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AVE –Acidente vascular encefálico (neuro Adulto) PC –Paralisia Cerebral(Neuro Infantil) LARISSA GABRIELI CPF: 331213011598 YULAINE CAROL COLOGNESI RA: 135424411598 RAUANY CORDEIRO GABRIEL SANTOS CPF: 47474531801 NAYARA BRAGA CPF : 41836579896 LARISSA LEONIDIO DE OLIVEIRA CPF :494645808-52 BRISA T. B. D. LALLI RA: 331570311598 DUANI DROGUETTI CPF :41357778805 PRATICAS FISIOTERAPÊUTICAS NA ATENÇÃO SEGUNDARIA E TERCIÁRIA Prof.ª: Tamara Martins Vanini FISIOTERAPIA N – 4°SEMESTRE AVE –Acidente vascular encefálico O que e significa a sigla AVE? Acidente vascular encefálico . Tipos de AVE’S : Quais os sintomas e como começa um AVE? Existem alguns sinais que o corpo dá que ajudam a reconhecer um Acidente Vascular Cerebral. Quais os principais fatores de risco para desenvolver um AVE? Como prevenir o AVE? Muitos fatores de risco contribuem para o aparecimento de um AVE e de outras doenças crônicas, como câncer e diabetes. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, dependem apenas da pessoa e são os principais para prevenir essas doenças. Tratamentos e condutas com pacientes com AVE: Nessa fase os objetivos da fisioterapia são: Manter ou ganhar amplitude de movimento. Prevenir e/ou tratar subluxação de ombro. Prevenir contraturas e deformidades. Prevenir dores articulares. Ganhar força muscular. Melhorar a propriocepção. Melhorar o equilíbrio. Normalizar o tônus muscular. A fisioterapia respiratória para pacientes de AVE Fase aguda em pacientes inconscientes Na fase aguda o objetivo é prevenir retenção e acúmulo de secreções, atelectasias e broncopneumonias, utilizando manobras de higiene brônquica (percussão, vibração e reexpansão pulmonar), drenagem postural e aspiração traqueal. Mudanças de decúbito são necessárias para prevenção de escaras e para prevenir contraturas articulares. Fase aguda em pacientes conscientes Os objetivos nessa fase são os mesmos da fase anterior: prevenir retenção e acúmulo de secreções, prevenir atelectasias e prevenir pneumonias. As manobras de higiene brônquica (vibração, vibrocompressão, tapotagem, aceleração do fluxo expiratório) podem ser utilizadas, mas agora com o paciente consciente a retirada de secreções através da tosse espontânea pode ser realizada. Exercícios ativos com o paciente sentado ou em pé fora do leito pode sem realizados para um melhor processo de reabilitação. Exercícios respiratórios e com incentivadores podem ser utilizados para fortalecimento de músculos expiratórios. A conduta na fisioterapia motora para pacientes de AVE Manter ou ganhar amplitude de movimento Prevenir e/ou tratar subluxação de ombro Prevenir contraturas e deformidades Prevenir úlceras de decúbito Prevenir trombose venosa profunda Para manter e ganhar a amplitude de movimento alongamentos e mobilizações passivas em todos os planos de movimentos são indicados. As mobilizações passivas em membros inferiores e superiores também são indicadas para manutenção da força muscular e para prevenção de trombose venosa profunda. Tipoias e órteses são indicadas para manter a articulação glenoumeral posicionada corretamente e tratar a subluxação de ombro. Para prevenir as úlceras de decúbito, mudanças de decúbito devem ser realizadas a cada 2 horas. Fase aguda em pacientes inconscientes Manter ou ganhar amplitude de movimento Prevenir e/ou tratar subluxação de ombro Prevenir contraturas e deformidades Prevenir dores articulares Ganhar força muscular Melhorar a propriocepção Melhorar o equilíbrio Normalizar o tônus muscular Para ganhar amplitude de movimento, alongamentos em todos os planos de movimento devem ser realizados, sempre respeitando a dor e o limite de cada paciente. Fase aguda em pacientes conscientes Na fase tardia todos os objetivos e condutas da fase aguda se mantém. E aumentam-se os objetivos abaixo: Normalizar o tônus no hemicorpo acometido Treinar atividades de vida diária (AVE’s) Treinar marcha Treinar memória cinestésica Reaprendizado motor Para controlar o tônus