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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA 
SUBSECRETARIA DE INTEGRAÇÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA 
ESCOLA INTEGRADA DE SEGURANÇA PÚBLICA 
DIRETORIA DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO 
REDAÇÃO OFICIAL 
TEXTO BASE 
 
 
 
 
Governador do Estado de Minas Gerais 
Romeu Zema Neto 
 
Secretário de Estado de Segurança Pública e de Administração Prisional 
Mario Lucio Alves de Araujo 
 
Subsecretário de Integração de Segurança Pública 
Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas 
 
Escola Integrada de Segurança Pública 
Roberta Corrêa Lima Ignácio da Silva 
 
Diretoria de Formação e Capacitação 
Lilian Regina Gomes Lemos Guerra 
 
 
Elaboração 
Fernando Rodrigues de Oliveira1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Belo Horizonte, MG 
2019 
 
 
1 Especialista em Educação. Graduado em Pedagogia e Graduando em Letras/Libras. Como 
servidor da Escola Integrada de Segurança Pública, atua na coordenação do Núcleo de Ensino a 
Distância e dos Cursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP. 
2 
 
Caro Cursista, seja bem-vind@ à Disciplina de Redação Oficial! 
 
Os objetivos da disciplina são: 
Compreender a importância de se produzir documentos oficiais de forma 
padronizada e identificar-se como decisor linguístico e reconhecer suas 
implicações enquanto produtor de textos técnicos. 
 
Ela está dividida em duas Unidades, a saber: 
Unidade I - Linguagem 
 Definição e características da Redação Oficial. 
 Adequação do texto ao contexto. 
Unidade II - Formatação e Estruturação de Documentos 
 Normas da Redação Técnica. 
 Modelos e formatação de documentos. 
 Pronomes de tratamento e sua concordância. 
 Identificação de signatários e fechos para comunicações 
 
Unidade I - Linguagem 
Antes de apresentarmos a definição de Redação Oficial e suas 
características vamos pensar um pouco sobre língua e linguagem. 
A propósito, você sabia que no Brasil há duas línguas oficiais? É isso 
mesmo, temos a Língua Portuguesa e a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. 
Sarmento (2005) define língua da seguinte maneira: 
A língua é um instrumento de comunicação, ou seja, é um 
sistema de sinais vocais e, muitas vezes, gráficos, pertencentes 
a uma comunidade ou a um grupo social. A língua, portanto, 
pode sofrer modificações apenas pela ação da comunidade e 
não de um único indivíduo. (SARMENTO, 2005, p. 12) 
 
 
 
A linguagem é fundamental para a comunicação entre os seres, sendo 
esta o sistema através do qual o ser humano comunica suas ideias e 
sentimentos, seja através da fala, da escrita, ou de outros signos convencionais 
ou não, por exemplo, as pinturas rupestres. 
Goldstein apud Benjamin (1992), diz que: 
A partir do momento em que o homem usa a linguagem para 
estabelecer uma relação viva com ele próprio ou com os seus 
semelhantes, a linguagem já não é um instrumento, não é um 
meio; é uma manifestação, uma revelação da nossa essência 
mais íntima e do laço psicológico que nos liga a nós próprios e 
aos nossos semelhantes (Goldstein apud Benjamin, 1992, p. 
229). 
A linguagem cumpre um papel social, ou seja, vivemos em meio a uma 
sociedade na qual compartilhamos nossas experiências, aprendemos e 
ensinamos, convivemos com pessoas de culturas diferentes, entre outros 
fatores. Tudo isso ocorre por meio da comunicação e sempre quando nos 
comunicamos com alguém temos um objetivo e uma finalidade. 
A comunicação se dá através da linguagem verbal e não verbal. Conforme 
Cereja (2004, p.230): 
A linguagem é todo sistema formado por símbolos que 
permite a comunicação entre os indivíduos”; a linguagem 
verbal é aquela que tem por unidade a palavra, as linguagens 
não verbais, têm outros tipos de unidade, como o gesto, os 
movimentos, a imagem, a nota musical. 
Utilizando-se de uma linguagem interativa, nessa Unidade falaremos 
sobre textos produzidos de forma sistemática, seguindo normas específicas, 
conforme preconizado no Manual de Redação Oficial do Governo do Estado de 
Minas Gerais. 
 
Acesse o link a seguir e saiba um pouco mais sobre linguagem. 
 
