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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA SUBSECRETARIA DE INTEGRAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA ESCOLA INTEGRADA DE SEGURANÇA PÚBLICA DIRETORIA DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO REDAÇÃO OFICIAL TEXTO BASE Governador do Estado de Minas Gerais Romeu Zema Neto Secretário de Estado de Segurança Pública e de Administração Prisional Mario Lucio Alves de Araujo Subsecretário de Integração de Segurança Pública Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas Escola Integrada de Segurança Pública Roberta Corrêa Lima Ignácio da Silva Diretoria de Formação e Capacitação Lilian Regina Gomes Lemos Guerra Elaboração Fernando Rodrigues de Oliveira1 Belo Horizonte, MG 2019 1 Especialista em Educação. Graduado em Pedagogia e Graduando em Letras/Libras. Como servidor da Escola Integrada de Segurança Pública, atua na coordenação do Núcleo de Ensino a Distância e dos Cursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP. 2 Caro Cursista, seja bem-vind@ à Disciplina de Redação Oficial! Os objetivos da disciplina são: Compreender a importância de se produzir documentos oficiais de forma padronizada e identificar-se como decisor linguístico e reconhecer suas implicações enquanto produtor de textos técnicos. Ela está dividida em duas Unidades, a saber: Unidade I - Linguagem Definição e características da Redação Oficial. Adequação do texto ao contexto. Unidade II - Formatação e Estruturação de Documentos Normas da Redação Técnica. Modelos e formatação de documentos. Pronomes de tratamento e sua concordância. Identificação de signatários e fechos para comunicações Unidade I - Linguagem Antes de apresentarmos a definição de Redação Oficial e suas características vamos pensar um pouco sobre língua e linguagem. A propósito, você sabia que no Brasil há duas línguas oficiais? É isso mesmo, temos a Língua Portuguesa e a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Sarmento (2005) define língua da seguinte maneira: A língua é um instrumento de comunicação, ou seja, é um sistema de sinais vocais e, muitas vezes, gráficos, pertencentes a uma comunidade ou a um grupo social. A língua, portanto, pode sofrer modificações apenas pela ação da comunidade e não de um único indivíduo. (SARMENTO, 2005, p. 12) A linguagem é fundamental para a comunicação entre os seres, sendo esta o sistema através do qual o ser humano comunica suas ideias e sentimentos, seja através da fala, da escrita, ou de outros signos convencionais ou não, por exemplo, as pinturas rupestres. Goldstein apud Benjamin (1992), diz que: A partir do momento em que o homem usa a linguagem para estabelecer uma relação viva com ele próprio ou com os seus semelhantes, a linguagem já não é um instrumento, não é um meio; é uma manifestação, uma revelação da nossa essência mais íntima e do laço psicológico que nos liga a nós próprios e aos nossos semelhantes (Goldstein apud Benjamin, 1992, p. 229). A linguagem cumpre um papel social, ou seja, vivemos em meio a uma sociedade na qual compartilhamos nossas experiências, aprendemos e ensinamos, convivemos com pessoas de culturas diferentes, entre outros fatores. Tudo isso ocorre por meio da comunicação e sempre quando nos comunicamos com alguém temos um objetivo e uma finalidade. A comunicação se dá através da linguagem verbal e não verbal. Conforme Cereja (2004, p.230): A linguagem é todo sistema formado por símbolos que permite a comunicação entre os indivíduos”; a linguagem verbal é aquela que tem por unidade a palavra, as linguagens não verbais, têm outros tipos de unidade, como o gesto, os movimentos, a imagem, a nota musical. Utilizando-se de uma linguagem interativa, nessa Unidade falaremos sobre textos produzidos de forma sistemática, seguindo normas específicas, conforme preconizado no Manual de Redação Oficial do Governo do Estado de Minas Gerais. Acesse o link a seguir e saiba um pouco mais sobre linguagem. https://youtu.be/Pu8D18RhUcs Definição e características da redação oficial A redação oficial é a forma pela qual o poder público redige atos normativos e comunicações e estas devem seguir princípios específicos. Sendo assim, para informar com a máxima clareza e objetividade, a redação oficial deve apresentar algumas características. Vejamos a seguir sobre cada uma delas: Impessoalidade Este princípio refere-se aos textos oficiais que tratam de assuntos correspondentes à Administração Pública. Segundo o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012, p. 9): Todo o processo envolvido na comunicação oficial do Estado (quem comunica, o que se comunica e quem recebe a informação) é uma manifestação da Administração Pública dirigida à coletividade, ou seja, assunto de caráter