto é uma forma de conveniência - O afastamento temporário é uma forma de conveniência - Acesso: escolher o acesso visando manter a estética e preservar o tecido da melhor forma possível. 5. Remoção da dentina cariada Remoção da dentina que se encontra desmineralizada e infectada pela lesão de cárie, de modo irreversível. Pode ser feito com colheres de dentina ou com brocas em baixa rotação. Quando está amolecida, retira-se com colher de dentina; a broca é preferível para cárie crônica, que apresenta dentina mais dura. 6. Acabamento das paredes de esmalte Alisar as irregularidades das paredes do esmalte e do ângulo cavo-superficial do preparo cavitário. Depende do material restaurador usado. Retirar todos os prismas sem sustentação de dentina Objetivos: - melhorar a adaptação do material restaurador - melhorar o vedamento marginal - diminuir a infiltração marginal O acabamento pode ser realizado com brocas, pontas e instrumentos manuais. 7. Limpeza da cavidade Remover os resíduos do preparo cavitário antes da inserção de material protetor e/ou restaurador através de diferentes agentes ► Smear Layer: camada de partículas agregadas resultante do preparo cavitário. Formada por restos de esmalte e restos dentinários associados à saliva, sangue, colágeno, óleo, etc. Agentes não desmineralizantes: - Germicida: clorexidina ou água oxigenada 2% - Detersivos: Tergentol - Alcalinizantes: produtos a base de hidróxido de cálcio (usado em cavidades profundas) (Clorexidina: usado para preparos cavitários de amalgama. Antimicrobiano para desinfecção da cavidade) Agentes desmineralizantes - Ácidos: Ácido fosfórico 37% (para resina) EDTA (para endo) Ácido poliacrílico (para ionômero) ** quando se usa um agente desmineralizante, não se usa amalgama. PREPARO CAVITARIO CLASSE I PARA AMALGAMA 1. Forma de contorno → Delimita a área de superfície para o preparo cavitário, preservando se possível as estruturas de reforço do dente. - Englobar todo o tecido cariado - Preservação da estrutura dental → Abertura vestíbulo-lingualconservadora → Preservação de vertentes de cúspides e estruturas de reforço do dente. Preservar as vertentes preserva a resistência do dente e a estabilidade da oclusão do paciente. → Em pré-molares inferiores e caninos superiores: preservar as pontes de esmalte. Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 5 → Ângulo cavo superficial em estrutura sadia → Ausência de contatos oclusais na interface dente-restauração Brocas Carbide de alta rotação: 245 – 3,0mm – 009 329 – 1,8mm – 006 330 – 2,0mm – 008 330L – 3,5mm - 008 Brocas de baixa rotação 2, 4, 6 ou 8 são usadas para remover o tecido cariado • Execução: a broca é posicionada na fóssula distal com angulação de 45 graus, executando a penetração inicial. A seguir, é posicionada paralela ao eixo longitudinal do dente e, com movimentos distal e mesial ao longo do sulco central, forma-se uma canaleta onde a largura deve ser ¼ da distância entre os vértices das cúspides vestibular e lingual. A inclinação das paredes de contorno será delimitada pela própria inclinação da broca. Isso determina paredes convergentes para oclusal, com o intuito de que o esmalte permaneça suportado por tecido dentinário. A extensão da cavidade no sentido mésio- distal deverá apenas envolver as respectivas fossas e sulcos secundários, preservando ao máximo as cristas marginais. Ao mesmo tempo em que a broca determina as paredes circundantes, determina os ângulos diedros do segundo grupo (formados por parede circundante e fundo da cavidade) sejam arredondados. 2. Forma de resistência Característica dada à cavidade para que as estruturas remanescentes e a restauração sejam capazes de resistir ao restabelecimento da função. Remanescente dental - Mútua proteção esmalte/dentina: não pode haver esmalte sem sustentação dentinária - Quantidade de tecido circundante ao preparo uniforme - Características das paredes circundantes: paredes vestibular e lingual convergentes para a oclusal, seguindo SEMPRE o direcionamento dos prismas de esmalte para ter suporte de dentina sob o esmalte. Por isso se usa a broca tronco-cônica. Seguindo a regra da orientação dos prismas de esmalte, as paredes M-D, quando tem remanescente de mais de 1,5mm de crista marginal devem se manter