Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

GESTÃO E PLANEJAMENTO EM SERVIÇO SOCIAL 
Marco Aurélio Bernardes
São Paulo
Rede Internacional de Universidades Laureate
2015
Marco Aurélio Bernardes
GESTÃO E PLANEJAMENTO EM 
SERVIÇO SOCIAL 
São Paulo
Rede Internacional de Universidades Laureate
2015
Sumário
Capítulo 1: O Planejamento Social -------------------------------------------------------------5
Introdução ---------------------------------------------------------------------------------------------- 5
1 Planejamento social: conceitos e finalidades ---------------------------------------------------- 6
2 Breve apresentação do contexto socioeconômico brasileiro ---------------------------------- 7
2.1 A conjuntura socioeconômica brasileira ------------------------------------------------------ 8
2.2 Considerações sobre Teoria econômica ------------------------------------------------------ 9
3 O mundo do trabalho como espaço de exclusão ---------------------------------------------12
4 O papel das organizações sociais ---------------------------------------------------------------13
5 Marco regulatório das organizações sociais ---------------------------------------------------14
5.1 Terceiro setor: espaço de construção de novidades no campo econômico e social ---15
Síntese -------------------------------------------------------------------------------------------------17
Referências Bibliográficas ---------------------------------------------------------------------------18
5
Capítulo 1O Planejamento Social
Introdução
Neste texto, você estudará o tema Planejamento social. É um assunto urgente, contemporâneo 
dos dias de hoje e dos que virão. Um satélite, uma antena parabólica, a internet e outros 
recursos tornam o mundo pequeno, e assim acompanhamos tudo o que acontece com a 
vida em suas várias dimensões.
Organizações com boas ou más práticas, sejam elas governamentais, times de futebol, 
Organizações Não Governamentais (ONGs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse 
Público (OSCIPs) e outras mais, tudo envolve Planejamento Social. O grau de utilização da 
ferramenta e de cumprimento do que foi planejado tem muita relação com o estágio de 
amadurecimento de uma sociedade.
A compreensão desse tema requer uma breve discussão sobre o quadro econômico e 
social no Brasil, o marco regulatório de ONGs e OSCIPs, seu papel e a necessidade 
de que sejam reconhecidas pela consequência de seus planejamentos. Trata-se de uma 
ferramenta indispensável de gestão, que propicia o enfrentamento de conjunturas adversas, 
sejam de caráter econômico, social ou político. Não é exagero indicar que o planejamento 
favorece sobremaneira a profissionalização de qualquer organização. 
6 Laureate- International Universities
O Planejamento Social
1 Planejamento social: conceitos e 
finalidades
O Planejamento social é integrador, pois contempla a participação possível dos envolvidos no 
planejamento, considerando saberes diversos e complementares.
Uma das formas de abordar o Planejamento social consiste em considerá-lo um caminho para o 
encaminhamento de matérias ou questões comuns a grupos sociais a que ele se destina ao longo 
do tempo. O atingimento dos objetivos do planejamento dependerá de sua coerência, tendo em 
vista a qualidade das informações e variáveis consideradas.
Assim, pode-se compreender o Planejamento social das seguintes maneiras:
1) como ferramenta que possibilita um processo lógico comprometido com a 
cidadania; 2) como processo lógico, cidadão e administrativo que, por meio de seu 
movimento, fortalece a participação popular nos níveis decisórios e operativos; 3) 
como instrumento que busca racionalizar e dar direção para redefinições futuras de 
organizações, políticas sociais, setores ou atividades, influenciando o nível técnico 
e político; e 4) como mediação entre a burocracia e as condições objetivas para 
efetivação de direitos (BATTINI, 2015, p. 7). 
Em relação à sua finalidade, pode-se indicar: 
1) propiciar dinâmica e sentimento de pertença, promovendo controle social; 2) acompanhar e 
avaliar sistematicamente a política e o exercício profissional cotidiano, na perspectiva prático-
crítica. 
Essa perspectiva situa o planejamento como uma atividade ou um processo onde os 
sujeitos que o formulam, executam e avaliam os resultados desse processo são um 
produto humano renovado, portanto, não mais definido como uma técnica pura, mas 
um instrumento que afirme uma verdadeira atividade prático-crítica, transformadora, 
impulsionadora de novas relações, processos e produtos. O planejamento, assim, 
torna-se importante mediação para desvelar um comportamento autenticamente 
humano, ontológico, de natureza prático-crítica. (BATTINI, 2015, p. 7).
A respeito do planejamento no Brasil:
1. Foi utilizado pela primeira vez na década de 1950 no governo Juscelino Kubitschek;
2. Houve pressões fortes da classe média urbana, cada vez mais numerosa, que 
reclamava planejamento para resolver problemas econômicos e sociais;
3. O Plano de Metas (governo JK) foi um planejamento originalmente com 30 metas (não 
incluía Brasília, que depois foi incluída como a trigésima primeira meta) contemplando 
diversos setores: indústria, transportes, educação (igual a formar técnicos), energia 
elétrica, produção de petróleo etc. Vale observar que o plano produziu resultados que 
superaram o previsto num intervalo que se estende de 30 a 125% do previsto.
