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Manual De Práticas laboratoriais Do curso suPerior De tecnologia eM estética e iMageM Pessoal Copyright © UNIASSELVI Manual de Práticas Laboratoriais do Curso Superior de Tecnologia em Estética e Imagem Pessoal Indaial: Uniasselvi, 2019. Liliani Carolini Thiesen/Organizadora Fernanda Longhi Maquiel Duarte Vidal Mayara Giero Julia Graciela de Souza Bruna Bolgenhagen Xavier Silvia Saldanha Corrêa Cyntia leila Stiz Gessner Luíza Hochheim 1. Estética e Imagem Pessoal I. Centro Universitário Leonardo da Vinci suMário ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA .......................................................................................11 GERONTOLOGIA EM ESTÉTICA ..................................................................................................27 ESTÉTICA CAPILAR ..........................................................................................................................39 BIOSSEGURANÇA, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM CENTROS DE ESTÉTICA ...........51 SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS..............................................................................................65 IMAGEM E ETIQUETA ......................................................................................................................83 NUTRIÇÃO E ESTÉTICA ..................................................................................................................91 MAQUIAGEM E VISAGISMO ......................................................................................................101 COSMETOLOGIA I ..........................................................................................................................111 TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM ...................................................................................129 ELETROTERAPIA .............................................................................................................................141 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL ..............................................................................155 ESTÉTICA CORPORAL E AVALIAÇÃO CORPORAL ..............................................................171 COSMETOLOGIA II .........................................................................................................................187 COSMETOLOGIA III .......................................................................................................................205 PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS PRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS ..............................................217 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL II ..........................................................................233 DRENAGEM LINFÁTICA ...............................................................................................................249 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS .....................................................................259 1 REGULAMENTO PARA A UTILIZAÇÃO DO LABORATÓRlO DO CURSO DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL CAPÍTULO I DA CONSTITUIÇÃO Art. 1º Constitui-se em Laboratório do Curso de Tecnologia em Estética e Imagem Pessoal: a) Sala com kit Laboratório de Práticas Didáticas Pedagógicas. CAPÍTULO II DOS OBJETIVOS Art. 2º - O Laboratório tem por objetivo proporcionar a realização de aulas práticas didáticas pedagógicas, prioritariamente, para o desenvolvimento das disciplinas específicas do Curso de Estética e Imagem Pessoal. CAPÍTULO III DOS PRINCÍPIOS Art. 3º - Constituem princípios do Laboratório: a) buscar a excelência em suas áreas de atuação; b) aperfeiçoar continuamente os acadêmicos; c) promover o ensino e a aprendizagem de forma prática e interdisciplinar; d) proporcionar os meios necessários para o desenvolvimento de conhecimentos científicos aos acadêmicos através do exercício de suas habilidades, tais como: a criatividade, a iniciativa, o raciocínio lógico, a síntese e os sensos de análise e crítica. CAPÍTULO IV DOS USUÁRIOS Art. 4º - São usuários do Laboratório: a) Acadêmicos do Curso de Estética e Imagem Pessoal; b) Professores-Tutores Externos; c) Comunidade Externa. CAPÍTULO V DA ORGANIZAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO Art. 5º - São atribuições do Coordenador de Curso: a) Coordenar a utilização dos laboratórios; b) Supervisionar o processo de produção do manual de práticas didáticas pedagógicas de laboratório; c) Incentivar atividades de ensino, pesquisa e extensão; d) Cumprir e zelar pelo implemento deste regulamento. 2 Art. 6º - São atribuições do Supervisor de disciplina: a) Elaborar e revisar os manuais de práticas de laboratórios; b) Colaborar com atividades de ensino, pesquisa e extensão; c) Elaborar propostas que envolvam alterações para melhoria do regulamento; d) Divulgar para Professores-Tutores, Articuladores e acadêmicos o regulamento de utilização dos laboratórios; e) Incentivar o desenvolvimento de projetos de pesquisa pertinentes ao uso do laboratório. Art. 7º - São atribuições dos Professores-Tutores Externos: a) Definir, encaminhar, orientar e acompanhar as atividades práticas; b) Utilizar o Laboratório mediante reserva antecipada através de formulário de reserva, com as seguintes providências: • reservar a aula prática com uma semana de antecedência; • informar, no formulário de reserva de aula, a necessidade de um operador para equipamentos específicos; • reservar com antecedência mínima de 48 horas materiais de uso comum existentes no estoque; • solicitar com uma semana de antecedência materiais que não fazem parte do acervo do Laboratório Didática Pedagógico; c) Comunicar e planejar experimentos não existentes na Manual de Práticas com antecedência tal que possibilite a efetivação dos mesmos; d) Orientar o destino final para os resíduos produzidos durante a realização da aula prática, não permitindo a liberação de substâncias agressivas ao meio ambiente para locais inadequados, devendo encaminhá-los para catalogação e acondicionamento, de acordo com normas técnicas; e) Utilizar e exigir dos usuários do Laboratório, sempre que necessário, o uso de equipamentos de segurança (conforme CAPÍTULO VII); f) Comunicar irregularidades ao Articulador do Polo; g) Restringir o acesso aos equipamentos e materiais não solicitados para a aula; h) Responsabilizar-se pelo zelo e integridade dos equipamentos durante a realização de experimentos didáticos ou de pesquisa; i) Gerenciar o cronograma de visita ou utilização do laboratório pela Comunidade externa e acompanhá-la. Art.8º - Cabe aos acadêmicos em atividades de ensino, pesquisa ou extensão: a) Zelar pelo patrimônio do Laboratório; b) Ater-se ao espaço designado à realização dos experimentos, não interferindo na integridade ou funcionamento de equipamentos ou instalações alheias aos interesses específicos; c) Utilizar, sempre que necessário, os equipamentos de proteção individual – EPIs; d) Comunicar irregularidades ao Professor-Tutor Externo; e) Não colocar substâncias agressivas ao meio ambiente, junto à rede de esgotos ou em locais inadequados; f) Apresentar a autorização do articulador e do Professor-Tutor para realizar atividades práticas fora dos horários preestabelecidos; g) Respeitar as normas de segurança; 3 h) Agendar de forma prévia a necessidade de utilização do laboratório para estudos; i) Responsabilizar-se pela limpeza e organização do material utilizado ao término na atividade prática. CAPÍTULO VI DO ACESSO ÀS DEPENDÊNCIAS Art. 9º - A utilização do Laboratório será realizada conforme a definição do Professor-Tutor-Externo. Art. 10º - Todos os funcionários, professores, acadêmicos e comunidade externa, devem seguir as normas de segurança vigentes, acatando as determinações do Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT, da Brigada de Incêndioe da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. CAPÍTULO VII DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Art. 11º - A NR nº 6 do Ministério do Trabalho define os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como sendo “todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador no local de trabalho”. a) Luvas descartáveis: Caracterizam-se por promover uma boa barreira mecânica para as mãos do profissional e para a pele do cliente. Devem ser usadas quando houver a possibilidade do profissional se contaminar ou entrar em contato com sangue, secreções, mucosas, tecidos e lesões sobre a pele. b) Máscara facial descartável: Usa-se quando houver risco de respingo em mucosa oral e nasal, protegendo as vias aéreas superiores de micro-organismos contidos nas partículas de aerossóis, quando há um acesso de tosse, espirro ou fala. c) Touca ou Gorro descartável: O uso da touca pelo profissional previne contaminação cruzada de paciente/ profissional (por micro-organismos ou até mesmo piolhos). A touca pode ser utilizada tanto por profissionais como clientes, devendo cobrir todo o cabelo. d) Jaleco: O uso do jaleco protege da exposição a sangue e fluídos corpóreos e de respingos de material infectado. e) Calçado fechado e calça comprida: O calçado fechado e a calça comprida são utensílios de segurança adotados com o intuito de evitar que secreções orgânicas ou materiais de trabalho sejam lançadas sobre os pés do profissional, evitando acidentes e a transmissão de doenças. f) Proteção ocular: É indicado o uso de óculos de proteção a fim de evitar que respingos de sangue ou secreções atinjam os olhos do profissional. CAPÍTULO VIII DA SEGURANÇA Art. 12º - Para evitar acidentes e a infecção de pessoas, as seguintes regras dever ser sempre observadas: I - Planejar sempre suas atividades antes de realizá-las - siga rigorosamente o procedimento experimental; 4 II – Nunca trabalhe sozinho no laboratório; III - Os instrumentos deverão ser higienizados, desinfetados ou esterilizados de acordo com as finalidades propostas e a legislação pertinente; IV - Não ingerir alimentos e bebidas no laboratório; V – É proibido fumar no laboratório; VI - Usar jaleco de manga comprida, calça comprida, sapato fechado e cabelos presos. Evitar jaleco de tecido sintético; VII - As cadeiras, armários, macas, colchões, travesseiros e almofadas deverão ser revestidos de material impermeável, resistente, de fácil limpeza e desinfecção, mantidos em bom estado de conservação e higiene; VIII – Após os processos de limpeza, desinfecção e esterilização os artigos deverão ser acondicionados em recipiente limpo e protegido; IX - Não colocar objetos na boca, ou qualquer material que tenha estado em contato com a bancada e/ou com agentes potencialmente perigosos (incluindo lápis e caneta); X - Não usar anéis, pulseiras, relógios e cordões longos durante as atividades laboratoriais; XI - Não tocar com as mãos os olhos, boca ou nariz; XII - Ser cuidadoso durante a manipulação de materiais que possam causar ferimentos na pele; XIII -Todos os produtos de interesse à saúde em uso ou armazenados no estabelecimento deverão obrigatoriamente estar dentro do prazo de validade e obedecer a legislação específica quanto ao registro no órgão competente; XIV - Os estabelecimentos de que trata este Regulamento deverão dispor de todos os equipamentos necessários à realização das atividades propostas, mantendo-os higienizados e em condições de funcionamento e ergonomia adequados; XV - Os equipamentos e instrumentais deverão ser disponibilizados em quantidade suficiente para atender a demanda do estabelecimento respeitando os prazos para limpeza, desinfecção ou esterilização dos mesmos; XVI - Relatar imediatamente ao professor qualquer acidente e/ou ferimento ocorrido durante a aula; XVII – Após a prática lavar as mãos com detergente neutro; XVIII – Descartar lixo e rejeitos em recipientes apropriados; XIX - Identificar o local do extintor de incêndios e o acesso ao kit de primeiros socorros; Obs. O laboratório deve ser um local arejado com indicação luminosa da saída de emergência em caso de falta de luz. DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 12º É vetada que realizam os procedimentos de estética e embelezamento a prescrição e administração de quaisquer medicamentos por qualquer via de administração (oral, injetável e outras). Art. 13º O responsável legal responderá administrativamente por todos os atos praticados, por ele ou por seus alunos, no interior do estabelecimento. Art. 14. Os casos omissos serão resolvidos pelo responsável do Polo de Apoio Presencial, com anuência do Coordenador de Curso. 5 Ofurô ou bacia para pés – recipiente utilizado para realizar escalda pés. Kit de pedras – kit composto de pedras vulvanicas e cristais para realizar a terapia de pedras quentes. FONTE: < http://bit.ly/2UbpZVd> <http://bit.ly/2V- DWD3i >. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE:<http://bit.ly/2uZurMT>. Acesso em: 9 abr. 2019. Kit de bambus – kit utilizado para realizar a terapia com bambus. Os bambus são geralmente de 3 tamanhos diferentes, adaptados dependendo da região do corpo. Cubetas de porcelana/louça - utilizadas para mistura/depositar de cosméticos FONTE: < http://bit.ly/2UbpZVd> <http://bit.ly/2V- DWD3i >. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE:<http://bit.ly/2uZurMT>. Acesso em: 9 abr. 2019. Cubetas de silicone (médias e pequenas) – para misturar/depositar cosméticos. Espátulas - utilizadas para aplicação de cremes e ceras pelo profissional de estética. FONTE: <http://bit.ly/2WWLbA6r>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2Z22YaV>. Acesso em: 9 abr. 2019. Ebulidor – aparelho composto por um resistor elétrico, é usado para ferver pequenas quantidades de água. Aquecedor elétrico com termostato para as pedras quentes – bolsa térmica para aquecer as pedras para a terapia de pedras quentes. FONTE: <http://bit.ly/2Z4XQmE>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2UQflrm>. Acesso em: 9 abr. 2019. GLOSSÁRIO 6 Cadeira de Quickmassagem – cadeira regulável específica para realizar a técnica de quickmassage. Maca – utilizada para realizar procedimentos corporais ou faciais. FONTE: <http://bit.ly/2GkupWp>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2Dc4b6q>. Acesso em: 9 abr. 2019. Manta térmica - equipamento que emite o calor, sendo bastante utilizado para procedimentos estéticos termoterápicos. Capa para tintura de cabelo - desenvolvidas para proteger o cliente. São indicadas para química dos cabelos, corte ou qualquer outra ocasião com o intuito de proteger os clientes do contato com produtos químicos. FONTE: <http://bit.ly/2U8Khi5>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2UOHFdE>. Acesso em: 9 abr. 2019. Pincel procedimento capilar – indicado para aplicação de coloração, relaxamento e descoloração dos cabelos. Presilhas - utilizados para prender os cabelos durante a realização de penteados, corte de cabelo, relaxamento, coloração, descoloração. FONTE: <http://bit.ly/2Ie7ePD>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2Ie7eSaE>. Acesso em: 9 abr. 2019. Secador – utilizado para secar os cabelos, auxiliar em penteados. Prancha - ferramenta utilizada para alterar a estrutura do cabelo com a apoio do calor extremo. Promove alisamentos dos fios. FONTE: <http://bit.ly/2IrGWsd>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2v0E5i0>. Acesso em: 9 abr. 2019. 7 Babyliss - é uma ferramenta utilizada para alterar a estrutura do cabelo com a apoio do calor extremo. Promove cachos nos fios. Escova – pequena, média, grande – utilizadas para escovar e modelar os fios. FONTE: <http://bit.ly/2Z3JIKi>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2Irob8q>. Acesso em: 9 abr.2019. Pinça para sobrancelha – utilizadas para retirada de pelos, como delinear sobrancelhas. Os tipos são escolhidos de acordo com o procedimento. Equipamento Radiofrequência – gera incremento da temperatura do tecido alvo, e por esse motivo, convencionalmente, é utilizado na área da estética para o tratamento de gordura localizada, flacidez de pele, estrias cutâneas, rugas, entre outras. FONTE: <http://bit.ly/2VCtRAj>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2VBGxqZ>. Acesso em: 9 abr. 2019. Aparelho de Eletrolifting/ Equipamento de Gal- vanopuntura – utiliza-se da corrente contínua que é a corrente galvânica, porém sua intensidade é reduzida para microampères (µA), seu eletrodo com ou sem a agulha (eletrodo ativo) sempre será conectado ao polo negativo. Utilizado para me- lhorar/atenuar, linhas de expressão, cicatrizes de acne (não inflamatória) e estrias. Aparelho de corrente Russa – utiliza uma corrente alternada com frequência médis de 2500Hz. Equipamento que realiza estimulação muscular, indicado para incremento da força muscular, modificação do tecido muscular, me- lhoria da estabilidade articular, manutenção da qualidade e quantidade do tecido muscular. FONTE: <http://bit.ly/2IefcrY>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2Z4tccZ>. Acesso em: 9 abr. 2019. 8 Eletrodos – placas utilizadas nos tratamentos com eletroestimuladores como corrente russa, TENS, FES e microcorrente na área da estética. Equipamento de pressoterapia - pressoterapia é uma terapia que se baseia num sistema de compressão mecânica, controlada através de um computador (ou equipamento elétrico/ eletrónico), o qual é operado com a utilização de bombas de insuflar. Como é projetada para aumentar a circulação do sangue e fluxo linfático, a pressoterapia consegue um aumento no apuramento do líquido celular. FONTE: <http://bit.ly/2G570GZ>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2FZtpFq>. Acesso em: 9 abr. 2019. Equipamento de luz pulsada - aparelho que possui uma lâmpada flash de alta energia, pro- duzindo calor na pele. Indicado para tratar vá- rias lesões causadas pelo fotoenvelhecimento, rugas finas, vasos faciais, rosácea, manchas so- lares, olheiras, depilação, entre outros. Aparelho de ultrassom 3MHz – recurso terapêutico que utiliza ondas ultrassônicas que em contato com o tecido promove efeitos biofísicos. O ultrassom estético é uma das modalidades terapêuticas para tratamentos de algumas condições inestéticas como FEG, adiposidade localizada, pós operatório. FONTE: <http://bit.ly/2Z7phMG>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2D9e2Kh>. Acesso em: 9 abr. 2019. Aparelho de endermoterapia/ Aparelho de vácuo - utilizado em tratamentos faciais e corporais, possui manoplas de diferentes tamanhos e funções que realizam sucção negativa, promovendo uma massagem profunda na pele. Aparelho de microcorrente - terapia que utiliza corrente polarizada, galvânica, pulsátil e níveis baixos de intensidade de corrente que é determinado como microampère (µA). A microcorrentes se comunica diretamente com as células do nosso organismo, aumentando seu ATP local em até 500% de sua produção natural, trabalhando também na síntese de proteínas como o colágeno e a elastina. FONTE: <http://bit.ly/2X2fOnK>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2UPX5OS>. Acesso em: 9 abr. 2019. 9 Atadura/bandagem – utilizadas em tratamentos corporais. Bandagem gessada – utilizada em tratamento cor- poral para esculpir o corpo, aplicando a faixa na região do corpo desejada. Tem função de oclusão. FONTE: <http://bit.ly/2IeDIcg>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2P3koPN>. Acesso em: 9 abr. 2019. Rolo de massagem – utilizados em tratamentos corporais para realizar massagem turbinada. Lavatório capilare - móveis onde é realizada a higienização/lavagem dos cabelos. FONTE: <http://bit.ly/2IeDRfO>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2Z3Kvee>. Acesso em: 9 abr. 2019. Lençol de alumínio térmico – utilizado em tratamentos corporais, fornece aquecimento por isolamento, permitindo uma maior sudorese e abertura dos poros além de estimular a absorção dos produtos aplicados na pele, de forma a garantir uma maior eficácia nos tratamentos. Chaleira elétrica – para aquecimento de água. FONTE: <http://bit.ly/2D9P4Kq>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2UuVdvB>. Acesso em: 9 abr. 2019. Escovinha para sobrancelhas - lado do pente pode ser utilizado para pentear e alinhar os fios, enquanto o lado da escova pode ser utilizado para esfumar produtos aplicados nas sobrancelhas. Fitas medidoras de pH - utilizado para medir a acidez ou a alcalinidade de uma solução, tam- bém chamada de pH. O pH é a unidade de medi- da que descreve o grau de acidez ou alcalinidade e é medido em uma escala que vai de 0 a 14. FONTE: <http://bit.ly/2Z4tRLv>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2If2x8i>. Acesso em: 9 abr. 2019. 10 Tubos de ensaio - recipiente usado para efetuar reações químicas de pequena escala com poucos reagentes de cada vez. Béquer - Serve para fazer reações entre soluções, dissolver substâncias sólidas, efetuar reações de precipitação e aquecer líquidos. FONTE: <http://bit.ly/2FZuiOg>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2UMqLwp>. Acesso em: 9 abr. 2019. Suporte para tubos de ensaio Gral e pistilo - Aplicado na moagem e trituração de produtos químicos, entre outros. FONTE: <http://bit.ly/2Vz42B0>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2GiIsun>. Acesso em: 9 abr. 2019. Provetas - destinado a medir volumes de líqui- dos. Possui uma escala de volumes razoavel- mente rigorosa. Óculos de proteção – proteção contra respingos, sujidades, impactos. FONTE: <http://bit.ly/2G98gJ2>. Acesso em: 9 abr. 2019. FONTE: <http://bit.ly/2D9q3PM>. Acesso em: 9 abr. 2019. Funil - utensílio cônico destinado a transferên- cias de líquido ou substâncias em pó de um re- cipiente para outro. FONTE: <http://bit.ly/2VDHJdw>. Acesso em: 9 abr. 2019. 11 PRÁTICA 1 – OBSERVAÇÃO DO SISTEMA ESQUELÉTICO HUMANO 1 INTRODUÇÃO ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA Nesta prática, o modelo de esqueleto humano em material polissintético deve ser utilizado antes da realização da pintura e montagem do esqueleto. Boa prática! ATENCAO Os ossos do corpo humano apresentam funções importantes, como sustentar e proteger nossos órgãos vitais e produzir células sanguíneas. Além disso, trabalham com os músculos nos movimentos que realizamos. O crânio protege nossa massa encefálica, o tórax protege nosso coração e pulmões. Sem esta proteção, qualquer choque ou pancada poderia ser fatal. Há pouca diferença entre o esqueleto masculino e o feminino, sendo este último adaptado à gestação e parto de um bebê. As células sanguíneas são produzidas na medula óssea, encontrada na coluna vertebral, esterno, costelas e ílio. Também são produzidas no fêmur e úmero. Nos primeiros anos de vida, todos os ossos são capazes de produzir células sanguíneas. Esse processo de produção é chamado de hematopoiese. O cálcio é o mineral mais comum e abundante no corpo, sendo encontrado principalmente nos ossos e dentes, e em quantidades bem menores também no sangue e tecidos moles. Nos primeiros meses de vida, o corpo possui 270 ossos. Com o crescimento, eles vão se fundindo e, na fase adulta, ficamos com 206 ossos. Estes ossos são classificados de acordo com sua localização e formato. Desejamos bom estudo ao longo desta disciplina. Que você perceba, a cada leitura e/ou atividade realizada, a satisfação de consolidar a formação do seu conhecimento, tanto profissional como pessoal. Lembre-se de que, além do seu professor-tutor externo, coordenador,articulador do Polo de Apoio Presencial, você também pode contar com o apoio dos supervisores de disciplina e dos professores-tutores internos. Boa prática! MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 12 Esta prática deve ser realizada individualmente, para que cada acadêmico construa seu esqueleto, portanto gerencie seu tempo para as práticas que ocupam mais que um encontro presencial! Para esta prática, o professor-tutor externo precisa providenciar as duas folhas que estão nos anexos A e B com a figura do esqueleto humano. IMPORTANT E IMPORTANT E Os objetivos desta prática são: • Apresentar a estrutura geral do esqueleto humano; • Identificar os diferentes tipos de ossos que compõem o sistema esquelético humano; • Apresentar as funções do esqueleto; • Observar a classificação quanto à forma dos ossos; • Conhecer as regiões da coluna vertebral. 2 MATERIAIS • Cola ou linha de costura; • Folhas com a figura do esqueleto humano (conforme anexos G e H); • Lápis de cor; • Modelo de esqueleto humano em material polissintético; • Tesoura. 3 PROCEDIMENTO INCLUSÃO: Para acadêmicos com deficiência visual, sugere-se a manipulação do modelo de esqueleto humano em material polissintético através do tato, para perceber a largura, comprimento, curvatura, assim como os movimentos dos membros do esqueleto nas articulações. Com as folhas anexas da figura do esqueleto, peça para o acadêmico colorir a parte do esqueleto axial de uma cor e o esqueleto apendicular de outra cor. Através do modelo de esqueleto humano, identifique: a) Esqueleto axial e esqueleto apendicular; ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 13 b) Cabeça, tórax, coluna, membros superiores, membros inferiores; c) Os tipos de ossos com seus respectivos nomes; d) Os ossos quanto à forma; e) Tipos de articulações. FIGURA 1 – ESQUELETO AXIAL E APENDICULAR FONTE: Os autores – Recorte os ossos do esqueleto e monte. Pode-se montá-lo colando suas partes em uma folha ou unindo-as por uma linha nos pontos indicados na figura. 4 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADO Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: a) Qual é a importância de ingerirmos alimentos com cálcio? b) É possível compararmos o esqueleto humano com o de outros mamíferos? c) Quais são as principais funções do esqueleto? MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 14 REFERÊNCIAS MORA, T. C. Anatomia e fisiologia humana. Associação Educacional Leonardo da Vinci. Asselvi: Indaial, 2007. MUNHOZ, M. Onde é fabricado o sangue? Diário do Grande ABC. Disponível em: http://www.dgabc.com.br/News/5730652/onde-e-fabricado-o-sangue.aspx. Acesso em: 3 mar. 2012. HUGEDOMAIS.COM. Quantos ossos tem o corpo humano? Disponível em: http://www.acessonews.com/blog/3516/quantos-ossos-tem-o-corpo-humano. Acesso em: 3 mar. 2012. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 15 PRÁTICA 2 – SISTEMA TEGUMENTAR 1 INTRODUÇÃO O sistema tegumentar é composto pela pele e anexos (glândulas, unhas, cabelos, pelos e receptores sensoriais) e tem importantes funções, sendo a principal agir como barreira, protegendo o corpo da invasão de microrganismos e evitando o ressecamento e perda de água para o meio externo. Realiza a regulação do calor através das glândulas sudoríparas e vasos sanguíneos. Sensibilidade por meio dos nervos superficiais e suas terminações sensitivas. A pele forma um envoltório para as estruturas do corpo e substâncias vitais (líquidos), formando assim o maior órgão do corpo. A pele é composta de epiderme e derme. Epiderme: camada celular superficial. Derme: camada de tecido conectivo profunda, que está situada sobre um tecido subcutâneo. O tecido subcutâneo não é considerado como pertencente à pele e por isso é chamado de tecido subcutâneo, hipoderme ou tela subcutânea. 2 OBJETIVOS • Identificar e conhecer as estruturas do tecido tegumentar. • Conhecer a importância e função das três camadas: epiderme, derme e hipoderme. 3 MATERIAIS • Cartolina ou papel pardo. • Canetinhas coloridas. • Lápis de cor. 4 PROCEDIMENTO Os acadêmicos irão desenhar as estruturas do tecido tegumentar em uma cartolina ou papel pardo. Deverão descrever cada camada (epiderme, derme e hipoderme), nomeando cada um dos componentes e estruturas dessas camadas. Seguem os exemplos abaixo: MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 16 FONTE: <https://www.auladeanatomia.com/tegumentar/pele6.jpg>. Acesso em: 29 nov. 2018. FONTE: <https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-tegumentar/>. Acesso em: 29 nov. 2018. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 17 FONTE: <https://www.todamateria.com.br/sistema-tegumentar/>. Acesso em: 3 dez. 2018. FONTE: <https://www.todamateria.com.br/sistema-tegumentar/>. Acesso em: 3 dez. 2018. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 18 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Quais são as camadas do sistema tegumentar? Qual a função de cada camada desse sistema? Quais as camadas da epiderme? b) Quais são os componentes da derme? c) Quais os receptores de sensibilidade a pressão, tato, temperatura e dor? 6 REFERÊNCIAS AULA DE ANATOMIA. O site de anatomia. Sistema tegumentar. 2001. Disponível em: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema- tegumentar/. Acesso em: 9 abr. 2019. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 19 PRÁTICA 3 – SISTEMA MUSCULAR 1 INTRODUÇÃO O sistema muscular é formado pelo conjunto de músculos do nosso corpo. Existem cerca de 600 músculos no corpo humano; juntos eles representam de 40 a 50% do peso total de uma pessoa. Os músculos são capazes de se contrair e de relaxar, gerando movimentos que nos permitem andar, correr, saltar, nadar, escrever, impulsionar o alimento ao longo do tubo digestório, promover a circulação do sangue no organismo, urinar, defecar, piscar os olhos, rir, respirar... A nossa capacidade de locomoção depende da ação conjunta de ossos, articulações e músculos, sob a regulação do sistema nervoso. 2 OBJETIVOS • Conhecer os músculos do corpo e da face – anterior e posterior. • Identificar a localização dos músculos. 3 MATERIAIS • Materiais para impressão no Anexo C. 4 PROCEDIMENTO O tutor deverá imprimir os materiais – Anexo C. Os acadêmicos deverão preencher os nomes de cada um dos músculos: face, região anterior e posterior. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Qual a função do sistema muscular? b) Quais são os principais músculos dos membros superiores? Qual o músculo mais forte do corpo humano? c) Qual o maior músculo do corpo humano? MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 20 6 REFERÊNCIAS QUEIROZ, Eduardo. Slideshare. Anatomia Humana: músculos da face. Qui- xadá-CE, 2017. Disponível em: https://www.slideshare.net/EduardoQueiroz44/ anatomia-humana-msculos-da-face. Acesso em: 9 abr. 2019. SÓ BIOLOGIA. O sistema muscular. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008- 2019. Disponível em: https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/sistema- muscular.php. Acesso em: 9 abr. 2019. TODA MATÉRIA. Biologia. O sistema muscular. 2011-2019. Dis- ponível em: https://www.todamateria.com.br/sistema- muscuk lar/&h=800&w=565&tbnid=kaYCoEbhLdj5PM:&q=sistema+muscular&tbnh=160&t bnw=113&usg=AI4_=kkReebbRI2muuebb1wSRB7gghGSYug&eetk 12ahUKEwil6PSe24PGAhbEEbAKHdGRAI UQ9QEwAHoECAk cQgg..i&docid=iBHASQuq1hk UGM&sa=X&eed=2ahUKEwilk 6PSe24PGAhbEEbAKHdGRAIUQ9QEwAHoECAcQgg#h=80 0&imgdii=kaYCoEbhLdj5PM:&tbnh=160&tbnw=113&eet=12ahUKEwil6PSe24Pk GAhbEE bAKHdGRAIUQ9QEwAHoECAcQgg..i&w=565. Acesso em: 9 abr. 2019. ANATOMIAE FISIOLOGIA HUMANA 21 PRÁTICA 4 – SISTEMA CARDIOVASCULAR – COMPLETE O DESENHO 1 INTRODUÇÃO O sistema cardiovascular é formado pelo coração e pelos vasos sanguíneos. O coração é a bomba propulsora do sangue e os vasos sanguíneos são as vias de transporte. O sistema cardiovascular transporta elementos essenciais para o funcionamento dos tecidos, como gás oxigênio e gás carbônico, hormônios, excretas metabólicas, células de defesa etc. 2 OBJETIVOS • Identificar a localização das artérias e veias. • Entender a diferença entre artérias e veias. 3 MATERIAIS • Material para impressão no Anexo D. • Lápis de cor ou canetinhas. 4 PROCEDIMENTO O tutor deverá imprimir o material – Anexo D. Os acadêmicos deverão completar cada estrutura com cor diferente, sendo assim, artérias de cor vermelha e veias de cor azul. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Qual a função das artérias e das veias dentro do sistema circulatório? Diferencie o que são capilares, artérias e veias. 6 REFERÊNCIAS DEPOSITPHOTOS. Sistema circulatório. 2009-2019. Disponível em: https:// pt.depositphotos.com/42501039/stock-illustration-circulatory-system.html. Acesso em: 9 abr. 2019. GONÇALVES, Fabiana Santos. Sistema Circulatório. 2006. Disponível em: https:// www.infoescola.com/biologia/sistema-circulatorio/. Acesso em: 9 abr. 2019. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 22 ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 23 PRÁTICA 5 – CONSTRUÇÃO DO TORSO HUMANO – SISTEMA DIGESTÓRIO 1 INTRODUÇÃO Os seres vivos necessitam extrair energia dos alimentos através da digestão. A digestão transforma o alimento ingerido em moléculas menores que servem para a nutrição das células. Os órgãos que compõem este sistema são: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus. A digestão dos alimentos inicia na boca, onde, primeiramente, são triturados pelos dentes e umedecidos pela saliva produzida pelas glândulas salivares. Continua no estômago com o suco gástrico, que é constituído essencialmente por ácido clorídrico, formando o quimo. No intestino delgado, o quimo é digerido pelo suco pancreático, a bile e o suco entérico. Cada órgão tem suas características e funções particulares. Além destes órgãos, temos os órgãos anexos, que são aqueles que participam de forma indireta da digestão, com papéis importantíssimos para a síntese e absorção dos nutrientes. São o fígado, o pâncreas e as glândulas salivares. Com esta atividade, o acadêmico poderá observar a localização de cada órgão, proporção e identificar suas funções. 2 OBJETIVOS Os objetivos desta prática são: • construir um torso humano com os órgãos do sistema digestório; • identificar os órgãos que o compõem; • conhecer o caminho que o alimento percorre no corpo humano. 3 MATERIAL • caderno de Anatomia ou atlas anatômico; • caixa de camisa ou tábua de madeira ou prancha de isopor ou papelão (20 cm x 40 cm); • caneta, canetinha ou etiquetas; • massinha de modelar; • torso humano; • folha com a figura do contorno do corpo humano (conforme anexo A). MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 24 4 PROCEDIMENTO – Monte grupos de três ou quatro acadêmicos. – Visualize o torso humano e, com o auxílio do Livro de Estudos de Anatomia ou atlas do corpo humano, reproduza os órgãos do sistema digestório com a massinha de modelar, utilizando uma cor para cada órgão. – Monte o sistema sobre a folha com a figura do contorno do corpo humano na caixa de camisa ou tábua de madeira ou prancha de isopor ou papelão. – Puxe setas e escreva ou cole as etiquetas com o nome de cada órgão, relacionando suas funções. Receita para fazer massinha de modelar caseira Ingredientes: - Anilina ou guache suficiente para colorir. - 1 colher de sopa de óleo de cozinha; - 1½ xícara de água; 206 - 4 xícaras de farinha de trigo; - 1 xícara de sal; Modo de preparo: Misture a farinha, o sal e a colher de óleo. Acrescente anilina ou guache na água e vá acrescentando aos poucos até chegar ao ponto de uma massa de modelar. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: a) Qual a importância da mastigação? b) Escreva o caminho pelo qual o alimento irá passar durante o processo de digestão. Ou seja, os órgãos que compõem o tubo digestório. c) Quais os órgãos anexos? E suas funções? REFERÊNCIAS CANTINHO DA EDUCAÇÃO INFANTIL. Massinha de modelar caseira. Disponível em: http://www.cantinhodaeducacaoinfantil.com.br/2008/02/berrio- massinha-de-modelar-caseira.htmL. Acesso em: 8 mar. 2012. TORSO HUMANO PRÁTICA DE CIÊNCIAS – 7ª série. Disponível em: http:// alfaumuarama.com.br/fundamental-II/galeria/33/aula-pratica-de-ciencias-torso- humano-7-serie-2011/#892. Acesso em: 8 mar. 2012. VILELA, Ana Luisa Miranda. Sistema digestório. Disponível em: http://www. algosobre.com. br/biologia/sistema-digestorio.htmL. Acesso em: 8 mar. 2012. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 25 ANEXO 1 – TORSO DO CORPO HUMANO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 26 27 PRÁTICA 1 – DNA EM ORIGAMI 1 INTRODUÇÃO Sabemos que existem algumas teorias sobre o envelhecimento. A teoria sobre os fatores intrínsecos e extrínsecos aborda todos os processos que envolvem o envelhecimento. Vamos lembrar que um fator muito importante no processo do envelhecimento é o fator genético, nossa herança. O DNA controla toda a atividade celular. Ele possui a “receita” para o funcionamento de uma célula. Toda vez que uma célula se divide, a “receita” deve ser passada para as células-filhas. Todo o “arquivo” contendo as informações sobre o funcionamento celular precisa ser duplicado para que cada célula-filha receba o mesmo tipo de informação que existe na célula-mãe. Para que isso ocorra, é fundamental que o DNA sofra “autoduplicação”. E o DNA é o local onde estão as informações gênicas, responsáveis pela transmissão das características a outras gerações. Ele também é responsável pela manifestação fenotípica dos indivíduos. GERONTOLOGIA EM ESTÉTICA 2 OBJETIVOS • Identificar e (re)conhecer as características da molécula de DNA. • Construir um modelo da molécula de DNA. 3 MATERIAIS • Cola; • Lápis de cor; • Modelo para impressão (origami DNA); • Papel dobradura ou A4; • Tesoura. Todas as práticas são realizadas em grupos, portanto, gerencie seu tempo para as práticas que ocupam mais que um encontro presencial. Procure realizar a atividade em casa. ATENCAO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 28 4 PROCEDIMENTO 1. Utilize uma folha de papel com o origami impresso e identifique como a dupla fita está representada. 