 
 
https://youtu.be/Pu8D18RhUcs 
Definição e características da redação oficial 
A redação oficial é a forma pela qual o poder público redige atos 
normativos e comunicações e estas devem seguir princípios específicos. Sendo 
assim, para informar com a máxima clareza e objetividade, a redação oficial deve 
apresentar algumas características. Vejamos a seguir sobre cada uma delas: 
 
 
Impessoalidade 
Este princípio refere-se aos textos oficiais que tratam de assuntos 
correspondentes à Administração Pública. 
 
 
Segundo o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012, p. 9): 
Todo o processo envolvido na comunicação oficial do Estado 
(quem comunica, o que se comunica e quem recebe a 
informação) é uma manifestação da Administração Pública 
dirigida à coletividade, ou seja, assunto de caráter público. 
Por isso, é essencial a ausência de impressões individuais do 
emissor da informação. Não cabe no texto oficial tom pessoal ou 
particular. Um texto impessoal evita a manifestação de opiniões 
sobre o assunto tratado. 
 
Clareza 
O texto claro é aquele que possibilita ao leitor a imediata compreensão 
sobre o conteúdo da informação transmitida. Isso também possibilita a 
transparência dos atos administrativos e atende ao princípio da publicidade. 
O Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012), coloca que, para 
se obter clareza no texto, é necessária a presença de várias outras 
características como concisão, objetividade, ideias ordenadas, correção, 
aplicação da norma culta, coesão e coerência. 
 
Concisão 
É a transmissão de informações com um mínimo de palavras, onde a 
objetividade e o foco na intenção textual são marcas registradas. Na concisão 
deve-se evitar os textos prolixos, que podem dispersar o leitor e dificultar a 
compreensão. 
Uma frase do jornalista e editor húngaro (1847-1911), Joseph Pulitzer 
corrobora com a ideia citada, diz: “Seja breve para que eles leiam; claro para que 
eles gostem; original para que eles não esqueçam e, acima de tudo, preciso, 
para que sejam guiados por sua luz”. 
 
Formalidade 
A linguagem utilizada é o ponto chave para esse princípio, o qual obedece 
à formalidade da língua escrita e o respeito à hierarquia das autoridades. 
 
 
Observamos isso na utilização dos pronomes de tratamento e nos fechos 
dos textos, além deles ressaltarem a polidez e a civilidade com relação aos 
assuntos tratados. 
 
Padronização 
Conforme está escrito no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais, 
(2012): Os documentos oficiais obedecem a normas de padronização, regras de 
forma, tanto na sua elaboração textual quanto visual. 
Essa padronização facilita a consulta, a leitura e o acesso à informação e 
reflete o alinhamento e integração entre órgãos e entidades que compõem a 
Administração Pública. 
Conforme Cipro Neto; Infante (2008, p.14, 15), a gramática normativa 
estabelece a norma culta, ou seja, o padrão linguístico que socialmente é 
considerado modelar e é adotado para ensino nas escolas e para a redação dos 
documentos oficiais. [...] 
 
Correção 
Corresponde ao respeito às normas, princípios e regras gramaticais e 
ortográficas da Língua Portuguesa 
 
Adequação do texto ao contexto 
Essa adequação textual cabe ao redator através de sua sensibilidade e 
conhecimento para produzir o texto considerando o contexto em que o assunto 
será tratado. 
Segundo o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012, p. 10): 
De acordo com fatores concretos, de ordem técnica, políticaou 
administrativa, o redator preparará o texto e adequará a sua 
linguagem (a estrutura, a sintaxe, o vocabulário, o grau de 
formalidade), considerando especificamente a finalidade do 
documento e o seu destinatário. 
 
 
Mediante tal visão, pode-se, por exemplo, definir o tratamento 
utilizado, o tipo de linguagem e o grau de formalidade necessário 
em respeito à hierarquia existente entre o emissor e o receptor 
da mensagem. 
 
Dicas para a estruturação de textos 
Para facilitar o processo da escrita o Manual apresenta alguns passos que 
lhe auxiliarão na estruturação, lógica e coerência dos textos. 
Conforme descrito no Manual de Redação Oficial do Governo do Estado 
de Minas Gerais (2012) a ideia principal do texto deve ser apresentada no início 
do texto, utilizando-se, preferencialmente, a ordem direta na construção das 
frases (sujeito, verbo e complemento). 
Veja no exemplo a seguir como a inversão dos termos, em exagero, pode 
comprometer a compreensão e gerar ambiguidade: 
 
É recomendado que se tome cuidado com a pontuação e o uso de 
metáforas nos textos. A mudança do local de uma vírgula pode alterar 
completamente o sentido da frase. Observe nas frases a seguir que os dizeres 
são os mesmos, entretanto, na primeira há a ideia de perder, já na segunda, de 
ganhar. 
 