NÓS QUEREMOS SABER!
7
Ao planejar, é preciso articular de forma consequente intenções e ações:
Nesse modo de constituição do concreto edificam-se princípios, diretrizes e estratégias 
de ação, tecendo uma teia de relações ricas e vivas que movem a sociedade. Nessa 
linha, o planejamento compromete-se com os vínculos de diferentes naturezas 
constitutivos de uma certa totalidade social. O planejamento social é sempre vinculado 
a uma política que, por sua vez, é constituída das tensões entre forças sociais presentes 
numa dada realidade concreta. (BATTINI, 2015, p. 8).
A seguir será apresentada uma contextualização a respeito da economia e da sociedade brasileira.
2 Breve apresentação do contexto socio-
econômico brasileiro
Interessantes os primeiros anos deste século. Neles estão presentes a contradição entre a 
solidariedade, compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a 
todas, e o individualismo. São tempos em que se verificam a eclosão de inúmeras manifestações 
sociais e incontáveis situações de violência nas ruas, geradas, muitas vezes, pela falta de 
perspectiva e capacidade de realização, notadamente de jovens, de mulheres e homens com 
mais de 50 anos, chefes de família com capacidade de trabalho e sem muitas oportunidades no 
mercado formal de trabalho.
O fato de o Brasil ser reconhecido como democracia leva à reflexão a respeito do significado 
dessa palavra para o brasileiro e gera curiosidade quanto à qualidade da democracia vivenciada 
nestas terras.
O termo não se resume a exercer o direito de voto de tempos em tempos. É bem mais, é a 
liberdade de expressão, a participação na vida social e econômica sem privilégios de nenhuma 
espécie. Ela deve ser praticada, disseminada e estimulada para se fortalecer.
A democracia brasileira mostra-se resistente a rupturas e a retrocessos em suas instituições, mas 
não é possível indicá-la como madura.
Nesse tipo de democracia, os cidadãos mostram respeito e obediência às regras 
vigentes (the rule of law). Outro elemento fundamental da qualidade da democracia é 
o grau de envolvimento dos cidadãos na política. A democracia contemporânea requer 
uma cidadania ativa que se envolva na arena política via discussões, deliberações, 
referendos e plebiscitos, ou seja, por meio de mecanismos formais e informais, sem que 
isso comprometa as instituições convencionais de mediação política. Há um consenso 
de que sem o envolvimento popularno processo de construção democrática ela perde 
em legitimidade, mantendo simplesmente sua dimensão formal. (BAQUERO, 2008, n. 
p.).
Jovens democracias com instituições frágeis vivem o desafio de consolidar uma cultura de 
convivência entre representantes de partidos políticos de situação e oposição, reconhecendo 
um no outro o direito à livre manifestação e ao posicionamento contrário a uma corrente de 
pensamento. 
A democracia deve ser examinada na sua dimensão social, na medida em que os 
elevados índices de pobreza e desigualdade social têm gerado, segundo pesquisas 
realizadas nos últimos anos (BAQUERO, 2000), o aumento da desconfiança dos 
cidadãos das instituições políticas e seus representantes, o que tem levado ao 
questionamento crescente de suas legitimidades. (BAQUERO, 2008, n. p.).
8 Laureate- International Universities
O Planejamento Social
Vê-se a ineficiência do setor público brasileiro, a quem alguns estudiosos indicam funcionar 
como um dispositivo analógico, frente às demandas da sociedade civil apresentadas em ritmo ou 
velocidade digital. O descompasso gera desconfiança e hipóteses, muitas comprovadas, tratando 
da descrença da população no contrato social vigente.
Nessa perspectiva, caracterizar um sistema democrático de qualidade depende, em 
grande parte, da forma como um país tem encaminhado seu processo de transição 
para a democracia. A este respeito, Carothers (2002) argumenta que as novas 
democracias são regimes híbridos que se situam entre a democracia e o autoritarismo, 
materializados pela capacidade das elites em se apropriar progressivamente dos 
recursos estatais, mesmo com a existência de uma oposição e instituições democráticas. 
Deste modo, as elites se afastam da sociedade e se encapsulam no poder. (BAQUERO, 
2008, n. p.).
Democracia e desenvolvimento, incluindo o crescimento econômico, pressupõem qualidade 
participativa, diminuição da desigualdade econômica e social.
A classe média tem assumido o ônus do pagamento da dívida social, por meio de uma 
carga tributária brutal que inviabiliza a mobilidade social via trabalho assalariado. De 
acordo com Neto e Coelho, a classe média não se beneficia da maioria dos programas 
de Lula, centrados nos pobres (NETO; COELHO, 2008). Na média, pagam impostos 
elevados para o governo e recebem, em troca, serviços insuficientes. O Estado tem se 
mostrado, portanto, ineficiente em proporcionar serviços sociais adequados, além de 
não conseguir erradicar as práticas de corrupção e de falta de ética na distribuição de 
recursos públicos. (BAQUERO, 2008, n. p.).
 Conforme Houaiss (2008, n. p.), 
[...] utopia, é um lugar ou estado ideal, de completa felicidade e harmonia entre 
os indivíduos. Também, qualquer descrição imaginativa de uma sociedade 
ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas 
verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade.
