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INTRODUÇÃO Moçambique é um país em que grande parte da população se dedica a actividade agrícola, sendo cerca de 90% da produção proveniente das zonas rurais, onde esta é praticada para subsistência das famílias, produzindo-se no entanto também culturas de rendimento para satisfazer as necessidades básicas, sendo assim, as leguminosas exercem um grande papel na alimentação humana já que contribui no balanceamento da dieta da população Moçambicana e tem sido implementada nas comunidades no âmbito da luta contra a desnutrição crónica das crianças, o que torna importante o impulsionamento do aumento da produção. Que para isso, torna necessário conhecer as pragas importantes destas leguminosas de modo a saber como lidar com elas, ou seja, saber que medidas de precaução a tomar antes de implementação da cultura e que cuidados ter no processo de produção. Objectivos Geral Estudar as Pragas e Doenças que atacam as leguminosas (Feijão Nhemba, feijão vulgar, amendoim e soja) Específicos Conceituar as principais variáveis em estudo; Identificar Pragas e Doenças que atacam as leguminosas em estudo. Descrever os principais sintomas e controlo usado para cada tipo de praga e doença. Caracterizar as Pragas e Doenças que atacam as culturas em estudo; Conhecer as principais pragas e doenças mais importantes nas leguminosas. Principais conceitos As leguminosas são grãos contidos em vagens ricas em tecido fibroso. Possuem fibras solúveis e insolúveis, que colaboram para um bom trabalho intestinal e contribuem para o controle dos níveis de colesterol no sangue. Em Moçambique são consideradas com leguminosas importantes as seguintes: Feijão nhemba (Vigna unguiculata), Feijão vulgar (comum) (Phaseolus vulgaris), Feijão boer (Cajanus cajan) e Amendoim (Arachis hypogaea). Pragas Organismos praga: São organismos que reduzem a produção das culturas ao atacá-las, são transmissores de doenças (principalmente viroses) e reduzirem a qualidade dos produtos agrícolas. (PICANÇO, 2010) Doenças Doenças de plantas são anormalidades provocadas geralmente por microrganismos, como bactérias, fungos, nematodos e vírus, mas podem ainda ser causadas por falta ou excesso de factores essenciais para o crescimento das plantas, tais como nutrientes, água e luz. Neste caso, são também conhecidas como distúrbios fisiológicos (Embrapa Hortaliças, 2007). É uma condição envolvendo mudanças anormais na forma, fisiologia, integridade ou comportamento da planta. Tais mudanças podem resultar em dano parcial ou morte da planta ou de suas partes (AGRIOS, 2005). Cultura de Feijão Nhemba ( Vigna unguiculata ) Pragas Tipo de praga Distribuição Outras leguminosas hospedeiras Nematodo-de-galha Pragas de raízes e caule Todo o país Soja e outras feijões Gorgulho-do-caule-do-feijão Todo o país Soja e feijão vulgar Tripes-da-folha Pragas das folhas Todo o país Feijão vulgar e Soja Afídios Todo o país Amendoim, Feijão vulgar eholoco. Besouro-da-folha Todo o país Feijão vulgar e amendoim Lagartas-da-folhagem ------------------- Feijão vulgar, Soja e Amendoim. Tripes do botão Pragas das flores Todo o país Feijão vulgar, feijão bóer e Soja. Besouros-das-flores Todo o país Feijão vulgar e Amendoim Gorgulho-do-botão Todo o país ------------------ Percevejos Todo o país Feijão vulgar,holocoe soja. Broca-da-vagem Todo o país Amendoim e feijão vulgar Lagarta-americana Pragas das vagens ----------------- ----------------------- Rato-do-campo Todo o país Feijão vulgar e Soja Fonte: autor (2019), dados retirados na obra de (Segeren, 1994). Nematodo de galha Sintomas: são amarelecimento, deficiências nutritivas, atrofia da planta, murchidão e baixa produção. Biologia: As larvas pré-parasitas, que ficam no solo, entram em raízes novas onde dão a origem de formação de células gigantes e a divisão excessiva de células no tecido onde se alimentam dando origem as galha. Controlo: Uso de variedades resistentes e rotação de cultura com plantas não hospedeiras. Tripes-da-folha (Seriocothrips occipitalis) Sintomas: as folhas novas nascem mal formadas, as vezes um pouco rugosas com manchas claras, quando o ataque é muito grande, a página inferior da folha fica bronzeada e encontra-se ai a tripes. Biologia: os insectos aparecem na época quente, quando o tempo é seco. Normalmente não precisa combate-los. Controlo: em campos atacados, tratar a cultura cerca de 2 semanas após a germinação. Besouro-das-flores (Meloidae) Biologia: As larvas vivem alguns anos no solo, onde se alimentam de insectos, especialmente de ovos de gafanhotos. Controlo: em geral o combate não é económico; captura manual ou com uma rede. Características: o comprimento vária de 10-16 mm ou de 25-35 mm, de cor castanha ou preta, com manchas colorizas nas asas, voam com um ruído caracterisco, de planta para planta, onde se alimentam exclusivamente das flores Gorgulho-do-botão (Apion sp.) Características: Mede 2-3 mm de comprimento. As larvas são pequenas (1 - 2 mm), brancas, e as pupas têm coloração amarelada, estes insectos encontram-se no interior do botão. Sintomas: os botões ficam mal formados com pontos alongados, as vezes acastanhados e não formam flores. Biologia: os ovos são ovopositados individualmente nos botões ainda pequenos. Controlo: Semear cedo na época chuvosa; fazer rotação de cultura, fazer combate químico. Rato-do-campo (Praomys natalensis) Sintomas: o rato rasga as vagens verdes com sementes já formadas. Biologia: o rato-do-campo vive numa vegetação densa, dentro do campo do feijão ou nos arredores. Esconde-se durante o dia, para aparecer e comer durante a noite. Controlo: limpar o máximo os campos e zonas em volta do campo; usar ratoeiras no campo; não matar cobras que comem ratos; Doencas da cultura de feijão nhemba Segundo Segeren (1994), as doenças importantes da cultura de feijão nhemba em Moçambique são: Murchidão e podridão-do-pé e do-caule. Pústula-bacteriana Mosaico-amarelo. Mosaico dourado. Mosaico dos afídios Vassoura-de-bruxa Murchidão (Fusarium oxysporum) e Podridão-do-pé e do-caule (Rhizoctonia solani) Sintomas: Fusarium provoca inicialmente amarelecimento das folhas e depois uma murcha rápida de todas as plantas. Cortando longitudinalmente a base do caule, observando-se os vasos d Rhizoctonia solani provoca lesões alongadas e deprimidas, de cor castanho-avermelhada, mais tarde castanho-escura, nas raízes e na base do caule, dentro de duas semanas depois da germinação, normalmente seguidos pelo amarelecimento das folhas e murchaescolonizados pelos fungos descolorados. Biologia: Geralmente estes fungos têm maior incidência em condições de altas humidades (chuvas abundantes, ma drenagem). Hospedeiros em comum: Amendoim, Soja e outros feijões. Controlo: Usar variedades resistentes; semear semente limpa e sã; fazer rotação de culturas com culturas não hospedeiras; semear em campos com boa drenagem; combater a mosca do feijão através do controlo químico e eliminar plantas atacadas e queimar. Pústula-bacteriana (Xantomonas campestris) Sintomas: Inicialmente aparecem pequenos pontos salientes, escuros e aguados, na página inferior das folhas, que se transformam em pústulas e na página inferior aparecem manchas necroticas castanho-escuras. Nas variedades susceptíveis aqueles pontos alargam-se formando manchas mais ou menos circulares, as folhas seriamente afectadas ficam amarelas e caem. Biologia A doença espalha-se rapidamente durante o tempo chuvoso e pela rega por aspersão e a bactéria é transmitida pela semente. Controlo: Usar variedades resistentes, se disponíveis e usar semente de boa qualidade Mosaico-amarelo (Cowpea Yellow Mosaic Virus) Sintomas: Os sintomas variam muito nas diferentes variedades do feijão nhemba, pode desenvolver-se nas folhas um mosaico de cor amarelo-brilhante ou verde-clara. Os sintomas são mais graves nas folhas jovens que se tornam raquíticas e deformadas. Biologia O vírus causador deste mosaico, facilmente transmite-sepelo besouro da folha e raramente através das sementes. Hospedeiros em comum: