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E BOOK CONTOS INFANTIS Pedro Malas arte queria pregar uma peça no alfaiate Jeroboão. Disse então: que um velho alfaiate contara-lhe um segredo que tornaria rico e feliz o alfaiate que o conhecesse. Pedro disse ainda que só poderia contar esse segredo em público. Jeroboão, mais que depressa, enviou cartas para todos os alfaiates e costureiras do país, convidando-os para se reunirem em sua cidade. Dentro em pouco não havia mais lugar em nenhuma hospedaria da cidade. As casas dos alfaiates e costureiras locais também estavam repletas. No grande dia, armaram-se barraquinhas na praça principal da cidade e todos comeram e beberam por conta do segredo que os tornaria ricos e felizes. No meio da praça havia um alto palanque e, por volta das seis horas da tarde, quando o dia já ia morrendo e começavam a cair as primeiras sombras da noite, ali subiram Pedro Malas arte e Jeroboão. Foram longamente aplaudidos pela grande multidão que enchia a praça, de barriga cheia e a cabeça razoavelmente confusa pelo vinho. Então Pedro Mala sarte tomou a palavra: - Meus caros amigos, que manejam com tanta habilidade a tesoura e o dedal, a agulha e a linha, mestres do carretel ! A estas palavras seguiram-se longos e entusiasmados aplausos. - Não estou aqui para lhes ensinar como se manejam essas coisas, pois estão fartos de saber - continuou Pedro Malas arte, quando as palmas cessaram. - Meu caro amigo Jeroboão, aqui do meu lado, mandou-lhes as amáveis cartinhas que receberam convidando-os a se reunirem aqui, porque temos um maravilhoso segredo a lhes revelar. - É um segredo ouvido da boca de um homem na hora da morte, e que lhes será muito útil daqui por diante. Fez-se silêncio total na praça. - Sabem o que ele me disse ? - prosseguiu Pedro Malas arte. - Vou-lhes repetir com suas próprias palavras. "Nunca se esqueçam de dar um nó na ponta da linha depois de a ter enfiado na agulha." Fim Tio Damião é faroleiro numa ilha. À noite, ele acende o farol para os navios não se chocarem com os recifes do mar. Cícero e Dedé foram visitar Tio Damião e viram que ele estava apavorado. - Coisas estranhas estão acontecendo. - Todas as noites um vulto gigante assusta a mim e o meu cachorro Sagu - disse Tio Damião. Cícero e Dedé adoram aventuras. À noite subiram às escadas do farol, acompanhados de Sagu e foram investigar o mistério. Lá em cima não viram nada. Resolveram dormir ali para ver o que aconteceria. Já era bem tarde quando acordaram com um barulho estranho numa das janelas do farol. Logo depois houve silêncio. Os meninos criaram coragem e foram ver o que era. - Oh ! Então é isso que apavora o Tio Damião ?- exclamaram. Era um pequeno pelicano que, depois das pescarias noturnas, vinha secar-se à luz do farol. Sua sombra se projetava, aumentada sobre uma pedra em frente e dava a impressão de ser um monstro. Tio Damião riu muito quando as crianças lhe contaram a descoberta. - Vejam só. - Eu, velho lobo-do-mar, com medo de um pelicano. Agora Tio Damião tem outro amigo na ilha. Só que de vez em quando precisa tirar o dorminhoco da frente da luz do farol. Fim Uma grande borboleta colorida e inocente voava uma noite, na escuridão, quando viu ao longe uma luzinha. Voou naquela direção e, quando estava perto da chama, não se conteve em admirá-la, mas tentou pousar nela como se fosse uma flor. Chamuscada e dolorida, afastou-se. - O que aconteceu ? - perguntou. É impossível que uma coisa tão bela possa me fazer mal. Quando