2. Para identificar os componentes da molécula de DNA, escolha uma cor para cada base nitrogenada, e pinte-as (Exemplo: todas as citosinas de amarelo e todas as guaninas de azul; todas as adeninas de verde e as timinas de vermelho). 3. Em seguida, pinte os açúcares (desoxirriboses) de uma cor e os fosfatos de outra. 4. Observe as pontes de hidrogênio estabelecidas entre as moléculas: três entre Guanina (G) e Citosina (C) e duas entre Adenina (A) e Timina (T). 5. Nesse momento, é importante relembrar os conceitos sobre o emparelhamento das bases nitrogenadas (A-T/C-G), a complementaridade das fitas e destacar a importância dessa característica para o processo de transcrição e tradução. Para a montagem do origami, acompanhe o passo a passo: 1. Recorte as sobras de papel, para ficar apenas com o desenho. 2. Dobre a lateral esquerda do origami para cima. 3. Dobre as margens da figura central para trás,e posteriormente sobre as li- nhas contínuas próximas às letras. 4. Repita o procedimento para a mar- gem direita do origami. GERONTOLOGIA EM ESTÉTICA 29 5. Dobre as fitas de forma que uma fique sobre a outra. 6. Dobre as linhas horizontais para frente. 7. Dobre as linhas perpendiculares para trás. Depois, as apoie sobre as linhas horizontais já dobradas. 8. A dobradura formará um desenho semelhante a um caracol. 9. Desenrole a fita com cuidado, arru- mando as suas bordas. 10. Molécula de DNA pronta. 5 REFERÊNCIAS ARIAS, G. Descoberta a estrutura do DNA. Atividades de Apoio em Biologia Celular e Molecular. Passo Fundo-RS: Embrapa, 2004. GIRARDI, C. G. et al. Manual de atividades laboratoriais e didático-pedagógicas de ciências Biológicas. Indaial: Uniasselvi, 2012. SEPEL, L. M. N.; LORETO, E. L. S. Estrutura do DNA em Origami: Possibilidades didáticas. Genética na Escola, p. 3-5, 2007. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 30 MODELO DE MOLÉCULA GERONTOLOGIA EM ESTÉTICA 31 PRÁTICA 2 – EXTRAÇÃO DO DNA VEGETAL 1 INTRODUÇÃO Sabemos que no DNA estão as informações gênicas e que esta molécula é responsável pela transmissão das características em cada espécie. A molécula de DNA é formada por quatro bases nitrogenadas: adenina (A), timina (T), guanina (G) e citosina (C), que são unidas por pontes de hidrogênio e formam a dupla hélice, além do fosfato e açúcar (desoxirribose) (BALIONI, S/A). Para a realização dessa prática é importante saber a localização do DNA, e a constituição da membrana celular. Vale a pena relembrar esses conteúdos. Com esse experimento é possível a visualização do DNA, tornando-o mais real. Lembre-se de que na mistura observada estarão as organelas e proteínas, uma vez que a membrana celular será rompida liberando o conteúdo citoplasmático. Caso não seja possível utilizar o morango, você pode utilizar tomate ou banana. Todas as práticas são realizadas em grupos, portanto, gerencie seu tempo para as práticas que ocupam mais que um encontro presencial. Procure realizar esta prática anteriormente à aula. IMPORTANT E 2 OBJETIVO • Visualizar o DNA do morango sem auxílio do microscópio. 3 MATERIAIS • água morna; • álcool etílico gelado (pode ser álcool 70ºg.l. ou 96ºg.l.); • bastão de vidro; • béquer. • colher de sopa; • detergente; • filtro de papel com funil; • 3 a 4 morangos (frescos ou congelados – nesse caso, descongele-os antes de usar); • 1 saco plástico; • sal; • tubo de ensaio. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 32 4 PROCEDIMENTOS 1. Coloque os morangos lavados e sem sépalas dentro do saco plástico. 2. Em seguida, amasse-os por no mínimo três minutos. Isso vai provocar a quebra física das células. 3. Acrescente os morangos amassados, meia colher de sopa de sal de cozinha e uma colher (sopa) de detergente líquido. Misture tudo, apertando com as mãos por um minuto. Filtre a solução e coloque-a em um tubo de ensaio. 4. Coloque o álcool gelado na medida do dobro do volume final de sua solução. 5. Mexa a solução em movimentos circulares por um minuto. 6. O DNA vai formar uma nuvem esbranquiçada na solução. Utilize o bastão de vidro para visualizá-lo melhor. 5 REFERÊNCIAS BALIONI, Laiz Furlan. Práticas para extração do DNA das células. In: 35ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química. 2006. DESSEN, E. M. B.; OYAKAWA, J. Extração caseira de DNA Morango. In: 35ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química. 2007. GIRARDI, Carla Giovana et al. Manual de atividades laboratoriais e didático- pedagógicas de ciências Biológicas. Indaial: Uniasselvi, 2012. GERONTOLOGIA EM ESTÉTICA 33 PRÁTICA 3 – COLCHA DE RETALHOS 1 INTRODUÇÃO Com o envelhecimento, mudanças fisiológicas ocorrem no nosso corpo. O apetite e a absorção de nutrientes, por exemplo, passam por mudanças, o que faz com que alguns cuidados sejam necessários com a alimentação. 2 OBJETIVOS • Promover o resgate e valorização da cultura e hábitos alimentares regionais. • Promover o resgate e valorização das memórias dos participantes. • Proporcionar um momento de socialização entre os participantes. 3 MATERIAIS • folhas de papel colorido; • revistas e/ou jornais para recortar; • canetas coloridas; • tesoura; cola. 4 PROCEDIMENTO Duração estimada: 1 hora e 20 minutos. Nesta atividade, o foco é resgatar a sabedoria popular em torno da alimentação e valorizar o conhecimento das pessoas mais velhas. O condutor deve pedir aos participantes que apresentem histórias, poemas, músicas, provérbios populares, receitas, e até alguns mitos que fazem parte do imaginário popular, e outras manifestações culturais que tenham relação com a alimentação. Então, o que for contado pelos participantes deve ser colocado nas folhas de papel, por meio de desenhos e textos. Posteriormente, as folhas de papel devem ser coladas umas nas outras até formar uma “colcha de retalhos“, que deve ser enfeitada depois. Deve ser dada preferência a textos pequenos, para facilitar a construção e visualização posterior. A atividade pode ter a participação de crianças para auxiliar na construção da “colcha de retalhos“, que, depois de pronta, deve ser exposta na unidade. ATENCAO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 34 GERONTOLOGIA EM ESTÉTICA 35 PRÁTICA 4 – O DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 1 INTRODUÇÃO O direito à alimentação deriva do direito à sadia qualidade de vida, disposto no artigo 225 da CF, que diz: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações”. Ou seja, a sadia qualidade de vida deve permitir que o titular usufrua de condições que possibilitem a ele ter bem-estar físico, psíquico e social. Para isso, padrões adequados de alimentação devem ser proporcionados, além de condições básicas de habitação, saneamento, ambiente físico equilibrado, entre outros. A qualidade de vida é um conjunto de condições exteriores ao indivíduo que permite que ele se desenvolva. É, portanto, uma extensão do direito à vida expresso no art. 5°, da Constituição Federal, e ambos têm como pressuposto necessário uma alimentação saudável, uma vez que sem ela, eles serão interrompidos e prejudicados. Dessa forma, conclui-se que o direito fundamental à alimentação é baseado no direito à vida e mantém relações com o direito à saúde e o direito à sadia qualidade de vida. 2 OBJETIVOS • Promover reflexão sobre os direitos sociais básicos, em especial o Direito Humano à Alimentação Adequada. • Promover interação entre os participantes. 3 MATERIAIS • Cadeiras suficientes para os participantes. • Folhas de cartolina. • Fita adesiva ou outra para colar as cartolinas na parede. • Pincéis atômicos ou canetas hidrográficas. Duração estimada: 1 hora e 15 minutos. 4 PROCEDIMENTO Primeiramente, o grupo irá eleger duas pessoas para escrever nas cartolinas. No primeiro momento, o condutor da atividade deve pedir que os participantes citem quais são os direitos sociais básicos que eles conhecem, enquanto um dos participantes escolhidos escreve na cartolina o que for dito. Quando os participantes terminarem de falar, o condutor fará a leitura dos MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 36 direitos listados, promovendo a reflexão sobre direitos e complementando algum direito que não tenha sido citado pelo grupo. Após a reflexão de todos os direitos,o condutor irá propor a reflexão sobre o Direito Humano à Alimentação Adequada, sugerindo que os participantes construam um conceito de direito humano à alimentação adequada e definam quais aspectos devem estar presentes neste conceito. O condutor deve auxiliar os participantes na elaboração do conceito, sugerindo elementos que podem fazer parte deste, baseando-se no conceito adotado pelo Brasil, e sempre questionando se eles acham importante que determinado elemento proposto seja considerado. Quando os participantes finalizarem a elaboração, o segundo participante escolhido escreverá o conceito em outra cartolina. O condutor apresentará aos participantes o conceito de DHAA adotado pelo Brasil para que eles comparem os dois e comentará possíveis diferenças entre os dois. Discutir com os participantes as situações de violação do DHAA. Promover a reflexão sobre situações que estejam relacionadas ao cotidiano da comunidade. Prosseguir a atividade apresentando o conceito de Segurança Alimentar e Nutricional. Pedir que os participantes elejam duas das situações de violação do DHAA citadas anteriormente e que eles discutam possíveis formas de evitar essas violações e garantir o DHAA das famílias do território. Para finalizar a atividade, pedir que os participantes pensem em frases, versos ou palavras que representem o que refletiram na atividade. Posteriormente, pedir que escrevam estas frases, versos ou palavras nas cartolinas, que podem ser expostas em local de boa visualização pelas pessoas. 6 REFERÊNCIAS Caderno de Atividades Educação Alimentar e Nutricional: o direito humano à alimentação adequada e o fortalecimento de vínculos familiares nos serviços socioassistenciais. Disponível em: http://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/ seguranca_alimentar/cadenodeatividade s_ean.pdf Acesso em: 22 ago. 2018. GERONTOLOGIA EM ESTÉTICA 37 PRÁTICA 5 – CONHECENDO E APRENDENDO 1 INTRODUÇÃO Junto com a terceira idade, na maioria das vezes, vem a aposentadoria. Porém, isso não significa, necessariamente, ficar em casa vendo a vida passar. Existem muitos grupos onde idosos se reúnem semanalmente para realizar atividades como a dança, pintura, artesanato, leitura e muitos outros. Essa dinâmica atua como auxiliar para que eles se conheçam melhor, além de proporcionar estímulo da memória e concentração. 2 OBJETIVO Esta prática pode ser realizada com acadêmicos, para se colocarem no lugar do idoso, trabalhando e buscando desenvolver o conceito de EMPATIA. Ou, quando possível, pode-se convidar um grupo de idosos da comunidade para que participem das dinâmicas. 3 MATERIAL • Uma bola de tamanho médio ou outro objeto que possa ser jogado. 4 PROCEDIMENTO 1. Para iniciar a dinâmica, os participantes do grupo devem estar sentados em um círculo; 2. Um deles irá iniciar com a bola. Ele irá dizer algo diferente, e que considere importante sobre si. Logo depois vai passar a bola para que outra pessoa faça o mesmo; 3. Quando todos tiverem terminado, acontecerá a segunda rodada. Da mesma forma, deverão ir passando a bola uns para os outros, só que dessa vez é necessário dizer o nome daquela pessoa e o que ela falou sobre ela; 4. Caso algum participante tenha dificuldades, oriente o restante do grupo a auxiliá- lo. 5 REFERÊNCIA ESCOLA EDUCAÇÃO. Dinâmica para idosos. Disponível em: https:// escolaeducacao.com.br/dinamicas-para-idosos/. Acesso em: 30 jan. 2019. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 38 39 ESTÉTICA CAPILAR PRÁTICA 1 – DO PH-IDENTIFICANDO O POTENCIAL DO HIDROGÊNIO 1 INTRODUÇÃO O valor de pH é uma característica que qualquer substância apresenta, determinado pela concentração de íons de Hidrogênio (H+). Os valores variam de 0,0 a 14,0 sendo que valores de 0,0 a 7,0 são considerados ácidos, valores em torno de 7,0 são neutros e valores acima de 7,0 são denominados básicos ou alcalinos. Quando o valor do pH de uma substância é baixo, maior a sua concentração de íons H+ e menor a concentração de íons OH-. Valor de pH 0 7 14 Característica Ácido Neutro Básico ou Alcalino Concentração de íons H+ + H+ - H+ O homem, no seu dia a dia, adota ações que permitem alterar o pH, por exemplo, em laboratórios na análise de substâncias; no desenvolvimento de novos produtos; no controle de qualidade; nas estações de tratamento de água potável; de águas para processos industriais; de águas de torres de refrigeração; de efluentes; nas indústrias: de fermentação; de fabricação de alimentos; de controle de qualidade de produtos; da fabricação de produtos de limpeza e desinfecção; e na fabricação de ácidos para processos de corrosão e reações químicas. 2 MATERIAIS Soluções (veja exemplos): • tubos de ensaio para cada solução; • caixa de fitas indicadoras de pH. 3 PROCEDIMENTO Faça uma relação dos produtos classificando-os em: Ácidos, Neutros ou Básico/Alcalinos. Exemplos de Soluções: a) latas de Coca-Cola (1 normal e 1 light); MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 40 b) limão comum; c) cebola; d) garrafas de água mineral (uma com gás e a outra sem gás); e) frasco de Veja Multiuso; f) detergente incolor; g) xampu neutro; h) vinagre; i) café; j) leite. Após os grupos terem classificado as soluções, forneça uma amostra de cada uma delas junto com duas fitas indicadoras de pH comercial para cada solução e sua escala padrão de medição de pH. A medida de pH deve ser tomada individualmente com a fita indicadora de pH mergulhada na solução e lida contra a escala padrão enquanto estiver molhada. Em seguida deve ser descartada. Após a medição, peça para os alunos preencherem a tabela abaixo e discuta sobre a intensidade das reações do pH. SOLUÇÃO pH 4 RECURSOS COMPLEMENTARES Você sabe o que é pH? Disponível em: http://www.alunosonline.com.br/ quimica/o-que-e-o-ph/. Acesso em: 9 abr. 2019. ESTÉTICA CAPILAR 41 PRÁTICA 2 – JOGO DA MEMÓRIA – FASES DO PELO 1 INTRODUÇÃO Desde os primórdios, os cabelos permeavam o cotidiano do ser humano, com diferentes penteados, significados e importância. Mesmo sendo visivelmente maltratado, desde a era das cavernas o cabelo já possuía a sua devida importância no que se refere à conquista do parceiro ou da parceira ideal. Os cabelos sempre foram considerados como excelentes adornos nos rostos e historicamente sendo considerados como símbolo de força para o homem e de sedução para as mulheres. Vagando pela história, temos Afrodite (deusa da mitologia grega), que cobria toda a sua nudez com seus longos cabelos loiros, e Sansão (herói bíblico), que possuía uma força incomparável graças aos seus cabelos. Na Grécia antiga, muitas pessoas ofertavam seus cabelos aos deuses em troca de promessas, como na passagem em que Berenice cortou seus cabelos doando-os a Afrodite, em troca da vida de seu amado Ptolomeu, que estava guerreando. Os cabelos integraram os ideais de beleza e da perfeição corporal daquela época. Todas as práticas são realizadas em grupos, portanto, gerencie seu tempo para as práticas que ocupam mais que um encontro presencial. Procure realizar a atividade em casa. Prezada tutora externa, sugerimos que sejam acrescentados mais conceitos e figuras aos jogos da memória, o que tornará a aula mais interativa e produtiva para o conhecimento acadêmico. ATENCAO 2 MATERIAL • Imagens ampliadas, coloridas, recortadas e plastificadas. FIGURA – FASES DO PELO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 42 ANÁGENA O período de crescimento do cabelo – as células dentro da raiz são ativas e o novo cabelo é formado. Enquanto a papila permanece em boas condições neste processo, permanecerá ativo por1-7 anos, com uma taxa média de crescimento de um centímetro por mês. CATÁGENA Um período de transição tem lugar ao longo de 2-3 semanas – o crescimento para e a raiz do cabelo se desprende da papila. TELÓGENA A fase de repouso que continua por um período de 3-4 meses – durante este período a papila repousa e sem um fornecimento de nutrientes, a raiz do cabelo existente encolhe, deixando espaço para o crescimento do novo cabelo dentro do folículo. ESTÉTICA CAPILAR 43 PRÁTICA 3 – JOGO DA MEMÓRIA – TIPOS DE CABELO 1 INTRODUÇÃO Nossos cabelos refletem sensualidade, revelam personalidades, denunciam o nível de vaidade, criam identidade. Quando uma mulher ou um homem decide mudar de visual, a primeira coisa que sofre a transformação são os cabelos. Seja com um corte ou com uma coloração diferente do habitual daquela pessoa. Normalmente, são as pessoas de muita atitude que mudam drasticamente o visual de seus cabelos, seja para ganhar uma nova personalidade ou simplesmente para se sentirem melhores. Neste caso, vale tudo, até ficar careca! Por que não?! Algumas mulheres ficam lindas com a carequinha à mostra. Os cabelos apresentam as mais variadas formas e características, de acordo com o grupo étnico ao qual a pessoa pertence e dependendo da genética de cada um. As variações genéticas e individuais determinam o padrão de crescimento do fio e também sua forma e textura (BARATA, 2003). 2 MATERIAIS • Imagens ampliadas, coloridas, recortadas e plastificadas. FIGURA – TIPOS DE CABELO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 44 Liso fino: pouco encorpado, possui muito brilho e com tendência de ter característica lipídica, oleoso e grudado na cabeça. Conhecido como o cabelo escorrido. Liso médio: os fios são mais encorpados e têm bastante volume. Aplicar o condicionador sempre nas pontas. Liso grosso: sempre reto, pesado e dificílimo de modelar. Os fios são tão grossos que você praticamente consegue visualizar um por um ao olhar para o couro cabeludo de quem possui este tipo de cabelo. Ondulado marcado: quando modelado, fica com uns cachos largos nas pontas. É um cabelo fácil, que só precisa dos cuidados normais para mantê-lo bonito. Geralmente tem corte levemente repicado. Ondulado semicachos: aquele ondulado que começa a querer formar cachos. Quando estimulado, a tendência é que ele fique cada vez mais próximo do cacheado. Ondulado em S: é aquele cabelo em que o cacho é um S e não um espiral completo, pois o cacho não fecha em formato helicoidal. Cachos soltos: é aquele tipo de cacho natural que parece ter sido feito com babyliss, bem largo e regular. Costuma ser brilhoso e segurar bem uma escova. Cachos apertados: são cachos estreitos, definidos e regulares, bem espiralados. Muito difícil para modelar com escovação. Como os fios costumam ser mais secos, é indicado xampu hidratante. Cachos muito apertados: os cachos são superfe- chadinhos e estreitos. Têm padrão e for- ma espiralada bem definida. Os fios são fi- nos e frágeis. Afro macio: tem cachos muito estreitos, que parecem molinhas, da largura de uma agulha de crochê, bem definidos. ESTÉTICA CAPILAR 45 PRÁTICA 4 – EXPERIMENTANDO FATORES QUE ALTERAM A VELOCIDADE DE REAÇÕES 1 INTRODUÇÃO Realizando o experimento a seguir, teremos oportunidade de observar e concluir a influência da granulometria e temperatura na velocidade de uma reação química muito comum em nosso cotidiano. Aqui poderemos compreender o tempo de reação de uma descoloração, tintura ou procedimento estética capilar. 2 OBJETIVO Utilizaremos a reação de efervescência de um comprimido de “Sonrisal”. A fim de obter bons resultados com o experimento, se faz necessário seguir rigorosamente as orientações dadas pelo professor. Composição: CADA COMPRIMIDO DE “SONRISAL” CONTÉM: CARBONATO DE SÓDIO 400 mg, CARBONATO ÁCIDO DE SÓDIO 1,700 g; ÁCIDO ACETILSALICÍLICO 0,325 g; ÁCIDO CÍTRICO 1575 mg. Qual a reação química do “Sonrisal” com a água? Por que há desprendimento de gás? 3 MATERIAIS Copos de poliestireno transparentes, comprimidos de Sonrisal, relógios com cronômetros, provetas, copos de béquer, gral e pistilo, garrafa térmica com água quente, termômetros, água em temperatura ambiente, papel toalha. 4 PROCEDIMENTOS 1 Procedimentos (1ª Parte experimental) 1º) Zere o cronômetro e deixe um comprimido (inteiro) de “Sonrisal” preparado, ou seja, fora da embalagem; 2º) Coloque água, em temperatura ambiente, até a metade do béquer (100mL); 3º) Coloque o comprimido no copo com água e, simultaneamente, dispare o cronômetro. Observe o que acontece. Quando todo o comprimido for consumido, pare o cronômetro; 4.º) Anote o dado (em segundos) de seu grupo na tabela que segue, bem como os dados dos demais grupos. Calcule a média aritmética dos tempos obtidos. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 46 TABELA 1 – TEMPO DE CONSUMO DE 1(UM) COMPRIMIDO INTEIRO DE “SONRISAL” EM ÁGUA GRUPO 1 2 3 MÉDIA TEMPO (s) 2 Procedimentos (2ª Parte experimental) 1º) Repita toda a 1.ª parte experimental com a diferença que, agora, o comprimido de “Sonrisal” estará pulverizado; 2º) Anote os dados na tabela. TABELA 2 – TEMPO DE CONSUMO DE 1(UM) COMPRIMIDO PULVERIZADO DE “SONRISAL” EM ÁGUA GRUPO 1 2 3 MÉDIA TEMPO (s) 3 Procedimentos (3ª Parte experimental) 1º) Repita toda a 1ª parte experimental com a diferença que, agora, a água estará morna (40 ºC); 2º) Para obter a água na temperatura indicada, coloque 50 mL de água em temperatura ambiente e, aos poucos, acrescente água quente, controlando a temperatura. O volume final deverá ser 100mL; 3º) Anote os dados na tabela. Tabela 3: tempo de consumo de 1(um) comprimido inteiro de “Sonrisal” em água a 40 ºC. deverá ser 100 mL; 3.º) Anote os dados na tabela. TABELA 3 – TEMPO DE CONSUMO DE 1(UM) COMPRIMIDO INTEIRO DE “SONRISAL” EM ÁGUA A 40 ºC GRUPO 1 2 3 MÉDIA TEMPO (s) 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS 1º) Comparando-se o tempo médio de consumo de um comprimido inteiro de “Sonrisal” com o tempo médio, estando o mesmo pulverizado, qual o menor? Por que isso acontece? Que fator cinético químico está atuando nesse caso? 2º) O que a situação observada (comprimido inteiro x comprimido pulverizado) tem a ver com a mastigação dos alimentos? 3º) Por que, para iniciar o fogo em uma lareira, utilizamos gravetos e não lenha? 4º) Que influência a temperatura exerceu no tempo de reação (consumo) do comprimido de “Sonrisal”? ESTÉTICA CAPILAR 47 5º) Qual a massa total de 1(um) comprimido de “Sonrisal”? Qual a velocidade média de reação para cada experimento? Vm = MASSA DO REAGENTE / VARIAÇÃO DO TEMPO DA REAÇÃO 6 REFERÊNCIAS PEREIRA, S. G. et. al. Manual de aulas práticas de Ciências e Biologia - COMPÊNDIO - Alunos do 4º Período de Ciências Biológicas FCJP, 2015. Orientador: Prof. Me. Saulo Gonçalves Pereira. João Pinheiro: [s.n.], 2015. 150 p. Trabalho de graduação – Faculdade Cidade de João Pinheiro Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas. Disponível em: http://fcjp.edu.br/pdf/20150619104130fc. pdf Acesso: 30 jan. 2019. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 48 ESTÉTICA CAPILAR 49 PRÁTICA 5 – O SOL E A SÍNTESE DE VITAMINA D TEMPO: 20 min. Rejeitar a visão de que o Sol é um vilão e inferir a sua importância em processos como a síntese davitamina D para o corpo. 2 OBJETIVO • Trabalhar a importância do Sol, da vitamina D para o cabelo. 3 MATERIAL • Recortes de jornais, revistas, livros e ilustrações explicativas. • Cartolina, tesoura, cola, papel cartão, papel pardo. Para criação de um painel. 4 PROCEDIMENTO Apresentação dos efeitos benéficos da radiação solar, por exemplo, na síntese de vitamina D no corpo humano. 5 REFERÊNCIAS LAPEQ – Laboratório de Pesquisa em Ensino de Química e Tecnologias Educativas. Sequência Didática x Cosméticos: questão de saúde ou excesso de vaidade? Disponível em: http://www.lapeq.fe.usp.br/minicurso/pdf/mc_2013_ sd_cosmeticos.pdf. Acesso em: 30 jan. 2019. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 50 51 BIOSSEGURANÇA, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM CENTROS DE ESTÉTICA PRÁTICA 1 – CATÁLOGO DE EPIs 1 INTRODUÇÃO Equipamento de Proteção Individual (EPI) é todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, que visa proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Todo trabalhador exposto a riscos é obrigado a utilizar EPI, responsabilizando-se por sua guarda e conservação e devendo avisar o empregador sempre que o EPI apresentar defeitos ou problemas (PORTAL DA EDUCAÇÃO, 2013). Desejamos bom estudo ao longo desta disciplina. Que você perceba, a cada leitura e/ou atividade realizada, a satisfação de consolidar a formação do seu conhecimento, tanto profissional como pessoal. 2 OBJETIVOS • Ter conhecimento dos diferentes produtos de proteção individual, suas funções, e a importância de utilizá-los. 3 MATERIAIS • Luva, máscara, touca; • Jaleco (imagem), sapato (imagem), proteção ocular (imagem); • Folhas de papel A4 ou cartolina; • Canetinhas coloridas. 4 PROCEDIMENTOS Vamos à prática! Nesta prática iremos elaborar um catálogo de Equipamentos de Proteção Individual. Nesta prática, você pode utilizar sua imaginação e elaborar um catálogo contendo: foto ou o próprio EPI colado no catálogo, descrevendo suas funcionalidades, modo correto de utilizar, preço e outras observações que queira colocar para incrementar seu catálogo! Solte sua imaginação! MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 52 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: Qual é a importância de utilizar os EPIs? Quais os riscos que eliminamos ao utilizar os EPIs corretamente? Existem diversos tipos de máscaras faciais de biossegurança, qual é a diferença entre elas? Esta prática deve ser realizada individualmente. IMPORTANT E BIOSSEGURANÇA, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM CENTROS DE ESTÉTICA 53 PRÁTICA 2 – CULTIVANDO BACTÉRIAS 1 INTRODUÇÃO Os microrganismos, bactérias e fungos, são fundamentais para o nosso meio ambiente e nossa saúde, e podem ser encontrados nos mais variados ambientes e climas. Ao encontrar um ambiente capaz de fornecer nutrientes e condições para o seu desenvolvimento, crescimento e reprodução, eles se instalam e aparecem. Esse ambiente pode ser de alimentos, cosméticos, vestuário, utensílios, entre outros, ora mal embalados ou mal higienizados ou guardados em local inadequado. O mesmo acontece com o nosso organismo: sem as medidas básicas de higiene, ele se torna um excelente anfitrião para bactérias e fungos. Essa prática requer que você, professor-tutor externo, prepare o material com 24 horas de antecedência da realização da aula. ATENCAO 2 OBJETIVO • Mostrar a existência de micróbios e como eles contaminam o meio de cultura. 3 MATERIAIS Material (para o meio de cultura) • 1 pacote de gelatina incolor • 1 xícara de caldo de carne • 1 copo de água • Dissolver a gelatina incolor na água, conforme instruções do pacote. Misturar ao caldo de carne MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 54 Material (para a experiência) • Duas placas de petri (ou duas tampas de margarina ou dois potinhos rasos), com o meio de cultura cobrindo o fundo • Cotonetes • Filme plástico • Etiquetas adesivas • Caneta 4 PROCEDIMENTOS Os alunos passam o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda entre os dedos dos pés (de preferência depois de eles ficarem por um bom tempo fechados dentro dos tênis!). Há ainda outras opções, como usar um dedo sujo ou uma nota de 2 reais. O cotonete é esfregado levemente sobre o meio de cultura para contaminá-lo. Tampe as placas de petri ou envolva as tampas de margarina com filme plástico. Marque nas etiquetas adesivas que tipo de contaminação foi feita. Depois de três dias, observe as alterações. 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Ao encontrar um ambiente capaz de fornecer nutrientes e condições para o desenvolvimento, os microrganismos se instalam e aparecem. Esse ambiente pode ser alimentos mal embalados ou guardados em local inadequado. O mesmo acontece com o nosso organismo: sem as medidas básicas de higiene, ele se torna um excelente anfitrião para bactérias e fungos. BIOSSEGURANÇA, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM CENTROS DE ESTÉTICA 55 PRÁTICA 3 – TESTANDO PRODUTOS DE LIMPEZA 1 INTRODUÇÃO As técnicas de limpeza, desinfecção ou esterilização têm como objetivo higienizar objetos e alimentos, evitando assim doenças e riscos à saúde. Comida, equipamentos de beleza, de higiene, utensílios domésticos, entre tantos outros, devem ser higienizados e para isso há no mercado vários tipos de sabonetes ou produtos de limpeza com odor e textura agradável, marca e preço. No entanto, compreendemos que o mais importante de todos os processos de higienização é a lavagem das mãos. Mas será que estes produtos realmente limpam? Higienizam mesmo as mãos? 2 OBJETIVO • Provar a eficácia de desinfetantes e outros produtos que prometem acabar com os microrganismos. 3 MATERIAIS • Bactérias criadas na experiência PRÁTICA 1, Cultivando Bactérias. • 1 placa de petri limpa (ou tampa de margarina), com meio de cultura • 1 pedaço de filtro de papel • 1 pinça Essa prática requer que você, professor-tutor externo, tenha realizado a Prática 1, pois o material a ser utilizado é produto da prática anterior. ATENCAO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 56 • 1 tubo de ensaio • 1 copo de desinfetante, água sanitária ou antisséptico bucal • 1 estufa (é possível improvisar uma com caixa de papelão e lâmpada de 40 ou 60 watts, como a da foto acima) • Água Auréola transparente: quanto mais eficiente o produto, maior ela será pega-pega contra os germes. 4 PROCEDIMENTOS Raspe um pouco das bactérias que estão nas placas já contaminadas, dilua-as em algumas gotas de água (use um tubo de ensaio) e espalhe a mistura de água com bactérias na placa de petri com meio de cultura. Com a pinça, molhe o filtro de papel no desinfetante (se usar as bactérias criadas com a sujeira do chão, do dedo ou da nota de papel) ou no antisséptico bucal (se usar as originadas da placa bacteriana dentária). Coloque o filtro no meio da placa contaminada por bactérias e guarde-a na estufa. Aguarde alguns dias. Quanto melhor o produto, maior será a auréola transparente que aparecerá em volta do papel; se for ruim, nada acontecerá. 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS PRESENÇA de halo transparente: quanto mais eficiente o produto, maior ela será pega-pega contra os germes. Quanto melhor o produto, maior será a halo transparente que aparecerá em volta do papel; se for ruim, nada acontecerá. Explicação: Para serem eficientes, os produtos devem impedir o crescimento dos microrganismos. Os bons desinfetantes usam compostos com cloro ou outros produtos químicos tóxicos para alguns micróbios.BIOSSEGURANÇA, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM CENTROS DE ESTÉTICA 57 PRÁTICA 4 – PEGA-PEGA CONTRA OS GERMES 1 INTRODUÇÃO Segundo o site Conceito (2019), a palavra contaminação deriva do latim contaminatĭo e diz respeito à ação e ao efeito de conta/minar. Este verbo, por sua vez, é usado para fazer referência à alteração nociva da pureza ou das condições normais de uma coisa ou de um meio por agentes químicos ou físicos. A contaminação é a introdução num meio qualquer de um contaminante. O uso mais habitual do termo ocorre no âmbito da ecologia, principalmente quando se trata da contaminação ambiental, que é a presença no ambiente de qualquer agente (físico, químico ou biológico) em lugares, formas e concentrações que possam ser nocivos para a saúde, a segurança ou para o bem-estar da população. A contaminação cruzada pode ocorrer através da manipulação de vários objetos, produtos, alimentos, utensílios, etc. Alguns organismos adoecem mais facilmente que outros, e reconhecendo que cada indivíduo em seu dia a dia tem contato com os mais variados tipos de microrganismos, precisamos compreender que o sistema imunológico age ativamente. 2 OBJETIVO Analisar o funcionamento do sistema imunológico, como o corpo se cura e como as doenças ocorrem. 3 MATERIAIS (para 30 acadêmicos) • 10 cartões retangulares brancos representando os anticorpos • 15 cartões retangulares coloridos representando os antígenos (microrganismos invasores) • cartões coloridos com formatos diferentes dos anteriores Essa prática requer que você, professor-tutor externo, prepare os cartões coloridos e, se achar necessário, faça uso de um aparelho de som com música animada. ATENCAO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 58 Observação: Você pode trabalhar com doenças causadas por germes. Veja, na tabela abaixo, sugestões de doenças a serem trabalhadas. Foque na importância da higienização das mãos. BIOSSEGURANÇA, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM CENTROS DE ESTÉTICA 59 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 60 4 PROCEDIMENTO Distribua os cartões entre os acadêmicos. Os que estão com cartões brancos procuram os colegas que estão com cartões coloridos. Cada acadêmico dono de cartão branco pode encontrar somente um aluno de cartão colorido. Depois que os pares são formados, pare a brincadeira e converse com os alunos sobre a simulação do sistema imunológico que acabaram de fazer. EXPLICAÇÃO: Os cartões brancos representam os anticorpos, que têm a função de combater os diversos antígenos, causadores de doenças. Para cada antígeno existe um anticorpo. 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS 6 REFEÊNCIAS MICROBIO. Pega-pega contra os germes. 2015. Disponível em: hhttp:// microbioelis.blogspot.com/2015/03/pega-pega-contra-os-germes.html. Acesso em: 10 abr. 2019. BIOSSEGURANÇA, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM CENTROS DE ESTÉTICA 61 PRÁTICA 5 – MÃOS LIMPAS? 1 INTRODUÇÃO A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que é possível reduzir em até 40% o risco de infecções, diarreias, resfriados e conjuntivite. As mãos são instrumentos do esteta, por isso é importante mantê-las sempre limpas, preve- nindo assim uma série de doenças. As mãos são as principais vias de transmissão de germes e micro-organismos. Por exemplo, se as mãos não estiverem limpas, atos simples como coçar os olhos, o nariz e a boca, falar ao telefone e pegar em dinheiro podem deixar a sua saúde em risco. A lavagem das mãos é considerada como a medida de biossegurança mais importante, pois ela diminui ou evita não somente a transmissão de microrganis- mos do profissional para o cliente, como também é responsável pela redução da ocorrência de infecções em todo ambiente do serviço de saúde, seja ele primário, secundário ou terciário. A pele das mãos contém microrganismos considerados transitórios e permanentes, ou seja, microbiota transitória e microbiota residente. A microbiota transitória pode ser eliminada com água e sabão, por 15 a 30 segun- dos. Já a residente pode ser eliminada com a utilização de degermante antissépti- co. A natureza do procedimento a ser realizado determinará que tipo de produto deverá ser utilizado na técnica de lavagem das mãos; todavia, procedimentos in- vasivos geralmente requerem o uso de degermante antisséptico (CEARÁ, 2002). É necessário destacar, todavia, que a eficiência dessa conduta está relacio- nada à correta aplicação de sua técnica e à frequência das ações recomendadas. 2 OBJETIVO • Mostrar que mãos aparentemente limpas podem conter microrganismos. 3 MATERIAIS • 1 colher de fermento biológico diluído em um copo de água • Água com açúcar em uma tigela • 1 tubo de ensaio Caro tutor externo, para a realização desta atividade prática, sugerimos que vá ao seu polo e veja a disponibilidade do reagente azul de bromotimol. Este pode ser encontrado em autorizadas de produtos de piscina. ATENCAO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 62 • 1 funil • 1 rolha para fechar o tubo de ensaio • 1 chumaço de algodão • Algumas gotas de azul de bromotimol 4 PROCEDIMENTO Peça para a turma lavar bem as mãos. Divida a classe em grupos de cinco. Um aluno joga o fermento biológico na mão direita e cumprimenta um colega com um aperto de mão. Esse cumprimenta outro e assim por diante. O último lava as mãos na tigela com água e açúcar. Com o funil, coloque um pouco dessa água no tubo de en- saio. Molhe o algodão no azul de bromotimol e coloque-o na boca do tubo de ensaio, sem encostar no líquido. Feche- o com a rolha e espere alguns dias. O azul vira amarelo: ação dos fungos. 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Dentro do tubo de ensaio, a água com açúcar fornece o alimento necessário para os microrganismos – no caso, fungos – se desenvolverem. Os fungos respiram e soltam gás carbônico, o que torna o ambiente do tubo ácido. Com isso, o azul de bromotimol, sensível à alteração de pH, muda sua cor para amarelo. Ressalte que me- didas de higiene pessoal, feitas com regularidade, evitam uma série de doenças. 6 REFERÊNCIAS FILMOGRAFIA. Série Nosso Corpo: Os Germes e o que Causam e Como o Corpo Cura a si Mesmo. Didak Tecnologia Educacional, 22 min. MARTHO, Gilberto. Pequenos Seres Vivos. Ed. Ática. 85 p. PORTAL DA EDUCAÇÃO. Equipamentos de proteção individual – EPI. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/enfermagem/artigos/43822/equipamentos-de- protecao-individual-epi#ixzz3mmFwmqOJ. Acesso em: 25 set. 2015. BIOSSEGURANÇA, URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM CENTROS DE ESTÉTICA 63 RAW, Isaias; SANT'ANNA, Oswaldo Augusto. Aventuras da Microbiologia. Ed. Hacker. 170 p. TELAROLLI JÚNIOR, Rodolpho. Epidemias no Brasil: Uma Abordagem Biológica e Social. Ed. Moderna. 120 p. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 64 65 SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS PRÁTICA 1 – SACHÊ: ÓLEOS ESSENCIAIS 1 INTRODUÇÃO O sachê perfumado pode ter diversas utilidades. Ele pode ser usado para perfumar gavetas de armários, evitar formação de fungos (mofo), higienizar e perfumar ambientes... Determinados óleos essenciais, como os de eucalipto, lavanda, canela, tomilho e melaleuca, são capazes de agir como antisséptico, anti-inflamatório e antibacteriano, induzindo danos às estruturas celulares de bactérias e fungos. 