Amendoim, feijão bóer e Soja. Controlo: Usar variedades resistentes; usar semente sã; remover outras plantas hospedeiras principalmente leguminosas e remoção de plantas infectadas. Mosaico-dourado ( Cowpea Golden Mosaic Virus) Sintomas: manchas grandes nas folhas, amarelo-brilhantes. Nas infecções graves toda a superfície foliar fica amarelo-brilhante, as folhas torcidas e enrugadas e as plantas raquíticas. Biologia Apenas transmite-se pela mosca branca (Bemisia tabacci), não se conhece transmissão pela semente. Controlo: Ver mosaico-amarelo e combater. Mosaico-dos-Afídios ( Cowpea Alphid-borne Mosaic Virus) Sintomas: Nas plantas infectadas observam-se folhas com mosaico verde-claro e verde-escuro, o ultimo principalmente nas nervuras. Em ataques intensos as folhas são deformadas e as plantas ficam pequenas. Cont. Biologia O vírus transmite-se por afídios (Aphis craccivora, Myzus persicae) e também através da semente. Hospedeiros em comum: Soja, feijão vulgar, feijão holoco, feijão-frade. Controlo: Combater os afídios e ver ainda ver mosaico-amarelo. Vassoura-de-bruxa (Micoplasma) Sintomas: Desenvolvimento de ramos compridos com folhas mais claras, mais estreitas e de tamanho reduzido, formação de vassouras (em vez de um só pedúnculo formam-se muitos pedúnculos pequenos que não dão origem a botes), no fim do ciclo os botões aparecem galhas. Biologia: Supõe-se que a doença seja causada por mico-plasma, desconhecendo-se o vector. A doença aparece mais na sementeira da segunda época (Janeiro- Fevereiro). Controlo: Usar variedades resistentes ou menos susceptíveis; semear cedo na primeira época em Outubro ou na primeira quinzena de Novembro e pulverização contra Tripes-de-botão diminui bastante o grau de ataque. Cultura de Feijão vulgar Pragas e Doenças Pragas Pragas Distribuição Outras leguminosas hospedeiras Mosca-do-feijão Todo o país, com maior incidência nos planaltos Soja, feijão nhemba Roscas ------------ Soja e feijão vulgar Lagartas-da-folhagem Soja e Amendoim. Besouros-das-folha Todo o país Feijãonhembae Amendoim Térmitas Todo o país Feijão bóer, Nématodo-de-galha -------------- Soja e outros feijões Fonte: autor (2019), dados retirados na obra de (Segeren, 1994). Mosca-do-feijão (Ophiomyia spencerella, O. Phaseoli) Sintomas: as plantas novas murcham e morrem. A base do caule torna-se as vezes um pouco mais grossa devido a presença de larvas e ou pupas. A planta atacada produz novas raízes por cima da parte atacada do caule, se a humidade do solo for suficiente. Biologia: as moscas poem os ovos isolados nas primeiras folhas ou no caule. As larvas fazem estragos até transformarem-se em pupas. O ciclo evolutivo leva 3 a 5 semana, conforme a temperatura. Controlo: rotação de cultura; usar variedades resistentes; fazer amontoa e após a colheita arrancar e destruir as plantas. Roscas (Agrotis spp.) Características: Possuem 30- 45 mm de comprimento, aspecto gorduroso. As roscas são lagartas de cor castanho-verde ou cinzento-escura. Sintomas: as lagartas pequenas são encontradas nas folhas, especialmente de madrugada. Quando crescidas só são encontradas na terra ao pe da planta e cortao a planta através do caule ao nível da terra. Biologia: a primeira fase larval permanece na folhagem durante 1 a 2 semanas e a medida que as lagartas se desenvolvem, estas penetram nos solo, onde permanecem durante o dia. Controlo: aplicar insectida granulado no solo; utilizar mais sementes quando se esperam ataque; espalhar farelo misturado com insecticida em volta dos pés da planta. Térmitas(Isoptera) Características: insectos moles de 2 - 5 mm, com cor castanho-esbranquiçada, que vivem por baixo da superfície da terra. Sintomas: estes insectos atacam o caule e as vagens, quando estas começam a secar; provocam murchidão quando o caule é afectado. Biologia: vivem agrupados em colónias, com um casal reprodutor no solo sempre com agua no solo para manter a humidade do corpo. Controlo: destruir os restolhos da cultura antes de semear. Cont. (termites) As pragas: Besouro-da-folha, Lagartas-da-folhagem, Nematódo-da-galha e Térmitas são as mesmas pragas atacam o feijão nhemba. Doencas da cultura de feijão vulgar Mancha-angular (Phaeoisariopsis griseola); Ferrugem (Uromyces appendiculatus) Podridão-do-pé e do-caule (Sclerotium rolfsii, Fusarium oxysporum, Rhizoctonia solani) Antracnose (Colletotrichum lindemuthianum) Mosaico-comum (Bean Common Mosaic Virua) Mancha-angular (Phaeoisariopsis griseola) Sintomas: Esta doença ataca o caule, as folhas e vagens. No caule as lesões são pardo-escuras, alongadas. Quando as lesões aumentam e se juntam, podem causar a desfolhação prematura da planta começando pelas folhas bases, nas vagens atacadas as sementes desenvolvem-se pouco ou ficam enrugadas. Cont. Biologia: Lhe é favorável, temperaturas entre 18 a 25 graus Celcius, pode se transmitir através de semente e o fungo no solo pode sobreviver até 2 anos. Controlo: semear em solos bem drenados; usar semente sã; fazer rotação de culturas e destruir os restolhos de cultura depois da colheita. Ferrugem (Uromyces appendiculatus) Sintomas: Os principais sintomas da doença são pintas pequenas, esbranquiçadas pouco salientem na parte inferior das folhas; as folhas seriamente atacadas amarelecem, secam e caem. Biologia: A infecção pelo fungo é favorecida por períodos prolongados de condições húmidas e temperaturas moderadas entre 21 a 27 graus Celcius; e a doença transmite-se pela semente. Controlo: reduzir a densidade das plantas no campo; usar sempre que for possível as variedades resistentes e queimar os restos da cultura. Podridão-do-pé e do-caule (Sclerotium rolfsii, Fusarium oxysporum, Rhizoctonia solani) Os caules atacados por Pythium aphanidermatum mostram lesões cinzento-esverdeada e aguardas de consistência mole. Biologia: Geralmente estes fungos têm maior incidência em condições de altas humidades (chuvas abundantes, ma drenagem). Rhizoctonia é favorecida pela temperatura do solo relativamente baixa e o Sclrerotium por temperatura altas. Ambos os fungos sobrevivem no solo através de esclerotos, que podem manter a sua viabilidade durante anos, a infecção destes fungos é facilitada através de mosca-do-feijão. Controlo: Usar variedades resistentes; semear semente limpa e sã; fazer rotação de culturas com culturas não hospedeiras; semear em campos com boa drenagem; combater a mosca do feijão através do controlo químico e eliminar plantas atacadas e queimar. Antracnose (Colletotrichum lindemuthianum) Sintomas: As folhas infectadas tornam verde-escuras, rugosas e encaracoladas. Nas vagens aparecem manchas redondas de 1 a 10 mm, com margens castanho-escuras e centro castanho-claro; as vezes são visíveis no centro, uma massa de conídeos cor-de-rosa, que tornam castanha, cinzenta ou preta quando secar. Biologia: o desenvolvimento do fungo é favorecido por alta humidade atmosférica, chuvas regulares e temperaturas reguladas de 13 a 26 graus Celcius. O fungo transmite-se pela semente. Controlo: usar variedades resistentes; fazer consociação de cultura; fazer rotação de cultura. Mosaico-comum (Bean Common Mosaic Virus) Sintomas: os sintomas variam com a estripe de vírus, a idade da planta, o grau de resistência da variedade e as condições climáticas. Biologia: o vírus do mosaico-comum é transmitido por vários afídios (Myzus percicae, Aphis fabae e Aphis gossypii) e pela semente contaminada. Controlo: usar semente certificada; usar variedades resistentes a Mosaico-comum; arrancar imediatamente as plantas infectadas e queima-la. Cultura de Amendoim Pragas e Doenças Pragas da cultura de amendoim Afídios Hilda Térmitas Afídios ( Aphis craccivora) Características: Pequenos insectos pretos, redondo, de 0,5 a 2 mm de comprimento, na grande maioria sem asas. Sintomas: Provocam uma ligeira diminuição no vigor da planta, sem sintomas específicos.Transmitem o vírus que provoca a doença da Roseta. Cont. Biologia: As plantas novas são infestadas uma ou algumas fêmeas aladas (com asas). Estas originam 1 a 3 ninfas por dia, de que resulta ao fim de 8 