 
 
Outra questão importante é o uso de metáforas, analogias e outras figuras 
de estilo. Esses não devem ser usados nos textos oficiais, porém em não 
literários são muito utilizados. 
Agora observe na imagem a seguir e veja qual figura de linguagem você 
identifica: 
 
Fonte: <tirasdidaticas.wordpress.com>. Acesso em 7 de maio de 2019. 
Deve-se evitar períodos muito longos, pois o leitor poderá se perder em 
meio à prolixidade. 
Leia o texto a seguir e veja como está prolixo: 
 
Fonte: <https://slideplayer.com.br/slide/3225585/>. Acesso em 07 de maio de 2019. 
 
 
Tenha cuidado com o excesso de adjetivos e expressões que dificultam a 
compreensão do leitor, conforme o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais, 
(2012, p.12): 
Evite o uso de palavras e expressões que dificultam a 
compreensão do leitor. Estrangeirismos, termos técnicos, 
arcaísmos, jargões e regionalismos vocabulares que são de 
compreensão limitada, restrita a apenas um grupo de pessoas, 
dentro do possível devem ser substituídos por expressões 
equivalentes. Dê preferência ao vocabulário de entendimento 
geral. 
 
 
 
 
 
 
 
Você deve utilizar elementos de coesão que estabelecem uma relação 
lógica entre as frases e parágrafos para manter a coerência. Ex.: mas, 
entretanto, porém, conforme, etc. 
Para melhor a concisão, conforme o Manual de Redação Oficial de Minas 
Gerais, (2012, p.12), deve-se eliminar do texto: 
O uso excessivo dos pronomes indefinidos “um” e “uma”; o uso 
abusivo da palavra “que” (corrige-se fazendo a substituição com 
orações reduzidas ou períodos simples); os pormenores 
desnecessários e informações supérfluas, evitando a 
redundância. 
 
 
Evite as locuções verbais e elimine palavras ou expressões 
desnecessárias, como por exemplo: venho solicitar = solicito; havia 
proporcionado = proporcionou; venho por meio desta registrar = registro; ato de 
natureza administrativa = ato administrativo e etc. 
 
Cuidado com o uso dos pronomes possessivos “seu” e “sua”. Se não 
forem muito bem colocados na estrutura do texto, geram ambiguidade, conforme 
exemplo da frase a seguir: 
“Fernando ensinou Débora a usar o seu computador para escrever textos 
oficiais”. 
Pergunta: Computador de quem? Do Fernando, da Débora ou “de você”? 
 
Dica: Sempre que necessitar consulte um dicionário. 
Separamos duas excelentes fontes de consulta para você, acesse 
os links abaixo e confira: 
 
http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario 
 
https://dicionario.priberam.org 
 
 
 
 
 
UNIDADE II - FORMATAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE DOCUMENTOS 
Caro Cursista, você já sabe que um dos objetivos do Manual de Redação 
Oficial é a adoção de um padrão de apresentação dos documentos oficiais. Pois 
bem, vejamos algumas normas... 
 
Normas da Redação Técnica 
Devemos ficar atentos quanto à diagramação utilizada em documentos 
produzidos em editores de textos externos, pois os produzidos no Sistema 
Eletrônico de Informações – SEI* devem seguir as mesmas formatações. 
 
*Para saber mais, consulte o processo SEI/SESP número: 
1690.01.0000002/2017-87. 
Conforme preconizado no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais 
(2012, p. 25), os modelos da correspondência oficial (Ofício; Ofício circular; 
Memorando e Memorando circular) seguem um padrão, denominado Padrão 
Ofício, que apresenta forma similar, diferenciando-se pela finalidade. 
Veja a seguir as regras de diagramação preconizadas no Manual de 
redação Oficial de MG (2012, p. 25): 
Papel branco ou reciclado, tamanho A4 (29,7 cm x 21 cm); 
Cabeçalho: brasão oficial do Governo do Estado de Minas 
Gerais, acompanhado do nome da Secretaria ou instituição 
(órgão/entidade); Alinhamento do corpo do texto: justificado; 
Texto: fonte Calibri, tamanho 13, cor preta; Espaçamento entre 
as linhas: 1; Espaçamento entre os parágrafos: 1 linha em 
branco; Margem superior: 4 cm; Margem inferior: 2 cm; 
Margem direita: 2 cm; Margem esquerda: 3 cm; Recuo do 
parágrafo (tabulação): 2 cm da margem esquerda. 
Já aprendemos que nos textos oficiais, devido ao caráter impessoal e à 
finalidade de informar com o máximo de clareza e objetividade, devemos usar o 
padrão culto da língua. 
Conforme preconizado no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais 
(2012, p. 28) é importante ressaltar que: 
 