2 OBJETIVOS • Conhecer a aromaterapia e os óleos essenciais. • Identificar as características e funções dos óleos essenciais. • Compreender como deixar o ambiente mais agradável e purificado. 3 MATERIAIS • 100 g de sagu • 4 ml de álcool de cereal • 5 a 10 gotas óleo essencial (preferência e objetivo de cada óleo) • 1 ml de fixador (encontra em casa de essências) •Tecido de algodão (15×20) • Tule (17×22) (tamanho conforme preferência) • Fita de cetim (cor de preferência) 4 PROCEDIMENTO Em um recipiente, colocar as 100 gramas de sagu, o álcool de cereal, as gotas do óleo essencial escolhido e o fixador. Tampe o recipiente e agite bem. Coloque o tecido de algodão em uma superfície plana e por cima o tecido de tule, despeje a quantidade desejada no meio do tecido. Pegue as pontas e forme uma trouxinha, tomando o cuidado para que todas as pontas fiquem do mesmo tamanho e amarre com uma fita de cetim. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 66 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS O que sentimos com a utilização de óleos essenciais? Quem pode ser beneficiar com a utilização desses óleos? Para que é indicada a utilização de cada óleo? 6 REFERÊNCIAS AROMATERAPIA – O Poder dos Óleos Essenciais. Disponível em: https:// belezaesaude.com/aromaterapia/. Acesso em: 25 de jul. 2017. SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS 67 PRÁTICA 2 – DESENHO MERIDIANOS ENERGÉTICOS 1 INTRODUÇÃO Os meridianos são canais energéticos do corpo que possuem trajetos definidos marcados por pontos cutâneos sensíveis, chamados de tsubos. Os meridianos são condutores de Qi (energia) e Xue (sangue), conectam os Zang Fu (órgão e vísceras), membros e articulações, a parte superior com a inferior e a superfície com a profundidade. Na acupuntura os tsubos são os pontos de inserção das agulhas, já na prática de shiatsu, os tsubos são os pontos que serão massageados com a ponta dos dedos. Os nomes dos meridianos são de acordo com o nome dos órgãos e vísceras. São divididos em 12 meridianos principais que são bilaterais – coração, pulmão, fígado, rim, baço-pâncreas, pericárdio, intestino delgado, intestino grosso, vesícula biliar, bexiga, estômago e triplo aquecedor. E mais dois meridianos unilaterais – vaso da concepção e vaso governador. 2 OBJETIVOS • Apresentar a localização correta de cada meridiano energético, seu início e fim. • Identificar a localização dos tsubos – pontos energéticos. • Fixar o conteúdo para facilitar a prática de shiatsu. 3 MATERIAIS • Papel pardo – 2 folhas de tamanho de 100x100 • Canetinha de várias cores 4 PROCEDIMENTO Os acadêmicos devem desenhar em uma folha um corpo de plano anterior (frente) e em outra folha, de plano posterior (costas). Devem desenhar os meridianos energéticos – Doze bilaterais e dois unilaterais. Após realizar os desenhos dos meridianos, identificar onde o meridiano inicia e onde termina. Esta prática pode ser realizada em grupos de três ou quatro pessoas. ATENCAO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 68 4.1 EXEMPLO DE PRÁTICA DE MERIDIANOS FONTE: <https://sp.depositphotos.com/195194468/stock-illustration-body-meridian-system- vector-illustration.html>. Acesso em: 26 nov. 2018. 4.1.1 Localização meridianos PULMÃO SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS 69 INTESTINO GROSSO BAÇO-PÂNCREAS ESTÔMAGO MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 70 CORAÇÃO INTESTINO DELGADO RIM SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS 71 BEXIGA FÍGADO VESÍCULA BILIAR MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 72 Circulação-Sexo / Pericárdio Triplo Aquecedor Vaso Governador SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS 73 Vaso Concepção 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: Quais são os meridianos energéticos bilaterais? Quais são os meridianos energéticos unilaterais? Qual a principal função dos meridianos energéticos? 6 REFERÊNCIAS BARONE, Alessandra; FERNANDES, Archangelo P. Fisiologia dos meridianos e pontos energéticos. [s.d.]. Disponível em: http://www.profbio.com.br/aulas/ acupuntura1_05.pdf. Acesso em: 26 nov. 2018. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 74 SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS 75 PRÁTICA 3 – ESCALDA-PÉS – DESINTOXICAÇÃO E HARMONIZAÇÃO 1 INTRODUÇÃO O escalda-pés é uma prática milenar presente em várias tradições e civilizações. De acordo com a medicina tradicional chinesa, existem terminações nervosas nos pés que estão associadas aos diversos órgãos do corpo humano. A pressão e o aquecimento desses pontos causariam um reflexo imediato no equilíbrio energético de todo o corpo, sendo assim, cuidando bem dos pés, é possível obter sensações de bem-estar, relaxamento e benefícios para todo o organismo. 2 OBJETIVOS • Conhecer a aromaterapia e os óleos essenciais. • Identificar as características e funções dos óleos essenciais. • Compreender a técnica de escalda-pés. 3 MATERIAIS • Ofurô ou bacia para pés • Água morna • Óleo essencial de tea tree óleo essencial de hortelã óleo essencial de lavanda • Folhas de hortelã, alecrim e rosas brancas Sal grosso • Hidratante para pés 4 PROCEDIMENTO • 4 litros de água – temperatura ente 38 ºC k 39 ºC • 5 gotas de óleo essencial de tea tree (assepsia) • 5 gotas de óleo essencial de hortelã (vascularização) • 8 gotas de óleo essencial de lavanda (relaxamento e hidratação) Folhas de hortelã, alecrim e rosas brancas. • 100 gramas de sal grosso • Deixar por 15 minutos – além de relaxar e hidratar os pés, o paciente tem a sensação de frescor e alívio das dores musculares. • Após realizar o escalda-pés, passar hidratante nos pés e realizar uma massagem. Para que essas práticas tenham realmente o efeito que se espera, é preciso escolher um ambiente tranquilo. Para deixar a atmosfera ainda mais agradável, vale acender velas aromáticas e colocar uma música ambiente. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 76 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS A prática de escalda-pés pode ser associada a outras técnicas? Quais outros óleos essenciais podem ser utilizados nessa técnica? Identifique a função. Quais os benefícios dos óleos essenciais? 6 REFERÊNCIAS BARROS, Tatiana. Jasmine. Como preparar um escalda-pés relaxante para o fim do dia. 2017. Disponível em: https://www.jasminealimentos.com/estilo-de-vida/ escalda-pes-relaxantes/. Acesso em: 10 abr. 2019. ECYCLE – Sua pegada mais leve. Escalda-pés: benefícios e como fazer. 2010- 2013. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/1976-escalda-pes. Acesso em: 10 abr. 2019. SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS 77 PRÁTICA 4 – QUICKMASSAGE 1 INTRODUÇÃO “Quick” significa Rápido e “Massage” significa Massagem. Portanto, podemos concluir que a Quick Massage é uma Massagem Rápida. Essa massagem é realizada com manobras adaptadas das técnicas orientais Anmá e Shiatsu e tem como foco proporcionar o relaxamento muscular em poucos minutos, a duração de cada sessão é de aproximadamente cinco a 15 minutos. 2 OBJETIVOS • Identificar as manobras utilizadas na técnica. • Conhecer as regiões que são massageadas. 3 MATERIAIS • Cadeira de quickmassagem • Álcool 70% (para higienização da cadeira) • Papel toalha 4 PROCEDIMENTO A quickmassagem pode ser aplicada sobre qualquer roupa e deve ser realizada em cadeira especial para quickmassage. Higienizar (álcool 70%) a cadeira antes e depois da prática Passo a passo dos movimentos: 1) Deslizamento suave subindo pela região vertebral abrindo em ombros e descendo pelo paravertebral – meridianos da bexiga; 2) Pressão com polegar em paravertebral – nas duas linhas de mer. bexiga; 3) Pressão com região hipotenar da mão, em paravertebral; 4) Fricção com mão fechada na paravertebral, 1º de um lado, depois do outro; 5) Deslizamento suave com mão na lombar. 6) Amassamentotrapézio – meridiano de Triplo Aquecedor, pressão no ponto TA15; 7) Leve tração com o polegar em paravertebral; 8) Fricção em torno da escápula; 9) Alonga braço, dobra e apoia na lombar, pressão do polegar em torno da escápula, em seguida rotação do braço (escápula); MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 78 10) Fricção com mão espalmada no braço – vai e vem (irá massagear os meridianos de Intestino Grosso, Intestino Delgado, Triplo Aquecedor, Coração, Pericárdio, Pulmão); 11) Pressão com dois polegares no antebraço; 12) Amassamento alternado em antebraço, braço e mão; 13) Amassamento cervical; 14) Fricção circular no ponto Vesícula Biliar 20 (região occipital); 15) Pressão com polegar no ponto Vesícula Biliar 21 (região trapézio); 16) Fricção em couro cabeludo e orelha; 17) Alongamento de braços estendidos para cima e para trás; 18) Alonga braços apoiados na cabeça; 19) Alonga cervical de um lado depois do outro, para frente e para trás; 20) Pressionar em região de lombar com os polegares; 21) Pressionar região de glúteos com os cotovelos, ponto Bexiga 30 (ponto no glúteo); 22) Para finalizar, percussão na região da coluna, ombros e trapézio. Para facilitar a prática, assista ao vídeo da disciplina. Nele consta como realizar todos os movimentos. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Descreva as possíveis contraindicações da técnica. Qual o movimento inicial da quickmassage? Quais os alongamentos utilizados? 6 REFERÊNCIAS História da Quick Massage. Disponível em: http://www.conceitozen.com.br/ historia- da-quick-massage.html. Acesso em: 25 jul. 2017. SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS 79 PRÁTICA 5 – PEDRAS QUENTES 1 INTRODUÇÃO A terapia com pedras quentes é realizada com pedras vulcânicas, que foram formadas na parte de baixo dos vulcões e resfriadas lentamente, dessa forma, possuem a capacidade de reter o calor. Juntamente com as pedras, podem ser utilizados os cristais, que são de origem de rocha derretida, ou de gases do interior da Terra, ou dos fluxos de lavas vulcânicas. A massagem com pedras é uma terapia que implica a disposição e fricção de pedras vulcânicas no corpo. Essas pedras são ricas em sais minerais e possuem uma herança energética do meio ambiente. É uma terapia térmica realizada com as técnicas da massagem clássica, onde as manobras são realizadas utilizando as pedras previamente aquecidas numa temperatura em média agradável. Essa terapia pretende beneficiar o organismo, promovendo uma melhora no sistema circulatório, equilibrando as energias do corpo e relaxando a musculatura. 2 OBJETIVOS • Conhecer os benefícios da terapia de pedras quentes. • Diferenciar os movimentos utilizados. • Identificar os chacras. 3 MATERIAIS • Maca • Toalha de banho ou rosto • Óleo ou creme de massagem • Kit pedras quentes • Recipiente para aquecer as pedras ou manta térmica 4 PROCEDIMENTO As pedras devem ser previamente aquecidas em água quente (panela especial) ou em manta térmica por até 30 minutos. As pedras mais arredondadas são usadas nas massagens, enquanto as outras são colocadas em diversas regiões corporais ou em pontos fixos do corpo, geralmente ao longo do chacras (canais energéticos). Após os 30 minutos, ir retirando as pedras da água ou manta conforme for a necessidade de utilizá-las. Tenha muito cuidado, pois se você não conseguir tocar nas pedras diretamente com as mãos, sem nenhuma proteção, elas estão quentes MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 80 demais, então deve-se aguardar alguns instantes para utilizá-las na massagem. Ou- tra opção possível é usar uma toalha sobre a pele para evitar queimaduras. Passo a passo da técnica: Decúbito Dorsal Posicionar as pedras aquecidas sobre os pontos dos chacras – você pode optar pelas pedras que possuem a coloração correspondente a cada chacra. Antes de iniciar a massagem com as pedras, passar com as mãos um bom óleo de massagem na região que será massageada, assim as pedras desliza- rão com mais facilidade e se evitará qualquer lesão. Pés: Com a pedra aquecida (uma pedra em cada mão), realizar amassamento em toda a região plantar. Movimentos arredondados, aplicados também sobre o cal- câneo e os dedos. Os movimentos sobre o pé devem ser mais leves, pois a massa muscular é menor. Contornar os maléolos com movimentos circulares. Pernas: deslizamento com as pedras na região lateral e medial das pernas. Podendo realizar movimentos circulares e também em ziguezague. Ficar atento para que as pedras estejam sempre aquecidas e não aplicar força em regiões de protuberância óssea. Joelho e coxa: aplicar movimento de deslizamento ao redor da patela e em direção à região da fossa poplítea. Aplicar deslizamento profundo sobre a coxa, subindo com pressão pelo centro da coxa e descendo com pressão superficial pelas laterais, ou vice-versa. Cada movimento pode ser realizado de três a seis vezes. Os movimentos também podem ser circulares ou de ziguezague. Abdômen: Retirar as pedras que estavam sobre os chacras dessa região. Se ainda não tiver aplicado o óleo nessa região, aplicar nesse momento. Espalhar o produto com as mãos e depois iniciar a massagem com as pedras, com movimen- to de deslizamento superficial de baixo para cima e cruzado no centro do abdô- men. Contornar a crista ilíaca, a linha da cintura em direção ao púbis. Poderá ser utilizada a manobra de massagem abdominal, em sentido horário, para auxiliar o peristaltismo do cólon intestinal. Colo: Os movimentos na região torácica devem partir das costelas, onde deverá ser aplicado um deslizamento transversal das costelas direitas em direção ao ombro esquerdo, contornando-o. E vice-versa. Mãos e braços: Aplicar deslizamento na planta da mão e amassamento com movimentos circulares. Massagear o antebraço e o braço, deslize a pedra aquecida longitudinalmente subindo externamente e descendo internamente. Po- dendo aplicar movimentos circulares, massageando toda a extensão do membro superior até o ombro. Poderá flexionar o ombro para massagear a parte interna do braço. Aplicar deslizamento circular do cotovelo em direção às axilas. Apli- car também o movimento em ziguezague. SPAS E TERAPIAS ALTERNATIVAS 81 Face: para massagear a face, optar por pedras menores ou os cristais. Realizar movimentos circulares e suaves por toda a região temporal, seguindo por deslizamento do centro da testa em direção às têmporas. Aplicar deslizamento das laterais do nariz em direção à orelha e do queixo em direção à orelha. Sempre com movimentos ascendentes. Aplicar bombeamentos seguidos de fricções na região da comissura labial e do arco do zigomático em direção à região submaxilar. Decúbito Ventral Posicionar as pedras na região dos chacras. Iniciar a massagem nos pés e pernas. Perna e coxa: aplicar o produto com as mãos e iniciar a massagem com as pedras. Realizar deslizamento sobre a panturrilha, subindo pelo centro e descendo pelas laterais e vice-versa. Repetir os movimentos realizados no anterior da perna e coxa. Costas: Retirar as pedras que estavam na posição dos chacras. Iniciar a massagem na região do sacro e cóccix, liberando as tensões. Alongar a região lombar do centro para as laterais, sobre os flancos em direção à inguinal. Realizar deslizamento sobre paravertebrais, da lombar até a cervical. Massagear a musculatura do trapézio, contornando os ombros e descendo pelas laterais do tronco. Aplicar movimento de ziguezague sobre toda a região das costas, cuidado para não aplicar força sobre a região das vértebras. Realizar movimento contornando as escápulas. Aplicar amassamento e compressão na região cervical sobre a musculatura do trapézio, área de grande acúmulode tensão. Finalizar a massagem com pedras aplicando movimentos suaves em toda a região dorsal. Após a utilização das pedras, deve-se lavá-las com água quente e sabão e desinfetar. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Quais benefícios que a terapia de pedras quentes pode atribuir? Indique as contraindicações da utilização da técnica. Quais os movimentos que devem ser realizados com as pedras? 6 REFERÊNCIAS CUNICO, Indianara; TOKARS, Eunice. Massagem com pedras na Estética. Disponível em: http://tcconline.utp.br/media/tcc/2017/05/MASSAGEM-COM- PEDRAS-NA- ESTETICA.pdf. Acesso em: 27 jul. 2017. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 82 83 IMAGEM E ETIQUETA PRÁTICA 1 – DINÂMICA DA “ILHA DO TESOURO” 1 INTRODUÇÃO Muitas vezes, um grupo fica obcecado a cumprir suas metas e por esse motivo deixa de lado o relacionamento interpessoal. É muito comum entrarmos em um escritório, em uma sala de aula e vermos um verdadeiro “gelo” que paira sobre os integrantes. Não que a concentração não seja boa, ela é essencial, no entanto, estamos falando de grupos que perderam a comunicação interna, onde os membros se individualizaram, seja por algum tipo de conflito ou por uma falha na liderança. Quando esse tipo de situação se faz presente, entram em ação as Dinâmicas de Grupo para Quebrar o Gelo, essas são atividades que visam aproximar os participantes, estimulam o relacionamento interpessoal, a troca de ideias, a criatividade etc. 2 OBJETIVO • Integrar e interagir a turma. 3 MATERIAIS • caixa de bombons e folhas de jornal. • uma folha para cada dupla. 4 PROCEDIMENTO Coloque uma folha de jornal aberta em uma extremidade da sala com a caixa de bombons em cima. Na outra extremidade, coloque uma folha de jornal para cada dupla de participantes, lado a lado. Cada dupla deve ficar de pé sobre seus jornais, o objetivo é chegar ao outro lado da sala e se salvar na ilha, sem tocar os pés no chão. O jornal pode ser movido, mas não pode ser rasgado ao meio. Quem tocar no chão propositalmente é desclassificado, e se dois grupos chegarem ao mesmo tempo na ilha, eles dividem o prêmio. Só é possível chegar ao outro lado se uma dupla convidar a outra para subir em seu jornal e, em seguida, pegar o jornal vazio e colocar mais adiante, seguindo em direção ao prêmio. Caso nenhuma dupla perceba o truque no tempo determinado, encerre a brincadeira e mostre como fazer. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 84 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Ao finalizar a prática, o acadêmico deve adquirir competências para solucionar o problema. Discuta com o grande grupo a importância da colaboração entre equipes para atingir resultados em conjunto. 6 REFERÊNCIAS IBC – Instituto Brasileiro de Coaching. 4 dinâmicas rápidas para fazer em grupo. Goiânia/GO. Disponível em: https://www.ibccoaching.com.br/portal/confira-4- dinamicas-rapidas-para- fazer-em-grupo/. Acesso em: 22 jan. 2018. IMAGEM E ETIQUETA 85 PRÁTICA 2 – “ACEITA O DESAFIO?” 1 INTRODUÇÃO Poucas técnicas de treinamento são tão flexíveis quanto as dinâmicas de grupo. Em uma empresa ou instituição de ensino, essas servem para os mais diversos fins, entre eles: Para integração e apresentação de colegas: sempre que um novo ano letivo inicia, estas dinâmicas servem para a apresentação e integralização de colegas de turma. Aqui entram as dinâmicas de apresentação e as dinâmicas de integração. Esse tipo de atividade em grupo tem por objetivo apresentar os membros de sala e iniciar um relacionamento interpessoal com seus colegas de classe. Estudos indicam que as atividades de apresentação dos colegas de turma ao seu grupo agilizam a integração com os processos educativos, oferecem segurança e estimulam o relacionamento interno. 2 OBJETIVO • Integrar e interagir a turma e mostrar como, às vezes, podemos ser vulneráveis diante de situações que podem representar perigo ou vergonha para nós. 3 MATERIAIS • Uma caixa, 1 bombom. • Aparelho de som para tocar uma música aleatória. 4 PROCEDIMENTO Para a realização dessa dinâmica, é necessário utilizar uma caixa embrulhada em papel negro ou pardo, dentro dela coloque o bombom e as instruções para que seja cumprido um desafio. Divida as pessoas em dois grupos iguais e posicione-as em um círculo, de forma que os integrantes dos grupos se alternem (integrantes do mesmo grupo nunca estarão lado a lado). Entregue a “caixa do desafio” para um participante qualquer. Explique que a caixa contém um grande desafio a ser cumprido e que você vai colocar uma música para ser tocada e, quando o som parar, a pessoa que estiver com a caixa na mão terá de cumprir o desafio. Se ela falhar, precisará pagar um mico, será excluída da dinâmica e seu grupo perde 4 pontos. Se cumprir o desafio, ganha 3 pontos e não paga o mico. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 86 O passo seguinte é colocar a dinâmica em ação: coloque a música para tocar e incentive os participantes a passarem a caixa de mão em mão. Pause a música e, após identificar quem está com a caixa, dê três alternativas a ela: a) Tentar cumprir o desafio; b) Passar o desafio para outra pessoa do seu grupo. c) Passar a caixa para alguém do grupo adversário. Caso a pessoa não aceite o desafio, você também dá a oportunidade de a nova pessoa escolhida optar por uma das três alternativas, só não pode devolver a caixa para quem lhe entregou. Pela terceira e última vez (caso uma nova pessoa seja escolhida), você dá a ela a oportunidade de optar por uma das três alternativas. A terceira pessoa que receber a caixa terá que cumprir o desafio. Ao abrir a caixa, ela vai encontrar o bombom com o desafio: coma à vontade. Com esse desfecho, além de boas risadas, a moral da história é: é preferível encarar desafios e enfrentá-los com coragem do que passar a “batata quente” para os outros. 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Como você se percebe? Como você se sentiu passando a caixa adiante? Por que passou a caixa adiante? 6 REFERÊNCIAS IBC – Instituto Brasileiro de Coaching. 4 dinâmicas rápidas para fazer em grupo. Goiânia/GO. Disponível em: https://www.ibccoaching.com.br/portal/confira-4- dinamicas-rapidas-para- fazer-em-grupo/. Acesso em: 22 jan. 2018. IMAGEM E ETIQUETA 87 PRÁTICA 3 – MARKETING PESSOAL 1 INTRODUÇÃO Marketing pessoal é uma estratégia composta por ações em que o objetivo é qualificar a imagem de um profissional e seus serviços no mercado de trabalho. Essa ferramenta ajuda a alcançar conquistas pessoais e profissionais, já que expressa seu valor perante o mercado de trabalho, suas ações, competências, características e suas habilidades. Um importante elemento desse marketing é a imagem pessoal, a higiene e o vestuário, visto que a aparência pessoal é considerada um cartão de visitas. Vestimentas adequadas para o ambiente de trabalho, mantendo sempre os cuidados com os cabelos, hálito agradável e postura adequada são imprescindíveis para a construção de uma boa imagem. E quando se fala em marketing pessoal, é um dos aspectos analisados. No entanto, o marketing pessoal não se resume apenas em preocupar-se com a aparência, mas também com a sua postura, comportamentos e networking. É aquele instrumento capaz de auxiliar um profissional de qualquer área a se destacar dos demais, ou seja, auxilia o profissional a mostrar o seu potencial para ser notado e lembrado. O marketing pessoal é uma ferramenta para seu próprio benefício, pois pode ser a garantia do sucesso profissional do indivíduo. Vamos iniciar nossa prática? Desejamos bom estudo ao longo desta disciplina. Que você perceba, a cada leitura e/ou atividade realizada, asatisfação de consolidar a formação do seu conhecimento, tanto profissional como pessoal. Lembre-se de que, além do seu professor-tutor externo, coordenador, articulador do Polo de Apoio Presencial, você também pode contar com o apoio dos supervisores de disciplina e dos professores-tutores internos. Boa prática! 2 OBJETIVOS • Reconhecer a relevância do marketing pessoal. • Compreender o conceito de marketing pessoal. • Compreender para que é utilizada a ferramenta de marketing pessoal. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 88 3 MATERIAIS • Cartolina • Régua • Canetinhas • Lápis de cor • Revista • Cola • Tesoura 4 PROCEDIMENTO Destaque suas competências e habilidades. Trace uma meta, objetivos e sonhos que deseja alcançar. Reflita sobre qual seria a melhor maneira de lidar com eventuais dificuldades e como fazer para desenvolver suas capacidades mais fortes. Qual imagem você deseja passar? Qual postura você deve ter? Responda a essas perguntas, montando um organograma do seu marketing pessoal, e depois socialize algumas ideias com os acadêmicos. 5 INTERPRETAÇÕES DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: Qual é a importância de se ter um marketing pessoal definido? O que é marketing pessoal? Qual a relação do marketing pessoal com a estética? 6 REFERÊNCIAS GIERO, Mayara. Disponível em: https://blog.hotmart.com/pt-br/marketing- pessoal/. Acesso em: 4 fev. 2019. GIERO, Mayara. Disponível em: https://www.sbcoaching.com.br/blog/marketing- para-coaches-2/marketing-pessoal-dicas/. Acesso em: 4 fev. 2019. IMAGEM E ETIQUETA 89 PRÁTICA 4 – POSTURA PROFISSIONAL 1 INTRODUÇÃO Nosso ambiente de trabalho diz muito a nosso respeito e da empresa em que estamos trabalhando. Para quem trabalha com estética, ter um ambiente limpo, organizado e funcional é de extrema importância. Precisamos passar boa impressão em cada detalhe de nossa cabine de atendimento. 2 OBJETIVO • Aprender a organizar o ambiente de trabalho de forma prática, funcional e limpa. 3 MATERIAIS • Cartolina ou papel pardo, • Revistas preferencialmente de estética, • Cola, • Tesoura. 4 PROCEDIMENTO Dividir a turma em equipes de quatro integrantes e orientar cada equipe a montar de forma organizada um ambiente de atendimento de estética. A equipe poderá escolher entre um ambiente de massoterapia, estética facial ou maquiagem. O ideal é que cada equipe escolha um ambiente diferente do outro. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Ao finalizar a dinâmica, a equipe deverá apresentar o cartaz para a turma justificando a disposição dos mobiliários em cada parte da sala de atendimento. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 90 PRÁTICA 5 – ENTREVISTA DE EMPREGO 1 INTRODUÇÃO Sabemos que somos julgados o tempo todo e se não nos apresentarmos conforme a situação pede, podemos ser mal interpretados. Se você gosta de usar roupas que não dizem muito com sua profissão, por exemplo, saiba que pode estar sendo visto com “maus olhos” pelas pessoas que convivem no seu ambiente de trabalho. Desta forma, existem maneiras de nos vestirmos e nos comportarmos em certos ambientes e situações. Você está se candidatando a uma vaga de esteticista em uma clínica de estética. 2 OBJETIVO • Aprender a preparar-se adequadamente para uma entrevista de emprego. 3 MATERIAIS • Roupas, Acessórios, Maquiagem. 4 PROCEDIMENTO Dividir a turma em duplas, para que possam se preparar adequadamente para a entrevista. Apenas um integrante da equipe precisa se produzir, o outro integrante auxiliará no processo de escolha de roupas, acessórios e maquiagem. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Ao finalizar a dinâmica, a dupla deverá justificar a escolha das roupas, acessórios e maquiagem. REFERÊNCIAS GIERO, Mayara. Disponível em: https://blog.hotmart.com/pt-br/marketing- pessoal/. Acesso em: 4 fev. 2019. GIERO, Mayara. Disponível em: https://www.sbcoaching.com.br/blog/marketing- para-coaches-2/marketing-pessoal-dicas/. Acesso em: 4 fev. 2019. 91 PRÁTICA 1 – A MÍDIA E AS PRÁTICAS ALIMENTARES 1 INTRODUÇÃO A ditadura da magreza impõe um padrão estético corporal quase impossível de ser alcançado, mas muito almejado pelas pessoas. O mundo fitness, as modelos e outros famosos aparecem nas redes sociais munidos de beleza, bem-estar e sucesso na vida profissional e pessoal. A partir desses perfis, nem sempre verdadeiros, as pessoas se veem obrigadas a compartilhar dos mesmos gostos e virtudes dessas celebridades. A influência da mídia e o esquecimento dos padrões socioculturais fazem com que as pessoas tenham práticas alimentares totalmente direcionadas ao padrão estético (dito) perfeito. 2 OBJETIVOS • Promover reflexão sobre a influência da publicidade nos hábitos alimentares; • Discutir os efeitos dessa influência na satisfação da imagem corporal; • Relacionar o conteúdo abordado com os transtornos alimentares e dietas da moda; • Relacionar o conteúdo abordado com as leis da alimentação. 3 MATERIAIS • Propagandas de alimentos (revistas, jornais, panfletos, propagandas na internet); • Revistas fitness (Boa Forma, Shape, Women’s health, Corpo a Corpo, Dieta já); • Cartolina; • Cola; • Tesoura; • Canetas coloridas. NUTRIÇÃO E ESTÉTICA MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 92 4 PROCEDIMENTOS • Os acadêmicos serão divididos em grupos; • Cada grupo deverá trazer o seu material; • Desenvolver a atividade em sala de aula; • Criar frases de impacto, colar recortes; • Fazer uma apresentação oral a todos da turma. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Algumas questões podem ser levantadas, como: quais os alimentos estão envolvidos na publicidade, a quem é destinado o alimento da publicidade (crianças, adolescentes, adultos), quais os interesses/desejos/sentimentos são despertados pelas propagandas. Após a discussão, o tutor pode orientar os acadêmicos a construir um mural compartilhando o que foi discutido, utilizando frases para chamar a atenção e promover a reflexão de outras pessoas. 6 REFERÊNCIAS B, M. C. F. Contribuições da Educação Nutricional à Construção da Segurança Alimentar. Saúde Rev. Piracicaba, v. 6, n. 13, p. 13-17, 2004. Disponível em: http://educacaoemnutricao.com.br/documentos/ contribuicaesdaeducacaonutricionalaconstr ucaodasegurancaalimentar22127. pdf. Acesso em: 11 jul. 2017. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 93 PRÁTICA 2 – GRUPOS ALIMENTARES 1 INTRODUÇÃO O Guia Alimentar para a População Brasileira enfatiza a cultura alimentar do brasileiro, valoriza a sustentabilidade ambiental e traz os alimentos como referência e não somente os nutrientes. A nova versão, lançada em 2014, traz uma abordagem mais atual, mudando o foco da alimentação saudável que levava em consideração os nutrientes isoladamente. Ao invés de trabalhar apenas com os grupos e porções recomendadas pela pirâmide alimentar, o destaque é o grau de processamento dos alimentos. 2 OBJETIVOS • Desenvolver material de apoio abordando a divisão dos alimentos; • Conscientizar sobre o impacto ambiental das embalagens e sobras de alimentos; • Possibilitar escolhas e práticas alimentares saudáveis. 3 MATERIAIS • Alimentos; • Embalagem de produtos; • Cartolina vermelha; • Cartolina amarela; • Cartolina verde; • Cola; • Tesoura; • Canetas coloridas. 4 PROCEDIMENTOS Os acadêmicos serão divididos em quatro grupos: • Grupo 1: alimentos in natura; • Grupo 2: alimentos minimamente processados; • Grupo 3: alimentos processados; • Grupo 4: alimentos ultraprocessados; MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIORDE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 94 Dividir os alimentos de acordo com a sua categoria; Cortar as cartolinas em círculos grandes; Classificar os grupos segundo a recomendação: • cartolina vermelha – devem ser evitados; • cartolina amarela – devem ser limitados; • cartolina verde – devem ser considerados a base da alimentação; Fazer uma apresentação oral a todos da turma. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Importância do consumo de alimentos e preparações culinárias ao invés de produtos prontos para consumo. Após a discussão, o tutor pode orientar os acadêmicos a construir um mural utilizando as cores dos cartazes como um semáforo. 6 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a População Brasileira. 2. ed. Brasília: 2014. 156 p. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 95 PRÁTICA 3 – CARTILHA NUTRICIONAL 1 INTRODUÇÃO A nutrição estuda a composição dos alimentos, as necessidades nutricionais e os processos de ingestão, absorção, transporte, utilização e excreção de nutrientes. No âmbito da estética, a nutrição pode estar envolvida na promoção e manutenção da beleza, bem como na prevenção e tratamento de desordens estéticas relacionadas à imagem corporal, cabelos, unhas e pele. 2 OBJETIVOS • Elaborar cartilhas educativas relacionadas à nutrição e estética. 3 MATERIAIS • Papel; • Canetas coloridas; • Cola; • Tesoura; • Imagens; • Livro de estudos e outros materiais de apoio. 4 PROCEDIMENTOS Formar grupos; Cada grupo deve elaborar uma cartilha referente aos assuntos do livro de estudos que relacionam nutrição e estética; Pode ser manuscrito ou digitado, mas deve ser elaborado em sala de aula; A linguagem deve ser clara e objetiva; A confecção da cartilha deve conter: • Introdução; Apresentação; Objetivo; Justificativa; Contextualização, Base teórica e Referências. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 96 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a elaboração dos materiais, o tutor pode orientar os acadêmicos a construir um “livro” de educação nutricional aplicada à estética, contendo informações básicas e essenciais sobre alimentação e nutrição e sua aplicabilidade no dia a dia do profissional nos centros estéticos. 6 REFERÊNCIAS PUJOL, A. P. (Org.). Nutrição aplicada à estética. Rio de Janeiro: Rubio, 2011. SCHNEIDER, A. P. Nutrição estética. São Paulo: Atheneu, 2009. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 97 PRÁTICA 4 – CONCURSO CULINÁRIO 1 INTRODUÇÃO Segundo nota técnica do Conselho Federal de Nutricionistas, apesar de ser disseminada pela mídia como sinônimo de emagrecimento, saúde e estratégia de limpeza das toxinas do corpo, faltam evidências científicas que amparam a utilização de dietas “detox”. No entanto, o “suco verde” (antigamente conhecido como suco de clorofila) pode apresentar características interessantes do ponto de vista nutricional quando aliado a práticas alimentares saudáveis e exercícios físicos. Isso porque existe uma interação positiva entre alguns micronutrientes. Por exemplo, a vitamina C presente nas frutas cítricas melhora a absorção do ferro de origem vegetal encontrado nos vegetais folhosos verde-escuros. 2 OBJETIVOS • Elaborar uma receita de suco saudável com enfoque na nutrição estética; • Enfatizar o consumo de sucos naturais ao invés de sucos industrializados; • Promover a importância das interações nutricionais; • Estimular as práticas sensoriais; • Incentivar a ingestão de comida de verdade. 3 MATERIAIS • Jaleco; • Liquidificador; • Copos; • Faca; Ingredientes: • Agua filtrada, gelo, gengibre, folhosos verde-escuros, frutas e outros vegetais. 4 PROCEDIMENTOS Dividir a turma em grupos; MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 98 Cada grupo deverá elaborar uma receita de suco visando a algum benefício da nutrição em relação à estética (antioxidante, relaxante, diurético, energizante, hidratante etc.). Os grupos deverão fazer os sucos e os demais irão degustar as preparações. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Pode ser feita uma ficha de avaliação com nota para cor, sabor, textura e finalidade do suco para a saúde. 6 REFERÊNCIA CODEAGRO. Manual de Sucos. Disponível em: http://www.codeagro.sp.gov. br/uploads/publicacaoesCesans/Manual_Sucos_web_2015.p df. Acesso em: 11 jul. 2017. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA 99 PRÁTICA 5 – NUTRICOSMÉTICOS, NUTRACÊUTICOS E COSMECÊUTICOS 1 INTRODUÇÃO Os conceitos de nutricosméticos, nutracêuticos e cosmecêuticos foram introduzidos há alguns anos nos livros didáticos. De uma forma geral, os três vieram para auxiliar a nossa saúde de uma forma particular: os nutracêuticos surgiram da fusão entre os conceitos da indústria de alimentos e indústria farmacêutica. Os nutricosméticos surgiram da fusão entre os conceitos da indústria de alimentos e indústria cosmética. Os cosmecêuticos surgiram da fusão dos conceitos da indústria de medicamentos e cosméticos. Os princípios aplicados a cada um, separadamente, unem-se de forma a beneficiar a saúde do indivíduo. Esses produtos são facilmente encontrados em farmácias, lojas especializadas e até mesmo supermercados. São isentos de prescrição médica, porém, o seu uso deve ser orientado por um profissional da saúde com conhecimentos específicos. O uso inadvertido de certos produtos, independente da sua classe, pode acarretar prejuízos à saúde. 2 OBJETIVOS • Conhecer os conceitos e diferenciar nutricosméticos, nutracêuticos e cosmecêuticos; • Conhecer os benefícios e malefícios que estes produtos podem gerar. 3 MATERIAIS • Revistas para recorte; • Cartolinas; • Canetas coloridas, tesoura, cola (materiais para confecção de um cartaz). 4 PROCEDIMENTO Dividir a turma em equipes; Cada equipe deve procurar uma figura (propaganda) de um nutricosmético, um nutracêutico e um cosmecêutico; MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 100 Dividir o cartaz em três partes (uma para cada produto); Colar a figura no cartaz criativo e abaixo descrever a finalidade dos princípios ativos contidos no produto. 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Cada equipe deve apresentar o seu cartaz criativo explicando as indicações e princípios ativos escolhidos. Discutir os conceitos de nutricosméticos, nutracêuticos e cosmecêuticos destacando a importância do uso correto. 