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EXERCICIOS DE FILOSOFIA 1. Para Lévy (2007a) , o conhecimento humano passa por um período inventivo. Em relação ao conhecimento humano, pode-se afirmar que existem diferentes níveis que capacitam o homem à análise dos fenômenos do mundo. (LÉVY, P. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 2007a) A. o senso comum, o saber científico e o conhecimento filosófico. B. Tudo é permitido desde que as pessoas aceitem C. O senso comum é uma ótica da verdade de cada um D. A ignorância é a mãe da mediocridade 2. Questão 2 Francis Bacon possui uma frase muito conhecida, que é: “Saber é poder.” (BACON, F; ANDRADE, J. A. R. (Coautor). Novum organum ou verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza. Nova Atlântida. São Paulo: Abril Cultural, 1973c. 278 p. (Os pensadores, v.13).) Sobre a frase do filósofo Francis Bacon, pode-se entender que se trata de uma referência à emancipação do homem quando passa a entender melhor a realidade em que vive. Isso é resultado de uma conquista, de um valor intelectual que as pessoas podem alcançar. Sendo assim, qual seria esse valor? A. Conhecimento. B. A Matemática C. A descoberta de arquimedes D. O livro de Jó 3. Thomas Kuhn (2005) ficou conhecido por apresentar a ideia de que o conhecimento científico é passível de revoluções em suas estruturas, ou seja, todo o conhecimento humano, com o passar do tempo, tende a sofrer mudanças e atualizações. No conhecimento científico, tais acontecimentos disruptivos são denominados revoluções. (KUHN, T. A estrutura das revoluções científicas. 9. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005). Com base nos estudos de Thomas Kuhn, considera-se que as revoluções científicas ocorrem quando há A. Uma mudança de paradigma. B. Um ponte para o sempre C. Que o tempo não existe D. Que a verdade é uma mentira e as mentiras são ilusões 4. Em uma mudança de paradigma, podem surgir novos produtos e serviços tecnológicos, que podem afetar e melhorar direta e indiretamente a vida humana. Este é o potencial criativo que existe no avanço da ciência. Assim, quando se estabelece a mudança de paradigma, observa-se o surgimento de novas ideias, produtos e serviços. O nome desse processo é: A. Inovação B. Concepção C. Direito D. O papiro 5. Lemos e Lévy (2010) afirmam que a tecnologia fez eclodir uma cultura cibernética, por meio da internet, e isso acarretou inúmeras mudanças perceptivas e comportamentais na sociedade. (LEMOS, A; LÉVY, P. O futuro da internet: em direção a uma ciberdemocracia planetária. São Paulo: Paulus, 2010). Sobre a perspectiva do surgimento da internet e das mudanças nas relações sociais a partir do espaço virtual, podemos dizer que a tecnologia que proporcionou esta mudança é: A. A tecnologia da informação e comunicação. B. O marketing de boca a boca C. O facebook D. A verdade esta lá fora 6. Embora haja muitas críticas ao espaço virtual e ao tempo em que as pessoas passam parte de suas vidas “navegando” pela internet, Lévy (2007a) destaca que nem tudo deveria ser percebido como uma prática destrutiva do potencial humano. (LÉVY, P. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 2007a). Uma vez que para o filósofo nem tudo é destrutivo em espaço virtual – ciberespaço –, é correto afirmar que o tempo destinado nesses ambientes podem gerar momentos de A. Invenção e criação. B. Destruição e construção C. O meio tom das bromélias no canto das sereias insandecidas da obra de valdik só miando e Bento Machado D. Os pergaminhos do mar morto 7. Segundo Pierre Lévy (2007a), a informação é aquilo que traduz para o sujeito, em forma de mensagem, algum significado. Contudo, é sabido que são necessários alguns elementos de interpretação para que os sujeitos consigam significar as mensagens. (LÉVY, P. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 2007a). Considerando as informações apresentadas e o conteúdo do livro-texto, é correto afirmar que os significados A. Não são mensuráveis, uma vez que tanto o significado quanto o signo dependem da interpretação de um sujeito B. São mensuráveis pois o signo do zoodiaco é matemático C. O signo e o siginificado são simbolos do inconsciente na mente consciente D. O resiginifcado é um simbolo do objetivo da vida 8. O pensamento do pesquisador e filósofo de Pierre Lévy (2000, 2007a, 2007b) tornou-se referência para a compreensão da influência das novas tecnologias sobre as mudanças da sociedade. LÉVY, P. Cibercultura. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2000. ______. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 2007a. ______. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2007b. Considerando as informações apresentadas e o conteúdo do livro-texto, é correto afirmar que Sobre a sociedade on-line, pode-se dizer que são características comuns da sociedade on-line I) consumo de informação; II) atualização constante; III) inexperiência virtual; IV) produção inventiva. estão corrtas: A. Somente as afirmativas I, II e IV B. Somente as afirmativas II e IV C. Somente as afirmativas IV D. Somente as afirmativas I 9. Pierre Lévy é um dos estudiosos mais respeitados da atualidade quando o tema é o espaço, tempo e comunicação em ambientes virtuais. Esse espaço, vale lembrar, gera um novo fenômeno de comunicação entre as pessoas. Considerando as informações apresentadas e o conteúdo do livro-texto, Aassinale a alternativa que corresponde ao pensamento de Pierre Lévy em relação ao espaço, tempo e comunicação: A. No ciberespaço, as decisões são tomadas e avaliadas rapidamente, pois estão inseridas em um contexto de inteligência coletiva B. Option 2 C. Option 3 D. Option 4 10. Pensadores como Lévy e Lemos são conhecidos por divulgarem a noção de ciberdemocracia, que é fruto de uma simbiose que trouxe inúmeras contribuições ao ser humano. Considerando as informações apresentadas e o conteúdo do livro-texto, é correto afirmar que Eessas contribuições derivam de qual simbiose? A. Simbiose entre homem e máquina. B. Option 2 C. Option 3 D. Option 4 11. Lévy e Lemos comungam da ideia de que a tecnologia proporcionou mudanças sociais à vida das pessoas em geral e que a velocidade dessas mudanças é cada vez ser ainda maior. Com isso, é correto afirmar que a tecnologia, na sociedade atual: I) contribui para o desenvolvimento de avanços científicos em distintas áreas do conhecimento humano; II) pode gerar mais conforto aos seres humanos, por meio de novos produtos e serviços; III) provoca mudanças cada vez mais rápidas; IV) pode curar qualquer doença. A. Somente as afirmativas I, II e III. B. Somente as afirmativa III. C. Somente as afirmativas I, II D. Somente as afirmativa I 12. Com relação à história da construção do conhecimento, Gaston Bachelard indicou três períodos principais que representam a tentativa humana de aprimoramento e evolução do saber. Quais são esses períodos? A. O pré-científico, o estado científico e o novo espírito científico B. O pré-científico, o estado jurássico e o novo espírito científico C. O pré histórico, o histórico e o novo espírito juvenil D. Cretáceo e pré colombiano 13. Leia atentamente o trecho a seguir. “As revoluções científicas são os complementos desintegradores da tradição à qual a atividade da ciência normal está ligada [...] Regularmente e de maneira apropriada, a invenção de novas teorias evoca a mesma resposta por parte de alguns especialistas que veem sua área de competência infringida por essas teorias. Para esses homens, a nova teoria implica uma mudança nas regras que governavam a prática anterior da ciência normal. Por isso, a nova teoria repercute inevitavelmente sobre muitos trabalhos científicos já concluídos com sucesso” (KUHN, 2005, p. 25-26). (KUHN, T. A estrutura das revoluções científicas. 9. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005). Considerando as informações apresentadas e o conteúdo do livro-textoEm relação à citação de Thomas Kuhn, é corretoafirmar que A. A mudança força uma reestruturação das teorias do conhecimento que já estavam consolidadas, uma vez que passam a ser questionadas pelas novas descobertas B. A reestruturação das teorias do conhecimento que já estavam consolidadas, uma vez que passam a ser questionadas pelas novas descobertas C. A mudança força uma reestruturação das teorias do conhecimento que já estavam consolidadas, uma vez que nunca são questionadas pelas novas descobertas D. A mudança força uma reestruturação das teorias do conhecimento que já estavam consolidadas, uma vez que passam a ser questionadas pelas velhas idéias 14. Leia atentamente o trecho a seguir. “Os primeiros passos no tratamento automático da informação foram dados entre 1940 e 1960. Aqui os princípios essenciais e as inovações estratégicas são influenciadas fortemente pela cibernética. O segundo, de 1960 a 1970, caracteriza-se por sistemas centralizados ligados às universidades e à pesquisa militar (os minicomputadores) e o terceiro, de 1970 aos nossos dias, com o surgimento dos microcomputadores e das redes telemáticas”. (LEMOS, 2004, p. 101-102). (LEMOS, A. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2004, p. 101-102). Com base em Lemos (2004), é correto afirmar que essas conquistas só foram possíveis a partir da tecnologia informática. Contudo, é preciso considerar três dimensões históricas fundamentais que representam essa mudança desde o primeiro computador. Quais são elas? A. A técnica, a social e a ideológica. B. A social e a patológica C. A disfuncional e patética D. A científica e a disfuncional 15. Para Lévy (2007a), a informação provoca a redução de incertezas. Segundo o filósofo, isso faz parte da teoria matemática da própria comunicação. Quanto mais acesso à informação e seus significados, maior a capacidade de entendimento. Para melhor esclarecer o pensamento de Lévy, lê-se o trecho na íntegra: “Segundo a teoria matemática da comunicação, uma informação é um acontecimento que provoca uma redução de incerteza acerca de um ambiente dado. Nessa teoria, não se considera que um universo de signos e a ocorrência de cada signo numa mensagem estejam associadas a uma informação mensurável. Por exemplo, a ocorrência de cada letra deste texto traz informação, que será tanto maior quanto mais improvável ela for”. (LÉVY, P. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 2007, p. 57a). Com essa frase, pode-se concluir que Pierre Lévy quis dizer que Assinale a alternativa correta: A. A informação é aquilo que traduz para o sujeito em forma de mensagem algum significado, geralmente por meio de um signo, pois ela não é mensurável, e esta tradução do significado da mensagem dependerá da interpretação do sujeito B. a desinformação é aquilo que traduz para o sujeito em forma de mensagem algum significado, geralmente por meio de um signo, pois ela não é mensurável, e esta tradução do significado da mensagem dependerá da interpretação do sujeito C. informação é aquilo que traduz para o sujeito em forma de mensagem algum significado, geralmente por meio de fofocas na faculdade para os professores , pois ela não é mensurável, e esta tradução do significado da mensagem dependerá da interpretação do sujeito D. informação é aquilo que traduz para o sujeito em forma de mensagem algum significado, geralmente por meio de um signo, pois ela não é mensurável, e esta tradução do significado da mensagem dependerá da interpretação de texto 16. Leia o trecho a seguir. “Uma vez tomadas e postas em prática as decisões, elas são avaliadas em tempo real pelo próprio coletivo, de acordo com múltiplos critérios. Os modos de avaliação constituem, de resto, objetos permanentes de debates e são por sua vez avaliados! A democracia em tempo real maximiza a responsabilidade de um cidadão chamado alternadamente a tomar decisões, a sofrer suas consequências e a julgar sua correção”. (LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2007, p. 71b). Com base nessa afirmação de Lévy, oO tempo real dessas relações horizontais entre diversas pessoas ao mesmo tempo fez surgir um fenômeno em rede virtual chamado por Lévy de A. Ciberdemocracia B. Estado de espirito C. Demoniocracia D. Meritocracia 17. Em seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas, Thomas Kuhn (2005) discorre sobre a chamada crise dos paradigmas, sendo a partir dessas crises que algumas mudanças se tornam possíveis na ciência. Geralmente essas crises acontecem nas ciências normais, ou seja, para Kuhn, a ciência normal é aquela passível de sofrer a qualquer momento uma ruptura, uma ameaça por algo pioneiro devido a sua quase estagnação à inovação. Para Kuhn,: “[...] quando isto ocorre – isto é, quando os membros da profissão não podem mais esquivar-se das anomalias que subvertem a tradição existente da prática científica – então começam as investigações extraordinárias que finalmente conduzem a profissão a um novo conjunto de compromissos, a uma nova base para a prática da ciência” (KUHN, 2005, p. 25). (KUHN, T. A estrutura das revoluções científicas. 9. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005, p. 25) Com base no pensamento de Kuhn, o que leva um grupo de cientistas a resistirem ao novo e correrem o risco de comprometer a sua própria área de conhecimento? Apresente pelo menos uma resistência quando se trata do medo à mudança, de algo novo, independentemente da área de conhecimento científico A. Em uma mudança de paradigma, é comum aos pares tomarem partido pelas formas vigentes tradicionais do conhecimento do qual estão fazendo parte, ou seja, algumas vezes não são capazes de enxergar as novas necessidades de um paradigma, que extrapola a velha forma de se fazer ciência. B. Em uma mudança de paradigma, é comum aos pares tomarem partido pelas formas vigentes tradicionais do conhecimento do qual estão fazendo parte, ou seja, algumas vezes não são capazes de enxergar as novas necessidades de um paradigma, que jamais extrapola a velha forma de se fazer ciência. C. Em uma mudança de paradigma, é comum aos pares tomarem partido pelas formas vigentes tradicionais do conhecimento do qual estão fazendo parte, ou seja, algumas vezes não são capazes de enxergar as novas necessidades de um paralama, que extrapola a velha forma de se fazer ciência. D. Em uma mudança de casa, é comum aos pares tomarem partido pelas formas vigentes tradicionais do conhecimento do qual estão fazendo pouco caso, ou seja, algumas vezes não são capazes de enxergar as novas necessidades de um paradigma, que extrapola a velha forma de se fazer ciência. 18. Para Bachelard, a ideia de um conhecimento geral é prejudicial ao próprio conhecimento científico, uma vez que as estruturas de conhecimentos de caráter universal tornam-se doutrinas do saber com o passar do tempo. “Nada prejudicou tanto o progresso do conhecimento científico quanto a falsa doutrina do geral, que dominou de Aristóteles a Bacon, inclusive, e que continua sendo, para muitos, uma doutrina fundamental do saber.” (BACHELARD, 1999, p. 69). (BACHELARD, G. A Formação do Espírito Científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 1999, p. 69.) Qual é a principal crítica feita por Bachelard à ideia de um conhecimento geral? Destaque qual é o problema que Bachelard avista para a ciência A. O intuito de se manter um conhecimento generalista em nada contribui para o conhecimento científico, uma vez que conhecer o fenômeno de forma genérica e apressada é fácil e inviabiliza o progresso científico. B. O intuito de se manter um conhecimento generalista em nada contribui para o conhecimento científico, uma vez que conhecer o fenômeno de forma genérica e apressada é fácil e inviabiliza o progresso econômico. C. O intuito de se manter um conhecimento geneticista em nada contribui para o conhecimento científico, uma vez que conhecer o fenômeno de forma genérica e apressada é fácil einviabiliza o progresso científico. D. O intuito de se manter um conhecimento generalista em nada contribui para o conhecimento científico, uma vez que conhecer os remédios genéricos e apressada é fácil e inviabiliza o progresso científico. 19. Para Lemos e Lévy (2010, p. 153), “[...] a falta de capacidade técnica, social, cultural, intelectual e econômica de acesso às novas tecnologias e aos desafios da sociedade da informação pode, atualmente, desenvolver a chamada desigualdade digital, ou seja, na nossa sociedade teríamos a preocupação pela ‘inclusão digital’”. (LEMOS, A; LÉVY, P. O futuro da internet: em direção a uma ciberdemocracia planetária. São Paulo: Paulus, 2010, p. 153). Pensando nessa problemática contemporânea da exclusão digital, para você, quais seriam as medidas cabíveis frente a esse novo fenômeno da sociedade? Destaque no mínimo três medidas que poderiam ser tomadas. A. No mínimo três medidas que podem ajudar a resolver o problema da inclusão digital são: distribuição de redes wifi em comunidades carentes, o uso e a distribuição de novas tecnologias com redes de antenas em lugares sem acesso à internet, cursos livres de educação tecnológica para crianças, jovens e adultos, doação de aparelhos às comunidades carentes, trabalhos voluntários ligados à promoção das TICs, entre outros. B. O uso e a distribuição de novas tecnologias com redes de antenas em lugares sem acesso à internet, cursos livres de educação tecnológica para crianças, jovens e adultos, doação de aparelhos às comunidades carentes, trabalhos voluntários ligados à promoção das TICs, entre outros. C. O pouco uso e a distribuição de novas tecnologias com redes de antenas em lugares sem acesso à internet, cursos livres de educação tecnológica para crianças, jovens e adultos, doação de aparelhos às comunidades carentes, trabalhos voluntários ligados à promoção das TICs, entre outros. D. Doação de aparelhos às comunidades carentes, trabalhos voluntários ligados à promoção das TICs, entre outros. 20. Uma das principais questões filosóficas da qual o livro-texto trata é sobre o tema da metafísica. Sobre esse tema, leia com atenção o texto a seguir. “A metafísica é a investigação filosófica que gira em torno da pergunta “O que é?”. Este “é” possui dois sentidos: (I) significa “existe”, de modo que a pergunta se refere à existência da realidade e pode ser transcrita como: “O que existe?”; (II) significa “natureza própria de alguma coisa”, de modo que a pergunta se refere à essência da realidade, podendo ser transcrita como “Qual a essência daquilo que existe?”. (CHAUI, M. Iniciação à Filosofia. São Paulo: Ática, 2013. p. 180). Considerando a definição apresentada e os conhecimentos adquiridos na leitura do livro-texto sobre o tema da metafísica, é correto afirmar que: A. O conceito de metafísica foi usado pela primeira vez como uma catalogação dos livros de Aristóteles que estavam além dos textos da Física. B. O conceito de astrofísica foi usado pela primeira vez como uma catalogação dos livros de Aristóteles que estavam além dos textos da Física. C. O conceito de metafísica foi usado pela primeira vez como uma catalogação dos livros de Platão que estavam além dos textos da Física. D. O conceito de metafísica foi usado pela primeira vez como uma catalogação dos livros de Aristóteles que estavam além dos textos de português. 21. Várias foram as condições históricas que tornaram possível o surgimento da Filosofia na Grécia Antiga. Nesse sentido, podemos destacar o surgimento da moeda, do calendário, da vida pública, do alfabeto grego, das grandes viagens marítimas para buscar novas rotas comerciais e o surgimento da política. Todos esses acontecimentos foram determinantes para que o conhecimento filosófico surgisse na Grécia, por volta dos séculos VII e VI a.C. Sobre o tema do surgimento da Filosofia na Grécia Antiga, é correto afirmar que: A. O surgimento da vida pública e da política foi determinante para a origem da Filosofia porque fez com que as pessoas participassem da criação das leis da pólis (cidade-estado), e alguns conceitos abstratos, como justiça e bondade, passaram a exigir uma definição conceitual racional para convencer os cidadãos a votarem nas leis que fossem racionalmente melhores e mais justas. B. Nao surgiu vida publica C. As cidades estado são um mito contado pelos gregos D. O conceito de cidade estado foi usado pela primeira vez como uma catalogação dos livros de Aristóteles 22. Vimos em nossos estudos que o tema da linguagem é de suma importância para a filosofia. Sobre esse assunto, leia a definição de linguagem a seguir. “A linguagem é um instrumento que nos permite pensar e comunicar o pensamento, estabelecer diálogos com nossos semelhantes e dar sentido à realidade que nos cerca”. (ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2013. p. 43) Essa definição contrasta com a definição de um dos mais importantes pensadores da linguagem, que foi Charles Sanders Peirce. É correto afirmar que, segundo este autor: A. A linguagem é um sistema de signos que deve ocupar o lugar das coisas, que deve substituir o objeto por uma representação. B. A linguagem é um sistema de mapas que deve ocupar o lugar das coisas, que deve substituir o objeto por uma representação. C. A linguagem é um sistema que deve ocupar o lugar das coisas, que deve substituir o objeto por uma idéia. D. A linguagem não é um sistema de signos por isso não deve ocupar o lugar das coisas, que deve substituir o objeto por uma representação. 23. Como vimos em nossos estudos, a Filosofia surgiu em um contexto histórico marcado por grandes transformações sociais, políticas, econômicas e culturais, sobretudo pela mudança no modo como os habitantes dos territórios gregos conheciam o mundo. Desse modo, a Filosofia surgiu como uma alternativa de respostas aos questionamentos daquele povo. Mas que tipo de conhecimento predominava na Grécia Antiga antes do surgimento da Filosofia A. Conhecimento mítico. B. Perfeição C. Roupas de moda D. Nudismo 24. Leia atentamente o excerto a seguir. “O homem natural é tudo para si mesmo; é a unidade numérica, o inteiro absoluto, que só se relaciona consigo mesmo ou com seu semelhante. O homem civil é apenas uma unidade fracionária que se liga ao denominador, e cujo valor está em sua relação com o todo, que é o corpo social. As boas instituições sociais são as que melhor sabem desnaturar o homem, retirar-lhe sua existência absoluta para dar-lhe uma relativa, e transferir o eu para a unidade comum, de sorte que cada particular não se julgue mais como tal, e sim como uma parte da unidade, e só seja percebido no todo”. (ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da Educação. São Paulo: Martins Fontes, 1999.) Tomando como base o texto de Rousseau e seus conhecimentos acerca do tema da cultura e da natureza, analise as afirmativas a seguir. I. O homem natural, segundo a concepção de Rousseau, é inferior ao homem no estado civil, da cultura, pois as boas instituições conseguem desnaturá-lo e torná-lo melhor. II. O homem no estado civil (de cultura) consegue ser mais livre e justo por viver como parte de uma unidade que é a sociedade. III. O homem no estado de natureza possui qualidades físicas, morais e espirituais que o tornam superiores ao homem no estado civil (cultural), pois essas qualidades o tornam um inteiro absoluto. IV. O homem no estado de natureza é livre, justo e bom, mas quando passa a ter de viver no estado civil (cultural), acaba se fragmentando, corrompendo-se, relativizando-se e por isso perde essas qualidades naturais. Estão corretas apenas as afirmativas: A. III e IV. B. II e IV. C. III. D. IV. 25. Leia o texto a seguir com atenção. “É possível ser feliz? Em que consiste a felicidade? Alguns mais pessimistas acham a felicidade um sonho impossível. Os problemas do cotidiano, os sofrimentos físicos e morais, a fome, a pobreza, a violência, o tédio são empecilhos severos. Para outros, comovemos na publicidade, a felicidade estaria nos momentos de consumo, longe do trabalho, com todo o conforto e prazer que o dinheiro pode lhes dar: um carro, um iate, roupas de marca, ausência de sofrimento, um doce ‘nada fazer’. Por isso tantos esperam as férias, a aposentadoria ou o prêmio da loteria”. (ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2013. p. 68) O conceito de felicidade, também conhecido entre os gregos como eudaimonia, foi objeto de estudo de vários filósofos e com sentidos que se aproximam ou se distanciam das concepções expostas no excerto apresentado. Sobre a definição de felicidade (eudaimonia) para Aristóteles, é correto afirmar que: A. A FELICIDADE SÓ PODE SER ALCANÇADA POR MEIO DE AÇÕES VIRTUOSAS. B. A FELICIDADE SÓ PODE SER ALCANÇADA POR MEIO DE AÇÕES DEFEITUOSAS C. A VIRILIDADE SÓ PODE SER ALCANÇADA POR MEIO DE AÇÕES VIRTUOSAS D. A INTELIGÊNCIA SÓ PODE SER ALCANÇADA POR MEIO DE AÇÕES VIRTUOSAS 26. O diálogo é uma ferramenta importante para todos aqueles que querem filosofar. Platão, para valorizar a importância dessa ferramenta, escreveu seus livros em forma de diálogo, tendo como protagonista principal Sócrates, seu grande mestre. Esses diálogos platônicos são expressões da chamada dialética, um processo de diálogo no qual vemos a exposição de teses – que são afirmações sobre algo – e antíteses – que são contraposições às teses afirmadas. O objetivo da dialética é, em meio ao embate entre teses e antíteses, chegar a uma síntese. Considerando esse processo dialético e os elementos que o compõem (tese, antítese e síntese), é correto afirmar que A. A SÍNTESE É A PREVALÊNCIA DO INTELECTO SOBRE AS OPINIÕES RELATIVISTAS. B. A PREVALÊNCIA DO INTELECTO SOBRE AS OPINIÕES RELATIVISTAS. C. O POSITIVISMO É A PREVALÊNCIA DO INTELECTO SOBRE AS OPINIÕES RELATIVISTAS. D. A SÍNTESE É A PREVALÊNCIA DO INTELECTO SOBRE AS OPINIÕES IMPRESSIONISTAS. 