Norma Penal
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Norma Penal


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Norma Penal


Introdução



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O Direito Penal trata sobre as leis penais que regem a sociedade

Inicialmente, iremos estudar o que seria uma norma penal, como ela se apresenta e quais são suas principais implicações no mundo jurídico.


O que seria a norma penal?

Podemos afirmar que as normas tidas penais cumprem a finalidade de punir determinadas condutas descritas no Código Penal e estão em direção ao que promana a legalidade como princípio, além da conduta do agente que a norma proíbe ou manda determinada conduta. É por isso que as normas penais incriminam ou não conforme o previsto em lei.


Tipos de normas

Existem diversas tipos de normas penais, dentre elas temos as seguintes:

  1. Normas penais incriminadoras: essas têm por escopo definir as infrações penais, proibindo ou impondo condutas, desse modo, o seu não cumprimento se sujeita a penalidade, podendo ser primárias ou secundárias:

Iremos analisar que as normas primárias ou “preceptum iuris”, são aquelas que descrevem perfeita e detalhadamente a conduta proibindo ou impondo, já as normas secundárias ou “sanctio iuris”: tem por objetivo a individualização da pena em abstrato.

A aplicação dela pode se dá através do exemplo do artigo 121, o qual trata sobre “Matar alguém” (norma primária), com uma pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 20 (vinte) anos (norma secundária)

  • Normas penais não incriminadoras, essas possuem tais finalidades, como: Tornar licitas determinadas; condutas; Afastar a culpabilidade do agente, como no caso de isenção de penas; Esclarecer determinados conceitos; Fornecer princípios penais para a aplicação da lei penal.
  • Existe ainda um outro critério classificativo das normas penais não incriminadoras, como: a) permissivas; b) explicativas e c) complementares.


    De qual modo se apresentam as normas incriminadoras permissivas, explicativas e complementares?

    Primeiramente, temos que as normas permissivas se caracterizam por serem Justificantes, já afasta a ilicitude da conduta do agente, por exemplo: arts. 23, 24 e 25 do CP. E, também pode ser exculpantes, em que se elimina a culpabilidade, isentando o agente de pena, por exemplo: art. 26 “caput” e 28 do CP.

    Além disso, elas podem ser explicativas, pois visam esclarecer ou explicitar conceitos. P. ex. os arts. 327 e 150, § 4º, do Código Penal, quando versam sobre o que seria o “funcionário público” e de “casa”.

    Por fim, podem ser consideradas complementares, já que fornecem princípios gerais para a aplicação da lei penal. P. ex. o art. 59, do CP, quando trata sobre a aplicação de pena.


    O que são normas penais em branco (ou primariamente remetidas)?



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    Normas penais em branco exigem complementação

    Podemos inferir que essas normas são aquelas nas quais, embora haja uma descrição da conduta proibida, se faz necessário um complemento por outro dispositivo vigente, como as leis, os decretos, portarias, regulamentos, entretanto, desde que sejam proibitórios ou impostos pela norma penal.

    Além disso, as normas penais em branco podem ser classificadas como:

    a) Homogêneas: em que seu complemento provém da mesma fonte legislativa. P. ex. o artigo 237, do CP, conjuntamente com o art. 1.521, do Código Civil.

    b) Heterogêneas: temos que seu complemento é proveniente de uma norma diferente daquela que a editou.


    O que define as normas penais incompletas?

    Essas se caracterizam através da necessidade de outro texto normativo para saber qual a sanção a ser imposta. Por exemplo: A Lei n. 2.889, que define e pune o crime de genocídio, mas remete ao art. 121, § 2º, do CP, tratando do quanto a pena a ser cominada.


    Qual a diferenciação entre Anomia versus Antinomia?

    Temos que realizar a distinção de ambas é importante e ambas são distintas, ao passo que devemos tratar a respeito sucintamente. Dessa forma, temos que a anomia tem por caracteres: a Ausência de norma; Existência de normas, mas a sociedade a ignora, praticando condutas proibidas pelo ordenamento jurídico, sabendo-se de sua impunidade.

    Já quando observamos em relação a antinomia, vemos que são duas ou mais normas incompatíveis, pertencentes ao mesmo ordenamento jurídico e tendo o mesmo âmbito de validade. P. ex. uma norma que proíbe determinada conduta e outra que a permite.


    Quais são os meios de solução de antinomia jurídico-normativa?

    Podemos citar três critérios utilizados, são eles: Cronológico: deve-se verificar se houve entre as normas distancia temporal, sendo que a segunda norma editada a posteriori, revogue a primeira; Hierárquico: observa-se o respeito e a escala normativa conforme a pirâmide de Kelsen, em que a Constituição Federal é o seu ápice primário perante a Lei Ordinária. Havendo simultaneidade normativa, prevalecem ambas, desde que harmônicas e, por fim, temos a especialidade: lei especial afasta a aplicação de lei geral.