público. Por isso, é essencial a ausência de impressões individuais do emissor da informação. Não cabe no texto oficial tom pessoal ou particular. Um texto impessoal evita a manifestação de opiniões sobre o assunto tratado. Clareza O texto claro é aquele que possibilita ao leitor a imediata compreensão sobre o conteúdo da informação transmitida. Isso também possibilita a transparência dos atos administrativos e atende ao princípio da publicidade. O Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012), coloca que, para se obter clareza no texto, é necessária a presença de várias outras características como concisão, objetividade, ideias ordenadas, correção, aplicação da norma culta, coesão e coerência. Concisão É a transmissão de informações com um mínimo de palavras, onde a objetividade e o foco na intenção textual são marcas registradas. Na concisão deve-se evitar os textos prolixos, que podem dispersar o leitor e dificultar a compreensão. Uma frase do jornalista e editor húngaro (1847-1911), Joseph Pulitzer corrobora com a ideia citada, diz: “Seja breve para que eles leiam; claro para que eles gostem; original para que eles não esqueçam e, acima de tudo, preciso, para que sejam guiados por sua luz”. Formalidade A linguagem utilizada é o ponto chave para esse princípio, o qual obedece à formalidade da língua escrita e o respeito à hierarquia das autoridades. Observamos isso na utilização dos pronomes de tratamento e nos fechos dos textos, além deles ressaltarem a polidez e a civilidade com relação aos assuntos tratados. Padronização Conforme está escrito no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais, (2012): Os documentos oficiais obedecem a normas de padronização, regras de forma, tanto na sua elaboração textual quanto visual. Essa padronização facilita a consulta, a leitura e o acesso à informação e reflete o alinhamento e integração entre órgãos e entidades que compõem a Administração Pública. Conforme Cipro Neto; Infante (2008, p.14, 15), a gramática normativa estabelece a norma culta, ou seja, o padrão linguístico que socialmente é considerado modelar e é adotado para ensino nas escolas e para a redação dos documentos oficiais. [...] Correção Corresponde ao respeito às normas, princípios e regras gramaticais e ortográficas da Língua Portuguesa Adequação do texto ao contexto Essa adequação textual cabe ao redator através de sua sensibilidade e conhecimento para produzir o texto considerando o contexto em que o assunto será tratado. Segundo o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012, p. 10): De acordo com fatores concretos, de ordem técnica, políticaou administrativa, o redator preparará o texto e adequará a sua linguagem (a estrutura, a sintaxe, o vocabulário, o grau de formalidade), considerando especificamente a finalidade do documento e o seu destinatário. Mediante tal visão, pode-se, por exemplo, definir o tratamento utilizado, o tipo de linguagem e o grau de formalidade necessário em respeito à hierarquia existente entre o emissor e o receptor da mensagem. Dicas para a estruturação de textos Para facilitar o processo da escrita o Manual apresenta alguns passos que lhe auxiliarão na estruturação, lógica e coerência dos textos. Conforme descrito no Manual de Redação Oficial do Governo do Estado de Minas Gerais (2012) a ideia principal do texto deve ser apresentada no início do texto, utilizando-se, preferencialmente, a ordem direta na construção das frases (sujeito, verbo e complemento). Veja no exemplo a seguir como a inversão dos termos, em exagero, pode comprometer a compreensão e gerar ambiguidade: É recomendado que se tome cuidado com a pontuação e o uso de metáforas nos textos. A mudança do local de uma vírgula pode alterar completamente o sentido da frase. Observe nas frases a seguir que os dizeres são os mesmos, entretanto, na primeira há a ideia de perder, já na segunda, de ganhar. Outra questão importante é o uso de metáforas, analogias e outras figuras de estilo. Esses não devem ser usados nos textos oficiais, porém em não literários são muito utilizados. Agora observe na imagem a seguir e veja qual figura de linguagem você identifica: Fonte: <tirasdidaticas.wordpress.com>. Acesso em 7 de maio de 2019. Deve-se evitar períodos muito longos, pois o leitor poderá se perder em meio à prolixidade. Leia o texto a seguir e veja como está prolixo: Fonte: <https://slideplayer.com.br/slide/3225585/>. Acesso em 07 de maio de 2019. Tenha cuidado com o excesso de adjetivos e expressões que dificultam a compreensão do leitor, conforme o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais, (2012, p.12): Evite o uso de palavras e expressões que dificultam a compreensão do leitor. Estrangeirismos, termos técnicos, arcaísmos, jargões e regionalismos