Para Thomas More, considerado um dos grandes humanistas da história (autor do livro 
A Utopia, publicado em 1516, mas atual e bastante acessível), “trata-se de um projeto 
humanista de transformação social e esse projeto é, em seu entender, perfeitamente 
viável para o século em que vive” (MORE, 2007, p. 11). É uma crítica sobre a vida na 
Europa no século XVI. 
NÓS QUEREMOS SABER!
Jean Jacques Rousseau, filósofo, teórico político e escritor, publicou em 1762, a obra: “Do 
Contrato Social”. A obra foi considerada uma utopia, visto propor um estado ideal, onde impere 
o respeito ao desejo da maioria e o bem comum.
2.1 A conjuntura socioeconômica brasileira
O sociólogo Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira comparou a Economia Brasileira ao animal 
ornitorrinco. O sociólogo comparou o design e características do animal à economia brasileira, ou 
seja, ela apresenta traços de muita modernidade e outros que representam o atraso. (Bernardes, 
2008,pg.88)
O Brasil tem uma economia diversificada e complexa, quando comparada aos países da América 
9
O que é burocracia?
Conforme Houaiss (2008, n. p.), é o “sistema de execução da atividade pública, esp. 
da administração, por funcionários com cargos bem definidos, e que se pautam por um 
regulamento fixo, determinada rotina e hierarquia com linhas de autoridade e responsabilidade 
bem demarcadas, ou ainda, sistema encarado como estrutura ineficiente, inoperante, morosa 
na solução de questões e indiferente às necessidades das pessoas”. 
NÓS QUEREMOS SABER!
Latina e com vasto campo para desenvolvimento, quando comparado aos grandes centros 
econômicos. Um sistema bancário vigoroso, composto por instituições públicas e privadas com 
produtos que contemplam a praticamente todos os públicos. Conta também com um importante 
parque industrial tradicional (têxtil, construção civil, móveis, plástico, vestuário, calçados e 
bebidas) e de tecnologia mais avançada (imagem e som, eletrodomésticos, informática e 
automóvel). O desafio posto é o de criar pontos de encaixe entre o desenvolvimento social 
e econômico e a geração de postos de trabalho. Como fazer isto? O planejamento social 
representa bem algumas alternativas de inclusão e diminuição das desigualdades.
2.2 Considerações sobre Teoria econômica
Toda sociedade econômica, qualquer que seja sua forma de trabalho, enfrenta três problemas 
fundamentais e determinados pela Lei da escassez: o que e quanto produzir; como produzir; e 
para quem produzir. Essa tríade de problemas é comum a todas as sociedades econômicas, porém 
respondida de maneira diferente segundo a consciência crítica, a qualidade da democracia e a 
educação. 
 
Vale destacar que a honestidade e a integridade nas respostas que as sociedades oferecem para 
a solução de tais problemas, por meio de suas instituições privadas e governamentais, serão 
determinantes para a qualidade de vida e desenvolvimento do país. 
Os interesses sociais estão ligados aos poderes políticos. Muitas vezes, o capital se sente 
ameaçado, mas se resguarda no amparo jurídico da propriedade privada. Como indicado por 
Mascaro (2013), as eleições, de modo geral, por exemplo, podem até dar diretrizes imediatas 
ao governo, mas não alteram as amarras jurídicas gerais do Estado. A multiplicidade das 
burocracias faz com que influências, domínios e capturas dos órgãos estatais sejam também 
variados. Em sociedades capitalistas de grande competição, é possível vislumbrar órgãos de 
governo e administração atrelados mais diretamente aos setores competitivos a eles ligados. 
Bancos e especuladores têm influência próxima em bancos centrais, indústrias, em ministérios 
ligados à produção, classes agrárias, em ministérios de agricultura ou mesmo do meio ambiente, 
e até mesmo os trabalhadores, em algumas situações, ligam-se a ministérios como o do trabalho 
ou da assistência social. Assim, a forma como agentes econômicos disputam fatias do poder e 
da riqueza e participam da vida social é um elemento sobretudo político.
2.2.1 O exército industrial de reserva como perversidade na economia 
tradicional
De acordo com Sandroni (2006, p. 324), “exército industrial de reserva” foi uma expressão 
empregada por Karl Marx para designar o conjunto de trabalhadores desempregados. A esse 
mesmo contingente humano ele deu o nome de “população relativa excedente”. Ao contrário 
de todos os economistas que o precederam, Marx analisou a existência do exército industrial de 
10 Laureate- International Universities
O Planejamento Social
reserva como um fenômeno inerente à própria produção capitalista. Para ele, os capitalistas, a 
fim de vencerem os concorrentes, são obrigados a empregar continuamente novas máquinas 
com o intuito de baratear os custos de produção e aumentar a produtividade do trabalho. O 
emprego de novas máquinas e novos equipamentos leva à diminuição da parte relativa à mão 
de obra, o que provoca o chamado “desemprego tecnológico”. 
A contribuição deMarx aponta ainda que o capitalismo, mesmo em época de prosperidade, tem 
no desemprego um fator importante para diminuir a pressão sobre os salários. 