 
A obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial 
decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, 
morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos 
vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por 
essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos 
os cidadãos. 
 
Modelos e formatação de documentos 
Veja a seguir sobre a produção, formatação e diagramação de alguns 
tipos de documentos utilizados pelo Poder Executivo. Veremos que cada 
expediente possui sua característica. 
 
 
 
Fonte: https://www.rcout.com.br/digitalizacao-documentos. Acesso em 15 de maio de 2019. 
 
O que é Ofício? 
Segundo o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012, p. 29) o 
Ofício é definido como: 
Correspondência oficial expedida por qualquer autoridade 
pública ou chefia, nos limites de sua competência e hierarquia. 
Tem como finalidade o trato de assuntos oficiais da 
Administração Pública e é destinada às demais autoridades de 
outras instituições, sejam elas públicas ou privadas, e aos 
particulares. 
O Ofício deve possuir o “timbre”, “tipo, sigla do órgão que o expede”, 
“número do expediente e ano”; “local e data em que foi expedido”; “assunto”; 
“vocativo”; “texto de encaminhamento ou não”; “fecho”; “assinatura e 
destinatário”. 
 
O que é Ofício Circular? 
É um documento que possui as mesmas características do Ofício, 
entretanto, o Circular é endereçado a mais de um destinatário. 
 
 
Como seu conteúdo será encaminhado a vários destinatários, o número 
de controle será único, no entanto, cada via receberá o vocativo e o 
endereçamento do destinatário específico. 
 
 
Fonte: https://www.rcout.com.br/digitalizacao-documentos Acesso em 15 de maio de 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos um modelo de Ofício: 
 
 
 
 
 
Vejamos um modelo de Ofício Circular: 
 
 
 
 
 
O que é Memorando? 
O Manual de Redação Oficial de MinasGerais (2012, p. 42) define 
Memorando como sendo: 
Uma modalidade de comunicação entre unidades 
administrativas de um mesmo órgão, que podem estar 
hierarquicamente no mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-
se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente 
interna. 
Por se tratar de um documento administrativo interno, pressupõe-se 
agilidade na tramitação, seja via Sistema Eletrônico de Informações (SEI) ou 
manual. 
Como já vimos anteriormente, o SEI veio para otimizar, organizar e agilizar 
a tramitação de todos os documentos oficiais. 
Quanto à forma e estrutura, o Memorando segue o modelo padrão do 
Ofício. As diferenças são notadas logo após a “data”, nos campos: ”Para” e o 
“Assunto”, ambos em negrito e alinhadas à esquerda. 
 
O que é Memorando Circular? 
O conteúdo do texto e o número de controle são os mesmos. É 
endereçado a vários destinatários, sendo estes listados após o campo “Para”. 
 
 
Fonte: https://bbel.uol.com.br/organizacao/como-organizar-documentos-contas-e-
comprovantes/. Acesso em 15 de maio de 2019. 
 
 
Vejamos um modelo de Memorando: 
 
 
 
 
 
Vejamos um modelo de Memorando Circular: 
 
 
 
 
 
 
E-mail ou Correio Eletrônico 
 
Você possui uma conta de e-mail pessoal ou institucional, certo? 
Pois é, nos dias atuais é quase uma necessidade, não é mesmo? 
 
Esse meio de comunicação é muito utilizado atualmente. Devido à 
celeridade e eficiência, transformou-se em uma ferramenta de extrema 
relevância para transmissão de mensagens de textos, fotos, vídeos e 
documentos. 
Os textos escritos no corpo do e-mail não possuem uma forma 
“engessada”, entretanto, deve-se utilizar uma linguagem compatível com o grau 
de formalidade a que a comunicação exige, levando-se em conta o destinatário 
da mensagem e o assunto a ser tratado. 
 