me recuperar um pouco, vou conhecê-la melhor. Pela segunda vez, foi pousar sobre a chama, e acabou queimada. - Maldita luz - murmurou a borboleta à beira da morte. Pensei em encontrar em você a minha felicidade e encontrei a morte. Choro pelo meu louco desejo de lhe conhecer e pela sua natureza má. - Pobre borboleta ! - respondeu a luz. Eu não sou o sol, mas apenas uma chama. E quem não toma cuidado amigo, um dia, acaba queimado. Fim Um vaga-lume apareceu numa horta, procurando um legume para ser a carruagem da Gata Borralheira. Como o Chuchuzinho não foi aceito, a Cenourinha, então, se candidatou. - E eu? Sou muito elegante, não acha? - Você? - disse o inseto, mirando-a de ponta a ponta. - Se fosse para ser transformada em foguete espacial, você serviria, sim. - Mas para carruagem, de jeito nenhum! A pequena vagem, então se aproximou. - Será que eu sirvo? O pirilampo chegou a sorrir da pretensão dela. Exclamou: - Só para asa de avião! Quiabinho nem abriu a boca e foi rejeitado também: - Você parece um prego. Ante a dificuldade, o vaga-lume se inquietou. - Não há mais ninguém nesta horta que queira colaborar comigo? Indagou, iluminando, um por um, os pequenos legumes. Descobriu, então, encolhida em um canto, uma abóbora redondinha que o fitava com timidez. - E você? - perguntou. - Não deseja ser a carruagem da Gata Borralheira? pergunta arrancou risadas da garotada. - A Bolota? - disse o Chuchuzinho. - Ela é muito pesada. - A Bolota? - disse a Cenourinha. - Só para caminhão. E Quiabinho ajuntou: - Ou para assustar as pessoas no "Dia das Bruxas". Até Abobrinha achou a ideia absurda: - Eu sou horrível, disforme, não sirvo para nada. O vaga-lume, entretanto, não pensava assim. Pediu à gorducha que se aproximasse da luz, observou-a atentamente e decidiu: - Você está ótima, menina! - Vai dar uma excelente carruagem, ampla e confortável! Fim Princesa Contente reinava num lugar onde só havia alegria. Um dia, um gênio mau prendeu a princesa em uma torre muito alta. Foi aí que Pedrinho Pintor resolveu ajudar a princesa. E as crianças saíram em busca de todos os amigos da princesa. Quando Pedrinho contou ao Arco-íris o que tinha acontecido, ele logo quis ajudar. E Pedrinho começou a pintar todas as coisas, e as cores vinham vindo e, à medida que as coisas foram ficando coloridas, os alegres amigos da princesa começaram a aparecer. As flores se abriram e soltaram seus perfumes. Os pássaros, as danças, todos vieram! E quando a vontade de cantar chegou junto com a liberdade, todos se juntaram em volta da torre e começaram a cantar: O Gênio espiou lá de cima, muito ressabiado: - Vão embora! Não me amolem, não quero vocês aqui! - Só vamos se você soltar a princesinha! - Não solto, não solto e não solto! Nesse momento, de trás da multidão, começou a vir uma risadinha, depois uma risada, depois um riso grosso: - Hi, hi, hi! Ha, ha, ha! Ho, ho, ho! Era a Vontade de dar risada, que vinha chegando e todos começaram a rir. E ela chegou bem perto da torre e só ficou olhando pro Gênio. O Gênio fez uma cara horrível e resistiu o mais que pôde. Mas não aguentou muito. E começou a rir que não parava mais. - Hi, hi,hi! Ha, ha, ha! Ho, ho, ho! E as portas da torre se abriram e a princesinha saiu. Todos se abraçaram, contentes, e o Gênio, que estava muito desmoralizado, foi embora e não voltou nunca mais. Fim Os sapos, as rãs e as pererecas passavam dias e noites brincando e cantando no lago da "Alegria sem Fim". Jurubeba era um sapo implicante, que não