Respostas ruins representam anos e mais anos de atrasos tecnológicos e de exclusão da maioria 
da população a possibilidades de realização como seres humanos. Damos a esse processo o 
nome de Círculo Vicioso da Pobreza. É uma espiral decrescente, que envolve todos em um 
processo de degradação dos valores de formação, concorrência e convivência que deveriam 
compor a cesta de referenciais de toda a sociedade. 
Já as respostas positivas para os mesmos problemas oferecidas por instituições governamentais 
e privadas remetem ao Círculo Virtuoso da Economia, que busca contemplar a maioria em 
um processo qualitativo de acesso à educação, aos ganhos de produtividade e de mais e maior 
participação da população na riqueza do país. 
É interessante notar que, quanto mais desenvolvidas as economias, menores as distâncias entre 
os menores e os maiores salários. Para ficar mais claro: em países subdesenvolvidos, a diferença 
salarial é notavelmente alta. 
As grandes tecnologias foram e continuam a ser criadas, majoritariamente, por imensos grupos 
empresariais de países desenvolvidos. Esses grupos patenteiam suas descobertas e processos, 
obtendo o direito a receber como royalties vultosas quantias. 
Nas economias subdesenvolvidas, as empresas, notadamente as de pequeno porte, atuam em 
contexto de cultura de cópia, o que as mantém na situação de empresas que dificilmente inovam, 
por falta de recursos, e, assim, seguem em dinâmica de pobreza.
Por fim, outra diferença entre círculo vicioso e círculo virtuoso é que, via de regra, economias 
imersas na dinâmica do círculo vicioso – países subdesenvolvidos podem, sim, viver curtos 
períodos de crescimento econômico que, na verdade, vêm a ser a expansão quantitativa da 
produção. Já economias de países ricos vivem o crescimento qualitativo, ou seja, aliado ao 
aumento da quantidade de bens e serviços produzida pelo país, ocorre a melhoria proporcional 
na qualidade de vida de sua população. 
Um país só pode ser considerado desenvolvido quando sua população dispõe de acesso fácil 
e de qualidade aos serviços básicos (Educação, Saúde, Transporte, Habitação, Saneamento 
básico, Energia elétrica e Água potável). 
O desenvolvimento econômico está associado ao grau de respeito ao ser humano. Ele contém o 
crescimento. O contrário não é verdadeiro.
Quando falamos em desenvolvimento, associamos o termo à riqueza. Mas se é assim, por 
que a Holanda é mais desenvolvida que o Brasil, ou a Suíça em comparação à Colômbia? 
A disponibilidade de recursos naturais, por si só, não explica o desenvolvimento. Contudo, se 
avaliarmos a justiça distributiva, teremos a percepção correta de que Suíça e Holanda estão mais 
bem posicionadas no conceito de desenvolvimento, por não apresentarem tantas disparidades de 
renda e sociais entre a sua população. Essas comparações podem ser feitas de forma adequada, 
quando utilizamos um referencial que sistematiza e consolida informações agregadas. Isso é feito 
pelo recurso da contabilidade; no caso de um país, a contabilidade nacional. 
11
Quando se trata de países, as ciências econômicas consideram alguns indicadores que servem de 
referência para tais comparações. Assim, por exemplo, o PIB (Produto Interno Bruto) é a medida 
indicativa do total de bens e serviços produzidos por um país. 
No entanto, quando se pensa em termos da riqueza da população, consideramos o valor do PIB 
dividido pelo total de habitantes do país. O resultado é o PIB per capita, que nos indica a renda 
média da população. 
Para contabilizar sua riqueza, as pessoas somam seus recursos (salários, lucros, dividendos, juros 
e aluguéis), e o resultado é o valor do patrimônio nominal. Descontada a inflação (processo de 
aumento generalizado de preços), temos o valor real do patrimônio. Valor nominal é o valor de 
um produto ou serviço ao preço corrente (em reais). 
Valor Real é o valor do mesmo produto ou serviço em reais, descontada a inflação. A lógica é 
a que segue no exemplo: em 1994, lançamento do Plano Real (plano econômico que estabilizou 
os preços de nossa economia), com R$ 100,00 (cem reais) comprávamos mais de cem frangos 
de um quilo cada. Em 2007, os mesmos cem reais compravam cerca de cinquenta quilos de 
frango. Do que estamos falando? Esse é um exemplo da perda de poder aquisitivo causada pela 
inflação. Quanto mais frágeis as instituições de uma cidade, estado ou país, mais sua população 
sofrerá com essa doença silenciosa que afeta a todos, porém que recai pesadamente nas famílias 
de menor renda.
Frequentemente, as complexidades da vida colocam-nos frente a um quadro de novas necessidades. 
É quando precisamos decidir. As decisões e escolhas têm um custo para nossas vidas e para a 
vida daqueles que nos cercam. Como podem notar, Economia trata disso. Não é apenas o hoje, 
mas também o amanhã.