27. Leia com atenção o texto a seguir. “Há algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundamentei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão muito duvidoso e incerto; de modo que me era necessário tentar seriamente uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo de firme e de constante nas ciências”. (MARCONDES, D. Textos básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p. 74). Considerando as informações apresentadas e o conteúdo do livro-texto, é correto afirmar que: A. A DÚVIDA METÓDICA LEVA DESCARTES A BUSCAR UM CONHECIMENTO SEGURO QUE TEM COMO FUNDAMENTO INDUBITÁVEL O ARGUMENTO: “PENSO, LOGO EXISTO!” B. A DÚVIDA METÓDICA LEVA DESCARTES A BUSCAR UM CONHECIMENTO SEGURO QUE TEM COMO FUNDAMENTO INDUBITÁVEL O ARGUMENTO: “TENHO FACE , LOGO EXISTO!” C. A DÚVIDA METÓDICA LEVA DESCARTES A BUSCAR UM CONHECIMENTO SEGURO QUE TEM COMO FUNDAMENTO INDUBITÁVEL O ARGUMENTO QUE DESTRÓI CASAMENTOS “O QUE VOCÊ ESTA PENSANDO?” D. A DÚVIDA METÓDICA LEVA DESCARTES A LONDRES MONTADO EM UM BURRO E COM CONHECIMENTO SEGURO QUE TEM COMO FUNDAMENTO INDUBITÁVEL O ARGUMENTO: “TENHO DINHEIRO, LOGO EXISTO!” 28. Leia atentamente o trecho a seguir. “As revoluções científicas são os complementos desintegradores da tradição à qual a atividade da ciência normal está ligada [...] Regularmente e de maneira apropriada, a invenção de novas teorias evoca a mesma resposta por parte de alguns especialistas que veem sua área de competência infringida por essas teorias. Para esses homens, a nova teoria implica uma mudança nas regras que governavam a prática anterior da ciência normal. Por isso, a nova teoria repercute inevitavelmente sobre muitos trabalhos científicos já concluídos com sucesso” (KUHN, 2005, p. 25-26). (KUHN, T. A estrutura das revoluções científicas. 9. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005). Considerando as informações apresentadas e o conteúdo do livro-texto, é correto afirmar que: A. A mudança força uma reestruturação das teorias do conhecimento que já estavam consolidadas, uma vez que passam a ser questionadas pelas novas descobertas. B. A mudança força uma reestruturação das teorias do conhecimento que já estavam consolidadas, uma vez que passam a ser RESOLVIDAS . C. A mudança força uma diminuição das teorias do conhecimento que já estavam consolidadas, uma vez que passam a ser questionadas pelas novas descobertas. D. A mudança força uma reestruturação das teorias da filosofia que já estavam consolidadas, uma vez que passam a ser questionadas pelas novas descobertas. 29. Os gregos valorizaram de forma única a condição dos homens livres como cidadãos, que deveriam discutir as coisas da cidade em praça pública. Grandes filósofos da Antiguidade pensaram essas relações entre o homem e a cidade. Considerando as informações apresentadas e o conteúdo do livro-texto, é correto afirmar que, segundo Aristóteles: A. O homem é um animal político, que precisa do convívio com os seus semelhantes, isto é, da vida em comunidade. B. O homem é um animal político, que precisa do convívio com os seus semelhantes, isto é, da vida em comunidade animal C. O homem é um animal e também político, que precisa do convívio com os seus animais semelhantes, isto é, da vida em comunidade selvícula. D. O homem é um ser angelical caído, que precisa do convívio com os seus semelhantes, isto é, da vida em comunidade de luz 30. Dentro da concepção política de Aristóteles, o homem deve prezar pela vida organizada em comunidade. Nesse sentido, Aristóteles coloca o ser humano como um ser que respira política, que necessita da vida pública. A partir da teoria aristotélica, observamos um tratamento mais formal e científico da Política, segundo o qual: A. A cidade (pólis) deve ser governada com racionalidade, imperando a justiça e o equilíbrio B. A cidade é um aglomerado de favos semelhante a comunidade das abelhas C. A cidade (pólis) deve ser governada com racionalidade, imperando a justiça e o equilíbrio como acontece no mundo até hoje nesse nosso mundo perfeito D. A cidade e a metrópolis deve ser governada com racionalidade, imperando a justiça e o equilíbrio 31. As práticas políticas desenvolvidas na Grécia Antiga eram pautadas pela noção de liberdade e igualdade, e o aperfeiçoamento do modelo democrático por meio da participação ocorre principalmente em Atenas. Pode-se afirmar que a democracia ateniense se funda sobre os princípios da isonomia, isocracia e isegoria, que, além de garantirem a liberdade e a igualdade entre os cidadãos, buscavam aproximar o indivíduo da pólis a fim de garantir o exercício pleno da cidadania. Considerando essas informações e o conteúdo do livro-texto, analise as afirmativas a seguir. I. A isonomia garante a igualdade entre os homens, assegurando que todos possuam os mesmos direitos e deveres, ou seja, é a igualdade dos homens perante a lei. II. A isocracia possibilita que todos os cidadãos possam participar da divisão dos poderes e exercer cargos públicos. III. A isegoria é o direito de manifestação. É o que garante que todos os homens possam fazer uso da palavra nos debates em praça pública ou em assembleias. IV. A isonomia garante a igualdade de poder entre os indivíduos A. Somente as afirmativas I, II e III. B. Somente as afirmativas I, II C. Somente as afirmativas III. D. Somente as afirmativas I 32. Michel Foucault levou a fundo o desvelamento das estruturas de poder que dinamizam a vida em sociedade, sendo, dessa forma, um pensador do saber e do poder. Ele afirma haver uma radical distinção entre a Política concebida por Aristóteles e a Política moderna. (FOUCAULT, M. Vigiar e Punir: história da violência nas prisões. Petrópolis: Vozes, 1986). Considerando as informações apresentadas e o conteúdo do livro-texto, é correto afirmar que: A. Na Modernidade, segundo Foucault, o poder está diluído emestruturas de poder. B. Na Modernidade, segundo Foucault, o poder é baseado na forçr. C. Na Modernidade, segundo Foucault, o poder está diluído em estruturas políticas corrompidas D. Na Modernidade, segundo Foucault, o poder está diluído 33. Platão inaugurou uma área de estudo específica da Política, principalmente na relação entre Política e Justiça. Dentro do Livro I de A República, por exemplo, o personagem Sócrates refuta as argumentações de Trasímaco acerca da justiça. (PLATÃO. Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1989). Segundo Platão, política e justiça estão conectadas em sua essência, pois: A. A justiça é um bem em si, nesse sentido se busca a justiça e política ideal. B. A justiça é uma falácia, nesse sentido se busca a justiça e política ideal. C. A justiça não existe nesse mundo só no próximo e nesse sentido se busca a justiça e política ideal. D. A justiça não é um bem em si, nesse sentido se busca a justiça e política ideal. 34. O desenvolvimento político nas cidades-Estado da Grécia a partir do século VI a.C. se dá em uma perspectiva democrática, pautada em um modelo de cidadania em que se observa uma íntima relação entre a pólis e seus habitantes. Os princípios da isonomia e isegoria garantem o exercício da liberdade e da participação popular, pois significam, respectivamente: A. O direito à igualdade perante as leis e a participar dos debates na Ágora. B. O direito à igualdade da merenda na escola e perante as leis e a participar dos combates na Ágora. C. O direito à paternidade e vida própria perante as leis e a participar dos debates na Ágora. D. O direito à igualdade perante as leis e a participar dos debates na Ágora e no futuro. 35. Jean Jacques Rousseau foi um pensador moderno que apresentou várias questões importantes acerca da Política, principalmente acerca do papel da sociedade civil. Considerando essas informações e o conteúdo abordado pelo livro-texto, analise as seguintes afirmativas. I. Em sua obra, Rousseau analisa aquilo que origina a desigualdade entre as pessoas, a saber, a propriedade privada. II. Segundo Rousseau, assim que a sociedade civil é fundada, ela passa a ignorar as necessidades fundamentais da natureza humana. III. O desenvolvimento da sociedade, para Rousseau, trouxe a possibilidade de o homem fazer uso de seu livre-arbítrio, tornando-se autossuficiente. IV. A liberdade só pode ser alcançada através da existência real de um Estado Absolutista. Estão corretas: A. Somente as afirmativas I e II B. Somente as afirmativas I, II e III C. Somente as afirmativas I D. Somente as afirmativas II 36. Jean Jacques Rousseau, filósofo francês iluminista, lançou a seguinte tese: "O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer, isto é, meu e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. ” (ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. Tradução de Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova Cultural, 1987). Considerando as informações apresentadas e o conteúdo abordado pelo livro-texto, é correto afirmar que: A. Aquilo que Rousseau chama de sociedade civil tem sua origem na propriedade privada, e daí surge a ideia de Contratualismo. B. Aquilo que Rousseau chama de sociedade civil tem sua origem na privada, e daí surge a ideia de Contratualismo. C. Aquilo que Rousseau chama de sociedade civil tem sua origem na propriedade privada, e daí surge a ideia de Contratualismo e escravidão D. Aquilo que Rousseau chama de sociedade civil tem sua origem na propriedade privada, e daí surge a ideia de Conumismo 26. Sobre a democracia na Grécia Antiga, pode-se dizer que: A) a democracia era indireta, mediante eleição de representantes. B) aqueles que participavam das discussões na ágora tinham o direito de exprimir e defender suas opiniões em público. C) ela afirmava a igualdade de todos os cidadãos diante da lei e do direito de participarem do governo da pólis. D) era considerado cidadão somente o homem adulto, livre, nascido em Atenas. 27. Parmênides ensinava que o princípio fundamental de todas as coisas é o ser. Por tal afirmação, o filósofo defendia a ideia de que: A) a essência de todas as coisas encontra-se no Ser em movimento. B) o Ser e o não-Ser possuem existência própria. C) o Ser é efêmero em sua constância e ordem. D) o Ser é o que nos caracteriza essencialmente, não importa o quanto mudamos. 28. Para este filósofo, a compreensão do universo reside na agregação e desagregação dos quatro elementos originários e incorruptíveis: terra, água, fogo e ar. Estamos nos referindo a: A) Heráclito de Éfeso. B) Pitágoras de Samos. C) Empédocles de Agrigento. D) Zenão de Eleia. 