convergentes com a face oclusal. Quando houver menos de 1,5mm de crista marginal, as paredes são paralelas e perpendiculares à superfície oclusal. Se houver ainda menos superfície de crista marginal, as paredes serão divergentes com a crista marginal. - Todos os ângulos diedros tem que ser arredondados. Confere maior resistência à fratura do remanescente dentário. Em relação ao material restaurador, proporciona maior adaptação. - Ângulo cavo superficial compatível com o material restaurador; no caso do amalgama deve ser nítido e sem bisel. - A parede pulpar deve ser plana e perpendicular ao longo eixo do dente. - Ângulos diedros arredondados; ângulos vivos tendem a agir como pontos de concentração de estresse, que podem levar a falhas mecânicas (brocas 329, 330, 245) - Nas faces proximais o preparo deve ser realizado com a broca levemente inclinada, para que não permaneça estrutura sem suporte. * O amalgama precisa de pelo menos 2mm de espessura para ser resistente 3. Forma de retenção Evita que o material restaurador seja removido - Paredes V e L convergentes para a oclusal - A profundidade deve ser maior que a largura - Retenções mecânicas adicionais: usar quando a profundidade é menor que a largura ou do mesmo tamanho, e quando as paredes forem paralelas. * A maior retenção é dada pelas paredes V e L. Por isso, se V e L forem convergentes e M e D forem paralelas ou divergentes, não é necessário mecanismos de retenção adicionais. 4. Forma de conveniência - Isolamento absoluto - Instrumentação 5. Remoção do tecido cariado Escolher o instrumento a ser usado com base na coloração e dureza da dentina. As colheres de dentina são mais indicadas para cáries agudas que têm tecido bem amolecido. As brocas de baixa rotação são usadas para cáries crônicas, que tem o tecido mais duro. 6. Acabamento O ângulo cavo-superficial deve se apresentar como uma linha continua e uniforme sem a realização de um bisel Características da cavidade classe I para amalgama - Abertura vestíbulo-lingual na região do istmo com ¼ de distância entre os vértices das cúspides Brocas tronco-cônica invertidas Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 6 correspondentes - Parede pulpar plana e perpendicular ao longo eixo do dente, paralela ao plano oclusal - Paredes circundantes convergentes para a oclusal - parede mesial e distal paralelas ou divergentes - Ângulos diedros do segundo grupo ligeiramente arredondados - Ângulo cavo superficial nítido e sem bisel (90 graus) - Espaço suficiente para pelo menos 2mm de amalgama no corpo da restauração - Ausência de esmalte sem suporte dentinário RESTAURAÇÃO CLASSE I AMÁLGAMA TÁTICAS OPERATÓRIAS 1. Limpeza da cavidade: antes de colocar o material restaurador. Para amalgama, não usamos produtos desmineralizantes. Manutenção do Smear Layer, que é a camada sobre a dentina. 2. Proteção do complexo dentina-polpa: deve-se proteger antes de colocar qualquer material que possa agredir esse complexo. Quanto mais próximo da polpa, mais importante é a proteção. 3. Seleção da liga 4. Proporcionamento mercúrio-liga: hoje já vem proporcionado em cápsulas. 5. Trituramento 6. Inserção e condensação 7. Brunimento pré-escultura 8. Escultura 9. Brunimento pós-escultura 10. Acomodamento e polimento 1. Limpeza da cavidade - Remoção de detritos deixados durante o preparo cavitário, como raspas de esmalte na dentina, fragmentos abrasivos dos instrumentos rotatórios, como o óleo da caneta. - Limpar com agentes não desmineralizantes, que mantenha a Smear Layer (lâmina dentinária sobre os túbulos dentinários). - Usar a clorexidina a 2% durante 4 minutos para diminuir a contagem bacteriana. 2. Proteção do complexo dentina-polpa Materiais de proteção: - em cavidades rasas (2mm), usar verniz cavitário. O verniz cavitário atua como isolante elétrico (o amalgama é um metal condutor). O isolante ajuda a evitar choques, impede a penetração de íons metálicos do amalgama ao esmalte e a dentina (íons do amalgama deixam o dente acinzentado quando penetram na dentina); veda os túbulos dentinários. Aplicação do verniz cavitário: colocar o verniz no pote dappen, pegar com um microbrush e passar de 2 a 3 camadas, sempre esperando uma secar antes de passar a próxima. Não deixar verniz exposto na superfície do dente para a cavidade bucal. - em cavidades médias: usar o cimento de ionômero de vidro seguido do verniz (2 a 3 camadas do verniz) - em cavidades profundas: usar cimento de hidróxido de cálcio, que estimula a formação de dentina reparadora. Atua como um isolante térmico. Aplicação do verniz após o hidróxido de cálcio. 