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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA – CAMPUS BH
TEORIAS MACROSSOCIÓLOGICAS DA CRIMINALIDADE
Belo Horizonte
2013
UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA – CAMPUS BH
Fabiana Rocha Marques Mat. 600487834
TEORIAS MACROSSOCIÓLOGICAS DA CRIMINALIDADE
Trabalho apresentado à disciplina de Criminologia, ministrada pela Professora Dra. Liciane Faria Traverso Gonçalves, curso de Direito da Universidade Salgado de Oliveira, campus BH/MG.
Belo Horizonte
2013
SUMÁRIO
RESUMO DO CAPÍTULO 03 .......................................................................................01
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ..................................................................................13
TEORIAS MACROSSOCIÓLOGICAS DA CRIMINALIDADE
As teorias criminológicas na perspectiva macrocriminológica, analisam várias opiniões que justifiquem o crime, explicativas ou críticas. Analisa a sociedade – seu funcionamento, conflito, crises, com o propósito de desvendar o fenômeno delituoso e suas diferentes respostas para explicar a criminalidade.
O pensamento criminológico moderno recebe a influência de 02 movimentos:
TEORIAS DO CONSENSO: de cunho funcionalista – teorias de integração – defende a idéia de que os objetivos da sociedade são atingidos quando ocorre o funcionamento perfeito, com pessoas convivendo e compartilhando metas sociais comuns, de acordo com as regras de convívio social. Nessa teoria, toda a sociedade é composta de elementos perenes, integrados, funcionais, estáveis e se baseiam no consenso entre os seus componentes. 
EXEMPLOS DE TEORIAS DO CONSENSO: a Escola de CHICAGO, a Teoria da associação diferencial e a teoria da subcultura delinqüente.
TEORIAS DO CONFLITO: de cunho argumentativo – defende a idéia de que a harmonia social decorre da força e coerção, onde existe uma relação entre dominantes e dominados, não existindo voluntariedade entre os personagens para a pacificação social, a qual decorrerá de imposição ou coerção. Nessa teoria, a sociedade é sujeita a mudanças contínuas, sendo oblíquoas de modo que todo elemento coopera para a dissolução.
EXEMPLOS DA TEORIA DO CONFLITO: a Teoria crítica ou radical e a teoria do etiquetamento ou labelling approach.
Principais Teorias Macrossociológicos da Criminalidade:
1 – CRIMINOLOGIA TRADICIONAL – encarava o crime como uma realidade em si mesmo. O criminoso é um indivíduo diferente, anormal ou até mesmo patológico. Dentro dessa linha, encontramos a Teoria do Consenso, funcionalista ou de interação – sob sua ótica, a finalidade da sociedade é atingida quando ocorre um perfeiro funcionamento entre os indivíduos, de forma que esses indivíduos compartilhem os objetivos comuns a todos os cidadãos, aceitando as regras vigentes e compartilhando as regras sociais dominantes.
1.1 – ESCOLA DE CHICAGO (1.920 a 1.940) – berço da moderna sociologia americana (luz do departamento de sociologia da Universidade de Chicago). Esse escola inicia um processo que abrange estudos em antropologia urbana, ou seja, tem no meio urbano seu foco de análise principal, constatando a influência do meio ambiente na conduta delituosa e apresenta um paralelo entre o crescimento populacional das cidades e o consequente aumento da criminalidade. Possui a perspectiva transdisciplinar que discute múltiplos aspectos da vida humana e de todos os relacionados com a vida da cidade, isto é, as pessoas eram contaminadas pelos ambientes sociais dos quais se encontravam inseridas. Para essa escola, a cidade produz a delinqüência. Através dessa Escola, passou-se a usar os inquéritos sociais (social surveys) na investigação da criminalidade como instrumentos de conhecimento do índice real da criminalidade do índice real da criminalidade de uma cidade ou bairro.
