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Cuidados e 
encaminhamento do 
corpo após o óbito
IBMR Barra – Maio 2019
Helçga Pitta
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A morte é parte do processo de desenvolvimento do ser humano e está cada vez mais
discutida em nosso cotidiano em especial na rotina dos profissionais da saúde,
contextualizando um cenário sócio histórico, com ênfase nos aspectos teórico-técnicos
(COMBINATO; QUEIROZ, 2006).
Morrer pode ser encarado como um estágio onde as funções relacionadas à vida cessam. A
morte no contexto intra-hospitalar permanece entre os biombos, escondida nas enfermarias,
desconhecida e assustadora (COSTA; LIMA, 2005).
Cuidados com o
corpo: respeito,
disciplina e ética
Acolhimento
familiar
Assistência
hospitalar
HUMANIZADA
da
equipe envolvida.
(SANTANA; DUTRA, MATOS,2011).
Código de Ética 
(Resolução COFEN 
311/2007) Seção I
Das relações com as pessoas, 
família e coletividade; das 
responsabilidades e deveres dos
profissionais de enfermagem
,afirma:
“Art. 43: Respeitar o pudor. A
privacidade e intimidade do ser 
humano, em todo seu ciclo vital, 
inclusive nas situações de morte 
e pós morte.”
Resolução COFEN 564/2017
-Refletir acerca da morte;
-Atuar com mais eficiência e
dignidade;
-Compreensão da morte;
- Promover a 
humanização do 
atendimento aos 
pacientes e seus 
familiares;
- Amenizar as 
dificuldades no 
trato com a morte
(VICENSI, 2016).
Política Nacional de Humanização, 2013
➢ Relaxamento da musculatura/esfíncteres
➢ Enrijecimento cadavérico
O que acontece com o corpo após o óbito?
Rotina Operacional Padrão
Competências: Enfermeiro; Técnico/Auxiliar de Enfermagem; Escriturário
Normas
• Aguardar a constatação verbal e por escrito do óbito pelo médico para iniciar os procedimentos de cuidados e de 
encaminhamento do corpo.
• O corpo deverá ser preparado seguindo os passos descritos no Procedimento Operacional Padrão Institucional (POP)
“Cuidados com o corpo após o óbito”.
• Os fixadores externos deverão ser retirados pelo médico, antes do corpo
ser encaminhado ao Serviço de Patologia.
• O corpo cujo óbito for consequência de morte violenta ou de causa desconhecida, constatado no período inferior a
24 horas de internação e que será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e/ou Serviço de Verificação de Óbito
(SVO),não deverá ser higienizado e tamponado, a não ser que haja grande extravasamento de fluidos/secreções.
• O corpo que tem indicação para necropsia deverá ser encaminhado ao Serviço de Patologia/Necropsia
junto com o impresso “Solicitação de Procedimento Médico Diagnóstico”, preenchido e assinado pelo
médico e pelo familiar responsável.
• O corpo que irá para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) ou Instituto Médico Legal (IML)
deverá ser encaminhado ao Serviço de Patologia/Necropsia junto com 
uma via do impresso “Serviço de Verificação de Óbito”. Esse impressoserá
preenchido e assinado pelo médico em três vias.
• O Serviço de Captação de Órgãos deverá ser comunicado de todos os óbitos ocorridos, independente 
da pessoa ser ou não doadora deórgãos.
• O cliente doador de órgãos, após finalizar protocolo de morte encefálica, deverá ser encaminhado ao 
Centro Cirúrgico para captação de órgãos.
.
Rotina Operacional Padrão
Particularidades
• Produtos de aborto - Feto morto com idade gestacional < 22 semanas ou com peso inferior a 500
gramas e placenta: Encaminhar o feto- morto com a placenta (um invólucro identificado); imersos
em formol; impresso “Solicitação de Procedimento Anatomopatológico”, preenchido e assinado
pelo médico.
• Natimorto com peso igual ou superior a 500 gramas: Encaminhar a placenta imerso em formol
(invólucro plástico); feto morto envolvido em um campo, identificados, juntamente com o impresso
“Solicitação de Procedimento Médico Diagnóstico”, caso os familiares autorizem a necropsia.
Rotina Operacional Padrão
Identificação do corpo
Crianças e adultos
-Nome completo do cliente
-Registro geral hospitalar (RG)
-Unidade de internação
-Data de nascimento
-Data e o horário do óbito
-Nome de quem realizou os cuidados
-Identificação fixada na testa, de modo invertido. (MANTER
PULSEIRA)
Recém - nascido
-Rn de (nome completo da mãe)
-Registro geral hospitalar da mãe
-Unidade de internação
-Data de nascimento
-Data e o horário do óbito
-Nome de quem realizou os cuidados
-Identificação deverá ser fixada na testa em posição invertida .
Natimorto
- Feto morto de (nome completo da mãe)
- Registro geral hospitalar da mãe
- Data e horário da retirada/extração do feto morto
- Pesos do feto e da placenta
- Unidade de internação
- Nome de quem realizou os cuidados
- Identificação fixada na testa do feto em posição invertida e nos 
invólucros (plástico e campo).
