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SISTEMA ESQUELÉTICO
Profª Rayssa Louza
Sistema esquelético
O esqueleto é o arcabouço resistente no qual o organismo humano está construído. Muito parecido à armação de um edifício, o esqueleto deve ser forte o suficiente para sustentar e proteger todas as estruturas anatômicas do corpo humano.
A estrutura esquelética ordena nossa forma e tamanho. Ela pode também ser imensamente influenciada pela nutrição, nível de exercícios físicos e hábitos posturais.
Principais funções do Esqueleto
Fornece as alavancas e os eixos de rotação sobre os quais o sistema muscular realiza os movimentos;
Sustentação, servindo de arcabouço e suporte para as partes moles do corpo humano;
Proteção de tecidos e orgãos vulneráveis;
Depósito para minerais, especialmente cálcio e fósforo;
Hemopoese (produção de células do sangue); 
Divisão do Esqueleto:
Divisão do Esqueleto:
Morfologia Óssea
Os ossos podem apresentar diversos tamanhos e formatos. Na maioria dos casos, os ossos são classificados conforme sua forma geométrica aproximada em: 
longos, alongados, curtos, planos e irregulares. Existem, ainda, os ossos pneumáticos, sesamóides e acessórios.
Morfologia Óssea
Ossos longos: 
Apresentam o comprimento maior em relação à largura e à espessura, que são equivalentes. Os ossos longos são encontrados tão somente no esqueleto apendicular. São formados por uma diáfise e duas epífises.
Morfologia Óssea
Morfologia Óssea
Ossos alongados: são achatados, sem epífises bem definidas, e não têm cavidade medular. 
Morfologia Óssea
Ossos curtos: apresentam as três dimensões, comprimento, largura e espessura, equivalentes, as quais lhes conferem uma forma cúbica.
Morfologia Óssea
Ossos planos: a largura e o comprimento predominam sobre a espessura.
Morfologia Óssea
Ossos irregulares: não possuem formas geométricas bem definidas.
Morfologia Óssea
Ossos pneumáticos: são ocos, com cavidades cheias de ar e revestidas por mucosa, apresentando pequeno peso em relação ao seu volume. Os ossos pneumáticos compõem os seios da face, sendo eles: frontal, esfenoide, etmoide e maxila.
Morfologia Óssea
Morfologia Óssea
Ossos sesamóides: São localizadas em regiões em que alguns tendões cruzam epífises de ossos longos. Se desenvolvem dentro dos tendões e os protegem de desgaste exorbitante junto ao osso. 
Arquitetura Óssea
Macroscopicamente, os ossos têm dois tipos diferenciados de substâncias ósseas, a esponjosa e a compacta. Os dois tipos podem aparecer de maneira simultânea, mas em quantidades variadas, num mesmo osso.
Arquitetura Óssea
A substância óssea esponjosa é mais leve, o que diminui a massa total de um osso, de modo que o osso se mova com maior simplicidade. 
Ela é porosa e se situa na parte interna dos ossos, constituindo as trabéculas ósseas (“pequenos feixes”). As trabéculas ósseas suportam e protegem a medula óssea vermelha. 
Arquitetura Óssea
A substância óssea compacta caracteriza‑se por um revestimento externo denso e rígido. Ela sempre reveste completamente todo o osso e tende a variar de espessura. 
Assim, a substância óssea compacta predomina na diáfise dos ossos longos. Além disso, ela envolve uma cavidade designada cavidade medular, que contém a medula óssea.
Arquitetura Óssea
Arquitetura Óssea
A medula óssea pode ser de dois tipos: a medula óssea vermelha e a medula óssea amarela. 
A medula óssea vermelha produz as células de sangue, por exemplo, leucócitos e plaquetas. Ela está presente nos ossos em formação do feto, e em alguns ossos adultos, como os da pelve, o esterno, e as extremidades dos ossos e da coxa. A medula óssea vermelha encontrada na cavidade medular, a partir da adolescência, se transforma em medula óssea amarela, cujo papel é a reserva de gordura.
Arquitetura Óssea
O periósteo e o endósteo
A superfície externa de um osso é comumente revestida pelo periósteo. O periósteo isola e protege o osso dos tecidos vizinhos; e participa ativamente no crescimento ósseo em diâmetro e na reparação de fraturas. O periósteo não reveste os ossos sesamoides.
