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DIREITO PROCESSUAL CIVIL II 
TEORIA GERAL DAS PROVAS
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 1
• NECESSÁRIA REVISITAÇÃO DESSE INSTITUTO LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO O
GARANTISMO PROCESSUAL E A CONDUÇÃO COOPERATIVA DO PROCESSO, EM
DETRIMENTO DO PROTAGONISMO JUDICIAL.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 2
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas
necessárias ao julgamento do mérito. Parágrafo único. O juiz indeferirá, em decisão
fundamentada, as diligências inúteis ou meramente protelatórias.
PRINCÍPIO DA AQUISIÇÃO PROCESSUAL DA PROVA OU DA COMUNHÃO DA PROVA 
• A PROVA, AO SER ACOSTADA, ADERE AO PROCESSO, NÃO IMPORTANDO QUEM A PRODUZIU.
HÁ DETERMINADAS SITUAÇÕES EM QUE HÁ RELEVÂNCIA DE QUEM A PRODUZIU, POIS, SE O
JUIZ VERIFICOU QUE UMA DAS PARTES ESFORÇOU-SE PARA A PRODUÇÃO DE PROVA QUE NÃO
LHE COMPETIA, OU A SUA PRODUÇÃO SERIA MAIS ONEROSA DO QUE PARA A PARTE
CONTRÁRIA, PODE SER QUE ESTAS CONDUTAS SEJAM RELEVANTES PARA A FORMAÇÃO DO
CONVENCIMENTO JUDICIAL.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 3
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que a tiver promovido, e indicará na 
decisão as razões da formação de seu convencimento.
PROVA DE OUTRO PROCESSO 
REQUISITOS:
1) DEVE SE REFERIR AOS MESMOS FATOS
2) DEVERÁ TER SIDO PRODUZIDA VALIDAMENTE NO PROCESSO DE ORIGEM
3) A PARTE, CONTRA QUEM A PROVA EMPRESTADA SERÁ PRODUZIDA, TENHA SIDO PARTE
TAMBÉM NO PRIMEIRO PROCESSO
4) OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO NO PROCESSO DE ORIGEM E NO PROCESSO PARA O QUAL
A PROVA SERÁ TRANSPORTADA
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 4
Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-lhe o valor que considerar 
adequado, observado o contraditório.
ÔNUS DA PROVA
Art. 373. O ônus da prova incumbe (DISTRIBUIÇÃO ESTÁTICA DO ÔNUS DA PROVA):
I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 1o Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior
facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de
modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a
oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído. (DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO
ÔNUS DA PROVA)
§ 2o A decisão prevista no § 1o deste artigo não pode gerar situação em que a desincumbência do
encargo pela parte seja impossível ou excessivamente difícil.
§ 3o A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes,
salvo quando:
I - recair sobre direito indisponível da parte;
II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito.
§ 4o A convenção de que trata o § 3o pode ser celebrada antes ou durante o processo.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 5
ÔNUS DA PROVA:
1) AO AUTOR: A PROVA DOS FATOS CONSTITUTIVOS DO SEU DIREITO
2) AO RÉU: CABERÁ O ÔNUS DE PROVAR OS FATOS MODIFICATIVOS, EXTINTIVOS
OU IMPEDITIVOS DO DIREITO DO AUTOR
O ART. 373 TRAÇA REGRAS DE CONDUTA. ASSIM, CADA PARTE CONHECE QUAIS AS
PROVAS QUE DEVERÃO PRODUZIR PARA QUE O DIREITO DA OUTRA NÃO SEJA
RECONHECIDO PELO PODER JUDICIÁRIO.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 6
DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO ÔNUS DA PROVA
• REGRA: Distribuição legal do ônus da prova;
• EXCEÇÃO: o juiz, em cada cao em concreto, analisará acerca da aplicabildiade desse dispositivo legal, de
forma motivada;
• MOMENTO DA REDISTRIBUIÇÃO: Decisão de saneamento e organização do processo (art. 357, III)
• PROIBIÇÃO DE A REDISTRIBUIÇÃO IMPLICAR PROVA DIABÓLICA REVERSA: A redistribuição não poderá
implicar uma situação que torne impossível ou excessivamente oneroso à parte arcar com o encargo
que acabou de receber. Quando para ambas as partes a prova for diabólia, utiliza-se a regra da
inesclarecibilidade (assunção do risco da situação da dúvida insolúvel)
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 7
§ 1o Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à
excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de obtenção da prova do
fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde que o faça por decisão
fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi
atribuído.
