Processo Como Instituição Jurídica
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Processo Como Instituição Jurídica


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Processo como instituição jurídica


Introdução



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O Direito dispõe de diversas teorias para que seja possível incrementar o processo e evoluir nas concepções acerca do mesmo

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria o processo como instituição jurídica, além disso iremos verificar qual a implicação disso no âmbito jurídico e de que forma essa teoria se entrelaça com o conceito de instituição.


De qual forma as Teorias do Processo se apresentam com o decorrer do tempo?

Ao analisarmos essa temática, poderemos dividir esse momento em alguns tópicos vários tópicos, em que cada um está destinado a uma teoria.

Diante disso, temos que na Teoria do Processo com Contrato Pothier o processo se apresentava a partir de uma forma que parecia com um pacto, já a segunda teoria se apresenta como sendo uma Teoria do Processo com Quase-Contrato, observando sempre os principais pensamentos de Savigny e Guényva.

Por conseguinte, na Teoria do Processo como Relação Jurídica, veremos que a teoria trata sobre a relação jurídico-processual, a qual é existente entre os sujeitos do processo, que seria o juiz, autor, réu, dentre outras peculiaridades. Logo, essa teoria é tratada conforme os pensamentos de Oskar von Bülow; posteriormente, temos a existência da Teoria do Processo como sendo uma Situação Jurídica, de Goldschimidt, a qual foi formulada em 1925, pressupondo também a existência da pesquisa, além de explicações sobre a Teoria Constitucionalista, do processo, abordando sobre qual seria a importância dos princípios constitucionais, os quais são representados pela ampla defesa, isonomia e contraditório, reserva legal, dentre outros.



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Princípio da ampla Defesa e do Contraditório são uma das garantias constitucionais dentro do processo

Dessa forma, a Teoria do Processo como Instituição Jurídica, formulada por Guasp, sendo essa estudada através do conceito de instituição e, por fim, temos a explicitação da Teoria do Processo como uma forma de Procedimento, o qual é realizado em Contraditório.


Do que trata a Teoria do Processo como instituição jurídica?

Primeiramente, temos que o principal doutrinador que defende essa teoria é Guasp, que conseguiu diversos adeptos com o decorrer do tempo, como é o caso do espanhol Menendez-Pidal, e Coutore, que posteriormente abandona esta corrente teórica.

Temos ainda que Alvim ressalta que Coutore antes de abandonar a teoria do processo como instituição, buscou escrever uma monografia sobre o tema “O processo com instituição jurídica” e, em sua primeira edição dos Fundamentos del derecho procesal civil, expôs a sua tese, em que demonstra que mostra-nos que, apesar de Coutore em novas edições considerar tal teoria insustentável, um dia se aderiu a ela.

Dessa forma, podemos inferir que o idealizador Guasp, para que fosse possível explicar a natureza jurídica do processo, procurou sua fonte fora do direito. adotando o conceito do que seria a instituição, sendo que tal significação foi consolidado dentro do âmbito das ciências sociais.

Por fim, temos que a partir desse modo de agir, ou seja, desse tipo de padronização, a qual estava voltada para as necessidades de uma determinada sociedade, surge de forma intrínseca o processo como sendo uma instituição, em que o Estado sendo o detentor da jurisdição, qualquer tipo de comportamencto que fosse contrário à instituição, poderá este atribuir sanções previstas em lei. Já na sociedade, quando os interesses se cruzam, o modo de agir mais sensato é quando se dirige ao juiz, sendo que para essa teoria do processo como instituição, o modo de agir

mediante um determinado conflito de interesses se dá “através do processo”.


Considerações finais

Foi perceptível que na Teoria do Processo como Instituição Jurídica existem diversos adeptos que acreditam em uma afirmação dessa teoria, porém, Coutore a abandona por considerá-la insustentável.

Dessa forma, é possível observamos que Guasp aborda sua teoria através do conceito de instituição, o qual seria nada mais do que formas padronizadas de comportamentos, fazendo com que o processo surja ligado a este conceito de instituição.

A partir disso, temos que o comportamento correto, com exceção em casos permitidos por lei, em face de um conflito de interesses se dará através do processo, que como instituição deverá garantir a paz e estabilidade jurídica. Dessa forma, esta teoria não foi bem sucedida devido a uma falta de precisão do conceito de instituição, a qual que é abrangente.