29. Leia as frases abaixo. I - Para os físicos ecléticos, na Grécia Antiga, a causa, composição e sustentação da natureza estão no átomo; II - O átomo é o primeiro princípio, nada nasce do nada ou retorna ao nada. III - Todas as realidades possíveis veem à tona a partir da agregação e desagregação dos átomos. Está(ão) correto(s): A) todos os itens. B) apenas os itens I e III. C) apenas os itens II e III. D) apenas o item I. 30. Durante o período clássico, entre os séculos V e IV a.C., a Grécia vislumbrou o surgimento dos sofistas, filósofos itinerantes vindos de todas as partes do mundo grego. Sobre os sofistas é incorreto afirmar-se que: A) a retórica ocupava para estes um lugar muito importante. B) o homem pode chegar ao conhecimento da verdade absoluta utilizando-se da lógica formal. C) Protágoras acreditava que o homem era a medida de todas as coisas. D) para Górgias, o bom orador seria sempre capaz de convencer qualquer pessoa sobre qualquer tema. 31. Para Sócrates, a verdade pode ser encontrada no interior de cada homem mediante a dialética, jogo de perguntas e respostas que compreendiam dois momentos na busca da verdade. A) ironia responsável por ridicularizar o interlocutor e retórica capaz de conduzi-lo à verdade. B) maiêutica responsável por possibilitar ao indivíduo um encontro consigo mesmo e ironia capaz de despertá-lo para a verdade. C) maiêutica capaz de conduzir o indivíduo à verdade e metafísica necessária por colocá-lo frente à verdade transcendente. D) ironia responsável por levar o homem ao reconhecimento de sua ignorância e maiêutica responsável por levar o interlocutor a dar a luz a novas ideias. 32. Dentre as competências e habilidades necessárias ao egresso dos cursos de Filosofia, encontram-se: I - capacidade para análise, interpretação e comentários textuais; II - capacidade de desenvolver consciência crítica sobre conhecimento, razão e realidade sócio-histórico-política; III - compreensão da importância das questões acerca do sentido e da significação da própria existência e das produções culturais; IV - percepção da integração necessária entre a filosofia e a produção científica, artística, bem como com o agir pessoal e político. Das alternativas dadas acima, estão corretas: A) apenas II e III. B) apenas I e IV. C) apenas I, III e IV. D) todas. 33. "Todas as nossas ideias derivam de uma ou de outra fonte. Parece que o entendimento não tem o menor vislumbre sobre quaisquer ideias se não as receber de uma das duas fontes. Os objetos externos suprem a nossa mente com as ideias das qualidades sensíveis, que são todas as diferentes percepções produzidas em nós, e a mente supre o entendimento com ideias através das próprias operações". O texto citado retrata o empirismo de Jonh Locke. Para ele, existem duas fontes básicas de experiência: A) Percepção e idealização. B) Percepção e internalização. C) Sensação e reflexão. D) Sensação e memorização. 34. Em sua Ética a Nicômaco, Aristóteles nos coloca frente ao seu pensamento ético. Não retrata tal pensamento: A) a virtude encontra-se no desligamento das realidades sensíveis. B) a virtude encontra-se na justa medida das coisas. C) a virtude pode ser atingida pelos homens que demonstrem prudência. D) a prática da virtude conduzà felicidade. 35. Coloque (V) verdadeiro ou (F) falso. O princípios da verificação ou da verificabilidade, segundo os neopositivistas lógicos do Círculo de Viena envolve: ( ) defesa do apriorismo na comprovação científica. ( ) experiência como critério último para a validade das hipóteses científicas. ( ) validação das asserções metafísicas mediante postulados teóricos. ( ) uma teoria só pode ser considerada coerente quando for passível de verificação. A sequência correta de respostas é: A) V - F - V - F. B) V - V - F - F. C) F - V - F - V. D) F - F - V - V. 36. Em Marx, o fenômeno pelo qual se pode observar a mercadoria produzida pelo trabalhador elevar-se e divinizar-se, enquanto o trabalhador que a produz transforma-se em coisa, rebaixa-se, é: A) Mais-valia absoluta. B) Fetichização da mercadoria. C) Materialismo. D) Ideologia. 37. Veja as frases abaixo. I - Busca as condições de validade e os verdadeiros limites e extensão do conhecimento humano; II - Procura as condições para o uso correto e justo da razão pura, estabelecendo as condições de possibilidade do conhecimento; III - A origem do conhecimento está na sensibilidade e no entendimento. Das frases acima, retrata(m) o criticismo Kantiano: A) apenas a II. B) apenas I e II. C) apenas II e III. D) todas elas. 38. Em Aristóteles encontramos a ideia de homem como animal político. Em seu pensamento político, o referido filósofo defendia uma concepção de política em que: A) o Estado deveria ser a síntese dos valores transcendentais. B) a cidade feliz deveria ser governada com racionalidade, imperando a justiça e o equilíbrio. C) a justiça é vista como a harmonia entre as várias classes sociais, a partir das virtudes genuinamente cultivadas. D) a lei eterna (lex aeterna) deveria suplantar a lei natural (lex naturalis) e a lei humana (lex humana). 39. Para Nietzsche, o ocidente, marcado pela negação da vida, havia desenvolvido o seu pensamento a partir da tensão entre dois elementos distintos: A) o apolíneo, representante do belo na arte e na literatura e o dionísico, representante da racionalidade. B) o apolíneo, representante da forma, harmonia e racionalidade e o dionísico, representante da quebra das regras, é a alegria, o assumir da vida em todas as suas implicações. C) o racional, responsável pelo evolução da sociedade e o mítico-religioso, representante das tradições religiosas. D) o apolíneo, defensor da instabilidade e mudança e o dionísico, cultivador das regras sociais. 40. Na estética kantiana, o Belo é visto como aquilo que agrada universalmente, sem interesse, sendo o resultado da relação entre sujeito e objeto. Assim, o Belo não existe de maneira objetiva, mas é fruto da relação entre o sujeito e objeto mediante: A) juízo de valor. B) despertar da consciência. C) juízo estético. D) intencionalidade e aproximação. 41. Em sua obra Filosofia do Direito, Hegel apresenta sua teoria do Estado, na qual ele critica a tradição jusnaturalista. Das alternativas abaixo, está de acordo com a teoria do Estado de Hegel, EXCETO: A) o contratualismo acerta no momento em que defende a ideia de um pacto entre os indivíduos, responsáveis por formar o Estado. B) o Estado é que funda a sociedade e não os indivíduos. C) o Estado sintetiza, numa realidade coletiva, os interesses contraditórios entre os indivíduos. D) a sociedade civil é a esfera entre a família e o Estado. 42. Em sua teoria do conhecimento, Francis Bacon critica a lógica aristotélica com sua lógica dedutivista apresentando a eficiência da indução como método de descoberta. Ele aponta alguns ídolos, noções falsas que os indivíduos trazem consigo e que os impedem de chegar ao conhecimento. Dentre estes, aparece o ídolo do foro decorrente: A) da conversação ou educação recebida dos outros. B) das doutrinas filosóficas. C) das relações estabelecidas entre os homens, palavras e discursos cunhados pelo vulgo. D) das ideologias modernas. 43. O que garante a verdade do discurso científico é sua condição de refutabilidade. Se há uma teoria que resiste à refutação, ela pode ser confirmada. Tal assertiva reflete o método científico defendido por: A) Feyerabend. B) Isaac Newton. C) Thomas Kuhn. D) Karl Popper. 44. Maquiavel foi o grande responsável pela "emancipação" da política. Em seu pensamento, a política passa a ser considerada autônoma e laica. Em "O Príncipe", Maquiavel discorre sobre a figura do príncipe virtuoso. Para ele, virtú ou virtude no príncipe implicava em: A) possuir características inatas para saber governar. B) dominar a arte da retórica e utilizá-la para impressionar seus súditos. C) ter coragem e ser capaz de realizar grandes obras e mudanças. D) buscar o bem coletivo e um modelo de sociedade mais igualitária. 45. Sobre os filósofos contratualistas, pode-se dizer que eles têm em comum, EXCETO: A) partem da análise do homem em estado de natureza. B) defendem a ideia de que o homem só encontra realização na cidade. C) legitimidade do poder encontra-se na representatividade do poder e no consenso. D) preocupam-se com a base legal do Estado. 46. A frase abaixo que melhor define o existencialismo sartriano é: A) o homem primeiramente se define, depois existe. B) o homem existe e se define concomitantemente na caminhada. C) para existir o homem tem de descobrir sua essência. D) o homem primeiramente existe, depois se define. 47. Segundo Herbert Marcuse, o "homem unidimensional" é aquele que foi transformado em coisa e estereotipado pelos tentáculos da indústria cultural, tendo uma consciência de "rebanho". Para o referido autor, tal homem é aquele que foi instrumentalizado pela: A) razão instrumental. B) consciência de classe. C) razão crítica. D) consciência política. 48. "No desvio de algum rincão do universo inundado pelo fogo de inumeráveis sistemas solares, houve uma vez um planeta no qual os animais inteligentes inventaram o conhecimento. Este foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da história universal, mas foi apenas um minuto. Depois de alguns suspiros da natureza, o planeta congelou-se e os animais inteligentes tiveram de morrer." (Nietzsche, 1873) Está correto afirmar sobre o texto que: A) o Homem ocupa um lugar de destaque no Universo. B) o Ser humano será conhecido eternamente. C) a Ciência é uma mentira. D) a Ciência foi a maior descoberta do Homem. 49. Segundo Sartre, "uma vez que a liberdade explode no peito de um homem, contra este homem nada mais podem os deuses". A ideia expressa aqui, pode ser melhor definida pela frase: A) Uma vez que o Homem se torna escravo, então jamais poderá se libertar. B) Nada pode impedir um Homem Livre. C) O Homem pode criar um mundo só para si. D) Em relação ao Homem, os Deuses são superiores. 50. Considerando o pensamento de Schopenhauer é incorreto afirmar que: A) há poucos objetos que podem trazer satisfação duradoura. B) o desejo é duradouro e a satisfação passageira. C) a caridade é apenas um remédio paliativo ao mendigo. D) para ser feliz basta ser um sujeito do querer. GABARITO: 26=(A) - 27=(D) - 28=(C) - 29=(A) - 30=(B) 31=(D) - 32=(D) - 33=(C) - 34=(A) - 35=(C) 36=(B) - 37=(D) - 38=(B) - 39=(B) - 40=(C) 41=(A) - 42=(C) - 43=(D) - 44=(C) - 45=(B) 46=(D) - 47=(A) - 48=(C) - 49=(B) - 50=(D) Conhecimentos Específicos 21. Sobre as origem da Filosofia, é correto afirmar: a. ( X ) Surgiu na Grécia, em torno do século VI a.C., quando os gregos perceberam que as explicações míticas não eram suficientes para explicar os fenômenos da natureza. b. ( ) Está relacionada com as conquistas gregas do Oriente por Alexandre Magno, em torno do século III a.C., e o fenômeno denominado Helenismo pelos conquistadores. c. ( ) Tornou-se uma disciplina de reflexão e crítica proporcionada pela conquista da Grécia pelos romanos, em torno do século II a.C., e a transferências de sábios para a cidade de Roma. d. ( ) Está vinculada à publicação do livro a República de Platão, em torno doséculo IV a.C., quando as diferentes formas de conhecimento foram impressas em pergaminhos. e. ( ) Surgiu com os primeiros relatos do historiador Heródoto, em torno do século V a.C., ao refletir sobre o significado da vitória contra os persas na Batalha de Maratona. 22. Sabemos hoje que a política faz parte das nossas vidas. Aristóteles afirmava que "o homem é por natureza um animal político". Com a afirmação o filósofo pretendia ensinar que: a. ( ) o ser humano necessita das instâncias políticas para sobreviver em segurança. b. ( X ) o ser humano tem necessidade de viver com os seus semelhantes. c. ( ) os filósofos, apesar de humanos, deveriam governar as cidades, pois sábios e justos. d. ( ) os atrativos pelo poder são naturais e inerentes ao ser humano, animal político. e. ( ) a política envolve relacionamentos humanos e a necessidade de controles sociais. 23. Analise o texto abaixo: Na Grécia antiga os termos política e ............................... eram praticamente indissociáveis, pois se considerava que os indivíduos somente se realizavam na polis, ou seja, em .................. . Logo, cabia aos políticos proporcionar a melhor forma de se viver em sociedade. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto. a. ( ) justiça ; harmonia b. ( ) poder ; área urbana c. ( ) cidadania ; segurança d. ( ) coletividade ; família e. ( X ) ética ; coletividade 24. Sobre John Locke, filósofo que se opôs à teoria do Direito Divino dos reis, é correto afirmar: a. ( ) Os conflitos de interesses, naturais em todas as sociedades, devem ser mediados pelos monarcas, responsáveis pela justiça social. b. ( ) O pacto social exige que a vontade expressa da maioria, mesmo que seja representada pelos operários, deve ser respeitada pela minoria. c. ( X ) O direito natural precede o direito positivo e todos os homens são iguais e possuem os mesmos direitos à vida, à liberdade e à propriedade. d. ( ) A paz social exige a eliminação do direito à revolução, pois as manifestações de revoltas e as trocas de governo são prejudiciais à sociedade. e. ( ) A liberdade religiosa põe em risco os sistemas políticos, mas a religião anglicana cristã, fundada em princípios pacíficos, deve ser permitida. 