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UNIVERSIDADE POTIGUAR – UNP CURSO: ENGENHARIA CIVIL Disciplina: Patologia e Recuperação de Edificações Professores: Msc. Ewerton Campelo Assis de Oliveira Esp. Huedly Chaves dos Santos ATAQUE POR ÍON CLORETO E CARBONATAÇÃO NO CONCRETO CORROSÃO DAS ARMADURAS Causas da Perda de estabilidade da camada passivadora: A carbonatação do concreto; A presença de íon cloreto; A combinação dos dois fatores; CORROSÃO DAS ARMADURAS Sintomatologia e Tipos de Corrosão CORROSÃO DAS ARMADURAS Sintomatologia e Tipos de Corrosão Corrosão generalizada: inúmeros ânodos e cátodos formam micro pilhas que se movem constantemente. Corrosão localizada: zonas anódicas em relação ao resto do material, podendo ser devido à heterogeneidade da composição química do metal ou do eletrólito. CORROSÃO DAS ARMADURAS Sintomatologia e Tipos de Corrosão Corrosão por pites: ocorre normalmente na ação de contaminantes (cloretos). Corrosão com formação de fissuras: além das condições de corrosão, há tensões de tração. CORROSÃO DAS ARMADURAS Sintomatologia e Tipos de Corrosão CONCRETO ARMADO - corrosão generalizada irregular (carbonatação do concreto). - corrosão puntiforme ou por pites (ação de íons cloreto). ESTRUTURAS PROTENDIDAS - corrosão sob tensão (associação das ações eletroquímicas e mecânicas causando fissuras). CORROSÃO DAS ARMADURAS CAUSAS DA CORROSÃO: � Carbonatação ( CO2) � Ataque por Cloretos (Cl-) CORROSÃO DAS ARMADURAS Corrosão da armadura pela carbonatação pH > 11,5 a corrosão não se instala. Com a penetração das moléculas de dióxido de carbono (CO2), ocorrem reações que fazem decrescer a alcalinidade, reduzindo o pH para níveis próximos de 8. Com essa redução, a película passivadora fica comprometida e o metal sai da zona de passivação e entra na zona de corrosão). CORROSÃO DAS ARMADURAS Processo de carbonatação do concreto https://www.youtube.com/watch?v=6up9gQ1Doik CORROSÃO DAS ARMADURAS Representação esquemática do processo de carbonatação. CORROSÃO DAS ARMADURAS CORROSÃO DAS ARMADURAS CARBONATAÇÃO CARBONATAÇÃO CORROSÃO DAS ARMADURAS CARBONATAÇÃO – FATORES DE INFLUÊNCIA � Concentração de CO2; � Relação a/c; � Cura; � Tipo e quantidade de cimento; � Adições minerais; � Presença de fissuras; � Condições de exposição; � Técnicas construtivas. CORROSÃO DAS ARMADURAS CARBONATAÇÃO CARBONATAÇÃO CORROSÃO DAS ARMADURAS Determinação da Carbonatação do concreto de estrutura antiga https://www.youtube.com/watch?v=O_lFymQRf5E CORROSÃO DAS ARMADURAS Corrosão da armadura pela ação dos íons cloretos Os íons cloretos (Cl-) penetram nos poros do concreto, conjuntamente com a água e oxigênio, que quando em contato com a película passivadora da armadura provocam desestabilizações pontuais nessa película. No concreto, a concentração dos cloretos poderá ocorrer devido a presença dos componentes (aditivos, água e agregados) na mistura, ou por penetração, do exterior, através da rede de poros, como é o caso de ambientes marinhos (névoa salina). CORROSÃO DAS ARMADURAS Corrosão da armadura pela ação dos íons cloretos A chegada de cloretos nas proximidades da armadura, por si só, não representa o início do processo de corrosão. É necessário que estejam em quantidade suficiente para desencadear o processo corrosivo. Segundo várias teorias, a ruptura da película passivadora é algo dinâmico, eventos repetitivos de despassivação e repassivação, até a despassivação definitiva da armadura, esse efeito ocorre de forma localizada e isso faz com que corrosão desencadeada por cloretos seja tipicamente por pites, o que difere da carbonatação (corrosão generalizada). CORROSÃO DAS ARMADURAS Processo de ataque por íon cloreto https://www.youtube.com/watch?v=8RKnuLStl8k CLORETOS � A penetração dos íons de cloreto é das principais causa da deterioração das estruturas por intermédio da corrosão das armaduras. CORROSÃO DAS ARMADURAS Pite CLORETOS Podem ser introduzidos no concreto Durante a mistura: � Agregados contaminados; � Aditivos aceleradores de pega (CaCl); � Uso da água do mar. Na estrutura acabada � Ambientes marinhos; � Uso de sais de degelo; � Atmosferas industriais (fábricas de papel e celulose); � Tratamentos de limpeza (ácido muriático). CORROSÃO DAS ARMADURAS CLORETOS – FATORES DE INFLUÊNCIA � Tipo de cátion associado ao cloreto; � Tipo de acesso (antes ou depois de endurecido); � Presença de sulfatos (SO42-); � Tipo de cimento (CP II-Z: cimento com menor permeabilidade, sendo ideal para obras subterrâneas, principalmente com presença de água, inclusive marítimas); � Relação a/c; � Carbonatação; � Saturação dos poros; � Teor de cimento; � Temperatura ambiente, Presença de fissuras, etc. CORROSÃO DAS ARMADURAS CLORETOS CLORETOS Teor crítico de CLORETOS � Relação [CL-] / [OH-] melhor representa o parâmetro do teor crítico, porém