No interior do osso, um endósteo celular reveste a cavidade medular. O endósteo está em atividade durante o crescimento e sempre que reparação e remodelamento da arquitetura óssea estiverem acontecendo.
Os ossos apresentam acidentes ósseos ou detalhes ósseos – as proeminências, as fossas, as depressões, os tubérculos, as eminências, os orifícios, os canais, as cavidades e os seios – para apresentar tão somente as características mais frequentes que compõem relevantes pontos de referência em anatomia, radiologia, ortopedia e antropologia física.
(do latim, foramine = orifício) é uma abertura por meio da qual passam artérias ou nervos;
FORAME
a fossa (do latim, fossa = fenda, trincheira) é uma depressão rasa sobre um osso
FOSSA
(do grego, Kondylo = elevação arredondada) é uma proeminência grande e arredondada que constitui uma união
CÔNDILO
 é uma projeção arredondada que compõe uma união e é sustentada na constrição (colo) do osso.
CABEÇA
 é uma projeção grande e arredondada, frequentemente com uma superfície áspera.
TUBEROSIDADE
é uma projeção aguda e delgada, oriunda da face de um osso.
ESPINHA
é uma margem ou borda proeminente, comumente rugosa, como a crista ilíaca do quadril;
CRISTA
é uma chanfradura ou entalhe em uma margem óssea, como a incisura da mandíbula.
INCISURA
É o capítulo da Anatomia que estuda as articulações. O local onde dois ou mais ossos se encontram, existindo ou não movimento entre eles, é designado de articulações ou junturas. 
 Artrologia
 De acordo com a conformação e com o aspecto estrutural, as articulações são grupadas em três tipos principais: as articulações fibrosas, as articulações cartilagíneas e as articulações sinoviais.
 Artrologia
 Nas articulações fibrosas, os ossos são conectados entre si por fibras de tecido conjuntivo, o que permite muito pouco movimento. Consideram‑se os seguintes tipos de articulações fibrosas: as suturas, as sindesmoses, as gonfoses e as esquindileses.
 Articulações fibrosas
Nas suturas existe um pequeno afastamento entre os ossos e, consequentemente, pequena quantidade de tecido conjuntivo interposto. 
Suturas
Essa articulação ocorre quando o afastamento entre os ossos é grande e há, consequentemente, grande quantidade de tecido conjuntivo interposto. Os dois ossos vizinhos são unidos por fibras colágenas de tecido conjuntivo.
Sindesmoses
Sindesmoses
É o modo pelo qual se processa a união das raízes de um dente com as paredes dos alvéolos dentários. As fibras colágenas de tecido conjuntivo conectam o periósteo do osso alveolar ao periodonto.
Gonfoses
Acontece quando a margem óssea aguda é inserida em uma fenda, por exemplo, do corpo do esfenoide que se aloja em uma superfície em forma de fenda. 
Esquindileses
A articulação cartilagínea conecta dois ossos por meio de cartilagem hialina ou fibrosa. Pode ser dividida em dois tipos: primária e secundária. 
Articulações cartilagíneas
Uma articulação primária é aquela na qual os ossos são unidos por uma lâmina ou barra de cartilagem hialina. 
Desse modo, aquela articulação entre a primeira costela e o manúbrio do esterno, são exemplos de tal articulação. 
Nenhum movimento é possível.
Articulações cartilagíneas
Articulações cartilagíneas
Uma articulação secundária é aquela na qual os ossos são unidos por uma lâmina de fibrocartilagem, e as faces articulares dos ossos são cobertas por uma fina lâmina de cartilagem hialina. 
As articulações cartilagíneas são encontradas, por exemplo, na sínfise púbica (entre os ossos do quadril) e nos discos intervertebrais (entre os corpos das vértebras). 
Uma pequena quantidade de movimento é possível.
Articulações cartilagíneas
Articulação secundária
Articulações cartilagíneas
As articulações sinoviais possuem, em geral, grande mobilidade. Caracterizam‑se por um tecido conjuntivo vascular, que forma uma membrana sinovial. Essa membrana secreta a sinóvia ou líquido sinovialque lubrifica a articulação. 