Obs.: Sempre que possível utilizar o recurso de confirmação de leitura. 
 
Relatório 
Em algumas funções, sobretudo da área da Segurança Pública, há a 
recorrente necessidade de se produzir relatórios, não é mesmo? Pois é! Vejamos 
algumas orientações. 
Segundo o Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012) a finalidade 
desse documento é relatar/narrar de forma escrita sobre os atos e ou fatos que 
ocorreram em uma repartição/setor/unidade etc., com o objetivo de informar ou 
orientar para uma determinada ação. 
A estrutura do relatório é formada por título, vocativo, texto (introdução, 
análise e conclusão), fecho, local e data e assinaturas, conforme modelo 
apresentado a seguir: 
 
 
Vejamos um modelo de Relatório: 
 
 
 
 
 
 
Ata 
 
Conforme preconizado no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais 
(2012) a Ata é um documento de valor jurídico no qual são registrados, de forma 
objetiva e metódica, os acontecimentos e as decisões que ocorreram em uma 
reunião, sessão, assembleia, etc. Os fatos ocorridos devem ser descritos com a 
máxima fidelidade e não podem ser modificados após a assinatura. 
Há outras particularidades quanto à redação da Ata. O texto, sem rasuras 
e sem abreviaturas, não deve haver parágrafos ou alíneas, tudo é escrito sem 
espaços em branco, impossibilitando a inserção de novas informações nas 
entrelinhas. 
Quando houver algum erro na escrita, o Manual de Redação Oficial 
de Minas Gerais (2012) indica que seja usado a palavra “digo”, 
depois da qual se escreve a palavra ou a expressão correta. 
Usa-se ainda o termo “em tempo”, ao se verificar erro ou omissão após 
a redação. Este é colocado após o escrito, seguindo-se a emenda ou o 
acréscimo. 
 
Observe os exemplos a seguir: 
 
a) Aos vinte e sete dias do mês de maio, digo, do mês de março de dois mil e 
dezenove, ... 
b) Em tempo: na linha onde se lê veículo, leia-se vínculo. 
 
Fonte: <https://www.siteware.com.br/reunioes/como-liderar-uma-reuniao/. Acesso em: 14 de maio de 2019. 
 
 
Vejamos um modelo de Ata: 
 
 
 
 
 
Pronomes de tratamento e sua concordância 
Antes de falarmos sobre os pronomes de tratamento em comunicações oficiais, 
destacamos que os utilizados nesse texto estão em conformidade com as 
normas contidas no Manual de Redação Oficial de Minas Gerais (2012). 
Dizemos isso porque existem outros Manuais, inclusive cito o Manual de 
Redação Oficial da Presidência da República, que serviu de referência para a 
construção do Manual em Minas Gerais. 
Destacamos também sobre as recentes alterações na forma de tratamento em 
comunicações oficiais no âmbito Federal. Estas foram realizadas através do 
Decreto nº 9.758, de 11 de abril de 2019 - que dispõe sobre a forma de 
tratamento e de endereçamento nas comunicações com agentes públicos da 
administração pública federal. 
 
Para saber mais sobre essas alterações, acesse: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D9758.htm 
 
Pois bem, veremos agora sobre o emprego de alguns pronomes de tratamento 
bastante utilizados em textos oficiais, bem como sobre abreviatura e vocativo. 
Já sabemos que a determinação do pronome de tratamento se dá em razão do 
cargo do destinatário. 
São vários os tratamentos empregados às autoridades nos textos oficiais. 
Separamos alguns para apresentarmos a você. 
Emprega-se o pronome de tratamento “Vossa Excelência”, a abreviatura 
“V.Exa.” e o Vocativo “Senhor(a)”, às autoridades listadas a seguir, conforme o 
Manual de Redação Oficial de MG (2012, p. 63): 
Prefeitos Municipais, Secretários de Estado, Comandante Geral 
do Corpo de Bombeiros Militar e Comandante Geral da Polícia 
Militar; 
Ministros, Desembargadores, Juízes, Auditores da Justiça Militar 
e Membros do Ministério Público (Promotores e Procuradores); 
 
 
Membros do Congresso Nacional (Senadores e Deputados 
Federais), Deputados Estaduais, Presidente de Assembleias 
Legislativas e Presidente de Câmaras Municipais. 
 
