Bem Singular
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Bem singular


Introdução



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Direito Civil regula as relações de bens existentes

Inicialmente, iremos abordar o que seria considerado um bem singular, quais as suas principais características, implicações e consequências jurídicas, assim como podemos analisar sua relação com os bens coletivos, além de suas distinções em detrimento de outros bens.


Caracterização dos bens singulares

Teremos como caracterização dos bens singulares o fato de que esses são considerados coisas constituídas através de uma formação natural ou que surge em consequência de um determinado ato humano, sem que as respectivas partes, que são integrantes, busquem conservarem sua condição jurídica anterior, como seria o caso, por exemplo, de um animal qualquer.

Diante disso, fica visível que os bens considerados singulares compostos são aqueles em que há determinados elementos que são justapostos e acabam por manterem sua devida condição jurídica anterior.

Logo, observando um automóvel, por exemplo, iremos perceber que esse possui em sua composição elementos que fazem com que haja uma condição anterior, que seriam o caso das portas, bancos, vidros, que, quando reunidos, formam um só bem singular.

Por conseguinte, esses bens singulares, são ainda divididos em duas partes essenciais, em que temos, por um lado, os bens simples, por outro, os bens compostos. Quando tratamos dos bens simples, estamos nos referindo àqueles que são, naturalmente, formados, já quando tratamos dos compostos, são aqueles objetos diferentes que são unidos num todo.


Bens coletivos e sua definição

O bem coletivo perpassa pelo fato de que eles são considerados compostos por vários bens singulares, fazendo com que seja consolidado como um todo hegemônico.

Contudo, podemos citar, como exemplo, uma determinada situação em que um gado, o qual é constituído por diversos ruminantes, uma pinacoteca, que é formada por várias pinturas ou até mesmo uma biblioteca que é formada de vários livros conseguem estabelecer o critério de coletividade e homogeneidade do bem coletivo.

Sua principal explicitação dentro do Código Civil, está dentro do artigo 90, o qual trata de inferir que esse tipo de bem tem por finalidade a universalidade dos fatos, além da pluralidade de bens singulares, que são pertinentes a mesma pessoa, tendo uma destinação de cunho unitário. Além disso, ainda podemos encontrar no artigo 91, do Código Civil, a temática da universalidade de direito, que está exposto como sendo um complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, que são dotadas de valor econômico, que seriam, justamente, aqueles bens que visam formar essa universalidade e que podem ser objetos de relações jurídicas próprias.


Relação entre os bens coletivos e individuais

Ao analisarmos a temática, podemos perceber que, tanto os bens considerados singulares quanto os considerados coletivos, podem ser classificados em materiais e imateriais. Com isso, a melhor definição que podemos oferecer para que se realize a distinção dos bens singulares e coletivos, além de coisas simples e compostas, materiais e imateriais, é dado pelo estudioso Washington de Barros Monteiro, o qual afirmava que as coisas consideradas simples, dentro do direito, são aquelas que são responsáveis por um homogeneização, fazendo com que as partes estejam unidas pela natureza ou até mesmo pelo engenho humano, sem que haja nenhuma forma de determinação de cunho especial que vise produzir reclamação da lei.

Dessa forma, essas coisas podem ser consideradas materiais ou imateriais, quando se é material, termos cavalos, plantas, dentre outros, agora, quando temos bens imateriais, teremos o crédito como forma exemplificativa.



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As plantas são consideradas um bem material


Exposição dos bens singulares dentro do Código Civil

Como visto anteriormente, podemos inferir que esses bens singulares, mesmo que reunidos com outros, acabam podendo ser considerados independentes entre si, tendo por base o artigo 89 do Código Civil, o qual afirma que esses bens singulares são caracterizados, mesmo que reunidos, considerados por si, independentemente dos demais.


Considerações finais

Em síntese, podemos perceber que o ordenamento jurídico é considerado uma estrutura com uma gama de complexidade, a qual é constituída de regras, mas, também, de valores e de princípios, ou seja, já existem, mas que precisam ser respeitados com mais praticidade.

Diante disso, o direito real ou direito das coisas, é caracterizado como sendo o conjunto de normas destinadas a regular as relações jurídicas concernentes a bens corpóreos (materiais) ou incorpóreos (imateriais)suscetíveis de apropriação pelo homem e, bem assim, dotados de conteúdo econômico relevante e significativo.