101 MAQUIAGEM E VISAGISMO PRÁTICA 1 – ELABORAÇÃO DE MAQUIAGEM 1 INTRODUÇÃO A maquiagem, para muitas mulheres, tornou-se algo indispensável no dia a dia, e cada vez mais, com a inovação tecnológica, surgem novos produtos com melhores qualidades no mercado. Uma maquiagem bem-feita é capaz de transformar uma pele, valorizar traços marcantes e expressões, além de disfarçar ou até cobrir imperfeições e até mesmo realçar traços. É uma grande aliada da mulher, além de haver um tipo de maquiagem para cada ocasião, seja para o trabalho, para a balada, para o dia a dia, com um make básico e neutro, entre diversas outras ocasiões. Do mesmo modo que você se produz todos os dias para sair de casa e através da roupa passa uma imagem à primeira vista, refletindo a sua personalidade através delas, a maquiagem é um componente que irá complementar essa imagem e reforçá-la. É um complemento que vai além de beleza estética, hoje em dia a maioria das maquiagens apresenta em suas composições nutrientes para a pele, vitaminas, hidratantes e até mesmo filtro solar, que são testados dermatologicamente. Ou seja, além de embelezar, ainda protege. (PORTAL DA EDUCAÇÃO, 2013). 2 OBJETIVOS • Identificar produtos destinados à maquiagem, suas tonalidades, o modo de aplicar e demaisinformações importantes; • Conhecer os procedimentos de uma maquiagem; • Desenvolver e praticar maquiagem avançada, por meio das correções; • Pesquisar e testar produtos, diferentes técnicas, sobre diferentes tipos de rostos. 3 MATERIAIS Cada acadêmica deverá trazer seu kit maquiagem. 4 PROCEDIMENTO Com base no perfil do cliente, apresentado abaixo, desenvolva uma maquiagem que atenda às seguintes necessidades: Ana é uma senhora, que está celebrando o casamento de seu filho. Ela é uma senhora elegante, e este momento MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 102 FONTE: As autoras 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Qual é o principal objetivo da aplicação da maquiagem? b) Cite oito tipos diferentes de produtos cosméticos de maquiagem. 3- Liste as cores primárias e secundárias. c) Dê três exemplos de cores frias. d) Dê três exemplos de cores quentes. 6- O que são cores complementares? 7- Para que serve o contorno? 6 REFERÊNCIAS PORTAL DA EDUCAÇÃO. Importância da maquiagem na vida da mulher. 2013. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/estetica/artigos/51784/ a-importancia-da- maquiagem-na-vida-da-mulher#ixzz4EVTLnjrv. Acesso em: 15 jul. 2016. será muito importante e especial para a família. Toda sua família, que mora longe, estará presente nesse dia, portanto promete grandes emoções. A cerimônia será na areia da praia, no final de uma tarde de verão. O estilo de Ana é clássico. Com essas informações, ela chega a você para contratar seus serviços para realizar a maquiagem para o casamento de seu filho, que acontecerá no mês de fevereiro. O vestido que ela irá usar é esse da imagem a seguir: FIGURA 3 – ESTILO CLÁSSICO MAQUIAGEM E VISAGISMO 103 PRÁTICA 2 – CORREÇÃO DE IMPERFEIÇÕES 1 INTRODUÇÃO As mulheres atualmente são muito vaidosas, gostam sempre de estar lindas com roupas da moda, bolsas, sapatos, cabelos sempre arrumados e também uma boa maquiagem, tendo em vista que ela contém vitaminas, nutrientes, hidratantes e filtro solar, elementos que funcionam como verdadeiros tratamentos que ajudam a proteger e nutrir a pele ao longo do dia. A maquiagem não só corrige as imperfeições da pele, mas também dá ênfase aos pontos fortes do rosto feminino, valorizando assim aquilo que a mulher tem de melhor, ressaltando a sua beleza e proporcionando uma mudança exterior que melhora a autoestima, pela satisfação da sua imagem. 2 OBJETIVOS • Identificar as diversas cores/tonalidades de corretivos e sua respectiva aplicação; • Aplicar o corretivo quando necessário e desenvolver a maquiagem de acordo com o que se pede. 3 MATERIAIS • Trazer o seu kit de maquiagem. 4 PROCEDIMENTO Desenvolver a maquiagem conforme o solicitado no perfil da cliente abaixo: Paula é uma estudante que irá se formar. Para seu grande dia, ela deseja estar linda e sem as temidas manchas, espinhas e olheiras que fazem parte do seu dia a dia. Paula tem um estilo bastante ousado, gosta de maquiagem intensa, seu vestido será vermelho e seus acessórios dourados com preto. 5 INTERPRETAÇÕES E RESULTADOS Qual é o principal objetivo da aplicação da maquiagem? Qual é a finalidade de aplicação dos corretivos coloridos? Cite ao menos três corretivos coloridos e para qual imperfeição da pele ele serve. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 104 MAQUIAGEM E VISAGISMO 105 PRÁTICA 3 – MAQUIAGEM ARTÍSTICA 1 INTRODUÇÃO A maquiagem artística é cada vez mais tendência em festas infantis, utilizada como uma forma de entreter e aflorar a criatividade das crianças. Além disso, pode ser utilizada em festas à fantasia, festas temáticas, carnaval, halloween e apresentações teatrais. Ela exige bastante habilidade e criatividade, praticar se faz necessário. 2 OBJETIVOS • Desenvolver sua habilidade e criatividade na elaboração de maquiagem artística. 3 MATERIAIS • Maquiagem tradicional; • Maquiagem destinada para pintura facial; • Pincéis e esponjas. 4 PROCEDIMENTO As alunas deverão pesquisar e trazer uma imagem de maquiagem artística (animais, palhaços, sereias, indianas, gueixas etc.) para ter como referência e fazer a reprodução em sala de aula. O material utilizado pode ser o de maquiagem normal. 5 INTERPRETAÇÕES E RESULTADOS Socializar com a turma explicando o motivo da escolha da maquiagem, bem como explicar os procedimentos e materiais utilizados para a realização da maquiagem. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 106 MAQUIAGEM E VISAGISMO 107 PRÁTICA 4 – MAQUIAGEM PARA CASAMENTO 1 INTRODUÇÃO O dia do casamento é um momento muito importante para a noiva. As atenções neste dia ficam voltadas a ela e aos seus preparativos. Existem diversos tipos de noivas, as clássicas, as arrojadas, as românticas. É muito importante o profissional maquiador ter um primeiro contato com a cliente antes do grande dia, para conversar e captar o maior número de informações a respeito do estilo da noiva, para que assim as duas consigam chegar a um consenso em relação à maquiagem para o grande dia. 2 OBJETIVOS • Realizar a ficha de avaliação com a cliente e desenvolver a maquiagem de acordo com o perfil da noiva e tipo de festa (noite ou dia). • Identificar e aplicar as técnicas de maquiagem e correções cabíveis ao procedimento. 3 MATERIAIS • As alunas deverão trazer seu kit de maquiagem e pincéis. 4 PROCEDIMENTO Realizar a atividade em dupla, as duas alunas deverão realizar a prática. 5 INTERPRETAÇÕES E RESULTADOS Socializar a maquiagem realizada com a turma, justificando as correções e técnicas aplicadas na modelo. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 108 MAQUIAGEM E VISAGISMO 109 PRÁTICA 5 – SUBTOM DA PELE 1 INTRODUÇÃO A pele contém dois tipos de temperatura: quente ou fria. Mas nada tem a ver com a temperatura corporal, e sim com a intensidade da cor. Esse subtom fica sob a parte aparente e também não tem relação nenhuma com a raça: pessoas negras podem ter pele fria e pessoas brancas, pele quente, por exemplo. Essa temperatura da pele auxilia na construção da autoimagem e pode realçar ou 'apagar' a produção da pessoa. É muito importante para o profissional maquiador saber identificar o subtom de pele de sua cliente. 2 OBJETIVOS • Identificar o subtom de pele da cliente para realizar a maquiagem com as cores adequadas para valorizar o rosto da cliente; • Atividade deve ser realizada em dupla ou trio. 3 MATERIAIS • Moeda prateada; • Moeda dourada; • Lenço ou tecido dourado; • Lenço ou tecido prateado; • Kit de maquiagem e pincéis. 4 PROCEDIMENTO Aproximar a moeda do rosto ou apoiar sobre as mãos, ou enrolar o tecido ao redor do rosto e identificar qual deles harmoniza mais com o rosto da cliente. Se o dourado harmonizar melhor com a pele, o subtom identificado será quente. Se o prateado harmonizar melhor, o subtom será frio. Em seguida, realizar em um olho a maquiagem com as cores corretas para o subtom identificado e no outro olho realizar a maquiagem com as cores que não caberiam para aquela pessoa. Exemplo: para os subtons quentes, realizar maquiagem com as cores de tons de dourado, acaju, avermelhado, castanho etc. Para os subtons frios, realizar maquiagem com as cores de tons acinzentados, beges, azuis, pratas etc. Para os subtons identificados como neutros, realizar maquiagem fazendo a mistura de cores quentes e frias. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 110 5 INTERPRETAÇÕES E RESULTADOS Socializar com o grupo, realizando a prática diante de todas para que todas consigam percebero subtom identificado. 111 COSMETOLOGIA I PRÁTICA 1 – JOGO DA MEMÓRIA SOBRE A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DOS COSMÉTICOS 1 INTRODUÇÃO A palavra cosmética é de origem grega kosméticos, relativo a adorno, prática ou habilidade em adornar. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), define produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes como sendo “preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência e/ou corrigir odores corporais e/ou protegê-los ou mantê-los em bom estado” (RDC 211/05). Ainda segundo essa autarquia, a classificação de produtos cosméticos se dá por dois grupos: produtos de grau 1 e produtos de grau 2. O Grau 1 são produtos com risco mínimo, ou seja, são produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes cujas formulações se caracterizam por possuírem propriedades básicas ou elementares, cuja comprovação não seja inicialmente necessária e não requeiram informações detalhadas quanto ao seu modo de usar e suas restrições de uso. Já o Grau 2 são produtos com risco potencial, ou seja, são formulações que possuem indicações específicas, cujas características exigem comprovação de segurança e/ou eficácia, bem como informações e cuidados, modo e restrições de uso (RDC 211/05). Os critérios para essa classificação foram definidos visando a finalidade do uso do produto, áreas do corpo abrangidas, modo de usar e cuidados a serem observados quando de sua utilização (CHORILLI et al., 2007). Desejamos bons estudos ao longo desta disciplina. Que você perceba, a cada leitura e/ou atividade realizada, a satisfação de consolidar a formação do seu conhecimento, tanto profissional como pessoal. Boa prática! 2 OBJETIVOS • Identificar e fixar os cosméticos quanto à classificação de risco. 112 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 3 MATERIAIS • Tesoura; • Folhas impressas. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa providenciar as folhas que estão no anexo impresso para o jogo da memória. E os acadêmicos deverão ter lido o Tópico 1 da Unidade 1. UNI 4 PROCEDIMENTO Separar a sala em trios, dar para cada trio as folhas impressas, recortar e iniciar o jogo da memória. JOGO DA MEMÓRIA COSMETOLOGIA I 113 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: a) Qual é a importância de identificar o grau de risco dos cosméticos? b) Dê três outros exemplos de cosméticos de grau I e II. 114 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 6 REFERÊNCIAS ANVISA. Resolução RDC nº 211, de 14 de julho de 2005. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/cosmeticos/legis/especifica_ registro.htm. Acesso em: 10 abr. 2019. CHORILLI, M.; SCARPA, M. V.; LEONARDI, G. R.; FRANCO, Y. O. Toxicologia dos Cosméticos. Latin American Journal of Pharmacy, v. 26, n. 1, p. 144-54, 2007. COSMETOLOGIA I 115 PRÁTICA 2 – JOGO DA VELHA DAS FUNÇÕES E MATÉRIAS-PRIMAS DA COMPOSIÇÃO DOS COSMÉTICOS 1 INTRODUÇÃO As matérias-primas são formadas por uma ou mais substâncias, podendo ser de origem natural, semissintética e sintética. As de origem natural são as substâncias minerais, animais e vegetais, como os extratos vegetais, óleos, ceras, silícios, magnésio, entre outras. As semissintéticas são obtidas por processos químicos a partir de matérias-primas naturais e são encontradas nos emulsionantes, espessantes, antioxidante, emoliente e outros. Já as sintéticas são produzidas por síntese química, sendo encontradas em conservantes, filtros solares, ésteres, polímeros sintéticos e silicones (PEREIRA, 2013). A união dessas matérias-primas dá origem a uma formulação, ou seja, a um produto cosmético. Além disso, cada matéria-prima também exerce uma função na formulação cosmética e essa composição varia de acordo com a finalidade do cosmético. Agora, desejamos bons estudos ao longo desta disciplina. Que você alcance, a cada leitura e/ou atividade realizada, a satisfação de consolidar a formação do seu conhecimento. Boa prática! 2 OBJETIVOS • Compreender as matérias-primas e suas funções respondendo às perguntas referentes a esse assunto. 3 MATERIAIS • Quadro branco • Canetão para escrever no quadro branco. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa imprimir a folha das questões para a realização do jogo da velha. Os acadêmicos deverão ter estudado o Tópico 2 da Unidade 1. UNI 116 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO Separar a sala em dois grupos, no quadro branco desenhar o jogo da velha, após isso começar a perguntar as questões uma de cada vez para cada grupo (o grupo escolhe o número da questão que irá responder, respondendo corretamente, a questão é eliminada), caso o grupo não souber responder, passa a vez, e se responder corretamente marca X ou O no jogo da velha. Ganha quem fizer mais velhas. QUESTÕES 1. Qual é a função dos corantes? R.: Conferem coloração ou efeito perolado. 2. Qual é a função dos antioxidantes? R.: Protegem a formulação contra a oxidação. 3. Qual é a função dos quelantes de metais ou sequestrante? R.: São substâncias que se ligam a íons metálicos evitando possíveis alterações da estabilidade da formulação, ou seja, protegendo a formulação. 4. Qual é a função dos conservantes? R.: Têm a finalidade de aumentar a vida útil dos cosméticos, impedindo o desenvolvimento de microrganismos. 5. Cite um componente sensível à oxidação. R.: Manteigas e óleos vegetais. 6. Qual é a função dos excipientes? R.: Incorporar os princípios ativos. 7. Dê um exemplo de um corretor de pH que eleva o pH. R.: Trietanolamina, hidróxido de sódio. 8. Dê um exemplo de um corretor de pH que diminui o pH. R.: Ácido cítrico. 9. Cite três ativos emolientes. R.: Glicerina, óleos vegetais, silicones. 10. Cite três ativos fotoprotetores. R.: Óxido de zinco, dióxido de titânio, benzofenona, ácido para-aminobenzoico (PABA). 11. Dê um exemplo de um agente antioxidante. R.: BHT, BHA, Vitamina C. 12. Cite um agente quelante de metais. R.: EDTA dissódico. 13. Cite um conservante. R.: Fenoxietanol, parabenos. 14. Cite um veículo. R.: Água. 15. Cite dois ativos hidratantes. R.: PCA-Na, lactato de amônia, babosa. 16. Cite três ativos lipolíticos. R.: Cafeína, teobromina, amnofilina, nicotinato de metila. 17. Cite um componente sensível à oxidação. COSMETOLOGIA I 117 R.: Corantes, pigmentos e essência. 18. Que tipo de água é utilizada em cosméticos? R.: Água destilada, purificada. 19. Como acontece o processo de destilação da água? R.: A água é submetida a altas temperaturas com o objetivo de eliminar ao máximo a carga de microrganismos e outras impurezas. 20. Cite um ativo adstringente. R.: Extrato de chá verde, guaraná, erva doce. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, para a fixação do conteúdo, responda algumas questões realizadas na atividade: a) Qual é a função dos corantes? b) Explique a função dos antioxidantes. Cite um exemplo. c) Explique a função dos quelantes de metais ou sequestrante. Cite um exemplo. d) Explique a função dos conservantes. Cite um exemplo. 6 REFERÊNCIAS PEREIRA, Maria de Fátima Lima. Cosmetologia. 1. ed. São Caetano do Sul, SP: Difusão, 2013. 118 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL COSMETOLOGIA I 119 PRÁTICA 3 – PH DOS COSMÉTICOS1 INTRODUÇÃO O pH é uma sigla que significa potencial hidrogeniônico, ele tem esse nome pois indica a concentração de íons H+ no meio de uma solução. De uma forma mais clara, o pH é um índice que indica a acidez ou alcalinidade de uma solução pura ou diluída (GOMES, 2013). Em relação ao corpo humano, a pele apresenta um pH em torno de 5,0 e que varia conforme a região do corpo, ou seja, um cosmético terá seu pH de acordo com a região na qual o produto é aplicado. O pH deve ser compatível com a área de aplicação a fim de prevenir qualquer irritação, além de garantir a estabilidade das matérias-primas e da própria formulação (GOMES, 2013). 2 OBJETIVOS • Verificar o pH dos cosméticos e ver se eles estão com o pH de acordo com a finalidade a que se propõem. 3 MATERIAIS Cada aluna deverá trazer: • 3 produtos cosméticos (xampus, condicionadores, creme para pentear, máscara de tratamento, gel fixador, creme hidratante, creme para os pés, creme para as mãos, sabonete líquido, tônico facial, sabonete fácil, protetor solar etc..). • Fitas medidoras de pH; • Etiquetas pequenas; • Fita adesiva; • Caneta; • Livro didático. Cada aluna deverá ser avisada previamente para trazer neste dia os cosméticos (quem puder, traz). Importante destacar que os produtos não serão utilizados em sala. UNI 120 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO O primeiro passo é identificar com o nome das alunas, nas etiquetas, os seus respectivos produtos, para que não haja perdas e/ou trocas. As alunas deverão formar trios de trabalho e cada trio irá analisar o pH dos seus cosméticos com a fita de medida de pH. Após, elas deverão anotar o pH obtido de cada cosmético e verificar se está de acordo com a faixa ideal do pH para o cosmético e se condiz com a finalidade. 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: a) Listar os cosméticos analisados, o pH obtido e a faixa de pH ideal de cada cosmético. b) Algum cosmético apresentou o seu pH fora da faixa ideal? Caso apresentou, quais as consequências que ele poderia estar causando? c) Verificar se o pH do cosmético está de acordo com a região do corpo em que será aplicado. Caso não estiver, o que ele estará proporcionando? 6 REFERÊNCIAS GOMES, Rosaline Kelly; GABRIEL, Marlene. Cosmetologia: descomplicando os princípios ativos. 4. ed. rev. São Paulo, SP: LMP, 2013. COSMETOLOGIA I 121 PRÁTICA 4 – FORMA COSMÉTICA DE ACORDO COM O TIPO DE PELE 1 INTRODUÇÃO O tipo de pele é determinado pela genética. No entanto, o estado da pele pode variar de acordo com fatores internos e externos aos quais estamos submetidos diariamente. A mais famosa classificação dos fototipos cutâneos é a escala Fitzpatrick, a qual classifica a pele a partir da capacidade de cada pessoa em se bronzear, assim como, sensibilidade e vermelhidão quando exposta ao Sol, sendo: 1. Pele branca – sempre queima – nunca bronzeia – muito sensível ao Sol; 2. Pele branca – sempre queima – bronzeia muito pouco – sensível ao Sol; 3. Pele morena clara – queima (moderadamente) – bronzeia (moderadamente) – sensibilidade normal ao Sol; 4. Pele morena moderada – queima (pouco) – sempre bronzeia – sensibilidade normal ao Sol; 5. Pele morena escura – queima (raramente) – sempre bronzeia – pouco sensível ao Sol; 6. Pele negra – nunca queima – totalmente pigmentada – insensível ao Sol. A pele também pode ser classificada em função de suas características principais, podendo ser: normal, seca, oleosa ou mista: 1. Normal: A pele normal tem textura saudável e aveludada, produzindo gordura em quantidade adequada, sem excesso de brilho ou ressecamento. Geralmente, a pele normal apresenta poros pequenos e pouco visíveis. 2. Seca: A perda de água em excesso caracteriza a pele seca, que normalmente tem poros poucos visíveis, pouca luminosidade e é mais propensa à descamação e vermelhidão. Também pode apresentar maior tendência ao aparecimento de pequenas linhas e fissuras. A pele seca pode ser causada por fatores genéticos ou hormonais, como menopausa e problemas na tireoide, e também por condições ambientais, como o tempo frio e seco, o vento e a radiação ultravioleta. Banhos demorados e com água quente podem provocar ou contribuir para o ressecamento da pele. 3. Oleosa: Tem aspecto mais brilhante e espesso, por causa da produção de sebo maior do que o normal. Além da herança genética, contribuem para a oleosidade da pele os fatores hormonais, o excesso de Sol, o estresse e uma dieta rica em alimentos com alto teor de gordura. A pele oleosa apresenta poros dilatados e maior tendência à formação de acne, de cravos e de espinhas. 4. Mista: É o tipo de pele mais frequente. Apresenta aspecto oleoso e poros dilatados na “zona T” (testa, nariz e queixo), podendo apresentar acne nesta região e seco nas bochechas e extremidades. 122 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL Como vimos na Unidade 2, em se tratando de cosméticos para pele, seja corporal ou facial, torna-se ainda mais relevante considerar o tipo de pele e, com isso, a adequação de uma forma cosmética ideal. 2 OBJETIVO • Saber avaliar corretamente a pele de acordo com a classificação do tipo e fototipo de pele, selecionando a forma cosmética mais adequada aos biotipos cutâneos avaliados. 3 MATERIAIS • Livro didático • Caneta • Folha de papel 4 PROCEDIMENTO Os acadêmicos deverão formar duplas, as quais irão avaliar o rosto da sua respectiva dupla, anotando a classificação do tipo e fototipo de pele. De acordo com a classificação, realizar os passos a seguir: Discutir sobre a finalidade do tratamento. Realizar uma anamnese detalhada, a fim de minimizar o risco de complicações. Escolher a melhor forma cosmética de acordo com o tipo de pele. Definir ativos que podem estar sendo incorporados na forma cosmética. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a descrição dos resultados obtidos, a dupla estará apta a responder aos seguintes questionamentos: 1. Qual a classificação do tipo de pele (quanto ao fototipo e quanto ao aspecto geral da pele e nível de oleosidade) o(a) colega apresenta? 2. Qual ou quais formas cosméticas você indicaria para esse tipo de pele? Por quê? 3. Alguma forma cosmética seria contraindicada para o tipo de pele avaliada? COSMETOLOGIA I 123 6 REFERÊNCIA SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia. Classificação dos fototipos de pele. 2018. Disponível em: http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/cuidados/ classificacao-dos-fototipos-de- pele/. Acesso em: 10 abr. 2019. 124 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL COSMETOLOGIA I 125 PRÁTICA 5 – MATÉRIAS-PRIMAS COMUNS NA COMPOSIÇÃO DOS PRODUTOS COSMÉTICOS 1 INTRODUÇÃO As formulações de cosméticos são complexas e utilizam muitas matérias- primas diferentes, porque cada cosmético deve apresentar várias propriedades simultaneamente ajustadas para as aplicações desejadas. As matérias-primas costumam ser apresentadas segundo a função que possuem dentro da formulação e podem ser divididas em algumas classes principais: • Corantes e Pigmentos: Conferem coloração ou efeito perolado. • Essências: Conferem odor à preparação cosmética. • Antioxidantes: Protegem a formulação da oxidação. • Corretores de pH: Corrigem o pH final da formulação para uma faixa compatível com a formulação e com a região de aplicação • Emolientes: Conferem melhor espalhabilidade e sensorial à formulação. • Tensoativos: Estabilizam a preparação cosmética. • Estabilizadores de espuma: Melhoram a quantidade e qualidade da espuma formada. - Quelantes ou sequestrantes:Protegem a formulação da ação dos íons metálicos presentes na formulação. • Bloqueadores de UV: Protegem a formulação da ação dos raios ultravioleta. Conservantes: Protegem a formulação da contaminação por micro-organismos. • Veículos e excipientes: Porção responsável por carrear os demais componentes até o local de ação. • Princípios ativos: Responsáveis pela função principal do produto. Nesta prática iremos analisar os componentes de algumas formulações. 2 OBJETIVOS • Desenvolver os requisitos necessários para que o acadêmico reconheça um cosmético, identificando suas matérias-primas e funcionalidades presentes nas formulações. 3 MATERIAIS • Livro didático • Caneta 126 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO Os(as) acadêmicos(as) deverão identificar cada matéria-prima e sua função nas formulações descritas abaixo. A atividade poderá ser feita em grupos para haver discussão e pesquisa sobre o tema. Após preenchimento das tabelas, a atividade deverá ser corrigida juntamente com o tutor externo. • Loção tônica para pele oleosa COMPONENTES DA FORMULAÇÃO FUNÇÃO Mentol Nipagin Propilenoglicol Álcool etílico Extrato glicólico de hamamelis Extrato glicólico de calêndula Ácido cítrico q.s Essência Água destilada q.s.p • Gel esfoliante COMPONENTES DA FORMULAÇÃO FUNÇÃO Microesferas de polietileno Gel de carbopol Óleo de rícino Corante • Creme queratolítico COMPONENTES DA FORMULAÇÃO FUNÇÃO Silicone Ácido salicílico Ureia Propilenoglicol Creme base não iônico COSMETOLOGIA I 127 • Xampu para cabelos normais • Condicionador capilar • Creme hidratante corporal COMPONENTES DA FORMULAÇÃO FUNÇÃO Goma xantana Lauril éter sulfato de sódio Cocoamido propilbetaína Dietanolamina de ácido graxo de coco Coco amidopropilbetaína Imidazolidinil ureia EDTA Ácido cítrico q.s Água destilada q.s.p COMPONENTES DA FORMULAÇÃO FUNÇÃO Álcool cetoestearílico Cloreto de cetil trimetil amônio Propilparabeno Lanolina etoxilada Ciclometicone EDTA BHT Palmitato de cetila Extrato glicólico de aveia Metilparabeno Glicerina Água destilada q.s.p COMPONENTES DA FORMULAÇÃO FUNÇÃO Colágeno Propilenoglicol Extrato de algas marinhas Óleo de amêndoas Creme não iônico q.s.p 128 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL • Antitranspirante spray • Creme de calamina COMPONENTES DA FORMULAÇÃO FUNÇÃO Álcool etílico Água deionizada q.s.p Propilenoglicol Cloridróxido de alumínio Triclosan Alantoína COMPONENTES DA FORMULAÇÃO FUNÇÃO Calamina Óxido de zinco Glicerina Creme lanette q.s.p 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Ao finalizar a prática, o acadêmico deve responder aos seguintes questionamentos: a) Qual a importância para o profissional esteticista na prática em saber identificar os componentes de uma formulação cosmética? b) Referente ao que foi estudado na Unidade 1, em qual grau de risco as formulações acima estão classificadas? 6 REFERÊNCIAS SOUZA, H. C. de. Apostila prática de Cosmetologia. 2015. Disponível em: https://pt.slideshare.net/herbert_farma/apostila-cosmetologia-prtica-2015-02. Acesso em: 27 nov. 2018. GALEMBECK, F.; CSORDAS Y. Cosméticos: a química da beleza. Disponível em: http://web.ccead.puc- rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/ conteudos/SL_cosmeticos.pdf. Acesso em: 27 nov. 2018. 129 TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM PRÁTICA 1 – MANOBRA DE VIBRAÇÃO 1 INTRODUÇÃO Existem diversas manobras de massagem que podem ser utilizadas em uma terapia de massagem relaxante. Um dos movimentos mais difíceis de ser executado pelos profissionais é a manobra de vibração. A vibração é uma excelente técnica que tem a capacidade de estimular desde a superfície da pele até os órgãos mais profundos. Esse movimento de massagem inicia com a manobra de compressão até as mãos do profissional vibrarem. Nesta prática iremos aprender a realizar a manobra primeiramente com o auxílio de um balão e posteriormente será executada nos modelos. Desejamos bom estudo ao longo desta disciplina. Que você perceba, a cada leitura e/ou atividade realizada, a satisfação de consolidar a formação do seu conhecimento, tanto profissional como pessoal. Lembre-se de que, além do seu professor-tutor externo, coordenador, articulador do Polo de Apoio Presencial, você também pode contar com o apoio dos supervisores de disciplina e dos professores-tutores internos. Vamos iniciar? Boa prática! 2 OBJETIVOS • Compreender o movimento de massagem de vibração; • Aprender a executar corretamente a manobra de vibração. 3 MATERIAIS • Balão – um balão por acadêmico; • Moeda; • Uma maca para cada dois acadêmicos. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 130 Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes! IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO Os primeiros dois exercícios para ensinar vibração foram desenvolvidos por um mago profissional que também é prático e instrutor de massagem. 1- Usando um balão vazio de cerca de 12 cm, ponha uma moeda dentro, a seguir infle e amarre o balão. Segure a ponta amarrada do balão, colocando-a na concha da palma da mão (figura A). Usando apenas a ação do punho, gire o balão até a moeda começar a rolar no interior. Uma vez que você consiga fazer isso, torne cada vez menores as rotações do punho enquanto continua rolando a moeda no balão. Eventualmente, a ação será o movimento necessário para a vibração. 2- Use o mesmo balão e ponha a parte mais gorda na palma de sua mão. Coloque a outra mão em cima do balão. Usando apenas a mão que está embaixo, use uma vibração grosseira para fazer a moeda pular e dançar no balão. Uma vez que possa fazer isso, torne os movimentos cada vez menores até você poder fazer a moeda dançar com delicados movimentos de vibração (figura B). TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM 131 3- Combine todos os métodos apresentados até aqui, transformando-os numa massagem. Incorpore vibração em cada tendão, prestando atenção nos resultados quando os músculos se contraem ou retesam de leve em resposta à estimulação. Após praticarem bastante a manobra com o auxílio do balão, iniciar a prática propriamente dita, com maca e modelos. Um acadêmico faz no outro e depois troca. 5 INTERPRETAÇÕES DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: Para que é utilizado o movimento de vibração? Quais foram as dificuldades para executar a técnica? Em qual momento da massagem essa técnica será utilizada? 6 REFERÊNCIAS FRITZ, Sandy. Fundamentos da Massagem Terapêutica. 2. ed. São Paulo: Ed. Manole, p. 357. 2002. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 132 TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM 133 PRÁTICA 2 – MASSAGEM ESTÉTICA 1 INTRODUÇÃO Os tratamentos corporais para fibroedema geloide e para gordura localizada são os mais procurados próximo do verão, porém, para realizar um tratamento adequado é necessária a avaliação estética corporal. Uma das técnicas que auxilia os tratamentos estéticos em geral é a massagem modeladora, onde são realizados movimentos rápidos, manobras de deslizamento, amassamento e percussão, executadas com uma pressão maior sobre o tecido. No entanto, por mais que a técnica deve ser executada com uma maior pressão, jamais deve gerar hematomas ou sequelas no cliente. Esse estilo de massagem pode ser associado ao rolo de massagem, conhecida como massagem turbinada, ou ao bambu (bambuterapia).Lembre-se de que o objetivo da massagem modeladora é remodelar o corpo, por isso é apenas executada nas regiões como glúteos, abdômen, flancos, coxas, joelhos e braços. 2 OBJETIVOS • Identificar as manobras realizadas na massagem modeladora; • Identificar a pressão, ritmo e velocidade com que devem ser executados os movimentos; • Aprender a executar passo a passo uma massagem modeladora; • Realizar essa técnica de massagem; • Compreender a aplicação das técnicas (modeladora, turbinada e bambuterapia). 3 MATERIAIS • Uma maca para cada dois acadêmicos; • Jaleco; • Creme/óleo; • Rolo de papel ou lençol descartável para maca; • Espátula; • Álcool 70%; • Rolo de massagem; • Bambu. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 134 4 PROCEDIMENTO • Avaliar se o cliente está apto a receber essa técnica. • Preparar o ambiente de atendimento. • Fazer a assepsia nas mãos do profissional com álcool 70%. • Delimitar a região a ser tratada. • Pegar uma quantidade suficiente de creme com o auxílio da espátula, a fim de evitar proliferação de microrganismos e bactérias. • Iniciar a massagem com movimentos de deslizamento superficial, em seguida, deslizamento profundo, que devem ser executados firmes, rítmicos, com uma maior pressão e velocidade. • Após, iniciar movimentos de amassamento e percussão. • Se necessário, pode-se aplicar manobras de rolamento, fricção, pinçamento ou vibração. • Para diminuir o cansaço físico, pode-se utilizar o bambu ou o rolo de massagem, com o intuito de atuar como prolongamento dos dedos. 5 INTERPRETAÇÕES DE RESULTADOS • Como são aplicadas as manobras na massagem modeladora? • Qual é o objetivo de utilizar o rolo de massagem? • Em quais regiões do corpo pode ser aplicada essa técnica? • Como é a pressão que deve ser aplicada? • Com qual manobra devemos iniciar uma massagem modeladora? 6 REFERÊNCIAS PEREIRA, Maria de Fátima Lima. Recursos técnicos em estética. 1. ed. São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, 2013. TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM 135 PRÁTICA 3 – MASSAGEM TERAPÊUTICA 1 INTRODUÇÃO A massagem terapêutica possui o intuito de promover saúde e equilíbrio com o corpo, promovendo efeitos fisiológicos, psicológicos. Por ser uma massagem específica para o tratamento de dor, tensão muscular ou alguma patologia, não há necessidade de fazer no corpo todo, o profissional, na avaliação, pode delimitar as áreas mais afetadas e trabalhar nesses pontos. Como toda massagem, antes do cliente se submeter a quaisquer procedimentos, deve obrigatoriamente passar pela avaliação, respondendo à ficha de anamnese e à escala EVA. Assim como o ambiente deve ser preparado com antecedência, de maneira agradável, confortável, que induz ao relaxamento. 2 OBJETIVOS • Identificar a importância da preparação de um ambiente; • Compreender passo a passo da massagem terapêutica; • Compreender as indicações da massagem terapêutica; • Aplicar e realizar essa técnica de massagem. 3 MATERIAIS • Uma maca para cada dois acadêmicos; • Jaleco; • Creme/óleo; • Rolo de papel ou lençol descartável para maca; • Espátula; • Cubeta para fracionar o creme entre os acadêmicos; • Álcool 70%. 4 PROCEDIMENTO • Avaliar se o cliente está apto a receber essa técnica. • Preparar o ambiente de atendimento. • Fazer a assepsia nas mãos do profissional com álcool 70%. • Fazer palpação antes de iniciar a massagem, para verificar a existência de alguma anormalidade, caso apresentar, relatar na ficha de avaliação e, se necessário, indicar para um profissional capacitado. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 136 Realizada a avaliação com a palpação, iniciar a massagem com o uso de creme ou óleo utilizando movimentos como de deslizamento, fricção, amassamento, vibração, percussão, compressão, a ordem a seguir de uma manobra para outra é o profissional que determina, de acordo com a necessidade do cliente, porém recomenda-se iniciar uma massagem com a manobra de deslizamento. 5 INTERPRETAÇÕES DE RESULTADOS Qual é o objetivo da massagem terapêutica? Qual é a indicação dessa técnica? Como deve ser preparado um ambiente para massagem terapêutica? Como se deve fazer a palpação no cliente? 6 REFERÊNCIAS LIMA, Dayany. Efeitos da massagem terapêutica e aromaterapia: Revisão de literatura. 2016, 17f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia). Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, 2016. TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM 137 PRÁTICA 4 – MASSAGEM RELAXANTE 1 INTRODUÇÃO A massagem relaxante, em geral, é voltada para o bem-estar corporal e mental e na melhora da qualidade de vida, já que possui o intuito de promover o alívio do estresse, ocasionando relaxamento. Nesse estilo de massagem são utilizadas as manobras básicas de massagem, que proporcionam melhora da circulação sanguínea e linfática, melhora na nutrição do tecido, melhora da oxigenação do tecido e desintoxicação, resultando em um relaxamento profundo do corpo e da mente. 2 OBJETIVOS • Entender a diferença de uma massagem relaxante da terapêutica; • Compreender as indicações da massagem relaxante; • Compreender os benefícios da massagem relaxante; • Aplicar e realizar essa técnica de massagem. 3 MATERIAIS • Uma maca para cada dois acadêmicos; • Jaleco; • Creme/óleo; • Rolo de papel ou lençol descartável para maca; • Espátula; • Cubeta para fracionar o creme entre os acadêmicos; • Álcool 70%. 4 PROCEDIMENTO • Avaliar se o cliente está apto a receber essa técnica. • Preparar o ambiente de atendimento. • Fazer a assepsia nas mãos do profissional com álcool 70%. • Iniciar a massagem no membro inferior esquerdo em decúbito dorsal, aplicando manobras de deslizamento e fricção de forma lenta e superficial, aumentando a pressão e velocidade gradualmente, finalize nos membros superiores. • Após, orientar o cliente para virar em decúbito ventral, iniciando novamente nos membros inferiores e finalize no dorso, concentrando um tempo maior na região do trapézio, ou na região de maior queixa, visto na avaliação do cliente. • Lembre-se de utilizar todas as manobras básicas de massagem. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 138 5 INTERPRETAÇÕES DE RESULTADOS Quais são as manobras básicas de massagem? Por qual região devemos começar uma massagem relaxante? Qual deve ser o ritmo e velocidade dos movimentos? Qual é o objetivo desse estilo de massagem? Quais são as indicações dessa massagem? 6 REFERÊNCIAS BERTOJA, Vanessa Gomes; TOKARS, Eunice. Os Benefícios da Massagem Relaxante. Disponível em: http://tcconline.utp.br/media/tcc/2017/05/OS- BENEFICIOS-DA-MASSAGEM- RELAXANTE.pdf. Acesso em: 23 jan. 2018. TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM 139 PRÁTICA 5 – PRINCIPAIS POSTURAS PARA UMA BOA MECÂNICA CORPORAL 1 INTRODUÇÃO Independentemente da técnica de massagem que o profissional for aplicar, dispor de uma boa mecânica corporal é crucial para o corpo. O profissional precisa estar atento com a sua ergonomia, para evitar problemas futuros como lesões, fadiga... Dessa maneira, existe um posicionamento adequado para execução das terapias, como a postura do macaco, de guerreiro e a ereta. 2 OBJETIVOS • Compreender cada postura; • Identificar a diferença de uma postura da outra; • Identificar qual postura é adequada para cada movimento executado. 