• PROVA DIABÓLICA:
• AQUELA CUJA PRODUÇÃO É IMPOSSÍVEL OU EXCESSIVAMENTE DIFÍCIL PARA QUE A PARTE
POSSA PRODUZIR. Ex.: Numa ação de usucapião especial, o autor deveria fazer prova de que
não é proprietário de nenhum outro bem imóvel. Trata-se de prova impossível, pois o autor
deveria juntar certidões negativas de todo o mundo; fatos que ocorrem dentro de ambientes
fechados ou de acessos restrito.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 8
• PROVA ABSOLUTAMENTE NEGATIVA: IMPOSSÍVEL SUA REALIZAÇÃO. EXEMPLO: NUNCA
REALIZEI TRANSFUSÃO DE SANGUE; NUNCA CONVERSEI COM DETERMINADA PESSOA. TRATA-
SE DE PROVA DIABÓLICA.
• PROVA RELATIVAMENTE NEGATIVA: PODEM SER OBJETO DE PROVA, OU SEJA, NÃO É
IMPOSSÍVEL SUA REALIZAÇÃO. EXEMPLO: COMPROVAÇÃO QUE NÃO ESTAVA NO BAR NO DIA
EM QUE HOUVE A DISCUSSÃO QUE GEROU DANOS AO AUTOR, PODENDO O RÉU COMPROVAR,
POR EXEMPLO, QUE NAQUELE DIA ESTAVA EM OUTRA CIDADE, POR MEIO DE FOTOS,
PASSAGEM, PEDÁGIO ATC.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 9
PROIBIÇÃO DE PROVA ILÍCITA
• ART. 5, LVI CF/88 VEDA A PRODUÇÃO DE PROVA OBTIDA ILICITAMENTE
• EXEMPLOS DE PROVAS ILÍCITAS: CONFISSÃO SOB TORTURA, DEPOIMENTO DE TESTEMUNHA
SOB COAÇÃO MORAL, INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA CLANDESTINA, OBTENÇÃO DE PROVA
DOCUMENTAL MEDIANTE FURTO, PROVA COLHIDA SEM A OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO,
DOCUMENTO MATERIAL FALSO OU QUALQUER OUTRA POVA COLHIDA SEM A OBSERVÂNCIA
DO DEVIDO PROCESSO LEGAL.
• PROVA ILÍCITA X PROVA ILEGÍTIMA: PROVA ILÍCITA É AQUELA OBTIDA COM VIOLAÇÃO AS
REGRAS DE DIREITO MATERIAL, ENQUANTO QUE A PROVA ILEGÍTIMA É AQUELA OBTIDA EM
DESCONFORMIDADE COM AS NORMAS DE DIREITO PROCESSUAL.Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 10
DIREITO FUNDAMENTAL À PROVA X PROVA ILÍCITA
• TRATA-SE DE DOIS DIREITOS FUNDAMENTAIS, QUAIS SEJAM, O DIREITO FUNDAMENTAL Á
PROVA E O DIREITO DE NÃO TER UMA PROVA ILÍCITA PRODUZIDA CONTRA SI.
• SEGUNDO FREDIE DIDIER, DEVERÁ SER ADOTADO A MÁXIMA DA PROPORCIONALIDADE, OU
SEJA, QUANDO DIREITOS FUNDAMENTAIS ENTRE EM ROTA DE COLISÃO, “A SOLUÇÃO DEVER
SER DADA SEMPRE CASUISTICAMENTE, À LUZ DA PODENRAÇÃO CONCRETA DOS INTERESSES
EM JOGO, ISTO É, À LUZ DA PROPORCIONALIDADE.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 11
• CRITÉRIOS PARA SUA ADMISSÃO:
• IMPRESCINDIBILIDADE (a prova ilícita é o único meio de prova);
• PROPORCIONALIDADE (o bem da vida objeto de tutela pela prova ilícita, deverá mostrar-se
mais digno de proteção que o bem da vida violado pela ilicitude da prova);
• PUNIBILIDADE (a conduta da parte que se utilizou da prova ilícita é antijurídica e, nesse
sentido, deverá o magistrado tomas as medidas jurídicas necessárias para a punição do
infrator)
• UTILIZAÇÃO PRO RÉU (apenas no processo penal é admitida a utilização de prova ilícita e
apenas para beneficiá-lo)
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 12
PROVA ILÍCITA E PROTEÇÃO DA INTIMIDADE E DA VIDA PRIVADA
• TODAS SÃO PROTEGIDAS CONSTITUCIONALMENTE E INFRACONSTITUCIONALMENTE
• ANÁLISE CASUISTICA: SE A PROVA FOI COLHIDA EM DESRESPEITO À INTIMIDADE E À VIDA
PRIVADA, ELA SE CARACTERIZA COMO PROVA ILÍCITA.