muscular, o uso do turbilhão com água aquecida é um excelente recurso. O calor afeta o tônus por meio da inibição da atividade tônica. A resposta ocorre logo após a imersão, facilitando a realização dos alongamentos. Deve-se treinar as trocas posturais, sedestação, bipedestação, treino de auto cuidados e treinos para as AVE’s tradicionais na vida do paciente, preservando as limitações do membro acometido. Fase tardia Exercícios fundamentais no Tratamento Fisioterapêutico Os alongamentos auxiliam na manutenção e ganho de amplitude de movimento, além de ajudarem da diminuição do tônus muscular. Por causa da espasticidade os alongamentos muitas vezes tornam-se dolorosos e desconfortáveis para os pacientes de AVC, por isso é recomendado que seja realizado algum tipo de adequação de tônus antes dos alongamentos. Hidroterapia, turbilhão com água quente e FES são alguns dos recursos que podem ser realizados. Alongamentos Fortalecimento muscular TREINO DE SENSIBILIDADE E PROPRIOCEPÇÃO TREINO DE MARCHA Estimular o reaprendizado motor Um paciente que sofre um AVE muitas vezes “se esquece” de como o movimento é realizado. Ele é como um bebê que precisa aprender novamente a andar, por isso é necessário que além da reabilitação comum, ele precise reaprender novamente como devem ser realizados os movimentos. Para isso é importante que ele preste atenção nos movimentos que estão sendo realizados e que se concentre neles, mentalizando todo o movimento. O fisioterapeuta pode inclusive dar comandos de voz a respeito do movimento que está sendo realizado para ajudar na mentalização do paciente: “Agora seu joelho está sendo dobrado. Agora o joelho está sendo esticado. Agora seu pé está apontado para baixo…” O uso dos espelhos na frente do paciente é importante para que ele possa ter consciência corporal dos movimentos e também par auxiliar no reaprendizado motor. PC –Paralisia Cerebral Paralisia Cerebral Paralisia Cerebral é um grupo de desordem permanente do desenvolvimento da postura e movimento, causando limitação em atividades, que são atribuídas a um distúrbio não progressivo que ocorre no desenvolvimento encefálico fetal ou na infância. A desordem motora na Paralisia Cerebral é frequentemente acompanhada por distúrbios de sensação, percepção, cognição, comunicação e comportamental, por epilepsia e por problemas musculoesqueléticos secundários”. Causas da Paralisia Cerebral As causas da Encefalopatia Crônica Não Progressiva são inúmeras e normalmente desconhecidas, podendo ser ocasionada em qualquer período entre gestação, nascimento, até os três anos de idade da criança. Período Pré-Nata Relacionados à saúde materna – por exemplo, a presença de anemias, hemorragias durante a gravidez, eclampsia, hipotensão. Relacionados a infecções congênitas, como rubéola, toxoplasmose, sífilis. Fatores metabólicos maternos, como o diabetes e a subnutrição. Transtornos envolvendo abuso de álcool, drogas e medicamentos, como a talidomida. Alterações devido à radiação, radiografias, radioterapia. Malformações cerebrais congênitas. Período Perinatal Fenômenos circulatório-isquêmicos: geram asfixia severa ao nascimento, decorrente da compressão da cabeça do feto no canal vaginal. Infecções na passagem do feto pelo canal do parto podem levar a infecções meninge cefálicas. Bebês pré -termo. Período Pós-Natal Infecções meninge cefálicas. Encefalopatias. Traumatismos crânio-encefálicos. A PC é classificada de acordo com a apresentação do quadro clínico e a topográfica. De acordo com o tipo de disfunção motora: 1) Extrapiramidal Coreatetóide: ApresentaHipercinesia e Hipotonia Distônico: Apresenta Hipocinesia e Hipertonia 2) Atáxico Padrões Anormais de Postura/Movimento Perda de Coordenação Alteração de Forma, Ritmo e Metria do Movimento 3) Misto Características Espástica e Atetóide Hiper e Hipotonia Movimentos Involuntários 4) Espástico (mais frequente) Padrões Anormais de Postura/Movimento Aumento de Tônus Muscular Reflexos Patológicos Hiperreflexia/Sinais de Liberação Piramidal