3. Seleção da liga Usar ligas com alto teor de cobre, porque são menos corrosivas e mais resistentes, apresentando melhores propriedades. 4. Proporcionamento mercúrio-liga Por peso ou em cápsulas pré-dosadas. 5. Trituração O tempo ideal de trituração é o tempo mínimo requerido para a formação de uma massa prateada e brilhante, de máxima plasticidade numa dada proporção liga/mercúrio. Tem a finalidade de promover maior contato entre a liga e o mercúrio, para um reagir com o outro e formar o amalgama. - Método manual: gral e pistilo - Pré-dosados: cápsulas Subtrituração: menor resistência do material, mais sujeito a fraturas, deterioração marginal, maior corrosão e maior expansão, porquesobra mercúrio na liga (aumenta o tempo de trabalho) Supertrituração: contração e menor expansão de presa Trituração ideal: massa brilhante e de fácil condensação 6. Inserção e Condensação O material é inserido na cavidade com a ajuda do porta-amalgama em pequenas porções, para promover a boa adaptação. A condensação visa o preenchimento da cavidade e à perfeita adaptação do amalgama com as paredes e ângulos dessa cavidade, além de possibilitar a compactação do amalgama, produzindo assim uma restauração uniforme e livre de poros. A condensação tem ainda o objetivo de reduzir a quantidade de mercúrio do amalgama. A correta condensação do amalgama tem importância decisiva na expansão, dureza final, conteúdo residual do mercúrio, adaptação às paredes cavitárias. A condensação deve ser efetiva para evitar que o amalgama tenha baixa resistência e frature com facilidade. Amalgama mal adaptado perde a integridade marginal. A cavidade não fica selada, Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 7 aumentando a infiltração. A condensação é importante para a longevidade da restauração. - Instrumentos: porta amalgama e condensador de Ward. Para ligas com partícula em limalha, primeiro usa-se o condensador com menor diâmetro e ir aumentando progressivamente para conseguir pressão maior. Para ligas esféricas, usar um condensador que se adapte à cavidade, usando menor pressão. A condensação é feita do centro para as margens. A condensação é feita com excesso, uma vez que a escultura causa a redução do material através de instrumentos cortantes. 7. Brunimento pré-escultura Compactação lateral; feito para melhorar o vedamento marginal e deixar o amalgama livre na superfície, removendo as porosidades e o excesso de mercúrio. Remoção do amalgama com propriedades inferiores. O brunimento é feito do centro para as margens e não pode ser feito com força; o brunidor deve sempre estar apoiado em estrutura dental sadia. Instrumentos: condensador 6 de hollemback (para as oclusais), brunidor 29 e brunidor 33. 8. Escultura Para obter a anatomia oclusal, conseguir contatos oclusais restituindo forma e reestabelecendo função mastigatória. A escultura é realizada pela redução do amalgama por objetos cortantes afiados. Instrumentos: esculpidor de Hollenback 3 e 3s (adaptar o contorno global e as margens cavitárias da coroa; esculpir vertentes e sulco central); Discoide Cleoide (arredondamento de cúspides e demarcação dos sulcos e fossas). A escultura deve ser iniciada quando o amalgama apresentar uma leve resistência ao corte pelos instrumentos manuais. O instrumento deve estar sempre apoiado em estrutura dental sadia, com a lâmina paralela às vertentes triturantes das cúspides, e não deve desencostar da superfície para a escultura ficar com a profundidade e inclinação adequadas, além da formação de uma superfície contínua e bem definida na interface dente-restauração. Para não dar degrau, descer da aresta da cúspide para a vertente, e depois deslizar para a outra vertente, sempre apoiado numa estrutura sadia. A ponta do instrumento deve estar sempre voltada para o centro do dente onde será esculpido o sulco central. O remanescente dental deve servir de guia para definir a posição dos sulcos e a angulação das vertentes, evitando a superescavação da restauração. A única vez que levantamos o instrumento e ficamos apenas com a ponta apoiada é para fazer o sulco central. Devemos reduzir a profundidade dos sulcos oclusais para uma função oclusal adequada. Sulcos muito profundos acarretam em restaurações com bordas finas e, consequentemente frágeis. 