Pensar em sustentabilidade remete às necessidades do homem. Do que realmente precisamos 
para viver bem? Em uma sociedade de consumo como a que vivemos, além de atender às 
necessidades básicas, muitas vezes impomo-nos a saciar as expectativas de terceiros em relação 
a nós. Será que damos conta disso? O imaginário moldado por peças publicitárias muito 
competentes impõe-nos o consumo pelo consumo, causando a febre de estarmos no centro 
do universo pela aparência, e não pelo que somos. É um risco individual e coletivo, quando 
passamos a acreditar que tudo o que não somos ou temos pode ser comprado. 
A economia do dinheiro dissolve os vínculos e relações que compõem as comunidades 
“tradicionais”, de modo que o dinheiro se torna a verdadeira comunidade. 
Entre os fatores constitutivos da globalização, em seu caráter perverso atual, encontram-se a forma 
como a informação é oferecida à humanidade e a emergência do dinheiro em estado puro como 
motor da vida econômica e social. São duas violências centrais, alicerces do sistema ideológico 
que justifica as ações hegemônicas e leva ao império das fabulações, a percepções fragmentadas 
e ao discurso único do mundo, base dos novos totalitarismos – isto é, globalitarismos – a que 
estamos assistindo. Cada vez mais, o espaço para o diverso diminui sobremaneira na sociedade, 
daí a tendência a planejamentos concebidos por poucos e voltados a atender muitos, o que 
necessita ser revisto.
2.2.2 Notícias da globalização e de seus efeitos
A globalização sintetiza mudanças de padrão tecnológico-organizacional e colocou em evidência 
a palavra competitividade. O progresso nas áreas de eletrônica, informática e telecomunicações 
é notável. Isso trouxe para primeiro plano a questão da eficiência, e os grandes grupos passaram 
por um amplo processo de reestruturação e mudanças nos contratos com fornecedores e clientes. 
O mundo, imenso, tornou-se pequeno por conta da revolução tecnológica, que no âmbito dos 
12 Laureate- International Universities
O Planejamento Social
negócios propicia oportunidades. 
Por falar em oportunidade, não podemos desconsiderar que novas tecnologias resultam em novos 
produtos e novas possibilidades de negócios. No entanto, a fatia das economias subdesenvolvidas 
nesse bolo é pequena. Isso em função dos altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento 
e da diminuição do ciclo de vida dos produtos, cada vez mais curto. Além disso, uma das 
consequências mais perversas das mudanças tecnológicas é o desemprego nos países pobres.
Não podemos escapar à evidência de que a civilização iniciada pela revolução 
industrial aponta de forma inexorável para grandes calamidades. Ela concentra riqueza 
em benefício de uma minoria cujo estilo de vida requer um dispêndio crescente de 
recursos não renováveis e que somente se mantém porque a maioria da humanidade 
se submete a diversas formas de penúria inclusivea fome. Uma minoria dispõe dos 
recursos não renováveis do planeta sem preocupar-se com as consequências para as 
gerações futuras do desperdício que ela hoje realiza. (FURTADO, 1998, p. 64).
Por vezes olha-se para o desenvolvimento incompleto como uma combinação de fatores, 
que, mesmo contraditoriamente, minora a pressão sobre os recursos naturais. Sem renda as 
pessoas consomem menos. Mas como aponta Furtado (1998, p. 64), “[...] eleva o coeficiente 
de desperdício, ao difundir padrões de consumo sem correspondência com os baixos níveis de 
renda das populações”. 
 
Pensem nisto: fala-se muito em competitividade. Poucos refletem sobre seus efeitos em relação 
à nossa vida. Ela avilta e afrouxa a moral e os valores, pois coloca o outro como algo a ser 
superado a todo e qualquer custo, em todos os planos (famílias, empresas e dos governos – vide 
guerra fiscal no Brasil, envolvendo cidades e estados). 
3 O mundo do trabalho como espaço de 
exclusão
A produção capitalista começou a partir do momento em que se criaram condições de excesso 
de oferta de mão de obra por força do desemprego generalizado que predispunha um crescente 
número de seres humanos a vender sua força de trabalho a “qualquer preço” para subsistir. 
Conforme Huberman (1981, p. 173), “um homem só trabalha para outro quando é obrigado”. 
Essas condições fundamentaram a Inglaterra como local onde o capitalismo se evidenciou e 
reuniu condições de irradiar sua influência para outras nações europeias.
As revoluções industriais dos séculos XVIII e XIX foram marcos nas transformações das relações 
de trabalho e nos avanços tecnológicos e, à medida que o processo de substituição de pessoas 
por máquinas automatizadas e a ênfase no aumento da produtividade aumentavam, reduzia-se 
o poder de compra da maior parte da população. Gerou-se, inicialmente de forma gradual, e 
posteriormente de forma aguda, um “desemprego estrutural sem precedentes” (KHURY, 2007, 
p. 9). 
O sistema capitalista tem, entre seus pressupostos, a redução de custos e o aumento da 
produtividade para tornar os produtos competitivos no mercado. Essa lógica foi historicamente 
atendida no decorrer do processo de desenvolvimento desse modo de produção e certamente 
beneficiou um grupo seleto de grandes corporações, que alcançaram produção sem precedentes, 
mercados transcontinentais e ganhos expressivamente elevados, por conta da melhora nos 
processos produtivos e ganhos de produtividade, graças, entre outros, aos avanços tecnológicos 
incorporados. Esses avanços tecnológicos propiciaram o surgimento de outra categoria de 
trabalhadores: os trabalhadores do conhecimento. 