Articulações sinoviais
 A membrana sinovial é protegida, do lado de fora, por uma membrana fibrosa designada cápsula articular. O líquido sinovial encontra‑ se em um espaço virtual conhecido como cavidade articular. Esse espaço é delimitado pela cápsula articular.
Articulações sinoviais
 As cápsulas e os ligamentos, além de conservarem a junção entre os ossos, dificultam movimentos em sentidos indesejáveis e limitam a amplitude dos movimentos julgados normais.
Articulações sinoviais
 
Articulações sinoviais
 As bolsas sinoviais são pequenas cápsulas revestidas por membranas sinoviais e preenchidas por líquido sinovial, que amortece estruturas separadas por elas. A maior parte das bolsas sinoviais separa os tendões do osso, reduzindo o atrito sobre os tendões durante o movimento articular. 
Articulações sinoviais
Articulações sinoviais
 Geralmente, a inflamação aguda ou crônica da bolsa, a bursite, é causada pela irritação decorrente do esforço excessivo e repetitivo de uma articulação. 
Os sintomas abrangem: dor, edema, hipersensibilidade e limitação da amplitude de movimento. O tratamento pode englobar agentes anti‑inflamatórios orais e injeções de corticosteroides.
Articulações sinoviais
As superfícies articulares encontradas nas diferentes articulações do organismo alteram em tamanho e formato. Assim, elas são classificadas como: planas, dobradiças, pivôs, selares e esferoidais.
Classificação das articulações sinoviais
PLANAS (Deslizantes não axiais) 
Nessas articulações, as superfícies articulares ósseas são quase planas e o único movimento permitido é o deslizamento. Exemplos incluem as articulações intercarpais, intertarsais e intermetatarsais, além das facetas articulares das vértebras.
Classificação das articulações sinoviais
PLANAS (Deslizantes não axiais) 
Classificação das articulações sinoviais
DOBRADIÇAS (Gínglimo) 
As dobradiças contêm uma superfície óssea convexa e outra superfície côncava. Os ligamentos colaterais resistentes da região restringem o movimento a um deslocamento planar, como o de uma dobradiça
Classificação das articulações sinoviais
DOBRADIÇAS (Gínglimo) 
Classificação das articulações sinoviais
PIVÔS (em formato de parafusos)
Nessas articulações, a rotação é permitida ao redor de um eixo. Exemplos incluem as articulações radioulnar proximal e radioulnar distal.
Classificação das articulações sinoviais
PIVÔS (em formato de parafusos)
Classificação das articulações sinoviais
SELARES (em sela)
Nessas articulações, ambas as superfícies ósseas que se articulam têm o formato do assento de uma sela de equitação. 
A amplitude de movimento permitida é maior. Um exemplo é a articulação carpometacarpo do polegar.
Classificação das articulações sinoviais
SELARES (em sela)
Classificação das articulações sinoviais
ESFEROIDAIS (bola e soquete)
Nessas articulações, as superfícies articulares são reciprocamente côncavas e convexas. É a mais móvel das articulações sinoviais. Exemplos incluem as articulações do ombro e do quadril.
Classificação das articulações sinoviais
ESFEROIDAIS (bola e soquete)
Classificação das articulações sinoviais
A coluna vertebral oferece um suporte axial para o tronco. Ela estende‑se desde o crânio até a pelve, onde o peso do tronco é transmitido aos membros inferiores. A coluna vertebral também protege a medula espinal, provendo ainda pontos de fixação para as costelas e para os músculos do dorso e do pescoço. 
COLUNA VERTEBRAL
No feto e na criança, a coluna vertebral é formada por 33 ossos separados, ou vértebras. Inferiormente, nove vértebras se fundem para compor dois ossos, o sacro e o cóccix. 
Os 24 ossos restantes permanecem como vértebras individuais separadas por discos intervertebrais.
COLUNA VERTEBRAL
COLUNA VERTEBRAL
São sete vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas, cinco vértebras lombares, cinco vértebras sacrais e de três a cinco vértebras coccígeas.
Regiões e curvaturas
Regiões e curvaturas
São sete vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas, cinco vértebras lombares, cinco vértebras sacrais e de três a cinco vértebras coccígeas.
Regiões e curvaturas

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