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Subestacao-Eletrica

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Este sistema de arranjo apresenta uma boa confiabilidade, permite manobrar qualquer um dos 
disjuntores ( LT ou transformador), sem que haja necessidade de interromper o fornecimento. 
Embora mais caro, o arranjo com barra de transferência ou auxiliar ou "by-pass" é uma solução 
intermediária que satisfaz as necessidades operacionais da maioria das SE`s. Vamos analisar a figura 
abaixo para se ter uma boa compreensão do sistema. 
 
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Observando a figura, concluímos que o disjuntor de transferência (o que energiza a barra de 
transferência ) pode substituir qualquer um dos demais disjuntores, porem um de cada vez. Quando 
o disjuntor de transferência estiver em operação, toda a proteção do circuito substituído deverá ser 
transferida para atuar sobre ele. Economicamente esta solução não é muito onerosa se comparada 
com outros arranjos de vantagens técnicas semelhantes. 
Os recursos operacionais deste arranjo podem ser melhorados se introduzirmos o 
seccionamento da barra principal conforme a fígura abaixo. 
 
 
 
 
- BARRAS DUPLAS 
 
De um modo geral, este tipo de arranjo é utilizado onde há necessidade de várias conexões de 
fontes ou linhas. Esta flexibilidade é exigida nas SE`s importantes onde os valores de corrente são 
elevados. 
 
 
 
Embora a manutenção de uma barra não cause grandes transtornos, a manutenção das 
seccionadoras é bastante difícil, exigindo em alguns casos o desligamento do circuito. Uma variação 
deste sistema, e também mais cara, é a utilização de uma barra auxiliar, mostrada a seguir. 
 
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O sistema mostrado na figura acima, operacionalmente mais completo, pois o disjuntor de 
acoplamento à barra auxiliar garantirá a continuidade do fornecimento de energia durante a 
manutenção de uma das conexões normais. Todavia, tem como inconveniente, além do elevado 
custo, a manutenção difícil das seccionadoras da barra auxiliar. 
Para tensões superiores a 230 kV e instalações de grande importância, podemos acrescentar 
mais um disjuntor nas conexões diretas dos barramentos, mostrado na figura a seguir . 
 
Este arranjo, além do custo elevado devido à grande quantidade de disjuntores e 
seccionadoras, exige uma maior sofisticação da proteção, manutenção mais onerosa e espaços 
físicos maiores. 
 
- BARRAMENTO EM ANEL 
 
A solução com barramento em anel é extremamente interessante, principalmente em 
instalações de médio porte. Este sistema permite que um disjuntor saia de serviço sem prejudicar o 
fornecimento de energia. O sistema consiste em ter um barramento em forma de anel onde teremos 
para cada conexão do barramento, um disjuntor com as respectivas seccionadoras, mostrado a 
seguir. 
 
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É fácil observar que. este arranjo obriga que todos os equipamentos inseridos no anel, sejam 
dimensionados para a máxima corrente prevista na instalação. Este aspecto, limita o número de 
circuitos a serem conectados no anel. Um bom número é de seis a oito conexões. Sob o ponto de 
vista de manutenção, o sistema permite faze-la sem interrupção, já que haverá sempre uma segunda 
alternativa para o fluxo de energia, para cada uma das conexões. Porém uma falta em um trecho do 
barramento, terá o efeito semelhante ao de uma barra simples, muito embora esta falta, na maioria 
dos casos, possa ser isolada. Para ampliacões, o sistema em anel não é muito flexível, razão pela 
qua1 e1e deve ser adotado para SE`s onde o numero de conexões é definido e as ampliações 
previsíveis. O anel é solução bastante utilizada para SE`s tipo distribuição, onde uma LT é 
seccionada para sua energização. O sistema de proteção é relativamente simples quando restrito às 
LT`s e/ou conexões, tornando-.se mais complexo quando se deseja proteger o barramento. 
 