vocabulares que são de compreensão limitada, restrita a apenas um grupo de pessoas, dentro do possível devem ser substituídos por expressões equivalentes. Dê preferência ao vocabulário de entendimento geral. Você deve utilizar elementos de coesão que estabelecem uma relação lógica entre as frases e parágrafos para manter a coerência. Ex.: mas, entretanto, porém, conforme, etc. Para melhor a concisão, conforme o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais, (2012, p.12), deve-se eliminar do texto: O uso excessivo dos pronomes indefinidos “um” e “uma”; o uso abusivo da palavra “que” (corrige-se fazendo a substituição com orações reduzidas ou períodos simples); os pormenores desnecessários e informações supérfluas, evitando a redundância. Evite as locuções verbais e elimine palavras ou expressões desnecessárias, como por exemplo: venho solicitar = solicito; havia proporcionado = proporcionou; venho por meio desta registrar = registro; ato de natureza administrativa = ato administrativo e etc. Cuidado com o uso dos pronomes possessivos “seu” e “sua”. Se não forem muito bem colocados na estrutura do texto, geram ambiguidade, conforme exemplo da frase a seguir: “Fernando ensinou Débora a usar o seu computador para escrever textos oficiais”. Pergunta: Computador de quem? Do Fernando, da Débora ou “de você”? Dica: Sempre que necessitar consulte um dicionário. Separamos duas excelentes fontes de consulta para você, acesse os links abaixo e confira: http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario https://dicionario.priberam.org UNIDADE II - FORMATAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE DOCUMENTOS Caro Cursista, você já sabe que um dos objetivos do Manual de Redação Oficial é a adoção de um padrão de apresentação dos documentos oficiais. Pois bem, vejamos algumas normas... Normas da Redação Técnica Devemos ficar atentos quanto à diagramação utilizada em documentos produzidos em editores de textos externos, pois os produzidos no Sistema Eletrônico de Informações – SEI* devem seguir as mesmas formatações. *Para saber mais, consulte o processo SEI/SESP número: 1690.01.0000002/2017-87. Conforme preconizado no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012, p. 25), os modelos da correspondência oficial (Ofício; Ofício circular; Memorando e Memorando circular) seguem um padrão, denominado Padrão Ofício, que apresenta forma similar, diferenciando-se pela finalidade. Veja a seguir as regras de diagramação preconizadas no Manual de redação Oficial de MG (2012, p. 25): Papel branco ou reciclado, tamanho A4 (29,7 cm x 21 cm); Cabeçalho: brasão oficial do Governo do Estado de Minas Gerais, acompanhado do nome da Secretaria ou instituição (órgão/entidade); Alinhamento do corpo do texto: justificado; Texto: fonte Calibri, tamanho 13, cor preta; Espaçamento entre as linhas: 1; Espaçamento entre os parágrafos: 1 linha em branco; Margem superior: 4 cm; Margem inferior: 2 cm; Margem direita: 2 cm; Margem esquerda: 3 cm; Recuo do parágrafo (tabulação): 2 cm da margem esquerda. Já aprendemos que nos textos oficiais, devido ao caráter impessoal e à finalidade de informar com o máximo de clareza e objetividade, devemos usar o padrão culto da língua. Conforme preconizado no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012, p. 28) é importante ressaltar que: A obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos. Modelos e formatação de documentos Veja a seguir sobre a produção, formatação e diagramação de alguns tipos de documentos utilizados pelo Poder Executivo. Veremos que cada expediente possui sua característica. Fonte: https://www.rcout.com.br/digitalizacao-documentos. Acesso em 15 de maio de 2019. O que é Ofício? Segundo o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012, p. 29) o Ofício é definido como: Correspondência oficial expedida por qualquer autoridade pública ou chefia, nos limites de sua competência e hierarquia. Tem como finalidade o trato de assuntos oficiais da Administração Pública e é destinada às demais autoridades de outras instituições, sejam elas públicas ou privadas, e aos particulares. O Ofício deve possuir o “timbre”, “tipo, sigla do órgão que o expede”, “número do expediente e ano”; “local e data em que foi expedido”; “assunto”; “vocativo”; “texto de encaminhamento ou não”; “fecho”; “assinatura e destinatário”. O que é Ofício Circular? É um documento que possui as mesmas características do Ofício, entretanto, o Circular é endereçado a mais de um destinatário. Como seu conteúdo será encaminhado a vários destinatários, o número de controle será único, no entanto, cada via receberá o vocativo e o endereçamento do destinatário específico. Fonte: https://www.rcout.com.br/digitalizacao-documentos Acesso em 15 de maio de 2019. Vejamos