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CENTRO UNVERSITARIO CLARETIANO BIOMEDICINA Gestão e Administração de Laboratórios – Portfólio 1 BOA VISTA 2019 ELIZABETH VIDEIRA CAMPOS RAMOS DUTRA LOURENÇO ISRAEL DA COSTA LOPES KAMILA GOMES TORRES DOS SANTOS LOHANNA PARENTE DA SILVA GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DE LABORATÓRIOS – PORTFÓLIO 1 Atividade em grupo referente à disciplina de Administração e Gestão de laboratórios clínicos, sob a orientação do professor Lucas Campos, para obtenção de nota. BOA VISTA 2019 Sumário Introdução ..................................................................................................................................... 1 Gestão e administração................................................................................................................. 2 Infraestrutura ..................................................................................................................... ...........2 Gestão de informação...................................................................................................................9 Recursos Humanos ........................................................................................................................ 9 Programas de acreditação........................................................................................................... 10 Indicadores de Qualidade e de segurança .................................................................................. 10 Conclusão....................................................................................................................................11 Referências..................................................................................................................................12 INTRODUÇÃO Os laboratórios clínicos tem muitos setores, estes que contribuem para o perfeito funcionamento e organização do mesmo. Cada setor possui sua função a fim de garantir qualidade para os clientes, existem ainda os programas de qualidade e os indicadores de desempenho que vão garantir ao laboratório maior confiabilidade. Ao se ter tudo isso, o sucesso diante do mercado de trabalho do laboratório é garantido. Essa é a realidade de um laboratório clínico, mas e um de ensino? É diferente? Possui as mesmas características? Diante da realidade do laboratório de ensino do Centro universitário Claretiano, será possível abordar, analisar os setores e a estrutura, e se houver, apontar erros ali identificados. 1.1 Gestão e administração. A fim de assegurar a qualidade na execução das tarefas laboratoriais, é fundamental a aplicação de processos de gestão que permitam aos profissionais envolvidos acompanhar o desempenho dos procedimentos técnicos, avaliar os resultados e revisar continuamente os métodos adotados na rotina. Com base o laboratório multifuncional 2, do Centro Universitário Claretiano foi verificado que a gestão laboratorial é interligada a gestão da faculdade, sendo assim não há necessidade de uma gestão separada excepcionalmente para o laboratório. Entretanto, há o dever da gestão do Claretiano de zerar pelo laboratório, observam-se várias falhas que poderiam ser evitadas e concertadas através de uma boa administração. 2.1 Infraestrutura. A infraestrutura de um laboratório é de extrema importância para seu funcionamento. Um laboratório didático ainda que diferente de um clínico, ainda possui normas a serem seguidas para uma melhor qualidade de ensino. Normas estabelecidas pela ABNT/CB-36 NBR 14785. Foi realizada uma análise do laboratório 2 (e algumas questões sobre o laboratório 5) do Centro Universitário Claretiano, onde falhas foram identificas e que podem prejudicar a qualidade do ensino, e dar uma falsa experiência de um laboratório real para os alunos. Foram pontuadas algumas questões baseado no livro de Biossegurança, Hirata: 2.2 Disposição adequada de bancadas e equipamentos para a movimentação segura do professor e dos estudantes, durante as atividades práticas e as situações de emergência; (HIRATA, 2002). • Bancadas irregulares, sem espaço. • Sem um espaço adequado para cadeirantes • Local impróprio para equipamentos • Vidraria trincada e rachada que continua em uso (informação confirmado pela monitora do laboratório 5) • Materiais de cozinha • Materiais dispostos no chão impedindo a livre passagem • Peças anatômicas espalhadas 2.3 Distribuições de áreas e sinalização de segurança de acordo com os tipos e níveis de risco; (HIRATA, 2002). • Não possui sinalizações de riscos e níveis • Sem sinalização de risco biológico ? • Sem identificação de material estéril 2.4. Instalação de barreiras de contenção, de equipamentos de segurança e de proteção contra fogo; (HIRATA, 2002). • Sem extintores de incêndio • Sem local exclusivo para luvas e jalecos descartáveis • Sem óculos de proteção a disposição • Capela improvisada (caso do laboratório 5, informação dada por professor) 2.5 Procedimentos adequados de resíduos; (HIRATA, 2002). • Agulhas possivelmente contaminadas expostas; • Material de risco biológico exposto • Compostos químicos expostos • Bicetas sem identificação de líquido 3.1 Gestão de informações. A gestão de dados é um sistema de informação onde tudo o que acontece no laboratório será