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ELAPS CORALLINUS
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Se eu quiser falar com Deus Tenho que ficar a sós Tenho que apagar a luz Tenho que calar a voz Tenho que encontrar a paz Tenho que folgar os nós Dos sapatos, da gravata Dos desejos, dos receios Tenho que esquecer a data Tenho que perder a conta Tenho que ter mãos vazias Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus Tenho que aceitar a dor Tenho que comer o pão Que o diabo amassou Tenho que virar um cão Tenho que lamber o chão Dos palácios, dos castelos Suntuosos do meu sonho Tenho que me ver tristonho Tenho que me achar medonho E apesar de um mal tamanho Alegrar meu coração 
https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=3eKnerBU4HY
Se eu quiser falar com Deus Tenho que me aventurar Tenho que subir aos céus Sem cordas pra segurar Tenho que dizer adeus Dar as costas, caminhar Decidido, pela estrada Que ao findar vai dar em nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Do que eu pensava encontrar
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Reino:	Animalia
Superfilo:	Deuterostomia
Filo:	Chordata
Classe:	Reptilia
Ordem:	Squamata
Subordem:	Ophidia
Superfamília:	Xenophidia
Família:	Elapidae
Gênero:	Micrurus
Espécie:	M. corallinus
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Sinônimo:	
Elaps corallinus -MERREM 1820: 144 
Micrurus corallinus - WALLACH et al. 2014: 444
Nome Popular: Cobra Coral Verdadeira 
Distribuição:
Tem como habitat principalmente o Litoral e a Mata Atlântica, estendendo-se nos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
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Vermelho toca o amarelo ou branco
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Vermelho NÃO toca o amarelo ou branco
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Decore algumas rimas para se lembrar das diferenças entre as cobras. Os habitantes das regiões onde vivem essas cobras criaram estes recursos mnemônicos que auxiliam a distinguir uma da outra:
Se amarelo e vermelho são vizinhos, saia de fininho. Preto e vermelho lado a lado, o animal é sossegado.
Se amarelo e vermelho são consortes, cuidado com a morte. Se vermelho e preto são parentes, o veneno está ausente.
Vermelho toca o amarelo, a morte usa seu cutelo. Se preto e vermelho estão ligados, coração tá relaxado.
Se amarelo e vermelho são amantes, você tá morto em um instante. Se preto e vermelho são chegados, pode ficar aliviado.
Se vermelho e amarelo estão juntinhos, a morte chega de mansinho. 
Preto perto do vermelho, manso como um coelho.
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Lembre-se: as dicas neste artigo só são seguramente aplicadas para as cobras corais nativas da América do Norte: Micrurus fulvius (cobra coral Ocidental ou comum), Micrurus tener (cobra coral do Texas) e Micruroides euryxanthus (cobra coral do Arizona), encontradas no sul e oeste dos EUA. Infelizmente, em outros lugares do mundo, o padrão de cores de cada espécie pode ser bem diferente e não se pode inferir com segurança se uma espécie é ou não peçonhenta seguindo as instruções deste artigo.
Isso significa que os recursos mnemônicos deste artigo podem não ser eficazes para diferenciar a cobra coral verdadeira da falsa em outros lugares do mundo.
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No Brasil: não considerar essas diferenças
VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=-xkXxWZK5Mo
Distribuição geográfica:
Tem como habitat, principalmente, o litoral e a Mata Atlântica, estendendo-se aos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
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Características gerais:
A Micrurus corallinus (cobra-coral verdadeira) é uma das espécies de serpentes mais venenosas do Brasil. Possui anéis pretos simples, entre dois brancos bem delineados e delimitados. 
Esta espécie habita preferencialmente a região próxima ao litoral e difere das demais corais brasileiras, que apresentam tríades de anéis pretos entre os vermelhos e habitam o planalto.
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As corais têm hábitos noturnos, vivem sob o solo, folhas, troncos em decomposição, raízes e pedras. 
Não são agressivas, oferecendo risco somente quando manuseadas ou acuadas. 
Suas presas de veneno são fixas e pequenas, localizadas na parte anterior da boca, por isso elas mordem em vez de picar. 
Ainda assim, esta é uma das corais de veneno mais ativo no homem, podendo causar a morte em pouco tempo.
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As corais, a exemplo de outros répteis, apresentam maior atividade externa nos meses quentes e chuvosos que nos frios e secos. Após as chuvas elas saem atrás de alimentos, preferencialmente sapos e rãs, mas, também, insetos, outros répteis.
Seu comprimento é em torno de 60 cm nos machos e 70 cm nas fêmeas. Os acasalamentos ocorrem na primavera e com a maior atividade externa há, também, um incremento nos acidentes e picadas. Além da diferença de tamanho, há um dimorfismo sexual evidente: a cauda dos machos é maior e mais grossa, apresentando 6 ou 7 anéis pretos, enquanto a das fêmeas tem 4 ou 5.
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Apesar do número relativamente grande de espécies subordinadas ao gênero Elaps, as corais verdadeiras raramente são encontradas. 
Habitat natural: nas matas onde se ocultam com facilidade.
As corais verdadeiras não dão bote, mordem com dificuldade, e quando acontece fixam forte e demoradamente o aparelho inoculador para facilitar a penetração do veneno no interior da ferida.
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Abandono
Sedução
Ciúme
Traição
Persecução
Fala 
Conhecimento
Clarividência 
Dualidade
Constrição
Congestão/inchaço
Manchas/descoloração/hemorragias
Unilateralidade
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SS sufocação/estrangulamento/envenenamento
Muito competitivas 
Manipuladoras e enganadoras
Ciumentas e desconfiadas
Cisão ou antagonismo consigo
Loquacidade
Clarividência
Vívidas e descritivas
Lascivas
Falta de moralidade
Desejo de aparecer
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Sonhos com serpentes
Medo da morte
Medo de ser atacada
Sentimento de serem seguidas e desejo de esconder
Desejo de matar
Violentas
Temas do superior e inferior
Crianças “cobra” geralmente querem crescer o quanto antes; não gostam de ser crianças, nem desejam ser uma “pessoinha”.