Suas principais teorias criminológicas são: Teoria Ecológica, Teoria Espacial, Teoria das Janelas Quebradas e Teoria da Tolerância Zero.
a) Teoria Ecológica – criada em 1915 sob o legado de que o progresso leva a criminalidade aos grandes centros urbanos. Essa teoria faz um paralelo entre o desenvolvimento das grandes urbes e o conseqüente aumento da criminalidade em virtude da ausência de controle social informal. Explica o efeito criminógeno dos grandes centros urbanos, valendo-se dos conceitos da desorganização e contágio inerentes após modernos núcleos urbanos, e, acima de tudo, invocando a degradação do controle social desses núcleos.
b) Teoria Espacial – criada na década de 1940, e trata da reestruturação arquitetônica e urbanística das grandes cidades como medida preventiva da criminalidade. Oscar Newman (autor da obra Defensible Space) defendeu os modelos adequados de construção como a maneira de prevenção situacional do crime em que o espaço defensável seria aquele que permite uma maior vigilância pelas pessoas, além de desenvolver mecanismos de autodefesa por meio do uso de barreiras reais e simbólicas que desestimulem a ação criminosa por aumentar os riscos para o infrator.
c) Teoria das Janelas Quebradas – intimamente atrelada a Escola de Chicago. Tem origem nos Estados Unidos, através dos criminologistas – James Wilson e George Kelling. Pela primeira vez, foi estabelecido uma relação de causalidade entre desordem e criminalidade, cujo o título era The Police and Neiborghood Safety (a polícia e a segurança da Criminalidade). O estudo baseia-se em um automóvel deixado em um bairro de classe alta de Palo Alto, Califórnia. Durante a primeira semana de teste, o carro não foi danificado. Porém, após o pesquisador quebrar uma das janelas, o carro foi completamente destroçado e roubado por grupos vândalos em poucas horas. Essa teoria defende a repressão dos menores delitos para inibir os mais graves, incutindo assim a política da tolerância zero, implementada em Nova Iorque, pelo ex prefeito Rudolph Giuliani. Seu objetivo é promover a redução do índice de criminalidade e evitar que um determinado local se torne uma zona de concentração da criminalidade.
d) Teoria da Tolerância Zero – teoria filosófico jurídico-política, baseada em decisões desprovidas de discricionariedade por parte das autoridades policiais de uma organização, as quais agem seguindo padrões predeterminados no que se refere a atribuição de punições, independentemente da culpa do infrator ou da situação peculiar que se encontre. A ação policial é extremamente intransigente com delitos menores. Essa teoria é uma estratégica indireta no combate ao crime, baseada na Teoria das Janelas Quebradas. É uma estratégia de manutenção da ordem pública, as segurança, dos espaços de convivência social e da adequada prevenção de fatores criminógenos. Seu objetivo principal é incluir o hábito à legalidade, o que produziria a médio prazo uma redução nos índices de microcriminalidade, bem como de uma diminuição dos delitos mais graves.
2 – TEORIA DA ASSOCIAÇÃO DIFERENCIAL – também conhecida por Teoria da Aprendizagem Social ou social learning, surgiu no final de 1924 e foi difundida pelo sociólogo americano Edwin Sutherland, com base no pensamento do jurista e sociólogo francês Gabriel Tarde. Essa Teoria tem como premissa que o crime não pode ser definido simplesmente como disfunção ou anadaptação das pessoas de classes menos favorecidas, por isso não é exclusividade destas. Não fixa o seu postulado somente no perfil biológico do criminoso, mas sim dentro de um a perspectiva social. Logo, ninguém nasce criminoso, mais sim a delinqüência é o resultado de socialização inadequada. Não há “herança biológica” e sim um processo de aprendizagem que conduz o homem à prática dos atos socialmente reprováveis.
No plano jurídico penal, essa teoria permite compreender o direito penal econômico, com todas as suas especificidades, demonstrando com isso como a empresa pode ser um centro de imputação.
Proposições da Teoria da Associação Diferencial:
- Aprendizagem da conduta criminosa, aprende-se a delinquir como se aprende o comportamentovirtuoso ou qualquer outra atividade.
