Ato Ilícito
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Ato Ilícito


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Ato ilícito


Introdução



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Representação de ato ilícito

Inicialmente, iremos abordar o que seria um ato ilícito, como ele se configura dentro da esfera penal e civil, além de avaliar quais as implicações jurídicas e sociais que esses atos podem provocar, seus efeitos e sanções.

Dessa forma, podemos observar que dentro do Estado Democrático de Direito visa garantir a todos os cidadãos a ordem e a paz que é necessária para que haja o estabelecimento entre as garantias que são essenciais e que também são previstas dentro da Constituição Federal de 1988, em que sempre o Poder Judiciário deve realizar a apreciação quando houver qualquer tipo de lesão ou ameaça a direito.


O que seria ato ilícito?

Temos que o ato ilícito é considerado a partir da prática, com infração, ao dever legal de não lesar um terceiro. Logo, a conduta humana pode ser considerada obediente ou contraveniente à ordem jurídica, já que o indivíduo pode tentar se conformar com todas as prescrições legais que são postas a ele ou agir de forma a praticar desobediência as mesmas.

Por conseguinte, é possível que observemos que a responsabilidade é considerada como sendo uma reação que é provocada pela infração a um dever que já é existente. Contudo, precisamos entender que mesmo que haja uma determinada violação de dever jurídico, caso não haja nenhum prejuízo, nenhuma indenização será devida, o que nos remete ao fato de que existe a obrigação de indenizar quando existe uma decorrência da violação do direito e do dano, o que os tornam requisitos concomitantes, em que o agente causador do dano tem a obrigação de indenizar, desde que sejam observados os pressupostos necessários.


Quais são os acontecimentos que poderá nos remeter à indenização?



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Recebimento de dinheiro como forma de compensação indenizatória

Os pressupostos que faz com que haja a indenização são aqueles que decorrem da ação humana, sendo ela de caráter positivo ou negativo, em que o agente poderá responder quando for autor direto do fato ou, simplesmente, por esse derivar de ato considerado próprio; além disso pode ser considerado também como sendo ato de terceiro que esteja sob sua guarda; ou de animais e coisas que sejam de sua propriedade ou posse.

O outro pressuposto se dá a partir da concepção de dolo ou culpa, em que o dolo é demonstrado a partir da intenção do agente em causar dano, sendo também uma violação deliberada do dever de não lesar a outrem. Porém, quando tratamos da culpa, estamos dentro de uma concepção de que a culpa irá operar como uma conduta que não é considerada diligente, pouco cuidadosa, que a partir de sua imprudência, negligência ou imperícia irá culminar em dano a outrem. Logo, quando tratamos de dano, estamos nos referindo a algo que pode ser considerado dano de característica material ou dano moral.

Por conseguinte, temos o nexo de causalidade, o qual é considerado a partir da relação entre o agente e o prejuízo ou dano, tratando-se de uma relação existente entre a causa, que é considerada a partir da conduta do agente, e o efeito, que seria o dano reparado. Logo, teremos que o nexo de causalidade visa demonstrar quem deu causa ao dano, ou até mesmo ao prejuízo sofrido de forma injusta, o qual deverá indenizar a vítima. Contudo, caso esteja presente uma das hipóteses de culpa exclusiva da vítima, de caso fortuito, e de força maior, estará sendo excluída a ilicitude do ato, pois, esses irão romper o nexo de causalidade.


Caracterizando a responsabilidade civil e a responsabilidade criminal



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O Direito regula as responsabilidades de cada esfera jurídica

Quando tratamos de vítima de danos de cunho cível, estamos nos referindo àquelas pessoas que devem buscar o Poder Judiciário para que o mesmo possa realizar a condenação do autor do fato à reparação de sua situação anterior ao dano.

Já quando estamos na seara penal, referimo-nos ao ato ilícito que consiste em uma ação ou até mesmo omissão do agente, em que o fato é considerado de forma prévia, pois, é tipificado dentro da norma penal de direito público. Dessa maneira, teremos que o interesse lesado é aquele relacionado à sociedade e a sua forma de reparação irá correr através de punição, que pode ser a partir de uma pena pecuniária, que é representada por multa ou fiança, até uma possível restrição total de liberdade da pessoa, que poderá ser a reclusão ou detenção, de acordo com a gravidade do tipo penal.