é muito difícil medir a concentração de hidroxilas na solução dos poros do concreto. � Alguns autores defendem que a melhor forma de expressar o limite crítico de cloretos é a relação entre teor de cloretos totais e a massa de cimento, tendo em conta que a concentração de hidroxilas na solução dos poros não é o único parâmetro que representa as propriedades inibidoras do cimento e que os cloretos inicialmente ligados podem vir a participar das reações de concreto. CORROSÃO DAS ARMADURAS Teor crítico de CLORETOS � A rede DURAR (1977) apresenta os limites 0,4% de cloretos totais, em relação à massa de cimento, para estruturas e, concreto armado e 0,2% para concreto protendido. CORROSÃO DAS ARMADURAS Corrosão da Armadura X Vida Útil da Estrutura Vida útil pode ser conceituada como o período de tempo no qual a estrutura é capaz de desempenhar as funções para as quais foi projetada, considerando manutenções. Quando os agentes passivadores atingem a superfície da armadura, considera-se que a vida útil de projeto chegou ao fim. CORROSÃO DAS ARMADURAS Corrosão da Armadura X Vida Útil da Estrutura CORROSÃO DAS ARMADURAS Análise e identificação de pontos deteriorados; Demolição/escarificação das áreas deterioradas; Delimitação com serra mármore; Jateamento com jato abrasivo ou hidrojateamento; Recomposição ou substituição de armaduras; Aplicação de graute ou argamassas poliméricas nos locais de reparos (manual, através de fôrmas ou projeção); Tratamento de fissuras (colmatação ou injeção); Estucamento; Pintura base epoxi; Sistema epóxi - poliuretano (superfícies externas). TRATAMENTO TRATAMENTO TRATAMENTO CARBONATAÇÃO avalia o pH do concreto (proteção das armaduras); FISSURÔMETRO determina a abertura de fissuras; ESCLEROMETRIA avalia dureza superficial (noção da homogeneidade); ULTRASOM detecta falhas internas (compacidade e resistência); ADERÊNCIA avalia a capacidade da superfície; PACOMETRIA avalia posição das armaduras; TEOR DE CLORETOS avalia despassivação das armaduras; POTENCIAL DE CORROSÃO avalia a propensão das armaduras; PERDA DE SEÇÃO determina a diferença em relação ao projeto; ÍNDICE DEVAZIOS avalia qualidade e compacidade do concreto. Algumas técnicas e ensaios para avaliação das estruturas: Outras manifestações patológicas em concretos EFLORESCÊNCIA NO CONCRETO Eflorescência é a formação de depósitos salinos na superfície do concreto ou argamassas, etc.. Como resultado da sua exposição à água de infiltrações ou intempéries. É considerado um dano, por alterar a aparência do elemento ondese deposita. Há casos em que seus sais constituintes podem ser agressivos e causar degradação profunda (por exemplo oxidação da armadura do concreto). EFLORESCÊNCIA NO CONCRETO A eflorescência por si só não causa problemas estruturais ao concreto, mas pode ser esteticamente desagradável particularmente em concretos aparentes. Pela ação da água, os sais do concreto (hidróxidos de cálcio e magnésio) são dissolvidos e migram para a superfície e, após a evaporação da água resultam na formação de depósitos salinos (cristais). Quimicamente a eflorescência é constituída principalmente de sais de metais alcalinos (sódio e potássio) e alcalino- ferrosos (cálcio e magnésio, solúveis ou parcialmente solúveis em água). EFLORESCÊNCIA NO CONCRETO Fatores que contribuem para a formação de eflorescências: Devem agir em conjunto: Presença de água; Pressão hidrostática para proporcionar a migração para a superfície; Teor de sais solúveis. EFLORESCÊNCIA NO CONCRETO A remoção das manchas de eflorescência no concreto, pode ser realizada com lavagem (enxágue) com água (fase inicial da eflorescência), ou ainda, após a formação do carbonato de cálcio, a lavagem das superfícies afetadas devem ser feita com soluções ácidas suaves ou com produtos comerciais para remover eflorescência, utilizando ainda escova para ajudar a remover os sais solidificados. EFLORESCÊNCIA NO CONCRETO As formas para evitar a eflorescência em superfícies de concreto é protegendo-o da umidade, ou seja, impermeabilizando-o as estruturas de concreto. Outra forma de reduzir e/ou prevenir a formação de eflorescência no concreto é a utilização de aditivos e/ou adições ao cimento da mistura, por exemplo o uso de pozolana, como é a situação do cimento CP II-Z, que promove a redução da quantidade de hidróxido de cálcio presente no concreto e diminui a permeabilidade do concreto, dificultando a lixiviação (extração de uma substância de um meio sólido por meio de sua dissolução em um líquido). REAÇÃO ÁLCALIS-AGREGADO A Reação Álcalis-Agregado (RAA): é um processo químico onde alguns constituintes mineralógicos do agregado reagem com hidróxidos alcalinos (provenientes do cimento, água de amassamento, agregados, pozolanas, agentes externos, etc.) que estão dissolvidos na solução dos poros do concreto. Como