Retículo Endoplasmático
1 pág.

Retículo Endoplasmático


DisciplinaBiologia Experimental719 materiais1.202 seguidores
Pré-visualização1 página


Retículo Endoplasmático

Nas células eucariontes há diversas organelas presentes no citoplasma e o retículo endoplasmático é uma delas. Ele é foi observado pela primeira vez em 1954, pelo biólogo Albert Claude, através de um microscópio eletrônico. O retículo endoplasmático é formado por um conjunto de membranas interligadas com a carioteca (membrana que envolve o núcleo da célula), e estas membranas delimitam cavidades, chamadas de lúmen, as quais estão alheias ao citoplasma devido à limitação das membranas, o que permite às substâncias presentes no interior da organela não se misturarem com o citoplasma, apenas quando necessário. Possui como função principal o transporte e síntese de várias substâncias dentro e fora da célula, atuando como uma rede de transporte. O retículo endoplasmático é composto quimicamente por lipídios e proteínas e, além do núcleo celular, também se mantém próximo à organela Complexo de Golgi, devido às constantes interações.



Pré-visualização de imagem de arquivo
Célula eucarionte e suas organelas

O retículo endoplasmático é dividido em duas partes, o retículo endoplasmático rugoso (RER) e o retículo endoplasmático liso (REL), os quais são interligados entre si, porém possuem funções distintas.


Retículo Endoplasmático Rugoso

O retículo endoplasmático rugoso, também chamado de reticulo endoplasmático granular ou ergastoplasma, possui as membranas em formato achatado e vários ribossomos aderidos à suas membranas na parte externa, dando-lhe um aspecto rugoso, por isto a nominação. Os ribossomos são responsáveis pela produção de proteínas, nas células e estas são transportadas pelo RER para o Complexo de Golgi, para assim serem enviadas a locais dentro e fora das células, onde são necessárias. Ele existe em maior número em células especializadas em produção de proteínas, como as células do pâncreas e plasmócitos. Dentre as proteínas sintetizadas pelo retículo endoplasmático rugoso estão alguns hormônios, anticorpos, enzimas digestivas, enzimas lisossômicas e as enzimas presentes na membrana celular, e ele também age na montagem de proteínas, síntese de fosfolipídios e glicolisação de glicoproteínas. O interior do RER, por ser separado do citoplasma, funciona como armazenamento destas proteínas e também de carboidratos.



Pré-visualização de imagem de arquivo
Retículo Endoplasmático Rugoso


Retículo Endoplasmático Liso

O retículo endoplasmático liso, também denominado retículo endoplasmático agranular, não possui ribossomos aderidos à suas membranas e é formado por membranas em formatos cilíndricos. Ele possui diversas funções, as quais podem variar dependendo do tipo de especialização da célula. Nas células musculares esqueléticas, o REL armazena cálcio nas suas cavidades, essencial para que ocorra a contração dos músculos. Também é responsável pela síntese de diversos lipídios, como fosfolipídios e colesterol, as quais ocorre com mais intensidade nas células hepáticas, gônadas e na glândula suprarrenal, e de ácidos graxos, esteroides. O REL realiza a desintoxicação, através da metabolização de substâncias tóxicas em substâncias não tóxicas, como álcool e drogas, e também de medicamentos, através de diversas reações químicas dentro das cavidades e ele pode ser maior em pessoas que façam um consumo elevado frequente destas substâncias. Ele também realiza transporte de substâncias para o citoplasma ou para o Complexo de Golgi, para futura excreção.



Pré-visualização de imagem de arquivo
Retículo endoplasmático liso


Retículo Endoplasmático e a Diabetes

O retículo endoplasmático presentes nas células beta, localizadas nas Ilhotas de Langerhans, no pâncreas, realiza a primeira etapa da síntese da insulina, hormônio responsável pela absorção da glicose no organismo, e é responsável, também, pelo controle do açúcar no sangue. Estas ilhotas apresentam um ou mais cristais de insulina, cerca de 10 mg por dia. Se alguma mutação ou disfunção ocorrer no retículo endoplasmático, principalmente nos das células beta, pode levar a disfunção da produção de insulina, levando a uma maior concentração de glicose no sangue, o que pode desencadear diabetes no indivíduo.