-Produtos do aborto de (nome completo da mãe)
-Registro geral hospitalar da mãe
-Data e horário da retirada/extração
-Pesos do feto e da placenta
-Unidade de internação
-Nome de quem realizou os cuidados
- Identificação fixada no invólucro.
Produtos de aborto
Rotina Operacional Padrão
Descrição das Tarefas
AGENTE AÇÃO
Enfermeiro
- Assistência
-Acompanhamento
-Designar
-Supervisão
Enfermeiro/ 
Técnico/Auxiliar de 
Enfermagem
-Realizar os cuidados com o corpo;
--Encaminhar o corpo;
-Anotações de enfermagem;
-Desinfecção terminal;
Procedimento Operacional Padrão
Indicação:
- Corpo após a constatação do 
óbito pelo médico;
Responsáveis pela execução:
- Enfermeiro, auxiliar e técnico de
enfermagem e acadêmicos de
enfermagem sob a supervisão do
professor e/ou responsável;
Finalidades:
-Cuidar do corpo, deixando-o limpo e
identificado;
-Evitar eliminação de flatos,
secreções, sangue e mau odor;
-Colocar o corpo em posição
anatômica para o sepultamento;
-Preservar a imagem;
Procedimento Operacional Padrão
Materiais Utilizados
Procedimento Operacional Padrão
Materiais Utilizados
Procedimento Operacional Padrão
Descrição
Relatório e anotações de Enfermagem
- Data e horário do óbito;
-Nome do médico que constatou o óbito;
-Horário do início do preparo do corpo, bem
como da transferência ao Serviço de
Patologia/Necropsia e o nome do
responsável que recebeu o corpo;
-Identificação da pessoa
que recebeu os pertences;
-Intercorrências e outros achados
importantes;
REFERÊNCIAS:
●ARCHER, E. et al. Procedimentos e protocolos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
●BUENO, E. Porque falar na morte? Rev. Espaço Acadêmico, 2003.
●CHEREGATTI, A. L. et al. Técnicas de enfermagem. São Paulo: Rideel, 2009. 246p.
●CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Código de ética dos profissionais de Enfermagem. Resolução Cofen 564, de 06 de dezembro de 
2017. Rio de Janeiro: COFEN, 2017.
GONÇALVES, Flávia Maria. Procedimento Operacional Padrão: Preparo e transporte do corpo pós morte. Disponível em: < 
http://www.hospitalsaopaulo.org.br/sites/manuais/arquivos/2015/outros/POP_preparo_do_corpo.pdf>. Acesso em: 14. Nov. 2017.
●LECH, J. Manual de procedimentos de enfermagem. Hospital Alemão Oswaldo Cruz. São Paulo: Martinari, 2006. 238p.
●MORITZ, R. A. Os profissionais de saúde diante da morte e do morrer. Bioética,v.13, n. 2, p. 51-63., 2005. Disponível em: <
http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/107/112>. Acesso em: 17. Nov. 2017.
●POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2009. 1480p.
●RIBEIRO, M. C.; BARALDI, S.; SILVA, M. J. P. A percepção da equipe de enfermagem em situação de morte: ritual do preparo do corpo “pós-morte”. 
Rev.Esc. Enfermagem., v. 32, n. 2, p. 117-23, 1998.
SCHULL, P. D. Enfermagem básica: teoria e prática. São Paulo: Rideel, 2005. 501p.
SILVA, S. C.; SIQUEIRA, I. L. C. P.; SANTOS, A. E. Procedimentos básicos. Hospital Sírio Libanês. São Paulo: Atheneu, 2008. 170p.
●SISTEMATIZAÇÃO DE ENFERMAGEM: MORTE E MORRER. Curitiba: Revista das Faculdades Santa Cruz, v. 9, n. 2, p. 115-137, 2013. Disponível 
em: < http://www.santacruz.br/v4/download/revista-academica/17/17-sistematizacao-de-enfermagem.pdf >. Acesso em: 14. Nov. 2017.
●TAYLOR, C.; LILLIS, C.; LEMONE, P. Fundamentos de enfermagem: a arte e a ciência do cuidado de enfermagem. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
1592p.
●Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011/ NANDA International; tradução Regina Machado Garcez.
- Porto Alegre: Artmed, 2010.
●Docheterman, J. M. & Bulechek, G. M. (2008). Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC). (4ª ed.). Porto Alegre: Artmed.
●BRASIL. Política Nacional de Humanização: HumanizaSUS: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Brasília, DF, 2013.
Disponível em:<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_humanizacao_pnh_folheto.pdf >. Acesso em: 05. Dez. 2017.
●VICENSI, Maria do Carmo. Reflexão sobre a morte e o morrer na UTI: a perspectiva do profissional. Revista Bioética, Brasília, v. 24, n. 1, p.64-72, abr. 
2016. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/bioet/v24n1/1983-8034-bioet-24-1-0064.pdf> . Acesso em: 05. Dez. 2017.

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