Conforme Rifkin (2004, p. 175), os trabalhadores do conhecimento são um grupo distinto, unido 
pelo uso da tecnologia da informação de última geração para identificar, intermediar e solucionar 
13
problemas. São criadores, manipuladores e abastecedores do fluxo de informação que constrói 
a economia global pós-industrial e pós-serviço. 
As inovações tecnológicas representam grande entrave para a mão de obra pouco qualificada, 
pois esse tipo de trabalhador, uma vez dispensado pelas empresas, via de regra não consegue 
refazer sua volta ao mercado formal, e, quando isso ocorre, o patamar salarial é inferior ao 
proporcionado pelo emprego anterior. 
O rompimento desse ciclo de empobrecimento se manifesta, nas camadas excluídas do ambiente 
econômico formal, de diversas formas, como descrito anteriormente. Atuando junto a essas 
pessoas, ONGs podem ressignificar o uso de novas tecnologias e sentidos a partir de ações 
fundamentadas na formação humana e de economia solidária.
4 O papel das organizações sociais
Mais de duas décadas de estabilidade econômica produziram profundas mudanças no 
comportamento das organizações. Anteriormente, o foco das empresas era exclusivamente o 
lucro, mas hoje envolve preocupações muito amplas, tais como: acionistas, funcionários, 
fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio ambiente. A demanda da sociedade 
de uma forma ou de outra deve ser incorporada à sua atuação. Assim, a responsabilidade social 
trata diretamente da qualidade de gestão e da repercussão desta no entorno, clientes e parceiros 
internos e externos. Um processo que nunca se esgota... 
O primeiro passo é um diagnóstico interno realizado de forma integrada que possibilite indicar 
em quais pontos são necessárias e possíveis mudanças positivas nas políticas de relacionamento 
e nas práticas da empresa com o mercado. A partir daí, estabelecer um cronograma de ações a 
serem promovidas. É importante determinar que responsabilidade social não se confunde com 
filantropia, visto ser bem claro que o bem-estar social é enfatizado pelas empresas, sobretudo 
pelo aumento na lucratividade do empreendimento, fator de permanência delas no mercado. 
O livro A promessa do terceiro setor: um estudo sobre a construção do papel 
das organizações sem fins lucrativos e do seu campo de gestão, de Andres Pablo 
Falconer. 
Disponível em: <http://lasociedadcivil.org/docs/ciberteca/andres_falconer.pdf>. 
Acesso em: 15 abr. 2015.
A obra traz conhecimentos sobre terceiro setor, economia solidária, desenvolvimento 
local e empreendedorismo. Propicia reflexão sobre os espaços para a atuação de 
organizações sem fins lucrativos e indica a importância de sistemas administrativos 
para a sustentabilidade dos empreendimentos. 
NÃO DEIXE DE LER...
A responsabilidade social praticada pelas organizações assume as seguintes características: 
abrangência e inclusão, pois se preocupa com a transparência e a repercussão de seus atos; 
corresponsabilidade, ou seja, as empresas são responsáveis pela vida de seus funcionários, 
qualidade de seus fornecedores, e não apenas por seu produto final; e sustentabilidade e 
transparência em suas ações. Empresas responsáveis elaboram balanço contábil e social 
de seus atos periodicamente. Atuam com preocupações ambientais e trabalham procurando 
influenciar positivamente as parcerias pelo atingimento de propósitos elevados, sem perder de 
vista sua necessidade de lucratividade.
14 Laureate- International Universities
O Planejamento Social
5 Marco regulatório das organizações 
sociais 
A Lei no 91 de 28 de agosto de 1935 determinou regras para o reconhecimento de uma entidade 
como de utilidade pública, desde que atendesse aos seguintes requisitos:
• Tenham personalidade jurídica;
• Estejam formalmente constituídas e em atividade e que sirvam desinteressadamente à 
coletividade;
• Que os cargos de sua diretoria, conselhos fiscais, deliberativos ou consultivos não sejam 
remunerados. 
A leitura indica a simplicidade da legislação e a margem a malfeitos com recursos públicos, 
visto que, para ser reconhecida como tal, bastava apresentar relatório de serviços prestados à 
coletividade, sem a necessidade de relatório do que foi arrecadado. 
Na década de 1930, o Brasil passou por notáveis transformações econômicas e sociais. Pode-se 
citar a indústria de base de transformação, entre outros, o aumento do papel social assumido 
pelas ONGs. Tal fato especialmente exigiu uma redefinição da legislação das entidades de 
utilidade pública. ONGs receberam por quase sessenta anos benefícios fiscais, desonerações, 
isenções e acesso a financiamentos públicos. Assim, o que era uma distinção social transformou-
se em condição diferenciada para o acesso a sinecuras (emprego ou cargo rendoso que exige 
pouco trabalho) e benesses do Estado com claro desvio de propósito de seu conceito inicial. 
Isso resultou em malfeitos com recursos públicos, entre os quais os empreendidos nos anos 
1980 e 1990 pelo grupo de congressistas apelidados de “anões do orçamento” num esquema, 
desbaratado pela CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, nos anos de 1993 e 1994.