9. Brunimento pós-escultura Proporciona uma superfície mais lisa, reduz a porosidade nas margens, reduz a infiltração marginal, reduz o conteúdo de mercúrio nas margens, reduz a emissão de mercúrio nas margens e aumenta a dureza nas margens. Não pode ser feito com muita força para não desfazer a escultura. Facilita o acabamento e polimento final. Ajuste dos contatos oclusais: obter o maior número de contatos oclusais possíveis. Ajustar a fim de evitar contatos prematuros e não provocar interferências nas posições mandibulares. O ponto de contato não pode estar localizado na interface dente- restauração. Ao usar o carbono, se os contatos estiverem altos, não fica marcado no hemiarco oposto. 10. Acabamento e polimento Ajuste morfológico da restauração com o uso de brocas multilaminadas, pré-polimento e polimento com borrachas abrasivas específicas para amalgama, utilizadas em ordem decrescente de abrasividade e obtenção do brilho final com escovas e pastas específicas para o polimento de amálgama. Ajuda no enobrecimento do material, reduz o deposito de placa, diminui a corrosão e prolonga a vida da restauração. Deve ser realizado de 24 a 48h após a restauração. O acabamento é feito com brocas multilaminadas de 12 ou 30 laminas, pontas abrasivas, em baixa rotação, para remover os excessos e promover um melhor contorno ou eliminar discrepâncias marginais. O polimento deve ser feito com movimentos intermitentes e sob refrigeração e com pontas de borracha. - Instrumentos: brocas multilaminadas, borracha de polimento, pasta de polimento. As brocas são usadas para retirar excessos maiores. As pontas de borracha abrasivas para dar maior lisura e polimento assim como a pasta. As pontas de borracha em ordem, da mais abrasiva para a menos abrasiva: marrom, verde e azul. Não se deve colocar força. O movimento é intermitente, com a mão leve. 1. Pedra pomes com água 2. Brocas multilaminadas 3. Pontas de borracha Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 8 PREPARO CAVITÁRIO CLASSE II PARA AMÁLGAMA Cavidades classe II: cavidades que envolvem as regiões proximais de dentes posteriores: - Cavidades classe II simples - Cavidades classe II compostas - Cavidades classe II complexas **A parede gengival é considerada uma parede circundante e não uma parede de fundo porque não está voltada para a polpa. CAVIDADES PROXIMAIS CONSERVATIVAS Permite fazer só a caixa proximal. - Slot verticais: com envolvimento da crista marginal; técnica de Almquist - Slot horizontal: sem envolvimento da crista marginal. Depende do tamanho da ameia interproximal e do tamanho da lesão. * Brocas usadas: 245, 229 e 230 para o preparo cavitário e 699, ¼ e ½ para retenção adicional. Para remover o tecido cariado, usar brocas esféricas em baixa rotação. 1. Forma de contorno - Cavidade oclusal: os contatos interproximais devem estar fora da interface dente-restauração. O preparo deve envolver todo o tecido cariado, ter a menor abertura vestíbulo lingual possível, preservar as estruturas de reforço (vertentes e cristas), acompanhar os contornos cuspídeos. O preparo da caixa oclusal é semelhante ao preparo da cavidade Classe I para amálgama. Paredes mesial e distal com mais de 1,5mm de crista marginal são paralelas, e com menos de 1,5mm são divergentes. A cavidade classe II segue os mesmos parâmetros que a classe I, porém, esta caixa representa o inicio do preparo ocluso-proximal. Realiza-se um desgaste complementar envolvendo parte das cristas marginal, mesial e distal, deixando-as com a menor espessura possível sem, no entanto, rompê-las. O desgaste deve seguir em direção às regiões de contato sem estender a caixa no sentido vestíbulo-lingual. - Cavidade proximal: Não se deve estender muito a parede vestibular e a lingual. Conservação de estrutura sadia e remoção de tecido cariado. A broca não pode chegar muito perto da crista marginal, porque senão, quando ela descer, não haverá parede gengival. Descer com a broca em movimento pendular,um pouco inclinada para o centro do dente. Com a mesma broca, paralela ao eixo longitudinal da coroa, inicia-se a confecção de um túnel de penetração a partir da junção da parede pulpar com o remanescente da crista marginal em direção gengival. A broca deve atuar em movimento pendular no sentido vestíbulo-lingual. Em seguida, pressiona- se a broca em direção proximal e com os mesmos movimentos perfura-se a face proximal abaixo do ponto de contato. Com o auxilio de um instrumento manual, fratura-se o remanescente da crista marginal. 