produto da reação forma-se um gel higroscópico expansivo. REAÇÃO ÁLCALIS-AGREGADO A manifestação da reação álcalis-agregado pode se dar de várias formas, desde expansões, movimentações diferenciais nas estruturas e fissurações até pipocamentos, dentre outras manifestações patológicas. AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO As estruturas de concreto são reconhecidas pela boa resistência ao fogo, em virtude das suas características de baixa condutividade térmica e a composição de seus materiais agregados. O concreto não dissemina gases tóxicos ao ser aquecido e as peças de concreto apresentam grande massa e volume se comparados a outros elementos construtivos. AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO No entanto, o aumento da temperatura nos elementos de concreto causa redução na resistência característica e perda de rigidez da estrutura, como também a homogeneidade dos materiais constituintes do concreto (pasta e agregados), que conduz à deterioração polifásica do concreto, podendo levar as peças estruturais à ruína. Edifício no centro do Rio de Janeiro, pilares e vigas em concreto armado comprometidos após incêndio. AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO A resistência do concreto às variações de temperaturas é inversamente proporcional ao seu grau de dilatação térmica, ou seja, quanto maior a dilatação térmica menor é sua resistência. Quando um elemento de concreto é submetido á ação, seus componentes sofrem modificações importantes, assim, a água livre ou capilar incluída no concreto começa a evaporar-se a partir dos 100º C, retardando o aquecimento do concreto. A evaporação total da água capilar ocorre entre 200°C e 300°C, mas neste patamar ainda não são significativas as alterações na estrutura do cimento, bem como seu reflexo na resistência do concreto (CÁNOVAS, 1998). AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO Transformações sofridas por pastas de cimento durante o aquecimento. AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO As alterações de comportamento são resultantes da evaporação da água presente na matriz cimentícia, sob forma livre ou combinada, durante o processo aquecimento. Quando a estrutura de poros é aberta, o vapor liberado pode escapar facilmente, resultando num alívio de parte das tensões geradas com o calor . O grau de fissuração intensifica-se nas juntas, nas regiões mal adensadas e nos planos de barras de armadura, havendo uma perda significativa de material nestes locais, que pode levar ao desaparecimento da camada de cobrimento. Quando o aquecimento alcança o nível da armadura, a mesma passa a conduzir calor, acelerando o processo de aquecimento. AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO Desplacamento do concreto: Este efeito tem maior importância em relação aos concretos de alto desempenho (CAD), em consequência de sua menor quantidade de vazios e, consequentemente, menor porosidade e permeabilidade. Pode-se afirmar que o risco de lascamento explosivo, fenômeno conhecido como “spalling”, é tanto maior quanto menor a permeabilidade do concreto e quanto maior a velocidade de aumento da temperatura. Além disso, a perda de resistência a temperaturas elevadas é maior em concretos saturados do que em concretos secos (NEVILLE, 1997). AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO Sendo assim, a porosidade e a permeabilidade do concreto são importantes no alívio das tensões internas geradas pela evaporação da água existente no concreto, além de influenciar a tendência de o concreto lascar explosivamente durante o aquecimento (HARMATHY, 1973). Incêndio prédio de 24 andares e 120 apartamentos em Londres, na Inglaterra, deixando 50 feridos (14/06/2017). AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO Cánovas (1988) descreve a alteração da coloração do concreto em função da elevação da temperatura: até 200⁰C a cor do concreto é cinza e que não acontecem diminuições significativas de resistência. Entre 300⁰C à 600⁰C a cor muda de rosa a vermelho, decaindo a resistência à compressão até valores de 50% do seu original. Acima de 600⁰C até 950⁰C a cor muda novamente para um segundo cinza com pontos avermelhados, o que indica fragilidade e alta sucção de água, sendo a resistência à compressão muito pequena. AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO Alteração da coloração do concreto em função do aumento da temperatura. AÇÃO DO FOGO NO CONCRETO Cánovas (1988) descreve a alteração da coloração do concreto em função da elevação da temperatura: De 950⁰C a 1000⁰C a cor muda para amarelo alaranjado e o concreto dar início a sintetizar-se. Entre 1000⁰C e 1200⁰C o concreto sofre sinterização, sua cor se torna amarelo claro e suas resistências são inteiramente extinguidas, restando só um material abrasado e mole.