Princípio da Oralidade
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Princípio da Oralidade


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Princípio da oralidade


Introdução

Inicialmente, iremos estudar o que seria o princípio da oralidade, cerificando qual seria suas características, definições e aplicações dentro do mundo jurídico e social, atentando para sua finalidade e o modo como suas características se apresentam.


O que seria o princípio da oralidade?



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Formas como se agrupam o princípio da oralidade

Temos que o princípio da oralidade se caracteriza a partir doe um embasamento que se apresenta através do fato da produção de provas dentro das relações processuais para o convencimento do magistrado em suas decisões.

Contudo, tal princípio era considerado uma regra na relação processual, porém, com o decorrer dos anos, tivemos novas manifestações que foram aceitas. Atualmente, o sistema jurídico brasileiro busca sempre adotar o procedimento considerado misto nas relações, ou seja, forma oral e escrita.


De qual forma o Código de Processo Civil regula essas perspectivas?



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Código de Processo Civil é responsável por regular questões relacionadas às provas na audiência

Iremos analisar que dentro do artigo 336 do Código de Processo Civil, estará explícito que dispõe as provas devem ser realizadas na audiência de instrução e julgamento, tendo a intenção sobre o modo que o julgamento da matéria se dê com certa celeridade, a partir de um número menor de atos processuais, aproximando o magistrado à verificação robusta da prova.

Além disso, iremos observar que, na linguagem oral, conforme nos noticia alguns processualistas, existe uma referência de cunho a satisfazer a ideia de que, nessa linguagem estão compreendidos todos fenômenos referente a fala e a língua; quando olhamos para a fala teremos ela como sendo atividade do indivíduo que produz "signos sonoros" ou até mesmo "imagens auditivas", as quais são integrantes do segundo fenômeno, que é a própria língua, a qual está compreendida como sendo um fenômeno social. Porém, quando tratamos da linguagem escrita, estaremos diante de uma representação considerada visível e durável da linguagem, que, de falada e ouvida passa a ser escrita e lida.


De qual forma a doutrina distingue os princípios informativos e fundamentais?

Ao analisarmos essa temática, verificamos que a doutrina busca distinguir os princípios informativos dos princípios fundamentais do direito processual, em que os princípios informativos são consideradas regras fundamentalmente técnicas, sem que haja conteúdo ideológico e que não precisam de demonstração, enquanto isso, os princípios fundamentais têm forte conteúdo ideológico, que irá variar de acordo com a situação política de um dado momento histórico.

Dessa forma, a oralidade dentro de uma relação considerada de cunho processual, em audiência de instrução e julgamento, tem como fator principal a realização dos atos processuais que estão em menor número, para que com isso o processo se torne mais célere.


Quais são os principais elementos que compõem a oralidade?

Iremos inferir que os principais elementos que compõem o princípio da oralidade, são os seguintes: a concentração, a qual se caracteriza através da celeridade, ou seja, todas provas precisam ser produzidas em um fator mínimo de audiências. Por conseguinte, temos a imediação, a qual não é necessário intermediário, todas provas serão realizadas diretamente ao juiz, onde este terá contato direto com as mesmas.

Além dessas, temos a identidade da pessoa física do juiz, em que o magistrado deve acompanhar o feito do início até seu final, de forma que se busque a preservação do equilíbrio, em que se tem em vista o fato de que o Juiz é a pessoa indicada a decidir, portanto, cabe a ele julgar a ação. E, por último, temos a irrecorribilidade das decisões interlocutórias, a qual tende a evitar divergências do processo.


Considerações finais

Podemos sintetizar que a oralidade, entre nós, irá representar um complexo de ideias e de caracteres que se apresentam de diversas maneiras, ainda que interiormente ligados entre si, fazendo com que haja um determinado procedimento oral, em que teríamos os princípios da concentração, da imediação, da identidade física do juiz, da irrecorribilidade das interlocutórias.

Por fim, nas relações processuais, de forma mais ampla, é possível percebermos que existe o advento com o advento da tecnologia até mesmo as sustentações orais realizadas por advogados em órgãos julgadores de instância superior, poderão ser feitas através de vídeo conferência, o que irá ser de grande importância no sistema processual, visando a celeridade, além de beneficiar todos que necessitam do sistema processual em sua generalidade.