2. Forma de resistência Caixa oclusal: Seguem da mesma forma descrita para cavidades classe I. - mútua proteção esmalte/dentina - ângulo cavo-superficial bem definido - ângulos diedros internos arredondados - ângulo áxio-pulpar arredondado - parede pulpar plana e perpendicular ao longo eixo do dente - parede axial plana vestíbulo-lingualmente e ligeiramente expulsiva no sentido gengivo-oclusal. - preservar as estruturas de reforço - profundidade mínima de 1,5mm - nos ângulos áxio-vestibular e áxio-lingual da caixa proximal devem ser confeccionados sulcos verticais, como retenções adicionais, com a broca 699. - características das paredes circundantes: vestibular e lingual convergentes para a oclusal preservando ao máximo a crista marginal. Parede gengival perpendicular ao longo eixo do dente. Caixa proximal - Paredes V e L convergentes para a oclusal - Ângulo áxio pulpar arredondado - Parede axial plana vestíbulo-lingualmente e ligeiramente expulsiva no sentido gengivo-oclusal. - Ângulos internos arredondados - Parede gengival plana e paralela à parede pulpar - Curva reversa de Hollenback: permite seu paralelismo com os prismas de esmalte e evita maior remoção de tecido com desnecessária perda da crista triangular da cúspide. Executada principalmente na parede vestibular da caixa proximal para garantir um ângulo de aproximadamente 90 graus entre o amalgama e a superfície externa do dente. É Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 9 preparada com as mesmas brocas cone invertido usadas e finalizada com instrumentos cortantes manuais. - A caixa proximal é expulsiva, com a intenção de posicionar as margens em locais sem contato com o dente adjacente. 3. Forma de retenção e estabilidade - Profundidade maior que a largura na oclusal e na proximal - Paredes vestibular e lingual convergentes para a oclusal - Canaletas nos ângulos vestíbulo axial e linguo axial - A estabilidade é dada pela proporcionalidade entre as caixas proximal e a oclusal, para evitar que ela sofra fratura na sua transição. - O movimento pendular, que é feito determinando paredes vestibular e lingual convergentes para a oclusal, para preservar mais crista marginal - Retenção adicional: usar a broca esférica. Subir uma canaleta da gengival até ligeiramente acima do ângulo áxio-pulpar, na parede lingual (broca 699, tronco-cônica) 4. Forma de conveniência - podemos citar o preparo realizado na face oclusal, uma vez que é através dele que se estabelece o acesso proximal, mesmo quando a superfície oclusal não estiver acometida pela cárie - Anestesia - Isolamento absoluto - Posição de trabalho - Instrumentação - Inserção do material na cavidade - Separação de 0,2 a 0,3mm para passar a matriz e fazer o acabamento - Acesso a área interproximal através da superfície oclusal - Em pré-molares inferiores, a parede pulpar deve ser inclinada de vestibular para lingual, porque o dente tem essa mesma inclinação na oclusal 5. Acabamento da cavidade Instrumentos: - tiras e discos de lixa; - recortadores de bordo (ou margem) gengival: para o acabamento da margem gengival. Alisa e conserva o arredondamento dos ângulos gengivo-linguais em esmalte para facilitar a condensação do amalgama e permitir melhor adaptação do material restaurador. Usado também para arredondar o ângulo áxio pulpar. - Cinzel: para dentes superiores na parede vestibular e lingual usamos o cinzel biangulado fazendo o movimento de oclusal para gengival. Existem dois recortadores de bordo gengival: um para as caixas proximais mesiais e um para as caixas proximais distais. - machado: para dentes inferiores, nas paredes vestibular e lingual usamos um machado no sentido de oclusal para gengival. Para