• EXEMPLOS DE FREDIE DIDIER: Não é ilícita a prova colhida por detetive particular quetira fotos
do cônjuge de sua cliente, em via pública, com sua amante. Agora, se a captação de imagens foi
realizada dentro de um quarto de motel ou do apartamento da amante, poderá ser inadmitida,
porque ilícita.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 13
A PROVA DEVERÁ SER FEITA PELA PARTE QUE A ALEGA, SE O JUIZ ASSIM O DETERMINAR.
PODERÃO SER PROVADAS POR MEIO DE CÓPIA DO DIÁRIO OFICIAL, SITES DO PODER PÚBLICO,
DOCUMENTO JUNTO AOS CONSULADOS ETC.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 14
Art. 376. A parte que alegar direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário
provar-lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz determinar.
ESSE ARTIGO DISPÕE ACERCA DA SUSPENSÃO DO PROCESSO QUANDO A DECISÃO DE MÉRITO
DEPENDE DE PROVA QUE DEVERÁ SER COLHIDA EM OUTRO JUÍZO, POR MEIO DE CARTA
PRECATÓRIA, POR EXEMPLO. O PROCESSO PODERÁ PERMANECER SUSPENSO POR ATÉ UM ANO
(ART. 313, § 4º), PODENDO O JUIZ PRORROGÁ-LO A DEPENDER DO CASO EM CONCRETO.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 15
Art. 377. A carta precatória, a carta rogatória e o auxílio direto suspenderão o julgamento
da causa no caso previsto no art. 313, inciso V, alínea “b”, quando, tendo sido requeridos
antes da decisão de saneamento, a prova neles solicitada for imprescindível.
Parágrafo único. A carta precatória e a carta rogatória não devolvidas no prazo ou
concedidas sem efeito suspensivo poderão ser juntadas aos autos a qualquer momento.
• COLABORAÇÃO COM O PODER JUDICIÁRIO
1. PELA PARTE: PRESUNÇÃO DE VERACIDADE DOS FATOS QUE PRETENDIA ALEGAR COM AS
PROVAS NÃO REALIZADAS, ATO ATENTATÓRIO À DIGNIDADE DA JUSTIÇA E LITIGÂNCIA DE MÁ-
FÉ
2. PELA TESTEMUNHA: CONDUÇÃO COERCITIVA E PODERÁ SER ACUSADA DE CRIME DE FALSO
TESTEMUNHO
3. TERCEIRO: QUE NEGOU A EXIBIR DOCUMENTO OU COISA, PODERÁ SER DETERMINADA A
BUSCA E APREENSÃO OU APLICADA MULTA COERCITIVA (ART. 380)
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 16
Art. 378. Ninguém se exime do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade.
Art. 379. Preservado o direito de não produzir prova contra si própria, incumbe à parte:
I - comparecer em juízo, respondendo ao que lhe for interrogado;
II - colaborar com o juízo na realização de inspeção judicial que for considerada necessária;
III - praticar o ato que lhe for determinado.
Art. 380. Incumbe ao terceiro, em relação a qualquer causa:
I - informar ao juiz os fatos e as circunstâncias de que tenha conhecimento;
II - exibir coisa ou documento que esteja em seu poder.
Parágrafo único. Poderá o juiz, em caso de descumprimento, determinar, além da imposição de multa, outras medidas 
indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias.