3 MATERIAIS • Imagens ilustrativas: FIGURA – POSTURA ERETA MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 140 FIGURA 2 – POSTURA DE MACACO 4 PROCEDIMENTO • Realizar a postura ereta, identificando para quais técnicas e manobras essa postura é adequada; • Simular a posturado macaco, com os pés paralelos, separados na largura dos ombros, e os joelhos devem estar flexionados, após identifique para quais técnicas e manobras essa postura é adequada; • Realize a postura do guerreiro, sendo esta a posição em que o profissional consegue empregar maior pressão no movimento, evitando assim o esforço físico. 2 INTERPRETAÇÕES DE RESULTADOS Qual é a posição mais utilizada para aplicar a manobra de deslizamento? Qual é a posição mais utilizada para técnicas de massagem facial? Quais são os princípios básicos da mecânica corporal? 3 REFERÊNCIAS KAVANAGH, Wendy. Guia completo de Massagem: um curso estruturado para alcançar a excelência profissional. São Paulo: Pensamento, 2010. 141 ELETROTERAPIA PRÁTICA 1 – CORRENTE RUSSA 1 INTRODUÇÃO A corrente russa, utilizada nesta pesquisa, é uma corrente de média frequência (2.500 Hz), que produz variações eletrofisiológicas no tecido e na força muscular segundo a intensidade e duração do pulso. É indicada para o fortalecimento muscular e mudança na função do tecido muscular, e vem sendo utilizada como um importante recurso para coadjuvar os tratamentos estéticos, principalmente na flacidez muscular. O objetivo da corrente russa é trabalhar a musculatura em seus respectivos pontos motores, ou origem e inserção muscular, para que assim haja um trabalho eficaz com melhora de trofismo muscular. Desejamos bom estudo ao longo desta disciplina. Que você perceba, a cada leitura e/ou atividade realizada, a satisfação de consolidar a formação do seu conhecimento, tanto profissional como pessoal. Lembre-se de que, além do seu professor-tutor externo, coordenador, articulador do Polo de Apoio Presencial, você também pode contar com o apoio dos supervisores de disciplina e dos professores-tutores internos. Vamos iniciar? Boa prática! 2 OBJETIVOS • Reconhecer a técnica de corrente russa; • Compreender os efeitos e a aplicação dos eletrodos; • Localizar os pontos motores no organismo. 3 MATERIAIS • Gel • Aparelho de corrente russa • Eletrodos • Maca • Fitas elásticas MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 142 4 PROCEDIMENTO Tratamento: Flacidez muscular de abdômen e glúteos. Frequência de tratamento: geralmente 2 – 3x por semana. Número de sessões: em média 8 – 12 sessões. PROTOCOLO • Higienizar a área a ser tratada; • Determinar os parâmetros do aparelho, tempo de subida, tempo ON, tempo de descida e tempo OFF; • Para trabalhar as fibras VERMELHAS do músculo, ou FIBRAS TIPO I, programe o aparelho dentre 20 a 30 Hz de frequência; para trabalhar fibras BRANCAS, TIPO II, programe o aparelho na frequência entre 50 a 150 Hz. • Localize os pontos motores e posicione os eletrodos de borracha conforme imagem a seguir, com gel e faixas elásticas, ou no caso de eletrodos autoadesivos, apenas será necessário posicionar no ponto motor. FIGURA 1 – PONTOS MOTORES FONTE: <http://www.tonederm.com.br/pt/produtos/beauty/fortis-m40>. Acesso em: 8 maio 2017. • A intensidade de corrente deverá ser suficiente para causar contração muscular, sempre no nível de tolerância do paciente. Recomenda-se aumentar a intensidade toda vez que o paciente referir acomodação do estímulo (sensação de diminuição); • A contração muscular ativa deve ser realizada simultaneamente ao estímulo ELETROTERAPIA 143 da corrente, visando a potencialização dos resultados; • Nas primeiras sessões, o tempo total do tratamento deverá ser de 10 a 20 minutos por grupo muscular; • Praticantes de atividades físicas e atletas, o tempo de tratamento poderá ser de 30 a 40 minutos por grupo muscular. 2 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: a) Qual é o objetivo da corrente russa? b) Qual é o parâmetro para recrutar as fibras vermelhas? E as brancas? c) Quais são os pontos motores do abdômen? E do glúteo? 3 REFERÊNCIAS Disponível em: http://www.tonederm.com.br/pt/produtos/beauty/fortis-m40. Acesso em: 30 maio 2017. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 144 ELETROTERAPIA 145 PRÁTICA 2 – APLICAÇÃO DO ULTRASSOM CONTÍNUO 1 INTRODUÇÃO O ultrassom é uma onda mecânica cuja energia é transmitida pelas vibrações das moléculas do meio biológico. É capaz de se propagar como uma onda de pressão, causando agitação das moléculas do meio em que estão se propagando, fazendo-as oscilarem. Além disso, é considerado um recurso terapêutico que emite ondas sonoras ocasionando efeito mecânico e térmico. Transdutor da onda ultrassônica é um dispositivo que transforma uma forma de energia elétrica em mecânica. Então, para que um transdutor possa gerar e emitir onda de ultrassom, ele deverá ser dotado de material piezelétrico. O tamanho do transdutor é conhecido como ERA e está relacionado com o tempo que deve durar a sessão de tratamento, cuja medida é em cm² e geralmente o tamanho do transdutor vem informado no manual ou no próprio equipamento. Para cada disfunção estética existe uma intensidade, um parâmetro a ser definido, por exemplo, o ultrassom contínuo produz efeito térmico que quando percorre o tecido, uma porcentagem dele é absorvida, e isso leva à geração de calor dentro daquele tecido. A quantidade de absorção depende da natureza do tecido, seu grau de vascularização e a frequência do US. O efeito térmico do US é considerado de grande importância. As ondas de ultrassom não podem atravessar o ar, portanto deve ser utilizado um agente de acoplamento para permitir que as ondas passem do transdutor para os tecidos, no caso gel. 2 OBJETIVOS • Reconhecer a técnica de ultrassom; • Compreender os efeitos fisiológicos; • Entender a aplicação da técnica; • Compreender quais são as indicações do ultrassom no modo contínuo. 3 MATERIAIS • Gel • Ultrassom • Maca • Lençol descartável • Espátula • Cubeta • Papel Toalha MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 146 Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes! IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO • Delimitar a área a ser tratada; • Verificar o tamanho da era do transdutor; • Calcular o tempo de aplicação pela fórmula TEMPO= ÁREA / ERA; • Programar o aparelho, escolhendo modo contínuo ou pulsado de acordo com a disfunção a ser tratada; • Higienizar a área que irá ser submetida ao tratamento; • Aplicar o gel; • Posicionar o aparelho e iniciar o procedimento; • A aplicação deverá ser de forma lenta, em movimentos circulares. 3 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: a) Como se deve aplicar o ultrassom estético? b) Quais são os parâmetros para aplicação? c) Como é a fórmula utilizada para determinar o tempo de tratamento? d) Qual é o meio utilizado para aplicar o ultrassom? 4 REFERÊNCIAS KITCHEN, S. Eletroterapia: prática baseada em evidências. 2. ed. Barueri: Manole, 2003. ELETROTERAPIA 147 PRÁTICA 3 – PRESSOTERAPIA 1 INTRODUÇÃO O equipamento de pressoterapia, também conhecido como drenagem mecânica, realiza uma drenagem venolinfática suave mediante uma massagem pneumática por compressão controlada. A pressoterapia corresponde a uma massagem pneumática que utiliza um par de botas de borracha impermeáveis que são vestidas dos pés até à cintura. Estas "botas de borracha", encontram-se ligadas a um equipamento computadorizado que controla os bombeamentos, enchendo e esvaziando as referidas botas. É este bombeamento que, devido à pressão, vai agir sobre o sistema linfático, incentivando-o a eliminar as substânciastóxicas ao organismo e devolvendo às pernas uma sensação de equilíbrio e bem-estar. A melhora da sintomatologia é clara logo após a primeira sessão. Podem ser realizadas sessões sempre que seja necessário e não há limites de sessões. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes! IMPORTANT E 2 OBJETIVOS • Reconhecer a técnica de pressoterapia; • Compreender os efeitos fisiológicos; • Identificar a pressão utilizada na prática; • Entender a aplicação da técnica. 3 MATERIAIS • Equipamento de pressoterapia; • Maca; • Álcool 70%. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 148 4 PROCEDIMENTO • Escolher uma modelo para realizar a sessão de pressoterapia. • Realizar a anamnese da modelo. • Ligar o aparelho. • Colocar as faixas, onde irão inflar e desinflar, a uma pressão de aproximadamente 30mm/Hg. • O programa deve ser escolhido e ajustado para cada pessoa, de acordo com as suas necessidades e anamnese. • Ao finalizar a sessão, higienizar as faixas com álcool 70%. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Quais são os efeitos fisiológicos da pressoterapia? b) Quais são as indicações da pressoterapia? c) A pressoterapia também pode ser chamada de ? 6 REFERÊNCIAS PRESSOTERAPIA DOCTOR LIFE. Disponível em: http://casadaestetica.com. br/pressoterapia/aparelhos- pressoterapia/pressoterapia-doctor-life-lx7-com-2- botas 110-volts. Acesso em: 22 maio 2017. ELETROTERAPIA 149 PRÁTICA 4 – LUZ INTENSA PULSADA 1 INTRODUÇÃO Os tratamentos com equipamentos de LIP ou IPL consistem basicamente na aplicação de uma energia de fonte de luz intensa sobre uma dada estrutura- alvo, com a finalidade de gerar calor em seus tecidos e células, obtendo uma microlesão localizada e controlada por meio da desnaturação, por efeito térmico de moléculas selecionadas de acordo com a resposta biológica a um determinado comprimento de onda (fototermólise seletiva). Mas o que é fototermólise seletiva? Significa que a luz usa somente o tecido-alvo, com o mínimo de lesão das regiões adjacentes. Funcionamento da LIP: Quando acionado o disparo do equipamento da LIP, a energia elétrica, previamente armazenada pelo equipamento é liberada com intensidade e tempo de programação previamente programado. Essa energia é transmitida diretamente para a lâmpada de xenônio, a qual transforma energia elétrica acumulada em energia luminosa. A luz emitida pela lâmpada é direcionada para um filtro de corte, ou filtro óptico, sendo este responsável por deixar passar apenas o espectro de luz desejada. Portanto, é através dos filtros ópticos que a entrega selecionada de comprimentos de onda específicos é feita para atingir determinados alvos. Ex.: colágeno, fibroblastos. • 590 a 1200 nm: Estímulo em colágeno da derme papilar em fototipos I e II. • 640 a 1200nm: Estímulo de colágenos da derme reticular em fototipos III e IV. • 750 a 1200 nm: Estímulo de colágeno em derme reticular em fototipos V e VI. Obs.: Cromóforos: Componente fotorreceptivo do tecido-alvo que converte a energia luminosa em calor através da absorção. Os cromóforos são: melanina, hemoglobina, colágeno e água. A luz intensa pulsada possui uma gama de indicações de tratamento, como: acne, fotoepilação, hipercromias, rosácea, telangectasias, rejuvenescimento, estrias. Lembrando que para as aplicações de flacidez de pele deve-se respeitar um intervalo de 21 dias. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 150 Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes! IMPORTANT E 2 OBJETIVOS • Aprender a manipular um aparelho de luz pulsada; • Salientar o cuidado do uso de óculos de proteção; • Identificar a escolha da programação adequada; • Conhecer os riscos envolvidos na utilização. 3 MATERIAIS • Equipamento de luz pulsada; • Maca; • Luva; • Gel; • Espátula; • Cubeta; • Papel toalha; • Óculos de proteção; • Modelo; • Protetor solar. 4 PROCEDIMENTO • Realizar a ficha de avaliação na modelo, verificando sua queixa, fototipo, rotina diária, entre outros; • Determinar a indicação de tratamento e programar os parâmetros do aparelho de acordo com a ficha de avaliação; • Passar gel sobre a região de tratamento; • Colocar os óculos de proteção tanto para o profissional quanto para o modelo; • Realizar os disparos; • Após finalizar a aplicação, limpar a região e passar filtro solar. ELETROTERAPIA 151 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Quais são as indicações da luz pulsada? Quais são os cuidados que o profissional deve ter antes de iniciar a aplicação? Qual é o parâmetro que deve ser utilizado para um fototipo IV para epilação? Qual deve ser o intervalo das sessões para um tratamento de flacidez? 6 REFERÊNCIAS PIROLA, F. M. LIP e seus benefícios ao alcance do profissional de estética. Disponível em: https://www.hairbrasil.com/congresso/estetica2012/ dia26/3_flavia.pdf. Acesso em: 30 maio 2017. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 152 ELETROTERAPIA 153 PRÁTICA 5 – ESTUDO DE CASO 1 INTRODUÇÃO É fundamental que um profissional esteticista saiba elaborar um protocolo de tratamento adequado para cada disfunção estética. Mediante isso, vamos aprender na prática? 2 OBJETIVOS • Saber elaborar um protocolo de tratamento. • Identificar os parâmetros dos aparelhos estéticos. • Conhecer os riscos envolvidos na utilização dos equipamentos eletroterápicos. • Identificar as indicações dos aparelhos para cada disfunção. 3 MATERIAIS • Papel • Caneta 4 PROCEDIMENTO Os acadêmicos deverão formar duplas e cada um irá avaliar a disfunção estética que mais incomoda. Feito isso, deverão analisar se for gordura localizada, se é compacta ou não, se é tecido adiposo subcutâneo superficial ou profundo, se caso por FEG, analisar o grau e o tipo, se caso for flacidez, verificar se é muscular ou tissular, e assim por diante. Identificando a queixa principal e realizada a devida anamnese, deve-se elaborar um protocolo de atendimento com os recursos eletroterápicos. Descrevendo todos os parâmetros, intensidade, frequência, tempo de duração da sessão, intervalo entre as sessões, assim como as indicações e contraindicações do aparelho escolhido para tratar aquela disfunção. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Qual recurso podemos utilizar para gordura localizada? Quais os cuidados que devemos ter? Qual recurso podemos utilizar para FEG fibrótica, grau III? Qual é o melhor tratamento para a flacidez muscular? MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 154 Para elaborar um protocolo de atendimento, o que devemos verificar por primeiro? 6 REFERÊNCIAS A autora. 155 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL PRÁTICA 1 – HIGIENIZAÇÃO FACIAL 1 INTRODUÇÃO As sequências apresentadas indicam passos básicos ou etapas que podem e devem ser complementados pelo profissional de acordo com as marcas cosméticas, recursos eletroterápicos e ativos que tem ao seu dispor, levando em consideração sempre sua prática profissional e a necessidade da pele. O protocolo sugerido a seguir é apenas indicativo das dezenas de tratamentos cosmecêuticos que podem ser adotados para cada situação específica encontrada no dia a dia da estética facial. IMPORTANT E 1. Fase de limpeza: higienizante (sabonete, leite de limpeza, espuma), esfoliantes, tônico; 2- Fase de emoliência: creme ou loção emoliente (+ vapor de ozônio); 2. Fase de extração: etapa mecânica manual (auxílio: extrator, agulha); 3. Fase bactericida e anti-inflamatória: alta frequência, tônico, máscara calmante; 5- Fase específicae fotoproteção: máscara específica e hidratantes com FPS. 2 OBJETIVO DE CADA PROCEDIMENTO • Higienização: promover a remoção de maquiagem, resíduos e impurezas acumuladas na pele. • Esfoliação: remover células superficiais da pele, deixando-a mais lisa e suave, o que favorece a permeação de produtos aplicados posteriormente e renovação celular da camada córnea. • Emoliência: é uma sequência que favorece o amolecimento da camada córnea, através da ação de substâncias químicas. Com isso, os comedões podem ser retirados com a maior facilidade, sem traumas na pele. Os emolientes mais conhecidos são à base de trietanolamina, uma base orgânica que tem pH acima de 8, e favorece o amolecimento da queratina superficial da pele. Podem se apresentar em forma de creme também. Alguns outros produtos emolientes 156 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL são feitos com extratos vegetais que favorecem a extração dos comedões. Para se fazer a emoliência, pode-se combinar dois ou mais procedimentos: Loção emoliente + tamponamento com algodão + vapor de ozônio. Loção emoliente + tamponamento com algodão. Loção emoliente + tamponamento com algodão + oclusão com filme osmótico. Creme emoliente + oclusão com filme osmótico. Creme emoliente + oclusão com filme osmótico + vapor de ozônio. Massagem com creme esfoliante + tamponamento com algodão ou oclusão com filme osmótico + vapor de ozônio. • Extração: procedimento de retirada de comedões (abertos, fechados e microcomedões), mílio e drenagem de pústulas. É possível encontrar no mercado máscara para tratamento facial desidratada, excelente para amolecimento da pele, substituindo dessa forma os algodões. Umedeça a máscara com emoliente e aplique na face. Além do uso de luvas, é necessário usar nos dedos indicadores mais alguma proteção para não lesionar a pele (lenços de papel, algodão umedecido ou quadradinho de tnt). O tempo de extração deve ser no máximo de 30 minutos, sendo que uma pele com muitos comedões deve-se agendar outras sessões para finalizar a higienização. Para retirar o mílio faz-se uma incisão minúscula com uma agulha descartável, procedimento só permitido para profissionais de estética facial. • Tonificação: finalizar a etapa de higienização, retirando os resíduos que restaram e reequilibrar o pH da pele. Aplicação da máscara: aplicada após a extração, tem como objetivo acalmar; hidratar; e equilibrar a oleosidade da pele, dependendo do ativo. • Hidratação/nutrição: repor o teor de água e os nutrientes essenciais à saúde e beleza da pele. • Fotoproteção: proteger a pele contra os raios nocivos do Sol que provocam o envelhecimento precoce. Associado a um bom hidratante, melhora o aspecto geral da pele. Como fazer: ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL 157 QUADRO 1 – PROTOCOLO DE HIGIENIZAÇÃO FACIAL Demaquilar Deve-se iniciar retirando a maquiagem da região dos olhos e lábios. Utilize demaquilante ou loção/leite de limpeza aplicada em algodão. Repita a operação até a remoção total da maquiagem. Higienizar Espalhe o produto de limpeza na face, pescoço e colo. Massagear suavemente em movimentos circulares e em seguida retirar com água e torunda (fina camada de algodão envolvido em gaze utilizada na substituição das antigas esponjas vegetais). Esfoliar Aplicar o produto, friccionando com os dedos em movimentos circulares, procure dar atenção maior à área do queixo, nariz e testa. Se necessário, umedeça as pontas dos dedos com água. Retirar com água e torunda. Emoliência Inicie cobrindo os olhos do cliente com algodão embebido em loção específica ou água. Se for utilizar creme emoliente, massageá-lo na face e deixar agir por 10 a 20 minutos. Se escolher utilizar solução emoliente, aplicar compressas de algodão embebidas ou ainda associe as duas técnicas. O uso de vapor de ozônio é opcional. Extração, remoção das lesões Remover as compressas uma a uma e iniciar a extração dos comedões e drenagem de pústulas, começar pela região nasal (mais sensível). A primeira ação é realizada manualmente. Com os dedos indicadores envoltos em lenço de papel, algodão umedecido ou tnt, faça suaves pressões com a lateral dos dedos. Se necessário, utilizar agulha descartável para abrir suavemente a pele. Na região nasal pode- se utilizar extrator (a pressão não pode ser muito agressiva). Ao finalizar a extração, limpar a pele com água para remover os resíduos do emoliente e das secreções, em seguida secar. Assepsia Aplicar a alta frequência por no mínimo cinco minutos. A pele deve estar seca. Tonificar Aplicar tônico específico, embebido em compressas de algodão e passar com delicadeza sem esfregá-lo na pele ou em pulverização, secando a face em seguida. Máscara Em toda a face, aplicar uma máscara conforme a necessidade de pele no momento. No pescoço e colo, aplicar máscara nutritiva ou hidratante. Deixar agir por 15 a 20 minutos. Retire com água e seque a pele. Proteção Aplicar filtro solar FPS 15 no mínimo. Dar preferência a filtros solares com hidratantes. FONTE: A autora 158 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL Na utilização da agulha descartável, primeiro certifique-se de que o cliente permite o uso e que não existe contraindicação. Abra a embalagem e utilize a parte superior transparente para acomodá-la, jamais deixar a agulha exposta ou presa em toalhas e lenços, e assim que terminar o procedimento, descarte-a na caixa de descarte de perfurocortantes. Jamais reencapá-la, entortá-la ou quebrá-la. IMPORTANT E ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL 159 PRÁTICA 2 – RADIOFREQUÊNCIA PARA FLACIDEZ TISSULAR FACIAL 1 INTRODUÇÃO A Radiofrequência (RF) é uma modalidade não invasive, capaz de estimular mudanças na conformação do colágeno e induzir a neocolagenese através da geração de energia térmica de forma controlada em camadas profundas de tecido cutâneo e subcutâneo. Além disso, é considerada um tipo de corrente de alta frequência que gera calor por conversão, atingindo profundamente as camadas tissulares, promovendo a oxigenação, nutrição e vasodilatação dos tecidos (AGNE, 2009). Resumindo, o efeito de firmeza é o resultado do calor gerado pela radiofrequência nos tecidos, induzindo a contração do colágeno. Esse recurso eletroterápico pode ser utilizado tanto em abordagens corporais como faciais. Mediante a nossa disciplina, vamos realizar a prática da radiofrequência na face. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes! IMPORTANT E 2 OBJETIVOS • Aprender a manipular o aparelho de radiofrequência. 3 MATERIAIS • Higienizante (sabonete, leite de limpeza, espuma), tônico; • Gaze, algodão, torunda; • Cubetas; • Glicerina/gel; • Radiofrequência; • Maca; • Touca e máscara descartável; • Luvas; • Termômetro; • Filtro solar. 160 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL Para esta prática, o professor-tutor externo precisa ressaltar do uso do JALECO durante o processo e os devidos procedimentos de biossegurança! IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO 4.1 PROTOCOLO PARA FLACIDEZ TISSULAR FACIAL Primeiramente deve-se higienizar a pele, em seguida aplicar o meio condutor (gel ou glicerina). Escolher o cabeçote facial do aparelho de radiofrequência e suas respectivas programações. Durante a aplicação da radiofrequência, com o aplicador: Evite movimentá-lo rápido. Evite mantê-lo parado ou estacionado. Evite levantá-lo e encostá-lo, acoplando e desacoplando. Aplicar o tempo entre 5 a 10 minutos por área, sendo que esse tempo só começa a ser contado a partir do momento em que atinge a temperatura de 40 °C controladapelo termômetro. Finalizando o procedimento, remover o meio condutor e aplicar filtro solar. 3 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: Quais são as indicações estéticas da radiofrequência? Por que para o tratamento de flacidez tissular devemos manter a temperatura em 40°? ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL 161 Por que não se deve deixar o cabeçote parado sobre a pele com o aparelho funcionando? 6 REFERÊNCIAS AGNE, J. E. Eu sei eletroterapia. 1. ed. Santa Maria: Pallotti, 2009. Disponível em: http://manual.assistenciafernandes.com.br/kld/estetica/manual_ Hertix.pdfAcesso em: 7 fev. 2017. 162 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL 163 PRÁTICA 3 – AVALIAÇÃO DA ACNE 1 INTRODUÇÃO As afecções da pele são comumente encontradas na população e muitas das vezes trazem implicações estéticas e suas consequências podem causar isolamento social, diminuição da autoestima, depressão, estresse, entre outros. Por outro lado, a cada dia a área da estética vem crescendo e oferecendo opções de tratamento para essas afecções da pele (PEREIRA, 2003). A acne é um exemplo dessas afecções da pele, surge devido a um processo inflamatório das glândulas sebáceas e dos folículos pilossebáceos. Muito frequente na fase da adolescência, sem deixar de ser comum também em adultos, principalmente em mulheres (SBD, 2018). A acne se origina da obstrução dos folículos sebáceos, geralmente desencadeada pelo aumento na produção de secreção da glândula sebácea com hiperqueratinização e consequente obstrução do folículo pilossebáceo. Essas condições favorecem a proliferação de bactérias que podem agravar o quadro clínico. Os sintomas da acne variam de acordo com cada pessoa e, na maioria das vezes, são de pequena a média intensidade (SBD, 2018). 2 OBJETIVO • Avaliar o rosto e identificar os sintomas e grau da acne. 3 MATERIAIS • Caneta • Lápis 4 PROCEDIMENTO As alunas deverão formar duplas e cada uma irá avaliar o rosto da sua dupla quanto às manifestações da acne (comedões, pápula, pústula, nódulos e cisto), classificá-la quanto ao grau da acne e indicar um tratamento específico para o tipo de pele analisada. 164 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: a) Quais manifestações de acne a colega apresenta? b) Qual é o grau de classificação de acne que ela apresenta? Apresenta acne inflamada? c) Qual tratamento você indicaria para esse tipo de pele? d) Quando a acne se apresenta num grau mais elevado, qual profissional está apto a realizar o acompanhamento? Que tipo de tratamento é utilizado? 6 REFERÊNCIAS PEREIRA, Juliana Silva Vidal. Estética Facial e Corporal. Brasília. 2003. Disponível em: http://lms.ead1.com.br/webfolio/Mod4141/estetica_facial_e_ estetica_corporal.pdf. Acesso em: 10 abr. 2019. SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia. Acne. 2018. Disponível em: http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/acne/23/. Acesso em: 10 abr. 2019. ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL 165 PRÁTICA 4 – CLASSIFICAÇÃO DE PELE DE ACORDO COM FITZPATRICK 1 INTRODUÇÃO Uma das escalas de identificação dos fototipos de pele mais conhecida é a escala de Fitzpatrick, leva este nome, pois foi elaborada pelo dermatologista e diretor do departamento de Dermatologia da Escola de Medicina de Harvard, Thomas B. Fitzpatrick. Fitzpatrick classificou a pele em fototipos a partir da capacidade de cada pessoa em se bronzear sob exposição solar e sua sensibilidade e tendência a ficar vermelha sob os raios solares. Desta maneira, ele classificou a pele humana em seis fototipos, variando do tipo I (pele branca) ao tipo VI (pele negra). 1. Branca – Sempre queima – Nunca bronzeia – Muito sensível ao Sol. 2. Branca – Sempre queima – Bronzeia muito pouco – Sensível ao Sol. 3. Morena – clara – Queima (moderadamente) – Bronzeia (moderadamente) – Sensibilidade normal ao Sol. 4. Morena moderada – Queima (pouco) – Sempre bronzeia – Sensibilidade normal ao Sol 5. Morena escura – Queima (raramente) – Sempre bronzeia – Pouco sensível ao Sol. 6. Negra – Nunca queima – Totalmente pigmentada – Insensível ao Sol. Agora que revisamos um pouco sobre a classificação dos fototipos de pele, desejo a você, acadêmico, um bom estudo ao longo desta disciplina. Espero que você perceba, a cada leitura e/ou atividade realizada, a satisfação de consolidar a formação do seu conhecimento, tanto profissional como pessoal. Lembre-se de que, além do seu professor-tutor externo, coordenador, articulador do Polo de Apoio Presencial, você também pode contar com o apoio dos supervisores de disciplina e dos professores-tutores internos. Uma ótima prática! 2 OBJETIVOS • Identificação e fixação dos fototipos de pele. 3 MATERIAIS • Tesoura; • Folhas impressas. 166 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL Para esta prática, o professor-tutor externo precisa providenciar as folhas que estão no anexo impresso para o jogo da memória. IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO Atividade 1 – jogo da memória ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL 167 ATIVIDADE 2 Agora que você fixou bastante a diferença de cada fototipo, avalie os fototipos de seus colegas de aula. (No mínimo cinco) 2 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Qual é a importância de saber identificar qual o fototipo de pele do cliente? O que diferencia o fototipo V do fototipo VI? Quais são as características do fototipo II? 6 REFERÊNCIAS Classificação dos Fototipos de pele. Disponível em: http://www.sbd.org.br/ cuidado/classificacao-dos-fototipos-de-pele/. Acesso em: 26 maio 2017. 168 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL 169 PRÁTICA 5 – ROTULAGEM DOS FILTROS SOLARES 1 INTRODUÇÃO O profissional esteticista deve salientar a importância do uso do filtro solar para todas as pessoas, independentemente da raça ou etnia, já que é um cuidado simples que permite proteger a pele contra os danos dos raios solares. Para isso, o profissional deve ser capaz de analisar a rotulagem desses produtos e identificar qual a melhor indicação para estas pessoas. 2 OBJETIVOS • Observar e identificar a rotulagem dos filtros solares; • Identificar a diferença de FPS de PPD; • Identificar a diferença da composição de uma marca de filtro da outra; • Escolher o filtro solar mais adequado para o cliente. 3 MATERIAIS • Diferentes exemplos de filtros solares; • Cartolina; • Canetão. 4 PROCEDIMENTO • O facilitador deverá separar os acadêmicos em grupos de no máximo quatro pessoas e distribuir no mínimo três exemplos de filtro solar diferentes; • Cada grupo deverá descrever as características na cartolina de cada filtro solar recebido, identificando em cada rotulagem qual é o FPS, se tem proteção UVA e UVB; • Se na rotulagem mostra quanto de radiação UVA ele protege; • Analisar se é um protetor indicado para pele seca, normal ou oleosa, mediante a composição, livre de óleo ou "oil free", toque seco ou efeito mate; • Identificar todas as características do protetor solar, tem parabenos? E comedogênico? • Após finalizar a análise da rotulagem, apresentar para o restante da turma os resultados obtidos. 170 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Qual é a indicação de cada filtrosolar analisado? Recomendaria a utilização desse filtro analisado? Tem proteção UVA? Tem indicação de quanto protege na rotulagem? Por que um filtro solar precisa ter proteção UVA? Possui filtro químico e físico na composição? 6 REFERÊNCIAS ANVISA. Proteção solar. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/protecao- solar. Acesso em: 29 maio 2017. 171 ESTÉTICA CORPORAL E AVALIAÇÃO CORPORAL PRÁTICA 1 – AVALIAÇÃO CORPORAL E APLICAÇÃO DE ANAMNESE, MASSAGEM MODELADORA COM APLICAÇÃO DE BANDAGEM CRIOTERÁPICA 1 INTRODUÇÃO Anamnese é uma entrevista realizada pelo profissional de saúde, no caso pelo esteticista com seu cliente, com a intenção de ser um ponto inicial no tratamento desejado. Nesta prática, iniciaremos com aplicação da anamnese, avaliação antropométrica (médicas) e registros fotográficos. Após procedimento inicial, iremos aplicar massagem modeladora, uma massagem feita com movimentos mais fortes e profundos, com o intuito de atingir camadas mais profundas da pele, aumentando o metabolismo local. A seguir, finalizamos nosso protocolo com bandagem crioterápica, que auxilia em um aumento do metabolismo ainda maior. 2 MATERIAIS NECESSÁRIOS • Fita métrica; • Balança; • Câmera digital ou celular; • Fichas de anamnese (modelo abaixo); • Álcool gel; • Esfoliante; • Gel crioterápico; • Creme de massagem modeladora; • Atadura; • Lenços umedecidos. 3 PRÁTICA INICIAL Fazer avaliação: Anamnese, medidas, peso e fotografar. Utilizando a ficha de anamnese a seguir: MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 172 QUADRO 2 - ENTREVISTA Ficha de Anamnese Corporal Identificação \ •\.:: Nome: ______________________________ Indicação: _________ _ E-mail: _____________________ Endereço: __________________ _ Bairro: Cidade: ___________________ _ / / CEP: _________ Tel.: ___________ Nasc.: ________ Profissão: ________ _ História Social Etilismos? ______ Tabagismo? ______ Realiza Dieta? ______ Realiza Atividades físicas? _____ _ Obs.: ____________________________________________ _ História Patológi,ca Pregressa Possui alguma alergia? ____ Qual? _________________________ Está grávida? ___ _ Está em tratamento médico? ____ Qual? __________________ Está usando medicamentos? ___ _ Qual? __________________________ _ Ingeriu medicamentos por longo tempo? ___ _ Qual?--------------------------------------------- Cardíaca? ____ Vasculares? ____ Reumáticas? ____ Constipação intestinal? ____ Renal? ____ DIU? __ _ Glandulares? ____ Qual? ___________________________ Ginecológicas? ___ _ Próteses metálicas? _______ Bronquite? _______ Alergias? ________ Resfriados? _______ _ Utilização de contraceptivos? _____________________________________ _ Já teve herpes simples: ( ) Sim ) Não A quanto tempo? _________ ,lngesta de água: ( ) <1 litro ( ) 1-2Iitros ( ) 2-3Iitros Níveis Pressóricos: ) Elevada )Sim ) Normal ( ) Baixa Medicamento? ____________________ _ Exposição solar: ) Não Duração: ___________________________ _ Alimentação: ) Controlada ( ) Irregular ( ) Normal ( )Vegetariana Funcionamento intestinal regular: ( ) Sim ) Não Prescrição para o cliente Manhã: ___________________________________________ _ Noite: ____________________________________________ _ Cuidados Específicos: _______________________________________ _ Biotipo Andróide ( ) Ginecóide ( ) Peso: ____________ _ Altura: ____________ _ ESTÉTICA CORPORAL E AVALIAÇÃO CORPORAL 173 Biometria Medida atual Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ B t us o Axilar Dorso Braço dir. l Braço dir.11 Braço dir. Ili Braço esq. l Braço esq. li Braço esq. Ili Ab. superior Cintura Ab. inferior li Culote Quadril Coxa dir. Joelho dir. Coxa esq. Joelho esq. Perna dir. l Perna dir. li Perna dir.111 Perna esq. l Perna esq.11 Perna esq.111 Indicação: Lipodistrofia ginóide ( ) Gordura localizada ( ) Estrias ( ) Flacidez ( Tratamento , . sessão 2• sessão 3• sessão 4• sessão s• sessão 6• sessão 7• sessão &•sessão 9• sessão 10•sessão C b ar oxiterapia Drenagem Manthus Peeling Mesoterapia Phydias Diamondtip* Eletroporação Massagem Mod. Massagem Relax. *(peeling de diamantes) Observações: _____________________________________ _ Termo de Responsabilidade As declarações acima são verdadeiras, não cabendo ao profissional a responsabilidade por fatos omitidos ou falsos. Assinatura do Cliente: __________________________________ _ QUADRO 3 – MEDIDAS MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 174 4 MASSAGEM MODELADORA E BANDAGEM CRIOTERÁPICA 1. Fazer a assepsia nas mãos do profissional e nas áreas de tratamento. 2. Realizar esfoliação nas regiões a serem tratadas e massageá-las com movimentos suaves e circulares até o produto formar grumos, secar e sair totalmente. Retirar os resíduos do produto, com ducha, bandaletes úmidas ou lenços umedecidos. 3. Realizar a massagem modeladora aplicando o creme para massagem modeladora. 4. Aplicar o gel crioterápico. Quantidade suficiente para cada local tratado. NÃO APLICAR SOBRE A REGIÃO DE RINS. 5. Umedecer a atadura, e envolver o local a ser trabalhado. Aguardar aproximadamente 30 minutos e retirar tudo. Após a retirada, finalizar com uma fina camada de gel crioterápico, nos locais tratados. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Qual método de aplicação de anamnese você utilizou? Descreva o procedimento. Quais são os benefícios da massagem modeladora? Quais são os benefícios da bandagem crioterápica? 4- Defina metabolismo. 6 REFERÊNCIAS AYRES, Nathalie. Crioterapia. Disponível em: http://www.minhavida.com.br/ beleza/tudo- sobre/17923-crioterapia-conheca-os-pros-e-contras-da-tecnica-que- elimina-manchas-e-flacidez. Acesso em: 13 jun. 2017. ESTÉTICA CORPORAL E AVALIAÇÃO CORPORAL 175 PRÁTICA 2 – ENDERMOTERAPIA ASSOCIADA À GESSOTERAPIA 1 INTRODUÇÃO Anamnese é uma entrevista realizada pelo profissional de saúde, no caso pelo esteticista com seu cliente, com a intenção de ser um ponto inicial no tratamento desejado. Nesta prática, iniciaremos com aplicação da anamnese, avaliação antropométrica (médicas) e registros fotográficos. Após procedimento inicial, iremos iniciar a prática de endermologia e gessoterapia. A endermologia é um tratamento estético utilizada para eliminar a celulite e gordura localizada, especialmente em abdômen, pernas e glúteos. O tratamento consiste em 'sugar' a pele, promovendo um deslizamento e descolamento da pele e da camada de gordura, da fáscia que recobre os músculos para melhorar a circulação sanguínea, eliminando a retenção de líquidos, moldando o corpo e tornando a pele mais brilhante e macia. Gessoterapia é uma técnica utilizada como isolante térmico e auxilia para o modelamento do corpo. Seu tratamento consiste em associar massagem modeladora, com ativos hiperemiantes e utilizar o gesso como isolante térmico, aplicando atadura gessada. 2 OBJETIVO • Reconhecer o equipamento de endermologia e sua aplicação; • Reconhecer a técnica de gessoterapia e sua aplicação; • Compreender os efeitos e a aplicação das técnicas de endermologia e gessoterapia. 3 MATERIAIS • Fita métrica; • Balança; • Câmera digital ou celular; • Fichas de anamnese (modelo abaixo); • Álcool gel; • Aparelho de endermoterapia; • Óleo (sementes de uva); • Lenço umedecido; • Esfoliante corporal; • Fluido termoterápico (nicotinato de metila); • Bandagem gessada; • Água quente; MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 176 • Recipiente para mergulhar a bandagem naágua quente; • Plástico filme ou papel osmótico. 