regularizar as paredes vestibular e palatal/lingual da caixa proximal e garantir um ângulo cavo superficial reto e bem definido. O acabamento remove esmalte sem sustentação dentinária, deixando bem liso, alisa as bordas, melhora a adaptação do amalgama e da maior longevidade à restauração. CARACTERÍSTICAS DO PREPARO CAVITARIO CLASSE II Caixa oclusal: - Abertura vestíbulo-lingual de ¼ da distância intercuspídea; - Paredes vestibular e lingual convergentes para oclusal; - Parede pulpar plana e perpendicular ao eixo longitudinal do dente; - Ângulos diedros ligeiramente arredondados; - Ângulo cavo-superficial nítido e sem bisel. Caixa proximal: - Paredes vestibular e lingual convergentes para oclusal, acompanhando a inclinação das faces correspondentes; - Curva reversa de Hollenback nas paredes vestibular e lingual, formando um ângulo de 90° com a superfície proximal do dente; - Parede axial plana vestíbulo-lingualmente e ligeiramente expulsiva no sentido gengivo-oclusal; - Parede gengival plana e perpendicular ao longo eixo do dente; - Ângulo áxio-pulpar arredondado; - Ângulo cavo-superficial nítido e sem bisel; - Ângulos diedros e triedros internos da cavidade ligeiramente arredondados RESTAURAÇÃO AMALGAMA CLASSE II Para o sucesso dessa restauração, a matriz deve ser bem escolhida e o material deve ser levado em pequenas porções e depositado na caixa gengival. MATRIZES A matriz é uma falsa parede usada para confinar o material e mantê-lo sob pressão. Existem as matrizes universais, que tem que ser usadas com um porta- matriz, e as matrizes individuais. Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 10 Objetivos da matriz - Possibilitar a compactação do material - Restaurar o contorno anatômico - Refazer as áreas de contato proximal – proteção da gengiva logo abaixo. - fornecer proteção ao dente vizinho; - substituir as paredes faltantes da cavidade permitindo assim a condensação do amálgama; - permitir a reconstrução do contorno ou da superfície (palatina, vestibular ou lingual) do dente, através da restauração; - dar forma correta à relação de contato; - proporcionar ligeiro afastamento da gengiva e dique de borracha durante a restauração; - permitir a condensação do amálgama na cavidade sem que ocorra extravasamento de material para a região gengival e conseqüentemente venha a provocar danos aos tecidos de suporte. Requisitos de uma matriz - Deve ser rígida - Deve ter maleabilidade - Altura adequada: 0,5mm acima da crista marginal - Boa relação de contato, que pode ser melhorada realizando o brunimento da matriz. - Estar em contato com o dente vizinho - Versatilidade: deve ser usada em qualquer face. - Fácil aplicação - Fácil remoção ao cortar ou retirar do porta-matriz. Matriz universal: Composta de uma matriz e um porta-matriz. O porta- matriz é um dispositivo metálico que permite que a matriz seja acoplada a uma extremidade de maneira a torna-la circular e ajustar ao contorno do dente. Quanto mais espessa for a matriz, mais espessa deve ser a cunha para o afastamento. Tipos de porta-matriz: o porta-matriz de Tofflemire é usado pela versatilidade e fácil manuseio. Pode ser removido da matriz antes de removê-la do dente. Suporta matrizes de diferentes tamanhos e pode ser usado por vestibular ou por lingual.Preparação da matriz universal: 1. Cortar de tamanho adequado 2. Brunir a matriz sobre uma superfície macia 3. Colocar no porta-matriz 4. Colocar em volta do dente em diâmetro bem próximo. Matriz individual Matrizes preparadas para cada caso em individual. Podem ser soldadas, rebitadas ou em T. - Matriz soldada: recortar a matriz; brunir a matriz; ajustar a altura; apertar no diâmetro com o alicate 121; dar 2 pontos de solda, o mais próximo possível da marcação - Matriz rebitada: usar o alicate 141; coloca a matriz em volta do dente e maca com o alicate 121; marca próximo à marcação e fura com o rebite. Rebitar os dois lados. - Matriz em T: A matriz universal pode ser usada em pacientes que tem pequena abertura bucal, locais com dificuldade de acesso, caixas proximais amplas, dentes com formas anatômicas atípicas. Unimatrix: Matrizes pré-formadas de molares, pré-molares e cavidades mais profundas. Exige o uso do grampo de fixação e só envolve a face proximal. CUNHAS Podem ser longas