- A conduta criminosa se aprende interação com outras pessoas, o que se dá por meio de um processo de comunicação do indivíduo com seus semelhantes.
- O processo de aprendizagem sofre influências das relações mais íntimas do indivíduo com seus familiares ou com as pessoas de seu meio. A influência criminógena depende do grau de intimidade do contato interpessoal.
- O processo de aprendizado de condutas criminosas inclui também os métodos delitivos.
- A direção específica dos motivos e dos impulsos sofre influência ou não dos códigos legais. Há casos em que o indivíduo está ladeado de pessoas que definam o código como o descumprimento á normas. 
- A pessoa se torna delinqüente quanto as definições favoráveis à violação da lei superam as desfavoráveis, ou seja, obtiveram-se mais informações de modelos delitivos em detrimento aos não delitivos.
- As associações diferenciais sofrem variações no que tange à freqüência, duração, prioridade e intensidade. Assim, as associações com o comportamento criminal e não criminal variam conforma tais aspectos.
- Conflito Cultural é a causa sistemática na associação diferencial. Isso é possível porque a sociedade se compõe de vários grupos com culturas diveras. Logo, a cultura criminosa é tão real como a cultura legal e prevalece em muitas circunstâncias, dependendo da preponderância dos fatores favoráveis em relação aos desfavoráveis.
- Desorganização social é a causa básica do comportamento criminoso sistemático.
- O fenômeno requer conhecimento técnico e habilidade.
Teoria da Subcultura Delinqüente – teve como marco o lança,mento do livro delinquent boys (Albert K. Cohen, 1955), onde explicou que todo agrupamento humano possui subculturas, oriundas de seu gueto, filosofia de vida, onde cada um comporta de acordo com as regras do grupo, as quais não correspondem com a regra da cultura geral. Cohen afirmou que a subcultura delinquencial está caracterizada em 03 fatores:
1 – Não utilitarismo da ação: revela-se no fato de que muitos crimes não possuem motivação racional.
2 – Malícia da conduta: é o simples prazer em prejudicar o outro.
3 – Negativismo da conduta: mostra-se como um pólo oposto aos padrões da sociedade.
Essa teoria analisa a formação de grupos subculturais, que são alheios aos padrões impostos pela sociedade, bem como contestados dos fins por ela propostos. Sustentam que algumas subculturas, valorizam a violência, assim como a sociedade dominante impõe sanções áqueles que deixam de cumprir as leis punindo com o ostracismo, o desdém ou a indiferença os indivíduos que não se adaptem aos padrões do grupo. Essa teoria apresenta 03 aspectos fundamentais:
1 - o caráter pluralista e atomizado da ordem social;
2 - a cobertura normativa da conduta desviada;
3 - a semelhança estrutural, em sua gênese, do comportamento regular e irregular.
A conduta delitiva para essa teoria difere do que era sustentado pelas teses ecológicas, ou seja, não seria produto da desorganização ou da ausência de valores, mas sim o reflexo da expressão de outros sistemas de normas e valores distintos: os subculturais.
Teoria da Anomia – precursor Robert Merton, apresenta explicações de cunho sociológico acerca da criminalidade, isto é, o comportamento desviado pode ser considerado como um sintoma de dissociação entre as aspirações socioculturais e os meios desenvolvidos para alcançar tais aspirações.
Os modos de adaptação dos indivíduos apresentados por Merton são:
- Conformidade: o indivíduo aceita os meios sociais institucionais para alcançar as metas culturais – o comportamento é tipicamente voltado aos valores básicos desta sociedade.
- Inovação: o indivíduo aceita as metas culturais, mas não os meios institucionalizados. Quando percebe que nem todos os meios estão a sua disposição, ele rompe com o sistema e, por intermédio de uma conduta desviada, tenta alcançar as metas culturais, isto é, o criminoso busca um atalho para conquistas seus objetivos culturais.
- Ritualismo: o indivíduo foge das metas culturais, que por algum motivo, acredita que jamais serão alcançadas. Ele atua renunciando aos objetivos valorados por ser incapaz de realizá-los.
