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Fichamento - Processos Grupais

Fichamento de estudo de caso sobre a técnica dos grupos-operativos segundo Pichon‑Rivière e Henri Wallon. Descreve origem, objetivos (aprendizagem/mudança), tarefa explícita/implícita, enquadre, papéis de coordenador e observador e caráter terapêutico.

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ 
PÓS GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E 
INSTITUCIONAL 
 
 
 
 
Fichamento de Estudo de Caso: A técnica de grupos-
operativos à luz de Pichon-Rivière e Henri Wallon 
 
Tábata Hudson Santos 
 
Processos Grupais 
 Tutor: Prof. Flaviany Ribeiro da Silva 
 
 
 
 
 
 
 
Americana 
2019 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
Estudo de Caso de Harvard: “A técnica de grupos-operativos à luz de Pichon-Rivière e 
Henri Wallon” 
 
 
Referência: BASTOS, Alice Beatriz B. Izique. A técnica de grupos -operativos à luz de 
Pichon- Rivière e Henri Wallon. Psicolinf. 2010, vol .14, n.14, pp. 160 - 169. 
 
Texto do Fichamento: 
 
A técnica dos grupos operativos teve seu início em Buenos Aires, onde ocorria uma 
greve de enfermeiras, e o médico psiquiatra Pichon-Rivière não conseguia atender a todos 
nos quesitos medicações e cuidados gerais, então propôs que os “menos comprometidos” 
prestassem uma assistência aos “mais comprometidos”, o que foi muito produtivo para todos. 
Esta técnica consiste em um trabalho em grupo, cujo objetivo é promover um processo de 
aprendizagem para os sujeitos envolvidos. Ainda segundo Pichon-Rivière, podemos entender 
que o processo de aprendizagem é um sinônimo de mudança, na medida em que deve haver 
uma relação dialética entre sujeito e objeto e não uma visão unilateral, estereotipada e 
cristalizada, ou seja, aprender em grupo significa uma leitura crítica da realidade, uma atitude 
investigadora, uma abertura para as dúvidas e para as novas inquietações. 
A condição fundamental para a construção do conhecimento é a construção do eu, e 
esta por sua vez está diretamente ligada a interações que nada mais são do que as relações 
estabelecidas com as pessoas, com os objetos, com o espaço e com o tempo, e a partir 
destas interações o sujeito pode: referenciar-se no outro, encontrar-se com o outro, 
diferenciar-se do outro, opor-se a ele e assim, transformar e ser transformado por este 
conquistando assim a diferenciação eu-outro, onde o eu, precisa diferenciar-se do outro, 
libertar-se gradualmente do sincretismo e adquirir noção do próprio corpo, para, só assim 
processar a consciência de si. Dessa forma, a vivencia em grupo contribui de forma decisiva 
para que a diferenciação eu-outro seja estabelecida e para construção da personalidade. 
Na concepção de Pichon-Rivière, o grupo apresenta-se como instrumento de 
transformação da realidade, e seus integrantes passam a estabelecer relações grupais que 
vão se construindo, na medida em que começam a partilhar objetivos comuns, a ter uma 
participação criativa e crítica e a poder perceber como interagem e se vinculam. 
O grupo operativo trabalha através da tarefa (sendo a tarefa o percurso que o grupo 
percorre para atingir o objetivo) explicita, que é a aprendizagem, diagnostico ou o tratamento, 
a tarefa implícita, que é o modo que cada um vivencia o grupo, o enquadre que são os 
elementos fixos, como o tempo, a função do coordenador ou do observador, e o por último 
mas não menos importante o objetivo principal, que é a mudança, está por sua vez envolve 
 
 
 
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todo o grupo que passa a se adaptar para que exerçam diferentes papeis e posições afim de 
alcançar o objetivo principal. 
Neste momento percebemos medos e ansiedade nos integrantes, por se tratar de uma 
certa quantidade de pessoas que possuem referenciais diferentes os integrantes ficam 
receosos de se perder em velhas e cômodas certezas a cerca de si e do mundo, mas isto 
faz-se necessário pois assim os indivíduos se abrem para romper estereótipos, para o novo e 
o desconhecido. 
A técnica do grupo operativo indica a presença e a intervenção de um coordenador, 
que indaga, problematiza e direciona o grupo para a realização da tarefa em comum e de um 
observador que registra o que ocorre na reunião, regata a história do grupo e depois analisa 
com o coordenador os pontos consequentes, o movimento do grupo em torno da tarefa e os 
papeis desempenhados pelos integrantes. 
Neste sentido, podemos dizer que os grupos operativos têm um caráter terapêutico 
apesar de que nem todos os grupos terapêuticos podem denominar-se de grupos operativos. 
Além disso pode ser trabalho do mediador ou coordenador provocar, problematizar, levantar 
questões, propor cortes e rupturas nas falas, fazendo com que os integrantes do grupo se 
desestabilizem e escutem as próprias falas, gerando novas perspectivas e descobertas. 
Ao perceber a influência dos grupos na evolução do sujeito, o Wallon afirma que estes, 
além de serem importantes para a aprendizagem social da criança, também o são para o 
desenvolvimento de sua personalidade e para consciência de si própria.

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