enxergava direito, mas não era mau. Só que ela achava a lagoa bagunçada, por isso sem perguntar nada a ninguém, resolveu arranjar um rei para pôr ordem nela. Sapo Bolão, já bem velho e muito sábio, falou para Jurubeba: - Não faça isso ! - Seus amigos da lagoa vão ficar com raiva de você. - Quem quer um rei ? Mas Jurubeba não ouviu o sapo Bolão. Um dia, ele viu um enorme sapo boiando nas águas da lagoa e gritou: - Achei ! Achei ! o nosso rei ! Mas o enorme sapo não passava de um tronco velho, coberto de cipós, com um buraco que parecia mesmo uma grande boca aberta. Jurubeba pensou que fosse um sapo-boi. Os sapos, as rãs e as pererecas levaram um susto ao ver aquele tronco feio com a coroa do rei dossapos. Mas não tiveram coragem de deixar Jurubeba triste e se calaram. Uma manhã, a rãzinha Aretiza acordou de mau humor: - Já cansei ! fora, seu tronco velho e feio ! Jurubeba acordou com os gritos de Aretiza. Pulou em cima do tronco e gritava: - Faça alguma coisa, rei dos sapos ! - Você não é de nada ? Mas o rei não se mexia. Finalmente, já cansado, Jurubeba voltou para a margem do lago e chorou. Sapo Bolão e Aretiza riam a bandeiras despregadas: - Rei dos sapos ??!! - Só se for rei dos troncos velhos ! Fim A lagartinha Tixa corria de um lado para o outro, nervosa, suada e assustada. Quando viu Clarinha no jardim, gritou: - Claaaaaaaaaaaa !!! - O que foi, Tixa ? perguntou Clarinha. - A rosa está morrendo de tristeza. Falou Tixa. - Então vamos falar com ela. Respondeu Clarinha. Rosa a flor, abraçou as duas e assim falou: - "Clarinha, por que ninguém liga pra mim ? - O elefante Trombão é um desajeitadão ! - Só com um pisão me deixa amassada no chão. - A zebra listradinha quer se enfeitar me colocando na sua gravatinha. - Meus espinhos são tantos, mas tantos, que as crianças têm medo de mim. - Vale a pena viver assim ?" Quando Clarinha ia responder, chegou um Beija-Flor muito elegante, bem diferente do elefante, usava camisa de listrinha, mas não era a zebrinha. Rodeou todas as flores de todas as cores. Escolheu a Rosa, tão cor-de-rosa, a mais linda flor de todo jardim. O Beija-Flor beijou Rosa, a flor, que por ele ficou toda dengosa, morrendo de amor Fim O circo Bagunça Bem Feita se instalou na cidade. Já era a vez de Mocotó, o palhaço, entrar no picadeiro, e ele não achava seu nariz de bola vermelha. Pôs-se a procurar na caixa da Mulher Barbada e no baú do Mágico, mas nada. O que ele fez então ? Mocotó abriu o guarda-roupa do Engolidor de Fogo, mas só viu o seu material de trabalho: três pacotes de fósforos, dois maços de vela, quatro rolos de algodão, seis tochas de fogo e dois litros de álcool. - Ufa ! Vou fechar logo aqui antes que eu fique queimado. Ele deu uma olhada geral no camarim: roupas penduradas, perucas, bolas, armação de ferro, palmatória, cadeiras, espelho, tudo, menos seu nariz de bola vermelha. - Só falta olhar na caixinha do Domador de Pulgas... mas não sei se devo mexer com as pulgas... esses bichos... De novo o grito do dono do circo: - Ei, Mocotó, o pessoal não aguenta mais esperar ! Mocotó nem respondeu. Apavorado, quase chorando, aproximou-se da caixa das pulgas e espiou pelo buraquinho. As pulgas, danadas, brincalhonas, foram logo fazendo gozação com o palhaço: - Palhaço boboca, nariz de pipoca ! - Palhaço, boboca, nariz de pipoca ! Mocotó até gostou da brincadeira e pensou: "Se elas disseram que eu tenho nariz de pipoca é porque eu tenho nariz, ora bolas !" Ele deu meia volta no corpo e foi em direção ao espelho