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Aula 1 Contabilidade Comercial e Financeira CONTABILIDADE COMERCIAL E FINANCEIRA AULA 1: APRESENTAÇÃO DO PLANO DE ENSINO Bibliografias BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR FERREIRA, R. Contabilidade Básica . Rio de Janeiro: Editora Ferreira, 2015. GOMES, J. M. M. et al. Manual de Práticas Contábeis : Aspectos Societários e tributários. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2011. MARION, J. C.; IUDÍCIBUS, S. Contabilidade Comercial (atualizado conforme Lei 11.638/07 Lei 11.941/09). 9. ed. São Paulo: Atlas, 2010. MONTOTO, E. (Org.). Contabilidade Geral Esquematizado . São Paulo: Atlas, 2014. RIBEIRO, O. M.; COELHO, J. M. R. Contabilidade para concursos e exame de suficiência . São Paulo: Ed. Saraiva, 2013. CONTABILIDADE COMERCIAL E FINANCEIRA AULA 1: APRESENTAÇÃO DO PLANO DE ENSINO Bibliografias INDICAÇÃO DO LIVRO DIDÁTICO CARVALHO, A. M.arques Maciel de. Contabilidade Comercial e Financeira . 1. ed. Rio de Janeiro: SESES, 2015. Capítulo: 1 – Operações com mercadorias, nº de páginas: 26. Capítulo: 2 – Operações com mercadorias – fatos que alteram os valores de compras e vendas , nº de páginas: 20. Capítulo: 3 – Tributos incidentes sobre compras e vendas, nº de páginas: 22. Capítulo: 4 – Operações Financeiras, nº de páginas: 26. Capítulo: 5 – Operações com Ativo Imobilizado, nº de páginas: 28. Total de páginas do material didático: 122 Evolução da contabilidade sob a perspectiva comercial e financeira • A Contabilidade é a ciência social que tem como objeto o estudo e o controle do patrimônio das entidades. É comum relacionarmos a Contabilidade com a história do homem, pois, desde os tempos mais remotos a ação do homem gera e modifica o fenômeno patrimonial. • Nesta perspectiva, observamos a importância da Contabilidade Comercial e Financeira, visto que, em uma empresa comercial, as operações que merecem mais atenção são: – As compras de mercadorias. – O controle de estoque de mercadorias. – As vendas de mercadorias. – Os tributos sobre compras e vendas; os abatimentos; os descontos e as devoluções. Tais operações devem ser devidamente registradas (função administrativa) para apurar o resultado das atividades (função econômica) As funções da Contabilidade, no que tange o seu objeto de estudo, são: • Função Administrativa • Função Econômica Quadro 1 - Diferenças entre as Contabilidades Gerencial e Financeira Fator Contabilidade Financeira Contabilidade Gerencial Usuário dos relatórios Externos e Internos Internos Objetivos dos relatórios Facilitar a análise financeira para as necessidades dos usuários externos Objetivo especial de facilitar o planejamento, controle e avaliação de desempenho e tomada de decisão internamente Formas de relatórios Balanço Patrimonial, DRE, DMPL, DLPA,DVA,DFC, DRA e Notas explicativas Orçamentos, Contabilidade por responsabilidade, relatórios de desempenho, relatórios de custos, e outros para tomada de decisão. Frequência dos relatórios Anual, trimestral e ocasionalmente mensal Quando necessário pela administração Conteúdo Aula Demonstração do Resultado • A cada exercício social, normalmente um ano, a entidade deve apurar o resultado das atividades e assim constatar se apurou lucro ou prejuízo. • Para tal apuração do lucro ou prejuízo de um determinado período, a Contabilidade oferece como ferramenta a Demonstração do Resultado do Exercício – DRE. • A Receita representa, de forma geral, a venda de mercadorias ou a venda de serviços. A contrapartida da operação de venda é refletida no Caixa ou na Conta Bancária, quando a venda for a vista ou na Conta Duplicatas a Receber / Clientes (direito) quando a venda for a prazo. • • A receita sempre aumenta o ativo, pois gera um bem (dinheiro) ou um direito (Clientes ou Duplicatas a Receber). • A Despesa pode ser definida como todo e qualquer sacrifício para se obter receita ou ter controle. A despesa, por sua vez, diminui ativo quando paga a vista, ou cria uma obrigação, quando paga a prazo. Exemplo: Despesa de Salário, Despesa de Material de Escritório, Despesa de Propaganda, Despesa de Comissão. Disponível contemplas as contas de caixa e bancos. Finalidade da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). • A DRE é uma demonstração financeira que contém um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período, normalmente 12 meses. É apresentada de forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se às despesas e custos, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo). • A finalidade da DRE é mostrar, em detalhes, o Resultado (lucro ou prejuízo) obtido por determinada empresa em determinado período. Essa demonstração detalha, de forma sucinta, como o resultado do período foi constituído. • A demonstração começa pelas receitas brutas, nas quais são classificadas as vendas de bens e serviços da entidade. • Na dedução das receitas brutas entram as Vendas Canceladas, Abatimentos e os impostos incidentes sobre as vendas, tais como: Pis, Cofins, ISS, IPI, ICMS, etc. • Os custos são oriundos da contabilização das vendas e baixas de estoque, sendo assim, obedecem ao princípio contábil do confronto das despesas com as receitas • As contas de despesas não estão ligadas diretamente à produção do produto, e devem aparecer na DRE de acordo com o princípio da competência. • As despesas comerciais representam os gastos de promoção, colocação e distribuição dos produtos e serviços da empresa. Constam desta categoria as despesas como o pessoal da área de vendas, marketing, logística, comissão sobre vendas, propaganda e publicidade, gastos estimados com garantia de produtos e serviços, etc. • As despesas administrativas são necessárias para administrar a empresa. De maneira geral ocorrem nos escritórios, visando à direção ou à gestão da empresa. Exemplos: Honorários Administrativos, Salários e Encargos Sociais do Pessoal Administrativo, aluguéis de escritórios, despesa de luz, água, telefone do escritório, advogados, contadores, etc. • • Os Encargos Financeiros Líquidos, conforme a Lei das S.A., no seu artigo 187, define a apresentação como despesas operacionais “as despesas financeiras deduzidas das receitas”. • O imposto de renda e a contribuição social são obrigações que as empresas têm quando apuram lucro. Nesta conta tem-se uma provisão dos valores e quando da entrega da DIPJ, se terá os valores definitivos. Exercícios • EXERCÍCIOS • A empresa iniciou as atividades em janeiro de 2014 • • 03/01/2018 Os sócios Le Andro e Armando Futuro, frimaram contrato para criar a empresa com o capital de R$ 100.000,00, sendo que a Leo tem 60% do capital. • • 10/01/2018 Os sócios integralizaram nesta data a totalidade do capital social, abrindo uma conta no Banco Quebranca. • • 21/01/2018 A empresa comprou mercadorias para revenda (5 servidores) por R$ 5.000,00 cada um, sendo o pagamento a vista (banco). • • 22/01/2018 A empresa comprou mais merrcadorias para revenda (5 servidores) por R$ 4.000,00 cada um, sendo o pagamento a vista (banco). • • 28/01/2018 Foram vendidos 3 servidores por R$ 10.000,00 cada um, para a empresa Info S/A, conforme nota fiscal n° 1. O pagamento foi a vista, conforme o cheque n° 300 do Banco Laer. • Pede-se: Montar o Balanço e a DRE LEMNRETE!!! Apuração Resultado do Exercício Apuração extracontábil do resultado do exercício Suponhamos que, no exercício de XI, o total das despesas de uma empresa tenha sido igual a $ 1.500 e o tal das receitas tenha sido igual a $ 3.500. Podemos apurar o resultado de duas maneiras: extracontábil ou contabilmente. Apuração resultadodo exercício Receitas 3.500 (-) despesas 1.500 (=) resultado 2.000 Apuração Contábil do resultado do exercício A Apuração contábil do resultado do exercício de uma empresa de prestação de serviços também é simples. Contudo, requer a prática de alguns procedimentos técnicos. Roteiro para apuração do Resultado do Exercício 1) Elaborar um balancete de verificação composto por contas e saldos extraídos do livro razão ou dos razonetes. 2) Transferir os saldos das contas de despesas para a conta transitória Resultado do Exercício” 3) Transferir os saldos das contas de receitas também para a conta transitória de Resultado do Exercício. 