PRODUÇÃO ANTECIPADA DA PROVA
• A produção antecipada de prova teve o seu espectro de incidência ampliado com o CPC/15, de modo a permitir a antecipação de
qualquer meio de prova;
• Possibilidade de a prova a ser produzida ter a potencialidade de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado de solução de
controvérsias (CPC/15, art. 381, inc. II). A partir dela, terão mais elementos para construir um acordo ou desenvolver uma proveitosa
mediação.
•O inciso III do art. 381 do CPC/15 admite a antecipação da prova como forma de a parte obter prévio conhecimento dos fatos. O
objetivo é obter um lastro probatório mínimo. Trata-se de hipótese em que, a partir da prova, as partes poderão avaliar suas chances de
êxito em futura demanda (judicial ou arbitral). Disso decorre que a antecipação da prova poderá conduzir as partes a eventualmente não
proporem demanda alguma.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 17
Seção II
Da Produção Antecipada da Prova
Art. 381. A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que:
I - haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos na pendência da
ação;
II - a prova a ser produzida seja suscetível de viabilizar a autocomposição ou outro meio adequado de solução de conflito;
III - o prévio conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de ação.
PROCEDIMENTO:
•A PETIÇÃO INICIAL DEVERÁ EXPOR O MOTIVO QUE JUSTIFICA A ANTECIPAÇÃO E INDICAR
PRECISAMENTE OS FATOS QUE SE PRETENDE PROVAR (CPC/15, ART. 382, CAPUT);
•DE OFÍCIO OU A REQUERIMENTO, O JUIZ DETERMINARÁ A CITAÇÃO DOS INTERESSADOS NA
PRODUÇÃO DA PROVA OU NO FATO A SER PROVADO. SE NÃO HOUVER CARÁTER CONTENCIOSO,
DISPENSA-SE TAL CITAÇÃO (CPC/15, ART. 382, § 1º);
• A AÇÃO POSSUI NATUREZA DÚPLICE, OU SEJA, VALERÁ E TERÁ EFICÁCIA EM RELAÇÃO AO
AUTOR E AO RÉU (FLÁVIO LUIZ YARSHELL)
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 18
• HÁ LIMITAÇÃO NO ÂMBITO DA DEFESA, PROIBINDO A INSTAURAÇÃO DE CONTROVÉRSIA SOBRE
O DIREITO MATERIAL. NOS TERMOS DO DISPOSTO NO § 4º, DO ART. 382, NÃO SERÃO
ADMITIDOS DEFESA E RECURSO, SALVO CONTRA A DECISÃO QUE INDEFERIR TOTALMENTE A
PRODUÇÃO DE PROVA.
• ENCERRADA A PRODUÇÃO DA PROVA, O JUIZ ENCERRA MEDIANTE A PROLAÇÃO DE SENTENÇA
HOMOLOGATÓRIA, A QUAL NÃO SE RECONHECERÁ QUALQUER DIREITO MATERIAL, E NEM
CONTERÁ QUALQUER JUÍZO DE VALOR. A SENTENÇA SE LIMITA A TESTAR QUE A PRODUÇÃO DE
PROVA SE DEU DE MANEIRA REGULAR E LEGÍTIMA, OU SE,A RESPEITADOS O CONTRADITÓRIO E
SOB A SUPERVISÃO DO JUIZ.
• EM 30 DIAS, OS AUTOS SERÃO ENTREGUES AO PROMOVENTE.Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 19
• A ATA NOTARIAL, PORTANTO, GANHA STATUS DE MEIO TÍPICO DE PROVA NO CPC, O QUE CORROBORA
A SUA IMPORTÂNCIA PRÁTICA.
• EM LINHAS GERAIS, A ATA NOTARIAL É UM INSTRUMENTO PÚBLICO, LAVRADO POR TABELIÃO DE
NOTAS (LEI FEDERAL Nº 8.935/94, ART. 7º, III) A REQUERIMENTO DE PESSOA INTERESSADA, QUE SE
DESTINA A ATESTAR E DOCUMENTAR A EXISTÊNCIA OU O MODO DE EXISTIR DE ALGUM FATO JURÍDICO.