4 PROCEDIMENTOS Tratamento para adiposidade localizada e FED em abdômen. Fazer avaliação: Anamnese, medidas, peso e fotografar. Utilizando a ficha de anamnese a seguir: QUADRO 4 – ENTREVISTA Ficha de Anamnese Corporal Identificação \ •\.:: Nome: ______________________________ Indicação: _________ _ E-mail: _____________________ Endereço: __________________ _ Bairro: Cidade: ___________________ _ / / CEP: _________ Tel.: ___________ Nasc.: ________ Profissão: ________ _ História Social Etilismos? ______ Tabagismo? ______ Realiza Dieta? ______ Realiza Atividades físicas? _____ _ Obs.: ____________________________________________ _ História Patológi,ca Pregressa Possui alguma alergia? ____ Qual? _________________________ Está grávida? ___ _ Está em tratamento médico? ____ Qual? __________________ Está usando medicamentos? ___ _ Qual? __________________________ _ Ingeriu medicamentos por longo tempo? ___ _ Qual?--------------------------------------------- Cardíaca? ____ Vasculares? ____ Reumáticas? ____ Constipação intestinal? ____ Renal? ____ DIU? __ _ Glandulares? ____ Qual? ___________________________ Ginecológicas? ___ _ Próteses metálicas? _______ Bronquite? _______ Alergias? ________ Resfriados? _______ _ Utilização de contraceptivos? _____________________________________ _ Já teve herpes simples: ( ) Sim ) Não A quanto tempo? _________ ,lngesta de água: ( ) <1 litro ( ) 1-2Iitros ( ) 2-3Iitros Níveis Pressóricos: ) Elevada )Sim ) Normal ( ) Baixa Medicamento? ____________________ _ Exposição solar: ) Não Duração: ___________________________ _ Alimentação: ) Controlada ( ) Irregular ( ) Normal ( )Vegetariana Funcionamento intestinal regular: ( ) Sim ) Não Prescrição para o cliente Manhã: ___________________________________________ _ Noite: ____________________________________________ _ Cuidados Específicos: _______________________________________ _ Biotipo Andróide ( ) Ginecóide ( ) Peso: ____________ _ Altura: ____________ _ ESTÉTICA CORPORAL E AVALIAÇÃO CORPORAL 177 Biometria Medida atual Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ B t us o Axilar Dorso Braço dir. l Braço dir.11 Braço dir. Ili Braço esq. l Braço esq. li Braço esq. Ili Ab. superior Cintura Ab. inferior li Culote Quadril Coxa dir. Joelho dir. Coxa esq. Joelho esq. Perna dir. l Perna dir. li Perna dir.111 Perna esq. l Perna esq.11 Perna esq.111 Indicação: Lipodistrofia ginóide ( ) Gordura localizada ( ) Estrias ( ) Flacidez ( Tratamento , . sessão 2• sessão 3• sessão 4• sessão s• sessão 6• sessão 7• sessão &•sessão 9• sessão 10•sessão C b ar oxiterapia Drenagem Manthus Peeling Mesoterapia Phydias Diamondtip* Eletroporação Massagem Mod. Massagem Relax. *(peeling de diamantes) Observações: _____________________________________ _ Termo de Responsabilidade As declarações acima são verdadeiras, não cabendo ao profissional a responsabilidade por fatos omitidos ou falsos. Assinatura do Cliente: __________________________________ _ Ficha de Anamnese Corporal Identificação \ •\.:: Nome: ______________________________ Indicação: _________ _ E-mail: _____________________ Endereço: __________________ _ Bairro: Cidade: ___________________ _ / / CEP: _________ Tel.: ___________ Nasc.: ________ Profissão: ________ _ História Social Etilismos? ______ Tabagismo? ______ Realiza Dieta? ______ Realiza Atividades físicas? _____ _ Obs.: ____________________________________________ _ História Patológi,ca Pregressa Possui alguma alergia? ____ Qual? _________________________ Está grávida? ___ _ Está em tratamento médico? ____ Qual? __________________ Está usando medicamentos? ___ _ Qual? __________________________ _ Ingeriu medicamentos por longo tempo? ___ _ Qual?--------------------------------------------- Cardíaca? ____ Vasculares? ____ Reumáticas? ____ Constipação intestinal? ____ Renal? ____ DIU? __ _ Glandulares? ____ Qual? ___________________________ Ginecológicas? ___ _ Próteses metálicas? _______ Bronquite? _______ Alergias? ________ Resfriados? _______ _ Utilização de contraceptivos? _____________________________________ _ Já teve herpes simples: ( ) Sim ) Não A quanto tempo? _________ ,lngesta de água: ( ) <1 litro ( ) 1-2Iitros ( ) 2-3Iitros Níveis Pressóricos: ) Elevada )Sim ) Normal ( ) Baixa Medicamento? ____________________ _ Exposição solar: ) Não Duração: ___________________________ _ Alimentação: ) Controlada ( ) Irregular ( ) Normal ( )Vegetariana Funcionamento intestinal regular: ( ) Sim ) Não Prescrição para o cliente Manhã: ___________________________________________ _ Noite: ____________________________________________ _ Cuidados Específicos: _______________________________________ _ Biotipo Andróide ( ) Ginecóide ( ) Peso: ____________ _ Altura: ____________ _ Iniciar a sessão passando óleo na região a ser tratada e realizar movimento da endermoterapia. A pressão negativa deve ser em torno de 150 a 200 mmHg e aumentando gradativamente de acordo com a sensibilidade da pessoa. Tempo de aplicação em torno de cinco minutos ou até a pele ficar avermelhada. Sempre respeitar as linhas de Langer e a sensibilidade do cliente. Não deve apresentar petéquias e nem hematomas. IMPORTANT E Após a aplicação da endormologia, limpar a área com lenço umedecido e esfoliar. Retirar o excesso do esfoliante e limpar a pele. Aplicar ativos hiperemiantes, por exemplo, nicotinato de metila, e utilizar o gesso como isolante térmico, aplicando atadura gessada da seguinte forma: deve-se colocá-la em um recipiente com água morna, após umedecer por completo, aguardar o excesso de água escorrer e aplicar no local desejado, modelando ao corpo. É importante que a cliente fique pelo menos 30 minutos com a atadura. Para ter um resultado satisfatório são indicadas, no mínimo, 10 sessões de duas a três vezes por semana. 2 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Qual é a ação do ativo hiperemiante? Quais são os benefícios da bandagem gessada? Qual é a ação do aparelho de endermologia? MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 178 REFERÊNCIAS ENDERMOLOGIA. Disponível em: http://www.caritas.pt/site/coimbra/images/ pastapdf/protocolos/endermologia.pdf. Acesso em: 30 maio 2017. GESSOTERAPIA. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/estetica/ artigos/5640/gessoterapia. Acesso em: 30 maio 2017. ESTÉTICA CORPORAL E AVALIAÇÃO CORPORAL 179 PRÁTICA 3 – TRATAMENTO DESINTOXICANTE – MANTA TÉRMICA COM ARGILA 1 INTRODUÇÃO Os tratamentos desintoxicantes ajudam a eliminar as toxinas do organismo e podem até reduzir medidas, quando eliminam líquidos excedentes do corpo. Os tratamentos à base de argila fazem parte dos recursos naturais. A argila é resultado da transformação de rochas naturalmente ricas em sais minerais. A Manta Térmica é um recurso que emite calor e raios infravermelhos longos, que são raios encontrados naturalmente na luz solar e que são os responsáveis pela ativação das funções celulares dos seres humanos. Combinando as duas terapias, argila e manta térmica, é possível aumentar a circulação sanguínea; proporcionar a eliminação de toxinas; atuar contra a retenção de líquidos; acelerar o metabolismo. 2 OBJETIVOS • Reconhecer os benefícios da argila; • Conhecer a técnica de termoterapia com manta térmica; • Compreender os efeitos da utilização da argilaterapia e termoterapia para redução das toxinas corporais. 3 MATERIAIS • Fita métrica; • Esfoliante corporal; • Lenço umedecido; • Fluido com ativosdesintoxicantes – com cafeína, centella asiática, ginko biloba, hera... • Argila verde, vermelha ou amarela; • Filme osmótico (PVC); • Manta térmica; • Creme de massagem – com cafeína, centella asiática, ginko biloba, hera... NÃO UTILIZAR HIPEREMIANTE COM MANTA TÉRMICA – RISCO DE CAUSAR QUEIMADURA IMPORTANT E MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 180 2 PROCEDIMENTO 1. Realizar a perimetria das regiões que serão tratadas; 2. Esfoliar as regiões a serem tratadas, massageando-as com movimentos suaves e circulares. Retirar os resíduos do produto, com lenços umedecidos. 3. Aplicar o fluido desintoxicante; 4. Preparar duas colheres (sopa) de argila em pó, diluir em água, água termal ou hidrolato, até formar uma consistência cremosa. Aplicar por todo o local a ser tratado; 5. Envolver o cliente com filme osmótico (PVC) e na manta térmica, deixar agir por 20 a 30 minutos; 6. Retirar a manta e limpar o preparado de argila com ducha ou lenços umedecidos; 7. Massagear a região com creme de massagem. Para ter um resultado satisfatório são indicadas, no mínimo, 10 sessões de duas a três vezes por semana. 3 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Quais são as indicações da manta térmica? 2- Quais são os benefícios da argila? Indique as contraindicações da utilização da manta térmica. 6 REFERÊNCIAS DETOX E REDUÇÃO. Disponível em: http://blog.buonavita.com.br/index. php/2016/06/23/destoxi-e- reducao-passo-passo/. Acesso em: 30 maio 2017. LESSA, Beatriz; CARBONELLI, Jéssica. Argilas mais usadas na estética. Disponível em: https://www.mundoestetica.com.br/esteticageral/argilas/. Acesso em: 30 maio 2017. ESTÉTICA CORPORAL E AVALIAÇÃO CORPORAL 181 PRÁTICA 4 – CRIOTERAPIA – TRATAMENTO PARA ADIPOSIDADE LOCALIZADA COM FLACIDEZ DÉRMICA 1 INTRODUÇÃO A crioterapia é o tratamento que usa baixas temperaturas para tratamentos estéticos e terapêuticos na pele. Nesse tratamento podem ser usados cremes, géis e sprays que levem cânfora ou mentol em sua composição ou aparelhos específicos que causam um resfriamento onde são aplicados. A técnica de crioterapia age com o intuito de acelerar o metabolismo, pois quando a região do corpo é resfriada, o organismo trabalha para aquecer novamente aquela região. Ocorre uma vasoconstrição superficial, para o corpo não perder mais calor e uma vasodilatação profunda, para liberar calor nos tecidos. 2 OBJETIVOS • Reconhecer os benefícios da crioterapia; • Compreender os efeitos da utilização da crioterapia para gordura localizada e flacidez. 3 MATERIAIS • Esfoliante corporal; • Lenço umedecido; • Fluido, creme ou gel com mentol ou cânfora; • Bandagem de tecido; • Creme de massagem – com cafeína, centella asiática, ginko biloba, hera. 4 PROCEDIMENTO 1. Esfoliar a pele para que o creme redutor penetre mais facilmente no organismo; 2. Retirar o excesso do esfoliante com o lenço umedecido; 3. Passar creme, gel ou fluido profissional para crioterapia estética enriquecido com cânfora ou mentol; 4. Enfaixar com a bandagem o local para manter o frio, deixando-o atuar por aproximadamente 20 a 30 minutos – se necessário, ir umedecendo mais a região com fluido crioterápico; 5. Retirar a bandagem e retirar o excesso do creme ou gel; 6. Realizar uma massagem redutora em toda a região com creme redutor. A técnica pode ser feita de duas a três vezes por semana, em um total de 10 sessões. Cada sessão dura cerca de 30 minutos. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 182 NÃO APLICAR GEL CRIOTERÁPICO SOBRE A REGIÃO DE RINS. IMPORTANT E 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Quais são as indicações da crioterapia? Explique o que ocorre no organismo quando aplicada a crioterapia. 3- Indique os casos em que a crioterapia não pode ser utilizada. REFERÊNCIAS PINHEIRO, Marcelle. Como fazer a crioterapia estética. Disponível em: https:// www.tuasaude.com/crioterapia-estetica/. Acesso em: 30 maio 2017. CRIOTERAPIA ESTÉTICA. Disponível em: http://www.fotosantesedepois.com/ crioterapia-estetica/. Acesso em: 30 maio 2017. ESTÉTICA CORPORAL E AVALIAÇÃO CORPORAL 183 PRÁTICA 5 – ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO E DEFINIÇÃO DE HOME-CARE 1 INTRODUÇÃO A anamnese é um questionário que o profissional deve realizar no primeiro contato com o cliente, no qual será relatado tudo sobre a história clínica dele. Essa “entrevista” deve incluir um registro da história pessoal e familiar de doenças, medicamentos ou tratamentos que pode realizar, hábitos alimentares e dieta, história do tabagismo pessoal e familiar e os padrões atuais de atividade física, como também quaisquer outros problemas clínicos ou incapacidades físicas. A anamnese é um documento que o profissional utiliza para certificar-se de que o cliente está apto a receber os tratamentos propostos e é um instrumento importante para se chegar a um diagnóstico. Cosméticos home-care são aqueles que o profissional irá indicar para o cliente utilizar em casa, diariamente. Os cuidados diários são importantes para a manutenção e potencialização dos tratamentos que são realizados em cabine. A maioria das marcas de dermocosméticos profissionais já possui os cosméticos que o cliente tem que usar em casa, combinados com os tratamentos realizados em cabine. 2 OBJETIVOS • Compreender como realizar a anamnese; • Reconhecer os benefícios do home-care. 3 MATERIAIS • Ficha de anamnese. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 184 Ficha de Anamnese Corporal Identificação \ •\.:: Nome: ______________________________ Indicação: _________ _ E-mail: _____________________ Endereço: __________________ _ Bairro: Cidade: ___________________ _ / / CEP: _________ Tel.: ___________ Nasc.: ________ Profissão: ________ _ História Social Etilismos? ______ Tabagismo? ______ Realiza Dieta? ______ Realiza Atividades físicas? _____ _ Obs.: ____________________________________________ _ História Patológi,ca Pregressa Possui alguma alergia? ____ Qual? _________________________ Está grávida? ___ _ Está em tratamento médico? ____ Qual? __________________ Está usando medicamentos? ___ _ Qual? __________________________ _ Ingeriu medicamentos por longo tempo? ___ _ Qual?--------------------------------------------- Cardíaca? ____ Vasculares? ____ Reumáticas? ____ Constipação intestinal? ____ Renal? ____ DIU? __ _ Glandulares? ____ Qual? ___________________________ Ginecológicas? ___ _ Próteses metálicas? _______ Bronquite? _______ Alergias? ________ Resfriados? _______ _ Utilização de contraceptivos? _____________________________________ _ Já teve herpes simples: ( ) Sim ) Não A quanto tempo? _________ ,lngesta de água: ( ) <1 litro ( ) 1-2Iitros ( ) 2-3Iitros Níveis Pressóricos: ) Elevada )Sim ) Normal ( ) Baixa Medicamento? ____________________ _ Exposição solar: ) Não Duração: ___________________________ _ Alimentação: ) Controlada ( ) Irregular ( ) Normal ( )Vegetariana Funcionamento intestinal regular: ( ) Sim ) Não Prescrição para o cliente Manhã: ___________________________________________ _ Noite: ____________________________________________ _ Cuidados Específicos: _______________________________________ _ Biotipo Andróide ( ) Ginecóide ( ) Peso: ____________ _ Altura: ____________ _ QUADRO 5 – ENTREVISTA Biometria Medida atual Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ Data:_�/-�/ _ _ B t us o Axilar Dorso Braço dir. l Braço dir.11 Braço dir. Ili Braço esq. l Braço esq. li Braço esq. Ili Ab. superior Cintura Ab. inferior li Culote Quadril Coxa dir. Joelho dir. Coxa esq. Joelho esq.Perna dir. l Perna dir. li Perna dir.111 Perna esq. l Perna esq.11 Perna esq.111 Indicação: Lipodistrofia ginóide ( ) Gordura localizada ( ) Estrias ( ) Flacidez ( Tratamento , . sessão 2• sessão 3• sessão 4• sessão s• sessão 6• sessão 7• sessão &•sessão 9• sessão 10•sessão C b ar oxiterapia Drenagem Manthus Peeling Mesoterapia Phydias Diamondtip* Eletroporação Massagem Mod. Massagem Relax. *(peeling de diamantes) Observações: _____________________________________ _ Termo de Responsabilidade As declarações acima são verdadeiras, não cabendo ao profissional a responsabilidade por fatos omitidos ou falsos. Assinatura do Cliente: __________________________________ _ ESTÉTICA CORPORAL E AVALIAÇÃO CORPORAL 185 4 PROCEDIMENTO Separar as acadêmicas em grupos (quatro acadêmicas). Escolher uma integrante para ser avaliada. Identificar suas queixas estéticas corporais e elaborar um protocolo de atendimento. Descrever o passo a passo do protocolo, os cosméticos e/ou recursos eletroterápicos utilizados e a função de cada um deles dentro do protocolo sugerido. Elaborar um kit home-care de acordo com o protocolo sugerido. Ficar atento às contraindicações da acadêmica que será avaliada, para assim definir o protocolo. ATENCAO 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Qual é a importância da anamnese? Qual é o tratamento mais indicado para a queixa? Defina home-care. 6 REFERÊNCIAS ALETHEA, Tricia. Como indicar produtos home care? Disponível em: http:// negocioestetica.com.br/site/como-indicar-produtos-home-care/. Acesso em: 30 maio 2017. BIOMEDICINA ESTÉTICA. Você faz uma boa anamnese? Entenda a importância! Disponível em: https://biomedicinaestetica.bmd.br/voce-faz-uma- boa-anamnese-entenda-a- importancia/#.WR2IYevyvow. Acesso em: 30 maio 2017. BLOG CASA DO ESTETICISTA. A importância da ficha de anamnese na estética. Disponível em: http://blogcasadoesteticista.com/a-importancia-da- ficha-de-anamnese-na-estetica/. Acesso em: 30 maio 2017. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 186 PRÁTICA 1 – PRINCÍPIOS ATIVOS UTILIZADOS EM COSMÉTICOS CAPILARES E SUAS INDICAÇÕES COSMETOLOGIA II 1 INTRODUÇÃO Na disciplina de Cosmetologia II você estará adquirindo conhecimentos sobre as formulações empregadas na higiene e no tratamento capilar, enfatizando as peculiaridades de cada tipo de cabelo e as principais indicações dos cosméticos capilares. É dever do profissional esteticista ler e interpretar as formulações contidas nos rótulos dos produtos que irá utilizar, avaliando as matérias-primas e a indicação do cosmético. Entre os vários ingredientes que compõem um cosmético capilar, o princípio ativo é um dos mais importantes, interferindo diretamente na escolha adequada do cosmético a ser utilizado e na qualidade do tratamento capilar. Então, vamos praticar! 2 OBJETIVOS • Ler e interpretar o rótulo de produtos cosméticos capilares; • Identificar cada matéria-prima e ativos e correlacionar com sua função; • Realizar a correta indicação de cada cosmético para os diferentes tipos de cabelo e tratamento. 3 MATERIAIS Cada acadêmico deverá trazer: • 3 produtos cosméticos capilares (xampus, condicionadores, creme para pentear, máscara de tratamento e fixadores). • Etiquetas pequenas • Fita adesiva • Caneta • Computador/notebook/celular com acesso à internet MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 188 Cada acadêmico deverá ser avisado previamente para trazer os cosméticos. Importante destacar que os produtos não serão utilizados em sala. IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO O primeiro passo é identificar com o nome dos(as) acadêmicos(as), nas etiquetas, os seus respectivos produtos, para que não haja perdas e/ou trocas. Os produtos devem ser colocados em uma única mesa para que todos tenham acesso. Os(as) acadêmicos(as) deverão formar duplas de trabalho e cada dupla irá analisar seis rótulos de produtos cosméticos capilares, identificando cada matéria-prima e sua função. Após, deverão indicar, com base nas matérias-primas e ativos identificados, a função de cada produto cosmético e se está de acordo com a indicação proposta pelo rótulo. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Ao finalizar a prática, o acadêmico deverá adquirir competências para responder aos seguintes questionamentos: Listar os ativos de cada produto cosmético e a sua indicação. Os ativos presentes nos cosméticos estão de acordo com a indicação proposta no rótulo? Em relação aos produtos cosméticos analisados, indique para que tipo de cabelo eles poderiam ser utilizados. REFERÊNCIAS GOMES, R. K.; Damazio, R. G. Cosmetologia: Descomplicando os Princípios Ativos. Editora LMP, 2013. COSMETOLOGIA II 189 PRÁTICA 2 – ELABORAÇÃO DE UMA MAQUETE DAS ROTAS DE PERMEAÇÃO CUTÂNEA 1 INTRODUÇÃO Ao longo desta disciplina você estará adquirindo vários conhecimentos, um deles é a fisiologia da pele, a introdução de formulações cosméticas para a higienização da pele e a permeação cutânea. É de responsabilidade do profissional esteticista e cosmetólogo saber a estrutura da pele, identificando cada elemento presente no sistema tegumentar e como os produtos cosméticos penetram na pele. Sabe-se que a pele é o maior órgão, fazendo cobertura total do corpo humano. É constituída pela epiderme, que é composta por uma sequência de subcamadas (espinhoso, granuloso, germinativo e córneo). Já a camada da derme apresenta receptores sensoriais, como: corpúsculo de Paccini, discos de Merkel e terminações nervosas livres e, ainda, folículo espinhoso (pelos), glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas, melanócitos, vasos sanguíneos e linfáticos. E a hipoderme, formada pelo tecido conjuntivo adiposo (HERNANDEZ; MERCIER-FRESNEL, 1999). Existem diversas formulações com o objetivo de reparar, embelezar, hidratar e adornar a pele, podendo conter ativos que conforme suas metas terapêuticas deverão atingir camadas mais profundas da pele onde exercerão suas funções (MARTINS; VEIGA, 2002). Os cosméticos podem atravessar a pele através de três diferentes vias, conforme a figura a seguir. A via intercelular: na qual o cosmético difunde-se ao redor dos corneócitos, permanecendo constantemente dentro da matriz lipídica; via transcelular: o cosmético passa diretamente através dos corneócitos, e da matriz lipídica e via apêndices: rota paralela, na qual os cosméticos podem ser absorvidos pelo folículo piloso, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas (GRATIERI; GELFUSO; LOPEZ, 2008). FIGURA 8 – ROTAS DE PERMEAÇÃO CUTÂNEA FONTE: <http://www.inventiva.ind.br/blog/comopenetramosativos>. Acesso em: 24 maio 2017. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 190 2 OBJETIVOS • Realizar uma maquete demonstrando as rotas de permeação cutânea; • Identificar os constituintes presentes nas rotas de permeação cutânea. 3 MATERIAIS • Isopor; • Papelão; • Etiquetas pequenas; • Canetinhas; • Lã, barbante, corda; • Cola; • Palito de dente; • Massinha de modelar; • Tinta guache; • Fita adesiva; • Cartolina; • Computador/notebook/celular com acesso à internet. Cada aluno, junto com a sua equipe formada, deverá ser avisado previamente para trazer neste dia os materiais solicitados. IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO O primeiro passo é a formação de equipes de quatro pessoas, na semana anterior à prática. Cada equipe discutirá como montar e desenvolver a maquete das rotas de permeação cutânea, verificando e dividindo os materiais a serem utilizados. No dia da prática, a equipe irá montar a maquete das rotas de permeação cutânea e irá identificar os constituintes. Por último, cada equipe iráapresentar a maquete das rotas de permeação cutânea para as outras equipes e irá escolher um cosmético para descrever a sua rota da permeação e seu sítio de ação. COSMETOLOGIA II 191 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Ao finalizar a prática, o acadêmico deve adquirir competências para responder aos seguintes questionamentos: Qual é a diferença entre permeação, penetração e absorção? Como os produtos cosméticos permeiam, quais são as rotas de permeação cutânea que os cosméticos utilizam para penetrar? Dar um exemplo de um cosmético para cada rota. 6 REFERÊNCIAS GRATIERI, T.; GELFUSO, G. M.; LOPEZ, R. F. V. Princípios básicos e aplicação da iontoforese na penetração cutânea de fármacos. Quím. Nova, vol. 31 n. 6, 2008. HERNANDEZ, M.; MERCIER-FRESNEL, M. M. Manual de Cosmetologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Livraria e Editora Revinter, 1999. MARTINS, M. R. F. M.; VEIGA, F. Promotores de Permeação para a Liberação Transdérmica de Fármacos: Uma Nova Aplicação para as Ciclodextrinas. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v. 38, n. 1, jan./mar. 2002. SISTEMA TEGUMENTAR. Disponível em: http://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-tegumentar. Acesso em: 16 maio 2017. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 192 COSMETOLOGIA II 193 PRÁTICA 3 – FABRICAÇÃO DE SABONETE DE ERVAS 1 INTRODUÇÃO Os sabonetes são usados como produtos de limpeza há 4.000 anos, mas eram produzidos em torno de 6.000 a.C. Sua formulação contava com leite de cabra, água e cinzas. O uso medicinal dos sabões nos remete aos registros nos quais são mencionadas suas propriedades medicinais e de limpeza. Tornou-se tão popular que hoje em dia é impossível falar em higiene pessoal sem considerar o uso do sabonete. Leia mais em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/historia-geral/ historia-do-sabonete. Boa prática! 2 OBJETIVOS • Fabricar sabonetes glicerinados com ervas naturais. 3 MATERIAIS • Sabonete de glicerina vegetal • Ervas, sementes ou flores secas • Panela ou béquer para banho-maria • Moldes para sabonete • Espátula • Chapa de aquecimento MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 194 4 PROCEDIMENTO Separar a sala em trios e dar o material para cada grupo. Etapas para a fabricação: • Cortar o sabonete de glicerina em cubos ou lascas para que derreta mais facilmente. • Derreter o sabonete de glicerina em banho-maria e mexer suavemente. • Após derretido, acrescentar as ervas e flores e homogeneizar mais uma vez. • Despejar a mistura em um molde ou forma. • Deixar o sabonete endurecer em temperatura ambiente por cerca de 4h ou colocar no refrigerador por 30 min. • Remover cuidadosamente o sabonete do molde e deixá-lo sobre uma toalha para completar o processo de secagem. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: Qual é a função da glicerina nos sabonetes? Quais as diferenças entre sabonete líquido e sabonete em barra? 6 REFERÊNCIAS ANVISA. Resolução RDC nº 211, de 14 de julho de 2005. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/cosmeticos/legis/especifica_registro.htm. Acesso em: 27 nov. 2018. CHORILLI, M.; SCARPA, M. V.; LEONARDI, G. R.; FRANCO, Y. O. Toxicologia dos Cosméticos. Latin American Journal of Pharmacy, v. 26, n. 1, p. 144-54, 2007. COSMETOLOGIA II 195 PRÁTICA 4 – ANÁLISE SENSORIAL 1 INTRODUÇÃO A aceitação de produtos cosméticos pelo consumidor depende muitas vezes das propriedades sensoriais percebidas durante o uso. A análise sensorial pode ser uma prática que interpreta, evoca, avalia e mede reações às características de um produto, após estímulos ao ser humano em relação à visão, ao tato, ao odor e ao sabor e como esses estímulos são percebidos (ISAAC et al., 2012). Os testes sensoriais têm sido incluídos como garantia de qualidade, por ser medida multidimensional integrada, possuindo importantes vantagens, como: ser capaz de mensurar quanto julgadores gostam ou desgostam de um determinado produto, identificar a presença ou ausência de diferenças sensoriais perceptíveis e definir características sensoriais importantes de um produto. As diferenças sensoriais dos produtos são devidas ao tipo de formulação e às matérias- primas que os compõem (ISAAC et al., 2012). 2 OBJETIVOS • Conhecer o sensorial dos diferentes produtos cosméticos (xampus, condicionadores, sabonete líquido, gel de limpeza, loção de limpeza, tônicos, creme esfoliante, batom, gloss, pó facial, sombra, base líquida ou cremosa, ceras depilatórias, entre outros). 3 MATERIAIS Cada aluna deverá trazer 3 produtos cosméticos diferentes da lista a seguir: • Xampus; • Condicionadores; • Sabonete líquido; • Gel de limpeza; • Loção de limpeza; • Tônicos; • Creme esfoliante; • Batom; • Gloss; • Pó facial; • Sombra; • Base líquida ou cremosa; • Ceras depilatórias; MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 196 • Creme depilatório; • Ficha de acompanhamento da avaliação sensorial; • Etiqueta; • Caneta; • Fita adesiva. Cada aluna deverá ser avisada previamente para trazer neste dia esses cosméticos (quem puder, traz). Importante destacar que os produtos não serão utilizados em sala. IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO O primeiro passo é identificar com o nome das alunas, nas etiquetas, os seus respectivos produtos, para que não haja perdas e/ou trocas. Os produtos devem ser colocados todos em cima de uma única mesa para que todas tenham acesso a todos os produtos. As acadêmicas deverão formar duplas de trabalho e cada dupla irá analisar quatro produtos cosméticos, avaliando seu sensorial conforme tabela abaixo. TEMPO CARACTERÍSTICA DEFINIÇÃO Pré-aplicação Espessura, cor e fragrância. Aspectos visuais gerais que poderão auxiliar na avaliação das amostras. Imediatamente após aplicação Pegajosidade. É a força requerida para separar os dedos que contenham um produto. QUADRO 6 – RESUMO DOS PARÂMETROS DE ANÁLISE COSMETOLOGIA II 197 Durante aplicação – conte o n° de fricções e avalie Umidade. Quantidade de água percebida enquanto fricciona Expansão. Facilidade de movimento de um produto sobre a pele. Absorção. Número de fricções c/ as quais o produto perde umidade e uma resistência significativa. Brilho. Quantidade ou grau de luz refletida na pele. Após 120 fricções ou o desaparecimento do produto Pegajosidade. Força necessária para separar os dedos da pele. Deslizamento. Facilidade com que os dedos deslizam sobre a pele (adere - desliza). Quantidade de resíduo. Quantidade do produto aplicado que permanece sobre a pele. Suavidade. Uniformidade na superfície (áspero - suave). Oleosidade. Líquido não úmido (não é água) que deixa resíduo (não oleoso – muito oleoso). Gordura. Gel escorregadio que deixa película ou resíduo (não gorduroso – gorduroso). Cerosidade. Material seco que deixa a película ou resíduo (não ceroso – muito ceroso). FONTE: A autora Técnica: aplica-se no antebraço a amostra. As amostras serão classificadas por pontos na escala de 0 a 10 após a padronização das referências. Ao analisar as formulações, observe algumas características quanto à aparência: espessura, fragrância e cor. Aplique a amostra em movimentos circulares, usando apenas um dedo para friccionar e pressionar ligeiramente. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 198 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Qual é o sensorial ao tocar os quatro produtos cosméticos separadamente? É pegajoso, seco, úmido, deixa a pele macia ou brilhosa,forma espuma, desaparece depois de quantos segundos de fricção? Existe semelhança no toque de algum produto cosmético escolhido? 6 REFERÊNCIAS ISAAC, V. et al. Análise sensorial como ferramenta útil no desenvolvimento de cosméticos. Revista Ciência Farmacêutica Básica Aplicada, v. 33, p. 479- 488, 2012. COSMETOLOGIA II 199 O bs er va r C on di çõ es 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C on di çõ es Te m po Pe ga jo si da de N ão pe ga jo so Pe ga jo so Im ed ia ta m en te ap ós fr ic çã o U m id ad e Se co Ú m id o D ur an te fr ic çã o Ex pa ns ão D ifí ci l Fá ci l A bs or çã o N úm er o de fr ic çõ es : Br ilh o Se m b ri lh o Br ilh an te D ep oi s de fr ic ci on ar 1 20 ve ze s ou a té de sa pa re ci m en to do p ro du to Pe ga jo si da de N ão pe ga jo so Pe ga jo so D es liz am en to A de re D es liz a Q ua nt id ad e de re sí du o N en hu m a G ra nd e qu an tid ad e Su av id ad e Á sp er o Su av e O le os id ad e N ão o le os o O le os o G or du ra N ão go rd ur os o G or du ro so C er os id ad e N ão c er os o C er os o Q U A D R O 7 – F IC H A D E A C O M P A N H A M E N T O D A A V A LI A Ç Ã O S E N SO R IA L FO N T E : A a u to ra MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 200 COSMETOLOGIA II 201 PRÁTICA 5 – JOGO DA VELHA: ASSUNTOS RELACIONADOS AO TÓPICO 2 – UNIDADE 3 1 INTRODUÇÃO Transpirar é um processo biológico essencial e natural que começa logo após nascermos. Suar ou transpirar é o mecanismo do corpo que nos mantém frescos e evita o superaquecimento em ambientes quentes ou durante exercícios e/ ou esforço físico. Nosso organismo também produz suor quando sentimos fortes emoções ou em situações de estresse, durante alterações hormonais, e o suor tem papel importante no combate a infecções. No segundo tópico da Unidade 3 do livro de estudos de Cosmetologia II, foram abordados os mecanismos de transpiração, antitranspirantes e desodorantes. Agora, é hora de você testar seus conhecimentos sobre o assunto! 2 OBJETIVOS • Compreender os mecanismos da transpiração, o controle do odor e os cosméticos utilizados, respondendo se as sentenças são verdadeiras ou falsas. 3 MATERIAIS • Quadro branco • Canetão para escrever no quadro branco Para esta prática, o tutor externo precisa imprimir a folha das questões para a realização do jogo da velha. IMPORTANT E Os acadêmicos deverão ter estudado o Tópico 2 da Unidade 3 do Livro Didático de Cosmetologia II. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 202 4 PROCEDIMENTO Separar a sala em dois grupos, no quadro branco desenhar o jogo da velha, após isso começar a análise das sentenças uma de cada vez para cada grupo (o grupo escolhe o número da sentença que irá responder, e respondendo corretamente, a sentença é eliminada), se responder corretamente marca X ou O no jogo da velha. Ganha quem fizer mais velhas. QUESTÕES a) A transpiração é um fenômeno corporal que faz a prevenção da hipertermia ou do superaquecimento corporal. R.: Verdadeira. b) As glândulas écrinas estão ligadas ao folículo piloso e são encontradas nas axilas e nas áreas genitais. Elas têm maior ação sobre fatores emocionais. R.: Falsa. c) As glândulas sudoríparas são divididas em apócrinas e écrinas e têm a função de regular a temperatura e excretar o suor. R.: Verdadeira. d) O suor recém-liberado das glândulas é inodoro e estéril. R.: Verdadeira. e) A causa principal do odor desagradável é a degradação de compostos do suor por micro- organismos da flora axilar. R.: Verdadeira. f) As drogas anticolinérgicas são os ativos menos eficazes para uso em antitranspirantes. Esses ativos não possuem a capacidade de formar uma barreira de total proteção, assim o suor acaba excretado. R.: Falsa. g) Nas formulações antitranspirantes, as substâncias químicas mais utilizadas são: sais de alumínio, fragrância, álcool etílico, glicerina, metilparabeno, EDTA, BHT, triclosan e butilidroxitolueno. R.: Verdadeira. h) A secreção écrina é composta basicamente por água e eletrólitos. R.: Verdadeira. i) O antitranspirante que possui sais de alumínio em sua composição pode alterar o estado fisiológico do ducto sudoríparo, pois forma um molde de alumínio no ducto e previne a secreção do suor. R.: Verdadeira. j) Antitranspirantes têm a função de aumentar a secreção sudorípara, o ativo presente que ajuda na inibição é o óxido de zinco. R.: Falsa. k) Antitranspirantes têm a função de mascarar o odor axilar, através de fragrâncias, e têm a função de controlar as bactérias. R.: Falsa. l) Antitranspirantes têm a função de limitar a secreção em excesso da glândula sudorípara, e inibir o crescimento bacteriano. R.: Verdadeira. COSMETOLOGIA II 203 m) A glândula sudorípara é responsável por regular a temperatura corporal e eliminar os detritos com a excreção do suor. R.: Verdadeira. n) A transpiração écrina é um fluido leitoso e viscoso. Os odores liberados por essa glândula são provocados pela interação das bactérias na superfície da pele. R.: Falsa. o) O suor gerado pela transpiração tem composição química, que as bactérias usam no seu metabolismo. R.: Verdadeira. p) Os desodorantes são constituídos por veículos contendo bactericidas ou bacteriostáticos. R.: Verdadeira. q) Parabenos são usados na formulação de desodorantes como fragrâncias. R.: Falsa. r) As glândulas écrinas estão localizadas principalmente na testa e palmas das mãos e solas dos pés. R.: Verdadeira. s) As glândulas apócrinas são mais ativas quando o corpo é sujeito a atividade física e altas temperaturas. R.: Falsa. t) O suor pode conter metais pesados e alguns compostos orgânicos como o lactato, ureia, amônia, aminoácidos, glicoproteínas e mucopolissacarídeos. R.: Verdadeira. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, para a fixação do conteúdo, responda algumas questões realizadas na atividade: a) A transpiração ocorre através de qual mecanismo? b) Como é formado o suor com mau odor e qual a glândula que está relacionada com o mau odor? c) Como agem os cosméticos para controle da transpiração e odor? d) Qual a diferença entre antitranspirantes e desodorantes? 6 REFERÊNCIAS BOAVENTURA, Gustavo. Desodorantes e Antitranspirantes. Disponível em: https://cosmeticaemfoco.com.br/artigos/desodorantes-e-antitranspirantes/. Acesso em: 28 ago. 2018. MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 204 PRÁTICA 1 – PRINCÍPIOS ATIVOS COSMÉTICOS E SUAS INDICAÇÕES COSMETOLOGIA III 1 INTRODUÇÃO Ao longo desta disciplina você estará adquirindo conhecimentos fundamentais sobre os principais princípios ativos, óleos essenciais, extratos vegetais, ativos sintéticos, utilizados em cosméticos e nanocosméticos, e irá desenvolver o seu entendimento sobre como eles irão interagir com as áreas do corpo em que são aplicados, irá entender o seu mecanismo de ação e as principais indicações desses ativos para os diferentes objetivos e tipos de pele. É de responsabilidade do profissional esteticista e cosmetólogo ler e interpretar as formulações químicas contidas nos rótulosdos produtos que irá utilizar e saber a indicação de cada produto de forma a beneficiar o seu cliente. Assim como é obrigação do fabricante dar informações específicas sobre os ingredientes da formulação, o seu modo de uso, as precauções e advertências. Além disso, ele deve informar no rótulo também a sua data de fabricação e validade e o número de registro no Ministério da Saúde (MS). 