25. Com relação à Filosofia Medieval, é correto afirmar: a. ( ) Buscava fundamentar a razão através da fé. b. ( X ) Foi marcada pelo dualismo entre fé e razão. c. ( ) Comprovava que a existência de Deus somente poderia ser comprovada pela fé. d. ( ) Condenava a punição dos cidadãos, pois eram imagem e semelhança de Deus. e. ( ) Identificava a incompatibilidade entre fé e razão na busca do conhecimento. 26. Sobre a filosofia Escolástica, pensamento desenvolvido entre os séculos IX e XV, é correto afirmar: a. ( ) Os escolásticos tentavam eliminar da filosofia as influências dos pensadores gregos. b. ( ) Os textos bíblicos fundamentavam as reflexões filosóficas dos escolásticos. c. ( ) Os escolásticos priorizavam nas escolas monacais os métodos elaborados por Platão. d. ( X ) Seus filósofos se preocupavam em elaborar uma filosofia cristã. e. ( ) Preocupados com os conhecimentos teológicos, os escolásticos menosprezavam as artes liberais. 27. Sobre o pensador Nicolau Maquiavel, é correto afirmar: a. ( X ) Considerava que o político deveria agir com energia e vivacidade para alcançar o poder. b. ( ) Afirmava que cabe ao político utilizar todos os meios permitidos pela moral cristã para atingir seus objetivos. c. ( ) Considerava que os homens ofendem mais às pessoas que temem do que aos indivíduos que amam. d. ( ) Sua obra promove a autonomia da política em relação à religião, mas defende a sua subordinação à ética. e. ( ) Descreveu um modelo político ideal que deveria ser seguido por todos os monarcas do seu tempo. 28. Analise o texto abaixo: As ideias filosóficas de Karl Marx também são conhecidas como................................. , concepção materialista que se constitui, basicamente, em uma crítica à concepção filosófica....................... , na qual os filósofos estavam preocupados com questões distanciadas da realidade. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto. a. ( ) comunismo ; panteísta b. ( ) socialismo ; racionalista c. ( ) manifesto comunista ; deísta d. ( X ) materialismo dialético ; idealista e. ( ) materialismo histórico ; romântica 29. Ao conjunto de ideias, opiniões, crenças que orientam uma determinada ação, em um sentido amplo, podemos denominar: a. ( ) Manual. b. ( X ) Ideologia. c. ( ) Partido político. d. ( ) Regimento. e. ( ) Alienação. 30. Assinale a alternativa correta. a. ( ) Os marxistas transformaram o dogmatismo teórico de Marx em práticas sociais transformadoras e libertárias. b. ( ) Procurou demonstrar que a essência precede a existência e que não há contradições entre as duas. c. ( X ) O marxismo não continuou as reflexões de Marx e promoveu a separação entre a teoria e a prática. d. ( ) Se Deus existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, que existe antes de poder ser definido. e. ( ) A existência humana não faz sentido pelos absurdos cometidos nos conflitos bélicos e na exploração dos trabalhadores. 31. Assinale o que for correto sobre o "trabalho". a. ( X ) A palavra trabalho deriva do vocábulo latino tripalium, que representa um instrumento de tortura formado por três paus. b. ( ) Na Grécia e em Roma, o trabalho era considerado uma atividade que dignificava o ser humano, pois fortalecia o caráter dos indivíduos. c. ( ) Na Idade Média, o conceito de trabalho foi alterado pelas influências do catolicismo, que considerava o trabalho manual degradante. d. ( ) Com as influências dos ideais luteranos sobre o capitalismo, o trabalho passou a ser considerado uma forma de purificação de faltas cometidas. e. ( ) No livro O Ócio Criativo, Domenico de Mais afirma que o trabalho prazeroso não é cansativo, mas inspira a criatividade e a produtividade. 32. Identifique o que for correto sobre o Iluminismo. a. ( ) Período caracterizado pela libertação dos indivíduos das concepções marxistas nas práticas econômicas e sociais e pelo advento das ciências fundadas em métodos científicos. b. ( ) O pluralismo religioso prejudica a convivência social, pois gera conflitos dogmáticos e fanatismos; porém, a existência de uma religião oficial cristã favorece a harmonia e a administração do Estado. c. ( ) Os princípios básicos e as manifestações iluministas foram idênticas em diferentes países como a Inglaterra, França, Itália e Alemanha; No entanto, os resultados foram distintos. d. ( ) As contribuições das ideias iluministas para as ciências foram inegáveis; porém, ao negar que a razão humana é capaz de compreender o mundo, tais ideias favoreceram o empirismo científico. e. ( X ) Os iluministas manifestam a crença no progresso e na capacidade do ser humano em aumentar seu conhecimento e melhorar as condições de vida, dominando a natureza e modificando as sociedades. 33. Analise o texto abaixo: O pensamento de Hegel também está registrado no livro.................................. . Nele o filósofo considera o Estado como uma pessoa real, com vontades e anseios próprios, cuja liberdade e individualidade manifestam-se pela................................. . Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto. a. ( ) A Filosofia e História ; justiça b. ( ) Eclipse da Razão ; temperança c. ( ) Idealismo Alemão ; liberdade d. ( X ) Filosofia do Direito ; razão e. ( ) Razão e Revolução ; ética 34. Com relação às ideias pedagógicas de Paulo Freire, considerado um dos pensadores mais notáveis da Pedagogia mundial, é correto afirmar: a. ( ) Fundamentava sua pedagogia na convicção de que a alfabetização oferecia ao educando as ferramentas para alcançar a educação formal e o sucesso econômico. b. ( ) Cabia aos educadores indicar os meios para os alunos trilharem com segurança os diferentes caminhos do saber formal e da cidadania. c. (X ) Destacou-se atuando na educação popular voltada tanto para a escolarização, como para a formação da consciência política. d. ( ) Seu método de alfabetização fundado nos conceitos de educação popular, bancária e tecnicista foi aplicado no Brasil na década de 1970. e. ( ) Todo esforço educativo deve ser neutro, pois a educação como ato político desvia a escola do seu papel de formadora de consciências. 35. No livro A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado se lê que o Estado é instrumento das classes produtoras, por isso serve àquelas classes, tornando-se assim opressor dos operários e dos pobres. Por outro lado, as classes sociais desaparecerão assim que o Estado for destruído e instaurado o socialismo. Com base no livro e no teor do texto, identifique o autor das afirmações. a. ( ) Karl Marx b. ( ) Max Weber c. ( ) Adam Smith d. ( ) Vladimir Illitch Ulianov e. ( X ) Friedrich Engels QUESTÃO 9 No que toca à justiça e à injustiça, devemos considerar: 1. com que espécie de ações se relacionam elas; 2. que espécie de meio-termo é a justiça; e 3. entre que extremos o ato justo é intermediário. Nossa investigação se processará dentro das mesmas linhas que as anteriores. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco, livro V, 1129 a. Considerando a justiça como uma das virtudes fundamentais da ética aristotélica, avalie as afirmações a seguir. I. A noção de justiça presume a proporcionalidade, a equidade e a reciprocidade entre os cidadãos. II. Aristóteles compreende a justiça como uma disposição de caráter para desejar o que é agradável para a alma. III. A justiça distributiva trata da distribuição igualitária dos bens entre cidadãos de uma cidade-estado democrática. IV. A justiça corretiva trata dos casos relacionados às trocas comerciais entre os cidadãos, intermediados por um juiz ou árbitro. V. As relações entre justiça e injustiça se relacionam ao agente voluntário, que conhece tanto a pessoa a quem atinge com o seu ato como o instrumento que usa. É correto apenas o que se afirma em A) I, II e III. B) I, II e V. C) I, III e IV. D) II, IV e V. E) III, IV e V. QUESTÃO 11 Com efeito, que nos diz a experiência? Ela nos mostra que a vida da alma ou, se se quiser, a vida da consciência, está ligada à vida do corpo, que há solidariedade entre eles e nada mais. Mas este ponto jamais foi contestado, e há uma grande distância entre isto e a afirmação de que o cerebral é o equivalente do mental, que poderíamos ler no cérebro tudo o que se passa na consciência correspondente. A consciência está incontestavelmente acoplada a um cérebro, mas não resulta de nenhum modo disto que o cérebro desenhe todos os detalhes da consciência, nem que a consciência seja uma função do cérebro. BERGSON, H. A alma e o corpo. In: Coleção Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 86-7. De acordo com o pensamento de Henri Bergson, a relação existente entre a alma e o corpo é a de equivalência PORQUE há mais atividade na consciência humana que no cérebro correspondente. Acerca dessas asserções, assinale a alternativa correta. A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. B) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda não é uma justificativa correta da primeira. C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição verdadeira. E) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas. QUESTÃO 12 Em Política II, Aristóteles opõe-se vigorosamente à teoria platônica da República, precisamente porque a cidade aí é considerada como indivíduo; se fosse possível realizar tal redução, "não seria preciso fazê-lo: aniquilaríamos a cidade". A polis não é indivíduo, é comunidade; a diferença é clara: indivíduo vivo é um composto cujas partes permanecem em potência, uma comunidade é pluralidade cujas partes ou elementos estão em ato. VERGNIÈRES, S. Ética e Política em Aristóteles: Physis, Ethos, Nomos. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 2003. p. 301. Na obra A Política, de Aristóteles, a cidade (polis) é A) reunião de indivíduos e comunidade natural. B) aglomeração de habitantes e sociedade civil. C) associação de pessoas e comunidade econômica. D) organização hierarquizada e comunidade política. E) conjunto de pessoas e comunidade ética e política. QUESTÃO 13 Assim, pois, a inteligência de Deus constitui a medida de tudo, não podendo, porém, ser medida ou comensurada por ninguém e por nada, ao passo que as coisas da natureza são ao mesmo tempo comensurantes e comensuradas. Ao contrário, a nossa inteligência é comensurada; é também comensurante, não porém em relação às coisas criadas, mas em relação aos produtos do engenho humano. Portanto, o objeto natural está colocado entre duas inteligências e se denomina verdadeiro segundo a sua conformidade com ambas. Segundo a conformidade com a inteligência divina, a coisa criada se denomina verdadeira, na medida em que cumpre a função para a qual foi destinada pela inteligência divina. Segundo a conformidade com a inteligência humana, a coisa criada se denomina verdadeira, na medida em que é apta a fornecer por si mesma uma base para um julgamento correto. AQUINO, T. Questões discutidas sobre a verdade. In: Sto Tomás de Aquino/ Dante Alighieri/John Duns Scot/William of Ockam. 