registrado e controlado. Em um laboratório didático é de grande importância um sistema de informação, será um meio de controlar os procedimentos realizados, armazenar dados e pesquisas, inspecionar os materiais utilizados, para evitar o desperdício, e por ser um laboratório com grande fluxo de alunos evita também extravio de materiais, tendo sempre um controle do que entra e sai do laboratório e tudo que é realizado em seu ambiente. Considerando o laboratório que temos como base, o laboratório multifuncional 2 do Centro Universitário Claretiano, pode-se observar a carência de uma gestão de informação destinado apenas para o laboratório, não existe uma organização centralizada onde um mecanismo tecnológico irá controlar os registros do laboratório, cabendo esta função aos professores e alunos, como cada um tem sua forma de organizar, manipular os equipamento e utilizar os matérias, no laboratório se estabelece a desordem e acontecem os desperdícios, desvio de informações e irregularidades. 4.1 Recursos humanos. O RH pode auxiliar com todos os processos pertinentes a pessoas e assessorar o desenvolvimento dos colaboradores, seja com os quesitos técnicos, seja com os comportamentais. De acordo com a secretaria da faculdade, o setor de recursos humanos é integrado junto ao laboratório, é responsável por recrutar e selecionar os colaboradores de acordo com a especializaçãoadequada para o laboratório, através de um banco de currículos onde a gestora é responsável por entrevista-los, é importante enfatizar que para ser selecionado o colaborador deve ter formação em análises clínicas. Ao decorrer do processo o coordenador de biomedicina João Marcelo fica responsável por avaliar o colaborador dentro da área, se é realmente eficaz para aquela função. Logo após aprovação são feitos contratos de admissão. 5.1 Programas de acreditação. Os programas de acreditação são realizados por órgãos que vão verificar se o laboratório clínico está nas normas estabelecidas pela ABNT, um laboratório que está nos conformes recebe confiabilidade e segurança. Sendo assim, um laboratório que possui certificado de acreditação está mais bem preparado do que aquele que não possui, o cliente procura pelo mais barato e seguro, o que a acreditação pode garantir. No contexto de um laboratório de ensino como os do Claretiano, um programa de acreditação não se mostra necessário, conforme dito um professor da área. Todavia, é primordial o contato dos alunos com o assunto, assim como proceder em um laboratório acreditado ou não, ou então como implantar programas de acreditação em seu futuro laboratório, tal conteúdo é passado em ensinado em sala de aula, na matéria de Gestão e Administração de Laboratórios. 6.1 Indicadores de qualidade e de segurança. Os indicadores de qualidade e de segurança de um laboratório são essenciais para seu desenvolvimento e crescimento, eles medem a qualidade e o progresso dos setores de um laboratório. Os indicadores verificam a funcionalidade correta e do que necessita de correção, como por exemplo, um indicador de desempenho de recoleta, onde ira medir a quantidade de recoletas realizadas em determinado período de tempo, se os números forem baixos o laboratório continuará e aperfeiçoará seus métodos para que os números continuem baixos. Entretanto, se os números de recoletas estiverem muitos altos de acordo com a perspectiva do laboratório, uma medida para mudar esse fato será necessária, para assim melhorar a satisfação dos clientes e a qualidade do laboratório. Em um laboratório didático como o do Claretiano, os indicadores podem se aplicar na eficácia dos meios de cultura, nas pesquisas realizadas, nas vidrarias repostas, entre outros. Ao perguntar sobre a existência de indicadores a um professor de biomedicina, o mesmo relatou que por ser um laboratório de ensino não se faz necessidade. Porém, tendo em vista que o laboratório realiza estágios da graduação, os indicadores se tornam fundamentais para o aprendizado dos alunos, para que desta forma eles possam ter contato desde o inicio das atividades laboratoriais com indicadores, como utilizá-los, a importância e funcionalidade deles para um laboratório clinico. Assim também, os indicadores serviriam como uma forma de organizar as atividades do laboratório. CONCLUSÃO No trabalho foram verificados os setores mais importantes para o desenvolvimento e o bom funcionamento de um laboratório, para a que a ordem seja estabelecida, e apontar falhas que atrapalham no ensino. Pode-se observar a diferença entre um laboratório clinico e um laboratório didático. Entre essas diferenças, o laboratório clinico possui uma gestão própria, já o laboratório de ensino sua gestão é vinculada a faculdade, assim como outros setores. Ainda mais, foi verificado que algumas características são padrões de um laboratório, mas mesmo assim, vemos que a realidade difere de um laboratório clinico Foi observado também, vários erros na questão da biossegurança, infrestrutura e a carência afazeres importantes para a melhoria do laboratório do Centro Universitário Claretiano. Todavia, algumas soluções foram apresentadas para o melhor funcionamento didático do laboratório. REFERÊNCIAS MANCINI, Jorge; HIRATA, H. Mario; HIRATA, D. C. Rosario. Manual de Biossegurança. Editora MANOLE. 2002.