2 OBJETIVOS • Analisar a pele e fazer uma correta anamnese; • Ler e interpretar o rótulo de produtos cosméticos; • Identificar os ativos, quando presentes, e correlacionar com sua função; • Fazer a correta indicação de cada cosmético para os diferentes tipos de pele. 3 MATERIAIS • Cada aluna deverá trazer: um sabonete facial, um tônico e um hidratante facial; • Etiquetas pequenas; • Caneta; • Computador/notebook/celular com acesso à internet; 206 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL Cada aluna deverá ser avisada previamente para trazer neste dia esses cosméticos (quem puder, traz). Importante destacar que os produtos não serão utilizados em sala. IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO O primeiro passo é identificar com o nome das alunas, nas etiquetas, os seus respectivos produtos, para que não haja perdas e/ou trocas. Os produtos devem ser colocados todos em cima de uma única mesa para que todas tenham acesso a todos os produtos. As alunas deverão formar duplas de trabalho, cada uma irá analisar a pele uma da outra, de acordo com as características apresentadas no livro de Cosmetologia III, Unidade 1, Tópico 1. Após, elas deverão indicar com base no tipo de pele, o sabonete, o tônico e o hidratante mais adequado para cada tipo de pele. Concluído este passo, elas devem escolher alguns ativos (mínimo três) e procurar na lista do INCI a indicação de cada um. FONTE: <http://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/ PDF/?uri=CELEX:32006D0257&from=EN>. Acesso em: 10 abr. 2019. 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS a) Qual foi o critério utilizado para indicar determinado produto para cada tipo de pele? b) A pessoa já utilizava o produto adequado em casa ou foi possível indicar algum produto mais específico para o tipo de pele estudada? c) Liste os ativos escolhidos e a sua indicação. d) Alguém trouxe para a sala de aula algum nanocosmético? e) Alguém trouxe para a sala algum produto para tratamento da acne? f) Alguém trouxe para a sala algum fitocosmético, cosmético natural ou orgânico? 6 REFERÊNCIAS GOMES, R. K.; DAMAZIO, R. G. Cosmetologia: descomplicando os princípios ativos. São Paulo: LMP, 2013. 207 COSMETOLOGIA III PRÁTICA 2 – PRODUTOS PARA TRATAR O ENVELHECIMENTO CUTÂNEO 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento da pele tem basicamente duas causas: passagem natural do tempo (envelhecimento intrínseco, ou envelhecimento cronológico) e fatores ambientais que interagem com a pele (envelhecimento extrínseco). Também conhecido como fotoenvelhecimento, o envelhecimento extrínseco é provocado principalmente pela exposição ao Sol, que tem efeito cumulativo e potencializa o surgimento de rugas e manchas. O envelhecimento cronológico acompanha o processo ocorrido também com outros órgãos diante da degeneração natural do corpo e não tem relação com fatores ambientais. Com o passar dos anos, as células diminuem sua capacidade de renovação, e cai drasticamente a produção das fibras de colágeno e elastina, que conferem firmeza e tonicidade. Assim, a pele perde elasticidade e se torna mais fina e flácida, passa a apresentar rugas finas na superfície, e é acometida também pela atrofia (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA DERMATOLÓGICA, 2017). Graças aos altos investimentos em pesquisa, a tecnologia cosmética evoluiu muito e hoje já temos à nossa disponibilidade uma gama de cosméticos que auxiliam no combate ao envelhecimento cutâneo. Além disso, já está comprovado cientificamente que exercícios físicos, dieta balanceada e um estilo de vida saudável contribuem muito para retardar os efeitos do envelhecimento. 2 OBJETIVOS • Avaliar o nível de envelhecimento da pele; • Analisar o estilo de vida da pessoa; • Analisar produtos antiaging; • Sugerir melhorias no estilo de vida que possam auxiliar no combate ao envelhecimento cutâneo. 3 MATERIAIS • Questionário (anexo) • Produtos antiaging 208 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO Formar duplas para aplicar o questionário de avaliação do nível de envelhecimento cutâneo; indicar produtos antiaging e fazer uma análise crítica de que forma aquele produto pode melhorar a pele da paciente. De acordo com o estilo de vida da pessoa, deve-se fazer sugestões de melhoria de hábitos de vida. 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS a) Qual foi a impressão que você teve em relação à pele da paciente que você avaliou? Descreva como é a pele da paciente. b) Esta paciente já fazia uso de produtos antiaging? c) Quais foram as melhorias de estilo de vida que você sugeriu para a sua paciente? Anexo Questionário: Dados pessoais: 1) Nome da paciente: 2) Idade: 3) Filhos: 4) Profissão: Estilo de vida: 1) Pratica atividades físicas: 2) Fumante: 3) Bebidas alcoólicas: 4) Ingestão de água: 5) Como é a alimentação: 6) Seu intestino é regular: 7) Tem alguma doença: 8) Faz uso de alguma medicação/anticoncepcional: Análise facial: 1) Qual é o biotipo de pele: 2) Faz uso de algum cosmético: 3) Usa protetor solar: 4) Possui rugas e/ou marcas de expressão: 5) Elasticidade da pele: 6) Tônus da pele: 7) Possui manchas: 209 COSMETOLOGIA III 6 REFERÊNCIAS PERRICONE, N. O Fim das Rugas: um método natural definitivo para evitar o envelhecimento da pele. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001. RIBEIRO, Claudio J. Cosmetologia Aplicada e Dermoestética. 2. ed. São Paulo: Phamabooks Editora, 2010. 210 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 211 COSMETOLOGIA III PRÁTICA 3 – TRATAMENTO COSMÉTICO PARA OS DIFERENTES TIPOS DE PELE 1 INTRODUÇÃO Os produtos para o cuidado da pele devem ser escolhidos para que se adaptem ao tipo de pele e tratem a condição da pele. A condição da pele pode variar muito durante o curso da vida. Dentre os numerosos fatores internos e externos que determinam o estado da pele estão: clima e poluição, medicamentos, estresse, fatores hereditários que influem sobre os níveis de sebo, suor e fatores de hidratação naturais que a pele produz, assim como os produtos que usamos e as opções de cuidado da pele que fazemos. Para o profissional esteticista é fundamental conhecer o tipo de pele do seu cliente para que obtenha resultados positivos, respeitando suas especificidades a fim de conseguir controlar suas deficiências e manter uma pele saudável a partir da escolha do tratamento cosmético mais adequado. 2 OBJETIVOS • Saber identificar os tipos de pele e, a partir disso, escolher o tratamento cosmético mais adequado. 3 MATERIAIS • Livro didático • Caneta • Folha de papel 4 PROCEDIMENTO Os acadêmicos deverão formar duplas, as quais irão avaliar o rosto da sua respectiva dupla, anotando a classificação do tipo e fototipo de pele. De acordo com a classificação, realizar os passos a seguir: • Discutir sobre a finalidade do tratamento. • Realizar uma anamnese detalhada, destacando os pontos relevantes. • Escolher o melhor protocolo de tratamento cosmético de acordo com o tipo de pele. 212 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após avaliação e descrição dos resultados obtidos, cada dupla irá apresentar para a turma, detalhando o protocolo de tratamento cosmético que indicaria para o tipo de pele da dupla, respondendoaos seguintes questionamentos: finalidade do tratamento, cuidados específicos para o tipo de pele e passo a passo do protocolo de tratamento cosmético indicado. 6 REFERÊNCIAS SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia. Classificação dos fototipos de pele. 2018. Disponível em: http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/cuidados/ classificacao-dos-fototipos-de- pele/. Acesso em: 10 abr. 2019. 213 COSMETOLOGIA III PRÁTICA 4 – ESTUDANDO OS NANOCOSMÉTICOS 1 INTRODUÇÃO A nanotecnologia está relacionada às estruturas, propriedades e processos envolvendo materiais com dimensões em escala nanométrica. Essas partículas são extensivamente investigadas por promoverem muitas vantagens em relação aos cosméticos tradicionais. A nanotecnologia aplicada à cosmética refere-se à utilização de pequenas partículas contendo princípios ativos que são capazes de penetrar nas camadas mais profundas da pele, potencializando os efeitos do produto (BARIL, et al., 2012) Os estudos envolvendo a nanotecnologia já existem há algumas décadas, e desde 2005, quando a nanotecnologia aplicada a cosméticos entrou no Brasil, novos produtos formulados com nanopartículas já estão disponíveis, tornando os princípios ativos muito mais estáveis e disponíveis para a derme. Neste sentido, é importante conhecer a nanotecnologia dos cosméticos e ficar atento às novidades em relação aos produtos que são constantemente lançados no mercado. 2 OBJETIVOS • Conhecer a nanotecnologia aplicada a cosméticos; • Conhecer os princípios ativos nanoencapsulados; • Diferenciar os cosméticos convencionais de nanocosméticos; • Descrever as vantagens do uso de nanocosméticos. 3 MATERIAIS • Material para pesquisa bibliográfica sobre nanocosméticos (livros, artigos, revistas, computador); • Folha de papel A4; • Lápis, lápis de cor, canetas coloridas, tesoura (materiais para desenho em geral). 4 PROCEDIMENTO Numa folha de papel A4 deverá ser desenhada a pele, contendo todas as suas camadas (epiderme, derme e hipoderme); Dividir o desenho em duas partes iguais (tracejar com a caneta); 214 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL De um lado, desenhar a permeação de um cosmético convencional e, do outro lado, desenhar a permeação de um nanocosmético; Escrever abaixo do desenho todas as vantagens e desvantagens dos nanocosméticos. 5 INTEPRETAÇÃO DOS RESULTADOS a) Discutir em sala de aula quais foram as vantagens encontradas nos nanocosméticos em relação aos cosméticos convencionais. b) Quais as desvantagens dos nanocosméticos? Eles já são considerados completamente seguros pela comunidade científica? c) Dentro da escala nanométrica, em qual local enquadram-se os nanocosméticos? 6 REFERÊNCIAS BARIL, M. B. Nanotecnologia aplicada aos cosméticos. Visão Acadêmica, v. 13, n. 1, Jan./Mar./2012. 215 COSMETOLOGIA III PRÁTICA 5 – CLASSIFICANDO AS BASES COSMÉTICAS 1 INTRODUÇÃO As bases ou veículos cosméticos são responsáveis pela entrega do princípio ativo na pele. Elas também exercem um papel fundamental no sensorial, implicando diretamente na aceitação do produto pelo cliente final. Os princípios ativos de uma formulação agem em sinergismo com a base cosmética para obtenção dos resultados esperados. Por isso, é necessário que a esteticista esteja atenta não só aos princípios ativos, mas também à base veicular do produto, de forma que o cliente se sinta confortável ao aderir a um tratamento cosmético. As bases cosméticas mais frequentemente encontradas são: soluções, suspensões, emulsões (incluindo cremes, séruns...), géis (incluindo gel-creme), xampus, pós e os nanovetores. 2 OBJETIVOS • Conhecer as bases cosméticas; • Diferenciar o conteúdo aquoso e oleoso de cada uma das bases cosméticas trabalhadas nessa prática; • Correlacionar a base cosmética para cada tipo de pele. 3 MATERIAIS • Trazer para a sala de aula cosméticos na forma de: Creme, sérum, gel, loção aquosa; • Conversar previamente com as acadêmicas para que possam trazer cosméticos variados, de forma que todas as bases citadas estejam disponíveis em sala. Obs.: os cosméticos não serão utilizados em sala. IMPORTANT E 216 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO Realizar pesquisa bibliográfica sobre as características de cada uma das bases cosméticas. Preencher a figura abaixo ordenando numa escala com o produto de maior conteúdo de óleo (menor de água) para o de menor conteúdo de óleo (maior conteúdo de água). Correlacionar com o biotipo cutâneo. Por ex.: Qual é a base indicada para pele oleosa? 5 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS a) Em relação ao teor de óleo e água contidos nas bases cosméticas estudadas, qual seria o mais adequado para uma pele oleosa? E para uma pele seca? Obs.: (sem levar em consideração os princípios ativos, lembre-se de que estamos estudando somente as bases). b) Em relação às loções, qual a diferença entre uma loção aquosa e uma loção alcoólica? c) Em relação aos séruns, como é a concentração dos princípios ativos nesta base cosmética em relação às demais bases? São mais concentrados ou menos concentrados? 6 REFERÊNCIAS GALEMBECK, F.; CSORDAS, Y. Cosméticos: a química da beleza. Disponível em: http://web.ccead.pucrio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/ conteudos/SL_cosmeticos.pdf. Acesso em: 27 nov. 2018. + Óleo - Água - Óleo + Água PRÁTICA 1 – DESENHO VIAS LINFÁTICAS PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS PRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS 1 INTRODUÇÃO O sistema linfático é uma via auxiliar de drenagem e trabalha em conjunto com o sistema circulatório. Dentro de suas diversas funções, o sistema linfático é responsável por drenar os líquidos excedentes dos espaços intersticiais e produzir células imunes. Esse sistema é formado por órgãos linfoides, linfonodos, ductos linfáticos, tecidos linfáticos, capilares linfáticos e vasos linfáticos que produzem e transportam a linfa. É um sistema extremamente superficial, por esse motivo, quando realizada a drenagem linfática, essa deve ser com pressão leve e manobras lentas. 2 OBJETIVOS • Apresentar a estrutura do sistema linfático: vias linfáticas (direção em que a linfa deve ser drenada). • Identificar a localização das cadeias linfáticas (posição dos principais linfonodos). • Fixar o conteúdo para facilitar a prática de drenagem linfática manual. 3 MATERIAIS • Papel pardo – Duas folhas de tamanho 100x100 • Canetinhas de várias cores 4 PROCEDIMENTO Os acadêmicos devem desenhar em uma folha um corpo de plano anterior (frente) e em outra folha, de plano posterior (costas). Devem desenhar as principais cadeias linfáticas (subclavicular; axilar; ilíacos; suprapúbicos; inguinais; poplíteos; cubitais; maleolares). Após realizar os desenhos das cadeias linfáticas, desenhar com flechas o caminho que a linfa deve fazer em cada membro, direcionando-se para as cadeias linfáticas apropriadas. Esta prática pode ser realizada em grupos de três ou quatro pessoas. 218 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADO Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: a) Quais são as cadeias linfáticas principais? b) Para qual cadeia linfática deve ser direcionada a linfa de cada região do corpo? Diferencie ducto torácico de ducto linfático. 6 REFERÊNCIAS GARCIA, Raphael. Sistema Linfático. Disponível em: http://raphaelvarial. weebly.com/uploads/5/2/8/1/5281369/sistema_linftico.pdf. Acesso em: 29 nov. 2018. UFRGS. Sistema Linfático. Disponível em: http://www.ufrgs.br/livrodehisto/ pdfs/7Linfat.pdf. Acesso em: 29 nov. 2018. 219 PROCEDIMENTOS ESTÉTICOSPRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS PRÁTICA 2 – CIRURGIAS ESTÉTICAS CORPORAIS 1 INTRODUÇÃO Existem diferentes tipos de cirurgias plásticas, desde as que são realizadas no corpo até as que são feitas na face. As cirurgias plásticas corporais podem ser realizadas de diversas maneiras, a anestesia, por exemplo, pode ser local ou geral. A escolha do tipo de anestesia depende do procedimento que será realizado, como também da saúde do paciente. As cirurgias plásticas corporais são realizadas mediante internação hospitalar, com anestesia e sedação do paciente, devendo ser realizados todos os procedimentos pré-operatórios. Os riscos que podem ocorrer em um pós-operatório são diversos, como surgimento de hematomas, edemas, equimoses, fibroses e aderências, rompimento dos pontos, trombose, entre outros. Dessa forma, é muito importante o paciente ficar atento e seguir todas as indicações do pós-operatório. Entre os tratamentos estéticos indicados para o pós-operatório de cirurgia plástica, podemos destacar a drenagem linfática, o ultrassom e a radiofrequência. É muito importante o profissional de estética entender a diferença entre todos os procedimentos cirúrgicos, para assim utilizar a técnica mais recomendada para tratar o pós-operatório de cada cirurgia. 2 OBJETIVO • Identificar e fixar os tipos de cirurgias plásticas corporais. 3 MATERIAIS • Tesoura; • Folhas impressas. Para esta prática, o tutor externo precisa providenciar as folhas que estão no anexo impresso para o jogo da memória. IMPORTANT E 220 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO Atividade – jogo da memória 221 PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS PRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS 222 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 223 PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS PRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS 224 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL Separar os acadêmico em duplas, dar para cada dupla as folhas impressas, recortar e iniciar o jogo da memória. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Qual é a importância de saber identificar os diferentes tipos de cirurgias plásticas? b) Qual(is) procedimento(s) eletroterápico(s) podem ser utilizados no pós- operatório das cirurgias plásticas presentes no jogo da memória? c) Qual procedimento manual deve ser realizado no pós-operatório de abdominoplastia? 6 REFERÊNCIAS MEDICINA ESTÉTICA. Disponível em: https://www.midas.med.br/ procedimentos-clinicos/medicina- est%C3%A9tica. Acesso em: 29 nov. 2018. 225 PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS PRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS PRÁTICA 3 – MICROCORRENTE 1 INTRODUÇÃO Microcorrente é um dos tipos de tratamento de eletroestimulação que utiliza correntes de baixa intensidade e baixa frequência, podendo ser contínua ou alternada. A microcorrente aumenta o metabolismo das células em até 500%, incluindo a produção de energia, síntese de proteínas, oxigenação e eliminação de resíduos, estimulando assim a drenagem linfática do local em que ela foi aplicada. Assim, é muito indicada em casos de pós-operatório, pois diminui a inflamação, o edema e a dor e também acelera a cicatrização. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes! IMPORTANT E 2 OBJETIVOS • Reconhecer a técnica de microcorrentes; • Compreender os efeitos e a aplicação dos eletrodos fixos (borracha de silicone ou autoadesivo) e dos eletrodos móveis; • Localizar os pontos a serem tratados. 3 MATERIAIS • Aparelho de microcorrente; • Eletrodos fixos e móveis; • Gel neutro ou sérum específico; • Sabonete; • Esfoliante; • Tônico; • Algodão; • Torunda; • Filtro solar; • Maca. 226 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO Microcorrente: • Higienizar a área a ser tratada; • Determinar os parâmetros do aparelho - a intensidade e a frequência variam de acordo com a finalidade do tratamento. Os controles de intensidade normalmente permitem um ajuste de amplitude em torno de 10 a 1000 microampères. Os controles de frequência geralmente permitem ajustá-la de 0,5 Hz a 900 Hz; * Revitalização: frequência de 100HZ e intensidade de 100 µA; * Sustentação: frequência de 200 HZ e intensidade de 300 µA. • Formas de aplicação: Na aplicação automática, ocorre a colocação de eletrodos fixos em pontos predeterminados da área a ser tratada. Na aplicação manual, o profissional é quem movimenta dois eletrodos do tipo caneta lentamente no local de aplicação. • O número de sessões depende do objetivo do tratamento. Os efeitos das microcorrentes são acumulativos, ou seja, vão aparecendo no decorrer das sessões. Cada sessão tem duração média de 40 minutos. • Finalizar com filtro solar. Cada vez que é retirado o contato dos eletrodos com a pele em tratamento, a microcorrente demora pelo menos 11 segundos para retomar seu funcionamento da corrente elétrica (para agir), por isso, não retire o tempo todo os eletrodos do contato com a pele, realize os movimentos lentos e deslize o eletrodo sobre a pele para passar para outro local ao invés de retirá- los. As microcorrentes têm características subsensoriais, não causando desconforto ao paciente. IMPORTANT E 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Qual é o objetivo da técnica de microcorrente no pós-operatório? Quais são os tipos de eletrodos? b) Como a técnica auxilia no processo de cicatrização? 6 REFERÊNCIAS BORGES, F. S.; SANTOS, V. N. S. Microcorrentes. In: BORGES, F. S. Dermatofuncional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São Paulo: Phorte, 2006. LOW, J.; REED, A. Eletroterapia explicada: princípios e prática. 3. ed. São Paulo: Manole, 2001. 227 PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS PRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS PRÁTICA 4 – ULTRASSOM EM PÓS-OPERATÓRIO 1 INTRODUÇÃO O Ultrassom (US) é um equipamento utilizado na estética tanto para tratamento de remodelamento do corpo, fibroedema geloide, como também em pós-operatórios. Os resultados obtidos através da utilização do US são diretamente influenciados de acordo com parâmetros selecionados: frequência, intensidade, tempo e modo de aplicação. Quando utilizado em pós-operatório, os efeitos do US serão não térmicos, como: Alterações dentro dos tecidos, resultantes do efeito mecânico das ondas ultrassônicas; Aumento da permeabilidade da membrana celular; Aumento da permeabilidade vascular e, consequentemente, o aumento do fluxo sanguíneo; Aumento da atividade dos fibroblastos, estimulação da fagocitose, síntese de proteína, redução de edema, síntese de colágeno, difusão de íons, regeneração de tecido. Tem como principais indicações: • Cicatrização de tecidos moles como úlceras de decúbito, queimaduras, pós- operatório; • Processos inflamatórios; • Processos fibróticos e calcificados; • Permeação transcutânea de princípios ativos; • Analgesia; • Aderência cicatricial; • Adiposidade localizada (procedimentos de hidrolipoclasia); • Fibroedema geloide - FEG. 2 OBJETIVOS • Identificar a importância do US no pós-operatório. • Conhecer os parâmetros selecionados no US em um pós-operatório. 3 MATERIAIS • Maca • Lençol • Equipamento de Ultrassom – 3 MHz • Gel neutro • Espátula 228 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO Em duplas, um acadêmico irá realizar o procedimento no outro. Passar gel neutro em abundância no local da aplicação. Modulando o equipamento: • Frequência: equipamento de 3 MHz. • Modo de aplicação – Pulsado ᵒ Quando o processo inflamatório estiver na fase aguda, onde ainda há inflamação no local – utilizar modo pulsado em 10%; ᵒ Quando o processo inflamatório estiver na fase subaguda,onde os sinais clássicos de inflamação já não estão muito evidentes, tecido está em fase proliferativa – utilizar modo pulsado em 20%; ᵒ Quando o processo inflamatório se encontrar na fase crônica, tecido está em fase de remodelamento, se faz necessário um pequeno efeito térmico – utilizar modo pulsado em 50%. • Intensidade – de acordo com o grau da inflamação – 0,1 a 0,5 w/cm² fase aguda. 0,5 a 0,7 w/cm² fase subaguda. 0,7 a 1,0 w/cm² fase crônica. • Tempo – área² dividido pela ERA (área de radiação efetiva) do equipamento. ATENCAO Somente dar o start no equipamento se a manopla estiver em contato com o gel e a superfície da pele. Passar a manopla lentamente na superfície da pele. Não parar de mexer a manopla. DICAS Em pós-operatório tardio, o indicado é utilizar o ultrassom no modo contínuo – você pode verificar as indicações nesse caso nos livros de estudos ou pesquisar em livros ou artigos científicos. 229 PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS PRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Como se deve aplicar o ultrassom terapêutico? b) Qual é o objetivo da técnica? c) Qual importância do ultrassom terapêutico na fase inflamatória? E por que é utilizado no modo pulsado? 6 REFERÊNCIAS LOW, J.; REED, A. Eletroterapia explicada: princípios e prática. 3. ed. São Paulo: Manole, 2001. WINTER, W. R. Eletrocosmética. 3. ed. Rio de Janeiro: Vida Estética, 2001. YOUNG, S. Terapia com ultrassom. In: KITCHEN, S.; BAZIN, S. Eletroterapia: prática baseada em evidências. 11. ed. São Paulo: Manole, 2003. 230 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 231 PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS PRÉ E PÓS-OPERATÓRIOS PRÁTICA 5 – VACUOTERAPIA 1 INTRODUÇÃO A técnica de vacuoterapia começou a ser desenvolvida no final dos anos 70 com o objetivo de tratar as aderências cicatriciais, através da técnica de “apalpar e rolar” no tecido em processo de cicatrização, restaurando a sua elasticidade. Essa é uma técnica que podemos utilizar nos tratamentos faciais e corporais clássicos, como o pré e o pós-operatório. A vacuoterapia atua mecanicamente nos sistemas circulatórios (venoso e linfático), regulando o equilíbrio hídrico, a circulação e nutrientes e a eliminação de toxinas dos tecidos. Na aderência cicatricial o vácuo tem a função de provocar o descolamento das fibras que estão aderidas às fáscias. Sua aplicação deve ser cuidadosa, mas não precisa ser respeitada a circulação linfática. O vácuo é um aparelho de eletro-sucção, composto por um compressor que provoca uma pressão negativa, variando de 0 a 600 mmHg. Essa força de sucção (vácuo) pode ser controlada pelo profissional através da válvula de regulagem da sucção, adequando o vácuo ao objetivo final do tratamento e às condições do tecido tratado. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes. IMPORTANT E 2 OBJETIVOS • Reconhecer a técnica de vacuoterapia; • Compreender os efeitos fisiológicos; • Entender a aplicação da técnica. 3 MATERIAIS • Aparelho vácuo; • Ventosa de vidro; • Creme de massagem ou óleo; • Maca. 232 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO • Utilizar um veículo deslizante (creme ou óleo), isso facilita as manobras e diminui o incômodo para quem está recebendo a técnica. Caso seque o creme ou o óleo, reaplicar antes de continuar com as manobras. • Segurar a pele para a retirada da ventosa, pois além de estimular a flacidez puxando a ventosa sem o apoio das mãos, poderá ocorrer a formação de equimoses (roxos na pele). Se a pessoa relatar dor, diminua a intensidade da sucção até ser tolerável. • Parâmetros de utilização: • Pressão menor ou igual a 100 mmHg: regiões internas de coxa e braço e região abdominal. • Pressão menor ou igual a 200 mmHg: regiões anterior, posterior e lateral de coxa e glúteos. • Pressão entre 150 a 200 mmHg: regiões com fibroses e aderências. • Pressão entre 400 a 500 mmHg: estrias e rugas (ventosas de vidro). • Pressão entre 500 a 600 mmHg: extração de comedões (ventosa de vidro). 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Qual é o objetivo da técnica? b) Quais os benefícios para o paciente em pós-operatório? c) Além do pós-operatório, a técnica é indicada para outros tratamentos estéticos. Quais e por quê? 6 REFERÊNCIAS LESSA, Beatriz. Vacuoterapia/endermologia. Disponível em: https://www. mundoestetica.com.br/esteticageral/vacuoterapia-endermologia/. Acesso em: 28 ago. 2018. PRÁTICA 1 – REVITALIZAÇÃO FACIAL ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL II 1 INTRODUÇÃO A revitalização facial é um procedimento estético que propicia a renovação celular da pele com profunda hidratação. É uma técnica regeneradora, nutritiva e que favorece o rejuvenescimento, mantendo o equilíbrio dos nutrientes e o PH da pele. A revitalização facial orgânica constitui em utilizar produtos de origem natural sem componentes artificiais adicionados, por exemplo, a argila. Quando a argila é aplicada, estabelece um sistema de troca entre a pele e os vários elementos da argila, como o ferro, silício, manganês, alumínio e outros indispensáveis para a manutenção do organismo. A presença de tais minerais na argila lhe confere diferentes efeitos no organismo, tais como: estimula a microcirculação cutânea; permite a troca de energia dos elementos minerais com a área tratada; regula a queratinização da pele, promovendo descamação (peeling suave), e, consequentemente, renovação celular; desinfiltra os espaços intercelulares; regula a secreção sebácea da pele, melhorando os quadros de acne; revitalizante, nutritiva e hidratante, elimina os radicais livres, retardando assim o envelhecimento; auxilia na suavização de marcas de expressão; ativa a circulação sanguínea e linfática; promove melhora na elasticidade e firmeza, proporcionando uma revitalização à pele (MEDEIRO; LANZA, 2014). Esta prática deve ser realizada em laboratório de estética facial através de convênio. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes! IMPORTANT E 234 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 2 OBJETIVOS • Conhecer e manusear os produtos utilizados na revitalização facial. • Praticar a massagem manual facial. • Observar os efeitos imediatos da revitalização facial. 3 MATERIAIS • Água termal; • Argila verde, vermelha ou amarela; • Óleo essencial; • Óleo vegetal; • Maca; • Luva; • Touca; • Máscara; • Jaleco; • Modelo; • Protetor solar. ATENCAO Contraindicado em pacientes que possuem micoses na área a ser tratada e que possuam lesões na pele. 4 PROCEDIMENTOS • Realizar anamnese. • Higienizar a pele com sabonete neutro ou leite de limpeza, seguir com a esfoliação. Aplicar/borrifar água termal. • Aplicar a argila previamente diluída (Preparo da argila: diluir em água mineral, ou água termal, duas colheres (sopa) de argila em pó, até formar uma consistência cremosa). • Aplicar no rosto, colo e pescoço. Deixar agir por aproximadamente 20 minutos. Limpar o preparado de argila com torunda ou lenços umedecidos sem conservantes. • Aplicar de 2 a 3 gotas de óleo vegetal na face e realizar uma massagem relaxante facial. Pode ser misturada ao óleo vegetal uma gota de óleo essencial. • Ao término, retirar o excesso de óleo, se necessário, e finalizar com protetor solar. 235 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL II 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Descrever os benefícios da argila. b) Descrever os benefícios da massagem. c) Analisar a qualidade da pele antes e após a aplicação do tratamento. d) Analisar a sensação relatada pelo paciente durante o procedimento. 6 REFERÊNCIAS MEDEIRO,S.; LANZA, M. Ação das argilas em tratamentos estéticos: revendo a Literature. Clay Action in Aesthetic Treatments: Reviewing the Literature. Cadernos de Estudos e Pesquisas - Journal of Studies and Research, América do Norte, 17, jul. 2014. Disponível em: http://revista.universo. edu.br/index.php?journal=1studospesquisa2&page=article&op=view&pat h%5B%5D=1316&path%5B%5D=982. Acesso em: 31 Ago. 2018. 236 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 237 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL II PRÁTICA 2 – CLASSIFICAÇÃO E ABORDAGEM TERAPÊUTICA NAS RUGAS 1 INTRODUÇÃO A pele é o órgão que mais revela o processo de envelhecimento. O colágeno, maior constituinte da derme, torna-se gradualmente rígido e a elastina vai diminuindo a sua elasticidade natural devido à redução do número de fibras elásticas e de outros componentes do tecido conjuntivo. Estes fatores, associados à desidratação da pele, levam ao surgimento das rugas (KAMIZATO, BRITO, 2014). 2 OBJETIVOS • Conhecer e analisar as rugas. • Identificar e classificar os tipos de rugas. • Apresentar propostas de tratamento estético direcionado às rugas. 3 MATERIAIS • modelo, • papel impresso com a figura facial. 4 PROCEDIMENTOS • Fazer em grupos, selecionar um ou mais modelos. Realizar em local com ótima iluminação. • Higienizar a região da face com sabonete neutro ou leite de limpeza. 238 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL • Apontar os locais das rugas denominando-as na imagem facial impressa em papel e associando com a musculatura envolvida. 5 INTERPRETAÇÃO E RESULTADOS a) Descrever a fisiopatologia das rugas. Analisar e classificar as rugas. b) Compreender os diversos tipos de tratamento para as rugas. c) Propor tratamento a curto (até 30 dias), médio (até 180 dias) e a longo prazo (a partir de 180 dias). 6 REFERÊNCIAS GUIRRO, R. R. J.; GUIRRO, E. C. O. Fisioterapia dermatofuncional. 3. ed. Barueri: Manole, 2002. KAMIZATO, K. K.; BRITO, S. G. Técnicas estéticas faciais. São Paulo: Érica, 2014. 239 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL II PRÁTICA 3 – MONTAR UM BLOG COM O TEMA: “ACNE NA ADOLESCÊNCIA” 1 INTRODUÇÃO A adolescência é uma das fases que apresenta grandes transformações físicas e psicológicas. As mudanças estéticas podem interferir significativamente na imagem e na qualidade de vida do indivíduo, resultando na baixa autoestima e no isolamento social. A acne é considerada a afecção que mais atinge a população. Esta prática pode ser realizada em sala de aula ou em laboratório de informática. IMPORTANT E 2 OBJETIVOS • Vivenciar a organização de um blog. Explicar a fisiopatologia da acne. • Identificar e classificar a acne. • Apresentar propostas gerais de prevenção e de tratamento para a acne. 3 MATERIAIS • Imagens, artigos e conteúdos relacionados ao tema. • Computador. 4 PROCEDIMENTOS Com o advento da tecnologia, podemos fazer uso dos blogs para divulgação do trabalho estético. O blog utiliza termos simples e direcionados à comunidade em geral. A partir disso, organizar um blog com o tema: Acne. Pode-se utilizar imagens, gráficos, diagramas, entre outras opções para que facilite o entendimento do tema proposto à comunidade em geral. O blog pode ser virtual ou realizado em cartolinas. O texto deverá contemplar: 240 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL • Descrição e nome da equipe de trabalho. • Nome do blog. • Fisiopatologia e classificação da acne. • Prevenção da acne. • Complicações da acne. • Propostas gerais de tratamento e orientações para acne. 5 INTERPRETAÇÃO E RESULTADOS a) Foi possível montar um blog com conteúdo direcionado à comunidade em geral? Como ocorre a acne e as principais alterações na pele? b) Descrever as propostas de prevenção e de tratamento da acne. 6 REFERÊNCIAS GUIRRO, R. R. J.; GUIRRO, E. C. O. Fisioterapia dermatofuncional. 3. ed. Barueri: Manole, 2002. 241 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL II PRÁTICA 4 – ELETROLIFTING 1 INTRODUÇÃO A galvanopuntura, também conhecida como eletrolifting, é uma técnica que utiliza a corrente galvânica, com o objetivo de atenuar vincos e linhas de expressão, é uma corrente direta, contínua, de baixa voltagem. Essa corrente, quando aplicada no tecido, gera mudanças no pH. O estímulo físico da agulha, somado à alcalose no polo negativo, desencadeia uma inflamação aguda na região. Esse método consiste em provocar uma sutil agressão na camada superficial da epiderme, sobre as rugas ou linhas de expressão, com o intuito de estimular a produção de novas células de colágeno e elastina, e ainda incrementar a nutrição do local, agindo sobre os tecidos que se encontram desnutridos e desvitalizados. Para a realização desta técnica há necessidade de um eletrodo ativo de área reduzida (agulha – minimamente invasiva ou ponteira para eletrolifting – não invasiva) que favorece a concentração da corrente fixada em uma caneta especial. O eletrodo dispersivo que fecha o campo elétrico é do tipo placa de alumínio revestida por esponja vegetal umedecida em água ou eletrodo de metal rolinho e deve ser fixado próximo ao local em tratamento. Existem três maneiras de realizar a aplicação: deslizamento, penetração e escarificação. Esta prática deve ser realizada em laboratório de estética facial através de convênio. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes. IMPORTANT E 2 OBJETIVOS • Conhecer as diferentes técnicas de aplicação da galvanopuntura; • Praticar a galvanopuntura; • Conhecer os riscos envolvidos na utilização; • Identificar o estímulo físico da agulha sobre a região. 242 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 3 MATERIAIS • Aparelho de eletrolifting; • Sabonete de limpeza; • Álcool 70%; • Equipamento de galvanopuntura; • Agulhas 0,20x40mm; • Maca; • Luva; • Touca; • Máscara; • Jaleco; • Modelo; • Protetor solar. 4 PROCEDIMENTO • Realizar anamnese. • Aplicar o uso de álcool 70% em toda região. • A puntura deve ser feita com a introdução da agulha paralelamente entre as primeiras camadas da epiderme, fazendo um levantamento da agulha, esperando entre três a cinco segundos até o local ficar branco, após deve ser retirada a agulha, deixando a pele em sua posição natural. • No deslizamento a agulha deve ficar a 45 graus em relação à pele, e na escarificação a 90 graus, ambas as técnicas devem ser realizadas na linha da ruga até que tenha uma hiperemia local, sem que tenha corte ou sangramento da pele. • A intensidade da corrente deve ser escolhida de acordo com a sensibilidade da pessoa. A indicação é atingir-se a intensidade de 150 a 200 microampères para as rugas, não passando de 300, pois podem ocorrer lesões e um maior risco de manchas. • A técnica não deve ser feita novamente se não houver total cicatrização do local. Considerando o tempo de cicatrização, pode-se realizar o eletrolifting uma vez por semana. É indispensável o uso de protetor solar, pois sem o uso do FPS a pele pode ficar suscetível a apresentar discromias. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Qual é a diferença da técnica de aplicação com deslizamento e com penetração? b) Como é realizada a técnica de aplicação com escarificação? c) Quais são as indicações da galvanopuntura? d) Quais são os cuidados que o profissional deve ter após a aplicação do eletrolifting? 243 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL II e) Quais são os cuidados que o paciente deve ter após se submeter a uma aplicação do eletrolifting? 6 REFERÊNCIAS GUIRRO, R. R. J.; GUIRRO, E. C. O. Fisioterapia dermatofuncional.3. ed. Barueri: Manole, 2002. Disponível em: http://tonedermsp.com.br/blog/eletrolifting-ou-galvanopuntura- no-tratamento-de- estrias-e-linhas-de-expressao-3/. Acesso em: 10 abr. 2019. 