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CARBONATAÇÃO
Carbonatação é um processo químico em que o dióxido de carbono (CO₂) presente no ar reage com compostos alcalinos, principalmente o hidróxido de cálcio (Ca(OH)₂) presente no concreto. Essa reação forma carbonato de cálcio (CaCO₃) que é a carbonatação e reduz o pH do concreto, que atinge as proximidades da superfície do aço e a película protetora (camada passivadora) que removida pode ocorrer corrosão das armaduras de aço.
Com a carbonatação, o aço se corrói de forma generalizada, tal como se estivesse simplesmente exposto à atmosfera sem qualquer proteção, porem com o agravante de que a umidade permanece no interior do concreto, corroendo com maior velocidade.
Um método comum e simples para verificar a carbonatação é o uso da solução de fenolftaleina em álcool diluído. Ela serve para verificar se o concreto ainda está alcalino (pH alto) ou se já sofreu carbonatação (pH baixo), a cor rosa indica que o concreto ainda nao esta carbonatado.
EXPLIQUE AS REAÇÕES QUÍMICAS QUE OCORRE NO CONCRETO ARMADO
CO2 (ambiente) + H20 ==> H2CO3 (ácido carbônico) H2CO3 + Ca(OH)2 ==>CaCO3 + 2H2O (carbonato de cálcio) CaCO3 + 2H2O ==> Ca(HCO3)2 (bicarbonato de cálcio)
COMO RECONHECER ESSE TIPO DE ATAQUE (MANIFESTAÇÕES)
A superfície do conreto fica mais esbranquiçada e também apresenta fissuras coincidentes com o local do aço.
COMO AFETA A DURABILIDADE DO CA?
Quando o aço fica vulnerável a oxidação ele pode corroer a ferrugem, diminuindo seu diâmetro. Se o diâmetro diminuir mais de 10 a 15%, é necessário fazer o reforço na barra de aço.
COMO PREVENIR?
· Seguir as normas, que indicam classes de agressividade e cobrimentos mínimos adequados
· Relação agua/cimento baixa 
· Boa cura do concreto
· Aplicar revestimentos protetores, como tintas acrilicas e impermeabilização
EFLORESCÊNCIA
A eflorescência é um fenômeno que ocorre principalmente em superfícies de alvenaria, como tijolos, concreto ou argamassa, e se manifesta como manchas esbranquiçadas ou cristalizações visíveis na superfície. Ela é causada pelo movimento de sais solúveis na água que migram para a superfície do material.
FATORES QUE FAVORECEM A EFLORESCÊNCIA
· Uso de materiais com alto teor de sais.
· Umidade excessiva ou falta de impermeabilização.
· Falta de cura adequada do concreto ou da argamassa.
· Clima úmido seguido de períodos secos, que aceleram a evaporação.
COMO PREVENIR A EFLORESCÊNCIA
· Usar materiais de boa qualidade e com baixo teor de sais.
· Impermeabilizar fundações, paredes e coberturas.
· Garantir o bom escoamento da água da chuva.
· Realizar cura adequada do concreto.
· Evitar excesso de água nas misturas.
REAÇÃO ALCALI – SILICA (RAS)
COMO AFETA A DURABILIDADE DO CONCRETO 
Afeta a aderência entre o agregado e a pasta de cimento, comprometendo a resistência do concreto.
COMO SE MANIFESTA ESSE TIPO DE ATAQUE 
Se manifesta de forma lenta, podendo levar anos. Essa reação normalmente causa expansão pela formação de um gel expansivo ( gel de sílica) que absorve água por osmose e se expande entre os poros do concreto, até que os espaços vazios terminem e leve a um aumento de tensão. Esse aumento nos esforços internos pode causar a fissuração, e perda de resistência do concreto.
COMO PREVENIR 
Adição de sílica ativo no concreto.
Adição de pozzolana no concreto pois diminui a permeabilidade.
ATAQUE DE SULFATOS
AMBIENTES QUE PODE SURGIR O ATAQUE DE SULFATOS AO CONCRETO
Solos com presença de sulfatos; águas subterrâneas contaminadas; ambientes industriais; esgoto sanitário; regiões de maré, etc.
EXPLICAR AS REAÇÕES QUÍMICAS QUE OCORREM NO CA
Os sulfatos de Na, K, Ca quando dissolvidos forma o íon SO42- podem reagir com a pasta de cimento CSH e Ca(OH)2.
hidróxido de cálcio + sulfato + água -> gipsita aluminato tricálcico + gipsita + água -> monossulfato 
monossulfato + gipsita + água -> etringita
COMO DIFERENCIAR ESSE TIPO DE ATAQUE
O concreto atacado por sulfatos tem uma aparência esbranquiçada, que começa nos cantos e arestas seguida de uma fissuração progressiva e lascamento do concreto de condição mole.
COMO AFETA A DURABILIDADE DO CONCRETO
A conseqüência do ataque por sulfatos não compreendem somente a desagregação por expansão e fissuração, mas também a perda de resistência. O aço pode ficar exposto e suscetível a corrosão.