dias, as fêmeas adultas sem asas. Os ataques são em geral menos intensos quando o amendoim é cultivado em consociação com outras culturas. Controlo: semear o amendoim muito denso de maneira que o solo rapidamente coberto; fazer consociação com mandioca, mapira, mexoeira ou mandioca; fazer rotação de culturas e semear logo no inicio da época chuvosa, quando ainda é baixa a transmissão do vírus-da-roseta. Hilda (Hilda patruelis) Características: Insecto sugador de 2- 5 mm, com cor castanho-esverdeada. Os adultos são saltadores, tem manchas e listras brancas e as ninfas não têm asas. Sintomas: As plantas atacadas mostram sintomas de murchidão e amarelecimento, e finalmente morrem (parece sintoma de falta de água). Biologia: Os insectos atacam a base do caule por baixo da superfície da terra. Sugam a seiva e injectam uma saliva tóxica que provocam problemas de murchidão e amarelecimento. Controlo: pulverizar a área em volta do campo depois de germinação do amendoim, manter a área em volta limpa de plantas espontâneas. Térmitas(Isoptera) Características: insectos moles de 2 - 5 mm, com cor castanho-esbranquiçada, que vivem por baixo da superfície da terra. Sintomas: estes insectos atacam o caule e as vagens, quando estas começam a secar; provocam murchidão quando o caule é afectado. Biologia: vivem agrupados em colónias, com um casal reprodutor no solo sempre com agua no solo para manter a humidade do corpo. Controlo: destruir os restolhos da cultura antes de semear. Doenças da cultura de Amendoim As Doenças mais importantes são: Roseta Mancha-Castanha e Mancha-preta Ferrugem Podridão- do- caule Roseta (Groundnut Rosette Virus) Sintomas: Os primeiros sintomas consistem numa descoloração amarela das folhas mais novas, descoloração que se acentua irregularmente. As plantas infectadas, quando ainda novas, ficam raquíticas e nunca produzem vagens. Biologia: O vírus causador da doença e transmitido por um afídio (Aphis craccivora) que suga a seiva da planta do amendoim. Após 14 dias de infecção aparecem os primeiros sintomas. Controlo: Semear variedades resistente; destruir as plantas espontâneas de amendoim e dar atenção as ervas, porque os afídios podem sobreviver nesta plantação durante a época seca. Mancha-Castanha (Cercospora arachidicola) e Mancha-preta (Cercosporidium personata) Sintomas: Os primeiros sintomas da mancha-castanha são pequenas manchas necróticas, que depois se alargam nas folhas mais velhas. A doença avança progressivamente para as folhas mais novas, a frutificações do fungo desenvolve-se Na parte superior da folha. Os sintomas da mancha-preta são os mesmos sintomas da mancha castanha, mais as manchas são mais pequenas em relação a mancha castanha. Biologia: As condições ambientais que favorecem o desenvolvimento de doenças são períodos de humidade nas folhas e temperaturas de 25-31 Celcius. A mancha-preta aparece, em geral, mais tarde que a mancha castanha, e é mais grave no fim da época. Controlo: Usar variedades resistentes; efectuar rotação de culturas; arrancar e queimar as plantas severamente atacadas e destruir as plantas espontâneas de amendoim para não servirem como fonte de inóculo. Ferrugem (Puccinia arrachidis) Sintomas: O fungo provoca aparecimento de postulas de cor castanha em ambas as páginas das folhas, mais em maior número na página inferior da folha e por vezes também nos pecíolos nos caules. A infecção de ferrugem coincide muitas fezes com a mancha castanha ou preta e assim os sintomas e efeitos destas doenças são difíceis de distinguir. Biologia: A infecção e desenvolvimento da e favorecida por temperatura de 20-30celcius, água da superfície da folha e humidade relativa elevada. As plantas são susceptíveis em todas as fases de desenvolvimento, a incubação dura 7-20 dias. Controlo: Erradicar plantas espontâneas de amendoim antes de semear; utilizar variedades resistentes ou menos susceptíveis. Podridão-do-Caule (Sclerotium rolfsii) Sintomas: O primeiro sintoma desta doença é uma podridão circundando o caule, e depois se