A atuação do grupo de parlamentares tinha duas grandes frentes. Na primeira, parlamentares 
faziam emendasou alterações em leis, remetendo dinheiro para entidades filantrópicas ligadas 
a parentes e laranjas. Na segunda, os acertos eram feitos com grandes construtoras para a 
inclusão de verbas no orçamento para grandes obras, em troca de comissões. 
A restauração da credibilidade das organizações com atuação no terceiro setor passou por sua 
recaracterização como Organização Social (OS) e Organização da Sociedade Civil de Interesse 
Público (OSCIP). Assim, as organizações sociais são: 
[...] pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas 
ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos nesta Lei. (Lei no 
9367/98).
As Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público foram criadas a partir da Lei no 9790/99, 
regulamentada pelo Decreto 3100/99. Com isso, pode-se afirmar que as OSCIPs atuam em 
temas prioritariamente públicos, e as OS são uma privatização do público. Em síntese, as OS 
geralmente são criadas com apoio do Poder Público, com o específico propósito de absorver 
órgãos extintos. Já as OSCIPs são entidades criadas por iniciativa da sociedade, que se organiza, 
funda uma entidade e busca uma qualificação, que irá credenciar e estabelecer uma parceria 
com a administração pública na realização de atividades de cunho social (BARRETO, 2005).
Enquanto isso não ocorre, temos então o espaço para a atuação de organizações não 
governamentais e filantrópicas. 
15
5.1 Terceiro setor: espaço de construção de 
novidades no campo econômico e social
A antropóloga Ruth Cardoso (2000) descreve o terceiro setor como um espaço de participação 
e experimentação de novos modos de pensar e agir sobre a realidade social. É o surgimento de 
uma esfera pública não estatal e de iniciativas privadas de sentimento público.
Filantropia, conforme Houaiss (2008), significa amor profundo à humanidade, envolvendo a 
realização de ações com desprendimento. Falar em desprendimento e altruísmo no século XXI soa 
como desafio numa época em que o mercado tem no planejamento um pressuposto, e no cálculo 
de retorno de investimento uma necessidade. Quando se reflete sobre o terceiro setor, não se 
pensa no lucro em primeiro momento, mas sim na repercussão do seu trabalho em relação à 
evolução em indicadores sociais, ou no bem-estar das pessoas. 
Filantropia, no entanto, não é igual a desenvolvimento social, que é uma ação tradicionalmente 
atribuída ao primeiro setor, o governo. O segundo setor, composto dos atores de mercado 
(empresas do setor privado), caracteriza o conjunto de ações que acontecem no interior do 
terceiro setor – aquele que é público porém privado (IOSCHPE et al., 2000).
O terceiro setor é um campo marcado pela diversidade de atores e formas de organização no 
apoio. Na década de 1980 foram as ONGs que, articulando recursos e experiências na base da 
sociedade, ganharam visibilidade enquanto novos espaços de participação cidadã. Percebe-se 
atualmente que o conceito de terceiro setor é bem mais abrangente. Inclui o amplo espectro das 
instituições filantrópicas dedicadas à prestação de serviços nas áreas de saúde, educação e bem-
estar social. Contempla também as organizações voltadas para a defesa dos direitos de grupos 
específicos da população, como crianças, mulheres, negros, povos indígenas ou de proteção 
ao meio ambiente, promoção do esporte, cidadania, cultura e lazer. Compreende inúmeras 
experiências de trabalho voluntário, pelas quais cidadãos exprimem sua solidariedade através da 
doação de tempo, trabalho e talento para causas sociais. 
NÃO DEIXE DE VER...
O filme O Garoto, de Charles Chaplin. Toda a obra do cineasta, produtor e ator Charles 
Chaplin é genial; existem poucas divergências em relação a isso. Minha sugestão é que 
você adquira um exemplar para assistir sempre que possível.
Trata-se de um drama, tratando de uma mãe solteira que não tem condições de criar o 
filho. É um excelente filme para refletir sobre o papel de ONGs dedicadas ao trabalho 
desafiador com crianças e adolescentes e a questão da adoção.
Os anos 1990 revelaram inúmeras ações de filantropia empresarial, pelas quais as organizações 
concretizam sua responsabilidade e compromisso com a melhoria da comunidade. Em países 
em desenvolvimento, o terceiro setor existe, está em processo de fortalecimento e tem papel 
insubstituível na mobilização de recursos humanos e materiais para o enfrentamento de desafios 
como o combate à pobreza, à desigualdade e à exclusão social.
16 Laureate- International Universities
O Planejamento Social
O artigo “A importância do planejamento estratégico em organizações do terceiro setor”, 
de Eliane Vignatti Avancini e Sandra Maria Almeida Cordeiro. Serviço Social em revista. 
Universidade Estadual de Londrina: Londrina, v. 7, n. 1, jul.-dez. 2004. 18 p. 
Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/ssrevista/c_v7n1_sandra.htm>. Acesso em: 
15 abr. 2015.
As autoras analisam a importância do planejamento, enquanto ferramenta gerencial que 
“proporciona a sensibilidade para identificar, ao longo do tempo, ações necessárias ao 
enfrentamento de estrangulamentos e desafios institucionais que devem ser vencidos” 
(VIGNATTI; CORDEIRO, 2004, n. p.).