4) Apurar no livro Razão ou no Razonete o saldo da conta Resultado do Exercício A conta resultado do exercício receberá, a seu débito, os saldos das contas de despesas; e , a seu crédito, os saldos das contas de receitas. 5) Transferir o saldo da conta de Resultado do exercício para uma conta do patrimônio Líquido. Apuração resultado do exercício Apuração resultado do exercício Nº Contas Devedor Credor 1 Caixa 10.000 - 2 Móveis e Utensílios 3.000 - 3 Contas a pagar - 5.000 4 Capital - 6.000 5 Impostos 1.000 - 6 Alugueis 500 - 7 Receitas de Serviços - 3.500 Total 14.500 14.500 Balancete de Verificação - $ 1) Elaborar um balancete de verificação composto por contas e saldos extraídos do livro razão ou dos razonetes. Apuração resultado do exercício 2) Transferir os saldos das contas de despesas para a conta transitória Resultado do Exercício” Impostos Alugueis Passivos 1.000 500 D – Resultado do Exercício C - Diversos Impostos 1.000 Alugueis Passivos 500 1.500 Resultado do Exercício a - 1.500 a) Encerramento das Contas de Resultado 1.000 - a 500 - a Apuração resultado do exercício 3) Transferir os saldos das contas de receitas também para a conta transitória de Resultado do Exercício Receitas de Serviços b- 3.500 D – Receitas de Serviços C - Resultado do Exercício 3.500 Resultado do Exercício a - 1.500 b) Encerramento das Contas de Resultado 3.500 3.500 - b -1.500 2.000Saldo 4)Apurar no livro Razão ou no Razonete o saldo da conta Resultado do Exercício Apuração resultado do exercício 5) Transferir o saldo da conta de Resultado do exercício para uma conta do patrimônio Líquido. D – Resultado Exercício C - Lucros Acumulados 2.000 Resultado do Exercício a - 1.500 c) Transferir o saldo do resultado exercício para conta de lucros acumulados 3.500 - b -1.500 2.000Saldo 2.000 - c Lucros Acumulados c- 2.000 Saldo - 0 Balanço Patrimonial - $ Levantado em 31/12/X1 Ativo $ Passivo/PL $ Ativo Circulante Passivo Circulante Caixa 10.000 Contas a Pagar 5.000 Ativo Não Circulante Móveis e Utensílios 3.000 Patrimônio Líquido Capital 6.000 Lucros Acumulados 2.000 8.000 Total 13.000 Total 13.000 Aula 2 Operações com Mercadorias • Nesta aula, você irá reconhecer as formas de controle dos estoques das empresas comerciais. Irá distinguir o regime de inventário periódico e o regime de inventário permanente e suas respectivas características. Você irá compreender qual tipo de inventário adotar, dependendo do porte da empresa, bem como, os impactos da escolha da forma de avaliação dos estoques no resultado da mesma. • Você irá compreender como apurar o Custo da Mercadoria Vendida (CMV), no regime de inventário periódico e também no inventário permanente. Irá reconhecer as formas de contabilização dos estoques em cada um dos regimes de inventários, considerando a legislação do imposto de renda e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). • Para iniciar, vamos apresentar os conceitos e a composição dos estoques. Considerações iniciais sobre os estoques • O estoque é um dos elementos patrimoniais que representam os bens de uma empresa. Seja qual for o tipo de empresa, comercial, industrial ou prestadora de serviços, o controle dos estoques é fundamental para a manutenção das atividades e obtenção de receitas decorrente das vendas. • https://www.youtube.com/watch?v=O6eMzRrjO5 w. • Nas empresas comerciais, merece atenção especial, visto que, a falha em seu controle pode causar problemas como falta de mercadorias para atender aos clientes e, consequentemente, ocasionar impactos no volume das vendas. • Na Contabilidade, ainda existem impactos que repercutem no resultado da empresa. • Conforme o CPC 16, item 6 (R1), estoques são ativos: • a) mantidos para venda no curso normal dos negócios; (b) em processo de produção para venda; ou (c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no processo de produção ou na prestação de serviços).” • Assim, as mercadorias adquiridas para revenda nas empresas comerciais são consideradas estoques, bem como os insumos em processo e aqueles destinados à produção de bens nas empresas industriais. • No plano de contas das empresas, é comum a conta Estoques ter contas analíticas ou contas filhas, representando o componente patrimonial que melhor evidencie-o, conforme exemplificado no Quadro 1: • Plano de Contas • 1.1.6 ESTOQUES 1.1.6.01 Estoques de Mercadorias, Produtos e Insumos 1.1.6.01.001 Estoque de Mercadorias • 1.1.6102 Estoques de Materiais de Consumo 1.1.6.02.001 Estoque de Materiais de Escritório (Expediente) 1.1.6.02.002 Estoque de Materiais de Informática • Mensuração dos Estoques • Mensurar significa medir, determinar o valor. Conforme o NBC TG 16 (R1), deve-se mensurar os estoques pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor. • Não podemos confundir o valor realizável líquido com valor justo. Conforme o CPC 16, item 6, “valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na data de mensuração”. Valor de Custo • Considera-se no valor de custo o preço de compra, os impostos não recuperáveis e os demais gastos com fretes, seguro, manuseio e outros. • Descontos incondicionais, abatimentos sobre compras devem ser deduzidos na determinação do valor de custo. Importante considerar a legislação do Imposto de Renda (RIR/99) no artigo 289, que inclui ainda no valor do custo os gastos com desembaraço aduaneiro. Valor realizável líquido • Não devemos considerar como valor do custo, as despesas do período, os custos financeiros embutido nas compras e os encargos financeiros. • Já o valor realizável líquido “é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzidos dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda”. (CPC 16, item 6) • Exemplo: Critérios de avaliação de estoques - Exemplo Supondo que em 31/12/X1, um lote de mercadoria estivesse contabilizado da conforme a seguir: • custo de R$ 6.000,00; • preço de venda estimado fosse igual a R$ 10.000,00; • gastos estimados necessários para se concretizar a venda sejam de R$ 5.000,00. Qual o valor realizável líquido? Como é a contabilização? Critérios de avaliação de estoques - Exemplo Critérios de avaliação de estoques - Exemplo Contabilização do reconhecimento contabilmente da perda de R$1.000,00, conforme o seguinte lançamento contábil: D - Despesa com Perdas estimadas por Redução ao Valor Realizável líquido.....R$1.000 C - Perdas Estimadas por redução ao Valor realizável líquido .............................R$1.000. • Mercadorias ✔ compreendem todos os bens que as empresas comerciais compram para revender;• Suponhamos que no dia do concurso você encontre a seguinte questão: • A empresa Comercial Teixeira Ltda, comprou mercadorias, à vista por $ 5.000. Assinale a alternativa que contém o lançamento adequado para o registro deste fato no livro diário: • (A) D - Mercadorias • C – Caixa • (B) D – Compra de Mercadorias • C – Caixa • (c) D- Estoque de Mercadorias • C- Caixa Resultado com Mercadorias (RCM) • É obtido da diferença entre o valor das Vendas efetuadas num determinado período e o valor do Custo das Mercadorias Vendidas incorrido nesse mesmo período. • Assim: RCM = Vendas - CMV • O Resultado com Mercadorias (RCM) é também denominado Resultado Operacional Bruto ou, simplesmente, Resultado Bruto. Quando positivo, é denominado Lucro Operacional Bruto (ou Lucro Bruto) e, quando negativo, Prejuízo Operacional Bruto (ou Prejuízo Bruto). Vendas • Numa primeira acepção, “Vendas” representa o total faturado contra o cliente, quer à vista, quer a prazo. Todavia, a esse valor podem ocorrer “deduções”, algumas das quais já examinadas, que são os “impostos e taxas sobre vendas” (ICMS, PIS s/ Faturamento, Cofins s/ Faturamento). Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) • Representa o valor atribuído às mercadorias negociadas pelo comerciante com seus clientes. O CMV, como o nome indica, é um valor de custo para o comerciante, valor que será confrontado com o valor de venda (receita) para a obtenção do Resultado com Mercadorias – RCM. • CMV = EI + C -EF • Métodos contábeis ✔ Existem dois métodos e dois sistemas que podem ser adotados pelas empresas para o registro das operações envolvendo mercadorias: A) Métodos a. método da conta mista; a. Consiste na adoção de uma só conta para o registro de todas as operações envolvendo mercadorias. Normalmente, esta conta tem como título “MERCADORIAS”. b. Denomina-se método da conta mista , pois a conta Mercadorias tem dupla função: PATRIMONIAL E DE RESULTADO. c. PATRIMONIAL porque regista os estoques inicial e final figurando no Balanço Patrimonial e ao mesmo tempo, exerce função de resultado porque registra também as compras, as devoluções de compras, os abatimentos sobre compras, as vendas, as devoluções de vendas, etc. Introdução b. método da conta desdobrada. Consiste na adoção de várias contas para o registro das operações envolvendo mercadorias. Por este método a conta Mercadorias é desdobrada em tantas contas necessárias para a contabilização isolada de cada tipo de fato que envolva as operações de mercadorias. Basicamente consiste em três : ESTOQUE DE MERCADORIAS, COMPRAS DE MERCADORIAS E VENDAS DE MERCADORIAS, podendo ainda existir Compras Anuladas, Abatimentos sobre Compras, Vendas Anuladas, Abatimento sobre Vendas, Fretes e Carretos sobre Compras, Descontos Incondicionais Concedidos, Descontos Incondicionais Obtidos, ICMS s/ Vendas, PIS s/ faturamento e CONFINS s/ faturamento. Note-se que a conta de estoque de mercadorias é patrimonial e as demais são contas de resultado e os seus saldos no final do período , são transferidos para as contas de Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) ou Resultado da Conta Mercadorias (RCM) para apuração do resultado bruto do exercício. Introdução • Outros sistemas de contabilização ✔ inventário permanente: controlar permanentemente o valor do estoque de mercadorias. ✔ O controle é feito permanentemente pela empresa, ou seja, a qualquer momento a empresa tem as informações totais do seu estoque, por exemplo, custo da mercadoria que está sendo vendida, total das compras, total das vendas etc. ✔ inventário periódico: o valor do estoque de mercadorias só é conhecido no final do período, após a realização da contagem física de todas as mercadorias existentes. ✔ O controle é feito de períodos em períodos, no momento da apuração do resultado do exercício. Esse intervalo de tempo pode ser semanal, quinzenal, mensal, semestral, anual etc. Introdução Exemplo Prático Suponhamos os seguintes fatos ocorridos em uma empresa comercial: • 1 - Compra de mercadorias, à vista, conforme NF 730, no valor de $ 5.000. • 2 – Venda de mercadorias à vista, conforme nossa NF. 50 , no valor de $ 7.000. Sabe-se que o estoque de mercadorias existente no início do período era de $ 1.500, a contabilização dos respectivos fatos no livro Diário e nos razonetes pode ser feita de três maneiras : Conta Mista com Inventário Periódico; Conta Desdobrada com inventário periódico e Conta Desdobrada com inventário Permanente. a. Método da Conta Mista com Inventário Periódico • Exemplo: • Estoque inicial em 01/01/X1 -$ 1.500 • Compra e Venda de Mercadorias 11/01/X0 1. Compra de mercadorias no valor de $ 5.000, em dinheiro; 2. Venda de mercadorias no valor de $ 7.000, em dinheiro; 1. Lançamentos no livro Diário das Compras: • D – mercadorias • C – caixa 5.000 2. Lançamentos no Diário das Vendas: • D – Caixa • C - mercadorias 7.000 Introdução (2) $ 7.000 Mercadorias (Sd)$ 1.500 (1) $ 5.000 $ 6.500 ($ 6.500) Saldo $ 500 b. Método da Conta Desdobrada com inventário periódico Mesmo Exemplo: • Estoque inicial em 01/01/X1 -$ 1.500 • Compra e Venda de Mercadorias 11/01/X1 1. Compra de mercadorias no valor de $ 5.000, em dinheiro; 2. Venda de mercadorias no valor de $ 7.000, em dinheiro; 1. Lançamentos no livro Diário das Compras: • D – Compra de mercadorias • C – caixa 5.000 2. Lançamentos no Diário das Vendas: • D - Caixa • C - Venda de mercadorias 7.000 Estoque de Mercadorias (Sd.) $ 1.500 Compra de Mercadorias (1) $ 5.000 Venda de Mercadorias (2) $ 7.000 Mercadorias (1) $ 1.500 (2) $ 5.000 $ 6.500 (3) $ 7.000 ($ 6.500) Saldo $ 500 Método da Conta Mista com Inventário Periódico Método da Conta Desdobrada com inventário periódico b. Método da Conta Desdobrada com inventário permanente O propósito aqui é controlar permanentemente os estoques, as compras de mercadorias, bem como os fatos que alteram os valores de compra (compras anuladas, abatimentos s/compras, fretes e seguros s/ compras e desconto incondicionais obtidos) , todas estas movimentações são contabilizada diretamente na conta de estoque. O desdobramento da conta mercadoria abrangerá pelo menos as seguintes contas: estoque de mercadorias, vendas, vendas anuladas, abatimentos s/vendas, desconto incondicionais concedidos, ICMS s/ vendas, Pis s/faturamento, CONFIS s/faturamento e CMV -custo mercadoria vendida. b. Método da Conta Desdobrada com inventário permanente Mesmo Exemplo: • Estoque inicial em 01/01/X1 -$ 1.500 • Compra e Venda de Mercadorias 11/01/X1 1. Compra de mercadorias no valor de $ 5.000, em dinheiro; 2. Venda de mercadorias no valor de $ 7.000, em dinheiro; 3. Custo das mercadorias vendidas tenha sido $ 4.500. 1. Lançamentos no livro Diário das Compras: • D – Estoque de mercadorias • C – caixa 5.000 Compra de mercadoria em 11/01 2. Lançamentos no Diário das Vendas: • D - Caixa • C - Venda de mercadorias 7.000 Venda de mercadoria em 11/01 3. Lançamentos no Diário do CMV: • D – CMV • C – Estoque de mercadorias 4.500 Introdução Estoque de Mercadorias (E.I) $ 1.500 CMV (1) $ 5.000 Venda de Mercadorias (2) $ 7.000 (3) $ 4.500 (3) $ 4.500 $ 6.500 $ 4.500 Saldo $ 2.000 • Apuração extracontábil 1ª fórmula: 2ª fórmula: Resultado da Conta de Mercadorias (resultado bruto do exercício de uma empresa comercial) CMV = EI + C - EF RCM = Resultado da Conta Mercadorias V = Vendas de Mercadorias CMV = Custo das Mercadorias Vendidas CMV = Custo dasMercadorias Vendidas EI = Estoque Inicial de Mercadorias C = Compras de Mercadorias EF = Estoque Final de Mercadorias RCM = V - CMV Como existem três maneiras para se contabilizar as operações com mercadorias, é evidente que existam três maneiras diferentes de apurar o resultado. Resultado da Conta de Mercadorias (resultado bruto do exercício de uma empresa comercial) • Conta Mista com inventário periódico (conta Mista de mercadorias) - No final de cada período (exercício social), encontraremos no livro razão ou no razonete todas as operações que envolveram mercadorias, concentradas numa só conta. Do lado débito estarão registrados os valores negativos que compõe o CMV (estoque, compras, fretes e carretos s/compra) e do lado direto estarão registrados os valores positivos que integram CMV(compras anuladas, abatimento s/ compras, Desconto incondicionais obtidos e toda receita bruta de vendas. Para apurar o CMV apenas dois valores são necessários: 1 – Saldo credor ou devedor da Conta Mercadorias; 2 – O saldo do estoque final (apurado mediante inventário físico); Mercadorias (10-01) $ 1.500 (1) $ 5.000 $ 6.500 $ 7.000 ($ 6.500) Saldo $ 500 Sd Credor = $ 500 Estoque Final = $ 2.000 RCM = $ 500 + $ 2.000 RCM = $ 2.500 •Apuração extracontábil Regras: a) Se o saldo da conta de mercadorias for credor, bastará adicionar o estoque final e o resultado será lucro; b) Se o saldo da conta de mercadorias for devedor, porém inferior ao estoque final, a diferença será lucro; c) Se o saldo da conta mercadoria for devedor, porém superior ao estoque final, diferença será prejuízo; d) Não haverá lucro e nem prejuízo quando o saldo da conta mercadoria for igual a zero e não existir estoque. Aplicando a regra a, teremos (Saldo credor) $ 500 – (estoque final) 2.000, o lucro é $ 2.500 Resultado da Conta de Mercadorias (resultado bruto do exercício de uma empresa comercial) Conta Mista com inventário periódico Apuração contábil (1) D- Mercadorias C - RCM 500 Transferência do saldo da conta mercadoria (encerrando-a) para RCM (2) D – Mercadorias C – RCM 2.000 Registro do estoque final RCM 2) $ 2.000 1) $ 500 $ 2.500 Lucro s/vendas Resultado da Conta de Mercadorias (resultado bruto do exercício de uma empresa comercial) • Conta Desdobrada com inventário periódico - Maneira preferida dos organizadores dos concursos Para solucionar as questões pertinentes, você deverá dominar o uso das fórmulas do Custo da Mercadoria Vendida (CMV) e do Resultado conta de Mercadoria (RCM). • Apuração extracontábil 1ª fórmula: CMV = EI + C - EF CMV = Custo das Mercadorias Vendidas EI = Estoque Inicial de Mercadorias C = Compras de Mercadorias EF = Estoque Final de Mercadorias Onde: • Apuração extracontábil 2ª fórmula: RCM = V - CMV Onde: RCM = Resultado da Conta Mercadorias V = Vendas de Mercadorias CMV = Custo das Mercadorias Vendidas ✔ Exemplo (Extracontábil): ✔ Suponhamos as seguintes contas e saldos extraídos do livro razão de uma determinada empresa , em 31/12/X1: ✔ Estoque de Mercadoria (EI) :..................