1. ed. São Paulo: Abril, 1973. (Coleção Os Pensadores). p. 23-59. Considerando o trecho acima, em que Tomás de Aquino discute a questão da verdade, analise as afirmações abaixo. I. A inteligência humana é a medida das coisas criadas. II. A medida de nossa inteligência são as coisas da natureza. III. A conformidade do objeto natural com a inteligência divina é posterior à conformidade com a inteligência humana. IV. A conformidade do objeto natural com a inteligência divina é anterior à conformidade com a inteligência humana. V. A conformidade do objeto natural com a inteligência divina é simultânea à conformidade com a inteligência humana. É correto apenas o que se afirma em A) I e III. B) I e IV. C) II e IV. D) II e V. E) III e V. QUESTÃO 14 Ser bom, quando se pode, é um dever e, ademais, existem certas almas tão capacitadas para a simpatia que, mesmo sem qualquer motivo de vaidade ou de interesse, elas experimentam uma satisfação íntima em irradiar alegria em torno de si e vivem o contentamento de outrem, na medida em que ele é obra sua. Mas eu acho que, no caso de uma ação desse tipo, por mais de acordo com o dever e mais amável que seja, não possui, porém, verdadeiro valor moral, já que ela se coloca no mesmo plano de outras inclinações, a ambição, por exemplo, que, quando coincide com o que realmente está de acordo com o interesse público e o dever, com o que, por conseguinte, é honorável, merece louvor e encorajamento, mas não respeito, pois falta a essa máxima o valor moral, isto é, o fato de que essas ações sejam feitas não por inclinação, mas por dever. KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. In: VERGEZ, A.; HUISMAN, D. História dos filósofos ilustrada pelos textos. 6. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, p. 269, 1984. Tendo como referência esse texto, avalie as asserções que se seguem. Dar uma esmola ou pagar uma refeição para um mendigo na rua, motivados apenas pela felicidade que sentimos quando ajudamos pessoas em tal estado, é uma ação desprovida de valor moral, PORQUE, para Kant, somente a ação ditada unicamente pelo dever, isenta da influência de qualquer outra motivação, é que possui valor moral. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição verdadeira. E) Tantoa primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas. QUESTÃO 15 Um professor afirma que o filósofo X é um grande pensador cuja obra é mais relevante que a do filósofo Y porque as pessoas que têm realmente conhecimento do que é a filosofia preferem o filósofo X. Em seguida, ao responder a dúvida de um aluno a respeito das pessoas que teriam realmente conhecimento do que é a filosofia, afirma que elas podem ser identificadas por preferirem o pensador X ao Y. Este é um exemplo de raciocínio circular, ao qual se convencionou chamar de petição de princípio, e é caracterizado por ser formalmente A) inválido e falso. B) inválido e incapaz de estabelecer a verdade de sua conclusão. C) inválido, mas capaz de estabelecer a verdade de sua conclusão. D) válido e capaz de estabelecer a verdade de sua conclusão. E) válido, mas incapaz de estabelecer a verdade de sua conclusão. QUESTÃO 16 Na eternidade nada passa, tudo é presente, ao passo que o tempo nunca é todo presente. Esse tal verá que o passado é impelido pelo futuro e que todo o futuro está precedido de um passado, e todo passado e futuro são criados e dimanam d?Aquele que sempre é presente. Quem poderá prender o coração do homem, para que pare e veja como a eternidade imóvel determina o futuro e o passado, não sendo nem passado nem futuro? AGOSTINHO. Confissões, livro XI, cap. 11, ed. Vozes, p. 276. Considerando o texto agostiniano, avalie as afirmações a seguir. I. A eternidade não é perpetuidade, a extensão indefinida do tempo entre o passado e o futuro. II. A eternidade é impossível de ser pensada pelos homens, por serem limitados pelo tempo. III. A eternidade é o que absolutamente não passa, não muda, permanecendo idêntica a si mesma. IV. A eternidade é a medida do tempo, por ser este finito e limitado por aquela. É correto apenas o que se afirma em A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) I e IV. E) II e IV. QUESTÃO 17 O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber. O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência: o homem não é mais que o que ele faz. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade de sua existência. SARTRE, J. P. O existencialismo é um humanismo. Seleção de textos de José Américo Motta Pessanha traduções de Virgílio Ferreira et al. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 6. Com base no texto e nos conhecimentos acerca da concepção de condição humana no pensamento de Sartre, avalie as alternativas que se seguem. I. A natureza humana é elemento constitutivo da condição humana e oculta, ao mesmo tempo, o sentimento de opressão e o movimento de dignificação que faz o homem tomar consciência de sua liberdade. II. A condição humana manifesta a importância da responsabilidade, que é indispensável à realização da nossa existência. III. A condição humana traduz a natureza humana, na medida em que esta é a que dá o impulso para a existência. IV. A noção de "projeto" e a consequente ação que a "ética da responsabilidade" implica expressam os fundamentos da condição humana. É correto apenas o que se afirma em A) I. B) II. C) I e III. D) II e IV. E) III e IV. QUESTÃO 18 O homem possui a capacidade de construir linguagens com as quais se pode exprimir todo sentido, sem fazer ideia de como e do que cada palavra significa - como também falamos sem saber como se produzem os sons particulares. A linguagem corrente é parte do organismo humano, e não menos complicada que ele. É humanamente impossível extrair dela, de modo imediato, a lógica da linguagem. A linguagem é um traje que disfarça o pensamento. [...] A maioria das proposições e questões que se formularam sobre temas filosóficos não são falsas, mas contrassensos. Por isso, não podemos de modo algum responder a questões dessa espécie, mas apenas estabelecer seu caráter de contrassenso. A maioria das questões e proposições dos filósofos provém de não entendermos a lógica de nossa linguagem. WITTGENSTEIN, L. Tractatus logico-philosophicus. Tradução, apresentação e ensaio introdutório de Luiz Henrique Lopes dos Santos. São Paulo: Edusp, 1993. Com base no texto acima, é correto afirmar que A) a filosofia, no Tractatus, é entendida como um domínio privilegiado da análise lógica do pensamento humano. B) Wittgenstein dá um valor especial à análise, entendendo-a como um modo correto de revelar a estrutura da lógica da linguagem. C) a análise filosófica da linguagem coincide com a forma lógica da linguagem. D) as proposições filosóficas são falsas e sem sentido. E) a linguagem expressa claramente o pensamento. QUESTÃO 19 A importante corrente filosófica contemporânea conhecida como Empirismo Lógico foi alvo de duras críticas por parte de filósofos como K. Popper e W. Quine. Guardadas as devidas diferenças teóricas entre esses dois filósofos, qual o ponto comum de suas críticas? A) A crítica da distinção, ainda sustentada pelos empiristas, entre enunciados analíticos e sintéticos. B) O combate à tese empirista de que toda teoria ou proposição significativa poderia ser logicamente reduzida a enunciados elementares da experiência, assim como a crença, que lhe está associada, na existência de uma demarcação natural entre metafísica e ciência natural. C) O estatuto que os empiristas conferem à Epistemologia, tratando-a ainda como "Filosofia Primeira". D) A confusão que os empiristas fazem entre Epistemologia e psicologia do conhecimento. E) A maneira com que os empiristas lançavam mão do método dedutivo em seus enunciados. QUESTÃO 20 Julgamos conhecer cientificamente cada coisa, de modo absoluto e não, à maneira sofística, por acidente, quando julgamos conhecer a causa pela qual a coisa é, que ela é a sua causa e que não pode essa coisa ser de outra maneira. Uma vez que é impossível ser de outra maneira aquilo de que há ciência, em sentido absoluto, será necessário o que é conhecido segundo a ciência demonstrativa. ARISTÓTELES. Segundos Analíticos, livro I, cap. 2, 71b9-12 e livro I, cap. 4, 73a21-23 . Trad. Oswaldo Porchat. Ciência e Dialética em Aristóteles, p. 35-36. Considerando o texto aristotélico, analise as afirmações a seguir. I. Causalidade e necessidade são dois elementos fundamentais do conhecimento que se pretende demonstrativo. II. O conhecimento que parte dos acidentes é também um conhecimento necessário. III. O conhecimento de algo não é necessariamente o conhecimento da sua causa, mas tão somente da sua essência. IV. Somente se diz conhecimento científico daquilo que é conhecido demonstrativamente. É correto apenas o que se afirma em A) I e II. B) I e III. C) I e IV. D) II e III. E) III e IV. QUESTÃO 21 Os filósofos medievais que conceberam os universais como sendo entes reais, subsistentes em si, e afirmavam a perfeita adequação entre conceitos universais e a realidade são chamados de realistas PORQUE foram diretamente influenciados pelo neoplatonismo, cuja concepção metafísica fundamenta-se no estudo da realidade compreendida como manifestação de Deus. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa da primeira C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição verdadeira. E) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas. QUESTÃO 22 Concedei, Senhor, que eu perfeitamentesaiba se primeiro Vos deva invocar ou louvar, se, primeiro, Vos deva conhecer ou invocar. E como invocarei o meu Deus - meu Deus e meu Senhor -, se, ao invocá-lO, O invoco sem dúvida dentro de mim? E que lugar há em mim, para onde venha o meu Deus, para onde possa descer o Deus que fez o céu e a terra? Pois será possível - Senhor meu Deus - que se oculte em mim alguma coisa que Vos possa conter? É verdade que o céu e a terra que criastes e no meio dos quais me criastes, Vos encerram? AGOSTINHO. Confissões, livro I, cap. I e cap. II, ed. Vozes, p. 23 e 24. O texto agostiniano citado apresenta o seguinte problema. A) A busca de Deus se volta para a interioridade do homem, mas apenas de modo metafórico, pois é impossível o limitado conter o ilimitado. B) Sua condição de cristão e pecador gera angústias sobre o seu destino e seu distanciamento do Criador, donde a impossibilidade de alcançá-l?O. C) O problema filosófico consiste em buscar o Criador a partir das coisas exteriores, do céu e da terra, para depois chegar ao homem. D) A aproximação ao Criador implica busca, peregrinação para os lugares onde sua manifestação é mais palpável e perceptível. E) A busca de Deus, que se confunde com a busca da verdade, é um voltar-se para si mesmo, num duplo movimento de chamamento e procura. QUESTÃO 23 Até agora se supôs que todo o nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém, com esta hipótese, fracassaram todas as tentativas de se estabelecer, mediante conceitos, algum juízo a priori sobre os objetos, o que teria ampliado nosso conhecimento. Tentemos ver, pois, se não teremos mais sucesso com os problemas da metafísica, supondo que os objetos devam regular-se pelo nosso conhecimento, o que já concorda melhor com a requerida possibilidade de um conhecimento a priori dos objetos, que deva estabelecer algo sobre os mesmos antes que nos sejam dados. O mesmo ocorreu com a primeira ideia de Copérnico, o qual, percebendo que não conseguiria explicar os movimentos do céu, admitindo-se que todo o exército de astros girava em torno do expectador, julgou que obteria mais sucesso se fizesse o próprio espectador mover-se em torno dos astros, deixando estes em paz. (Prefácio à segunda edição da Crítica da Razão Pura, B XVI-XVII). Nessa famosa passagem, Kant apresenta sua proposta de uma "revolução copernicana" na Metafísica, a qual será elaborada e demonstrada ao longo do Tratado. Nesse contexto, analise as afirmações que se seguem. I. Kant vai mostrar que a experiência é constituída inteiramente pela Razão. II. Kant pretende mostrar que, embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem todo ele se origina dela, pois, embora a matéria do fenômeno seja empírica, a sua forma é a priori dada e organizada objetivamente pela mente, por meio de elementos puros a priori da Sensibilidade e do Entendimento. III. Kant irá mostrar que, embora a forma dos fenômenos seja dada empiricamente, todos os fenômenos estão regrados a priori pelas Categorias puras a priori do Entendimento. IV. Kant vai mostrar que Espaço e Tempo não são propriedades ou relações das coisas em si mesmas, mas são apenas formas puras a priori do Entendimento. V. Segundo Kant, há na Sensibilidade um conjunto de Categorias puras a priori, que fornecem princípios sintéticos a priori, os quais estruturam objetivamente todos os fenômenos espaços-temporais. É correto apenas o que se afirma em A) II. B) I e III. C) II e III. D) IV e V. E) I, IV e V. QUESTÃO 24 Parmênides e Heráclito estabeleceram um campo de batalha que alimentou séculos de guerra filosófica. Muito do mais vigoroso filosofar de Platão foi dedicado à tarefa de reconciliar, ou desarmar, esses dois campeões. Um de seus personagens nos diz que o verdadeiro filósofo deve recusar-se a aceitar seja a doutrina de que toda a realidade é imutável, seja a doutrina de que a realidade está mudando em toda parte. Como uma criança que quer não apenas o bolo mas comê-lo [o verdadeiro filósofo] teria de afirmar que o Ser, a soma de tudo, é os dois ao mesmo tempo - tudo o que é imutável e tudo que está em mudança. KENNY, A. Uma nova história da filosofia ocidental. Tradução de Carlos Alberto Bárbaro. São Paulo: Loyola, 2008, p.243, v.1 Tendo como referência esse texto, analise as asserções a seguir. Ao estabelecerem esse campo de batalha, afirmando ou negando o imobilismo universal, Parmênides e Heráclito inauguraram questões fundamentais do pensamento cosmo-ontológico PORQUE, na sua perspectiva, respectivamente, ou aceita-se a realidade fenomênica como um dado verdadeiro ou deve-se abrir mão da razão e dissociá-la dos sentidos e das crenças. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição verdadeira. E) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas. QUESTÃO 25 Serei de tal modo dependente do corpo e dos sentidos que não possa existir sem eles? Mas eu me persuadi de que nada existia no mundo, que não havia nenhum céu, nenhuma terra, espíritos alguns, nem corpos alguns: não me persuadi também, portanto, de que eu não existia? Certamente não, eu existia, sem dúvida, se é que eu me persuadi, ou, apenas, pensei alguma coisa. Mas há algum, não sei qual, enganador mui poderoso e mui ardiloso que emprega toda a sua indústria em enganar-me sempre. Não há, pois, dúvida alguma de que sou, se ele me engana; e, por mais que me engane, não poderá jamais fazer com que eu nada seja, enquanto eu pensar ser alguma coisa. De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira todas as vezes que a enuncio ou que a concebo em meu espírito. DESCARTES, R. Meditações. In: Descartes. Trad. de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p. 73-142. (Os Pensadores). Com base na passagem acima, em que Descartes afirma a existência do pensamento, analise as afirmações abaixo. I. Trata-se, nessa passagem, do cogito como verdade eterna. II. Trata-se, nessa passagem, do cogito como verdade temporal. III. Trata-se, nessa passagem, do cogito afirmado da negação do Deus enganador. IV. Trata-se, nessa passagem, do cogito como primeira certeza do sistema cartesiano. V. Trata-se, nessa passagem, do cogito afirmado da negação da existência do mundo, do céu, da terra e de todos os espíritos. É correto apenas o que se afirma em A) I e III. B) I e IV. C) II e IV. D) II e V. E) III e V. QUESTÃO 26 A estratégia seguida por Kant, no tratamento das questões estéticas, não visa propor uma filosofia do belo ou uma teoria das belas artes, nem fornecer uma descrição das obras de arte e das suas qualidades estéticas. O que ele faz é verdadeiramente o que se poderia chamar uma abordagem fenomenológica, dada sob a forma de uma análise da experiência estética do juízo estético ou juízo de gosto - no intuito de captar, interpretar e compreender o que nela está envolvido. Esse tipo de abordagem é o que Kant designa por crítica e, por isso, a meditação kantiana sobre os problemas estéticos dá-se como uma crítica do juízo estético ou crítica do gosto. O que é que acontece ou está em causa quando dizemos (ou pensamos para nós próprios), a propósito, por exemplo, de uma flor que encontramos na natureza ou num jardim, que ela é bela? SANTOS, L. R.; SANTOS, L. R. A concepção Kantiana da experiência estética: novidades, tensões e equilíbrios.Trans/Form/Ação, Marília, v. 33, n. 2, 2010 . Sobre os juízos de gosto acerca do belo em Kant, é correto afirmar que A) a satisfação presente nos juízos sobre o agradável e bom está sintonizadacom o belo, uma vez que se trata de juízos desinteressados e livres. B) é fundamental, se quisermos saber se algo é belo ou não, que consideremos as características relativas do objeto que originou a experiência estética. C) os juízos de natureza moral, a exemplo da recriminação aos prédios que são feitos para impressionar, são determinantes para que o juízo de gosto seja possível. D) o juízo de gosto não é um juízo de conhecimento e, portanto, não é lógico mas estético, e o fundamento de representação é subjetivo. E) faz-se necessário, para que alguém exerça o papel de juiz em matéria de gosto. QUESTÃO 27 A crítica comunitarista do liberalismo pode conduzir-nos à redescoberta de um modo de pensar que foi primeiramente desenvolvido há muito séculos, mas cujas potencialidades ainda não foram exploradas, porque, com Hobbes, refletir sobre o político foi assumir uma orientação dita científica, implicando a rejeição dos seus aspectos normativos e a predominância de uma concepção instrumental. MOUFFE, C. O Regresso do Político. Lisboa: Gradiva, 1996, p. 57. Considerando o fragmento de texto acima, avalie as afirmações que se seguem com relação ao debate contemporâneo, no domínio da filosofia política, em torno do liberalismo e comunitarismo. I. Liberais e comunitaristas buscam respostas ao problema do julgamento político e dos princípios que regem as práticas e as instituições políticas. II. No âmbito da filosofia política, o debate contemporâneo sobre indivíduo e comunidade tem-se constituído por ideias divergentes diante dos posicionamentos dos filósofos liberais e comunitaristas. III. A tradição liberal tem obtido força na sociedade contemporânea porque se tem mostrado homogênea. Os liberais, na linha de Kant, defendem que a política está desprovida de significação moral e que o Estado não é mais do que um instrumento destinado a assegurar a coexistência pacífica dos indivíduos em uma determinada sociedade contratualista. É correto apenas o que se afirma em A) I. B) II. C) III. D) I e II. E) I e III. QUESTÃO 28 A forma mercadoria e a relação de valor dos produtos de trabalho, na qual ele se representa, não têm que ver absolutamente nada com sua natureza física e com as relações materiais que daí se originam. Não é mais nada que determinada relação social entre os próprios homens que para eles assume a forma fantasmagórica de uma relação entre coisas. Por isso, para encontrar uma analogia, temos de nos deslocar à região nebulosa do mundo da religião. Aqui, os produtos do cérebro humano parecem dotados de vida própria, figuras autônomas, que mantêm relações entre si e com os homens. Assim, no mundo das mercadorias, acontece com os produtos da mão humana. Isso eu chamo o fetichismo que adere aos produtos de trabalho, tão logo são produzidos como mercadorias, e que, por isso, é inseparável da produção de mercadorias. MARX, K. O Capital, Trad. Barbosa, Regis e Kothe, Flávio, São Paulo, Abril Cultural, 1983, Livro I, Vol. 1, p. 71. Considerando o texto apresentado e a abordagem de Marx acerca da relação de trabalho, avalie as afirmações que se seguem. I. A religião é um poderoso instrumento de análise e denúncia da escravidão e exploração nas relações de trabalho e tem um significativo papel para explicar os verdadeiros conteúdos existenciais do ser humano. II. No modo de produção capitalista, o trabalho adquire uma dimensão abstrata, que leva ao falseamento da sua verdadeira dimensão, e à fetichização da mercadoria, que oculta as dimensões sociais do trabalho. III. Marx, com sua investigação sobre a relação mercadoria e trabalho, sinaliza que, na forma de produção estabelecida pelo capitalismo, o homem perde seu valor como ser humano e passa a ter valor apenas por aquilo que consegue produzir. IV. O texto leva ao entendimento de que a mercadoria determina as novas relações sociais, com isso, seres humanos também se tornam mercadorias alienadas, com valores predeterminados e preestabelecidos, que serão julgados pelo seu poder financeiro ou pela sua força de trabalho. É correto apenas o que se afirma em A) I e II. B) II e III. C) I, II e IV. D) I, III e IV. E) II, III e IV. QUESTÃO 29 Wittgenstein emprega a estratégia de interpelar as formas de vida através de situações regionais teoricamente organizadas: os jogos de linguagem. A descrição gramatical dos usos incide, exclusivamente, sobre aspectos das formas de vida em que diferentes práticas estão envolvidas com a linguagem; a linguagem é uma parte apenas, mas determinante dessas situações teoricamente organizadas. MORENO, A. R. W. Através das Imagens. 2 edição. Campinas/SP: Editora da UNICAMP, 1995, p. 112. Com base no texto e nos conhecimentos sobre Wittgenstein, avalie as afirmações que se seguem acerca da linguagem em Wittgenstein. I. Procede a substituição de formas a priori por formas de vida convencionais e instáveis. II. Mantém a dimensão transcendental kantiana como possibilidade de fundamentação da significação. III. Assegura a explicação da semântica com base no uso da linguagem na variabilidade das formas de vida. IV. Consubstancia a perenidade da semântica, em seu caráter ontológico, com base na pragmática. É correto apenas o que se afirma em A) I. B) II. C) I e III. D) II e IV. E) III e IV. QUESTÃO 30 Com efeito, relativamente à natureza, a experiência dá-nos a regra e é a fonte da verdade; no que toca às leis morais, a experiência é (infelizmente!) a madre da aparência e é altamente reprovável extrair as leis acerca do que devo fazer daquilo que se faz ou querer reduzi-las ao que é feito. KANT, I. Crítica da Razão Pura. 3ª edição. Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p. 312. Tendo como referência esse texto, analise as asserções a seguir. Se a razão teórica não deve ultrapassar os limites da experiência, a razão prática, por sua vez, deve livrar-se de qualquer objeto empírico e autonomamente ser princípio de determinação da vontade PORQUE, caso se prendesse ao empírico, não haveria, segundo Kant, condições de justificar o princípio supremo da moralidade, com as características que lhe são inerentes, como objetividade, universalidade e formalidade. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição verdadeira. E) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas. QUESTÃO 31 Na Sociologia da Educação, o currículo é considerado um mecanismo por meio do qual a escola define o plano educativo para a consecução do projeto global de educação de uma sociedade, realizando, assim, sua função social. Considerando o currículo na perspectiva crítica da Educação, avalie as afirmações a seguir. I. O currículo é um fenômeno escolar que se desdobra em uma prática pedagógica expressa por determinações do contexto da escola. II. O currículo reflete uma proposta educacional que inclui o estabelecimento da relação entre o ensino e a pesquisa, na perspectiva do desenvolvimento profissional docente. III. O currículo é uma realidade objetiva que inviabiliza intervenções, uma vez que o conteúdo é condição lógica do ensino. IV. O currículo é a expressão da harmonia de valores dominantes inerentes ao processo educativo. É correto apenas o que se afirma em A) I. B) II. C) I e III. D) II e IV. E) III e IV. QUESTÃO 32 O fazer docente pressupõe a realização de um conjunto de operações didáticas coordenadas entre si. São o planejamento, a direção do ensino e da aprendizagem e a avaliação, cada uma delas desdobradas em tarefas ou funções didáticas, mas que convergem para a realização do ensino propriamente dito. LIBÂNEO, J. C. Didática.São Paulo: Cortez, 2004, p. 72. Considerando que, para desenvolver cada operação didática inerente ao ato de planejar, executar e avaliar, o professor precisa dominar certos conhecimentos didáticos, avalie quais afirmações abaixo se referem a conhecimentos e domínios esperados do professor. I. Conhecimento dos conteúdos da disciplina que leciona, bem como capacidade de abordá-los de modo contextualizado. II. Domínio das técnicas de elaboração de provas objetivas, por se configurarem instrumentos quantitativos precisos e fidedignos. III. Domínio de diferentes métodos e procedimentos de ensino e capacidade de escolhê-los conforme a natureza dos temas a serem tratados e as características dos estudantes. IV. Domínio do conteúdo do livro didático adotado, que deve conter todos os conteúdos a serem trabalhados durante o ano letivo. É correto apenas o que se afirma em