um modelo de Ofício: Vejamos um modelo de Ofício Circular: O que é Memorando? O Manual de Redação Oficial de MinasGerais (2012, p. 42) define Memorando como sendo: Uma modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente no mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata- se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Por se tratar de um documento administrativo interno, pressupõe-se agilidade na tramitação, seja via Sistema Eletrônico de Informações (SEI) ou manual. Como já vimos anteriormente, o SEI veio para otimizar, organizar e agilizar a tramitação de todos os documentos oficiais. Quanto à forma e estrutura, o Memorando segue o modelo padrão do Ofício. As diferenças são notadas logo após a “data”, nos campos: ”Para” e o “Assunto”, ambos em negrito e alinhadas à esquerda. O que é Memorando Circular? O conteúdo do texto e o número de controle são os mesmos. É endereçado a vários destinatários, sendo estes listados após o campo “Para”. Fonte: https://bbel.uol.com.br/organizacao/como-organizar-documentos-contas-e- comprovantes/. Acesso em 15 de maio de 2019. Vejamos um modelo de Memorando: Vejamos um modelo de Memorando Circular: E-mail ou Correio Eletrônico Você possui uma conta de e-mail pessoal ou institucional, certo? Pois é, nos dias atuais é quase uma necessidade, não é mesmo? Esse meio de comunicação é muito utilizado atualmente. Devido à celeridade e eficiência, transformou-se em uma ferramenta de extrema relevância para transmissão de mensagens de textos, fotos, vídeos e documentos. Os textos escritos no corpo do e-mail não possuem uma forma “engessada”, entretanto, deve-se utilizar uma linguagem compatível com o grau de formalidade a que a comunicação exige, levando-se em conta o destinatário da mensagem e o assunto a ser tratado. Obs.: Sempre que possível utilizar o recurso de confirmação de leitura. Relatório Em algumas funções, sobretudo da área da Segurança Pública, há a recorrente necessidade de se produzir relatórios, não é mesmo? Pois é! Vejamos algumas orientações. Segundo o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012) a finalidade desse documento é relatar/narrar de forma escrita sobre os atos e ou fatos que ocorreram em uma repartição/setor/unidade etc., com o objetivo de informar ou orientar para uma determinada ação. A estrutura do relatório é formada por título, vocativo, texto (introdução, análise e conclusão), fecho, local e data e assinaturas, conforme modelo apresentado a seguir: Vejamos um modelo de Relatório: Ata Conforme preconizado no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012) a Ata é um documento de valor jurídico no qual são registrados, de forma objetiva e metódica, os acontecimentos e as decisões que ocorreram em uma reunião, sessão, assembleia, etc. Os fatos ocorridos devem ser descritos com a máxima fidelidade e não podem ser modificados após a assinatura. Há outras particularidades quanto à redação da Ata. O texto, sem rasuras e sem abreviaturas, não deve haver parágrafos ou alíneas, tudo é escrito sem espaços em branco, impossibilitando a inserção de novas informações nas entrelinhas. Quando houver algum erro na escrita, o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012) indica que seja usado a palavra “digo”, depois da qual se escreve a palavra ou a expressão correta. Usa-se ainda o termo “em tempo”, ao se verificar erro ou omissão após a redação. Este é colocado após o escrito, seguindo-se a emenda ou o acréscimo. Observe os exemplos a seguir: a) Aos vinte e sete dias do mês de maio, digo, do mês de março de dois mil e dezenove, ... b) Em tempo: na linha onde se lê veículo, leia-se vínculo. Fonte: <https://www.siteware.com.br/reunioes/como-liderar-uma-reuniao/. Acesso em: 14 de maio de 2019. Vejamos um modelo de Ata: Pronomes de tratamento e sua concordância Antes de falarmos sobre os pronomes de tratamento em comunicações oficiais, destacamos que os utilizados nesse texto estão em conformidade com as normas contidas no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012). Dizemos isso porque existem outros Manuais, inclusive cito o Manual de Redação Oficial da Presidência da República, que serviu de referência para a construção do Manual em Minas Gerais. Destacamos também sobre as recentes alterações na forma de tratamento em comunicações oficiais no âmbito Federal. Estas foram realizadas através do Decreto nº 9.758, de 11 de abril de 2019 - que dispõe sobre a forma de tratamento e de endereçamento nas comunicações com agentes públicos da administração pública federal. Para saber mais sobre essas alterações, acesse: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9758.htm Pois bem, veremos agora sobre o emprego de alguns pronomes de tratamento bastante utilizados em textos