Objetivos da Fisioterapia no Tratamento das PCs : A fisioterapia tem função importante na facilitação do desenvolvimento motor, desenvolvendo reflexos, diminuindo bloqueios, contraturas e deformidades. O foco do fisioterapeuta deve ser o de se aproximar ao máximo do desenvolvimento motor normal. Os objetivos com o tratamento fisioterapêutico na Encefalopatia Crônica Não Progressiva incluem principalmente o aprimoramento das habilidades existentes, desenvolvendo funções e promovendo a independência, além de colaborar com a prevenção ou diminuição de deformidades. TRATANDO A PARALISIA CEREBRAL: FISIOTERAPIA BOBATH Este conceito foi descoberto há cerca de 30 anos pelo casal Bobath, e sua função é inibir o movimento patológico e facilitar o tônus muscular de modo combinado. É empregada em bebês, crianças e adultos com desordens neurológicas como a Paralisia Cerebral, traumatismos cranianos e hemiplegias. O objetivo da técnica é fazer com que haja a compreensão do desenvolvimento normal por parte do paciente, adquirindo experiência sensório-motora normal dos movimentos do dia-dia, diminuindo a espasticidade e introduzindo movimentos automáticos e voluntários, preparando o paciente para os movimentos funcionais. Os princípios da técnica incluem: Aproximar do Padrão Muscular Normal Diminuir Espasticidade Introdução de Movimentos Automáticos e Voluntários Posturas de Inibição Reflexa Inibir Padrões Anormais Propriocepção e Esterocepção Automática Tratamento do Paciente como um Todo O conceito neuroevolutivo Bobath trabalha com pontos chave, que correspondem a partes proximais do corpo, normalmente articulações, onde pode haver a inibição do tônus anormal e a facilitação dos movimentos normais. Por meio dessa técnica é feito o ajuste automático da postura, produzindo atividade por meio de reações de proteção, endireitamento e equilíbrio (reações de balance Pontos Chaves Os pontos chave devem ser trabalhados com a palma das mãos, e estão distribuídos pelo corpo da seguinte maneira: : 1) Ponto Chave mais Proximal à Cabeça 2) Ponto Chave do Esterno 3) Ponto Chave Ombro e Cotovelo 4) Ponto Chave Quadril 5) Ponto Chave Punho São utilizados também equipamentos como rolos, andadores, espelhos, rampas, etc. A indicação desses equipamentos vai depender do grau de comprometimento de cada paciente, por isso trata-se de um tratamento personalizado. Fisioterapia Aquática A fisioterapia aquática se destaca no tratamento da encefalopatia crônica não progressiva devido às particularidades que o tratamento em meio liquido é capaz de exercer sobre o paciente. Uma das vantagens é facilitar aquisição de postura assim como o controle dos movimentos, a normalização do tônus muscular, o aumento da amplitude de movimento articular. Além da melhora respiratória e da socialização do indivíduo. Os efeitos físicos do meio também oferecem vantagens ao tratamento, sendo eles: Densidade relativa, de quem depende a capacidade de flutuação; Empuxo, força oposta à gravidade; Tensão superficial, atuando como resistência ao movimento; Pressão hidrostática que é a pressão de imersão, dependente direta da profundidade da imersão; Ambiente agradável e lúdico para as crianças e adolescentes. Esses benefícios ainda estão ligados ao aumento potencial de confiança, motivação e interesse, pelo fato de tornar mais fácil certas tarefas que fora da água são difíceis ou até mesmo impossíveis de ser realizadas. Os efeitos físicos do meio também oferecem vantagens ao tratamento, sendo eles: Densidade relativa, de quem depende a capacidade de flutuação; Empuxo, força oposta à gravidade; Tensão superficial, atuando como resistência ao movimento; Pressão hidrostática que é a pressão de imersão, dependente direta da profundidade da imersão; Ambiente agradável e lúdico para as crianças e adolescentes. Esses benefícios ainda estão ligados ao aumento potencial de confiança, motivação e interesse, pelo fato de tornar mais fácil certas tarefas que fora da água são difíceis ou até mesmo impossíveis de ser realizadas.