$ 1.500 ✔ Compra de Mercadorias ........................$ 5.000 ✔ Venda de Mercadoria ..........................$ 7.000 ✔ Supondo que o Estoque Final, conforme inventário apurado em 31/12/X1, é igual a $ 2.000 Resultado da Conta de Mercadorias • Conta Desdobrada com inventário periódico - Maneira preferida dos organizadores dos concursos CMV = EI + C - EF CMV = 1.500 + 5.000 – 2.000 CMV = 4.500 RCM = V - CMV RCM = 7.000 – 4.500 RCM = 2.500 Lucro s s/vendas Resultado da Conta de Mercadorias (resultado bruto do exercício de uma empresa comercial) • Conta Desdobrada com inventário periódico - Maneira preferida dos organizadores dos concursos • Apuração contábil, precisamos abrir 03 razonetes, com valores extraídos do livro razão: Estoque de Mercadorias Sd $ 1.500 Venda de Mercadorias $ 7.000 (2) Compra de Mercadorias (1) $ 5.000 (1) D – Compra de Mercadorias C – Caixa Compra de Mercadorias 5.000 (2) D – Caixa C – Vendas de Mercadorias Vendas de Mercadorias 7.000 Obs: Estoque Final, conforme inventário apurado em 31/12/X1, é igual a $ 2.000 • Conta Desdobrada com inventário periódico - Maneira preferida dos organizadores dos concursos • Apuração CMV e RCM, de maneira contábil: • Lançamento em partidas de Diário (primeira parte – Apurar CMV): (1) D – CMV C – Estoque de Mercadorias Transferência do estoque inicial para apuração do Resultado Bruto 1.500 (2) D – CMV C – Compra de Mercadorias Transferência do valor das compras para apuração do resultado Bruto 5.000 (3) D – Estoque de Mercadorias C – CMV Registro do estoque final para apuração do Resultado Bruto 2.000 Resultado da Conta de Mercadorias (resultado bruto do exercício de uma empresa comercial) • Conta Desdobrada com inventário periódico - Maneira preferida dos organizadores dos concursos • Apuração contábil, precisamos abrir 03 razonetes, com valores extraídos do livro razão: Estoque de Mercadorias Sd $ 1.500 Venda de Mercadorias $ 7.000 Compra de Mercadorias $ 5.000 $ 1.500 (1) (3) $ 2.000 CMV $ 5.000 (2) $ 1.500 (1) $ 5.000 (2) $ 2.000 (3) $ 6.500 $ ( 2.000 ) $ 4.500 CMV • Conta Desdobrada com inventário periódico - Maneira preferida dos organizadores dos concursos • Apuração RCM, de maneira contábil: • Lançamento em partidas de Diário (segunda parte – Apurar RCM) (1) D – Vendas C – RCM Transferência das vendas para apuração do Resultado Bruto 7.000 (2) D – RCM C – CMV Transferência do CMV para apuração do Resultado Bruto 4.500 Venda de Mercadorias $ 7.000 RCM (1) $ 7.000 (1) $ 7.000 (2) $ 4.500 (2) $ 4.500 ($ 4.500) $ 2.500 $ 1.500 (1) $ 5.000 (2) $ 2.000 (3) $ 6.500 $ ( 2.000 ) $ 4.500 CMV ✔ Exemplo (extracontábil): ✔ Suponhamos as seguintes contas e saldos extraídos do livro razão de uma determinada empresa , em 31/12/X1: ✔ Estoque de Mercadoria (EI) :..................$ 1.500 ✔ Compra de Mercadorias ........................$ 5.000 ✔ Venda de Mercadoria ..........................$ 7.000 ✔ Supondo que o Estoque Final, conforme inventário apurado em 31/12/X1, é igual a $ 2.000 Resultado da Conta de Mercadorias • Conta Desdobrada com inventário permanente - CMV = EI + C - EF CMV = 1.500 + 5.000 – 2.000 CMV = 4.500 RCM = V - CMV RCM = 7.000 – 4.500 RCM = 2.500 Lucro s s/vendas Resultado da Conta de Mercadorias (resultado bruto do exercício de uma empresa comercial) • Conta Desdobrada com inventário permantente • Apuração contábil, precisamos abrir 02 razonetes, com valores extraídos do livro razão: Estoque de Mercadorias Sd $ 1.500 Venda de Mercadorias (2) $ 5.000 (1) D – Compra de Mercadorias C –Caixa Compra de Mercadorias 5.000 (2) D – Caixa C – Vendas de Mercadorias Vendas de Mercadorias 7.000 Obs: Estoque Final, conforme inventário apurado em 31/12/X1, é igual a $ 2.000 $ 7.000 (2) $ 6.500 • Conta Desdobrada com inventário permanente • Apuração CMV e RCM, de maneira contábil: • Lançamento em partidas de Diário (primeira parte – Apurar CMV): (1) D – CMV C – Estoque de Mercadorias Transferência do estoque inicial (+) compras para apuração do Resultado Bruto 6.500 (2) D – Estoque de Mercadorias C – CMV Registro do estoque final para apuração do Resultado Bruto 2.000 Resultado da Conta de Mercadorias (resultado bruto do exercício de uma empresa comercial) • Conta Desdobrada com inventário permanente • Apuração contábil, precisamos abrir 03 razonetes, com valores extraídos do livro razão: Venda de Mercadorias $ 7.000 (2) CMV $ 6.500 (1) $ 2.000 (2) $ ( 2.000 ) $ 4.500 CMV Estoque de Mercadorias Sd $ 1.500 (2) $ 5.000 $ 6.500 $ 6.500 (1) $ 2.000 (2) • Conta Desdobrada com inventário permanente- • Apuração RCM, de maneira contábil: • Lançamento em partidas de Diário (segunda parte – Apurar RCM) (1) D – Vendas C – RCM Transferência das vendas para apuração do Resultado Bruto 7.000 (2) D – RCM C – CMV Transferência do CMV para apuração do Resultado Bruto 4.500 Venda de Mercadorias $ 7.000 RCM (1) $ 7.000 (1) $ 7.000 (2) $ 4.500 (2) $ 4.500 ($ 4.500) $ 2.500 $ 6.500 (1) $ 2.000 (3) $ ( 2.000 ) $ 4.500 CMV • Apuração contábil ✔ Para facilitar a contabilização do Resultado da Conta Mercadorias, tanto no Diário quanto no Razão ou nos Razonetes, pode-se tomar como roteiro as duas fórmulas apresentadas (CMV e RCM). Resultado da Conta de Mercadorias • Fatos que alteram os valores de compras ✔ Fretes e seguros sobre compras; ✔ Compras anuladas ou devoluções de compras; ✔ Abatimento sobre compras; ✔ Descontos incondicionais obtidos. Fatos que Alteram os Valores de Compras e Vendas • Fatos que alteram os valores de vendas ✔ Vendas anuladas ou devoluções de vendas; ✔ Abatimento sobre vendas; ✔ Descontos incondicionais concedidos. Fatos que Alteram os Valores de Compras e Vendas • Tributos incidentes sobre compras e vendas ✔ ICMS ✔ PIS/PASEP e COFINS sobre faturamento Fatos que Alteram os Valores de Compras e Vendas 1ª fórmula: CMV = EI + (C – FC – CA – DIO – AC)- EF CMV = Custo das Mercadorias Vendidas EI = Estoque Inicial de Mercadorias C = Compras de Mercadorias FC = Fretes e Seguros sobre Compras CA = Compras Anuladas DIO = Descontos Incondicionais Obtidos AC = abatimentos sobre Compras EF = Estoque Final de Mercadorias Apuração do Resultado da Conta Mercadorias, Influenciada pelos Fatos que Alteram os Valores das Compras e Vendas EF FC s/ Estoque = x FC C – CA – DIO – AC FC s/ Estoque = Fretes e Seguros sobre Estoques EF = Estoque Final C = Compras de Mercadorias CA = Compras Anuladas DIO = Descontos Incondicionais Obtidos AC = abatimentos sobre Compras FC = Fretes e Seguros sobre Compras Apuração do Resultado da Conta Mercadorias, Influenciada pelos Fatos que Alteram os Valores das Compras e Vendas 2ª fórmula: RCM = (V – VA – DIC – AV – TRIBUTOS) - CMV RCM = Resultado da Conta Mercadorias V = Vendas de Mercadorias VA = Vendas Anuladas DIC = Descontos Incondicionais Concedidos AV = Abatimentos sobre Vendas CMV = Custos das Mercadorias Vendidas Apuração do Resultado da Conta Mercadorias, Influenciada pelos Fatos que Alteram os Valores das Compras e Vendas método Custo PEPS • Questão 1: Considere as seguintes operações ocorridas na empresa comercial MR S.A., atacadista de portas de madeira. Qual o valor do Estoque Final, em 27/02, pelo método PEPS? • 1. Em 05/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 100 portas por R$100 cada, conforme NF n° 7.002. • 2. Em 08/02, vendeu ao cliente Depósito Humaitá Ltda. 20 portas, conforme NF n° 101. • 3. Em 10/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$113 cada, conforme NF n° 8.592. • 4. Em 19/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$159 