244 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 245 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL II PRÁTICA 5 – PEELING QUÍMICO 1 INTRODUÇÃO Os peelings químicos são agentes esfoliantes que visam à melhora da aparência da pele. Geralmente são utilizados para o tratamento de hipercromias, como melasmas, efélides, melanose solar, pós-inflamatória (acne), clareamento de virilha e axila, interno de coxa, manchas de furúnculo, manchas de queimadura de limão, no entanto também são indicados para o tratamento de acne não inflamatória e sequela de acne, foliculite ou óstios dilatados, rugas e linhas de expressão, estrias e ainda auxiliam no rejuvenescimento e clareamento de mãos. Os peelings podem ser classificados como muito superficiais (esfoliação), superficiais (nível epidérmico), médio (nível derme papilar) ou profundo (nível derme reticular). O que determina a profundidade de um peeling é o tipo de ácido escolhido, sua concentração e seu pH. Para a escolha do ácido adequado, o profissional deve primeiramente realizar a anamnese, analisar o fototipo da pele, bem como as suas lesões, melasma, acne pós-inflamatória, entre outras queixas, e verificar em que nível epidérmico estas lesões se encontram, para após determinar qual o melhor protocolo a ser realizado. Analisar também as indicações e contraindicações do ácido. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes. IMPORTANT E 2 OBJETIVOS • Identificar as lesões faciais; • Praticar o peeling químico. 3 MATERIAIS • Sabonete líquido com princípio ativo ácido. • álcool 70%. • soluções de peeling químico: como ácido mandélico, glicólico e salicílico. • solução de bicarbonato de sódio. 246 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL • água thermal, bruma, alguma solução calmante. • vitamina C. • filtro solar FPS 50. • gaze. • algodão. • jaleco e os demais EPIs. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa ressaltar o uso do JALECO durante o processo e os devidos procedimentos de biossegurança! IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO 1. Higienização: Higienizar a pele com sabonete líquido com ácido glicólico ou ácido salicílico. 2. Desengordurar: Desengordurar a pele com álcool 70%. 3. Peeling: Aplicar o ácido escolhido com auxílio de uma gaze hidrófila e solicitar para o cliente o nível de ardência, deixar agir de 10 a 15min. 4. Neutralização: Neutralizar o ácido aplicado com solução de bicarbonato de sódio e remover completamente. 5. Hidronutrição: Borrifar Bruma Refrescante e Hidratante Água de Coco em uma máscara de TNT ou gaze (formato da face) e aplicar sobre a pele por 15 minutos. Retirar a máscara e aplicar leve massagem para finalizar a penetração do produto (opcional microcorrentes com auxílio do BioSpecific Bio Serum Água de Coco). 6. Bloqueio da melanogênese e ação antirradicais livres: Nanoderme Vitamina C 15% + Ferúlico. 7. Finalização: Aplicar sob a pele Protetor Solar Gel-creme FPS 50 Oil free. O protocolo sugerido a seguir é apenas indicativo das dezenas de tratamentos cosmecêuticos que podem ser adotados para cada situação específica encontrada no dia a dia da estética facial. IMPORTANT E 247 ESTÉTICA FACIAL E AVALIAÇÃO FACIAL II 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: • Qual o cuidado que o profissional deve ter ao realizar um peeling químico? • Por que é imprescindível que o cliente após realizar a sessão de peeling saia do consultório utilizando filtro solar? • Qual é o parâmetro de escolha do ácido adequado para o cliente? • Para qual finalidade usamos o ácido salicílico? E o mandélico? • Quais as reações cutâneas geradas por um peeling químico? • Quais são as indicações do peeling utilizado? • Avaliar a pele antes e após a aplicação do peeling. Quais as sensações relatadas e quais alterações ocorreram? 6 REFERÊNCIAS ARAGO DERMO COSMÉTICOS. Disponível em: https://aragodermocosmeticos. com.br/images/files/apostila_tecnicas_rdb_arago.pdf. Acesso em: 25 abr. 2017. 248 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL PRÁTICA 1 – MONTAR UM BLOG COM O TEMA: “DRENAGEM LINFÁTICA” DRENAGEM LINFÁTICA 1 INTRODUÇÃO Em meados do século XIX, iniciaram-se as descobertas e a aplicabilidade da técnica manual mais difundida hoje no mundo: a drenagem linfática, que até então era desconhecida na área da saúde. Esta prática pode ser realizada em sala de aula ou em laboratório de informática. 2 OBJETIVOS • Vivenciar a organização de um blog. • Explicar a fisiologia do sistema linfático. • Identificar o trajeto linfático. • Apresentar os efeitos fisiológicos da drenagem linfática na estética. • Conhecer as indicações e contraindicações da drenagem linfática. 3 MATERIAIS • Computador, internet, imagens e conteúdos relacionados ao tema. 4 PROCEDIMENTOS Com o advento da tecnologia, podemos fazer uso dos blogs para divulgação do trabalho estético. O blog utiliza termos simples e direcionados à comunidade em geral. A partir disso, organizar um blog para divulgação da: Drenagem Linfática. Pode-se utilizar imagens, gráficos, diagramas, entre outras opções para que facilite o entendimento do tema proposto à comunidade em geral. O texto deverá contemplar: • Descrição e nome da equipe de trabalho. • História da drenagem linfática. • A fisiologia e o trajeto do sistema linfático. • Efeitos, indicações e contraindicações da drenagem linfática na estética. 250 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 5 INTERPRETAÇÃO E RESULTADOS Foi possível montar um blog com conteúdo direcionado à comunidade em geral? Descrever como se desenvolvem os efeitos fisiológicos da drenagem linfática na estética. Exemplificar situações de indicações e benefícios da drenagem linfática na estética. 6 REFERÊNCIAS GUIRRO, R. R. J.; GUIRRO, E. C. O. Fisioterapia dermatofuncional. 3. ed. Barueri: Manole, 2002. VASCONCELOS, M. G. Princípios de drenagem linfática. São Paulo: Érica, 2014. 251 DRENAGEM LINFÁTICA PRÁTICA 2 – DRENAGEM LINFÁTICA FACIAL Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes. IMPORTANT E 1 INTRODUÇÃO A drenagem linfática manual é uma técnica de massagem manual que foi descrita inicialmente como um método para tratamento de edemas, em especial o linfedema. Sua finalidade é esvaziar os líquidos exsudados e os resíduos metabólicos por meio de manobras nas vias linfáticas e nos linfonodos. O ritmo da drenagem linfática manual deve ser uniforme e lento, um ritmo adequado, que imprime à manobra uma sensação agradável, na frequência determinada e no tempo correto. 2 OBJETIVOS • Identificar as cadeias linfáticas. • Executar os movimentos da drenagem linfática; • Identificar a pressão das mãos necessária na drenagem linfática. 3 MATERIAIS • EPIs • Sabonete neutro ou leite de limpeza. Torunda ou lenço umedecido. • Sala com macas. 4 PROCEDIMENTOS • Higienizar a região da face com sabonete neutro ou leite de limpeza. Posicionar a face em repouso e em posição confortável. • Realizar a drenagem linfática manual facial, conforme orientações do livro da Disciplina de Drenagem Linfática. 252 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Analisar a sensaçãorelatada pelo paciente durante o procedimento. b) Reconhecer o processo de execução da drenagem linfática. c) Descrever as características executadas na drenagem: pressão, ritmo e sentido. 6 REFERÊNCIAS KAMIZATO, K. K.; BRITO, S. G. Técnicas estéticas faciais. São Paulo: Érica, 2014. VASCONCELOS, M. G. Princípios de drenagem linfática. São Paulo: Érica, 2014. 253 DRENAGEM LINFÁTICA PRÁTICA 3 – DRENAGEM LINFÁTICA CORPORAL Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes. IMPORTANT E 1 INTRODUÇÃO A drenagem linfática manual é uma técnica de massagem manual que foi descrita inicialmente como um método para tratamento de edemas, em especial o linfedema. Sua finalidade é esvaziar os líquidos exsudados e os resíduos metabólicos por meio de manobras nas vias linfáticas e nos linfonodos. O ritmo da drenagem linfática manual deve ser uniforme e lento, um ritmo adequado, que imprime à manobra uma sensação agradável, na frequência determinada e no tempo correto. 2 OBJETIVOS • Identificar as cadeias linfáticas. • Executar os movimentos da drenagem linfática. • Identificar a pressão das mãos necessária na drenagem linfática. 3 MATERIAIS • Sala com macas. • Lençol, travesseiro. 4 PROCEDIMENTOS • Posicionar o corpo em repouso e em posição confortável. • Realizar a drenagem linfática manual corporal conforme orientações do livro da Disciplina de Drenagem Linfática. 254 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Analisar a sensação relatada pelo paciente durante o procedimento. b) Reconhecer o processo de execução da drenagem linfática. c) Descrever as características executadas na drenagem: pressão, ritmo e sentido. 6 REFERÊNCIAS VASCONCELOS, M. G. Princípios de drenagem linfática. São Paulo: Érica, 2014. 255 DRENAGEM LINFÁTICA PRÁTICA 4 – DRENAGEM LINFÁTICA EM GESTANTE Para esta prática, o professor-tutor externo precisa reservar o laboratório de estética antes. IMPORTANT E 1 INTRODUÇÃO No início da gestação, até o 5º mês, a gestante não terá muita dificuldade para se posicionar na maca. À medida que a gestação progredir e o volume abdominal aumentar, ficará mais difícil permanecer por longos períodos na mesma posição. O volume do útero gravídico pressiona importantes veias da circulação de retorno, prejudicando a circulação sanguínea e causando a sensação de formigamento, adormecimento em membros inferiores, tonturas e mal-estar. É preciso prestar atenção aos sinais que a gestante apresenta durante a sessão. Deve-se acomodá-la com travesseiros e almofadas, mudá-la algumas vezes de decúbito, evitando dores e incômodos. 2 OBJETIVOS • Executar os movimentos da drenagem linfática; conforme orientações do livro da Disciplina de Drenagem Linfática. • Identificar a pressão das mãos necessária na drenagem linfática. • Conhecer os cuidados e posicionamentos necessários ao período gestacional. 3 MATERIAIS • Sala com macas. • Lençol, travesseiros. • Modelo para prática, sendo preferencialmente gestante. 4 PROCEDIMENTOS • Posicionar a gestante na maca e realizar a drenagem linfática manual corporal. Utilizar os posicionamentos adequados à gestante: 256 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL • Evitar decúbito dorsal por muito tempo. Se utilizar, posicionar a gestante com travesseiro embaixo da cabeça e pescoço. Utilizar rolo de posicionamento ou travesseiro ou fazer um rolo com cobertor e colocar sob os joelhos. • Evitar deixar a gestante por muito tempo em decúbito dorsal e decúbito lateral esquerdo. • Em decúbito lateral direito, colocar um travesseiro entre os joelhos, que permanecem levemente flexionados. • Realizar a drenagem linfática manual corporal. • Os movimentos do abdômen devem ser cautelosos, lentos e suaves. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Reconhecer o processo de execução da drenagem linfática. b) Descrever as características executadas na drenagem: a pressão, ritmo e sentido. c) Conhecer os posicionamentos essenciais no período gestacional. d) Analisar os benefícios e as contraindicações da drenagem linfática manual em gestantes. 6 REFERÊNCIAS FONSECA, Floripes Machado da. Estudo comparativo entre a drenagem linfática manual e atividade física em mulheres no terceiro trimestre de gestação. Fisioterapia ser, v 4. n. 4. 2009. p. 225. Disponível em: https:// s3.amazonaws.com/academia.edu.documents. Acesso em: 21 set. 2018. VASCONCELOS, M. G. Princípios de drenagem linfática. São Paulo: Érica, 2014. 257 DRENAGEM LINFÁTICA PRÁTICA 5 – JOGO DE MEMÓRIA: DRENAGEM LINFÁTICA 1 INTRODUÇÃO Em meados do século XIX, iniciaram-se as descobertas e a aplicabilidade da técnica manual mais difundida hoje no mundo: a drenagem linfática, que até então era desconhecida na área da saúde. Esta prática pode ser realizada em sala de aula. 2 OBJETIVOS • Exercitar o raciocínio e a memória. • Identificar o funcionamento do sistema linfático. Reforçar o aprendizado sobre a drenagem linfática. 3 MATERIAIS • Tesoura; • Folhas impressas. Para esta prática, o professor-tutor externo precisa providenciar as folhas que estão no Anexo 1 impresso para o jogo da memória. IMPORTANT E 4 PROCEDIMENTO Separar as acadêmicas em duplas, entregar para cada dupla as folhas impressas do ANEXO E, recortar e iniciar o jogo da memória. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Descreva o sistema linfático e os seus componentes. b) Como funciona a drenagem linfática reversa? Quando é utilizada? Exemplifique. 258 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 6 REFERÊNCIAS AULA DE ANATOMIA. Sistema Linfático. 2001. Disponível em: https://www. auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-linfatico/. Acesso em: 3 dez. 2018. BARACHO, E. Fisioterapia aplicada à Obstetrícia, Uroginecologia e Aspectos de Mastologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 579 p. BORGES, F. S. Dermatofuncional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São Paulo: Phorte, 2010, 680p. PRÁTICA 1 – TÉCNICA DE EPILAÇÃO COM CERA QUENTE EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS 1 INTRODUÇÃO Atualmente, o pelo pode ser removido em quase todas as partes do corpo. As motivações são diversas: indicações médicas, interesses profissionais (modelos, desportistas), lúdicos, ou somente preferência pessoal. Os termos depilação e epilação são utilizados frequentemente como sinônimos, porém possuem significados distintos. Depilação refere-se à remoção do pelo junto à superfície cutânea, sem atingimento das porções internas do folículo piloso. Por sua vez, epilação refere-se à extração completa do pelo. Uma das mais conhecidas técnicas é a epilação com cera, já que é uma técnica barata, com resultados mais duradouros do que a depilação com lâmina ou químicos depilatórios, e os pelos são removidos do bulbo piloso, não apenas da superfície da pele. Os resultados podem durar de três a quatro semanas, dependendo do tipo de pelo, pele e região do corpo onde a técnica for aplicada. A epilação com cera quente é muito eficiente e pode ser utilizada em todo o corpo. O calor funciona como relaxante, dilata os poros e, consequentemente, provoca menos dor, facilitando a extração do pelo e permitindo inclusive a remoção dos pelos mais grossos e curtos. Portanto, o conhecimento da estrutura e do funcionamento da pele e seus anexos (principalmente do folículo piloso e do pelo) são indispensáveis para o profissional de epilação. O profissional também deve estar atento em manter a integridade da pele de seus clientes. Para isso é necessário conhecimento técnico para uma avaliação adequadado melhor método a ser adotado para as particularidades da pele de cada região do corpo. Assim, o atendimento deve ser individualizado, com produtos adequados para melhor eficiência, sempre buscando evitar danos. E, por fim, saber realizar a técnica de maneira correta é fundamental! Desejamos bons estudos ao longo desta disciplina. Lembre-se de que a constante capacitação profissional é essencial para conquistar cada dia mais credibilidade e fidelidade de seus clientes. Boa prática! 260 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 2 OBJETIVO • Aprender a técnica de epilação com cera quente. 3 MATERIAIS • EPIs (jaleco, toucas descartáveis, máscaras, luvas descartáveis) Maca • Lençol de papel descartável Álcool • Gazes Pinça • Folhas depilatórias Aquecedor de cera • Ceras depilatórias descartáveis Espátula descartável • Tônico adstringente Talco • Loção calmante Lixo com pedal • Mesa ou carrinho auxiliar para colocação dos produtos. 4 PROCEDIMENTO 1. Higienizar as mãos e vestir-se apropriadamente com os EPI’s. 2. Aquecer a cera depilatória descartável no aquecedor. Deve-se ter extremo cuidado com a temperatura da cera para não causar queimaduras na pele. 3. Higienizar a maca com gazes e álcool. 4. Colocar lençol de papel descartável na maca. 5. Examinar a pele onde será feita a epilação. Deve estar íntegra, isenta de lesões e o pelo deve estar com comprimento suficiente para ser removido por completo, cerca de 0,5cm. 6. Higienizar a região a ser epilada com tônico adstringente. 7. Aplicar talco em toda região a ser epilada. 8. Aplicar a cera previamente aquecida na direção do crescimento dos pelos. 9. Em cima da cera, aplicar a folha e puxar no sentido oposto ao crescimento dos pelos, de forma rápida. Caso os pelos não tenham sido todos removidos, poderá aplicar novamente a cera e repetir o processo ou retirar os pelos restantes com uma pinça (esterilizada). 10. Passar uma loção calmante para diminuir uma possível vermelhidão e desconforto no local. Obs.: Para descarte dos materiais utilizados, o lixo deve ter pedal, pois o profissional não pode ter contato manual com ele. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, descreva os resultados obtidos e discuta-os a partir dos questionamentos a seguir: 261 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS a) Quais as diferenças de epilação com cera quente e cera fria? b) Qual a importância de utilizar tônico adstringente antes da epilação? c) Por que aplicar talco na região a ser epilada? d) Como o cliente pode preparar a pele antes da epilação? e) Quais cuidados o profissional deve orientar ao cliente pós-epilação? f) Quais alterações o cliente pode apresentar em decorrência do processo epilatório? Cite e explique. 6 REFERÊNCIAS BLUME-PEYTAV, U. An overview of unwanted female hair. Br J Dermatol 2011. 165 (Suppl. 3):19-23. PEREIRA, S.; MACHADO, S.; SELORES, M. Remoção do pelo na adolescência: Hair removal in adolescence. Nascer e Crescer, Porto, v. 24, n. 2, p. 70-74, jun. 2015. 262 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 263 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS PRÁTICA 2 – TÉCNICA DE EPILAÇÃO COM LINHA 1 INTRODUÇÃO A epilação com linha tem atraído cada vez mais as mulheres. Trata-se de um método tradicional, cultural e amplamente utilizado no Oriente Médio. Consiste na extração completa do pelo através da utilização de um fio de algodão. É um método temporário e, apesar de ser um método considerado doloroso, habitualmente é bem aceito e tolerado. É utilizado essencialmente para a remoção dos pelos faciais. Os principais efeitos adversos são a possibilidade de ocorrência de foliculite, eritema e alterações pigmentares secundárias. É uma técnica que envolve aprendizado prático e a qualidade do trabalho do profissional será um grande diferencial para o mercado. Então vamos começar! 2 OBJETIVOS • Aprender a técnica correta de epilação com linha. 3 MATERIAIS • EPIs (jaleco, toucas descartáveis, máscaras, luvas descartáveis) • Maca ou cadeira para epilação • Linha de algodão • Talco • Tônico adstringente • Loção calmante 4 PROCEDIMENTO O primeiro passo para realizar esta técnica é o preparo da linha de algodão, e para isso é preciso: • Medir a linha desde o pulso até ao ombro, que pode variar entre cerca de 20 a 40 cm; • Unir as pontas da linha, dando dois ou três nós, para a linha ficar bem firme; • Formar um retângulo com a linha, colocando três dedos de cada lado da linha; • Torcer a linha, cruzando-a no meio cerca de cinco vezes para formar um oito. 264 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL Depois de preparar a linha: 1. Higienizar as mãos e vestir-se apropriadamente com os EPI’s; 2. Limpar a região a ser epilada com tônico adistrigente e aplicar talco; 3. Pedir para que o cliente deixe a pele esticada para facilitar a remoção do pelo e diminuir a dor. Por exemplo: para tirar o canto do buço, pedir para colocar a língua contra a bochecha, e para remover a parte central do buço deve pressionar o lábio inferior contra o superior, e no caso da parte inferior da sobrancelha pode-se fechar o olho, puxando a pálpebra para cima; 4. Colocar a parte da linha torcida sobre a região em que irá remover o pelo; 5. Abrir e fechar os dedos de apenas uma mão, como se estivesse usando uma tesoura. Lembre-se de que o pelo tem que ficar dentro da parte maior da abertura da linha para que possa ser removido. Esse passo é o mais demorado, e deve ser repetido até eliminar completamente os pelos de toda a região desejada. O movimento será contra o crescimento dos pelos, ou seja, o fio vai enroscar próximo à raiz do pelo e puxá-lo no sentido contrário ao seu crescimento. 6. Passar um creme hidratante, com ação calmante. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS Após a realização da prática, responda algumas questões relacionadas à atividade: a) A técnica é indicada para todas as áreas do corpo? b) Quais as vantagens da técnica com linha? c) Quais os cuidados após a epilação com linha? 6 REFERÊNCIAS RAMOS E SILVA, M.; CASTRO, M. C. R.; CARNEIRO, L. V. Hair removal. Clin Dermatol 2001; 19: 437-44. PEREIRA, S.; MACHADO, S.; SELORES, M. Remoção do pelo na adolescência: Hair removal in adolescence. Nascer e Crescer, Porto, v. 24, n. 2, p. 70-74, jun. 2015. 265 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS PRÁTICA 3 – TÉCNICA DE MANICURE 1 INTRODUÇÃO A palavra manicure tem origem no latim, em que “manus” significa mão e “cura” significa tratamento – representando assim a prática de tratar as mãos e as unhas. Como se percebe, esta não é, ao contrário do que muitas vezes se pensa, uma atividade que apenas oferece às nossas mãos e unhas cuidados estéticos. Na verdade, a manicure, quando realizada por profissionais capacitados, permite ainda analisar, diagnosticar e realizar alguns tratamentos simples que não necessitem da intervenção de um médico. Obviamente que, na maioria das vezes, o serviço de manicure é procurado com objetivos simplesmente estéticos – que acabam por, de alguma forma, contribuir também para o cuidado e para a saúde das mãos e unhas. Por isso, hoje tem se verificado um desenvolvimento crescente desta área e cada vez mais as pessoas procuram por profissionais e serviços de qualidade. Então vamos à prática! ATENCAO Avisar previamente as acadêmicas para trazerem material necessário para a prática. 2 OBJETIVOS • Aprender a técnica de manicure. 3 MATERIAS • EPIs (luvas descartáveis, jaleco) Mesa auxiliar e cadeiras • Acetona ou removedor de esmalte Bolas de algodão ou cotonetes Alicate de cutículas • Polidor de unhas Cortador de unha Lixa de unha Espátulade unha Pau de laranjeira Toalha • Água • Creme para as mãos e para as cutículas Esmalte • Base para unhas Cobertura extrabrilho Spray ou óleo secante. 266 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 4 PROCEDIMENTO Perguntas a serem feitas antes de iniciar o trabalho: a) Tem alguma alteração nas mãos ou nas unhas que exija cuidados especiais? b) Faz restrições ao uso de acetona ou algum outro produto? c) Trouxe material próprio ou vai usar o que você tem disponível? d) Preferência das unhas curtas ou compridas? Quadradas, redondas ou ovaladas? e) Costuma tirar as cutículas ou apenas empurrá-las? Usar EPIs. Agora, inicie o trabalho com o passo a passo: 1. Remover o esmalte antigo, se houver: Passe nas unhas, uma por vez, um chumaço de algodão umedecido com removedor de esmalte ou acetona, sempre no sentido da matriz para a ponta dos dedos (de dentro para fora). Repita o procedimento em cada unha, usando também o lado oposto do algodão, antes de passar para a unha seguinte. Molhe a ponta do pau de laranjeira com um pouco de removedor de esmalte e enrole um tufo de algodão na parte úmida. Mergulhe-o no removedor e passe-o nos cantos das unhas, contornando as cutículas. Assim você removerá os restos de esmalte que ficam mais próximos da pele. Tenha cuidado para não machucar o cliente, pois essa é uma área delicada e os palitos têm pontas finas. 2. Cortar e lixar: Corte as unhas já no formato desejado (redondo, quadrado ou ovalado) e depois acerte com a lixa. Atenção: dispense cortar as unhas se não houver necessidade de diminuir o comprimento das unhas, ou seja, se elas já estiverem curtas ou no tamanho desejado pelo cliente. Ao lixar as unhas, faça movimentos de um lado para o outro, evitando mover a lixa para cima e para baixo. Para unhas quadradas, deixe a lixa mais reta; para as redondas ou ovaladas, ela deve estar mais inclinada. Passe a lixa por baixo da unha para remover rebarbas. Por fim, use uma lixa polidora para remover estrias da superfície da unha. 3. Remover as cutículas: Aplique o creme para amolecer as cutículas. Empurre-as com a ajuda de uma espátula de unha, tomando cuidado para não machucar. Com um alicate de cutícula, remova somente o excesso de pele. Faça o movimento de corte dos cantos para o centro, sempre da mesma forma: do lado esquerdo até o centro e, em seguida, do lado direito até o centro, tentando tirar a cutícula inteira, sem repicar. Quando o alicate está bem afiado, não há necessidade de puxar a pele: basta apertá-lo para que ele corte a cutícula. Após, aplique um creme hidratante nas mãos, massageando. 4. Passar esmalte Passe a base em toda a unha, extrapolando a linha da cutícula. Isso irá facilitar a etapa de limpeza com o palito. 267 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS Ao passar o esmalte, puxe a pele lateral do dedo para garantir que não sobrem espaços brancos na unha. O esmalte cremoso precisa de duas a três camadas para ficar da cor indicada na embalagem. A cobertura extrabrilho é o segredo para o esmalte durar mais. Passe uma camada logo após a pintura. Passe a base além da linha da cutícula, melecando também os dedos. 5. Limpar os cantos Limpe com o palito: se o esmalte for do tipo que mancha, ou seja, fica mais ralo no centro da unha e acumulado nos cantos, é recomendado passar o palito a cada camada. Se não, passe apenas uma vez, depois da cobertura extrabrilho. Quanto mais fina a ponta do palito, melhor. Isso evita que ele encoste na unha e borre o esmalte. Passe o palito em cima da cutícula. Nos casos de unhas mais fundas do que os dedos, ele deve ser passado por dentro da pele. Procure também puxar as laterais dos dedos nesta etapa para limpar o mais próximo possível da cutícula. A cada unha que você terminar de pintar, passe o palito em seguida para limpar os cantos. Só depois de fazer isso em todas as unhas, inicie a limpeza com o algodão e acetona. Puxe as laterais do dedo para limpar melhor. Limpar com algodão e acetona: Molhe o palito na acetona e puxe uma porção de algodão. Faça isso no sentido da fibra, para evitar que se forme uma bola muito grossa. Para quem não tem muita prática, a dica é pegar pouco algodão e trocar a cada unha, para evitar estragar o trabalho. Apoie o palito no vão entre o polegar e o indicador e enrole. Encharque na acetona novamente, remova o excesso com batidinhas na mão ou em uma toalha e esfregue levemente nos dedos, fazendo pressão. Você pode fazer movimentos de vai e vem ou rodar o palito, sempre de fora para dentro, no sentido da unha. Isso ajuda a afastar a pele lateral e limpar bem os cantinhos. Se sobrar um pouco de esmalte rente à cutícula, posicione o palito na vertical e, com a ponta, faça a limpeza. Rode o palito de fora para dentro, no sentido da unha. 6. Finalização: Aplique spray ou óleo secante. Se optar pelo óleo, aplique nas cutículas, para hidratar, e um pouco nos dedos. Ele vai escorrer naturalmente pela unha. Diferente do que algumas pessoas pensam, o spray não tira o brilho das unhas. Este efeito é apenas momentâneo, pois o conteúdo é gelado. Em seguida, elas recuperam o aspecto brilhoso. Passar uma camada de óleo secante. Lembre-se sempre: limpar, desinfetar e esterilizar os utensílios utilizados e manter o local de trabalho sempre limpo e arejado! 268 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Qual a importância de manter as unhas higienizadas e hidratadas? b) Qual a importância das cutículas para as unhas? c) O corte incorreto das unhas pode levar a quais alterações? d) Qual a importância de deixar as unhas sem esmalte por determinado tempo? e) Quais os cuidados diários o profissional poderá orientar ao seu cliente? f) Quais instrumentos devem ser esterilizados? E como são esterilizados? g) Que materiais são descartados após o uso? h) Os produtos utilizados são autorizados pela Anvisa? 6 REFERÊNCIAS FEITEIRO, M. Como fazer unhas perfeitas em cinco passos. Disponível em: https://www.vix.com/pt/bdm/beleza/como-fazer-unhas-perfeitas-em-5-passos. Acesso em: 12 jan. 2019. SRPE. Que importância tem a manicure para as mãos? Disponível em: https://www.srpe.com.br/2018. Acesso em: 12 jan. 2019. 269 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS PRÁTICA 4 – TÉCNICA DE VISAGISMO DE SOBRANCELHAS 1 INTRODUÇÃO O visagismo já se mostra uma tendência no mercado de beleza há algum tempo. O termo é derivado do francês “visage” e, resumidamente, trabalha com o estudo do rosto e da personalidade emotiva das pessoas. Assim, há um equilíbrio entre o interior e o exterior. Muitas áreas têm usado o visagismo como uma técnica de análise para conseguir criar uma imagem pessoal que satisfaça o cliente, mas que também esteja de acordo com as tendências de moda e beleza. O visagismo possui uma série de técnicas de medições e de procedimentos para identificar o tipo de rosto e o formato ideal para cada pessoa. Por exemplo, através do paquímetro tiram-se as medidas e encontram-se as linhas, para ver o formato mais adequado das sobrancelhas. O formato das sobrancelhas deve estar em harmonia com as linhas da estrutura óssea, que sustentam os músculos e a pele do rosto e dos olhos. A responsabilidade do profissional é sempre fazer uma análise correta e saber avaliar. Esteticistas são alguns dos profissionais que têm se beneficiado com o método visagista e conquistado cada vez mais os clientes. Portanto, estar devidamente qualificado é essencial! Boa prática! ATENCAO Nesta prática, apenas devem realizar a técnica os(as) acadêmicos(as) que estiverem seguros e capacitados após demonstração da técnica por profissional da área. A ficha de anamnese pode ser realizada em duplas.2 OBJETIVO • Conhecer a técnica de visagismo de sobrancelhas com o uso de paquímetro. 3 MATERIAIS • EPIs • Cadeira para design de sobrancelhas Pinças • Paquímetro 270 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL • Lápis dermatográfico branco Régua • Escovinha para sobrancelhas Tesoura para sobrancelhas Tônico adstringente • Sombra para sobrancelha 4 PROCEDIMENTO 1. Preencha a ficha de anamnese da cliente, antes de realizar o procedimento (ANEXO F); 2. Vista-se adequadamente com os EPIs. 3. Higienize o rosto da cliente com tônico adstringente; 4. Faça um ponto no canto interno do olho (canto lacrimal), ele vai te ajudar a medir o ponto de início da sobrancelha (ponto 1). 5. A medida padrão do espaçamento entre uma sobrancelha e outra é de 3cm. Se a distância for menor e você não quiser retirar os pelos, basta marcar com um risco branco o início de cada sobrancelha. Divida o resultado dessa medida por 2. Por exemplo, para um espaço de 3cm, o resultado será 1,5cm. 6. Com o auxílio do paquímetro, meça o eixo central (ponto 3) e faça mais uma marcação de um risco branco, para isso, coloque nele a distância de 1,5 cm a partir do início da primeira marcação. Para ter certeza, confirme com o paquímetro se entre as duas marcações tem a mesma distância de 1,5 cm (ou o resultado da sua medida). 7. A partir do eixo central, regule o paquímetro com a medida de 4,5 cm para achar o ponto de curvatura da sobrancelha. Essa é a medida universal que deve ser aplicada em qualquer tipo de sobrancelha, para qualquer formato de rosto. Faça a marcação com o risco branco e confirme mais uma vez se as distâncias estão corretas. 8. Observe qual lado da sobrancelha é maior a partir do ponto de curvatura. Nessa sobrancelha maior, você irá medir a distância entre o ponto de curvatura e o fim do último pelo no final da sobrancelha. Faça a marcação no fim da sobrancelha (ponto 2) e com a mesma medida faça a marcação para o fim da outra sobrancelha. 9. Para definir a largura que a sobrancelha irá ficar, primeiro faça um ponto branco na raiz (onde começa a nascer o pelo) do primeiro pelo do início da sobrancelha. Faça mais um ponto na raiz debaixo de onde marcou o ponto de curvatura e o último ao final da sobrancelha. Lembre-se de medir todos os pontos com o paquímetro para certificar-se de que as distâncias estão iguais nas duas sobrancelhas. 10. Depois marque um ponto na parte de cima do ponto inicial da sobrancelha. Aqui você vai definir qual largura quer deixar a sobrancelha. Ela pode ficar até 1 cm no início e a metade dessa medida a partir do ponto de curvatura. Por exemplo, se definir 1cm de largura para a sobrancelha, marque 1cm de distância entre um ponto branco a outro no início dela e a partir do ponto de curvatura marque por volta de 0,5 cm ou 0,6 cm, e a medida do ponto final da sobrancelha é de 0,1 cm, praticamente o tamanho da ponta da caneta. 271 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS 11. Ligue todos os pontos com o lápis branco, corte as pontas dos pelos que ultrapassam as marcações penteando-os para cima e utilizando a tesoura para sobrancelhas e retire os pelos que ficaram por fora com a pinça. 12. Preencha a parte interna da marcação com sombra na cor dos fios. 5 INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS a) Quais são os formatos de rostos existentes? Quais as características de cada um? b) Quais são os modelos de sobrancelhas mais comuns? c) Como identificar os formatos de rostos? Identifique seu formato de rosto e compartilhe com seus colegas. d) Quais as sobrancelhas ideais para cada formato de rosto? e) Como deve ser feita a análise do rosto da cliente para identificar o melhor formato de sobrancelha? f) Quais são as outras pigmentações existentes para sobrancelhas? Comente-as. 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SOBRANCELHAS.NET. Design de sobrancelhas com paquímetro. Disponível em: https://sobrancelhas.net.br/design- de-sobrancelhas-com-paquimetro/. Acesso em: 15 jan. 2019. VISAGISMO. Disponível em: http://www.visagismo.com.br. Acesso em: 15 jan. 2019. 272 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL ANEXOS ANEXO A – PRÁTICA 1 – OBSERVAÇÃO DO SISTEMA ESQUELÉTICO HUMANO ANATOMIA ANEXO B – PRÁTICA 1 – OBSERVAÇÃO DO SISTEMA ESQUELÉTICO HUMANO ANATOMIA 273 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS ANEXO C – PRÁTICA 3 – SISTEMA MUSCULAR 274 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL 275 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS ANEXO D – PRÁTICA 4 – SISTEMA CARDIOVASCULAR 276 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL ANEXO E – PRÁTICA 5 – JOGO PEDAGÓGICO DE MEMÓRIA: DRENAGEM LINFÁTICA Trajeto de drenagem linfática reversa em mastectomizada Cisterna do quilo ou Cisterna de Pecquet É uma "bolsa" no abdômen por onde flui a linfa de três vasos linfáticos: tronco intestinal, tronco lombar esquerdo e tronco lombar direito. Situa-se posterior à aorta abdominal sobre o aspecto anterior dos corpos da primeira e segunda vértebras lombares. 277 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS Compreendem funções do sistema linfático Ducto Linfático Direito - Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais; - Absorção dos ácidos graxos e transporte subsequente da gordura para o sistema circulatório. Percorre ao longo da borda medial do músculo escaleno anterior na base do pescoço e termina na junção da veia subclávia direita com a veia jugular interna direita. Conduz a linfa para circulação sanguínea nas seguintes regiões do corpo: lado direito da cabeça, do pescoço e do tórax, do membro superior direito, do pulmão direito, do lado direito do coração e da face diafragmática do fígado. 278 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL Linfonodos (Nódulos Linfáticos) Linfa Armazenam células brancas (linfócitos) que têm efeito bactericida, ou seja, são células que combatem infecções e doenças. Quando ocorre uma infecção, podem aumentar de tamanho e ficar doloridos enquanto estão reagindo aos microrganismos invasores. Eles também liberam os linfócitos para a corrente sanguínea. É um líquido transparente, esbranquiçado (algumas vezes amarelado ou rosado), alcalino e de sabor salgado. Sua composição é semelhante à do sangue, mas não possui hemácias, apesar de conter glóbulos brancos dos quais 99% são linfócitos. Após a filtragem, é lançada no sangue, desembocando nas grandes veias torácicas. 279 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS Sinais e sintomas do linfedema Indicações de Drenagem Linfática Manual (DLM) Sensação de peso ou tensão no membro; Dor aguda; Alteração de sensibilidade; Dor nas articulações; Aumento da temperatura local com ausência de sinais flogísticos; Alterações cutâneas como eczemas e micoses. Casos em que há retenção hídrica, rigidez da musculatura, período de tensão pré-menstrual, acne. 280 MANUAL DE PRÁTICAS LABORATORIAIS DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ESTÉTICA E IMAGEM PESSOAL São contraindicações absolutas São contraindicações relativas Casos de: tumores malignos, tuberculose, infecções e reações alérgicas agudas, edemas sistêmicos de origem cardíaca ou renal, insuficiência renal e trombose venosa. Casos de: hipertireoidismo, menstruação abundante, insuficiência cardíaca descompensada, asma, bronquite, flebite, trombose venosa profunda, hipotensão arterial, afecções da pele. 281 EMBELEZAMENTO DOS ANEXOS CUTÂNEOS ANEXO F – PRÁTICA 4 – TÉCNICA DE VISAGISMO DE SOBRANCELHAS FICHA ANAMNESE – ANEXOS CUTÂNEOS Nome Completo: Endereço: Estado Civil: Data Nascimento:E-mail: Profissão: Celular: Tel. Comercial: Indicado por: Motivo da sessão: Já fez o procedimento anteriormente? Gostou do resultado? Cirurgias anteriores: Alergia: Uso de Medicamentos: Uso lentes de contato: Produtos Cosméticos: Ciclo Menstrual: Pratica atividades físicas: Exposição solar: Alimentação: Funcionamento intestinal: Qtd Água diária: Procedimentos propostos ________________________ ________________________ ________________________ ________________________ Observações: Data_________________ Assinatura Cliente ___________________________