alastra a todo o caule e provoca a murcha e a morte da planta. Os tecidos atacados ficam cobertos por um micélio branco, sobre o qual se forma os esclerotos, pequenos grânulos esbranquiçados, que depois se tornam acastanhados. Biologia: As temperaturas altas (25-30) Celcius favorecem o desenvolvimento do fungo. Por isso a doença apresenta-se com frequência nos terrenos que tem ma drenagem. A disseminação de um campo para outro dá-se principalmente pelo transporte de materiais contaminados ( solo, estrume, semente, etc) pelo homen, por animais, pelo vento e pela agua. Controlo: Utilizar variedades resistentes; fazer rotação de cultura de 3-4 com milho ou algodão, por exemplo; queimar plantas logo apos a colheita ou dar ao gado. Cultura de Soja Pragas e Doenças Pragas da cultura de Soja As principais pragas são: Roscas Lagarta- da – folhagem Tripes- da- folha Percevejos Broca -da -vagem Rato- do- campo Estas Pragas são as mesmas que as da cultura de feijão nhemba e feijão vulgar. Doenças da cultura de soja Vassoura -de – bruxa Degenerescência da semente Murcha-purpúrea – da semente Mosaico da soja Mildio Oidio Vassoura -de -bruxa (Micoplasma) Sintomas: As plantas ficam de cor verde mais intensa e observa-se regressão floral formando-se crescimento complexo, semelhantes a folha. Por vezes só uma parte da planta apresenta sintomas enquanto o resto da planta permanece sã, produzindo vagens normais. Biologia: Supõe-se que a doença seja causada por micoplasma, desconhecendo-se o vector. A doença aparece mais na sementeira da segunda época (Janeiro- Fevereiro). Controlo: Usar variedades resistentes ou menos susceptíveis; semear cedo na primeira época em Outubro ou na primeira quinzena de Novembro e pulverização contra Tripes-de-botão diminui bastante o grau de ataque e não semear soja em áreas com problemas sérios de ataques. Mosaico (Doença virica) Mosaico comum da soja Mosaico dourado Degenerescência da semente ( Soybean Mosaic Virus) Sintomas: As folhas enrolam-se. As plantas atacadas quando ainda novas, ficam raquíticas e produzem poucas vagens, mal formadas. Quando o ataque se da tarde, não se vêem diferenças entre plantas atacadas e sadias, mais a maturação das plantas atacadas e ligeiramente retardadas e aparecem manchas no tegumento da semente de cor castanha ou preta, conforme a coloração do hilo, nas plantas afectadas. Biologia: A transmissão do vírus acontece por várias espécies de afídios e pela semente. Este vírus de mosaico tem um grande número de plantas hospedeiras. Controlo: Usar variedades resistentes; usar sementes de boa qualidade, isentas de vírus. Míldio Essa doença é causada pelo fungo Peronospora manshurica, o qual ataca folhas e sementes em formação. A doença tem início nas folhas unifoliadas e progride para cima, podendo atingir toda a parte aérea. Os sintomas iniciais do ataque do fungo são representados por pontuações amarelas na parte superior das folhas, as quais aumentam de tamanho, podendo atingir 3-5mm de diâmetro. Controle: Cultivar resistente e tratamento da semente. Oidio É causada pelo fungo MicrosPhaera diflusa (sin. Erysiphe polygonz), que também infecta diversas espécies de leguminosas. É um parasita obrigatório, que se desenvolve em toda a parte aérea da soja, incluindo hastes e vagens, porém, é mais visível nas folhas. Os sintomas apresentados pelo oídio podem variar de clorose, ilhas verdes, manchas ferruginosas, dependendo da reacção das cultivares. Controle: Cultivar resistente (em fase de avaliação). Conclusão Nota-se que as leguminosas possuem muitas pragas e doenças em comum, sabendo mais sobre suas características e métodos de controlo. Os insectos, de uma maneira geral, ocorrem na planta emuma determinada época em que o seu estágio fenológico está produzindo seu alimento ideal. O conhecimento desta relação insecto/planta é importante na medida que o produtor ou técnico tenha de ir ao campo para uma vistoria ou acompanhamento do nível populacional de uma praga para fins de maneio. Obrigado NINNATHAMALELA!