cada, conforme NF n° 9.721. • 5. Em 20/02, devolveu ao fornecedor Pereira Ltda. 10 portas, conforme NF n° 115 referente à compra de 19/02. • 6. Em 27/02, vendeu ao cliente Taboão S/A 140 portas, conforme NF n° 102. método Custo médio ponderado móvel: • Questão 2: Considere as seguintes operações ocorridas na empresa comercial MR S.A, atacadista de portas de madeira. Qual o valor do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV), em 27/02, pelo método Custo médio ponderado móvel: • 1. Em 05/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 100 portas por R$100 cada, conforme NF n° 7.002. • 2. Em 08/02, vendeu ao cliente Depósito Humaitá Ltda. 20 portas, conforme NF n° 101. • 3. Em 10/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$113 cada, conforme NF n° 8.592. • 4. Em 19/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$159 cada, conforme NF n° 9.721. • 5. Em 20/02, devolveu ao fornecedor Pereira Ltda. 10 portas, conforme NF n° 115 referente à compra de 19/02. • 6. Em 27/02, vendeu ao cliente Taboão S/A 140 portas, conforme NF n° 102 • Questão 4: O Razão da conta Mercadorias, contabilizado no método conta mista, apresenta $450.000,00 na coluna débito e $325.000,00 na coluna crédito. Sabendo-se que o valor das mercadorias existentes, no final do período, é de $235.000,00, é correto afirmar que o lucro bruto nas vendas foi de: • A) $ 125.000,00 • B) $ 110.000,00 • C) $ 235.000,00 • D) $ 360.000,00 Questão 5: A empresa Varejos Ltda. tinha em estoque 20 unidades de mercadorias contabilizado por R$80,00 cada unidade, quando negociou as seguintes operações: • 1. Compra a vista de 60 unidades a R$100,00, pagando frete de R$ 600,00;: • 2. Venda a vista de 40 unidades ao preço unitário de R$150,00, pagando frete de R$400,00. • A negociação não sofreu nenhuma espécie de tributação, nem sobre as mercadorias, nem sobre o frete. • Os estoques são controlados pelo método do custo médio ponderado móvel. • Com essas informações, podemos dizer que o negócio rendeu à empresa um lucro total de: • A) $ 1.500,00 • B) $ 1.900,00 • C) $ 1.200,00 • D) $ 1.800,00 • E) $ 1.000,00 Aula 3 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE ESTOQUES São os métodos ou modos de se apurar os estoques finais, seja em quantidade e valor, bem como registrar sua movimentação. Os métodos mais comuns são: • Custo médio Ponderado Móvel e Ponderado Fixo; • PEPS (o primeiro que entra é o primeiro que sai) / FIFO (first in, first out); • UEPS (o último que entra é o primeiro que sai) / LIFO (last inm first out). Questão • Exame de suficiência - Técnico em Contabilidade - 2011) Uma empresa que trabalha com um único produto, com saldo inicial de estoques igual a zero, realizou, na ordem abaixo, as seguintes operações: • I.Compra de 20 unidades a $ 30,00 cada. • II.Compra de 20 unidades a$ 35,00 cada. • III.Venda de 30 unidades a $ 55,00 cada. • Tendo em vista que esta empresa adota o Método do Custo Médio Ponderado Móvel e desconsiderando a incidência de impostos, assinale a opção que apresenta o Custo das Mercadorias Vendidas: • A – 1.050,00 • B – 975,00 • C – 900,00 • D – 800,00 • E – 325,00 método Custo PEPS • Questão 1: Considere as seguintes operações ocorridas na empresa comercial MR S.A., atacadista de portas de madeira. Qual o valor do Estoque Final, em 27/02, pelo método PEPS? • 1. Em 05/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 100 portas por R$100 cada, conforme NF n° 7.002. • 2. Em 08/02, vendeu ao cliente Depósito Humaitá Ltda. 20 portas, conforme NF n° 101. • 3. Em 10/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$113 cada, conforme NF n° 8.592. • 4. Em 19/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$159 cada, conforme NF n° 9.721. • 5. Em 20/02, devolveu ao fornecedor Pereira Ltda. 10 portas, conforme NF n° 115 referente à compra de 19/02. • 6. Em 27/02, vendeu ao cliente Taboão S/A 140 portas, conforme NF n° 102. método Custo médio ponderado móvel: • Questão 2: Considere as seguintes operações ocorridas na empresa comercial MR S.A, atacadista de portas de madeira. Qual o valor do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV), em 27/02, pelo método Custo médio ponderado móvel: • 1. Em 05/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 100 portas por R$100 cada, conforme NF n° 7.002. • 2. Em 08/02, vendeu ao cliente Depósito Humaitá Ltda. 20 portas, conforme NF n° 101. • 3. Em 10/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$113 cada, conforme NF n° 8.592. • 4. Em 19/02, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$159 cada, conforme NF n° 9.721. • 5. Em 20/02, devolveu ao fornecedor Pereira Ltda. 10 portas, conforme NF n° 115 referente à compra de 19/02. • 6. Em 27/02, vendeu ao cliente Taboão S/A 140 portas, conforme NF n° 102 Questão • A empresa Casa de Papel S.A., do Sr. Arturito, comprou, em X7, R$ 400.000 em mercadorias. Sabendo que o estoque final no período era de R$ 290.000 e o estoque inicial de R$ 150.000, apure o Custo da Mercadoria Vendida (CMV), utilizando o inventário periódico. • A – 840.000,00 • B – 140.000,00 • C – 380.000,00 • D – 260.000,00 • E – 510.000,00 Questão Compra de móveis e utensílios a prazo • A - Aumenta Móveis e Utensílios, Diminui Caixa. • B - Aumenta Móveis e Utensílios Aumenta Contas a Pagar • C - Reduz Móveis e Utensílios Aumenta Capital Social. • D - Diminui Contas a Pagar, Aumenta Móveis e Utensílios. • E - Aumenta Móveis e Utensílios, Aumenta Capital. FATOS QUE ALTERAM OS VALORES DE COMPRAS E VENDAS Ao final desta aula o aluno deverá ser capaz de: •Identificar e reconhecer os principais fatos que alteram as venda de mercadorias; •Diferenciar devolução sobre vendas de abatimento sobre vendas; •Diferenciar os descontos incondicionais concedidos dos descontos financeiros Fatos que alteram os valores de compras e vendas 1. Devoluções; 2. Abatimentos; 3. Descontos comerciais (Descontos Incondicionais); 4. Gastos com transportes e outros; 5. Descontos financeiros (Descontos Condicionais); 6. Tributos sobre as operações comerciais (ICMS, PIS, COFINS E IPI). Fatos que alteram os valores de compras e vendas – DEVOLUÇÃO CONCEITO • Ato ou efeito de entregar ao dono ou ao primeiro transmissor; • A Devolução gera efeitos para o vendedor e para o comprador; • Para o vendedor é uma Devolução de Vendas; • Para o comprador é uma Devolução de Compras. Fatos que alteram os valores de compras e vendas – DEVOLUÇÃO Devolução de Vendas: D – Devolução de Vendas C – Caixa/Clientes D – Estoques C – CMV (pelo retorno das mercadorias) OBS. 1 : A conta “Devolução de Vendas” diminui o valor da “Receita Bruta Fatos que alteram os valores de compras e vendas – DEVOLUÇÃO Devolução de Compras: D – Fornecedores/caixa C – Devolução de Compras A conta “Devolução de Compras” diminui o valor da conta “Compra de Mercadorias” (Inventário Periódico) ou a conta “Estoque” (Inventário Permanente). Fatos que alteram os valores de compras e vendas – DEVOLUÇÃO • Após as operações realizadas e antes da etapa de encerramento, é necessário zerar as contas de Devolução. • Dessa forma, como a conta de “Devolução de Vendas” diminui a conta “Receita”, na etapa de ajustes, o saldo dessa conta “Devolução de Vendas” será transferido para a conta “Receita”, independente do sistema de inventário que a empresa possua. D – Receita C – Devolução de Vendas Fatos que alteram os valores de compras e vendas – DEVOLUÇÃO • Com relação à conta “Devolução de Compras”, esta diminui o valor das compras de mercadorias . • Portanto, na etapa de ajustes, o saldo dessa conta “Devolução de Compras” será transferido para a conta “Compra de Mercadorias”, se estiver utilizando o Inventário Periódico. . D – Devolução de compras C – Compras de mercadorias Fatos que alteram os valores de compras e vendas – DEVOLUÇÃO • Caso a empresa utilize o Inventário Permanente , o saldo da conta “Devolução de Compras ” será transferido para a conta “Estoque” . D – Devolução de compras C – Estoque Fatos que alteram os valores de compras e vendas – DEVOLUÇÃO DEVOLUÇÕES NA FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUES • As Devoluções de Compras corrigem os valores de ENTRADA , com valor NEGATIVO , na quantidade e no valor total. • As Devoluções de Vendas corrigem os valores das SAÍDAS , com valor NEGATIVO , na quantidade e no valor total. Fatos que alteram os valores de compras e vendas – ABATIMENTO CONCEITO • Ato ou efeito de diminuir o valor da venda (após a venda). • Assim como a Devolução, o Abatimento também gera efeitos para o vendedor e para o comprador. • Para o vendedor é um Abatimento sobre Vendas • Para o comprador é um Abatimento sobre Compras Fatos que alteram os valores de compras e vendas – ABATIMENTO Contabilização: Abatimento s/ Vendas OBS. 1 : A conta “Abatimento sobre Vendas” diminui o valor da “Receita Bruta”. Abatimento s/ Compras D – Abatimento sobre Vendas C – Caixa/Clientes D – Fornecedores/Caixa C – Abatimentos sobre Compras Fatos que alteram os valores de compras e vendas – ABATIMENTO Após as operações realizadas antes da etapa de encerramento, é necessário zerar as contas de Abatimentos. Dessa forma, como a conta de “Abatimento sobre Vendas” Diminui a conta “Receita” , na etapa de ajustes, o saldo dessa conta “Abatimento sobre Vendas” será transferido para a conta “Receita”, independentemente do sistema de inventário que a empresa possua. D – Receita C – Abatimento sobre Vendas Fatos que alteram os valores de compras e vendas – ABATIMENTO Com relação a conta “Abatimento sobre Compras”, esta diminui o valor das compras de mercadorias . Portanto, na etapa de ajustes, o saldo dessa conta “Abatimento sobre Compras” será transferido para a conta “Compra de Mercadorias”, se estiver utilizando o inventário Periódico D – Abatimento sobre compras C – Compra de mercadorias Caso a empresa utilize o Inventário Permanente , o saldo da conta “Abatimento sobre Compras” será transferido para a conta “Estoque” . D – Abatimento sobre compras C – Estoque EXERCÍCIO 2 As operações da Cia. Talvani em julho foram: • 01/07 – Compra de mercadorias à vista no valor de R$ 15.000,00. • 02/07 – Venda de mercadorias à vista no valor de R$ 26.000,00. • 04/07 – Abatimento concedido de R$ 1.500,00, porque a mercadoria apresentou defeito. • 09/07 – Abatimento recebido de R$ 2.000,00, porque a mercadoria apresentou defeito. Sabendo que o Estoque Final foi avaliado em R$ 3.000,00 e que o Estoque Inicial erade R$ 5.000,00 • pede-se: • a) Fazer os lançamentos do Diário e do Razão das operações da Cia Talvani. • b) Idem em relação aos ajustes e encerramento. • c) Elaborar a DRE de forma dedutiva. • Acompanhe as seguintes operações nos razonetes, supondo que a empresa adota o “inventário periódico”: a) A empresa havia vendido por $ 6.000 (receita de vendas já registrada) e o cliente devolve as mercadorias pelo fato de serem completamente diversas das que foram encomendadas: D – Devoluções de Vendas ($ 6.000) C – Caixa/Clientes ($ 6.000) Observe-se que, apesar de as mercadorias devolvidas retornarem à empresa, nenhum registro contábil é realizado em relação ao custo dessa devolução, pois está sendo adotado o “inventário periódico”. b) A empresa havia feito uma venda a um cliente (portanto, já registrara a receita com vendas) e o cliente alega que a mercadoria apresenta alguns pequenos defeitos, mostrando desejo de devolvê-la. A empresa propõe a concessão de um abatimento de $ 4.000 para que o cliente não o faça e ele concorda: D – Abatimento s/ Vendas ($ 4.000) C – Caixa/Clientes ($ 4.000) Observe-se que nesse caso a mercadoria não retornou para a empresa que vendeu; ocorreu somente redução de parte da dívida de cliente para com a empresa ou, caso ele já tivesse pago, devolução de parte de seu pagamento. c) A empresa, ao receber certas mercadorias de um de seus fornecedores, constata que parte delas estava totalmente danificada e resolve devolvê-las ao fornecedor. O valor da parte devolvida é de $ 9.000 (tal valor havia apresentado um custo de aquisição para a empresa, já registrado na conta Compras; para o fornecedor, cuja contabilidade não está sendo retratada neste exemplo, fora receita de vendas): D – Fornecedores (ou Caixa) ($ 9.000) C – Devoluções de Compras ($ 9.000) d) A empresa alega a um de seus fornecedores que as mercadorias recebidas apresentam defeitos e se propõe a devolvê-las. O fornecedor, para que tal não ocorra, contrapropõe um abatimento de $ 5.000 e a empresa aceita: D – Fornecedores (ou Caixa) ($ 5.000) C – Abatimentos sobre Compras ($ 5.000) Antes dos lançamentos para obter o CMV e o RCM existem, nesse caso, dois outros (e e f). e) As contas Devoluções de Vendas e Abatimentos s/ Vendas terão seus saldos transferidos para a conta Vendas. D – Vendas ($ 10.000) C – Devoluções de Vendas ($ 6.000) C – Abatimentos s/ Vendas ($ 4.000) Agora, o saldo da conta Vendas passou a ser de $ 214.000, valor que representa as Vendas Líquidas (Receita Operacional Líquida). f) As contas Devoluções de Compras e Abatimentos s/ Compras terão seus saldos transferidos para a conta Compras. D – Devoluções de Compras ($ 9.000) D – Abatimentos s/ Compras ($ 5.000) C – Compras ($ 14.000) Com isso, o saldo da conta Compras passou a ser de $ 168.000, valor que representa as Compras Líquidas. 4.B FATOS QUE ALTERAM OS VALORES DE COMPRAS E VENDAS Ao final desta aula o aluno deverá ser capaz de: • Identificar os tributos incidentes mais usuais nas operações com mercadorias; • Destacar o efeito do ICMS – Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação – nas operações com mercadorias, bem como do IPI – o Imposto sobre Produtos Industrializados – e do ISS – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. Tributos incidentes sobre operações com mercadorias • Compreender o efeito do PIS – Programa de Integralização Social e da COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social nas operações com mercadorias; • Diferenciar o regime cumulativo e não cumulativo do PIS e da COFINS. Tributos incidentes sobre operações com mercadorias • IPI – Imposto sobre Produtos Industrializado • ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à circulação de mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações. • ISS – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. • IVVC – Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis . • PIS/PASEP – Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público. • COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social. • IE – Imposto sobre Exportação Tributos Competência ICMS ESTADOS ISS MINICÍPIOS E DO DISTRITO FEDERAL IVVC MINICÍPIOS E DO DISTRITO FEDERAL COFINS UNIÃO PIS/PASEP UNIÃO IPI UNIÃO IE UNIÃO ICMS • O ICMS incide sobre a circulação de mercadorias. • Como regra, incide sobre compras e vendas de mercadorias. • • O ICMS está incluído no custo das compras e integra o valor das vendas. • A empresa comercial recolhe ao Tesouro Estadual a diferença entre ambas as operações em cada mês. ICMS na compra • O valor do ICMS na compra deve ser registrado em conta própria: “ICMS a Recuperar”. • vale relembrar que o valor dos TRIBUTOS RECUPERÁVEIS não deve integrar o custo do estoque. • Portanto, o ICMS em empresas comerciais e industriais é um tributo recuperável, devendo ser excluído do custo de aquisição de mercadorias para revenda e de matérias-primas. • A base de cálculo do ICMS é o preço de mercadoria revendida. • O ICMS pago (ou a pagar) na ocasião da compra de mercadorias caracteriza-se como um ADIANTAMENTO DA EMPRESA ADQUIRENTE, já que os impostos sobre vendas são cobrados do consumidor final e não da empresa • A empresa é apenas mera DEPOSITÁRIA ou um veículo de arrecadação ICMS na compra • EXEMPLO 1: Uma empresa comercial adquire R$ 50.000,00 de mercadorias para revenda a vista. Incidência de 18% de ICMS. D – Compra de Mercadorias/Estoques R$ 41.000 D - ICMS a Recuperar R$ 9.000 C – Caixa R$ 50.000 ICMS na venda • Quando a empresa revende a mercadoria comprada, deve cobrar o ICMS do comprador da mercadoria. • Supondo que a empresa vendeu a mercadoria comprada por R$ 70.000,00 a vista: D – caixa /clientes R$ 70.000 C – Receita R$ 70.000 D – CMV C - Estoques (Inventário Permanente) D – ICMS sobre vendas R$ 12.600 C – ICMS a recolher R$ 12.600 ICMS na venda Receita 70.000,00 (-) I|CMS s/ vendas (12.600,00) (=) vendas Liquidas 