- Evasão ou Retraimento: o indivíduo renuncia as normas sociais, as metas culturais e os meios institucionalizados. Nesse conjunto estão inseridos os bêbados, mendigos e drogados crônicos. O derrotismo, a introspecção e a resignação são manifestados em mecanismos de fuga que posteriormente levam á válvula de escape dos requisitos da sociedade como um todo.
- Rebelião: o indivíduo rejeita as metas culturais e os meios institucionalizados, lutando pelo estabelecimento de novos paradigmas, de uma nova ordem social. Esse modo é caracterizado pelo inconformismo ou revolta.
Essa teoria sustenta que a motivação para a delinqüência decorreria da impossibilidade de o indivíduo atingir metas desejadas por ele, como sucesso econômico ou status social. A anomia é uma situação de fato em que faltam coesão e ordem, especialmente no que diz respeito as normas e valores. Sua contribuição para com o direito penal está na concepção de pena funcional, que se apresenta através de 3 enfoques:
– como o meio de intimidação individual, que se dirige ao delinqüente ocasional.
– como instrumento de reinserção social, voltada ao delinqüente habitual corrigível.
– como mecanismo de neutralização, dirigida ao delinqüente incorrigível.
3 – CRIMINOLOGIA CRÍTICA OU RADICAL – também conhecida por teoria radical, marxista ou nova criminologia. Seu marco inicial foi a obra de I. Taylor – Nova Criminologia, publicada em 1973. Indaga as causas do crime, pesquisa a reação social, amplia o campo de investigação para abranger as instâncias formas de controle como fator criminógeno (leis, polícia, ministério público e os tribunais). Esta teoria defende que não há outra solução para o problema criminal, senão a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna e menos consumista e submissa ás vicissitudes dos poderosos. Ralf Dahrendorf elenca as seguintes premissas das teorias do conflito “toda a sociedade está, a cada momento, sujeito a processos de mudança; toda sociedade exibe a cada momento dissensão e conflito e o conflito social é oblíquo; toda sociedade é baseada na coersão de alguns de seus membros por outros”.
Teoria da Rotulação ou Labelling Approach ou Etiquetamento – surgiu em 1960, nos Estados Unidos e é conhecida por interacionismo simbólico, etiquetamento, rotulação ou reação social. Seus principais precursores foram Erving Goffman, Edwin Lemert e Howard Becker, autores da Nova Escola de Chicago. Para esses defensores, um fato só é considerado criminosos a partir do momento em que se adquire esse status por meio de uma norma criada de forma a selecionar certos comportamentos como desviantes de interesse de um sistema social. A teoria de rotulação de criminosos cria um processo de estigma aos condenados, funcionando a pena como geradora de desigualdade. O sujeito acaba sofrendo reação da família, amigos, conhecidos, colegas, acarretando a marginalização no trabalho e na escola. 
Defende-se que a criminalização primária, que corresponde à primeira ação delitiva de um sujeito, produz a etiqueta ou rótulo que por sua vez, gera a criminalização secundária, que se refere à repetição dos atos delituosos, isto é, a reincidência. A etiqueta ou rótulo (por meio de antecedentes e a divulgação nos meios de comunicação, notadamente, os jornais sensacionalistas) acaba por afetar o indivíduo, gerando a expectativa social de que a conduta venha a ser praticada, perpetuando o comportamento delinqüente e aproximando os indivíduos rotulados uns dos outros.
O indivíduo que adquire o status de desviado ou de delinqüente, dificilmente conseguirá se libertar desta condição, por dois motivos:
- pela dificuldade da sociedade aceitá-lo novamente em seu convívio.
- porque a experiência de ser considerado delinqüente e a publicidade que isso comporta culmina num processo no qual o próprio indivíduo se concebecomo tal.