- ARRANJO TIPO UM DISJUNTOR E MEIO 
Este sistema combina as características vantajosas dos arranjos em anel e de barra dupla. O 
nome deve-se ao fato de que para cada duas conexões à barra, necessitamos de 3 disjuntores ou seja, 
para cada conexão um disjuntor e meio. A figura a seguir mostra esse tipo de arranjo. 
Um disjuntor e meio: 
 
 
Com este arranjo, é possível selecionar a barra adequada, além de dispor de um disjuntor 
reserva para cada par de conexão. Como o arranjo necessita de um grande número de disjuntores, 
seccionadoras e de outros equipamentos, todos dimensionados para suportar pelo menos a carga 
total de dois circuitos, o seu custo é elevado e a instalação é complexa. 
Também a manutenção exige maiores cuidados e o sistema de proteção também é mais 
complexo. Em alguns casos poderemos ter problemas com a capacidade nominal dos equipamentos 
necessários. A alta confiabilidade do arranjo com um disjuntor e meio e a grande flexibilidade de 
operação, é particularmente adequada em SE`s conectadas a várias fontes de energia, possibilitando 
a operação individual de circuitos. Normalmente este sistema é empregado para SE`s de 230 kV e 
superiores. 
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6 - SISTEMAS DE MEDIÇÃO 
 
A finalidade dos circuitos de medição, em Subestações é manter um auto-controle, do fluxo de 
energia recebida e distribuída de maneira a propiciar conhecimento de níveis de demanda, em 
diversos períodos, com possibilidades de melhores procedimentos. A seguir daremos as funções dos 
diversos equipamentos usados em medição bem corno os seus respectivos símbolos. 
 
- TRANSFORMADOR DE CORRENTE -TC 
 
Os transformadores para instrumentos são usados para medição de grandezas básicas, como: 
tensão, corrente, freqüência, fator de potência, potência ativa e reativa, etc. Estas medidas são feitas 
através da redução dos valores primários das correntes e tensões, uma vez que medidas diretas em 
circuitos de alta tensão ou alta corrente implicariam em: 
a) Riscos para os operadores que estiverem nas proximidades dos instrumentos. 
b) Imprecisão dos instrumentos devido às forças eletrostáticas. 
c) Difícil isolação dos instrumentos de medida de proteção. 
 
 
 Transformador de corrente de barra, ligado no barramento de 230 kV. 
 
Quanto a ligação, os TC`s são sempre monofásicos e dispõem, em geral, de dois terminais 
primários ligados ao circuito cuja corrente desejamos utilizar. O TC é instalado em série com a 
linha, ligando-se cada um dos seus terminais primários a uma das extremidades da trecho 
seccionado. 
 
Precauções na utilização dos transformadores de Corrente: 
 
Ao contrário dos transformadores comuns, o TC, por ser ligado em série com a linha, não 
sofre efeitos prejudiciais ao serem curto-circuitados seus terminais secundários. A corrente 
secundária, dependendo apenas da corrente primária e da relação de transformação, não será 
influenciada por essa ligação, que equivale a aplicação de uma carga de impedância nula no 
secundário. Por outro lado, a abertura do circuito secundário (que equivale a uma carga de 
impedância infinita) acarreta graves conseqüências. No havendo ampéres-espiras secundários para 
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compensar os ampéres-espiras primários, toda a corrente primária age como corrente de 
magnetização do núcleo. Nessas condições a densidade de fluxo no núcleo pode atingir valores que 
excedem o nível de saturação. Surge então, entre os terminais secundários uma tensão de valor 
elevado, que pode danificar o transformador e por em perigo o operador. Por essa razão os 
transformadores de corrente nunca devem ser ligados com o secundário aberto. 
O secundário é previsto para uma corrente normalizada de 5 ampéres, quando no primário 
circular a corrente nominal do transformador. Essa relação, em geral, é um número inteiro que pode 
ser especificado em valores

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