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Veneno espremido a partir da bolsa de veneno da cobra viva e triturado com lactose. 
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Elaps se distingue dos outros venenos de cobra pela proeminente negritude de suas secreções e hemorragias. O sangue não coagula.
SS de frio interior. Não tolera coisas frias (agg). 
Paralisia do lado D.
Friorento
SS como se tivesse uma lápide, cinturão de ferro ou peso em lugares diferentes.
Periodicidade marcada. Fraqueza, prostração, desfalecimento.
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Vertigem com tendência a cair para frente.
Cefaleia occipital pelos esforços mentais ou fome- SS de peso. Insônia pela dor. 
Zumbidos nos ouvidos.
Coriza ou catarro nasofaríngeo crônico. Obstrução nasal. Ozena com odor fétido.
Hemoptise de sangue preto.
Urina vermelha. Anúria.
Impotência. Peso e inchaço nos testículos.
Afonia completa com assobios ao respirar e sufoco.
Tuberculose laríngea e pulmonar.
Constrição no peito com SS de peso.
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Desejos: 
Doces
Soro de leite adoçado
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A característica mais importante de Elaps é o medo de cair de uma altura e a ansiedade de manter a sua imagem, o medo de sua imagem desmoronar.
Um dos sonhos recorrentes é o de cair.
 Há um medo de perder sua posição. Tentam manter uma boa opinião de si mesmo. 
Temos que diferenciar de Palladium e Platinum. 
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Sankaran:
Em minhas observações há desejo de banana; laranja; saladas; gelo; doces; leite.
Guy Loutan:
Procura o isolamento sensorial numa caverna:
(Desejo estar numa caverna- RU)
Não quer aprender nada; deseja gritar – “eu sei tudo”.
Deseja se fazer conhecer pelo intelecto apenas. Não aceita receber um conhecimento já elaborado por outrem.
Ela possui a ciência da interpretação. 
Não escuta os vivos.
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Grande amor pela beleza e estética.
Impulso religioso precoce. Também fala de estética e natureza .
Sedução: induz a curiosidade em relação a si, é diferente.
Sedução não é óbvia: arte e criatividade.
Aparenta timidez, mas impossível não notá-la.	
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Suaexpressão é através da arte e da criatividade, ao invés de orgulho e egotismo. É importante que seja vista por algo além, uma imagem ou ferramenta. Algo que não seja exatamente "eu", mas minha sombra, ou seja, uma expressão de mim.
Normalmente, parece tímido, mas é quase impossível não notar essa pessoa. 
Usa a sedução de maneira muito menos óbvia. 
É específica sua necessidade de ser vista, mesmo que, aparentemente, não queira. Chama a atenção “sem mover um dedo”.
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Um de meus pacientes é um artista muito bom, porém, jamais teve autoconfiança para expor seus trabalhos. Manda os quadros para amostra, mas assim que demonstram interesse recua. 
Quando lhe disse que, realmente apreciava seus quadros, começou a presentear‑me e, agora, tenho a casa cheia de suas pinturas! Ao apreciá‑lo, é possível ganhar tudo dele!
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Criança Elaps de 5 anos pinta quadros enormes, com lindas cores, para expressar‑se. Usa uma ferramenta que não é comumente vista.
Diz o garoto que é muito fácil esquiar num dia bonito, porém, caminhar na chuva é coisa que poucos podem apreciar, como se dissesse que é importante apreciar o lado obscuro da natureza. Até um inseto ‑ que realmente o fere tem sua beleza.
Para Elaps, essa é uma forma comum de expressar-se. 
O problema é entender isso!
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Se a estratégia das outras cobras é ser egoísta e bombástica, a de Elaps é mais sutil: faz algo que obriga a apreciá‑la. 
Existe falta de autoconfiança apenas aparente. 
Com frequência, fala de dupla natureza. 
Esse garoto referiu a dupla natureza dos gatos: desejo de ser acariciado e, por outro lado, gosta de atacar ratos. 
Pode até aceitar algo feio em si mesmo ‑ como o inseto, porém até mesmo isso tem que ser belo.
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Expressar‑se através da arte é muito importante porque é a principal estratégia da sedução. 
O mesmo se dá em relação às fezes: não quer que a mãe disponha delas porque é sua criação e ninguém mais iria apreciá‑la. 
"Sou de fazer algo muito bonito, mas não quero compartilhar com ninguém".
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A sedução desse paciente não é a mesma de Cenchris ou Bothrops. 
É muito mais sutil: trata‑se de alguém que, de certa forma, sabe como induzir para a curiosidade dos outros. 
Normalmente, em remédios como este, sempre existe forte tendência à arte.
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Tem grande amor pela estética, beleza e natureza.
Forte impulso religioso para sua idade.
O professor faz com que "compreenda o sentido de tudo" e que "mesmo um inseto tem seu projeto". 
Ama os animais que as pessoas abandonam, não amam.
Há conflito entre como quer comportar‑se e a maneira que a mãe deseja. 
Se os gatos tivessem um “verdadeiro” lar, poderiam expressar seu afeto e mostrar como realmente são.
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Toca tuba (importante e diferente)- não é instrumento para solo mas, ainda assim, é essencial.
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-Material didático: GEHSH- Aldo Farias Lima
-Conhecimento, sedução e abandono- “Remédios das Serpentes”: Massimo Mangialavori.
-Tratado de Matéria Médica: Bernardo Vijnovsky

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