Princípios do Contraditório e da Ampla Defesa
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Princípios do Contraditório e da Ampla Defesa


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Princípios do contraditório e da ampla defesa


Introdução



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Características da ampla defesa e do contraditório

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria o princípio da ampla defesa e do contraditório, assim como iremos analisar de qual forma ele se apresenta, em que fundamentos têm embasamento e qual a sua principal finalidade no campo jurídico.


Evolução histórica do princípio do contraditório

Iremos observar que o contraditório começa a integrar nossa Constituição a partir do ano de 1937, mais especificamente no artigo 122, número 11, segunda parte. Além disso, permaneceu nas Constituições vindouras, da seguinte forma: 1946, no artigo 141, parágrafo 25; 1967, no artigo 140, parágrafo 16 e renumerado, na Emenda Constitucional de 1969, para o artigo 153, parágrafo 16.

Diante disso, existia uma discussão sobre a extensão de sua aplicabilidade, em que o alvo era se o contraditório poderia ser assegurado fora do processo penal, porém hoje não mais subsiste qualquer dúvida sobre sua aplicabilidade, podendo ser aplicado a qualquer processo, seja judicial ou administrativo.

Além disso, devemos mencionar que, diante da redação atual, o instituto do contraditório não mais se restringe à atividade instrutória, como ocorria antes na Constituição pretérita. Dessa forma, a doutrina sempre argumentou sua necessidade, afirmando que deveriam ser abrangidos, pelo contraditório, todos aqueles atos que fossem capazes de influenciar na formação do real convencimento do julgador, quer pela prova, quer fora dela.

Por conseguinte, temos que existe um ponto pacífico na doutrina europeia, que defende que para o processo civil ou para o penal, a essencialidade do contraditório no momento estritamente argumentativo, quando o princípio se traduz na expressão dialógica de razões e argumentos.


De que maneira o princípio do contraditório se apresenta?

Iremos inferir que o princípio do contraditório possui seu fundamento legal no artigo 5º, inciso LV, de nossa Constituição Federal, como supramencionado.

Alguns autores definem como sendo a ciência bilateral dos atos e termos processuais e possibilidade de contrariá-los, sendo que representa uma garantia que é conferida às partes de que elas efetivamente participarão da formação da convicção do juiz. De certa forma, pode ser dito, como bem lembra a melhor doutrina, que se encontra inserido no conjunto das garantias que constituem o princípio do devido processo legal.

Por conseguinte, de forma mais ampla, pode ser dito que o princípio do contraditório tem por significação que cada ato praticado durante o processo seja resultante da participação ativa das partes, surgindo como uma garantia de justiça para as partes e, tendo como ponto de partida, o brocardo romano audiatur et altera pars , em que a parte contrária também deve ser ouvida.

Por isso, torna-se de suma importância que o juiz, antes de proferir cada decisão, proceda a devida oitiva das partes, proporcionando-lhes a igual oportunidade para que, na forma devida, se manifestem com os devidos argumentos e contra-argumentos não podendo deixar de ser lembrado que o juiz, ao prolatar a sentença, deve oferecer, aos litigantes, a oportunidade para que busquem, pela via da correta argumentação, ou em conjunto com os elementos de prova colhidos, se assim for o caso, influenciar na formação de sua convicção.


Princípio da ampla defesa e suas respectivas características



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Constituição Federal realiza todos os embasamentos necessários para iluminar o princípio da ampla defesa

Primeiramente, temos que o Princípio da Ampla Defesa é considerado como sendo um direito que tem base legal, no artigo 5º, inciso LV, da Carta Magna de 1988, em que está explícito que as partes têm para apresentarem argumentos em seu favor, considerando os limites, em que seja possível se conectar aos princípios da igualdade e do contraditório.

Contudo, temos que o direito de Ampla Defesa é um direito de cunho constitucional, o qual foi conferido a qualquer pessoa que, em qualquer tipo de processo ou procedimento, judicial, extrajudicial, administrativo, de vínculo laboral, associativo ou comercial, e também garantindo a qualquer parte que possa ser afetada por uma decisão de órgão superior.

Por conseguinte, iremos inferir que a autodefesa é considerada como sendo a possibilidade de o acusado se defender por si mesmo, ativamente, quando da realização do seu interrogatório, por exemplo, ou de forma passiva, permanecendo em silêncio. Outrora, quando tratamos da defesa técnica, estamos nos referindo àquela que é realizada por um determinado profissional habilitado, que pode ser um advogado constituído, defensor público ou advogado dativo, o qual é nomeado pelo Estado, ou seja, terá que ser uma pessoa a qual tem conhecimento jurídico para desempenhar a defesa técnica.

Por fim, temos que para que a mesma possa se valer, sem qualquer espécie de bloqueio, de todos aqueles meios, processuais necessários à preservação de seus direitos garantidos no artigo 5º inciso LV da Constituição Federal de 1988.