57.400,00 Apuração do ICMS a recolher/ICMS a recuperar • Portanto, a empresa deve recolher aos cofres públicos $ 3.600, já que $ 9.000 foram pagos no momento da compra ao fornecedor. • Esta parcela será destacada no PASSIVO CIRCULANTE – ICMS A RECOLHER $ 3.600 (12.600 – 9.000) • Se a empresa não vendesse a mercadoria adquirida (ou vendesse um montante menor que o adquirido) haveria saldo na conta ICMS a recuperar que comporia o Ativo Circulante com o DIREITO D – ICMS a Recolher 9.000 C – ICMSC a recuperar 9.000 Exercício 1 Em uma empresa comercial, no mês de dezembro de X1, ocorreram as seguintes operações: • 9/12 – Compra de mercadorias a prazo, no valor de $ 40.000, com incidência de ICMS de 18% . • 17/12 – Venda de mercadorias a prazo, no valor de $ 50.000, com incidência de ICMS de 18%. Essas mercadorias estavam no estoque pelo valor de $ 30.000. • 22/12 – Venda de mercadorias a prazo, no valor de $ 30.000, com incidência de ICMS de 18%. Essas mercadorias estavam no estoque pelo valor de $ 10.000. Pede-se: Efetuar a contabilização das operações no diário e em razonetes, com apuração do Lucro Bruto e informar o valor do ICMS a Recolher no mês ou ICMS a recuperar Compras Brutas CB = Valor das compras + IPI – ICMS Atualmente, pela constituição federal, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o ICMS são os únicos impostos NÃO CUMULATIVOS, isto é, são compensados em cada operação como montantecobrado nas anteriores. Compras Brutas I. As empresas CONTRIBUINTES dos referidos impostos, ou seja, empresas que os cobram quando vendem suas mercadorias (empresas comerciais) ou produtos (empresas industriais), tornam-se devedoras do ESTADO (ICMS) ou da UNIÃO (IPI), ao adquirirem mercadorias para revenda (empresas comerciais) ou matéria-prima para a fabricação de produtos (empresas industriais). II. • As empresas, então, adquirem o CRÉDITO contra o Estado (no caso do ICMS) ou contra a União (no caso do IPI). III. • Pela legislação atual, o ICMS é um imposto “por dentro”. IV. • Porém, o IPI é um imposto “por fora”, ou seja, não está embutido no valor da operação. Compras Brutas I. EXEMPLO 3: II. Uma empresa comercial X compra mercadorias para revenda no valor de R$ 1.000 com ICMS de 18% e IPI de 20%. III. • Os R$ 180,00 de ICMS já estão embutidos nos R$ 1.000. IV. • Porém, os R$ 200 de IPI não estão embutidos nos R$ 1.000. V. • Logo, o total da nota fiscal de compra é de R$ 1.200. VI. • Como a empresa comercial X cobra apenas o ICMS na venda de suas mercadorias, ela é contribuinte do mesmo, mas não é do IPI. Compras Brutas I. EXEMPLO 3 (RESOLUÇÃO): II. Dessa forma só irá recuperar o ICMS (ICMS a Recuperar de R$ 180). O IPI não recuperável se tornará um custo da mercadoria comprada: CB = R$ 1.000+ R$ 200 – R$ 180 = 1.020 III. CB = R$ 1.000+ R$ 200 – R$ 180 = 1.020 IV. • Os R$ 180,00 de ICMS já estão embutidos nos R$ 1.000. D – ICMS A RECUOERAR R$ 180,00 D – IESTOQUE R$ 1.020,00 C – Caixa OU FORNECEDOR R$ 1.200,00 Compras Líquidas CL = CB + FRETES + SEGUROS – DEDUÇÕES DEDUÇÕES: • Devoluções de compras; • Abatimentos sobre compras; • Descontos Incondicionais /Comerciais Obtidos. Compras Líquidas As DEDUÇÕES das COMPRAS são semelhantes às receitas. Porém, CONTABILMENTE, não são tratadas como tais e sim como CONTAS RETIFICADORAS DAS COMPRAS BRUTAS. OBS.: Descontos incondicionais não integram base de cálculo do IPI, decide STF, no dia 04 de setembro de 2014. Compras Líquidas EXEMPLO 4: A empresa comercial X adquiriu mercadorias para revenda da indústria Y no valor de R$ 1.000. Houve desconto comercial de 20% (20% X R$ 1.000 = R$ 200,00), ICMS de 18% e IPI de 10%. O valor do ICMS a RECUPERAR será de 18% de R$ 800,00 (R$ 144,00), mas o IPI será de 10% de R$ 1.000,00 (R$ 100,00). D – COMPRA DE MERCADORIA R$ 756,00 D –ICMS A RECUOERAR R$ 144,00 C – Caixa OU FORNECEDOR R$ 900,00 Compras Líquidas EXEMPLO 4 (CONTINUAÇÃO): • Efetuando o registro do desconto: D – COMPRA DE MERCADORIA R$ 956,00 D –ICMS A RECUOERAR R$ 144,00 C – Caixa OU FORNECEDOR R$ 900,00 C – Desconto Incondicional obtido R$ 200,00 Vendas Líquidas VL= VB - DEDUÇÕES SOBRE VENDAS DEDUÇÕES SOBRE VENDAS: • Devolução s/ vendas; • Vendas canceladas; • Abatimentos sobre vendas; • Descontos Incondicionais Concedidos (COMERCIAL); • Impostos sobre Vendas (ICMS, ISS e IE); • Contribuições Sociais sobre Vendas (PIS e Cofins) A Vista A Prazo Compra com ICMS Compra com ICMS D – Estoque/Compras D – ICMS a Recuperar C - Fornecedor D – Estoque/Compras D – Icms a Recuperar C - Forncedor Devolução de Compras com ICMS Devolução de Compras com ICMS D – Caixa C – Devolução de Compras C – ICMS a Recolher D – Forncedor C – Devolução de compras C – Icms a Recolher Abatimento s/compras (não icms) Abatimento s/compras (não icms) D – Caixa C – Abatimento s/ Compras D – Forncedor C – Abattimento s/ compras A Vista A Prazo Venda com ICMS Venda com ICMS D – Caixa D – Receita de vendas D – CMV C – ESTOQUE D – ICMS S/ VENDAS C – ICMS A RECOLHER D – Clientes D – Receitas de Vendas D– CMV C – ESTOQUE D – ICMS S/ VENDAS C – ICMS A RECOLHER A Vista A Prazo Devolução de Venda com ICMS Devolução de Venda com ICMS D – DEVOLUÇÃO DE VENDAS C – CAIXA D – ESTOQUE C – CMV D – ICMS A RECUPERAR C – ICMS S/VENDAS D – Clientes C – CLIENTE D– ESTOQUE C – CMV D – ICMS A RECUPERAR C – ICMS S/ VENDAS 4.C FATOS QUE ALTERAM OS VALORES DE COMPRAS E VENDAS • PIS / PASEP CUMULATIVO (Não recuperável) • PIS / PASEP NÃO CUMULATIVO (Recuperável Leis Criadoras: • PIS (Programa de Integração Social) – Tributo criado pela LC nº 7/1970. • PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) – Tributo criado pela LC nº 8/1970. O tratamento de recuperação de impostos nas empresas industriais, comerciais e prestadoras de serviços Regime de tributação – Lucro Presumido • Em se considerando o valor de $ 13.000, para a aquisição de uma mercadoria, $ 10.000 são referentes ao valor principal da mercadoria e $ 3.000 referem-se ao IPI. Destacam-se o valor de $ 1.800 de ICMS (alíquota 18%), PIS de $ 65,00 (alíquota 0,65%) e Cofins de $ 300,00. Industria Comércio Prestação de Serviços Recuperará o IPI e ICMS Recuperará ICMS Não Recuperará ICMS,IPI,PIS e Cofins Valor do estoque R$ 8.200, Valor do R$ 11.200, Exclui o IPI e o ICMS do Estoque Exclui apenas o ICMS do estoque Há as seguintes possibilidades de valores de estoque: O tratamento de recuperação de impostos nas empresas industriais, comerciais e prestadoras de serviços Regime de tributação – Lucro Real Em se considerando o valor de $ 13.000 para a aquisição de uma mercadoria, $ 10.000 são referentes ao valor principal da mercadoria e $ 3.000 referem-se ao IPI. Destacam-se o valor de $ 1.800 de ICMS (alíquota 18%), PIS de $ 165,00 (alíquota 1,65%) e Cofins de $ 760,00 (alíquota 7,60%). Industria Comércio Prestação de Serviços Recuperará o IPI , ICMS o PIS e a COFINS Recuperará ICMS, o PIS, e a COFINS Não Recuperará ICMS,IPI,PIS e Cofins Valor do estoque R$ 8.275, Valor do estoque R$ 10.275, Insumos na prestação serviços Exclui o IPI e o ICMS , o PIS e a COFINS do Estoque Exclui apenas o ICMS , o PIS, e a COFINS do estoque Há as seguintes possibilidades de valores de estoque: PIS/Pasep Faturamento – Incide sobre a receita bruta de vendas de mercadorias, produtos ou serviços. • PIS/Pasep de Pessoas Jurídicas de Direitos Público Interno – Incide sobre o somatório das receitas correntes arrecadas, das transferências correntes e das transferências de capital recebidas. • PIS/Pasep Folha – Incide sobre o valor da folha de salários. • PIS/Pasep Importação – Incide sobre o valor na operação de importação de bens ou serviços. Base de cálculo - PIS /PASEP Alíquota - PIS /PASEP NO REGIME CUMULATIVO: 0,65% - no regime em que esse tributo não pode ser compensado. • Incide sobre o faturamento da pessoa jurídica, isto é, sobre a RECEITA BRUTA, sendo esta entendida como a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para essas receitas. Alíquota - PIS /PASEP NO REGIME NÃO CUMULATIVO: • 1,65% - no regime em que esse tributo é recuperável. • Incide sobre a mesma RECEITA BRUTA, excluídas as exceções. • REGRA GERAL: Somente pessoas jurídicas tributadas pelo LUCRO REAL, anual ou