Criminologia Radical ou Crítica ou Criminologia Marxista - baseia-se na análise Marxista da ordem social. Critica a teoria da rotulação e a etnometodologia, pois fundamentalmente não se diferenciariam da criminologia tradicional, funcionando para a conservação da ordem social opressiva, incapazes de compreender a totalidade do fenômeno criminal. Essa teoria entende ser o capitalismo a base da criminalidade, pois promove o egoísmo, o que leva os homens a delinqüir. Considera o problema criminal insolúvel numa sociedade capitalista, sendo necessária a transformação da própria sociedade. 
As principais características da teoria crítica são:
- A situação de conflito da sociedade e do direito. O direito penal se ocupa em tutelar os interesses do grupo social dominante.
- Reclama a compreensão pelo criminoso.
- Critica duramente a criminologia tradicional.
- O capitalismo é a base da criminalidade.
- Propõe reformas estruturais na sociedade com fim de reduzir as desigualdades e assim diminuir a criminalidade.
A teoria crítica enfrentou diversos posicionamentos das outras teorias da criminalidade. Sob o enfoque de questionamento da criminologia é que floresceram alguns anos depois, 03 tendências da criminologia: o abolicionismo criminal, o direito penal mínimo e o neorrealismo.
Criminologia Abolicionista – apresenta a proposta de acabar com as prisões e abolir o próprio direito penal, substituindo ambos por uma profilaxia de remédios para as situações: problemas com base no diálogo, na concórdia e na solidariedade dos grupos sociais, para que sejam decididas as questões das diferenças, choques e desigualdades, mediante o uso de instrumentos que podem conduzir à privatização dos conflitos transformando o juiz penal em juiz cível.
Propostas da criminologia abolicionista:
- Anarquista: a preocupação está voltada na perda da liberdade e autonomia do indivíduo por obra do Estado. Uma visão de que a sociedade pode ser mais fraterna e solidária e que esta seria o alicerce das posturas que autorizariam prescindir o sistema punitivo.
- Marxista: entende-se o sistema penal como instrumento repressor e como modo de ocultar os conflitos sociais.
- Liberal e cristã: trata-se de um sistema econômico, onde os homens se ocupariam de seus próprios conflitos.
4 - CRIMINOLOGIA MINIMALISTA – defendem a criminologia como o resultado de um processo de definição, tendo como finalidade a ocultação de situações negativas e sofrimentos reais da classe menos favorecida. Assim, utilizam o direito à defesa do mais fraco perante uma eventual reação, por parte do ofendido, mais forte que a pena institucional e em prevenção ao cometimento ou ameaça de novo delito.
Propostas da criminologia minimalista:
- Transformação radical da sociedade como a melhor estratégia de combate ao crime. Uma política criminal voltada a radicais transformações sociais e institucionais para o desenvolvimento da igualdade e democracia.
- Contração do sistema penal em certas áreas de expansão de outras. Propõe a descriminalização de alguns comportamentos, tais como delitos contra a moralidade pública, cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. Entretanto, defendem intervenções mais agudas em setores voltados aos interesses coletivos, tais como saúde e segurança do trabalho e, desta feita, repensando a hierarquia dos bens jurídicos tutelados pelo Estado.
- A defesa de um novo modelo de direito penal em curto prazo de tempo, mediante a consagração de certos princípios com os quais seriam assegurados os direitos humanos fundamentais. Reconhecendo um norte minimizador, com base em três postulados: caráter fragmentário do direito penal; intervenção punitiva como ultima ratio; e a reafirmação da natureza acessória do direito penal.
5 - CRIMINOLOGIA NEORREALISTA – defende que só uma política social ampla pode promover o justo e eficaz controle das zonas de delinqüência, desde que os governos, com determinação e vontade, compreendam que carência e inconformidade, somadas a falta de solução política, geram cometimento de crimes. 
Essa teoria vê o delito como um sistema real e é, de fato, um fenômeno intraclassista e não instraclassista. Tal fenômeno conduz a uma divisão dentro das classes menos favorecidas e faz esquecer o inimigo real; a sociedade capitalista. Tendo, assim, como idéia central o socialismo, porém, com uma perspectiva realista.
Referência Bibliográfica: SUMARIVA, Paulo. Criminologia – Teoria e Prática. Cap.3 (xerox).

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