ou curtas, rígidas ou maleáveis, de madeira ou de plástico. A melhores são as cunhas de madeira. Funções → manter a matriz em posição, impedir que a matriz se desadapte sob pressão; impede o escoamento do material além do bordo cervical; compensam a espessura da matriz. Minimizam as chances de excessos marginais. As cunhas devem ser preparadas de acordo com a anatomia dental. Pré-requisitos de uma cunha: - não devem impedir a matriz de formar o correto contorno proximal Prova 1 Fundamentos da odontologia restauradora - Teórica Karolina Viana 11 - as cunhas devem ser triangulares porque a ameia é triangular - a cunha é colocada pelo maior espaço das ameias: nos dentes posteriores são colocadas pelas ameias linguais, e nos dente anteriores são colocadas pelas ameias vestibulares. *A godiva é usada para dar estabilidade RESTAURAÇÃO 1. Limpeza da cavidade Clorexidina 2% durante 4 minutos: depois apenas seca a cavidade 2. Proteção do complexo dentina-polpa Verniz cavitário: aplicado em qualquer cavidade, independente da profundidade, pois impede a condutibilidade elétrica; impede a penetração de íons metálicos, impedindo que o dente fique escurecido. Aplicar de 2 a 3 camadas. - Cimento de ionômero de vidro - Cimento de hidróxido de cálcio - Sistemas adesivos (pouco usados para amalgama) Materiais: matriz e porta-matriz; condensadores de Ward; porta amalgama; esculpidor de Hollenback 3 ou 3S; brunidores 29 e 33; condensador de Hollenback 6; discoide cleóide. 3. Etapas a. Colocar a matriz ajustando o seu contorno e sua altura b. Inserção e adaptação do material restaurador c. Condensar com um condensador compatível com o tamanho da cavidade – do menor para o maior d. Compactar primeiro as caixas proximais, com um condensador que melhor se adapte ao contorno interno da cavidade e inicialmente pelo ângulo formado pela matriz e o cavo superficial da parede gengival, e também nos ângulos diedros e triedros que correspondem àquela parede e. Compactar em direção aos ângulos e canaletas (a boa compactação leva a um bom selamento da cavidade diminuindo a infiltração marginal) f. A cavidade complexa ou composta é convertida em uma cavidade simples continuando a condensação até preencher totalmente a cavidade g. Condensação vertical h. Na ultima camada faz a condensação lateral, começando a esboçar as vertentes i. Faz-se o brunimento pré-escultura do centro para as margens, melhorando o vedamento marginal e removendo o excesso de amalgama, que tem propriedades inferiores, deixando a superfície sem porosidades j. Escultura, devolvendo forma e função, e obtendo anatomia oclusal e proximal. Recompor os contatos oclusais, restabelecer a função mastigatória e restaurar o ponto de contato. 4. Escultura A escultura é iniciada pela face oclusal, com o extremo da sonda exploradora apoiado na união entre o amalgama e a matriz, movimentando-se de vestibular para lingual, esboçando a crista marginal, removendo também o excesso de mercúrio dessa região - Com o Hollenback 3s esboça-se a escultura da face oclusal, sempre apoiado na estrutura dental remanescente, na direção da cúspide e a ponta do instrumento sempre no centro da restauração - Discoide cleóide pode ser usado para um melhor refinamento da escultura da face oclusal, principalmente das cristas marginais e fóssulas. O cleóide para definir os sulcos principais e secundários e o discoide para as fóssulas. 5. Brunimento pós-escultura Manter integridade marginal e dar lisura superficial. Usar o brunidor 29 ou 33 do centro para as margens da restauração. É realizado depois da remoção da matriz, depois que são feitos ajustes oclusais. 6. Polimento Deve ser realizado no mínimo 24 horas depois da realização do processo restaurador. O acabamento se inicia com brocas multilaminadas em baixa rotação. As brocas removem irregularidades e excessos de amalgama presentes na interface, refinam a anatomia oclusal e colaboram no aumento da lisura superficial da restauração. Depois, as restaurações são polidas por meio de borrachas sequenciais aplicadas em ordem decrescente de abrasividade. Em seguida, realiza-se o polimento final, de forma a dar brilho para a restauração. Para isso, usa-se uma pasta de polimento aplicada a superfície com escovas de Robinson em baixa rotação.