trimestral, estão sujeitas à incidência do PIS/Pasep e da Cofins não cumulativos. Em outras palavras, as pessoas jurídicas optantes pelo Simples, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado sempre estarão sujeitas ao recolhimento do PIS/Pasep Faturamento (alíquota 0,65%) e da Cofins (alíquota de 3%), com base no regime cumulativo. COFINS • COFINS CUMULATIVO (Não recuperável) • COFINS NÃO CUMULATIVO (recuperável) Leis Criadoras: • COFINS(Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) foi instituída pela Lei Complementar nº 70, de 1991. • Seguridade Social (engloba a Previdência Social e Assistência Social). COFINS • COFINS FATURAMENTO – Incide sobre a receita bruta de vendas de mercadorias, produtos ou serviços, de pessoas jurídicas de direito privado. • COFINS IMPORTAÇÃO – Incide sobre o valor pago ou pagar por beneficiário em território nacional de bens ou serviços vindos do exterior. OBS.: • No dia 08 de outubro de 2014, o STF decidiu que o ICMS não inclui a base de cálculo da Cofins. • Contudo, essa decisão só vale apenas para as partes envolvidas no processo. COFINS • REGRA GERAL: • Todas as pessoas jurídicas são contribuintes da Cofins FATURAMENTO. • No entanto, uma exceção à regra é o caso da isenção dessa contribuição para as entidades beneficentes de assistência social, as quais devem atender às exigências específicas estabelecidas em Lei. OBS.: ü Em 20 de março de 2013, o STF definiu que a base de cálculo do PIS/PASEP – Importação e da COFINS – Importação é o valor aduaneiro, sendo excluído o valor do ICMS e das próprias contribuições. ü Contudo, essa decisão só vale apenas para as partes envolvidas no processo. Alíquotas – COFINS Regime CUMULATIVO: • 3% – sobre o faturamento (receita bruta), no regime no qual não se pode compensar a COFINS a Recolher com a COFINS a Recuperar, pela inexistência desta última conta. Regime NÃO CUMULATIVO: • 7,6% – sobre o faturamento, no regime em que se pode compensar a COFINS a Recolher com a COFINS a Recuperar. Exemplo 1 (comércio x comércio) • A comercial Vieira Ltda., sujeita ao PIS e à COFINS pelo sistema não cumulativo, adquiriu para revenda mercadorias da comercial Ask S/A no valor de R$ 10.000,00, com a emissão de um cheque. • Sabendo que o ICMS era de 18%, PIS de 1,65% e a COFINS de 7,6%, realize os lançamentos contábeis nas duas empresas. CONTABILIZAÇÃO NA COMPRADORA (Comercial Vieira Ltda): D – ESTOQUE...............................7.275,00 (10.000-1800 - 165 - 765) D - ICMS A RECUPERAR...............1.800,00 (18% x 10.000) D - PIS A RECUPERAR.....................165,00 (1,65% x 10.000) D - COFINS A RECUPERAR..............760,00 (7,6% x 10.000) C - BANCOS.................................10.000,00 Exemplo 2 (comércio x indústria) • Quando uma empresa comercial adquirir de uma empresa industrial mercadorias para revenda: IPI não é recuperável; • ICMS, PIS e COFINS são recuperáveis. • O IPI não integra a base cálculo do ICMS, tendo em vista que a mercadoria adquirida é para comercialização. • No entanto, o IPI integrará a base de cálculo do PIS e da COFINS. Exemplo 2 (comércio x indústria) A comercial Astro S/A, sujeita à tributação do PIS e da COFINS pelo regime não cumulativo, adquiriu, a prazo, para revenda, mercadorias da Industrial Cia Cosmos, no valor de R$ 40.000,00, com o ICMS de 18%, IPI de 20%, PIS de 1,65% e COFINS de 7,6%. Exemplo 3 (indústria x indústria) • No caso de uma indústria sujeita à tributação da contribuição para o PIS e para a COFINS pelo sistema não cumulativo, ao adquirir matéria-prima de outra indústria, todos os tributos nessa operação serão recuperáveis (IPI, ICMS, PIS e COFINS). Neste caso, a base de cálculo de todos esse tributos é a mesma, ou seja, o VALOR DA COMPRA (SEM O IPI). Vale ressaltar que Descontos incondicionais não integram base de cálculo do IPI, decide STF, no dia 04 de setembro de 2014. (Mas isso só vale para as empresas que entraram na justiça!) Exemplo 3 (indústria x indústria) A Indústria X, sujeita à apuração do PIS e da COFINS pelo sistema não cumulativo, adquiriu da Indústria Y matéria-prima no total de R$ 40.000,00, com ICMS de 18%, IPI de 20%, PIS de 1,65% e COFINS de 7,6%. Exemplo 3 (indústria x indústria) Resumo – Empresas comerciais COMPRAS BRUTAS: Resumo – Empresas comerciais COMPRAS LÍQUIDAS: Exercício 1 A Cia. Comercial Juliana é uma empresa mercantil, contribuinte de ICMS por movimentação econômica (alíquota = zero), contribuinte do IR pelo Lucro Real (25%) contribuinte de CS (10%), contribuinte de PIS e Cofins (2% e 8%, respectivamente), não contribuinte de IPI nem do ISS.(observe que para facilitar os cálculos, as alíquotas deste enunciado não correspondem às alíquotas verdadeiras. Portanto, considere as taxas apresentadas neste enunciado). No dia 31/08/2006, a Cia Comercial Juliana adquiriu 100 unidades do produto “Alegria”. Os dados na nota fiscal de compra eram os seguintes: • O fornecedor é um atacadista; • A compra foi negociada FOB no estabelecimento do comprador (free on bord no destino); • Valor das mercadorias (com impostos) = $ 2.000,00 pelas 100 unidades; • ICMS sobre as mercadorias (zero); • PIS sobre as mercadorias (2%); • Cofins sobre as mercadorias (8%). Exercício 1 • Com base, somente, nessas informações, apure o custo unitário das mercadorias adquiridas em • 31/8/2006, que foi lançado no estoque da Cia Comercial Juliana. • A) R$ 18,00 • B) R$ 18,40 • C) R$ 19,60 • D) R$ 20,00 • E) R$ 22,00 ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações – de competência dos Estados e do Distrito Federal. Tem como fatos geradores os mencionados na sua denominação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. É também chamado de Imposto Não Cumulativo (Imposto sobre o Valor Agregado – IVA), porque, em regra geral, pode-se compensar o valor do ICMS devido durante a venda, com ICMS sobre mercadoria adquirida para revenda. Alguns impostos sobre vendas que eram de competência da União foram, com a Constituição de 1988, para o alcance do ICMS (por exemplo: Imposto Único sobre Energia Elétrica, Imposto Único sobre Minerais, Imposto sobre Combustíveis e Lubrificantes). Apesar de haver a divulgação de muitas diferenças entre o IPI e o ICMS, a mais importante está relacionada à forma como tais impostos são calculados. Para facilitar a compreensão dessa diferença relacionada à maneira como são calculados os dois impostos, são comumente usadas duas expressões técnicas relativas a cada um deles, ou seja, o imposto é calculado “por dentro” ou “por fora”. O IPI seria calculado “por fora”, enquanto o ICMS seria “por dentro”. A saber, o IPI é calculado “por fora” porque a alíquota é aplicada sobre o valor da venda, sendo a ele acrescido de sorte a gerar o preço final. Um exemplo didático seria: uma venda de um produto por $ 100, submetido ao IPI pela alíquota de 10%, o preço final será de $ 110 ($ 100 do produto mais $ 10 de IPI). Daí o nome “por fora”, já que os $ 100 são relativos ao IPI que ficam “fora” do preço inicial, sendo o imposto que corresponde exatamente ao percentual da alíquota, isto é, 10%. E o ICMS? Nesse imposto, o cálculo é “por dentro”. A explicação é um pouco mais complexa. Vamos usar o exemplo também de uma venda de mercadoria no valor de $ 100. Se o ICMS é calculado “por dentro”, o valor do ICMS integra o preço do valor a ser cobrado do adquirente do produto. Se a alíquota do ICMS é a de 18%, os $100 correspondem não à base de cálculo, sobre a qual seria aplicada a alíquota, mas sim aos 83% dessa base, sem o ICMS, que corresponderá aos 18% remanescentes. Portanto, para melhor explicar, faz-se a regra de três: $ 100 estão para 82%, assim como X está para 18%. $ 100 .......................... 82% X ................................ 18% X = 1.800 / 82 X = $ 21,95 Assim, o IPI com alíquota de 10% incidente sobre vendas a $ 100 gera um preço total de $ 110; e o ICMS, pela alíquota de 18% incidente sobre uma venda sem o imposto, no valor de $ 100, gera um preço final de $ 121,95.Por isso, o cálculo do tributo “por dentro” faz com que a alíquota real seja superior à aparente. No exemplo, o tributo termina por corresponder a muito mais de 21% e não a 18%.