COMO PREVENIR
Usar cimentos com baixo teor de C3A (Aluminato tricálcico) Adição de escoria (70%) de alto forno ou pozzolanas (25-40%)
ATAQUE DE CLORETOS
DESCREVA OS LUGARES QUE OCORREM ESSE ATAQUE 
Lugares com presença de água, seja no ar (umidade relativa elevada) ou no solo
EXPLICAR OS FENÔMENOS FÍSICOS E QUÍMICOS QUE OCORREM PARA CORROER O AÇO 
O cloreto de ferro (FeCl2) quando em contato com a água, forma o hidróxido de ferro. No concreto -> Cl +H2O -> HCL (ácido clorídrico baixa o Ph do concreto quebrando a camada passivadora do aço)
Fe++ + 2Cl- => FeCl2
FeCl2 + 2OH => Fe(OH)2 + 2Cl
Corrosão localizada – pites de corrosão
COMO PREVENIR? QUAL SERIA O COBRIMENTO NECESSÁRIO DE ACORDO COM O AMBIENTE DESCRITO EM 4.1
Concreto denso, com cura correta, cobrimento de acordo com a classe de agressividade e usando revestimento com boa impermeabilidade, exemplo epóxi.
Classe agressividade III - > Para lajes 3, 4 cm – vigas e pilares 4 cm
EXPLIQUE MOTIVOS PARA O ESTUDO DAS PATOLOGIAS DAS CONSTRUÇÕES
•Construções existentes (Feedback): diagnóstico dos problemas para realimentar o sistema preventivo das futuras obras: atualizar normas técnicas.
•Preparar os profissionais ligados a Construção Civil para o mercado de reparos, manutenção e reforço de estruturas.
•Melhorar técnicas de reparos ou uso de novos sistemas de recuperação.
•Prevenir para as futuras construções
•Enfocar na fase de projetos.
•Pesquisas em materiais de reparo.
DEFINA AS PALAVRAS TECNICAS
DESAGREGAÇÃO
A desagregação é caracterizada pela perda do poder aglomerante do cimento.
RETRAÇÃO
Podemos definir a retração de qualquer composto cimentício, como a diminuição do seu volume em consequência da perda de água contida em seu interior. É um processo geralmente natural, lento e gradual, mas que pode se agravar na medida em que o tempo passa sem qualquer medida de correção.
CONCEITOS BÁSICOS:
DURABILIDADE:
· Capacidade de um material de resistir as mudanças em suas propriedades, ou seja, resistir a degradação.
· Capacidade de um material de manter o seu desempenho acima dos níveis especificados, de maneira a atender as necessidades dos usuários em cada situação específica.
· Capacidade de um produto manter suas propriedades ao longo do tempo, sob condições normais de uso.
· Conservação do desempenho por tempo apropriado.
VIDA UTIL:
· Tempo em que é mantida a capacidade de serviço, dentro das exigências mínimas de desempenho
· Período de tempo durante o qual as propriedades do produto permanecem acima dos limites mínimos admissíveis, quando submetidos aos serviços normais de manutenção.
· Período de tempo durante o qual um produto atende as necessidades dos usuários.
MANUTENÇÃO: Combinação de ações destinadas a manter um edifício ou suas partes em condições de uso.
PRESERVAÇÃO: Manter a estrutura nas suas condições atuais e evitar progresso na sua deterioração.
REABILITAÇÃO: Reparar ou modificar uma estrutura para um fim específico de utilização.
REPARO: Substituir ou corrigir materiais, componentes ou elementos estruturais deteriorados, danificados ou falhos.
RESTAURAÇÃO: Restabelecer os materiais, forma e aparência de uma estrutura que existiam na estrutura numa determinada época.
REFORÇO: Aumentar a capacidade de carga de uma estrutura ou parte dela.
RECUPERAÇÃO: É a correção dos problemas patológicos
RECUPERAÇÃO DE PILAR
· Verificar se a estrutura nessecita de escoras
· Tirar uma parte do concreto do pilar até chegar ao aço
· Retirar a corrosão da armadura através de um lixamento
· Novas barras de aço são soldadas caso haja necessidade 
· Aplicar um adesivo estrutural 
· Por fim, concretar sem deixar secar o adesivo deixando o cobrimento necessário por norma.
EM OBRAS LITORÂNEAS QUAIS PATOLOGIAS ESTRUTURAISSÃO ESPERADAS DE ACONTECER? 
A patologia mais esperada se deve aos ataques de cloretos às armaduras do concreto, causando a oxidação do aço (devido ao mar).
EM OBRAS LITORÂNEAS, COMO EVITAR PATOLOGIAS ESTRUTURAIS NO PROCESSO DO PROJETO E DURANTE A EXECUÇÃO? 
Inicialmente, é necessário pensar no cobrimento necessário segundo a norma, levando em consideração a classe de agressividade ambiental apropriada, utilizar um concreto com pelo menos 35 Mpa, utilizar produtos para retardar a oxidação do aço e impermeabilizantes.
POTENCIAL DE ELETRODO
Aço galvanizado protege o aço da corrosão com uma camada de zinco que forma uma barreira impermeável que isola o aço.
O metal de sacrifício ( Zinco) é um metal mais reativo (mais eletropositivo) do que o metal que se deseja proteger contra a corrosão. Ele é usado para se corroer no lugar do metal protegido, em um processo chamado de proteção catódica
Zarcão é a base de chumbo e é usado para proteger os metais contra oxicidação, ele cria uma camada protetora.
CURA DO CONCRETO
A cura do concreto é o processo de manter as condições ideais de umidade e temperatura após a concretagem, para que o cimento possa hidratar-se corretamente e o concreto atinja a resistência e durabilidade desejadas.
FISSURAS
MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
Ocorre devido a variação de temperatura entre a laje e a viga de concreto para o bloco ceramico, trincando onde tem a menor resistencia. 
Ocorre a fissura inclinada em forma de escama, causada devido a dilatação termica.
Fissura com abertura regular no topo da parede, resultante do curvamento da laje para cima e da dilatação plana da laje de cobertura.
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