oficiais, bem como sobre abreviatura e vocativo. Já sabemos que a determinação do pronome de tratamento se dá em razão do cargo do destinatário. São vários os tratamentos empregados às autoridades nos textos oficiais. Separamos alguns para apresentarmos a você. Emprega-se o pronome de tratamento “Vossa Excelência”, a abreviatura “V.Exa.” e o Vocativo “Senhor(a)”, às autoridades listadas a seguir, conforme o Manual de Redação Oficial de MG (2012, p. 63): Prefeitos Municipais, Secretários de Estado, Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar e Comandante Geral da Polícia Militar; Ministros, Desembargadores, Juízes, Auditores da Justiça Militar e Membros do Ministério Público (Promotores e Procuradores); Membros do Congresso Nacional (Senadores e Deputados Federais), Deputados Estaduais, Presidente de Assembleias Legislativas e Presidente de Câmaras Municipais. Obs.: Estão abolidos os tratamentos Digníssimo (DD) e Ilustríssimo (ILMO.). “Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico para pessoas que concluíram curso universitário de doutorado. Entretanto, é costume designar por doutor os bacharéis em Direito e em Medicina”. (Manual de Redação Oficial de MG, 2012). Para enriquecer nosso aprendizado, separamos um vídeo para você. Assista-o e preste atenção nas dicas recomendadas: https://www.youtube.com/watch?v=BEuQ4aDnlFA Concordância com os pronomes de tratamento Como fica a concordância? Segundo o Manual de Redação de MG (2012, p. 66), os pronomes de tratamento concordam na terceira pessoa: Com o substantivo que integra a locução. Os possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa. Quando a palavra é dirigida à pessoa com quem se fala, usa-se: Vossa Excelência, Vossa Senhoria. Quando a ela se faz referência: Sua Excelência, Sua Senhoria. Quanto ao adjetivo, a concordância é feita com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Vejamos alguns exemplos que ilustram o que foi citado anteriormente: Pronome concordando na terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará o substituto” (e não “nomearás”). Pronome possessivo referindo-se a pronome de tratamento: “Vossa Senhoria encaminhará sua solicitação” (e não “vossa solicitação”). Conforme o Manual de Redação de MG (2012) quando a palavra é dirigida à pessoa com quem se fala, usa-se: “Vossa Excelência ou “Vossa Senhoria. Quando a ela se faz referência: Sua Excelência ou Sua Senhoria. A concordância com o adjetivo é feita conforme o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução, de acordo com oexemplo a seguir: “Vossa Excelência está cansado” (se for homem). “Vossa Excelência está cansada” (se for mulher). Identificação de signatários e fechos para comunicações Conforme o Manual de Redação de MG (2012) todas as comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura, exceto as comunicações assinadas pelo Presidente da República. Diretor de Atendimento Fechos para comunicações Conforme o Manual de Redação de MG (2012), empregam-se apenas dois tipos de fechos: Respeitosamente para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República; E Atenciosamente para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior. Expediente assinado por mais de uma pessoa A ordem de assinaturas segue a hierarquia dos cargos. Assina primeiro (de cima para baixo) o ocupante do cargo de nível hierárquico mais baixo, e segue essa lógica para as demais assinaturas, sejam duas ou mais. No caso de signatários de mesma hierarquia, as assinaturas devem vir lado a lado, conforme a seguir. Diretor de Segurança Diretor de Atendimento Caro Cursista, finalizamos essa disciplina. Para exercitarmos um pouco sobre o que aprendemos, realize os exercícios de fixação que se encontram em seu Ambiente Virtual de Aprendizagem - AVA. Bons estudos! Referências: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Busca do vocabulário. Disponível em <http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario>. Acesso em 13 de mai. de 2019. BENJAMIN, W. Sobre a linguagem em geral e sobre a linguagem Humana. Tradução de Maria Luz Moita. In: ______. Sobre arte, técnica, linguagem e política. Lisboa: Ed. Relógio d’Água, 1992. CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Tereza Cochar. Português: linguagens/literatura, gramática e redação. 2.ed. São Paulo: Atual. 2004. CIPRO NETO, P.; INFANTE, U. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Spicione, 2008. MINAS GERAIS. Manual de Redação Oficial do Governo de Minas Gerais. Belo Horizonte: 2012. Disponível em: <https://bit.ly/2PaPt4l>. Acesso em 15 abr. de 2019. SARMENTO, L. L. Gramática em textos. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2005. SEI. Sistema Eletrônico de Informações. > Acesso em 12 de set. de 2017> http://www.fazenda.gov.br/sei.