A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) II e IV. E) III e IV. QUESTÃO 34 Na escola em que João é professor, existe um laboratório de informática, que é utilizado para os estudantes trabalharem conteúdos em diferentes disciplinas. Considere que João quer utilizar o laboratório para favorecer o processo ensino-aprendizagem, fazendo uso da abordagem da Pedagogia de Projetos. Nesse caso, seu planejamento deve A) ter como eixo temático uma problemática significativa para os estudantes, considerando as possibilidades tecnológicas existentes no laboratório. B) relacionar os conteúdos previamente instituídos no início do período letivo e os que estão no banco de dados disponível nos computadores do laboratório de informática. C) definir os conteúdos a serem trabalhados, utilizando a relação dos temas instituídos no Projeto Pedagógico da escola e o banco de dados disponível nos computadores do laboratório. D) listar os conteúdos que deverão ser ministrados durante o semestre, considerando a sequência apresentada no livro didático e os programas disponíveis nos computadores do laboratório. E) propor o estudo dos projetos que foram desenvolvidos pelo governo quanto ao uso de laboratórios de informática, relacionando o que consta no livro didático com as tecnologias existentes no laboratório. QUESTÃO 36 Diz Tomás de Aquino na "Suma de Teologia" sobre a virtude: A virtude implica a perfeição da potência. Por isso, segundo o livro I do "Céu", a virtude de uma coisa se determina em relação com o ponto máximo que essa coisa pode atingir. Ora, o ponto máximo que uma potência pode atingir tem que ser bom, pois todo mal importa defeito, donde dizer Dionísio que todo mal é enfermo. E por isso é necessário que a virtude de qualquer coisa seja defina em relação com o bem. Logo, a virtude humana, que é um hábito de ação, é um hábito bom e produtor de bem. AQUINO, T. Suma de Teologia, Iª-IIª, Q. 55, art. 3, resp., ed. Loyola, v. 4, p. 98. Tendo em vista o texto tomasiano sobre as virtudes, analise as asserções abaixo. Agir virtuosamente, conforme o fim da virtude perfeita, é resultado do hábito bom praticado repetidas vezes PORQUE O hábito mau, ainda que praticado várias vezes, não implica perfeição. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta: A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa da primeira. B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa da primeira. C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição verdadeira. E) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas. QUESTÃO 37 A difusão da democracia grega criava a demanda que os sofistas pretendiam suprir em sua capacidade de educadores profissionais. O caminho para o sucesso político estava aberto a qualquer um, contanto que tivesse a capacidade e o treino para sobrepujar seus competidores. A necessidade primordial era dominar a arte de falar persuasivamente. Em função disso, argumentou-se que todo o ensino dos sofistas se resume na arte retórica. GUTHRIE, W. K. C. Os sofistas. Tradução João Rezende Costa. São Paulo: Paulus, 1995, p. 24. (com adaptações). Considerando o texto sobre os sofistas, analise as informações abaixo. I. A retórica sofista tinha um lugar de destaque na nascente democracia grega do século V a.C, posto que a palavra se torna um instrumento fundamental no mundo jurídico-político. II. O papel do educador na Grécia clássica estava diretamente ligado ao desejo de competição pública, posto que os sofistas se interessam pela prática da erística (disputa). III. O sucesso político dependia da habilidade na arte de falar, posto que os mais altos cargos públicos eram ocupados pelos que possuíam uma argumentação persuasiva. Guthrie, W. K. C. Os sofistas. Tradução João Rezende Costa. São Paulo: Paulus, 1995, p. 24. (com adaptações) É correto o que se afirma em A) I, apenas. B) II, apenas. C) I e III, apenas. D) II e III, apenas. E) I, II e III. QUESTÃO 38 Quando dizemos que um objeto está conexo com outro, queremos apenas dizer que eles adquiriram uma conexão no nosso pensamento e fazem emergir a inferência, pela qual se tornam provas (proofs) da sua existência recíproca: conclusão esta um tanto extraordinária, mas que parece fundada em evidência suficiente. Nem a sua evidência será enfraquecida por qualquer hesitação geral do entendimento ou suspeição cética respeitante a toda a conclusão que é nova e extraordinária. Nenhumas conclusões podem ser mais agradáveis ao ceticismo do que aquelas que fazem descobertas a respeito da fraqueza e dos estreitos limites da razão e capacidade humanas. HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. Porto: Edições 70, 1985, p.76. O ceticismo de Hume revela a certeza de nossas faculdades racionais ao definir o processo de causalidade. PORQUE No hábito ou costume, reside o princípio psicológico que nos leva a esperar de determinada causa um efeito necessário. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. B) As duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição verdadeira. E) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas. QUESTÃO 39 Da proposição de que todo o pensamento é um signo segue-se que todo pensamento, como signo que é, deve dirigir-se a outro, determinar outro pensamento. O que constitui uma versão do conhecido axioma, segundo o qual, na intuição, isto é, no presente imediato, não há pensamento, ou ainda que o refletido tem passado. Hinc loquor inde est. Qualquer pensamento requer o ter havido outro pensamento, da mesma forma que o momento passado requer uma série infinita de momentos PEIRCE, C. Escritos publicados. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983. Na passagem acima, Peirce trata da relação entre signo e pensamento, da qual se depreende que A) os fatos externos podem estar no pensamento independentemente dos signos. B) o único pensamento que pode conhecer-se é pensamento em signo. C) um signo pode ser literalmente aquilo que significa. D) o absolutamente incognoscível pode ser concebido. E) o ser humano tem o poder de pensar sem usar signos. QUESTÃO 40 Mas, analisando outro caso, quando um cidadão, não por suas crueldades ou outra qualquer intolerável violência, e sim pelo favor dos concidadãos, se torna príncipe de sua pátria ? o que se pode chamar principado civil (e para chegar a isto não são necessários grandes méritos nem muita sorte, mas antes uma astúcia feliz), digo que se chega a esse principado ou pelo favor do povo ou pelo favor dos poderosos. É que em todas as cidades se encontram estas duas tendências diversas e isto nasce do fato de que o povo não deseja ser governado nem oprimido pelos grandes, e estes desejamgovernar e oprimir o povo. MAQUIAVEL, N. O Príncipe. In: Maquiavel. Traduções de Livio Xavier. 5. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1991. (Coleção Os Pensadores). p. 1-110. Tendo como referência o texto acima, analise as asserções a seguir. Rompendo com a tradição política que o antecedeu, Maquiavel não aceita a ideia da boa comunidade política constituída para o bem comum e a justiça, PORQUE a política nasce das lutas sociais e é obra da própria sociedade para dar a si mesma unidade e identidade. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição verdadeira. E) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas. QUESTÃO DISCURSIVA 1 A Educação a Distância (EaD) é a modalidade de ensino que permite que a comunicação e a construção do conhecimento entre os usuários envolvidos possam acontecer em locais e tempos distintos. São necessárias tecnologias cada vez mais sofisticadas para essa modalidade de ensino não presencial, com vistas à crescente necessidade de uma pedagogia que se desenvolva por meio de novas relações de ensino-aprendizagem. O Censo da Educação Superior de 2009, realizado pelo MEC/INEP, aponta para o aumento expressivo do número de matrículas nessa modalidade. Entre 2004 e 2009, a participação da EaD na Educação Superior passou de 1,4% para 14,1%, totalizando 838 mil matrículas, das quais 50% em cursos de licenciatura. Levantamentos apontam ainda que 37% dos estudantes de EaD estão na pós-graduação e que 42% estão fora do seu estado de origem. Considerando as informações acima, enumere três vantagens de um curso a distância, justificando brevemente cada uma delas. QUESTÃO DISCURSIVA 3 O homem nasceu, como já foi provado, com um direito à liberdade perfeita e em pleno gozo de todos os direitos e privilégios da lei da natureza, assim como qualquer outro homem ou grupo de homens na terra; a natureza lhe proporciona, então, não somente o poder de preservar aquilo que lhe pertence - ou seja, sua vida, sua liberdade, seus bens - contra as depredações e as tentativas de outros homens, mas de julgar e punir as infrações daquela lei em outros, quando ele está convencido que a ofensa merece, e até com a morte, em crimes em que ele considera que a atrocidade a justifica. Mas como nenhuma sociedade política pode existir ou subsistir sem ter em si o poder de preservar a propriedade, e, para isso, punir as ofensas de todos os membros daquela sociedade, só existe uma sociedade política onde cada um dos membros renunciou ao seu poder natural e o depositou nas mãos da comunidade em todos os casos que os excluem de apelar por proteção à lei por ela estabelecida; e assim, excluído todo julgamento particular de cada membro particular, a comunidade se torna um árbitro; e, compreendendo regras imparciais e homens autorizados pela comunidade para fazê-las cumprir, ela decide todas as diferenças que podem ocorrer entre quaisquer membros daquela sociedade com respeito a qualquer questão de direito e pune aquelas ofensas que qualquer membro tenha cometido contra a sociedade com aquelas penalidades estabelecidas pela lei; deste modo, é fácil discernir aqueles que vivem daqueles que não vivem em uma sociedade política. Aqueles que estão reunidos de modo a formar um único corpo, com um sistema jurídico e judiciário com autoridade para decidir controvérsias entre eles e punir os ofensores, estão em sociedade civil uns com os outros; mas aqueles que não têm em comum nenhum direito de recurso, ou seja, sobre a terra, estão ainda no estado de natureza, onde cada um serve a si mesmo de juiz e de executor, o que é, como mostrei antes, o perfeito estado de natureza. LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil. 3 ed. Petrópolis: Vozes, 2001. p. 133. (II, 87). Considerando as ideias centrais de John Locke, redija um texto dissertativo que contemple os seguintes aspectos: a) as razões de os homens se unirem em sociedade; b) a relação entre Estado de natureza e a sociedade civil. QUESTÃO DISCURSIVA 4 Pode-se dizer que o problema de definir o conhecimento em termos de uma conjunção entre a crença verdadeira e uma relação especialmente favorecida entre o agente e os fatos começou com Platão. No Teeteto, ele defende que o conhecimento é a crença verdadeira juntamente com o logos. Considerando essa afirmativa, redija um texto dissertativo explicando de que maneira Platão estabelece a interpretação do conhecimento. QUESTÃO DISCURSIVA 5 O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar tão bem provido dele, que mesmo os que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejam tê-lo mais do que o têm. E não é verossímil que todos se enganem a tal respeito; mas isso antes testemunha que o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina o bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens; e, destarte, que a diversidade de nossas opiniões não provém do fato de serem uns mais racionais do que outros, mas somente de conduzirmos nossos pensamentos por vias diversas e não considerarmos as mesmas coisas. Pois não é suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem. DESCARTES, Discurso do método. 4.ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009. Considerando o texto citado, sobre a teoria do conhecimento em Descartes, redija um texto dissertativo que contemple os seguintes aspectos: Apresente a resposta em vista aos seguintes aspectos: a) o método ou o caminho do conhecimento segundo Descartes; b) as consequências do método cartesiano. GABARITO: 9B 11D 12D 13C 14A 15E 16B 17D 18B 19B 20C 21C 22E 23A 24C 25C 26D 27D 28E 29C 30A 31B 32B 34A 36B 37C 38D 39B 40A