do camarim. Surpresa ! - E não é que o meu nariz de bola vermelha está em cima do meu nariz de verdade ? Satisfeito, Mocotó não esperou o dono do circo chamá-lo outra vez. Botou um grande sorriso preto e branco embaixo do nariz de bola vermelha e entrou no picadeiro, gritando: - Hoje tem espetáculo ? E a plateia alegre respondeu em coro: - Tem, sim Senhor ! Fim Era uma vez um caramujo que se chamava Carmelo. Um dia, enquanto passeava calmamente pelo campo, encontrou algumas borboletas e pensou como seria bom se tivesse aquelas cores tão brilhantes na sua carapaça. Carmelo continuo o seu passeio e logo adiante encontrou uma joaninha e novamente se pôs a pensar. "Como a joaninha é bonita, assim toda vermelha com bolinhas pretas. Por que será que minha concha é sem cor ?" Então Carmelo se sentiu tão triste, mas tão triste por não ter uma carapaça colorida, que começou a fazer um pedido por escrito, para alguém resolver o seu problema. Foi então que ele avistou um homem, perto dali, misturando tintas para pintar um quadro muito colorido. Carmelo não perdeu tempo, e o mais rápido que pôde, andou até onde o pintor estava e perguntou sem a menor cerimônia: - O cavalheiro poderia pintar minha carapaça com as cores das borboletas ou as das asas da joaninha ? O pintor ficou muito feliz em poder ajudar Carmelo e, na mesma hora, começou a pintar sua carapaça com bolinhas pretas que nem as das joaninhas. Carmelo não cabia em si de contente, e foi correndo mostrar suas novas cores aos amigos. No entanto, eles não ficaram nem um pouco impressionados, e um deles disse para Carmelo: - Que coisa feia, você nem parece um caramujo. Fim Dona Vaca Maricota anda muito aflita. Botou um laço de fita, uma blusa de cocota. Olha a Vaca Maricota como ficou esquisita: faz de tudo, se enfeita, pra ficar muito bonita ! Botou saia de cetim bordada de margarida, pintos a boca enorme com tinta cor de carmim. - Sou a Vaca Maricota, quero que olhem pra mim ! Calçou seu sapato de verniz, a meia era muito fina, com malha esburacada. Maricota foi pra feira, toda assim, tão perfumada, com perfume encharcada de flores de violetas, atrás da vaca voavam mais doze borboletas. Aí, a vaca chegou na feira numa barraca, comprou um colar "de ouro", imitação bem barata... e ficou ali na feira esperando um gordo touro, seu amor, seu namorado, seu xodó, lindo tesouro ! O touro veio se chegando e olhou pra Maricota, levou susto, deu chifrada, avançou na namorada. Voou laço. voou fita, sapato, cordão de ouro... aí sobrou Maricota, e o touro a reconheceu. - Maricota, minha vida ! Fim Miau, miau, vou passear no quintal, disse Boris, o gatinho. Andou, correu, subiu, desceu e "tibum", tropeçou. Caiu na lata de óleo e saiu melado igual a pinto pelado. Au, au, fez o cachorro. Não conheço você, não. Quá, quá, disse o pato. Boris você não é, não. Currupaco, papaco, papaco. Sai senão te empaco, disse o papagaio. Boris ficou muito triste. Seus amigos não o conheciam mais e ninguém queria brincar com ele. Aí mamãe gata chegou. - Boris, meu filho, por que você está tão triste ? - Você me conhece, mamãe ?, perguntou Boris. - Claro, meu filho ! Mesmo vermelho de tomate, verde igual a abacate, amarelo como marmelo, eu conheço sempre você, Boris querido. Fim Os melhores e Books para educação Infantil "Direitos Reservados" Copyright (C) -2011 http://www.planejamentoinfantil.com.br Os melhores e Books para educação Infantil "Direitos Reservados" Copyright (C) -2011 http://www.planejamentoinfantil.com.br