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Exame da Marcha Outubro, 2016 DEAMBULAÇÃO – método de locomoção que envolve o uso dos membros inferiores, de forma alternada, em apoio e propulsão, com pelo menos um pé em contato com o solo durante todo o tempo; MARCHA – maneira ou padrão de locomoção que diferencia dois indivíduos. CICLO DA MARCHA – intervalo de tempo entre duas ocorrências sucessivas do mesmo evento. Considera-se como início do ciclo o momento em que o pé toca o solo, denominado contato inicial. FASES DA MARCHA – durante um ciclo, duas fases distintas podem ser definidas para cada membro: Fase de apoio – durante o qual o pé está em contato com o solo, e o tronco faz a ultrapassagem do membro apoiado. Fase de balanço – quando ocorre o avanço do membro. Parâmetros Lineares Parâmetros Lineares PASSO – distância entre os pontos em que os pés tocam o solo (contato inicial). Por convenção, dá nome ao passo o pé que está à frente (step); PASSADA – distância entre os pontos em que um mesmo pé tocou o solo em dois pontos sucessivos (stride); LARGURA DO PASSO – distância entre o ponto de contato inicial de um dos membros, medida perpendicularmente ao segmento de reta que une dois pontos de contatos sucessivos do membro contralateral. TEMPO DO CICLO – tempo em segundos decorrido entre dois apoios sucessivos do mesmo membro (tempo da passada). CADÊNCIA – número de passos ocorridos em determinado período de tempo. Em geral, considera-se o número de passos dados em um minuto. Fases da Marcha Exame da Marcha Patológica Exame da Marcha Patológica Anserina ou Miopática As pernas estão abdução, há hiperlordose lombar, (ex: gestantes) como se o paciente quisesse manter o corpo em equilíbrio, em posição ereta apesar do déficit muscular; A inclinação do tronco para um lado e para o outro é semelhante a marcha de um ganso. Há rotação exagerada da pelve, arremessando ou rolando os quadris de um lado para o outro a cada passo, para deslocar o peso do corpo,; Frequente nas miopatias com fraqueza da musculatura da cintura pélvica, principalmente dos músculos glúteos médios. (Trendelenburg) Exame da Marcha Patológica Ceifante ou Hemiparesia/Hemiplegia: Padrão espástico de marcha caracterizado por incapacidade em aumentar a velocidade de locomoção ou adaptar-se às irregularidades nas condições do solo, além das dificuldades em elevar o pé durante a fase de oscilação da marcha; Essa marcha é encontrada nas hemiplegias espásticas, que são causadas após doenças neurovasculares, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) que envolvem o hemisfério cerebral ou o tronco cerebral. Nela, o membro inferior encontra-se estirado sobre o solo, o pé em ligeiro eqüino e, às vezes, os dedos flexionados. O membro inferior se torna rígido e aparentemente maior que o oposto. Quando quer andar, o paciente leva o membro estirado inicialmente para lateral, por ser demasiadamente longo, depois, para frente, descrevendo um movimento de circundução ao redor da coxa, como se ceifasse a terra; Exame da Marcha Patológica Cerebelar /Ebriosa Sintomas bilaterais que afetam partes axiais do corpo, que manifesta andar vacilante e anormalidades da marcha e do equilíbrio. Maior oscilação postural numa direção antero-posterior que é aumentada ao fechar os olhos, sofrem perda de coordenação ( > MMII); As anormalidades da marcha com ataxia cerebelar incluem dificuldade com a localização precisa dos pés, que geralmente estão muito separados. Exame da Marcha Patológica Escarvante Recorrente nas afecções do MNI; Comprometimento do nervo peronial comum (fibular ou ciáticopopliteo externo), que acarreta flacidez da perna e déficit dos músculos dorsiflexores do pé, o paciente caminha levantando excessivamente a perna, à custa de enérgica flexão da coxa sobre a bacia; Observada em paciente com lombociatalgia na qual o membro afetado é mantido em atitude antalgica de semiflexão (para evitar o estiramento da raiz comprometida) e na deambulação esta posição é conservada, e ao avançar o paciente inclina o tronco para frente (tronco fletido), conferindo o ato de saudar. Exame da Marcha Patológica Tabética Pacientes com ataxia sensorial apresentam marcha de bater o pé, de base ampla, com os olhos fixos no chão para feedback visual; Quando em pé com os calcanhares reunidos, haverá uma amplitude maior de oscilação postural quando os olhos se fecham. Pode ocorrer em neuropatias diabética ou alcoólica ou em problemas que afetam a coluna dorsal, tais como tumores da medula espinhal; Estes distúrbios interrompem o input proprioceptivo aferente do SNC, essencial para iniciar e regular os ajustes corporais na posição em pé. Exame da Marcha Patológica – Espástica / Espasmótica Resultado da paralisia espástica dos músculos adutores do quadril, que faz os joelhos serem puxados um para junto do outro de tal modo que as pernas podem ser balançadas para frente somente com grandes forças. Exame da Marcha Patológica - Parkinsoniana Postura de flexão geral: coluna/cabeça/ cotovelos e pernas ligeiramente; Os pacientes ficam de pé imóveis e rígidos, com escassos movimentos automáticos dos membros e uma expressão facial fixa, como máscara, e piscando raramente; Embora os braços se mantenham imóveis, há tremores afetando os dedos e punho; Ao caminharem, seu tronco se inclina ainda mais para frente; os braços permanecem imóveis do lado do corpo ou são flexionados ainda mais e levados um pouco à frente do corpo. Os braços não balançam. Quando o paciente caminha, as pernas permanecem dobradas nos quadris, joelhos e tornozelos.; Exame da Marcha Patológica - Parkinsoniana Os passos são curtos, de modo que os pés apenas deixam o solo e a sola dos pés se arrasta no chão. A marcha com passos pequenos é denominada marche à petis pas; A locomoção para frente pode levar a passos sucessivamente mais rápidos, podendo o paciente cair se não for apoiado; este andar cada vez mais rápido é chamado de festinação; Não conseguir compensar por movimentos de flexão ou extensão do tronco. A conseqüência é uma serie de passadas propulsivas ou retropulsivas; Caminhada de modo surpreendentemente rápido por um breve período. Referências: DURWARD, Brian; BAER, Gilian. Movimento funcional Humano. Manole, SP, 2001. SMITH, Laura K; WEISS, Elisabeth L.; LEHMKUHL, L. D. Cinesiologia Clinica de Brunnstrom. 5º edição, Editora Manole, SP, 1997. HOPPENFELD, Stanley. Propedêutica Ortopédica. Editora Atheneu, SP, 1999. ROY, Serge; WOLF, Steven L.; ROTHSTEIN, Jules M. Manual do Especialista em Reabilitação. 1º edição, Editora Manole, SP, 1997. MAGEE, David J. Avaliação Musculoesquelética. 3º edição, Editora Manole, SP, 2002 Perry Jacquelin, Análise de Marcha, - marcha patológica,Vl 2, Editora Manole2005.