Obs.: Estão abolidos os tratamentos Digníssimo (DD) e Ilustríssimo 
(ILMO.). 
 
“Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico para 
pessoas que concluíram curso universitário de doutorado. Entretanto, 
é costume designar por doutor os bacharéis em Direito e em Medicina”. 
(Manual de Redação Oficial de MG, 2012). 
Para enriquecer nosso aprendizado, separamos um vídeo para você. 
Assista-o e preste atenção nas dicas recomendadas: 
 
https://www.youtube.com/watch?v=BEuQ4aDnlFA 
 
Concordância com os pronomes de tratamento 
Como fica a concordância? 
Segundo o Manual de Redação de MG (2012, p. 66), os pronomes de 
tratamento concordam na terceira pessoa: 
Com o substantivo que integra a locução. 
Os possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre 
os da terceira pessoa. 
Quando a palavra é dirigida à pessoa com quem se fala, usa-se: 
Vossa Excelência, Vossa Senhoria. 
Quando a ela se faz referência: Sua Excelência, Sua Senhoria. 
Quanto ao adjetivo, a concordância é feita com o sexo da pessoa 
a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. 
 
 
 
Vejamos alguns exemplos que ilustram o que foi citado anteriormente: 
Pronome concordando na terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará o 
substituto” (e não “nomearás”). 
Pronome possessivo referindo-se a pronome de tratamento: “Vossa 
Senhoria encaminhará sua solicitação” (e não “vossa solicitação”). 
Conforme o Manual de Redação de MG (2012) quando a palavra é dirigida 
à pessoa com quem se fala, usa-se: “Vossa Excelência ou “Vossa Senhoria. 
Quando a ela se faz referência: Sua Excelência ou Sua Senhoria. 
A concordância com o adjetivo é feita conforme o sexo da pessoa a que 
se refere, e não com o substantivo que compõe a locução, de acordo com oexemplo a seguir: “Vossa Excelência está cansado” (se for homem). “Vossa 
Excelência está cansada” (se for mulher). 
 
Identificação de signatários e fechos para comunicações 
Conforme o Manual de Redação de MG (2012) todas as comunicações 
oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do 
local de sua assinatura, exceto as comunicações assinadas pelo Presidente da 
República. 
 
 
 
 
Diretor de Atendimento 
 
Fechos para comunicações 
Conforme o Manual de Redação de MG (2012), empregam-se apenas 
dois tipos de fechos: Respeitosamente para autoridades superiores, inclusive o 
 
 
Presidente da República; E Atenciosamente para autoridades de mesma 
hierarquia ou de hierarquia inferior. 
 
Expediente assinado por mais de uma pessoa 
A ordem de assinaturas segue a hierarquia dos cargos. Assina primeiro (de cima 
para baixo) o ocupante do cargo de nível hierárquico mais baixo, e segue essa 
lógica para as demais assinaturas, sejam duas ou mais. 
 
 
 
 
 
 
No caso de signatários de mesma hierarquia, as assinaturas devem vir lado a 
lado, conforme a seguir. 
 
 
 Diretor de Segurança Diretor de Atendimento 
 
 
Caro Cursista, finalizamos essa disciplina. 
Para exercitarmos um pouco sobre o que aprendemos, realize os exercícios de 
fixação que se encontram em seu Ambiente Virtual de Aprendizagem - AVA. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
Referências: 
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Busca do vocabulário. Disponível em 
<http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario>. Acesso em 
13 de mai. de 2019. 
 
BENJAMIN, W. Sobre a linguagem em geral e sobre a linguagem Humana. 
Tradução de Maria Luz Moita. In: ______. Sobre arte, técnica, linguagem e 
política. Lisboa: Ed. Relógio d’Água, 1992. 
 
CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Tereza Cochar. Português: 
linguagens/literatura, gramática e redação. 2.ed. São Paulo: Atual. 2004. 
 
CIPRO NETO, P.; INFANTE, U. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: 
Spicione, 2008. 
 
MINAS GERAIS. Manual de Redação Oficial do Governo de Minas Gerais. 
Belo Horizonte: 2012. Disponível em: <https://bit.ly/2PaPt4l>. Acesso em 15 
abr. de 2019. 
 
SARMENTO, L. L. Gramática em textos. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2005. 
 
SEI. Sistema Eletrônico de Informações. > Acesso em 12 de set. de 2017> 
http://www.fazenda.gov.br/sei.

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