Objetivo: Ampliar o conhecimento sobre planejamento estratégico. Registre os pontos 
principais do artigo lido, elaborando, assim, um material para estudos e consultas 
futuras. 
Principais pontos a serem observados: Como organizações do terceiro setor podem 
contribuir para o avanço do conhecimento gerencial e a renovação da gestão nas 
organizações contemporâneas.
NÓS QUEREMOS SABER!
17
Neste Capítulo, você teve clareza de que, em tese, a atuação do governo deveria privilegiar o 
resultado e a universalidade das políticas e de que a sociedade civil atua por interesses específicos 
e muitas vezes a partir de formatos inovadores. 
São propostas diferentes, porém é possível inferir que possam agir juntas naquilo que cada uma 
faz melhor. O melhor possivelmente decorra da mobilização de potencial empreendedor, meios 
(mão de obra e conhecimento) e dinamismo existentes no terceiro setor, combinando-os com as 
iniciativas e recursos governamentais. 
Conforme Ruth Cardoso (2000), no Brasil, a legislação que se aplica ao setor não lucrativo é 
antiquada e inadequada. Ela não dá conta de fenômenos novos como a responsabilidade social 
do setor privado empresarial e as relações crescentes de parceria, em todos os níveis, entre 
órgãos públicos e organizações não governamentais. A legislação vigente, ao tratar de forma 
indiferenciada todo e qualquer tipo de associação civil, não estimula a atuação dos cidadãos 
e o investimento social da empresa. Tampouco coíbe eventuais abusos praticados em nome 
da filantropia e da assistência social. Daí a necessidade de novos modelos de gestão que, na 
dimensão do trato com a esfera pública, supere a visão patrimonialista e, na gestão de ONGs e 
OSCIPs, uma visão de gestão que contemple qualidade, agilidade e eficiência.
SínteseSíntese
18 Laureate- International Universities
O Planejamento Social
BAQUERO, Marcelo. Democracia formal, cultura política informal e capital social no 
Brasil, Campinas, v. 14, n. 2, nov. 2008.
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-
62762008000200005&script=sci_arttext>. Acesso em: 20 abr. 2015.
BARRETO, Lucas H. Dantas. Terceiro setor: uma análise comparativa das organizações sociais 
da sociedade civil de interesse público. In: Fórum Marco Regulatório, 2005. Disponível em: 
<http://www.forummarcoregulatorio.org.br/edito/acesso/arquivos/terceiro-setor-uma-analise-
comparativa-das-organizacoes-soci.pdf>. Acesso em: 8 abr. 2015.
BATTINI, Odária. Política e Planejamento Social: decifrando a dimensão técnico-operativa na 
prática profissional.In: CEDEPS – Capacitação, Assessoria e Consultoria em Políticas 
Públicas, 2009. Disponível em: <http://www.cedeps.com.br/wp-content/uploads/2009/06/
Pol%C3%ADtica-e-planejamento-social.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2015.
BERNARDES, Marco Aurélio. A implantação de incubadoras de empresas: estudo de caso 
de uma cidade do interior paulista. São Bernardo do Campo, SP, 2009. Dissertação (Mestrado 
em Administração) – Faculdade de Administração e Economia da Universidade Metodista de São 
Paulo, São Bernardo do Campo. 
CARDOSO, Ruth. Fortalecimento da Sociedade Civil. In: IOSCHPE, B. Evelyn et al. 3º Setor: 
Desenvolvimento Social Sustentado. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
FURTADO, Celso. O capitalismo global. 7. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
IOSCHPE, B. Evelyn et al. 3o Setor: Desenvolvimento Social Sustentado. 4. ed. São Paulo: Paz e 
Terra, 2000.
HOUAISS, A. Dicionário eletrônico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.
HUBERMAN, L. História da Riqueza do Homem. 17. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 
1981. 
KHURY, F. O. C. O trabalho ante a desafiadora Sociedade Pós-Industrial. 189 p. 
Dissertação (Mestrado em Direito) – Universidade de Caxias do Sul, Faculdade de Direito, Rio 
Grande do Sul, 2007. 
MASCARO, Alysson Leandro. Estado e Forma Política. São Paulo: Boitempo, 2013.
MORE, Thomas. A utopia. São Paulo: Martin Claret, 2007. (Coleção A Obra prima do Autor).
RIFKIN, Jeremy. O fim dos empregos. São Paulo: Makron Books do Brasil, 2004. 
SANDRONI, Paulo. Dicionário de Economia do século XXI. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 
2006.
ReferênciasBibliográficas
	5 Marco regulatório das organizações sociais 
	5.1 Terceiro setor: espaço de construção de novidades no campo econômico e social
	4 O papel das organizações sociais
	3 O mundo do trabalho como espaço de exclusão
	2 Breve apresentação do contexto socioeconômico brasileiro
	2.1 A conjuntura socioeconômica brasileira
	2.2 Considerações sobre Teoria econômica
	1 Planejamento social: conceitos e finalidades
	Introdução
	Síntese

Mais conteúdos dessa disciplina