Medida Provisória
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Medida Provisória


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Medida provisória


Introdução



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As medidas provisórias são de suma importância para o chefe do Poder Executivo em casos emergenciais

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria a medida provisória, assim como perceberemos quais são suas implicações jurídicas e políticas para o país.


O que é a medida provisória?



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A Constituição Federal rege como deve ser aplicada a medida provisória

Primeiramente, iremos caracterizar que a Medida Provisória é um dispositivo que busca integrar o ordenamento jurídico brasileiro, a qual é reservada ao presidente da República e se destina a matérias que sejam consideradas de relevância ou urgência pelo Poder Executivo, sendo que essa "ferramenta" jurídica é regulada de forma exclusiva pelo artigo 62 da Constituição Federal em vigor, que determina em seu artigo 62 que em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional, que, estando em recesso, será convocado extraordinariamente para se reunir no prazo de cinco dias.


Para que serve as medidas provisórias?

Teremos que as medidas provisórias possuem um caráter de agilizar uma tomada de decisão realizada pelo executivo, mas que terá que passar pelo congresso para ser sancionada. Logo, como exemplo, poderíamos citar a MP que foi desenvolvida para sanar uma grave crise foi com a “greve dos caminhoneiros”, pois, com a greve do setor, onde o Brasil se encontrou em uma situação bastante complexa, o executivo se viu em uma situação onde teria que ceder.

Dessa forma, a MP 838/18 foi desenvolvida com o intuito de criar um subsídio ao diesel (e assim reduzir parte dos custos dos caminhoneiros), sendo que essa MP foi aprovada pelo senado em 4 de setembro de 2018. Caso o presidente da república, em exercício na época, decidisse passar uma lei complementar, ao invés da MP, provavelmente, a situação não se resolveria de forma rápida.


Medida provisória e Lei complementar

Ao analisarmos essa temática, verificamos que a MP é construída pelo presidente da república em momentos de urgência, ou seja, não há como esperar toda a burocracia exigida por lei e, assim, o presidente se manifesta por meio de uma MP.

Além disso, podemos caracterizar como sendo momentos e urgências os desastres naturais, como seria o caso das enchentes, desmoronamentos, entre outras anomalias, sendo possível incluir temas vinculados ao bem social.

Se por acaso a MP seja aceita no congresso nacional, a mesma pode ser aprovada e, assim, se transformará em lei ordinária, destacando-se que a aprovação da MP pode ser feita por votação simples, ou seja, por maioria simples (mais da metade dos presentes) no congresso, sendo que isso não ocorre com uma Lei complementar, por exemplo.

Dessa maneira, a Lei complementar, não possui poderes maiores do que a lei considerada como ordinária. Porém, de acordo com o Supremo Tribunal Federal, ocorre uma hierarquia baseada no tipo de votação, que pode ser por maioria simples ou absoluta. Logo, para que se possa aprovar uma Lei Complementar, a mesma deve passar no congresso e só será aprovada através de votação por maioria absoluta, possuindo mais da metade de todos os parlamentares.


Histórico das medidas provisórias

O instituto da Medida Provisória possui raízes históricas nas cartas constitucionais da Itália e Espanha, e chegou até nós por meio da atual constituição brasileira, sendo que essa sofre algumas profundas modificações publicadas na Medida Provisória de número 32.

Por conseguinte, como registrado no texto constitucional, sua principal motivação é a relevância e urgência, sendo que tais dispositivos assumem as características de lei, sendo submetidas ao Congresso Nacional para aprovação.


Quais as matérias vedadas na medida provisória?

Iremos observar que existem algumas matérias que são vedadas à edição de medida provisória, como por exemplo:

  1. As matérias que possuem competência de lei complementar;
  2. Posteriormente, as que não sejam objeto de delegação legislativa;
  3. Em seguida, temos a legislação em matéria penal;
  4. Por fim, a legislação em matéria tributária.

Dessa forma, ao receber a medida provisória para sua aprovação, cada uma das casas do Congresso analisará o mérito da mesma e irá se pronunciar sobre a presença ou não de todos os pressupostos constitucionais no texto em análise.

Por fim, observamos ainda que quem emite o parecer sobre todos estes detalhes é uma comissão mista de deputados e senadores, que enviam o texto ao plenário de cada uma das casas do Congresso para uma futura apreciação e votação, em sessões separadas.