O EXEMPLO MAIS PALPÁVEL NA ATUALIDADE TALVEZ SEJA A PROVA DAS SITUAÇÕES DOCUMENTADAS
NA INTERNET E, PRINCIPALMENTE, NAS REDES SOCIAIS.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 20
Seção III
Da Ata Notarial
Art. 384. A existência e o modo de existir de algum fato podem ser atestados ou documentados, a requerimento do
interessado, mediante ata lavrada por tabelião.
Parágrafo único. Dados representados por imagem ou som gravados em arquivos eletrônicos poderão constar da ata
notarial.
EIS A LIÇÃO DE WILLIAM SANTOS FERREIRA SOBRE O TEMA:
“(…) ADOÇÃO DA CHAMADA ‘ATA NOTARIAL’ EM QUE, SOLICITA-SE A UM TABELIÃO (CARTÓRIO
DE NOTAS) A LAVRATURA DE UMA ATA EM QUE, PELO COMPUTADOR DO NOTÁRIO, SÃO
ACESSADOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS INDICADOS PELO REQUERENTE DO SERVIÇO NOTARIAL, E
HÁ O RELATO DO DIA, HORÁRIO, CONTEÚDO, IMAGENS E ATÉ FILMES, TUDO DESCRITO PELO
TABELIÃO, CUJAS DECLARAÇÕES DO QUE OCORREU DIANTE DELE, POR TEREM FÉ PÚBLICA,
AGREGAM FORTÍSSIMA CARGA DE CONVENCIMENTO À PROVA EXIBIDA EM JUÍZO,
TRANSFERINDO O ÔNUS DA PROVA À OUTRA PARTE, O QUE PARTICULARMENTE EM NOSSA
ATIVIDADE PROFISSIONAL (A ADVOCACIA), VEM SENDO MUITO ÚTIL, EIS QUE ADMITIDO
JUDICIALMENTE E RARAS VEZES QUESTIONADO O FATO PELA PARTE CONTRÁRIA.” (PRINCÍPIOS
FUNDAMENTAIS DA PROVA CÍVEL, SÃO PAULO: EDITORA REVISTA DOS TRIBUNAIS, 2014, P. 84).
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 21
CASOS EM CONCRETO 
Max adquiriu um notebook, marca Optmus prime, com objetivo para preparar suas aulas de filosofia. No
entanto, o computador, com apenas 03 semanas de uso, deu pane no sistema o que levou Max ajuizar a
demanda em face do fabricante pleiteando a substituição do note mais indenização pelos transtornos
sofridos, vez que não obteve sucesso nas tentativas de solucionar administrativamente o conflito. O juiz,
na fase instrutória, distribuiu de forma dinâmica o ônus da prova determinando que o autor produza
prova suficiente sobre o alegado na inicial. Diante dessa decisão indaga-se:
a) O juiz agiu em conformidade com as regras sobre a distribuição do ônus da prova?
b) Considerando a regra geral do ônusda prova, como ordinariamente deve ser distribuído o ônus?
c) É possível a utilização de prova produzida em outro processo no caso acima? Quais os critérios para
utilização dessa espécie de prova?
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 22
• Questões Objetivas
• 1ª Questão
O princípio do livre convencimento motivado traduz a ideia de que:
a) o juiz tem liberdade para apreciar e decidir a causa, mas deve fundamentar apenas as 
sentenças que resolvem o mérito.
b) a motivação interna de convencimento do magistrado legitima sua decisão, não havendo 
necessidade de externar nas decisões judiciais fundamentação específica da fonte jurídica para 
o julgamento.
c) as partes tem total liberdade para convencer o juiz dos fatos jurídicos materiais e 
processuais.
d) se houver súmula vinculante, não haverá necessidade de interpretação e decisão 
fundamentada do caso. Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 23
2ª Questão.
Marque a opção correta:
a) A parte que alegar direito municipal em juízo poderá ter que provar o teor e vigência, se 
assim determinar o juiz.
b) O juiz não pode dispensar a prova, mesmo em fatos notórios.
c) Após recente decisão do STF, agora é possível a produção forçada de provas, desde seja o 
último recurso ou expediente para se chegar à sentença de mérito.
d) A prova documental pode ser arguida como falsa a todo e qualquer tempo, não havendo 
preclusão a respeito de documentos que já poderiam ter sido juntado aos autos.
Prof. ANA PAULA LEIKO SAKAUIE - DPC II 24

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